Deus não é um aplicativo

Teologia Leiga por Milton Cesar

Abraço-Divino

O mundo é cada vez mais “moderno” ou “modernoso” (como eu acho que é na verdade) e por ai pipocam a cada dia mais e mais novidades nesta chamada era tecnológica. Não vou nem entrar no mérito da vida modernosa, mas apenas naquilo que é a conexão direta com o que existe de mais novo na tecnologia.

Smartphones que só faltam andar sozinhos (talvez antes de publicar este post já tenha algum), reconhecimento facial, digital, por voz e tudo o mais. Tudo o que se quer saber está em um só lugar: no Google (oráculo moderno que tudo sabe, ou deve saber), até as crianças não tiram dúvidas mais com os pais , perguntam diretamente para o Google (nem precisa mais do Ok, Google).

Existem aplicativos (app) para quase tudo. Então vivemos a era da internet.

Parece hipocrisia eu estar falando disso, justamente num blog que usa a internet, mas acredite, não sou contra as inovações, e acho uma ótima ferramenta. Com algumas ressalvas , é claro.

Uma dessas ressalvas é o fato do distanciamento das pessoas, que a cada dia mais estão trocando a experiência de se visitar um amigo, irmão, pais ou enfermos pelas mensagens de whatsapp, messenger e sei lá mais o que. Até os desejos de feliz aniversário ou feliz Natal, estão limitados a uma carinha sorridente com coraçãozinho nos olhos. E ao contrário do que dizem, não acho que os apps encurtam distâncias, acho que facilitam a comunicação, mas distanciam ainda mais as pessoas.

Outra ressalva é essa necessidade louca de se estar com um aparelho nas mãos olhando a todo instante se vai ou não vir uma mensagem, tem gente que é atropelada olhando para o celular.

 

Agora o maior ponto: Deus não é um aplicativo!

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As pessoas continuam morrendo das mesmas doenças e surgem outras novas a cada dia, mas muita gente culpa Deus por isso. Porque pediram e não foram atendidos em tempo “real” (mas será que para Deus esse tempo que nós contamos importa?).

Muitas pessoas querem que Deus seja como o Google, que se fale uma coisa e a resposta venha no ato e de preferência que esta resposta agrade a quem perguntou. Deus não age assim.

Se você quer paciência, Deus te dará oportunidade de ser paciente…

Se quer ter fé, Deus te dará oportunidade de ver e ter fé, de acreditar.

Se quer uma prova da existência de Deus, você terá uma oportunidade de ver e ser provado.

Mas tudo no tempo dele.

Deus ão é um aplicativo para você digitar algo e isso acontecer no ato… Não. Deus te atende conforme a sua necessidade real, e quem tem fé sabe disso.

Só no dicionário a palavra sucesso vem antes de trabalho, no dia a dia é preciso se trabalhar, lutar para se conseguir e só assim termos a graça da ajuda de Deus, e essa ajuda não é o fazer e sim te dar a oportunidade de conseguir se fazer.

Deus não é um aplicativo, porque os aplicativos falham, precisam ser atualizados e muitas vezes perdem a função. Deus não falha, não precisa ser atualizado e jamais vai perder a função.

Pense nisso:

Você tem um Smartphone de ultima geração, e pagou caríssimo por isso, ai você coloca toda a sua vida nele (fotos, contatos, agenda, lembretes de datas especiais), conversa com sua família por ele (seja no celular ou nos apps de mensagens), filma momentos especiais, guarda músicas e tudo o mais. Na verdade você passa a não conseguir mais viver sem ele e dedica quase 24 horas da sua vida  a estar com o aparelho nas mãos. Tudo o que você precisa está ali nas suas mãos. De repente este aparelho para de funcionar, dá um defeito de fabricação (acredite é comum um aparelho dar falhas mesmo depois de bastante tempo de uso por falha de fabricação, eu já trabalhei numa fábrica de celulares e sei que pode acontecer de uma placa estar semi-morta, mas isso não vem ao caso) ou em casos piores você é roubado. O que você vai fazer? Por a culpa no aparelho? Se arrepender de ter colocado tudo nele? Chorar? Mas sabe o que é mais interessante? A escolha foi sua em viver dependente de algo material e se esquecer de que a vida é muito mais que só isso. Mas o que você quer é uma solução imediata e nem que isso o leve a fazer uma dívida. Mas então porque não se preveniu? Fez um backup de tudo, ou até recorreu ao bom e velho caderno para guardar os números telefônicos e outras coisas mais?

É assim que as pessoas agem quando se veem numa situação adversa e se lembram de Deus, pensam que ao toque de um botão seus desejos serão atendidos e pronto e se não o são a culpa é de Deus.

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É a hipocrisia do imediatismo.

Esta mesma hipocrisia que tem feito tantas e tantas pessoas ficarem pulando de igreja em igreja em busca de serem atendidas imediatamente, em busca do DeusApp que não existe.

Se quiser ter uma verdadeira experiência com Deus é preciso acreditar e esperar as “demoras” dele, pois para Ele apenas o que importa é o que você realmente precisa, o resto é ilusão.

A Música diz:

Após de ti eu seguirei, junto a ti não temerei
Grandes vales e montanhas atravessarei
Derramarei as minhas lágrimas quantas vezes preciso for
Sofrerei as demoras de Deus aqui
O meu prêmio na terra é o Senhor

Nada mais certo.

Paz e bem em nome do Senhor Jesus.

Milton Cesar

 

O sangue de Maria correu na cruz

Teologia Leiga por Milton Cesar (com colaboração de Fabiana Aparecida)

 

Geralmente existe sempre um ataque a Igreja Católica, que parece incomodar por ter resistido estes mais de 2000 anos de pé, frente a exércitos e pessoas que tentam minar a fé de bilhões. Quando não acham mais o que falar, pois são desacreditados, resolvem recorrer a uma velha tática:

Atacar a Virgem Maria

Mas vejam bem, um pouco de discernimento já resolveria muita coisa e uma bela reflexão é esta proposta:

De quem foi o sangue que correu na cruz?

De quem era o sangue de Jesus?

Pare um pouco e pense…

Se Jesus era humano e divino, de quem era a carne e por consequência o sangue dele?

Da sua parte humana, ou seja da própria Virgem Maria.

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Deus é o criador onipotente, mas ele nunca foi um ser humano comum, quando criou Adão o fez do barro: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado.” e logo depois criou Eva da costela de Adão: “Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.” (Gn 2, 7-8. 21-23) .
Fica claro que ele não se “transformou” no homem ou na mulher e sim soprou a vida. Então Deus não teve um corpo com pele, ossos, sangue. Quando quis ser um homem através da concepção de Jesus, também o fez através de um ato divino: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.” (Lc 1, 26-38)
Existe uma clara diferença entre o milagre da gravidez de Isabel e de Maria. A primeira era casada com Zacarias e ambos já tinham certa idade, mas ainda assim continuavam a ser um casal. Já Maria era virgem e aguardava para se casar oficialmente com José, então nunca tinha mantido sequer uma relação sexual. Porém o que vale aqui é ver que Deus fez Maria ficar grávida através do Espírito Santo que é uma parte dele.

Nossa Senhora grávida

Mas toda a gravidez transcorreu de forma normal, com Maria engordando, provavelmente sentindo dores nas costas, pés inchados e até um certo cansaço, enquanto o feto desenvolvia-se, ia se formando com carne, pele, ossos e sangue. E este sangue era o sangue de Maria e não o de Deus.

Claro que é impossível de não lembrar de toda a divindade de Jesus, pois ele era parte da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e como tal possuía a sabedoria do Pai e toda a autoridade dele, para curar, ressuscitar os mortos e acima de tudo ensinar os caminhos que levam ao céu. Mas a sua parte humana tinha também o seu valor inestimável e como tal veio para ser o Cordeiro Imolado em nome dos nossos pecados.

 

Foi preso, torturado, chicoteado, coroado com espinhos e pregado numa cruz. Todo este sangue era também o sangue de sua mãe Maria.

 

Então como discutir a importância de Maria e tentar relevá-la a um papel insignificante diante disso? Até a frase muito dita por nossos irmãos protestantes: O Sangue de Jesus tem poder. – ganha um novo significado, levando-se em conta que este sangue poderoso advinha de Maria.

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Afinal se Deus quisesse apenas se parecer com um ser humano ele não teria escolhido esta jovem tão especial em plena a Galiléia e teria soprado a vida em um ser e mandado o Espírito Santo comandá-lo. Pelo contrário ele escolheu Maria e deixou que ela concebesse seu filho de carne e osso fruto do corpo dela.

O sangue de Jesus que correu na cruz era também o sangue de Maria.

“Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.” (Jo 19, 33-34) 

Para a igreja a simbologia deste ato descrito por São João está no fato de a água significar o Batismo e o sangue a Eucaristia (este é o meu sangue que será derramado por vós) e estes dois Sacramentos da Iniciação Cristã serem a espinha dorsal dos Sacramentos da Igreja Católica.

Milton Cesar e com colaboração de Fabiana Aparecida

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Catecismo da Igreja Católica

“ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA”
721 Maria, a Mãe de Deus toda santa, sempre Virgem, é a obra prima da missão do Filho e do Espírito na plenitude do tempo pela primeira vez no plano da salvação e porque o seu Espírito a preparou, o Pai encontra a Morada em, que seu Filho e seu Espírito podem habitar entre os homens. E neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre a Sabedoria: Maria é decantada e representada na Liturgia como o “trono da Sabedoria”. Nela começam a manifestar-se as
“maravilhas de Deus” que o Espírito vai realizar em Cristo e na Igreja. (Parágrafo relacionado 484)
722 O Espírito Santo preparou Maria com sua graça. Convinha que fosse “cheia de graça” a mãe daquele em quem “habita corporalmente a Plenitude da Divindade” (Cl 2,9). Por pura graça, ela foi concebida sem pecado como a mais humilde das criaturas; a mais capaz de acolher o Dom inefável do Todo-Poderoso. É com razão que o anjo Gabriel a saúda como a “filha de Sião”: “Alegra-te”. É a ação de graças de todo o Povo de Deus, e portanto da Igreja, que ela faz subir ao Pai no Espírito Santo em seu cântico, enquanto traz em si o Filho Eterno. (Parágrafos relacionados 489,2676)
723 Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. Sua virgindade transforma-se em fecundidade única pelo poder do Espírito e da fé. (Parágrafos relacionados 485,506)
724 Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai tornado Filho da Virgem. Ela é a Sarça ardente da Teofania definitiva: repleta do Espírito Santo, ela mostra o Verbo na humildade de sua carne, e é aos Pobres e às primícias das nações que ela o dá a conhecer. (Parágrafos relacionados 208,2619)
725 Finalmente, por Maria o Espírito Santo começa a pôr em Comunhão com Cristo os homens, “objetos do amor benevolente de Deus”, e os humildes são sempre os primeiros a recebê-lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos. (Parágrafo relacionado 963)
726 Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a “Mulher”, nova Eva, “mãe dos viventes”, Mãe do “Cristo total”. É nesta qualidade que ela está presente com os Doze, “com um só coração, assíduos à oração” (At 1,14), na aurora dos “últimos tempos” que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja. (Parágrafos relacionados 494,2618)

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Revolução Cultural

Catequese, vivência na fé

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr. É licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT, Campo Grande, MS (1987), bacharel em Teologia (1991) e mestre em Direito Canônico (1993) pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Também é Mestre em catequese e produz muitos vídeos para evangelização para o YouTube além das constantes aparições nas TVs católicas.  Esta série de vídeo aulas foram feitas em 2012.

 

Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança.” (I Pedro 3,15)

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O curso “Marxismo Cultural e Revolução Cultural” esta disponibilizado na íntegra pelo site do Padre Paulo Ricardo. Segundo descreve, este curso posiciona-se como reflexão teológica cujo objetivo é o de “identificar o que está acontecendo com a teologia e a maneira como o pensamento revolucionário está influenciando a forma de pensar a teologia, Deus, a Igreja e o sacerdócio. Porém, para se chegar à teologia é importante conhecer as raízes desta revolução, que se encontram na filosofia.”

Segundo informações disponibilizadas na descrição dos vídeos “esta é uma série de palestras que busca compilar, de forma sistemática, o tema do Marxismo Cultural que se encontra difuso em diversos vídeos e palestras no site padrepauloricardo.org. O intuito é o de apresentar a revolução cultural dentro da Igreja ou, melhor dizendo, um estudo sistemático das raízes da Teologia da Libertação e de sua atuação dentro da Igreja Católica.”

No site em que foi publicado originalmente, o curso se propõe a ser uma porta de entrada ao pensamento sociológico, à uma reflexão um pouco mais aprofundada, e porque não filosófica, do contexto social que estamos vivendo no Brasil e no mundo. Assim, como um bom desenhista ou um bom fotógrafo precisa se distanciar do objeto para compreendê-lo em outras perspectivas, que nestes videos, você possa abrir a realidade concreta e, sobretudo, santificá-la na medida do possível com sua santidade de vida. (Extraído do Blog Canção Nova) https://blog.cancaonova.com/cleberrodrigues/marxismo-e-revolucao-cultural/

Assista todas as aulas desta série de palestras:

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso – Brasil).

Nasceu em Recife – PE, no dia 7 de novembro de 1967, onde pertencia à Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem. Com 11 anos de idade, sua família se transferiu para Cuiabá – MT (1979). Foi estudante de intercâmbio e concluiu o Ensino Médio em Michigan, nos EUA (1983-1984). Ingressou no seminário em 1985 e foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, por São João Paulo II.

É licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT, Campo Grande, MS (1987), bacharel em Teologia (1991) e mestre em Direito Canônico (1993) pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma).

Já exerceu os seguintes ofícios eclesiásticos na Arquidiocese de Cuiabá: Vigário Paroquial da Catedral-Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá (1994-1997); Reitor do Seminário Cristo Rei (1996-2010); Vigário Judicial (1998-2011); Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Barão de Melgaço, no pantanal de Mato Grosso (1998-2009); Secretário Geral do Sínodo Arquidiocesano de Cuiabá (2004-2008). Foi por diversos mandatos membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores (1994-2010).

Lecionou nas seguintes instituições: Faculdades de Filosofia e de Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco – Campo Grande, MS (1994-1995); Instituto Regional de Teologia (ITEO) – Campo Grande – MS (1994-2000); Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa – Cuiabá, MT (1999-2012).

Foi membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat) da Santa Sé (Congregação para o Clero), por dois períodos consecutivos (2002-2012).

Atualmente, é Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande – MT e se dedica à evangelização através dos meios de comunicação, sendo autor de diversos livros. Leciona Teologia no Instituto Bento XVI, da Diocese de Lorena, SP, desde 2011.

Virgem Maria, rogai por nós!

 

40 º Encontro (Catequese) – Final

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 40/40)

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Chegamos ao final da proposta de 40 encontros de preparação para a catequese, ou 40 encontros de vivência na fé para os catequizandos. Desde o início deixei claro que estas postagens em série são apenas sugestões para o grupo da Pastoral da Catequese e podem (ou não) serem utilizados na preparação para o recebimento dos sacramentos da iniciação cristã dentro da catequese. Não é um curso, mas serviria como base de uma formação dos catequizandos (ou crismandos apenas).

Neste encontro a sugestão é que seja leve e não passe de uma boa conversa, um grande e descontraído bate papo entre todos visando o fechamento desta preparação. Antes eu sugeria que fosse feito após o  sacramento da Confirmação, mas a experiência acabou provando que deve sim ser feito antes do recebimento do sacramento, mas deve ser realizado na semana que antecede o grande dia (se for aos domingos os encontros, deve ser no domingo anterior ao do Crisma).

Como é um encontro de despedida (não da igreja, mas da catequese) vai ser sempre tomado de emoção. Então algumas providências podem ser tomadas:

  1. Café da Manhã (ou tarde, ou noite, dependendo do seu horário de encontros). Se foi combinado antes que seja um café comunitário onde aqueles que puderem colaborar tragam alguma coisa para se dividir. Caso contrário a igreja pode bancar este café, que não precisa ser suntuoso, mas deve ser bem preparado.
  2. Ambientação: deve-se colocar o que foi significativo durante estes encontros, como fotos, Bíblia, folhas de encontro, frases, flores.
  3. Não esquecer de entregar as camisetas (se foi esse o combinado e a escolha) e orientar para que só se use no dia do recebimento do Sacramento (por incrível que pareça tem pessoas que recebem a camiseta e já querem usar, perdendo a oportunidade de reservá-la para o dia especial primeiro). Muito cuidado nesta entrega para evitar constrangimentos com cobranças de valores de quem ainda não pagou ou possíveis doações de camisetas para quem realmente não tem condições de pagar, estes detalhes podem ser falados a parte no particular. O importante é todos receberem as camisetas (lembrando que esta pode ser uma opção).
  4. Fazer uma foto com todo mundo junto, catequizandos e catequistas.
  5. Confirmar algum detalhe que faltou. E lembrar que eles devem chegar ao menos com 40 minutos de antecedência na missa do Crisma.
  6. Lembre-se que pastas de encontro e outras lembranças podem ser entregues também no dia da missa da Crisma, mas apenas a benção final.
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Sugestão de folha para o encontro

Fazer a oração inicial do Pai Nosso, e uma Ave Maria

Cantar Simplesmente Amar – Vida Reluz

Chamar para o café da manhã

Depois, com todos sentados, fazer a dinâmica dos nomes (feita nos primeiros encontros), que consiste em: – a primeira pessoa da roda fala seu nome, a segunda fala o nome da pessoa e o seu próprio, a terceira fala os dois nomes anteriores e o seu, e assim vai até fechar o círculo (catequistas devem participar da roda), depois o último recomeça a brincadeira falando apenas o seu e depois o penúltimo fala o do último e o seu próprio, e a roda volta a fazer a brincadeira. Tudo para descontrair e ver como mudou do começo até este último encontro.

Incentivar que cada um fale o que estará levando desta vivência na fé. Uma boa tática é pedir que uma pessoa comece e quando terminar de falar diga o nome de alguém para falar depois, caso haja necessidade o próprio catequista pede para as pessoas falarem (só sugiro que se evite falar na sequência da roda, é mais interessante que as pessoas falem esporadicamente e não pressionados pela sequência. Todos podem falar, é mais rico.

Momento de oração:

Toca-se Ninguém te ama como eu  – Mensagem Brasil como fundo e os catequistas agradecem a Deus pelo grupo, por toda a experiência vivida, enfim cada um sabe o que dizer nesta hora. Depois podem deixar o grupo falar, aqueles que se sentirem à vontade. então peça que cada um feche os olhos e pense nos seus objetivos de vida depois desta vivência na fé, e seus objetivos devem ser sempre de crescimento pessoal, de estudo, trabalho, da possível constituição de uma família. Lembrar que o católico não faz nada sem pensar no amor de Jesus e que cada passo dado seja nas amizades, nos relacionamentos, com os pais, familiares e filhos (no futuro) devem ser sempre passos dados baseados em Deus. Deixar então a música tocar e todos refletirem.

Depois pode ser cantada uma música que marcou o grupo durante esta vivência de praticamente 1 ano e fazer a Oração do Vinde Espírito Santo

Depois pode se reservar um tempo para um grande abraço da paz e fotos

 

Aprofundamento para o catequista

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A pergunta sobre o que você vai levar desta experiência de fé, é pertinente e muito subjetiva. Afinal foram 40 encontros (ou mais dependendo de como foi escolhido fazer) e neles todos a maior das intenções foi sempre o de ensinar como Jesus ensinava, não em uma escola ou sinagoga (nosso caso só dentro da igreja), mas sim na conversa, na amizade, nas parábolas que a vida oferece,no exemplo…

Esta vivência na fé nunca teve a intenção de ensinar a ter fé (isso é muito pessoal), mas mostrar como é bom se ter a fé e crer em Jesus Cristo. Mostrar que não se trata de uma vida de privações, mas sim de muitas graças e bençãos. Você nunca mais se sentirá sozinho estando entre várias pessoas, pois sempre estará com Jesus.

Nesta vivência nasceram amizades para a vida toda, e também foi explorado um território muitas vezes conhecido apenas superficialmente que é a Igreja Católica Apostólica Romana (a nossa igreja) com toda a sua tradição de mais de 2000 anos fundada sobre a rocha deixada por Jesus e esta rocha foi São Pedro, e podemos dizer que São Paulo foi o lançador de vários fragmentos desta rocha para onde a igreja (hoje no mundo todo) germinou em meio as pedras.

Então encerrando esta vivência na fé, melhor dizendo, terminando esta pequena etapa na vivência na fé, só podemos agradecer a Deus por mais esta oportunidade e daqui para a frente, cada catequizando que foi batizado, recebeu a primeira comunhão e depois foi crismado será não mais um fiel, e sim uma pessoa iluminada pela graça de Deus que terá sempre a missão de perpetuar e dividir a graça ao próximo.

Deus abençoe a cada um, seja catequista, catequizando, padre, leigo, leitor no geral. Este blog sempre será espaço para a palavra de Deus.

Paz e Bem da parte do Senhor Jesus.

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Sugestão de lembrança

Escute as músicas sugeridas:

Devo citar alguns sites que utilizei no decorrer desta série de postagens:

Tudo isso para tentar trazer um conteúdo baseado na minha experiência anterior como catequista de adultos, esperando que tenha servido (ou vá servir) para ajudar nesta importante tarefa de evangelização que é a Pastoral da Catequese. Sempre lembrando que tudo que aqui está não é um modelo pronto, mas sim apenas parte dos ingredientes para a feitura de uma obra ainda maior, a obra de Jesus Cristo.

Deus abençoe.

Milton Cesar

39 º Encontro (Catequese) – Uma conversa franca sobre a Igreja

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 39/40)

Muita gente acha que ser da igreja é sempre estar em penitência, no sofrimento. Ou ter comportamentos ditos adequados (mas só para outros verem), esquecem que o ser igreja é antes de tudo ser feliz: Alegrai-vos sempre no Senhor, alegrai-vos! A igreja é também a casa de Deus, merece respeito, reverência, mas nunca sofrimento, tristeza e engana-se quem acha que a nossa igreja católica não possui regras e dogmas, e que é tudo de qualquer jeito. Nós temos mais de 2000 anos de tradição e foi esta firmeza na fé que fez a igreja chegar até aqui. Mas para todos que estão fazendo esta vivência na fé, este é o momento para termos uma conversa franca sobre a igreja. Falaremos sobre curiosidades, dogmas de fé, tradição e a alegria de ser igreja.

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Sugestão para folha de encontro

Neste encontro sugiro começar com um grande abraço da paz e o canto Vem Espírito

Depois pode-se pedir que cada um fale o que mudou na sua vida neste tempo de caminhada (deixar livre para quem quiser falar ou não)

Depois entremos no tema e falaremos sobre a igreja católica, a nossa igreja. Como é importante entendermos que o ser igreja é também um jeito de viver e esse jeito demanda aceitar algumas coisas. (veja aprofundamento para o catequista)

No terceiro momento é hora de acertar os últimos detalhes antes da celebração do Crisma, e acertar leitores e vários outros pontos da missa deste dia (já venho falando destes pontos em várias postagens anteriores)

Momento de oração:

Ambientação: velas, cruz e Bíblia

Material: papel e canetas

Desenvolvimento: todos devem escrever seu nome em uma folha de papel e uma intenção pelo que vai rezar durante a semana. Depois coloca-se os papeis próximo a Bíblia. E fazem uma oração no silêncio, depois de um tempo todos refletem sobre a música A Paz que eu sempre quis – Vida Reluz (deixar a música tocar e esperar que todos escutem, orientando para que enquanto isso fiquem em oração). Após esse momento todos pegam um dos papéis escritos anteriormente, mas não pode ser o seu próprio. A orientação é que cada um reze pela sua intenção e pela do outro que escreveu no papel durante a semana. Um irmão, deve sempre orar pelo outro.

Depois faz-se a oração final e canta-se  a música Jesus pra sempre – Comunidade Doce Mãe de Deus 

Lembrando que no próximo encontro será o ultimo desta preparação pode ser sugerido um café compartilhado onde cada um (daqueles que se disporem levem alguma coisa para ser compartilhada) ou a comunidade banque, pois será um encontro mais descontraído.

Aprofundamento para o catequista:

A igreja é o local mais indicado para o encontro dos fiéis. Não acredito quando uma pessoa se diz católica, mas não vai na igreja. Isso não é ser católico é só se dizer católico, sem ser. Isso não exclui a casa de cada um como local importante para se manter fiel. Mais ainda os locais onde frequentamos como: escola, curso, trabalho, bairro… podem e devem ser também espaços para mostrarmos a nossa fé. E quando digo mostrarmos a nossa fé, não estou dizendo ficar condenando ninguém que não seja da nossa igreja, ou ficar apontando os erros. Muito menos ser omissos quando percebemos algo que vai contra Deus.

O católico é católico 24 horas por dia, e não só nas missas ou na igreja, mas sim em todos os lugares. A Igreja Católica Apostólica Romana não é uma bagunça como alguns acham, e muito menos um espaço onde tudo pode. A igreja tem suas regras e estas regras não são um impedimento, mas sim um bom guia e comportamento para que a fé não se perca em meio as coisas do mundo.

O católico deve no minimo:

  1. Receber os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma)
  2. Receber o Sacramento da Confissão (é recomendável que ao menos uma vez ao ano cada fiel faça a sua confissão)
  3. Participar das missas e celebrações
  4. Participar da igreja (existem grupos de oração, terço, jovens, perseverança (adolescentes), dízimo, catequeses, ministérios, limpeza, Batismo, ECC (Encontro de Casais com Cristo), liturgia, círculos bíblicos, novenas e várias outras pastorais)

O padre é autoridade dentro de uma comunidade, mas para o bom funcionamento é necessária a colaboração de todos e também a formação de uma equipe de administração, na verdade chamado Conselho Pastoral, onde o coordenador (ou animador como tem sido o costume chamar ultimamente) de cada Pastoral faz parte.

A igreja segue o Código de Direito Canônico que é a constituição da igreja e vale para o mundo todo. Nele estão as regras para tudo que se faz dentro da igreja (do recebimento dos sacramentos a ordenação dos padres e até da escolha do Papa). É de lá que sabemos que quem pode ser padrinho de Batismo (ou Crisma também) deve ter recebido os Sacramentos da Iniciação Cristã, deve ser solteiro ou ter recebido o Sacramento do Matrimônio (não pode viver junto apenas) e ter 18 anos ou mais. Lá diz que o crismando só está apto a receber o sacramento da Confirmação (Crisma) com 15 anos ou mais. Fala-se da indissolubilidade do Sacramento do Matrimônio,  ou seja : O que Deus uniu o homem não separa. Mas também é explicado que em alguns casos bem específicos o matrimônio pode ser anulado. Para tudo tem os procedimentos para se conceder o sacramento mas também os impedimentos.Fica claro a função dos padres, bispos e até do Papa e vários outros pontos da igreja. Por isso mesmo eu discordo da flexibilidade algumas vezes praticadas por alguns padres e/ou comunidades afim de não perder o fiel,mas estes muitas vezes só procura a igreja na hora de receber algum sacramento como Batismo ou Matrimônio, são o que chamo de católico turista.

O Católico Turista:

O Católico Turista é aquele que só vai na igreja quando precisa batizar um filho ou ser padrinho, ou vai se casar. Também tem aqueles turistas que só vão em missas de 7º dia ou na semana santa. Ou que só aparecem em festas juninas. Estes não são católicos na sua totalidade, mas precisam ser resgatados e voltarem a igreja. Até entendo que hoje em dia as exigências do trabalho atrapalham, mas é impossível não sobrar um tempo para Deus, já que a maioria das igrejas tem missas em horários e dias diversos para atender a todos. Não sou daqueles que não concordam quando alguém proclama que a fé dele é só ele e Deus e não precisa da igreja. A igreja é o lugar onde o próprio Jesus disse que estaria e esta igreja seria construída em Pedro, além dele próprio dizer que estaria onde dois ou mais estivessem reunidos. O mundo fora da igreja não leva a lugar nenhum pois as tentações são maiores, já dentro da igreja o viver o amor de Deus é intenso.

Igreja Humana e Santa

A igreja é Santa e humana.

Santa porque é a casa de Jesus, da Santíssima Trindade e onde reina o amor de Deus.

Humana porque acima de tudo é feita por nós seres humanos. E é justamente esta parte humana que precisa a cada dia mais se integrar e nascer para uma vida nova em Jesus Cristo. Ninguém vai negar todos os problemas que um grupo de pessoas juntas acabam tendo. Algumas vezes acontecem discussões, fofocas e mágoas, porque falta sempre o diálogo, mas não um diálogo comum e sim uma conversa baseada na oração e no consenso do que é melhor para a igreja. Um padre muito centralizador não colabora com o crescimento da comunidade, assim como um padre omisso também não. Pessoas que estão a frente de alguma pastoral devem também saber lidar com as divergências e ponderar sobre os melhores caminhos a se tomar, sempre orientados pela oração e com a ajuda do padre. nenhuma comunidade vai ter todas as pessoas concordando com tudo, mas é importante não ter um dos maiores pecados do mundo atual (acho que deveria entrar na lista dos pecados mortais): a fofoca. Grupos diferentes tem que saber respeitar os outros e todos devem entender que a igreja é de todos e não só de um grupo ou de uma pessoa. Somos irmãos em Cristo e devemos também cuidar da sua igreja.

Milton Cesar (Fides Omnium)

Curiosidades:

Jesus-cordeiro

O crucifixo é muito usado pelos católicos como simbolo. Nas igrejas existem crucifixos, muitos usam como adereço, principalmente no pescoço. Isso causa certa polêmica com nossos irmãos protestantes que dizem que adoram um Deus vivo. Nós católicos também amamos a Jesus vivo, mas a cruz nos lembra do sacrifício feito por Deus ao entregar seu filho único como cordeiro em expiação dos nossos pecados. Algumas pessoas também consideram utilizar a cruz como cordão com crucifixo para simbolizar que sabem do sacrifício de Jesus e sabem que devem sempre carregar a própria cruz.

Porque as igrejas tem nomes de santos?

É uma tradição da igreja dedicar muitos de seus templos a Santos e Santas, mas não são todos, e isso acontece por diversos motivos. Mas a principal é que na maioria das vezes uma igreja é construída por existe uma veneração de algum santo naquele lugar, então se mantém o nome do santo. Eu particularmente explicava nas catequeses que o nome da igreja ser o nome de um Santo(a) não quer dizer que a igreja não seja de Jesus. Só quer mostrar como Jesus era em vida, sempre se reunindo na casa de outras pessoas. Não me lembro de nenhuma narrativa bíblica dando conta de que Cristo levou seus seguidores para sua casa, mas sim de que foi acolhidos em alguma casa. Existe sempre o respeito a devoção das pessoas.

O princípio protestante de que “só a Bíblia” (Sola Scriptura)
Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria quase um milênio e meio para revelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (cf. Mateus 28, 19-20).
Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. A Bíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda: “Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!”(João 5, 39-40).
Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são ÚTEIS para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somente as Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (2 Tessalonicenses 2, 15; 3,6) Extraído do blog Ecclesia Militans

Algumas siglas da igreja que você já viu, e talvez não saiba o que significa

Alfa e Ômega

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Alfa e Ômega, significa o principio e fim. Deus é o principio e fim de tudo

 JHS (IHS)

 

Se você pensou: “Jesus Hóstia Sagrada”, errou (apesar de muitas hóstia trazerem esta inscrição) na realidade, JHS (ou IHS) é a sigla da expressão: “Iesus Hominun Salvator”, que significa: “Jesus Salvador dos homens”. “JHS: Monograma de Cristo que significa “Iesus* Hominun Salvator” (Jesus Salvador dos Homens), e não Jesus Homem Salvador como alguns erroneamente traduzem. O monograma IHS é a transcrição do nome abreviado de Jesus em grego, Ιησούς (em maiúsculas, ΙΗΣΟΥΣ). O “J” corresponde à pronúncia do “I” na antiguidade, assim como o “V” era empregado como “U”.

Como surgiu este monograma JHS usado pela Igreja católica?

Ele vem do grego “IHSUS”, aparece nos evangelhos dos apóstolos Marcos e Lucas. Transliterado para a forma latina passa a ser, “Iesus Hominun Salvator” (IHS)”. A criação deste monograma é de São Bernardino de Sena, no século XV, e mais tarde o fundador dos padres jesuítas, Santo Inácio de Loyola, no século XVI, adotou como emblema da Companhia de Jesus. O símbolo foi usado como carimbo em todas as publicações dos livros e documentos da Companhia de Jesus. Com o passar dos anos a sigla passa a ser um monograma usada como um dos símbolos Católicos.

XP

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Essa sigla aparece muito no dia a dia do católico, em paramentos, em casulas e até na Sagrada Eucaristia. Ela significa “Cristo” pois as letras gregas XP (Chi-Rho) são as primeiras duas letras de Χριστός, Cristo.

O monograma citado acima foi criado pelo imperador romano Constantino para simbolizar o Cristianismo

 

ICTYS

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Essa nós não convivemos muito, mas é bem importante. O símbolo era utilizado pelos primeiros cristãos (ainda chamados de nazarenos) para que eles pudessem se identificar de uma forma discreta, pois sofriam inúmeras perseguições na época. Então a palavra grega ICTYS (peixe) passa a ser a sigla de “Iesus Christus Theou Yicus Soter”, ou Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. E escrita em alguns lugares acabavam por identificar o lugar de culto ou casa de outro nazareno.

INRI

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Lucas23,38: “E havia uma inscrição acima dele: Este é o Rei dos Judeus” 

Escrita normalmente em crucifixos, a sigla INRI significa “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum” ou “Jesus de Nazaré Rei dos Judeus”. Segundo o Evangelho de São João, Pilatos teria feito redigir o texto em latim, grego (Ἰησοῦς ὁ Ναζωραῖος ὁ Bασιλεὺς τῶν Ἰουδαίων) e hebraico (ישוע הנצרת מלך היהודים). Mesmo sobre o protesto do Sinédrio a placa foi fixada na parte superior da cruz.

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