37º Encontro (Catequese) – Rito da Missa de Primeira Comunhão

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 37/40)

Mais um encontro e nossa contagem regressiva está chegando quase ao final, e esta é uma oportunidade de nos prepararmos para as celebrações importantes que estão por fim. na postagem anterior falamos sobre o Ritual do Batismo e sugerimos começar (ou mesmo preparar) as missas onde os sacramentos serão ministrados. Esses encontros são em primeiro lugar sugestões de como fazer por isso é importante que cada grupo de catequese tenha o seu modo de agir mas não podem ser esquecidos alguns pontos importantes:

  1. Preparar com antecedência: agendamento de datas, comunicação com os catequisandos

  2. Reuniões com os pais: importante para se fechar detalhes e também para que os familiares tenham consciência da importância do que seus filhos ou parentes vão receber. Durante estes encontros eu sugeri algumas vezes que fossem oferecidos almoços ou jantares junto com a reunião em pelo menos 3 ocasiões. A catequese também deve ser familiar.

  3. Preparação e escolha das camisetas: sugiro que a camiseta seja usada na celebração do Crisma ou da Catequese, se houver um acordo pode ser nas duas. Lembrando que nem todos vão batizar ou fazer a primeira eucaristia, mas a expectativa [e de que todos façam a Confirmação (Crisma).

  4. Preparação dos catequizandos para atuarem como leitores nestas missas e comentaristas se for possível. Importante não se forçar ninguém.

  5. Lembrar que pais e padrinhos devem fazer cursos antes das celebrações do Batismo, e seria interessante uma reunião com os padrinhos antes da celebração da Crisma

  6. Não esquecer que os catequizandos devem se confessar antes de receberem os sacramentos e isso deve ser programado com o padre com bastante antecedência.

  7. Frisar a importância dos horários nos dias das celebrações

  8. Organizar se for o caso uma confraternização no último encontro ou um encontro pós- confirmação, pode ser também uma festa dependendo da ocasião e lugar.

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Sugiro que iniciemos cantando  O Pão da vida – Pe. Zeca e depois Quero te dar a Paz seguido do abraço da paz entre todos e depois a oração do Pai Nosso

Falar sobre a missa da Primeira Comunhão e fechar os combinados necessários, entre eles fortalecer a questão da pontualidade e do convite aos pais e parentes para esta missa tão importante.

A Primeira Comunhão é o sacramento mais importante da igreja católica, pois foi um dos deixados diretamente pelo próprio Jesus no momento da última ceia. Também é o sacramento renovado a cada missa e fazer a primeira eucaristia depois de todo o tempo de vivência na fé é gratificante além de ser sinal de fé.

Não se trata pois de pão e vinho e sim do próprio corpo e sangue de Cristo.Não existe um ritual próprio para a Primeira Eucaristia, porém a maior parte dos padres opta por seguir um roteiro que em alguns casos contém a renovação das promessas do batismo. Isso é livre e vai de padre para padre. Mas a celebração da Primeira Eucaristia ou Primeira Comunhão como é mais popularmente chamada é sempre acontece sempre durante a Celebração Eucarística (A Missa), apenas com a diferença de que estes novos membros da ceia do Senhor acabam tendo um destaque na acolhida da comunidade.

Nesta missa os catequizandos são introduzidos na mesa da Eucaristia e por isso mesmo tem uma emoção a mais a vivenciarem, é muito importante que a comunidade testemunhe isso de maneira direta e esteja convidada na missa.

Preparar os catequizandos:

Seria muito mais rica a experiência da primeira Comunhão se todos que vão receber o sacramento pudessem se preparar com uma semana de oração. Sugiro que seja feito uma integração entre todos os catequizandos para rezarem durante a semana anterior ao recebimento do sacramento numa forte corrente de oração, todos juntos, mesmos os que não vão receber o sacramento pois estão fazendo apenas a preparação para a confirmação. Uma sugestão é que todos rezem num só horário e se possível se encontrem para rezarem juntos.

Preparando a missa:

cada catequizando tem um talento, um dom dado por Deus. Durante esta vivência na fé pode ser que alguns dons já tenham despertado e que alguns acabem se tornando catequistas, outros animadores na comunidade, ministros e membros da liturgia (como cantores, leitores ou organizadores das celebrações). Sugiro que seja combinado com a equipe litúrgica e nestas missas de celebração da Primeira Comunhão e/ou Confirmação os catequizandos sejam os leitores da 1ª, 2ª, Salmo e Oração da Assembleia, isso trará ainda mais um sentimento de importância e igualdade a todos. Se isso foi feito durante o ano, melhor ainda, mas se não e ainda melhor nestas celebrações seja feito.

Sugiro como canto final: Basta Querer – Pe. Marcelo Rossi e como oração final pode ser o inicio da semana de oração pela celebração da Primeira Eucaristia

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Sugestão de folha para encontro

Aprofundamento para o Catequista

liturgia

A Eucaristia é a fonte e o ápice de toda a vida cristã

É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até Seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.

Quando Cristo instituiu a Eucaristia? Instituiu-a na Quinta-feira Santa, “na noite em que ia ser entregue” (1Cor 11,23), celebrando com Seus apóstolos a Última Ceia.

O que representa a Eucaristia na vida da Igreja?

É fonte e ápice de toda a vida cristã. Na Eucaristia, atingem o seu clímax a ação santificante de Deus para conosco e o nosso culto para com Ele. O Senhor encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são expressas e realizadas pela Eucaristia. Mediante a Celebração Eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.

Como Jesus está presente na Eucaristia?

Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável. Está presente, com efeito, de modo verdadeiro, real, substancial: com Seu Corpo e Seu Sangue, com Sua alma e divindade. Nela está, portanto, presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem.

O que significa transubstanciação?

Transubstanciação significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do Seu Sangue. Essa conversão se realiza na oração eucarística, mediante a eficácia da Palavra de Cristo e da ação do Espírito Santo. Todavia, as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja, as “espécies eucarísticas”, permanecem inalteradas.

O que se requer para receber a santa comunhão?

Para receber a santa comunhão, deve-se estar plenamente incorporado à Igreja Católica e estar em estado de graça, ou seja, sem consciência de pecado mortal. Quem estiver consciente de ter cometido um pecado grave deve receber o sacramento da reconciliação antes de se aproximar da comunhão. Importantes são também o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e a atitude do corpo (gestos e roupas) em sinal de respeito a Cristo. (Texto extraído do Blog Formação Canção Nova )

“Na Eucaristia, nós partimos ‘o único pão que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre’” (Santo Inácio de Antioquia)

Extraído do Catecismo da Igreja Católica

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Encontrei esta sugestão de Ritual da Primeira Comunhão, que apesar de ser direcionado as crianças serve de exemplo de celebração. A Paulus e a Editora Santuário possuem folhetos específicos para a Missa da Primeira Eucaristia, Batismo e Crisma 

Catecismo da Igreja Católica – Artigo 3

1407 – A Eucaristia é o coração é o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício Ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja.

1408 – A celebração da Eucaristia comporta sempre: a proclamação da palavra de Deus, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom do seu Filho, a consagração do pão e do vinho e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto.

1409 – A Eucaristia é o memorial da páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica.

1410 – É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que, agindo pelo ministério dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.

1411 – Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor.

1412 – Os sinais essenciais do Sacramento Eucarístico são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronúncia as palavras da consagração ditas por Jesus durante a última Ceia: ‘Isto é o meu Corpo entregue por vós. (…) Este é o cálice do meu Sangue (…)’.

1413 – Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e Seu Sangue, sua Alma e Divindade (Conc. Trento, DS 1640).

1414 – Enquanto sacrifício, a Eucaristia é oferecida também em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais e temporais.

Eucaristia – os seus frutos

1391 – A comunhão aumenta a nossa união com Cristo. Receber a Eucaristia na comunhão traz como fruto principal a união íntima com Cristo Jesus. Pois o Senhor diz:

‘Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele’ (Jo 6,56). ‘Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim’ (Jo 6,57).

1392 – O que o alimento produz em nossa vida corporal, a comunhão o realiza de maneira admirável em nossa vida espiritual. A comunhão da Carne de Cristo ressuscitado, ‘vivificado pelo Espírito Santo e vivificante’ (PO 5), conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. Este crescimento da vida cristã precisa ser alimentado pela Comunhão Eucarística, pão da nossa peregrinação, até o momento da morte, quando nos será dado como viático.

1393 – A comunhão separa-nos do pecado. O Corpo de Cristo que recebemos na comunhão é ‘entregue por nós’, e o Sangue que bebemos é ‘derramado por muitos para remissão dos pecados’. É por isso que a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros:

‘Toda vez que o recebemos, anunciamos a morte do Senhor’ (1Cor 11,26).

‘Se anunciamos a morte do Senhor, anunciamos a remissão dos pecados. Se, toda vez que o Sangue é derramado, o é para a remissão dos pecados, devo recebê-lo sempre, para que perdoe sempre os meus pecados. Eu que sempre peco, devo ter sempre um remédio'(S. Ambrósio, Sacr. 4,28 ).

1394 – Como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais (Conc. de Trento, DS 2638).

Ao dar-se a nós, Cristo reativa o nosso amor e nos torna capazes de romper as amarras desordenadas com as criaturas e de enraizar-nos nele.

1395 – Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da vida de Cristo e quanto mais progredirmos na sua amizade, tanto mais difícil dele separar-nos pelo pecado mortal.

1396 – Os que recebem a Eucaristia estão unidos mais intimamente a Cristo. Por isso mesmo, Cristo os une a todos os fiéis em um só corpo, a Igreja. A Comunhão renova, fortalece, aprofunda esta incorporação à Igreja, realizada já pelo batismo. ‘No batismo fomos chamados a construir um só corpo’ (1Cor 12,13).

A Eucaristia realiza este apelo: ‘O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o Sangue de Cristo? O pão que partirmos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desde único pão’ (1 Cor 10,16-17).

1397 – A Eucaristia compromete com os pobres. Para receber na verdade o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer o Cristo nos mais pobres, seus irmãos (Mt 25,40).

‘Degustaste o Sangue do Senhor e não reconheces sequer o teu irmão. Desonras esta própria mesa, não julgando digno de compartilhar do teu alimento aquele que foi julgado digno de participar desta mesa. Deus te libertou de todos pecados e te convidou para esta mesa. E tu, nem mesmo assim, não te tornaste mais misericordioso’ (S. João Damasceno, Hom. in 1Cor 27,5).

1415 – Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.

1416 – A santa Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo.

1417 – A Igreja recomenda vivamente aos fiéis que recebam a Santa Comunhão quando participam da celebração da Eucaristia; impõe-lhes a obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano.

1419 – Tendo Cristo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na Eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no Santo Sacrifício nos identifica com o seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e nos une já à Igreja do céu, á Santa Virgem Maria e a todos os santos.

Eucaristia – nas Igrejas orientais

1399 – As Igrejas orientais que não estão em comunhão plena com a Igreja Católica celebram a Eucaristia com um grande amor.

‘Essas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos – principalmente, em virtude da sucessão apostólica, o sacerdócio e a Eucaristia -, que as unem intimamente a nós’. Por isso uma certa comunhão in sacris na Eucaristia é ‘não somente possível, mas até aconselhável, em circunstâncias favoráveis e com a aprovação da autoridade eclesiástica’.

Eucaristia – não existe nas comunidades protestantes

1400 – As comunidades eclesiais oriundas da Reforma, separadas da Igreja Católica, ‘em razão sobretudo da ausência do Sacramento da Ordem, não conservaram a substância própria e integral do mistério eucarístico’.

É por esse motivo que a intercomunhão eucarística com essas comunidades não é possível para a Igreja Católica. Todavia, essas comunidades eclesiais, ‘quando fazem memória, na Santa ceia, da morte e da ressurreição do Senhor, professam que a vida consiste na comunhão com Cristo e esperam sua volta gloriosa’.

Leia:

Ouça as músicas sugeridas:

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