32º Encontro (Catequese) – Pentecostes e o fogo do Espírito Santo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 32/40)

A nossa vivência na fé vai chegando a sua reta final,a nossa contagem vai ficando cada dia mais curta e é o momento de se estreitar ainda mais os laços com cada catequizando, sanar dúvidas e cuidar para que todos possam receber o sacramento da Confirmação (Crisma).

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Sugestão de folha para o encontro

 

Neste encontro sugiro que seja entregue a oração da Invocação ao Espírito Santo (ou mais comumente conhecida como Vinde Espírito Santo, mas não um papel comum e sim um marca texto. Você pode comprar estes marcas textos prontos ou fazer um marca texto e depois plastificar para ficar mais bonito (depende da sua criatividade)

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Dobrar e plastificar, uma ideia é fazer um futuro e passar (depois de plastificado) um fitilho vermelho

Como ambientação seria legal imagens da pomba representando o Espírito Santo e fitas de cartolina com os 7 dons do Espírito Santo e os 12 frutos, distribuídos entre os catequizandos que vão depositando aos pés da pomba.Também é interessante algumas velas já que o Espírito Santo é fogo.

Como oração inicial sugiro o Vinde Espírito Santo e logo depois a canção Vem Espírito

Durante a canção os catequizandos vão depositando as placas com os Dons e frutos do Espírito Santo.

Falar sobre o tema, começando com uma reflexão sobre os dons e frutos do Espírito Santo. Mas afinal o que seria o Espírito Santo e este Pentecostes de que tanto se fala na igreja? (ver aprofundamento para o catequista)

Depois pode-se dar os recados da semana, falar um pouco sobre o grande dia da celebração do Sacramento do Crisma.

Convidar a todos para durante a semana rezarem o Vinde Espírito Santo na intenção de terem uma semana de paz e união.

Canto final Deus Existe e como oração final pode ser feito o Vinde Espírito Santo acompanhado do Pai Nosso  e Ave Maria

Aprofundamento para o catequista

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“Quod est spiritus noster, id est anima nostra, ad membra nostra, hoc est Spiritus Sanctus ad membra Christi, ad corpus Christi, quod est EcclesiaO que é o nosso espírito, isto é, a nossa alma em relação a nossos membros, assim é o Espírito Santo em relação aos membros de Cristo, ao corpo de Cristo que é a Igreja.” “A este Espírito de Cristo, em princípio invisível, deve-se atribuir também a união de todas as partes do Corpo tanto entre si como com sua Cabeça, pois ele está todo na Cabeça, todo no Corpo e todo em cada um de seus membros.” O Espírito Santo faz da Igreja “o Templo do Deus Vivo” (2 Cor 6, 16CIC 797

Depois que Jesus Cristo ressuscitou passaram cerca de 40 dias, entre aparições e confirmações de que se tratava realmente do Messias ressuscitado, chegou a hora da sua ascensão onde a vista de todos os seus seguidores Jesus retornou de corpo e alma a sua morada, o céu,  elevando-se diante de todos. (At 1, 3-14)

Pouco tempo depois (mais ou menos uns 10 dias) estando os discípulos, a virgem Maria, várias seguidoras e seguidores de Cristo em uma grande reunião um calor abrasador entrou na sala e pousaram como que línguas de fogo sobre cada um deles. Era o Pentecostes onde o fogo do Espírito Santo foi entregue a cada um e todos falaram a mesma língua. Este mesmo espírito já havia pousado em forma de pomba sobre Jesus no seu batismo. (At 2, 1-47)

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Por isso cada um tem o Espírito Santo como fogo que impulsiona na missão.

Para a igreja este dom é dado no Batismo e confirmado no Crisma.

É preciso assim um longo processo de amadurecimento na fé antes de receber o Espírito Santo, seria fácil para Jesus conceder o Espírito mas antes todos passaram por uma longa vivência na fé, seguindo e aprendendo direto da fonte por mais de 3 anos até chegar aquele dia de Pentecostes.

Para a igreja católica não é diferente, é preciso receber os sacramentos da iniciação cristã nesta ordem:

  1. Batismo: o que Jesus fez antes de começar sua missão de verdade? Foi batizado por João Batista
  2. Eucaristia: Jesus deixa a comunhão como sinal da sua vontade
  3. Crisma: após a sua ascensão a primeira coisa que acontece é o Pentecostes, onde o Espírito Santo é concedido a todos que ali estavam pela fé.

O sacramento da Confirmação  (Crisma) é justamente o sacramento do Espírito Santo. Repare como existe uma lógica por trás do que a igreja faz, nada é por mero acaso, tudo tem o seu porque e para que.

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A Igreja nasceu no Espírito. Ela é movida, sustentada, guiada por Ele. Enfim, sem o Espírito Santo fica difícil pensar em Igreja, assim também nos membros dela. Nós não podemos e não conseguiremos viver sem o sopro do Espírito.

O Espírito Santo é invocado nos sacramentos. Como é maravilhoso perceber que, nas fases da vida cristã, recebemos essa força do Senhor! No batismo, somos batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Quando somos perdoados no sacramento da penitência, somos perdoados pelo Espírito enviado do Pai e do Filho, e assim todos os sacramentos são realizados pela ação do Espírito.

Quando falamos da vida segundo o Espírito, não devemos imaginar uma vida fora da realidade, desvinculada de si mesma; aliás, a vida humana é composta pela realidade física, biológica, psíquica e espiritual. Nenhuma deve ser descartada, pois o ser humano é um todo. Devemos ter bem claro isso: somos um conjunto, mas precisamos reconhecer que, quando a vida espiritual vai mal, as outras realidades acabam indo mal; e quando se vive uma espiritualidade sadia, consegue-se superar o males físicos, biológicos e psíquicos. Quando há saúde espiritual, os males em outras áreas podem não ser sanados, mas superados pela força do Espírito. O mal físico e a violência podem nos impedir de caminhar alguns metros e nos limitar, enquanto o Espírito nos leva a distâncias longínquas, porque n’Ele somos livres. (Formação Canção Nova)

Vimos no encontro anterior a Santíssima Trindade,  no mistério de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Isso deixa claro que o Espírito Santo é parte de Deus, mas não uma parte separada ou uma terceira parte, ele é justamente a onipresença de Deus. Está em todos os lugares, a todo tempo e age conforme a necessidade de cada um, enchendo de coragem e força ou apenas acalentado corações que sofrem. Um não age sem o outro. “Crer no Espírito Santo é, pois, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, “e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”. É por isso que se tratou do mistério divino do Espírito Santo na “teologia” trinitária. Aqui, portanto, só se tratará do Espírito Santo na “Economia” divina. O Espírito Santo está em ação com o Pai e o Filho do início até a consumação do Projeto de nossa salvação. Mas é nos “últimos tempos”, inaugurados pela Encarnação redentora do Filho que ele é revelado e dado, reconhecido e acolhido como Pessoa. Então este Projeto Divino, realizado em Cristo, “Primogênito” e Cabeça da nova criação, poderá tomar corpo na humanidade pelo Espírito difundido: a Igreja, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne, a Vida Eterna.” (CIC 685-686)

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Por isso que falar no fogo do Espírito só existe se a pessoa realmente tiver recebido o sacramento da forma correta.

Com a unção do Espírito Santo, nossa humanidade é marcada pela santidade de Jesus Cristo e nos tornamos capazes de amar os irmãos com o mesmo amor com que Deus nos ama. E o Espírito Santo envia. Se Jesus é o “Enviado”, cheio do Espírito do Pai, nós, ungidos pelo mesmo Espírito, também somos enviados como mensageiros e testemunhas de paz, missionários, Igreja “em saída”. Quanta necessidade tem o mundo de nós como mensageiros de paz, como testemunhas de paz! Também o mundo nos pede para lhe fazermos isso: levar a paz, testemunhar a paz! E esta não se pode comprar, não está à venda. A paz é um dom que se deve buscar pacientemente e construir “artesanalmente” nos pequenos e grandes gestos que formam a nossa vida diária (Cf. Homilia do Papa Francisco em Amã – Jordânia, sábado, 24 de maio de 2014)

É muito subjetivo tentar explicar a ação do Espírito Santo pois depende muito da sua fé, do compromisso com a igreja e principalmente do se estar ou não na presença de Deus. Ninguém aciona apenas o Espírito,  aciona três que na verdade são apenas um, e isso é o fato mais complicado de se entender. Pense da seguinte forma: Você pensa, seus órgãos funcionam, seus membros executam, porém toda esta ação só virá a tona se tudo funcionar em conjunto, assim é a ação do Espírito Santo que só vai a contento na figura das outras partes da Trindade.

Um dos grandes dons do Espírito Santo é a inspiração. Muitos já foram inspirados e escreveram teses maravilhosas ou tiveram falas de uma riqueza ímpar teologicamente. É dom de sabedoria, de coragem e ânimo diante da vida.

É o fogo do Espírito Santo que faz do sacramento do Crisma parte essencial na vida do fiel, e é concebido apenas uma vez a todos que se preparam na catequese e ao final sintam- se prontos para este dom da fase adulta na fé.

Ao receber o óleo do Santo Crisma no Sacramento da Confirmação (lembrando que também durante o Sacramento do Batismo este óleo é ungido na fronte) o ungido recebe também os 7 Dons do Espírito Santo (CIC 736 e 1831) e também colhem os frutos do Espírito Santo (CIC 1832)

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Os dons e frutos do Espírito Santo

1830. A vida moral dos cristãos é sustentada pelos dons do Espírito Santo. Estes são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do mesmo Espírito.

1831.Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Em plenitude, pertencem a Cristo, Filho de Davi. Completam e levam ã perfeição as virtudes daqueles que os recebem. Tornam os fiéis dóceis para obedecer prontamente às inspirações divinas.

Que o teu bom espírito me conduza por uma terra aplanada (Sl 143,10)

Todos os que são conduzidos pelo Espírito Santo são filhos de Deus são filhos de Deus… Filhos e, portanto, herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Rm 8,14.17).

1832.Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja enumera doze: “caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade” (Gl 5,22-23). CIC 1830-1832

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Símbolos

AS DESIGNAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO (CIC 692-693)

692. Jesus, ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, chama-Lhe o «Paráclito», que, à letra, quer dizer: «aquele que é chamado para junto», ad vocatus (Jo 14, 16. 26; 15, 26; 16, 7). «Paráclito» traduz-se habitualmente por «Consolador», sendo Jesus o primeiro consolador . O próprio Senhor chama ao Espírito Santo «o Espírito da verdade» .

693. Além do seu nome próprio, que é o mais empregado nos Actos dos Apóstolos e nas epístolas, encontramos em S. Paulo as designações: Espírito da promessa (Gl 3, 14Ef 1, 13), Espírito de adoção (Rm 8, 15Gl 4, 6)Espírito de Cristo (Rm 8, 9), Espírito do Senhor (Cor 317). Espírito de Deus (Rm 8, 9. 14; 15, 191 Cor 6, 11; 7, 40), e em S. Pedro, Espírito de glória (Pe 4, 14).

Cristão significa Ungido e é uma variação do próprio nome de Cristo (CIC 1289)

Ler:

 

 

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