Jesus: Discípulos, Apóstolos, Seguidores e Fãs

Série: Animo, uma nova Catequese (Jesus Cristo – Complemento 3)

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Baseado na pintura original de Michelangelo

Jesus era judeu, seu nome de batismo era Emanuel (que quer dizer “Deus conosco”) e aos 33 anos ele foi morto, sepultado, ressuscita e se eleva aos céus. Pouca coisa do que eu disse é novidade, e nem era para ser mesmo, mas está vida tem detalhes que parecem escapar aos olhos quanto mais o tempo vai passando. Vou tentar jogar um pouquinho mais de luz em alguns pontos, claro que nem tudo pode ser esclarecido por um leigo como eu, mas…

Judeu e bom judeu

Jesus nasceu em uma família judia. Maria era judia e segundo os livros apócrifos foi educada entre as virgens do templo (naquela época era uma espécie de Colégio Interno para as moças, mas não para todas, deveria se ter uma posição social, digamos assim, especial e ainda segundo os apócrifos, era o caso do pai de Maria, Joaquim e sua mãe Ana).  Maria só sairia do templo para se casar.

José era também judeu, de uma família que praticava a religião. Por isso atendeu a convocação dos sacerdotes e se apresentou no templo entre os solteiros (e aqui entra uma controvérsia sobre José ser muito mais velho e talvez viúvo ) para ser o consorte da jovem Maria e acabou sendo escolhido quando o seu galho de árvore dos que foram entregues a cada um, floresceu (Leia minha série de post De Nazaré).

Então Jesus, o filho de Deus nasce em uma família tradicionalmente judia, e porque?  Porque Deus já tinha uma aliança com o povo judeu, afinal eles eram os escolhidos como seu povo.

Este menino cresceu na religião judaica, foi apresentado no templo, foi circuncidado e educado nas leis daquela religião. Imagine que ele passou pela catequese, frequentou as celebrações e fez parte dos grupos da igreja (claro que os judeus são um pouco diferentes, mas é isso: Jesus  viveu sua fé ).

Ele era um bom judeu, que respeitava os preceitos e a tradição. Mas uma hora sua missão acabou entrando em rota de colisão com o radicalismo de alguns com o preceito. Por exemplo:

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A primeira seguidora

Maria, sua mãe foi sua primeira seguidora, se levarmos em conta que apenas ela sabia quem era na verdade seu filho, já que José morreu quando Jesus era ainda um adolescente. Foi justamente Maria quem deu o primeiro impulso para que ele começasse sua missão quando no casamento de parentes de Maria pediu que Jesus intercedesse pois o vinho acabará no episódio que ficou para a posteridade como As Bodas de Caná, na Galiléia.

Alguns estudiosos dizem que e existe a possibilidade de Simão e seu irmão Tiago estarem presentes neste a festa como convidados de Jesus.

Pregando

 Existe um X numa questão : Jesus começou a pregar quando?

Ainda menino.

Basta lembrar que em uma das peregrinações da família ao Templo de Salomão em Jerusalém, eles perceberam que o ainda menino Jesus não estava no meio da caravana e ao voltarem para procurar, encontraram a criança nos arredores do templo pregando para muitos ouvintes, entre eles vários sacerdotes que estavam impressionados com sua sabedoria.

Novamente recorrendo aos livros apócrifos, vamos nos deparar com vários relatos de pregações e prodígios feitos por Jesus ainda criança e adolescente.

Pensando friamente, deveria ser impossível para alguém como Jesus ficar totalmente quieto até por volta dos 25 a 30 anos.

Quando Jesus chegou na região de Jerusalém já existia um grande pregador e profeta (lembrando que o profeta é também aquele que denuncia as mazelas do povo) chamado João, o batista  (João Batista ) que tinha praticamente a mesma idade dele e na verdade seria um primo seu de segundo grau, pois ele era filho de Isabel e Zacarias primos de Maria.

Apesar da Bíblia não registrar oficialmente,  mas naquela época tinham outros profetas pregando por toda a Palestina e João Batista era um dos mais famosos porque batizada já informando que viria outro que não batizaria com água mas sim com no fogo. Foi nesta época que Jesus foi até as margens do Rio Jordão e foi batizado, mesmo ante a quase recusa de João que na hora reconhecera que aquele jovem seria na verdade o que ele anunciava a anos. Praticamente depois disso a missão de João Batista se encerrava (pouco depois ele fora capturado e decapitado por Herodes) e começava de forma mais efetiva a missão de Jesus.

Discípulos, Apóstolos e Seguidores

Na Primavera do ano 27 d.C. quando Jesus deu início mais declarado a sua pregação muitos pensaram que ele continuaria apenas a missão de João Batista. Só que não.

Primeiro que ele não era essênio  ( eles gostavam de viver no deserto, tipo ermitão ), não batizaria ninguém e entraria nas cidades. João pregava quando determinado número de pessoas se reunia ao seu redor, já Jesus ia ao encontro das pessoas e geralmente acabava reunindo multidões. Hoje em dia ele seria alvo de diversas reportagens pois começava a fazer sucesso, apesar de não estar em busca de fama.

Hoje já existe quase um consenso de que Jesus estava residindo em Cafarnaum, uma pequena cidade próxima ao Lago de Genesaré, provavelmente morava na casa de Simão Pedro, que residia vizinho a sinagoga construída por um prosélito romano. Era desta cidade que Jesus saía para pregar e foi lá que ele realizou uma das suas primeiras curas, onde libertou um possuído.

Praticamente todos os primeiros seguidores de Jesus eram jovens.

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Provavelmente a ordem que cada discípulo foi chamado foi esta:

  1. André Bar-Jonas (filho de Jonas apesar de algumas fontes darem conta de que seu pai se chamaria João)
  2. Pedro seu nome era na verdade Simão Bar-Jonas (filho de Jonas apesar de algumas fontes darem conta de que seu pai se chamaria João) ganhou o nome de Kefas (ou Cefas) que significa pedra ou rocha, no grego Petros (Pedro). Irmão de André Era pescador e o mais velho dos discípulos.  Também era o líder do grupo e acolhedor de Jesus na sua casa. Se tornou o fundador da Igreja Católica, sendo considerado o primeiro Papa (apesar de que na época não tinha esta distinção politica)
  3. Tiago filho de Zebedeu que era pescador e Salomé que também se juntaria aos seguidores de Jesus. Junto com seu irmão João alimentava o desejo de ocuparem os primeiros lugares junto ao trono celeste de Jesus. Ficou conhecido posteriormente como Tiago Maior.
  4. João irmão de Tiago. Era praticamente um adolescente e depois foi chamado do discípulo mais amado. Tanto ele como o irmão eram seguidores de João Batista. Como era muito enérgico e falava alto como seu irmão Tiago ganhariam o apelido de Boanerges (Filhos do Trovão) Lc 9,51-56
  5. Mateus foi chamado em Cafarnaum pois lá ficava uma espécie de alfândega, ele era um publicano (cobrador de impostos) e se chamava na verdade Levi. No evangelho de Marcos ele é chamado de filho de Alfeu, mas Lucas o chama apenas de Levi (cf. Mt 9,9 ;Mc 2,13-15; Lc 5,27-29)
  6. Felipe amigo de Bartolomeu, morava em Betsaida e falava fluentemente o grego
  7. Natanael Bar-Tolomeu (filho de Tolomeu) que ficou para nós como Bartolomeu. Era da cidade de Caná
  8. Tomé (em grego Dídimo que significa gêmeo ), algumas tradições dizem que o primeiro nome dele era Judas (aliás um nome popular como Jesus era na época). Era uma pessoa cética e prática, apesar de ter andado com Jesus só acreditava no que via ou tocava. Foi ele quem fez a declaração : Meu Senhor e meu Deus, logo após ter tocado as feridas de Jesus após a ressurreição
  9. Tiago filho de Alfeu era irmão de Judas Tadeu e ficou conhecido posteriormente como Tiago Menor
  10. Judas Tadeu também filho de Alfeu com seu irmão tinham um parentesco não especificado com Jesus
  11. Simão,  o Cananeu que era da Cananeia e fazia parte dos zelote (guerrilheiros que lutavam contra a dominação romana e eram como terroristas ), mas abandonou o grupo para seguir Jesus, andava armado com uma espada e cortou a orelha do soldado do templo chamado Malco no momento da prisão de Jesus no Getsêmani e foi repreendido pelo mestre: Aquele que vive pela espada, morrerá pela espada. (Mt 26,51-54; Lc 22, 49-51)
  12. Judas de Simão, da cidade de Kerioth, e o único que não era galileu, sua cidade ficava mais ao Sul do país. Era chamado de Judas Ish-Keriot (Judas Iscariotes ). Ficou responsável por controlar o dinheiro do grupo, e entrou para a história como o traidor do Mestre por 30 moedas. E cometeu suicídio. Também tinha sido zelote

Jesus tinha muitos seguidores e com o aumento considerável de pessoas que o seguiam ele decidiu escolher 12 para serem mais próximos e cumprirem algumas missões.  Cada um tinha funções dentro do grupo, e acabavam também servindo de seguranças e organizadores.

Mas mesmo com esta escolha, muitos seguidores ainda acompanhavam o Mestre, entre estes temos:

  1. Maria sua mãe
  2. Maria de Magdala ( Maria Madalena)
  3. Salomé
  4. Maria de Cleófas
  5. As irmãs Marta e Maria
  6. Nicodemos que era um Mestre da lei do Sinédrio
  7. Matias que após a ressurreição de Jesus fora escolhido como substituto de Judas Iscariotes (At 1, 21-26)

Existe uma confusão em relação aos evangelistas pois apenas 2 teriam sido discípulos diretos de Jesus: Mateus e João.

Já Lucas e Marcos seriam na verdade seguidores de Paulo e Pedro sucessivamente.

Algumas tradições dão conta de que foi na casa do ainda menino Marcos (João Marcos) que Jesus e seus discípulos celebraram a última ceia. Marcos teria sido o primeiro a transcrever os fatos da história de Jesus e foi copiado em muitas passagens por Lucas e Mateus.

Lucas escreveu também os Atos dos Apóstolos e acompanhou Paulo em muitas viagens.

João escreveu o único evangelho que não bebeu da fonte de Marcos, e também escreveu 3 epístolas e o Livro da Revelação (Apocalipse). É curioso que no Evangelho dele a cena da prisão de Jesus narra o ferimento do guarda do templo, mas diz que fora Pedro o desferidor do golpe (Jo 18,9-11)

Tiago Menor e seu irmão Judas Tadeu escreveram também cartas apostólicas.

Pedro escreveu 2 epístolas.

Alguns evangelhos apócrifos e outros textos também apócrifos são creditados a outros discípulos e seguidores de Jesus, mas como a maioria só possuem versões em grego estão fora da lista oficial da Bíblia. Até Maria e Maria Madalena tem livros supostamente escritos por elas

Vale ressaltar que a maioria dos discípulos de Jesus não era pobre, dispunham de certos recursos econômicos  e era capaz de prover também as necessidades dos mais carentes. Muitos eram pescadores e possuíam barcos e na época era uma profissão rentável.

As pessoas que Jesus chamou para si, no começo só entendiam parcialmente quem era o Mestre e a que ele se propunha. Mas ele educava os discípulos com paciência e se regozijava toda vez que eles compreendiam alguma coisa.

Curiosidades

Foram escolhidos 12 para se representar as 12 tribos de Israel que formaram o povo eleito de Deus desde Moisés

Dos discípulos 3 pares eram irmãos :

  • Pedro e André
  • Tiago e João
  • Tiago de Alfeu e Judas Tadeu

Podemos dividir os discípulos em 3 grupos:

  • Grupo de Pedro: Pedro, André, Tiago e João que eram os mais próximos
  • Grupo de Felipe : Felipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus
  • Grupo de Tiago de Alfeu: Tiago, Tadeu, Simão e Judas Iscariotes

Isso não quer dizer que eles brigavam mas sempre existem em um grupo pessoas que acabam se identificando mais com alguns do que com outros.

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Existem listas com os nomes dos apóstolos em:

Saulo era um perseguidor da Comunidade de Nazaré, nunca conheceu Jesus pessoalmente,  Mas o viu quando tentava capturar mais seguidores dele. A visão o derrubou do cavalo, o deixou cego, sendo cuidado por nazarenos (cristãos) até que se convertera e voltando a enxergar se tornou o responsável por levar as palavras de Jesus para outras comunidades além da Judéia, adotou seu nome romano: Paulo

Ficou mais conveniente fazer uma separação na nomenclatura entre discípulos apóstolos, apesar de que em muitas publicações esta distinção não existe, mas fica claro que apóstolos são aqueles que pregaram a palavra de Jesus mesmo sem tê-lo conhecido ou apenas por tê-lo visto por um tempo e discípulos ficaram aqueles que conviveram e foram escolhidos diretamente por Jesus.

Polêmica

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Maria Madalena aos pés da cruz

Dentro da Bíblia (cânon oficial) Maria Madalena aparece em várias passagens , mas em nenhum momento é colocada como uma das discípulas de Jesus. Porém é a ela que o mestre aparece primeiro após a ressurreição e ninguém explica como ela poderia ter a localização do esconderijo dos discípulos que estavam amedrontados após a morte de Jesus. Algumas correntes afirmam que ela era sim um dos discípulos. Mas oficialmente isso nunca chegou a ser dito. Uma explicação é o fato daquela sociedade ser extremamente machista e relegar a mulher um papel secundário.

Um fato que muitas vezes passa batido é que Maria Madalena não era a mulher adúltera (Jo 8) que os judeus queriam apedrejar e Jesus pediu que quem não tivesse pecado a primeira pedra. Isso é bem evidente, mas ainda é objeto de controvérsias.

A primeira citação de Maria Madalena como uma prostituta aconteceu em um sermão do papa Gregório, o grande, no ano 591 d.C. Provavelmente essa idéia é o resultado da confusão entre Lucas 7 e 8. Pois em (Lc 7) temos a presença de uma pecadora na casa de Simão, o leproso, quando do jantar que ele ofereceu a Jesus. E logo a seguir, no capítulo 8, Lucas registra o nome de Maria madalena, o que explica o motivo da confusão e o equívoco de alguns que chegam a pensar que aquela pecadora era Maria Madalena. Mas vale lembrar que não temos nenhuma base bíblica ou mesmo histórica para defender ou provar essa ideia. E por outro lado, aquela pecadora é simplesmente uma anônima e, portanto, nada tem a ver com Maria Madalena.

Talvez, esse equívoco deve-se ao fato dela, no passado, haver sido possuída por sete demônios, os quais foram expelidos por Jesus (Lc 8,2). Ora, a mulher adúltera foi assim denominada porque desonrou os votos do matrimônio; o que comprova, naturalmente, que ela tinha marido. Mas quanto a Maria Madalena, não há nenhuma passagem bíblica que, explícita ou implicitamente, possa comprovar que ela fosse casada. Portanto, fica dessa forma descartada a hipótese dela ser a mulher adúltera descrita por João, o evangelista.

Pelo fato da Bíblia estar cheia de homônimos, ou seja, de pessoas que, apesar de diferentes, possuem um mesmo nome, é muito natural que as vezes, por um pequeno descuido possamos fazer confusão entre os personagens bíblicos. Maria, como já vimos, há no novo testamento, seis mulheres com esse nome. Entre as quais, Maria de Betânia, a irmã de Lázaro e Maria Madalena, duas personagens totalmente distintas. Vejamos algumas diferenças entre ambas:

  • Maria Madalena: era de Magdala, na região da Galileia;
  • Maria, irmã de Lázaro, era de uma aldeia em Betânia, na região da Judéia;
  • Maria Madalena não é apresentada como tendo irmãos; Maria de Betânia tinha dois irmãos: Marta e Lázaro.
  • E para finalizar, diferente de Maria de Betânia, Maria Madalena ajudou a sustentar o ministério de Jesus, esteve ao pé da cruz no dia da crucificação do Mestre, esteve no sepulcro de Jesus no dia do sepultamento e no da ressurreição, e foi a primeira a ver Jesus ressuscitado e a tocar nele, e anunciar a sua ressurreição aos discípulos.

E definitivamente Maria Madalena não foi casada com Jesus Cristo

Se Jesus fosse casado não haveria nenhum problema ou motivo para que os discípulos ou os evangelistas omitissem esse fato. Não obstante, nenhum deles faz alusão a esse suposto casamento;

As mulheres tinham seus nomes geralmente ligados ao de um homem, marido ou parente. Maria Madalena é exceção à regra. Se ela fosse casada com Jesus, seu nome deveria vir ligado ao dele pelo menos uma vez, o que de fato não acontece. Pois ela, conforme os relatos dos evangelistas, é conhecida, apenas, pelo seu lugar de origem , a saber, Magdala. Daí chamar-se Maria Madalena, ou seja, de Magdala

 

Leia também:

  • Série De Nazaré parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5
  • Livro: Jesus, Mestre de Nazaré – Aleksandr Mien
  • Bíblia Sagrada – CNBB
  • Bíblia de Jerusalém
  • Bíblia Sagrada- Edição Pastoral – Paulus
  • Bíblia do Peregrino

 

9º Encontro (Catequese) – Sagrada Família

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 9/40)

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José tentava acomodar Maria, grávida da 41ª semana e entrando em trabalho de parto, num estábulo conseguido graças a generosidade de um dono de pousada que viu aquele homem e aquela mulher já desesperados procurando um lugar para ficar pois vieram de longe e tinham que se registrar segundo uma ordem do Império Romano.

Em meio aos animais, conta a lenda que José acomodou sua esposa e correu para buscar uma parteira e quando chegou a criança já acabara de nascer e era um menino saudável, lindo que seria batizado com o nome de Emanuel  (em hebraico: עמנואל , Deus conosco). Era o filho do casal que na realidade não era filho de José e sim do próprio Deus com uma virgem, que continuaria virgem até sua assunção ao céu.

Estes relatos são uma mistura do que está na Bíblia oficial, com Evangelhos Apócrifos e com a tradição antiga e com certeza é a história mais conhecida de todos os tempos, e será o tema do nosso 9º encontro.

Folha modelo base - Copy (3)

Sugestão de folha de encontro

Magnificat e Oração a saojosé

Folha de apoio para ser levada para casa

Neste nosso 9º encontro a sugestão é falarmos sobre a Sagrada família de uma forma lúdica e mais direta, contando que os encontros são sempre preparados antecipadamente a sugestão é usar parte do texto de Lucas para se fazer uma encenação da Anunciação, do aviso a José e da visita a Isabel

No primeiro momento vamos fazer a nossa oração inicial, sempre cumprimentando a todos com uma saudação alegre, porque é importante mostrar que fazer parte da igreja é algo feliz. A sugestão é que seja feito uma oração diferente neste dia e esta oração é a de São José

Oração a São José

“Ó glorioso São José, digno de ser amado, invocado e venerado com especialidade entre todos os santos, pelo primor de vossas virtudes, eminência de vossa glória e poder de vossa intercessão, perante a Santíssima Trindade, perante Jesus Vosso Filho adotivo, e perante Maria, Vossa Santíssima Esposa, minha Mãe terníssima, tomo-vos hoje por meu advogado junto de ambos, por meu protetor e pai, proponho firmemente nunca esquecer-me de Vós, honrar-Vos todos os dias que Deus me conceder e, fazer quanto em mim estiver para inspirar vossa devoção aos que estão sob o meu encargo. Dignai-vos vo-lo peço ó pai do meu coração, conceder-me a vossa especial proteção e admitir-me entre os vossos mais fervorosos servos. Em todas as minhas ações assisti-me, junto de Jesus e Maria favorecei-me, e na hora da morte não me falteis, por piedade. Amém”.

Glorioso São José, rogai por nós!

Depois sugiro o canto Simplesmente José que fala um pouco, de uma forma bonita, de como José deve ter encarado o ser pai do filho de Deus.

No terceiro momento vamos abordar o tema da Sagrada Família, usando uma pequena encenação sobre como Maria recebeu a visita do anjo, como foi visitar Isabel e como José reagiu até ser visitado pelo anjo. Importante depois disso refletirmos como deve ter sido difícil para Maria aceitar esta missão, pois naquele tempo (e até agora naquela região) uma mulher considerada adúltera era apedrejada.

Contar também como foi a viagem da família até Belém e como se deu o nascimento de Jesus. Lembrar que foi assim que surgiu o que hoje conhecemos como Natal.

Depois sugiro fazermos um jogral com o Canto de Maria, o Magnificat. Todos pegam a Bíblia e abrem em Lc e então cada pessoa lê uma frase da oração até terminar e depois pode-se tocar uma música de fundo e pedir que todos fechem os olhos e rezem apenas na mente pedindo que sejamos cada vez mais fiéis como é Maria e José, que acreditaram nas palavras do anjo de Deus e aceitaram uma missão que eles nem imaginavam como seria difícil. Começando por todas as dificuldades enfrentadas para que Jesus nascesse e depois eles tiveram que fugir e ficar escondidos numa terra estrangeira. Quem de nós acreditaríamos ou aceitaríamos mudar o rumo da nossa vida para atender o chamamento de Deus? Fazer esta reflexão após a oração e enquanto toca ao fundo esta música linda chamada Cântico de Maria – Mensagem Brasil 

MAGNIFICAT

A minh’alma engrandece o Senhor,
exulta meu espírito em  Deus, meu Salvador!
Porque olhou para a humildade de sua serva,
doravante as gerações hão de chamar-me de bendita!
O Poderoso fez em mim maravilhas,
 e Santo é seu nome!
Seu amor para sempre se estende,
sobre aqueles que O temem!
Manifesta o poder de seu braço,
dispersa os soberbos;
derruba os poderosos de seus tronos
e eleva os humildes;
sacia de bens os famintos,
 despede os ricos sem nada.
Acolhe Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
como havia prometido a nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos para sempre!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre
Amém!

Depois é hora do nosso canto final. Sugiro Maria de Nazaré do Padre Zezinho, uma música muito bela e também bem conhecida

Como oração final fica a sugestão de rezar apenas a Ave Maria

Aprofundamento para o Catequista

Encenação (Lc 1, 5-47.; Mt 1,18-25)

Personagens: Narrador, Zacarias, Isabel, Anjo, Maria e José

Seria interessante se os catequistas participassem e alguns catequisandos também, seria uma encenação simples que até pode ter o texto próximo, apenas para ser lúdico e mais divertido

Teatro (texto)

Narrador: Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor.Mas não tinham filho, porque Isabel era estéril e ambos de idade avançada.Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem da sua classe, coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume.Todo o povo estava de fora, à hora da oferenda do perfume. Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume. Vendo-o, Zacarias ficou perturbado, e o temor assaltou-o. Mas o anjo disse-lhe:

Anjo: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João. Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo; ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto. 

Narrador: Zacarias perguntou ao anjo:

Zacarias: Donde terei certeza disto? Pois sou velho e minha mulher é de idade avançada.

Narrador: O anjo respondeu-lhe:

Anjo:  Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta feliz nova.Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo.

Narrador: No entanto, o povo estava esperando Zacarias; e admirava-se de ele se demorar tanto tempo no santuário.Ao sair, não lhes podia falar, e compreenderam que tivera no santuário uma visão. Ele lhes explicava isto por acenos; e permaneceu mudo.Decorridos os dias do seu ministério, retirou-se para sua casa.Algum tempo depois Isabel, sua mulher, concebeu; e por cinco meses se ocultava, dizendo:

Isabel: Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens.

NarradorNo sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe:

Anjo: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.

NarradorPerturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.O anjo disse-lhe:

Anjo: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

NarradorMaria perguntou ao anjo:

Maria: Como se fará isso, pois não conheço homem?

NarradorRespondeu-lhe o anjo:

Anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível.

NarradorEntão disse Maria:

Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.

Narrador: E o anjo afastou-se dela. Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.E exclamou em alta voz:

Isabel: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! 

Narrador: E Maria disse:

Maria: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador

Narrador: Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse:

Anjo: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco.

Narrador: Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.

 

“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus conosco” (Mt 1,23).

Os evangelhos de Mateus e de Lucas contam como foi o nascimento de Jesus. As escrituras iniciam-se citando a genealogia dele, explicando que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, catorze gerações.

De acordo com as escrituras Maria, sua mãe, era noiva de José, e antes de se casarem ela foi concebida pelo Espírito Santo. E José, seu futuro marido, era um homem justo, e não queria difamá-la, pensou em deixá-la secretamente.

E na fase em que pensava nisso, apareceu um anjo do Senhor em sonho, e disse a ele para não temer receber a Maria como mulher, porque o que nela será gerado é do Espírito Santo. E dará a luz um filho que chamará Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

Consta que tudo isso aconteceu para que se cumprisse as escrituras, no que foi dito pelo profeta da parte do Senhor: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus conosco” (Mt 1,23). O ato de escolher o nome nos tempos bíblicos era importante porque expressa o caráter de quem recebia e a atividade que exercia.

E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor o ordenou, e recebeu Maria como sua mulher, e não teve relações com ela até que deu à luz seu filho, o primogênito, e colocou nele o nome Jesus. Há o relato de que, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, vieram uns magos do oriente a Jerusalém perguntando onde estaria aquele que é nascido rei dos judeus, porque viram a sua estrela no oriente, e vieram adorá-lo.

E o rei Herodes, ao saber disso ficou perturbado, e congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou a eles onde havia de nascer o Cristo. Como resposta, disseram que era em Belém de Judéia, porque assim teria dito um profeta. Então Herodes chamou secretamente os magos, perguntou para eles sobre o tempo em que a estrela apareceu. Os enviou a Belém, para perguntar pelo menino e, quando o encontrar, avisar ao rei.

E assim que ouviram o pedido do rei, partiram, e a estrela que tinham visto no oriente ia adiante deles, até que chegaram ao lugar onde estava o menino. E ao verem Jesus na manjedoura sentiram grande alegria. O menino Jesus estava com sua mãe Maria e eles se prostraram e o adoraram. Em seguida ofertaram a ele ouro, incenso e mirra.

Os magos foram avisados por divina revelação em sonhos, que não voltassem para junto de Herodes, e assim fizeram partindo por um outro caminho. E depois que eles foram embora, o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, e o orientou a pegar o menino e sua mãe, e fugir para o Egito, e lá permanecer até que o anjo aparecesse novamente, tudo isso porque o rei Herodes iria procurar o menino para o matar. O anjo apareceu a José novamente, somente após a morte desse rei que o perseguia.

Magnificat” é o título latino dado ao “Cântico de Maria”, o belo poema de Lucas 1, 46-56. Mas se engana quem pensa que Maria pronunciou tudo aquilo de improviso, dando uma de “repentista”.

O poema é uma coletânea de versos extraídos do Antigo Testamento, tendo como pano de fundo o chamado “Cântico de Ana” (cf. I Sm 2,1-10).

E, nesse sentido, é poema de mulheres pobres, não só por marcar o encontro de Maria e Isabel, mas por se constituir em memória de um grupo que por nós precisa ser conhecido mais profundamente.

Ao atribuir o poema a Santíssima Virgem Maria, a comunidade de Lucas quer, entre outras coisas, afirmar que a jovem mãe fazia parte dos pobres de Deus.

Desde a época da destruição do país pela Babilônia, que aconteceu por volta de 587 a.C., o povo israelita começa a esperar o restaurador do reino davídico, o Messias.

Com o passar do tempo, vão se constituindo grupos e partidos, cada um com sua teologia própria, cada um esperando um messias que viesse satisfazer seus interesses. Começam a se formular compreensões diferentes dessa figura.

Os fariseus, por exemplo, aguardavam a chegada de um messias que viesse restaurar o reino davídico a partir da exigência do cumprimento total da Lei de Moisés. Os zelotas, por sua vez, aguardavam um messias guerrilheiro que expulsasse a dominação romana por meio de uma revolução armada.

Apesar dos poucos registros históricos, sabemos da existência de um outro grupo que se reunia para louvar ao Deus dos pobres, na espera de um messias que viesse do meio dos pobres, tal como havia profetizado Zacarias: “Eis que o teu rei vem a ti; ele é justo e vitorioso, humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho da jumenta” (Zc 9,9). Trata-se dos ‘anawîm, os pobres de Deus.

Desse grupo faziam parte, provavelmente, Isabel e Zacarias, os pais de João Batista, justos diante de Deus (cf. Lc 1,5-6); o justo e piedoso Simeão, que aguardava a consolação de Israel (cf. Lc 2, 25); a profetiza Ana, com seus oitenta e quatro anos de sonho e esperança (cf. Lc 2, 36-38). E Maria, com seu noivo José, que também era justo, conforme Mateus 1,19.

O termo “justo” é um adjetivo frequentemente atribuído às pessoas participantes do grupo dos ‘anawîm. É notável a liderança das mulheres entre eles [‘anawîm]. Muito provavelmente em seus momentos de encontro, de oração, elas iam coletando frases do Antigo Testamento e compondo canções como o Magnificat.

Os capítulos iniciais do Evangelho de Lucas recolhem ainda o chamado “Cântico de Zacarias” (cf. Lc 1, 68-75), outro exemplo desses poemas. Nossa Senhora sabia de cor essas canções, elas eram a história do seu povo. Composição de mulheres que conhecem bem as Escrituras

Numa cultura na qual as mulheres não tinham acesso às letras, chama a atenção como, no Magnificat, se fazem presentes os textos bíblicos.

É evidente a força feminina na manutenção da história por meio da memória oral, visto que a escrita estava ligada a pequenos grupos, normalmente de homens detentores do poder. Assim percebemos como a Santíssima Virgem e as suas companheiras conheciam bem a história de seu povo e dela tiravam forças para lutar.

A principal fonte inspiradora do Magnificat é o “Cântico de Ana”, mulher estéril, por isso discriminada e humilhada. Na amargura, ela chora e derrama a sua alma diante de Deus (cf. 1 Sm 1,10.15). Mas sabe expressar a sua gratidão ao se tornar mãe de Samuel: “Eu o pedi ao Senhor” (1 Sm 1, 20).

Muito sabiamente, o redator de I Samuel a ela atribui o poema presente em 1 Sm 2,1-10. “O meu coração exulta em Deus, a minha força se exalta, o arco dos poderosos é quebrado, os fracos são cingidos de força” (idem 1.4-5).

Entretanto, esse cântico [Magnificat] percorre vários livros do Antigo Testamento.

Isaías havia dito: “Transbordo de alegria em Javé, a minha alma se alegra, porque ele me vestiu com vestes de salvação, cobriu-me com um manto de justiça” (Is 61,10). Habacuc 3,18 diz algo semelhante: “Eu me alegrarei em Javé, exultarei no Deus de minha salvação”. A figura do “servo sofredor” também é retomada, quando o poema diz que o Senhor “socorreu Israel seu servo” (cf. Lc 1,54).

Em Maria acontece algo extraordinário: toda a sua alma concebe o Verbo de Deus, porque ela foi imaculada e isenta de vícios, guardou a sua castidade com pudor inviolável. Assim, com Nossa Senhora, engrandece ao Senhor aquele que segue dignamente a Jesus Cristo.

A Virgem humilde de Nazaré se torna a Mãe de Deus; jamais a onipotência do Criador se manifestou de um modo tão pleno. E o coração castíssimo de Nossa Senhora manifesta de modo transbordante a sua gratidão e a sua alegria. E então, canta: “A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador”.

Padre Bantu Mendonça K. Sayla (texto no site Canção Nova )

Como e onde foi o nascimento de Jesus

Os evangelistas Mateus e Lucas informam-nos que Jesus nasceu em Belém. Mateus não especifica o lugar, mas Lucas ressalta que Maria, depois de dar à luz a seu filho, “envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2,7). O “presépio” indica que, no local onde nasceu Jesus, guardava-se o rebanho. Lucas indica também que o menino no presépio será o sinal para os pastores reconhecerem o Salvador (Lc 2,12.16). A palavra grega que o evangelista emprega para designar hospedaria é katályma. Este termo designa o cômodo espaçoso das casas, que servia de salão ou quarto de hóspedes. No Novo Testamento emprega-se outras duas vezes (Mc 14,14 e Lc 22,11), para indicar a sala onde Jesus celebrou a última ceia com seus discípulos. Possivelmente, o evangelista quis assinalar que o lugar não permitia preservar a intimidade do momento. Justino (Dialogo com Trifón 78) afirma que nasceu em uma cova. Orígenes (Contra Celso 1,51) e os evangelhos apócrifos dizem o mesmo (Protoevangelho de São Tiago 20; Evangelho árabe da infância 2; Pseudo-Mateus 13).

A tradição da Igreja atestou desde cedo o caráter sobrenatural do nascimento de Jesus. Santo Inácio de Antioquia, próximo ao ano 100, afirma o mesmo ao dizer que “ao príncipe deste mundo se ocultou a virgindade de Maria, seu parto, assim como a morte do Senhor. Três mistérios portentosos realizados no silêncio de Deus” (Ad Ephesios 19,1). Ao final do século II, Santo Irineu afirma que o parto foi sem dor (Demonstratio Evangélica 54) e Clemente de Alexandria, apoiado no relato de alguns apócrifos não-heréticos, afirma que o nascimento de Jesus foi virginal (Stromata 7,16). Um texto do séc. IV, atribuído a São Gregório Taumaturgo, diz claramente: “ao nascer, (Cristo) conservou o seio e a virgindade imaculados, para que a inaudita natureza desse parto fosse para nós o sinal de um grande mistério” (Pitra, “Analecta Sacra”, IV, 391). Os evangelhos apócrifos mais antigos, apesar de seu caráter extravagante, preservam tradições populares que coincidem com os testemunhos citados. As Odes de Salomão (Ode 19), a Ascensão de Isaías (cap. 14), o Protoevangelho de São Tiago (cap. 20-21) e o Pseudo-Mateus (cap. 13), tratam de como o nascimento de Jesus esteve revestido de um caráter milagroso.

Todas essas testemunhas refletem uma tradição de fé que foi sancionada pelo Magistério da Igreja, que, por sua vez, afirma que Maria foi Virgem antes do parto, no parto e depois do parto: “O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria (cf. DS 427), inclusive no parto do Filho de Deus feito homem (cf. DS 291; 294; 442; 503; 571;1880). Com efeito, o nascimento de Cristo ‘não diminuiu, mas consagrou a integridade virginal’ de sua mãe (LG 57). A Liturgia da Igreja celebra Maria como a ‘Aeiparthenos’, ‘sempre-virgem’ (cf. LG 52)” (Catecismo da igreja Católica, n. 499).

Abreviaturas: LG = CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM

Para catequese Infantil

O Nascimento de Jesus Cristo

Histórias do Novo Testamento

Roman reading decree

O imperador romano fez uma lei dizendo que todos deveriam pagar impostos. José e Maria moravam em Nazaré. Eles tinham que viajar 105 quilômetros até Belém para pagar seus impostos.

Joseph and Mary

Não era fácil para Maria viajar até Belém. Seu bebê logo nasceria.

Joseph and Mary travel

Quando José e Maria chegaram a Belém, todos os quartos estavam ocupados. Maria e José tiveram que ficar num estábulo. Estábulo é um lugar onde se guardam os animais.

baby Jesus is born

Foi lá que o bebê nasceu. Maria O envolveu em panos e O colocou numa manjedoura. José e Maria deram ao bebê o nome de Jesus.

Angel talks to shepards

Na noite em que Jesus nasceu, os pastores estavam cuidando das ovelhas nos campos perto de Belém. Um anjo apareceu aos pastores e eles ficaram amedrontados.

Angel talks to shepards

O anjo disse-lhes que não ficassem com medo. Ele tinha uma notícia maravilhosa: O Salvador, Jesus Cristo, nascera em Belém. Eles O encontrariam deitado numa manjedoura.

shepards see baby Jesus

Os pastores foram a Belém onde viram o menino Jesus.

shepards talk to others

Eles ficaram felizes em ver o Salvador e contaram a outras pessoas tudo o que tinham visto e ouvido.

Fontes de apoio:

 

Nota Oficial da CNBB sobre a Reforma da Previdência

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil publicou neste dia 23/03/2017 a posição oficial da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil em relação a Reforma da Previdência Social que será implementada no país.

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 – “REFORMA DA PREVIDÊNCIA”

“Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”
(Amós 5,7)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional.

O Art. 6º. da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio.

Abrangendo atualmente mais de 2/3 da população economicamente ativa, diante de um aumento da sua faixa etária e da diminuição do ingresso no mercado de trabalho, pode-se dizer que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, posteriormente adequado à Seguridade Social.

Os números do Governo Federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. Não é possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade.

O sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos-sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016 não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica.

Buscando diminuir gastos previdenciários, a PEC 287/2016 “soluciona o problema”, excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios. Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores…); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC 287/2016 escolhe o caminho da exclusão social.

A opção inclusiva que preserva direitos não é considerada na PEC. Faz-se necessário auditar a dívida pública, taxar rendimentos das instituições financeiras, rever a desoneração de exportação de commodities, identificar e cobrar os devedores da Previdência. Essas opções ajudariam a tornar realidade o Fundo de Reserva do Regime da Previdência Social – Emenda Constitucional 20/1998, que poderia provisionar recursos exclusivos para a Previdência.

O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. Quando isso acontece, quem perde sempre é a verdade. O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até à exaustão.

Às senhoras e aos senhores parlamentares, fazemos nossas as palavras do Papa Francisco: “A vossa difícil tarefa é contribuir a fim de que não faltem as subvenções indispensáveis para a subsistência dos trabalhadores desempregados e das suas famílias. Não falte entre as vossas prioridades uma atenção privilegiada para com o trabalho feminino, assim como a assistência à maternidade que sempre deve tutelar a vida que nasce e quem a serve quotidianamente. Tutelai as mulheres, o trabalho das mulheres! Nunca falte a garantia para a velhice, a enfermidade, os acidentes relacionados com o trabalho. Não falte o direito à aposentadoria, e sublinho: o direito — a aposentadoria é um direito! — porque disto é que se trata.”

Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados.

Na celebração do Ano Mariano Nacional, confiamos o povo brasileiro à intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Deus nos abençoe!

Brasília, 23 de março de 2017.cnbb_5

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Sacramentos e o jeitinho que atrapalha

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Nós brasileiros (nem todos é claro) temos uma filosofia que poderia até ser boa se constantemente não fosse utilizada para”burlar” alguma regra. É o chamado “jeitinho brasileiro”.
Pois bem, algo que me incomoda é quando esse  “jeitinho” é usado na igreja. Porque falo isso?
Porque muitas pessoas querem receber alguns sacramentos mas não querem passar por algumas etapas importantes.
Vou dar um exemplo clássico:
O casal quer casar na igreja, então eles marcam o casamento, preparam a festa e correm para a igreja para marcar o grande  dia. Ai eles descobrem que para se casar na Igreja Católica é necessário ter recebido os sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Eucaristia e Crisma ( nesta ordem), mas de repente apenas um dos noivos já recebeu todos os sacramentos e o outro não. Ao invés de procurarem entrar na catequese e receber os sacramentos, o casal tenta usar o jeitinho. Pressionando a secretaria, o padre … Tentando usar uma justificativa para não passarem pela catequese ou de algum curso preparatório.
Falam que não sabiam da regra (não sei como se são católicos), que já marcaram a festa, viagens, que os padrinhos já vão vir de longe, que alguém importante da família está morrendo e como último desejo quer ver o casamento, etc…
Ai vem o erro ds igreja (que na minha opinião só atrapalha) e alguns padres liberam o recebimento do Sacramento do Matrimônio.
Penso eu que se a pessoa é realmente católica ela deve respeitar e seguir a lei da igreja, afinal existe o Código de Direito Canônico para isso.
A maioria das pessoas acham que a Igreja Católica não tem regras, mas não é verdade.
Muitos estão procurando um suposto glamour na cerimônia na igreja e sequer entendem o porque de cada ato da celebração. Isso deveria ser entendido com a participação em uma formação na catequese.
Esse problema é o mesmo quando a pessoa quer o sacramento do Batismo e até do Sacramento da Confirmação (Crisma).
Eu tenho como convicção que ou a pessoa assume a igreja que diz participar ou não sejam abertas exceções.
Ou é católico ou não é.
Turistas da fé tem aos montes
Se a pessoa não se apropria da importância das regras da igreja, ela nunca vai entender que o sacramento é para sempre.

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É o que costumo chamar de Católico da Foto, aquele que está mais preocupado com as fotografias (ou o vídeo) das cerimônias do que com o verdadeiro sentido daquele momento em que se recebe um sacramento. Está pensando no churrasco ou almoço que preparou, na cerveja que vai tomar e nem sequer observa cada gesto do rito, cada fala, cada significado bonito de cada ato dentro da missa.
Está na hora (já passou da hora aliás) da Igreja adotar a postura de separar o joio do trigo. A pergunta tem que ser direta: Quer isso?
Então o caminho é esse.
Essas mesmas pessoas que querem sempre pular etapas para se favorecerem (na verdade estão apenas se enganando) na verdade não tem compromisso com a igreja e a qualquer momento já mudam de religião, e o engraçado é que uma vez em outra religião seguem a risca todas as normas da nova igreja e ainda saem dizendo que só naquele momento é que encontraram Jesus, quando na verdade Jesus sempre esteve ao seu lado, mas a pessoa se fazia de surda. Saem dizendo que a Igreja Católica é uma bagunça, que não tem lei. Justa mente porque alguém permitiu que essa pessoa burlasse uma regra apenas para não “magoar” este.
Mas todas as vezes que um padre ou alguém da igreja libera alguém para receber um sacramento pulando etapas o estrago é ainda maior pois assim todos vão achar que realmente a igreja é uma bagunça. Mas não é e não deveria ser.Conheço um monte de gente que recebeu os sacramentos na igreja, justamente pulando etapas importantes e pouco tempo depois já estava em outra igreja renegando aquilo que recebeu (sem compreender é claro) e se sujeitando a ser propagandista contra a igreja Católica, sem ao menos saber o que está dizendo.

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Então o que penso é que:

Se é para ser católico que seja de verdade. Siga as regras, os costumes e os dogmas. Se não é para ser assim pode levar sua “fé” de fachada para outro lugar.

Eu continuo rezando para que isso mude.

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8º Encontro (Catequese) – Profetas

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -8/40)

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Os lábios de Isaías tocados pelo fogo, por Benjamim West

Chegamos ao nosso oitavo encontro, ou melhor a sugestão de encontro desta série. É hora de falarmos dos profetas, e eles foram muitos na história da fé, e podem incluir desde Noé (que avisou e tentou salvar o povo), passando por Moisés (que libertou o povo do Egito), seguindo pelos chamados Profetas Maiores e os Profetas Menores e também Jesus (que para nós é o filho de Deus mas para outras religiões como o Judaísmo e Islamismo foi sim e apenas um dos maiores profetas que existiram). A sugestão (e vale salientar é apenas minha sugestão, mas como sempre fica a critério de cada equipe de catequese) é falar de dois dos maiores profetas da Bíblia: Isaías e Jeremias e fazermos assim um grande paralelo sobre a importância da sua pregação e a história do povo de Deus.

Faremos uma boa conversa e tomando como primícia o que diz o Catecismo Jovem da Igreja Católica YouCat: “Se houvessem dois deuses, um seria a fronteira do outro. Nenhum dos dois seria infinito: nenhum perfeito. Portanto, nenhum seria Deus. A experiência fundamental de Deus feita por Israel está assim expressa: Escuta, Israel! O Senhor nosso Deus é único! [Dt 6,4]. Os profetas exortavam continuamente a deixar os falsos deuses e a virar-se para o único Deus: Eu sou Deus e mais ninguém. [Is 45,22YouCat 30

 

Nosso encontro 

Como podemos melhorar nossa vivência de fé? Essa é uma pergunta que devemos nos fazer já a esta altura da caminhada. Por vezes os encontros podem parecer chatos e até cansativos, por isso devemos sempre tentar fazer algo diferente. Sugiro então que seja preparado um café da manhã (ou café da tarde se for o caso ou um lanche da noite também se for o caso). A idéia é descontrair um pouco, nada de exagerado, mas sim um café, leite, suco, pão, bolachas, margarina (ou manteiga), água, açúcar (levando em consideração que alguns gostam de café ou suco sem açúcar), presunto e queijo. Nada de refrigerante. Claro que tudo depende das possibilidades de cada comunidade, mas pode ter certeza que não é um gasto a toa e sim um investimento.

Nossa oração inicial será a Invocação ao Espírito Santo (Vinde Espírito Santo) e deve ser feita na mesa deste café. Depois da oração todos comem (cuidar dos que tem mais timidez) e neste momento de descontração é aconselhável que os catequistas se aproximem mais perguntem sobre como foi a semana e estreitem mais os laços, será importante para o futuro. Uma boa ideia é já começar a organizar o almoço (ou jantar) que deverá ser realizado com a presença das famílias num futuro próximo. Perguntar aos catequizandos o que eles acham da idéia e se eles acham que seus familiares viriam. Esta conversa deve ser feita ainda próximo a mesa. Reservar uns 20 minutos para esta parte. Acredite, é bom cuidar do tempo para não se perder o foco.

No segundo momento, vamos fazer o canto inicial (nada impede que ele possa ser feito ainda antes do café). Sugiro Me faz profeta da Comunidade Doce Mãe de Deus, que é uma música fácil e muito bonita além de ir ao encontro do tema.

No terceiro momento vamos desenvolver o tema. Falaremos um pouco sobre o que é ser profeta e quais são os profetas da Bíblia. Sugiro que falemos principalmente dos profetas Isaías e Jeremias, mas é claro que o a equipe de catequese tem a liberdade para falar de outros ou mais profetas e se for o caso falar apenas de uma forma geral. No aprofundamento do catequista falarei mais sobre o assunto.

Dinâmica: A Escolha

O objetivo desta dinâmica é ver as escolhas de cada um, mas não existe o certo ou errado, apenas o porquê cada um escolheu quem escolheu. O catequista deve perguntar o porque, mas não deve querer mudar a opinião de cada um. Deus deixa que cada pessoa faça suas escolhas. Seria interessante os catequistas se absterem de escolher e administrar se houverem discordâncias de outros catequizandos. Falar sobre o respeitar a escolha de cada um e também de como Deus nos dá o livre arbítrio para fazermos o que achamos melhor, mas que Ele sempre coloca na nossa vida pessoas para nos ajudar na escolha do caminho da paz e da fé.

Um guerra acabou de ser declarada e esta cidade será bombardeada dentro de 1 hora. Existe um abrigo subterrâneo, onde cabem apenas mais 6 pessoas além de você, entretanto, tem 12 que precisam e querem  entrar. Entre estas 12, quais são as seis pessoas que você escolheria e por quê?

PESSOAS INTERESSADAS EM IR PARA O ABRIGO

( ) Um violinista, com 40 anos, narcótico viciado.
( ) Um advogado, com 25 anos, HIV +.
( ) a mulher do advogado, com 24 anos, que acaba de sair do manicômio. Ambos preferem ficar juntos no abrigo, ou fora dele.
( ) Um sacerdote com 75 anos
( ) Uma prostituta, com 34 anos.
( ) Um ateu com 20 anos, autor de vários assassinatos.
( ) Uma universitária que fez voto de castidade
( ) Um físico, 28 anos, que só aceita entrar no abrigo se puder levar consigo uma arma.
( ) Um declamador fanático, com 21 anos.
( ) Uma menina de 12 anos, e baixo Q.I.
( ) Um homossexual, com 47 anos.
( ) Um excepcional, com 32 anos, que sofre de ataques epilépticos

 

Dinãmica A Escolha - Abrigo Subterrâneo

Depois das plenárias vamos ao nosso canto final, sugiro A Ele a Glória do grupo Mensagem Brasil, grande música de louvor e agradecimento e em seguida faremos a oração final.

Aprofundamento para o catequista:

No caminho de Israel e ao longo de toda a história do povo, Deus chamou, suscitou e às vezes até arrancou homens do meio do povo e os enviou, para que falassem em seu nome e anunciassem a sua mensagem. Os profetas são os verdadeiros porta-vozes de Deus. São homens que conheciam a situação do seu país e também o projeto de Deus. À luz da razão e da fé interpretam o momento presente com o olhar voltado para o futuro. Com o testemunho de sua própria vida, por suas palavras e com gestos e sinais despertam a consciência do povo e provocam a conversão do coração e a transformação social para que o povo de Deus persevere fiel no caminho. Os profetas são como que a ponte entre Deus e o povo, entre o céu e a terra. São os que sabem ler e interpretar os sinais dos tempos.

Os profetas defendem os direitos de Deus e dos homens e promovem a justiça aqui na terra. Por isso, o profetismo de Israel foi mais intenso e vigoroso na época dos reis, quando a concentração do poder e das riquezas destruía o projeto de Deus (talvez fosse necessário a volta dos profetas hoje em dia) e enchia de opressão e injustiça a Terra Prometida – a terra de Deus e do povo que verteria leite e mel. O profetismo em Israel  enfraqueceu muito na época da restauração, quando o país já vivia a condição de estrangeiro em sua própria terra, sob o domínio das potências estrangeiras. O movimento profético tem relação com os movimentos sociais, é o núcleo da Teologia de Israel: Reino de Israel Ungido = Rei-Servo.

Na nossa cultura bíblica os profetas normalmente são divididos em dois grupos: os profetas maiores e os menores.
Profetas maiores: Isaías, Jeremias, Ezequiel (aos quais é acrescentado Daniel, Baruc e as lamentações)
Profetas menores: Amós, Oséias, Miquéias, Naum, Sofonias, Habacuc, Abdias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Joel e Jonas.

Essa apresentação, embora clássica, apresenta alguns problemas. Primeiro de tudo se trata de profetas que têm um livro bíblico com o seu nome. Existem, contudo, outros profetas que não dão o nome a um livro específico, como Elias e Eliseu, cuja história aparece no livro dos reis. Em segundo lugar existe a tradição hebraica, que inclui entre os profetas também os livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis. Esses livros narram a história de Israel, mas provavelmente são considerados pelos judeus como proféticos por que a história precisa ser lida dentro de uma perspectiva profética. De fato, na concepção bíblica, o conceito de profeta não se limita aquelas pessoas que têm visões e prevêem o futuro, mas são mensageiros de Deus, pessoas escolhidas (é muito importante a vocação, o chamado) para conduzir o povo para a estrada do Senhor.

Isaías 

” Consolem, consolem o meu povo, diz o Deus de vocês. Falem ao coração de Jerusalém, gritem para ela que já se completou o tempo da sua escravidão, que seu crime já foi perdoado, que ela já recebeu da mão de Javé o castigo em dobro por todos os seus pecados.” (Is 40, 1-2)

A grande maioria dos estudiosos da Bíblia concluiu que o livro de Isaías na verdade foi escrito por 3 pessoas diferentes, provavelmente 3 discípulos do profeta Isaías original. Existem diferenças entre os textos que denunciaram esta possibilidade:

  1. Primeiro Isaías: Capítulos 1 a 39. Fala da atividade do profeta em Judá e Jerusalém, após a morte do rei Ozias (740 a.C.)
  2. Segundo Isaías: Capítulos 40 a 55. Fala da atividade do profeta que continuou o trabalho do primeiro, no período do exílio entre 586 a 538 a.C.
  3. Terceiro Isaías: Capítulos 56 a 66. Fala do período posterior ao exílio, tempo da restauração e reconstrução de Jerusalém.

O Livro de Isaías é um livro profético do Antigo Testamento, vem depois do livro de Cantares e antes do Livro de Jeremias. É uma peça central da literatura profética do Antigo Testamento, na Bíblia.Sua importância é refletida também no Novo Testamento, considerando-se que há mais de 400 referências diretas ao livro, feitas pelos evangelistas e apóstolos.

O forte caráter e ênfase messiânicos percebidos em toda a extensão do documento, muito provavelmente colaboraram para conceder ao livro tamanha proporção referencial entre os autores do Novo Testamento. Por causa disto também, Isaías recebeu o epíteto de “o quinto evangelista“.

Em seus dias, Isaías viveu e narrou a tensão política e militar que o território de Israel experimentava, com eventos decorrentes principalmente de um panorama marcado por intensas e contínuas atividades bélicas e expansionistas que estavam sendo realizadas pela monarquia egípcia, ao sul, e pelos caldeus, ao Leste.

O início do ministério profético de Isaías situa-se em 754 A.C., coincidindo com 2 datas históricas precisas: a morte do Rei Uzias de Judá, e a fundação de Roma.

Ler:

Duas passagens clássicas do livro de Isaías fazem alusão (quase 600 anos antes) da vinda de Jesus, seu nascimento por uma virgem e também sobre todo o martírio que ele iria passar. Claro que foi à partir desta profecia que o povo judeu ficou ( e ainda está) esperando um rei messiânico, mas a coincidência do relato deixa claro que este rei é Jesus Cristo

Is 7, 14-16 Fala sobre a concepção de um rei por uma virgem e de dois reis. Por uma comparação podemos associar esta profecia com a virgem Maria e com a situação da Palestina que tinha dois reis (na verdade o de Roma era um imperador) Cesar e Herodes.

Is 53, 1- 12 Fala sobre um homem que foi condenado e sofreu por causa do pecado dos outros. Muito interessante se for comparado com a história de Jesus. No versículo 7: “Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)” e no versículo 12: “…porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.” A comparação histórica pode ser feita de maneira bem satisfatória nestas passagens.

Jeremias

“Eu me dizia, não pensarei mais nele, não falarei mais no seu nome. Era como se houvesse no meu coração um fogo ardente…” (Jr 20,9)

Jeremias era pesquisador e historiador, além de profeta. Acredita-se que tenha sido ele o autor do livro que leva seu nome e possivelmente os dois livros de Reis (tenha escrito adicionando-lhe relativos dados por Natã e Gade ( I Crônicas 29:29) e outros escritores. É a história dos reis de Judá e Israel, desde Davi até Acabe e Jeosafá, num período de 118 a 125 anos), abrangendo a história de ambos os reinos (Judá e Israel) desde o ponto em que os livros de Samuel a deixaram (isto é, na última parte do reinado de Davi sobre todo o Israel), até o fim de ambos os reinos, e após, a queda de Jerusalém, teria escrito o Livro das Lamentações.

Os relatos biográficos em terceira pessoa que encontramos no Livro de Jeremias, que são atribuídos a Baruc, não se encontram em ordem cronológica, entretanto, por meio da seguinte sequência de trechos: 19:1-20:6; 26; 45; 28-29; 51:59-64; 34:8-22; 37-44, pode-se fazer uma leitura destes relatos na ordem cronológica

A atividade profética de Jeremias se iniciou entre os anos de 626 ou 627 a.C. (1:2; 25:3), quando ele ainda era jovem (1:6), razão pela qual teria demonstrado receio ao assumir tal tarefa, e prosseguiu até 586 AC, podendo ser dividida em quatro períodos:

  1. Primeiro período: durante o reinado de Josias (627 a 609 AC)

  2. Segundo período: durante o reinado de Joaquim (609 a 598 AC)

  3. Terceiro período: durante o reinado de Zedequias (597 a 586 AC)

  4. Quarto período: depois da queda de Jerusalém (a partir de 586 AC)

Segundo o apócrifo Vida dos Profetas, escrito por um judeu da Palestina no séc. I d.C. Jeremias foi apedrejado e morto por seus conterrâneos quando residia no Egito

Pode-se dizer que a missão de Jeremias fracassou em querer que seu povo retornasse à genuína aliança com Deus. Ele se tornou uma espécie de Moisés fracassado, que viu seu povo perder suas instituições e a própria terra. Se apresenta como um grande solitário (15:17), incompreendido e perseguido até pelos membros de sua família (12:6; 20:10; 16:5-9), nunca chegou a ser pai (16:1-4), foi arrastado contra a sua vontade para o Egito, nenhum vestígio restará de sua tumba.

No entanto, sua confiança no Deus que é sempre fiel lhe deu a capacidade de mostrar, ao povo e a nós, que esse mesmo Deus manterá seu relacionamento conosco, sem precisar de instituições mediadoras (31,31-34). Ao colocar em primeiro plano os valores espirituais, destacando o relacionamento íntimo que a alma deve ter com Deus, ele antecipou elementos da Nova Aliança; e sua vida de sofrimentos a serviço de Deus.

Leia mais:

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Sugestão de folha de encontro

A literatura profética pode ser dividida de várias maneiras. A mais tradicional e comum, entre os cristãos, é a divisão em profetas maiores e profetas menores. Não porque uns sejam mais importantes que outros, mas simplesmente pela extensão de seus escritos. Os profetas maiores são quatro: Isaías, Jeremias (que também escreveu Lamentações), Ezequiel, Daniel. Os menores são doze: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias,[18] cabendo observar que o Livro de Baruc, que é relacionado entre os livros proféticos na Septuaginta, nas Bíblia adotadas pela Igreja Católica e pelas Igrejas Ortodoxas, é Deuterocanônico, ou seja, não constam na Bíblia Hebraica e não são aceitos pelas Igrejas que adotam a Bíblia proposta por Lutero.

Por sua vez, a Bíblia Hebraica agrupa os livros de Isaías, Jeremias, Ezequiel e os dos doze profetas sob o título de “Profetas Posteriores” e os coloca após os “Profetas Anteriores”: (Josué, Juízes, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis), enquanto que a Septuaginta (tradução do Antigo Testamento para o Grego Koiné, cuja estrutura é utilizada por maior parte das Igrejas Cristãs) apresenta os livros proféticos depois dos Livros Históricos, destacando-se que a Bíblia Hebraica não inclui o Lamentações e Daniel entre os “Profetas Posteriores”, mas entre os “Escritos” (Kethuvim)

_518d960fc51bf5e8b8a1afcfd1cfbb1f257d14b7Uma boa opção de pesquisa é o Livro O caminho de Israel – Pe. Javier Saravia, s.j. – Paulinas editora que fala sobre a história de Israel de uma maneira simples e fácil de entender.

Fontes pesquisadas:

  • Bíblia da CNBB
  • Wikipedia
  • Bíblia.org
  • YouCat – Catecismo Jovem da Igreja Católica
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Compêndio do CIC

Bíblia – Sagrada Escritura (CIC 101 – 141)

Série : Animo, uma nova catequese (Bíblia– Complemento 2) Transcrição do Catecismo da Igreja Católica 

Os números contidos no inicio de cada citação são os números do próprio Catecismo e servem para se localizar as citações e fazer referências.

“Omnis Scriptura divina unus liber est, et hic unus liber est Christus, “quia omnis Scriptura divina de Christo loquitur, et omn is Scriptura divina in Christo impletur”     ( Toda a Escritura divina é um único livro, e este
livro único é Cristo, já que toda Escritura divina fala de Cristo, e toda Escritura divina se cumpre em Cristo.)img_solar_2005_claudiopastro_catalogo_004_g

ARTIGO 3 – A SAGRADA ESCRITURA
I. CRISTO – PALAVRA ÚNICA DA SAGRADA ESCRITURA
101 Na condescendência de sua bondade, Deus, para revelar-se aos homens, fala-lhes em palavras
humanas: Com efeito, as palavras de Deus, expressas por línguas humanas, fizeram-se semelhantes à
linguagem humana, tal como outrora o Verbo do Pai Eterno, havendo assumido a carne da fraqueza
humana, se fez semelhante aos homens”.
102 Por meio de todas as palavras da Sagrada Escritura, Deus pronuncia uma só Palavra, seu
Verbo único, no qual se expressa por inteiro:
“Lembrai-vos que é uma mesma a Palavra de Deus que está presente em todas as Escrituras, que é
um mesmo Verbo que ressoa na boca de todos os escritores sagrados; ele que, sendo no início Deus junto de
Deus, não tem necessidade de sílabas, por não estar submetido ao tempo.”
103 Por este motivo, a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, como venera também o Corpo do
Senhor. Ela não cessa de apresentar aos fiéis o Pão da vida tomado da Mesa da Palavra de Deus e do
Corpo de Cristo.
104 Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra incessantemente seu alimento e sua força[fca8] , pois
nela não acolhe somente uma palavra humana, mas o que ela é realmente: a Palavra de Deus “Com efeito,
nos Livros Sagrados o Pai que está nos céus vem carinhosamente ao encontro de seus filhos e com eles fala”.

II. INSPIRAÇÃO E VERDADE DA SAGRADA ESCRITURA
105 Deus é o autor da Sagrada Escritura. “As coisas divinamente reveladas, que se encerram por
escrito e se manifestam na Sagrada Escritura, foram consignadas sob inspiração do Espírito Santo”
“A santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, tem como sagrados e canônicos os livros completos
tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração do
Espírito Santo, eles têm Deus como autor e nesta sua qualidade foram confiados à própria Igreja.”
106 Deus inspirou os autores humanos dos livros sagrados.. “Na redação dos livros sagrados, Deus
escolheu homens, dos quais se serviu fazendo-os usar suas próprias faculdades e capacidades, a fim de que,
agindo ele próprio neles e por meio deles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo que ele
próprio queria.”
107 Os livros inspirados ensinam a verdade. “Portanto, já que tudo o que os autores inspirados (ou
hagiógrafos) afirmam deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, deve-se professar que os livros da
Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus em vista de nossa salvação quis
fosse consignada nas Sagradas Escrituras.”
108 Todavia, a fé cristã não é uma “religião do Livro”. O Cristianismo é a religião da “Palavra” de
Deus, “não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo”. Para que as Escrituras não
permaneçam letra morta, é preciso que Cristo, Palavra eterna de Deus vivo, pelo Espírito Santo nos “abra o
espírito à compreensão das Escrituras”.

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III. O ESPÍRITO SANTO, INTÉRPRETE DA ESCRITURA
109 Na Sagrada Escritura, Deus fala ao homem à maneira dos homens. Para bem interpretar a
Escritura é preciso, portanto, estar atento àquilo que os autores humanos quiseram realmente afirmar e
àquilo que Deus quis manifestar-nos pelas palavras deles.
110 Para descobrir a intenção dos autores sagrados, há que levar em conta as condições da época
e da cultura deles, os “gêneros literários” em uso naquele tempo, os modos, então correntes, de sentir, falar e
narrar. “Pois a verdade é apresentada e expressa de maneiras diferentes nos textos que são de vários
modos históricos ou proféticos ou poéticos, ou nos demais gêneros de expressão.”
111 Mas, já que a Sagrada Escritura é inspirada, há outro princípio da interpretação correta, não
menos importante que o anterior, e sem o qual a Escritura permaneceria letra morta: “A Sagrada Escritura
deve também ser lida e interpretada com a ajuda daquele mesmo Espírito em que foi escrita”. O Concílio
Vaticano II indica três critérios para uma interpretação da Escritura conforme o Espírito que a inspirou
112 1. Prestar muita atenção “ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira”. Pois, por mais diferentes
que sejam os livros que a compõem, a Escritura é una em razão da unidade do projeto de Deus, do qual
Cristo Jesus é o centro e o coração, aberto depois de sua Páscoa.
O coração de Cristo designa a Sagrada Escritura, que dá a conhecer o coração de Cristo. O coração
estava fechado antes da Paixão, pois a Escritura era obscura. Mas a Escritura foi aberta após a Paixão,
pois os que a partir daí têm a compreensão dela consideram e discernem de que maneira as profecias
devem ser interpretadas.
113 2. Ler a Escritura dentro “da Tradição viva da Igreja inteira”. Consoante um adágio dos Padres,
“Sacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiae quam in materialibus instrumentis scripta a sagrada
Escritura está escrita mais no coração da Igreja do que nos instrumentos materiais. Com efeito, a Igreja leva
em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus, e é o Espírito Santo que lhe dá a interpretação
espiritual da Escritura (“…segundo o sentido espiritual que o Espírito dá à Igreja.
114 3. Estar atento “a anagogia da fé ” Por “anagogia da fé” entendemos a coesão das verdades
da fé entre si e no projeto total da Revelação.

Os SENTIDOS DA ESCRITURA
115 Segundo uma antiga tradição, podemos distinguir dois sentidos da Escritura: o sentido literal e o
sentido espiritual, sendo este último subdividido em sentido alegórico, moral e analógico. A concordância
profunda entre os quatro sentidos garante toda a sua riqueza à leitura viva da Escritura na Igreja.
116 O sentido literal. É o sentido significado pelas palavras da Escritura e descoberto pela exegese
que segue as regras da correta interpretação. “Omnes sensus fundantur super litteralem – Todos os sentidos
(da Sagrada Escritura) devem estar fundados no literal”.
117 O sentido espiritual. Graças à unidade do projeto de Deus, não somente o texto da Escritura,
mas também as realidades e os acontecimentos de que ele fala, podem ser sinais.
1. O sentido alegórico. Podemos adquirir uma compreensão mais profunda dos acontecimentos
reconhecendo a significação deles em Cristo; assim, a travessia do Mar Vermelho é um sinal da vitória de
Cristo, e também do Batismo.
2. O sentido moral. Os acontecimentos relatados na Escritura devem conduzir-nos a um justo agir. Eles
foram escritos “para nossa instrução” (1Cor 10,11)
3. O sentido anagógico. Podemos ver realidades e acontecimentos em sua significação eterna,
conduzindo-nos (em grego: “anagogé”; pronuncie “anagogué”) à nossa Pátria. Assim, a Igreja na terra é sinal
da Jerusalém celeste.
118 Um dístico medieval resume a significação dos quatro sentidos:
Littera gesta docei, quid credas allegoria, moralis quid agas, quo tendas anagogia.
A letra ensina o que aconteceu; a alegoria, o que deves crer; a moral, o que deves fazer; a
anagogia, para onde deves caminhar.
119 “É dever dos exegetas esforçar-se, dentro dessas diretrizes, por entender e expor com maior
aprofundamento o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho como que preparatório,
amadureça o julgamento da Igreja. Pois todas estas coisas que concernem à maneira de interpretar a
Escritura estão sujeitas, em última instância, ao juízo da Igreja, que exerce o divino ministério e mandato do
guardar e interpretar a Palavra de Deus”
Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas.
Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja católica”

IV O CÂNON DAS ESCRITURAS
120 Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados lista
dos Livros Sagrados”. Esta lista completa é denominada “Cânon” das Escrituras. Ela comporta 46 (45, se
contarmos Jr e Lm juntos) escritos para o Antigo Testamento e 27 para o Novo Testamento.
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juizes, Rute, os dois livros de Samuel, os dois
livros dos Reis, os dois livros das Crônicas, Esdras e Neemias, Tobias, Judite, Ester, os dois livros dos
Macabeus, Jó, os Salmos, os Provérbios, o Eclesiastes (ou Coélet), o Cântico dos Cânticos, a Sabedoria, o
Eclesiástico (ou Sirácida), Isaías, Jeremias, as Lamentações, Baruc, Ezequie l, Daniel, Oséias, Joel, Amós,
Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, para o Antigo Testamento; os
Evangelhos de Mateus, de Marcos, de Lucas e de João, os Atos dos Apóstolos, as Epístolas de São Paulo aos
Romanos, a primeira e a segunda aos Corintios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, a
primeira e a segunda aos Tessalonicenses, a primeira e a segunda a Timóteo, a Tito, a Filêmon, a Epístola
aos Hebreus, a Epístola de Tiago, a primeira e a segunda de Pedro, as três Epístolas de João, a Epístola de
Judas e o Apocalipse, para o Novo Testamento.

livros da bíblia

 

O ANTIGO TESTAMENTO
121 Antigo Testamento é uma parte indispensável da Sagrada Escritura. Seus livros são divinamente
inspirados e conservam um valor permanente, pois a Antiga Aliança nunca foi revogada.
122 Com efeito, “a Economia do Antigo Testamento estava ordenada principalmente para preparar
a vinda de Cristo, redentor de todos”. “Embora contenham também coisas imperfeitas e transitórias”, os livros
do Antigo Testamento dão testemunho de toda a divina pedagogia do amor salvífico de Deus: “Neles
encontram-se sublimes ensinamentos acerca de Deus e uma salutar sabedoria concernente à vida do homem,
bem como admiráveis tesouros de preces; nestes livros, enfim está latente o mistério de nossa salvação”
123 Os cristãos veneram o Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus. A Igreja sempre
rechaçou vigorosamente a idéia de rejeitar o Antigo Testamento sob o pretexto de que o Novo o teria feito
caducar (marcionismo).

O NOVO TESTAMENTO
124 “A Palavra de Deus, que é força de Deus para a salvação de todo crente, é apresentada e
manifesta seu vigor de modo eminente nos escritos do Novo Testamento.” Estes escritos fornecem-nos a
verdade definitiva da Revelação divina. Seu objeto central é Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, seus
atos, ensinamentos, paixão e glorificação, assim como os inícios de sua Igreja sob a ação do Espírito Santo.
125 Os Evangelhos são o coração de todas as Escrituras, “uma vez que constituem o principal
testemunho da vida e da doutrina do Verbo encarnado, nosso Salvador”.
126 Na formação dos Evangelhos podemos distinguir três etapas:
1. A vida e o ensinamento de Jesus. A Igreja defende firmemente que os quatro Evangelhos, “cuja
historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os
homens, realmente fez e ensinou para a eterna salvação deles, até o dia em que foi elevado”.
2. A tradição oral. “O que o Senhor dissera e fizera, os apóstolos, após a ascensão do Senhor,
transmitiram aos ouvintes, com aquela compreensão mais plena de que gozavam, instruídos que foram pelos
gloriosos acontecimentos de Cristo e esclarecidos pela luz do Espírito de verdade.”
3. Os Evangelhos escritos. “Os autores sagrados escreveram os quatro Evangelhos, escolhendo certas
coisas das muitas transmitidas ou oralmente ou já por escrito, fazendo síntese de outras ou explanando-as
com vistas à situação das igrejas, conservando, enfim, a forma de pregação, sempre de maneira a transmitirnos,
a respeito de Jesus, coisas verdadeiras e sincera. ”
127 O Evangelho quadriforme ocupa a Igreja um lugar único, como atestam a veneração que lhe
tributa a liturgia e o atrativo incomparável que desde sempre tem exercido sobre os santos: Não existe
nenhuma doutrina que seja melhor, mais preciosa e mais esplêndida que o texto do Evangelho. Vede e
retende o que nosso Senhor e Mestre, Cristo, ensinou com suas palavras e realizou com seus atos. É acima de
tudo o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações; nele encontro tudo o que é necessário para
minha pobre alma. Descubro nele sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos.

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A UNIDADE ENTRE O ANTIGO E O NOVO TESTAMENTO
128 A Igreja, já nos tempos apostólicos, e depois constantemente em sua Tradição, iluminou a
unidade do plano divino nos dois Testamentos graças à tipologia. Esta discerne, nas obras de Deus contidas
na Antiga Aliança, prefigurações daquilo que Deus realizou na plenitude dos tempos, na pessoa de seu Filho
encarnado.
129 Por isso os cristãos lêem o Antigo Testamento à luz de Cristo morto e ressuscitado. Esta leitura
tipológica manifesta o conteúdo inesgotável do Antigo Testamento. Ela não deve levar a esquecer que este
conserva seu valor próprio de Revelação, que o próprio Nosso Senhor reafirmou. De resto também o Novo
Testamento exige ser lido à luz do Antigo. A catequese cristã primitiva recorre constantemente a ele.
Segundo um adágio antigo, o Novo Testamento está escondido no Antigo, ao passo que o Antigo é
desvendado no Novo “Novum in Vetere latet et in Novo Vetus patet”.
130 A tipologia exprime o dinamismo em direção ao cumprimento do plano divino, quando “Deus
será tudo em todos” (1 Cor 15,28), Também a vocação dos patriarcas e o Êxodo do Egito, por exemplo, não
perdem seu valor próprio no plano de Deus, pelo fato de serem ao mesmo tempo etapas intermediárias
deste plano.

V. A SAGRADA ESCRITURA NA VIDA DA IGREJA
131 “É tão grande o poder e a eficácia encerrados na Palavra de Deus, que ela constitui sustentáculo
e vigor para a Igreja, e, para seus filhos, firmeza da fé, alimento da alma, pura e perene fonte da vida
espiritual.” “É preciso que o acesso à Sagrada Escritura seja amplamente aberto aos fiéis.”
132 “Que o estudo das Sagradas Páginas seja, portanto, como que a alma da Sagrada Teologia.
Da mesma palavra da Sagrada Escritura também se nutre salutarmente e santamente floresce o ministério
da palavra, a saber, a pregação pastoral, a catequese e toda a instrução cristã, na qual deve ocupar lugar
de destaque a homilia litúrgica.”
133 A Igreja “exorta com veemência e de modo peculiar todos os fiéis cristãos… a que, pela
freqüente leitura das divinas Escrituras, aprendam ‘a eminente ciência de Jesus Cristo”(Fl 3,8). “Com efeito,
ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”.

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RESUMINDO
134 Omnis Scriptura divina unus liber est, et hic unus liber est Christus, “quia omnis Scriptura divina de
Christo loquitur, et omn is Scriptura divina in Christo impletur” – Toda a Escritura divina é um único livro, e este
livro único é Cristo, já que toda Escritura divina fala de Cristo, e toda Escritura divina se cumpre em Cristo.
135 “As Sagradas Escrituras contêm a Palavra de Deus e, por serem inspiradas, são
verdadeiramente Palavra de Deus. “
136 Deus e o autor da Sagrada Escritura inspirar seus autores humanos; age neles e por meio dele.
Fornece assim a garantia de que seus escritos ensinem sem erro a verdade salvífica.
137 A interpretação das Escrituras inspiradas deve antes de tudo estar atenta àquilo que Deus quer
revelar por intermédio dos autores sagrados para nossa salvação. O que vem do Espírito só é plenamente
entendido pela ação do Espírito.
138 A Igreja recebe e venera como inspirados os 46 livros do Antigo e os 27 livros do Novo
Testamento.
139 Os quatro Evangelhos ocupam um lugar central, já que Cristo Jesus é o centro deles.
140 A unidade dos dois Testamentos decorre da unidade do projeto de Deus e de sua Revelação. O
Antigo Testamento prepara o Novo, ao passo que este último cumpre o Antigo; os dois se iluminam
reciprocamente; os dois são verdadeira Palavra de Deus.
141 “A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras da mesma forma como o próprio Corpo do
Senhor”: ambos alimentam e dirigem toda a vida cristã. “Tua Palavra é a lâmpada para meus pés, e luz
para meu caminho” (Sl 119,105)(120).

 

9788515021529

Texto copilado na integra do Catecismo da Igreja Católica

 

Online: Vatican.va (Archive Cathechism) Oficial

7º Encontro (Catequese) – Reis de Israel

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -7/40)
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Sugestão de folha de encontro

Sétimo encontro. Estamos caminhando firmes nesta nossa vivência na catequese. Com estes quase dois meses de encontros já dá para se ter uma ideia dos que realmente trilharão o caminho e também de quais deveremos dar uma atenção especial. Como eu tinha sugerido logo nos primeiros encontros, é um bom momento para se ver como cada um está se sentindo participando dos encontros. Também seria legal (se foi este o caminho seguido) ver como está o grupo de Whatsapp, avaliar se vale a pena continuar e aceitar sugestões. Também é um ótimo momento para se verificar quem ainda não trouxe os documentos restantes para a catequese e já começar a preparar o terreno para aqueles que terão que ser batizados ainda. Cobrar o Certificado de Batismo para aqueles que já forem batizados e estão na preparação para a Primeira Comunhão e o Crisma. também cobrar o certificado de Primeira Eucaristia para os que só vão receber o Santo Crisma. É burocrático mas é necessário. aqueles que não possuírem os documentos devem ao menos ter a informação de onde (cidade e igreja) que receberam estes sacramentos para que a secretaria paroquial possa fazer uma busca. Sugiro uma antecipação para evitar dores de cabeça.

Nosso encontro:

Como sempre sugiro devemos começar nosso encontro com um bom dia (ou boa tarde ou boa noite conforme o horário dos encontros) e para isso sugiro hoje que todos troquem o abraço da Paz. Iniciar com uma oração (à escolha da equipe).

No segundo momento sempre acho interessante cantarmos (ou ao menos tentarmos) e aproveito para explicar o porque desta sugestão. Cantar durante o encontro serve para relaxar as pessoas, entrar no clima de oração e amizade e também para apresentar algumas opções de músicas que poderão serem utilizadas nas cerimônias que virão. Hoje sugiro Minha benção do Padre Marcelo Rossi como canto inicial

No terceiro momento vamos ao desenvolvimento do tema. Falaremos de uma maneira descontraída sobre 3 reis de Israel (os três mais importantes). Seria legal uma divisão de grupos onde cada grupo estude um dos 3: Saul, Davi e Salomão e depois seja feita uma apresentação sobre eles. É importante o uso da Bíblia para pequisa e que seja focado no que o rei fez de principal, qual sua marca. Os catequistas devem orientar este momento.

Dinâmica do Telefone sem fio

No quinto momento do encontro (o quarto será a apresentação do tema) sugiro uma dinâmica simples e divertida. Consiste em deixar todos sentados e o catequista fala uma frase no ouvido do primeiro e este fala para o seguinte e assim vai até chegar no último que deve falar em voz alta o que ouviu. Geralmente a frase nunca chega completa ao final e muitas vezes chega completamente mudada. Para ser mais divertido é legal que seja dita outra frase, desta vez para o que tinha ficado por último e este repasse para o próximo (fazendo o caminho inverso) e o ultimo (que foi o primeiro na primeira rodada) fala o que ouviu. O resultado será o mesmo. Detalhe: A frase só deve ser dita duas vezes no ouvido de cada pessoa.

A ideia é refletir em como muitas vezes compramos uma história sem saber se é realmente aquilo. Usar como exemplo os milhares de boatos que surgem nesta era digital e se espalham pelas tais redes sociais.

Sugiro que seja feita a oração antes do canto e o canto final (Raridade do Anderson Freire) seja usado também como parte da oração para que todos reflitam sobre como são importantes.

Davi-Golias-e-a-Teosofia-com-mold

Davi acerta Golias

Aprofundamento para o catequista

Na Bíblia, a figura do rei é um dos personagens protagonistas, sobretudo no Antigo Testamento. A Bíblia fala não só dos reis da terra prometida, mas de toda a região, começando por Melquisedeque, rei de Salém (a futura Jerusalém). Para lembrar de todos os reis fora de Israel, teríamos que fazer um estudo histórico muito amplo. Limito-mi a dar informações sobre os reis de Israel, usando as datas sugeridas pela Bíblia de Jerusalém.

Na história do povo de Deus, primeiro tivemos um período da monarquia unida: todo Israel governado por um único rei (sobre eles leia 1 e 2 Samuel):

1. Saul – 1030 – 1010 a.C.
2. Davi – 1010 – 970 a.C.
3. Salomão – 970 – 931 a.C.

O Reino do Norte termina em 722, com a conquista, por parte de Sargon, rei assírio, e a criação da Província Assírida de Samerina. Parte da população foi deportada e foram trazidos para a região estrangeiros, que contribuiram à criação de um sincretismo religioso (veja 2Reis 17).

O reino de Judá seguirá ainda existindo por cerca de 150 anos, mas também terminará com a conquista de Jerusalém por parte de Nabucodonosor (597). A cidade, 10 anos mais tarde (587) será destruída, junto com o Templo e o povo deportado na Babilônia.

Em 538 antes de Cristo, graças ao Edito de Ciro, rei persa que conquistara Babilônia, começa a restauração (de 538 até 333 – leia, a propósito, Esdras, Neemias, Ageu, Zacarias, Malaquias).

A partir de 333 começa a era helenística, que vai até o ano 63 antes de Cristo. Nesse período a Judeia fica sob o domínio dos Lágidas (até o ano 200) e depois sob o domínio dos Selêucidas (até o ano 142). É nesse período que acontece a revolta dos Macabeus, nascendo quase um período de governo próprio, com Matatias, Judas Macabeu, Jônatas, Simão, Hircano, Aristóbulo, Alexandre Janeu (veja os livros de Macabeus e Daniel).

Em 63 antes de Cristo Roma conquista Jerusalém, através de Pompeu. Os romanos são os que governam Israel durante o período em que viveu Cristo.

O povo recusou ouvir a voz de Samuel. Não, disseram eles; é preciso que tenhamos um rei! Queremos ser como todas as outras nações; o nosso rei nos julgará, marchará à nossa frente e será nosso chefe na guerra. Samuel ouviu todas as palavras do povo e referiu-as ao Senhor. 1 Sm 8,19-21

A experiência de organização popular de Israel apresentava muitas dificuldades. Além das dificuldades geográficas que punham resistência à união entre as duas tribos do sul e as dez do norte, contribuía para isso as divisões e os  desentendimentos internos, a corrupção dos juízes, a pressão dos pequenos reinos vizinhos e também as grandes potências que desejavam dominar esse corredor tão estratégico para o comércio e a guerra.

Diante desta realidade foi amadurecida a idéia de terem um rei e aceitaram prontamente o sistema de monarquia que, segundo o próprio termo diz, queriam estar submetidos ao poder de uma única pessoa: o rei. Tudo isso contrariava a experiência de assembléias e de poder democrático entre as famílias, clãs e tribos, até chegar a confederação de tribos.

Para aprofundar:

Reis de Israel (Unificado)

Datas de Albright Datas de Thiele Datas de Galil Nome comum/ Nome biblico Tradução alternativa Nome Hebraico Notas

Dinastia de Saul

1021–1000   1030–1010 Saul Saulo (שאול המלך) Sha’ul Suicidou-se
1000   1010–1008 Isboset Isbosete (איש בושת) Ish Boshet Reinou apenas sobre as tribos do norte.Assassinado

Dinastia de David

1000–962   1010–970 David Davi – filho de Jessé דוד בן-ישי מלך ישראל
Daud ben Yeshy
Expandiu o seu reinado.
962–922   970–931 Salomão  Salomão – filho de Davi שלמה בן-דוד מלך ישראל
Shelomoh ben Daud
Construiu o templo de Salomão.

Reis de Judá (Reino do Sul)

Datas de Albright Datas de Thiele Datas de Galil Nome comum/ Nome biblico Tradução alternativa Nome Hebraico Notas

Dinastia de Davi

922–915 931–913 Roboão Reoboão – filho de Salomão רחבעם בן-שלמה מלך יהודה
Rehav’am ben Shlomoh
915–913 913–911 913-910 Abias Abiam
Abião – filho de Reoboão
אבים בן-רחבעם מלך יהודה
’Aviyam ben Rehav’am
913–873 911–870 910-869 Asa  Asa – filho de Abias אסא בן-אבים מלך יהודה
’Asa ben ’Aviyam
No décimo quarto ano de seu reinado [897-896 a.C],[editar | editar código-fonte]

Judá foi atacado pelo o lado sul por um poderoso exército etíope.

e possível que Zera, líder etíope, tenha feito isso sobre pressão de Osorcom l.
873–849 872-848 Josafa, O ADMINISTRADOR PIEDOSO Josafá
Jeosafá – filho de Asa
יהושפט בן-אסא מלך יהודה
Yehoshafat ben ’Asa
849–842 848–841 851–843 Jorão Jeorão – filho de Josafá יהורם בן-יהושפט מלך יהודה
Yehoram ben Yehoshafat
Assassinado.
842–842 841–841 843–842 Ocozias Acazias – filho de Jeorão אחזיהו בן-יהורם מלך יהודה
’Ahazyahu ben Yehoram
Morto por Jeú, Rei de Israel
842–837 841–835 842–835 Atália עתליה בת-עמרי מלכת יהודה
‘Atalyah bat ‘Omri
Única mulher a reinar sem um rei | assassinada.
837–800 835–796 842–802 Joás Jeoás – filho de Acazias יהואש בן-אחזיהו מלך יהודה
Yehoash ben ’Ahazyahu
Assassinado
800–783 796–767 805–776 Amassias Amazias – filho de Jeoás אמציה בן-יהואש מלך יהודה
’Amatzyah ben Yehoash
Assassinado
783–742 767–740 788–736 Ozias Uzias
Azarias – filho de Amazias
עזיה בן-אמציה מלך יהודה
‘Uziyah ben ’Amatzyah
עזריה בן-אמציה מלך יהודה
‘Azaryah ben ’Amatzyah
742–735 740–732 758–742 Jotam Jotão – filho de Uzias יותם בן-עזיה מלך יהודה
Yotam ben ‘Uziyah
735–715 732–716 742–726 Acaz Acaz – filho Jotão אחז בן-יותם מלך יהודה
’Ahaz ben Yotam
715–687 716–687 726–697 Ezequias Ezequias – filho de Acaz חזקיה בן-אחז מלך יהודה
Hizqiyah ben ’Ahaz
687–642 687–643 697–642 Manassés Manassés – filho de Ezequias מנשה בן-חזקיה מלך יהודה
Menasheh ben Hizqiyah
642–640 643–641 642–640 Amon Amom – filho de Manassés אמון בן-מנשה מלך יהודה
’Amon ben Menasheh
Assassinado
640–609 641–609 640–609 Josias Josias – filho de Amon יאשיהו בן-אמון מלך יהודה
Yo’shiyahu ben ’Amon
Morreu em batalha
609 609 609 Joacaz Jeoacaz – filho de Josias יהואחז בן-יאשיהו מלך יהודה
Yeho’ahaz ben Yo’shiyahu
אחז בן-יאשיהו מלך יהודה
’Ahaz ben Yo’shiyahu
609–598 609–598 609–598 Joaquim Jeoaquim – filho de Josias יהויקים בן-יאשיהו מלך יהודה
Yehoyaqim ben Yo’shiyahu
598 598 598–597 Jeconias Jeoaquin – filho de Jeoaquim יהויכין בן-יהויקים מלך יהודה
Yehoyakhin ben Yehoyaqim
יכניהו בן-יהויקים מלך יהודה
Yekhonyahu ben Yehoyaqim
Deposto pelos Babilônios.
597–587 597–586 597–586 Sedecias Zedequias
Matanias – filho de Josias
צדקיהו בן-יהויכין מלך יהודה
Tzidqiyahu ben Yo’shiyahu
Último Rei de Judá. Deposto e levado para o exílio. Judá é anexado ao Império Babilônico. Jerusalém é incendiada.

Reis de Israel (Reino do Norte)

Datas de Albright Datas de Thiele Datas de Galil Nome comum/ Nome biblico Tradução alternativa Nome Hebraico Notas

Dinastia de Jeroboão

922–901 931–910 931–909 Jeroboão I Jeroboão I – filho de Nebate ירבעם בן-נבט מלך ישראל
Yerav’am ben Nevat
901–900 910–909 909–908 Nadab Nadabe – filho de Jeroboão נדב בן-ירבעם מלך ישראל
Nadav ben Yerav’am
Assassinado

Dinastia de Baasa

900–877 909–886 908–885 Baasa Baasa – filho de Aquias בעשא בן-אחיה מלך ישראל
Ba’asha ben Achiyah
877–876 886–885 885–884 Elá Elá – filho de Baasa אלה בן-בעשא מלך ישראל
’Elah ben Ba’asha
Assassinado

Dinastia de Zimri

876 885 884 Zimri Zinri ou Zamri זמרי מלך ישראל
Zimri
Suicidou-se

Dinastia de Omri

876–869 885–874 884–873 Omri Onri עמרי מלך ישראל
Omri
869–850 874–853 873–852 Acab Acabe – filho de Omri אחאב בן-עמרי מלך ישראל
Ah’av ben ’Omri
850–849 853–852 852–851 Ocozias Acazias – filho de Acabe אחזיהו בן-אחאב מלך ישראל
’Ahazyahu ben ‘Ah’av
849–842 852–841 851–842 Jorão Jeorão – filho de Acabe יורם בן-אחאב מלך ישראל
Yehoram ben ’Ah’av
Assassinado

Dinastia de Jeú

842–815 841–814 842–815 Jeú יהוא בן-נמשי מלך ישראל
Yehu ben Nimshi
815–801 814–798 819–804 Joacaz Jeoacaz – filho de Jeú יהואחז בן-יהוא מלך ישראל
Yeho’ahaz ben Yehu
801–786 798–782 805–790 Joás Jeoás – filho de Jeoacaz יואש בן-יואחז מלך ישראל
Yeho’ash ben Yeho’ahaz
786–746 782–753 790–750 Jeroboão II  Jeroboão II – filho de Jeoás ירבעם בן-יואש מלך ישראל
Yerav’am ben Yeho’ash
746 753 750–749  Zacarias Zacarias – filho de Jeroboão זכריה בן-ירבעם מלך ישראל
Zekharyah ben Yerav’am
Assassinado

Dinastia de Salum

745 752 749 Salum שלם בן-יבש מלך ישראל
Shallum ben Yavesh
Assassinado

Dinastia de Menaém

745–738 752–742 749–738 Menaém מנחם בן-גדי מלך ישראל
Menahem ben Gadi
738–737 742–740 738–736 Pecaías Faceias פקחיה בן-מנחם מלך ישראל
Pekahyah ben Menahem
Assassinado

Dinastia de Peca

737–732 740–732 736–732 Peca Faceia פקח בן-רמליהו מלך ישראל
Pekah ben Remalyahu
Assassinado

Dinastia de Oseias

732–722 732–722 732–722 Oseias הושע בן-אלה מלך ישראל
Hoshe’a ben ’Elah
Último rei de Israel Setentrional (Samaria). Deposto. Samaria é anexada ao Império Assírio