Ex-evangélico explica porque retornou ao Catolicismo

Um testemunho interessante sobre quem viveu as duas realidades

Ecclesia Militans

Testemunho de A. Silva
Originalmente publicado por Voz da Igreja

Eu, que por muitos anos frequentei igrejas evangélicas de diversas denominações, e por muito tempo fui enganado e explorado pelos seus pastores, dedico este testemunho a todos aqueles que se declaram “ex-católicos”, sem nunca terem sido católicos de fato, mas sobem aos púlpitos protestantes “evangélicos”, que eles, por pura ignorância, chamam de “altar” – se não há sacrifício não é e nem pode ser altar: só existe Altar na Igreja Católica –  para induzirem ao erro seus irmãos mais ingênuos.

Não creio que um dia tenham sido católicos os que depõem seus falsos testemunhos dizendo que encontraram a salvação em alguma “igreja evangélica”, porque os verdadeiros católicos já encontraram Jesus e a Salvação na Igreja que Ele mesmo nos deu, e não podem abandonar a Comunhão com Deus, seu Criador e Salvador, a não ser que nunca tenham comungado, de…

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Providências que não podem ser esquecidas (Complemento 19)

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro 36, 37 e 38/40 – Complemento 19)

 

 

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Crisma (Imagens da internet)

Desde o início desta proposta de vivência na fé que venho falando sobre alguns procedimentos que devem ser feitos, mesmo parecendo pura burocracia para que se chegue no momento das celebrações dos sacramentos e tudo esteja a contento.

  1. Documentação: é muito importante que após a inscrição na catequese toda a documentação comece a ser verificada e pedida caso necessária. Nas catequeses de adultos (e algumas vezes nas infantis) é comum que alguns catequizandos necessitem receber não só o sacramento da Eucaristia. No caso das catequeses para Adultos geralmente a preparação é para a Crisma, mas alguns dos catequizandos acabam tendo que receber antes os sacramentos do Batismo e Eucaristia. Então a preparação é para os 3 sacramentos só que nem para todos, mas é feito em conjunto e só quem tem que receber os demais vão recebe-los. Porém a documentação necessária exigida é a mesma para os 3 casos. então vamos lá:
  • Documento de Batismo (Batistério) entregue quando se recebe o sacramento do Batismo. Necessário do catequizando (se este já foi batizado) e dos padrinhos tanto de Batismo como de Crisma.
  • Documento da Primeira Eucaristia: entregue como lembrança da primeira Comunhão. Necessário dos catequizandos (quando já receberam a primeira comunhão) e dos padrinhos tanto de batismo como de Crisma
  • Certificado do Sacramento da Confirmação (Crisma): este para os padrinhos tanto de batismo como de crisma
  • Comprovante de endereço: catequizandos, padrinhos
  • RG e CPF : catequizandos, pais e padrinhos
  • Certificado de conclusão de curso de Batismo (dentro da validade de 6 meses): Pais e Padrinhos
  • O curso de preparação para os padrinhos de Crisma é dado numa reunião com o grupo de catequese e os catequizandos, além dos pais.

Os documentos que são concedidos pela igreja podem ser pedidos na secretaria da paróquia onde será realizado a celebração do sacramento, porém para se facilitar e agilizar é importante que se tenha o nome da igreja e a cidade onde foi realizada a cerimônia do sacramento já que dependendo da localidade este documento demora a chegar e pode ter um custo. É sempre bom solicitar antes,por isso sempre oriento o Grupo de Catequese a solicitar meses antes toda a documentação e evitar aborrecimentos. Um sacramento só será concedido após a realização do outro nesta sequência: Batismo, Eucaristia e Crisma.

2.  Preparação para a celebração:

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Primeira Comunhão (Imagens da internet)

  • Agendar com o pároco (padre) todas as datas para as missas dos sacramentos, sem esquecer que podem ser necessárias 3 datas: Batismo, Eucaristia e Crisma (esta última precisa de uma atenção maior já que é o Bispo que agenda quando o padre ou a Pastoral da Crisma conversa com ele, e deste agendamento depende toda a programação dos encontros)
  • Conversar sempre com o padre sobre quais serão os procedimentos adotados, por exemplo: os catequizandos que receberem o Batismo e/ou a Eucaristia terão que se confessar (receber o sacramento da penitencia) também na época da Crisma? A Eucaristia vai ser separada da celebração da Crisma (seria interessante que fosse e geralmente é)
  • Agendar reuniões com a Pastoral da Liturgia para preparar juntos as missas dos sacramentos, lembrando que a Pastoral do Batismo deve ter uma a participação na missa do Batismo. Preparar as leituras (quem vai ler), escolher as músicas e as ações dentro da celebração como procissão de entrada e ofertório. Tudo tem que ser feito com uma integração entre as pastorais para que tudo funcione bem.

3. Camisetas, velas e lembrancinhas

  • Como eu já havia sugerido, é muito comum hoje se adotar uma camiseta para o dia da celebração dos Sacramentos da Eucaristia e Crisma, por ser mais simples e mais barato do que a família ou o catequizando gastar com roupas de festa para este dia e para não haver uma diferença muito grande entre os que vão todos “chiques” e os que vão mais humildes. A camiseta com uma imagem escolhida entre todo o grupo e o nome da comunidade e do sacramento celebrado é mais bonita até. Vale ressaltar que deve-se ter cuidado com a escolha das cores. Camisetas pretas não devem ser utilizadas, já que dentro da liturgia significam luto, e receber um sacramento é o momento de pureza e alegria, geralmente as camisetas são brancas (elas saem mais em conta também), no Crisma elas podem ser vermelhas que é a cor do Espírito Santo. Para que haja uma valorização é indicado que cada catequizando pague a sua, prestando atenção naqueles que por ventura não tiverem condição de pagar para poder chamar discretamente para uma conversa e a comunidade arcar com estas camisetas,sempre sem constranger a pessoa.
  • Lembrancinhas: existem lembrancinha em forma de certificados para todos os sacramentos, elas servem também de documento pois devem ser assinadas pelo padre e conter o carimbo da comunidade ou paróquia. São vendidas nas livraria católicas como a Paulus, Vozes, Editora Santuário e outras, e não são caras. Deve-se comprar bem antes ou até mesmo produzir uma personalizada. O preenchimento tem que ser muito correto com o nome e dados do catequizando e assinado antes da celebração.
  • Velas para o Batismo e a Crisma: é importante verificar com antecedência se a comunidade tem as velas para estes sacramentos já que elas são imprescindíveis para estas missas em especifico.
  • Frisar bem a questão dos horários e datas.Os catequisandos tem que ser avisados com no minimo 2 meses de antecedência de quando serão as celebrações.
  • Quando se adota pastas com as folhas de encontro é muito interessante entregar estas pastas no final da celebração da Crisma ou em um encontro pós-celebração.
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Batismo de jovem (imagem da internet)

Uma boa organização leva a um melhor desenvolvimento do trabalho feito. Por isso sugiro que toda esta documentação esteja pedida e de preferência já recebida , logo nos primeiros 4 meses de preparação para que possa ser identificadas dificuldades e casos que é preciso a intervenção direta do padre.

38 º Encontro (Catequese) – Rito da Confirmação do Batismo (Crisma)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 38/40)

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Sugestão de folha para o encontro

Neste encontro continuamos falando dos Rituais usados nas Celebrações dos Sacramentos da Iniciação Cristã, este falaremos da Confirmação do Batismo (Crisma).

Para iniciar poderemos fazer a oração do Vinde Espírito Santo e depois cantar Vem, Vem, Vem Espírito Santo – Pe. Zeca

Entrar no tema e explicar todo o ritual que será usado na celebração da Crisma, e de como é importante estar ciente que nesta celebração o Bispo virá e ele não vem sempre na comunidade já que tem que cuidar de uma diocese inteira.

O crismando tem que se confessar antes de receber a Crisma.

Falar sobre os padrinhos e familiares que devem ter cuidado com as questões de fotos, filmagens e tudo o mais, o foco é a missa e nada pode distrair o crismando e muito menos os padrinhos e celebrantes.

Seria interessante repassar os últimos detalhes da missa, ver os que vão fazer as leituras e fazer parte da procissão de entrada e ofertas. Também pode começar a ser feito a escolha das músicas do dia da celebração.

Também é importante ver a questão das camisetas (se foi esta a opção escolhida) lembrem-se que na celebração da Crisma as camisetas podem ser vermelhas (cor do sacramento da crisma), brancas (pureza), amarelas (fogo), outras cores não são comuns apesar do azul simbolizando Maria ter sido usado.

Este encontro pode também ser feito com a presença dos padrinhos.

Depois sugiro que façamos um momento de oração:

  1. Refletir sobre a importância do que será recebido e do compromisso de se confirmar o batismo

  2. Pedir que todos (sentados) façam silêncio e escutem a música Espírito Santo – Comunidade Doce Mãe de Deus

Pode ser feito cantado Hoje Livre Sou – Ministério Adoração e Vida e feito mais uma vez a oração do Vinde Espírito Santo

Aprofundamento para o Catequista:

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O Sacramento da Crisma é acima de tudo um sacramento de adultos. Para a igreja todo fiel que atinge 15 anos já pode ser considerado um adulto na fé e por si só pode fazer algumas escolhas na vida dentro da igreja. Sabemos que pela lei civil uma pessoa de 15 anos ainda é menor de idade e por isso toda a responsabilidade recai sobre pais ou responsáveis. A igreja não vai contra isso, ela apenas diz que aos 15 anos a pessoa já tem discernimento suficiente para fazer a escolha de fazer a sua vivência na fé e receber o sacramento da Crisma que confirma o seu Batismo católico.

É recomendável que o próprio crismando escolha seu padrinho ou madrinha, e não é mais necessário que os crismandos tenham padrinhos ou madrinhas do mesmo sexo, ou seja, um crismando pode escolher uma madrinha ou padrinho ou uma crismanda pode escolher um padrinho ou madrinha, mas é necessário apenas 1 e não dois padrinhos.

O padrinho ou madrinha que batizou o crismando poderia ser escolhido para ser padrinho ou madrinha na Confirmação, mas esta não é uma regra.

O padrinho oudownload (2) madrinha deve ter mais de 18 anos, não pode ser o pai ou mãe do crismando, não pode ser namorado (a) ou esposo(a) do crismando. Também é obrigatório que o padrinho ou madrinha tenha recebido também os sacramentos e tanto pais como padrinhos tem que participar de um curso (geralmente o próprio grupo de catequese faz uma reunião e explica todos os procedimentos da celebração da Crisma e faz este curso).

Também é importante prestar atenção nas datas e horários que serão celebrados os sacramentos.

A Crisma

“Cristo instituiu um sacramento que confirma o Batismo, para que nossa fé cresça e amadureça, através da plenitude do Espírito Santo, que derrama os seus dons. Essa prática de transmitir a graça do Espírito Santo por meio da imposição das mãos está presente desde os inícios da Igreja. Bem cedo se acrescentou à imposição das mãos a unção com o óleo do crisma. Daí a origem do outro nome, Sacramento da Confirmação.
Com o Batismo, nós já nos tornamos filhos de Deus. O sacramento da Crisma nos enraíza mais profundamente nessa filiação divina. Somos filhos no Filho, estando mais unidos a Cristo. Também nos vinculamos mais perfeitamente à sua Igreja e participamos mais ativamente de sua missão: o crismado é um soldado de Cristo, a sua testemunha. Para realizar essa grande missão, recebemos os dons do Espírito Santo, que na tradição da Igreja são sete: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência (ou conhecimento), piedade e temor de Deus.

Simbologia e rito do sacramento 

A unção com o santo crisma simboliza o selo espiritual que o crismando recebe. Assim como no sacramento do Batismo, esse selo é indelével, ou seja, uma vez crismado essa marca fica para sempre na vida do cristão, mesmo que ele não pratique mais a fé.
O símbolo da unção tem raízes na tradição do Antigo Testamento. O rei do povo de Israel era ungido com óleo. O óleo significa abundância (Dt 11,14), alegria (Sl,23,5; 104,15), purificação, agilidade (até hoje alguns atletas e lutadores se ungem com óleo), cura e irradia beleza, saúde e força.

Essa “marca”, o selo do Espírito Santo que o cristão recebe quer manifestar que somos totalmente de Cristo e estamos ao seu serviço na extensão do Reino, fortalecidos pela graça do Senhor.
O óleo do santo crisma, que é usado para ungir o crismando é consagrado na missa dos santos óleos (Quinta-feira Santa) pelo bispo diocesano, acompanhado por todo o seu clero.
Antes da unção com o santo crisma, o bispo estende as mãos sobre os crismandos, realizando assim o gesto que desde os tempos dos apóstolos é sinal do dom do Espírito.
Em seguida é realizado o gesto essencial do sacramento: a unção do santo crisma na fronte do confirmando. No momento que o bispo unge o confirmando diz as seguintes palavras: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, dom de Deus”. Após esse gesto, o cristão está crismado e em sua vida se manifesta os efeitos do sacramento, que falamos no início da catequese. Em síntese poderíamos dizer que aumenta a nossa proximidade com a Santíssima Trindade e com a Santa Igreja.” (extraído do site A12)

A celebração da Crisma é feita pelo Bispo da Diocese (no caso de Campinas é o Arcebispo já que se trata de uma Arquidiocese), mas ele pode designar um outro padre para realizar esta celebração (geralmente não é o padre da comunidade que está sendo feito a missa e sim outro) sendo muitas vezes um monsenhor ou o Vigário.

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Imagem da internet

O que é dito pelo Bispo no momento que concede o Sacramento da Confirmação?

Vale relembrar que o sacramento do crisma só deve ser concedido durante a santa missa.
Unicamente o Bispo pode e deve conceder o sacramento do Crisma.
O Bispo assentado na cátedra inicia:

C: A paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco.

T: E Contigo também.

C: Os Apóstolos haviam recebido o Espírito Santo no dia do Pentecostes,
segundo a promessa do Senhor, e tinham por isso o poder de completar aquilo
que fora começado no Batismo, dando o mesmo Espírito Santo, como lemos
no livro dos Atos dos Apóstolos. Assim fez São Paulo ao impor as mãos
sobre os que tinham sido baptizados, e o Espírito Santo desceu sobre eles e
começaram a falar várias línguas e a profetizar.
Os Bispos, como sucessores dos Apóstolos, receberam também este poder
e assim, por si próprios ou pelos presbíteros legitimamente constituídos para
o desempenho deste ministério, comunicam também o Espírito Santo àqueles
que no Batismo renasceram como filhos de Deus.

O Bispo inicia interrogando o crismando renovando as promessas,dizendo:

C: Renunciais a Satanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções?

Sim,Renuncio.

C: Credes em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra e em todas suas obras?

Sim,Creio

C:Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica,esposa de Cristo ?

Sim,Creio

C: Prometes lealdade e obediência aquele que é o sucessor de São Pedro o papa N,
e a santa Igreja em seus ensinamentos ?

Sim,Prometo

O Bispo conclui dizendo:

C:Esta é a nossa fé. Esta é a fé da igreja, que nos gloriamos de professar
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.

O Bispo de pé reza a seguinte oração:

C: Oremos irmãos, a Deus Pai todo-poderoso, para que, sobre estes seus filhos adotivos,
que pelo Batismo já renasceram para a vida eterna, derrame agora o Espírito Santo,
que os fortaleça com a abundância dos seus dons
e, pela sua unção espiritual,
os torne imagem perfeita de Cristo, Filho de Deus através de sua igreja.
Por Cristo nosso Senhor.

T: Amém

O Bispo com o óleo do crisma unge o crismando e diz:

C: N., RECEBE, POR ESTE SINAL,
O ESPÍRITO SANTO, O DOM DE DEUS E DE SEU AMOR

Após o Bispo ungir o Crismando o questiona,dizendo:

C: Prometes manter a missão que iniciastes no batismo e que agora a confirma perante a
Santa Igreja,junto ao seu bispo local e o sucessor de São Pedro o papa N ?

Sim,Prometo.

O Bispo conclui com a seguinte oração:

C: Senhor nosso Deus,que destes o Espírito Santo aos vossos Apóstolos,
e por eles e pelos sucessores deles,quisestes que o mesmo Espírito
fosse comunicado aos outros fiéis,escutai a nossa oração
e continuai também agora no coração dos crentes,a obra que o vosso amor realizou
no princípio da pregação do Evangelho,para que seja sinal salvífico de vosso filho.
Por Cristo nosso Senhor.

T: Amém

A Celebração continua da preces dos fiéis.

Curiosidade:

“Na cerimônia do Crisma, logo após receber a unção própria do Sacramento, muitos crismandos são surpreendidos por um tapa na cara, bem dado pelo celebrante. Uns olham atônitos, com quem pensa: “Será que o padre contou pro bispo o que eu disse na confissão?”. Não, amigos. O tapa faz parte do rito (informalmente)!

Depois de confirmar o crismando com o sinal da cruz, a tradição prevê que o bispo lhe dê um tapa no rosto. O objetivo é lembrar à pessoa que ela deverá de suportar pacientemente, em nome de Jesus, os sofrimentos e injúrias. Se perseguiram o Mestre, é claro que vão perseguir também seus servos, que devem se fortalecer com a caridade e a doutrina. O legal é quando o bispo dá um tapão, com gosto! Ou ao menos um tapa de leve, porém, que faça algum som de “pleft”. Mas, hoje, a maioria dos bispos, em vez de dar um belo tabefe, faz um carinho no rosto dos recém-crismados. Isso não lembra a ninguém a dureza da vida de soldado de Cristo. Devemos ser preparados pro bom combate espiritual, como São Paulo! No mundo de hoje, que rejeita a face dura da realidade, talvez o sopapo do bispo não tenha mais espaço. (Extraído do blog O Catequista)”

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Para uma visão aprofundada desse sacramento, é importante compreendermos o significado dos seus principais ritos:

  • Imposição das mãos.

A imposição das mãos é um símbolo de benção tão antigo quanto as primeiras religiões da humanidade. Para os cristãos, de forma generalizada, significa oferecer aqueles que amamos o nosso grande bem: o Espírito Santo. É um gesto bastante expressivo, embora não pertença à essência do rito sacramental.

Na própria Bíblia esse gesto ganha outros significados. A imposição das mãos sobre a cabeça pode servir para abençoar ou conferir uma missão a alguém (Cf Dt 34,9; Dt 34,9); acompanha a oferta de sacrifícios (Lv 1, 4: 16,21) ou é um gesto de consagração (Nm 8,10). Jesus impõe as mãos sobre as crianças, bendizendo-as (Cf Mt 19,13-15), e sobre os doentes, para curá-los e libertá-los dos demônios (Lc 4,10; Mc 8,23). No livro dos Atos dos Apóstolos impõem as mãos para invocar o Espírito Santo (At 8,15). Além disso, lembra também a sombra do Espírito que fecunda Maria na anunciação (Lc 1,26-38), a nuvem e a pomba presentes no Batismo de Jesus (Lc 3,21-22), a nevem que cobre os discípulos na transfiguração (Mc 9,7) e a vinda do Espírito Santo em pentecostes (At 2,1-11). Enfim, o fato de ser o bispo (ou seu delegado ad hoc) quem impõe as mãos, é um sinal de unidade da Igreja..

  • Unção

O gesto essencial da Confirmação é a Unção crismal cruciforme (isto é, feita com o sinal da cruz) na fronte do confirmado. O bispo o unge dizendo: “Recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo”. Essa fórmula só foi adotada na Igreja Latina com o novo rito proposto pelo Papa Paulo VI, mas já era conhecida pelo rito bizantino desde o século V. É considerada a mais completa, pois, no próprio ato de ungir faz-se a imposição da mão.

Essa imposição – feita pela unção do Crisma na testa do confirmado – manifesta o aspecto pessoal da graça e o caráter indelével da Confirmação. Em outras palavras: esse Espírito que é Santo e que age onde quer, me chama pelo nome e penetra o segredo do meu ser, na raiz mesma de minha liberdade.

  • Óleo

A importância da unção leva-nos ao significado milenar do óleo, sobretudo aquele extraído da Oliveira, que era tido por poderoso agente medicinal. Além disso, é antiga a crença de que as pessoas mais próximas a Deus e engajadas a seu serviço são agradáveis e irradiantes.

O Cristianismo aprendeu com essas tradições anteriores, mas acrescentou também algo revolucionário. Jesus é o  Ungido por excelência. Ao se encarnar, toda a natureza humana foi ungida pelo Espírito de Deus. Daí o acesso aos óleos santos estar aberto a todo ser humano. Ser ungido na Confirmação significa para o Cristão poder levar á plenitude sua vocação batismal de rei, sacerdote e profeta.

O Documento da CNBB que fala sobre os Sacramentos de Iniciação Cristã insiste na valorização dos gestos litúrgicos e recomenda que a imposição das mãos seja feita sem pressa e solenemente e a unção com bastante óleo, de forma a deixar visível na testa a sua marca. Mas isso não significa exagerar na solenidade exterior, realçando o rito em si mesmo. O rito se reduz a mera rubrica se não for expressão da graça de Deus que age em nós. (Extraído do Jornal Online Paróquia N. Sra. do Carmo – Campo Belo, MG)

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Leia mais:

Ouça as músicas sugeridas:

 

37º Encontro (Catequese) – Rito da Missa de Primeira Comunhão

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 37/40)

Mais um encontro e nossa contagem regressiva está chegando quase ao final, e esta é uma oportunidade de nos prepararmos para as celebrações importantes que estão por fim. na postagem anterior falamos sobre o Ritual do Batismo e sugerimos começar (ou mesmo preparar) as missas onde os sacramentos serão ministrados. Esses encontros são em primeiro lugar sugestões de como fazer por isso é importante que cada grupo de catequese tenha o seu modo de agir mas não podem ser esquecidos alguns pontos importantes:

  1. Preparar com antecedência: agendamento de datas, comunicação com os catequisandos

  2. Reuniões com os pais: importante para se fechar detalhes e também para que os familiares tenham consciência da importância do que seus filhos ou parentes vão receber. Durante estes encontros eu sugeri algumas vezes que fossem oferecidos almoços ou jantares junto com a reunião em pelo menos 3 ocasiões. A catequese também deve ser familiar.

  3. Preparação e escolha das camisetas: sugiro que a camiseta seja usada na celebração do Crisma ou da Catequese, se houver um acordo pode ser nas duas. Lembrando que nem todos vão batizar ou fazer a primeira eucaristia, mas a expectativa [e de que todos façam a Confirmação (Crisma).

  4. Preparação dos catequizandos para atuarem como leitores nestas missas e comentaristas se for possível. Importante não se forçar ninguém.

  5. Lembrar que pais e padrinhos devem fazer cursos antes das celebrações do Batismo, e seria interessante uma reunião com os padrinhos antes da celebração da Crisma

  6. Não esquecer que os catequizandos devem se confessar antes de receberem os sacramentos e isso deve ser programado com o padre com bastante antecedência.

  7. Frisar a importância dos horários nos dias das celebrações

  8. Organizar se for o caso uma confraternização no último encontro ou um encontro pós- confirmação, pode ser também uma festa dependendo da ocasião e lugar.

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Sugiro que iniciemos cantando  O Pão da vida – Pe. Zeca e depois Quero te dar a Paz seguido do abraço da paz entre todos e depois a oração do Pai Nosso

Falar sobre a missa da Primeira Comunhão e fechar os combinados necessários, entre eles fortalecer a questão da pontualidade e do convite aos pais e parentes para esta missa tão importante.

A Primeira Comunhão é o sacramento mais importante da igreja católica, pois foi um dos deixados diretamente pelo próprio Jesus no momento da última ceia. Também é o sacramento renovado a cada missa e fazer a primeira eucaristia depois de todo o tempo de vivência na fé é gratificante além de ser sinal de fé.

Não se trata pois de pão e vinho e sim do próprio corpo e sangue de Cristo.Não existe um ritual próprio para a Primeira Eucaristia, porém a maior parte dos padres opta por seguir um roteiro que em alguns casos contém a renovação das promessas do batismo. Isso é livre e vai de padre para padre. Mas a celebração da Primeira Eucaristia ou Primeira Comunhão como é mais popularmente chamada é sempre acontece sempre durante a Celebração Eucarística (A Missa), apenas com a diferença de que estes novos membros da ceia do Senhor acabam tendo um destaque na acolhida da comunidade.

Nesta missa os catequizandos são introduzidos na mesa da Eucaristia e por isso mesmo tem uma emoção a mais a vivenciarem, é muito importante que a comunidade testemunhe isso de maneira direta e esteja convidada na missa.

Preparar os catequizandos:

Seria muito mais rica a experiência da primeira Comunhão se todos que vão receber o sacramento pudessem se preparar com uma semana de oração. Sugiro que seja feito uma integração entre todos os catequizandos para rezarem durante a semana anterior ao recebimento do sacramento numa forte corrente de oração, todos juntos, mesmos os que não vão receber o sacramento pois estão fazendo apenas a preparação para a confirmação. Uma sugestão é que todos rezem num só horário e se possível se encontrem para rezarem juntos.

Preparando a missa:

cada catequizando tem um talento, um dom dado por Deus. Durante esta vivência na fé pode ser que alguns dons já tenham despertado e que alguns acabem se tornando catequistas, outros animadores na comunidade, ministros e membros da liturgia (como cantores, leitores ou organizadores das celebrações). Sugiro que seja combinado com a equipe litúrgica e nestas missas de celebração da Primeira Comunhão e/ou Confirmação os catequizandos sejam os leitores da 1ª, 2ª, Salmo e Oração da Assembleia, isso trará ainda mais um sentimento de importância e igualdade a todos. Se isso foi feito durante o ano, melhor ainda, mas se não e ainda melhor nestas celebrações seja feito.

Sugiro como canto final: Basta Querer – Pe. Marcelo Rossi e como oração final pode ser o inicio da semana de oração pela celebração da Primeira Eucaristia

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Sugestão de folha para encontro

Aprofundamento para o Catequista

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A Eucaristia é a fonte e o ápice de toda a vida cristã

É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até Seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.

Quando Cristo instituiu a Eucaristia? Instituiu-a na Quinta-feira Santa, “na noite em que ia ser entregue” (1Cor 11,23), celebrando com Seus apóstolos a Última Ceia.

O que representa a Eucaristia na vida da Igreja?

É fonte e ápice de toda a vida cristã. Na Eucaristia, atingem o seu clímax a ação santificante de Deus para conosco e o nosso culto para com Ele. O Senhor encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são expressas e realizadas pela Eucaristia. Mediante a Celebração Eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.

Como Jesus está presente na Eucaristia?

Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável. Está presente, com efeito, de modo verdadeiro, real, substancial: com Seu Corpo e Seu Sangue, com Sua alma e divindade. Nela está, portanto, presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem.

O que significa transubstanciação?

Transubstanciação significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do Seu Sangue. Essa conversão se realiza na oração eucarística, mediante a eficácia da Palavra de Cristo e da ação do Espírito Santo. Todavia, as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja, as “espécies eucarísticas”, permanecem inalteradas.

O que se requer para receber a santa comunhão?

Para receber a santa comunhão, deve-se estar plenamente incorporado à Igreja Católica e estar em estado de graça, ou seja, sem consciência de pecado mortal. Quem estiver consciente de ter cometido um pecado grave deve receber o sacramento da reconciliação antes de se aproximar da comunhão. Importantes são também o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e a atitude do corpo (gestos e roupas) em sinal de respeito a Cristo. (Texto extraído do Blog Formação Canção Nova )

“Na Eucaristia, nós partimos ‘o único pão que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre’” (Santo Inácio de Antioquia)

Extraído do Catecismo da Igreja Católica

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Encontrei esta sugestão de Ritual da Primeira Comunhão, que apesar de ser direcionado as crianças serve de exemplo de celebração. A Paulus e a Editora Santuário possuem folhetos específicos para a Missa da Primeira Eucaristia, Batismo e Crisma 

Catecismo da Igreja Católica – Artigo 3

1407 – A Eucaristia é o coração é o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício Ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja.

1408 – A celebração da Eucaristia comporta sempre: a proclamação da palavra de Deus, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom do seu Filho, a consagração do pão e do vinho e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto.

1409 – A Eucaristia é o memorial da páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica.

1410 – É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que, agindo pelo ministério dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.

1411 – Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor.

1412 – Os sinais essenciais do Sacramento Eucarístico são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronúncia as palavras da consagração ditas por Jesus durante a última Ceia: ‘Isto é o meu Corpo entregue por vós. (…) Este é o cálice do meu Sangue (…)’.

1413 – Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e Seu Sangue, sua Alma e Divindade (Conc. Trento, DS 1640).

1414 – Enquanto sacrifício, a Eucaristia é oferecida também em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais e temporais.

Eucaristia – os seus frutos

1391 – A comunhão aumenta a nossa união com Cristo. Receber a Eucaristia na comunhão traz como fruto principal a união íntima com Cristo Jesus. Pois o Senhor diz:

‘Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele’ (Jo 6,56). ‘Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim’ (Jo 6,57).

1392 – O que o alimento produz em nossa vida corporal, a comunhão o realiza de maneira admirável em nossa vida espiritual. A comunhão da Carne de Cristo ressuscitado, ‘vivificado pelo Espírito Santo e vivificante’ (PO 5), conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. Este crescimento da vida cristã precisa ser alimentado pela Comunhão Eucarística, pão da nossa peregrinação, até o momento da morte, quando nos será dado como viático.

1393 – A comunhão separa-nos do pecado. O Corpo de Cristo que recebemos na comunhão é ‘entregue por nós’, e o Sangue que bebemos é ‘derramado por muitos para remissão dos pecados’. É por isso que a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros:

‘Toda vez que o recebemos, anunciamos a morte do Senhor’ (1Cor 11,26).

‘Se anunciamos a morte do Senhor, anunciamos a remissão dos pecados. Se, toda vez que o Sangue é derramado, o é para a remissão dos pecados, devo recebê-lo sempre, para que perdoe sempre os meus pecados. Eu que sempre peco, devo ter sempre um remédio'(S. Ambrósio, Sacr. 4,28 ).

1394 – Como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais (Conc. de Trento, DS 2638).

Ao dar-se a nós, Cristo reativa o nosso amor e nos torna capazes de romper as amarras desordenadas com as criaturas e de enraizar-nos nele.

1395 – Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da vida de Cristo e quanto mais progredirmos na sua amizade, tanto mais difícil dele separar-nos pelo pecado mortal.

1396 – Os que recebem a Eucaristia estão unidos mais intimamente a Cristo. Por isso mesmo, Cristo os une a todos os fiéis em um só corpo, a Igreja. A Comunhão renova, fortalece, aprofunda esta incorporação à Igreja, realizada já pelo batismo. ‘No batismo fomos chamados a construir um só corpo’ (1Cor 12,13).

A Eucaristia realiza este apelo: ‘O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o Sangue de Cristo? O pão que partirmos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desde único pão’ (1 Cor 10,16-17).

1397 – A Eucaristia compromete com os pobres. Para receber na verdade o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer o Cristo nos mais pobres, seus irmãos (Mt 25,40).

‘Degustaste o Sangue do Senhor e não reconheces sequer o teu irmão. Desonras esta própria mesa, não julgando digno de compartilhar do teu alimento aquele que foi julgado digno de participar desta mesa. Deus te libertou de todos pecados e te convidou para esta mesa. E tu, nem mesmo assim, não te tornaste mais misericordioso’ (S. João Damasceno, Hom. in 1Cor 27,5).

1415 – Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.

1416 – A santa Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo.

1417 – A Igreja recomenda vivamente aos fiéis que recebam a Santa Comunhão quando participam da celebração da Eucaristia; impõe-lhes a obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano.

1419 – Tendo Cristo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na Eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no Santo Sacrifício nos identifica com o seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e nos une já à Igreja do céu, á Santa Virgem Maria e a todos os santos.

Eucaristia – nas Igrejas orientais

1399 – As Igrejas orientais que não estão em comunhão plena com a Igreja Católica celebram a Eucaristia com um grande amor.

‘Essas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos – principalmente, em virtude da sucessão apostólica, o sacerdócio e a Eucaristia -, que as unem intimamente a nós’. Por isso uma certa comunhão in sacris na Eucaristia é ‘não somente possível, mas até aconselhável, em circunstâncias favoráveis e com a aprovação da autoridade eclesiástica’.

Eucaristia – não existe nas comunidades protestantes

1400 – As comunidades eclesiais oriundas da Reforma, separadas da Igreja Católica, ‘em razão sobretudo da ausência do Sacramento da Ordem, não conservaram a substância própria e integral do mistério eucarístico’.

É por esse motivo que a intercomunhão eucarística com essas comunidades não é possível para a Igreja Católica. Todavia, essas comunidades eclesiais, ‘quando fazem memória, na Santa ceia, da morte e da ressurreição do Senhor, professam que a vida consiste na comunhão com Cristo e esperam sua volta gloriosa’.

Leia:

Ouça as músicas sugeridas:

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36º Encontro (Catequese) – Rito do Batismo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 36/40)

O Sacramento do Batismo já foi tema de um encontro nesta nossa vivência na fé e este é para falar sobre os ritos do batismo e também para nos prepararmos para a reta final.

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Sugestão de folha para o encontro

Para iniciar podemos fazer a oração do Vinde Espírito Santo e depois cantarmos O Céu se abre – Adoração e Vida

O tema de hoje é também para falar sobre a escolha dos padrinhos e o dia da celebração do sacramento.

Primeiro a escolha dos padrinhos: Quando criança geralmente são os pais que escolhe os padrinhos, mas quando se trata de jovens ou adultos esta escolha pode ser feita pelo próprio catecúmeno (batizando):

  • Os padrinhos tem que ser maiores de 18 anos
  • Não podem ser namorados (as) dos catecúmenos
  • Não podem ser os próprios pais
  • Tem que ter recebido os sacramentos também
  • Não é mais necessário que seja padrinho e madrinha podendo ser apenas um em caso de jovens ou adultos. Porém pela tradição é mais aconselhável que sejam os dois. (Vale ressaltar que padrinhos não são substitutos dos pais e também não podem ser por interesse)
  • Tantos os pais e padrinhos tem que participar do curso de batismo, já o catequizando não precisa pois esta participando da catequese
  • O sacramento do Batismo deve ser ministrado antes dos demais (Eucaristia e Crisma). Em raros casos ele é ministrado junto com a Comunhão, mas mesmo assim momentos antes
  • O catecúmeno adulto (jovem) deve se confessar antes

Rodas de conversas (com divisão de grupos)

  1. Deve-se conversar sobre os padrinhos escolhidos pelos catequizandos e o que eles entendem por padrinhos, um bom bate-papo nesta hora seria muito legal.
  2. Falar sobre o que eles entendem sobre o Batismo e como se sentem em relação a isso
  3. Falar também se eles se lembram sobre o encontro sobre o Sacramento do Batismo

Neste encontro é interessante começar a preparar a missa da Eucaristia ou Crisma (conforme a programação), escolhendo cantos, leitores e ações durante a missa (entrada da Bíblia, apresentação dos catequizandos, ofertório). Seria muito interessante se toda a missa destes sacramentos ficasse a cargo da equipe de Catequese junto com a Liturgia, na escolha das músicas e também dos leitores para poder integrar ainda mais estes catequizandos a igreja.

Podemos então fazer o canto final Sou um milagre -Banda Louvor e Glória

E a oração final

Aprofundamento para o Catequista:

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A INICIAÇÃO NOS SACRAMENTOS
27.  Os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia constituem a última etapa.  Os eleitos, tendo recebido o perdão dos pecados, são incorporados ao povo de Deus, tornam-se seus filhos adotivos, são introduzidos pelo Espírito Santo na prometida plenitude dos tempos e ainda, pelo sacrifício e refeição eucarística, antegozam do Reino de Deus.
a)      Celebração do Batismo de Adultos
28.  A celebração do Batismo,(…) é preparada pela bênção da água e profissão de fé, intimamente ligada ao rito da água.
29.  (…), por essa bênção, na qual se lembra o mistério pascal e a escolha da água para operá-lo sacramentalmente, e a Santíssima Trindade já é invocada pela primeira vez, a criatura água recebe um sentido religioso, e o mistério de Deus, já iniciado, é publicamente proclamado.
30.  Pelos ritos da renúncia e da profissão de fé, esse mistério pascal,(…) é proclamado pela fé ativa dos batizados.(…)  A fé, cujo sacramento recebem, não é apenas própria da Igreja, mas também deles, em quem se espera que ela seja operante.(…)
31.  Depois de terem professado com viva fé o mistério pascal de Cristo, os batizandos aproximam-se e recebem esse mistério expresso pela ablução da água:  tendo confessado a Santíssima Trindade, é a própria Trindade, invocada pelo celebrante, que opera, incluindo seus eleitos entre os filhos da adoção e agregando-os a seu povo.
32.  Por esse motivo a ablução, significando a mística participação na morte e ressurreição de Cristo, pela qual os que crêem em seu nome morrem para o pecado e ressurgem para a vida eterna, deve conservar toda a sua importância na celebração do Batismo.(…  Se compreenda melhor que essa ablução não é um simples rito de purificação, mas o sacramento da união com Cristo.
33.  A unção da crisma depois do Batismo significa o sacerdócio  real dos batizados e sua integração no povo de Deus.
–          A veste branca é o símbolo de sua dignidade.
–          A vela acesa mostra sua vocação de viver como convém aos filhos da luz.

 

 

Basicamente a celebração do batismo segue esta linha:

Canto de entrada

Acolhida
aos pais, padrinhos, familiares e amigos

Diálogo
inicial:

S –
Queridos pais e mães, vocês transmitiram a vida a estas crianças e as
receberam  como um dom de Deus, um
verdadeiro presente. Que nome vocês
escolheram para elas?

S –
Queridos pais e mães, o que vocês pedem à Igreja de Deus para os seus filhos?

Resposta: o
Batismo.

S – Pelo
Batismo essas crianças vão fazer parte da Igreja. Vocês querem ajuda-las a
crescer na fé, observando os Mandamentos e vivendo na comunidade dos seguidores
de Jesus?

Resp. Sim,
queremos.

S –
Padrinhos e madrinhas, vocês estão dispostos a colaborar com os pais em sua
missão?

Resp. Sim,
estamos.

S – E todos
vocês, queridos irmãos e irmãs aqui reunidos, querem ser uma comunidade de fé e
de amor para essas crianças?

Resp. Sim,
queremos.

SINAL DA
CRUZ – as crianças são marcadas com o sinal da Cruz.

Rito da
Palavra

– Gl 3,
26-28  – “Vós todos que fostes batizados
em Cristo vos revestistes de Cristo…”

– Salmo
Responsorial – Sl 22 – O bom Pastor.

Evangelho –
Jo 3,1-6 – “Em verdade Eu
vos digo se alguém não nasce da água e do Espírito não pode entrar no Reino de
Deus”

6. UNÇÃO
PRÉ BATISMAL – O celebrante unge o peito da criança com o óleo, o que simboliza
a força de Cristo entrando na vida dos batizados.

7. rito
sacramental

Exortação
do celebrante

Oração
sobre a água (se a água deve ser abençoada)

– Promessas
do Batismo – renúncia a Satanás e Creio.

– Batismo

8. ritos
complementares

Unção pós
batismal – Unção com o óleo do Crisma, significa que as crianças pelo Batismo,
se tornaram Sacerdotes (consagraram suas vidas a Deus), Profetas (anunciadores
do Evangelho) e Reis (herdeiros do Reino dos Céus).

9. veste
batismal – simboliza que a criança no Batismo é revestida de Cristo, nova
criatura, livre da escravidão do pecado e do demônio, filho de Deus.

10. rito da
luz – iluminados pela Luz de Cristo, os batizados podem, com a ajuda dos pais e
padrinhos, tornar-se luz do mundo.

S – Recebam
a luz de Cristo! Resp. Demos graças a Deus!

11. Entrega
do sal (opocional) – Vocês são o sal da terra e a luz do mundo.

12. éfeta (opcional)
– O celebrante tocando a boca e os ouvidos da criança diz: ” O Senhor Jesus que
fez os surdos ouvirem e os mudos falarem, lhes conceda que possa logo ouvir sua
Palavra e professar a fé para louvor e glória de Deus Pai.” Amém.

Ritos
finais

– Oração pelas
crianças, pais, padrinhos. Benção final


Despedida

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Falando de mistagogia… 

Angela Rocha

Mistagogia é uma palavra que vem sendo cada vez mais usada na catequese, na liturgia e nos estudos de teologia. O conceito nasce da idéia do Concílio Vaticano II de restaurar o catecumenato, onde o Tempo da Mistagogia é a fase privilegiada onde os fiéis aderem à fé cristã e querem fazer parte da comunidade de fiéis. Por sua vez, oRitual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) agregou este termo como forma de fazer acontecer a vontade de João Paulo II quando apelou aos pastores para que estes encontrassem “a maneira de fazer com que o sentido do mistério penetre nas consciências, redescobrindo e praticando a arte mistagógica, tão querida aos Padres da Igreja”.

No dicionário podemos encontrar a palavra “mistagogia” como a iniciação nos arcanos de uma religião; no caso concreto do cristianismo, é a iniciação cristã propriamente dita. Daí que a evangelização mistagógica, seja o ato ou efeito de evangelizar o discípulo cristão. Em suma, a mistagogia é a iniciação dos recém batizados (neófitos) aos mistérios do cristianismo e a uma educação da fé que os predisponha a viverem (pessoalmente) o que se celebra e, a entrarem, cada vez mais, nos mistérios que são celebrados.

Ou seja, é uma forma de renovação da igreja. Que implica “um grande esforço de formação”, uma vez que, muito mais do que “favorecer a compreensão do verdadeiro sentido das celebrações” que a igreja prega, urge “uma adequada instrução sobre os ritos”.

E isso passa, é claro, pela maneira como se trabalha a evangelização nas paróquias. Ou seja, é necessário privilegiar a educação cristã, cuja finalidade é formar o fiel discípulo cristão (enquanto “homem novo”) para uma fé adulta, que “o torne capaz de testemunhar no próprio ambiente a esperança cristã que o anima”.

Se faz urgente, portanto, que cada paróquia repense seus métodos catequéticos e abra espaço para uma formação cristã dentro do processo catecumenal, valorizando seus ritos e símbolos. (Extraído do site Catequistas em Formação)

Escute as músicas sugeridas:

A Paulus possui suplementos com o Rito da Celebração do Batismo

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300 anos de Aparecida (a fé acima de tudo )

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

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selo comemorativo

A fé é algo misterioso e muito pessoal.
Um dia nos anos 70 uma criança de 1 ano e meio parava de andar e seus pais o levavam para um hospital em Campinas sem saber mais o que fazer. Esta criança ficaria internada e toda uma equipe médica trabalhando para descobrir o que faria um menino deixar de andar. Depois de duas semanas de internação os pais são chamados e o pior diagnóstico é dado: poliomielite (paralisia infantil ). O médico previne os pais de que não daria para fazer mais nada e que eles deveriam se preparar para muitas dificuldades. Mas foi justamente o final da conversa a parte mais interessante. Contrariando as expectativas o médico perguntou para o pai e a mãe se eles tinham fé? Com a resposta positiva, este médico diz: então entreguem nas mãos de Nossa Senhora. Em seguida, deu alta para a criança e foi embora. O que ele poderia fazer havia sido feito.

unnamedAo invés dos pais se perderem em lágrimas e lamentações, eles foram para casa, ainda tinham outro filho para cuidar (este um bebê de colo), e juntos , naquele mesmo dia iniciaram uma novena para Nossa Senhora Aparecida e fizeram uma promessa na certeza de um milagre.
A criança continuava feliz, cantando todos os dias, sem dar um só passo novo. Os pais rezavam, choravam e mantinham a fé.
Um mês se passou e num belo dia de sol, esta criança estava de pé no berço e logo minha mãe me colocou no chão e eu andei.
Fui levado no médico, o mesmo médico e ele fez os exames, chorou e constatou que um milagre aconteceu. E eu estou aqui, andando todos os dias, sem uma sequela sequer. Meus pais pagaram a promessa me levando na Basílica de Aparecida, com um par de pernas de cera apenas para me juntar aos milhares de provas de graças atendidas nestes 300 anos de Aparecida.
Eu fui tocado pela graça de Deus através da intercessão de Nossa Senhora.
Acho ridículo quando ouço ou vejo os ataques de seitas revestidas de religião contra Nossa Senhora, tentando desmerecer o papel da mãe de Jesus na fé. Esses hipócritas que dizem ter fé e não conseguem acreditar que para Deus nada é impossível, inclusive uma mulher ter um filho e permanecer virgem.
Nestes 300 anos não é uma imagem que cura, que concede graças e sim a fé de cada um na intercessão da mãe de Cristo, assim como ela fez quando acabou o vinho em Caná e o filho agiu. Na vida, quando somos crianças é sempre mais fácil pedir para mãe uma intervenção,  inclusive junto ao pai.

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Nestes séculos quando três pescadores pescaram duas partes de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, enegrecida pelo lodo do rio Paraíba e da cor de tantos e tantos escravos negros que ainda eram torturados no Brasil, eles sequer imaginavam que fariam parte da história da fé deste país. Nascia uma devoção, depois uma cidade que logo seria uma das mais visitadas do Brasil, que todas as semanas fica repleta de pessoas que vão agradecer uma graça, pagar uma promessa ou simplesmente ir na casa da mãe. Esta Nossa Senhora Aparecida que uniu o país e é o símbolo de um Brasil onde a maioria ainda é católica.  Para quem vai nos dias que antecedem o domingo é comum verem filas de romeiros andando a pé na rodovia em direção a cidade de Aparecida, conhecida como Aparecida do Norte, eu contei mais de 100 a menos de um mês quando fui num sábado.
Estar nas igrejas da cidade (tanto a Basílica como a Matriz, conhecida como igreja velha) é respirar um ar de pura fé, e ver sinais de que apenas quem acredita pode entender quem é essa mulher tão linda e tão especial, coberta com o azul do céu e coroada como rainha do céu. O mesmo azul dela que veste o segundo uniforme da seleção brasileira de futebol, se você não sabia é por causa de Nossa Senhora que ele é azul. Nossa Senhora Aparecida que meus pais depositaram a sua fé para que eu fosse curado, eu fui e aprendi a ter fé nela, servi na Comunidade Nossa Senhora Aparecida e vivo a minha vida na fé da mãe de Jesus .
Viva Nossa Senhora!

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Apenas como título de curiosidade: 2017 é o ano Mariano pois além das comemorações dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida em 12 de outubro,  também serão comemorados os 100 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima

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