26º Encontro (Catequese) – Sacramento da Ordem

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 26/40)

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O sacramento da ordem. Juntamente com o matrimônio, são chamados de sacramento de serviço. Assim, quem é batizado e confirmado (crismado) pode também assumir um serviço especial, pondo-se a serviço de Deus. Isso acontece mediante os sacramentos da ordem e do matrimônio, por isso os mesmos são chamados sacramentos a serviço da comunhão e da missão, pois conferem uma graça especial para uma missão particular na Igreja em ordem à edificação do povo de Deus, contribuindo em especial para a comunhão eclesial e para a salvação dos outros.

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Sugestão para folha de encontro

Neste encontro uma das melhores opções seria ter um convidado para melhor desenvolvimento do tema. Um seminarista ou o pároco seria interessante, mas uma freira também seria muito importante para falar sobre o servir a Deus de uma maneira única.

Também seria muito bom se fosse oferecido um café da manhã,  assim como o sugerido no último encontro  (com pão, bolacha, manteiga, leite, café e frios)

No primeiro momento o encontro pode começar com um Vinde Espírito Santo.

Como canto inicial sugiro Só em Deus – Maria do Rosário

No terceiro momento pode-se apresentar os convidados  (caso haja) e depois servir o café. Após isso deixar que estes falem sobre o que levou a ser padre (ou seminarista ou freira)

Ainda falando sobre o tema deve-se falar sobre como funciona para ser padre e o que é o sacramento da Ordem (isso claro se os convidados não tiverem feito)

Importante que neste encontro as dúvidas sejam tiradas e seja num encontro mais descontraído. Se o pároco da comunidade for o convidado é muito interessante se ele puder contar sua história.

No quinto momento podemos fazer uma dinâmica de missão que é bem simples:

  1. Providenciar tiras de papel e canetas
  2. Cada um pega um papel e uma caneta e escreve sua intenções de oração para a semana
  3. Depois todos rezam juntos um Creio
  4. Troca-se os papéis e as pessoas tem a missão de rezar pelo outro durante a semana

No próximo momento podemos cantar a música Lindo Céu – Adriana Arydes e como oração final sugiro um Salve Rainha

Salve Rainha

Salve, Rainha,

Mãe misericordiosa,

vida, doçura e esperança nossa, salve!

A vós bradamos os degregados filhos de Eva.

A vós suspiramos, gemendo e chorando

neste vale de lágrimas.

Eias pois, advogada nossa,

esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,

e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,

bendito fruto de vosso ventre,

ó clemente,

ó piedosa,

ó doce sempre Virgem Maria.

Rogais por nós Santa Mãe de Deus.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amém.

Aprofundamento para o catequista

Cada pessoa nasce com um dom especial. Muitas pessoas acabam sendo chamadas para o serviço da igreja e por isso acabam recebendo o Sacramento da Ordem. A ordem é o sacramento graças o qual a missão confiada por Cristo aos Seus apóstolos continua a ser exercida na Igreja até o fim dos tempos. Nela, quem é ordenado recebe o dom do Espírito Santo, concedido por Cristo pelo bispo e que lhe dá autoridade sagrada. Nele, o sacerdote continua sobre a terra a obra redentora de Cristo, afirma São João Maria Vianney.

O ministério conferido pelo sacramento da Ordem consiste num outro tipo de participação na missão de Cristo, ou seja, no serviço em nome e na pessoa de Cristo no meio da comunidade. Além disso, o sacerdócio ministerial confere um poder sagrado para esse serviço dos fiéis. Esse serviço consiste no ensino, no culto divino e no governo pastoral.
No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja enquanto Cabeça de seu Corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício redentor, Mestre da Verdade. A Igreja expressa isso dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age “In persona Christi Capitis”, ou seja, na pessoa de Cristo-Cabeça.

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Por que é chamado sacramento da ordem?

Chama-se ordem este sacramento, pois indica um corpo eclesial, do qual se passa a fazer parte, mediante uma especial consagração (ordenação), que, por um particular dom do Espírito Santo, permite exercer um poder sagrado em nome de Cristo e com a autoridade d’Ele, para o serviço do povo de Deus. Compõe-se de três graus, que são insubstituíveis para a estrutura orgânica da Igreja: o episcopado, o presbiterado e o diaconato.

Os sacerdotes na Antiga Aliança encararam a sua missão como uma mediação entre o celeste e o terreno, entre Deus e o Seu povo. Sendo Cristo o único mediador entre Deus e a humanidade (cf. I Tm 2,5), Ele aperfeiçoou e concluiu esse sacerdócio. Depois de Cristo, o sacerdócio só pode existir em Cristo, na imolação d’Ele na cruz e por Seu chamamento e  envio apostólico.

O efeito da ordenação episcopal confere a plenitude do sacramento da ordem, faz do bispo o legítimo sucessor dos apóstolos, confere-lhe a missão de ensinar, santificar e governar. O ministério do bispo é, no fundo, o ministério pastoral da Igreja, porque remonta às testemunhas de Jesus. (Texto Formação Canção Nova)

O bispo é o único que pode tornar o leigo um diácono, sacerdote ou outro bispo. Para que isso aconteça e seja válido, o bispo ordenante deve ter sido validamente ordenado, isto é, que esteja na linha da sucessão apostólica, e em comunhão com a Igreja toda, principalmente com o Sumo Pontífice (o Papa).

Os padres somente podem exercer seu ministério na dependência do bispo e em comunhão com ele. Já para a legítima ordenação de um Bispo, é hoje exigida uma especial intervenção do Bispo de Roma (o Papa), por causa de sua qualidade de vínculo visível supremo da comunhão das Igrejas particulares (as dioceses) na única Igreja e garantia da sua liberdade.
A ordenação de mulheres não é possível porque o Senhor Jesus escolheu homens para formar o colégio dos doze Apóstolos, e os apóstolos fizeram o mesmo quando escolheram os colaboradores que seriam seus sucessores na missão. O colégio dos bispos, ao qual os presbíteros estão unidos no sacerdócio, torna presente e atualiza, até o retorno de Cristo, o colégio dos doze. A Igreja se reconhece ligada a essa escolha do próprio Senhor.

O sacramento da Ordem é concedido uma vez por todas, ou seja, não pode ser repetido, pois confere um caráter espiritual indelével, ou seja, para sempre. Assim, um padre que deixe o ministério para casar-se, por exemplo, continua sendo padre. Se ficar viúvo e quiser voltar a exercer o ministério, não precisa ser ordenado novamente, bastando seguir as orientações da Igreja a esse respeito.

Por falar nisso, é bom lembrar que na Igreja de rito latino somente o diácono pode ser casado; o bispo e o padre devem ser solteiros ou, em alguns casos, viúvos. Entretanto, se o diácono permanente casado ficar viúvo, não poderá mais se casar. Há ainda a possibilidade de um diácono permanente se tornar padre. Caso ele fique viúvo, sua família (no caso filhos e netos) aceitem e o bispo também aceite o pedido. Na Arquidiocese de Campinas o Padre Jamil Cury Sawaya, era um diácono permanente que se tornou viúvo e optou por se tornar padre com a anuência do Arcebispo  Dom Aírton José dos Santos em 2016. Mas é um fato até raro.

O padre

Muitas pessoas acham que o padre só atua nas missas, mas não é verdade. Muitos padres (a maioria na verdade) além de cuidarem da Paróquia onde atuam, e vale lembrar que existem paróquias com 10 comunidades, são professores, coordenam Pastorais a nível de Diocese como a Pastoral Carcerária, Pastoral da Juventude, etc. Também atuam na Forania  ( que a grosso modo é a reunião das paróquias de determinada região ), outros trabalham com a Pascom  (Pastoral da Comunicação ) da Arquidiocese, escrevem livros, visitam hospitais, organizam retiros e sempre estão estudando. Sem esquecer que vão nos cemitérios visitar as famílias enlutadas junto com a Pastoral das Exéquias.

As freiras também realizam um trabalho muito importante de acolhida de fiéis, de docência, cuidam de crianças, idosos, escrevem livros, atuam junto às comunidades  e muitas outras coisas.

A Igreja Católica ainda não admite que mulheres sejam ordenadas como presbíteras . Em novembro de 2016 o Papa Francisco meio que jogou um balde de  água fria em muitas pessoas ao afirmar que a proibição de mulheres se tornarem padres será para sempre. Segundo o Papa foi o Papa João Paulo II quem deu a palavra final dizendo que Jesus escolheu somente homens como apóstolos. Complicado opinar já que é a palavra do papa

 

Papa

Papa Francisco

Declaração do Papa Francisco

Formação dos Padres

O padre tem que estudar 8 anos. Faz faculdade de Filosofia por 4 anos e depois 4 anos de Teologia. Mas a formação total demora até 9 anos pois neste meio tempo é comum o seminarista passar por um ano sabático, para ver se realmente a sua vocação é ser padre. O chamado seminarista reside num seminário da ordem sacerdotal que escolheu ou foi acolhido. O seminário é uma casa onde o seminarista vive e também estuda um pouco mais, também pratica a leitura da Bíblia e as orações.  Quem paga toda a formação do seminarista é a ordem sacerdotal ou a diocese que fará parte.

Depois de formado o seminarista vira diácono, depois padre e assim por diante.

Artigo 6 – Sacramento da Ordem

Transcrição CIC 1590-1600

1590. São Paulo ao seu discípulo Timóteo: «Exorto-te a que reavives o dom que Deus depositou em ti, pela imposição das minhas mãos» (2 Tm 1, 6), e «aquele que aspira ao lugar de bispo, aspira a uma nobre função» (1 Tm 3, 1). A Tito, o mesmo Apóstolo dizia: «Se te deixei em Creta, foi para acabares de organizar o que faltava e estabelecer anciãos em cada cidade, como te havia ordenado» (Tt 1, 5).

1591. A Igreja é, na sua totalidade, um povo sacerdotal. Graças ao Batismo, todos os fiéis participam no sacerdócio de Cristo. Esta participação chama-se «sacerdócio comum dos fiéis». Na base deste sacerdócio e ao seu serviço, existe uma outra participação na missão de Cristo: a do ministério conferido pelo sacramento da Ordem, cuja missão é servir em nome e na pessoa de Cristo-Cabeça no meio da comunidade.

1592. O sacerdócio ministerial difere essencialmente do sacerdócio comum dos fiéis, porque confere um poder sagrado para o serviço dos mesmos fiéis. Os ministros ordenados exercem o seu serviço junto do povo de Deus pelo ensino (munus docendi), pelo culto divino (munus-liturgicum) e pelo governo pastoral (munus regendi).

1593. Desde as origens, o ministério ordenado fui conferido e exercido em três graus: o dos bispos, o dos presbíteros e o dos diáconos. Os ministérios conferidos pela ordenação são insubstituíveis na estrutura orgânica da Igreja: sem bispo, presbíteros e diáconos, não pode falar-se de Igreja.

1594. O bispo recebe a plenitude do sacramento da Ordem que o insere no colégio episcopal e faz dele o chefe visível da Igreja particular que lhe é confiada. Os bispos, enquanto sucessores dos Apóstolos e membros do Colégio, têm parte na responsabilidade apostólica e na missão de toda a Igreja, sob a autoridade do Papa, sucessor de São Pedro.

1595. Os presbíteros estão unidos aos bispos na dignidade sacerdotal e, ao mesmo tempo, dependem deles no exercício das suas funções pastorais; são chamados a ser os cooperadores providentes dos bispos; formam, d volta do seu bispo, o presbitério, que assume com ele a responsabilidade da Igreja particular: Os presbíteros recebem do bispo o encargo duma comunidade paroquial ou duma função eclesial determinada.

1596. Os diáconos são ministros ordenados para as tarefas de serviço da Igreja; não recebem o sacerdócio ministerial, mas a ordenação confere-lhes funções importantes no ministério da Palavra, culto divino, governo pastoral e serviço da caridade, encargos que eles devem desempenhar sob a autoridade pastoral do seu bispo.

1597. O sacramento da Ordem é conferido pela imposição das mãos, seguida duma solene oração consecratória, que pede a Deus para o ordinando as graças do Espírito Santo, requeridas para o seu ministério. A ordenação imprime um carácter sacramental indelével.

1598. A Igreja confere o sacramento da Ordem somente a homens (viris) baptizados, cujas aptidões para o exercício do ministério tenham sido devidamente reconhecidas. Compete à autoridade da Igreja a responsabilidade e o direito de chamar alguém para receber a Ordem.

1599. Na Igreja latina, o sacramento da Ordem para o presbiterado, normalmente, apenas é conferido a candidatos decididos a abraçar livremente o celibato e que manifestem publicamente a sua vontade de o guardar por amor do Reino de Deus e do serviço dos homens.

1600. Pertence aos bispos o direito de conferir o sacramento da Ordem nos seus três graus.

Uma boa fonte de estudos sobre o assunto é ver os vídeos em que o Professor Felipe Aquino fala sobre o sacramento da ordem (clique aqui e veja)

 

Escute as músicas sugeridas:

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Só em Deus – Maria do Rosário

Lindo Céu – Adriana Arydes

25º Encontro (Catequese) – Matrimônio

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 25/40)

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Sugestão de Folha de encontro

Sacramentos: Matrimônio

Vigésimo quinto encontro da nossa vivência na fé da nossa catequese. Continuamos falando dos sacramentos e desta vez o tema é o Sacramento do Matrimônio. Uma das sugestões é que este encontro tenha a participação de casais do Grupo de Encontro de Casais ou da pastoral do curso de noivos, ou ainda casais que tenham uma participação na comunidade com experiência (bastante tempo casados na igreja). O ideal seria mesclar casais novos e mais antigos (em tempo de matrimônio), para que o testemunho destas pessoas seja mais elucidativo do que o simples falar do sacramento, abrindo sempre para a troca de experiências.

Considero este tema um dos mais leves para se falar, sem deixar de considerar a sua importância.

Outra sugestão é que seja feito um café da manhã (leite, pão, café, margarina, presunto, mussarela).

Para iniciar sugiro que se recebam os catequizandos sobre o som da Marcha Nupcial apenas para dar um toque mais leve ao encontro.

Como oração inicial sugiro o Vinde Espírito Santo é como canto inicial Que bom que você chegou (Bruna Karla).

Caso haja convidados deve-se sempre apresentar cada um.

Como outro momento podemos perguntar a cada um o que eles acham que é o amor? (Se for o caso eles podem resumir em uma palavra)

Falar sobre o sacramento, importância como um dos sacramentos do serviço e regras para o recebimento (ver aprofundamento para o catequista)

Antes da palestra dos convidados pode-se tocar uma música, sugiro Primeiro Olhar – Anjos de Resgate

Depois os convidados podem falar sobre suas experiências de casados: como chegaram à decisão de se casar, se foi planejado ou não, e como é conviver com o outro no dia a dia. Uma conversa franca, que mostre tanto o lado bom como o lado mais difícil é a melhor forma, sem criar fantasias desnecessárias.

Como momento final pode cantar a música Laços de Amor –  Mensagem Brasil e na oração final revemos uma Ave Maria e um Pai Nosso.

Aprofundamento para o catequista

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O sacramento do Matrimônio junto com o sacramento da Ordem são os chamados Sacramentos do Serviço da Comunhão.

Comunhão vem de comum-união e o sacramento do matrimônio é basicamente isso, viver em comum união com o conjugue.

É acima de tudo no sacramento da família.

Para exemplificar a Bíblia abre logo no Gênesis com a criação de uma família, formada por Adão e Eva e logo depois por seus filhos e fecha com a visão das “núpcias do Cordeiro”(Ap 19).

Em todas as culturas existem a união, o casamento entre um homem e uma mulher. Ver CIC 1604-1605

É em Gênesis 2,18 que está a frase utilizada até hoje nas celebrações do Sacramento do Matrimônio, no momento da cerimônia de entrega do sacramento (chamado de Casamento) fala-se sempre que : “Por isso um homem deixará seu pai e sua mãe,  se une a sua mulher  e eles se tornam uma só carne. “ É uma missão e orientação.

Um dos primeiros grandes feitos de Jesus está justamente no milagre do casamento em Caná na Galileia (Bodas de Caná) onde Jesus orientado por sua mãe transforma água em vinho, mostrando que pode sempre estar ali para auxiliar os casais que creem em Deus.

No Código de Direito Canônico (CDC) cânon 1063 artigo 1 diz: “Pela pregação, pela catequese apropriada aos menores, aos jovens e adultos, mesmo pelo uso dos meios de comunicação social, com que sejam os fiéis instruídos sobre o sentido do matrimônio e o papel dos cônjuges e pais cristãos. “ Então é missão do padre e também das pastorais ajudar neste esclarecimento, apesar de que quando o código foi escrito não existir este meio de divulgação  (neste caso do blog) a orientação se encaixa por se tratar de um meio de comunicação social.

Cerimônia

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A cerimônia onde se é celebrado o Sacramento do Matrimônio é cheia de tradição e em cada cultura tem seus próprios atos.

Porém toda a cerimônia segue o que diz o Missal Romano e em todos os lugares são ditas as mesmas palavras e orações. As regras também são as mesmas em todas as Igrejas Católicas Apostólicas Romanas.

Uma das tradições é a noiva usar branco simbolizando pureza (antes também simbolizava a virgindade). Existe também o simbolo mais tradicional ainda, que são as alianças simbolizando que cada casal tem um compromisso e fez uma aliança com o outro, aliança está que não deve ser quebrada e o arco (da aliança) mostra isso. O buquê é um adorno apenas que com o tempo se tornou tradicional já que acaba sendo jogado (numa superstição) na festa para as “solteiras”. Os padrinhos e os pais em volta do altar não são meros enfeites são as testemunhas do enlace matrimonial, é pelo menos dois casais de cada lado tem que assinar o registro como testemunhas.

Regras para a concessão do Sacramento:

  1. Deve-se procurar a secretaria da paróquia e ver a data para o casamento, isso com antecedência e antes de marcar a data no cartório (muitos fazem o contrário e acabam com um problema). Importante procurar a igreja antes por uma questão de agenda do padre e da própria igreja.
  2. Entra-se com a documentação necessária com bastante antecedência (é necessário que se tenha recebido os sacramentos da iniciação cristã para poder solicitar o sacramento do matrimônio). Um dos documentos mais importantes é o que atesta que a pessoa foi batizada e este documento, chamado batistério tem que ter no máximo 6 meses da data que foi solicitado. Explicando: quando a pessoa pede o sacramento do matrimônio é necessário que seja solicitado junto a igreja em que foi batizada um batistério atualizado com no máximo 6 meses antes do pedido do sacramento. Cada um dos pretendentes deve entregar o seu. Caso A pessoa esteja longe do local onde foi batizada e não tenha como buscar este documento pode se pedir auxílio para a secretaria da igreja aonde irá se casar. O batistério atualizado serve para confirmar se nenhum dos pretendentes está casado na igreja
  3. A secretaria da igreja lança um documento chamado Proclamas, que consiste em se tornar público a intenção de cada um do casal em contrair o matrimônio na igreja, este informe é colocado em local visível na comunidade por pelo menos 1 mês, é ser anunciado durante as missas. Os Proclamas servem também para que as pessoas da comunidade possam informar caso saibam que alguns dos pretendentes não sejam realmente livres (solteiro, viúvo) e vivam outra relação fora da que pretende contrair oficialmente. Vale dizer que o cartório onde é feito a entrada para os papéis do casamento também lança um Edital de Proclamas
  4. Neste ínterim deve-se fazer o que chamamos de Curso de Noivos
  5. Depois de tudo isso: casamento agendado, autorização liberada, curso completado, é feita uma entrevista com o padre. Cada um dos pretendentes faz esta entrevista
  6. Realiza-se a cerimônia (detalhe apenas será realizada com a Certidão Civil de Casamento efetivada no cartório antes da cerimônia religiosa) Vale lembrar que é possível realizar ambas as cerimônias ao mesmo tempo, desde que o Juiz de Paz vá até a igreja e faça o casamento Civil durante a celebração religiosa, claro que isto tem um custo maior para o casal.
  7. Após a cerimônia são enviadas cópias da Certidão de Casamento Religioso para as igrejas onde cada um dos cônjuges foi batizada para averbação, além do registro no Sistema Digital da Igreja e no livro do Matrimônio da Paróquia onde foi realizado o casamento.

(Agradecimento especial pela consultoria realizada à Fabiana Aparecida, secretária da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Sumaré, SP).

CDC (Código de Direito Canônico) 1055-1057

1055 – § 1. A aliança matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma parceria de toda a vida, por sua natureza ordenada para o bem dos cônjuges e à geração e educação dos filhos, entre os batizados, foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento .

§2º. Portanto, entre os batizados não pode ser um contrato de casamento válido, é por isso mesmo sacramento.

Pode. 1056 – As propriedades essenciais do matrimônio são a unidade e indissolubilidade, que no matrimônio cristão obter uma firmeza especial em razão do sacramento.

Pode. 1057 – § 1. O ato que constitui o casamento é o consentimento das partes, legitimamente manifestado entre pessoas juridicamente capazes; não podem ser fornecidos por qualquer poder humano.

§2º. consentimento matrimonial é um ato de vontade pelo qual um homem e uma mulher, por aliança irrevogável, se entregam e aceitar-se a estabelecer o casamento.

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Lembrando:

  • Viúvos podem casar novamente na igreja
  • A antiga frase: “Se alguém souber de algo que impeça a realização deste matrimônio fale agora ou cale-se para sempre.” Está em desuso ultimamente visto que o Proclamas e a verificação anterior da situação de cada conjugue. Porém alguns padres ainda a usam, mais pela tradição.
  • O casamento é indissolúvel. O que Deus uniu o homem não separa, por isso mesmo é importante se ter a certeza do desejo, da coragem e de toda a responsabilidade para se receber este sacramento
  • Casamento pode ser dissolvido em casos de descoberta de algo que impeça a consumação do matrimônio é que foi deliberadamente escondido de um dos cônjuges (uma doença grave, por exemplo). Também em casos de descoberta de uma relação oculta em curso (um dos cônjuges ter uma esposa (o) e está relação ser efetiva, mesmo sem ser oficializada no papel, É também crime pois bigamia no Brasil também está sujeito às penas da lei civil). E em casos que o casamento foi feito sobre ameaça. Em caso de não consumação do matrimônio (não ter tido ato sexual por vontade própria, ou seja, não querer ter relação com o cônjuge) Para isso é preciso mover um processo no Tribunal Eclesiástico. Ver CDC 1063-1165

Temos notado que muitas pessoas acabam se casando sem ter a verdadeira intenção de constituir família, e usando um chavão muito em uso: “Se não der certo, separa.” Para a igreja esta frase não existe pois se quer crer que quando duas pessoas decidem coabitar e optam por  receberem o sacramento do Matrimônio, estas pessoas sejam maduras o suficiente para ter ciência de todas as dificuldades da convivência a dois e de como é importante o diálogo, respeito e amor entre as partes para tudo. A missão da igreja não é apenas administrar o sacramento, mas sim servir de apoio em todas as horas, e cabe ao casal não esperar que tudo se acabe antes de se apegarem a Jesus e procurarem a igreja para se apoiarem.

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Artigo 7: O Sacramento do Matrimônio

Transcrição CIC 1659-1666

1659. São Paulo diz: «Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja […] É grande este mistério, que eu refiro a Cristo e à Igreja» (Ef 5, 25.32).

1660A aliança matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma comunidade íntima de vida e de amor; foi fundada e dotada das suas leis próprias pelo Criador: Pela sua natureza, ordena-se ao bem dos cônjuges, bem como à procriação e educação dos filhos. Entre os baptizados ,foi elevada por Cristo Senhor à dignidade de sacramento.

1661. O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja. Confere aos esposos a graça de se amarem com o amor com que Cristo amou a sua Igreja; a graça do sacramento aperfeiçoa assim o amor humano dos esposos, dá firmeza à sua unidade indissolúvel e santifica-os no caminho da vida eterna.

1662O Matrimônio assenta no consentimento dos contraentes, quer dizer; na vontade de se darem mútua e definitivamente, com o fim de viverem uma aliança de amor fiel e fecundo.

1663. Uma vez que o Matrimônio estabelece os cônjuges num estado público de vida na Igreja, é conveniente que a sua celebração seja pública, integrada numa celebração litúrgica, perante o sacerdote (ou testemunha qualificada da Igreja), as testemunhas e a assembleia dos fiéis.

1664A unidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade são essenciais ao Matrimônio. A poligamia é incompatível com a unidade do Matrimônio; o divórcio separa o que Deus uniu; a recusa da fecundidade desvia a vida conjugal do seu «dom mais excelente», o filho.

1665O novo casamento dos divorciados, em vida do cônjuge legítimo, é contrário ao desígnio e à Lei de Deus ensinados por Cristo. Eles não ficam separados da Igreja, mas não têm acesso à comunhão eucarística. Viverão a sua vida cristã sobretudo educando os filhos na fé.

1666O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. É por isso que a casa de família se chama, com razão, «Igreja doméstica», comunidade de graça e de oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã.

 

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Ouça as músicas sugeridas:

Que bom que você chegou – Bruna Karla

Laços de Amor – Missão Mensagem Brasil

Primeiro Olhar – Anjos de Resgate

 

Leia também:

24º Encontro (Catequese) – Reconciliação (Confissão)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 24/40)

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Sugestão para folha de encontro

Neste encontro vamos falar de um dos sacramentos que podem ser renovados durante praticamente toda a vida do católico. O sacramento da Reconciliação  (reconciliar é voltar a ter um relacionamento mais próximo de Deus através do perdão dos pecados) mais popularmente conhecido como Confissão. Todos os catecúmenos, catequizandos e crismandos adultos devem receber este sacramento antes mesmo de receberem os demais sacramentos da iniciação cristã.

Para iniciar sugiro que cantemos a música Deus é Capaz (Vida Reluz) já para entrar no clima. Na sequência poderemos rezar um Pai Nosso.

Para ilustrar pode ser encenada a passagem da Mulher Adúltera Jo 8,1-11  

Ou exibir o vídeo A Mulher Adúltera

Comentário: todos podem pecar, mas Deus quer perdoar a todos, desde que tenha arrependimento. O julgamento das outras pessoas não é o mais importante para Deus. Veja como Jesus perdoa já inquirindo os demais sobre ter ou não pecados e também note como ele instruiu a mulher a não pecar mais. A confissão é isso, perdoa-se os pecados mas pede-se que evite pecar de novo.

Falar sobre o tema do sacramento da Reconciliação

Fazer um breve exame de consciência  (lembrando que este tema já foi abordado no 19° encontro):

  1. Que imagem eu tenho de mim mesmo? Positiva ou negativa?
  2. Eu gosto de mim mesmo?
  3. Que imagem as outras pessoas tem de mim? (Pense emnpell menos 3 amigos e o que eles responderiam se você perguntasse: Como você me vê?)
  4. Com quem me identifico mais: pai, mãe, avós, irmãos? Por quê?
  5. Como enfrento a solidão em minha vida?
  6. Como está minha vida emocional? Ela tem equilíbrio?
  7. Tenho amigos?
  8. Atualmente tenho dificuldades para rezar? Quais? Porquê?
  9. O que precisa ser curado em mim?
  10. Consigo falar com Deus? Qual a maior experiência que tive com Jesus?
  11. A igreja está sendo importante para mim? E a catequese?
  12. Durante a semana, em quais momentos fico mais estressado ou perco o controle de mim mesmo? Porquê?

Como parte da oração final podemos fazer uma reflexão escutando a música Hoje Livre Sou (Ministério Adoração e Vida) de olhos fechados e de pé. Como forma de dizer que o perdão liberta.

Depois fechamos com um Pai Nosso, Ave Maria e Vinde Espírito Santo

Aprofundamento para o catequista

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 “A Confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a igreja.” (CIC 1484)

A Confissão é o sacramento que nos conduz à adoração. É uma experiência de oração e de adoração. Por isso devemos receber todos os sacramentos, especialmente o da Reconciliação também em oração e adoração. O penitente deve se confessar orando a Deus e o sacerdote aconselhá-lho orando a Deus. É e deve ser sempre uma oração sincera de perdão. Neste processo a pessoa é curada em seus desequilíbrios emocionais, que não estão diretamente sob o controle de sua vontade. E como muitas das curas em nós implicam em perdão, através deste o equilíbrio emocional é restaurado e o caminho para a cura física também fica aberto (cf. 2Sm 12,1-15;Jo 20,22-23;Tg 5,16; 1Jo 1,7-10; Lc 15,11-32) folheto Confissão, da Associação do Senhor Jesus

Os efeitos do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus e portanto o perdão dos pecados;
– a reconciliação com a Igreja; a recuperação, se perdida, do estado de graça;
– a remissão da pena eterna merecida por causa dos pecados mortais e, ao menos em parte, das penas temporais que são consequência do pecado;
– a paz e a serenidade da consciência, e a consolação do espírito;
– o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão
O apelo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados os quais têm a necessidade da conversão. Esta conversão é um empenho contínuo para toda a Igreja.

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Sacramento da Reconciliação

O Sacramento da Reconciliação é um dos chamados sacramentos de cura

Este sacramento é também chamado de Confissão e em alguns lugares de Penitência,  mas na verdade trata-se do mesmo sacramento e algumas de suas partes. Ver CIC 1423-1424

Basicamente o sacramento é concedido desta maneira:

  • Quem recebe a confissão é o ministro ordenado,nou seja o padre. Este fez um boto de silêncio e não pode revelar nada do que foi dito em confessionário. Na realidade após a conversa e o aconselhamento, em muitos casos cabe uma penitência tudo o que foi dito deve ser esquecido pelo padre ou ao menos guardado e nunca revelado.
  • Confessionário: As igrejas mais antigas possuem um espaço chamado confessionário, onde o padre ficava de um lado e a pessoa de outro separados por uma treliça que impedia a revelação da identidade do confessante. Mas ultimamente este espaço não existe nas novas construções, porém o padre

recebe as pessoas que vão confessar em um ambiente privativo e discreto onde é garantida a confidencialidade e sigilo, e onde ninguém mais estará ouvindo. Por isso hoje é aconselhável marcar um horário com o padre anteriormente, porém este receberá as confissões assim que for solicitado. Ver direito canônico 959-986 e CIC 1464

  • Contrição: entre os atos do penitente, a contrição vem em primeiro lugar. Consiste “numa dor da alma e detestação do pecado cometido, com a resolução de não pecar mais no futuro “ trocando em miúdos, é quando todos os pecados cometidos começam a incomodar a pessoa ver CIC 1451-1453
  • Muitas vezes o impulso de pedir o perdão através da confissão não deixa espaço para um bom exame de consciência, o que seria muito bom se fazer, para se ter uma boa ideia do que falar na confissão. CIC 1454
  • Confessar: um outro passo é procurar a igreja e o padre para fazer a sua confissão, contar o que incomoda, os pecados mortais e apesar de não ser estritamente necessária, a confissão das faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente recomendada pela igreja. CIC 1458
  • Orientação: o padre orienta o penitente sobre o que foi contado. Não é a condenação, mas sim uma boa conversa, onde a oração e a evangelização estão a frente
  • Penitência: a penitência imposta pelo confessor deve levar em conta a situação pessoal do penitente e procurar seu bem espiritual. Pode constituir na oração, numa oferta, em obras de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, etc. Nunca em algo que vá prejudicar o fiel.
  • É orientado que todo católico ao menos uma vez por ano receba o sacramento da Reconciliação, principalmente aqueles que já receberam o sacramento da Eucaristia é comungam regularmente.

Porque reconciliar-se?

“A reconciliação torna-se necessária porque se deu a ruptura do pecado, da qual derivaram todas as outras formas de ruptura no íntimo do homem e à sua volta.
A reconciliação, portanto, para ser total exige necessariamente a libertação do pecado, rejeitado nas suas raízes mais profundas. Por isso, há uma estreita ligação interna, que une conversão e reconciliação: é impossível dissociar as duas realidades, ou falar de uma sem falar da outra.

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A nova vida da graça, recebida no Batismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência). O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento, para a conversão dos batizados que pelo pecado d’Ele se afastaram. Na tarde de Páscoa, o Senhor se mostrou aos Apóstolos e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoar os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos» (Jo 20, 22-23).

O pecado é uma ofensa a Deus, na desobediência ao seu amor. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício.

Podemos ainda distinguir entre pecado mortal e venial. Comete-se pecado mortal quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Este pecado destrói a caridade, priva-nos da graça santificante e conduz-nos à morte eterna do inferno, se dele não nos arrependermos. É perdoado ordinariamente mediante os sacramentos do Batismos e da Penitência ou Reconciliação.

O pecado venial, que difere essencialmente do pecado mortal, comete-se quando se trata de matéria leve, ou mesmo grave, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento. Não quebra a aliança com Deus, mas enfraquece a caridade; manifesta um afeto desordenado pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem moral; merece penas purificatórias temporais.

Cristo confiou o ministério da reconciliação aos seus Apóstolos, aos Bispos seus sucessores e aos presbíteros seus colaboradores, os quais portanto se convertem em instrumentos da misericórdia e da justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados no Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todo o fiel, obtida a idade da razão, é obrigado a confessar os seus pecados graves ao menos uma vez por ano e antes de receber a Sagrada Comunhão. Devem-se confessar todos os pecados ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados é o único modo ordinário para obter o perdão. Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, todo o confessor está obrigado a manter o sigilo sacramental, isto é, o absoluto segredo acerca dos pecados conhecidos em confissão, sem nenhuma exceção e sob penas severíssimas.” (Blog Formação Canção Nova)

Transcrição do CIC 1485-1498

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1485. «Na tarde da Páscoa, o Senhor Jesus apareceu aos seus Apóstolos e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos”» (Jo 20, 22-23).

1486. 0 perdão dos pecados cometidos depois do Baptismo é concedido por meio dum sacramento próprio, chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação.

1487. Quem peca, ofende a honra de Deus e o seu amor, a sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus, e o bem-estar espiritual da Igreja, da qual cada fiel deve ser pedra viva.

1488. Aos olhos da fé, não existe mal mais grave do que o pecado; nada tem piores consequências para os próprios pecadores, para a Igreja e para todo o mundo.

1489Voltar à comunhão com Deus, depois de a ter perdido pelo pecado, é um movimento nascido da graça do mesmo Deus misericordioso e cheio de interesse pela salvação dos homens. Deve pedir-se esta graça preciosa, tanto para si mesmo como para os outros.

1490O movimento de regresso a Deus, pela conversão e arrependimento, implica dor e aversão em relação aos pecados cometidos, e o propósito firme de não tornar a pecar no futuro. Portanto, a conversão refere-se ao passado e ao futuro: alimenta-se da esperança na misericórdia divina.

1491. O sacramento da Penitência é constituído pelo conjunto de três actos realizados pelo penitente e pela absolvição do sacerdote. Os actos do penitente são: o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a reparação e as obras de reparação.

1492. O arrependimento (também chamado contrição) deve inspirar-se em motivações que brotam da fé. Se for motivado pelo amor de caridade para com Deus, diz-se «perfeito»; se fundado em outros motivos, diz-se «imperfeito».

1493Aquele que quer obter a reconciliação com Deus e com a Igreja, deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não tiver confessado e de que se lembre depois de ter examinado cuidadosamente a sua consciência. A confissão das faltas veniais, sem ser em si necessária, é todavia vivamente recomendada pela Igreja.

1494. O confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos actos de «satisfação» ou «penitência», com o fim de reparar o mal causado pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios dum discípulo de Cristo.

1495. Só os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver; podem perdoar os pecados em nome de Cristo.

1496. Os efeitos espirituais do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recupera a graça;
–  a reconciliação com a Igreja;
–  a remissão da pena eterna, em que incorreu pelos pecados mortais;
–  a remissão, ao menos em parte, das penas temporais, consequência do pecado;
–  a paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
–  o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão.

1497. A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja.

1495. Por meio das indulgências, os fiéis podem obter para si próprios, e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, consequência do pecado

Leia mais:

 

Introduzindo uma novidade:

Estou introduzindo este espaço para que você possa ouvir as músicas sugeridas nos encontros, assim que puder vou atualizar as postagens anteriores, deixe a sua opinião.

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 Deus é Capaz – Vida Reluz

Hoje Livre Sou – Ministério Adoração e Vida

23º Encontro (Catequese) – Crisma

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 23/40)

Neste 23º encontro vamos falar sobre o Sacramento da Confirmação, o Crisma. A grosso modo o Crisma trata-se da confirmação do batismo e até uns anos atrás ele era feito após o batismo e mesmo que a pessoa fosse ainda criança. Com o tempo foi pensado e analisado que este sacramento deveria vir já com o que consideramos “idade adulta para a fé” (aos 15 anos ou mais). É também o sacramento do Espírito Santo e faz parte dos sacramentos da iniciação cristã. Com a mudança de ordem este sacramento passou a ser o 3º (ou o 4º se levarmos em consideração que para se receber o Crisma é preciso receber antes o sacramento da penitência). Vamos falar deste grande e importantíssimo sacramento.

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Sugestão de Folha de encontro

Para iniciar proponho uma música  reflexiva, Eu navegarei e cada um deve fechar os olhos e escutar a música em silêncio orando apenas no coração. Depois podemos rezar o Vinde Espírito Santo

Para entrar no tema seria interessante fazer a leitura do Pentecostes At 2, 1-21

Falar sobre o que é o sacramento do Crisma, importância, celebração pelo Bispo e de como cada um Batizado e comungando da Eucaristia deve se preparar para receber este sacramento (vide aprofundamento para o catequista)

Sugiro que realizemos uma dinâmica:

Dinâmica das 3 velas

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Material: 3 velas maiores e 1 vela para cada catequizando – Participantes: 3 catequizandos para desenvolvimento. Entrega-se uma vela para cada catequizando, menos os 3 escolhidos que ficarão com as velas diferenciadas.
Desenvolvimento: Primeiro apenas os 3 escolhidos acendem suas velas na vela principal que deve fazer parte do cenário. Um esconde a vela num canto da sala, outro segura a vela e protege a chama perto dele e o terceiro acende a vela dos demais

Reflexão: O que devemos fazer quando recebemos a luz do Espírito Santo? (abrir para que todos respondam). Como fechamento podemos dizer que quando a pessoa não entende ou não sabe o que fazer com a luz deixa num canto esquecida, largada. Outro quer a luz apenas para ele não divide. E quem faz o certo é aquele que leva a luz a todos.

Depois podemos fazer o nosso canto Espírito Santo da Comunidade Doce Mãe de Deus e finalizar com o Vinde Espírito Santo novamente

Aprofundamento para o catequista

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Sacramentos: Confirmação

Continuamos falando dos sacramentos  (sinais do amor de Deus) e desta vez o tema é o sacramento da Confirmação do Batismo ou Crisma como nós estamos mais acostumados a falar.

O Crisma é também o sacramento do Espírito Santo e o último da iniciação cristã.

Com o recebimento do sacramento e desta feita a confirmação do Sacramento do Batismo se recebe também os Dons do Espírito Santo:

  1. Sabedoria: é o dom de perceber o certo e o errado, o que favorece e o que prejudica o projeto de Deus, quem acredita na libertação e quem está interessado na opressão. A sabedoria é dada especialmente aos pobres (Mt 11, 25) e àqueles que são solidários a eles. Não tem nada a ver com cultura. A pessoa ou a comunidade dotadas de sabedoria sabem deixar o Espírito falar nelas e por elas.
  2. Inteligência (Entendimento): é o dom de entender os sinais da presença de Deus nas situações humanas, nos conflitos sociais, nas lutas políticas. Nada tem a ver com a capacidade intelectual ou nível de QI. A pessoa ou comunidade dotadas de inteligência captam, sem dificuldade, a íntima relação entre vida e Palavra de Deus. É o Dom Divino que nos ilumina para aceitar as verdades reveladas por Deus
  3. Conselho: é o dom de saber discernir caminhos e opções, de saber orientar e escutar, de animar a fé e a esperança da comunidade. Só assim orientamos bem a nossa vida e a de quem pede um conselho.
  4. Fortaleza: é o dom de resistir às seduções da sociedade capitalista, de ser coerente com o Evangelho, de enfrentar riscos na luta por justiça, de não temer o martírio. A pessoa ou comunidade dotadas desse dom não se amedrontam diante de ameaças e perseguições, pois confiam incondicionalmente no Pai. É esse o Dom que faltou para o Apóstolo São Pedro quando negou o Mestre, e que lhe foi dado depois pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes. São Paulo confiava no Dom da Fortaleza. Ele disse: ‘Se Deus está conosco, quem será contra nós?’ (Rm 8,31).
  5. Ciência: é o dom de saber interpretar a Palavra de Deus, de explicar o Evangelho e a doutrina da Igreja, de fazer avançar a teologia, de traduzir em palavras o que se vive na prática. Por este Dom o Espírito Santo nos revela interiormente o pensamento de Deus sobre nós, pois ‘os mistérios de Deus ninguém os conhece, a não ser o Espírito Santo’ (1 Cor 2,10-15). Nada tem a ver com a ciência aprendida nas escolas e nos livros.
  6. Piedade: é o dom de estar sempre aberto à vontade de Deus, procurando agir como Jesus agiria e identificando no próximo o rosto do Cristo. Nada tem a ver com aquele sentido piegas de piedade, de quem fica o dia todo na igreja batendo no peito e acendendo velas. Piedosa é aquela pessoa ou comunidade que traz nas entranhas a vontade irrefreável de realizar na sociedade o projeto de justiça de Deus. É o Dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria
  7. Temor de Deus: é o dom da prudência e da humildade, de saber reconhecer os próprios limites, de não pedir ou esperar de Deus que Ele faça a nossa vontade. A pessoa ou comunidade dotadas desse dom sabem que são amadas pelo Pai e temem qualquer risco de infidelidade ou traição a esse amor

Além disso o sacramento do Crisma também traz os Frutos da Caridade ou como também são conhecidos os Frutos do Espírito Santo: alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança.

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Já no Antigo Testamento os profetas anunciaram que o Espírito Santo do Senhor repousaria sobre o Messias esperado. João Batista dizia que batizava com água e viria aquele que batizaria com o fogo do Espírito Santo. Quando Jesus foi batizado os relatos dos evangelistas dão conta de que uma pomba (símbolo do Espírito Santo) pousou sobre ele. E no dia de Pentecostes foi o fogo do Espírito Santo quem tomou conta de todos. Então o Espírito Santo é também o fogo que incendeia alma e o prepara para enfrentar qualquer desafio. Assim que Cristo fez a sua ascensão a comunidade percebeu as línguas de fogo que repousava sobre todos, foi a confirmação do que previa João Batista e o Batismo no espírito.(At 2,11)

O Santo Crisma (Mýron =perfume líquido) é o óleo abençoado e perfumado abençoado pelo Bispo na quinta-feira Santa durante a missa do crisma e que usado na unção, é sinal do selo do Espírito Santo, já no Batismo ele é usado para ungir a fronte dos catecúmenos.

São Paulo na sua Carta aos Gálatas fala sobre a diferença entre os frutos da carne (que quase sempre levam ao pecado) e os Frutos do Espírito Santo (ou frutos da caridade):

“16.Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. 17.Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis. 18.Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei. 19.Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, 20.idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, 21.invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus! 22.Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, 23.brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. 24.Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. 25.Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito. 26.Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós.”  Gálatas 5, 16-26

Algo importante dentro do sacramento são os padrinhos. Até certo tempo atrás a divisão de padrinhos era por sexo, ou seja, homens deveriam ter padrinhos, e mulheres apenas madrinhas, mas hoje isso não é mais exigido podendo ser escolhido madrinha para homens (ou padrinhos se for da vontade do crismando) e padrinhos para mulheres (ou madrinhas se for da vontade do crismando). A questão é que é escolhido apenas um, diferente do batismo que é um casal. Uma das recomendações é que deveria ser o mesmo padrinho ou madrinha do batismo, mas isso é raro já que a maioria das pessoas é batizada ainda criança e por vezes quando der a época do Crisma pode ter perdido contato com os padrinhos ou nem ter afinidade. Eu tive a honra de batizar e crismar uma jovem chamada Elaine (minha afilhada querida que mantenho contato sempre) cuja a honra de ser seu catequista também me coube. Mas são poucos os casos assim e isso não é uma regra, apenas uma recomendação. Uma regra é que o padrinho ou madrinha não seja namorado(a) ou esposo(a) e que também tenha os sacramentos e que seja maior de idade. Outro pedido é que o próprio crismando escolha quem será seu padrinho ou madrinha pois está recebendo o sacramento dos adultos e a interferência dos pais (em casos de menores de idade) deve ser mínima se não nula. porém não é o que vemos na maioria das vezes. geralmente os pais “prometeram” o filho(a) para devida pessoa crismar e quando chega a hora eles querem impor esta “promessa”, isso foge do senso de responsabilidade que o crismando deverá ter à partir do momento em que decide receber o sacramento. Cabe então a Pastoral da Crisma ou da Catequese fazer esta orientação para a família, por isso é tão importante ter contato com a família em reuniões trimestrais para esclarecer e orientar estes pontos, porém a vontade da família sobretudo dos pais não pode ser imposta nem pela pastoral nem por eles próprios, um consenso é sempre o mais indicado, desde que se consiga o diálogo é claro. Mas também não existe uma regra.

Uma curiosidade é que a cor por excelência do Crisma é a vermelha, representando o fogo abrasador do Espírito Santo, então quando os crismandos vão receber o sacramento eles podem estar vestidos com a cor vermelha ou branca. Tem sido adotado nos últimos tempos a opção de se escolher uma camiseta com algum tipo de desenho ou até foto para que todo o grupo use, muito dessa estratégia foi adotada porque na época do recebimento do sacramento muitos pais gastavam muito dinheiro para comprarem roupas especiais (principalmente quando se tratava das mulheres que compravam vestidos caros) e alguns por não terem estas condições financeiras acabavam se sentindo diminuídos em relação aos demais, com a adoção de uma camiseta personalizada fica mais barato e além do mais se cria uma igualdade deixando o que importa, que é o sacramento, em evidência e não a vestimenta. Isso não quer dizer que não se possa optar por deixar que cada um venha vestido como quiser, mas evita que tenhamos pessoas vestidas inadequadamente já que a tradição pede branco ou vermelho para a ocasião. Abaixo alguns exemplos retirados da internet de vestimenta para a Crisma

Um pouco da história

Na Igreja Oriental, até hoje, Batismo, Crisma e Eucaristia constituem uma unidade inseparável. A separação na Igreja Latina se deu por razões de ordem prática, não de ordem teológica. O cristianismo propagou-se principalmente nas cidades. Cada comunidade urbana era presidida pelo bispo, auxiliado por seu presbitério e pelos diáconos. No Batismo-Crisma, os presbíteros, diáconos e diaconisas batizavam, enquanto o bispo realizava a unção pós-batismal.

A celebração se realizava na Vigília da Páscoa. À medida que o cristianismo se expandia pelas regiões rurais, tomava-se impossível a presença do bispo nas celebrações da Vigília Pascal nas paróquias. Havia duas possibilidades de solucionar o impasse: delegar toda a celebração ao presbítero ou deixar a unção por parte do bispo para outra oportunidade, quando a pessoa viesse à cidade ou o bispo visitasse as comunidades. A Igreja do Oriente preferiu a primeira alternativa e a Igreja Latina, a Segunda solução.

Com a separação perdeu-se, na Igreja Latina, ao passar dos séculos, a consciência da unidade dos três sacramentos. Quando, no século XII, se inicia a reflexão explícita sobre os sete sacramentos, a teologia busca o sentido para a Crisma, sem levar em conta a sua unidade com o Batismo e a Eucaristia. Aparecem duas perspectivas: a primeira (Séc.V) afirma que a graça específica da Crisma consiste em tornar-se soldado de Cristo. A Crisma será, então, a investidura do cavaleiro de Cristo (daí o conhecido “tapa” que o bispo  dava (e alguns ainda dão, mas de forma menos violenta) no rosto do crismado depois de ungi-lo). A outra(Séc.IX) vê o específico da Crisma na capacitação para a profissão de fé pública e para o testemunho.

Há ainda outra modalidade, também tradicional, de explicar a Crisma. Há fases etárias e circunstâncias na vida humana que são experimentadas como decisivas ou perigosas. Todas as religiões as ritualizam. Tais o nascimento, a puberdade, a idade adulta, o casamento, a morte… Muitos talvez considerem mais fácil explicar a Crisma a partir da fase de idade em que hoje é administrada. Encontram apoio em São Tomás de Aquino.

Na pastoral da Igreja Latina, a separação entre Batismo e Crisma, introduzida por razões práticas, acentuou-se com a generalização do Batismo de crianças e tomou-se ainda maior pela prática da Primeira Comunhão de crianças, introduzida por Pio X, em 1910. Por motivos pastorais, em vez da ordem dos sacramentos da iniciação (Batismo-Crisma-Eucaristia), dá-se normalmente uma ordem diferente (Batismo – Penitência – Eucaristia – Crisma). No Batismo de adultos, segue-se, normalmente, a ordem original: Batismo – Crisma – Eucaristia.

(CNBB. Orientações para a Catequese da Crisma. Estudos da CNBB nº 61, São Paulo, Paulinas, 1989)

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CIC 1285 – O sacramento da Confirmação

(Transcrição direta do Catecismo da Igreja Católica)

O SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO

1285. Com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos «sacramentos da iniciação cristã», cuja unidade deve ser salvaguardada. Por isso, é preciso explicar aos fiéis que a recepção deste sacramento é necessária para a plenitude da graça baptismal. Com efeito, os baptizados «pelo sacramento da Confirmação, são mais perfeitamente vinculados à Igreja, enriquecidos com uma força especial do Espírito Santo e deste modo ficam mais estritamente obrigados a difundir e a defender a fé por palavras e obras, como verdadeiras testemunhas de Cristo» .

I. A Confirmação na economia da salvação

1286. No Antigo Testamento, os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado, em vista da sua missão salvífica . A descida do Espírito Santo sobre Jesus, aquando do seu batismo por João, foi o sinal de que era Ele o que havia de vir, de que era o Messias, o Filho de Deus. Concebido pelo poder do Espírito Santo, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam numa comunhão total com o mesmo Espírito Santo, que o Pai Lhe dá «sem medida» (Jo 3, 34).

1287. Ora, esta plenitude do Espírito não devia permanecer unicamente no Messias: devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Repetidas vezes, Cristo prometeu esta efusão do Espírito promessa que cumpriu, primeiro no dia de Páscoa e depois, de modo mais esplêndido, no dia de Pentecostes. Cheios do Espírito Santo, os Apóstolos começaram a proclamar «as maravilhas de Deus» (At 2, 11) e Pedro declarou que esta efusão do Espírito era o sinal dos tempos messiânicos. Aqueles que então acreditaram na pregação apostólica, e se fizeram baptizar, receberam, por seu turno, o dom do Espírito Santo.

1288. «A partir de então, os Apóstolos, para cumprirem a vontade de Cristo, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito para completar a graça do Batismo. É por isso que, na Epístola aos Hebreus, se menciona, entre os elementos da primeira instrução cristã, a doutrina sobre os Batismos e também sobre a imposição das mãos. A imposição das mãos é justificadamente reconhecida, pela Tradição católica, como a origem do sacramento da Confirmação que, de certo modo, perpetua na Igreja a graça do Pentecostes».

1289. Bem cedo, para melhor significar o dom do Espírito Santo, se acrescentou à imposição das mãos uma unção com óleo perfumado (crisma). Esta unção ilustra o nome de «cristão», que significa «ungido»,e que vai buscar a sua origem ao próprio nome de Cristo, aquele que «Deus ungiu com o Espírito Santo» (At 10, 38). E este rito da unção mantém-se até aos nossos dias, tanto no Oriente como no Ocidente. É por isso que, no Oriente, este sacramento se chama crismação (= unção do crisma), ou myron, que significa «crisma». No Ocidente, o nome de Confirmação sugere que este sacramento confirma o Batismo e, ao mesmo tempo, consolida a graça batismal

cristianismo.

DUAS TRADIÇÕES: O ORIENTE E O OCIDENTE

1290. Nos primeiros séculos, a Confirmação constitui geralmente uma única celebração com o Batismo, formando com ele, segundo a expressão de São Cipriano, um «sacramento duplo». Entre outras razões, a multiplicação dos batismos de crianças, e isto em qualquer tempo do ano, e a multiplicação das paróquias (rurais), ampliando as dioceses, deixaram de permitir a presença do bispo em todas as celebrações baptismais. No Ocidente, porque se desejava reservar ao bispo o completar do Batismo, instaurou-se a separação, no tempo, dos dois sacramentos. O Oriente conservou unidos os dois sacramentos, de tal modo que a Confirmação é dada pelo sacerdote que baptiza. Este, no entanto, só o pode fazer com o «myron» consagrado por um bispo.

1291. Um costume da Igreja de Roma facilitou a expansão da prática ocidental, graças a uma dupla unção com o santo crisma, depois do batismo: a unção já feita pelo sacerdote ao neófito ao sair do banho baptismal é completada por uma segunda unção, feita pelo bispo na fronte de cada um dos novos baptizados. A primeira unção com o santo crisma, feita pelo sacerdote, ficou ligada ao rito baptismal e significa a participação do baptizado nas funções profética, sacerdotal e real de Cristo. Se o Batismo é conferido a um adulto, há apenas uma unção pós-baptismal: a da Confirmação.

1292. A prática das Igrejas do Oriente sublinha mais a unidade da iniciação cristã. A da Igreja latina exprime, com maior nitidez, a comunhão do novo cristão com o seu bispo, garante e servidor da unidade da sua Igreja, da sua catolicidade e da sua apostolicidade; e assim, a ligação com as origens apostólicas da Igreja de Cristo.

II. Os sinais e o rito da Confirmação

1293. No rito deste sacramento, convém considerar o sinal da unção e o que essa unção designa e imprime: o selo espiritual.

A unção, na simbologia bíblica e antiga, é rica de numerosas significações: o óleo é sinal de abundância e de alegria, purifica (unção antes e depois do banho) e torna ágil (unção dos atletas e lutadores): é sinal de cura, pois suaviza as contusões e as feridas e torna radiante de beleza, saúde e força.

1294. Todos estes significados da unção com óleo se reencontram na vida sacramental. A unção antes do Batismo, com o óleo dos catecúmenos, significa purificação e fortalecimento; a unção dos enfermos exprime cura e conforto. A unção com o santo crisma depois do Batismo, na Confirmação e na Ordenação, é sinal duma consagração. Pela Confirmação, os cristãos, quer dizer, os que são ungidos, participam mais na missão de Jesus Cristo e na plenitude do Espírito Santo de que Ele está repleto, a fim de que toda a sua vida espalhe «o bom odor de Cristo»

1295. Por esta unção, o confirmando recebe «a marca», o selo do Espírito Santo. O selo é o símbolo da pessoa, sinal da sua autoridade, da sua propriedade sobre um objecto. Era assim que se marcavam os soldados com o selo do seu chefe e também os escravos com o do seu dono. O selo autentica um ato jurídico ou um documento e, eventualmente, torna-o secreto.

1296. O próprio Cristo se declara marcado com o selo do Pai. O cristão também está marcado com um selo: «Foi Deus que nos concedeu a unção, nos marcou também com o seu selo e depôs as arras do Espírito em nossos corações» (Cor 1, 21-22). Este selo do Espírito Santo marca a pertença total a Cristo, a entrega para sempre ao seu serviço, mas também a promessa da proteção divina na grande prova escatológica.

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A CELEBRAÇÃO DA CONFIRMAÇÃO

1297. Um momento importante que precede a celebração da Confirmação, mas que, de certo modo, faz parte dela, é a consagração do santo crisma. É o bispo que, em Quinta-Feira Santa, no decorrer da missa crismal, consagra o santo crisma para toda a sua diocese. Nas Igrejas do Oriente, esta consagração é mesmo reservada ao Patriarca:

A liturgia de Antioquia exprime assim a epiclese da consagração do santo crisma (myron, em grego): «[Pai (…), envia o Teu Espírito Santo] sobre nós e sobre este óleo que está diante de nós e consagra-o, para que seja para todos os que com ele forem ungidos e marcados, myron santo, myron sacerdotal, myron real, unção de alegria, a veste da luz, o manto da salvação, o dom espiritual, a santificação das almas e dos corpos, a felicidade imperecível, o selo indelével, o escudo da fé, o capacete invencível contra todas as obras do Adversário».

1298. Quando a Confirmação é celebrada separadamente do Batismo, como acontece no rito romano, a Liturgia do sacramento começa pela renovação das promessas do Batismo e pela profissão de fé dos confirmandos. Assim se evidencia claramente que a Confirmação se situa na continuação do Batismo. No caso do Batismo de um adulto, este recebe imediatamente a Confirmação e participa na Eucaristia. (Nota: vale um adendo pessoal neste ponto, a orientação utilizada pela CNBB no Brasil considera que o adulto (aquele à partir dos 15 anos em diante) pode ser batizado, fazer a primeira comunhão e só depois receber o sacramento do crisma, ou seja são 3 momentos dentro da preparação para aqueles que não fizeram nenhum ou apenas parte da iniciação cristã, podendo sim o padre ou bispo fazer como está no CIC, mas não é mais usual, por se tratar de uma preparação mais aprofundada que geralmente leva de 1 ano a 2 anos de vivência na fé dentro da catequese)

1299. No rito romano, o bispo estende as mãos sobre o grupo dos confirmandos, gesto que, desde o tempo dos Apóstolos, é sinal do dom do Espírito. E o bispo invoca assim a efusão do Espírito:

«Deus todo-poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, pela água e pelo Espírito Santo, destes uma vida nova a estes vossos servos e os libertastes do pecado, enviai sobre eles o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de ciência e de piedade, e enchei-os do espírito do vosso temor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo».

1300. Segue-se o rito essencial do sacramento. No rito latino, «o sacramento da Confirmação é conferido pela unção do santo crisma sobre a fronte, feita com a imposição da mão, e por estas palavras: «Accipe signaculum doni Spiritus Sancti – Recebe por este sinal o Espírito Santo, o Dom de Deus». Nas Igrejas orientais de rito bizantino, a unção do myron faz-se depois duma oração de epiclese, sobre as partes mais significativas do corpo: a fronte, os olhos, o nariz, os ouvidos, os lábios, o peito, as costas, as mãos e os pés, sendo cada unção acompanhada da fórmula: «Σφραγίζ δωραζ Πυεύματζ Άγίoυ» Signaculum doni Spiritus Sancti – Selo do dom que é o Espírito Santo» ).

1301. O ósculo da paz, com que termina o rito do sacramento, significa e manifesta a comunhão eclesial com o bispo e com todos os fiéis.

III. Os efeitos da Confirmação

1302. Ressalta desta celebração que o efeito do sacramento da Confirmação é uma efusão especial do Espírito Santo, tal como outrora foi concedida aos Apóstolos, no dia de Pentecostes.

1303. Por esse fato, a Confirmação proporciona crescimento e aprofundamento da graça baptismal:

– enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos leva a dizer « Abba! Pai!» (Rm 8, 15);
–  une-nos mais firmemente a Cristo;
– aumenta em nós os dons do Espírito Santo;
– torna mais perfeito o laço que nos une à Igreja;
– dá-nos uma força especial do Espírito Santo para propagarmos e defendermos a fé, pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessarmos com valentia o nome de Cristo, e para nunca nos envergonharmos da cruz:

«Lembra-te, pois, de que recebeste o sinal espiritual, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de ciência e de piedade, o espírito do santo temor, e guarda o que recebeste. Deus Pai marcou-te com o seu sinal, o Senhor Jesus Cristo confirmou-te e pôs no teu coração o penhor do Espírito».

1304. Tal como o Batismo, de que é a consumação, a Confirmação é dada uma só vez. Com efeito, a Confirmação imprime na alma uma marca espiritual indelével, o «carácter», que é sinal de que Jesus Cristo marcou um cristão com o selo do seu Espírito, revestindo-o da fortaleza do Alto, para que seja sua testemunha.

1305. O «carácter» aperfeiçoa o sacerdócio comum dos fiéis, recebido no Batismo, e «o confirmado recebe a força de confessar a fé de Cristo publicamente e como em virtude dum encargo oficial (quasi ex officio)».

IV. Quem pode receber este sacramento?

1306. Todo o baptizado ainda não confirmado pode e deve receber o sacramento da Confirmação. Uma vez que Batismo, Confirmação e Eucaristia formam uma unidade, segue-se que «os fiéis têm obrigação de receber este sacramento no tempo devido», porque, sem a Confirmação e a Eucaristia, o sacramento do Batismo é, sem dúvida, válido e eficaz, mas a iniciação cristã fica incompleta.

1307. O costume latino, desde há séculos, aponta «a idade da discrição» como ponta de referência para se receber a Confirmação. Em perigo de morte, porém, devem confirmar-se as crianças, mesmo que ainda não tenham atingido a idade da discrição.

1308. Se por vezes se fala da Confirmação como «sacramento da maturidade cristã», não deve, no entanto, confundir-se a idade adulta da fé com a idade adulta do crescimento natural, nem esquecer-se que a graça batismal é uma graça de eleição gratuita e imerecida, que não precisa duma «ratificação» para se tornar efetiva. São Tomás recorda isso mesmo:

«A idade do corpo não constitui um prejuízo para a alma. Por isso, mesmo na infância, o homem pode receber a perfeição da idade espiritual de que fala a Sabedoria 4, 8: «A velhice honrada não é a que dão os longos dias, nem se avalia pelo número dos anos». E foi assim que muitas crianças, graças à fortaleza do Espírito Santo que tinham recebido, lutaram corajosamente e até ao sangue por Cristo».

1309preparação para a Confirmação deve ter por fim conduzir o cristão a uma união mais íntima com Cristo e a uma familiaridade mais viva com o Espírito Santo, com a sua ação, os seus dons e os seus apelos, para melhor assumir as responsabilidades apostólicas da vida cristã. Desse modo, a catequese da Confirmação deve esforçar-se por despertar o sentido de pertença à Igreja de Jesus Cristo, tanto à Igreja universal como à comunidade paroquial. Esta última tem uma responsabilidade particular na preparação dos confirmandos.

1310. Para receber a Confirmação é preciso estar em estado de graça. Convém recorrer ao sacramento da Penitência para ser purificado, em vista do dom do Espírito Santo. E uma oração mais intensa deve preparar para receber com docilidade e disponibilidade a força e as graças do Espírito Santo.

1311. Tanto para a Confirmação, como para o Batismo, convém que os candidatos procurem a ajuda espiritual dum padrinho ou de uma madrinha. É conveniente que seja o mesmo do Batismo, para marcar bem a unidade dos dois sacramentos.

V. O ministro da Confirmação

1312. O ministro originário da Confirmação é o bispo.

No Oriente, é ordinariamente o sacerdote que baptiza quem imediatamente confere a Confirmação, numa só e mesma celebração. Fá-lo, no entanto, com o santo crisma consagrado pelo patriarca ou pelo bispo, o que exprime a unidade apostólica da Igreja, cujos laços são reforçados pelo sacramento da Confirmação. Na Igreja latina aplica-se a mesma disciplina nos batismos de adultos ou quando é admitido à plena comunhão com a Igreja um baptizado de outra comunidade cristã, que não tenha recebido validamente o sacramento da Confirmação.

1313.No rito latino, o ministro ordinário da Confirmação é o bispo. Mesmo que o bispo possa, em caso de necessidade, conceder a presbíteros a faculdade de administrar a Confirmação, é conveniente que seja ele mesmo a conferi-la, não se esquecendo de que foi por esse motivo que a celebração da Confirmação foi separada, no tempo, da do Batismo. Os bispos são os sucessores dos Apóstolos e receberam a plenitude do sacramento da Ordem. A administração deste sacramento feita por eles, realça que ele tem como efeito unir mais estreitamente aqueles que o recebem à Igreja, às suas origens apostólicas e à sua missão de dar testemunho de Cristo.

1314. Se um cristão estiver em perigo de morte, qualquer sacerdote pode conferir-lhe a Confirmação. De facto, é vontade da Igreja que nenhum dos seus filhos, mesmo pequenino, parta deste mundo sem ter sido levado à perfeição pelo Espírito Santo com o dom da plenitude de Cristo.

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Resumindo:

1315.«Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a Samaria recebera a Palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos para que recebessem o Espírito Santo, que ainda não tinha descido sobre eles. Apenas tinham sido baptizados em nome do Senhor Jesus. Então impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo» (At 8, 14-17).

1316. A Confirmação completa a graça baptismal; ela é o sacramento que dá o Espírito Santo, para nos enraizar mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais solidamente em Cristo, tornar mais firme o laço que nos prende à Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada de obras.

1317.A Confirmação, tal como o Baptismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou carácter indelével; é por isso que só se pode receber este sacramento uma vez na vida.

1318. No Oriente, este sacramento é administrado imediatamente a seguir ao Baptismo e é seguido da participação na Eucaristia; esta tradição põe em relevo a unidade dos três sacramentos da iniciação cristã. Na Igreja latina, este sacramento é administrado quando se atinge a idade da razão e ordinariamente a sua celebração é reservada ao bispo, significando assim que este sacramento vem robustecer o vínculo eclesial.

1319.O candidato à Confirmação, que atingiu a idade da razão, deve professar a fé, estar em estado de graça, ter a intenção de receber o sacramento e estar preparado para assumir o seu papel de discípulo e testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nos assuntos temporais.

1320.O rito essencial da Confirmação é a unção com o santo crisma na fronte do baptizado (no Oriente também em outros órgãos dos sentidos), com a imposição da mão do ministro e as palavras: «Accipe signaculum doni Spiritus Sancti – Recebe por este sinal o Espírito Santo, o Dom de Deus» (no rito Romano) ou: «Signaculum doni Spiritus Sancti – Selo do dom que é o Espírito Santo» (no rito Bizantino).

1321.Quando a Confirmação é celebrada separadamente do Batismo, a sua ligação com este sacramento é expressa, entre outras coisas, pela renovação dos compromissos baptismais. A celebração da Confirmação no decorrer da Eucaristia contribui para sublinhar a unidade dos sacramentos da iniciação cristã.

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22º Encontro (Catequese) – Eucaristia

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 22/40)

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Sugestão de folha de encontro

Neste encontro sobre Sacramentos vamos falar sobre a Santa Eucaristia, o sacramento dos sacramentos. É muito importante que seja um encontro Alegre e bem temático para esclarecer qualquer dúvida sobre o assunto já que alguns vão receber também este sacramento.

Ambiente:

A sugestão é que se tenha imagens da Eucaristia, uma mesa com um belo pão caseiro, uvas e suco de uva (mais aconselhável do vinho neste caso). Velas e uma Bíblia, tudo muito bem arrumado para proporcionar um ambiente agradável e reflexivo

Iniciamos com um abraço da paz, depois rezemos um Pai-Nosso e as Bem aventuranças (ou Sermão da Montanha como também é conhecido):

“Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”
São Mateus, 5,3-12a

Depois Cantemos o canto  O pão da vida.

Para iniciar sugiro que seja perguntado sobre o que eles entendem como Comunhão?

Após isso refletir com os catequizandos o sentindo de se comungar, viver em comunhão ou em comum-união parafraseando o sentido da palavra.

Entrar então no tema do encontro buscando sempre explicar o valor e a importância da Eucaristia na vida do fiel católico (observe o aprofundamento para o catequista)

Ter um momento para sanar dúvidas é muito importante.

Dividir o pão e o suco entre todos no sentido de repetir o gesto de Cristo.

Depois é hora do canto final, e a sugestão é a linda música Sacramento da Comunhão

A oração final pode ser espontânea onde cada um reza por suas intenções

Aprofundamento para o Catequista

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Sacramentos: Eucaristia

Na noite em que ia ser entregue e abraçando livremente a paixão,  ele tomou o pão deu graças e o partiu e o deu aos seus discípulos dizendo: Tomais todos e comei este é o meu corpo que será entregue por vós.” (1Cor 11,23-25) – É assim que dita a liturgia eucarística em todas as missas, baseando-se sempre no gesto que Jesus deixou quando estava com seus discípulos na chamada última ceia onde ele anunciou sua morte e deixou o pão e o vinho como símbolos do seu corpo e sangue sacrificados. Tudo isso foi a primeira comunhão de todos que o seguiam e dali por diante seria a de todos os fiéis.

Após a ressurreição de Cristo um dos gestos que o identificou junto aos discípulos foi justamente o partir do pão.

Vale salientar que antes de Cristo instituir a eucaristia ele já tinha feito várias refeições com seus seguidores, mas só após um bom tempo (praticamente 3 anos de caminhada) foi que ele fez todo o gesto. Por isso que a igreja pede que o catequizando tenha um tempo de vivência na catequese para receber este sacramento tão importante.

Como já foi dito sacramentos são sinais visíveis de Deus para o fiel. O sacramento da Eucaristia é um sacramento que pode ser renovado a cada missa e que vai estar presente na vida do católico sempre.

Transubstanciação

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É a conversão de toda a substância do pão e do vinho na substância do corpo e sangue de Cristo.  

Eucaristia não é apenas pão e vinho é sim o corpo e sangue de Cristo que ao ser abençoado pelo padre na missa passa pela transubstanciação e torna-se verdadeira carne e verdadeiro sangue de Jesus. Lembrando que o padre na missa é “in persona Christi”(na pessoa de Cristo), ou seja ele está em Cristo e Cristo está nele.

A expressão “in persona Christi” quer dizer, literalmente, na pessoa de Cristo e só pode ser atribuída aos sacerdotes e ministros ordenados. Ela significa que quando o sacerdote age, ele o faz na pessoa de Cristo, ou seja, não é ele quem está agindo, mas Cristo.

Essa conversão ocorre na oração eucarística mediante a eficácia da Palavra de Jesus e da ação do Espírito Santo. Mas as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja as “espécies eucarísticas”,  permanecem inalteradas.

Então porque não se usa pão e vinho apenas e se utiliza a hóstia?

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Esta pergunta já me foi feita um dia e a resposta é simples: a hóstia é um pão também. Aliás na época de Jesus tinha o pão ázimo cozido sem fermento apenas com a farinha, a hóstia é feita assim, mas como existem muitos fiéis e não se pode jogar fora as sobras pois seria o mesmo que jogar o corpo de Jesus no lixo, optou-se por usar este formato de pão, no caso a hóstia, que pode ser reservado no sacrário para poder ser levado para os enfermos acamados e não estraga facilmente como um pão comum.

Porém pode ser utilizado pão comum na missa também porém ao final tudo deve ser consumido.

Para se receber a Eucaristia é necessário uma preparação no caso fazer a vivência de fé na catequese para que se possa compreender o real sentido do Sacramento, afinal trata-se de um maiores pilares da igreja. Também é preciso que se esteja com o coração puro e livre de qualquer mágoa ou pecado. Para isso antes de se receber a primeira comunhão e todos os anos o fiel deve receber também o sacramento da Penitência  (Confissão).

Um exemplo de que quem não está preparado ou tem o coração com algum tipo de pecado é que Judas Iscariotes não comungou com os demais saindo no meio do gesto de Jesus para entrega-lo.

Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.

“Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.” 1Cor 11, 26-31

São Paulo esclarece bem quando fala da importância da comunhão e de como deve ser respeitada, a ponto de discorrer no versículo 29 sobre o fato de que só se deve comungar quem realmente pode distinguir o corpo e sangue de Cristo. Não podemos ir na missa e comungar só porque estamos lá, devemos sim sentir-se em comunhão e paz para isso.

Eis o mistério da fé

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A eucaristia é também um dos mistérios da fé, condicionada a vivência pessoal de cada pessoa na Igreja e no acreditar em Jesus Cristo. Quem não acredita não comunga da verdadeira eucaristia e sim apenas de um pedaço de pão. Já quem acredita recebe o próprio Cristo em seu corpo e com isso toda a graça do Pai. É mistério pois não conseguimos compreender como isso ocorre, e porque Jesus deixou este sacramento, porém este mesmo mistério tem feito milagres a mais de 2000 anos.

Recentemente algumas igrejas ditas pentecostais ou neo-pentecostais tem feito um dia ou dois (alguns casos mensais) onde distribuem o que chamam de Santa Ceia, nada mais é que uma imitação do que se é feito na Igreja católica. O ponto estranho é que a nossa Eucaristia sempre foi criticada pelos ditos evangélicos e agora instituíram a mesma coisa com outra roupagem, mas fazer o quê?

Na missa podemos dizer que são feitas duas partes, sendo a primeira de ensinamento e oração onde são lidas as leituras e feitos  os pedidos de perdão, orações e o louvor a Deus, e no segundo momento é onde fazemos memória do gesto de Cristo na última ceia. A missão de Jesus teve também os momentos de ensinar e depois os momentos de entrega da missão. Na última ceia Jesus anunciou sua morte, deixou a Eucaristia como meio de estar ainda mais conosco e entregou os discípulos a missão de continuar sua obra: “Fazei isso em minha memória.” Nós continuamos a cumprir o pedido de Jesus repetindo seu gesto a cada missa e seguindo evangelizando a todos os povos.

A Santa Ceia na Bíblia:

A Última Ceia foi relatada pelos quatro evangelhos sinóticos em Mt 26,17-30, Mc 14,12-26, Lc 22,7-39 e Jo 13,1; 17,26. Além disso, ela aparece também em 1 Cor 11,23-26.

O Milagre de Lanciano

Há aproximadamente treze séculos, um padre que duvidava que a hóstia consagrada é verdadeiramente o Corpo de Cristo, enquanto recitava a fórmula de consagração da eucaristia durante a missa, a hóstia milagrosamente converteu-se em carne e o vinho converteu-se em sangue. O padre que havia perdido a fé, teve um grande susto e naquele momento se deu conta do que realmente celebrava.

Uma comissão de estudos de 1971 presidida pelo professor Dr. Odoardo Linoli da Universidade de Sena constatou que a carne e o sangue contém glóbulos vermelhos e brancos ainda vivos; a carne e o sangue são do mesmo grupo sanguíneo, isto AB, muito comum entre os judeus, e constatou que é o mesmo sangue do Santo Sudário. Após este estudo não restou mais dúvida, a carne e o sangue conservados ainda hoje na cidade de Lanciano, são verdadeiramente Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para quem não conhece a fundo a Igreja Católica, não sabe que para um milagre ser aceito é feito muitos estudos e investigações quase incessantes até que todas as dúvidas sejam sanadas. As fotos abaixo são reais.

 

 

 

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