5º Encontro (Catequese) – Moisés

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -5/40)
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Sugestão de modelo de folha de encontro

 Chegamos ao nosso 5º encontro, ou melhor a sugestão de encontro.
A ideia é que a vivência na fé que estamos fazendo já comece a dar alguns resultados, como catequisandos mais interessados e participativos. Mas para isso, dependemos de dois fatores básicos: a turma e o jeito de se passar os assuntos.
Acreditando que a equipe de catequistas esteja cada vez mais empenhada em fazer o seu melhor, sem ser chata, posso deixar como dica para este encontro algo fundamental:
Fuja do contexto de aula, seja mais leve sem perder o foco, e até mais descontraído.
Um dos fatores que mais atrapalham a catequese, principalmente nesta fase jovens e adultos é fazer de cada encontro uma “aula”. Porque digo isso? Porque é muito difícil você chegar num tema como este e não se perder em longas leituras de texto sobre este personagem crucial para a história da fé, por isso o ideal é tentar ser o mais leve possível, e não esquecer que é praticamente impossível falar de Moisés e todo o Êxodo em apenas um encontro.
O outro fator é a turma de catequizandos. Um grupo de pessoas que vão em busca do sacramento tem todo um compromisso certo?
Errado!
Vale se lembrar que no caso de alguns jovens, eles estão ali apenas por uma imposição da família, e sinceramente tem muitos familiares que obrigam o jovem a participar da catequese mas eles mesmos não dão o seu testemunho de fé participando da vida na igreja, seja em todas as missas (e celebrações) seja de outras formas dentro da comunidade (quando falo comunidade, me refiro a comunidade da igreja e não só da sociedade). Então a conquista deste jovem que vai num lugar onde não queria estar deve ser mais gradativa e não podemos esquecer de envolver também as famílias. Por isso é ainda mais importante fazermos dos encontros um lugar atraente e que se torne passo a passo um local onde todos queiram estar.
Resumindo tudo:
Catequese não é aula, os catequizandos não são alunos e os catequistas não são professores!
É uma experiência de vivência diária na fé.
Nosso encontro:

A nossa oração inicial sugerida hoje é ainda a Invocação ao Espírito Santo (Vinde Espírito Santo) sempre com a sugestão de se parar no “oremos” e dirigirmos nossos pedidos especiais, de cada um. Talvez algum catequizando queira pedir por alguém da família que esteja enfermo ou agradecer algo. Os catequistas devem também participar ativamente deste momento. Só frisando que tudo tem que ser espontâneo, e não se deve forçar ninguém a fazer.

Nosso Canto Inicial sugerido é Deus do Impossível que além de ser uma bela canção, fala um pouco sobre Moisés fazendo pela mão de Deus o que parecia impossível. Aqui eu faço uma sugestão um pouco diferente. Primeiro se toca uma parte da música para o grupo se familiarizar e depois volta no início e todos cantam juntos.

Falando sobre o tema principal. É o momento de se contar a história de Moisés. Aqui é a hora de sermos mais criativos e por isso eu sugiro que seja feito na forma de um jogral mais elaborado. Para explicar melhor, dependendo do número de catequistas pode-se dividir a história em pequenas partes onde cada catequistas fica responsável por contar apenas partes. Por exemplo: divide-se um texto (isso bem antes do dia do encontro) com a história de Moisés, lembrando que a sugestão é contar neste encontro apenas até a travessia do Mar Vermelho, e um catequista (vamos imaginar que sejam 3) fica com as partes 1, 4 e 7, o outro com as partes 2, 5 e 8 e o terceiro coma as partes 3, 6 e  9, e conforme o tema vai sendo discorrido um termina e o outro começa como se lembrasse de uma parte naquele momento. Para isso é preciso um preparo anterior e a leitura do texto antes (vale segurar uma colinha na hora apenas para não esquecer). Entremeio a isso, os catequizandos são convidados a ler pequenas partes do texto bíblico apenas para mostrar onde estão estes fatos, e são convidados a procurarem na Bíblia estas partes (já serve como exercício para aprenderem a buscar as citações na Palavra de Deus).

No aprofundamento ao catequista na parte final do post eu deixei um texto já separado em 3 leitores e com algumas sugestões de leituras para os catequisandos procurarem. Lembrando que tudo é sugestão e pode ser adaptado ou modificado a sua realidade.

Dinâmica da Caneta e a Garrafa

Material necessário:

  1. Caneta
  2. Garrafa Pet de 2 litros (com metade cheia de terra ou pedras)
  3. Barbantes (coloridos ou comuns)
  • Antes de mais nada, coloque terra ou pedras em metade da garrafa Pet.
  • Corte o barbante em tamanhos iguais com o número de pontas igual ao número de catequizandos e catequistas (menos 1 que será o coordenador da atividade)
  • Prenda uma das pontas de cada barbante cortado na parte superior da caneta, fazendo com que apenas a parte da tampa fique presa com os barbantes e sobre grande parte do corpo da caneta
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Exemplo. Não esqueça de deixar fios longos para ninguém ficar tendo que se espremer entre os demais.

Todos ficam de pé, a garrafa é colocada no centro da sala e  cada um fica com uma ponta do barbante ainda em círculos. A ideia é que em apenas 3 minutos a caneta seja colocada dentro da garrafa sem que ninguém coloque a mão na caneta. O tempo fica por conta de quem coordenar a dinâmica, e pode ser de até 10 minutos.

Refletindo:

Só será atingido o objetivo quando todos conseguirem se entender e perceber que é um trabalho em conjunto e não individual. Cada um vai tentar puxar a sua parte do barbante e não vão conseguir enquanto não começarem a falar entre si. (Fica a dica de que os catequistas não devem falar como eles devem fazer, ou seja devem deixar que eles percebam que tem que se entender para conseguirem). A nossa vida é feita também de colaboração, de conversas e de acordos que beneficiem todos, o bem comum. Ninguém vive sozinho, e não consegue ser tão independente que não precise de ninguém. A catequese tem um objetivo: Mostrar como é importante estar em Deus só que todos tem que estar juntos nesta caminhada, e quando alguém precisar deve saber que pode contar com os irmãos e irmãs na fé. Moisés teve que ter fé e principalmente paciência para conseguir seu objetivo de atender a missão de Deus e libertar o seu povo. Para isso teve a ajuda de Aarão e do próprio Deus.

Canto final que sugiro é Tudo Sabes de Mim uma canção muito conhecida da Canção Nova que como reflexão serve para mostrar como Deus conhece a cada um

E para fechar na oração final sempre é bom colocarmos como uma espécie de exercício de fé a proposta de que durante a semana cada um vai rezar pelo outro, para isso é entregue um pedaço de papel para cada um, incluindo catequistas, e cada pessoa escreve seu nome. Depois coloca-se todos os papéis dobradinhos com os nomes em um recipiente (pode ser um saquinho) e cada um sorteia um nome que vai rezar pela pessoa durante a semana. Depois terminamos com o tradicional Pai Nosso e a Ave Maria

Aprofundamento para o Catequista

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“O grito de aflição dos israelitas chegou até mim. Eu vi a opressão que os egípcios
fazem pesar sobre eles. E agora, vai! Eu te envio ao faraó para que faças sair o meu povo,
os israelitas, do Egito”. Moisés disse a Deus: “Quem sou eu para ir ao faraó e fazer sair os
israelitas do Egito?” Deus lhe disse: “Eu estarei contigo; ” (Ex 3, 9-12

  1. Moisés nasceu em um tempo onde algumas tribos de Hebreus viviam a mais dolorosa experiência de escravidão com trabalhos forçados, repressão, perseguição e mortes. O faraó Ramsés viu que estaria passando por um momento difícil na lavoura e achando que tinham muitos hebreus no Egito pensando que faltaria comida para os egípcios e já imaginando que poderia sofrer uma rebelião ordenou que todas os meninos fossem mortos já durante o parto. Como as parteiras não obedeceram, o faraó ordenou que todos os meninos recém nascidos fossem mortos. (Leia Ex 1, 13-21). Um casal da tribo de Levi teve um filho muito belo, como eles não queriam ver seu filho morto tentaram esconder durante 3 meses. Mas os soldados do rei começavam a vasculhar as casas a procura de bebês, então a mãe coloca este menino em um cesto e pede para que Javé o proteja. O menino é levado pelo rio.
  2. Mas enquanto o cesto é levado pela correnteza do Rio Nilo a irmão desta criança (então uma jovem adolescente) segue a distância, e justamente a filha do faraó acha a cesta com a criança enquanto se banhava no rio e decide ficar com ela. A menina que seguia o cesto oferece-se para achar uma ama de leite para a criança já que a filha do faraó não tem leite (nem filhos tinha ainda) e traz justamente a verdadeira mãe do bebê para amamentá-lo. (veja Ex 2, 1-10) e esta iria ficar no palácio e ajudar a criar o menino. A filha do faraó batiza a criança de Moisés que quer dizer “tirado das águas”. E assim Moisés é criado no palácio como um egípcio, junto com o filho que a sua mãe adotiva teve depois e que seria no futuro o novo faraó.
  3. Moisés foi pouco a pouco tomando ciência de que não era egípcio e sim hebreu e um dia vendo um soldado batendo em um escravo hebreu já debilitado, foi e matou o soldado. Voltou-se para seu povo tentando orientá-lo no sentido de evitar discórdias e discussões internas, mas o povo desconfia dele (por achar que ele era egípcio) e o expulsa. (Ex 2, 11-15). Ao notar que Moisés optou pelo povo oprimido e escravo o então faraó começa uma violenta perseguição e isso obriga Moisés a fugir para Madiã onde acaba se casando.
  4. Moisés se trona pastor de ovelhas de seu sogro Jetro, mas se sente forasteiro em terra estranha e acaba ficando bastante tempo no deserto. Sua consciência arde como sarça ao lembrar de seu povo que vive e sofre na escravidão. (veja Ex 3, 1-10). Moisés é chamado por Deus para ir até o Egito, falar com o faraó e pedir que ele liberte o seu povo. Moisés tem muitas dúvidas e não sabe se conseguirá fazer o que Deus pede, por isso faz bastante perguntas para Javé. Um detalhe curioso é quando Moisés fala que não sabe falar porque tem a língua pesada (leia Ex 4, 10-17) o que alguns estudiosos supõe ser o fato dele ter algum problema na fala (talvez uma gagueira ou ser fanho mas tudo é suposição). Então Deus indica seu irmão Aarão para ajudar a ser a voz de Moisés. Mesmo tomado pelo medo e dúvidas, Moisés cumpre a ordem de reunir os chefes das tribos. Deus promete caminhar com seu povo. Mesmo tentando dialogar com o faraó, ele começa a ameaçar o povo e aumenta a opressão e a repressão. Os israelitas levam queixas ao próprio faraó e acabam se rebelando contra Moisés e o acusa de ser o culpado pela situação.
  5. Leia Ex 5, 1-2. Moisés e Aarão vão até o faraó que não aceita deixar o povo partir e tenta desacreditar os dois. Javé avisa que mandara pragas para o Egito até o rei permitir a partida do povo. Mas o faraó sempre endurece o coração. Então Javé ordena que Moisés anuncie as pragas, e uma a uma elas vão acontecendo e o faraó parece não querer ceder. A primeira foi a transformação da água do rio Nilo em sangue, seguida por invasões de rãs, piolhos, moscas, morte do gado, chagas, chuva de pedras, nuvens de gafanhotos, trevas e morte dos primogênitos.

As 10 pragas do Egito e suas leituras:

Ex 7, 19-23 Primeira praga: a água foi convertida em sangue

Toda e qualquer água do Egito foi transformada em sangue e até mesmo os rios foram contaminados, vindo a morrer todos os peixes.

 

Ex 8, 1-11 Segunda praga: rãs

Esta praga surgiu após Arão (irmão de Moisés, que o acompanhou durante todo o processo) estender a mão sobre o Egito e surgiram rãs de todos os lugares.

 

Ex 8, 12-15 Terceira praga: Mosquitos

Da mesma forma que antes, o Egito foi infestado por rãs, desta vez vieram mosquitos a encobrir a população e todos os animais. Desencadeada também após Arão estender as mãos sobre o Egito.

 

Ex 8,16-20 Quarta praga: Moscas

Bem semelhante às anteriores, a quarta praga deixou o Egito infestado de moscas. Faraó concordou em libertar o povo, o Senhor retirou a praga, mas assim que percebeu que a praga havia cessado, o faraó voltou atrás na sua decisão, aprisionando o povo hebreu.

Ex 9, 1-7 Quinta praga: Peste nos animais

Desta vez Moisés estendeu a mão sobre o Egito e por ordem do Senhor surgiu uma praga nos animais em que muitos morreram e grande foi a perda para os egípcios.

 

Ex 9, 8-12

 

Sexta praga: Úlceras

Diante da resistência de faraó, que a cada praga aceitava libertar o povo, mas assim que elas cessavam voltava a reter os hebreus como escravos, o Senhor ordenou a Moisés e a Arão que enchessem suas mãos de cinzas e jogassem para os céus. Assim o fizeram e as cinzas se transformaram em úlceras em todo o Egito, tanto nos animais como nas pessoas.

 

Ex 9,13-35 Sétima praga: Chuva de pedras(granizo)

A resistência por parte do faraó se repetiu e assim, o Senhor pediu a Moisés para estender tua varinha por todo o Egito (exceto a região onde vivia o povo escolhido, o povo a ser liberto), e foi assim que uma chuva de pedras destruiu toda a plantação.

 

Ex 10,12-20 Oitava praga: Gafanhotos

Nesta praga, pela oitava vez o Senhor tocou no povo egípcio a fim de fazer justiça e libertar seu povo; enviou um vento que passou seguido de inúmeros gafanhotos devorando muito do que possuía o faraó. Mais uma vez ele cedeu, mas somente até a praga cessar.

 

Ex 10,21-27 Nona praga: Trevas

Desta vez, todo o céu do Egito se tornou trevas e passaram dias na escuridão (menos onde estavam os filhos de Israel). O que também não foi suficiente para convencer faraó a libertar o povo de vez.

 

Ex 12,21-36 Décima: Morte dos primogênitos

Esta foi a última praga, em que todos os primogênitos foram mortos, desde os animais até os servos, inclusive o filho do próprio faraó. Houve grande comoção no Egito quando por fim, após muita insistência, faraó concordou em deixar o povo sair.

6. Quando percebeu que não conseguiria ser páreo ao poder de Javé, o faraó cede. Antes da última praga Moisés recebe de Deus as instruções para o preparo da primeira Páscoa celebrada, e durante sete dias (lembre da semana santa) o povo se preparou para a partida. Neste tempo, finalmente Moisés dá o sinal: a lua cheia da primavera seria este sinal, a ordem de saída. Assim que o anjo da morte passa e fere os primogênitos do Egito, incluindo o filho do faraó, este cede e liberta o povo, que sai apressado. Ex 12, 15-28.

7. Mas o faraó se arrepende e parte atrás dos hebreus. Segundo a Bíblia o povo hebraico que saia do Egito era seiscentos mil contando só os homens (lembrando que a Bíblia foi escrita por homens que não consideravam as mulheres) sem contar as mulheres e crianças. então podemos imaginar que foram cerca de um milhão e 500 mil pessoas fugindo apressados. Claro que demorou uns dias para que o faraó decidisse ir atrás do povo liberto, o que deu um pouco de vantagem, mas não podemos esquecer que eles (os soldados) tinham cavalos e bigas e seguiram com ódio para matar os hebreus.

8. Os egípcios alcançaram os hebreus que fugiam a pé e estavam acampados perto do mar vermelho. Os hebreus ficaram desesperados, mas Moisés clamou a Deus que enviou nuvens até onde estavam vindo os egípcios e também mandou uma coluna de fogo que impedia-os de passar. A lama tomou conta do local e impedia que os carros dos egípcios avançassem e então Deus ordenou que Moisés tocasse com seu cajado o leito do mar.

9. Quando Moisés tocou o mar vermelho. (leia Ex 14, 15-30) e aconteceu o fato mais extraordinário que se tem noticia: as águas se dividiram e abriram um caminho para a passagem do povo, pelo meio do mar. O povo teve medo, mas quando entendeu que Javé realmente estava atendendo Moisés atravessou apressadamente o Mar, esta travessia durou a noite toda e já pela manhã, com todo mundo do outro lado, a nuvem de fogo cedeu e os egípcios partiram violentamente atrás do povo, mesmo impressionados pelo fenômeno das águas do mar dividas eles entraram atrás de Moisés e seu povo, mas quando estavam no meio da travessia, Moisés voltou a tocar o mar com seu cajado e as águas se fecharam matando o exército do faraó afogado. Assim o povo conseguia se libertar da escravidão e ali começaria uma jornada de 40 anos no deserto. Mas essa é uma história para o próximo encontro. Rumo a terra prometida que daria leite e mel.

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Sugestão:

É interessante usar alguns recursos visuais para ilustrar esse encontro. Pode-se exibir o filme O Príncipe do Egito que é uma animação muito interessante sobre Moisés, ou até usar alguns trechos do filme que já estão selecionados no YouTube (claro que isso depende do que se tem disponível na comunidade)

Até a próxima. Fiquem com Deus

Bíblia, diferenças na igualdade

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -4/40 – Complemento 1)

 

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Pintura de Claudio Pastro

Este complemento é o 1º de pelo menos 20 que publicarei (até mais se houver necessidade) e serve como fonte de pesquisa para um “aprofundamento” do catequista (e/ou catequizando) sobre um assunto, que ao meu ver é praticamente inesgotável: A Bíblia.

Na sugestão do nosso 4º encontro iniciamos o tema Bíblia, mas será um tema presente ao longo de toda esta vivência na fé.

A Bíblia (apesar de apresentar o que na nossa fé é a Palavra de Deus) tem diversas configurações conforme a religião.

Vale lembrar que o Antigo Testamento (Primeira Coleção de Livros) tem toda a origem do povo de Deus, os escolhidos pelo Pai em primeiro lugar foram os hebreus, que logo seriam conhecidos (como até hoje) como Judeus (descendentes da Tribo de Judá), por isso mesmo os 5 primeiros livros da Bíblia são especiais para o povo de Israel que professam a fé no judaísmo, mas também é importante para todos os fiéis (hoje cristãos).

Mesmo para a religião cristã (que acreditam que Jesus Cristo é o Messias, filho unigênito de Deus) existem divisões e diferenças entre as versões da Bíblia.

Os Católicos Apostólicos Romanos (religião que tem a sede em Roma, com o Papa Francisco (hoje) à frente da Igreja) base deste blog, tem mais livros na Bíblia que nossos irmãos protestantes (que participaram dos cisma da igreja na idade média liderados por Lutero e Calvino) e como protestantes podemos incluir os pentecostais e o neo-pentecostais atualmente (tema para um post futuro), assim como a Bíblia da Igreja Católica Ortodoxa Oriental (não confunda com os japoneses ou chineses).

Veja o quadro que preparei, baseado em um quadro da Bíblia da CNBB:

Bíblia  Hebraica

TaNaK

hebraica – judaica *

Septuaginta**

Base das igrejas orientais

Nova Vulgata

Base Católica

Bíblia  Protestante
Torá ou lei :

Gn, Ex, Lv, Nm,  Dt

Lei ou Pentateuco:

Gn, Ex, Lv, Nm,  Dt

Lei ou Pentateuco:

Gn, Ex, Lv, Nm,  Dt

Lei ou Pentateuco:

Gn, Ex, Lv, Nm,  Dt

Neblin ou Profetas:

Anteriores: Js, Jz,

1 e 2 Sm, 1 e 2 Rs

Posteriores : Is, Jr, Ez, e os 12 Profetas Menores  (Os, Jl, Am, Ab, Jn, Mq, Na, Hab, Sf, Ag, Zc, Ml)

 

Livros históricos :

Js, Jz, Rt, 1/2Rs (=1/2Sm ), 3/4Rs (=1/2Rs), 1/2 Paralipômenos (=1/2Cr), [1 (ou 3) Esd], 2Esd (=Esd/Ne)

Est (+fragmentos deuterocanônicos), Jl, Tb, 1/2 Mc, [3/4Mc]

Livros históricos : Js, Jz, Rt, 1/2 Sm, 1/2Rs,1/2 1/2Cr, Esd, Ne, Est (+fragmentos deuterocanônicos), Jt, Tb, 1/2Mc Livros históricos : Js, Jz, Rt, 1/2 Sm, 1/2Rs,1/2 1/2Cr, Esd, Ne, Est
Kelubim ou Escritos:

Sl, Jó,Pr, Rt, Ct, Ecl,Lm, Est, Dn,

Esd-Ne, 1 e 2 Cr

Livros Sapienciais: Sl**; [Odes], Pr, Ecl, Ct, Jó, Sb, Eclo, [Salmos de Salomão] Livros Sapienciais :

SL**, Pr, Ecl, Ct, Jó, Sb, Eclo

Livros Sapienciais :

SL, Pr, Ecl, Ct, Jó

Livros Proféticos : Is, Jr, Lm, Br + Carta de Jeremias, Ez, Dn (+ fragmentos deuterocanônicos) e os 12 Profetas  Menores: Os, Am, Mq, Jl, Ab, Jn, Na, Hab, Sf, Ag, Zc, Ml Livros Proféticos : Is, Jr, Lm, Br + Carta de Jeremias, Ez, Dn (+ fragmentos deuterocanônicos) e os 12 Profetas  Menores: Os, Am, Mq, Jl, Ab, Jn, Na, Hab, Sf, Ag, Zc, Ml Livros Proféticos : Is, Jr, Lm, Ez, Dn  e os 12 Profetas  Menores: Os, Am, Mq, Jl, Ab, Jn, Na, Hab, Sf, Ag, Zc, Ml
Base: hebraica Base: grego Base: hebraica  (grego para os deuterocanônicos ) Base: hebraica

*Com as iniciais das 3 categorias firma-se TaNaK que indica a Bíblia hebraica /judaica

**Na Septuaginta e nos livros litúrgicos das Igrejas Orientais e da Igreja Católica, a numeração dos Salmos é levemente diferente e Ester e Daniel contém fragmentos deuterocanônicos

Salmos: Se agrupam em 5 livros: Sl 1-41, Sl 42-72, Sl 73-89, Sl 90-106, Sl 107-150

Ao serem traduzidos para o grego, dois Salmos foram divididos ao meio e outros quatro foram reunidos 2 a 2 criando uma numeração diferente quase sempre uma unidade atrás da original.

A grande maioria das edições modernas da Bíblia, inclusive na Nova Vulgata,  conservam a numeração grega entre parênteses

Correspondência das 2 numerações:

Hebraico Grego
1-8

9-10

11-113

114-115

116

117-146

147

148-150

1-8

9

10-112

113

114-115

116-145

146-147

148-150

Na edição da Editora Ave Maria da Bíblia Sagrada encontramos a numeração hebraica entre parenteses e a grega sendo a numeração principal, diferente das demais edições. Isso pode confundir um pouco na hora de citar um Salmo, mas não atrapalha no geral

A grosso modo a Bíblia Protestante excluiu 7 livros no Antigo Testamento:  Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc e mais alguns trechos de Daniel, Ester e Jeremias. Porque estes livros e trechos só tem versões escritas em grego e nenhuma em hebraico, então os protestantes seguiram a linha definida por Lutero que por sua vez seguiu a linha da Bíblia Judaica que não considera inspirados por Deus os livros que não foram escritos originalmente em hebraico.

Apócrifos:

Provavelmente você gostaria que falássemos um pouco dos apócrifos (pseudo-epígrafes segundo os protestantes), livros que não foram excluídos da Bíblia, mas sim, não foram incluídos. É necessário distinguir entre apócrifos do Antigo Testamento e apócrifos do Novo Testamento. Eles são numerosos.

Do Antigo Testamento temos livros como Enoch, 3 e 4 Esdras, o Salmo 151, Jubileus, Testamento dos 12 patriarcas, Vida de Adão e Eva, Apocalipse de Moisés e outros; são livros cujo o conteúdo não abrange o âmbito do Novo Testamento. Sobre eles curiosamente não existem polêmicas e quase não conhecemos a sua existência. Invés, graças a inúmeras campanhas através dos meios de comunicação, às vezes sem nenhum fundamento científica, conhecemos diversos livros apócrifos que tratam de temas inerentes ao Novo Testamento.

  • Porém esses livros não podem ser considerados da mesma forma. Há livros importantes, escritos até mesmo no primeiro século da era cristã, que são fundamentais para conhecer a vida da igreja nascente. São apócrifos como Pastor de Hermas, Didascália, Carta de Barnabé, Carta 1 e 2 de Clemente, Constituições Apostólicas e Evangelho de Pedro. Mas não são esses os livros apócrifos dos quais escutamos falar frequentemente nas reportagens escandalosas. Normalmente os apócrifos em questão são aqueles ligados com o gnosticismo, uma seita do início do cristianismo, tais como o Evangelho de Maria Madalena ou o Evangelho de Tomás.
    Falando brevemente, os gnósticos diziam possuir conhecimentos secretos. Esse conhecimento lhes ensinava, por exemplo, que existiam dois deuses, um completo, visível no Novo Testamento e outro imperfeito, que deriva do Antigo Testamento. Este ambiente produziu muita literatura, a partir do II século depois de Cristo. A maior parte dos apócrifos do Novo Testamento tem origem nesse movimento. Obviamente a igreja nunca aceitou tal doutrina e nem mesmo os seus escritos, pois profundamente influenciados por suas idéias filosóficas e evidente longe da verdade histórica. De qualquer forma a leitura de tais obras é interessante, mas deve ser feita dentro de uma ótica que tenha presente esse contexto. É completamente errado pretender fundar teses históricas baseados em tais obras.  É uma leitura mais aconselhável para quem já esteja integrado a vida na igreja e já tenha feito um estudo da Bíblia na sua edição canônica (ou podemos chamar de oficial).

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Formação do Cânone Bíblico:

Os 73 livros da bíblia católica, ou os 66 da bíblia protestante, foram escritos em um período de aproximadamente 1000 anos; por volta do ano 900 antes de Cristo apareceram os primeiros textos do Antigo Testamento e só lá pelo ano 100 depois de Cristo foi escrito o último livro do Novo Testamento. Portanto os primeiros cristãos não tinham em mãos a Bíblia como temos hoje. Só mais tarde foi possível recolher todos os livros em um único volume e formar a Bíblia.
O processo que conduziu à formação da Bíblia é complexo. Primeiro de tudo é preciso dizer que os livros que aparecem nas diferentes Bíblias estão ali porque foram considerados como inspirados, divinos, pelos respectivos grupos que defendem tais bíblias. A lista de livros que forma cada uma das bíblias é chamada Cânon. Existe o cânon católico, aquele protestante e ainda outros. O cânon é fruto de uma decisão que foi tomada em um determinado período histórico. Os judeus, por exemplo, definiram a lista oficial dos livros da sua Bíblia somente cerca do ano 100 depois de Cristo. Aceitaram como inspirados apenas os livros escritos em hebraico e por isso na Bíblia Hebraica, que coincide com o nosso Antigo Testamento, não encontramos livros escritos em grego, tais como Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc e mais alguns trechos de Daniel, Ester e Jeremias. Esses 7 livros já existiam no tempo de Cristo, mas a discussão para saber se eram inspirados ou não ainda não havia terminada. Os cristãos demoraram muito tempo para estabelecer a sua lista (cânon). Em linhas gerais, quanto ao Antigo Testamento, foram aceitos os 39 livros definidos pela lista dos judeus e ainda os 7 livros apenas citados, escritos em grego. Quanto aos livros do Novo Testamento, a discussão foi veemente no que se refere sobretudo aos livros do Apocalipse e da Carta aos Hebreus, mas com o tempo também eles entraram na lista e assim se formou o conjunto de 27 livros. Todavia, para exemplificar o problema, no final do Século IV uma parte considerável da Igreja Oriental utilizava um Novo Testamento que continha apenas 22 livros, onde não compareciam as cartas 2 Pedro, 2 e 3 João e Judas e também o Apocalipse. A decisão final da igreja católica foi tomada somente no Concílio de Trento, em 1546. Essa lista contém 46 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. As igrejas ortodoxas orientais fixaram a sua lista no sínodo de Jerusalém, em 1676 e é praticamente igual àquela católica. Porém em 1950, o santo sínodo da igreja ortodoxa acrescentou a esta lista os livros 3 Macabeus, 4 Macabeus e o salmo 151. Os cristãos da Etiópia incluem no Novo Testamento Sínodo, Livro da aliança, três cartas de Clemente e a Didascália. Os protestantes, por sua vez, nunca tomaram uma decisão sobre a sua lista. Isto por que não têm uma autoridade universal capaz de falar em nome de todos os ramos. Porém, normalmente, nas edições modernas são excluídos do Antigo Testamento os livros que não fazem parte da Bíblia Hebraica: Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc. Os protestantes chamam esses livros de apócrifos e os católicos os denominam deuterocanônicos, para diferenciar dos protocanônicos, que entraram por primeiro no cânon. Para os católicos os apócrifos, invés, são livros que não foram incluídos na Bíblia. Esses são chamados de pseudo-epígrafe pelos protestantes. O Novo Testamento dos protestantes, invés, é idêntico aquele dos católicos e consta de 27 livros. Feita a soma, como já dissemos acima, a Bíblia católica tem 73 livros enquanto aquela dos protestantes tem 66.
A questão dos livros que compõe a Bíblia protestante é uma questão complicada. Existem diferentes edições da Bíblia e normalmente, sobretudo aquelas mais populares, não trazem os 7 livros citados. Porém existem outras edições, sobretudo mais científicas, que colocam os 7 livros no fim do Antigo Testamento. Essa é uma prática que tem raízes no pai da reforma, Lutero. Na sua bíblia em alemão, de 1534, ele inseriu os 7 livros em questão entre os dois testamentos com a seguinte observação: “Apócrifos: estes são livros que não são considerados Sagrada Escritura, mas são igualmente úteis e bons para ler”. Tais livros foram invés completamente excluídos das edições somente no século XIX, pelas Sociedades Bíblicas.
Quanto ao Novo Testamento, como já dito, as edições atuais dos católicos e protestantes coincidem, inclusive a ordem é igual. Não era assim na versão de Lutero. Ele classificou os livros do Novo Testamento de acordo com sua importância. Nesse caso atribuiu uma importância menor a Hebreus, Tiago, Judas e Apocalipse, que, portanto, foram colocados no final da sua bíblia. Com o tempo, porém, as reservas de Lutero não foram mais consideradas e hoje os protestantes, em geral, não colocam em questão o valor dos escritos do Novo Testamento. (texto retirado do site A Bíblia.Org)

Bíblia Católica

Antigo Testamento

Abreviação do Livro Livro Bíblico Quantidade de Capítulos
Gn Gênesis 50
Êx Êxodo 40
Lv Levítico 27
Nm Números 36
Dt Deuteronômio 34
Js Josué 24
Jz Juízes 21
Rt Rute 4
1 Sm 1º Samuel 31
2 Sm 2º Samuel 24
1Rs 1º Reis 22
2Rs 2º Reis 25
1Cr 1º Crônicas 29
2Cr 2º Crônicas 36
Esd Esdras 10
Ne Neemias 13
Tb Tobias 14
Jt Judite 16
Est Ester 10
1 Mc 1º Macabeus 16
2 Mc 2º Macabeus 15
42
Sl Salmos 150
Pr Provérbios 31
Ecl Eclesiastes (Coélet) 12
Ct Cântico dos Cânticos 8
Sb Sabedoria 19
Eclo Eclesiástico (Sirácida) 51
Is Isaías 66
Jr Jeremias 52
Lm Lamentações 5
Br Baruc 6
Ez Ezequiel 48
Dn Daniel 14
Os Oséias 14
Jl Joel 4
Am Amós 9
Ab Abdias
Jn Jonas 4
Mq Miquéias 7
Na Naum 3
Hab Habacuc 3
Sf Sofonias 3
Ag Ageu 2
Zc Zacarias 14
Ml Malaquias 3

Novo   Testamento

Abreviação do Livro Livro Bíblico Quantidade de Capítulos
Mt Mateus 28
Mc Marcos 16
Lc Lucas 24
Jo João 21
At Atos dos Apóstolos 28
Rm Romanos 16
1Cor 1ª Coríntios 16
2Cor 2ª Coríntios 13
Gl Gálatas 6
Ef Efésios 6
Fl Filipenses 4
Cl Colossenses 4
1Ts 1ª Tessalonicenses 5
2Ts 2ª Tessalonicenses 3
1Tm 1ª Timóteo 6
2Tm 2ª Timóteo 4
Tt Tito 3
Fm Filemom
Hb Hebreus 13
Tg Tiago 5
1Pd 1ª Pedro 5
2Pd 2ª Pedro 3
1Jo 1ª João 5
2Jo 2ª João
3Jo 3ª João
Jd Judas
Ap Apocalipse 22

Lista dos Livros Apócrifos

Antigo Testamento (divididos em 4 sub categorias

Apocalipses:

Apocalipse di Abramo
Apocalipse de Adão
Apocalipse de Baruc
Apocalipse greca de Baruc
Apocalipse de Daniele
Apocalipse de Elia (copta)
Apocalipse de Elias (hebraico)
Apocalipse de Esdras ou 4 Esdras
Apocalipse de Sedrach
Apocalipse de Moisés
Apocalipse de Sofonias

Testamentos

Testamento de Abraão
Testamento de Adão
Testamento dos 12 patriarcas
Testamento de Isaac
Testamento de Jacó
Testamento de Jó
Testamento de Moisés ou Assunão de Moisés
Testamento de Salomão

Outros textos apócrifos do Antigo Testamento:
Ascenção de Isaías
4 Baruc o Omissões de Jeremias
Perguntas de Esdras
1 Enoch ou livro de Enoch Etíope
2 Enoch ou Enoch Eslavo
3 Enoch ou Apocalipse hebraica de Enoch
Livro dos Jubileus
Livro de Iannes e Iambres
Livro de José e Asseneth
Livro di Noé
5 Maccabeus
Odes de Salomão
Oráculos sibilinos
Oração de José
História de Achikar
História dos Recabitas
Vida de Adão e Eva
Visão de Esdras
Vidas dos profetas

Apócrifos presentes na LXX
Esdras grego
Odes
Oração de Manassés
Terceiro livro dos Macabeus
Quarto livro dos Macabeus
Salmo 151
Salmos 152-155
Salmos de Salomão

Textos considerados apócrifos pelos protestantes, mas presentes na bíblia católica (partes em complementos de textos)

Judite
Tobias
1Macabeus
2Macabeus
Sabedoria
Eclesiástico ou Sirácide
Baruc
Carta de Jeremias
Oração de Azarias (Daniel)
História de Susana (Daniel)
Bel e o Dragão
Versão grega de Ester

Apócrifos do Novo Testamento

Evangelhos apócrifos

Evangelhos da infância de Jesus
Proto-Evangelho de Tiago ou Evangelho da Infância de Tiago ou Evangelho de Tiago
Código Arundel 404
Evangelho da infância de Tomás ou Evangelho do Pseudo-Tomás
Evangelho dello pseudo-Matteo ou Evangelho dell’infanzia de Matteo
Evangelho árabe da infância
Evangelho armênio da infância
Livro sobre o nascimento de Maria
História de José o carpinteiro

Evangelhos Judeu-Cristãos
Evangelho dos Ebionitas
Evangelho dos Nazareus ou Evangelho dos Nazarenos
Evangelho dos hebreus

Evangelhos gnósticos
Apocrifo de João ou Livro de João Evangelista ou Revelação Segreta de João
Diálogo do Salvador
Livro segreto de Tiago ou Apócrifo de Tiago
Livro de Tomás
Pistis Sophia ou Livro do Salvador
Evangelho de Apel
Evangelho de Bardesane
Evangelho de Basilide
Evangelho copto dos Egípcios
Evangelho grego dos Egípcios
Evangelho de Eva
Evangelho segundo Filipe
Evangelho de Judas
Evangelho de Maria ou Evangelho de Maria Madalena
Evangelho de Matias ou Tradição de Matias
Evangelho da Perfeição
Evangelho dos 4 ramos celestes
Evangelho do Salvador ou Evangelho de Berlim
Sabedoria de Jesus Cristo ou Sofia de Jesus Cristo
Evangelho de Tomás ou Evangelho de Dídimo Thomás ou Quinto Evangelho
Evangelho da Verdade

Evangelhos da Paixão
Evangelho de Gamaliel
Evangelho de Nicodemos
Evangelho de Pedro
Declaração de José de Arimatéia

Outros evangelhos
Interrogatio Johannis ou Ceia segreta ou Livro de João Evangelista
Evangelho de Barnabás
Evangelho de Bartolomeu ou Questões de Bartolomeu
Evangelho de Tadeu

Fragmentos de evangelhos
Papiro de Ossirinco 840
Papiro de Ossirinco 1224
Evangelho Egerton
Papiro de Fayyum
Papiro de Berlim

Evangelhos perdidos, mas citados por outras fontes
Pregação de Pedro
Evangelho de André
Evangelho de Cerinto
Evangelho dos Doze
Evangelho de Mani
Evangelho de Marcião
Evangelho segreto de Marcos
Evangelho dos Setenta

Atos apócrifos
Atos de André
Atos de André e Matias
Capitolo 29 dos Atos dos Apóstolos
Atos de Barnabé
Atos de Bartolomeu ou Martírio de Bartolomeu
Atos de Santippe e Polissena
Atos de Felipe
Atos de João
Atos de Marcos
Atos de Mateus
Atos de Paulo
Atos de Paulo e Tecla
Atos de Pedro
Atto de Pedro
Atos de Pedro e André
Atos de Pedro e dos Doze
Atos de Pedro e Paulo
Atos de Pilatos
Atos de Simão e Judas
Atos de Tadeu
Atos de Timóteo
Atos de Tito
Atos de Tomás

Cartas apócrifas
Carta dos Apóstolos
Carta de Barnabé
Lettere de Inácio
Carta dos Coríntios a Paulo
Carta ai Laodicesi
Lettere de Paulo e Sêneca
Terza Carta de Paulo aos Coríntios
Carta de Pedro a Felipe
Carta de Pedro a Tiago Maior
Caras de Jesus Cristo e do rei Abgar de Edessa
Carta de Publio Lentulo

Apocalipses apócrifos
Primeira Apocalipse de Tiago
Segunda Apocalipse de Tiago
Apocalipse da Virgen (etíope)
Apocalipse da Virgen (grego)
Apocalipse de Pedro (grego)
Apocalipse de Pedro (copto)
Apocalipse de Paulo (grego)
Apocalipse de Paulo (copto)
Apocalipse de Estêvão
Apocalipse de Tomás

Ciclo de Pilatos
Sentença de Pilatos
Anáfora de Pilatos
Paradosis de Pilatos
Cartas de Pilatos e Erodee
Cartas de Pilatos e Tiberio
Vingança do Salvador
Morte de Pilatos
Cura de Tibério

Outros apócrifos
Descina ao inferno (de Jesus)
Doutrina de Addai
Duas vias ou Juízo de Pedro
Doutrina de Paulo
Doutrina de Pedro
Martírio de André apóstolo
Martírio de Mateus
Risurreição de Jesus Cristo (de Bartolomeu)
Testamento de Jesus
Tradição de Matias
Dormição da Beata Maria Virgem ou Trânsito de Maria de João o Teólogo
Trânsito da Beata Maria Virgem de José de Arimatéia
Vida de João Batista de Seapião de Alexandria

Literatura sub-apostólica (Documentos Históricos)

Didachè
Primeira Carta de Clemente
Segonda Carta de Clemente
Carta de Inácio aos Efésios
Carta de Inácio aos Magnesios
Carta de Ignazio ai Tralianos
Carta de Inácio aos Romanos
Carta de Inácio aos Filadelfenses
Carta de Inácio aos Esmirnenses
Carta de Inácio a Policarpo
Primeira Carta de Policarpo aos Filipenses
Segunda Primeira Carta de Policarpo aos Filipenses
Martírio de são Policarpo
Papia de Gerapoli (fragmentos)
Carta de Barnabé
Homilia do pseudo-Clemente
Pastor de Hermas
Carta a Diogneto

Escritos de Qumran

  1. A Nova Jerusalém (5Q15)
  2. A Sedutora (4Q184)
  3. Antologia Messiânica (4Q175)
  4. Bênção de Jacó (4QPBl)
  5. Bênçãos (1QSb)
  6. Cânticos do Sábio (4Q510-4Q511)
  7. Cânticos para o Holocausto do Sábado (4Q400-4Q407/11Q5-11Q6)
  8. Comentários sobre a Lei (4Q159/4Q513-4Q514)
  9. Comentários sobre Habacuc (1QpHab)
  10. Comentários sobre Isaías (4Q161-4Q164)
  11. Comentários sobre Miquéias (1Q14)
  12. Comentários sobre Naum (4Q169)
  13. Comentários sobre Oséias (4Q166-4Q167)
  14. Comentários sobre Salmos (4Q171/4Q173)
  15. Consolações (4Q176)
  16. Eras da Criação (4Q180)
  17. Escritos do Pseudo-Daniel (4QpsDan/4Q246)
  18. Exortação para Busca da Sabedoria (4Q185)
  19. Gênesis Apócrifo (1QapGen)
  20. Hinos de Ação de Graças (1QH)
  21. Horóscopos (4Q186/4QMessAr)
  22. Maldições de Satanás e seus Partidários (4Q286-4Q287/4Q280-4Q282)
  23. Melquisedec, o Príncipe Celeste (11QMelq)
  24. O Triunfo da Retidão (1Q27)
  25. Oração Litúrgica (1Q34/1Q34bis)
  26. Orações Diárias (4Q503)
  27. Orações para as Festividades (4Q507-4Q509)
  28. Os Iníqüos e os Santos (4Q181)
  29. Os Últimos Dias (4Q174)
  30. Palavras das Luzes Celestes (4Q504)
  31. Palavras de Moisés (1Q22)
  32. Pergaminho de Cobre (3Q15)
  33. Pergaminho do Templo (11QT)
  34. Prece de Nabonidus (4QprNab)
  35. Preceito da Guerra (1QM/4QM)
  36. Preceito de Damasco (CD)
  37. Preceito do Messianismo (1QSa)
  38. Regra da Comunidade (1QS)
  39. Rito de Purificação (4Q512)
  40. Salmos Apócrifos (11QPsa)
  41. Samuel Apócrifo (4Q160)
  42. Testamento de Amran (4QAm)

Outros escritos

  1. História do Sábio Ahicar
  2. Livro do Pseudo-Filon

 

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Papiro 46 : 2Cor 11,33-12, 1-9

33 Mas, por uma janela, me desceram num cesto, muralha abaixo. E, assim, escapei das suas mãos.
Experiências místicas
12  1 Será preciso gloriar-se? Na verdade, não convém. No entanto, passarei a falar das visões e revelações do Senhor. 2 Conheço um homem, em Cristo, que, há quatorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu – se com o corpo ou sem o corpo, não sei, Deus sabe. 3 Sei que esse homem – se com o corpo ou sem o corpo, não sei, Deus sabe – 4 foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que homem nenhum é capaz de falar. 5 Quanto a esse homem, eu me gloriarei, mas, quanto a mim mesmo, não me gloriar. 6 No entanto, se eu quisesse gloriar-me, não seria louco, pois só estaria dizendo a verdade. Mas evito gloriar-me, para que ninguém faça de mim uma ideia superior àquilo que vê em mim ou ouve de mim.  7 E para que a grandeza das revelações não me enchesse de orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás, para me esbofetear, a fim de que eu não me torne orgulhoso. 8 A esse respeito, roguei três vezes ao Senhor que ficasse longe de mim. 9 Mas o Senhor disse-me: “Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente”. Por isso, de bom grado, me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim;

Fontes para se ler:

(Observação: Exceto o CIC – Catecismo da Igreja Católica e o seu Compêndio, todas as outras fontes são apenas para podermos ter uma ideia básica sobre o assunto, recomendo a leitura de diversas fontes incluindo alguns livros físicos)

Catálogo de livros bíblicos da Paulus Editora PDF (sugestões de livros)

4º Encontro (Catequese) – Bíblia

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -4/40)
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Sugestão de Folha de Encontro – Folha dupla para ser impressa frente e verso ou duas folhas em separado

Chegamos ao quarto encontro e a um assunto que vai permear boa parte da formação de cada catequizando: A Bíblia. A sugestão de uma folha dupla serve apenas para que possamos desde já oferecer uma introdução mais forte sobre o assunto e também um rápido guia de como ler cada livro com seus capítulos e versículos.

Neste encontro o importante é apresentar o livro e passar a noção de como manuseá-lo, para que nos próximos encontros seu uso fique mais familiar e prazeroso.

Na sugestão que sempre faço é que cada um traga a sua Bíblia, que a comunidade (Paróquia) na medida do possível doe um exemplar para quem não tenha (ou até para todos se for o caso). Uma dica se todos puderem (e é importante deixar claro para os que não podem que não é uma obrigação, e fazer isso de uma maneira que ninguém se sinta diminuído) é que cada um faça uma doação de um pequeno valor (vamos ver, hoje poderia ser R$ 10,00) para que a comunidade completasse o valor restante e comprasse para todos de uma vez só. Sairia mais barato já que comprar 20 ou 30 exemplares de uma vez pode se pedir um desconto e todos teriam a mesma Bíblia.

Particularmente eu sugiro a Bíblia Sagrada – Edição Pastoral c/ orações – média capa cristal (plástica) ou a Bíblia Sagrada – Tradução da CNBB – Cristal que são edições com uma tradução mais popular, mais baratas (no preço) e com uma capa protegida com um plástico cristal muito bonito. Também são edições mais fáceis de ler.

O assunto em questão é praticamente inesgotável, já que se trata da Palavra de Deus, salvo algumas adaptações ou até alterações que tenha sido vitima (e não podemos ser hipócritas em dizer que ninguém alterou nada ao longo desses séculos), o texto continua sendo o mais próximo que pudemos chegar das palavras do próprio Deus. Onde mais sabemos do que diz Jesus em sua passagem pela terra como cordeiro dos nossos pecados? Então o assunto Bíblia terá sua introdução aqui, mas continuará durante toda esta jornada de fé. Se não for o assunto principal será sempre o que permitirá que possamos confirmar o que falamos.

O nosso encontro:

No primeiro momento (como é sempre sugerido) iniciemos com a nossa oração inicial e o nosso canto. Hoje eu deixei como sugestão dois cantos e a liberdade para que a equipe de catequese escolha qual quer cantar primeiro. Seria muito interessante que os catequizandos escolhessem qual seria o canto inicial;

Dá-me a Palavra Certa – Pe. Zezinho

Nesse nome há poder – Pe. Marcelo Rossi

A oração que sugiro, já para começar a entrar no clima de Crisma é a Invocação ao Espírito Santo (ou Vinde Espírito Santo como é mais conhecida)

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Já no terceiro momento seria muito bom apresentar a Bíblia e fazer uma pequena introdução sobre o que seria, como é e porque é tão importante para a nossa fé.

No quarto momento já é a prática (folha 2 para ilustrar e ajudar). Mostrar como se manuseia a Bíblia. O que seria versículos, capítulos, Antigo e Novo Testamento. Tudo de uma maneira bem lúdica pedindo para que os catequizando façam o exercício de procurarem e eles mesmo lerem as citações propostas. É muito interessante que se escolha passagens conhecidas da Bíblia para que o exercício desta descoberta seja prazeroso acima de tudo.

Importante lembrar que é o primeiro contato deles com o livro (alguns não será) e por isso a melhor maneira de compartilhar esta maneira de ler a Bíblia é sempre de forma mais simples. lúdica e divertida.

No quinto momento é a mensagem de quanto a Bíblia é importante na nossa vida de fiéis comprometidos com Deus e seus planos para cada um de nós.

Depois vamos a nossa oração final, que pode ser novamente o Vinde Espírito Santo, só que desta vez no momento do “Oremos” se faz uma pausa e pede que cada um (inclusive catequistas) fale o nome da(s) pessoa(s) que estará orando naquele momento, depois continuemos a oração e nos comprometeremos a rezar durante a semana toda para aquelas pessoas que cada um falou.

Terminamos o encontro com o canto final.

Aprofundamento:

Para aprender a manusear a Bíblia, deve-se saber o que são capítulos e versículos. Os capítulos normalmente aparecem em números grandes. Os versículos são as divisões que encontramos dentro dos capítulos, normalmente os versículos aparecem em números pequenos, que estão obrigatoriamente no meio do texto bíblico, sua função é de auxiliar na localização das frases bíblicas.
A pontuação é a forma que encontramos para manusear a Bíblia com maior facilidade.
As citações bíblicas são apresentadas sempre da seguinte maneira: título do livro, seguido do capítulo e do versículo. Muito importante, porém, é saber distinguir o valor dos diversos sinais de pontuação.
 As principais pontuações bíblicas são as seguintes: 
 A vírgula (,) separa o capítulo do versículo.
O ponto (.) indica um salto entre os versículos. Deve-se ler somente o versículo anterior ao ponto e o versículo seguinte ao ponto.
O hífen (-) é o contrário do anterior: deve-se ler desde um versículo até outro, sem omitir os versículos intermediários.
O ponto e vírgula (;) separa citações dentro de um mesmo livro ou de um livro para outro.
Os parênteses (( )) cercam textos praticamente iguais à citação anterior, como acontece com frequência, por exemplo, com citações dos três primeiros Evangelhos.
Um esse (s) indica o versículo imediatamente seguinte ao número que o precede: portanto, o total de dois versículos.
Dois esses (ss) designam os dois versículos imediatamente ao número que o precede: portanto, o total de três versículos. Para mais de três, usa-se o hífen (-), que, aliás, pode ser usado mesmo nos dois casos anteriores (s, ss).
Quando não se indica o versículo, é sinal de que se trata do capítulo inteiro ou quase inteiro. Neste caso nunca se usa a vírgula (,) e os outros sinais continuam com o mesmo significado, porém, com relação a capítulos e não a versículos.
Citações extensas, que ultrapassam o capítulo, adotam o traço maior, isto é, o travessão (—).
Interessante perceber que na maioria das vezes que uma citação é feita por uma fonte evangélica, a vírgula (,) é substituída por dois pontos (:). Ex. Mt 1:4,12. E alguns livros tem outras abreviaturas.
Exemplos:
I Cor 4,6-13 significa: 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 4, versículos 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13.
Jr 32, 17-22.27ss significa: Livro do profeta Jeremias, capítulo 32, versículos 17, 18, 19, 20, 21, 22, 27, 28, 29 (não entram na citação os versículos 23, 24, 25, 26).
Pr 1,7 (9, 10; Sl 110,10; Eclo 1,16) significa: Livro dos Provérbios, capítulo 1, versículo 7. Ideia ou palavra que se lê também no mesmo livro, capítulo 9 versículo 10; também no Salmo 110 versículo 10 e no Eclesiástico, capítulo 1 versículo 16.
Is 40 — 55 significa: Isaías, capítulos 40 até 55, isto é, 16 capítulos inteiros.
Jo 11 significa: Evangelho Segundo São João, capítulo 11 inteiro.
At 5s ou At 5 — 6 significa: Atos dos apóstolos, capítulos 5 e 6.
Sl 95ss ou Sl 95 — 97 significa Salmos 95, 96, 97.
At 5,5 — 12, 22 significa: quase 8 capítulos do livro de Atos, desde o capítulo 5, versículo 5, até o fim do capítulo 12.
Rom 12,14.17.20s significa: somente os versículos 14, 17, 20 e 21 do capítulo 12 da Carta aos Romanos.
Índice e Abreviaturas dos Livros da Bíblia Católica

Antigo Testamento

Abreviatura 

Livro Bíblico

Quantidade de Capítulos

Gn Gênesis 50
Êx Êxodo 40
Lv Levítico 27
Nm Números 36
Dt Deuteronômio 34
Js Josué 24
Jz Juízes 21
Rt Rute 4
1 Sm 1º Samuel 31
2 Sm 2º Samuel 24
1Rs 1º Reis 22
2Rs 2º Reis 25
1Cr 1º Crônicas 29
2Cr 2º Crônicas 36
Esd Esdras 10
Ne Neemias 13
Tb Tobias 14
Jt Judite 16
Est Ester 10
1 Mc 1º Macabeus 16
2 Mc 2º Macabeus 15
42
Sl Salmos 150
Pr Provérbios 31
Ecl Eclesiastes (Coélet) 12
Ct Cântico dos Cânticos 8
Sb Sabedoria 19
Eclo Eclesiástico (Sirácida) 51
Is Isaías 66
Jr Jeremias 52
Lm Lamentações 5
Br Baruc 6
Ez Ezequiel 48
Dn Daniel 14
Os Oséias 14
Jl Joel 4
Am Amós 9
Ab Abdias
Jn Jonas 4
Mq Miquéias 7
Na Naum 3
Hab Habacuc 3
Sf Sofonias 3
Ag Ageu 2
Zc Zacarias 14
Ml Malaquias 3

Novo Testamento

Abreviatura

Livro Bíblico

Quantidade de Capítulos

Mt Mateus 28
Mc Marcos 16
Lc Lucas 24
Jo João 21
At Atos dos Apóstolos 28
Rm Romanos 16
1Cor 1ª Coríntios 16
2Cor 2ª Coríntios 13
Gl Gálatas 6
Ef Efésios 6
Fl Filipenses 4
Cl Colossenses 4
1Ts 1ª Tessalonicenses 5
2Ts 2ª Tessalonicenses 3
1Tm 1ª Timóteo 6
2Tm 2ª Timóteo 4
Tt Tito 3
Fm Filemom
Hb Hebreus 13
Tg Tiago 5
1Pd 1ª Pedro 5
2Pd 2ª Pedro 3
1Jo 1ª João 5
2Jo 2ª João
3Jo 3ª João
Jd Judas
Ap Apocalipse 22

Palavra Viva

“Todavia, a fé cristã não é uma “religião do Livro”. O Cristianismo é a religião da “Palavra” de Deus, “não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo”. Para que as Escrituras não permaneçam letra morta, é preciso que Cristo, Palavra eterna de Deus vivo, pelo Espírito Santo nos “abra o espírito à compreensão das Escrituras”.(CIC 108)

A nossa fé não pode ficar apenas presa no que diz a Bíblia literalmente, mas sim no que diz a Bíblia de forma que mude a nossa vida.

Existe até uma piada que diz:

“-Um homem tinha uma grande Bíblia e todos os dias ele abria o livro, lia algumas partes e fazia exatamente o que estava escrito (fosse bom ou não). Este homem tinha uma noiva e um dia ela caiu da janela de um prédio de 20 andares e morreu. O homem ficou inconsolável. Então ele subiu até o mesmo prédio em que sua noiva havia caído e pedindo orientação de Deus abriu a Bíblia e leu: Vai tu e faze o mesmo. -Ai ele pulou do prédio e morreu.”

Então do que adiantou a pessoa ler a Bíblia se ela nunca refletiu no que realmente a palavra falava. Não podemos ter este comportamento, podemos sim ler a Palavra de Deus e descobrir como é o amor de nosso Pai e como poderemos ser melhores.

 

Até nosso próximo encontro. Não esqueça de incentivar os catequisandos a trazerem a Bíblia.

 

3º Encontro (Catequese)

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -3/40)

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Sugestão de folha de encontro

 

Neste terceiro encontro o assunto proposto é a criação do mundo, incluindo Adão e Eva.

Ainda sugiro que seja feita uma nova apresentação, talvez a última , mas sempre ficando a critério da equipe de catequistas que deve avaliar ou não a necessidade.

Como dinâmica de apresentação proponho uma muito divertida e simples:

  1. Mantenha a roda já tradicional
  2. O primeiro da fila (pode ser o catequista) fala o seu nome
  3. O próximo fala o nome do primeiro e o seu
  4. O terceiro fala os nomes dos dois primeiros e o seu e assim vai
  5. O último tem que falar o nome de todos e o próprio

Com esta dinâmica, a maioria vai acabar decorando os nomes dos colegas, os catequistas também, além de ser divertido.

Sempre começamos com uma oração e depois a sugestão é de uma canção para começar bem. Deus é capaz é uma música que fala do amor de Deus e serve muito bem ao tema proposto.

Num terceiro momento faremos a dinâmica de apresentação e após esse momento vamos entrar no assunto da criação do mundo e Adão e Eva, Caim e Abel

É sempre bom reservar um tempo para os avisos da comunidade, convites para as missas já que a celebração deve fazer parte da formação na catequese. Uma sugestão é que seja pedido que todos tragam suas Bíblias (lembrando do que comentei em uma postagem anterior que seria interessante, na medida do possível, que a comunidade presenteasse os que não possuem, com um exemplar) nos próximos encontros. Talvez fosse interessante propor a criação de um grupo no Whatsapp ou uma página de Facebook, mas sempre a critério da equipe.

Depois vamos cantar A Ele A Glória uma música que fala de Deus como ele é, o principio e o fim

E no final rezemos um Pai-Nosso e uma Ave Maria

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Aprofundando-se no tema

Adão e Eva

Gn 1-2 Criação da Terra e do Homem e da Mulher

“O homem ocupa um lugar único na criação, ele é à imagem de Deus.” Em sua própria natureza une o mundo espiritual e o mundo material, é criado homem e mulher, Deus o estabeleceu em sua amizade. (CIC 355)

A criação sempre será  um mistério da fé que divide o mundo entre os que crêem  e os que não acreditam.

Como explicar os fósseis dos dinossauros  e as teorias científicas? Como explicar coisas que os céticos elaboram explicações que parecem fazer sentido?

A teoria do Big Bang que diz que o universo surgiu de uma explosão. A teoria da evolução de Darwin que traça toda uma linha do tempo de como é de onde vieram cada ser do planeta.

Pois bem, e que fique claro que essa é a minha opinião baseada em muitas leituras, conversas e reflexões.

Para Deus o que seriam 6 dias? Será que teriam 144 horas como os nossos hoje em dia?

Lembre-se que depois de toda a obra o próprio Deus descansou no sétimo  (Gn 2, 1-4), porque foi um trabalho  árduo. A própria essência de Deus foi doada e quando na leitura se fala que ele criou o céu e as estrelas, o firmamento significa que foi criado também o universo. E que tamanho tem isso?

admiravel_mundo_novo1 Por isso eu penso que estes 6 dias podem ser contados como milhões de anos. Deus é detalhista e faz tudo com esmero e cuidado. Então poderíamos colocar que foram 6 milhões  (ou bilhões de anos ), e para Deus o tempo nosso não tem sentido.

Se existiu uma grande explosão e o universo foi criado, quem detonou ou porque aconteceu esta explosão?  E mais, o que existia antes? O que seria o nada?

Nenhum cientista admite que esta explosão possa ter sido Deus criando o universo.

Darwin fala de uma evolução  e foi isso que aconteceu e acontece até hoje, com as espécies de animais evoluindo e cada dia surgindo novas espécies. O ser humano evolui também é se torna mais inteligente porém muitas vezes tem se esquecido de Deus.

Adão e Eva foram os primeiros seres a conhecerem Deus, a terem consciência da sua existência,  mas não radicalmente os primeiros ( Caim saiu do Jardim do Éden ao matar seu irmão e casou-se, Set que foi o terceiro filho de Adão e Eva também saiu e se casou).

Eles foram os primeiros seres humanos que conheceram quem era o seu criador, mas já tinha outras pessoas vivendo pelo mundo, ignorantes de Deus e alguns ainda bárbaros. Por isso o casal foi criado e colocado num lugar separado, o Jardim do Éden, onde poderiam conhecer a Deus cada dia mais, com liberdade para fazer quase tudo, e dentro do chamado Livre Arbítrio só tinham uma proibição que era comer do fruto da árvore que ficava no centro d
o jardim e acabaram tentados.

O fruto era uma maçã?  Ninguém sabe pois a Bíblia não diz qual era. A macieira é ummaca-peraa
árvore e o fruto muito bonito, que exala um cheiro bom e que não é preciso muito trabalho
para comer, por isso acabou sendo considerado o fruto proibido. Mas poderia ser uma goiaba, manga, abacate,
laranja, etc. ..

Pois bem, a nossa fé não pode negar a existência de , digamos, artefatos históricos como fósseis de dinossauros e até de humanos. Mas também é claro que a explicação dada por estudiosos esbarra também nas explicações dadas pela palavra de Deus.

Para nós o que importa é saber que Deus criou tudo, que 6 dias para Deus podem ser milhares de anos para nós.  Deus é imponente,  onipresente e eterno.

“Quando uma pessoa ama, o seu coração transborda. Ele deseja partilhar a alegria com os outros. Nisso ela parece-se com o seu Criador. Embora Deus seja um mistério, podemos pensá-l’O de um modo humano e dizer: Ele criou-nos a partir do “excesso “ do seu amor. Ele queria partilhar a Sua infinda alegria conosco, criaturas do Seu amor.” (YouCat – Em que Cremos 1,2)

Curiosidades

Gn 1, 26-27 Homem e Mulher

Gn 2,7  Sopro da vida

Gn 2,9 A árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal (eram duas árvores e a proibição era apenas para a segunda Gn 2,15-17, e justamente essa foi a que comeram )

Gn 2,21-24 Criação da mulher (criada da costela para não ficar acima do homem {se fosse criada da cabeça } e também não ficar abaixo  {se fosse criada dos pés do homem }. A mulher está no meio do homem, são semelhantes e nenhum dos dois deve ser superior ou inferior ao outro.

Gn 4,1 primeira citação e única citação do nome da mulher. Eva é traduzida do hebraico Hawwâ que vem da raiz que significa viver.

Gn 4, 25 primeira citação do nome Adão do hebraico Adam ou Adamah que significa homem, homem criado da terra vermelha

Gn 4,1 Caim

Gn 4,2 Abel

GN 4,25 Set

Gn 5,4-5 Filhos e filhas de Adão em 800 anos

Abel foi morto por Caim que saiu do Éden e foi para o Leste, região de Nod onde se casou e gerou um filho de nome Henoc.

Set também teve um filho de nome Enós

Noé é descendente direto de Set

Gn 5, 21-25 Da descendência de Set saiu um novo Genocídio e este foi arrebatado para o céu.

Não se fala da morte de Eva

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2º Encontro (Catequese)

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -2/40)

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Sugestão de modelo para folha de encontro

Chegamos ao nosso segundo encontro, e como foi visto logo no primeiro, no nosso cronograma sugerido, mais uma vez vamos nos apresentar. Você pode se perguntar o porque disso se repetir? Pois bem, nem todos os inscritos estão presentes no primeiro encontro e sempre aparecem mais pessoas interessadas em participar, é bom estabelecer um prazo de pelo menos 6 encontros para admitir novas inscrições, mas é bom avaliar também casos posteriores a esse prazo.

Então é muito interessante uma nova apresentação e assim quem já se conhecia do primeiro encontro fica conhecendo ainda mais e os novos vão se entrosar.

Dinâmica do Barbante  (tempo estimado 20 minutos)a089abb9496b82dbf78a756b5ad7944e

Material: apenas um rolo de barbante (de preferência grande, mas não enorme por causa
do peso)

  1. Todos ficam de pé (incluindo catequistas) e em roda
  2. O primeiro (pode ser um catequista) segura a ponta do barbante, fala o nome, a idade e onde mora.
  3. Depois, ainda segurando a ponta do barbante, joga o rolo (que vai se desenrolando) para a pessoa que estiver do outro lado, não importa a direção, mas não pode ser o do lado. Pode e deve-se cruzar a roda.
  4. Quem pegar (e é importante avisar para quem você for jogar) fala o nome, idade e onde mora. segura a sua ponta e joga novamente.
  5. No final todos devem estar segurando uma parte do barbante e com certeza vai ter um grande cruzamento de linhas de barbante pela sala e todos devem ter falado e se apresentado.

Reflexão sobre a dinâmica: 

A vida é feita de muitos caminhos, mas nem sempre os nossos caminhos se cruzam no dia a dia e muitas vezes nem durante a vida. Mas algumas vezes nós cruzamos sim com as pessoas desta sala, não reparamos, ou não demos atenção. De repente já falamos até um bom dia, ou perguntamos por uma informação, quem sabe estudamos juntos, pegamos os mesmo ônibus para o trabalho ou fomos no mesmo show, cinema, lanchonete. Mas neste emaranhado de caminhos que é a vida, como este emaranhado de fios de barbante, de uma coisa podemos ter certeza: Deus sempre acaba fazendo com que nossos caminhos se cruzem ao menos na fé. Aqui estamos nós, diferentes em quase tudo, mas iguais em pelo menos duas coisas: Somos filhos do mesmo Pai e temos a mesma fé.

Encontro:

Sugeri neste encontro que a oração inicial também fosse uma música Em nome do Pai . Assim já podemos aproveitar e ensinar como fazemos o sinal: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (que não é o Sinal da Cruz -“pelo sinal da santa Cruz…” tema para um próximo encontro). A música/oração deve ser cantada com o gesto e assim todos vão aprender a fazer este sinal tão tradicional na igreja.

Depois disso, sugiro que realizemos a nossa dinâmica (como descrevi acima) e assim teremos mais uma apresentação interativa.

alegria-trapa-aparado_206 Um terceiro momento é para falarmos sobre a catequese, porque cada um está nela. Seria uma boa pergunta para que todos (ou aqueles que se sentirem a vontade) responderem. É bom falar para o que a catequese se destina (conforme cada caso) praticamente para os 3 Sacramentos da Iniciação Cristã (já que alguns terão que receber o Batismo e outros também a Eucaristia), mas a preparação é a mesma por tratarmos de adultos na fé. Seria de bom tom repassar como esta programada a catequese, as datas aproximadas e voltar a cobrar os documentos necessários: comprovante de batismo (batistério) para os já batizados (frisar uma data e oferecer ajuda para os que não tem) Geralmente sabendo onde (nome da Igreja) e o local (bairro, cidade, estado) as secretarias paroquiais conseguem localizar o documento, mas isso demanda tempo, por isso a urgência em obter o comprovante. Também pedir uma comprovação da primeira Eucaristia (para quem já tiver feito).Mesmo caso do primeiro, sabendo onde (nome da Igreja) e o local (bairro, cidade, estado) as secretarias paroquiais conseguem localizar o documento. Fixar um prazo (neste caso é aconselhável um tempo maior, cerca de 20 encontros) e fazer a triagem de quem precisa destes documentos para poder cobrar depois somente os interessados. Atenção: Não deixe para a última hora esta cobrança.

Pode-se se aproveitar o momento para refletir sobre alguma mensagem, e assim exercitarmos um pouco a mente de cada um na questão da opinião. Existem diversas mensagens muito interessantes. Como sugestão eu deixo a A Bíblia e o Celular (este é o link) que pode ser interessante para mostrarmos como o mundo oferece alternativas e muitas delas acabam nos afastando de Deus. Pode-se perguntar se alguém tem algum aplicativo no celular com a Bíblia (quase certeza que poucos ou nenhum terá). Se for possível pode-se dar uma cópia do texto para cada um e todos lerem como jogral, ou ainda exibir o vídeo, mas todos devem (sem forçarmos a barra neste momento, aqueles que se sentirem a vontade) dar sua opinião.

Neste quinto momento sugeri que a música Um Novo Caminho do grupo Missão Mensagem Brasil, que é uma música alegre para se dançar e cantar e vai de encontro as reflexões feitas neste encontro.

No final fechamos sempre com uma oração, um Pai Nosso e uma Ave Maria.

 

No próximo encontro já começamos a trabalhar diretamente na palavra de Deus e na história da nossa fé.

Sempre é bom lembrar que tudo que está aqui serve de sugestão para os grupos de catequese e faz parte da formação de catequistas, mas nada impede que um catequizando ou qualquer pessoa possa estar lendo. Adoraria que cada um comentasse e assim eu possa e assim eu possa melhorar e atender algumas expectativas.

Fiquem com Deus.