Círculo Bíblico: Livro de Jó (5/10)

Círculo Bíblico: Livro de Jó

Este é o quinto de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o Livro de Jó A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de Jó (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

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Jó 20

“1.Sofar de Naamat falou nestes termos: 2.“É por isso que meus pensamentos me sugerem uma resposta, e estou impaciente por falar. 3.Ouvi queixas injuriosas, foram palavras vãs que responderam a meu espírito. 4.Não sabes bem que, em todos os tempos, desde que o homem foi posto na terra, 5.o triunfo dos ímpios é breve e a alegria do perverso só dura um instante? 6.Ainda mesmo que sua estatura chegasse até o céu e sua cabeça tocasse as nuvens, 7.como o seu próprio esterco, ele perecerá para sempre. Aqueles que tinham visto indagarão: ‘Onde ele está?’. 8.Como um sonho, ele voará e ninguém mais o encontrará. Ele desaparecerá como uma visão noturna. 9.O olho que o viu já não mais o verá e não o verá mais a sua morada. 10.Seus filhos deverão indenizar os pobres e suas mãos restituir suas riquezas.* 11.Seus ossos que estavam cheios de vigor juvenil deitam-se com ele no pó. 12.Se o mal lhe foi doce na boca, ele a escondeu debaixo da língua. 13.Se o saboreou e não o abandonou, mas o conservou na sua garganta, 14.esse alimento se transformará em suas entranhas e se converterá interiormente em fel de áspides. 15.Ele vomitará as riquezas que engoliu; Deus as fará sair-lhe do seu ventre. 16.Sugava veneno de áspides e a língua da víbora o matará. 17.Não mais verá correr os riachos de óleo, nem as torrentes de mel e de manteiga. 18.Vomitará seu ganho sem poder engoli-lo e não gozará o lucro de seu comércio. 19.Porque maltratou, desamparou os pobres e roubou uma casa que não tinha construído. 20.Porque sua avidez é insaciável, não salvará o que lhe era mais caro. 21.Nada escapava à sua voracidade, por isso que sua felicidade não há de durar. 22.Em plena abundância sentirá escassez e todos os golpes da infelicidade caem sobre ele. 23.Para encher-lhe o ventre Deus desencadeia o fogo de sua cólera, fazendo chover a dor sobre ele. 24.Se escapa diante da arma de ferro, o arco de bronze o traspassa. 25.Um dardo sai-lhe das costas, um aço fulgurante sai-lhe do fígado. O terror desaba sobre ele. 26.Todas as trevas ocultas lhe serão reservadas. Um fogo, que o homem não acendeu, o devora* e consome o que sobra em sua tenda. 27.Os céus revelarão sua culpa e a terra se levantará contra ele. 28.Uma torrente arrastará sua casa, será levada no dia da cólera divina. 29.Tal é a sorte que Deus reserva ao ímpio, tal é a herança que Deus lhe destina”.”

Jó 21

“1.Jó tomou então a palavra nestes termos: 2.“Ouvi atentamente minhas palavras. Que eu tenha pelo menos esse consolo de vossa parte. 3.Permiti que eu fale; quando tiver falado, zombai à vontade. 4.É de um ser humano que me queixo? E como não hei de perder a paciência? 5.Olhai para mim e ficareis estupefatos e poreis a mão sobre a boca. 6.Quando penso nisso, fico estarrecido e todo o meu corpo treme. 7.Por que os ímpios sobrevivem e, ao envelhecer, crescem em poderio? 8.Sua posteridade prospera diante deles, e seus descendentes sob seus olhos. 9.Suas casas estão em paz, livres de perigo, e a vara de Deus não os atinge. 10.Seu touro é cada vez mais fecundo, sua vaca dá cria sem nunca abortar. 11.Deixam os filhos correr como carneiros, e os seus pequenos saltam e brincam alegremente. 12.Cantam ao som do pandeiro e da cítara, divertem-se ao som da flauta. 13.Passam seus dias na alegria e descem tranquilamente à região dos mortos. 14.Ora, dizem a Deus: ‘Afasta-te de nós! Não queremos conhecer os teus caminhos! 15.Quem é o Todo-poderoso, para que o sirvamos? Que vantagem tiramos em lhe fazer orações?’. 16.A felicidade não está em suas mãos? Contudo, longe de mim esteja o modo de pensar dos ímpios! 17.Quantas vezes vemos apagar-se a lâmpada dos ímpios e a ruína desabar sobre eles? 18.Serão eles como a palha ao vento, como a cinza tragada pelo turbilhão? 19.‘Deus reserva para os filhos o castigo do pai?’ Que ele mesmo o puna, para que o sinta! 20.Que veja com os próprios olhos a sua ruína e ele mesmo beba da cólera do Todo-poderoso! 21.Pois o que lhe importa a sua casa depois dele, se o número de seus meses já está contado? 22.É a Deus que se irá ensinar a sabedoria, a ele, que julga os seres superiores? 23.Um morre em pleno vigor, feliz e tranquilo, 24.os flancos cobertos de gordura e a medula dos ossos cheia de seiva. 25.Outro, porém, morre com a amargura na alma, sem ter gozado a felicidade. 26.Juntos se deitam na terra e os vermes recobrem a ambos. 27.Por certo conheço vossos pensamentos, os julgamentos iníquos que fazeis de mim! 28.Dizeis: ‘Onde está a casa do tirano, onde está a tenda em que habitavam os ímpios?’. 29.Não interrogastes os viajantes? Contestaríeis seus testemunhos? 30.No dia da infelicidade o ímpio é poupado, no dia da cólera ele escapa. 31.Quem reprova diante dele o seu proceder e lhe pede contas de seus atos? 32.Levam-no ao sepulcro, ficarão de vigília em sua câmara funerária. 33.Os torrões do vale são-lhe leves; todos os homens irão em sua companhia e foram inumeráveis seus predecessores. 34.Que significam, pois, essas vãs consolações? Todas as vossas respostas são apenas perfídia”.”

Jó 22

“1.Elifaz de Temã tomou a palavra nestes termos: 2.“Pode o homem ser útil a Deus? O sábio só é útil a si mesmo. 3.De que serve ao Todo-poderoso que sejas justo? Tem ele interesse que teu proceder seja íntegro? 4.É por causa de tua piedade que ele te pune e entra contigo em juízo? 5.Não é enorme a tua malícia e não são inumeráveis as tuas iniquidades? 6.Sem razão penhoraste os teus irmãos e despojaste de suas vestes os miseráveis.* 7.Não davas água ao sedento, recusavas pão ao esfomeado. 8.A terra era do mais forte, e o protegido é que nela se estabelecia. 9.Despedias as viúvas de mãos vazias e quebravas os braços dos órfãos. 10.Eis por que estás cercado de laços e os terrores súbitos te amedrontam. 11.Tua luz tornou-se trevas, já não vês nada e o dilúvio das águas te engole. 12.Não está Deus nas alturas do céu? Vê a abóbada estrelada, como está alta! 13.E dizes: ‘Que sabe Deus? Pode ele julgar através de nuvens escuras? 14.As nuvens formam um véu que o impede de ver ele passeia apenas pela abóbada do céu’. 15.Queres seguir, pois, rotas antigas por onde andaram os homens iníquos? 16.Que foram arrebatados antes do tempo e cujos fundamentos foram arrastados com as águas!* 17.Exclamam a Deus: ‘Retira-te de nós! Que poderia fazer-nos o Todo-poderoso?’. 18.Foi ele, entretanto, que lhes cumulou de bens as casas. Contudo, longe de mim os conselhos dos ímpios! 19.Vendo-os, os justos se alegram e o inocente zomba deles: 20.‘Nossos inimigos estão aniquilados e o fogo devorou-lhes as riquezas!’. 21.Reconcilia-te, pois, com Deus e faze as pazes com ele: é assim que te será de novo dada a felicidade. 22.Aceita a instrução de sua boca e põe suas palavras em teu coração. 23.Se te voltares humildemente para o Todo-poderoso, se afastares a iniquidade de tua tenda, 24.se atirares as barras de ouro ao pó e o ouro de Ofir aos pedregulhos da torrente,* 25.o Todo-poderoso será teu ouro e um monte de prata para ti. 26.Então farás do Todo-poderoso as tuas delícias e levantarás teu rosto a Deus. 27.Tu lhe suplicarás, ele te ouvirá e cumprirás os teus votos. 28.Formarás os teus projetos, que terão feliz êxito e a luz brilhará em tuas veredas. 29.Pois Deus abaixa o altivo e o orgulhoso, mas socorre aquele que abaixa os olhos. 30.Ele salva o inocente, o qual é libertado pela pureza de suas mãos”.”

Jó 23

“1.Então, Jó tomou a palavra nestes termos: 2.“Sim, hoje minha queixa é uma revolta, ainda que sua mão reprima meus suspiros.* 3.Oxalá pudesse eu encontrá-lo e chegar até seu trono! 4.Exporia diante de Deus a minha causa, encheria minha boca de argumentos. 5.Saberia o que ele iria responder-me e veria o que ele teria para me dizer. 6.Oporia ele contra mim com prepotência? Não! Bastaria que lançasse os olhos em mim. 7.Seria então um justo a discutir com ele, e eu iria embora definitivamente absolvido pelo meu juiz. 8.Mas se eu for ao Oriente, lá ele não está; ao Ocidente, não o encontrarei; 9.se o procuro ao Norte, não o vejo; se me volto para o Sul, não o descubro. 10.Contudo, ele conhece o meu caminho; se me põe à prova, dela sairei puro como o ouro. 11.Meus pés seguiram os seus traços, guardei o seu caminho sem me desviar. 12.Não me afastei dos preceitos de seus lábios, guardei no meu íntimo as palavras de sua boca. 13.Ele decidiu alguma coisa, quem o fará voltar atrás? Ele faz o que bem lhe agrada. 14.Realizará seu desígnio a meu respeito e tem muitos projetos iguais a este. 15.Eis por que sua presença me atemoriza. Basta o seu pensamento para me fazer tremer. 16.Foi Deus que me fundiu o coração, o Todo-poderoso me enche de terror. 17.Sucumbo diante das trevas. Elas cobriram-me o rosto.”

Estes capítulos mostram uma grande revolta de Jó. Ele já não aceita mais as palavras de consolo ou questionamento dos amigos. Está inconsolável e deseja morrer e faz algo impensável para todos, ele desafia ao próprio Deus: “3.Oxalá pudesse eu encontrá-lo e chegar até seu trono! 4.Exporia diante de Deus a minha causa, encheria minha boca de argumentos. 5.Saberia o que ele iria responder-me e veria o que ele teria para me dizer. 6.Oporia ele contra mim com prepotência? Não! Bastaria que lançasse os olhos em mim. 7.Seria então um justo a discutir com ele, e eu iria embora definitivamente absolvido pelo meu juiz.” – vale demorar-se mais sobre o capitulo 23 (ultimo estudado neste dia). Quem tem fé e desafia o criador para, digamos assim, tirar as diferenças? Jó faz quase um chamado para a briga e acha que irá ganhar ainda por cima. O nível de dor e provação a que ele está passando é inimaginável para cada um de nós.

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“20,10. Este versículo parece estar colocado fora de seu contexto. 20,26. Um fogo: o raio.”
“22,6. Os miseráveis: literalmente – Aqueles que estavam nus. 22,16. Alusão ao dilúvio. 22,24. Outra tradução: se tens as barras de ouro por pó, o ouro de Ofir por pedregulhos…”
“23,2. Sua mão: a mão de Deus.”

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Círculo Bíblico: Livro de Jó (4/10)

Círculo Bíblico: Livro de Jó

Este é o quarto de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o Livro de Jó A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de Jó (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

jó e seus amigos

Jó 15

“1.Elifaz de Temã tomou a palavra nestes termos: 2.“Porventura, responde um sábio como se falasse ao vento e enche de ar o seu ventre? 3.Defende-se ele com argumentos fúteis e com palavras que não servem para nada? 4.Acabarás destruindo a piedade, reduzes a nada o respeito devido a Deus. 5.É a tua iniquidade que inspira teus discursos e adotas a linguagem dos impostores. 6.É a tua boca que te condena, e não eu; são teus lábios que dão testemunho contra ti mesmo. 7.Acaso, és o primeiro homem que nasceu, e foste tu gerado antes das colinas? 8.Assististe, porventura, ao conselho de Deus e monopolizaste a sabedoria? 9.Que sabes tu, que nós ignoremos? Que aprendeste, que não nos seja familiar? 10.Há entre nós também anciãos e encanecidos, muito mais avançados em dias do que teu pai. 11.Fazes pouco caso das consolações divinas e das doces palavras que te são dirigidas? 12.Por que te deixas levar pelo impulso de teu coração, e o que significam esses maus-olhares? 13.É contra Deus que ousas encolerizar-te e que tua boca profere tais discursos? 14.Que é o homem para que seja puro? Pode ser justo o que nasce de mulher? 15.Nem mesmo em seus santos Deus confia, nem os céus são puros a seus olhos!* 16.Quanto menos um ser abominável e corrompido, um homem que bebe a iniquidade como água! 17.Ouve-me! Vou instruir-te. Eu te contarei o que vi, 18.aquilo que os sábios ensinam, aquilo que seus pais não lhes ocultaram. 19.A eles somente foi dada terra, e no meio dos quais não tinha penetrado estrangeiro algum. 20.Em todos os dias de sua vida o mau é atormentado, os anos do opressor são em número restrito. 21.Ruídos terrificantes ressoam-lhe aos ouvidos, no seio da paz, lhe sobrevém o destruidor. 22.Ele não espera escapar das trevas, está destinado à espada. 23.Anda vagando à procura de pão, mas onde? Ele sabe que o dia das trevas está a seu lado. 24.A tribulação e a angústia vêm sobre ele como um rei que vai para o combate. 25.Pois estendeu a mão contra Deus e desafiou o Todo-poderoso. 26.Investiu contra ele com a cabeça levantada, por trás da grossura de seus escudos. 27.Cobriu de gordura o seu rosto e deixou a gordura ajuntar-se sobre seus rins. 28.Habitou em cidades desoladas, em casas que foram abandonadas, destinadas a se tornarem em ruínas. 29.Mas não se enriquecerá, nem os seus bens resistirão, não mais estenderá sua sombra sobre a terra. 30.Não escapará das trevas; o fogo queimará seus ramos e sua flor será levada pelo vento. 31.E não se fie na mentira: ficará prisioneiro dela, pois a mentira será a sua recompensa. 32.Suas ramagens secarão antes da hora, seus ramos não tornarão a ficar verdes. 33.Como a vinha, sacudirá seus frutos verdes, e, como a oliveira, deixará cair a flor. 34.Pois a raça dos ímpios é estéril, e um fogo devorará as tendas dos corruptos. 35.Quem concebe o mal gera a infelicidade: é o engano que amadurece em seu seio”.”

Jó 16

“1.Jó respondeu então nestes termos: 2.“Já ouvi muitas vezes discursos semelhantes, sois todos uns consoladores importunos. 3.Quando terão fim essas palavras atiradas ao vento? O que é que te move para responder assim? 4.Eu também poderia falar como vós, se estivésseis no meu lugar. Arranjaria discursos a vosso respeito e sacudiria a cabeça contra vós. 5.Eu vos encorajaria verbalmente e moveria os meus lábios sem nenhuma avareza. 6.Se falo, nem por isso se aplaca a minha dor; se calo, estará ela afastada de mim? 7.Mas Deus me extenuou, estou aniquilado. Toda a sua tropa me pegou.* 8.Minha magreza tornou-se testemunho contra mim, ela depõe contra mim. 9.Sua cólera me fere e me persegue. Ele range os dentes contra mim. Meus inimigos aguçam os olhos sobre mim. 10.Abrem a boca para me devorar. Batem-me na face para me ultrajar, rebelando-se todos contra mim. 11.Deus me entrega aos perversos, joga-me nas mãos dos malvados. 12.Eu estava em paz. Ele, de repente, me esmagou. Segurou-me pela nuca e me pôs em pedaços. Tomou-me como seu alvo. 13.Suas setas voam em volta de mim. Ele rasga os meus rins sem piedade, espalhando o meu fel por terra. 14.Abre em mim brecha sobre brecha, ataca-me como um guerreiro. 15.Cosi um saco sobre minha pele e rolei minha fronte no pó. 16.Meu rosto está vermelho de tanto chorar e a sombra da morte estende-se sobre minhas pálpebras. 17.Entretanto, não há violência em minhas mãos e minha oração é pura! 18.Ó terra, não cubras o meu sangue e que seu grito não seja sufocado pela tumba.* 19.Tenho desde já uma testemunha no céu, um defensor nas alturas. 20.Minha oração subiu até Deus e meus olhos choram diante dele.* 21.Que ele mesmo julgue entre o homem e Deus, entre o homem e seu semelhante! 22.Pois meus anos contados se esgotam e eu entro numa vereda por onde não passarei de novo.”

Jó 17

“1.Meu espírito vai-se consumindo, os meus dias se apagam, só me resta o sepulcro! 2.Estou de fato cercado de zombadores e meus olhos velam por causa de seus ultrajes.* 3.Sê tu mesmo a minha caução, junto a ti, pois quem ousará bater em minha mão?* 4.Pois fechaste o seu coração à inteligência; por isso, não os deixarás triunfar. 5.Há quem convide seus amigos à partilha, enquanto desfalecem os olhos de seus filhos. 6.Ele me reduziu a zombaria do povo, como aquele em cujo rosto se cospe. 7.Meus olhos se escurecem de tristeza e todo o meu corpo não é mais que uma sombra. 8.As pessoas retas estão espantadas e o inocente se irrita contra o ímpio. 9.O justo, entretanto, persiste no seu caminho, e o homem de mãos puras redobra de coragem. 10.Mas vós todos voltai e vinde; pois não acharei entre vós nenhum sábio. 11.Meus dias se esgotam, meus projetos estão aniquilados, frustraram-se os projetos do meu coração. 12.Fazem da noite, dia. A luz da manhã é para mim como trevas. 13.Deverei esperar? A região dos mortos é a minha morada! Preparo meu leito no local tenebroso. 14.Disse ao sepulcro: ‘Tu és meu pai’, e aos vermes: ‘Vós sois minha mãe e minha irmã!’. 15.Onde está, pois, minha esperança? E a minha felicidade, quem a entrevê? 16.Descerão elas comigo à região dos mortos? Afundaremos juntos no pó?”.”

Jó 18

“1.Bildad de Suás disse então nestes termos: 2.“Quando acabarás de falar a esmo? Terás a sabedoria de nos dizer depois! 3.Por que nos consideras como animais, e por que passamos por estúpidos a teus olhos? 4.Tu, que te rasgas em teu furor, por tua causa a terra ficará abandonada e o rochedo mudará de lugar? 5.Sim, a luz do ímpio se apagará e a chama de seu fogo cessará de alumiar. 6.A luz obscurece na sua tenda e sua lâmpada sobre ele se apagará. 7.Seus passos, antes firmes, serão encurtados, e seus próprios desígnios os farão tropeçar. 8.Seus pés se prendem numa rede, e ele anda sobre malhas. 9.A armadilha agarra seu calcanhar e o alçapão o aperta. 10.Uma corda se esconde na terra para pegá-lo, e uma armadilha, ao longo da vereda. 11.De todas as partes temores o amedrontam e o perseguem passo a passo. 12.A calamidade vem faminta sobre ele e a infelicidade está alerta ao seu lado. 13.A pele de seu corpo é devorada, o filho mais velho da morte devora-lhe os membros.* 14.É arrancado da tenda, onde se sentia seguro, levam-no ao rei dos terrores.* 15.Podes estabelecer-te em sua tenda, que não mais existe; o enxofre é espalhado em seu domínio. 16.Por baixo suas raízes secam, e por cima seus ramos definham. 17.Sua memória apaga-se da terra, nada mais lembra o seu nome na região. 18.É arrojado da luz para as trevas e é desterrado do mundo. 19.Não tem descendente nem posteridade em sua tribo, nem sobrevivente algum em sua morada. 20.O Ocidente está estupefato com sua sorte e o Oriente treme diante dela. 21.Eis o que acontece com as tendas dos ímpios, os lugares habitados pelo homem que não conhece a Deus”.”

Jó 19

“1.Jó respondeu, então, nestes termos: 2.“Até quando afligireis a minha alma e me atormentareis com vossos discursos? 3.Eis que já por dez vezes me ultrajastes. Não vos envergonhais de me insultar? 4.Mesmo que eu tivesse verdadeiramente pecado, minha culpa só diria respeito a mim mesmo. 5.Se vos quiserdes levantar contra mim, convencendo-me de ignomínia, 6.sabei que foi Deus quem me afligiu e me cercou com sua rede. 7.Se clamo: ‘Violência!’, ninguém me responde; levanto minha voz, e não há quem me faça justiça. 8.Ele fechou meu caminho para que eu não possa passar. E espalhou trevas pelas minhas veredas. 9.Despojou-me da minha glória, tirou-me a coroa da cabeça. 10.Demoliu-me por inteiro e pereço. Ele desenraizou minha esperança como uma árvore. 11.Acendeu a sua cólera contra mim, tratando-me como um inimigo. 12.Suas milícias se concentraram, construíram aterros para me assaltarem e acamparam em volta de minha tenda. 13.Meus irmãos foram para longe de mim, e meus amigos de mim se afastaram. 14.Meus parentes e meus íntimos desapareceram, os hóspedes de minha casa esqueceram-se de mim. 15.Minhas servas olham-me como um estranho, sou um desconhecido para elas. 16.Chamo meu escravo e ele não responde, apesar de suplicá-lo com minha própria boca! 17.Minha mulher tem horror de meu hálito, sou repugnante aos meus próprios filhos. 18.Até as crianças caçoam de mim. Quando me levanto, troçam de mim. 19.Meus íntimos me abominam e até aqueles que eu amava voltam-se contra mim. 20.Meus ossos estão colados à minha pele e à minha carne. E fujo com a pele de meus dentes.* 21.Compadecei-vos de mim, compadecei-vos de mim, ao menos vós, que sois meus amigos, pois a mão de Deus me feriu. 22.Por que me perseguis como Deus e vos mostrais insaciáveis de minha carne? 23.Quem dera se minhas palavras pudessem ser escritas! Quem dera fossem elas consignadas num livro, 24.gravadas por estilete de ferro em chumbo, esculpidas para sempre numa rocha! 25.Eu sei que meu vingador está vivo e que aparecerá, finalmente, sobre a terra. 26.Por detrás de minha pele, que envolverá isso, na minha própria carne, verei Deus.* 27.Eu mesmo o contemplarei, meus olhos o verão, e não os olhos de outro. Meus rins se consomem dentro de mim. 28.Pois, se dizes: ‘Por que o perseguimos e como encontraremos nele uma razão para condená-lo?’. 29.Temei o gume da espada, pois a cólera de Deus persegue os maus e sabereis que há uma justiça!”.”

Chegamos num ponto onde Jó reclama dos amigos que tentam em vão consolá-lo. Parece que Jó não percebe que estes amigos são enviados por Deus para estarem com ele neste momento de angústia e provação. Se fizermos uma reflexão mais cuidadosa notamos que apesar de Deus ter dito a Satanás que este poderia flagelar seu servo Jó sem matá-lo e que Ele (Deus) não iria fazer nada acreditando na fé do seu servo, o próprio Deus se encarrega de enviar servos seus (amigos de Jó) para não o abandonarem. Lembre-se que as conversas de Deus com Satanás ocorrerem no começo do livro de Jó, e é ainda estranho pensarmos que no “acordo” com satanás, Deus tenha usado de um subterfúgio para colocar três emissários seus (amigos íntimos de Jó) para não deixá-lo desanimar, apesar dele já estar desanimado, no fim do capitulo 19 (último estudado hoje), Jó fala em acreditar na justiça de Deus.

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“16,7. Mas Deus: o texto dos versículos 7 e 8 está corrompido e a tradução é incerta. 16,18. O grito do sangue pedindo vingança: ver Gn 4,10; Mt 23,35; Hb 12,24. Outra tradução: meu grito se eleve sem obstáculo. 16,20. Minha oração: outra tradução – Meus amigos zombam de mim.”
“17,2. Meus olhos: texto incerto. 17,3. Bater em minha mão: em sinal de penhor.”
“18,13. O filho mais velho da morte: a mais terrível das doenças. 18,14. Rei dos terrores: o soberano do inferno (o deus Nergal dos babilônios).”
“19,20. Com a pele: expressão proverbial de sentido incerto. 19,26. Por detrás de minha pele: tradução literal de um texto bem difícil. As antigas versões grega, siríaca e latina traduziram esse texto vendo nele uma alusão à ressurreição. O sentido geral da passagem 25-27 é o seguinte: Jó espera do céu um vingador na pessoa de Deus, que terá a última palavra na sua questão. Jó o verá com os próprios olhos e sofre de impaciência à espera dessa intervenção.”

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Círculo Bíblico: Livro de Jó (3/10)

Círculo Bíblico: Livro de Jó

Este é o terceiro de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o Livro de Jó A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de Jó (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

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Jó 10

“1.A minha alma está desgostosa da vida. Dou livre curso ao meu lamento; falarei na amargura de meu coração. 2.Em lugar de me condenar, direi a Deus: ‘Mostra-me por que razão me tratas assim. 3.Encontras prazer em me oprimir, em renegar a obra de tuas mãos, em favorecer os planos dos maus? 4.Terás porventura olhos de carne, ou vês as coisas como as veem os seres humanos?* 5.Serão os teus dias como os de um mortal e teus anos como os de um humano, 6.para que procures a minha culpa e persigas o meu pecado? 7.No entanto, sabes que não sou culpado e que ninguém me pode livrar de tuas mãos. 8.As tuas mãos formaram-me e fizeram-me; mudando de ideia, queres me destruir! 9.Lembra-te de que me formaste como o barro, e agora queres devolver-me ao pó? 10.Não me derramaste como leite e me coalhaste como um queijo?* 11.De pele e carne me vestiste, de ossos e nervos me teceste. 12.Concedeste-me vida e misericórdia e tua providência conservou o meu espírito. 13.Contudo, eis o que escondias em teu coração, vejo bem o que meditavas. 14.Se peco, me observas, não perdoarás o meu pecado. 15.Se eu for culpado, ai de mim! Se for inocente, não ousarei levantar a cabeça, farto de vergonha e consciente de minha miséria. 16.Esgotado, me caças como um leão. Não cessas de desfraldar contra mim teu estranho poder. 17.Renovas contra mim teus assaltos, teu furor cresce contra mim e vigorosas tropas vêm-me cercar. 18.Por que me tiraste do ventre materno? Tivesse morrido, nenhum olho me teria visto. 19.Teria sido como se nunca tivesse existido, do ventre me teriam levado ao túmulo’. 20.Não são bem curtos os dias de minha vida? Que ele me deixe respirar um instante, 21.antes que eu parta, para não mais voltar, ao tenebroso país das sombras da morte, 22.opaca e sombria região, reino de sombra e de caos, onde a noite faz as vezes de claridade”.”

Jó 11

“1.Então, Sofar de Naamat tomou a palavra nestes termos: 2.“Ficará sem resposta o que fala muito? Terá razão o grande falador? 3.Tua loquacidade fará calar os demais? Zombarás sem que ninguém te repreenda? 4.Dizes: ‘Minha opinião é a verdadeira, sou puro aos teus olhos’. 5.Oxalá Deus pudesse falar e abrir seus lábios para te responder. 6.Se te revelasse os mistérios da sabedoria, que são ambíguos para o espírito, saberias então que Deus esquece uma parte de tua iniquidade.* 7.Pretendes sondar as profundezas divinas, atingir a perfeição do Todo-poderoso? 8.Ela é mais alta do que o céu! Que podes tu fazer? É mais profunda que os infernos! Que podes tu saber? 9.É mais longa que a terra, mais larga que o mar. 10.Se ele surge para aprisionar, se apela à justiça, quem o impedirá? 11.Pois ele conhece os malfeitores, descobre a iniquidade, presta atenção. 12.Diante disso, uma pessoa insensata pode criar juízo, e um asno tornar-se criatura humana.* 13.Se voltares teu coração para Deus, e para ele estenderes os braços; 14.se afastares de tuas mãos o mal e não abrigares a iniquidade debaixo de tua tenda, 15.então poderás erguer a fronte sem mancha; serás estável, sem mais nenhum temor. 16.Esquecerás daí por diante as tuas penas, como águas que passaram, serão apenas uma lembrança. 17.O futuro te será mais brilhante do que o meio-dia, as trevas se transformarão em aurora. 18.Terás confiança e ficarás cheio de esperança. Olhando em volta de ti, dormirás tranquilo. 19.Repousarás sem que ninguém te inquiete e muitos acariciarão o teu rosto. 20.Porém, os olhos dos maus serão consumidos, para eles, nenhum refúgio, e não terão outra esperança senão em seu último suspiro”.”

Jó 12

“1.Jó tomou a palavra nestes termos: 2.“Sois mesmo gente muito hábil, e convosco morrerá a sabedoria! 3.Tenho também o espírito como o vosso, e não vos sou inferior! Quem, pois, ignoraria o que sabeis? 4.Os amigos escarnecem daquele que invoca a Deus, para que ele lhe responda. Sim, zombam do justo e do inocente. 5.‘Vergonha para a infelicidade!’ – assim pensam os felizes. Só há desprezo para aquele cujo pé fraqueja. 6.As tendas dos bandidos gozam de paz, e segurança para aqueles que provocam a Deus, que não têm outro Deus senão o próprio braço. 7.Pergunta, pois, aos animais da terra, eles te ensinarão; e às aves do céu, e elas te instruirão. 8.Fala aos répteis da terra, e eles te responderão, e aos peixes do mar, e eles te contarão. 9.Entre todos esses seres, quem não sabe que foi a mão de Deus que fez tudo isso?’* 10.Ele que tem em mãos a alma de tudo o que vive e o sopro de vida de todo o gênero humano. 11.Não discerne o ouvido as palavras, como o paladar discerne o sabor da comida? 12.A sabedoria pertence aos cabelos brancos, e à longa vida confere a inteligência. 13.Em Deus residem a sabedoria e o poder. Ele possui o conselho e a inteligência. 14.O que ele destrói não será reconstruído, se aprisionar um homem, ninguém há que o solte. 15.Quando faz as águas pararem, há seca; se as soltar, submergirão a terra. 16.Nele há força e prudência; ele conhece o que engana e o enganado. 17.Faz os árbitros andarem descalços e torna os juízes estúpidos. 18.Ele desata a cinta dos reis e cinge-lhes os rins com uma corda. 19.Ele faz os sacerdotes andar descalços e abate os poderosos. 20.Ele tira a palavra aos mais seguros de si mesmos e retira a sabedoria dos anciãos. 21.Ele derrama desprezo sobre os nobres e afrouxa a cinta dos fortes. 22.Ele põe a claro os segredos das trevas e traz à luz a sombra da morte. 23.Ele torna grandes as nações e as destrói, multiplica os povos e depois os suprime. 24.Ele tira a razão dos chefes da terra, e os deixa perdidos no deserto sem pista. 25.Andam às apalpadelas nas trevas, privados da luz, tropeçando como um ébrio.”

Jó 13

“1.Meus olhos viram todas essas coisas, meus ouvidos as ouviram e as guardaram. 2.Aquilo que sabeis, eu também o sei, pois não vos sou inferior em nada. 3.Mas é com o Todo-poderoso que eu desejaria falar, com Deus é que eu desejaria discutir. 4.Pois vós não sois mais que impostores, não sois senão curandeiros que não prestam para nada. 5.Se pudésseis guardar silêncio, seríeis considerados sábios. 6.Escutai, pois, a minha defesa, atendei aos quesitos que vou anunciar. 7.Para defender a Deus, ireis dizer mentiras. Será preciso enganardes em seu favor? 8.Tereis, para com ele, juízos preconcebidos e vos ostenteis em ser seus advogados? 9.Não seria bom que ele vos examinasse? Iríeis enganá-lo como se engana uma pessoa qualquer? 10.Ele não deixará de vos castigar, se tomardes seu partido ocultamente. 11.Sua majestade não vos atemorizará? Seus terrores não vos esmagarão? 12.Vossos argumentos são como provérbios de cinza, vossas defesas são obras de barro. 13.Calai-vos! Deixai-me! Quero falar: aconteça depois o que acontecer! 14.Lacero a minha carne com os meus dentes, ponho minha vida em minha mão.* 15.Se ele me mata, nada mais tenho a esperar; assim mesmo, defenderei minha causa diante dele. 16.Isso já será a minha salvação, que o ímpio não seja admitido em sua presença. 17.Escutai bem meu discurso, dai ouvido às minhas explicações! 18.Estou pronto para defender minha causa e sei que sou eu quem tem razão. 19.Se alguém quiser demandar contra mim, no mesmo instante desejarei calar e morrer! 20.Poupai-me apenas duas coisas, ó Deus, e não me esconderei de tua face:* 21.afasta de mim a tua mão, e põe um termo ao medo de teus terrores. 22.Chama por mim e eu te responderei; ou, então, falarei eu, e tu terás a réplica. 23.Quantas faltas e pecados cometi eu? Dá-me a conhecer minhas faltas e minhas ofensas! 24.Por que escondes de mim a tua face e por que me consideras como um inimigo? 25.Queres, então, assustar uma folha carregada pelo vento, ou perseguir uma palha seca? 26.Pois queres ditar contra mim sentenças amargas, e queres que me sejam imputadas as faltas de minha mocidade. 27.Queres prender os meus pés no cepo, espiar todos os meus passos e contar os rastos de meus pés. 28.(E ele se gasta como um pau bichado, como um tecido devorado pela traça).*”

Jó 14

“1.O homem nascido de mulher vive pouco tempo e é cheio de misérias. 2.É como a flor que germina e logo fenece, uma sombra que foge sem parar. 3.E é sobre ele que abres os olhos, e o chamas a juízo contigo! 4.Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém! 5.Se seus dias estão contados, se em teu poder está o número dos seus meses, e fixado um limite que ele não ultrapassará, 6.afasta dele os teus olhos e deixa-o, até que acabe o seu dia como o operário. 7.Para a árvore há esperança: cortada, pode reverdecer e os seus ramos brotam. 8.Quando sua raiz tiver envelhecido na terra e seu tronco estiver morto no solo, 9.ao contato com a água, reverdece e distenderá ramos como uma planta nova. 10.Mas quando o homem morre, fica inerte; o mortal expira, e o que é feito dele? 11.As águas podem faltar nos lagos, o rio pode secar e sumir, 12.assim o homem se deita para não mais levantar. Durante toda a duração do céu, ele não despertará, jamais sairá de seu sono. 13.Quem me dera que me escondesses na região dos mortos, ao abrigo, até que tua cólera tivesse passado, e me fixasses um limite em que te lembrasses de mim! 14.O homem, uma vez morto, porventura tornará a viver? Todo o tempo de meu combate eu esperaria, até que me vies sem substituir. 15.Tu me chamarias e eu te responderia; estenderias a tua destra para a obra de tuas mãos. 16.Mas agora contas os meus passos e observas todos os meus pecados. 17.Tu selaste como numa bolsa os meus crimes, puseste um sinal sobre minhas iniquidades.* 18.Mas a montanha desmorona e cai, e o rochedo muda de lugar; 19.as águas escavam as pedras, o aluvião leva a terra móvel: assim aniquilas a esperança do homem. 20.Tu o pões por terra, e ele se vai embora para sempre; tu o desfiguras e o expulsas. 21.Estejam os seus filhos honrados, e ele não o sabe; sejam eles humilhados, mas ele não faz caso. 22.É somente por ele que sua carne sofre, e sua alma só se lamenta por ele”.”

Os relatos de Jó sempre trazem muito de suas angústias, porém no capitulo 12 parecia que ele estava mudando de opinião e começando aceitar o que o próprio Deus lhe enviou como provação. Logo após o discurso do seu terceiro amigo Sofar de Naamat que o incita a clamar sempre a Deus. É muito difícil refletir estas passagens de Jó pelo fato do protagonista estar num momento de intenso sofrimento e fraqueja diante disso. antes porém era exemplo nos melhores momentos de sua vida. A opinião de cada um dentro do círculo bíblico é muito importante, pois a cada dia um pouco do ensinamento fica.

cesar-nome

 

“10,4. Terás olhos: terás a vista curta e a vida breve, para seres, como os homens, sem justiça, nem paciência? 10,10. Coalhaste como queijo: opinião antiga sobre a formação do embrião.”
“11,6. Deus esquece uma parte: outra tradução – Deus te pede conta. 11,12. Diante disso: o texto é incerto. Sentido: o proceder de Deus é suficientemente claro para que um espírito obtuso possa compreendê-lo.”
“12,9. Tudo isso: os fatos desconcertantes descritos nos v. 4s.”
“13,14. Esses dois provérbios têm o mesmo sentido: expor a vida. 13,20. A partir deste momento, Jó dirige-se a Deus. 13,28. A colocação normal deste versículo é depois do 14,3.”

Bíblia Católica Online

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Círculo Bíblico: Livro de Jó (2/10)

Círculo Bíblico: Livro de Jó

Este é o segundo de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o Livro de Jó A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de Jó (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

JÓ E SEUS AMIGOS

Jó 5

“1.Chama para ver se te respondem! A qual dos santos te dirigirás?* 2.O desgosto mata o insensato e a inveja leva o tolo à morte. 3.Vi o insensato criar raízes, e de repente sua morada apodreceu. 4.Seus filhos são privados de qualquer socorro, são pisados à porta, ninguém os defende. 5.O faminto come sua colheita e a leva embora, por detrás da cerca de espinhos, e os sequiosos engolem seus bens. 6.Pois o mal não sai do pó, nem o sofrimento brota da terra. 7.É o homem que causa o sofrimento, como as faíscas voam para o alto.* 8.Por isso, eu rogarei a Deus, apresentarei minha súplica ao Senhor. 9.Ele faz coisas grandes e insondáveis, maravilhas incalculáveis. 10.Espalha a chuva sobre a terra e derrama água sobre os campos; 11.exalta os humildes e dá nova alegria aos que estão de luto; 12.frustra os projetos dos maus, cujas mãos não podem executar os planos. 13.Apanha os sábios em suas próprias manhas, e os projetos dos astutos se tornam prematuros.* 14.Em pleno dia encontram as trevas, e andam às apalpadelas ao meio-dia como se fosse noite. 15.Salva o fraco da espada da língua deles, e o pobre da mão do poderoso. 16.Volta a esperança ao infeliz, e é fechada a boca da iniquidade. 17.Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige! Não desprezes a lição do Todo-poderoso. 18.Pois ele fere e cuida; se golpeia, sua mão cura. 19.Seis vezes te salvará da angústia, e, na sétima, o mal não te atingirá. 20.No tempo de fome, te preservará da morte, e, no combate, do poder da espada. 21.Estarás a coberto dos açoites da língua e não terás medo quando vires a ruína.* 22.Rirás das calamidades e da fome, não temerás as feras selvagens. 23.Farás um pacto com as pedras do campo, e os animais selvagens viverão em paz contigo. 24.Dentro de tua tenda conhecerás a paz; visitarás tuas terras, onde nada faltará. 25.Verás tua posteridade multiplicar-se e teus descendentes crescerem como a erva da terra. 26.Entrarás maduro no sepulcro, como um feixe de trigo que se recolhe a seu tempo. 27.Eis o que observamos. Assim é! Escuta e tira proveito!”

Jó 6

“1.Jó tomou a palavra nestes termos: 2.“Ah! Se pudessem pesar minha aflição e pôr na balança com ela meu infortúnio! 3.Ela seria mais pesada que a areia do mar: eis por que minhas palavras são desvairadas. 4.As setas do Todo-poderoso estão cravadas em mim e meu espírito bebe o veneno delas. Os terrores de Deus me assediam. 5.Porventura zurra o asno montês, quando tem erva? Muge o boi junto de sua forragem? 6.Come-se uma coisa insípida sem pôr sal? Pode alguém saborear aquilo que não tem gosto algum? 7.Minha alma recusa-se a tocar nisso, meu coração está desgostoso. 8.Quem me dera que meu voto se cumpra, e que Deus realize o que eu espero! 9.Que Deus consinta em esmagar-me, que deixe suas mãos cortarem meus dias! 10.Teria pelo menos um consolo, e eu exultaria em seu impiedoso tormento, por não ter renegado as palavras do Santo. 11.Qual é a minha força para esperar? Qual é meu fim, para me portar com paciência? 12.Será que tenho a força das pedras, ou será de bronze minha carne? 13.Não encontro socorro algum, qualquer esperança de salvação me foi tirada. 14.Recusar a piedade a um amigo é abandonar o temor do Todo-poderoso.* 15.Meus irmãos são traiçoeiros como a torrente, como as águas das torrentes que somem. 16.Rolam agitadas pelo gelo, empoçam-se com a neve derretida. 17.No tempo da seca, elas se esgotam, ao vir o calor, seu leito seca. 18.As caravanas se desviam de sua rota, penetram no deserto e perecem.* 19.As caravanas de Temã espreitavam e os comboios de Sabá contavam com elas. 20.Ficaram transtornados nas suas suposições; chegando ao lugar, ficaram confusos. 21.É assim que falhais em cumprir o que de vós se esperava nesta hora; a vista de meu infortúnio vos aterroriza. 22.Porventura, disse-vos eu: ‘Dai-me qualquer coisa de vossos bens, dai-me presentes, 23.livrai-me da mão do inimigo e tirai-me do poder dos violentos?’. 24.Ensinai-me, e me calarei, mostrai-me em que falhei! 25.Como são eficazes os discursos sensatos! Mas em que podereis surpreender-me? 26.Pretendeis censurar palavras? Palavras desesperadas, leva-as o vento. 27.Seríeis capazes de leiloar até mesmo um órfão e traficar até mesmo um amigo. 28.Vamos, peço-vos, olhai para mim face a face e não mentirei. 29.Voltai atrás e não sejais injustos; vinde: estou inocente nessa questão. 30.Haverá iniquidade em minha língua? Meu paladar não sabe discernir o mal?”

Jó 7

“1.Não é, acaso, uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como os de um mercenário? 2.Como um escravo que suspira pela sombra, e um assalariado que aguarda o pagamento, 3.assim também tive por sorte meses de sofrimento e noites de dor me couberam por partilha. 4.Apenas me deito, digo: ‘Quando chegará o dia?’. Logo que me levanto: ‘Quando chegará a noite?’. E até a noite me farto de angústias. 5.Minha carne se cobre de podridão e de imundície, minha pele racha e supura. 6.Meus dias passam mais depressa do que a lançadeira, e se desvanecem sem deixar esperança. 7.Lembra-te de que minha vida nada mais é do que um sopro, de que meus olhos não mais verão a felicidade;* 8.o olho que me via não mais me verá, o teu me procurará, e já não existirei. 9.A nuvem se dissipa e passa, assim quem desce à região dos mortos não subirá de novo. 10.Não voltará mais à sua casa, sua morada não mais o reconhecerá. 11.E por isso não reprimirei minha língua; falarei na angústia do meu espírito, farei queixa na tristeza de minha alma. 12.Porventura, sou eu o mar, ou algum monstro marinho, para me teres posto um guarda contra mim? 13.Se eu disser: ‘Meu leito me consolará e minha cama me aliviará’, 14.então me aterrarás com sonhos, e me assustarás com visões. 15.Preferiria ser estrangulado; antes a morte do que meus tormentos! 16.Sucumbo, deixo de viver para sempre! Deixa-me em paz, pois meus dias são apenas um sopro! 17.O que é o homem para fazeres tanto caso dele, para te dignares ocupar-te dele,* 18.para visitá-lo todas as manhãs e prová-lo a cada instante? 19.Quando cessarás de olhar para mim, sem dar-me tempo de engolir minha saliva? 20.Se pequei, que mal te fiz, ó guarda dos homens? Por que me tomaste por alvo e me tornei pesado para ti? 21.Por que não toleras meu pecado e não apagas minha culpa? Eis que vou logo me deitar por terra; tu me procurarás, já não existirei”.”

Jó 8

“1.Bildad de Suás tomou a palavra e disse: 2.Até quando dirás semelhantes coisas, e tuas palavras serão como um furacão? 3.Porventura Deus fará curvar o que é reto? E o Todo-poderoso subverterá a justiça? 4.Se teus filhos o ofenderam, ele os entregou às consequências de suas culpas.* 5.Se recorreres a Deus, e implorares ao Todo-poderoso, 6.se fores puro e reto, ele atenderá a tua oração e restaurará a morada de tua justiça. 7.Teu começo parecerá pouca coisa diante da grandeza do que se seguirá.* 8.Interroga, pois, as gerações passadas e examina com cuidado a experiência dos antepassados. 9.Porque somos de ontem e nada sabemos, e nossos dias sobre a terra passam como a sombra. 10.Elas podem instruir-te, falar-te e de seu coração tirar estas palavras: 11.“Pode o papiro crescer fora do brejo ou o junco germinar sem água? 12.Verde ainda, e sem ser colhido, ele seca antes de todas as ervas. 13.Assim acabam todos os que esquecem de Deus, pois a esperança do ímpio perecerá. 14.A sua confiança será quebrada e a sua segurança é teia de aranha. 15.Ele se apoia sobre uma casa que não se sustenta, atém-se a uma morada que não se mantém de pé. 16.Cheio de vigor, ao sol, faz brotar seus ramos em seu jardim. 17.Suas raízes se entrelaçam num montão de pedras e penetram entre as rochas. 18.Mas se é arrancado de seu lugar, este o renega e diz: ‘Não te conheço!’. 19.Eis onde termina seu destino, e outros germinarão do solo”. 20.De fato, Deus não rejeita o homem íntegro, nem dá a mão aos malvados.* 21.Ele porá de novo o riso em tua boca e em teus lábios, gritos de alegria. 22.Teus inimigos serão cobertos de vergonha e a tenda dos maus desaparecerá.”

Jó 9

“1.Jó tomou a palavra nestes termos: 2.“Sim, bem sei que é assim. Como poderia o homem ter razão diante de Deus? 3.Se quisesse disputar com ele, não lhe responderia uma vez entre mil. 4.Deus é sábio de coração e poderoso em força; quem pode afrontá-lo impunemente? 5.Ele transporta os montes, sem que o percebam; ele os desmorona em sua cólera. 6.Sacode a terra em sua base e suas colunas são abaladas. 7.Dá ordem ao sol que não se levante e põe um selo nas estrelas.* 8.Ele sozinho formou a extensão do céu e caminha sobre as alturas do mar.* 9.Ele criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações austrais. 10.Fez maravilhas insondáveis e prodígios incalculáveis. 11.Ele passa despercebido perto de mim, toca levemente em mim, e não o percebo. 12.Quem poderá impedi-lo de arrebatar uma presa? Quem lhe dirá: ‘Que é que fazes?’. 13.Deus não retém o seu furor; diante dele jazem prosternados os auxiliares de Raab.* 14.Quem sou eu para replicar-lhe, para escolher argumentos contra ele? 15.Ainda que eu tivesse razão não poderia responder. Pediria clemência ao meu juiz. 16.Se eu o chamasse e ele não me respondesse, não acreditaria que tivesse ouvido a minha voz. 17.Ele, que me desfaz como um redemoinho, e multiplica minhas feridas sem manifestar o motivo, 18.não me deixa tomar fôlego, de tanto me fartar de amarguras. 19.Se se busca a fortaleza, é ele o forte! Se se busca o direito, quem o citará? 20.Se eu pretendesse ser justo, minha boca me condenaria; se fosse inocente, ela me declararia perverso. 21.Sou íntegro? Sim, eu o sou. Pouco me importa a vida. Aliás, desprezo a minha vida. 22.Para mim tudo é a mesma coisa. É por isso que eu disse que ele faz perecer o íntegro como o ímpio. 23.Se, de repente, um flagelo causa a morte, ele se ri do desespero dos inocentes. 24.A terra está entregue nas mãos do ímpio, e ele cobre com um véu os olhos de seus juízes… Se não é ele, quem será? 25.Os dias de minha vida são mais rápidos do que um corcel, fogem sem ter visto a felicidade. 26.Passam como os barcos de junco, como a águia que se precipita sobre a presa. 27.Se decido esquecer minha queixa, abandonar meu ar triste e voltar a ser alegre, 28.temo por todos os meus tormentos, sabendo que não me absolverás! 29.Tenho certeza de ser condenado! O que me adianta cansar-me em vão? 30.Por mais que me lavasse com águas de neve, que limpasse minhas mãos na lixívia, 31.tu me atirarias na imundície e as minhas próprias vestes teriam nojo de mim. 32.Ele não é um humano como eu a quem possa responder, com quem eu possa comparecer na justiça. 33.Pois que não há entre nós um árbitro que ponha sua mão sobre nós dois. 34.Que Deus retire seu chicote de cima de mim, para pôr um termo a seus medonhos terrores. 35.Então lhe falarei sem medo; pois, estou só comigo mesmo.*”

O círculo é feito para se fazer interrupções enquanto se lê as passagens bíblicas. Da para se refletir sobre as angústias que Jó estava passando, todas as dores. Até aqui não vemos a paciência tão atribuída a Jó. O outro de seus amigos, Bildad de Suás também toma a palavra e reflete com todos sobre os acontecimentos. Um dos pontos altos do discurso de Bildad é quando ele fala: “Se recorreres a Deus, e implorares ao Todo-poderoso, 6.se fores puro e reto, ele atenderá a tua oração e restaurará a morada de tua justiça. 7.Teu começo parecerá pouca coisa diante da grandeza do que se seguirá.” 

cesar nome

“5,1. Santos: os anjos. Expressão originada da comparação expressa em 15,15 e 4,18. 5,7. Faíscas: literalmente – filhos da chama. 5,13. A primeira parte do versículo é citada em 1Cor 3,19. 5,21. Açoites da língua: maledicências, calúnias.”
“6,14. Texto incerto. 6,18. As caravanas se desviam: atrás de miragens.”
“7,7. Lembra-te: Jó dirige-se a Deus. 7,17. O que é o homem: citação dos Salmos 8,5 e 144,3.”
“8,4. Às consequências: literalmente – às mãos. 8,7. Teu começo: a prosperidade passada. 8,20. Nem dá a mão: para ajudá-lo.”
“9,7. Põe um selo nas estrelas: refere-se a eclipses ou períodos de invisibilidade dos planetas. 9,8. As alturas: as águas que estão acima do firmamento. Ver Gn 1,7. 9,13. Auxiliares de Raab: monstros que personificam o caos. 9,35. Pois, estou só: texto ininteligível.”

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Círculo Bíblico: Livro de Jó (1/10)

Círculo Bíblico: Livro de Jó

Este é o primeiro de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o Livro de Jó A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de Jó (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Quem foi Jó

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 ou Job (em hebraicoאִיּוֹבtransliteração.: Iyyov; em árabeأيّوب; transliteração.: Ayyūb‎) é um personagem do livro mais antigo da Bíblia, isto é, o Livro de Jó do Antigo Testamento. De acordo com a tradição, teria vivido na terra de Us, local que até hoje não foi identificado ao certo pela ausência de evidências e pelo fato de a narrativa bíblica do mesmo se apresentar mais como uma poesia épica do que um relato fatual. A característica mais conhecida do personagem Jó é a sua paciência (veja Tiago 5,11). É normal escutar a expressão “paciência de Jó”, que define uma pessoa particularmente paciente. A menção que você faz à “prudência” de Jó não é muito comum. De qualquer forma tem uma lógica: o livro de Jó é colocado entre os livros sapienciais e sabemos que a “prudência” na Bíblia está incluída na “sabedoria”. Eclesiástico 1,4 diz: Antes de todas essas coisas foi criada a Sabedoria, a prudência existe desde sempre.

O livro de Jó conta que ele era uma pessoa rica, que se destacava entre os sábios. Com o consentimento de Deus, Satanás priva Jó de sua riqueza, de seus 10 filhos e lhe tira também a saúde. As pessoas próximas a ele interpretam essas desgraças como uma punição divina pelos pecados graves que ele cometeu e por isso decidem expulsá-lo da cidade. A sua esposa também pensa assim e lhe aconselha de amaldiçoar Deus, apressando, desta maneira, o seu fim. Também os seus 3 amigos, Elifaz, Bildad e Zofar, têm a mesma opinião, mas, como luto, sentam-se ao seu lado, na miséria, durante 7 dias. Eles levantam todos os eventuais motivos que poderiam ter causado a desgraça a Jó. A discussão entre os 4 personagens evidencia a falência teologia tradicional em interpretar um destino humano fora do normal. Apesar de todo o sofrimento, Jó não se revolta contra Deus, que, no final, cura Jó, que tem outros filhos e redobra a sua riqueza.

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Satanás fere Jó (imagem Revista Super Interessante – Ed. Abril)

Jó 1 – O inicio das provações

“1.Havia, na terra de Us, um homem chamado Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e mantinha-se afastado do mal. 2.Nasceram-lhe sete filhos e três filhas. 3.Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas jumentas e uma grande quantidade de escravos. Este homem era o mais rico dentre todos os habitantes do Oriente. 4.Seus filhos tinham o costume de ir à casa uns dos outros, alternadamente, para se banquetearem, e convidavam suas três irmãs para comer e beber com eles. 5.Quando acabava a série dos dias de banquetes, Jó mandava chamar seus filhos para purificá-los e, na manhã do dia seguinte, oferecia holocaustos por intenção de cada um deles: “porque – dizia ele –, talvez meus filhos tenham pecado e amaldiçoado a Deus em seu coração”. Assim fazia Jó sempre.* 6.Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles.* 7.O Senhor disse-lhe: “De onde vens tu?”. “Andei dando voltas pelo mundo – disse Satanás – e passeando por ele”. 8.O Senhor disse-lhe: “Notaste o meu servo Jó? Não há outro igual a ele na terra. É um homem íntegro e reto, temente a Deus e se mantém longe do mal”. 9.Mas o Satanás respondeu ao Senhor: “É a troco de nada que Jó teme a Deus? 10.Não cercaste, qual uma muralha, a sua pessoa, a sua casa e todos os seus bens? Abençoaste tudo quanto ele fez e seus rebanhos cobriram toda a região. 11.Mas estende a tua mão e toca em tudo o que ele possui. Juro-te que te amaldiçoará na tua face”. 12.“Pois bem!” – respondeu o Senhor. “Tudo o que ele possui está em teu poder. Mas não estendas a tua mão contra a sua pessoa.” E o Satanás saiu da presença do Senhor. 13.Ora, um dia em que os filhos e filhas de Jó estavam à mesa e bebiam vinho em casa do irmão mais velho, 14.um mensageiro veio dizer a Jó: “Os bois lavravam e as jumentas pastavam perto deles. 15.De repente, apareceram os sabeus e roubaram tudo, passando a fio de espada seus escravos. Só eu escapei para trazer-te a notícia”. 16.Estando ele ainda a falar, veio outro e disse: “O fogo de Deus caiu do céu; queimou, consumiu as ovelhas e também os escravos. Só eu escapei para trazer-te a notícia”. 17.Ainda este falava, e eis que chegou outro e disse: “Os caldeus, divididos em três bandos, lançaram-se sobre os camelos e os levaram embora, depois de passarem a fio de espada os escravos. Só eu escapei para trazer-te a notícia!”. 18.Ainda este estava falando, e eis que entrou outro e disse: “Teus filhos e filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho, 19.quando um furacão se levantou de repente do deserto, abalou os quatro cantos da casa e esta desabou sobre os jovens. Morreram todos. Só eu escapei para trazer-te a notícia”. 20.Jó então se levantou. Rasgou seu manto e raspou a cabeça. Depois, caindo prostrado por terra, 21.disse: “Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!”.* 22.Em tudo isso, Jó não cometeu pecado algum, nem proferiu contra Deus blasfêmia alguma.”

A ideia de que Deus deixaria que Satanás testasse a fé de uma pessoa abençoada como Jó parece absurda, mas não é. Jó tinha tudo, e apesar disto era fiel a Deus sem nunca blasfemar, mas será que este ter tudo não era o motivo dele não ter nenhuma preocupação e poderia ser até mais fácil render graças a Deus por isso? Se pensarmos que na nossa vida muitas dificuldades fazem até a nossa fé vacilar, é de se imaginar que se Jó tivesse muitas provações ele pudesse ter dúvidas quanto ao amor de Deus. Claro que essas provações impostas por Satanás foram extremas e Jó não blasfemou. O que fica é tentarmos nos colocar na pele de Jó.

Jó 2 – Segunda série de provações

“1.Ora, um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, Satanás apareceu também no meio deles na presença do Senhor. 2.O Senhor disse-lhe: “De onde vens tu?”. “Andei dando volta pelo mundo – respondeu Satanás – e passeando por ele”. 3.O Senhor disse-lhe: “Notaste o meu servo Jó? Não há ninguém igual a ele na terra! É um homem íntegro e reto, temente a Deus e se mantém longe do mal. Ele persevera sempre em sua integridade e foi em vão que me incitaste a perdê-lo”. 4.“Pele por pele!” – respondeu Satanás –. “O homem dá tudo o que possui para salvar a própria vida. 5.Mas estende a tua mão e toca-lhe nos ossos e na carne. Juro que te renegará em tua face.” 6.O Senhor disse a Satanás: “Pois bem! Ele está em teu poder, poupa-lhe apenas a vida”. 7.O Satanás retirou-se da presença do Senhor e feriu Jó com uma úlcera maligna, desde a planta dos pés até o alto da cabeça. 8.E Jó pegou um caco de telha para se coçar, e assentou-se sobre um monte de cinzas. 9.Sua mulher disse-lhe: “Persistes ainda em tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre!”. 10.“Falas – respondeu-lhe ele – como uma insensata. Se aceitamos de Deus a felicidade, não deveríamos também aceitar a infelicidade?” Em tudo isso, Jó não pecou por palavras. 11.Três amigos de Jó – Elifaz de Temã, Baldad de Suás e Sofar de Naamat – souberam de todo o mal que lhe tinha sucedido, vieram cada um de sua terra e combinaram ir juntos exprimir sua simpatia e suas consolações. 12.Quando o avistaram de longe, não o reconheceram. Puseram-se então a chorar, rasgaram as vestes e lançaram para o céu poeira, que recaía sobre suas cabeças. 13.Ficaram sentados no chão ao lado dele durante sete dias e sete noites, sem que nenhum lhe dirigisse uma palavra, tão grande era a dor em que o viam mergulhado.” 

Mais uma vez a imagem parece absurda de Deus conversando com Satanás a cerca de Jó e aceitando que Satanás fizesse uma provação ainda maior contra o servo de Deus, porém é mais uma confiança do Senhor em Jó . Mas a provação imposta a ele é uma úlcera (feridas que se abriram no corpo todo até na planta dos pés) que tinha que ser coçada com cacos de telhas. Imagina o nível de incomodo e dor que passou Jó. A própria esposa sentiu a fé abalada neste momento, porém 3 dos seus verdadeiros amigos vieram em seu socorro e o acompanharam durante 7 dias e 7 noites , choraram pois sentiram o quanto de sofrimento Jó passava. A nossa reflexão é saber se nos nossos momentos de angústias conseguiremos resistir ou teremos amigos de verdade que estarão ao nosso lado nos momentos de infortúnio.

Jó 3 – Jó reclama

“1.Enfim, Jó abriu a boca e amaldiçoou o dia de seu nascimento. 2.Jó falou nestes termos: 3.“Pereça o dia em que nasci e a noite em que foi dito: ‘Nasceu um menino!’. 4.Que esse dia se torne em trevas! Que Deus, lá do alto, não se incomode com ele, que a luz não brilhe sobre ele! 5.Que trevas e obscuridade se apoderem dele, que nuvens o envolvam, que eclipses o apavorem, 6.que a sombra o domine. Esse dia, que não seja contado entre os dias do ano, nem seja computado entre os meses!* 7.Que seja estéril essa noite, que nenhum grito de alegria se faça ouvir nela. 8.Que a amaldiçoem os que amaldiçoam o dia, aqueles que são hábeis para evocar Leviatã!* 9.Que as estrelas de sua madrugada se obscureçam, em vão espere a luz e não veja abrirem-se as pálpebras da aurora. 10.Pois não me fechou as portas do ventre que me carregou para me poupar a vista do mal! 11.Por que não morri ainda no seio materno, ou pereci ao sair das entranhas? 12.Por que dois joelhos me acolheram, e dois seios me amamentaram? 13.Estaria agora deitado e em paz, dormiria e teria o repouso 14.com os reis, árbitros da terra, que constroem para si mausoléus; 15.ou estaria entre os príncipes que possuíam o ouro, e enchiam de dinheiro as suas casas. 16.Ou, então, como o aborto escondido, eu não teria existido, como as crianças que não viram a luz.* 17.Ali, os ímpios cessam os seus furores, ali, repousam os exaustos de forças.* 18.Ali, os prisioneiros estão tranquilos, já não mais ouvem a voz do capataz. 19.Ali, juntos, os pequenos e os grandes se encontram, o escravo ali está livre do jugo do seu senhor. 20.Por que concede ele a luz aos infelizes e a vida àqueles cuja alma está desconsolada, 21.que esperam pela morte sem que ela venha, e a procuram mais ardentemente do que um tesouro, 22.que se alegrariam intensamente diante do sepulcro? 23.Ao homem, cujo caminho está oculto, a quem Deus cerca de todos os lados? 24.Em lugar do pão tenho o soluço, e os meus gemidos se espalham como a água. 25.Todos os meus temores se realizam, e aquilo que me dá medo vem atingir-me. 26.Não tenho paz, nem descanso, nem repouso; o que vem é agitação” 

Jó 4 – Primeiro discurso de Elifaz

“1.Elifaz de Temã tomou a palavra nestes termos: 2.“Se arriscarmos uma palavra, talvez ficarás aflito, mas quem poderá impedir-me de falar? 3.A muitos ensinaste, deste força a mãos frágeis. 4.Tuas palavras levantavam aqueles que caíam, fortificaste os joelhos vacilantes. 5.Agora que é a tua vez, enfraqueces; quando és atingido, te perturbas. 6.Não estava a tua confiança na tua piedade, e a tua esperança na integridade de tua conduta? 7.Lembra-te: Qual o inocente que pereceu? Ou quando foram destruídos os justos? 8.Tanto quanto eu saiba, os que praticam a iniquidade e os que semeiam sofrimento também os colhem. 9.Ao sopro de Deus eles perecem e são aniquilados pelo vento de seu furor. 10.Urra o leão e seu rugido é abafado, os dentes dos leõezinhos são quebrados.* 11.A fera morre porque não tinha presa e os filhotes da leoa se dispersam. 12.Uma palavra chegou a mim furtivamente, e meu ouvido percebeu o murmúrio. 13.Na confusão das visões da noite e na hora em que o sono se apodera das pessoas. 14.Surpreenderam-me o medo e o terror e sacudiram todos os meus ossos. 15.Um sopro perpassou meu rosto e fez arrepiar o pelo do meu corpo. 16.Lá estava um ser – não lhe vi o rosto – como um espectro sob meus olhos. 17.Ouvi uma frágil voz: ‘Pode o homem ser justo na presença de Deus, pode o mortal ser puro diante do seu Criador?* 18.Ele não confia nem nos seus próprios servos; até mesmo nos seus anjos encontra defeito, 19.quanto mais nos seus hóspedes em casas de barro, que têm o pó por fundamento! São esmagados como a traça.* 20.Entre a manhã e a tarde são aniquilados; sem que neles se preste atenção, morrem para sempre. 21.Não foi arrancada a estaca da tenda deles? Morrem sem terem conhecido a sabedoria’.””

Jó faz muitas reclamações sobre os sofrimentos que está passando. No capitulo 4 Elifaz, um dos seus amigos, faz um discurso questionando Jó. Estas passagens mostram como uma pessoa que é agraciada pela graça (Jó) quando se vê na provação vacila na fé a ponto de desejar a morte e não enfrentar os desígnios de Deus. Por outro lado Elifaz faz algumas perguntas que colocam Jó em saia justa. A reflexão aqui é sobre qual a nossa atitude diante das dificuldades impostas pela vida. Será que nossa fé é mais forte do que a dor do sofrimento. Vale fazer uma roda de conversa sobre isso.

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1,5. Purificá-los: por meio de abluções rituais. Amaldiçoado: o texto traz abençoado, que deve ser eufemismo ou uma correção intencional. 1,6. Satanás significa – o adversário. Traz o artigo no texto original. Ver, Zc 3,1s(“O Senhor mostrou-me o sumo sacerdote Josué, de pé diante do anjo do Senhor; Satã estava à sua direita como acusador).*” 
 1,21. Tirou: o texto latino frequentemente citado, acrescenta aqui: Como foi do agrado do Senhor, assim aconteceu.”
3,6. Nesse dia: conforme o texto siríaco. 3,8. Os que amaldiçoam: os magos. Leviatã: monstro que se representa sob a forma de crocodilo, segundo a mitologia fenícia. Este versículo deveria, logicamente, ser colocado depois do v. 12. 3,17. Ali: no cheol, morada dos mortos.”
4,10. O leão: figura do mau. 4,17. Frágil voz: outra tradução – Silêncio… Depois ouvi uma voz. 4,19. Casas de barro: o corpo humano.”

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