Quero ter um amigo…

Série: Não Perca Mais Tempo 44/45

Existem momentos em que tudo o que precisamos é um amigo para podermos vencer aquele obstáculo, aquele momento.

Não estes ditos “amigos” de Facebook ou esta infinidade de rede sociais digitais que existem por ai.

Em alguns dias tudo o que você encontra são pessoas desconhecidas que passam por sua vida sem terem tempo de parar ou de repente de se descobrir afinidades verdadeiras.

Quem tem fé se reconforta em Deus ou no que acredita, mesmo que saibamos que esta relação nem sempre é desinteressada.

Cada um de nós temos nossas responsabilidades e vivemos conforme isso, paramos para respirar mas nem sempre este respirar é estar entre amigos ou quem se ama, e sinceramente amigos de bar não são amigos de verdade.

Então na nossa caminhada o que precisamos é procurar por quem se importa conosco, além de nossa mãe, pai ou irmãos, esposo ou esposa, para que possamos conversar e poder chamar de amigos ou amigas.

Interessante que achei esta música da minha infância (que hoje é brega) mas que tem uma mensagem muito interessante e que penso eu serve muito bem para fechar este post.

Quero Ser

Eu te vi, caminhando sem destino por ai, Te vi chorar,
Escondendo o rosto pra ninguém notar tua emoção.
Aonde foi, que a alegria se perdeu e o teu sorriso, a onde
estas
Se você quiser se abrir, fala pra mim, quero escutar.

Quero ser, um amigo que está sempre em teu caminho,
E quem tem amigos, nunca está sozinho,
Dia e noite quero estar junto de ti,
Quero ser, a ilusão que te acompanha a vida inteira,
A emoção sincera pura e verdadeira,
Um amor que da sem nada receber.
Eu quero ser.

Quero ver, tua boca iluminada num sorriso,
Quero voltar, a te ver brincar comigo,
Quero ouvir, você cantar.

Quero ser, um amigo que está sempre em teu caminho,
E quem tem amigos, nunca está sozinho,
Dia e noite quero estar junto de ti,
Quero ser a ilusão que te acompanha a vida inteira,
A emoção sincera pura e verdadeira,
Um amor que da sem nada receber.
Eu quero ser.

 

Quietinho, observando

Série: Não Perca Mais Tempo 43/45

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Na vida temos muitos dissabores e alguns são muito difíceis de engolir a ponto de nos incomodar durante anos.

Algo que nos foi feito, e que de alguma forma nos magoou, torna-se por vezes, uma dor ou melhor uma ferida que não cicatriza por nada. Passa um pouco aquela sensação de perca e aferida começa a criar casca, mas logo essa mesma casaca resvala em algo e volta a doer, a sangrar a ser o que é.

Seria tão bom se conseguissimos fazer como fez Jesus no alto de sua cruz e perdoar, u Gandhi que pregava a paz, enfim seria ótimo se a nossa natureza nos permitisse fazer isso, perdoar apenas.

Às vezes nosso perdão é genérico e só sai da boca para fora, sem sair do coração.

Mas como fazer para não nos tornarmos amargos e até incrédulos na condição humana?

Não sei!

Assim como todo mundo tem suas dores não sanadas, suas feridas sempre abertas ou suas mágoas que nunca se vão, a vida segue por estes caminhos tortos que o destino nos leva.

Já pensou se você tivesse a oportunidade de se tornar invisível e pudesse acompanhar alguém que você ama, gosta ou conhece durante uma semana inteira?

O que aconteceria se você tivesse essa oportunidade de ficar ali quietinho, só observando?

Descobriria talvez que quem você ama, não cita você ou fala de você uma só vez no dia? Por força do trabalho, esquecimento ou sei lá?

Ficaria sabendo que alguém que você confia fala mal de você para outras pessoas ou tem inveja de você?

Aprenderia que algumas pessoas simplesmente te ignoram e outras só tem má intenção em relação a você (seja sexual, financeira ou pessoal)?

Ou de repente descobriria que aquela pessoa que um dia abriu uma ferida em você vive triste por ter se arrependido e anseia o seu perdão verdadeiro para nunca mais fazer nada errado?

Mais ainda, que a pessoa que você ama, rabisca teu nome em tudo quanto é papel e fala de você como se fosse uma princesa (ou príncipe)?

Quem sabe ficaria sabendo que você é uma pessoa admirável mas tem defeitos fáceis de se consertar apesar de ninguém ter coragem de falar para você?

Tomaria ciência que certos assuntos que você fala (como defender a sua religião ou criticar algo) são um ponto negativo seu?

São tantas as possibilidades que aqui não caberiam, mas que você pode imaginar.

Sabe porquê?

Por que a vida é um mar de possibilidades, uma encruzilhada com milhares de caminhos a se tomar, e acima de tudo a vida é reciclica, você pode mudar algumas coisas sempre.

Não perca mais tempo e fique quietinho, só observando primeiro você mesmo e quem sabe muitas questões surjam só para você mesmo responder.

A refeição mais famosa de todos os tempos

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A refeição mais famosa de todos os tempos

Geralmente a imagem que temos da Santa Ceia é um grupo de discípulos sentados à mesa, com Jesus no centro partindo o pão e distribuindo o vinho.

Mas será que foi só isso?

Todos comeram apressados e mais nada?

Bom para se ter uma ideia de como era (ou ainda é) feita uma ceia pascal judaica vou tentar contar.

Levando em consideração que apesar de tudo Jesus e todos que o acompanhavam eram judeus tradicionais.

No final da tarde do 14º dia do mês de março ou abril (mês de Nisã para os judeus vai de meados de março a abril), provavelmente uma quinta-feira, Jesus e seus discípulos chegaram à casa da família de um amigo de Pedro. Esta casa já tinha recebido eles em outras oportunidades, mas nunca nesta situação peculiar e muito menos alguém imaginava que esta seria a última ceia do mestre vivo. A casa era dos pais de João Marcos que no futuro se tornaria um apóstolo e escreveria o primeiro evangelho (não na lista como esta na Bíblia, mas na verdade) com o nome de Marcos (futuro São Marcos).

Muitos cordeiros já tinham sido sacrificados no templo, tendo seu sangue derramado aos pés do altar dos holocaustos, a carne assada e à noite era partilhada na família ou entre amigos (caso de agora).

A ceia foi iniciada por Jesus logo após o sol se pôr e ela se prolongou (como era o costume) até a meia-noite. Veja bem, não era um jantar comum era um ato religioso que naquele momento quase todos os lares judaicos estavam celebrando.

Tudo tinha seu significado simbólico.

Eram cheias quatro taças de vinho em memória a libertação dos hebreus do Egito, liderados por Moisés.

Comiam-se verduras amargas molhadas em água e vinagre em memória do Êxodo do Egito. Era um ritual complexo comandado pelo dono da casa, mas neste dia quem comandou foi Jesus. Mas os moradores da casa também participaram.

Primeiro: Depois da 1ª taça de vinho servida Jesus pronunciou a benção da solenidade. Então todos comeram as ervas amargas.

Segundo: Depois da 2ª taça de vinho servida, João Marcos que era o mais jovem presente a mesa (uma criança na verdade) dirigiu-se a Jesus e perguntou (como era parte do ritual):

-Qual o significado desta celebração?

Jesus respondeu, como aprendera desde a infância, com os três pontos principais daquilo tudo, que eram:

  1. O cordeiro recorda Deus marcando as casas dos hebreus para que seus filhos fossem poupados.
  2. O pão ázimo foi comido devido à pressa da partida que não permitiu que se fizesse o pão normal com fermento.
  3. As ervas amargas era a lembrança da amargura da escravidão no Egito.

Depois desta explicação e seguindo o costume foi entoada a primeira parte do Hallel que significa cântico de louvor a Deus (Salmo 113 e Salmo 114). Era neste momento que se devia partir o pão ázimo e depois consumir o cordeiro assado. Mas Jesus fez diferente.

Partindo o pão ele declarou que ele seria o novo cordeiro de Deus e aquele pão seria sua carne, logo distribuiu o pão entre todos e depois quebrando a tradição novamente, ele serviu a 3ª taça de vinho e disse que aquele seria o seu sangue e que seria derramado por eles. Assim dividiu o vinho com todos.

Um silêncio foi feito, tanto pelo impacto como pela tradição.

Então Jesus continuou seguindo com a consumação do cordeiro assado.

Depois a parte final do canto do Hallel (Salmos 115,1-118,29  links : 115116117 e 118) foi entoada. E a quarta parte do ritual com a 4ª taça de vinho (final) sendo servida, fez-se um louvor, uma breve oração de agradecimento que concluía a celebração.

Mas aquela ceia ainda fora marcada pela surpresa anunciada por Jesus antes que todos se levantassem, quando ele disse que seria traído naquela noite e uma pessoa que ali estava faria isso. Dá para imaginar os protestos e reclamações, mas o que ninguém estranhou foi Judas ter saído da mesa já que como tesoureiro do grupo ele sempre fazia diversas coisas. O resto todos nós sabemos.

A celebração da ceia pascal é uma tradição apesar de ter mudado algumas coisas nos últimos séculos. Para os cristãos e, sobretudo os católicos é uma quinta-feira de reflexão e preparação para se fazer memória do sacrifício feito pelo próprio Deus ao entregar seu filho para morrer por nós. Para os judeus é fazer memória do tempo da escravidão no Egito e da liderança (após um longo tempo de debate com o rei Ramsés) de Moisés e Aarão como porta-voz (Moisés tinha dificuldades para falar por ter um problema na língua, mas mesmo assim foi o escolhido por Deus para ser sua voz ante o opressor) e sua libertação naquilo que ficou conhecida como a Páscoa (Pessach ou Festa da Libertação).

Última Ceia de Jesus Cristo

 

 

Jesus era culpado…

É uma pergunta para se responder.

Naquela madrugada fria do 14º ou 15º dia do mês de Nisã para os judeus (que seria equivalente a março ou abril para nós), um grupo de pessoas se reunia para orar num jardim chamado Getsemâni, seguindo as instruções do seu mestre Jesus Cristo. Mas enquanto este ato ocorria em outra parte da cidade sacerdotes eram acordados as pressas e guardas que estavam de prontidão eram postos em serviço para acompanhar um homem chamado Judas da cidade de Kerioth, discípulo do homem que se encontrava em oração. Tudo isso por volta das 2 ou 3 horas da madrugada, tudo para prender Jesus culpado de vários crimes perante a lei judaica e mais acusado de conspiração contra Roma, algo mais sério.

Jesus era culpado?

Sim era.

Antes que eu seja jogado aos leões ou execrado, vale dizer:

Culpado perante a lei de homens que queriam dizer o que Deus pensa. Culpado perante a lei dos humanos daquele lugar que se achavam porta-vozes de Deus.

No decorrer dos 3 ou 4 anos que Jesus começou sua vida mais pública entre seus 29 ou 30 anos (a história não pode ser precisa por isso vale este “ou” respeitando mesmo assim a tradição dele ter sido morto aos 33 anos), ele fez muitas transgressões da lei vigente junto com seus discípulos. Colheu espigas de milho num sábado coisa proibida, fez milagres num sábado coisa também proibida, expulsou os vendilhões das portas do Templo, coisa proibida já que todos que estavam ali tinham licença para trabalhar. Ele curou doentes e ressuscitou mortos, coisa que os doutores da lei diziam ser mentira, blasfemou quando disse que era o Filho de Deus encarnado e que uma antiga profecia se cumprira, enfrentou os sacerdotes, perdoou uma mulher adúltera, andava com zelotes e cobradores de imposto, comeu na casa de um publicano, tinham mulheres acompanhando o grupo e ameaçou destruir o templo.

Vendo assim são muitos crimes. Na Lei Judaica da época.

Para a Lei Romana nada disso era crime ou tinha importância.

Por isso José de Caifás, sumo sacerdote, Anás e grande parte do Sinédrio (equivalente a um conselho religioso e politico), mas não todo condenavam Jesus e incluíram  Conspiração contra Roma.

Palavras que obrigaram os romanos na figura de Pilatos a darem uma atenção para o caso, sob pena da história ir até o imperador Tibério Cesar.

Mas o que nos importa nesta reflexão é que a tal culpa de Jesus era apenas numa lei que ele não conhecia e como o verdadeiro messias, Filho de Deus não precisa obedecer, afinal não era a verdadeira vontade do Pai.

Os homens até hoje se arvoram de ditar o que Deus quer. Acham-se donos da verdade pregando o que acham que Deus pensa e ai usam desta “autoridade” para falarem o que bem querem sempre a seu favor.

Condenam as pessoas ao inferno, ofendem e lutam contra aquilo que para eles está errado. Vejo isso muito na infinidade de denominações religiosas principalmente pós anos 80 que se dizem donas da verdade atacando quem não as seguem e usando da palavra de Deus como arma interpretada a bel prazer. Geralmente com dois interesses: poder e dinheiro.

Jesus já na sua época fez o que fez numa clara referência: Vocês realmente não sabem o que Deus-Pai quer. E não tem direito de falarem em nome dele.

E mais nem a morte o calou.

Então para fechar o raciocínio e não ser apedrejado:

Jesus não era realmente culpado, pois tudo o que fez era sim a verdadeira vontade de Deus.

 

O prelúdio das dores de Jesus

Quando Jesus entrou em Jerusalém ele já era esperado por uma multidão de pessoas que o saudaram com ramos e estenderam seus mantos no chão para que ele passasse em cima.

Mas porque?

Porque Jesus já tinha conseguido uma fama por toda a região no período em que ficou pregando e realizando milagres. O povo achava que havia finalmente chegado o Messias, mas não esperava que este fosse pregar a paz e sim comandar uma guerra contra Roma, povo invasor e contra todas as mazelas sofridas.

Jesus vinha nos últimos 3 ou 4 anos realizando prodígios por toda a região. Alguns diziam que ele tinha curado um cego, feito um deficiente andar e por mais inverossímil que parecesse ele teria devolvido a vida a um morto em, Betânia.

Também tinha a questão das multidões que o seguiam para todos os lados. Ele era uma força que deveria ser o novo rei messiânico do país. Se ele comandava multidões, como os romanos teriam forças para impedi-lo?

Aqui vale a especulação, mas aparentemente Judas Iscariotes, um zelote conhecido,pensava o mesmo e a sua impaciência o fez ir até o sinédrio e entregar aquele que ele já chamava de mestre. Pense um pouco: De repente se Jesus fosse preso toda aquela multidão poderia se revoltar e tomar o poder das mãos de Roma e do odiado Rei Herodes Antipas.

O povo que saudou Jesus e seus discípulos parecia esperar o mesmo.

Vale lembrar que na época em que se preparavam a páscoa, sempre apareciam pessoas se dizendo profetas e até se proclamando Filho de Deus,mas este era diferente. Ele realizava coisas que nunca foram feitas. Mas logo na primeira impressão a coisa não foi assim.

O futuro rei veio montado em um jumentinho, o mais relés dos animais.Mesmo assim ainda houve aclamação. Mas e dai?

As autoridades de Jerusalém já estavam de olho nos passos deste profeta, talvez Pilatos fosse um dos poucos que não tivessem dado a mínima importância para a chegada deste homem. Caifás sumo sacerdote estava com seus espiões na rua e soube de tudo.

Fato é que Jesus entra pela ultima vez em Jerusalém e causa furor em todos. Mas poucos dias depois, este mesmo povo vai estar gritando:

Crucifica-o! Crucifica-o!

Politicamente Jerusalém como capital não tinha uma liderança forte para aglutinar todo o povo e organizar uma resistência. O Rei Herodes Antipas era herdeiro de um rei que se aproveitara da invasão romana e fizera um acordo com Roma para ser declarado rei. Ele era indumeu povo odiado pelos israelenses que desaparecerá da história com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. (mas isto é outra história), não tinha interesse em sair do poder arriscando seu pescoço numa guerra. José de Caifás, sumo sacerdote, apesar de também odiar os romanos devia a eles sua indicação ao cargo que ocupava, já que era o governador de Jerusalém (na época Pilatos) quem escolhia o sumo sacerdote. Jesus Barrabás (sim tudo indica que o nome dele também era Jesus) era um dos líderes dos zelotes ou sicários como também eram chamados, e apesar de lutar numa verdadeira guerrilha contra os romanos, também cometia erros roubando algumas pessoas.

Então na realidade quando Jesus começa a reunir junto de si multidões (mesmo que o interesse fosse uma graça) despertou a esperança de ter uma pessoa para comandar a guerra messiânica. Se ele era ou não o verdadeiro filho de Deus, muitos não queriam saber o que importava era ele guiar o povo.

Mas isso não aconteceu, pois Jesus era o profeta da paz.

Para nós o inicio da semana santa é justamente a celebração do Domingo de Ramos que faz memória desta entrada triunfal, que seria apenas o prelúdio das dores que viriam

 

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Viver a vida sem vivê-la

Série: Não Perca Mais Tempo 41/45

O que pode ser pior do que viver uma vida sem vivê-la?

Percebo isso hoje em dia. Muita gente não tem vida apesar de estar respirando, com os órgãos aparentemente funcionando bem.

Porque digo isso?

Veja bem: A realidade de hoje mostra pessoas que vivem preocupadas apenas com os comentários ou curtidas do que ela posta ou compartilha neste mundo virtual que tanto toma conta de cada um de nós (tenho me vacinado contra isso) e não vivem a própria vida.Se alimentam da conexão e de ver o que é postado por outras pessoas e de postarem até pratos de comida.

O mundo pega fogo, mas a pessoa só lê as manchetes e não sabe as causas do incêndio, e ainda por cima fazem suposições sobre o que aconteceu.

Mas será que a vida é só isso?

Ninguém é perfeito, mas a cada dia a tecnologia nos afasta de princípios, da fé, da família, das amizades e da vida.

É como se a pessoa respirasse por aparelhos, sendo que estes aparelhos são Smartphone, tablets e notebooks…

Então que tipo de vida é essa.

Pense um pouco e faça um exercício simples:

Todos os dias fique sem acessar a internet para ver redes sociais por 2 horas seguidas. Depois de uma semana aumente para 3 horas sem Facebook, instagram, Twitter e whatsapp. E cada semana aumente mais este tempo até pelo menos 6 horas do seu dia. Nestas horas tente ler um livro, a Bíblia, ou converse com sua família, amigos, conjugue, ou apenas veja o que há ao seu redor.

Não perca mais tempo e volte a viver.