Fazer ecoar


T3

A palavra catequese vem do grego Kat – ekhéo que quer dizer “fazer ecoar”. Então a catequese em si deve fazer ecoar (levar pra lugares longínquos) a palavra de Jesus Cristo. A evangelização é dever de todos sejam catequistas infantis ou adultos, sejam ministros da palavra e eucaristia, ou dos enfermos, sejam os pregadores do grupo de oração, ou diáconos ou ainda mais os padres.

Tudo é ou deveria ser uma catequese permanente, pois muitas pessoas que fizeram a iniciação quando criança não lembram ou não aprenderam tudo o que se deve saber. O catequista é esse espelho, que evangeliza não pela sua cabeça mas sim pelo que ele aprendeu e principalmente pela doutrina da nossa igreja. Se ele não acredita no que prega, ele não pode ser um bom catequista, e nem deve. Acreditar no que fala é condição fundamental para um bom catequista. Acredite existem catequistas que não acreditam totalmente na doutrina da igreja, que duvidam dos milagres. que ignoram os santos e a VIRGEM MARIA, e ainda por cima acham que a morte e ressurreição de Cristo não foi real.

Como uma pessoa assim pode ser catequista? Muitos o são pelo fato de muitos amigos estarem nesta missão e pelo status (aparecer) de estar ali como pessoa importante dentro da comunidade. E a missão da catequese de fazer ecoar fica em segundo plano.

O catequizando (seja de qualquer idade) está sempre de olho nas atitudes do catequista. Como se comporta nas missas(se vai), como se veste, roupas extravagantes, curtas demais, apertadas demais, decotadas demais. Como age na missa: conversa, não presta atenção, atende o celular várias vezes. Se faz escândalo na rua, se briga, se bebe demais, se dança funk na rua como se estivesse em um show, se fuma, se usa drogas, se destrói coisas, fofoca, fala dos outros, não dá lugar no ônibus para idosos e grávidas (fingindo que está dormindo), se fica pelo lado de fora da igreja só para poder papear.

O catequizando precisa de um modelos de fé, pois muitas vezes não o acha na própria casa (pais, irmãos, família, amigos), é através destes catequizandos que haverá a conquista de muitas outra pessoas.

Não sou hipócrita eu trabalho com números (quanto mais melhor), e afirmo o jovem costuma permanecer (frequentar) um lugar onde encontra a maioria de seus amigos. Se um jovem tem 10 amigos e só ele faz a catequese (isso no caso de adolescentes e jovens) ele vai sair (lógico que existem casos #) ainda mais se a catequese não agradar. Mas se a catequese for interessante, dinâmica e alegre ele convencerá mais amigos para participarem.

O catequista não precisa saber tudo, mas ele tem por obrigação procurar saber.

Ler a Bíblia. pesquisar nos livros, pedir ajuda.

Os encontros devem ter preparação e acima de tudo muito amor

Assim vamos construir uma catequese melhor e mais significativa,  e que vai ser um ponto de mudança de vida dos catequizandos.

No próximo post vou iniciar um circulo bíblico sobre os Atos dos Apóstolos, e continuar esse bate papo.

A fé de todos (fides omnium)

Estou abrindo meu primeiro blog para compartilhar as minhas opiniões e a minha experiência (sem pretensão nenhuma) na Igreja Católica, principalmente nas catequeses e nos grupos de jovens.

Aqui pretendo comentar e compartilhar temas relacionados a palavra de Deus através da Bíblia e tópicos para as catequeses em geral ( eucaristia e crisma).

Ao buscar um nome para este blog achei algo muito interessante dentro do Catecismo da Igreja Católica , uma citação que dizia em latim:

Fides omnium christianorum in Trinitate consistit ( a fé de todos os cristãos consiste na Trindade) -CIC 232, algo interessante que declara na continuação do texto que os cristãos são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo e não no nome destes três, pois só existe um Deus, o pai todo poderoso, seu filho único e o Espirito Santo: a santíssima trindade. O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo. (CIC 233-234). Essa é uma afirmação tão poderosa que nem mesmo nossos irmãos protestantes ousam questionar, ou simplesmente ignorar, pois ao falarem também do Espírito Santo, não conseguem diferenciar onde um acaba e outro começa, isso porque eles são um só. A face divina e soberana de Deus pai criador, a face espiritual no Deus Espirito Santo,e a face humana em Deus filho, Jesus Cristo.

Partindo desse ponto escolhi parte da frase para nomear o meu Blog, e por isso mesmo neste primeiro post resolvi compartilhar a minha experiência em escolher um nome. Lembrando que Deus nos conhece pelo nome. Usar essa ferramenta moderna de comunicação, me fez quebrar a minha própria resistência a toda essa modernidade, mas hoje é impossível ficar alheio ao poder de penetração da Internet, por isso mesmo estou aqui, usando a ideia do nosso Santo Papa João Paulo II, que incentivava usar todos os meios de comunicação para a evangelização.

Espero contar com a sua atenção e os seus comentários nesta empreitada.

Paz e bem da parte do senhor Jesus.

Jesus Cristo, qual o teu rosto?

Curiosidades

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Existe uma controvérsia enorme sobre qual seria o verdadeiro rosto de Jesus Cristo. Durante séculos os artistas tem retratado Jesus segundo suas interpretações, mas na maior parte dos casos, se baseiam nas pinturas europeias renascentistas que trazem Jesus branco e de longos cabelos lisos.

Muitas vezes a imagem traz um Jesus angelical. Mas se pensarmos um pico mais a fundo, e mesmo se repararmos no povo de hoje da Palestina (detalhe pouco se alterou desde a época de Cristo) dá para perceber que esse rosto branco de bochechas rosadas, com cabelos longos loiros (ou negros) lisos e barba, não representa verdadeiramente o rosto de Jesus Cristo. Isso porque o povo galileu, naquela época, há mais de 2 mil anos, estava muito longe de ter essa aparência europeia das imagens.

Intrigado com essa confusão que nos persegue há séculos e que acabou se tornando uma referência para os cristãos, o especialista em Antropologia Forense, Richard Neave, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, resolveu desvendar o mistério por trás do verdadeiro rosto de Jesus Cristo. Usando de uma técnica chamada de Antropologia forense. Junto com um grupo de cientistas em 2001

Para isso, ele usou a mesma tecnologia usada para desvendar o rosto de assassinos e outros criminosos (não se espante e ache uma blasfêmia) e começou seu trabalho para remontar o rosto de Jesus Cristo. Para deixar tudo ainda mais real, Neave realizou uma pesquisa aprofundada a respeito das características físicas dos povos semitas da Galileia, no norte de Israel.

Crânios e mais crânios típicos dos judeus foram recebidos e estudados pela equipe do antropólogo forense e, no final, foram feitos raio-x das fatias dos crânios. Computadores, então, criaram os músculos e a pele do que seria o verdadeira rosto de Jesus Cristo quando vivia naquela época, ou melhor até hoje já que acreditamos que ele ascendeu aos céus de corpo e alma.

O rosto de Jesus Cristo

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O resultado? O rosto de Jesus Cristo, como deve ter sido na vida real, já mais de 2 mil anos, foi muito diferente do que imaginamos hoje em dia. De acordo com os estudos de Neave, Jesus era mesmo barbudo, mas tinha cabelos escuros, curtos e, muito provavelmente, cacheados, como o costume de seu povo naquela época

Ainda sobre o rosto de Jesus Cristo, de acordo com os antropólogos, estava longe de ser tão branco ou angelical como das ilustrações. Era, na verdade, um rosto comum, sem muitos atrativos, com pele escura e olhos também escuros, quase pretos. Lembrando do sol escaldante da região.

Jesus também não devia ser um homem muito alto, já que a estatura dos homens de semitas daquela época não era nada impressionante. Acredita-se que ele não tinha mais de 1,50 m de altura e era um homem mais forte que realmente é retratado, já que seu ofício de carpinteiro era um trabalho que exigia esforço físico.

O resultado foi revelado em um documentário produzido em parceria entre a BBC e o Discovery Channel. E para conduzir a reconstrução, os pesquisadores empregaram as tecnologias mais avançadas que tinham à mão na época, assim como o crânio de 2 mil anos de um homem judeu, documentos antigos e técnicas forenses.

E então, você esperava um rosto assim para Jesus?

Na verdade isso é um trabalho da ciência e não desmerece em nada a nossa imagem ideal de Jesus Cristo.Podemos até imaginá-lo parecido conosco já que todos somos imagem e semelhança de Deus.

1 – Primeiras imagens

Uma das representações mais antigas de Jesus de que se tem notícia é a que você poderá ver na imagem seguir. Datada do ano 235, a imagem foi descoberta entre os frescos que cobrem as paredes de uma sinagoga da cidade de Dura Europos, na Síria. Veja:

A figura, embora não seja muito nítida, retrata um dos milagres de Cristo, “A Cura do Paralítico”. Nela, podemos ver Jesus com os cabelos curtos e encaracolados e vestindo uma simples túnica e sandálias. O exemplo abaixo, descoberto na Espanha no ano passado, consiste em uma gravura sobre um prato de vidro do século 4 que também mostra o messias sem sua icônica barba.

2 – Os cabelos e a barba crescem

As primeiras representações de Jesus com os cabelos mais longos e com o rosto coberto de barba começaram a surgir ainda no século 4 — provavelmente inspiradas na forma como os deuses gregos e romanos eram retratados. Um dos exemplos mais antigos é a imagem a seguir, descoberta na Catacumba de Marcelino e Pedro, localizada em Roma.

3 – Menino Jesus

Imagens que retratavam Jesus ainda bebezinho começaram a surgir por volta do século 4, pelo menos, e um dos exemplos mais emblemáticos é o mosaico do século 6 que você pode conferir a seguir:

Localizada na Basílica de Santa Sofia — que fica em Istambul, na Turquia —, a obra mostra a Virgem Maria embalando Jesus em seus braços, enquanto os Imperadores Bizantinos presenteiam o Menino com a (então) cidade de Constantinopla.

4 – Cristo acompanhado

Uma das imagens mais antigas de Jesus acompanhado de seus apóstolos foi descoberta em 2010 nas Catacumbas de São Tecla, localizada em Roma. Os arqueólogos estimam que o fresco seja do final do século 4 ou início do século 5, e acreditam que a imagem — que traz todos os personagens barbados e São Paulo já ficando careca — serviu de base para muitas representações dos seguidores de Cristo que surgiram depois.

5 – Jesus beatificado

O mosaico que você pode ver a seguir foi encontrado no Mausoléu de Gala Placídia, situado em Ravena, na Itália, e data do século 5. Nele, Cristo é retratado usando as cores reais — roxo e amarelo — enquanto guarda o seu rebanho. Veja:

A obra — conhecida como “O Bom Pastor” — traz Jesus novamente sem barba, mas agora com vestimentas e aparência que remete aos antigos romanos. Além disso, ele aparece com um halo sobre sua cabeça.

6 – Crucificado

As primeiras imagens de Jesus crucificado começaram a surgir a partir do século 5, enquanto a representação mais antiga de Cristo — retratado na cruz ao lado dos ladrões — em um manuscrito apareceu em um livro do século 6 chamado “Evangelhos de Rabbula”. Veja:

7 – Morto e sepultado

Santo Sudário — fascinante relíquia religiosa , como você sabe, traz o que muitos cristãos acreditam ser a própria imagem de Cristo gravada em sua superfície.

Até hoje sua legitimidade é discutida por religiosos e cientistas de todo o mundo — afinal, o lenço de linho foi extensivamente analisado por equipes de cientistas que, primeiro, determinaram que algumas partes do tecido datam da Idade Média, sugerindo que ele seria uma elaborada farsa e, posteriormente, que o material foi produzido entre 280 a.C. e 220 d.C., ou seja, muito mais próximo da época de Cristo.

 

Fontes:

Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

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“Filêmon, 1 1.Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e seu irmão Timóteo, a Filêmon, nosso muito amado colaborador, 2.a Ápia, nossa irmã, a Arquipo, nosso companheiro de armas, e à igreja que se reúne em tua casa. 3.A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! 4.Não cesso de dar graças a meu Deus e lembrar-me de ti nas minhas orações, 5.ao receber notícia da tua caridade e da fé que tens no Senhor Jesus e para com todos os santos, 6.para que esta tua fé, que compartilhas conosco, seja atuante e faça conhecer todo o bem que se realiza entre nós por causa de Cristo. 7.Tua caridade me trouxe grande alegria e conforto, porque os corações dos santos encontraram alívio por teu intermédio, irmão. 8.Por esse motivo, se bem que eu tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te o que é da tua obrigação, 9.prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, idoso como estou, e agora preso por Jesus Cristo, 10.venho suplicar-te em favor deste filho meu, que gerei na prisão, Onésimo.* 11.Ele poderá ter sido de pouca serventia para ti, mas agora será muito útil tanto a ti como a mim.* 12.Torno a enviá-lo para junto de ti, e é como se fora o meu próprio coração. 13.Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho. 14.Mas, sem o teu consentimento, nada quis resolver, para que tenhas ocasião de praticar o bem (em meu favor), não por imposição, mas sim de livre vontade. 15.Se ele se apartou de ti por algum tempo, foi sem dúvida para que o pudesses reaver para sempre. 16.Agora, não já como escravo, mas bem mais do que escravo, como irmão caríssimo, meu e sobretudo teu, tanto por interesses temporais como no Senhor. 17.Portanto, se me tens por amigo, recebe-o como a mim. 18.Se ele te causou qualquer prejuízo ou está devendo alguma coisa, lança isso em minha conta. 19.Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei. Para não te dizer que tu mesmo te deves inteiramente a mim! 20.Sim, irmão, quisera eu receber de ti esta alegria no Senhor! Dá esta alegria ao meu coração, em Cristo! 21.Eu te escrevi, certo de que me atenderás e sabendo que farás ainda mais do que estou pedindo.* 22.Ao mesmo tempo, prepara-me pousada, porque espero, pelas vossas orações, ser-vos restituído em breve. 23.Enviam-te saudações Epa­fras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, 24.assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores. 25.A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com o vosso espírito!” Filêmon, 1 – Bíblia Católica Online

“1,10. Meu filho que gerei: São Paulo, convertendo este escravo fugitivo, tornara-se seu pai espiritual, “gerando-o” para a vida da graça. Expressões figuradas frequentes em São Paulo (N. do Tr.). 1,11. Muito útil: jogo de palavras com o nome próprio Onésimo, que em grego significa útil. O escravo, que assim se chamava, tinha abandonado seu senhor Filêmon, sem dúvida levando consigo objetos de valor. Convertido por São Paulo, estava ele agora disposto a voltar a seu serviço na casa do seu antigo senhor. 1,21. Mais do que estou pedindo: libertando o escravo recuperado.”

 

Epístola a Filemon, geralmente referida apenas como Filemon (ou Filémon), é o décimo-oitavo livro do Novo Testamento da Bíblia. Faz parte do chamado corpus paulinum, o grupo de cartas escritas pelo (ou associadas ao) apóstolo Paulo.

A Carta a Filemon, ou Epístola a Filemon é uma das 13 cartas escritas por Paulo, a mais breve e pessoal é uma carta escrita de seu próprio punho, envolvendo Onésimo um escravo fugitivo e dirigida a Filemon, seu patrão. (Fm 1, 2, 19) A época mais provável da escrita desta carta é por volta de 60-61 d.C., o apóstolo Paulo tinha a esperança de ser “posto em liberdade” (v. 22) da prisão.

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Papiro 87 (nos numerais de GregoryAland), designado por {\displaystyle {\mathfrak {P}}}87, é um antigo papiro do Novo Testamento. Ele é o mais antigo manuscrito conhecido da Epístola a Filemon. Os textos que sobreviveram de Filemon são os versos 13-15, 24-25.

 

 

A carta inicia-se com uma apresentação (Fl 1,1-3). Logo após, há os agradecimentos a Filemon por seu amor e por sua  (Fl 1,4-7). A parte central da carta é o pedido feito a Filemon a respeito do escravo Onésimo. Este havia fugido e, neste ínterim, se convertido ao cristianismo. Paulo, então, pede a Filemon que perdoe Onésimo e o acolha como um irmão em Cristo (vv. 8-22) (1,8-22). Por fim, há as saudações finais (Fl 1,23) e uma bênção (Fl 1,25).

Logo nos dois primeiros versículos da carta já fica claro a quem ela foi endereçada. O destinatário principal é Filêmon, sendo também citada na Epístola a sua família (Ápia e Arquipo), além da “igreja que está em sua casa”. A forma plural “vós” presente no versículo 3 demonstra que além do destinatário principal, outras pessoas deveriam tomar conhecimento do conteúdo da carta. Talvez o Apóstolo Paulo tivesse a intenção de fazer com que a igreja soubesse do assunto tratado na carta, na esperança de que eles considerassem Filêmon responsável por atender ao pedido que ele estava fazendo.

Dois temas são explorados no conteúdo desta carta: 1. a necessidade do perdão. 2. A aplicação dos valores cristãos à realidade social (especificamente, ao problema da escravidão).

  1. O perdão é também essência dos que comungam da mesma fé. Faz parte dos ensinamentos de Cristo e como Filêmon fazia parte dos convertidos e era, sem dúvida, membro abastado da igreja que se formava, Paulo lembra e cobra sutilmente a postura do perdão que todo cristão deve ter. A expressão da espiritualidade cristã precisava ser traduzida no perdão: esta é a essência do apelo de Paulo a Filêmon. Empregando um trocadilho, o apóstolo escreve acerca de Onésimo, cujo nome significa “útil”, que Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim (Filêmon 1,11), ou seja, as relações mudaram: a utilidade de Onésimo para a Igreja era, agora, maior que para o próprio Filêmon. Perdoar seu escravo fugitivo era prestar um serviço à Igreja.
  2. É estranho ver Paulo falando da escravidão com tanta naturalidade. Mas devemos lembrar que ainda se tratavam de judeus e outros povos recém convertidos ao cristianismo, e a escravidão ainda era comum entre eles. Muitas vezes uma pessoa contraia uma dívida muito alta e trocava a prisão ou a morte por ser escravo (isso também causava um prejuízo grande ao ser que se sujeitava e era até comum este ser vitima de violência e humilhação). Paulo não propõe uma subversão desta instituição característica do período. O cristianismo, ao que parece, não deveria alterar os modelos sociais vigentes. Uma mudança interior de atitude era o que se requeria. Esta mudança interior em Filêmon seria mais importante do que qualquer mudança na própria instituição da escravidão. Por mais estranho e absurdo que pareça.

Há uma conexão grande entre as cartas a Filêmon e aos Colossenses. Além do estilo semelhante, as mesmas pessoas mencionadas em Filêmon (como o próprio Onésimo, Arquipo e Lucas, por exemplo) aparecem também em Colossenses. Isto leva a crer que as duas cartas foram escritas na mesma época, provavelmente entre os anos 59 e 61, período em que Paulo estava preso em Roma. Também dá margem a se imaginar que Filêmon fizesse parte da comunidade de Colossos.

Filemon é uma epístola dirigida a um indivíduo específico. Um escravo seu, chamado Onésimo, havia fugido aparentemente depois de um roubo (cf. Filêmon 1,18). Em situação desconhecida, Onésimo conheceu Paulo e, pelo testemunho deste, acabou por se converter Fl 1,10).

Paulo solicita, então, por meio da carta, que Filemon receba seu escravo fugitivo de volta não como um servo, mas como um irmão. Dois elementos são notáveis aí: Paulo não usa de sua autoridade apostólica (Fl 1, 8-14); e Paulo não pede a libertação de Onésimo. Ele apela à consciência de Filêmon para que o perdoe, ainda que o mantivesse como seu servo, porém indica que Onésimo deva ser tratado como irmão.

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Este é um Estudo Bíblico sobre o Epístola de Filêmon  A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Epístola de Filêmon  (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Lembrando que tudo isso é sugestão e a preparação de quem vai coordenar este círculo é importante.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

 

Estudo Bíblico: Epístola de Judas Tadeu

Estudo Bíblico: Livro de Judas

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São Judas Tadeu, por Georges de La Tour. ca. 1615 – 1620

“São Judas, 1 1.Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. 2.Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. 3.Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. 4.Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor. 5.Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. 6.Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. 7.Da mesma forma Sodoma, Gomor­ra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. 8.Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, desprezam a soberania e maldizem as glórias.* 9.Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!* 10.Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. 11.Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré.* 12.Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! 13.Ondas furiosas do mar, que arrojam as espumas da sua torpeza! Estrelas errantes, para as quais está reservada a escuridão das trevas para toda a eternidade! 14.Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus santos* 15.para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. 16.Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse. 17.Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, 18.os quais vos diziam: “No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões; 19.homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito”.* 20.Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. 21.Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. 22.Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os,* 23.e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne. 24.Àquele, que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, 25.ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém.” (São Judas, 1 – Bíblia Católica Online)

“1,8. Soberania: soberania divina. As glórias: os anjos caídos. 1,9. Alusão a uma tradição judaica – Ascensão de Moisés – que os livros santos não mencionam em nenhuma parte. 1,11. Ver Nm 24 e 16; Gn 4. 1,14. Palavras tiradas do livro de Henoc, escrito judaico não inspirado. 1,19. Que semeiam a discórdia; outra tradução possível: que fazem distinções (entre alimentos puros e impuros). 1,22. O texto deste versículo e do seguinte é bastante incerto.”

Quem foi São Judas?

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Seu nome era Judas Tadeu. A pregação e o testemunho de Judas Tadeu impressionavam os pagãos que logo se convertiam. Não deve ser confundido com Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus. Nasceu em Caná de Galileia, na Palestina. Filho de Alfeu e Maria Cleofas. Era irmão de Thiago, José, Simão e Maria Salomé. Thiago foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo e se tornou o primeiro bispo de Jerusalém. José era conhecido como o justo. Simão foi o segundo Bispo de Jerusalém. São Judas Tadeu foi um apóstolo de Cristo. Era primo de Jesus. Sua mãe Maria era prima de Maria Santíssima e o pai Alfeu era irmão de São José. Sua mãe e sua irmã foram citadas como as Marias (nome comum à época) que visitaram o túmulo de Jesus e descobriram que havia sumido e depois o encontraram na estrada (apesar de que os relatos dos 4 evangelistas diferem sobre quais estavam lá). Salomé lavou os pés de Jesus.

Nas Escrituras, João Evangelista relata que na última ceia, São Judas perguntou ao seu mestre: “Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?” Jesus lhe responde afirmando que teriam manifestações dele todos os que guardassem suas palavras e permanecessem fies a seu amor. Um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús no dia da ressurreição junto com maria e outras Marias provavelmente sua mãe e irmã.

É um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos, em seus Evangelhos, e um dos mais fervorosos do grupo. Depois da ascensão de Jesus e que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciou a pregação de sua fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, pela Galileia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas divulgando o Evangelho. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém e em seguida passou evangelizando pela Mesopotâmia, atual Pérsia, Edessa, Arábia e Síria. Destacou-se principalmente na Armênia, Síria e Norte da Pérsia, sendo o primeiro a manifestar apoio ao rei estrangeiro, Algar de Edessa.

Na Mesopotâmia ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão o Zelota, aparentemente viajando em companhia de quinto Apóstolo a ir ao Oriente. Segundo relata São Jerônimo, ambos foram martirizados cruelmente quando estavam na Pérsia, mortos a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusarem a prestar culto à deusa Diana. Assim, na igreja ocidental, os dois santos são celebrados juntos em 28 de outubro. A Igreja Ortodoxa Grega, contudo, distingue Judas de Tadeu, celebrando Judas, “irmão” de Jesus, em 19 de junho, e o apóstolo Tadeu em 21 de agosto.

É invocado como advogado das causas desesperadas e dos supremos momentos de angústia. Essa devoção surgiu na França e na Alemanha no fim do século XVIII. No Brasil, a devoção a esse santo é muito popular e surgiu no início do século XX. Devido à forma como foi martirizado, sempre é representado em suas imagens segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro. (E-Biografias)

Parecia muito com Jesus

São Judas Tadeu normalmente é representado com uma medalha no peito, com o rosto de Cristo impresso. Isto acontece porque se parecia com Jesus fisicamente e também espiritualmente. Além disso, o santo carrega uma chama de fogo na cabeça a qual manifesta que recebeu o Espírito Santo em Pentecostes.

Outros escultores o mostram levando uma Bíblia em referência ao livro que leva seu nome. Em sua mão aparece uma machadinha, referente ao seu martírio, ou um cajado como símbolo das grandes distâncias que percorria enquanto pregava.

Morreu mártir junto com São Simão

São Judas Tadeu pregou primeiro na Judeia, em seguida foi para a Mesopotâmia e finalmente a Pérsia, lugar no qual se reuniu com o apóstolo São Simão e juntos combateram as heresias de Zaroes e Arfexat, dois sacerdotes pagãos que levantaram o povo contra as obras dos apóstolos. Ambos os apóstolos receberam juntos a coroa do martírio e, por isso, a Igreja os celebra no mesmo dia. As relíquias dos santos estão em um altar da Basílica de São Pedro no Vaticano.

Teve uma visão de Jesus antes de morrer

Antes de morrer, São Judas olhou para São Simão e lhe disse que viu o Senhor que os chamava para Ele. Segundo a antiga tradição, mataram São Simão cortando seu corpo em dois e cortaram a cabeça de São Judas Tadeu com uma machadinha.

A Igreja não avaliza as polêmicas correntes de oração

Normalmente, circulam pela Internet e em papéis deixados nas casas ou nos templos, uma suposta “corrente ou Novena Milagrosa a São Judas Tadeu”, a qual exige que o conteúdo seja compartilhado a um número determinado de pessoas e dentro de um período de tempo para obter bênçãos e ameaça com males aqueles que não o façam. A origem é desconhecida, mas a Igreja não avaliza estas iniciativas.

A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de São Judas (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Reflita

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Apesar de ser colocado na Bíblia como um livro, trata-se de uma carta (uma epístola) escrita por São Judas para a comunidade que estava sendo influenciada por homens que queriam desacreditar as pessoas sobre Jesus Cristo. Podemos usar como metáfora, o fato de muitas vezes estarmos dentro da igreja, comungando a nossa fé e quem é de fora tentar nos desviar do caminho e nos fazer ter sérias dúvidas sobre o que acreditamos. Como se o chamado mundano (do mundo) pudesse tirar-nos do caminho da fé. Os versículos 17 a 22 orientam sobre como proceder e não dar ouvidos aos que querem nos desviar do caminho de Deus. Em suma é uma carta para ser refletida a luz do nosso mundo atual onde cada vez mais a velocidade do dia e as pessoas que não querem acreditar em nada estão influenciando tudo, cabe a cada um permanecer na fé.

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Epístola de Judas não se refere ao apóstolo Judas, mas ao discípulo com o mesmo nome. O primeiro livro do Novo Testamento da Bíblia foi escrito, provavelmente, por volta do ano 65 depois de Cristo. Entretanto alguns acreditam o que texto teria sido escrito um pouco depois, entre 66 e 67, em função das semelhanças com a carta escrita por Pedro. Só que uma terceira corrente de pesquisadores argumenta que a explicação para os dois textos estaria em uma fonte única utilizada por Judas e por Pedro na qual leram informações sobre o risco dos falsos mestres. De todo modo, esse primeiro livro do Novo Testamento, a Epístola de Judas, é um texto escrito por Judas irmão de Tiago. Esse Judas era também meio-irmão do próprio Jesus Cristo. Ou seja, nada tem a ver com o famoso Judas apóstolo, conhecido por trair Jesus.

Epístola de Judas é um texto escrito por um discípulo tendo como supostos destinatários ou judeus convertidos ao cristianismo espalhados pela Ásia Menor. O texto, contudo, não oferece afirmativas ou informações que permitam afirmar claramente o destino da escritura. É uma suposição que parece ser a mais plausível porque o texto permite a compreensão de que os destinatários são conhecedores do Antigo Testamento e das tradições judaicas. Mas, mesmo que os destinatários não sejam claramente conhecidos, o motivo do texto é evidente: alertar contra mestres imorais e contra as heresias que colocam a fé dos cristãos em risco. Há um enfoque também contra a apostasia, pois na época havia uma onda de abandono da fé.

Constituída de um único capítulo e de apenas 25 versículos, há uma curta introdução sobre o perigo dos homens perversos. Uma curiosidade é a citação do livro apócrifo de Enoque, que gera muitas dúvidas nos pesquisadores sobre como teria sido o contato de Judas com esse conhecimento. Há também uma chamativa passagem que envolve o diabo e o Arcanjo Miguel sobre a tomada do corpo de Moisés. Em resumo, é um texto pequeno que alguns acreditam ser baseado em relatos de Jesus Cristo para seus discípulos, dentre os quais estava Judas.

6 histórias de pessoas que tiveram contato com o Capeta

Conheça 6 histórias de gente que passou por tentações e privações na briga entre Deus e Satã pela alma dos homens

anjos-demoniosanjos-demonios2Paciência de JóUma das principais histórias desse tipo na Bíblia é a de Jó, um homem muito rico e religioso. Satanás propôs ao Todo-Poderoso que testassem a fé de Jó, alegando que é fácil adorar a Deus quando se tem de tudo. Satã fez coitado perder os bens e os filhos e pegar lepra. Ainda assim, ele manteve a fé. Foi recompensado, recuperando tudo em dobro. Livro de Jó

 

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Porco expiatório

Segundo o Evangelho de São Lucas, Jesus andava pela região de Gadara, na Palestina, quando encontrou um homem dominado não apenas por um demônio, mas vários. Por isso, seu nome era Legião. Cristo “transferiu” os espíritos ruins para porcos ali perto. Possuídos, os bichos se jogaram de um abismo, caíram num lago e se afogaram.

 

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Padre exorcista

O padre italiano Pio, nascido em 1887, afirmava ter sido incomodado por Lúcifer em diversas formas: como um cão monstruoso, uma garota nua e até um anjo. Isso porque Pio era um habilidoso exorcista. Segundo outro padre, Tarcisio de Cernivara, o próprio líder do inferno admitiu durante um desses rituais: “Você nos dá mais trabalho que São Miguel!”

 

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Disputa com a Virgem

A bósnia Mirjana Dragicevic afirma receber aparições de Maria desde 1981. Mas ela também já viu o diabo. Em 1982, ele pediu que ela renegasse a Nossa Senhora e o seguisse para ser feliz no amor. Mirjana recusou e a Virgem imediatamente apareceu para ela, dizendo que o tinhoso é a raiz de tudo de ruim que acontece conosco.

 

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Em chamas

Um dos mais longos registros de visitas diabólicas é o da portuguesa Alexandrina Maria da Costa, na primeira metade do século 20. Em diários e cartas, conta que Satã aparecia para fazê-la perder a fé. “Uma tarde, senti como se minha carne estivesse pegando fogo. Uma das pessoas presentes disse: ‘Que cheiro de queimado!’”, escreveu.

 

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Música dos infernos

A composição mais famosa do músico italiano Giuseppe Tartini teria sido inspirada pelo chifrudo. Tartini contou que certa noite, em 1713, sonhou que fez um pacto com o demo, no qual entregou a alma. Ele deu seu violino a Satã, que começou a tocar magistralmente. O músico a reproduziu: nascia assim a sonata O Trilo do Diabo.

 

CONSULTORIA Volney Berkenbrock, doutor em teologia pela Universidade de Bonn, na Alemanha, e professor de pós-graduação em ciência da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, e Gary E. Gilley, doutor em teologia pela Universidade de Cambridge

FONTES Livro Satã – Uma Biografia, de Henry Ansgar Kelly, documentáriosSatanás, Príncipe das Trevas e Portões para o Inferno e tese acadêmicaSpeak of the Devil: A Brief Look at the History and Origins of Iconography of the Devil from Antiquity to the Renaissance, de Eric Williams

O Diabo faz parte da sua fé?

Artigo por Milton Cesar

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Uma das figuras mais temidas em praticamente todas as pessoas de fé é justamente o Diabo (na verdade seria Satanás ou Lúcifer), por tudo que ele costuma significar. Seja por medo, desconhecimento ou até fraqueza.
E se eu disser que o Diabo faz parte da sua fé?
Seria ofensivo? Blasfêmia? Ou só seria polêmico?
Pois bem, esta é uma reflexão que me proponho a fazer.
Partindo do princípio de que se existe o bem, podemos colocar como Jesus, a contrapartida, ou seja o mal, também existe, e esta é com certeza o Diabo.
Parte das pessoas de fé só é assim por causa do medo de ir para o inferno, ou parar nas “garras” do Diabo. Muitas pessoas de fé acabam acreditando mais no Diabo do que em Deus.
Existem igrejas que expulsam o “demônio” todos os dias do seu meio. Como pode ser isso? Não seria solo sagrado? Que poder é este que adentra um local que deveria ser apenas de Deus e domina as pessoas?
Ai alguns dizem que o Diabo age no mundo, porque ele também tem livre arbítrio para ir onde quiser.
Então realmente muitas pessoas vivem a sua fé em decorrência do medo do Diabo. Ou seja, ele faz também parte da sua fé já que você acredita em Deus e tem medo do Diabo, mas para ter medo é preciso acreditar no poder dele.
Isso não quer dizer que você seja um “servo” do Diabo, mas também não quer dizer que você não acredita.
Muitas vezes todo este temor pode ser apenas uma fraqueza na fé, mas também pode ser falta de explicação do significado do Diabo dentro da história da fé.
Recentemente o ator Christian Bale agradeceu a Satanás ao receber um prêmio de melhor ator, isso chocou muita gente mesmo após ele explicar que se baseou na história do Diabo para criar um personagem.
Na história existem muitos relatos de pessoas que fazem pactos com o Diabo, muitos artistas, cantores, escritores, etc… Porém sempre existe uma aura de mistério nisso. Dizem que foi feito um pacto a meia-noite em uma encruzilhada ou em um cemitério. Esses relatos ajudaram na discriminação de muitas das religiões afros que cultuam divindades e fazem alguns trabalhos sempre junto a natureza.
Porém se formos pensar friamente, para que todo este trabalho para se fazer um pacto? Se pensarmos friamente o Diabo age me qualquer momento e não tem hora marcada para se “vender a alma” (como dizem). Portanto todo este mistério serve para atiçar nossa curiosidade e também para amedrontar as pessoas.
Tenho certeza de que quem ler este texto ou vai parar antes de terminar, ou vai ficar com raiva, ou simplesmente vai refletir.
Existe a Bíblia do Diabo, Igrejas dedicadas ao Diabo e seguidores por vários lugares. Isso quer dizer que existem milhares de pessoas que acreditam no seu poder.
Mas isso é real?
Pois bem. Quem deseja o mal terá o mal. Mas de fato este é o objetivo destas pessoas? Talvez sim, talvez não.
Muitas pessoas recorrem a este lado, digamos assim, obscuro, para alcançar algo mais imediatista e materialista. Dinheiro, poder, fama, sucesso…
Porque acham que Deus não vai conceder nada disso por julgarem ser algo muito egoísta. Mas quem disse que seus desejos são egoístas? Que Deus não concederia?
Todos nós nascemos com a marca do pecado original e acredito que do mesmo jeito que temos uma inclinação para o bem, temos sempre uma inclinação para o mal. Isso independe do Diabo. É a sua natureza. Se você consegue odiar, consegue ser mal, com ou sem o Diabo ao seu lado.
Quem não gostaria de fazer um pedido e tê-lo atendido imediatamente?
Pois é. Aí entra a questão de como e para quem este pedido será feito.
Quem garante que se você trabalhar, estudar e lutar não vai conseguir alcançar o seu objetivo? Mas terá ajuda de Deus neste processo?
Se você tiver fé, vai ter! Porém muitas pessoas acabam tentando muito e muito (nem sempre da maneira certa) e num dado momento perdem a fé em Deus e começam a crer que apenas o Diabo poderá conceder este pedido. E aí?
Tudo o que fazemos tem sim uma consequência, que isso fique claro. O que você busca?
Santa Terezinha do Menino Jesus dizia não entender este medo do Diabo pois a simples pronuncia do nome de Jesus já fazia estremecer o inferno.
Mas este mundo de hoje o que temos visto é uma verdadeira ascensão do lado mal das pessoas. Seria um aumento do poder do Diabo? Não sei.
Se levarmos em conta que ele pode agir no mundo livremente pode ser.
Mesmo que cada pessoa de fé em Jesus não acredite que o Diabo possa agir na sua vida, nenhuma destas pessoas deixa de acreditar que ele vai tentar sempre, e mais que ele tem um grande poder.
Eu acredito nisso. Existe sempre uma batalha entre o que seria a luz (Deus) e o que seriam as trevas (o Diabo), mas é uma luta que nós alimentamos. Eu não duvidaria do “mal”, mesmo acreditando em Deus.
Também existem as pessoas que acreditam e dizem que o mal está nas pessoas e o inferno é aqui. Talvez seja.
Outros creem que o mal só aparecerá na forma de um Anticristo. Sinto dizer que já existem muitas pessoas contra Cristo hoje em dia.
O fato é que acreditamos na figura do Diabo e por isso mesmo vamos para uma religião, seguimos uma fé. Primeiro por crer em Deus e por temer o Diabo.
Todas as religiões acreditam de uma forma ou outra na figura do Diabo, apesar de que cada uma tem o seu jeito de enxerga-lo.

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Zoroastrismo

No zoroastrismo, a entidade Angro Mainyu (Ahriman em persa), inimigo de Ahura Mazda (Aúra-Masda), é um possível precursor das ideias que dariam forma ao diabo cristão. O zoroastrismo foi o primeiro monoteísmo ortodoxo amplamente aceito, pois foi a primeira grande doutrina monoteísta a ser adotada oficialmente por um grande império: o Império Persa. Os Zoroastristas acreditavam que não existia deus se não Aúra-Masda. Quando o Império Persa dominou a atual região de Israel, o judaísmo acabou sendo fortemente influenciado pelo zoroastrismo. As concepções judaicas de Satanás foram impactadas por Angra Mainyu, o espírito destrutivo do mal, da escuridão e da ignorância zoroastrista. A ideia de Satanás como adversário de Deus e uma figura puramente maligna parece ter raízes em livros apócrifos judaicos (como o Livro de Enoque) durante Período do Segundo Templo, época em que Israel estava sob domínio persa. Indiferentemente da origem, exatamente da mesma forma que o satã cristão, Angro Mainyu representa o lado negro da alma de todos os homens, o ego que os guia a prazeres fúteis e os afasta de tudo o que é bom.

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Como muitos imaginam o inferno

Na Bíblia:
Satanás aparece 59 vezes (23 no AT e 36 no NT) e demônio 37 vezes (no Novo Testamento).
O Diabo é chamado por muitos nomes, e assim fica até difícil saber se tratasse de 1 individuo ou muitos. Porém o primeiro relato diz que Lúcifer era um anjo que foi expulso do céu por querer se comparar a Deus. E este caiu na Terra. Interessante que a figura de Lúcifer é quase sempre interpretada como um ser das trevas, porém o próprio nome Lúcifer (do latim lux + fero = que traz luz, que dá claridade, luminoso) seria Arcanjo de Luz (ou numa tradução livre Portador da Luz), e não de trevas ou escuridão. Uma contradição com o que ele se tornou popularmente. A tradição judaica e a islâmica, além dos apócrifos cristãos, colocam que o ainda arcanjo Lúcifer era um ser de muita luz e era um dos preferidos de Deus, porém quando Deus criou a Terra e depois criou Adão, todos os anjos se curvaram a criação mas Lúcifer não aceitou se curvar pois se achava melhor que algo vindo do barro, então Deus o expulsou do céu e com ele vieram toda a sua milícia de 1 terço dos anjos convencidos por Lúcifer a se rebelarem contra Deus, mas derrotados pelas forças de um arcanjo mais poderoso, o Arcanjo Miguel.
Talvez seja esta luz que atraia tanta atenção dos que creem ou temem o Diabo. Esta talvez seja a sedução.

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Principais citações sobre Satanás na Bíblia:
1. Tentando Eva no Paraíso (Gn 3, 1-15)
2. Apostando com Deus a fidelidade de Jó (Jó 1, 1-22)
3. Tentando Jesus no deserto (Mt 4, 1-11)
4. Possuindo Judas Iscariotes (Lc 22,3)
5. No apocalipse. (Ap 20)

Pois bem, acredite sem medo o Diabo acaba fazendo parte da sua fé, mesmo no seu inconsciente. Isso não quer dizer que você não tenha fé em Deus. Apenas quer dizer que você acredita tanto no bem como no mal, mas com certeza se esforça para seguir apenas um destes caminhos.
E quem poderá julgar os caminhos que cada pessoa decide seguir. Cada caminho que as pessoas decidem se declarar.
Assim como existem as pessoas que seguem os ensinamentos de Jesus, existem os que acreditam apenas em Deus, em Alá (que é Deus), em Buda, nas Divindades Hindus, no dinheiro, Ateus e não acreditam em nada ou até os que creem apenas no Diabo. Essa é a humanidade nascida (para os que acreditam em Deus) do pecado original e que ganhou a liberdade para escolher o que quer seguir.
Porém sempre vão haver consequências.
Espero não ter chocado ninguém.

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O arcanjo Lúcifer caído

A palavra “satanás” é de origem hebraica, enquanto que “diabolos” (diabo/demônio) é grega. Esse segundo termo foi usado pelos tradutores gregos da Bíblia (LXX) para traduzir nessa língua a palavra hebraica “Satanás”.
’Satanás’ significa ‘adversário’, ‘acusador’ e indica um tipo de ministério público que no livro de Jó é descrito como presente na corte celeste e tem a função de denunciar os pecados das pessoas. ‘Diabo’, invés, significa, em grego, ‘aquele que divide’ e o termo tem somente um sentido negativo: é aquele que tenta, que procura com todos os meios de separar o homem de Deus. Este aspecto predominará na concepção bíblica e Satanás se torna a presença obscura na história, que tenta fazer com que a balança da liberdade humana pese mais na direção do mal, em oposição à graça divina que faz com que ela pese para o lado do bem.

“Satanás é uma figura muito controvertida na Bíblia. A palavra “Satã” significa em hebraico “acusador”, “opositor”. Aparece, pela primeira vez no livro de Jó, sendo como um promotor celestial. A sua intimidade com Deus e o direito de entrar no “Céu”, de ir e vir livremente e dialogar com Ele, torna-o uma figura de muito destaque. Veja o livro de Jó 1:6 “Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles”.
O livro de Jó foi escrito depois do Exílio Babilônico. Sabemos que o povo judeu, tendo retornado a Israel com a permissão de Ciro, rei persa, no ano 538 a.C, assimilou muitos costumes dos persas. Isto ocorreu devido à simpatia e apoio que receberam do rei, que inclusive permitiu a construção do Segundo Templo judaico e ainda devolveu muitos de seus tesouros, que haviam sido roubados. A religião dos persas, o Zoroastrismo, influenciou sobremaneira o judaísmo. No Zoroastrismo, existe o Deus supremo Ahura-Mazda, que sofre a oposição de uma outra força poderosa, conhecida como Angra Mainyu, ou Ahriman, “o espírito mau”. Desde o começo da existência, esses dois espíritos antagônicos têm-se combatido mutuamente.
O Zoroastrismo foi uma das mais antigas religiões a ensinar o triunfo final do bem sobre o mal. No fim, haverá punição para os maus, e recompensa para os bons. E foi do Zoroastrismo que os judeus aprenderam a crença em um Ahriman, um diabo pessoal, que, em hebraico, eles chamaram de SATAN — Por isso, o seu aparecimento na Bíblia só ocorre no livro de Jó e nos outros livros escritos após o exílio Babilônico, do ano 538 a.C. para cá. Nestes livros já aparece a influência do Zoroastrismo persa. Observe ainda que a tentação de Adão e Eva é feita pela serpente e não por Satanás, demonstrando assim que o escritor do Gênesis não conhecia Satanás. Os sábios judaicos, interpretando o Eclesiastes 10:11, afirmam (Pirkei de Rabi Eliezer 13) que, na verdade, a cobra que seduziu Adão e Eva era o Anjo Samael, que apareceu na terra sob a forma de serpente. Ele, que é conhecido como o “dono da língua”, usou sua língua para seduzir Adão e Eva ao pecado. O poder do mal está em sua língua, e este poder pode ser usado somente para dominar o sábio. Ele não pode prevalecer sobre um ignorante.
Uma outra observação interessante é que o livro de Samuel foi escrito antes da influência persa no ano de 622 a.C. e, no II livro de Samuel em seu capítulo 24:1, você lê com relação ao recenseamento de Israel o seguinte: “A cólera de IAHVÉH se inflamou novamente contra Israel e excitou David contra eles, dizendo-lhe: Vai recensear Israel e Judá”.
Agora veja esta mesma passagem no I livro das Crônicas, que foi escrito no começo do ano 300 a.C, portanto, já sob a influência do Zoroastrismo persa, com o já conhecimento de Ahriman/Satanás. No capítulo 21:1 desse livro está escrito: “e levantou-se Satã contra Israel, e excitou David a fazer o recenseamento de Israel”. Portanto, o que era IAHVÉH no livro de Samuel aparece agora no livro das Crônicas como SATANÁS (Confira em sua Bíblia).
Assim, está evidenciado que Satanás não é um conceito original da Bíblia, e sim, introduzido nela, a partir do Zoroastrismo Persa.
Passa a existir a partir daí “uma lenda” entre o povo judeu de que Satanás é considerado como o rei dos demônios, que se rebelara contra Deus sendo expulso do céu. Ao exilar-se do céu, levou consigo uma hoste de anjos caídos, e tornou-se seu líder. A rebelião começou quando ele, Satanás, o maior dos anjos, com o dobro de asas, recusou prestar homenagem a Adão. Afirmam ainda que esteve por trás do pecado de Adão e Eva, no Jardim do Éden, mantendo relação sexual com Eva, sendo, portanto, pai de Caim. Ajudou Noé a embriagar-se com vinho e tentou persuadir Abraão a não obedecer a Deus no episódio do sacrifício do seu filho Isaac.
Muitas pessoas acreditam muito no poder de Satanás e até o enaltecem em suas igrejas, razão pela qual achamos que seriam fechadas muitas igrejas se os seus dirigentes deixassem de acreditar em Satanás.
Para seu maior esclarecimento, Kardec faz uma observação sobre Satanás que descrevemos a seguir: “com relação a Satanás, é evidentemente a personificação do mal sob uma forma alegórica, pois não se poderia admitir um ser mau a lutar, de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação seria a de contrariar os seus desígnios. Precisando o homem de figuras e de imagens para impressionar a sua imaginação, ele pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos lembrando suas qualidades e seus defeitos”. E conclui: “Modernamente, os anjos ou Espíritos puros são representados por uma figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza; Satanás com dois chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das paixões inferiores. O vulgo, que toma as coisas pela letra, viu nesses emblemas um indivíduo real, como outrora vira Saturno na alegoria do Tempo”.
O Versículo 12 do capítulo 14 de Isaías deu origem à palavra Lúcifer quando da tradução da Vulgata. Alguns teólogos citam ainda Ezequiel 37,2–11 como referentes a ele. No entanto, nos textos da Bíblia hebraica e grega, esta palavra (Lúcifer) não aparece. Vejamos uma tradução apurada do original hebraico:
“Como caíste dos céus, estrela filha da manhã. Foste atirada na terra como vencedora das nações”
O texto grego, em Isaías 14,12, que originou as palavras no latim foi “ró eosfóros” (a luz matutina, astro brilhante) e “ró proi anatelon” (nascida da manhã). Veja agora o versículo no latim, onde São Jerônimo coloca a palavra Lúcifer: “quomodo cecidisti de caelo LUCIFER (astro brilhante, ou luz matutina) qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes”. Que significa “Como caíste do céu, ó estrela d’alva, filha da aurora! Como foste atirada à terra, vencedora das nações”.
Assim, fica constatado que o termo é latino, e lançado por São Jerônimo, quando da tradução da Vulgata, no século III da era Cristã. Alguns tentam ligar esta passagem ao Apocalipse 8,10 como sendo aí a queda de Lúcifer, mas a história de que seria o chefe dos anjos caídos, citados na II epístola de Pedro 2, 4 e Judas 6, não tem fundamento comprovado no Antigo Testamento, como podemos observar.
O capítulo 14 de Isaías do versículo 3 ao 22 refere-se a queda e destruição do rei Nabucodonosor da Babilônia. Foram os padres e teólogos da igreja católica que lançaram o versículo 14,12 como sendo referente a queda do príncipe dos demônios Lúcifer. Uma vez mais nos deparamos com a questão das traduções, dos folclores e das crenças pessoais! (Parte do texto de Marcelo Deldebbio)

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O Brasão de Arkhangelsk(Rússia) apresenta Miguel Arcanjo lutando contra o Diabo

Quem é quem no Inferno

A imaginação criativa na Idade Média não se limitou a conceber uma figura horripilante para Satanás. O inferno, espaço de trevas e sofrimento a que o adversário do Criador foi relegado, teve suas regiões geográficas e departamentos minuciosamente retratados pela demonologia e pelas artes cristãs.
No início o reino infernal era habitado, segundo os doutores da Igreja, por exatos 133 306 668 anjos corrompidos. Isso corresponderia à terça parte do contingente de quase 400 milhões de anjos criados por Deus, originalmente distribuídos em nove ordens, cada uma delas composta por 6 666 legiões que, por sua vez, são grupos formados por 6 666 indivíduos. Para administrar tantos demônios em seu trabalho de espalhar o mal, o Diabo delegou poderes a auxiliares, às vezes confundidos com o próprio chefe. A seguir, alguns nomes influentes no organograma do inferno:

ORGANOGRAMA DO INFERNO

Segundo algumas lendas, Lilith foi a primeira mulher de Adão, criada antes de Eva. A lenda conta que Deus criou Adão e Lilith, ambos do pó. Mas ela não aceitou a condição de ser submissa a Adão. Tendo sido criados ambos da mesma matéria, Lilith questionou a Deus porque devia obediência a Adão. Este lhe respondeu que era assim que havia feito as coisas e assim continuaria. Ela então se rebelou e decidiu abandonar o Jardim do Éden.

Adão solitário reclamou a Deus sobre a fuga da mulher, este enviou três anjos para que trouxessem Lilith de volta. Os anjos voltaram, declarando que ela se recusou a voltar para Adão. Foi então que Deus decidiu fazer outra mulher para Adão, Eva. Submissa, feita da costela de Adão, não do barro.

Lilith fugiu para as margens do Mar Vermelho, lugar onde habitavam demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. Esse seria um lugar maldito, o que provaria que ela realmente se tornou um demônio. Segundo essa tradição, o caráter demoníaco de Lilith levaria uma mulher à desobediência sobre o marido.

Não há nenhuma referência bíblica citando Lilith. A religião hebraica passou a falar sobre ela muito depois dos escritos bíblicos. Para os cristãos, ela não existiu. Há teses que dizem que Lilith era a serpente que induziu Eva a comer o fruto proibido, mas os cristãos não corroboram essa ideia. Há teses que afirmam que no Concílio de Nicéia, cujo objetivo foi definir temas fundamentais do Cristianismo, foram retirados evangelhos da Bíblia que contavam a história de Lilith. O Concílio retirou da bíblia evangelhos considerados “apócrifos”, que segundo eles foram escritos sem “inspiração divina”, por irem contra os dogmas estabelecidos pelos bispos daquela época. Entre os evangelhos banidos estariam o de Tomé, Maria Madalena, Judas, Jesus e Gênesis II.

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Quem matou mais: Deus ou o Diabo?

O blogueiro americano Steve Wells pesquisou na Bíblia para chegar ao resultado

Por Rafael Tonon

Publicado em 31 maio 2008 – Revista Superinteressante (Editora Abril)

Na Bíblia, dá Deus, de goleada. De acordo com os relatos do livro, o Todo-Poderoso é responsável por exatas 2 270 365 mortes, enquanto o coisa-ruim ostenta em seu currículo de maldades apenas 10 eliminados. Esse surpreendente levantamento foi feito pelo blogueiro americano Steve Wells, editor do site Skeptic’s Annotated Bible (“A Bíblia Anotada do Cético”), skepticsannotatedbible.com, que reproduz a Bíblia em versão online e comentada. Depois de vasculhar todas as mortes narradas no livro, Steve publicou os dados na internet.

Segundo ele, mais de 99% das mortes em nome do Senhor estão no Velho Testamento – a maior matança foi quando Deus destruiu todas as cidades nos arredores de Gerara, na Palestina, tirando a vida de 1 milhão de pessoas. No Novo Testamento, só 3 pessoas foram mandadas desta para a melhor pelas mãos do Criador: o rei Herodes, Ananias e sua esposa, Safira. Já o Diabo é responsável pela morte dos 10 filhos de Jó. Steve diz ainda que a lista de vidas tiradas tanto por Deus quanto pelo Diabo pode ser muito maior. “Só no dilúvio, quando Ele pediu a Noé para construir a arca, cerca de 30 milhões de pessoas teriam sido varridas do mundo. Mas, como é um total difícil de estimar, só somei as mortes cujos números são especificamente citados na Bíblia”, diz ele.

Para quem acha que Steve é um ateu incendiário, uma surpresa: ele é mórmon e diz que não quis causar polêmicas com o levantamento. “Sou um cara religioso e temo a Deus. Principalmente agora.”

https://super.abril.com.br/historia/quem-matou-mais-deus-ou-o-diabo/

Leia:

Círculo Bíblico: Livro de Jó (10/10)

Círculo Bíblico: Livro de Jó

Este é o último de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o Livro de Jó A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de Jó (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

 

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Jó 40

“1.O Senhor, dirigindo-se a Jó, lhe disse:* 2.“Aquele que disputa com o Todo-poderoso apresente suas críticas! Aquele que discute com Deus responda!”. 3.Jó respondeu ao Senhor nestes termos: 4.“Leviano como sou, que posso responder-te? Ponho a minha mão sobre a boca. 5.Falei uma vez e não repetirei, duas vezes, e nada acrescentarei”. 6.Então, do meio da tempestade, o Senhor deu a Jó esta resposta: 7.“Cinge os teus rins como um valente; vou interrogar-te e tu me responderás.* 8.Queres reduzir a nada a minha justiça e condenar-me antes de ter razão?* 9.Acaso tens um braço semelhante ao de Deus e uma voz troante como a dele? 10.Orna-te então de grandeza e majestade, reveste-te de esplendor e de glória! 11.Espalha as ondas de tua cólera. Com um simples olhar, abate o arrogante. 12.Com um olhar, humilha o soberbo e esmaga os ímpios no mesmo lugar em que eles estão. 13.Enterra-os todos juntos debaixo da terra e amarra-lhes os rostos num lugar escondido. 14.Então, eu também te louvarei por triunfares pela força de tua mão direita. 15.Vê Beemot, que criei contigo, que nutre-se de erva como o boi.* 16.Sua força reside nos rins e seu vigor nos músculos do ventre. 17.Levanta sua cauda como um cedro. Os nervos de suas coxas são entrelaçados. 18.Seus ossos são como tubos de bronze e sua carcaça como barras de ferro. 19.É obra-prima de Deus, foi criado como o soberano de seus companheiros. 20.As montanhas fornecem-lhe a pastagem e todos os animais dos campos divertem-se em volta dele. 21.Deita-se sob os lótus, no esconderijo dos caniços e dos brejos. 22.Os lótus cobrem-no com sua sombra e os salgueiros da margem o cercam. 23.Quando o rio transborda, ele não se assusta; mesmo que o Jordão levantasse até a sua boca, ele ficaria tranquilo. 24.Quem o seguraria pela frente e lhe furaria as ventas para nelas passar cordas? 25.Poderás tu fisgar Leviatã com um anzol e amarrar-lhe a língua com uma corda?* 26.Serás capaz de passar-lhe um junco em suas ventas e de furar-lhe a mandíbula com um gancho? 27.Ele te fará muitas súplicas e te dirigirá palavras ternas? 28.Concluirá ele uma aliança contigo, a fim de que faças dele sempre teu escravo? 29.Brincarás com ele como se fosse um pássaro, ou o prenderás com a coleira, para divertir teus filhos? 30.Será ele vendido por uma sociedade de pescadores e dividido entre os negociantes? 31.Poderás crivar-lhe a pele com dardos, ou a cabeça com arpões de pesca? 32.Tenta pôr a mão sobre ele, sempre te lembrarás disso e não recomeçarás. 33.Tua esperança será lograda: bastaria a sua vista para te arrasar.”

Jó 41

“1.Ninguém é bastante ousado para provocá-lo. Quem lhe resistiria face a face? 2.Quem pôde afrontá-lo e sair com vida? Quem, debaixo de toda a extensão do céu?* 3.Não quero calar a glória de seus membros e falarei de seu vigor incomparável. 4.Quem levantou a dianteira de sua couraça? Quem penetrou na dupla linha de sua dentadura? 5.Quem lhe abriu os dois batentes da goela? Em torno dos seus dentes, só terror! 6.Sua costa é um aglomerado de escudos, cujas juntas são estreitamente ligadas: 7.uma encaixa na outra, nem sequer o ar passa por entre elas; 8.uma adere tão bem à outra, que são encaixadas sem se poderem desunir. 9.Seu espirro faz jorrar a luz e seus olhos são como as pálpebras da aurora. 10.De sua goela saem chamas e escapam centelhas ardentes. 11.De suas ventas sai fumaça como de uma panela que ferve entre chamas. 12.Seu hálito queima como brasa e a chama jorra de sua goela. 13.Em seu pescoço reside sua força, diante dele salta o espanto. 14.As dobras de seus músculos são aderentes, esticadas sobre ele, elas são inabaláveis. 15.Firme como a pedra é seu coração, firme como a mó fixa de um moinho. 16.Quando se levanta, estremecem as ondas e os vagalhões do mar se afastam. 17.Se uma espada o atinge, ela não resiste, nem a lança, nem a flecha, nem o dardo. 18.O ferro para ele é como palha e o bronze, como madeira podre. 19.A flecha não o afugenta, as pedras de funda são palhinhas para ele. 20.O martelo lhe parece um fiapo de palha e ri-se do assobio da espada. 21.Sob seu ventre há cacos pontiagudos, como uma grade de ferro que se arrasta sobre o lodo. 22.Faz ferver o abismo como uma caldeira e transforma o mar num queimador de perfumes. 23.Deixa atrás de si um sulco luminoso, como se o abismo tivesse cabeleira branca. 24.Não há nada igual a ele na terra, pois foi feito para não ter medo de nada. 25.Ele afronta tudo o que é elevado. Ele é o rei dos mais orgulhosos animais”.”

Jó 42

“1.Jó respondeu ao Senhor nestes termos: 2.“Sei que podes tudo e que nada te é impossível. 3.‘Quem é esse que obscurece assim a Providência com discursos ininteligíveis?’ É por isso que falei, sem compreendê-las, maravilhas que me superam e que não conheço. 4.‘Escuta-me, deixa-me falar, vou interrogar-te e tu me responderás.’ 5.Meus ouvidos ouviram falar de ti, mas agora meus próprios olhos te viram. 6.É por isso que me retrato e me arrependo, no pó e na cinza”. 7.Depois que o Senhor acabou de dirigir essas palavras a Jó, disse a Elifaz de Temã: “Estou irado contra ti e contra teus dois amigos, porque não falastes corretamente de mim, como Jó, meu servo. 8.Tomai, pois, sete touros e sete carneiros e vinde ter com meu servo Jó. Oferecei-os por vós em holocausto e meu servo Jó intercederá por vós. É em consideração a ele que não vos infligirei ignomínias por não terdes falado bem de mim, como Jó, meu servo”. 9.Elifaz de Temã, Baldad de Suás e Sofar de Naamat foram-se então para fazer como o Senhor lhes tinha ordenado, e o Senhor tomou em consideração as orações de Jó. 10.Enquanto Jó rezava por seus amigos, o Senhor o restabeleceu de novo em seu primeiro estado e lhe tornou em dobro tudo quanto tinha possuído. 11.Todos os seus irmãos, todas as suas irmãs, todos os seus amigos de antes vieram visitá-lo e sentaram-se com ele à mesa em sua casa. Tiveram muito dó dele e deram-lhe condolências a respeito de todas as infelicidades que o Senhor lhe enviara. E cada um deles ofereceu-lhe uma moeda de prata e um anel de ouro. 12.O Senhor abençoou os últimos tempos de Jó mais do que os primeiros. Teve Jó catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. 13.Teve ainda sete filhos e três filhas: 14.chamou a primeira Pombinha, a segunda Cássia e a terceira Azeviche. 15.Em toda aquela terra não poderiam ser encontradas mulheres mais belas do que as filhas de Jó. E seu pai lhes destinou uma parte da herança entre seus irmãos. 16.Depois disso, Jó viveu ainda cento e quarenta anos e conheceu até a quarta geração dos filhos de seus filhos. 17.Depois, velho e cheio de dias, morreu.”

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Jó e um novo recomeço

 

Jó escuta as palavras e questionamentos de Deus, e reconhece que errou ao questionar suas provações. Deus fala para os amigos de Jó que estes nunca conseguiram falar da maneira correta sobre ele. Depois perdoa Jó que ao final realmente acabou tendo paciência.

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“40,1. Os vv. 31-35, que no texto hebreu são o começo do cap. 40, parecem ter sido colocados fora de lugar. Encontram seu lugar natural no fim do cap. 41. 40,6. Reprodução textual de 38,1.3. Essa repetição provém de arranjos posteriores do texto do discurso de Deus. A sequência lógica das ideias exigiria que o texto a partir de 40,10 fosse diretamente unido a 39,30. 40,8. E condenar-me: outra tradução – e condenar-me para assegurar o teu direito? (N. do T.) 40,15. Beemot: o hipopótamo. 40,25. Leviatã: o crocodilo recebe aqui o nome do monstro mitológico, ao qual se referiu a nota do cap. 3,8. Ver também 26,13.”

“41,2. A primeira parte deste versículo está citada em Rm 11,35, porém de maneira bem diferente.”

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Círculo Bíblico: Livro de Jó (9/10)

Círculo Bíblico: Livro de Jó

Este é o nono de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o Livro de Jó A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de Jó (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

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Jó 36

“1.Depois Eliú prosseguiu nestes termos: 2.“Espera um pouco e te instruirei. Tenho ainda palavras em defesa de Deus. 3.Vou buscar longe a minha ciência, para justificar aquele que me criou. 4.Pois minhas palavras não são certamente mentirosas e estás tratando com um homem de ciência sólida. 5.Deus é poderoso, mas não é arrogante, é poderoso por sua ciência. 6.Não deixa o ímpio viver, mas faz justiça aos oprimidos. 7.Não tira seus olhos do justo e os faz assentar no trono com os reis, numa glória eterna. 8.Se forem presos em grilhões e atados com os laços da pobreza, 9.ele lhes fará conhecer as suas obras e as faltas que cometeram por orgulho. 10.Abre-lhes os ouvidos para corrigi-los e diz-lhes que renunciem à iniquidade. 11.Se escutarem e obedecerem, terminarão seus dias na felicidade e seus anos em delícias. 12.Mas se não o escutarem, morrerão de um golpe e expirarão por falta de sabedoria. 13.Os ímpios de coração são entregues à cólera e não clamam a Deus quando ele os aprisiona. 14.Por isso morrem em plena mocidade e sua vida passa como a dos efeminados.* 15.Mas Deus salvará o pobre pela sua miséria e o instrui pelo sofrimento. 16.A ti também ele retirará das fauces a angústia, numa larga liberdade e no repouso de uma mesa bem guarnecida.* 17.Mas tu te comportas como um malvado, com o risco de incorrer em sentença e penalidade. 18.Toma cuidado para que a cólera não te inflija um castigo e que o tamanho do resgate não te perca. 19.Acaso levará ele em conta teu grito na aflição e todos os esforços do vigor? 20.Não suspires pela noite da morte, que arrebata os povos de seu lugar! 21.Guarda-te de declinar para a iniquidade, e de preferir a injustiça ao sofrimento. 22.Vê, Deus é sublime em seu poder! Que senhor lhe é comparável? 23.Quem lhe fixou seus caminhos? Quem pode dizer-lhe: ‘Fizeste mal?’. 24.Antes lembra-te de glorificar sua obra, que a humanidade celebra em seus cânticos. 25.Todos os homens a contemplam, mas cada um a considera de longe. 26.Deus é grande demais para que o possamos conhecer; o número de seus anos é incalculável. 27.Atrai as gotinhas de água para transformá-las em chuva no nevoeiro. 28.As nuvens espalham essas águas e as destilam sobre a multidão humana. 29.Quem pode compreender como se expandem as nuvens e o estrépito que sai de sua tenda?* 30.Espalha à sua volta sua luz e encobre as profundezas do mar. 31.É por esse meio que governa os povos e fornece-lhes abundante alimento. 32.Nas suas mãos esconde o raio e fixa-lhe o alvo a atingir. 33.O seu estrondo o anuncia e o rebanho também pressente aquele que se aproxima.”

Jó 37

“1.Por isso, tremeu o meu coração e saltou fora de seu lugar. 2.Escutai, escutai o brado de sua voz e o estrondo que sai da sua boca! 3.Enche dele toda a extensão do céu e seus relâmpagos atingem os confins da terra! 4.Por detrás dele ruge uma voz e troveja com sua voz majestosa. Não retém mais seus raios quando se ouve sua voz. 5.Deus troveja com sua voz maravilhosa, faz prodígios que não compreendemos. 6.Diz à neve: ‘Cai sobre a terra!’. E às pancadas de chuva: ‘Sede fortes!’. 7.Ele põe selos sobre as mãos dos homens, a fim de que todos os mortais reconheçam seu criador.* 8.A fera também entra em seu covil e encolhe-se em sua toca. 9.O furacão sai da câmara do sul e do norte chega o frio. 10.Ao sopro de Deus forma-se o gelo e a superfície das águas se congela. 11.Carrega as nuvens de vapor. As nuvens lançam por toda parte seus relâmpagos, 12.que vão em todos os sentidos sob sua direção, para realizar tudo quanto ele ordena na face da terra. 13.Ora é o castigo que eles trazem, ora seus benefícios. 14.Escuta isto, Jó! Para e considera as maravilhas de Deus! 15.Sabes como Deus as opera e faz brilhar o relâmpago de sua nuvem? 16.Conheces a lei do equilíbrio das nuvens e o milagre daquele cuja ciência é infinita? 17.Por que são quentes as tuas vestes, quando repousa a terra ao sopro do meio-dia? 18.Saberás, como ele, estender as nuvens e torná-las sólidas como um espelho de metal fundido? 19.Dá-me a conhecer o que lhe diremos. Mergulhados em nossas trevas, só sabemos objetar. 20.Quem lhe repetirá o que digo? Acaso pedirá um homem a sua própria perdição? 21.Agora já não se vê a luz, o sol brilha através das nuvens. Passa, porém, um vento e as varre. 22.A luz vem do norte. Deus está envolto numa majestade temível.* 23.Não podemos alcançar o Todo-poderoso. Ele é eminente em força e em equidade; grande na justiça, ele não tem a dar contas a ninguém. 24.Que os homens, pois, o reverenciem! Ele não olha aqueles que se julgam sábios!”.*”

Jó 38

“1.Então, do seio da tempestade, o Senhor deu a Jó esta resposta:* 2.“Quem é este que obscurece a Providência com discursos sem sentido? 3.Cinge os teus rins como um valente! Vou interrogar-te e tu me responderás. 4.Onde estavas, quando lancei os fundamentos da terra? Fala, se estiveres informado disso. 5.Quem lhe deu as medidas, já que o sabes? Ou quem sobre ela estendeu o cordel?* 6.Onde se assentam suas bases? Ou quem colocou nela a pedra angular, 7.sob os alegres concertos dos astros da manhã e sob as aclamações de todos os filhos de Deus? 8.Quem fechou com portas o mar, quando brotou do seio materno, 9.quando lhe dei as nuvens por vestimenta e o enfaixava com névoas tenebrosas? 10.Eu lhe tracei limites e lhe pus portas e ferrolhos, 11.dizendo: ‘Chegarás até aqui e não irás mais longe; aqui se deterá o orgulho de tuas ondas?’. 12.Algum dia na vida deste ordens à manhã, ou indicaste à aurora o seu lugar, 13.para que ela alcançasse as extremidades da terra e dela sacudisse os ímpios?* 14.A terra se molda como a argila sob o sinete e toma cor como um vestido. 15.Aos ímpios, contudo, é recusada sua luz e se rompe o braço ameaçador.* 16.Acaso chegaste até as fontes do mar ou passaste até o fundo do abismo? 17.Apareceram-te, porventura, as portas da morte, ou viste a entrada da morada tenebrosa? 18.Tens ideia da extensão da terra? Fala, se sabes tudo! 19.Onde está o caminho para a morada da luz? Quanto às trevas, onde é o seu lugar? 20.Poderias alcançá-las em seu domínio e reconhecer as veredas de sua morada? 21.Deverias sabê-lo, pois já tinhas nascido e são numerosos os teus dias!* 22.Entraste nos depósitos da neve ou visitaste os armazéns dos granizos 23.que reservo para os tempos de tormento, para os dias de luta e de batalha? 24.Por que caminho se espalha o nevoeiro e se expande o vento do oriente sobre a terra? 25.Quem abre um canal para o aguaceiro e uma rota para os relâmpagos dos trovões, 26.para fazer chover sobre uma terra desabitada e sobre um deserto sem seres humanos, 27.para regar regiões vastas e desoladas, para nelas fazer germinar a erva verdejante? 28.Terá a chuva um pai? Quem gera as gotas do orvalho? 29.De que seio sai o gelo e quem engendra a geada do céu? 30.As águas se endurecem como pedra e a superfície do abismo se congela! 31.És tu que atas os laços das Plêiades ou desatas as correntes do Órion?* 32.És tu que fazes sair a seu tempo as constelações ou conduzes a Ursa com seus filhos? 33.Conheces as leis do céu e regulas sua influência sobre a terra? 34.Levantarás a tua voz até as nuvens e o dilúvio te obedecerá? 35.Tua ordem fará os relâmpagos surgirem e te dirão: ‘Aqui estamos?’. 36.Quem pôs sabedoria nas nuvens e inteligência no meteoro?* 37.Quem pode enumerar com sabedoria as nuvens e inclinar as odres do céu, 38.para que a poeira se transforme em massa compacta e os seus torrões se aglomerem? 39.És tu que caças a presa para a leoa ou satisfazes a fome dos leõezinhos, 40.quando estão deitados em seus covis ou quando se emboscam nas covas? 41.Quem prepara ao corvo o seu alimento, quando seus filhotes gritam a Deus, quando andam de um lado para outro por não terem o que comer?”

Jó 39

“1.Sabes o tempo em que as cabras monteses dão cria nos rochedos? Observaste o parto das corças? 2.Contaste os meses de sua gravidez e sabes o tempo de seu parto? 3.Elas se agacham, dão cria e se livram de suas dores. 4.Seus filhotes tornam-se fortes e crescem nos campos, apartam-se delas e não voltam mais a elas. 5.Quem pôs o jumento selvagem em liberdade e quem rompeu os laços do asno veloz? 6.Dei-lhe o deserto por morada e a planície salgada como lugar de habitação. 7.Ele se ri do tumulto da cidade e não escuta os gritos do tropeiro. 8.Explora as montanhas da sua pastagem e nela anda buscando tudo o que é verde. 9.Quererá servir-te o boi selvagem ou passará a noite em teu estábulo? 10.Podes prendê-lo com uma corda em seu pescoço ou fenderá ele atrás de ti os teus sulcos? 11.Fiarás nele porque sua força é grande e lhe deixarás a seu cuidado o teu trabalho? 12.Confiarás nele para que te traga para a casa o que semeaste e que te encha a tua eira? 13.O avestruz bate as asas alegremente, não tem asas nem penas de bondade?* 14.Abandona os seus ovos na terra e os deixa aquecer no solo, 15.esquecendo-se que um pé poderá esmagá-los ou que animais selvagens poderão pisá-los. 16.É cruel com seus filhotes, como se não fossem seus e não se incomoda de ter sofrido em vão. 17.Pois Deus lhe negou sabedoria e não lhe concedeu inteligência. 18.Mas, quando alça voo, ri-se do cavalo e do cavaleiro. 19.És tu que dás vigor ao cavalo e foste tu que enfeitaste seu pescoço com uma crina ondulante? 20.Que o fazes saltar como um gafanhoto, relinchando terrivelmente? 21.Orgulhoso de sua força, escava a terra com a pata e atira-se à frente das armas. 22.Ri-se do medo, nada o assusta e não recua diante da espada. 23.Sobre ele ressoam a aljava, o ferro brilhante da lança e o dardo. 24.Tremendo de impaciência, devora o espaço e o som da trombeta não o deixa no lugar. 25.Ao sinal do clarim, diz: ‘Vamos!’. De longe fareja a batalha, a voz troante dos chefes e o alarido dos guerreiros. 26.É graças à tua sabedoria que o falcão alça voo e desdobra as suas asas para o sul? 27.É por tua ordem que a águia levanta voo e faz seu ninho nas alturas? 28.Ela habita nos rochedos e neles passa a noite, sobre a ponta rochosa e o cimo escarpado. 29.De lá espia sua presa, pois seus olhos penetram as distâncias. 30.Seus filhotes se alimentam de sangue e onde quer que haja cadáveres, ali está ela”.”

Eliú diz uma frase marcante: ” Mas Deus salvará o pobre pela sua miséria e o instrui pelo sofrimento.” e continua seu discurso inflamado. Até que no capitulo 38 o próprio Deus começa a falar e responder a  Jó. Fazendo perguntas, mas ainda sem deixá-lo responder. É o inicio da grande discussão que se fará entre Deus e Jó.

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“36,14. Como a dos efeminados: trata-se dos prostitutos sagrados destinados, por causa de seus vícios, a uma morte precoce. Ver Dt 23,18. 36,16. A passagem 16-21 é um texto fortemente alterado, do qual é impossível encontrar-se o sentido. Foram tentadas muitas substituições, sendo que nenhuma ainda satisfez. 36,29. Estrépito: o trovão”

“37,7. Selos: a fim de impedi-los de trabalhar fora. 37,22. A luz: outra tradução – o ouro vem do setentrião. 37,24. Não olha: outra tradução – a ele o respeito de todos os homens de coração sábio.”

“38,1. O Senhor: em resposta ao desejo de Jó de comparecer diante de Deus, o Senhor aparece, não para explicar o problema do sofrimento, mas para dar-lhe uma resposta peremptória. O universo é regido por uma inteligência infinitamente sábia: diante desse desdobramento de bondade, não cabe ao homem julgar o modo divino de proceder, mas aceitar humildemente tudo quanto Deus julga oportuno enviar-nos. 38,5. Já que o sabes: ironia. 38,13. Sacudisse: como a poeira que se sacode de um tapete. 38,15. Sua luz: é a obscuridade que é a luz dos celerados, que nunca agem em pleno dia; ver 24,13-17. 38,21. Já tinhas nascido: tom evidentemente irônico. 38,31. Que atas: és capaz de modificar as distâncias entre os astros? 38,36. Tradução incerta.”

Bíblia Católica Online

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