Os Sete Sacramentos, sinais do amor de Deus

Animo, uma nova Catequese (Encontro 21/40 – Jesus Cristo – Complemento 13)

Sacraments

 

Os sacramentos são sinais de Deus na vida do cristão

Sacramentos são canais da graça de Deus, pois nos trazem a salvação que Jesus conquistou para nós com os méritos de Sua Paixão, Morte na cruz e Ressurreição.

A Igreja é o grande sacramento da salvação que Jesus instituiu para ministrar (distribuir) os sete sacramentos. Ela é o Corpo de Cristo (1 Cor 12,28), a Arca de Noé que nos abriga do dilúvio do pecado.

Os sacramentos expressão sete eixos da vida do fiel cristão:

  1. Batismo: Celebra o nascimento, a entrada na comunidade da Igreja
  2. Eucaristia:Um ato de louvor e de agradecimento,comemoração, recordação eficaz do sacrifício da Nova Aliança feita em Jesus.
  3. Crisma: Celebra o ‘tornar-nos adultos’ e acentua a ação do Espírito Santo
  4. Penitência:  Possibilita a volta para a comunidade que prejudicamos quando cometemos pecados.
  5. Matrimônio: A ação salvadora de Cristo está presente quando duas pessoas se amam e querem unir-se pelo casamento.
  6. Ordem: Toda a Igreja é um povo sacerdotal. Graças ao Batismo os fiéis participam do sacerdócio de Cristo.
  7. Unção aos enfermos: A presença da comunidade na hora da enfermidade

O Batismo

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Foi Jesus quem mandou a Igreja batizar (Mt 28,18-20 ; Mc 16,15-17).

O batismo faz a pessoa participar da Morte e Ressurreição de Jesus (Rom 6,3ss). Aplica-se, naquele momento, o poder da morte de Jesus à criança. Ela morre misticamente para o pecado, para o mundo, satanás, e renasce para a vida em Deus (2 Cor 5,17). Jesus resgata a pessoa, no batismo, pelo Seu sangue e Sua morte (1 Pe 1,18-19).

O batismo faz do batizado um filho de Deus, membro de Jesus Cristo (Jo 15,5ss), herdeiro do céu. O batismo apaga o pecado original e os pessoais.

. Ninguém pode receber os outros sacramentos sem ser batizado;
. Ninguém pode ser batizado mais de uma vez;
. Em caso de morte, qualquer pessoa pode batizar.

Celebra o nascimento, a entrada na comunidade da Igreja, incorpora-nos a Jesus Cristo, faz-nos seus irmãos e filhos do pai, perdoa-nos os pecados e dá força para a luta contra o mal.

No Batismo a Igreja nos chama a seguir os passos de Jesus (como servos) dentro da comunidade, para que possamos lutar juntos contra o pecado.

Quando a criança nasce entra numa sociedade de homens, onde o pecado é como que ‘institucionalizado’. Um mundo de ódio, corrupção, guerras, concorrência, materialismo, consumo, injustiças. O mal a rodeia, quer influenciar e arrastar essa criança assim como a água violenta do rio arrasta suas vítimas. Este mal no mundo causado pelo pecado, se chama ‘pecado original’.

A criança ainda não tem condições de dizer: ‘Quero renunciar às forças do mal, quero seguir os passos de Cristo’. Seus pais e padrinhos dizem isto por ela e assim assumem a obrigação de ajudar a criança a vencer o mal e de mostrar-lhe o caminho do bem.

Eucaristia

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É o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus presente no pão, para ser nosso remédio contra o pecado e alimento para a alma.

Jesus disse: ””Isto é o meu corpo, o meu sangue”” (Lc 22,19ss ; Mt 26,17-28 ; Mc 14,12-24)

Falar da Missa é a celebração do mistério da redenção (salvação). A Missa atualiza, torna presente o mesmo sacrifício de Jesus no calvário, e o prolonga na história. Celebrar a Missa é participar de maneira incruenta (sem sangue nem dor) do mesmo sacrifício de Jesus. É a imolação do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Enfatizar a sua importância para a vida espiritual.

Um ato de louvor e de agradecimento ao Pai pelos benefícios recebidos em Cristo: comemoração, recordação eficaz do sacrifício da Nova Aliança.

É uma refeição viva de Cristo para a caminhada e para a celebração do encontro de irmãos sendo Sinal do Reino que deve ser anunciado e construído.

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O banquete eucarístico antecipa-nos a alegria do Reino, a união, a paz com Deus e com os irmãos, a fraternidade e a partilha. Ao dizer que é o Pão da Vida, Jesus nos comunica também que é necessário assimilarmos o Cristo em nossa vida, fazer nosso o seu programa de vida: doação aos irmãos, ou seja, morrermos com Cristo para podermos ressuscitar com ele.

Em um outro âmbito faz-se necessário destacarmos que ao celebrar a Última Ceia Jesus quis imprimir um sentido todo especial, uma vez que estava despedindo-se do mundo como homem encarnado, mas permaneceria com os discípulos na fé e no amor. Ele disse: ‘Fazei isto em memória de mim’.

Crisma ou confirmação

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É o sacramento que confirma e complementa o batismo, que traz o Espírito Santo à pessoa pela imposição das mãos do bispo, como faziam os apóstolos (At 8,14-17). A pessoa é renovada no Espírito Santo, para seguir Jesus e testemunhá-la com poder (At 1,8) e santificar se pelos seus frutos (Gl 5,22), dons infusos (sabedoria, ciência, entendimento, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus (Is 11)) e carismáticos (1 Cor 12,4ss).

O Sacramento da Crisma celebra o ‘tornar-nos adultos’ e acentua a ação do Espírito Santo em nós, porque só conseguiremos ser verdadeiros cristãos se a força do Espírito Santo estiver em nós.

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Tornando-nos mais adultos, tornando-nos também mais responsáveis. Assim acontece na família. Os filhos adultos contribuem para a vida familiar, harmoniosa. Como adultos podem assumir maiores compromissos. Assim é também na Igreja. Os membros adultos assumem compromisso para com a comunidade. As promessas do Batismo, compromissos assumidos pelos pais e padrinhos, são confirmadas por ocasião da Crisma e passam a ser compromissos do cristão já adulto.

O Dom do Espírito Santo não deve jamais ser estático, mas sim dinâmico. Assim, note-se bem o papel do crismado deve ser um membro da Igreja comprometido com a Comunidade, ser uma verdadeira testemunha de Cristo no meio onde vive: na família, no trabalho, no mundo, colocando-se assim a serviço do Reino.

Penitência ou confissão

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É o sacramento do perdão e da cura da ferida do pecado. Foi o primeiro sacramento que Jesus instituiu após a Sua Ressurreição, no mesmo dia. Veja (Jo 20,19-23) e acentue o versículo 23 (“Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.“). A necessidade de se confessar com o padre acontece quando há pecado grave. Fale sobre o pecado, algo que cometeu contra a lei de Deus (os 10 mandamentos etc…). Para haver pecado é preciso saber, querer e fazer o mal.

A confissão com o padre nos dá uma salutar humilhação e nos orienta na vida espiritual. Ele perdoa pela autoridade de Jesus, que pagou o preço do pecado com o Seu Sangue.

Para uma boa confissão, é preciso preparação: exame de consciência, arrependimento dos pecados, propósito de não pecar, confissão com o padre e cumprimento da penitência.

É necessário confessar-se com humildade e sinceridade (não esconder nada do confessor).

Sacramento que possibilita a volta para a comunidade que prejudicamos quando cometemos pecados.

Num primeiro momento assumimos perante nós mesmos que cometemos alguma(s) falta(s), reconhecemos que estamos arrependidos e dispostos a tentar não pecar mais.

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Sequencialmente, assumimos essa(s) falta(s) perante Deus, e com a confissão somos absolvidos de nossos pecados através das autoridades do clero. O jejum, a oração e a esmola, são formas usuais de penitência, mas que podem perder totalmente o sentido se não estiverem vinculadas à um ato de contrição (arrependimento) verdadeiro.

A penitência permite-nos reconciliar com Deus e com a Igreja, além de trazer-nos a paz e a serenidade do consciência e a consolação espiritual.

Matrimônio

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É o sacramento para que o casal tenha a graça de Deus para cuidar bem da sua vida conjugal e familiar. É a graça para o casal crescer mutuamente e criar os filhos na fé de Deus, vencendo todas as dificuldades. (Veja Mt 19,3ss ; Gn 1,28 ; Gn 2,24)

A ação salvadora de Cristo está presente em todos os momentos de vida: ao nascer e crescer, na doença e na morte. Está presente quando duas pessoas se amam e querem unir-se pelo casamento.

O amor que nasceu, cresceu e amadureceu é abençoado e confirmado pelo sacramento do Matrimônio. Duas pessoas se comprometem a se amarem mutuamente, em fidelidade para a vida.

Esse amor será fecundo e novos seres serão acrescentados à sociedade humana e à comunidade da Igreja.

Sendo o Matrimônio um ato que traz grandes conseqüências para a comunidade, é concluído publicamente, diante do sacerdote, das testemunhas e da assembléia dos fiéis.

São muitas as dificuldades que as famílias encontram hoje em dia, assim os casais precisam da graça do sacramento do matrimônio para resistir unidos. Sob este aspecto a comunidade cristã é um grande apoio na luta contra os problemas que surgem.

Ordem

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É o sacramento do sacerdote. Foi instituído por Jesus quando disse aos apóstolos: ““Fazei isto em minha memória”, na Santa Ceia”. A ordem faz do sacerdote um outro Jesus, na Terra, a continuar a Sua missão de salvação; por isso é ele quem ministra os sacramentos, com a autoridade da Igreja.

Toda a Igreja é um povo sacerdotal. Graças ao Batismo os fiéis participam do sacerdócio de Cristo. Esta participação se chama ‘sacerdócio de Cristo. Esta participação se chama ‘sacerdócio comum aos fiéis’.

Baseado nele e a seu serviço existe outra participação na missão de Cristo, a do ministério conferido pelo sacramento da Ordem, cuja tarefa é servir em nome e na pessoa de Cristo no meio da comunidade.

O sacerdócio ministerial difere essencialmente do sacerdócio comum dos fiéis porque confere um poder sagrado para o serviço dos fiéis. Os ministros ordenados exercem seu serviço junto ao povo de Deus através do ensinamento do culto divino e do governo pastoral.

Desde as origens, o ministério ordenado foi conferido e exercido em três graus: o dos Bispos, o dos presbíteros e o dos diáconos. A igreja só confere o sacramento da ordem a homens batizados, cujas aptidões para o exercício do ministério foram devidamente comprovadas. Cabe à autoridade da Igreja a responsabilidade e o direito de chamar alguém para receber as Sagradas Ordens.

Unção dos enfermos

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Sacramento para os enfermos graves. Ver mais profundamente Tg 5,13-16. A unção é para curar o enfermo, não para o matar. Prepara-o para a morte, se esta for a vontade de Deus. Perdoa todos os seus pecados, conforta-o espiritualmente.

A presença da comunidade na hora da doença, mais do que um rito é algo que demonstra a união comunitária que Jesus almejava e tanto pregou. Através da oração cheia de fé e confiança pede-se ao Pai pelo doente nesta hora tão difícil.

A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos:

· A união do doente com a paixão de Cristo, para seu bem e o bem de toda a Igreja;

· O reconforto, a paz e a coragem para suportar os sofrimentos da doença ou velhice;

· O perdão dos pecados, se o doente não puder obtê-lo elo sacramento da Penitência;

· O restabelecimento da saúde, se isso convier à salvação espiritual;
‘A preparação para a passagem à vida eterna’

Boa parte desta postagem foi extraída do blog da Canção Nova e parte do Catecismo

Leia mais:

Efeitos espirituais do sacramento da confissão
O sacramento do batismo
O sacramento da unção dos enfermos
Condições espirituais necessárias para receber a Eucaristia
Será que tenho vocação para o matrimônio?
O que é a crisma?
O sacramento da Ordem

21º Encontro (Catequese) – Batismo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 21/40)

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Sugestão de folha de encontro

Chegamos ao nosso 21º e não é por acaso que vamos falar sobre o sacramento do Batismo, já que no último encontro o assunto foi o pecado e justamente esse sacramento também é para tirar o pecado original. Mas o Batismo tem muitos significados importantes para a igreja e hoje vamos tentar descortinar tudo isso.

Como sugestão de inicio podemos cantar a música Deus Trino que é para se fazer o sinal da cruz. Como música inicial a sugestão é Fonte de água viva

No terceiro momento sugiro que falemos primeiro sobre o que são os Sacramentos e como eles fazem parte da vida do católico em todas as fases da sua vida. Depois poderemos entrar diretamente no tema do encontro que é o Batismo e de como ele é o primeiro dos sacramentos da Iniciação Cristã.

O batismo

Foi Jesus quem mandou a Igreja batizar (Mt 28,18-20 ; Mc 16,15-17).

O batismo faz a pessoa participar da Morte e Ressurreição de Jesus (Rm 6,3ss). Aplica-se, naquele momento, o poder da morte de Jesus à criança. Ela morre misticamente para o pecado, para o mundo, satanás, e renasce para a vida em Deus (2 Cor 5,17). Jesus resgata a pessoa, no batismo, pelo Seu sangue e Sua morte (cf. 1 Pe 1,18-19).

O batismo faz do batizado um filho de Deus, membro de Jesus Cristo , herdeiro do céu. O batismo apaga o pecado original e os pessoais.

. Ninguém pode receber os outros sacramentos sem ser batizado;
. Ninguém pode ser batizado mais de uma vez;
. Em caso de morte, qualquer pessoa pode batizar.

Jesus também foi batizado e mesmo sem precisar deixou este sinal para todos.

Seria muito importante neste dia que fosse feito o registro de quem será batizado já falando da data do batizado e dos cursos, assim como a confirmação de quem já foi. Já passou do momento de ter todos estes documentos prontos pois insisto: Não se deve deixar pra última hora para evitar problemas.

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Caso a Patoral do Batismo possa fazer uma participação seria muito interessante que eles falassem sobre o tema e essa ação já dispensaria a necessidade do curso, se fosse possível ter a participação dos pais e padrinhos dos catecúmenos da catequese como dia oficial de curso seria ainda melhor. Depende é claro de um acordo com a Pastoral do Batismo.  riqueza de uma ação destas é enorme pois mostra a integração da igreja, porém sempre existem dificuldades (até de ego para isso) mas vale tentar. Se for possível isso acontecer o curso seria realizado junto com o encontro e todos: catequizandos, pais, padrinhos e catequistas se beneficiariam. Sem se esquecer que para isso também é preciso que toda a documentação esteja pronta, incluindo a inscrição no curso de Batismo que caso seja possível pode ser feita no dia respeitando a organização da secretaria da igreja.

Depois sugiro a música como canto final Espírito de Amor – Juliana de Paula. Após podemos rezar o Pai Nosso e a Ave Maria

Aprofundamento para o catequista

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Sacramentos: Sinais do amor de Deus

Sacramentos são canais da graça de Deus, pois nos trazem a salvação que Jesus conquistou para nós com os méritos de Sua Paixão, Morte na cruz e Ressurreição.

A Igreja é o grande sacramento da salvação que Jesus instituiu para ministrar (distribuir) os sete sacramentos. Ela é o Corpo de Cristo (1 Cor 12,28), a Arca de Noé que nos abriga do dilúvio do pecado.

Os sete sacramentos foram todos instituídos por Jesus para salvar o homem. São eles o Batismo, Confissão(ou Penitência), Eucaristia,  Crisma (ou Confirmação), Matrimônio. Ordem e Unção dos Enfermos. Marcam as várias fases importantes de vida católico, sendo divididos em três categorias:

  • Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Confirmação) que “lançam os alicerces da vida cristã: os fiéis, renascidos pelo Batismo, são fortalecidos pela Confirmação e alimentados pela Eucaristia
  • Sacramentos da cura (Penitência e Unção dos Enfermos);
  • Sacramentos ao serviço da comunhão e da missão (Ordem e Matrimônio).

Estes sacramentos podem ser também agrupados em apenas duas categorias:

  • os que imprimem permanentemente caráter e deixam uma marca indelével em quem o recebe, e que, por isso, só podem ser ministrados uma vez a cada crente, sendo eles o batismo, o crisma, o matrimônio e a ordem;
  • os que podem ser ministrados reiteradamente.

Cada sacramento é um sinal eficaz (água no batismo, óleo no Crisma, etc…), que transmite a graça de Deus. Ele não depende do ministro (depende só de Cristo), mas os seus frutos dependem da disposição (preparação) com que a pessoa o recebe.

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Praticamente todas as religiões do mundo tem o seu ritual de introdução no seu meio. Sendo que a Igreja Católica Apostólica Romana segue o exemplo deixado por Jesus Cristo que foi batizado por João Batista as margens do Rio Jordão. Mesmo com o questionamento de João sobre quem deveria batizar quem, Jesus seguiu o que se tornaria uma tradição e purificou seu corpo pelo batismo. João que profetizava, mas virá aquele que batizará pelo fogo do Espírito Santo, este alguém era o próprio Cristo.

Então surgem muitas perguntas:

A pessoa não batizada deixa de ser cristã? Não, mas para ser membro efetivo da igreja de Cristo ela deve ser batizada.

Quem batiza em outra igreja está cometendo um pecado? Só existe um batismo, e quem muda de religião acaba renegando este batismo. Mas não serei eu a condenar ninguém, porém Jesus só se batizou uma vez e o que a nossa igreja pratica é seguir o exemplo dele.

Preciso de outro padrinho ou madrinha quando vou crismar? Não. Porém tradicionalmente as pessoas escolhem outros padrinhos, por uma série de fatores. O Crisma é na verdade a Confirmação do seu Batismo, então pela lógica o seu padrinho poderia ser o mesmo do batismo, mas como a maior parte das pessoas é batizada ainda criancinha, escolhe-se outros padrinhos. Não existe uma proibição quanto a isso.

Normalmente, o ministro do batismo é um padre. É ele quem recebeu de Deus o poder de trazer a fé ao coração da pessoa batizada, tornando-a filha de Deus. No entanto, pode acontecer que seja preciso batizar às pressas alguém. Se não houver um padre por perto, qualquer pessoa pode batizar, desde que queira fazer o que a Igreja Católica faz no batismo, que use água e diga as palavras da forma do batismo.

Além da pessoa que está sendo batizada, do ministro que batiza, há também, na cerimônia, os padrinhos que seguram a criança. Normalmente, escolhe-se para padrinhos um homem e uma mulher. Eles devem ser bons católicos, pois a função dos padrinhos é dar o exemplo, ajudar os afilhados a aprender o Catecismo, a rezar, a conhecer e amar a Deus. São os padrinhos que respondem, no nosso lugar, as perguntas que o ministro faz durante a cerimônia.

Primeiro unge o batizando com o óleo dos catecúmenos no peito, depois derrama-se a água benta sobre a cabeça do batizando com três aspersões para que ele seja Sacerdote, Profeta e Rei, e por último unge a cabeça do batizando com o Óleo Perfumado do Santo Crisma.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã

O batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No batismo, a Igreja reunida celebra a experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Por meio desse sacramento, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito, que abre o acesso aos demais sacramentos. Por meio dele, somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: “Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo (o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra)”.

Quando recebemos o sacramento do batismo, transformamo-nos de criaturas para filhos amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, “invenções” da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são, sem sombra de dúvidas, criados por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnadoimages (14).

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizou as pessoas para a vinda de Cristo (cf. Mc 1,2s). Ele sabia que o seu batismo era temporário, pois logo depois dele viria seu primo Jesus, que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças.

““Disse-lhes Pedro: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38-39). A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.”

Quando o batismo é válido?

O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero ou diácono) – ou em caso de necessidade qualquer pessoa batizada – derrame água sobre o batizando, enquanto diz: ““N…, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo””. Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma encenação.

Não só o batismo na Igreja Católica é válido, pois aqueles realizados em crianças ou adultos em algumas outras igrejas também o é. Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a Igreja Metodista.

O batismo, em outras Igrejas, é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a fórmula trinitária. Por razões teológicas, ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e o considera inválido quando realizado em certas expressões religiosas.

Jesus disse aos discípulos: ““Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês”” (cf. Mt 28,19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos.

Para ser salvo, é preciso ter fé em Jesus e segui-Lo, mas ninguém O segue sozinho. Pelo batismo, passamos a fazer parte da comunidade dos seguidores de Jesus, participantes da vida de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. O batismo é um dom de Deus para nós, dom que nos torna filhos amados, e não apenas simples criaturas. Ele nos mostra que fomos feitos para a comunhão com Aquele que é o Senhor de tudo e com os nossos irmãos, incluindo aquelas que acreditam em Jesus Cristo, mas não são católicos como nós.

São Paulo nos diz: “”Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferenças entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo”” (Gl 3,27-28)

Para que existe o batismo?

Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Ele. Foram, por isso, expulsos do Paraíso, passaram a sofrer e morreram. Deus os castigou e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas o Senhor prometeu a Adão e Eva que enviaria Seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados.

Não basta, entretanto, que Jesus tenha morrido na cruz. É preciso ainda que Sua morte seja aplicada sobre as almas, para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, tornem-se filhos d’Ele e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar Seu Sangue derramado na cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu esse sacramento.

Quando foi que Jesus instituiu o batismo?

Jesus o instituiu logo no início de Sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O batismo de João não era um sacramento. Apenas quando Jesus santificou as águas do Jordão com Sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir “”Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências”, e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba” (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o batismo.

Essa instituição é confirmada por Jesus quando Ele diz a Seus apóstolos: ““Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.” Leia, na Bíblia, o Evangelho de São Mateus 3,13.

Matéria e forma

Jesus instituiu, então, o batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: ““Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.” O rito do batismo consiste, assim, em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas, só isso não basta. É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no sacramento do batismo.

A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia. Quem já assistiu a um batismo sabe que o padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos (o santo crisma), entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.

Os efeitos do batismo

O batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da fé, da esperança e da caridade, assim como todas as demais virtudes que devemos procurar proteger no nosso coração. O batismo apaga o pecado original, apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados, ele imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso, tornando-os capazes de receber os outros sacramentos. Por isso tudo, vemos que ser batizado é absolutamente necessário para a salvação.

Formação Canção Nova 

Leia Também:

 

Pecado é dizer não a Deus

Animo, uma nova Catequese (Encontro 20/40 – Jesus Cristo – Complemento 12)

Já fiz algumas palestras, em retiros e na própria catequese abordando o tema do Pecado. Para isso fiz uma base de tópicos e à partir destes tópicos desenvolvo o tema. Aqui irei basear-me também nestes pontos e fazer um estudo sobre o Pecado, em várias de suas nuances.Vale ressaltar que toda esta palestra foi baseada apenas no Catecismo da Igreja Católica e na Bíblia S  agrada

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É importante logo de início lembrarmos que o tema do Pecado não é um tema antiquado e proibido de ser falado nas catequeses (principalmente de jovens e adultos), e sim um tema a ser esclarecido, pois estamos vivendo em uma sociedade dita moderna, que cada vez mais tem se distanciado do projeto de Deus em nome de uma suposta liberdade, que na verdade não existe já que o amor do Pai não é prisão e sim compromisso com o amor ao próximo. A sociedade hoje se isola e prefere os meios digitais para fazer tudo, nem mesmo o contato das missas alguns querem. Esta sociedade prega que a liberalidade do homem deve ser respeitada, onde cada um faz o que quer sem pensar nas consequências e assim vemos um mundo com um número cada vez maior de pessoas viciadas e de casos de extrema violência, e também de suicídios de jovens por desafios sem sentido, justamente porque não encontram um verdadeiro sentido na própria vida. Diante disso eu pergunto: Não existe pecado?

É necessário que se faça a pergunta:

O que é pecado para mim? Acredito nisso?

Só depois de se fazer esta pergunta é que poderemos partir para o assunto em si.

Pecar é negar-se ao amor de Deus

Se fosse para resumir numa frase simples o significado da palavra Pecado eu usaria uma frase que é também um capítulo do Livro do Catequista Fé, Vida e Comunidade: Pecado é dizer não a DeusEste “não” é puramente deixar de aceitar que Deus nos ama, que nos deixou seus mandamentos e que quer seu amor espalhado por cada um de nós no ato de amar a cada irmão e irmã, filhos de Deus.

Hoje muitas pessoas estão deixando de amar a Deus para servir a outros “deuses” como o dinheiro, as drogas, o sexo e até isolamento virtual. Tudo conspira para que as pessoas afastem-se de Deus. Até a confusão e propulsão de denominações religiosas que trabalham a seu favor e não a favor do plano de Jesus, confundindo as pessoas até que muitos se afastem da palavra de Deus e parem de acreditar no próprio Pai.

CIC 215 Pecado original

Todas as pessoas são feitas “à imagem e semelhança de Deus”(Gn 1,27). Porém a imagem e semelhança não significa igual, pois Deus é criador, onipotente e onipresente . Ele é “Aquele que é!”.

“Deus é grande demais para que possamos conhecer”(Jó 36,26) CIC 223

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O princípio do pecado e da queda do homem foi uma mentira do tentador, que o levou a duvidar da palavra de Deus, da sua benevolência e da sua fidelidade.” (CIC 215) O homem acabou querendo saber tudo o que só Deus sabe.

Isso fica exposto quando Eva tentada pela serpente (figura que representa o próprio Diabo tentando desviar o ser humano do caminho de Deus) come do fruto proibido e depois dá a Adão que come também e descobrem que cometeram um erro. Gn 3, 1-19

Assim, o Pai que deu tudo e pediu apenas uma prova de obediência, pedindo que de todo o jardim apenas o fruto do meio dele não fosse comido. Simples. É aqui que percebemos como é diferente o criador da criatura. O ser humano é falho e se deixou levar pelas palavras de Lúcifer na figura da serpente e a mulher come o fruto, oferece ao homem que também come e se descobrem nus, porque os olhos antes puros se abrem ante o Pecado cometido. Questionados por Deus, Adão culpa Eva e está culpa a serpente. Porém todos são culpados : a serpente por ter tentado a criação de Deus, a mulher por ter cedido a sedução da serpente e o homem por ter cedido ao pedido da mulher. É Deus acaba punindo a todos  (Gn 3), mesmo assim não condena a morte nenhum dos personagens. “Deus não fez a morte, nem tem prazer em destruir os viventes… Foi pela inveja do Diabo que a morte entrou no mundo.”(Sb 1,13;2,24)

Todos somos pecadores desde então, pois nascemos com o que ficou conhecido como Pecado Original, justamente o cometido por Adão e Eva, que fique bem claro que o pecado foi de ambos pois Eva foi tentada e cedeu e Adão sabendo da proibição de Deus também cedeu. Quando Adão e Eva cederam ao tentador, eles pecaram e transmitiram este pecado a toda a humanidade. Pois todos somos descendentes deles. ” Embora próprio de cada um, o pecado original não tem, em qualquer descendente de Adão, carácter de falta pessoal. É a privação da santidade e justiça originais, mas a natureza humana não se encontra totalmente corrompida: está ferida nas suas próprias forças naturais, sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (inclinação para o mal, que se chama concupiscência). O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e reorienta o homem para Deus, mas as consequências para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e convidam-no ao combate espiritual.”(CIC 405)

O homem tentado pelo Diabo deixou morrer em seu coração a confiança em seu criador e abusando de sua liberdade, desobedeceu as ordens de Deus. Todo pecado daí em diante será uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade. Resumindo CIC 396-412 

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O filho de Deus vem ao mundo para dar testemunho da verdade Jo 18,37.

O CIC 217 nos traz: “Deus é igualmente verdadeiro quando Se revela: todo o ensinamento que vem de Deus é «doutrina de verdade» (Ml 2, 6). Quando Ele enviar o seu Filho ao mundo, será «para dar testemunho da verdade» (Jo 18, 37): «Sabemos […] que veio o Filho de Deus e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro» (1 Jo 5, 20)”

CIC 396-412 

O homem tentado pelo diabo deixou morrer em seu coração a confiança em seu criador e abusando de sua liberdade desobedeceu as ordens de Deus.

Todo pecado daí em diante será uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade.

Jesus vem a terra. É o filho de Deus, ou o próprio Deus feito homem. Experimenta todas as mazelas de ser humano e tentado pelo Diabo no deserto durante quarenta dias resiste e expulsa o ser maligno. Justifica assim sua missão de redimir nosso pecados pois ao contrário do primeiro homem criado por Deus, ele não cede.

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Jesus não cede a tentação

CIC 398, 491-495

Rm 5,12.19

Podemos notar que o Batismo é também o sacramento para a remissão dos pecados. Por isso as crianças são batizadas, mesmo sem ter cometido pecado pessoal. Infelizmente é a natureza do nascimento quem já faz com que cada criança já venha à luz com o pecado original. O Catecismo fala disso no item 403, e torna a citar no 509. Escrever 1263-1264 inteiros importante

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CIC 403,509

CIC 404.510-512

Quando Adão e Eva cederam ao tentador, eles pecaram e transmitiram este pecado a toda a humanidade, pois todos somos descendentes deles. Esse é o cerne do chamado pecado original

CIC 405,1264 

Embora próprio de cada um, o pecado original não tem, em qualquer descendente de Adão, carácter de falta pessoal. É a privação da santidade e justiça originais, mas a natureza humana não se encontra totalmente corrompida: está ferida nas suas próprias forças naturais, sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (inclinação para o mal, que se chama concupiscência). O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e reorienta o homem para Deus, mas as consequências para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e convidam-no ao combate espiritual. No batizado permanecem, no entanto, certas consequências temporais do pecado, como os sofrimentos, a doença, a morte, ou as fragilidades inerentes à vida, como as fraquezas de carácter, etc., assim como uma inclinação para o pecado a que a Tradição chama concupiscência ou, metaforicamente, a «isca» ou «aguilhão» do pecado («fomes peccati»):«Deixada para os nossos combates, a concupiscência não pode fazer mal àqueles que, não consentindo nela, resistem corajosamente pela graça de Cristo. Bem pelo contrário, “aquele que tiver combatido segundo as regras será coroado” (2 Tm 2, 5)

A natureza do homem contém uma inclinação para o mal.

Mesmo após o pecado de Adão e Eva o seu criador continuou amando a sua criação e após a descendência deles nascer , seus filhos Caim e Abel foram os primeiros a nascer com o pecado original e está inclinação para o bem ou mal aparece em Caim que por inveja mata seu irmão Abel.

A prova que o pecado só traz o mal é que depois que Caim comete o assassinato ele virá um errante até encontrar uma mulher e se casar. Da descendência de Caim surgiram povos que se perderam e não reconheciam a Deus. Sodoma e Gomorra foram povoadas por descendentes de Caim, até que a terra inteira foi corrompida a ponto de Deus escolher o único homem justo chamado Noé e mandar o dilúvio para purificar e expurgar o pecado.

Mas é claro que a inclinação para o mal ainda persiste e todos nascem com o pecado original.

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Caim mata Abel

CIC 407-408

O pecado é uma falta contra a razão, a verdade. É uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo.

CIC 1849

O pecado – artigo 8

O Evangelho revela todo o amor de Deus para com cada ser humano pecador por natureza. Onde antes pecou Adão e Eva, o Pai manda Jesus e Maria para serem o oposto dos pecadores e trazerem a luz. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” –  assim lembra São Paulo em sua epístola aos Romanos. (Rm 5, 20)

CIC 1846-1876

O pecado capital é assim chamado pois gera outros pecados. São sete os pecados capitais:

  1. Orgulho
  2. Avareza
  3. Inveja
  4. Ira
  5. Gula
  6. Preguiça
  7. Impureza

CIC 499, 1865-1869

Pecado mortal

É um pecado de matéria grave. Exemplo: Matar

Requer pleno conhecimento e pleno consentimento do ato grave.

Desobedecer deliberadamente os 10 mandamentos.

Ou seja saber que está se cometendo um pecado grave e mesmo assim cometer.

A condenação seria a exclusão do reino de Deus e a morte eterna no inferno.

Porém com o arrependimento total e o perdão de Deus a alma pode ser salva. Lembrando que apenas e tão somente Deus conhece o que se passa no coração de cada pessoa. Arrepender-se apenas aparentemente não engana a Deus-Pai.

Isso não quer dizer que a pessoa está excluída de cumprir uma pena por qualquer crime na lei dos homens.

CIC 1854-1861

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Os Dez Mandamentos

1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO
3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
4°) HONRAR PAI E MÃE
5°) NÃO MATAR
6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
7°) NÃO ROUBAR
8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
9°) NÃO DESEJAR A MULHER/HOMEM DO PRÓXIMO(A)
l0°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

Pecado venial

Quando se desobedece a lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.

CIC 1862-1864

Ofende a caridade.

O pecado venial é compatível de perdão e não quebra a aliança.

Ninguém pode condenar alguém que comete um pecado sem ter pleno conhecimento de que aquele ato é uma falta contra Deus.

Um exemplo: as tribos indígenas tem suas tradições e algumas coisas não são consideradas pecado na convivência da aldeia, eles não podem ser considerados pecadores mortais, mas por outro lado comete o que chamamos é pecado venial. Deus continua seu plano de amor a todos do mesmo jeito.

2Cor 13,13

O amor de Deus é eterno

CIC 218-221

DEUS É AMOR

218. No decorrer da sua história, Israel pôde descobrir que Deus só tinha uma razão para Se lhe ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, para ser o seu povo: o seu amor gratuito. E Israel compreendeu, graças aos seus profetas, que foi também por amor que Deus não deixou de o salvar e de lhe perdoar a sua infidelidade e os seus pecados.

219. O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho. Este amor é mais forte que o de uma mãe para com os seus filhos. Deus ama o seu povo, mais que um esposo a sua bem-amada; este amor vencerá mesmo as piores infidelidades; e chegará ao mais precioso de todos os dons: «Deus amou de tal maneira o mundo, que lhe entregou o seu Filho Único» (Jo 3, 16).

220. O amor de Deus é «eterno» (Is 54, 8): «Ainda que as montanhas se desloquem e vacilem as colinas, o meu amor não te abandonará» (Is 54, 10). «Amei-te com amor eterno: por isso, guardei o meu favor para contigo» (Jr 31, 3).

221. São João irá ainda mais longe, ao afirmar: «Deus é Amor» (1 Jo 4, 8, 16): a própria essência de Deus é Amor. Ao enviar, na plenitude dos tempos, o seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus revela o seu segredo mais íntimo “: Ele próprio é eternamente permuta de amor: Pai, Filho e Espírito Santo; e destinou-nos a tomar parte nessa comunhão.

Pode parecer até ridículo em plena uma era chamada moderna falarmos que ainda existe pecado, mas é sim uma realidade que deve ser respeitada principalmente por quem diz professar uma fé em Jesus Cristo. Vemos violência em todos os cantos, guerras, mortes, exploração sexual, exploração social, discriminação, drogas e uma distanciação das pessoas umas das outras e principalmente de Deus. Então é muito bom refletir e avaliar se toda esta dita modernidade é realmente algo bom ou só desculpa para evitarmos o compromisso de seguir o principal mandamento de Cristo: Amar ao teu irmão como a ti mesmo. Fica a reflexão. Deus te abençoe.

Milton Cesar

Ao lermos o que diz o Catecismo nos itens 413 a 421:

“413. «Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra por os vivos se perderem […]. A morte entrou no mundo pela inveja do Diabo» (Sb 1, 13; 2, 24).

414. Satanás ou Diabo e os outros demônios são anjos decaídos por terem livremente recusado servir a Deus e ao seu desígnio. A sua opção contra Deus é definitiva. E eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.

415. «Estabelecido por Deus num estado de santidade, o homem, seduzido pelo Maligno desde o princípio da história, abusou da sua liberdade, levantando-se contra Deus e pretendendo atingir o seu fim fora de Deus» (312).

416. Pelo seu pecado, Adão, como primeiro homem, perdeu a santidade e a justiça originais que tinha recebido de Deus, não somente para si, mas para todos os seres humanos.

417. À sua descendência, Adão e Eva transmitiram a natureza humana ferida pelo seu primeiro pecado, portanto privada da santidade e da justiça originais. Esta privação é chamada «pecado original».

418. Como consequência do pecado original, a natureza humana ficou enfraquecida nas suas forças e sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao domínio da morte, e inclinada para o pecado – inclinação que se chama «concupiscência».

419. «Afirmamos, pois, com o Concílio de Trento, que o pecado original é transmitido com a natureza humana, “não por imitação, mas por propagação”, e que, assim, é “próprio de cada um”»(313).

420. A vitória alcançada por Cristo sobre o pecado trouxe-nos bens superiores àqueles que o pecado nos tinha tirado: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rm 5, 20).

421. «Segundo a fé dos cristãos, este mundo foi criado e continua a ser conservado pelo amor do Criador; é verdade que caiu sob a escravidão do pecado, mas Cristo, pela Cruz e Ressurreição, venceu o poder do Maligno e libertou-o…» (314).”

Ler:

Catecismo da Igreja Católica

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20º Encontro (Catequese) – Pecado

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 20/40)

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Vigésimo encontro. Metade do nosso cronograma sugerido. Hora de falar sobre pecado. Ponto de discussão hoje em dia, se existe ou não pecado ou tudo pode ser liberado.
Neste encontro vamos falar um pouco sobre pecado, os sete pecados capitais e algumas curiosidades com o número 7.
Como sugestão de inicio do encontro poderíamos fazer nossa oração inicial cantando a música Pai Nosso – Padre Marcelo Rossi que serve muito para fazermos uma abertura mais leve.
Uma sugestão é começar com uma dinâmica simples, pedir um catequizando escreva numa cartolina deixada no chão (vai ser preciso providenciar uma cartolina ou duas e canetões) todas as coisas que os outros catequizandos forem citando que eles consideram erradas. Depois deixar ali para falar um pouco mais adiante.
Falar sobre o número 7 e quantas coisas tem este número que é considerado o número da perfeição:

Falar sobre o que são os Sete Pecados Capitais e explicar que cada um tem sim uma influência na vida de cada pessoa, mas é uma influência que ataca pessoalmente cada pessoa. Avaliar com eles sobre cada uma das coisas escritas na cartolina durante a dinâmica e perguntar se eles consideram ou não pecado.

Lembrar dos 10 mandamentos:

  • 1º – Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.
  • 2º – Não usar o Santo Nome de Deus em vão.
  • 3º – Santificar os Domingos e festas de guarda.
  • 4º – Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
  • 5º – Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo)
  • 6º – Guardar castidade nas palavras e nas obras.
  • 7º – Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
  • 8º – Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo)
  • 9º – Guardar castidade nos pensamentos e desejos.
  • 10º- Não cobiçar as coisas alheias

Lembrar também dos mandamentos de Jesus:

Amarás o Senhor teu Deus , de todo o teu coração, de toda a tua alma,
e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento.
O segundo é semelhante a esse:`Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Mt 22, 34-40   (também em Mc 12, 29-33, Lc 10, 25-28Jo 13, 34)

Refletir sobre estes mandamentos e tudo o que implica a palavra pecado. O maior pecado é dizer não ao plano de Deus para cada um de nós, fechar-se em si mesmo ou abraçar as coisas mundanas (do mundo sem Jesus). Falando que hoje o mundo quer que pensemos no pecado como algo totalmente antiguado e sem cabimento, mas ele existe e junto dele sempre está o inimigo de Deus. Ou não é pecado cobiçar o(a) namorado(a) de outra pessoa? Não é pecado roubar? Matar? Não é pecado ficar se expondo na internet? Um católico(a) de verdade sabe cuidar do próprio corpo evitando drogas (seja qual for, até aquelas que se tomam em academias para desenvolver o corpo, até as bebidas alcoólicas e todas as outras), o corpo é o templo do espírito santo de Deus.

Importante é refletir sem um pré- julgamento ou acusações.

Dois textos bons para reflexões:

Lc 10, 25-37 –  Amar ao próximo (O Bom Samaritano)

Jo 8, 1-11 – Vá e não peques mais (A Mulher Adúltera)

Depois de tudo isso podemos fazer nosso canto final: Certeza do Céu – Comunidade Doce Mãe de Deus e a oração final

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Sugestão de folha para encontro

Aprofundamento para o catequista

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. (1 Cor 6,12)

São Paulo deixa o ensinamento de que tudo é permitido, pois o próprio Deus dá o livre arbítrio a cada um, mas nem tudo convém, pois muitas coisas nos prejudicam ao invés de ajudarem

Um bom exemplo são os sete pecados capitais, que trazem itens permitidos a cada pessoa, porém sem parcimônia ou sem pensar antes de agir levam a destruição

1 – A Gula

Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula

2 – A Avareza

É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.

3 – A Luxúria

A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Do latim luxuria

4 – A Ira

A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado.

A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira

5 – A Inveja

A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo.

A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.

6 – A Preguiça

A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia

7 – Soberba (Orgulho ou Vaidade)

Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade.

Em paralelo, segundo o filósofo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas.

O 7 na Bíblia

A semana tem 7 dias, o que tem um significado muito importante, pois quando se chega ao sétimo dia, voltamos ao primeiro e todas as vezes que o sete se “manifesta” indica o fim de um tempo e o início de outro. É como o virar de uma página.

Deus fez o Mundo em 7 dias…
E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. Gn 2,2

Os 7 anos de fartura e miséria sobre o Egito…
Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito.
Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra; Gn 41,29-30

O Candelabro de Ouro tem 7 hastes…O Candelabro de Ouro tem 7 hastes…
e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. Zc 4,2

São 7 as manifestações do Espírito de Deus…
Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.  Is 11,2

Sete voltas e as muralhas caíram. Sete sacerdotes levarão cada um uma trombeta de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchem todos sete vezes ao redor da cidade, e os sacerdotes toquem as trombetas Js 6,1-5

O profeta Elias fez 7 orações para que chovesse…
À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha…Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva. 1 Rs 18,44-45

O profeta Eliseu pediu para Naamã mergulhar 7 vezes no Rio Jordão…
Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. 2 Rs 5, 10

O segundo boi, de 7 anos, que Deus pediu a Gideão…
Naquela mesma noite, lhe disse o SENHOR: Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta o poste-ídolo que está junto ao altar. Jz 6, 25

Perdoar 70 vezes 7  Esse foi o ensinamento deixado por Jesus. Mt 18, 21-22

As muralhas de Jericó foram rodeadas por sete dias…
Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias. Hb 11,30

As 7 Taças e os 7 anjos
Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus.
Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos. Ap 16,1

As 7 Igrejas…
Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas. Ap 1,20

Fontes pesquisadas:

  • Bíblia de Jerusalém
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Católico Orante
  • Wikipedia

Mais sobre o assunto no Complemento para Estudo nº 12 aqui do blog

19º Encontro (Catequese) – Oração, Perdão e Louvor

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 19/40)

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Sugestão de encontro

A grande proposta deste encontro é ser o divisor de águas para todos que estão fazendo a nossa vivência na fé. Por isso mesmo é um encontro que deve e vai mexer com os sentimentos de cada um.

Décimo nono encontro, chagando quase na metade da nossa proposta de vivência na fé, hora de tomar providências mais diretas para as ações futuras, e uma dessas providencias se traduz na necessidade de prepara o catequizando espiritualmente para esta jornada. É chegada a hora de nos aprofundarmos no cerne da oração, mas para que isso aconteça é preciso que todos saibam também o valor do perdão. Esse será um encontro muito forte.

Providências a serem preparadas com antecedência:

  1. Ambiente: A sugestão para este encontro é que o ambiente seja decorado com simplicidade, mas também com alguns detalhes. Para que se tenha a noção exata do que pretendemos atingir, seria muito interessante (caso haja possibilidade) que todos se sentassem no chão, dispostos ainda em círculo, mas sentados no chão. Nem preciso dizer que o local deve ser muito bem limpo, e se for possível, que seja providenciado tapetes ou panos, ou grandes faixas de papel pardo, para que todos se sentem (os catequistas poderão permanecer de pé). Velas, a cruz, a bíblia, flores serão muito bem vindas. Se for possível a iluminação do local deve ser deixada, quase na penumbra. Isso vai dar um impacto visual interessante e aguçar a curiosidade de todos.
  2. Folhas de encontro: Este encontro terá 4 folhas. Uma delas será para a reflexão, podendo ser impressas (ou xerocadas) frente e verso. Lembrando sempre que esta questão das folhas e do número delas fica sempre a critério da equipe, mas como estou falando do impacto deste encontro a sugestão permanece.
  3. Função dos catequistas: Será de suma importância uma preparação antecipada dos catequistas, pois cada ponto do roteiro pensado para este encontro, só funcionará se o anterior for bem executado, sendo que o exame de consciência tem uma função quase essencial neste dia.
  4. O encontro: Em particular neste dia, o encontro vai ter um tom mais centrado e reflexivo. A intenção é sim mexer com os sentimentos e mostrar como é importante nosso diálogo com Deus

O Encontro em si

Logo na chegada todos são acolhidos e orientados a entrarem em silêncio. Enquanto entram sugiro que seja colocada a música Coração Sagrado. Depois é feito a oração inicial (com todos de pé) e introduzido o tema com algo que a Pastoral preparou ou a simples leitura do texto inicial da folha. Depois sugiro que cantemos Eu creio nas promessas de Deus.

Com todos novamente sentados pode-se fazer a introdução a página 2 do encontro

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Folha 2

Muito importante que após a introdução descrita na folha, o condutor (ou condutores) deste parte, peçam que se faça silêncio. Coloquem de fundo a música O Perdão, e já deixem ela programada para repetir. Cada ponto do exame de consciência deve ser feito devagar e acompanhado de um comentário. Ex: 1- Sou uma pessoa vingativa? -Comentário possível: Você deseja que a pessoa sofra as piores consequências quando te magoa? Que a pessoa sofra? Tudo isso sempre acompanhado de longas pausas para que todos possam pensar. Alguns pontos vão parecer se repetir nas perguntas, mas na verdade é proposital para que a absorção seja ainda maior.

Assim que todo o exame de consciência for feito, deixe que a música toque num volume mais alto e após o término da música deixe que impere um silêncio de 1 ou 2 minutos, depois podemos falar sobre a oração e sua importância na vida de cada um.

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Folha 3

Perguntar quem reza de verdade e como cada um reza, falar de que exitem muitas orações, mas é muito importante ouvirmos o que Deus nos fala. Fazer algumas das orações da folha, principalmente as que eles não costumam fazer. A oração diária não só para pedir algo, mas também para agradecer a Deus é uma verdadeira benção que podemos receber. Rezar pelos nossos familiares, as pessoas que amamos e pelo mundo todo é uma missão. Imbuídos do perdão de quem perdoa e é perdoado é que podemos ter um relacionamento mais direto com Jesus Cristo.

No quarto momento sugiro que façamos um verdadeiro louvor. Utilizando a quarta folha vamos refletir sobre a Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15,11-24) um verdadeiro exemplo de amor, erro, reconhecimento, pedir perdão e ser perdoado, além do louvor feito a Deus pelo pai que orava todos os dias pelo retorno do filho. A música Abraço de Pai serve para este momento e pode ser cantada pelos catequisandos após as reflexões e leitura da parábola.

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Folha 4

Para terminar fazemos o canto final Deus Imenso e  a oração final com um abraço de paz e perdão e rezando um Vinde Espirito Santo. Espero que cada um consiga refletir profundamente sobre estes pontos propostos e tenham sim uma verdadeira mudança na vida.

Aprofundamento para o Catequista:

Perdoar

Mt  18, 20-35 Esta é a última parábola contada por Jesus e traz logo no início o número de vezes que devemos perdoar cada irmão. Pedro fala em até 7 vezes e Jesus fala em 70 vezes 7, contando logo em seguida a parábola do rei que foi piedoso com um servo que lhe devia, mas este servo não teve a mesma atitude para um conservo seu, causando a revolta de outros e também a do rei.

Toda esta história mostra que o perdão não pode ser apenas para você mas também de você. Antes de perdoar é preciso se perdoar, depois pedir perdão e então saber perdoar.

Muitos dos problemas de brigas até mesmo em família advém do dinheiro (empréstimos não pagos ou não concedidos, heranças,  etc…) É tem sido muito difícil as pessoas aplicarem o ensinamento de Jesus nestes casos. Saindo um pouquinho do campo da fé, o psicanalista Flávio Gikovate diz em seu livro Mudar, que “atrás de todo egoísta, existe sempre um generoso.”E isso quer dizer que mesmo quando a pessoa é generosa, sempre existe uma pessoa egoísta, seja um parente, amigo ou familiar, para tentar se aproveitar. Essas pessoas não vão conseguir grandes coisas, mas terão que ser perdoadas muitas vezes.

Não adianta você perdoar e guardar a mágoa. Perdoar da boca para fora, não é verdadeiramente perdoar. Perdoar é esquecer o mau que outros te fizeram e não guardar um rancor secreto, uma mágoa interna.

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Ninguém precisa  voltar a ser como era antes, não precisa voltar em um relacionamento com quem te traiu, nem voltar a trocar segredos com um amigo (a) que não te respeitou, mas é preciso perdoar estas pessoas, esquecer o que passou.

Voltar a confiar já é outra coisa, o perdão não vem acompanhado de confiança.

Perdoar antes mesmo que alguém te peça, é pode ter certeza, que toda a mágoa, todo o peso que você carrega não mais te incomodará. Perdoar é isso, é não ficar remoendo algo que não te faz bem, que tira o seu sossego, a sua paz.

Jesus perdoou de verdade. Já pensou se ele falasse: “Pai, perdoe, eles não sabem o que fazem.”- mas no fundo do coração, pensasse: tomara que todos vocês morram. – tinham caído todo mundo morto.

O Papa João Paulo II foi um grande exemplo de perdão. Em 13 de maio de 1981 ele foi baleado em plena Praça São Pedro no Vaticano, por Mehmet Ali Ağca. Quando foi autorizado a visitar o atirador preso no ano 2000, o papa conversou com ele e o perdoou.

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Papa João Paulo II conversa com Ali Agca seu agressor

Falar com Deus

Oração em hebraico é tefillah, que significa “juízo”.

Todas as religiões do mundo tem na oração seu grande ponto de interlocução com o divino. Isso não é diferente com o catolicismo. Rezamos sempre para que Deus nos atenda em nossas necessidades materiais e espirituais.

Algo que precisamos urgentemente corrigir é que muitas vezes esquecemos de deixar que Deus fale, não escutamos a voz de Deus e perdemos a chance de ter um dialogo real e rico com nosso Pai celestial. A definição de oração pode ser expressa por palavras, mas o jeito de rezar e o relacionamento com Deus é diferente para cada pessoa. Porém, não podemos inventar o jeito próprio de rezar, mas seguir aquilo que a Igreja já determinou com seus séculos de experiência; contudo, a aplicabilidade é diferente. Ou seja cada um tem o seu momento, mas aprendeu neste tempo dentro da igreja algumas orações que nos aproximam ainda mais de Deus.

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Padre Reinaldo Cazumbá da Canção Nova no seu livro Onde esta Deus escreve;“A oração é a possibilidade de julgar com Deus, de realizar um discernimento sobre a própria vida, sobre a relação com os outros, sobre o próprio relacionamento com as criaturas. É assim que se ordena e se aprofunda a própria interioridade, que se mede o próprio caminho humano, o próprio amadurecimento como crescimento interior adequado à própria idade e situação.”

“A oração pessoal é insubstituível, porque chega um tempo em que cada um é chamado a encontrar Deus frente a frente, no encontro espiritual. Isso pode acontecer na intimidade do próprio quarto, diante do sacrário, debaixo de uma árvore, no alto de um monte ou à beira-mar. Pode acontecer mesmo ao volante do carro ou em algum momento da Missa, como enquanto a preparamos, antes da coleta, após a leitura ou na homilia, sem dúvida após a santa comunhão e na ação de graças, após a Celebração Eucarística. A nossa oração privada há de ser realmente pessoal: há de brotar do coração.” (Padre Francis Cardeal Arinze)

Então nossa oração deve ser antes de tudo um dialogo com Deus, onde falamos e escutamos também.

Mas pedir intercessão aos santos é válido?

Sim. Pois a intercessão que pedimos aos santos não significa que estamos colocando-os como fazedores da graça, mas sim pedindo que nos ajudem na nossa oração, já que todos os santos e santas da igreja foram pessoas de fé ilibada e modelos de cristão orante. Cada um deles foram pessoas que tinham na fé e na oração seus modelos de vida. Então quando pedimos a intercessão de um santo pedimos que nos ajudem na nossa própria oração.

Lembre-se do exemplo das Bodas de Caná (Jo 2, 1-11), onde os donos da festa pediram a intervenção de Maria mãe de Jesus para tentarem resolver um problema que para eles era urgente. E Maria atendeu intercedendo com seu filho, o que na realidade foi uma intercessão junto ao próprio Deus. Os livros apócrifos apontam que já naquela época Jesus já era conhecido por alguns prodígios, mas aquele se tornara o primeiro grande milagre publico de Cristo. Então você pede a intercessão e sabe que o verdeiro milagre, a graça  de Deus apenas.

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Parte do que é dito no YouCat – Catecismo Jovem da Igreja Católica (transcrição direta do texto original):

Parte 4: Como devemos orar

469. O que é oração?
Estamos em oração quando o nosso coração se dirige a Deus. Quando uma pessoa ora, entra numa relação viva com Deus. [CIC 2558-2565]
A oração é a grande porta para a fé. Alguém que reza não vive mais sozinho, por si mesmo, e por sua própria força. Ele sabe que há um Deus com quem ele pode falar. Uma pessoa que ora entrega-se cada vez mais a Deus. Ela procura desde já a união com Aquele com quem, cara a cara, se encontrará um dia. Por isso, pertence à vida cristã o esforço pela oração diária. Porém, não se pode aprender a orar da mesma forma que se aprende uma técnica. Por mais estranho que pareça, a oração é um dom que se obtém através da oração.

Orar: Como Deus nos doa a sua presença
470. O que leva uma pessoa a orar?
Oramos porque estamos cheios de um desejo infinito e Deus nos criou homens para si mesmo: “O nosso coração está irrequieto até encontrar o descanso em Ti” (Santo Agostinho). Mas também oramos porque temos necessidade; Madre Teresa diz: “Porque eu não posso confiar em mim, eu confio nele, vinte e quatro horas por dia “. [CIC 2566-2567, 2591]

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Freqüentemente nos esquecemos de Deus, fugimos dele e nos escondemos. Se evitamos pensar em Deus ou negá-lo – ele está sempre lá para nós. Ele nos procura antes que o busquemos; Ele anseia por nós, ele nos chama. Você fala com sua consciência e de repente perceber que você está falando com Deus. Ao sentirmo-nos só, sem ninguém para conversar , notamos que Deus está sempre disposto a conversar. Quando nos vemos em perigo, notamos que Deus respondeu ao nosso pedido de ajuda. Orar é tão humano quanto respirar, comer e amar. Rezar purifica. Rezar torna possível resistir às tentações. Rezar fortalece-nos em nossa fraqueza. Rezar remove o medo (as angústias), duplica as forças e permite uma respiração mais profunda. Orar torna-nos felizes.

472. Como Moisés orou?

De Moisés aprendemos que “orar” significa “falar com Deus”. Na sarça ardente Deus
entrou em uma verdadeira conversa com Moisés e deu-lhe uma tarefa. Moisés apresentou as suas objeções e colocou perguntas. Finalmente, Deus revelou-lhe o seu santo nome. Assim como Moisés então veio a confiar em Deus e se colocou de todo o coração em seu serviço, então também nós devemos entrar na escola da oração de Deus. [CIC 2574-2577]

474. De que modo Jesus aprendeu a orar?
Jesus aprendeu a orar em sua família e na sinagoga. Porém, Jesus ultrapassou as fronteiras da oração tradicional. A sua oração mostra uma união com seu Pai no céu que
só pode possuir quem é o “Filho de Deus.” [CIC 2559-2599]
Jesus, que era Deus e homem ao mesmo tempo, cresceu como outras crianças israelitas de seu tempo, com os ritos e as formas de oração do seu povo. Porém, tal como se manifestou na história de Jesus no Templo, ao atingir os 12 anos (Lc 2,41-50), havia n’Ele algo que não podia ser aprendido: uma ligação originária, profunda e única com Deus, seu Pai do Céu. Jesus tinha, como todas as pessoas, esperança de um outro mundo, e orava a Deus a partir disso; ao mesmo tempo, portanto, Ele tornava-se parte desse mundo. Aqui já se notava que um dia as pessoas iriam orar a Jesus, reconhecendo-o como Deus e pedindo-lhe a Sua graça.

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475. Como orava Jesus?
A vida de Jesus foi uma única oração. Em momentos decisivos, como a tentação no deserto, a escolha dos apóstolos e a crucifixão), sua oração foi especialmente intensa. Muitas vezes ele retirou-se para a solidão para orar, especialmente à noite. Ser um com o Pai no Espírito Santo – esse era o princípio orientador de sua vida terrena. [CIC 2600-2605].

477. O que significa aprender a orar com Jesus?
Aprender de Jesus como orar significa entrar em sua infinita confiança, juntar-se à sua oração, e sendo conduzido por ele, passo a passo, para o Pai. [CIC 2607-2614, 2621]
Os discípulos, que viviam em comunidade com Jesus, aprenderam a orar ouvindo e imitando a Jesus, cuja vida inteira era oração. Como ele, tinham que estar atentos e esforçar-se pela pureza de coração, tudo para a vinda do reino de Deus, para perdoar seus inimigos, para confiar ousadamente em Deus, e para amá-lo acima de todas as coisas. Por este exemplo de devoção, Jesus convidou seus discípulos a dizer a Deus
Todo-Poderoso, “Ábba, querido Pai”. Se oramos no Espírito de Jesus, especialmente no Papai Nosso, caminhamos como que nas sandálias de Jesus e podemos estar seguros de que chegamos ao coração do Pai.

478. Como podemos ter a certeza de que nossa oração é ouvida por Deus?
Muitas pessoas recorreram a Jesus durante sua vida terrena para a cura, e suas orações foram respondidas. Jesus, que ressuscitou dos mortos, vive e ouve os nossos pedidos, levando-os ao Pai. [CIC 2615-2616, 2621]
Ainda hoje sabemos o nome do oficial da sinagoga: Jairo era o nome do homem que implorava Jesus pediu ajuda, e sua oração foi respondida. Sua filha pequena estava doente de morte. Jesus não somente curou sua menininha, mas até a ressuscitou dos mortos (Mc 5, 21-43). De Jesus procedem muitas curas, testemunhadas com segurança. Ele fez sinais e milagres. Os coxos, os leprosos e os cegos não pediram a Jesus em vão. Há testemunhos também de orações respondidas por todos os santos da Igreja. Muitos cristãos podem contar histórias de como eles chamaram a Deus e Deus ouviu sua oração. Deus. No entanto, Deus não é um autômato, devemos deixar a seu critério como ele vai responder aos nossos pedidos.

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479. O que podemos aprender com a forma como Maria orava?
Aprender a orar com Maria significa estar em harmonia com a sua oração: Faça-se em mim segundo a Tua palavra (Lc 1, 38). A oração é, em última instância, auto-doação em resposta ao amor de Deus. Se dissermos Sim como
Maria fez, Deus tem a oportunidade de levar sua vida em nossa vida. [CIC 2617-2618, 2622, 2674]

O que os cristãos expressam com suas posturas de oração?

Os cristãos apresentam a Deus a sua vida através da linguagem corporal: eles estendem-se diante de Deus, juntam as mãos em oração ou abrem-nas, dobram o joelho ou ajoelham-se diante do Santíssimo Sacramento, ouvem o Evangelho de pé e meditam sentados.

De pé diante de Deus exprime-se respeito (levantamo-nos quando chega um superior) e, ao mesmo tempo, também alerta e disponibilidade (estamos prontos para nos fazermos ao caminho). Aqui, o orante assume o gesto original do louvor quando estende as mãos para louvar a Deus.

Sentado diante de Deus, o cristão escuta o seu interior e põe no seu coração a Palavra em movimento, contemplando-a (Lc 2, 51)

Ajoelhando-se , a pessoa faz-se pequena diante da grandeza de Deus, reconhecendo que depende da graça de Deus.

Prostrando-se , apessoa adora Deus.

Unindo as mãos , a pessoa abandona a dispersão e concentra-se, unindo-se a Deus. As mãos juntas também são o gesto original da súplica

Interessante ver no Catecismo da Igreja Católica como a oração do Pai Nosso é explicada em sua totalidade. Veja Segunda Seção: A oração do Senhor – Pai Nosso

Tanto o Catecismo da Igreja Católica, quando o YouCat, Catecismo Jovem da Igreja Católica  tratam em sua quarta parte das questões da oração cristã.

Leia também:

18º Encontro (Catequese) – O católico e a sua comunidade

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 18/40)

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Sugestão para folha de encontro

Entramos em uma fase boa para fazer da nossa experiência de vivência na fé algo mais forte ainda. Qual seria o papel do católico dentro da sua comunidade? Como poderia fazer sua vivência de fé no espaço da comunidade? Católico que só reza é um bom católico? E aquele que só trabalha, mas não tem tempo de ir nas missas? E aquele que faz tudo dentro da comunidade? Enfim é o momento de falar do cristão e a sua comunidade.

Bom, tem pontos importantes que espero e sugiro que sejam resolvidos até antes desse encontro, mas caso ainda não tenham sido, vale relembrar:

  • Reunião com os pais (sugerido que se fosse viável acontecesse após a reunião um almoço ou jantar com a participação do padre e alguns membros da comunidade neste dia, mas que deixassem o padre se enturmar com estes pais e familiares)
  • Missa com os catequizandos: A organização de algumas missas onde os catequizandos sejam os leitores e até participem do canto (sempre tem alguns que cantam ou tocam) é muito válida para introduzi-los cada vez mais no universo da igreja.
  • Documentação: Recebimento de toda a documentação dos catequizandos (certificados de batismo e/ou primeira eucaristia) parar todos. Alguns podem ser batizados no decorrer da formação então é necessária uma orientação prévia, e outros podem ter que receber a Primeira Eucaristia e também tem que haver este cuidado.
  • Antecipar o nome dos padrinhos (seja para o Batismo seja para o Crisma): assim fica mais fácil fazer a orientação e preparação. Pode ser estudada a possibilidade de uma preparação dada pela Pastoral do Batismo especifica para os pais e padrinhos da catequese, num horário mais flexível até. Tudo isso depende dos combinados.
  • Marcação das datas para recebimento dos sacramentos em questão: Batismo (aos que vão necessitar), Primeira Comunhão (aos que vão necessitar) e Crisma (objetivo de todos). Todas estas datas dependem da agenda e combinado com o pároco, exceto o Crisma que depende exclusivamente de um agendamento com o Bispo, por isso é aconselhável marcar primeiro com o Bispo e depois agendar as outras datas que devem ser anteriores ao dia do Crisma, de preferencia com pelo menos 1 mês (cada data) de diferença, mas isso não é regra.
  • Atenção: Não é a secretaria das paróquias que tem que providenciar essa documentação é a Pastoral da Catequese quem deve fazer as orientações baseada no que pede a secretaria e fazer a cobrança destes documentos. Interessante deixar 1 catequista que tenha mais facilidade e tempo ficar com esta responsabilidade. Lembrando que todo o grupo de catequistas tem parte nisso.
  • Não ignore estes procedimentos. É de extrema importância que tudo seja feito com o máximo de organização e antecedência. Posso dizer que na minha experiência como catequista já vi muitos problemas que poderiam ser resolvidos de maneira simples se tornarem incontornáveis, levando muitas pessoas a ficarem com mágoas da igreja, além de ser algo muito frustrante para alguém que busca os sacramentos não ser devidamente informado ou auxiliado. O sucesso da preparação depende também da organização e metodologia.

Nosso encontro

Depois de uma boa acolhida sugiro que seja cantado Reunidos aqui. Depois todos sejam incentivados a trocarem o abraço da paz, rezando antes:

Oração pela paz

Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. Amém!

Catequista: A paz do Senhor esteja sempre convosco.

Todos: O amor de Cristo nos uniu.

Catequista: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

(Todos se cumprimentam)

Enquanto todos se cumprimentam podemos cantar Quero te dar a paz

Neste encontro sugiro que seja contada a história apresentada no aprofundamento para o catequista e depois cada catequista pode contar sua experiência na comunidade. Falar sobre como entrou e o que faz na igreja. A experiência pessoal de cada um é muito rica para se compartilhar.

É muito importante também que seja reforçado o convite para as missas (passar os horários). Também falar de tudo o que tem na comunidade (Grupos de Jovens, Oração, Adolescentes), das pastorais, da Liturgia e de como seria interessante que estes jovens participassem cantando, tocando ou lendo nas missas. Falar do dia a dia da comunidade, da paróquia e como é gratificante fazer parte disso tudo. A messe é grande e precisa de operários.

Depois sugiro uma dinâmica simples:

Dinâmica do Que Chato:

Material: Uma cartolina com divisões numeradas. Cartões com o mesmo número de divisões da cartolina. 3 caixas de bombons (ou balas conforme as possibilidades)

Desenvolvimento:

  1. Conta-se quantos catequizandos e catequistas estão presentes
  2. Distribui-se apenas os números dos cartões correspondentes ao número de participantes, incluindo catequistas e convidados se tiver no dia (importante lembrar para ninguém mostra seu número para o colega)
  3. Em cada número da cartolina coloca-se 1 bombom (respeitando o número de participantes) e reserva-se 1 caixa fechada como grande prêmio
  4. Um catequista (ou catequizando) fala um número aleatório, que não seja o próprio. A pessoa que estiver com o número fala: que chato! – pega o bombom correspondente ao seu número e já fala outro número e assim vai até sobrar apenas um que não será escolhido (na verdade o penúltimo poderia escolhê-lo mas ai ele não teria quem escolher e por isso ganha) que será o vencedor e levará além do bombom do seu número a caixa fechada de bombons.

Esta dinâmica é apenas uma brincadeira e não tem uma mensagem por trás, serve apenas como descontração.

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Para terminar a sugestão é cantar e refletir sobre esta linda música da Adriana – Se Compreendesses o Dom de Deus, que vem bem a calhar neste encontro onde falamos da fidelidade em seguir a igreja e ser cada vez mais fiel ao Senhor.

A oração final pode ser espontânea onde todos podem fazer seus pedidos e rezarem o Pai Nosso para fechar

Aprofundamento para o catequista

Uma história

Conta-se que, certa vez, um padre novo foi enviado a uma paróquia do interior. Era uma pequena cidade, cheia de fofocas e intrigas políticas. Seus moradores se diziam católicos, mas a igreja estava sempre vazia.
O padre foi quente, com novas idéias e muita esperança. Na sua chegada, houve banda de música e até discurso do prefeito. Mas não passou disso. A igreja continuou vazia. Mas o padre não desanimou. Imprimiu um folheto com a programação paroquial e distribuiu nas casas. Fez a “Ave Maria” pelo alto-falante e repetiu muitas vezes o convite para as missas. Mas pouco adiantou. Foi aquele pinguinho de gente. Sempre as mesmas pessoas.
Aí o padre teve uma ideia genial. Sabendo que aquele povo gostava de curiosidade, ele convidou os paroquianos para irem ao “enterro da Igreja”, na missa do domingo seguinte. Foi um alvoroço só. Os fofoqueiros espalharam a notícia de casa em casa. E diziam: “Esse padre não bate bem”.
Chegou o domingo.
A igreja ficou superlotada. Junto à porta de entrada, estava o caixão roxo, de “terceira”, fechado com uma vela de cada lado. Que mistério.
Na homilia o padre falou bonito sobre o amor à Igreja e a transitoriedade desta vida. A coisa tinha ficado séria. Acabada a missa, o padre pôs a estola roxa, colocou-se ao lado do caixão e disse: “Irmãos, é chegada a hora da triste despedida. Olhem pela última vez o rosto da falecida Igreja, rezem por ela e vão saindo em silêncio”.
Foi uma lição inesquecível. As pessoas esticavam o pescoço, olhavam dentro do caixão e saíam sem saber onde pôr a cara: no fundo do caixão havia um espelho. Cada um via o seu próprio rosto. A Igreja estava morta nas pessoas de seus paroquianos sem fé.
A partir daquele dia, a Paróquia se transformou. E voltou a ser uma comunidade cheia.
Essa história nos lembra de que “nós” somos a Igreja. Cada um tem que fazer a sua parte, respeitando as diferenças, ouvindo todos os grupos seja de CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), seja da RCC (Renovação Carismática Católica), sejam jovens, idosos ou crianças, as pessoas mais antigas na igreja ou até mais novas. Precisamos criar comunidades de fé dentro das nossas paróquias, tenha ela 5 mil pessoas ou 100 mil, é preciso que consigamos cada vez mais estarmos unidos.

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“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou no meio deles.” (Mt 18,20)
As palavras de Jesus são como uma instrução que muitas vezes é ignorada. Hoje é comum muitos dizerem: Eu não preciso estar na igreja, tenho Deus no coração. Interessante isso, mas vai contra algo que o próprio Deus, na figura de Jesus Cristo disse, pois você ter Deus no coração é algo bom, maravilhoso… Mas dividir isso com mais pessoas é ainda melhor. Geralmente quem faz a afirmação de que não precisa de igreja está apenas fugindo ao compromisso de cumprir os mandamentos, de ajudar os irmãos, de ser da igreja que é na verdade corpo de Cristo. A igreja é como a lua, ela não em brilho próprio, a luz dela vem de Jesus que é o sol.

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Qual a missão do verdadeiro católico? Louvar e agradecer a Deus, prestar culto participando da missa e também fazer parte da comunidade de fé, e esta comunidade é justamente na igreja que se reúne. Infelizmente muitos católicos (ou que se declaram assim) não fazem parte de verdade da comunidade de fé, são turistas que se entusiasmam para uma viajem à Aparecida do Norte ou a outras grandes igrejas (válidas também), mas na comunidade perto de onde moram só vão à semana santa e no Natal. Uma pena. A vivência verdadeira, real e rica está em ser da comunidade, da igreja para que a cada dia mais o crescimento espiritual seja maior e descubram porque o próprio Jesus Cristo vivia cercado de discípulos, mãe, amigos, vizinhos e seguidores e nunca disse: Eu tenho Deus no meu coração, posso andar sozinho. – afinal, se alguém poderia dizer isso era ele.
Amar a sua comunidade
Na missa dizemos:
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Mas é assim que vivemos a nossa realidade? Honramos o que pregamos e anunciamos na celebração da Eucaristia?
Infelizmente existem muitos paroquianos desligados de qualquer vínculo comunitário, paroquial. Vão batizar fora, porque o outro padre (que age errado e contra o Código de Direito Canônico) não exige nada de preparação. Vão casar em outra paróquia, porque a igreja é “mais bonita”. Fora os turistas que a cada domingo “assistem” (isso mesmo “assistem” e não celebram comungando em união) a missa numa igreja diferente. É uma pena, pois assim se perde o sentido de comunidade fraterna, e esse sempre foi o sinal que Jesus Cristo dava.
Muitas pessoas hoje “assistem” as missas pela TV ou Internet e acham que já fizeram sua parte. Mas enquanto estão como telespectadores, muitos estão tomando café, acessando o Facebook ou Whatsapp, falando com os familiares e outras coisas mais. Isso não é celebrar e sim apenas ver. É válido quando a pessoa está impossibilitada fisicamente e temporariamente de ir à comunidade,
não esquecendo que existem os Ministros da Saúde para levar a comunhão. Celebrar é estar em comunhão também com os irmãos.
Mas ainda bem que em toda comunidade sempre tem um grupo (nem sempre muito numeroso) de pessoas que se amam como irmãos de verdade. Esse sim é o sinal do Reino de Deus. A comunidade é, para tais pessoas, o lugar feliz do encontro com os irmãos, onde o próprio Jesus se faz presente, como ele mesmo disse: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt 18,20).
A comunidade é onde fazemos a nossa vivência na fé. É nela que recebemos o nosso Batismo, a nossa Primeira Eucaristia, a Crisma, o Matrimônio. É nela que podemos encontrar o Cristo tão desejado.

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A própria palavra Igreja já tem um caráter comunitário, pois sua tradução é “assembleia”. Então amar a sua comunidade é acima de tudo aparar as arestas, dialogar com todos os irmãos e juntos construírem um local agradável, um lugar verdadeiramente santo para celebrar o amor de Deus. Para isso devemos arregaçar as mangas e em cada reunião darmos idéias que melhorem tudo, desde a convivência até as melhores maneiras para sermos cada vez mais uma assembleia unida em torno do amor de Jesus.
Ler: Mt 25,14-30 ; Jo 15, 1-17

Fonte boa: Livro: O Sacramento da Confirmação – Pe. Luiz Cechinato- Ed. Vozes