Fazer ecoar


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A palavra catequese vem do grego Kat – ekhéo que quer dizer “fazer ecoar”. Então a catequese em si deve fazer ecoar (levar pra lugares longínquos) a palavra de Jesus Cristo. A evangelização é dever de todos sejam catequistas infantis ou adultos, sejam ministros da palavra e eucaristia, ou dos enfermos, sejam os pregadores do grupo de oração, ou diáconos ou ainda mais os padres.

Tudo é ou deveria ser uma catequese permanente, pois muitas pessoas que fizeram a iniciação quando criança não lembram ou não aprenderam tudo o que se deve saber. O catequista é esse espelho, que evangeliza não pela sua cabeça mas sim pelo que ele aprendeu e principalmente pela doutrina da nossa igreja. Se ele não acredita no que prega, ele não pode ser um bom catequista, e nem deve. Acreditar no que fala é condição fundamental para um bom catequista. Acredite existem catequistas que não acreditam totalmente na doutrina da igreja, que duvidam dos milagres. que ignoram os santos e a VIRGEM MARIA, e ainda por cima acham que a morte e ressurreição de Cristo não foi real.

Como uma pessoa assim pode ser catequista? Muitos o são pelo fato de muitos amigos estarem nesta missão e pelo status (aparecer) de estar ali como pessoa importante dentro da comunidade. E a missão da catequese de fazer ecoar fica em segundo plano.

O catequizando (seja de qualquer idade) está sempre de olho nas atitudes do catequista. Como se comporta nas missas(se vai), como se veste, roupas extravagantes, curtas demais, apertadas demais, decotadas demais. Como age na missa: conversa, não presta atenção, atende o celular várias vezes. Se faz escândalo na rua, se briga, se bebe demais, se dança funk na rua como se estivesse em um show, se fuma, se usa drogas, se destrói coisas, fofoca, fala dos outros, não dá lugar no ônibus para idosos e grávidas (fingindo que está dormindo), se fica pelo lado de fora da igreja só para poder papear.

O catequizando precisa de um modelos de fé, pois muitas vezes não o acha na própria casa (pais, irmãos, família, amigos), é através destes catequizandos que haverá a conquista de muitas outra pessoas.

Não sou hipócrita eu trabalho com números (quanto mais melhor), e afirmo o jovem costuma permanecer (frequentar) um lugar onde encontra a maioria de seus amigos. Se um jovem tem 10 amigos e só ele faz a catequese (isso no caso de adolescentes e jovens) ele vai sair (lógico que existem casos #) ainda mais se a catequese não agradar. Mas se a catequese for interessante, dinâmica e alegre ele convencerá mais amigos para participarem.

O catequista não precisa saber tudo, mas ele tem por obrigação procurar saber.

Ler a Bíblia. pesquisar nos livros, pedir ajuda.

Os encontros devem ter preparação e acima de tudo muito amor

Assim vamos construir uma catequese melhor e mais significativa,  e que vai ser um ponto de mudança de vida dos catequizandos.

No próximo post vou iniciar um circulo bíblico sobre os Atos dos Apóstolos, e continuar esse bate papo.

A fé de todos (fides omnium)

Estou abrindo meu primeiro blog para compartilhar as minhas opiniões e a minha experiência (sem pretensão nenhuma) na Igreja Católica, principalmente nas catequeses e nos grupos de jovens.

Aqui pretendo comentar e compartilhar temas relacionados a palavra de Deus através da Bíblia e tópicos para as catequeses em geral ( eucaristia e crisma).

Ao buscar um nome para este blog achei algo muito interessante dentro do Catecismo da Igreja Católica , uma citação que dizia em latim:

Fides omnium christianorum in Trinitate consistit ( a fé de todos os cristãos consiste na Trindade) -CIC 232, algo interessante que declara na continuação do texto que os cristãos são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo e não no nome destes três, pois só existe um Deus, o pai todo poderoso, seu filho único e o Espirito Santo: a santíssima trindade. O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo. (CIC 233-234). Essa é uma afirmação tão poderosa que nem mesmo nossos irmãos protestantes ousam questionar, ou simplesmente ignorar, pois ao falarem também do Espírito Santo, não conseguem diferenciar onde um acaba e outro começa, isso porque eles são um só. A face divina e soberana de Deus pai criador, a face espiritual no Deus Espirito Santo,e a face humana em Deus filho, Jesus Cristo.

Partindo desse ponto escolhi parte da frase para nomear o meu Blog, e por isso mesmo neste primeiro post resolvi compartilhar a minha experiência em escolher um nome. Lembrando que Deus nos conhece pelo nome. Usar essa ferramenta moderna de comunicação, me fez quebrar a minha própria resistência a toda essa modernidade, mas hoje é impossível ficar alheio ao poder de penetração da Internet, por isso mesmo estou aqui, usando a ideia do nosso Santo Papa João Paulo II, que incentivava usar todos os meios de comunicação para a evangelização.

Espero contar com a sua atenção e os seus comentários nesta empreitada.

Paz e bem da parte do senhor Jesus.

Feliz Ano Novo em Cristo

Formação: Ano Litúrgico

O admirabile commercium! Creator generis humani, anima corpus sumens, de Virgine nasci digna tus est; et procedens homo sine semine, largitus est nobis suam deitatem.

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O Ano Litúrgico de 2019 acabou e se inicia um novo ano no dia 1 de dezembro com o Primeiro Domingo do Advento. Será o Ano A (Mateus), ou seja a grande maioria das leituras do ano será tirada do Evangelho de Mateus.

Vale dizer que o ano B é o Evangelho de Marcos e o ano C é o Evangelho de Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades. Para este Evangelho não existe um Ano Litúrgico.

Pela tradição este é o dia correto para se montar a sua árvore de Natal e decorar sua casa. Para quem é católico pelo menos. Infelizmente as pessoas seguem o que diz os shoppings e as propagandas e começam a decorar suas casas para o Natal ainda em novembro. É pecado? Não. Apenas demonstra que está faltando mais atenção nas missas e talvez você não tenha feito uma boa catequese. Na melhor das hipóteses você se esqueceu do que aprendeu (acho difícil).

Pois bem o Advento é a preparação para o nascimento de Jesus (a memória). São 4 domingos em que a igreja se prepara de maneira especial para a segunda grande celebração do ano litúrgico: o nascimento de Jesus. A primeira é a Imaculada Conceição de Nossa Senhora (8 de dezembro).

O Advento também marca o início do novo ano da igreja Católica. Em 2019 foi no dia 1º de dezembro, em 2020 será em 29 de novembro, sempre quatro domingos antes do dia 25 de dezembro.

O ano civil continua e só termina no dia 31 de dezembro, e as pessoas comemoram muitas vezes enlouquecidamente. Pior, a maioria são católicos que não percebem que o nosso novo ano já se iniciou.

A maioria das grandes religiões tem uma data especifica para marcar o início do ano. Os judeus comemoram o  , os indianos o , budistas , muçulmanos  .

Com o início do Advento também se inicia o Ano Litúrgico, que são ciclos dentro da igreja para se rezar e evangelizar através da Palavra de Deus. Sendo que estes ciclos são divididos entre: Tempo do Advento, Tempo do Natal, Primeira Parte do Tempo Comum, Tempo da Quaresma, Tempo Pascal e Segunda Parte do Tempo Comum. O ano litúrgico termina com a Festa de Cristo Rei.

Interessante se pensar que o ano litúrgico começa logo com Maria, mãe de Jesus. “Ao celebrar o ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com particular amor a bem-aventurada mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho; em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com alegria como puríssima imagem do que ela própria anseia e espera ser em sua totalidade. ” (CIC 1172)

A preparação para a vinda de Jesus atravessou séculos e foi preparada de tal maneira por Deus, que cada fato na história da fé está intimamente ligada ao ápice do nascimento de Jesus. (Vide CIC 522-524).

Até mesmo a cena do nascimento numa manjedoura e numa família pobre mostra muita coisa, abre e deixa claro que a salvação é para todos e mesmo os mais humildes e pobres serão agraciados. “Tornar-se criança” em relação a Deus é a condição para entrar no Reino; para isso é preciso humilhar-se, tornar-se pequeno; mais ainda: é preciso “nascer do alto” (Jo 3,7), “nascer de Deus” para tornar-nos filhos de Deus. O mistério do Natal realiza-se em nós quando Cristo “toma forma” em nós. (CIC 525-526).

Então não é um tempo sem sentido, e a preparação deve ser ainda mais intensa.

Geralmente são realizadas novenas natalinas nas casas e assim a igreja sai do seu ponto estático (o Templo) e leva esta palavra as casas dos fiéis. Penetra nas famílias levando o Advento também para os lares. Muito como um convite a vir visitar a casa de Jesus, ou melhor, visitar e esperar o nascimento do Senhor. Assim como a estrela guiou os reis pelo deserto, as novenas e principalmente os domingos do Advento são o brilho desta estrela que repousará sobre cada um e também sobre a manjedoura que acolhe o próprio Deus encarnado como homem.

Então Feliz Ano Novo cristão.

E descubra todo o significado do Advento participando das Missas e abrindo sua casa para as novenas de Natal. O que você chama de Espírito Natalino é nada mais, nada menos que a acolhida da Sagrada Família à espera da memória do nascimento de Jesus.

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Como é Calculado o Ano Litúrgico?

Muito simples, apenas somando os algarismos do ano. Para se determinar qual é o Ano A, B ou C, procede-se da maneira seguinte: Pela letra C, designa-se o ano cujo número for divisível por três, como se o ciclo começasse no primeiro ano da contagem cristã. Deste modo, o Ano 1 teria sido o Ano A, o Ano 2 o Ano B, o Ano 3 o Ano C, e os Anos 6, 9, 12… novamente o Ano C. O ano em que a soma dos algarismos for um número múltiplo de 3 é do ciclo C.

Seguindo este critério temos: 2017 = 2+0+1+7= 10 (9, múltiplo de 3, + 1), portanto, foi Ano A. O ano seguinte, 2018, logicamente, Ano B. E o ano litúrgico de 2019 será o ano C, por ser múltiplo de 3. Não existe erro! É fácil.

É evidente que cada ciclo se desenvolve conforme a estrutura do ano litúrgico, isto é, a partir da primeira semana do Advento, que ocorre no ano civil anterior.

“As leituras Bíblicas que ocorrem nas celebrações, caracterizam-se com o chamado Ano Litúrgico, criado para acompanharmos através das leituras dos textos bíblicos (Evangelho e outros livros), a vida de Jesus em ordem cronológica do nascimento até a ascensão aos céus. Assim, ouvimos nas celebrações textos que falam do anúncio do Messias, da encarnação, de seu ministério público com milagres, do chamado ao discipulado, discursos, parábolas até culminarmos com Sua morte e ressurreição nos preparando para a Parusia, ou seja, do Cristo Rei do Universo no final do ano litúrgico.

Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C. Em cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, para o ano B e para o ano C. A ideia desta distribuição de textos bíblicos ao longo de três anos tem como objetivo se ter uma visão e leitura de toda a Bíblia.” (trecho de texto do site Rumo a Santidade)

Constituição Sacrosanctum Concilium determinou:

«Prepare se para os fiéis, com maior abundância, a mesa da Palavra de Deus: abram se mais largamente os tesouros da Bíblia, de modo que, dentro de um período de tempo estabelecido, sejam lidas ao povo as partes mais importantes da Sagrada Escritura»

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Tempo do Natal (Catecismo da Igreja Católica)

522 A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da “Primeira Aliança”, tudo ele faz convergir para Cristo; anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel. Desperta, além disso, no coração dos pagãos a obscura expectativa desta vinda. (Parágrafos relacionados: 711,762)

523 São João Batista é o precursor imediato do Senhor, enviado para preparar-lhe o caminho.

“Profeta do Altíssimo” (Lc 1,76), ele supera todos os profetas, deles é o último, inaugura o Evangelho; saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe e encontra sua alegria em ser “o amigo do esposo” (Jo 3,29), que designa como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Precedendo a Jesus “com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), dá-lhe testemunho por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, seu martírio. (Parágrafos relacionados: 712,720)

524 Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda. Pela celebração da natividade e do martírio do Precursor, a Igreja se une a seu desejo: “É preciso que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30). (Parágrafo relacionado: 1171)

O MISTÉRIO DO NATAL

525 Jesus nasceu na humildade de um estábulo, em uma família pobre; as primeiras testemunhas do evento são simples pastores. É nesta pobreza que se manifesta a glória do Céu. A Igreja não se cansa de cantar a glória dessa noite: Hoje a Virgem traz ao mundo o Eterno. (Parágrafos relacionados: 437,2443)

E a terra oferece uma gruta ao Inacessível.

Os anjos e os pastores o louvam

E os magos caminham com a estrela.

Pois Vós nascestes por nós, Menino, Deus eterno!

526 “Tornar-se criança” em relação a Deus é a condição para entrar no Reino; para isso é preciso humilhar-se, tornar-se pequeno; mais ainda: é preciso “nascer do alto” (Jo 3,7), “nascer de Deus” para tornar-nos filhos de Deus. O mistério do Natal realiza-se em nós quando Cristo “toma forma” em nós. O Natal é o mistério deste “admirável intercâmbio:

O admirabile commercium! Creator generis humani, anima corpus sumens, de Virgine nasci digna tus est; et procedens homo sine semine, largitus est nobis suam deitatem (Admirável intercâmbio! O Criador da humanidade, assumindo corpo e dignou-se nascer de uma Virgem; e, tomando-se homem intervenção do homem, nos doou sua própria divindade!)

O ANO LITÚRGICO

1168 Partindo do tríduo pascal, como de sua fonte de luz, o tempo novo da Ressurreição enche todo o ano litúrgico com sua claridade. Aproximando-se progressivamente de ambas as vertentes desta fonte, o ano é transfigurado pela liturgia. É realmente “ano de graça do Senhor”. A economia da salvação está em ação moldura do tempo, mas desde a sua realização na Páscoa de Jesus e a efusão do Espírito Santo o fim da história é antecipado, “em antegozo”, e o Reino de Deus penetra nosso tempo.

1169 Por isso, a páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a “festa das festas”,

“solenidade das solenidades”, como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos (o grande sacramento). Santo Atanásio a denomina “o grande domingo como a semana santa é chamada no Oriente “a grande semana”. O mistério da ressurreição, no qual Cristo esmagou a morte, penetra nosso velho tempo com sua poderosa energia até que tudo lhe seja submetido.

1170 No Concílio de Nicéia (em 325), todas as Igrejas chegaram a um acordo acerca de que a páscoa cristã fosse celebrada no domingo que segue a lua cheia (14 Nisan) depois do equinócio de primavera. Por causa dos diversos métodos utilizados para calcular o dia 14 de mês de Nisan, o dia da Páscoa nem sempre ocorre simultaneamente nas Igrejas ocidentais e orientais. Por isso busca-se um acordo, a fim de se chegar novamente a celebrar em uma data comum o dia da Ressurreição do Senhor.

1171 O ano litúrgico é o desdobramento dos diversos aspectos do único mistério pascal. Isto vale muito particularmente para o ciclo das festas em tomo do mistério da encarnação (Anunciação, Natal, Epifania) que comemoram o começo de nossa salvação e nos comunicam as primícias do Mistério da Páscoa.

O SANTORAL NO ANO LITÚRGICO

1172 “Ao celebrar o ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com particular amor a bem-aventurada mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho; em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com alegria como puríssima imagem do que ela própria anseia e espera ser em sua totalidade. ”

1193 O domingo, “dia do Senhor”, é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembleia litúrgica por excelência, o dia da família cristã, o dia da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é “o fundamento e o núcleo do ano litúrgico”.

2698 A Tradição da Igreja propõe aos fiéis ritmos de oração destinados a nutrir a oração continua. Alguns são cotidianos: a oração da manhã e da tarde, antes e depois das refeições, a Liturgia das Horas. O domingo, centrado na Eucaristia, é santificado principalmente pela oração. O ciclo do ano litúrgico e suas grandes festas são os ritmos fundamentais da vida de oração dos Cristãos.

1438 Os tempos e os dias de penitência ao longo do ano litúrgico (o tempo da

Quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja. Esses tempos são particularmente apropriados aos exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às peregrinações em sinal de penitência, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna (obras de caridade e missionárias).

Ano Litúrgico 2020

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Jesus Cristo, qual o teu rosto?

Curiosidades

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Existe uma controvérsia enorme sobre qual seria o verdadeiro rosto de Jesus Cristo. Durante séculos os artistas tem retratado Jesus segundo suas interpretações, mas na maior parte dos casos, se baseiam nas pinturas europeias renascentistas que trazem Jesus branco e de longos cabelos lisos.

Muitas vezes a imagem traz um Jesus angelical. Mas se pensarmos um pico mais a fundo, e mesmo se repararmos no povo de hoje da Palestina (detalhe pouco se alterou desde a época de Cristo) dá para perceber que esse rosto branco de bochechas rosadas, com cabelos longos loiros (ou negros) lisos e barba, não representa verdadeiramente o rosto de Jesus Cristo. Isso porque o povo galileu, naquela época, há mais de 2 mil anos, estava muito longe de ter essa aparência europeia das imagens.

Intrigado com essa confusão que nos persegue há séculos e que acabou se tornando uma referência para os cristãos, o especialista em Antropologia Forense, Richard Neave, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, resolveu desvendar o mistério por trás do verdadeiro rosto de Jesus Cristo. Usando de uma técnica chamada de Antropologia forense. Junto com um grupo de cientistas em 2001

Para isso, ele usou a mesma tecnologia usada para desvendar o rosto de assassinos e outros criminosos (não se espante e ache uma blasfêmia) e começou seu trabalho para remontar o rosto de Jesus Cristo. Para deixar tudo ainda mais real, Neave realizou uma pesquisa aprofundada a respeito das características físicas dos povos semitas da Galileia, no norte de Israel.

Crânios e mais crânios típicos dos judeus foram recebidos e estudados pela equipe do antropólogo forense e, no final, foram feitos raio-x das fatias dos crânios. Computadores, então, criaram os músculos e a pele do que seria o verdadeira rosto de Jesus Cristo quando vivia naquela época, ou melhor até hoje já que acreditamos que ele ascendeu aos céus de corpo e alma.

O rosto de Jesus Cristo

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O resultado? O rosto de Jesus Cristo, como deve ter sido na vida real, já mais de 2 mil anos, foi muito diferente do que imaginamos hoje em dia. De acordo com os estudos de Neave, Jesus era mesmo barbudo, mas tinha cabelos escuros, curtos e, muito provavelmente, cacheados, como o costume de seu povo naquela época

Ainda sobre o rosto de Jesus Cristo, de acordo com os antropólogos, estava longe de ser tão branco ou angelical como das ilustrações. Era, na verdade, um rosto comum, sem muitos atrativos, com pele escura e olhos também escuros, quase pretos. Lembrando do sol escaldante da região.

Jesus também não devia ser um homem muito alto, já que a estatura dos homens de semitas daquela época não era nada impressionante. Acredita-se que ele não tinha mais de 1,50 m de altura e era um homem mais forte que realmente é retratado, já que seu ofício de carpinteiro era um trabalho que exigia esforço físico.

O resultado foi revelado em um documentário produzido em parceria entre a BBC e o Discovery Channel. E para conduzir a reconstrução, os pesquisadores empregaram as tecnologias mais avançadas que tinham à mão na época, assim como o crânio de 2 mil anos de um homem judeu, documentos antigos e técnicas forenses.

E então, você esperava um rosto assim para Jesus?

Na verdade isso é um trabalho da ciência e não desmerece em nada a nossa imagem ideal de Jesus Cristo.Podemos até imaginá-lo parecido conosco já que todos somos imagem e semelhança de Deus.

1 – Primeiras imagens

Uma das representações mais antigas de Jesus de que se tem notícia é a que você poderá ver na imagem seguir. Datada do ano 235, a imagem foi descoberta entre os frescos que cobrem as paredes de uma sinagoga da cidade de Dura Europos, na Síria. Veja:

A figura, embora não seja muito nítida, retrata um dos milagres de Cristo, “A Cura do Paralítico”. Nela, podemos ver Jesus com os cabelos curtos e encaracolados e vestindo uma simples túnica e sandálias. O exemplo abaixo, descoberto na Espanha no ano passado, consiste em uma gravura sobre um prato de vidro do século 4 que também mostra o messias sem sua icônica barba.

2 – Os cabelos e a barba crescem

As primeiras representações de Jesus com os cabelos mais longos e com o rosto coberto de barba começaram a surgir ainda no século 4 — provavelmente inspiradas na forma como os deuses gregos e romanos eram retratados. Um dos exemplos mais antigos é a imagem a seguir, descoberta na Catacumba de Marcelino e Pedro, localizada em Roma.

3 – Menino Jesus

Imagens que retratavam Jesus ainda bebezinho começaram a surgir por volta do século 4, pelo menos, e um dos exemplos mais emblemáticos é o mosaico do século 6 que você pode conferir a seguir:

Localizada na Basílica de Santa Sofia — que fica em Istambul, na Turquia —, a obra mostra a Virgem Maria embalando Jesus em seus braços, enquanto os Imperadores Bizantinos presenteiam o Menino com a (então) cidade de Constantinopla.

4 – Cristo acompanhado

Uma das imagens mais antigas de Jesus acompanhado de seus apóstolos foi descoberta em 2010 nas Catacumbas de São Tecla, localizada em Roma. Os arqueólogos estimam que o fresco seja do final do século 4 ou início do século 5, e acreditam que a imagem — que traz todos os personagens barbados e São Paulo já ficando careca — serviu de base para muitas representações dos seguidores de Cristo que surgiram depois.

5 – Jesus beatificado

O mosaico que você pode ver a seguir foi encontrado no Mausoléu de Gala Placídia, situado em Ravena, na Itália, e data do século 5. Nele, Cristo é retratado usando as cores reais — roxo e amarelo — enquanto guarda o seu rebanho. Veja:

A obra — conhecida como “O Bom Pastor” — traz Jesus novamente sem barba, mas agora com vestimentas e aparência que remete aos antigos romanos. Além disso, ele aparece com um halo sobre sua cabeça.

6 – Crucificado

As primeiras imagens de Jesus crucificado começaram a surgir a partir do século 5, enquanto a representação mais antiga de Cristo — retratado na cruz ao lado dos ladrões — em um manuscrito apareceu em um livro do século 6 chamado “Evangelhos de Rabbula”. Veja:

7 – Morto e sepultado

Santo Sudário — fascinante relíquia religiosa , como você sabe, traz o que muitos cristãos acreditam ser a própria imagem de Cristo gravada em sua superfície.

Até hoje sua legitimidade é discutida por religiosos e cientistas de todo o mundo — afinal, o lenço de linho foi extensivamente analisado por equipes de cientistas que, primeiro, determinaram que algumas partes do tecido datam da Idade Média, sugerindo que ele seria uma elaborada farsa e, posteriormente, que o material foi produzido entre 280 a.C. e 220 d.C., ou seja, muito mais próximo da época de Cristo.

 

Fontes:

Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

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“Filêmon, 1 1.Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e seu irmão Timóteo, a Filêmon, nosso muito amado colaborador, 2.a Ápia, nossa irmã, a Arquipo, nosso companheiro de armas, e à igreja que se reúne em tua casa. 3.A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! 4.Não cesso de dar graças a meu Deus e lembrar-me de ti nas minhas orações, 5.ao receber notícia da tua caridade e da fé que tens no Senhor Jesus e para com todos os santos, 6.para que esta tua fé, que compartilhas conosco, seja atuante e faça conhecer todo o bem que se realiza entre nós por causa de Cristo. 7.Tua caridade me trouxe grande alegria e conforto, porque os corações dos santos encontraram alívio por teu intermédio, irmão. 8.Por esse motivo, se bem que eu tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te o que é da tua obrigação, 9.prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, idoso como estou, e agora preso por Jesus Cristo, 10.venho suplicar-te em favor deste filho meu, que gerei na prisão, Onésimo.* 11.Ele poderá ter sido de pouca serventia para ti, mas agora será muito útil tanto a ti como a mim.* 12.Torno a enviá-lo para junto de ti, e é como se fora o meu próprio coração. 13.Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho. 14.Mas, sem o teu consentimento, nada quis resolver, para que tenhas ocasião de praticar o bem (em meu favor), não por imposição, mas sim de livre vontade. 15.Se ele se apartou de ti por algum tempo, foi sem dúvida para que o pudesses reaver para sempre. 16.Agora, não já como escravo, mas bem mais do que escravo, como irmão caríssimo, meu e sobretudo teu, tanto por interesses temporais como no Senhor. 17.Portanto, se me tens por amigo, recebe-o como a mim. 18.Se ele te causou qualquer prejuízo ou está devendo alguma coisa, lança isso em minha conta. 19.Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei. Para não te dizer que tu mesmo te deves inteiramente a mim! 20.Sim, irmão, quisera eu receber de ti esta alegria no Senhor! Dá esta alegria ao meu coração, em Cristo! 21.Eu te escrevi, certo de que me atenderás e sabendo que farás ainda mais do que estou pedindo.* 22.Ao mesmo tempo, prepara-me pousada, porque espero, pelas vossas orações, ser-vos restituído em breve. 23.Enviam-te saudações Epa­fras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, 24.assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores. 25.A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com o vosso espírito!” Filêmon, 1 – Bíblia Católica Online

“1,10. Meu filho que gerei: São Paulo, convertendo este escravo fugitivo, tornara-se seu pai espiritual, “gerando-o” para a vida da graça. Expressões figuradas frequentes em São Paulo (N. do Tr.). 1,11. Muito útil: jogo de palavras com o nome próprio Onésimo, que em grego significa útil. O escravo, que assim se chamava, tinha abandonado seu senhor Filêmon, sem dúvida levando consigo objetos de valor. Convertido por São Paulo, estava ele agora disposto a voltar a seu serviço na casa do seu antigo senhor. 1,21. Mais do que estou pedindo: libertando o escravo recuperado.”

 

Epístola a Filemon, geralmente referida apenas como Filemon (ou Filémon), é o décimo-oitavo livro do Novo Testamento da Bíblia. Faz parte do chamado corpus paulinum, o grupo de cartas escritas pelo (ou associadas ao) apóstolo Paulo.

A Carta a Filemon, ou Epístola a Filemon é uma das 13 cartas escritas por Paulo, a mais breve e pessoal é uma carta escrita de seu próprio punho, envolvendo Onésimo um escravo fugitivo e dirigida a Filemon, seu patrão. (Fm 1, 2, 19) A época mais provável da escrita desta carta é por volta de 60-61 d.C., o apóstolo Paulo tinha a esperança de ser “posto em liberdade” (v. 22) da prisão.

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Papiro 87 (nos numerais de GregoryAland), designado por {\displaystyle {\mathfrak {P}}}87, é um antigo papiro do Novo Testamento. Ele é o mais antigo manuscrito conhecido da Epístola a Filemon. Os textos que sobreviveram de Filemon são os versos 13-15, 24-25.

 

 

A carta inicia-se com uma apresentação (Fl 1,1-3). Logo após, há os agradecimentos a Filemon por seu amor e por sua  (Fl 1,4-7). A parte central da carta é o pedido feito a Filemon a respeito do escravo Onésimo. Este havia fugido e, neste ínterim, se convertido ao cristianismo. Paulo, então, pede a Filemon que perdoe Onésimo e o acolha como um irmão em Cristo (vv. 8-22) (1,8-22). Por fim, há as saudações finais (Fl 1,23) e uma bênção (Fl 1,25).

Logo nos dois primeiros versículos da carta já fica claro a quem ela foi endereçada. O destinatário principal é Filêmon, sendo também citada na Epístola a sua família (Ápia e Arquipo), além da “igreja que está em sua casa”. A forma plural “vós” presente no versículo 3 demonstra que além do destinatário principal, outras pessoas deveriam tomar conhecimento do conteúdo da carta. Talvez o Apóstolo Paulo tivesse a intenção de fazer com que a igreja soubesse do assunto tratado na carta, na esperança de que eles considerassem Filêmon responsável por atender ao pedido que ele estava fazendo.

Dois temas são explorados no conteúdo desta carta: 1. a necessidade do perdão. 2. A aplicação dos valores cristãos à realidade social (especificamente, ao problema da escravidão).

  1. O perdão é também essência dos que comungam da mesma fé. Faz parte dos ensinamentos de Cristo e como Filêmon fazia parte dos convertidos e era, sem dúvida, membro abastado da igreja que se formava, Paulo lembra e cobra sutilmente a postura do perdão que todo cristão deve ter. A expressão da espiritualidade cristã precisava ser traduzida no perdão: esta é a essência do apelo de Paulo a Filêmon. Empregando um trocadilho, o apóstolo escreve acerca de Onésimo, cujo nome significa “útil”, que Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim (Filêmon 1,11), ou seja, as relações mudaram: a utilidade de Onésimo para a Igreja era, agora, maior que para o próprio Filêmon. Perdoar seu escravo fugitivo era prestar um serviço à Igreja.
  2. É estranho ver Paulo falando da escravidão com tanta naturalidade. Mas devemos lembrar que ainda se tratavam de judeus e outros povos recém convertidos ao cristianismo, e a escravidão ainda era comum entre eles. Muitas vezes uma pessoa contraia uma dívida muito alta e trocava a prisão ou a morte por ser escravo (isso também causava um prejuízo grande ao ser que se sujeitava e era até comum este ser vitima de violência e humilhação). Paulo não propõe uma subversão desta instituição característica do período. O cristianismo, ao que parece, não deveria alterar os modelos sociais vigentes. Uma mudança interior de atitude era o que se requeria. Esta mudança interior em Filêmon seria mais importante do que qualquer mudança na própria instituição da escravidão. Por mais estranho e absurdo que pareça.

Há uma conexão grande entre as cartas a Filêmon e aos Colossenses. Além do estilo semelhante, as mesmas pessoas mencionadas em Filêmon (como o próprio Onésimo, Arquipo e Lucas, por exemplo) aparecem também em Colossenses. Isto leva a crer que as duas cartas foram escritas na mesma época, provavelmente entre os anos 59 e 61, período em que Paulo estava preso em Roma. Também dá margem a se imaginar que Filêmon fizesse parte da comunidade de Colossos.

Filemon é uma epístola dirigida a um indivíduo específico. Um escravo seu, chamado Onésimo, havia fugido aparentemente depois de um roubo (cf. Filêmon 1,18). Em situação desconhecida, Onésimo conheceu Paulo e, pelo testemunho deste, acabou por se converter Fl 1,10).

Paulo solicita, então, por meio da carta, que Filemon receba seu escravo fugitivo de volta não como um servo, mas como um irmão. Dois elementos são notáveis aí: Paulo não usa de sua autoridade apostólica (Fl 1, 8-14); e Paulo não pede a libertação de Onésimo. Ele apela à consciência de Filêmon para que o perdoe, ainda que o mantivesse como seu servo, porém indica que Onésimo deva ser tratado como irmão.

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Este é um Estudo Bíblico sobre o Epístola de Filêmon  A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Epístola de Filêmon  (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Lembrando que tudo isso é sugestão e a preparação de quem vai coordenar este círculo é importante.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

 

Estudo Bíblico: Epístola de Judas Tadeu

Estudo Bíblico: Livro de Judas

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São Judas Tadeu, por Georges de La Tour. ca. 1615 – 1620

“São Judas, 1 1.Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. 2.Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. 3.Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. 4.Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor. 5.Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. 6.Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. 7.Da mesma forma Sodoma, Gomor­ra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. 8.Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, desprezam a soberania e maldizem as glórias.* 9.Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!* 10.Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. 11.Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré.* 12.Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! 13.Ondas furiosas do mar, que arrojam as espumas da sua torpeza! Estrelas errantes, para as quais está reservada a escuridão das trevas para toda a eternidade! 14.Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus santos* 15.para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. 16.Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse. 17.Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, 18.os quais vos diziam: “No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões; 19.homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito”.* 20.Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. 21.Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. 22.Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os,* 23.e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne. 24.Àquele, que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, 25.ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém.” (São Judas, 1 – Bíblia Católica Online)

“1,8. Soberania: soberania divina. As glórias: os anjos caídos. 1,9. Alusão a uma tradição judaica – Ascensão de Moisés – que os livros santos não mencionam em nenhuma parte. 1,11. Ver Nm 24 e 16; Gn 4. 1,14. Palavras tiradas do livro de Henoc, escrito judaico não inspirado. 1,19. Que semeiam a discórdia; outra tradução possível: que fazem distinções (entre alimentos puros e impuros). 1,22. O texto deste versículo e do seguinte é bastante incerto.”

Quem foi São Judas?

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Seu nome era Judas Tadeu. A pregação e o testemunho de Judas Tadeu impressionavam os pagãos que logo se convertiam. Não deve ser confundido com Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus. Nasceu em Caná de Galileia, na Palestina. Filho de Alfeu e Maria Cleofas. Era irmão de Thiago, José, Simão e Maria Salomé. Thiago foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo e se tornou o primeiro bispo de Jerusalém. José era conhecido como o justo. Simão foi o segundo Bispo de Jerusalém. São Judas Tadeu foi um apóstolo de Cristo. Era primo de Jesus. Sua mãe Maria era prima de Maria Santíssima e o pai Alfeu era irmão de São José. Sua mãe e sua irmã foram citadas como as Marias (nome comum à época) que visitaram o túmulo de Jesus e descobriram que havia sumido e depois o encontraram na estrada (apesar de que os relatos dos 4 evangelistas diferem sobre quais estavam lá). Salomé lavou os pés de Jesus.

Nas Escrituras, João Evangelista relata que na última ceia, São Judas perguntou ao seu mestre: “Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?” Jesus lhe responde afirmando que teriam manifestações dele todos os que guardassem suas palavras e permanecessem fies a seu amor. Um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús no dia da ressurreição junto com maria e outras Marias provavelmente sua mãe e irmã.

É um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos, em seus Evangelhos, e um dos mais fervorosos do grupo. Depois da ascensão de Jesus e que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciou a pregação de sua fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, pela Galileia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas divulgando o Evangelho. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém e em seguida passou evangelizando pela Mesopotâmia, atual Pérsia, Edessa, Arábia e Síria. Destacou-se principalmente na Armênia, Síria e Norte da Pérsia, sendo o primeiro a manifestar apoio ao rei estrangeiro, Algar de Edessa.

Na Mesopotâmia ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão o Zelota, aparentemente viajando em companhia de quinto Apóstolo a ir ao Oriente. Segundo relata São Jerônimo, ambos foram martirizados cruelmente quando estavam na Pérsia, mortos a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusarem a prestar culto à deusa Diana. Assim, na igreja ocidental, os dois santos são celebrados juntos em 28 de outubro. A Igreja Ortodoxa Grega, contudo, distingue Judas de Tadeu, celebrando Judas, “irmão” de Jesus, em 19 de junho, e o apóstolo Tadeu em 21 de agosto.

É invocado como advogado das causas desesperadas e dos supremos momentos de angústia. Essa devoção surgiu na França e na Alemanha no fim do século XVIII. No Brasil, a devoção a esse santo é muito popular e surgiu no início do século XX. Devido à forma como foi martirizado, sempre é representado em suas imagens segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro. (E-Biografias)

Parecia muito com Jesus

São Judas Tadeu normalmente é representado com uma medalha no peito, com o rosto de Cristo impresso. Isto acontece porque se parecia com Jesus fisicamente e também espiritualmente. Além disso, o santo carrega uma chama de fogo na cabeça a qual manifesta que recebeu o Espírito Santo em Pentecostes.

Outros escultores o mostram levando uma Bíblia em referência ao livro que leva seu nome. Em sua mão aparece uma machadinha, referente ao seu martírio, ou um cajado como símbolo das grandes distâncias que percorria enquanto pregava.

Morreu mártir junto com São Simão

São Judas Tadeu pregou primeiro na Judeia, em seguida foi para a Mesopotâmia e finalmente a Pérsia, lugar no qual se reuniu com o apóstolo São Simão e juntos combateram as heresias de Zaroes e Arfexat, dois sacerdotes pagãos que levantaram o povo contra as obras dos apóstolos. Ambos os apóstolos receberam juntos a coroa do martírio e, por isso, a Igreja os celebra no mesmo dia. As relíquias dos santos estão em um altar da Basílica de São Pedro no Vaticano.

Teve uma visão de Jesus antes de morrer

Antes de morrer, São Judas olhou para São Simão e lhe disse que viu o Senhor que os chamava para Ele. Segundo a antiga tradição, mataram São Simão cortando seu corpo em dois e cortaram a cabeça de São Judas Tadeu com uma machadinha.

A Igreja não avaliza as polêmicas correntes de oração

Normalmente, circulam pela Internet e em papéis deixados nas casas ou nos templos, uma suposta “corrente ou Novena Milagrosa a São Judas Tadeu”, a qual exige que o conteúdo seja compartilhado a um número determinado de pessoas e dentro de um período de tempo para obter bênçãos e ameaça com males aqueles que não o façam. A origem é desconhecida, mas a Igreja não avaliza estas iniciativas.

A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de São Judas (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Reflita

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Apesar de ser colocado na Bíblia como um livro, trata-se de uma carta (uma epístola) escrita por São Judas para a comunidade que estava sendo influenciada por homens que queriam desacreditar as pessoas sobre Jesus Cristo. Podemos usar como metáfora, o fato de muitas vezes estarmos dentro da igreja, comungando a nossa fé e quem é de fora tentar nos desviar do caminho e nos fazer ter sérias dúvidas sobre o que acreditamos. Como se o chamado mundano (do mundo) pudesse tirar-nos do caminho da fé. Os versículos 17 a 22 orientam sobre como proceder e não dar ouvidos aos que querem nos desviar do caminho de Deus. Em suma é uma carta para ser refletida a luz do nosso mundo atual onde cada vez mais a velocidade do dia e as pessoas que não querem acreditar em nada estão influenciando tudo, cabe a cada um permanecer na fé.

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Epístola de Judas não se refere ao apóstolo Judas, mas ao discípulo com o mesmo nome. O primeiro livro do Novo Testamento da Bíblia foi escrito, provavelmente, por volta do ano 65 depois de Cristo. Entretanto alguns acreditam o que texto teria sido escrito um pouco depois, entre 66 e 67, em função das semelhanças com a carta escrita por Pedro. Só que uma terceira corrente de pesquisadores argumenta que a explicação para os dois textos estaria em uma fonte única utilizada por Judas e por Pedro na qual leram informações sobre o risco dos falsos mestres. De todo modo, esse primeiro livro do Novo Testamento, a Epístola de Judas, é um texto escrito por Judas irmão de Tiago. Esse Judas era também meio-irmão do próprio Jesus Cristo. Ou seja, nada tem a ver com o famoso Judas apóstolo, conhecido por trair Jesus.

Epístola de Judas é um texto escrito por um discípulo tendo como supostos destinatários ou judeus convertidos ao cristianismo espalhados pela Ásia Menor. O texto, contudo, não oferece afirmativas ou informações que permitam afirmar claramente o destino da escritura. É uma suposição que parece ser a mais plausível porque o texto permite a compreensão de que os destinatários são conhecedores do Antigo Testamento e das tradições judaicas. Mas, mesmo que os destinatários não sejam claramente conhecidos, o motivo do texto é evidente: alertar contra mestres imorais e contra as heresias que colocam a fé dos cristãos em risco. Há um enfoque também contra a apostasia, pois na época havia uma onda de abandono da fé.

Constituída de um único capítulo e de apenas 25 versículos, há uma curta introdução sobre o perigo dos homens perversos. Uma curiosidade é a citação do livro apócrifo de Enoque, que gera muitas dúvidas nos pesquisadores sobre como teria sido o contato de Judas com esse conhecimento. Há também uma chamativa passagem que envolve o diabo e o Arcanjo Miguel sobre a tomada do corpo de Moisés. Em resumo, é um texto pequeno que alguns acreditam ser baseado em relatos de Jesus Cristo para seus discípulos, dentre os quais estava Judas.

6 histórias de pessoas que tiveram contato com o Capeta

Conheça 6 histórias de gente que passou por tentações e privações na briga entre Deus e Satã pela alma dos homens

anjos-demoniosanjos-demonios2Paciência de JóUma das principais histórias desse tipo na Bíblia é a de Jó, um homem muito rico e religioso. Satanás propôs ao Todo-Poderoso que testassem a fé de Jó, alegando que é fácil adorar a Deus quando se tem de tudo. Satã fez coitado perder os bens e os filhos e pegar lepra. Ainda assim, ele manteve a fé. Foi recompensado, recuperando tudo em dobro. Livro de Jó

 

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Porco expiatório

Segundo o Evangelho de São Lucas, Jesus andava pela região de Gadara, na Palestina, quando encontrou um homem dominado não apenas por um demônio, mas vários. Por isso, seu nome era Legião. Cristo “transferiu” os espíritos ruins para porcos ali perto. Possuídos, os bichos se jogaram de um abismo, caíram num lago e se afogaram.

 

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Padre exorcista

O padre italiano Pio, nascido em 1887, afirmava ter sido incomodado por Lúcifer em diversas formas: como um cão monstruoso, uma garota nua e até um anjo. Isso porque Pio era um habilidoso exorcista. Segundo outro padre, Tarcisio de Cernivara, o próprio líder do inferno admitiu durante um desses rituais: “Você nos dá mais trabalho que São Miguel!”

 

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Disputa com a Virgem

A bósnia Mirjana Dragicevic afirma receber aparições de Maria desde 1981. Mas ela também já viu o diabo. Em 1982, ele pediu que ela renegasse a Nossa Senhora e o seguisse para ser feliz no amor. Mirjana recusou e a Virgem imediatamente apareceu para ela, dizendo que o tinhoso é a raiz de tudo de ruim que acontece conosco.

 

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Em chamas

Um dos mais longos registros de visitas diabólicas é o da portuguesa Alexandrina Maria da Costa, na primeira metade do século 20. Em diários e cartas, conta que Satã aparecia para fazê-la perder a fé. “Uma tarde, senti como se minha carne estivesse pegando fogo. Uma das pessoas presentes disse: ‘Que cheiro de queimado!’”, escreveu.

 

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Música dos infernos

A composição mais famosa do músico italiano Giuseppe Tartini teria sido inspirada pelo chifrudo. Tartini contou que certa noite, em 1713, sonhou que fez um pacto com o demo, no qual entregou a alma. Ele deu seu violino a Satã, que começou a tocar magistralmente. O músico a reproduziu: nascia assim a sonata O Trilo do Diabo.

 

CONSULTORIA Volney Berkenbrock, doutor em teologia pela Universidade de Bonn, na Alemanha, e professor de pós-graduação em ciência da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, e Gary E. Gilley, doutor em teologia pela Universidade de Cambridge

FONTES Livro Satã – Uma Biografia, de Henry Ansgar Kelly, documentáriosSatanás, Príncipe das Trevas e Portões para o Inferno e tese acadêmicaSpeak of the Devil: A Brief Look at the History and Origins of Iconography of the Devil from Antiquity to the Renaissance, de Eric Williams

O Diabo faz parte da sua fé?

Artigo por Milton Cesar

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Uma das figuras mais temidas em praticamente todas as pessoas de fé é justamente o Diabo (na verdade seria Satanás ou Lúcifer), por tudo que ele costuma significar. Seja por medo, desconhecimento ou até fraqueza.
E se eu disser que o Diabo faz parte da sua fé?
Seria ofensivo? Blasfêmia? Ou só seria polêmico?
Pois bem, esta é uma reflexão que me proponho a fazer.
Partindo do princípio de que se existe o bem, podemos colocar como Jesus, a contrapartida, ou seja o mal, também existe, e esta é com certeza o Diabo.
Parte das pessoas de fé só é assim por causa do medo de ir para o inferno, ou parar nas “garras” do Diabo. Muitas pessoas de fé acabam acreditando mais no Diabo do que em Deus.
Existem igrejas que expulsam o “demônio” todos os dias do seu meio. Como pode ser isso? Não seria solo sagrado? Que poder é este que adentra um local que deveria ser apenas de Deus e domina as pessoas?
Ai alguns dizem que o Diabo age no mundo, porque ele também tem livre arbítrio para ir onde quiser.
Então realmente muitas pessoas vivem a sua fé em decorrência do medo do Diabo. Ou seja, ele faz também parte da sua fé já que você acredita em Deus e tem medo do Diabo, mas para ter medo é preciso acreditar no poder dele.
Isso não quer dizer que você seja um “servo” do Diabo, mas também não quer dizer que você não acredita.
Muitas vezes todo este temor pode ser apenas uma fraqueza na fé, mas também pode ser falta de explicação do significado do Diabo dentro da história da fé.
Recentemente o ator Christian Bale agradeceu a Satanás ao receber um prêmio de melhor ator, isso chocou muita gente mesmo após ele explicar que se baseou na história do Diabo para criar um personagem.
Na história existem muitos relatos de pessoas que fazem pactos com o Diabo, muitos artistas, cantores, escritores, etc… Porém sempre existe uma aura de mistério nisso. Dizem que foi feito um pacto a meia-noite em uma encruzilhada ou em um cemitério. Esses relatos ajudaram na discriminação de muitas das religiões afros que cultuam divindades e fazem alguns trabalhos sempre junto a natureza.
Porém se formos pensar friamente, para que todo este trabalho para se fazer um pacto? Se pensarmos friamente o Diabo age me qualquer momento e não tem hora marcada para se “vender a alma” (como dizem). Portanto todo este mistério serve para atiçar nossa curiosidade e também para amedrontar as pessoas.
Tenho certeza de que quem ler este texto ou vai parar antes de terminar, ou vai ficar com raiva, ou simplesmente vai refletir.
Existe a Bíblia do Diabo, Igrejas dedicadas ao Diabo e seguidores por vários lugares. Isso quer dizer que existem milhares de pessoas que acreditam no seu poder.
Mas isso é real?
Pois bem. Quem deseja o mal terá o mal. Mas de fato este é o objetivo destas pessoas? Talvez sim, talvez não.
Muitas pessoas recorrem a este lado, digamos assim, obscuro, para alcançar algo mais imediatista e materialista. Dinheiro, poder, fama, sucesso…
Porque acham que Deus não vai conceder nada disso por julgarem ser algo muito egoísta. Mas quem disse que seus desejos são egoístas? Que Deus não concederia?
Todos nós nascemos com a marca do pecado original e acredito que do mesmo jeito que temos uma inclinação para o bem, temos sempre uma inclinação para o mal. Isso independe do Diabo. É a sua natureza. Se você consegue odiar, consegue ser mal, com ou sem o Diabo ao seu lado.
Quem não gostaria de fazer um pedido e tê-lo atendido imediatamente?
Pois é. Aí entra a questão de como e para quem este pedido será feito.
Quem garante que se você trabalhar, estudar e lutar não vai conseguir alcançar o seu objetivo? Mas terá ajuda de Deus neste processo?
Se você tiver fé, vai ter! Porém muitas pessoas acabam tentando muito e muito (nem sempre da maneira certa) e num dado momento perdem a fé em Deus e começam a crer que apenas o Diabo poderá conceder este pedido. E aí?
Tudo o que fazemos tem sim uma consequência, que isso fique claro. O que você busca?
Santa Terezinha do Menino Jesus dizia não entender este medo do Diabo pois a simples pronuncia do nome de Jesus já fazia estremecer o inferno.
Mas este mundo de hoje o que temos visto é uma verdadeira ascensão do lado mal das pessoas. Seria um aumento do poder do Diabo? Não sei.
Se levarmos em conta que ele pode agir no mundo livremente pode ser.
Mesmo que cada pessoa de fé em Jesus não acredite que o Diabo possa agir na sua vida, nenhuma destas pessoas deixa de acreditar que ele vai tentar sempre, e mais que ele tem um grande poder.
Eu acredito nisso. Existe sempre uma batalha entre o que seria a luz (Deus) e o que seriam as trevas (o Diabo), mas é uma luta que nós alimentamos. Eu não duvidaria do “mal”, mesmo acreditando em Deus.
Também existem as pessoas que acreditam e dizem que o mal está nas pessoas e o inferno é aqui. Talvez seja.
Outros creem que o mal só aparecerá na forma de um Anticristo. Sinto dizer que já existem muitas pessoas contra Cristo hoje em dia.
O fato é que acreditamos na figura do Diabo e por isso mesmo vamos para uma religião, seguimos uma fé. Primeiro por crer em Deus e por temer o Diabo.
Todas as religiões acreditam de uma forma ou outra na figura do Diabo, apesar de que cada uma tem o seu jeito de enxerga-lo.

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Zoroastrismo

No zoroastrismo, a entidade Angro Mainyu (Ahriman em persa), inimigo de Ahura Mazda (Aúra-Masda), é um possível precursor das ideias que dariam forma ao diabo cristão. O zoroastrismo foi o primeiro monoteísmo ortodoxo amplamente aceito, pois foi a primeira grande doutrina monoteísta a ser adotada oficialmente por um grande império: o Império Persa. Os Zoroastristas acreditavam que não existia deus se não Aúra-Masda. Quando o Império Persa dominou a atual região de Israel, o judaísmo acabou sendo fortemente influenciado pelo zoroastrismo. As concepções judaicas de Satanás foram impactadas por Angra Mainyu, o espírito destrutivo do mal, da escuridão e da ignorância zoroastrista. A ideia de Satanás como adversário de Deus e uma figura puramente maligna parece ter raízes em livros apócrifos judaicos (como o Livro de Enoque) durante Período do Segundo Templo, época em que Israel estava sob domínio persa. Indiferentemente da origem, exatamente da mesma forma que o satã cristão, Angro Mainyu representa o lado negro da alma de todos os homens, o ego que os guia a prazeres fúteis e os afasta de tudo o que é bom.

Hells

Como muitos imaginam o inferno

Na Bíblia:
Satanás aparece 59 vezes (23 no AT e 36 no NT) e demônio 37 vezes (no Novo Testamento).
O Diabo é chamado por muitos nomes, e assim fica até difícil saber se tratasse de 1 individuo ou muitos. Porém o primeiro relato diz que Lúcifer era um anjo que foi expulso do céu por querer se comparar a Deus. E este caiu na Terra. Interessante que a figura de Lúcifer é quase sempre interpretada como um ser das trevas, porém o próprio nome Lúcifer (do latim lux + fero = que traz luz, que dá claridade, luminoso) seria Arcanjo de Luz (ou numa tradução livre Portador da Luz), e não de trevas ou escuridão. Uma contradição com o que ele se tornou popularmente. A tradição judaica e a islâmica, além dos apócrifos cristãos, colocam que o ainda arcanjo Lúcifer era um ser de muita luz e era um dos preferidos de Deus, porém quando Deus criou a Terra e depois criou Adão, todos os anjos se curvaram a criação mas Lúcifer não aceitou se curvar pois se achava melhor que algo vindo do barro, então Deus o expulsou do céu e com ele vieram toda a sua milícia de 1 terço dos anjos convencidos por Lúcifer a se rebelarem contra Deus, mas derrotados pelas forças de um arcanjo mais poderoso, o Arcanjo Miguel.
Talvez seja esta luz que atraia tanta atenção dos que creem ou temem o Diabo. Esta talvez seja a sedução.

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Principais citações sobre Satanás na Bíblia:
1. Tentando Eva no Paraíso (Gn 3, 1-15)
2. Apostando com Deus a fidelidade de Jó (Jó 1, 1-22)
3. Tentando Jesus no deserto (Mt 4, 1-11)
4. Possuindo Judas Iscariotes (Lc 22,3)
5. No apocalipse. (Ap 20)

Pois bem, acredite sem medo o Diabo acaba fazendo parte da sua fé, mesmo no seu inconsciente. Isso não quer dizer que você não tenha fé em Deus. Apenas quer dizer que você acredita tanto no bem como no mal, mas com certeza se esforça para seguir apenas um destes caminhos.
E quem poderá julgar os caminhos que cada pessoa decide seguir. Cada caminho que as pessoas decidem se declarar.
Assim como existem as pessoas que seguem os ensinamentos de Jesus, existem os que acreditam apenas em Deus, em Alá (que é Deus), em Buda, nas Divindades Hindus, no dinheiro, Ateus e não acreditam em nada ou até os que creem apenas no Diabo. Essa é a humanidade nascida (para os que acreditam em Deus) do pecado original e que ganhou a liberdade para escolher o que quer seguir.
Porém sempre vão haver consequências.
Espero não ter chocado ninguém.

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O arcanjo Lúcifer caído

A palavra “satanás” é de origem hebraica, enquanto que “diabolos” (diabo/demônio) é grega. Esse segundo termo foi usado pelos tradutores gregos da Bíblia (LXX) para traduzir nessa língua a palavra hebraica “Satanás”.
’Satanás’ significa ‘adversário’, ‘acusador’ e indica um tipo de ministério público que no livro de Jó é descrito como presente na corte celeste e tem a função de denunciar os pecados das pessoas. ‘Diabo’, invés, significa, em grego, ‘aquele que divide’ e o termo tem somente um sentido negativo: é aquele que tenta, que procura com todos os meios de separar o homem de Deus. Este aspecto predominará na concepção bíblica e Satanás se torna a presença obscura na história, que tenta fazer com que a balança da liberdade humana pese mais na direção do mal, em oposição à graça divina que faz com que ela pese para o lado do bem.

“Satanás é uma figura muito controvertida na Bíblia. A palavra “Satã” significa em hebraico “acusador”, “opositor”. Aparece, pela primeira vez no livro de Jó, sendo como um promotor celestial. A sua intimidade com Deus e o direito de entrar no “Céu”, de ir e vir livremente e dialogar com Ele, torna-o uma figura de muito destaque. Veja o livro de Jó 1:6 “Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles”.
O livro de Jó foi escrito depois do Exílio Babilônico. Sabemos que o povo judeu, tendo retornado a Israel com a permissão de Ciro, rei persa, no ano 538 a.C, assimilou muitos costumes dos persas. Isto ocorreu devido à simpatia e apoio que receberam do rei, que inclusive permitiu a construção do Segundo Templo judaico e ainda devolveu muitos de seus tesouros, que haviam sido roubados. A religião dos persas, o Zoroastrismo, influenciou sobremaneira o judaísmo. No Zoroastrismo, existe o Deus supremo Ahura-Mazda, que sofre a oposição de uma outra força poderosa, conhecida como Angra Mainyu, ou Ahriman, “o espírito mau”. Desde o começo da existência, esses dois espíritos antagônicos têm-se combatido mutuamente.
O Zoroastrismo foi uma das mais antigas religiões a ensinar o triunfo final do bem sobre o mal. No fim, haverá punição para os maus, e recompensa para os bons. E foi do Zoroastrismo que os judeus aprenderam a crença em um Ahriman, um diabo pessoal, que, em hebraico, eles chamaram de SATAN — Por isso, o seu aparecimento na Bíblia só ocorre no livro de Jó e nos outros livros escritos após o exílio Babilônico, do ano 538 a.C. para cá. Nestes livros já aparece a influência do Zoroastrismo persa. Observe ainda que a tentação de Adão e Eva é feita pela serpente e não por Satanás, demonstrando assim que o escritor do Gênesis não conhecia Satanás. Os sábios judaicos, interpretando o Eclesiastes 10:11, afirmam (Pirkei de Rabi Eliezer 13) que, na verdade, a cobra que seduziu Adão e Eva era o Anjo Samael, que apareceu na terra sob a forma de serpente. Ele, que é conhecido como o “dono da língua”, usou sua língua para seduzir Adão e Eva ao pecado. O poder do mal está em sua língua, e este poder pode ser usado somente para dominar o sábio. Ele não pode prevalecer sobre um ignorante.
Uma outra observação interessante é que o livro de Samuel foi escrito antes da influência persa no ano de 622 a.C. e, no II livro de Samuel em seu capítulo 24:1, você lê com relação ao recenseamento de Israel o seguinte: “A cólera de IAHVÉH se inflamou novamente contra Israel e excitou David contra eles, dizendo-lhe: Vai recensear Israel e Judá”.
Agora veja esta mesma passagem no I livro das Crônicas, que foi escrito no começo do ano 300 a.C, portanto, já sob a influência do Zoroastrismo persa, com o já conhecimento de Ahriman/Satanás. No capítulo 21:1 desse livro está escrito: “e levantou-se Satã contra Israel, e excitou David a fazer o recenseamento de Israel”. Portanto, o que era IAHVÉH no livro de Samuel aparece agora no livro das Crônicas como SATANÁS (Confira em sua Bíblia).
Assim, está evidenciado que Satanás não é um conceito original da Bíblia, e sim, introduzido nela, a partir do Zoroastrismo Persa.
Passa a existir a partir daí “uma lenda” entre o povo judeu de que Satanás é considerado como o rei dos demônios, que se rebelara contra Deus sendo expulso do céu. Ao exilar-se do céu, levou consigo uma hoste de anjos caídos, e tornou-se seu líder. A rebelião começou quando ele, Satanás, o maior dos anjos, com o dobro de asas, recusou prestar homenagem a Adão. Afirmam ainda que esteve por trás do pecado de Adão e Eva, no Jardim do Éden, mantendo relação sexual com Eva, sendo, portanto, pai de Caim. Ajudou Noé a embriagar-se com vinho e tentou persuadir Abraão a não obedecer a Deus no episódio do sacrifício do seu filho Isaac.
Muitas pessoas acreditam muito no poder de Satanás e até o enaltecem em suas igrejas, razão pela qual achamos que seriam fechadas muitas igrejas se os seus dirigentes deixassem de acreditar em Satanás.
Para seu maior esclarecimento, Kardec faz uma observação sobre Satanás que descrevemos a seguir: “com relação a Satanás, é evidentemente a personificação do mal sob uma forma alegórica, pois não se poderia admitir um ser mau a lutar, de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação seria a de contrariar os seus desígnios. Precisando o homem de figuras e de imagens para impressionar a sua imaginação, ele pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos lembrando suas qualidades e seus defeitos”. E conclui: “Modernamente, os anjos ou Espíritos puros são representados por uma figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza; Satanás com dois chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das paixões inferiores. O vulgo, que toma as coisas pela letra, viu nesses emblemas um indivíduo real, como outrora vira Saturno na alegoria do Tempo”.
O Versículo 12 do capítulo 14 de Isaías deu origem à palavra Lúcifer quando da tradução da Vulgata. Alguns teólogos citam ainda Ezequiel 37,2–11 como referentes a ele. No entanto, nos textos da Bíblia hebraica e grega, esta palavra (Lúcifer) não aparece. Vejamos uma tradução apurada do original hebraico:
“Como caíste dos céus, estrela filha da manhã. Foste atirada na terra como vencedora das nações”
O texto grego, em Isaías 14,12, que originou as palavras no latim foi “ró eosfóros” (a luz matutina, astro brilhante) e “ró proi anatelon” (nascida da manhã). Veja agora o versículo no latim, onde São Jerônimo coloca a palavra Lúcifer: “quomodo cecidisti de caelo LUCIFER (astro brilhante, ou luz matutina) qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes”. Que significa “Como caíste do céu, ó estrela d’alva, filha da aurora! Como foste atirada à terra, vencedora das nações”.
Assim, fica constatado que o termo é latino, e lançado por São Jerônimo, quando da tradução da Vulgata, no século III da era Cristã. Alguns tentam ligar esta passagem ao Apocalipse 8,10 como sendo aí a queda de Lúcifer, mas a história de que seria o chefe dos anjos caídos, citados na II epístola de Pedro 2, 4 e Judas 6, não tem fundamento comprovado no Antigo Testamento, como podemos observar.
O capítulo 14 de Isaías do versículo 3 ao 22 refere-se a queda e destruição do rei Nabucodonosor da Babilônia. Foram os padres e teólogos da igreja católica que lançaram o versículo 14,12 como sendo referente a queda do príncipe dos demônios Lúcifer. Uma vez mais nos deparamos com a questão das traduções, dos folclores e das crenças pessoais! (Parte do texto de Marcelo Deldebbio)

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O Brasão de Arkhangelsk(Rússia) apresenta Miguel Arcanjo lutando contra o Diabo

Quem é quem no Inferno

A imaginação criativa na Idade Média não se limitou a conceber uma figura horripilante para Satanás. O inferno, espaço de trevas e sofrimento a que o adversário do Criador foi relegado, teve suas regiões geográficas e departamentos minuciosamente retratados pela demonologia e pelas artes cristãs.
No início o reino infernal era habitado, segundo os doutores da Igreja, por exatos 133 306 668 anjos corrompidos. Isso corresponderia à terça parte do contingente de quase 400 milhões de anjos criados por Deus, originalmente distribuídos em nove ordens, cada uma delas composta por 6 666 legiões que, por sua vez, são grupos formados por 6 666 indivíduos. Para administrar tantos demônios em seu trabalho de espalhar o mal, o Diabo delegou poderes a auxiliares, às vezes confundidos com o próprio chefe. A seguir, alguns nomes influentes no organograma do inferno:

ORGANOGRAMA DO INFERNO

Segundo algumas lendas, Lilith foi a primeira mulher de Adão, criada antes de Eva. A lenda conta que Deus criou Adão e Lilith, ambos do pó. Mas ela não aceitou a condição de ser submissa a Adão. Tendo sido criados ambos da mesma matéria, Lilith questionou a Deus porque devia obediência a Adão. Este lhe respondeu que era assim que havia feito as coisas e assim continuaria. Ela então se rebelou e decidiu abandonar o Jardim do Éden.

Adão solitário reclamou a Deus sobre a fuga da mulher, este enviou três anjos para que trouxessem Lilith de volta. Os anjos voltaram, declarando que ela se recusou a voltar para Adão. Foi então que Deus decidiu fazer outra mulher para Adão, Eva. Submissa, feita da costela de Adão, não do barro.

Lilith fugiu para as margens do Mar Vermelho, lugar onde habitavam demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. Esse seria um lugar maldito, o que provaria que ela realmente se tornou um demônio. Segundo essa tradição, o caráter demoníaco de Lilith levaria uma mulher à desobediência sobre o marido.

Não há nenhuma referência bíblica citando Lilith. A religião hebraica passou a falar sobre ela muito depois dos escritos bíblicos. Para os cristãos, ela não existiu. Há teses que dizem que Lilith era a serpente que induziu Eva a comer o fruto proibido, mas os cristãos não corroboram essa ideia. Há teses que afirmam que no Concílio de Nicéia, cujo objetivo foi definir temas fundamentais do Cristianismo, foram retirados evangelhos da Bíblia que contavam a história de Lilith. O Concílio retirou da bíblia evangelhos considerados “apócrifos”, que segundo eles foram escritos sem “inspiração divina”, por irem contra os dogmas estabelecidos pelos bispos daquela época. Entre os evangelhos banidos estariam o de Tomé, Maria Madalena, Judas, Jesus e Gênesis II.

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Quem matou mais: Deus ou o Diabo?

O blogueiro americano Steve Wells pesquisou na Bíblia para chegar ao resultado

Por Rafael Tonon

Publicado em 31 maio 2008 – Revista Superinteressante (Editora Abril)

Na Bíblia, dá Deus, de goleada. De acordo com os relatos do livro, o Todo-Poderoso é responsável por exatas 2 270 365 mortes, enquanto o coisa-ruim ostenta em seu currículo de maldades apenas 10 eliminados. Esse surpreendente levantamento foi feito pelo blogueiro americano Steve Wells, editor do site Skeptic’s Annotated Bible (“A Bíblia Anotada do Cético”), skepticsannotatedbible.com, que reproduz a Bíblia em versão online e comentada. Depois de vasculhar todas as mortes narradas no livro, Steve publicou os dados na internet.

Segundo ele, mais de 99% das mortes em nome do Senhor estão no Velho Testamento – a maior matança foi quando Deus destruiu todas as cidades nos arredores de Gerara, na Palestina, tirando a vida de 1 milhão de pessoas. No Novo Testamento, só 3 pessoas foram mandadas desta para a melhor pelas mãos do Criador: o rei Herodes, Ananias e sua esposa, Safira. Já o Diabo é responsável pela morte dos 10 filhos de Jó. Steve diz ainda que a lista de vidas tiradas tanto por Deus quanto pelo Diabo pode ser muito maior. “Só no dilúvio, quando Ele pediu a Noé para construir a arca, cerca de 30 milhões de pessoas teriam sido varridas do mundo. Mas, como é um total difícil de estimar, só somei as mortes cujos números são especificamente citados na Bíblia”, diz ele.

Para quem acha que Steve é um ateu incendiário, uma surpresa: ele é mórmon e diz que não quis causar polêmicas com o levantamento. “Sou um cara religioso e temo a Deus. Principalmente agora.”

https://super.abril.com.br/historia/quem-matou-mais-deus-ou-o-diabo/

Leia:

Círculo Bíblico: Livro de Jó (10/10)

Círculo Bíblico: Livro de Jó

Este é o último de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o Livro de Jó A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de Jó (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

 

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Jó 40

“1.O Senhor, dirigindo-se a Jó, lhe disse:* 2.“Aquele que disputa com o Todo-poderoso apresente suas críticas! Aquele que discute com Deus responda!”. 3.Jó respondeu ao Senhor nestes termos: 4.“Leviano como sou, que posso responder-te? Ponho a minha mão sobre a boca. 5.Falei uma vez e não repetirei, duas vezes, e nada acrescentarei”. 6.Então, do meio da tempestade, o Senhor deu a Jó esta resposta: 7.“Cinge os teus rins como um valente; vou interrogar-te e tu me responderás.* 8.Queres reduzir a nada a minha justiça e condenar-me antes de ter razão?* 9.Acaso tens um braço semelhante ao de Deus e uma voz troante como a dele? 10.Orna-te então de grandeza e majestade, reveste-te de esplendor e de glória! 11.Espalha as ondas de tua cólera. Com um simples olhar, abate o arrogante. 12.Com um olhar, humilha o soberbo e esmaga os ímpios no mesmo lugar em que eles estão. 13.Enterra-os todos juntos debaixo da terra e amarra-lhes os rostos num lugar escondido. 14.Então, eu também te louvarei por triunfares pela força de tua mão direita. 15.Vê Beemot, que criei contigo, que nutre-se de erva como o boi.* 16.Sua força reside nos rins e seu vigor nos músculos do ventre. 17.Levanta sua cauda como um cedro. Os nervos de suas coxas são entrelaçados. 18.Seus ossos são como tubos de bronze e sua carcaça como barras de ferro. 19.É obra-prima de Deus, foi criado como o soberano de seus companheiros. 20.As montanhas fornecem-lhe a pastagem e todos os animais dos campos divertem-se em volta dele. 21.Deita-se sob os lótus, no esconderijo dos caniços e dos brejos. 22.Os lótus cobrem-no com sua sombra e os salgueiros da margem o cercam. 23.Quando o rio transborda, ele não se assusta; mesmo que o Jordão levantasse até a sua boca, ele ficaria tranquilo. 24.Quem o seguraria pela frente e lhe furaria as ventas para nelas passar cordas? 25.Poderás tu fisgar Leviatã com um anzol e amarrar-lhe a língua com uma corda?* 26.Serás capaz de passar-lhe um junco em suas ventas e de furar-lhe a mandíbula com um gancho? 27.Ele te fará muitas súplicas e te dirigirá palavras ternas? 28.Concluirá ele uma aliança contigo, a fim de que faças dele sempre teu escravo? 29.Brincarás com ele como se fosse um pássaro, ou o prenderás com a coleira, para divertir teus filhos? 30.Será ele vendido por uma sociedade de pescadores e dividido entre os negociantes? 31.Poderás crivar-lhe a pele com dardos, ou a cabeça com arpões de pesca? 32.Tenta pôr a mão sobre ele, sempre te lembrarás disso e não recomeçarás. 33.Tua esperança será lograda: bastaria a sua vista para te arrasar.”

Jó 41

“1.Ninguém é bastante ousado para provocá-lo. Quem lhe resistiria face a face? 2.Quem pôde afrontá-lo e sair com vida? Quem, debaixo de toda a extensão do céu?* 3.Não quero calar a glória de seus membros e falarei de seu vigor incomparável. 4.Quem levantou a dianteira de sua couraça? Quem penetrou na dupla linha de sua dentadura? 5.Quem lhe abriu os dois batentes da goela? Em torno dos seus dentes, só terror! 6.Sua costa é um aglomerado de escudos, cujas juntas são estreitamente ligadas: 7.uma encaixa na outra, nem sequer o ar passa por entre elas; 8.uma adere tão bem à outra, que são encaixadas sem se poderem desunir. 9.Seu espirro faz jorrar a luz e seus olhos são como as pálpebras da aurora. 10.De sua goela saem chamas e escapam centelhas ardentes. 11.De suas ventas sai fumaça como de uma panela que ferve entre chamas. 12.Seu hálito queima como brasa e a chama jorra de sua goela. 13.Em seu pescoço reside sua força, diante dele salta o espanto. 14.As dobras de seus músculos são aderentes, esticadas sobre ele, elas são inabaláveis. 15.Firme como a pedra é seu coração, firme como a mó fixa de um moinho. 16.Quando se levanta, estremecem as ondas e os vagalhões do mar se afastam. 17.Se uma espada o atinge, ela não resiste, nem a lança, nem a flecha, nem o dardo. 18.O ferro para ele é como palha e o bronze, como madeira podre. 19.A flecha não o afugenta, as pedras de funda são palhinhas para ele. 20.O martelo lhe parece um fiapo de palha e ri-se do assobio da espada. 21.Sob seu ventre há cacos pontiagudos, como uma grade de ferro que se arrasta sobre o lodo. 22.Faz ferver o abismo como uma caldeira e transforma o mar num queimador de perfumes. 23.Deixa atrás de si um sulco luminoso, como se o abismo tivesse cabeleira branca. 24.Não há nada igual a ele na terra, pois foi feito para não ter medo de nada. 25.Ele afronta tudo o que é elevado. Ele é o rei dos mais orgulhosos animais”.”

Jó 42

“1.Jó respondeu ao Senhor nestes termos: 2.“Sei que podes tudo e que nada te é impossível. 3.‘Quem é esse que obscurece assim a Providência com discursos ininteligíveis?’ É por isso que falei, sem compreendê-las, maravilhas que me superam e que não conheço. 4.‘Escuta-me, deixa-me falar, vou interrogar-te e tu me responderás.’ 5.Meus ouvidos ouviram falar de ti, mas agora meus próprios olhos te viram. 6.É por isso que me retrato e me arrependo, no pó e na cinza”. 7.Depois que o Senhor acabou de dirigir essas palavras a Jó, disse a Elifaz de Temã: “Estou irado contra ti e contra teus dois amigos, porque não falastes corretamente de mim, como Jó, meu servo. 8.Tomai, pois, sete touros e sete carneiros e vinde ter com meu servo Jó. Oferecei-os por vós em holocausto e meu servo Jó intercederá por vós. É em consideração a ele que não vos infligirei ignomínias por não terdes falado bem de mim, como Jó, meu servo”. 9.Elifaz de Temã, Baldad de Suás e Sofar de Naamat foram-se então para fazer como o Senhor lhes tinha ordenado, e o Senhor tomou em consideração as orações de Jó. 10.Enquanto Jó rezava por seus amigos, o Senhor o restabeleceu de novo em seu primeiro estado e lhe tornou em dobro tudo quanto tinha possuído. 11.Todos os seus irmãos, todas as suas irmãs, todos os seus amigos de antes vieram visitá-lo e sentaram-se com ele à mesa em sua casa. Tiveram muito dó dele e deram-lhe condolências a respeito de todas as infelicidades que o Senhor lhe enviara. E cada um deles ofereceu-lhe uma moeda de prata e um anel de ouro. 12.O Senhor abençoou os últimos tempos de Jó mais do que os primeiros. Teve Jó catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. 13.Teve ainda sete filhos e três filhas: 14.chamou a primeira Pombinha, a segunda Cássia e a terceira Azeviche. 15.Em toda aquela terra não poderiam ser encontradas mulheres mais belas do que as filhas de Jó. E seu pai lhes destinou uma parte da herança entre seus irmãos. 16.Depois disso, Jó viveu ainda cento e quarenta anos e conheceu até a quarta geração dos filhos de seus filhos. 17.Depois, velho e cheio de dias, morreu.”

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Jó e um novo recomeço

 

Jó escuta as palavras e questionamentos de Deus, e reconhece que errou ao questionar suas provações. Deus fala para os amigos de Jó que estes nunca conseguiram falar da maneira correta sobre ele. Depois perdoa Jó que ao final realmente acabou tendo paciência.

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“40,1. Os vv. 31-35, que no texto hebreu são o começo do cap. 40, parecem ter sido colocados fora de lugar. Encontram seu lugar natural no fim do cap. 41. 40,6. Reprodução textual de 38,1.3. Essa repetição provém de arranjos posteriores do texto do discurso de Deus. A sequência lógica das ideias exigiria que o texto a partir de 40,10 fosse diretamente unido a 39,30. 40,8. E condenar-me: outra tradução – e condenar-me para assegurar o teu direito? (N. do T.) 40,15. Beemot: o hipopótamo. 40,25. Leviatã: o crocodilo recebe aqui o nome do monstro mitológico, ao qual se referiu a nota do cap. 3,8. Ver também 26,13.”

“41,2. A primeira parte deste versículo está citada em Rm 11,35, porém de maneira bem diferente.”

Bíblia Católica Online

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