Um novo Francisco – Parte 3

Um novo Francisco 3/3

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Quarto dia da JMJ   25/07/2013

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Dia de São Tiago Maior

Mt 20, 20-28

Vocês não sabem o que estão pedindo.

O frio ainda amanheceu forte neste dia acompanhando todo mundo.

“Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve… pois o filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos.”

Mais uma vez o evangelho deste dia do Oficio de São Tiago Maior vem ao encontro da missão do Papa Francisco que tenta trazer o alto clero (e por muitas vezes o próprio clero) de volta ao meio do povo. Difícil extrair a mentalidade de que o Papa, como líder da igreja, também é um ser humano.

Vale dizer que Tiago foi o irmão mais velho de João (o evangelista) segundo a tradição levou a palavra de Cristo à Espanha. Existe uma contradição já que alguns relatos antigos indicam que Tiago foi morto à espada em 42 d.C. em Jerusalém a mando de Herodes Agripa (herdeiro do rei original), mas no século IX o Bispo Teodomiro de Iria (na Espanha) afirmou ter encontrado as relíquias de Tiago na região, então o local ganhou o nome de Compostela (o caminho de São Tiago de Compostela ficou famoso). Não se o mesmo Tiago de uma das epístolas escritas, este é o Tiago Menor, irmão de Judas Tadeu. Confuso né?

Infelizmente é neste dia em que o mundo lamenta um grave acidente de trenós ocorrido justamente na Espanha a 4 km da região de Compostela, onde 80 perderam a vida e vários ficaram feridos.

A manhã do Papa começou com sua ida a uma comunidade do Rio de Janeiro. Nesta comunidade de Varginha ele visitou um morador e depois fez uma grande saudação a todos da comunidade que se aglomeravam. Centenas estavam reunidos em um palco montado. Nas palavras do Papa ele sempre retoma a máxima de que não devemos perder a esperança. Falou da solidariedade entre a comunidade e que sempre “dá para por mais água no feijão”, ou seja, sempre é possível acolher o irmão.

Depois foi a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro para uma reunião com peregrinos argentinos (5000 dentro e 30 mil de fora e de todas as nações). No pronunciamento pediu que a igreja saísse às ruas e que não se transforme em uma ONG.

Recebeu a chave da cidade (mesmo depois de já estar a alguns dias na cidade).

Então veio a surpresa. A vigília que seria realizada em um local (Guaratiba) foi transferida para o ponto sede da JMJ a Praia de Copacabana. Tudo porque ninguém “percebeu” quando um amplo local de terra batida e brita transforma-se em um lamaçal quando molhado por certo tempo e a chuva tem feito a sua parte nos últimos dias. Como milhares de jovens fariam uma vigília de 3 dias em meio ao barro?

“Demorou até que a organização percebesse isso e praticamente em cima da hora resolvessem fazer a mudança para a “segurança” (óbvia) e conforto dos peregrinos anunciou o prefeito com um ar de ”herói”. Nada que impedisse o Papa Francisco de passear pela orla, acompanhado pelo povo e chegasse para a grande missa na Praia de Copacabana.

Cerca de 1,5 milhões de fiéis, jovens em sua maioria, ouviram o sumo pontífice indaga-los sobre em quem eles depositam confiança, se em si próprios ou em Cristo. Pediu pra que todos se voltem para a espiritualidade e já indicou uma resposta:

No Evangelho escutamos a resposta: Cristo!

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É um dia de muito frio, onde a presença do Papa aquece a nossa fé. Fogo do Espírito Santo pronto para incendiar a alma e nos dar coragem.

Neste dia cheio de caminhadas do Papa, ele criticou a corrupção e a chamada (hipocritamente) “pacificação das favelas” do Rio de Janeiro com uma constatação simples:

Enquanto houver desigualdade não haverá paz duradoura.

O Papa visitou o Palácio da Cidade em Botafogo (zona sul do Rio) encontrou-se com atletas e em uma demonstração de pura fé Oscar Schmidt (maior cestinha da história do basquete brasileiro) ajoelhou-se aos pés do Papa e recebeu uma benção com as mãos estendidas sobre a cabeça do atleta rezando para a cura do câncer cerebral que o ex-jogador enfrentava.

Mais uma vez o Papa pediu que todos rezem por ele. Sempre bem humorado brincou com Eduardo Paes (prefeito do Rio) dizendo que para que o sol retorne é preciso oferecer uma dúzia de ovos à Santa Clara.


Quinto dia da JMJSant_Anna_AD

26/06/2013

 

Dia de São Joaquim e Santa Ana

 

Mt 13, 16-17

Vocês são felizes porque seus olhos vêem e seus ouvidos ouvem…

 

O Evangelho do dia é mais uma passagem que uma grande leitura, mas é de uma profundidade enorme e diz também que muitos desejaram ver e ouvir o que estamos vendo e ouvindo.

Prestar atenção mais no que o Papa Francisco diz em cada pronunciamento, do que na magnitude do evento é mais saboroso e importante do que apenas a festa. É mais rico e evangelizador. Ai sim está o motivo de se participar da JMJ, não é a alienação, é como seremos evangelizados.

Mais uma manhã fria em Campinas e o Papa sempre em sua missão, logo de manhã. Na chamada Quinta da Boa Vista, o Papa Francisco confessou 5 jovens (desta feita, como não poderia deixar de ser, sem microfones. Só torcia para que não fosse possível a leitura labial). Depois ele saiu com o papamóvel (insisto que é um nome ridículo) pelas ruas do centro do Rio em direção à residência do Bispo Dom Orani Tempesta, claro que alguns presbíteros também moram lá.

A residência é chamada de Palácio São Joaquim, ainda se usa esta pompa para nomear alguns locais no Brasil cheio de “palácios”, sejam de autoridades religiosas ou politicas, talvez para se dar uma impressão que os residentes destes locais sejam de um estirpe real, nobre. São muitos “palácios” brasileiros. Aqui em Campinas a Prefeitura fica no Palácio dos Jequitibás, temos o Palácio Guanabara e assim vai. Nos Estados Unidos a casa do presidente é a White House (Casa Branca)

e na Argentina é a Casa Rosada. Bom deixa pra lá…

Dia dedicado aos pais de Maria, mãe de Jesus: Joaquim e Ana, nomes que nos foram revelados apenas nos Evangelhos Apócrifos (aqueles não aceitos no Cânon da Bíblia oficial, mas de onde se tiram muitas informações usadas na Igreja Católica como o cajado florido de São José, algo utópico, mas quem sou eu para tentar explicar. Se os livros são proibidos, ou melhor, não considerados de inspiração divina, então porque é aceito algumas coisas?) recebem as homenagens dos fiéis, mas não é proclamado um dia de festa, mas apenas fazemos memória. Vale dizer que o primeiro santo brasileiro Santo Antônio de Sant’Ana Galvão era um devocionário de Santa Ana.

O Papa ainda visitou na manhã alguns menores infratores apreendidos, que cumprem medidas sócio educativas e logo após rezou o Ângelus neste dia também dedicado aos avós.

O sol se fez presente, discreto, entrecortado pelo vento gelado. Mais uma vez o Papa insiste na recomendação do respeito dos jovens para com os idosos (na troca do diálogo entre as gerações).

Os jovens não são ex- crianças, nem futuros adultos, mas sim protagonistas do seu tempo presente, por isso é importante que todas as gerações mantenham o diálogo e troquem suas experiências.

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No caminho para a residência do Bispo o Papa desceu do carro e foi abraçar os fiéis. Mais tarde aconteceu a Via-sacra (narração e representação do sacrifício de Jesus desde o interrogatório com Pilatos).

Uma via-sacra cheia de simbolismos, como cadeirantes em uma das passagens que relatam uma das quedas de Jesus, cenários de construções e muitas pessoas envolvidas. Ao fim o Papa entra em cena, sempre com seu carisma incontestável acompanhando a via-sacra.

Fez uma verdadeira homilia e tocou em uma ferida exposta (bem em parte por ele mesmo) onde falou das desilusões dos jovens e dos padres (bispos, arcebispos e cardeais também) que nos mantém a coerência com a mensagem de Cristo.

Há muito tempo a igreja não reza em Latim, com o sacerdote de costas para o povo, mas muitos ainda evitam falar de frente com os fiéis ou falar a mesma língua.

O Papa pediu que os presbíteros saiam ao encontro do povo.

Denunciou também a violência.

Jesus se une as famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos ou sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como as drogas…

O Papa continuou falando das pessoas que passam fome enquanto são jogadas toneladas de comida no lixo todos os dias.

Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias ou simplesmente pela cor da pele…

Declarações maravilhosas que devem traduzir o nosso compromisso pela fé.

 

Após tudo isso, os ainda chamados “manifestantes” tentavam com sua hipócrita “passeata pacífica” (que de pacifica só tinha o nome) invadir o local da JMJ. E em São Paulo os outros “manifestantes pacíficos” agitavam e começavam o já comum quebra-quebra em agências bancárias, telefones públicos, carros, etc… Para “apoiar”?) os protestos no Rio.

 

O Papa já havia se retirado e por precaução o último show da JMJ foi encurtado. Afinal os “pacíficos manifestantes” poderiam conseguir o intento de invadirem o local e fazerem o que ultimamente tem feito quebrar tudo para expressarem a sua” revolta “(?).

Restou aos fiéis, verdadeiros denunciadores das injustiças sociais, irem para casa e rezar por estes revoltados sem Deus.

 


Sexto dia da JMJ   27/07/2013sao celestino

 

Dia de São Celestino (Papa)    

 

Mt 13, 24-30

Senhor, donde veio então o joio?

Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora…

Esta semana de JMJ é de uma riqueza enorme dentro da Liturgia da Palavra do Ano Litúrgico trazendo grandes reflexões para quem realmente “lê”. Todos dormiam, ou seja, não abriam os olhos para cuidarem do que é de mais importante, do que lhes traria bons frutos. A fé tem (e precisa) ser vigiada, caso contrário o “inimigo” (e este possui muitas formas) acaba por” semear” dúvidas em relação as suas convicções. Aqui posso afirmar, que inimigo pode ser o consumismo excessivo, o querer o “material” em desprezo ao” espiritual”.

O Papa Francisco tocou algumas vezes neste ponto: Abandonar o ter, o poder e o dinheiro nesta obsessão que toma conta do mundo e escolher Jesus (palavra de vida).

downloadO peregrino Francisco saiu como em todas as manhãs e foi para a Catedral Metropolitana celebrar uma missa fechada para empresários, sacerdotes e políticos e deu o seu recado chamando todos para o compromisso com a sociedade, com a honestidade e principalmente para os que mais necessitam. Seja de amor, ou seja, de bens materiais (de comida, roupas, casas) para a construção da tão sonhada sociedade justa.

O Papa ouviu vários relatos de pessoas que ali estavam e o discurso de Walmyr da Silva Jr. um jovem que superou a dependência química e como uma bolsa de estudos se tornou professor.

Cada passagem do Papa pelo centro do Rio movimentava os milhares de fiéis e ele os acolhia, beijava crianças, abraçava as pessoas.

Na noite, em Copacabana o Papa ouviu alguns testemunhos de jovens, enquanto outros faziam uma encenação da construção de uma igreja e a entrada de atores representando São Francisco e Santa Clara.

Um dos relatos apresentou um jovem cadeirante que ficou nesta situação por causa de um tiro que recebeu. Relatos emocionante, principalmente quando ele pediu que cada um pegasse o seu crucifixo, retirassem do pescoço e apontassem em direção ao Papa e em oração disse que aquela cruz o levantou, pois foi por Jesus que ele desistiu.

Copacabana foi tomada por pelo menos 3 milhões de pessoas, algo nunca antes visto. Uma resposta de Cristo para a inoportuna comparação da Agência France Press (algo bem tendencioso) entre o Papel e o líder dos Rolling Stones (aniversariante da data, 70 anos) dizendo que: “O superstar da palavra de Cristo reuniu mais de 1 milhão de pessoas… Rivalizando com Mike Jagger e os Rolling Stones e sua Sympathy For The Devil que também lotaram a mais famosa praia do Brasil…” Ache a tradução do nome da turnê dos Rolling Stones e se assuste no porque da tendenciosa comparação.

Entre 3 milhões de pessoas, o Papa deu a sua mensagem aos jovens no penúltimo dia da JMJ.


Último dia da JMJ 28/07/2013

Dia de Santo Inocêncio I (Papa)                               San_Inocencio_I_-_papa

 

 

17º Domingo do Tempo Comum

 

Lc 11, 1-13

És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar por outro?

 

A primeira imagem que vi na TV, neste dia gelado, foi toda a orla de Copacabana tomada por peregrinos e fiéis.

Disseram que eram apenas 3 milhões, eu acho que eram mais. Próximos ao mar os grandes e novos pescadores de almas.

Um imenso número de jovens dormiram na praia, em vigília pelos cristãos e também por todo o mundo. Resistiram ao intenso frio. Alguns tiveram que ser atendidos com começo de hipotermia, mas ali ficaram e amanheceram com toda a disposição dos fiéis, que calçam as sandálias, colocam a disposição nas costas e vão em sua missão. Acordaram neste 17º Domingo do Tempo Comum onde o Evangelho de São Lucas narra quando o próprio Jesus ensina-nos o Pai Nosso e diz que o “Pai do Céu saberá dar o Espírito Santo aos que lhe pedirem!” O Espírito Santo que é fogo, calor.

O Papa Francisco saiu logo cedo de papamóvel e circulou pelo centro da cidade, até chegar à Praia de Copacabana e viu minutos antes da missa o maior Flash Mobile (uma coreografia ensaiada com uma das músicas da JMJ) de todo o mundo, com mais de 3 milhões dançando.

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Depois o palco virou presbitério.

Eram 10:00 hs quando o Sumo Pontífice fez a sua procissão de entrada com a música “Cristo nos envia a ser missionários”, cantada por diversos cantores em vários idiomas.

Dom Orani, no seu comentário inicial disse algo importante:

Não é uma missa de despedida, mas sim de partida para a missão, a caminhada.

Assim iniciamos a missa de encerramento da 28′ Jornada Mundial da Juventude. Com uma acolhida calorosa pelos jovens e palavras maravilhosas de agradecimento ao Papa e os peregrinos.

“Jesus não disse vai, disse ide…”.

Esta é uma etapa do caminho, siga acompanhando os jovens na caminhada… Sigam adiante e não tenham medo.”

“Cantai para nós um cântico novo…”.

Pinçando um pouco das palavras do Papa em sua homilia, falando diretamente para cada jovem, depois para os sacerdotes em geral e ainda relembrando o Salmo.

Esta foi uma visita bem emocionante de um Papa, talvez tão emocionante ou arrisco dizer até mais que a 1ª visita do Papa João Paulo II (beato agora). Desta vez é claro que a cobertura foi mais intensa em tempos de internet, celulares, computadores e as tais redes sociais.

Por tradição a última missa da JMJ não é uma celebração de ponto final e sim uma missa de envio, pois a partir dela cada jovem volta para seus países, casas, paróquias e comunidades para evangelizar, semear as sementes que receberam nestes dias de JMJ, com coragem, disposição e muita fé.

Antes da benção o Papa Francisco anunciou que em 2016 o próximo encontro da JMJ será na Cracóvia, Polônia terra natal do beato João Paulo II.

Ainda chamou o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta de Cardeal antecipando talvez uma nomeação.

Às 12:15 a benção final foi dada. Os jovens foram então enviados para que possam ir e evangelizar sem medo pelo mundo todo. Mais tarde o Papa despediu-se dos voluntários.

A música final foi “Ninguém te ama como eu”.

Assim terminava a JMJ.

 

Assim termino meu relato. De tudo o que vi li, ouvi, sem acessar a internet, usando apenas as redes de TV abertas, emissoras de rádio e li jornais. Muitos veículos emitiram opiniões tendenciosas, tentando sinalizar negativamente a visita do Papa.

Posso (e é justo) destacar que a Rádio CBN, fez uma cobertura incrível da via-sacra, com um professor (que infelizmente não me atentei ao nome) de teologia comentando cada passagem da via e os simbolismos usados pela organização.

Escrevi cada texto no calor dos fatos, anotando detalhes e produzindo meu manuscrito.

O Papa Francisco provocou a fé católica e movimentou o antes apático povo de Deus. Os jovens (inquietos como sempre) viram um grande motivo para seguirem firmes na fé e acreditarem que estão no lugar certo.

 


📎 Frases

 

Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro, nem prata, mas trago o que de mais precioso que me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu nome.

Papa Francisco

Pronunciamento em sua chegada (22/07/13)

 

Não eram só brasileiros, eram jovens do mundo inteiro correndo, querendo ver o Papa de perto. O que era esse fenômeno? Talvez seja reflexo de uma crise cultural de hoje. Muitas vezes os jovens se sentem um pouco órfãos de referências e o Papa representa isso.

Cardeal Dom Odílio Scherer

Comentando sobre a polêmica falha na segurança

Se conseguirmos canalizar toda essa força da fé (aqui demonstrada) para um mundo melhor, será uma energia enorme.

Dom Darci

Em entrevista ao Programa Mais Você

 

Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações.

Papa Francisco

Homilia na missa na Basílica de Aparecida

 

A maior benção que você pode ter é a benção do Papa. Não pediria nada para mim, porque minha vida foi muito boa. Esse é um país com uma população sofrida e ele veio em um momento muito importante para o Brasil.

Oscar Schmidt

Recebendo a visita do Papa e a benção sobre sua cabeça. O ex-jogador enfrenta um câncer no cérebro

 


📌 Rodapé Negativo

 

Enquanto o Papa Francisco orava em seu quarto antes de dormir, o centro do Rio do Janeiro explodia com mais um protesto. Protestavam contra o governo e a igreja (o Papa na verdade) que não quer se adequar a vontade deles. Duas dezenas de pessoas que estavam neste chamado “protesto pacifico” até que alguns mascarados se infiltraram no meio e iniciaram o vandalismo… Esperem um pouco que vou acordar meu boi, ele dormiu…

Promoveram o famoso beijaço gay e depois foram enfrentar a polícia. Jogaram coquetéis Molotov (bombas caseiras incendiárias) e incendiaram 2 policiais. Como estava sempre acontecendo na época: Balas de borracha, pedras, cacetadas, destruição de imóveis e automóveis, feridos e prisões (contestadas pelos manifestantes). Cada vez com participações de partidos políticos e depois com advogados da Comissão de Direitos Humanos da O.A.B. defendendo infratores. Policiais também não são humanos? E cidadãos?

Duas centenas de manifestantes. Milhares de fiéis. Foi divulgado que um artefato explosivo fora encontrado em um dos banheiros do estacionamento da Basílica de Aparecida, onde o Papa celebraria no dia 24.

A manchete (esperada) nos telejornais da Rede Record: Primeiro dia do Papa no Brasil terminou com 7 pessoas detidas e vários feridos nos protestos violentos.

Sem citar que os protestos já eram uma constante na época mesmo sem o Papa.

Incomodamos mesmo… Que bom que ser fiel a Cristo também é isso.

 

  • JMJ 1º Dia – No primeiro dia, a chuva fina e fria fez uma participação intensa. A Praia de Copacabana foi ocupada por mais de 700 mil pessoas. Mas o retorno para casa dos peregrinos foi cheio de dificuldades, com falta de energia, trens e metrôs parados, lotações extorquindo passageiros cobrando R$ 7,00. O prefeito Eduardo Paes tentou minimizar os problemas, até achou normal alguns fatos. Em 2001 Campinas teve o Congresso Eucarístico Nacional (guardada as devidas proporções) e não houveram problemas de deslocamento de peregrinos e cada missa tinha até 400 mil pessoas.

 

  • JMJ 2º Dia – O Papa tentava simplificar seu pontificado, mas o que vi foi uma histeria sem igual (exagerada até) em cada passagem do dele. ATV ansiosa por prolongar o assunto, coloca muitos jornalistas em busca de algo para se falar e fizeram matérias, a meu ver, sem nexo, sobre o que o Papa comia, onde dormia etc… Fazendo assim que o pontificado volte a ter uma aura de show business. Além das conhecidas emissoras que buscam em qualquer ponto uma negatividade.

 

  • Um protesto (se assim podemos dizer) na praia com alguns chamados “ativistas” nus, que pisaram em crucifixos e destruíram uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e uma de Nossa Senhora das Graças. Apesar de ser lei no Brasil, a tolerância religiosa, a liberdade de culto e ser crime qualquer ato contra qualquer religião, ninguém foi detido. Imagem deplorável.

 

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Um novo Francisco – Parte 2

Um novo Francisco 2/3

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Segundo dia da Jornada Mundial da Juventudesanta-brigida

23/07/2013

Dia de Santa Brígida

 

Mt 12, 46-50

Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu, esse é meu irmão, minha mãe e minha irmã.

 

No meu 39º ano de vida, a chuva se faz presente desde a madrugada. É o segundo dia em que o Papa Francisco está em solo brasileiro. O frio tomou conta de grande parte do Brasil.

O Papa Francisco acordou as 7:00 hs e rezou uma missa no Convento Residência Assunção (bairro do Sumaré, em RJ), local onde ele passou a noite e todo o dia de hoje. Rezando, escrevendo e refletindo sobre como iria passar sua mensagem aos jovens brasileiros e todos nossos irmãos católicos do mundo todo.

Teve a oportunidade de conversar com parte de nossos Bispos, Cardeais e Freiras. Enquanto que toda imprensa dava um destaque intenso a tal “falha de segurança” e o suposto perigo que o pontífice correu. O Papa estava entre nós católicos e não no meio de inimigos. Sem querer fazer uma comparação equivalente, mas como analogia simples, o próprio Jesus era constantemente cercado por multidões que o seguiam, mas foi entre os 12 escolhidos e mais próximos que saiu 1 traidor.

O assunto da falha tomou uma dimensão até exagerada a ponto de Dom Odílio Scherer ter que fazer um pronunciamento oficial que foi bem sucinto:

“Não devemos exagerar na psicose da segurança.”

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De fato foi um erro de trajeto, uma falha talvez de comunicação, mas acredito eu que foi Deus quem escolheu este caminho para que o Papa pudesse estar em meio aos milhares de jovens que o aguardavam há horas. O pastor esta sempre em meio as suas ovelhas e justamente esse tem sido o desejo do Papa Francisco. Reaproximar a igreja do seu povo, desmistificar a imagem do Sumo Pontífice e mostrar que ele também é de carne e ossos.

O Papa João Paulo II começava a fazer isso, quando Ali Akca interrompeu esta intenção naquele 13 de maio em que disparou 2 vezes sua arma em plena Praça de São Pedro no Vaticano. Depois disso tudo voltou a ser uma questão de segurança. Mas foi este mesmo João Paulo II que iniciou a Jornada Mundial da Juventude nos idos anos de 1985.

Em pleno inverno, a uma temperatura de 19° C, no Rio de Janeiro banhado por uma chuva fria e gélida às 19:30hs, 1 milhão de pessoas (jovens em sua grande maioria) ouviram e responderam quando Dom Orani Tempesta anunciou:

“- Estamos reunidos em no do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

“- Amém.” – em uníssono.

Assim começava a missa de abertura da 28ª Jornada Mundial da Juventude, na praia de Copacabana e Dom Orani pregava:

“- Celebro esta missa em intenção de todos os jovens do mundo!”

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Terceiro dia da JMJ  24/07/2013

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Mt 13, 1-9

O semeador saiu para semear

Missa no Santuário Nacional de Aparecida

Talvez seja uma das passagens que mais traduzam o dia de hoje:

O semeador saiu para semear…

Dentro do Evangelho do dia. Se foi proposital a escolha deste disco para que o Papa Francisco fosse para a cidade de Aparecida, quem programou (e não foi o próprio Papa já que esta era uma viagem programada para ser feita pelo Papa Bento XVI) é um profundo conhecedor da palavra e da liturgia da igreja (pensando bem é algo até fácil de se encontrar na igreja ainda mais no Vaticano), se foi apenas coincidência divina então…

No Evangelho de hoje São Mateus em décimo terceiro capitulo abre dizendo (guarde as devidas proporções, pois não sou leviano e não estou equivalendo o Papa a Jesus jamais):

Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. Uma grande multidão ajuntou-se ao seu redor…

Na manhã gelada de hoje o Papa saiu cedo de onde estava (a casa), que no Rio de Janeiro fica próximo ao mar, logo na saída muitas pessoas o esperavam. Foi para a cidade de Aparecida, ladeada por um grande rio (onde o milagre de Nossa Senhora Aparecida aconteceu) e uma multidão o aguardava, debaixo de chuva e de pé.

Toda esta passagem de Mt. 13,1-9 segue com Cristo pregando e termina com:

Quem tem ouvidos, ouça!

O meio do Evangelho fala da parábola do semeador, e uma das frases que fica pontuada é:

O semeador saiu para semear…

Exatamente o que o Papa Francisco sai para fazer. Que sua palavra seja semente e não fruto principalmente no coração dos jovens.

Logo pela manhã, por volta das 8:00 hs o Papa estava no avião, em direção à cidade de São José dos Campos onde desembarcou 9:30 e se dirigiu a cidade de Aparecida do Norte, SP.

Em um comentário espirituoso Dom Darci disse ao vivo no Programa Mais Você da Rede Globo, que o Papa teve que ir primeiro visitar São José para depois ver a esposa.

Ao desembarcar do helicóptero, muito próximo a multidão de fiéis enfrentando a chuva fria em frente à Basílica, entrou no veículo (papamóvel). A ovação foram intensa e o sumo pontífice como pastor passou em meio ao rebanho.

Desta vez apenas o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, esposa e pouquíssimas pessoas fizeram a “corte” (vale reforçar que falo de pessoas que não eram peregrinos, pois estes eram cerca de 200 mil). A mesma simpatia, a preocupação com a situação das pessoas na chuva fria, demonstrou o Papa.

A gigantesca basílica, segundo maior templo católico atrás apenas da Basílica de São Pedro no Vaticano, estava “vazia” com apenas 15 mil pessoas. Caberiam cerca de 30 mil, mas a neurose da segurança relegou aos fiéis apenas 12 mil lugares, ainda com revistas pessoais, senha e tudo que não se vê normalmente numa missa, mas a Polícia Federal achou “indispensável”, afinal “quantos Judas Iscariotes, a serviço de Caifás teriam ali?”.

Primeiro o Papa foi fazer sua oração na capela particular do santuário. Capela particular para uma oração particular só conseguida no silêncio daquele momento longe das câmeras porque todos os outros passos foram filmados, gravados e exibidos ao vivo.

Esta capela é um trabalho do artista católico Claudio Pastro e no ornamento dourado onde a imagem original de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é colocada (e que gira para exposição aos fiéis ou para a capela particular) está uma passagem de Apocalipse 22, 17a: O espírito e a esposa dizem: Vem!

Depois desse momento o Papa celebra a missa na basílica. Recebe uma réplica da imagem e faz uma celebração simples, respeitando toda a liturgia da missa, sem firulas, bem ao que se vê na imensa maioria das missas assim como nas celebradas pelos Redentoristas em Aparecida.

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Missa é uma celebração (comemoração, festa) da palavra de Deus e da Eucaristia, além da consagração do pão e vinho é onde acontece a transubstanciação em carne e sangue do cordeiro de Deus: Jesus Cristo que se sacrificou pelos pecados da humanidade.

Na missa quem está (ou deveria estar) com o coração livre de culpas e sem ódios (que tenha perdoado o irmão) toma parte do “mistério de Cristo” e por mais que pareça sanguinário, come a carne e bebe o sangue de Cristo.

Mesmo que cada um tenha uma fé e não acreditem no sacrifício do filho de Deus em nome dos nossos pecados, é válido refletir em como seria todo este tempo (2015 anos) sem o perdão feito pelo sacrifício analisando como estamos agora?

Voltando ao Papa Francisco. Na sua homilia ele pediu para que a nossa esperança nunca fosse perdida, mas que também não tirássemos a esperança de ninguém. Após a missa o Papa foi até uma das sacadas da basílica, onde poucos anos antes o Papa Bento XVI rezara a missa quando visitou o local. O Papa levou a imagem recebida, deu sua benção e pediu que todos rezassem por ele.

Assim sob aplausos e histeria o Papa terminava sua visita s basílica, mas não a cidade de Aparecida pois ainda foi almoçar com o clero.

A agenda era enorme e mesmo que ele ficasse 1 mês no país não teria descanso.

À noite o Papa visitou um hospital (convenientemente) de Hospital São Francisco de Assis e ali reafirmou a postura que nós católicos seguimos, criticando a possibilidade de liberação das drogas e disse que quem trafica drogas é um “mercador da morte”. No hospital ele encontrou-se com 5 pacientes em tratamento contra dependência química.

Ainda durante a benção o Papa disse que vai estar na comemoração dos 300 anos da pesca da imagem de Nossa Senhora que será em 2017.

Sofremos nós que não pudemos ir até o Rio de Janeiro, não temos TV a Cabo e nem acesso a internet ou uma boa antena de TV, já que não conseguimos “assistir” a missa em Aparecida. O pouco que foi transmitido na TV Globo e Band foi literalmente atrapalhado por apresentadores tagarelas que queriam se fazer presentes de qualquer maneira, além da transmissão ser cortada antes da homilia. Os tempos mudaram, pois antes não era assim.

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Um novo Francisco – Parte 1

Um novo Francisco 1/3

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Um novo Francisco 

Relato e impressões sobre a visita do Sumo Pontífice ao Brasil

Senhor,                                                                                                                                                                      Quem acreditou na nossa mensagem? E o braço forte do Senhor a quem se revelou?           ”Cegou-lhes os olhos e endureceu lhes o coração de modo que não vêem com seus olhos, nem compreendem com seu coração, nem se convertem para que eu os cure.”                                                                                                                                                                                   Jo 12, 37-33; 40

 

Ide e fazei discípulos em todas as nações.

Lema da JMJ-Rio 2013

 

Em 2013 o Papa Francisco fez sua primeira visita ao Brasil, pouco tempo após ter sido eleito. Eu tive a audácia de fazer um pequeno relato sobre esta visita, acrescentando minhas impressões e opiniões de quem acompanhou tudo pela TV, Jornais e Internet. Minha intenção era abastecer meu blog ou publicar um pequeno livro. Bem, comecei publicando uma parte no blog depois tomado pelos compromissos da vida acabei deixando de lado. Mas o rascunho manuscrito estava guardado e para manter a tradição de não se reconhecer algumas vezes quando relemos o que escrevemos tempos antes, reli hoje e consegui sentir o clima da época em que escrevi.

Desta vez sem interrupção vou publicar e republicar o que escrevi sob o risco de alguma imprecisão, pois tudo foi fartamente coberto pelos jornalistas, mas com o olhar de um católico que sou.

Nota:

Ainda vivíamos a efervescência dos protestos que haviam se iniciado primeiro por causa de um aumento no valor das passagens de ônibus em São Paulo, depois o acúmulo de insatisfações do povo fez crescer o número de protestos.

Logo estas manifestações tomaram conta do país, mas descambaram para a violência e depredações culminando com a morte de um cinegrafista da TV Bandeirantes acertado covardemente por um morteiro na cabeça. O que tinha sentido perdeu a legitimidade e apesar da aparente vitória com a suspensão do aumento do preço das passagens, não teve nenhum reflexo nas eleições que se seguiram. O Papa chegou ao Brasil que ainda vivia este clima.

Introdução

A eleição do Papa Francisco em 19 de março de 2013 foi (em particular para mim) uma grata surpresa. Já na semana do Conclave eu falava com meu filho João Paulo, sobre a minha vontade de que o novo Papa pudesse escolher como nome Francisco (meu santo de devoção e um maiores exemplos de humildade de todos os tempos) já que nunca houvera um Papa com esse nome. Assistimos ao vivo quando o cardeal argentino Bergoglio foi o escolhido e anunciou que adotaria o nome de Francisco. Junto com meu filho nós vibramos (ele só tinha nove anos) e depois eu chorei emocionado, meu sonho estava realizado. Na primeira aparição (uma ou 2 horas depois da fumaça branca) o Papa Francisco (ao vivo) dispensa a casula dourada e ornamentada (veste tradicional, mas que nos remete aos mantos costurados com fios de outros dos antigos monarcas) e no Habemus Papam se revelou ao mundo. Neste meio tempo (nesta era digital) eu já havia colocado a foto do antigo Cardeal e agora Papa na internet. Escutei suas primeiras palavras emocionado com meu filho e agradeci a Deus. Expliquei para ele quem é São Francisco de Assis e porque gosto tanto dele. Da para perceber porque meu filho foi batizado com o nome de João Paulo (ele sabe muito bem). Agora Francisco viria para o Brasil, na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, não para uma visita politica, mas sim para um encontro pastoral (era bom que isso fosse frisado) com os jovens católicos (ou não) do Brasil e do mundo todo.

A insistência dos chamados “especialistas em religião” e da chamada “grande mídia” é de tratar a visita pastoral como um socorro a uma igreja católica (que segundo eles) em declínio. Nós católicos não vemos isso em nenhum momento, pois não estamos em uma competição por fiéis.

Escrevo estas páginas como uma espécie de diário da visita do Papa. Infelizmente não posso estar lá (nem sou mais tão jovem), mas desejo ver, entender e passar minha impressão de tudo.

 

Milton Cesar Domingo, 21 de julho de 2013.

Aqueles que não podem estar na Jornada Mundial da Juventude devem se sentir bem vindos através da oração. Papa Francisco no Ângelus de 21/07/2013.22

Primeiro dia da JMJ- Chegada do Papa Francisco                                               Jornada Mundial da Juventude 22/07/2013

Dia de Santa Maria Madalena

Jo 20,1-2-2.11-18

Tiraram do túmulo o Senhor e não sabemos onde o colocaram.” 

O relógio marcava 15h50min (Horário Oficial de Brasília), quando o avião da Alitália, manobrava em solo brasileiro. Exatamente às 16:00 hs o Papa Francisco desceu a escadaria da aeronave, e iniciava assim sua primeira visita como Sumo Pontífice ao país, e foi recebido pela “presidenta” Dilma Rousseff. Seguiram-se os quase intermináveis cumprimentos, a saudação da guarda. Apertos de mão em políticos e outras autoridades, eu perdi a conta no 89 ‘aperto de mão até que se encontra com Dom Orani Tempesta (arcebispo do Rio de Janeiro) e Dom Raimundo Damasceno (arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB) e o aperto de mão foi substituído por calorosos abraços, no reconhecimento de quem é um velho amigo. As crianças receberam o Papa no Aeroporto com um coral, entoando a bela canção da JMJ.

“Abençoa, abençoa o Papa Francisco…”- ele retribuiu aplaudindo as crianças.

Enquanto que a presidenta esforçava-se para prolongar o momento e não sair do foco das lentes ao lado do Santo Padre.

O Papa que ainda é chamado de Papa argentino como se a igreja não fosse Uma, Santa e Pecadora, se tivéssemos uma divisão de eleitos, e o Papa não viesse em nome da unidade e não da separação.

O Evangelho narrado por João neste dia dedicado a Maria Madalena, traduz o que poucos querem ver, um Jesus único para todos. As mulheres que vão ver como estava o seu mestre, justo estavam juntas três Marias (a formação estelar é uma homenagem a essas três Marias) e entre estas além da mãe estava à discípula discriminada, que nunca foi declarada, mas estava sempre presente, e a estas foi anunciada a ressurreição (não só o prenúncio dito por Jesus), mas “in loco”. Assim por dizer que o Papa é argentino, parece que existe uma enorme barreira entre ele e os brasileiros, inimigos declarados do povo vizinho… mas foi a este homem que a graça de ser o SUCESSOR de Pedro, foi dada. Sucessor e não “herdeiro” como alguns veículos de imprensa anunciaram, e nem sucessor de Bento XVI como outros insinuaram. Mas bem, o Papa saiu do aeroporto e foi em um carro comum (apesar de não ser o simples que tanto anunciaram) e vidro aberto, cercado por seguranças, viu os jovens, o Povo de Deus ansioso por vê-lo logo na chegada, lotando ruas… Ai aconteceu o chamado e alardeado “Erro de Segurança” e o carro que deveria seguir por ruas previamente fechadas (que causavam caos também e atrapalhavam o fluxo de carros) entrou no meio do congestionamento e parou…

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…Narradores deste fato fizeram um drama sem igual. O apresentador Datena da Band parecia excitado com o fato e gritava a alto (e péssimo som) contra a falha de segurança, e contava segundo por segundo com cada “risco iminente” que o Papa corria. Voltei a outro canal e a situação de tensão narrada era indescritível… Mas o Papa não estava com medo, estava sorridente, não aceitando erguer o vidro do carro e saudando a todos… por vezes quase saiu do carro, para o desespero louco dos assustados agentes da Polícia Federal (eles nunca vivenciaram isso)… Era o Povo de Deus querendo uma oportunidade rara de chegar próximo ao Papa, em uma histeria talvez exagerada, mas justificável… O pastor estava entre suas ovelhas, e um pastor que teme sua criação não está apto para ser este pastor…

Depois o papa fez um passeio de papamóvel (nome horrível por sinal) e mais uma vez a multidão demonstrou como será esta jornada (como foi, aliás).

Milhões de pessoas estavam em volta da catedral, impossível de estarem dentro da igreja. O Papa fez um passeio com seu papamóvel fechado por vidro apenas na frente e as laterais abertas. Mais uma criança foi acolhida na Avenida Rio Branco, depois 2, 3,4… ou mais
images (1)crianças foram levadas ao Papa (Se uma criança destas é acolhida em meu nome é a mim que acolhem, assim disse o próprio Jesus Cristo um dia quando estava no meio de uma multidão e tentaram impedir que as crianças fossem até ele). Histerias, pessoas muito emocionadas espalhados por todos os cantos em mais de 40 minutos em que Francisco circulou ante os fiéis em Cristo.

Milhares e milhares de seguidores católicos, desta igreja que o censo diz estar em declínio. Eu esperei que toda esta emoção se tornasse coragem e entusiasmo para que todas aquelas pessoas assumissem também a sua fé no trabalho pastoral de evangelização em suas comunidades de origem. Que não fosse apenas o deslumbramento do evento… Espero ainda.

O papa depois disto tudo foi de helicóptero cumprir (com certeza) a sua mais indigesta parte da agenda e foram recebidos no Palácio do Guanabara (sede do governo) por muitas “autoridades” incluindo o prefeito e o governador do RJ, políticos, convidados e novamente só que agora oficialmente, a “presidenta” Dilma. Esta que num ato de pura demagogia e falta de senso, aproveitou a imprensa do mundo todo e em sua fala de acolhida, fez um discurso-propaganda de mais de meia hora, enaltecendo o Brasil que pela fala dela, nasceu só há dez anos, e despejou uma tonelada de autoelogios ao seu governo e ao do antecessor, pintando um quadro mágico do país (que o Papa veria não ser tão lindo assim depois). Por outro lado o Papa Francisco pediu licença para bater a nossa porta e ser acolhido durantes os dias em que ficaria por aqui, e em menos de 15 minutos terminou sua rica fala. Ele disse que não trazia nem ouro, nem prata, mas sim o que lhe foi dado de mais preciso: Jesus. Após tudo isso, um jantar e tal, o Papa foi descansar. E as ruas do rio antes tomadas por fiéis, foram incendiadas por coquetéis molotov (bombas incendiárias) pelos ainda chamados “manifestantes pacíficos” que estavam em atividade na época, mas que nas futuras eleições se omitiriam.