A Missa: Parte por Parte

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro 30/40 – Complemento 15)

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A Missa: parte por parte

A celebração da Eucaristia, ou como nós conhecemos : a Missa, é o acontecimento em que os cristãos católicos atualizam o gesto de Jesus realizado na última ceia. Naquela noite memorável ficou profundamente marcado na mente dos apóstolos o pedido de Jesus:

“Fazei isto em minha memória! “(Lc 22,19)

Participar da missa é atualizar o pedido de Jesus, É colocar-se em atitude de entrega a Deus Pai e aos irmãos, como fez Jesus.

Jesus realizava assim a primeira missa

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Participar é comungar, é trazer Cristo para dentro de si e depois levá-lo aos irmãos.

A Santa Missa torna presente o sacrifício de Jesus realizado sobre o calvário. Mas também é lugar de se ouvir a palavra de Deus direto da Bíblia.

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A Missa é também é lugar de catequese por excelência.

Tempo e momento de louvor a Deus e também de estar em encontro com os outros irmãos e irmãs da comunidade de fé.

O que é a missa? – A missa consiste em um memorial da Páscoa de Jesus. Celebra a glória, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A Missa é também o momento da comunidade celebrante e não é feita somente de palavras. Ela é um todo composto de palavras, ritos, gestos, cantos, que devem estar bem integrados entre si, para que haja uma harmonia na celebração.

Mais do que uma tradição a missa é comunhão. Imagine-se num encontro com toda a sua família, basicamente este encontro ocorre em todas as missas onde todos os fiéis (irmãs e irmãos) se encontram para celebrar o Pai.

Assistir a missa pela TV ou Internet tem também seu valor, mas não substitui a participação in loco (na igreja) da celebração. O ir pessoalmente, comungar, participar é mais importante ainda.

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Padre Marcelo Rossi, mais de 1 milhão de pessoas assistindo na TV e mais de 100.000 na igreja

Usarei a montagem com um folheto de missa para exemplificar as partes da celebração, os números acompanhados de (*) serão identificados no folheto

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 O ritual

 O ritual litúrgico da missa é dividido em quatro partes: Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Liturgia Sacramental e Ritos Finais.

  • Ritos Iniciais :
  • Acolhimento (comentário inicial)
  • Canto de Entrada : Pode-se fazer uma procissão de entrada para mostrar a nossa caminhada ou indicar o tema a ser celebrado. Todos de pé (*1)
  • Saudação (acolhida do presidente: padre/diácono/ministro da palavra)(*2) Fl 1,2
  • Antífona de Entrada: Geralmente o trecho de um Salmo, mas que pode ter outros temas dependendo do Tempo Litúrgico (*2)
  • Ato Penitencial: Momento de pedirmos perdão reconhecendo nossas faltas. (*3)    (Mt 7ss; Sl 50,19b)
  • Hino de Louvor: Glória (*4) (Lc 2,14)
  • Oração (ou Coleta): O presidente faz uma oração em nome da igreja reunida pela vida da comunidade, pedindo a Deus por Cristo, na unidade do Espírito Santo. Ao final todos se sentam (*5)
  1. Liturgia da Palavra:
  • Primeira Leitura: Geralmente tirada do Antigo Testamento, salvo no Tempo Pascal em que se lê nos Atos dos Apóstolos. (*6)
  • Salmo Responsorial ( Salmo de Resposta): Leitura retirada do livro dos Salmos (*7)
  • Segunda Leitura: Tirada das Cartas dos Apóstolos ou do Apocalipse (*8)
  • Aclamação ao Evangelho: Canto de aclamação. Todos de pé. (*9)
  • Evangelho: Leitura retirada dos Evangelhos Sinóticos exceto na Quaresma, Tempo Pascal e Festas onde se lê o Evangelho de João. A divisão feita pela igreja divide as leituras dos Evangelhos por anos sendo: Mateus (Ano A), Marcos (Ano B) e Lucas (Ano C). (*10)
  • Homilia: Antigamente costumava-se chamar de sermão. É o momento em que no presidente da celebração fala com a comunidade refletindo sobre as leituras e trazendo uma mensagem sobre tudo no que foi lido. Seria uma espécie de catequese para todos. Este momento todos devem estar sentados numa atitude de quem está pronto a aprender (*11)
  • Profissão de Fé (Creio) – Todos de pé (*12)
  • Oração da Assembléia ou da Comunidade (Prece dos Fiéis): Momento em que a comunidade faz seus pedidos a Deus. (*13)
  1. Liturgia Eucarística (Sacramental):
  • Preparação das Ofertas (Ofertório): (*14)

– Canto das Oferendas ou Ofertas – Todos sentados

– Momento de receber as ofertas dos fiéis

– Ofertório: Não existe mais a entrada em procissão do pala e vinho, salvo quando autorizado pelo padre ou em momentos especiais. Durante este momento a mesa é preparada com as alfaias (cálice, ambula, patena, hóstias grande e partículas ). O presidente usa o gesto de lavar as mãos, mas não como Pilatos o fez e sim como quem se prepara para a refeição. Coloca-se gotinhas de água no vinho que será consagrado e depois uma pequena partícula da hóstia grande é colocada também no cálice. O significado das gotinhas de água é cada fiel está em Cristo e a partícula é o corpo de Cristo com seu sangue. Depois das gotas de água caírem no vinho nada pode separá-los

  • Oração sobre as oferendas: “Orai irmãos e irmãs… É a oração que o presidente pedem para que todos rezem para que o sacrifício de Cristo seja aceito. “ Todos de pé (*15 e 16)
  • Oração Eucarística : Existem diversas formas de Oração Eucarística (todas numeradas e retiradas do Missal Romano, o que faz com que em todo o mundo seja feito a missa daquele dia com a mesma oração, mostrando a unidade da Igreja Católica). Neste momento podemos dividir em partes, pois logo no início o presidente da celebração anuncia: “O Senhor esteja convosco” e a comunidade confirma: “Ele está no meio de nós. “ Assim após uma breve oração é rezado o Santo ( que pode ser feito como oração ou como cântico repetindo o que os anjos fizeram ao anunciar a chegada do então menino Jesus aos pastores em Belém.  Começa o rito da comunhão com a consagração (o vinho virá sangue e o pão virá carne, é a transubstanciação) momento de repetir o gesto de Jesus na última ceia seguindo o pedido dele mesmo: “Fazei isso em minha memória…” Depois vem os pedidos pelos vivos e os mortos, o Santo Papa, Os Bispos e os Presbíteros e outros pedidos. A ultima oração é o “Por Cristo, com Cristo e em Cristo…”, vale salientar que esta é uma oração própria do sacerdote e os fiéis só fazem o Amém (Assim Seja) (*17)
  • Ritos da Comunhão:
  • Oração do Pai Nosso (Mt 6,7-12(*18)
  • Oração e Abraço da Paz
  • Fração do Pão (Cordeiro de Deus) Tem sido cantado ultimamente, mas pode ser rezado
  • Comunhão: Momento de receber Cristo. Neste momento de distribuição da Eucaristia canta-se o Cântico da Comunhão (*19)
  • Silêncio: Ouvir a voz de Deus no nosso interior. Este ano (2017) houve até uma reflexão da igreja sobre a importância do silêncio nas missas, então tem sido recomendado que não se crie cantos ou outras distrações.
  • Antifona da Comunhão – Todos de pé
  • Oração de Ação de Graças (Pós-comunhão) (*21)
  1. Ritos Finais:
  • Avisos ( caso haja necessidade )
  • Bênção Final – Todos de pé
  • Despedida: Ir em paz com o Senhor como companheiro. (*23)

A Missa não termina,porque ela não é um ato isolado na vida do católico.  Durante toda a semana o fiel tenta viver a união com seus irmãos,  através de uma vida de ajuda e fraternidade. 

Os itens *20 e 22 da imagem do folheto ficaram de fora porque em alguns modelos de folhetos estas partes são diferentes. Mas o grande cerne da misa e da liturgia está contido em todos.

Tempo Litúrgico

Existe também todo um tempo litúrgico a ser seguido, que muda conforme já falado de ano em ano. Sendo Ano A: Mateus; Ano B: Marcos; Ano C: Lucas; João celebrações especificas e tempo da Quaresma e Páscoa

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Detalhes :

Ficar sentado indica sobretudo a atitude de quem escuta e acolhe, para refletir e orar.

Ficar de pé significa respeito ao outro e estar pronto para caminhar. Expressa a atitude de quem acredita em um Jesus ressuscitado, presente na Eucaristia que saiu do túmulo  para voltar a caminhar conosco.

Ficar de joelhos é sempre um sinal de penitência  mais do que de adoração. Quem gosta de ajoelhar durante a Consagração, deve voltar a ficar de pé para a aclamação.

Também se deve guardar, nos momentos próprios, o silêncio sagrado, como parte da celebração. A natureza deste silêncio depende do momento em que ele é observado no decurso da celebração. Assim, no ato penitencial e a seguir ao convite à oração, o silêncio destina-se ao recolhimento interior; a seguir às leituras ou à homilia, é para uma breve meditação sobre o que se ouviu; depois da Comunhão, favorece a oração interior de louvor e ação de graças. Antes da própria celebração é louvável observar o silêncio na igreja, na sacristia e nos lugares que lhes ficam mais próximos, para que todos se preparem para celebrar devota e dignamente os ritos sagrados (Instrução Geral do Missal Romano nº 45)

Todo o gestual da missa tem o seu significado, desde o simples abrir de braços do padre, ao olhar, o silêncio e os momentos de falar com cada fiel. Desde o Concilio Vaticano II onde a missa deixou de ser celebrada apenas em latim e de costas para ser celebrada na língua de cada localidade e com o padre de frente (exatamente como Jesus fez) que a celebração ganhou ainda mais significado. Faça o teste, chegue mais cedo e repare em todo o gestual, em cada detalhe da missa, será uma experiência deveras enriquecedora.

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Origem da palavra missa

O substantivo missa vem do verbo latino mittere (“enviar, mandar, dispensar”), o mesmo que originou missão e míssil. Nas igrejas primitivas, nos primórdios do Cristianismo, o culto era dividido em duas partes: a primeira, composta de orações, cantos e de um sermão, era aberta a todos; a segunda (a eucaristia) era reservada aos cristãos batizados. Por isso, dizia-se ao final da 1ª parte, a fórmula “Ite, missa est”, que significa, aproximadamente, “Podem ir, [a congregação] está dispensada”. Pouco a pouco, a palavra que assinalava especificamente o momento da dispensa passou a designar toda a cerimônia.

Seria muito bom se todos chegassem na Igreja um pouco antes, não em cima da hora ou atrasados e pudessem observar o ambiente, a cor litúrgica, a Mesa da Palavra  (o ambão de onde se fazem as leituras), o altar (Mesa da Eucaristia ). Pudessem notar a cruz sobre o altar ou mais comumente ao lado dele, as velas (o círio pascal), as flores, o grupo de canto, as vestes… Tem muitas coisas para serem observadas, e cada gesto ou ato tem seu significado. Por isso também a Pastoral Litúrgica deve ter o cuidado na preparação para que na hora da celebração não tenha correrias por esquecimento ou sinais de que algumas coisas estão erradas. Penso que a missa deve ser celebrada por todos, dos fiéis, equipe da liturgia, o Padre, ministros, leitores, enfim todos devem entrar no mistério de Jesus Cristo.

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Existem também diversos subsídios litúrgicos para se acompanhar a celebração eucarística, entre eles muitos folhetos Litúrgicos-Catequéticos (Folhetos de Missa) além dos hoje populares livretos da liturgia diária. Como exemplos temos: O Domingo (Paulus), Deus Conosco (Editora Santuário), A Missa (Arquidiocese do Rio de Janeiro). Porém pela questão do custo destes semanários algumas comunidades tem optado por exibirem em telões ou mesmo utilizarem a Bíblia para as missas.

Boa fonte de pesquisa :

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Logo após o descobrimento do Brasil foi celebrada uma missa

Artigo: Milton Cesar (fidesomnium.wordpress.com)

O que foi o Concílio Vaticano II?

Conferência realizada entre 1962 e 1965 gerou transformações profundas na Igreja

Foi uma série de conferências realizadas entre 1962 e 1965, consideradas o grande evento da Igreja Católica no século 20. Com o objetivo de modernizar a Igreja e atrair os cristãos afastados da religião, o papa João XXIII convidou bispos de todo o mundo para diversos encontros, debates e votações no Vaticano. Da pauta dessas discussões constavam temas como os rituais da missa, os deveres de cada padre, a liberdade religiosa e a relação da Igreja com os fiéis e os costumes da época. “O Concílio tocou em temas delicados, que mudaram a compreensão da Igreja sobre sua presença no mundo moderno. Foram repensadas, por exemplo, as relações com as outras igrejas cristãs, o judaísmo e crenças não-cristãs”, diz o teólogo Pedro Vasconcelos, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Após três anos de encontros, as autoridades católicas promulgaram 16 documentos como resultado do Concílio. Muitas novidades apareceram nas questões teológicas e na hierarquia da Igreja. O papa, por exemplo, aceitou dividir parte de seu poder com outros cardeais. E as missas passaram a ser rezadas na língua de cada país – antes eram celebradas sempre em latim! Na questão dos costumes, porém, o encontro foi pouco liberal. A Igreja continuou condenando o sexo antes do casamento e defendendo o celibato (proibição de se casar e de ter relações sexuais) para os padres. No quadro ao lado, você confere o que mudou – e o que ficou na mesma – depois dessa reforma na Igreja Católica.

Mudança de hábito
Conferência realizada entre 1962 e 1965 gerou transformações profundas na Igreja

ASSUNTO – MISSA

ANTES DO CONCÍLIO – Rezada em latim, com o padre voltado para o altar, de costas para os fiéis. Apenas membros do clero comandavam a celebração

DEPOIS DO CONCÍLIO – Rezada no idioma de cada país, com o padre de frente para o público. Mulheres e homens leigos (que não são do clero) podem ajudar na celebração

ASSUNTO – SEXO

ANTES DO CONCÍLIO – Doutrina rígida, contrária ao sexo antes do casamento e ao aborto, mesmo em caso de estupro

DEPOIS DO CONCÍLIO – Manteve a mesma posição

ASSUNTO – RELACIONAMENTO COM OUTRAS RELIGIÕES

ANTES DO CONCÍLIO – Desconfiança em relação aos ensinamentos de religiões não-cristãs (islamismo, judaísmo, etc.)

DEPOIS DO CONCÍLIO – Aceita a idéia de que, por meio de outras religiões, também é possível conhecer Deus e a salvação

ASSUNTO – CULTO AOS SANTOS

ANTES DO CONCÍLIO – Proliferação de “santos” criados pela crença popular e não-canonizados pela Igreja

DEPOIS DO CONCÍLIO – “Santos” não-canonizados são abolidos. Cristo volta a ser o centro das atenções na missa

ASSUNTO – COMPORTAMENTO DO SACERDOTE

ANTES DO CONCÍLIO – Uso obrigatório da batina e de outros símbolos da Igreja. Casamento e relações sexuais são proibidos

DEPOIS DO CONCÍLIO – Cai o uso obrigatório da batina: agora, os padres podem usar trajes sociais. Segue a proibição ao casamento e ao sexo

ASSUNTO – QUESTÕES POLÍTICAS

ANTES DO CONCÍLIO – Condenação do capitalismo e esforço para evitara “contaminação” do catolicismo por idéias comunistas

DEPOIS DO CONCÍLIO – Continua a condenação ao capitalismo e ao comunismo, mas aumenta um pouco a liberdade dos teólogos para interpretar a Bíblia

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30º Encontro (Catequese) – A Santa Missa

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 30/40)

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Chegamos ao nosso 30º encontro e entramos numa contagem regressiva para o final (ou seria apenas o início) da nossa vivência de fé.

Todos os encontros até aqui servem apenas como sugestões para a catequese podendo, é claro, terem outros temas a serem explorados ou alguns encontros serem desmembrados, estendidos ou até deixados de lado. Escolhi o número de 40 encontros por achar (também por experiência) que seja o número mínimo ideal para se trabalhar. Claro que tudo depende do planejamento de cada Pastoral e comunidade. Mas a maior parte das minhas sugestões tem a ver também com as questões mais práticas e até burocráticas.

Neste ponto da nossa caminhada seria interessante se todos os documentos para o dia do recebimento do Sacramento da Confirmação estejam prontos e já registrados na secretaria da Paróquia. É importante que os Sacramentos do Batismo e Eucaristia já tenham sido concedidos aos catequizandos que assim precisarem ou no mínimo que já estejam em vias de serem concedidos. Já exista um agendamento com o padre.

Pontos a serem pedidos neste encontro:

  1. Agendar confissão com o padre

  2. Confirmar nomes dos padrinhos

  3. Confirmar (de preferência já agendada)a data da Crisma

  4. Marcar uma reunião (ou almoço /jantar) com pais, padrinhos, catequizandos, catequistas. Para esclarecer as dúvidas e fazer as devidas orientações

  5. Escolher as camisetas (Ver antes o orçamento) ver tamanhos e prazos para pagar.

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Sugestão para este encontro: 4 folhas. Folha 1

Neste encontro:

Seria bem interessante se as alfaias  (cálice, ambula, algumas toalhas, velas, etc.) pudessem ser utilizadas. E folhetos de missa para todos.

Este encontro pode ter duas maneiras de ser passado:

  1. O padre faz uma missa explicada para os catequizandos. Este é um desejo mais difícil, mas nunca custa tentar, pois seria rico demais
  2. Segue a maneira normal dos encontros com os catequistas ou algum convidado palestrando

Desenvolvimento:

  1. Se tiver a presença do padre celebrando uma missa explicada, deve-se haver um planejamento anterior para saber do que ele precisará e como será feito. É importante que se abra espaço para as dúvidas
  2. Caso haja um convidado pode ser o próprio padre, um Ministro da Palavra ou simplesmente os catequistas. Vale salientar que é preciso se preparar bem para esclarecer as possíveis dúvidas que vão surgir.

A Missa é lugar da catequese então uma boa pergunta para se começar é: quem vai na missa?

A família vai também? E os amigos?

Lembrar que ir na missa faz parte da vivência na catequese, e que além de tudo a missa celebra o ato de Jesus Cristo na última ceia e cumpre o pedido do mestre :

“Fazei isto em minha memória.”

Muitos católicos têm o hábito de ir à Missa todos os domingos. A afirmação parece comum para os fiéis desta religião, mas, para os mais atentos, traz um pequeno problema: o fato de se tornar simplesmente um hábito. Encarada desta forma, a participação na Santa Missa às vezes acaba sendo um gesto mecânico, o que impede de enxergar as riquezas de cada uma das partes dessa celebração.

Depois de feita a introdução é hora de entrar no encontro propriamente dito. A ideia é tentar reproduzir a missa acompanhando o folheto. Importante lembrar que caso não seja feita uma missa explicada (com o padre) ou uma celebração explicada (com um Ministro da Palavra) o catequista deve explicar as partes da missa sem para isso fazer a parte da consagração e adaptar o tempo do encontro as explicações.

O ritual

O ritual litúrgico da missa é dividido em quatro partes: Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Liturgia Sacramental e Ritos Finais.

  • Ritos Iniciais :
  • Acolhimento (comentário inicial)
  • Canto de Entrada
  • Antífona de Entrada
  • Saudação (acolhida do presidente: padre/diácono/ministro da palavra) Fl 1,2
  • Ato Penitencial: Momento de pedirmos perdão reconhecendo nossas faltas. (Mt 7ss; Sl 50,19b)
  • Hino de Louvor: Glória (Lc 2,14)
  • Oração (ou Coleta): O presidente faz uma oração em nome da igreja reunida pela vida da comunidade, pedindo a Deus por Cristo, na unidade do Espírito Santo. Ao final todos se sentam
  1. Liturgia da Palavra:
  • Primeira Leitura: Geralmente tirada do Antigo Testamento, salvo no Tempo Pascal em que se lê nos Atos dos Apóstolos.
  • Salmo Responsorial ( Salmo de Resposta): Leitura retirada do livro dos Salmos
  • Segunda Leitura: Tirada das Cartas dos Apóstolos ou do Apocalipse
  • Aclamação ao Evangelho: Canto de aclamação. Todos de pé.
  • Evangelho: Leitura retirada dos Evangelhos Sinóticos exceto na Quaresma, Tempo Pascal e Festas onde se lê o Evangelho de João. A divisão feita pela igreja divide as leituras dos Evangelhos por anos sendo: Mateus (Ano A), Marcos (Ano B) e Lucas (Ano C).
  • Homilia: Antigamente costumava-se chamar de sermão. É o momento em que no presidente da celebração fala com a comunidade refletindo sobre as leituras e trazendo uma mensagem sobre tudo no que foi lido. Seria uma espécie de catequese para todos. Este momento todos devem estar sentados numa atitude de quem está pronto a aprender
  • Profissão de Fé (Creio) – Todos de pé
  • Oração da Assembléia ou da Comunidade (Prece dos Fiéis): Momento em que a comunidade faz seus pedidos a Deus.
  1. Liturgia Eucarística (Sacramental):
  • Preparação das Ofertas (Ofertório):

– Canto das Oferendas ou Ofertas – Todos sentados

– Momento de receber as ofertas dos fiéis

– Ofertório: Durante este momento a mesa é preparada com as alfaias (cálice, ambula, patena, hóstias grande e partículas ).

  • Oração sobre as oferendas: “Orai irmãos e irmãs… É a oração que o presidente pedem para que todos rezem para que o sacrifício de Cristo seja aceito. “ Todos de pé
  • Oração Eucarística : Existem diversas formas de Oração Eucarística (todas numeradas e retiradas do Missal Romano, o que faz com que em todo o mundo seja feito a missa daquele dia com a mesma oração, mostrando a unidade da Igreja Católica). Neste momento podemos dividir em partes, pois logo no início o presidente da celebração anuncia: “O Senhor esteja convosco” e a comunidade confirma: “Ele está no meio de nós. “ Assim após uma breve oração é rezado o Santo ( que pode ser feito como oração ou como cântico repetindo o que os anjos fizeram ao anunciar a chegada do então menino Jesus aos pastores em Belém.  Começa o rito da comunhão com a consagração (o vinho virá sangue e o pão virá carne, é a transubstanciação) momento de repetir o gesto de Jesus na última ceia seguindo o pedido dele mesmo: “Fazei isso em minha memória…” Depois vem os pedidos pelos vivos e os mortos, o Santo Papa, Os Bispos e os Presbíteros e outros pedidos.
  • Ritos da Comunhão:
  • Oração do Pai Nosso (Mt 6,7-12)
  • Oração e Abraço da Paz
  • Fração do Pão (Cordeiro de Deus)
  • Comunhão: Momento de receber Cristo. Neste momento de distribuição da Eucaristia canta-se o Cântico da Comunhão
  • Silêncio: Ouvir a voz de Deus no nosso interior
  • Antifona da Comunhão – Todos de pé
  • Oração de Ação de Graças (Pós-comunhão)
  1. Ritos Finais:
  • Avisos ( caso haja necessidade )
  • Bênção Final – Todos de pé
  • Despedida: Ir em paz com o Senhor como companheiro.
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Sugestão de folha para encontro – pág. 2

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Sugestão de folha para encontro. pág. 3

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sugestão de folha para encontro – Pág. 4

Aprofundamento para o catequista

 

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Fazei isto em minha memória

Neste encontro parte do nosso já tradicional aprofundamento está no link A Missa: parte por parte (clique aqui) e lá estarão mais detalhes sobre a missa.

É importante explicar: durante a celebração da Santa Missa, Jesus não está, por assim dizer, “sofrendo de novo” o Calvário, experimentando a agonia da coroa de espinhos ou carregando novamente todo o peso da cruz. A entrega feita no sacrifício eucarístico, no entanto, é a mesma: o oferente é o próprio Jesus – “é Ele mesmo quem preside invisivelmente toda Celebração Eucarística”– e trata-se da mesma vítima: “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. A diferença de modo entre as duas é apenas acidental, não muda a substância do sacrifício.

Pela transubstanciação, estão presentes debaixo das espécies do pão e do vinho Jesus Cristo em corpo, sangue, alma e divindade. Por força do sacramento, no pão está o Seu corpo e, no vinho, o Seu sangue; mas, pela realidade dos fatos, Jesus todo está presente tanto no pão quanto no vinho. É assim porque, estando Ele ressuscitado e no Céu em corpo glorioso, não pode mais ser separado. O uso do pão e do vinho como matéria deste sacramento, no entanto, significa esta “cruenta separação” do Seu corpo e do Seu sangue, ocorrida na Cruz.

Sugestões de músicas

Leia também:

29º Encontro (Catequese) – Liturgia

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 29/40)

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Sugestão de folha para encontro

Neste encontro vamos falar de um grupo fundamental dentro da vivência da igreja, que é o grupo de Liturgia. A Pastoral Litúrgica tem como finalidade principal a evangelização e esta finalidade é expressada na sua totalidade principalmente na missa.

Para iniciar podemos iniciar com um Pai Nosso e uma Ave Maria

Depois sugiro o canto Te amarei, Senhor

No terceiro momento podemos começar falando sobre  que é e para que é a liturgia (veja Aprofundamento para o catequista)

Uma boa dinâmica seria a das flores (ou estrelas) que se abrem na água

Dinâmica das Flores (ou estrelas)

Material:

  1. Folhas de papel de seda brancas ou coloridas
  2. Tesoura
  3. Caneta
  4. Copos plásticos com água

Preparando:

  1. Corta-se vários círculos de 6 cm. Depois dê pequenos cortes. Escreva algumas palavras nos círculos Dobre as pontas cortadas
  2. Prepare os copos com água, 1 para cada pessoa do encontro (incluindo catequistas)
  3. Coloca-se a flor delicadamente na água e ela vai se abrir lentamente (deixe tocando Renova-me Senhor Jesus)
  4. Cada um lê a palavra e fala o que pensa da mesma

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Como canto final pode se fazer Eu Celebrarei, que é um canto alegre e dinâmico

Reza-se um Vinde Espírito Santo e encerra-se

Aprofundamento para o Catequista

liturgiaA Liturgia é acima de tudo uma Pastoral de união, onde junta-se o talento de quem canta, toca, decora, lê, prepara e cuida com a evangelização de cada fiel presente nas missas e celebrações. A liturgia cuida não só da celebração,mas da preparação e do espaço litúrgico, algo deveras importante para que todos celebrem bem. Por isso é tão recomendado que tudo seja preparado de antemão para que no momento da missa os membros mais ativos do grupo de liturgia possam também celebrar e não ficar correndo de um lado para o outro tirando a atenção da comunidade e não participando de verdade do mistério pascal celebrado.

A palavra liturgia (do grego λειτουργία, “serviço público” ou “serviço do culto”) compreende uma celebração religiosa pré-definida, de acordo com as tradições de uma religião em particular; pode incluir ou referir-se a um ritual formal e elaborado (como a Missa Católica) ou uma atividade diária como as salats muçulmanas. liturgia é considerada por várias denominações cristãs, nomeadamente o Catolicismo Romano, a Igreja Ortodoxa, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Batista, a Igreja Metodista e alguns ramos (Igrejas Altas) do Anglicanismo e do Luteranismo, como um ofício ou serviço indispensável e obrigatório. Isto porque estas Igrejas cristãs prestam essencialmente o seu culto de adoração a Deus (a teolatria) através da liturgia. Para elas, a liturgia tornou-se, em suma, no seu culto oficial e público.

O Dicionário define assim:

liturgia

substantivo feminino

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  1. 1.
    o conjunto dos elementos e práticas do culto religioso (missa, orações, cerimônias, sacramentos, objetos de culto etc.) instituídos por uma Igreja ou seita religiosa.
    “a l. presbiteriana”
  2. 2.
    conjunto das formas (palavras, gestos) utilizadas na realização de cada um dos ofícios e sacramentos; rito.
    “a l. da missa”

Para a Igreja Católica, a Liturgia apresenta-se como o fio condutor de toda e qualquer ação religiosa, segundo definição do Concílio Vaticano II.

“Toda celebração litúrgica, enquanto obra de Cristo e do seu corpo, que é a Igreja, é ação sacra por excelência” (Sacrosanctum Concilium, n.7).

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Capela do Santíssimo da Paróquia Santa Mônica – Campinas, SP

A liturgia é ação de Cristo, eterno sacerdote. Quando se diz que a “assembléia celebra”, é a comunidade dos batizados que “festeja” os dons recebidos. Trata-se de um encontro com o Cristo Ressuscitado que mediante as celebrações litúrgicas vem ao encontro de cada ser humano pessoalmente.Jesus se faz presente no sacrifício da missa seja na pessoa do ministro, seja sobretudo nas espécies eucarísticas. Está presente nos Sacramentos, de modo que quando um batiza é o próprio Cristo quem batiza, por exemplo.

“O Senhor Jesus, se entretém conosco como amigos, falando-nos através das Sagradas escrituras, nos doa o Seu Filho na Eucaristia para que tenhamos a força de sermos luz e sal da terra, mas sobretudo para que possamos reconhecê-lo sempre mais intimamente, explica a professora.

É também uma pastoral de entrada para muitas pessoas na comunidade de fé pois da oportunidade para se sentir parte de algo importante que é também a preparação da celebração do amor de Deus através do mistério de Jesus ressuscitado.

Existe todo uma organização para se celebrar a Missa e boa parte desta organização se encontra na divisão do Tempo Litúrgico (Ano Litúrgico), que funciona diferente do ano civil. Veja quadro abaixo:

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Objetos litúrgicos católicos

  • Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
  • Aliança: Anel utilizado pelos noivos para significar seu compromisso de amor selado no matrimônio.
  • Altar: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.
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Círio Pascal, Velas, Altar, Crucifixo e Ambão (além do presbitério)

  • Ambula: Recipiente onde se coloca a hóstia consagrada (como um prato)

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  • Ambão: Estante onde é proclamada a Palavra de Deus. Simboliza o sepulcro vazio de Cristo, de onde parte a Boa-nova da Ressurreição.
  • Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar as imagens dos santos nas procissões.
  • Livros litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.  livros-liturgicos
  • Aspersório: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou asperges.

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    Caldeirinha e Aspersório

  • Bacia: Usada com o jarro para as purificações litúrgicas.
  • Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele representa os apóstolos pastores.

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  • Batistério: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batismos.

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  • Bursa ou bolsa: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.

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  • Caldeirinha: Vasilha de água-benta.
  • Cálice: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.

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  • Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batismos. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
  • Colherzinha: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.
  • Conopeu: Cortina colocada na frente do sacrário.
  • Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e o cibório para a consagração.
  • Credência: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.

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  • Crucifixo: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.
  • Cruz Peitoral: Crucifixo dos bispos.
  • Cruz Processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
  • Esculturas ou imagens: Existem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.

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  • Galhetas: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.

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  • Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.

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  • Hóstia Magna: É utilizada pelo celebrante. A palavra significa “vítima que será sacrificada”. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.

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  • Incenso: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
  • Jarro: Usado durante a purificação.
  • Lamparina: É a lâmpada do Santíssimo.
  • Lavatório: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.

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  • Lecionário: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário Dominical (leituras dos Domingos e solenidades)Lecionário Semanal(leituras da semana); lecionário Santoral (leitura dos dias de santos e festas).

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  • Luneta: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
  • Manustérgio: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.
  • Matraca: Instrumento do madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
  • Missal: Livro que contém o ritual da missa, oração eucarística menos as leituras.

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  • Naveta: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.

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  • Ostensório ou Custódia: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão.

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  • Pala: Cobertura quadrangular para o cálice.
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Pala, Sanguíneo e Corporal

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  • Pátena: Prato onde é colocada a Hóstia Grande que será consagrada e apresentada aos fiéis. Acompanha o estilo do cálice, pois é complemento.
  • Píxide: O mesmo que cibório.
  • Pratinho: Recipiente que sustenta as galhetas.
  • Relicário: Onde são guardados as relíquias dos santos.
  • Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
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Capela do Santíssimo e Sacrário da Capela da Rede Vida (obra de Claudio Pastro)

  • Sanguíneo: pano retangular que serve para a purificação dos vasos sagrados (cálice, pátena e âmbulas).
  • Santa Reserva: Eucaristia guardada no Sacrário.
  • Sede: Cadeira no centro do presbitério, usada pelo celebrante, que manifesta a função de presidir o culto. Também denominada de cátedra
  • Tabernáculo: O mesmo que Sacrário.
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Tabernáculo dentro da Capela do Santíssimo

 

  • Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir a missa.

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  • Turíbulo: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.

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Cores litúrgicas católicas

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O altar, o tabernáculo, o ambão, a estola e a casula usadas pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor, que varia ao longo do ano litúrgico. Na verdade, a cor usada num certo dia é válida para a Igreja em todo o mundo, que obedece a um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia, indicada pelo calendário litúrgico, fica estabelecida uma determinada cor (a excepção vai para as igrejas que celebram naquele determinado dia o seu santopadroeiro).

Desta forma, concluiu-se que as diferentes cores possuem algum significado para a Igreja: elas visam manifestar externamente o caráter dos Mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do Ano Litúrgico. Manifesta também a unidade da Igreja. No início havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas cores litúrgicas. Estas só foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo, devido ao seu alto valor teológico e explicativo, os cristãos do mundo inteiro aderiram a esse costume, que tomou assim, caráter universal. As cores litúrgicas são seis:

Branco

– Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas da Virgem Maria e dos Santos, excepto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória e pureza. Sempre é usado em missas festivas.

Vermelho

– Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão e do Domingo de Ramos. Usado nas missas de Crisma, celebradas normalmente no dia dos Pentecostes, e de mártires.

Verde

– Usa-se nos domingos normais e dias da semana do Tempo Comum. Está ligado ao crescimento, à esperança.

Roxo

– Usado no Advento. Na Quaresma também se usa, a par de uma variante, o violeta. É símbolo da penitência, da serenidade e de preparação, por lembrar a noite. Também pode ser usado nas missas dos Fiéis Defuntos e na celebração da penitência.

Rosa 

– O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). Simboliza uma breve pausa, um certo alívio no rigor da penitência da Quaresma e na preparação do Advento.

Preto (Pouco utilizado ultimamente, quase sempre substituído pelo roxo)

– Representa o luto da Igreja. Usa-se na celebração do Dia dos Fiéis Defuntos e nas missas dos Fiéis Defuntos.

 

Leia:

Ouça as músicas sugeridas:

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28º Encontro (Catequese) – Devoção Mariana e o Santo Rosário

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 28/40)

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Chegamos ao nosso 28º, a nossa vivência na fé pela catequese se aproxima da jornada final. Com certeza é sempre um bom momento para intensificar a preparação.
Para este encontro é importante providenciar algumas coisas:
  1. Terços (para serem dados aos catequizandos) existem pacotes com 12 unidades
  2. Folhetos Como rezar o Terço (Paulus) (existem a venda nas livrarias católicas em pacotes com 50 unidades)

Estes acessórios são importantes para que os catequizandos possam ter uma familiaridade com o rosário e possa fazer uma oração ainda melhor.

Como primeiro momento deve-se deixar um ambiente limpo, decorado com flores , Bíblia e vela. Além dos terços que serão dados de presente. Seria interessante se todos pudessem se acomodar no chão em círculo.

Na oração inicial podemos sugerir que se faça um Pai Nosso e uma Ave Maria

Depois canta-se Perfeito é quem te criou – Vida Reluz

No terceiro momento podemos entrar no assunto sobre a devoção a Maria. Como é e porque existe. Falar sobre a importância da mãe de Jesus para a igreja, (ver aprofundamento para o catequista).

Como uma dinâmica rápida pode-se pedir que os catequizandos citem nomes dados a Virgem Maria e tudo ser anotado em uma cartolina.

Explicar também sobre como rezar o Santo Rosário é um ótimo exercício de fé e poderoso amparo nas horas difíceis da vida. Então pode-se entregar o terço, explicar como se reza e fazer o terço onde todos fazem a oração. (veja Como Rezar o Santo Rosário (Terço))

Como canto final podemos fazer também a oração final ao cantar Mãe Fiel (Mostra-me o caminho)- Padre Zeca

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Sugestão de folha para o encontro

Aprofundamento para o catequista

Devoção Mariana

Nascido da Virgem Maria (cf. CIC 484-511 Parágrafo 2)

O que a fé católica crê, a respeito de Maria, funda-se no que crê a respeito de Cristo. Mas o que a mesma fé ensina sobre Maria esclarece, por sua vez, a sua fé em Cristo. (CIC 487)

A RELIGIOSIDADE POPULAR (CIC 1674-1676 )

1674. Fora da liturgia dos sacramentos e dos sacramentais, a catequese deve ter em consideração as formas de piedade dos fiéis e a religiosidade popular. O sentimento religioso do povo cristão desde sempre encontrou a sua expressão em variadas formas de piedade, que rodeiam a vida sacramental da Igreja, tais como a veneração das relíquias, as visitas aos santuários, as peregrinações, as procissões, a via-sacra, as danças religiosas, o rosário, as medalhas, etc…

1675. Estas manifestações são um prolongamento da vida litúrgica da Igreja, mas não a substituem. «Devem ser organizadas, tendo em conta os tempos litúrgicos e de modo a harmonizarem-se com a liturgia, a dimanarem dela de algum modo e a nela introduzirem o povo; porque, por sua natureza, a liturgia lhes é, de longe, superior».

1676. Para manter e apoiar a religiosidade popular, é necessário um discernimento pastoral. O mesmo se diga, se for caso disso, para purificar e corrigir o sentimento religioso subjacente a essas devoções e para fazer progredir no conhecimento do mistério de Cristo. A sua prática está submetida ao cuidado e às decisões dos bispos e às normas gerais da igreja

A igreja católica tem em Maria um forte sinal devocional, é como uma marca de quem comunga da fé católica,  seria quase impossível ser da igreja e não acreditar em Nossa Senhora.

Os padres da tradição oriental chamam a Virgem Maria de Pan-hagia (pronuncia-se “pan-haguía” ) e a celebram como imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espírito Santo é firmada como nova criatura. (CIC 493)

Jesus, o único Mediador, é o Caminho de nossa oração e Maria, sua mãe, é pura transparência dele, Maria “mostra o Caminho”(“Hodoghitria”) é seu sinal, conforme a iconografia tradicional no Oriente e no Ocidente. (Ver ícone Hodoghitria )

Em aramaico o nome é Maryam  que significa soberana. Já em hebraico é Míriam que significa  “amada por Javé”

Maria foi escolhida por Deus para ser a mãe do seu filho, e podemos imaginar como só este fato é extremamente relevante para que ela tenha toda esta importância. Deus não escolheria qualquer uma, ele escolheria alguém especial, e foi o que ele fez. De uma vila desprezada em toda a Palestina chamada Nazaré, Deus viu uma jovem, ainda adolescente que era perfeita para gerar o seu primogênito. Escolheu também um homem chamado José para assumir o papel de pai terreno de Jesus.

Mas o fato mais relevante é que está jovem temente a Deus aceitou a missão de ser mãe do filho de Deus, e passou por tantos perigos que sequer esperava passar e criou este filho, viu ele fazer milagres, morrer, ressuscitar, subir aos céus e depois levá-la. Mais importante ainda, está jovem permaneceu virgem mesmo após a concepção.

Maria sempre intercedeu pelos mais necessitados, começando nas Bodas de Caná e para todos os fiéis está intercessão continua até hoje.

A igreja tem como conta de que Nossa Senhora sempre dá seus sinais aparecendo em várias partes do mundo para interceder sobre algumas situações. Vide alguns exemplos:

  • Nossa Senhora Aparecida: apareceu no Vale do Paraíba justamente quando um importante Conde iria fazer um estadia na região e quando um dos pescadores pescou a cabeça da imagem e depois o corpo logo as redes se encheram de peixes. Mas o mais interessante foi o fato da imagem vir negra e justamente os escravos viviam dias cada vez mais difíceis, ela deu esperança pois mostrou que Maria também tinha o rosto dos oprimidos. Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registrada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757, cujos documentos se encontram no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá. Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelosconde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila RicaO povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente,em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço.Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la.A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações. Esta foi a primeira intercessão atribuída à santa. 
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    A imagem de Nossa Senhora encontrada na gruta onde ela apareceu

     

  • Nossa Senhora de LourdesAs aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma “dama” na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e uma amiga.[1] A “dama” também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da “Senhora”, relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Irmã Lúcia, uma das três crianças que avistaram Nossa Senhora.

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Nossa Senhora de Međugorje, Rainha da Paz

  • Nossa Senhora de MedjugorjeNo dia 24 de Junho de 1981, Mirjana Dragicevic e Ivanka Ivankovic relataram ter recebido uma aparição da Virgem Maria na vila de Međugorje. No dia seguinte, outras quatro crianças (Marija Pavlovic, Jakov Colo, Vicka Ivankovic e Ivan Dragicevic) também relataram ter observado a presença da Santíssima Virgem. Nos anos seguintes, os seis videntes continuaram sempre a relatar aparições da Virgem Maria diariamente, e isto à medida que Međugorje se tornava num famoso local de peregrinação cristã. De acordo com relatos, desde então Nossa Senhora de Međugorje (Medjugorje) vem aparecendo diariamente para três das seis crianças. Nossa Senhora de Medjugorje é também conhecida como Rainha da Paz, pois segundo as crianças é vestida assim que ela aparece. Como é um lugar onde geralmente as crianças estavam sofrendo com a guerra, foi este o titulo escolhido. É a única aparição que ainda está em curso.
  • Nossa Senhora de GuadalupePelos relatos, a “Senhora do Céu” apareceu a Juan Diego, identificou-se como a mãe do verdadeiro Deus, fez crescer flores numa colina semidesértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo, que exigira alguma prova de que efetivamente a Virgem havia aparecido. Juan foi instruído por ela a dizer ao bispo que construísse um templo no lugar, e deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu tilma (ela também teria aparecido ao seu tio Juan Bernardino), um tecido de pouca qualidade feito a partir do cacto, que deveria se deteriorar em 20 anos mas que não mostra sinais de deterioração até ao presente. Um estudo realizado no Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do México, em 1946, comprovou que as fibras do tecido correspondem às fibras de agave, tais fibras não duram mais do que vinte anos. Em ampliações da face de Nossa Senhora, os seus olhos, na imagem gravada, parecem refletir o que estava à sua frente em 1531 – Juan Diego, e o bispo. Porém, alguns acreditam que isto pode ser explicado pelo fenômeno da pareidolia. O assunto tem sido objeto de inúmeras investigações científicas. É venerada na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de dezembro.
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Imagem original milagrosa de Nossa Senhora de Guadalupe na tilma de Juan Diego Cuauhtlatoatzin

O Rosário

Origem. A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros e conventos, como “Saltério” dos leigos. … Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave-Marias, 150 louvores em honra a Jesus Cristo e 150 louvores em honra à Virgem Maria. Hoje são 200 Ave-Marias.

O rosário era utilizado durante as missas quando estas eram feitas em latim e nem todas as pessoas sabiam falar a língua, então os fiéis ficavam rezando o rosário e paravam no momento da consagração  (por isso existia o sininho que se tocava neste momento) e após a comunhão continuavam. O terço é a terça parte de um rosário ou seja 50 Ave-Marias e 5 Pai-nosso.

Maria no Catecismo da Igreja Católica

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437.  O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor»(Lc 2, 11). Desde a origem, Ele é «Aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo» (Jo 10, 36), concebido como «santo» no seio virginal de Maria. José foi convidado por Deus a «levar para sua casa Maria, sua esposa», grávida d’«Aquele que nela foi gerado pelo poder do Espírito Santo» (Mt 1, 20), para que Jesus, «chamado Cristo», nascesse da esposa de José, na descendência messiânica de David (Mt 1, 16)

456. Com o Credo Niceno-Constantinopolitano, respondemos confessando: «Por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus; e encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem»

484-486. A Anunciação a Maria inaugura a «plenitude dos tempos» (Gl 4, 4), isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos. Maria é convidada a conceber Aquele em quem habitará «corporalmente toda a plenitude da Divindade» (Cl 2, 9). A resposta divina ao seu «como será isto, se Eu não conheço homem?» (Lc 1, 34) é dada pelo poder do Espírito: «O Espírito Santo virá sobre ti» (Lc 1, 35).

485. A missão do Espírito Santo está sempre unida e ordenada à do Filho. O Espírito Santo, que é «o Senhor que dá a Vida», é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e para a fecundar pelo poder divino, fazendo-a conceber o Filho eterno do Pai, numa humanidade originada da sua.

486. Tendo sido concebido como homem no seio da Virgem Maria, o Filho único do Pai é «Cristo», isto é, ungido pelo Espírito Santo, desde o princípio da sua existência humana, embora a sua manifestação só se venha a fazer progressivamente: aos pastores, aos magos, a João Batista , aos discípulos. Toda a vida de Jesus Cristo manifestará, portanto, «como Deus O ungiu com o Espírito Santo e o poder» (At 10, 38).

723-726. Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. A sua virgindade torna-se fecundidade única, pelo poder do Espírito e da fé.

724. Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai feito Filho da Virgem. Ela é a sarça ardente da teofania definitiva: cheia do Espírito Santo, mostra o Verbo na humildade da sua carne; e é aos pobres e às primícias das nações que Ela O dá a conhecer.

725. Finalmente, por Maria, o Espírito começa a pôr em comunhão com Cristo os homens que são «objecto do amor benevolente de Deus»; e os humildes são sempre os primeiros a recebe-Lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos.

726. No termo desta missão do Espírito, Maria torna-se a «Mulher», a nova Eva «mãe dos vivos», Mãe do «Cristo total» . É como tal que Ela está presente com os Doze, «num só coração, assíduos na oração» (At 1, 14), no alvorecer dos «últimos tempos», que o Espírito vai inaugurar na manhã do Pentecostes, com a manifestação da Igreja.

Oração a Maria CIC 2675-2679

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2675. Foi a partir desta singular cooperação de Maria com a ação do Espírito Santo que as Igrejas cultivaram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na pessoa de Cristo manifestada nos seus mistérios. Nos inúmeros hinos e antífonas em que esta oração se exprime, alternam habitualmente dois movimentos: um «magnifica» o Senhor pelas «maravilhas» que fez pela sua humilde serva e, através d’Ela, por todos os seres humanos; o outro confia à Mãe de Jesus as súplicas e louvores dos filhos de Deus, pois Ela agora conhece a humanidade que n’Ela foi desposada pelo Filho de Deus.

2676. Este duplo movimento de oração a Maria encontrou uma expressão privilegiada na oração da «Ave-Maria»:

«Ave, Maria (alegrai-vos, Maria)». A saudação do anjo Gabriel abre esta oração. É o próprio Deus que, por intermédio do seu anjo, saúda Maria. A nossa oração ousa retomar a saudação a Maria com o olhar que Deus pôs na sua humilde serva, alegrando-nos com a alegria que Ele n’Ela encontra.

«Cheia de graça, o Senhor é convosco»As duas palavras da saudação do anjo esclarecem-se mutuamente. Maria é cheia de graça, porque o Senhor está com Ela. A graça de que Ela é cumulada é a presença d’Aquele que é a fonte de toda a graça. «Solta brados de alegria […] filha de Jerusalém […]; o Senhor teu Deus está no meio de ti» (Sf 3, 14. 17a). Maria, em quem o próprio Senhor vem habitar, é em pessoa a filha de Sião, a arca da aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: é «a morada de Deus com os homens» (Ap 21, 3). «Cheia de graça», Ela dá-se toda Aquele que n’Ela vem habitar e que Ela vai dar ao mundo.

«Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus»Depois da saudação do anjo, fazemos nossa a de Isabel. «Cheia […] do Espírito Santo» (Lc 1, 41), Isabel é a primeira, na longa sequência das gerações, a declarar Maria bem-aventurada: «Feliz d’Aquela que acreditou…» (Lc 1, 45); Maria é «bendita entre as mulheres», porque acreditou no cumprimento da Palavra do Senhor. Abraão, pela sua fé, tornou-se uma bênção «para todas as nações da terra» (Gn 12, 3). Pela sua fé, Maria tornou-se a mãe dos crentes, graças a quem todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria bênção de Deus: Jesus, «fruto bendito do vosso ventre».

2677. «Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…»Com Isabel, também nós ficamos maravilhados: «E de onde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43). Porque nos dá Jesus, seu Filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos confiar-lhe todas as nossas preocupações e pedidos: Ela ora por nós como orou por si própria: «Faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com Ela à vontade de Deus: «Seja feita a vossa vontade».

«Rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte»Pedindo a Maria que rogue por nós, reconhecemo-nos pobres pecadores e recorremos à «Mãe de misericórdia», à «Santíssima». Confiamo-nos a Ela «agora», no hoje das nossas vidas. E a nossa confiança alarga-se para lhe confiar, desde agora, «a hora da nossa morte». Que Ela esteja então presente como na morte do seu Filho na cruz e que, na hora do nosso passamento, Ela nos acolha como nossa Mãe, para nos levar ao seu Filho Jesus, no Paraíso.

2678. A piedade medieval do Ocidente propagou a oração do rosário como substituto popular da Liturgia das Horas. No Oriente, a forma litânica do akáthistos e da paráclêsis ficou mais próxima do ofício coral nas Igrejas bizantinas, ao passo que as tradições arménia, copta e siríaca preferiram os hinos e cânticos populares à Mãe de Deus. Mas, na Ave-Maria, nas theotokía, nos hinos de Santo Efrém ou de São Gregório de Narek, a tradição da oração é fundamentalmente a mesma.

2679. Maria é a orante perfeita, figura da Igreja. Quando Lhe oramos, aderimos com Ela ao desígnio do Pai, que envia o seu Filho para salvar todos os homens. Como o discípulo amado, nós acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus que se tornou Mãe de todos os viventes. Podemos orar com Ela e orar-Lhe a Ela. A oração da Igreja é como que sustentada pela oração de Maria. Está-lhe unida na esperança.

Demais artigos do Catecismo que tratam de Maria:

CIC 1172, 1370 , 2043, 2177 , 2146, 971, 829, 773, 963-972, 501, 64, 144, 148-149, 494, 2617,2619, 2030, 964, 165, 273, 484,490, 493-495, 966, 437, 456, 484-486, 495, 723, 411, 969, 721-726 , 488-489,508, 496-498,502-507, 717, 2674, 493, 966, 722, 2676, 510, 491-492, 963-970, , 466, 495, 509, 494,511, 721, 499-501, 967,972

Quando começou a devoção mariana? A pergunta é legítima. E a resposta é imediata e segura: a devoção à Maria começou com o próprio cristianismo. Observemos os fatos. Entremos na pequena Casa de Nazaré, a casa das nossas origens e das nossas primeiras memórias. Eis o que encontramos: o Anjo Gabriel, mandado por Deus, aparece à Maria e lhe diz: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28).

Com estas palavras que vêm do Céu começa a devoção mariana. Quem pode negar a evidência deste fato? E quando Maria, única guardiã do anúncio do Anjo, se apresenta à Isabel, depois da longa viagem da Galileia até a Judeia, acontece outro fato singular. Isabel ouve a saudação de Maria e percebe que o menino ‘salta’ de alegria no seio, enquanto o Espírito Santo a atravessa e lhe sugere palavras de rara beleza e de surpreendente compromisso: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E que venha a mim a mãe do meu Senhor? Pois logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que foi dito da parte do Senhor” (Lc 1, 42-45). É a segunda expressão de devoção mariana registrada no Evangelho.

Vamos até a narração do Natal. O Evangelho de Lucas refere: “Quando os anjos se afastaram deles em direção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém ver o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer”. Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 15-16). Imaginemos que os pastores, após terem ajoelhado diante do Menino, tenham lançado a seguir um olhar à Mãe e tenham sussurrado alguma palavra. Não é legítimo pensar que os pastores tenham exclamado: “Feliz és tu, Mãe deste Menino?!” Era uma expressão de devoção mariana.

Passemos ao evangelista Mateus, que narra a chegada dos Magos em Belém e usa estas palavras textuais: “E a estrela que tinham visto no Oriente ia diante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No” (Mt 2, 9-11).

Podemos, sem muito esforço, imaginar a grande emoção dos Magos, os quais, após uma longa e aventurosa viagem, tiveram a alegria de ver o Menino tão esperado e desejado! Porém, não nos afastamos da verdade dos fatos, se imaginarmos também que os Magos, depois da adoração do Menino, tenham olhado para Maria e lhe dirigido palavras de admiração: também esta é devoção mariana, percebida nas entrelinhas do Evangelho!

Nas bodas de Caná. Conhecemos toda a encantadora história da festa das bodas, na qual Maria intervém, ao mesmo tempo com delicadeza e decisão, para salvar a alegria dos noivos. Os servos, que conheciam o exato suceder-se dos fatos certamente aproximaram-se de Maria e disseram: “Jesus escutou-te! Fala-lhe de nós e pede uma bênção para as nossas famílias!”. Também estas eram autênticas flores de devoção mariana. E os noivos não retomariam com Maria o discurso das bodas e da água transformada em vinho? Certamente teriam dito a Maria: “Obrigado! A tua intervenção salvou a nossa festa. Continua a orar por nós!”

Assim começa a devoção mariana. E continua nos séculos sem interrupção. A verdade histórica é: Maria, a partir das palavras empenhadas pronunciadas pelo Anjo Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração. E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Cristo: o vínculo da maternidade! Portanto, quando recorrermos à Maria para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora do Evangelho, mas totalmente dentro dele.

ARTIGO – DOM NELSON – Qual a origem da devoção mariana? Entenda melhor

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LISTA COM ALGUNS NOMES DA VIRGEM MARIA

Nome Origem
Nossa Senhora da Abadia Imagem encontrada perto da Abadia de Bouro, na Arquidiocese de BragaPortugal
Nossa Senhora da Ajuda Relembra Maria junto à cruz, também implorando a Deus pelo gênero humano.
Nossa Senhora do Amor Divino Relembra o amor especial que Deus dedicou a Maria, escolhendo-a por sua Mãe;
Nossa Senhora do Amparo Relembra Jesus crucificado, entregando Maria como Mãe de todos os homens;
Nossa Senhora das Angústias Relembra as angústias de Maria ao presenciar a paixão e morte de Jesus;
Nossa Senhora dos Anjos Relembra Maria, como rainha das cortes celestes e também faz alusão à cidade de AssisItália, local para onde havia sido levado um pedaço do túmulo da Virgem e se ouvia sempre o canto dos anjos;
Nossa Senhora da Anunciação Visita do arcanjo Gabriel a Maria
Nossa Senhora Aparecida, ou da Conceição Aparecida. Imagem encontrada no Vale do Paraíba (São Paulo)
Nossa Senhora da Apresentação Apresentação de Maria, no Templo de Jerusalém;
Nossa Senhora Aquiropita Imagem que não foi pintada por mão humana, de devoção em Rossano, na Calábria
Nossa Senhora da Assunção Relembra a elevação de Maria, de corpo e alma, aos céus;
Nossa Senhora Auxiliadora Relembra o auxílio de Maria ao Papa Pio VII, durante o domínio napoleônico;
Nossa Senhora do Belém Relembra a maternidade de Maria, na cidade de Belém;
Nossa Senhora da Boa Hora Relembra a proteção de Maria na hora dos partos e na hora da morte;
Nossa Senhora da Boa Morte Proteção aos agonizantes;
Nossa Senhora da Boa Nova Maria é que traz aos homens a Boa Nova (Evangelho) do nascimento de Jesus;
Nossa Senhora da Boa Viagem Relembra Maria como protetora dos portugueses que partiam nas viagens de descobrimento do Novo Mundo;
Npssa Senhora do Bom Conselho Relembra Maria como grande conselheira dos Apóstolos, cultuada desde o século V, na cidade italiana de Genazzano;
Nossa Senhora do Bom Despacho Celebra o prestígio de Maria perante Deus, pelo despacho da encarnação do Verbo;
Nossa Senhora do Bom Parto / do Parto Nascimento de Jesus, tendo Maria permanecida virgem antes, durante e depois do parto.
Nossa Senhora do Bom Socorro Relembra o socorro de Maria aos cristãos, celebrado, desde o século X, em Blosville, na Normandia;
Nossa Senhora do Bom Sucesso Relembra o auxílio da Mãe de Deus para os que almejam sucesso em seus tratamentos de saúde e nos seus empreendimentos materiais;
Nossa Senhora do Brasil Relembra as inúmeras graças concedidas, por seu intermédio, aos brasileiros;
Nossa Senhora das Brotas Relembra o fato de folhas brotarem numa altar de Nossa Senhora, no início do povoamento de Cuiabá, no estado de Mato Grosso, no século XVIII;
Nossa Senhora da Cabeça Imagem encontrada no Pico da Cabeça, Serra Morena, na Andaluzia, no século XIII ;
Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança Relembra a proteção de Maria, no século XV, quando protegeu os portugueses, na sua esperança de chegar às Índias, dobrando o Cabo das Tormentas;
Nossa Senhora das Candeias Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nossa Senhora da Candelária Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nossa Senhora de Caravaggio Aparição da Virgem, no século XV, em Caravaggio, cidade italiana próxima a Milão.;
Nossa Senhora do Carmo, do Monte Carmelo. Relembra o convento construído em honra à Virgem, nos primeiros séculos do cristianismo, no Monte Carmelo, na Samaria;
Nossa Senhora da Carpição Originária de cerimonial de carpição ou capina de um terreno onde foi ereta uma capela dedicada à Virgem Maria, em São José dos CamposSão Paulo, no século XIX;
Nossa Senhora de Ceuta ou do Bastão Relembra o auxílio da Virgem Ana conquista de Ceuta, por Dom João I; sua imagem traz um rico bordão na mão, donde vem o termo “do Bastão”;
Nossa Senhora da Conceição / da Imaculada Conceição Relembra que Santana concebeu Maria, pura sem pecado.
Nossa Senhora da Consolação Relembra a Virgem como “Consoladora dos aflitos”, devoção iniciada por Santa Mônica;
Nossa Senhora de Copacabana Imagem esculpida por um índio, Francisco Tito Iupanqui, no século XVI, na aldeia de Copacabana, às margens do Lago Titicaca;
Nossa Senhora da Correia Relembra a correia da cintura da Virgem Maria, símbolo de pureza, com que as mulheres judias eram cingidas desde a infância;
Nossa Senhora dos Desamparados Relembra a proteção de Maria a uma confraria criada , no século XV, em ValênciaEspanha, para acolher crianças desamparadas;
Nossa Senhora Desatadora de Nós Relembra que a Virgem Maria liberta os homens das aflições da vida, desata os nós que os escravizam;
Nossa Senhora do Desterro A fuga para o Egito
Nossa Senhora Divina Pastora Devoção a Virgem Maria como pastora de almas, surgida no século XVIII, em SevilhaEspanha;
Nossa Senhora da Divina Providência Relembra que a Virgem confiou plenamente na Divina Providência, entregando-se totalmente a Deus;
Nossa Senhora das Dores Refere-se às sete dores da Virgem Maria: a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, a perda do menino Jesus, o encontro no caminho do Calvário, a morte de Jesus, o golpe da lança e a descida da cruz, e o sepultamento de Cristo.
Nossa Senhora da Encarnação Relembra a encarnação do Verbo no seio puríssimo da Virgem;
Nossa Senhora da Escada A Virgem é comparada à “Escada de Jacó”, que liga o céu e a terra. Também faz alusão aos trinta e um degraus que davam aceso a um santuário de Lisboa.;
Nossa Senhora da Esperança Relembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino;
Nossa Senhora da Estrela Imagem oculta por Dom Rodrigo, último rei dos visigodos, em 711, quando da invasão árabe; sendo descoberta, quando a Vila de Marvão, em Portugal, foi liberada do domínio muçulmano; Maria é chamada “Aurora da Salvação”
Nossa Senhora da Expectação Relembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino;
Nossa Senhora de Fátima, do Rosário de Fátima. Aparição em Fátima (Portugal)
Nossa Senhora da Fé Relembra que a vida da Virgem foi um contínuo “Ato de Fé, sendo esta devoção medieval originária da França e Bélgica;
Nossa Senhora da Glória Relembra coroação da Virgem como rainha;
Nossa Senhora da Graça Imagem encontrada por pescadores na praia de cascaisPortugal, em 1362 e que apareceu a Catarina Álvares, Paraguaçu, no século XVI;
Nossa Senhora das Graças ou da Medalha Milagrosa Relembra uma aparição feita a Catarina Labouré, em Paris;
Nossa Senhora de Guadalupe Aparição ao índio Juan Diego, em GuadalupeMéxico, em 1531
Nossa Senhora da Guia Relembra que a Virgem Maria guiou Jesus, na sua infância e juventude; é chamada pelos ortodoxos de Odegitria.
Nossa Senhora da Lampadosa Relembra a padroeira da ilha de Lampadosa, no Mar Mediterrâneo, entre a ilha de Malta e a Tunísia;
Nossa Senhora da Lapa Imagem escondida dos muçulmanos numa lapa, no século X, pelas monjas beneditinas de Aguiar da Beira, sendo encontrada em 1498, por uma menina, que muda de nascença, começou a falar;
Nossa Senhora do Leite ou da Lactação Relembra a Virgem nutrindo o Menino-Deus com seu leite materno;
Nossa Senhora do Líbano Relembra a milenar devoção dos libaneses á Virgem Maria, e também o santuário construído, entre 1904 e 1908, no cume Haruça, no Monte Líbano, para honrar a Imaculada Conceição de Maria;
Nossa Senhora do Livramento Relembra o livramento do fidalgo português Rodrigo Homem de Azevedo, preso pelo Duque de Alba, no século XVI.;
Nossa Senhora do Loreto Refere-se à “Casa de Nazaré”, onde viveu a Virgem Maria, transladada para um bosque de loureiros, próximo a Recanati, na Itália;
Nossa Senhora de Lourdes Aparição, no século XIX, na Gruta de Massabielle, em Lourdes(França)
Nossa Senhora de Lujan Refere-se a uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, mandada esculpir no Brasil, em 1630, por um português, residente na Argentina; que ao ser transportada, encalhou as margens do Rio Lujan;
Nossa Senhora da Luz Imagem encontrada por Pedro Martins, entre uma estranha luz, que lhe apareceu em CarnidePortugal; Maria é lembrada como aquela que apresenta seu Filho Jesus como “Luz das Nações”;
Nossa Senhora Madre de Deus Relembra a maternidade divina de Maria, cultuada desde os primeiros séculos e confirmada pelo Concílio de Éfeso ;
Nossa Senhora Mãe da Igreja Relembra a proclamação de Maria como “Mãe de todo o povo de Deus”, pelo Papa Paulo VI, em 1964, durante o Concílio Vaticano II;
Nossa Senhora Mãe dos Homens Devoção surgida no convento de São Francisco das Chagas, no bairro de Xabregas, em Lisboa, relembrando que Maria além de Mãe de Deus é Mãe de todos os homens;
Nossa Senhora das Maravilhas Relembra que a vida de Maria foi uma sucessão de maravilhas, das quais a maior foi a encarnação do Verbo. Isto atesta a própria Virgem, no canto do “Magnificat”;
Nossa Senhora dos Mares Desde os primeiros séculos do cristianismo, Maria é invocada como protetora das viagens marítimas;
Nossa Senhora dos Mártires Invocada em homenagem dos cristãos que tombaram no Cerco de Lisboa (1147)
Nossa Senhora Medianeira Relembra o papel de intermediária entre o fiel e Jesus, devoção que teve origem em Veneza, durante a grande epidemia de 1630;
Nossa Senhora de Medjugorje Aparição em Medjugorje na Bósnia-Herzegovina.
Nossa Senhora Menina Relembra a infância da Virgem, do nascimento aos três anos junto a seus pais, São Joaquim e Sant’Ana; e dos três aos doze anos, no Templo de Jerusalém;
Nossa Senhora das Mercês Relembra a aparição a São Pedro Nolasco, no início do século XII, solicitando a criação de uma Ordem destinada ao resgate de cristãos feito cativos pelos muçulmanos;
Nossa Senhora dos Milagres Relembra os grandes prodígios operados pela Mãe de Deus, Onipotência suplicante e canal de todas as graças, a quem nada Deus recusa;
Nossa Senhora da Misericórdia Por conseguir inúmeros benefícios de Deus para os homens, Maria é chamada “Mãe de Misericórdia”; o título também lembra a proteção da Virgem ás Santas Casas de Misericórdia, cuja primeira do gênero foi fundada em Lisboa, em 1498;
Nossa Senhora do Monte Relembra que a Virgem é um monte altíssimo, que vence a altura de todos os outros montes, em santidade e virtude;
Nossa Senhora de Monserrate Relembra a imagem da Virgem levada a BarcelonaEspanha, nos primeiros séculos do cristianismo, sendo que durante a invasão árabe, os cristãos esconderam a imagem na escarpada montanha de Monserrate. Mais tarde, esta imagem foi milagrosamente encontrada e no local foi construída uma grande abadia beneditina;
Nossa Senhora de Muquém Relembra o auxílio da Virgem Maria a um garimpeiro português, na vila de São Tomé de Muquém, no início da mineração em Goiás;
Nossa Senhora da Natividade Relembra o nascimento da virgem Maria, que, segundo a tradição, foi num sábado, 8 de setembro, do ano 20 a.C., na cidade de Jerusalém;
Nossa Senhora dos Navegantes Maria é invocada como protetora dos navegantes, devoção que teve seu auge durante as cruzadas e, depois, durante o período das grandes navegações;
Nossa Senhora de Nazaré Relembra a vida da Virgem Maria, em Nazaré, junto à sua sagrada família;
Nossa Senhora das Neves Refere-se a um milagre, anunciado pela Virgem Maria, de que em pleno verão, na noite de 4 para 5 de agosto, nevaria em Roma, o que realmente aconteceu no local onde hoje se ergue a basílica de Santa Maria Maior;
Nossa Senhora do Ó Alusão a Nossa Senhora nas proximidades de seu parto. Houve um sermão proferido pelo Padre Vieira, onde compara as virtudes de Maria à “perfeição da letra o“, símbolo da imortalidade e de Deus, de quem Maria é mãe. Referências as sete antífonas do Ó, nas proximidades do Natal.
Nossa Senhora da Oliveira Refere-se a uma imagem levada para GuimarãesPortugal, por São Tiago, que a colocou num templo, ao lado qual havia uma oliveira. Também, a Virgem Maria é comparada na passagem bíblica: “sua glória é igual ao fruto da Oliveira” (Os 14,6);
Nossa Senhora do Parto, do Bom Parto Recorda a proteção Virgem Maria às mães que estão para dar à luz;
Nossa Senhora do Patrocínio Relembra a intercessão da Virgem Maria junto a seu Filho, em favor dos homens, como nas Bodas de Caná;
Nossa Senhora da Paz ou Rainha da Paz Relembra a intervenção da Virgem Maria na devolução da catedral de ToledoEspanha, aos cristãos;
Nossa Senhora da Pena Relembra a Virgem como inspiradora e padroeira das letras e das artes;
Nossa Senhora da Penha Relembra o milagre realizado, no início do século XVII, por intercessão da Virgem Maria invocada por Baltazar de Abreu Cardoso, fazendeiro brasileiro, que encontrou uma serpente ao subir um penhasco (penha) que levava à sua fazenda no Rio de Janeiro;
Nossa Senhora da Penha de França Relembra a aparição da Virgem Maria a Simão Vela, monge francês, na serra chamada Penha de França, no norte da Espanha;
Nossa Senhora da Purificação Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nossa Senhora Peregrina Alusão à imagem de Nossa Senhora de Fátima
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Relembra a Virgem Maria como socorro dos cristãos, em suas horas de necessidade. Refere-se a um quadro milagroso da ilha de Creta, que após ser roubado, foi recuperado em Roma e posto, no século XIX, sob a guarda dos padres redentoristas;
Nossa Senhora da Piedade Relembra que Jesus, após o descimento da Cruz, foi entregue aos braços de sua Mãe Santíssima.
Nossa Senhora do Pilar Refere-se a uma aparição da Virgem Maria a São Tiago, que estava evangelizando em Zaragoza. A virgem lhe apareceu sentada num pilar, donde lhe vem o nome;
Nossa Senhora de Pompéia Relembra a aparição da Virgem a Bartolo Longo, em Pompéia, no sul da Itália;
Nossa Senhora da Ponte Refere-se à comparação de Maria à ponte donde passamos da terra para o céu;
Nossa Senhora Porta do Céu Refere-se à máxima que diz: “Ninguém chega ao Pai, a não ser por Jesus; e ninguém chega ao Filho, a não ser por Maria”. Esta é uma das invocações das “Ladainhas Loretanas”, considerando, pois que o culto da Mãe de Deus é a porta que leva os fiéis ao paraíso;
Nossa Senhora do Porto Refere-se a uma imagem bizantina colocada no célebre santuário, cuja construção foi iniciada no século VI, no bairro do Porto (Le Port), em Clermont-Ferrand, na França. Uma cópia deste ícone foi levada na batalha aos mulçumanos, para a retomada da cidade do Porto, em Portugal;
Nossa Senhora do Povo Relembra a construção, pelo povo de Roma, de uma igreja dedicada à Virgem Maria, no local onde se erguera o mausoléu dos Domícios, família a qual pertencia o imperador Nero;
Nossa Senhora dos Prazeres Relembra os sete principais prazeres da vida da Virgem Maria: a anunciação, a saudação de Santa Isabel, o nascimento de seu Filho, a visita dos Reis Magos, o encontro de Jesus no Templo, a primeira aparição de Jesus ressuscitado, a sua coroação no céu;
Nossa Senhora do Presépio Relembra a maternidade de Maria, na cena do presépio, conforme a tradição franciscana;
Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos Relembra que a Virgem Maria foi mãe, mestra e rainha dos apóstolos, que lhe devotavam especial veneração;
Nossa Senhora Rainha do Céu Relembra a coroação de Maria, após sua assunção aos céus;
Nossa Senhora Rainha dos Homens Relembra que Maria é rainha de todos os homens, portanto digna de todos os louvores, por parte de todos;
Nossa Senhora Rainha, Vencedora e Três vezes Admirável de Schoenstatt Imagem da Virgem Maria, padroeira do Movimento Apostólico de Schoenstatt, e relembra a aliança de amor que o padre Joseph Kentenich(1885 – 1968), selou pela primeira, 18 de Outubro de 1914, em SchoenstattAlemanha, com a Virgem Maria.;
Nossa Senhora dos Remédios Relembra a Virgem Maria como único remédio para todos os nossos trabalhos, angústias, necessidades e doenças;
Nossa Senhora do Rocio Imagem encontrada no mar, no final do século XVII, por um pescador que vivia em Rocio, próximo a Paranaguá;
Nossa Senhora do Rosário Relembra a aparição da Virgem Maria a São Domingos de Gusmão, no século XIII, pedindo-lhe a divulgação do seu rosário de orações. A consagração definitiva do Rosário de Nossa senhora deu-se a 7 de outubro de 1571, com a vitória dos cristãos na batalha de Lepanto;
Nossa Senhora do Sagrado Coração Relembra que de Maria foi formado o coração divinal de Jesus;
Nossa Senhora da Salete (em francês: de la Sallete) Relembra a aparição da Virgem Maria, a 19 de setembro de 1846, a dois pastorinhos, na montanha de SaleteIsére, nos Alpes franceses;
Nossa Senhora da Saudade Relembra a imensa saudade que a Virgem Maria teve de seu Filho, nos três dias incompletos que seu corpo esteve no sepulcro;
Nossa Senhora da Saúde Relembra que a Virgem Maria é fonte de vigor físico e moral para os homens;
Nossa Senhora Salvação do Povo Romano Relembra que a Virgem Maria sempre socorreu o povo de Roma, em todas as suas situações de necessidade.
Nossa Senhora do Sion, do Sião. Relembra a aparição da Virgem Maria, em 1842, em Roma, a Alfredo Ratisbona, ateu de origem judaica, que se converteu ao catolicismo;
Nossa Senhora da Soledade Relembra a solidão, a tristeza e saudade da Virgem Maria, por ocasião da paixão de seu Filho;
Nossa Senhora do Terço Similar à invocação de Nossa Senhora do Rosário, mas refere-se apenas a cinco mistérios da vida de Jesus;
Nossa Senhora da Visitação Relembra a visita da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel;
Nossa Senhora da Vitória Relembra que a Virgem Maria, vitoriosa, pode levar os cristãos à vitória em suas vidas. Em Portugal, foi introduzida a devoção por Dom João I, para comemorar a vitória na Batalha de Aljubarrota;

 

Leia também:

 

Escute as músicas sugeridas:

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Perfeito é quem te criou – Vida Reluz

Mãe Fiel (Mostra-me o caminho)- Padre Zeca

 

Como rezar o Santo Rosário (Terço)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 28/40 – Jesus Cristo – Complemento 14)

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O Rosário completo é formado atualmente por quatro partes. Como desde o século XIX o Rosário era composto de três partes, cada parte é tradicionalmente chamada de “terço”. Cada terço, por sua vez, é composto por cinco mistérios de nossa Redenção, desta forma:

1º terço: Mistérios Gozosos – contemplam a Encarnação do Verbo e a revelação de Sua missão no mundo:

1º- Anunciação do Arcanjo Gabriel a Nossa Senhora;
2º- Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel;
3º- Nascimento de Jesus;
4º- Apresentação do Menino Jesus no Templo e purificação de Nossa Senhora;
5º- Perda e encontro do Menino Jesus no Templo.

2º terço: Mistérios Luminosos – contemplam a revelação do Reino de Deus por Jesus:

1º- Batismo de Jesus no rio Jordão;
2º- Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná;
3º- Anúncio do Reino de Deus, com o convite à conversão;
4º- Transfiguração de Jesus;
5º- Instituição da Eucaristia.

3º terço: Mistérios Dolorosos – contemplam a Paixão e Morte de Jesus:

1º- Agonia de Jesus no Horto;
2º- Flagelação de Jesus;
3º- Coroação de espinhos;
4º- Jesus carregando a cruz no caminho do Calvário;
5º- Crucifixão e morte de Jesus.

4º terço: Mistérios Gloriosos – contemplam a vitória de Jesus sobre a morte, o nascimento da Igreja e a glorificação de Maria:

1º– Ressurreição de Jesus;
2º– Ascensão de Jesus ao Céu;
3º– Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos;
4º– Assunção de Nossa Senhora;
5º– Coroação de Nossa Senhora no Céu.

O Rosário reúne as orações básicas de nossa religião: o Credo, o Pai Nosso, a Ave-Maria, o Glória e a Salve Rainha.

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O Rosário ou o terço começam com o Sinal da Cruz, uma Oração ao Espírito Santo e um Oferecimento (intenções: agradecimentos, reparações, louvores e súplicas). A seguir:

O Terço é uma das devoções mais queridas de Nossa Senhora. Aparecendo em Fátima, ela pediu aos pastorezinhos: “Meus Filhos, rezemos o TERÇO todos os dias”.

Oferecimento do Terço

Divino Jesus, eu vos ofereço este terço (Rosário) que vou rezar, contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-me, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, as graças necessárias para bem rezá-lo para ganhar as indulgências desta santa devoção. (Pode-se acrescentar o que segue, e também intenções particulares: Ofereço-Vos também em reparação aos Corações de Jesus e Maria, nas intenções do Imaculado Coração de Maria, nas intenções do Santo Padre, pelo Santo Padre e por toda a Igreja, pela santificação do clero e das famílias, pelas almas no purgatório, pelas vocações sacerdotais, religiosas, missionárias e leigas, pela Paz no mundo, pelo Brasil.)

Em seguida, segurando a cruzinha do rosário ou terço para atestar nossa fé; em todas as verdades ensinadas por Cristo, reza-se o:

Creio em Deus Pai

Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Terminado o CREDO, presta-se HOMENAGEM à Santíssima Trindade com um Pai-Nosso, três Ave-Maria e um Glória-ao-Pai.

Pai Nosso

  • Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossa ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria

  • A primeira Ave-Maria em honra a Deus Pai que nos criou: Ave Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
  • A segunda Ave Maria a Deus Filho que nos remiu: Ave Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
  • A terceira Ave Maria ao Espírito Santo que nos santifica: Ave Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

  • Glória ao Pai, ao Filho e o Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém.

Oh! Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém.

Após rezar os mistérios:

Agradecimentos

Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossa mão liberais. Dignai-vos, agora e para sempre, tomar-nos debaixo do vosso poderoso amparo e para mais vos obrigar vos saudamos com uma Salve Rainha:

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro nos mostrai a Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce, sempre virgem Maria.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora

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Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.
R/. Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
R/. Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe intacta,
Mãe intemerata,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem benigna,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede da sabedoria,
Causa de nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insigne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do Céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos Anjos,
Rainha dos Patriarcas,
Rainha dos Profetas,
Rainha dos Apóstolos,
Rainha dos Mártires,
Rainha dos Confessores,
Rainha das Virgens,
Rainha de todos os Santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha assunta ao Céu,
Rainha do santo Rosário,
Rainha da família,
Rainha da paz,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. atendei-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. tende piedade de nós.

V/. Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Derramai, ó Deus, a vossa graça em nosso coração para que conhecendo pela anunciação do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos por sua paixão e cruz à glória da ressurreição.

Por Cristo, nosso Senhor

Amém.

 

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Mistérios Gozosos (segundas e sábados, e nos domingos do Advento)

1- Anunciação do Arcanjo São Gabriel à nossa Senhora.
No primeiro mistério contemplemos a Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Nossa Senhora.

2- A visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.
No segundo mistério contemplemos a Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.

3- O nascimento de Jesus em Belém.
No terceiro mistério contemplemos o Nascimento do Menino Jesus em Belém.

4- A apresentação do Menino Jesus no Tempo.
No quarto mistério contemplemos a Apresentação do Menino Jesus no templo e a Purificação de Nossa Senhora.

5- Encontro de Jesus no Templo entre os Doutores da Lei.
No quinto mistério contemplemos a Perda e o Encontro do Menino Jesus no templo.

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Mistérios Dolorosos (terças e sextas-feiras, e domingo da Quaresma até a Páscoa)

1- A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
No primeiro mistério contemplemos a Agonia de Cristo Nosso Senhor, quando suou sangue no Horto.

2- A flagelação de Jesus atado à coluna.
No segundo mistério contemplemos a Flagelação de Jesus Cristo atado à coluna.

3- A coroação de espinhos de Jesus.
No terceiro mistério contemplemos a Coroação de espinho de Nosso Senhor.

4- A subida dolorosa do Calvário.
No quarto mistério contemplemos Jesus Cristo carregando a Cruz para o Calvário.

5- A morte de Jesus.
No quinto mistério contemplemos a Crucificação e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Mistérios Gloriosos (quartas-feiras e domingos da Páscoa até o Advento)

1- A ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
No primeiro mistério contemplemos a Ressurreição de Cristo Nosso Senhor.

2- A ascensão admirável de Jesus Cristo ao céu.
No segundo mistério contemplemos a Ascensão de Nosso Senhor ao Céu.

3- A vinda do Espírito Santo.
No terceiro mistério contemplemos a Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos com Maria Santíssima no Cenáculo em Jerusalém.

4- A assunção de Nossa Senhora no Céu.
No quarto mistério contemplemos a Assunção de Nossa Senhora ao Céu.

5- A coroação de Nossa Senhora no Céu .
No quinto mistério contemplemos a Coroação de Nossa Senhora no Céu como Rainha de todos os anjos e santos.

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Mistérios Luminosos (quinta-feira)

1- Batismo de Jesus no rio Jordão.
No primeiro mistério contemplemos o Batismo de Jesus no rio Jordão.

2- Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná.
No segundo mistério contemplemos a Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná.

3- Anúncio do Reino de Deus.
No terceiro mistério contemplemos o Anúncio do Reino de Deus.

4- Transfiguração de Jesus.
No quarto mistério contemplemos a Transfiguração de Jesus.

5- Instituição da Eucaristia.
No quinto mistério contemplemos a Instituição da Eucaristia.

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O Rosário durante a semana

 

Quando não se reza o Rosário inteiro, pode-se recitar um só terço, ou então as dezenas separadamente, contanto que se complete ao menos um terço no mesmo dia.

Ao rezarmos o Rosário ao longo da semana, é costume rezá-lo desta forma:

  • os Mistérios Gozosos às segundas-feiras e sábados, e nos domingos do Advento;
  • os Mistérios Luminosos às quintas-feiras;
  • os Mistérios Dolorosos às terças e sextas-feiras, e nos domingos da Quaresma;
  • os Mistérios Gloriosos às quartas-feiras e domingos do tempo Pascal e Comum.

Listando por ordem do dia da semana:

  • Domingo: Mistérios Gloriosos (no Advento se rezam os Gozosos e na Quaresma os Dolorosos);
  • segunda-feira: Mistérios Gozosos;
  • terça-feira: Mistérios Dolorosos;
  • quarta-feira: Mistérios Gloriosos;
  • quinta-feira: Mistérios Luminosos;
  • sexta-feira: Mistérios Dolorosos;
  • sábado: Mistérios Gozosos (também se pode rezar os Gloriosos, como era costume antes da introdução dos Mistérios Luminosos por São João Paulo II).

Maria, modelo de contemplação

10. A contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável. O rosto do Filho pertence-lhe sob um título especial. Foi no seu ventre que Se plasmou, recebendo d’Ela também uma semelhança humana que evoca uma intimidade espiritual certamente ainda maior. À contemplação do rosto de Cristo, ninguém se dedicou com a mesma assiduidade de Maria. Os olhos do seu coração concentram-se de algum modo sobre Ele já na Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo; nos meses seguintes, começa a sentir sua presença e a pressagiar os contornos. Quando finalmente O dá à luz em Belém, também os seus olhos de carne podem fixar-se com ternura no rosto do Filho, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura (cf. Lc 2, 7).

Desde então o seu olhar, cheio sempre de reverente estupor, não se separará mais d’Ele. Algumas vezes será um olhar interrogativo, como no episódio da perda no templo: « Filho, porque nos fizeste isto? » (Lc 2, 48); em todo o caso será um olhar penetrante, capaz de ler no íntimo de Jesus, a ponto de perceber os seus sentimentos escondidos e adivinhar suas decisões, como em Caná (cf. Jo 2, 5); outras vezes, será um olhar doloroso, sobretudo aos pés da cruz, onde haverá ainda, de certa forma, o olhar da parturiente, pois Maria não se limitará a compartilhar a paixão e a morte do Unigênito, mas acolherá o novo filho a Ela entregue na pessoa do discípulo predileto (cf. Jo 19, 26-27); na manhã da Páscoa, será um olhar radioso pela alegria da ressurreição e, enfim, um olhar ardoroso pela efusão do Espírito no dia de Pentecostes (cf. At 1,14).

 Trecho da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae

Nossa Senhora teria ensinado o Santo Rosário a São Domingos de Gusmão, no século XII, que, a pedido do Papa Gregório IX, deveria combater os terríveis hereges cátaros na França. Com a oração do Rosário, São Domingos teria convertido cerca de cem mil deles.

Há muito tempo, os Papas valorizam e recomendam vivamente a oração do Rosário, especialmente os últimos Papas, sobretudo a partir das aparições de Lourdes (1858) e Fátima (1917). Em Fátima, Nossa Senhora disse aos Três Pastorinhos que “não há problema de ordem pessoal, familiar e nacional que a oração do Terço não possa ajudar a resolver”.

Leão XIII (1878-1903), em tempos difíceis, dedicou ao Rosário dezesseis documentos eclesiais: onze encíclicas; uma constituição apostólica; três cartas apostólicas entre outros. Paulo VI dedicou três documentos ao Rosário: a encíclica Mense (29 de abril de 1965), que recorda que “Maria é caminho para Cristo, e isso significa que o recurso contínuo a ela exige que se procure nela, para ela e com ela, Cristo Salvador, a quem devemos nos dirigir sempre”.

 

Leia mais:

27º Encontro (Catequese) – Unção aos Enfermos

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 27/40)

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Neste encontro terminaremos de falar sobre os sacramentos. E o tema é o Sacramento da Unção dos Enfermos, um dos sacramentos de cura. Uma das sugestões é fazer parte do encontro na igreja e a outra parte ir visitar, junto com os ministros dos enfermos alguns doentes da comunidade que recebem a Eucaristia em casa. Importante se programar e conversar antes com os ministros para uma boa integração

A oração inicial pode ser feita de uma forma bem mais forte, com todos de mãos dadas, respeitando alguns minutos de silêncio e que seja pedido que cada um lembre de alguém que conhece que precise muito de oração por estar doente. Interessante se cada um pudesse falar por quem vai estar rezando, porém deve-se sempre respeitar aqueles que não querem dizer em voz alta. Depois pode ser rezado o Pai Nosso, Ave Maria e o Vinde Espírito Santo.Na sequência pode ser cantada uma música e sugiro Cura Senhor – Padre Antônio Maria

Apresentar os Ministros dos Enfermos

Após esta parte podemos falar do tema do encontro que é o sacramento da Unção dos Enfermos. Lembrar que antes esse sacramento era chamado de Extrema unção, porém existe uma diferença pois a intenção da Unção dos Enfermos é antes de tudo trazer a cura física e espiritual para a pessoa e a extrema unção é quando a pessoa está as portas da morte. Para a igreja só existe um sacramento da Unção dos Enfermos (a extrema unção é parte deste e não algo em separado)Importante também falar dos Ministro dos Enfermos que levam a comunhão aqueles que estão doentes e não podem acessar a comunidade e as missas e também a alguns idosos que tem dificuldade de locomoção. Também falar da importância de se cuidar dos doentes e idosos e que isso faz parte do sacramento. Lembrar que o padre também visita estes fiéis e a missão de cada católico é sempre visitar e acalentar os irmãos enfermos.

Importante que os ministros expliquem o que será feito na visita e se tenha a prudência de escolher enfermos que possam dividir a experiência com os catequizandos.

Fazer a música final Sacramento Que Cura – Padre Marcelo Rossi e depois a oração de envio, já que sairemos da comunidade e iremos visitar alguns enfermos. Caso não seja possível o encontro deve respeitar o horário.

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Sugestão de folha para o encontro

Aprofundamento para o catequista

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O padre e a ministra dos enfermos (Imagem da internet)

“Por esta santa unção e pela Sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua misericórdia, alivie os teus sofrimentos”. – Esta é a petição a Deus proferida na Unção dos Enfermos, essa oração contém o objeto central desse sacramento, ou seja, confere a ele uma graça especial, que une mais intimamente o doente a Cristo.

Jesus veio para revelar o amor de Deus. Frequentemente, faz  isso nas áreas e situações em que nos sentimos especialmente ameaçados em função da fragilidade de nossa vida, devido a doenças, morte etc. Deus Pai quer que nos tornemos saudáveis no corpo e na alma, e reconheçamos nisso a instauração do Seu Reino. Por vezes, só com a experiência da enfermidade percebemos que precisamos do Senhor mais do que tudo. Não temos vida, a não ser em Cristo. Por isso, os doentes e os pecadores têm um especial instinto para perceber o que é essencial.

A Igreja, tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pôr isso em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui, sobretudo, um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: «Quem está doente, chame a si os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome do Senhor» (Tg 5,14-15).

21.05

Dessa forma, o sacramento da unção dos enfermos pode ser recebido pelo fiel que começa a se sentir em perigo de morte por doença ou velhice. O mesmo fiel pode recebê-lo também outras vezes se a doença se agravar ou, então, no caso doutra enfermidade grave. O Catecismo da Igreja relembra que: “É dever dos pastores instruir os fiéis sobre os benefícios deste Sacramento. Que os fiéis incentivem os doentes a chamar o sacerdote para receberem este Sacramento. Que os doentes se preparem para recebê-lo com boas disposições, com a ajuda de seu pastor e de toda a comunidade eclesial, que é convidada a cercar de modo especial os doentes com suas orações e atenções fraternas” (CIC 1516).

Não se deve deixar que um doente grave venha a falecer sem receber a Unção dos Enfermos; muitas vezes isto acontece porque a família se descuida de cuidar espiritualmente do enfermo ou porque fica com medo de assustá-lo; o sacerdote saberá preparar o doente psicologicamente para receber o Sacramento em paz.

Artigo 5: A Unção dos Enfermos (Catecismo da Igreja Católica)

Transcrição CIC 1514-1516; 1526-1532

1514. A Unção dos Enfermos «não é sacramento só dos que estão prestes a morrer. Por isso, o tempo oportuno para a receber é certamente quando o fiel começa, por doença ou por velhice, a estar em perigo de morte».

1515. Se um doente que recebeu a Unção recupera a saúde, pode, em caso de nova enfermidade grave, receber outra vez este sacramento. No decurso da mesma doença, este sacramento pode ser repetido se o mal se agrava. É conveniente receber a Unção dos Enfermos antes duma operação cirúrgica importante. E o mesmo se diga a respeito das pessoas de idade, cuja fragilidade se acentua.

«… CHAME OS PRESBÍTEROS DA IGREJA»

1516. Só os sacerdotes (bispos e presbíteros) são ministros da Unção dos Enfermos. É dever dos pastores instruir os fiéis acerca dos benefícios deste sacramento. Que os fiéis animem os enfermos chamarem o sacerdote para receberem este sacramento. E que os doentes se preparem para o receber com boas disposições, com a ajuda do seu pastor e de toda a comunidade eclesial, convidada a rodear, de um modo muito especial, os doentes, com as suas orações e atenções fraternas.

1526. «Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará. E, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tg 5, 14-15).

1527. 0 sacramento da Unção dos Enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que enfrenta as dificuldades inerentes ao estado de doença grave ou de velhice.

1528. 0 tempo oportuno para receber a Santa Unção chegou certamente quando o fiel começa a encontrar-se em perigo de morte, devido a doença ou a velhice.

1529. Todas as vezes que um cristão cai gravemente enfermo, pode receber a Santa Unção; e também quando, mesmo depois de a ter recebido, a doença se agrava.

1530Só os sacerdotes (presbíteros e bispos) podem ministrar o sacramento da Unção dos Enfermos; para isso, empregarão óleo benzido pelo bispo ou, em caso de necessidade, pelo próprio presbítero celebrante.

1531. 0 essencial da celebração deste sacramento consiste na unção na fronte e nas mãos do doente (no rito romano) ou sobre outras partes do corpo (no Oriente), unção acompanhada da oração litúrgica do sacerdote celebrante que pede a graça especial deste sacramento.

1532. A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos:

– a união do doente à paixão de Cristo, para o seu bem e para o de toda a Igreja;
–  o conforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice;
–  o perdão dos pecados, se o doente não pôde obtê-lo pelo sacramento da Penitência;
–  o restabelecimento da saúde, se tal for conveniente para a salvação espiritual;
–  a preparação para a passagem para vida eterna.

No Código de Direito Canônico

Capítulo III DAQUELES A QUEM SE DEVE ADMINISTRAR A UNÇÃO DOS ENFERMOS

Cân. 1004

§ 1. A unção dos enfermos pode ser administrada ao fiel que, tendo atingido o uso da razão, começa a estar em perigo por motivo de doença ou velhice.

§ 2. Pode-se repetir este sacramento se o doente, depois de ter convalescido, recair em doença grave, ou durante a mesma enfermidade, se o perigo se agravar.

Cân. 1005

Na dúvida se o doente já atingiu o uso da razão, se está perigosamente doente, ou se já es tá morto, administre-se este sacramento.

Cân. 1006

Administre-se este sacramento aos doentes que ao menos implicitamente o pediram quando estavam no uso de suas faculdades.

Cân. 1007

Não se administre a unção dos enfermos aos que perseverarem obstinadamente em pecado grave manifesto.

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Como deve ser administrada a Extrema Unção

O Sacerdote unge o doente com o óleo dos enfermos que é a matéria do Sacramento da Extrema-Unção. Esta unção deve ser feita seis vezes: nos olhos, nas narinas, nos ouvidos, na boca, nas mãos e nos pés. Para cada unção o Padre repete a forma do Sacramento da Extrema-Unção. Temos então:

matéria: o óleo dos enfermos – é um dos óleos consagrados pelo Bispo na Quinta-feira Santa, na Missa Crismal (assim chamada por causa da benção dos óleos). Deve ser obrigatoriamente de oliveira, ou seja, azeite doce.

forma: Por esta santa unção e por sua grande misericórdia, Deus te perdoe tudo que fizeste de mal pela … vista (ouvido, olfato, gosto e palavras, tato, passos)

A Graça Sacramental da Extrema Unção

A parte visível do Sacramento, a matéria e a forma, significam a parte invisível, que é a graça sacramental. Antigamente, usava-se muito o azeite para curar as doenças. Por isso a Igreja usa o óleo dos enfermos para fazer um gesto que se faz para passar o azeite nas feridas. O Padre unge, ou seja, passa o óleo no corpo do doente, e esse gesto, junto com as palavras da forma sacramental, realizam aquilo que eles significam: não a cura do corpo, mas a cura da alma. A alma que recebeu a Extrema-Unção tem seus pecados perdoados e está fortalecida para enfrentar a morte. Além disso, se Deus achar que ela não deve morrer, o Sacramento ajudará também na cura da doença e a pessoa ficará boa.

Efeitos da Extrema Unção

– aumenta a graça santificante restabelecida pela Confissão;

– perdoa os pecados que não puderam ser confessados (se houver contrição);

– destrói as penas temporais devidas aos pecados já perdoados (se houver disposição para isso);

– traz saúde para o corpo, se isso for bom para a alma.

Leia Mais:

 

Escute as músicas sugeridas:

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Cura Senhor – Padre Antônio Maria

Sacramento Que Cura – Padre Marcelo Rossi