Medo de um estado Teocrático

Teocracia (do grego Teo: Deus + cracia: poder) é o sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de algumas religiões. O poder teocrático pode ser exercido direta ou indiretamente pelos clérigos de uma religião: a sub-divisão de cargos políticos pode ser designada pelos próprios líderes religiosos (tal como foi Justiniano I) ou podem ser cidadãos laicos submetidos ao controle dos clérigos (como ocorre atualmente no Irã, onde os chefes de governoestado e poder judiciário estão submetidos ao aiatolá e ao conselho dos clérigos). Exemplos atuais de regimes desse tipo são o Vaticano, regido pela Igreja Católica e tendo como chefe de Estado um sacerdote (o Papa), e o Irã, que é controlado pelos aiatolás, líderes religiosos islâmicos, desde a Revolução Islâmica, em 1979.

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Tensão entre Israelenses e Árabes

Hoje se fala muito em duas coisas praticamente opostas liberdade e conservadorismo.

O chamado “mundo moderno” tenta mudar a definição de família a qualquer custo, e de fato já existem famílias diferentes do tradicional: homem + mulher + filhos. O que tem isso? Nada, ou muita coisa.

Na visão mais religiosa isso vai contra a ordem natural deixada por Deus, já que se acredita que foram criados (nesta ordem) o Homem, a Mulher e estes por cometerem um pecado acabaram tendo dois filhos, e depois se seguiu a tragédia do assassinato e tudo mais.

Para os chamados “de mente aberta” ou “modernos”, isso nunca aconteceu e toda esta celeuma em torno do assunto da homossexualidade é apenas conversa de gente “atrasada”. Ai seguem-se os constantes ataques as instituições religiosas e ao pensamento mais, digamos assim, conservador.

O que se percebe é uma total falta de respeito com algo básico, deixado como ensinamento até mesmo por Deus: o livre arbítrio.

Quem está errado nesta história toda? Apenas quando formos para o céu (se formos) poderemos saber. Mas o que falta é respeito pela opção do outro em ambos o caso.

O que me dá medo?

É quando alguém alcança o poder e se acha no direito de decidir o caminho de cada pessoa, baseado naquilo que ela acredita. Isso sim é perigoso.

Não podemos viver num Estado Teocrático, quando tanta coisa mais importante pode ser feita.

Vemos todos os dias noticias de violência contra mulheres, jovens e crianças em países onde apenas uma religião predomina e dita as regras para todo um povo que não pode ter opinião. Crianças sendo usadas como guerreiros travando uma guerra que não entendem.

Já esta provado que a pessoa nasce gay e não escolhe sê-lo é algo genético como ser loiro ou moreno, homem ou mulher. Não é por isso que a pessoa será mais ou menos importante, ou deverá sofrer com a intolerância.

Mas também há de se convir que nós cristãos também não precisamos atacar ninguém e muito menos sermos atacados para aceitar tudo. Cada um pode e deve ter sua opinião, desde que respeite a do irmão ou irmã.

Jesus quando caminhou na terra, escolheu pessoas diferentes entre si para serem seus seguidores, incluindo mulheres (o que naquela época era quase inadmissível e alguns países ainda insistem em diminuir o papel da mulher ainda hoje) e sempre conviveu bem, com todos.

É perigoso sermos radicais e intolerantes. Em todos os âmbitos, seja de quem é da igreja ou seja de quem não acredita em Deus. Porque todos os extremismos são ruins. Sem exceção.

Paz.

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inquisição

Cenas da inquisição, início século XIII – Estado não intervém e igreja impõe a unicidade religiosa.

Estado teocrático é um país ou nação que possui um sistema de governo que se submete às normas de uma religião específica. As regras que gerem as ações políticas, jurídicas, de conduta moral e ética, além da força policial deste modelo de governo estão baseadas em doutrinas religiosas.

Aos Estados teocráticos podem ser atribuídos os conceitos dos Estados confessionais, ou seja, que assim como a teocracia, possuem uma religião oficial ou privilegiam um grupo religioso em comparação com outras doutrinas que podem existir na mesma sociedade. O privilégio pode ser econômico, político ou mesmo judicial.

Etimologicamente, o conceito de teocracia (que forma o Estado teocrático) surgiu do grego, em que teo significa “deus” e cracia quer dizer “governo”, ou seja, teocracia significa “Governo de Deus” ou “governo divino”.

Na maioria dos Estados teocráticos, os representantes estão ligados diretamente ou indiretamente ao clero (igreja ou doutrina religiosa), sendo considerados “porta-vozes” do deus ou deuses que “governam” e “protegem” aquela nação.

Nas civilizações antigas, por exemplo, os governantes de Estados teocráticos chegavam a se declararem descendentes diretos dos deuses, como acontecia no Antigo Egito. Os egípcios cultuavam os seus faraós como se fossem verdadeiras divindades, isto porque acreditava-se que os governantes eram filhos do grande deus Amon-Rá, portanto, também tinham “sangue divino” correndo nas veias.

O faraó, como a figura de um deus vivo, era constantemente cortejado pelos seus súditos, que desejavam a sua felicidade pessoal, pois temiam que desagradando o faraó, estivessem irritando o próprio Amon-Rá.

Atualmente, entre os Estados teocráticos existentes no mundo está o Vaticano, que é representado pela Igreja Católica; o Irã, que funciona tendo como base a República Islâmica; e Israel, que segue as doutrinas de um Estado Judeu.

Estado teocrático e Estado laico

Ao contrário do que acontece nos Estados laicos ou seculares, o Estado teocrático possui uma religião oficial, sendo proibida qualquer outra manifestação pública ou cultos que não pertençam à doutrina seguida pelo país.

O Estado laico, por sua vez, não proíbe e nem oficializa qualquer tipo de manifestação religiosa. Todas as religiões são livres de praticar o seu culto. Porém, nenhuma religião deve influenciar as decisões do governo, sendo totalmente separados os conceitos e interesses religiosos dos interesses do governo democrático.

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Wikipedia: teocracia