Santos Juninos: São Pedro

Santos Juninos: São Pedro

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São Pedro foi o primeiro a ser chamado por Jesus, com seu irmão André (Lc 6,14). Jesus o convidou para deixar o barco na praia, ir caminhar com Ele, pois o faria pescador de homens. Pedro prontamente deixou tudo e passou a caminhar com JesusFoi o primeiro a professar a fé no Cristo, quando disse: ‘Eu sei que tu és o Messias, o filho do Deus vivo’ (Mt 16,16) – sobre esse testemunho de fé, Jesus edificou sua Igreja. Pedro foi morto e crucificado de cabeça para baixo.

Pedro foi o primeiro Papa e é a pedra fundamental da igreja católica. Historiadores e As Igrejas Católica e Ortodoxa consideram Pedro como o primeiro bispo de Roma e, por isso, o primeiro papa. Ele seria, até hoje segundo o catolicismo, o detentor do mais longo pontificado da história: cerca de trinta e sete anos.

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A tradição diz que ele tem a chave do céu, baseado nas palavras ditas a ele pelo próprio Jesus: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.”
São Mateus, 16, 18-19 – Bíblia Católica Online

 

 

 

Nome e importância

Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Aparece ainda uma variante do seu nome original, Simão Pedro, no livro dos Atos dos Apóstolos (Atos 10,18) e na II Epístola de Pedro (II Pedro 1,1).
No Evangelho de João (João 1,42), Cristo muda seu nome para כיפאKepha (Cefas em português), que em aramaico significa “pedra”, “rocha”, nome este que foi traduzido para o grego como ΠέτροςPetros, “Rocha” segundo a interpretação católicafragmento (de pedra), “pedrinha” segundo a interpretação de alguns protestantes, a qual sustenta que a palavra grega que significa “rocha”, “pedra” é πέτραpetra e que, posteriormente, passou para o latim como Petrus.

Ocorre que o aramaico de “fragmento de pedra” ou “pedrinha” é a palavra evna e não kepha, sendo esta última a mencionada nas escrituras e traduzida para o grego Petros, que realmente significa “Rocha”.

Na interpretação da Igreja Católica a razão para Jesus ter mudado o nome do apóstolo, bem como seu significado na citação bíblica «Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.» (Mt 16,18), a chamada Confissão de Pedro, Jesus estava comparando Simão a uma rocha. Desta forma, Cristo seria o fundador da Igreja Católica, do grego “katholikos” que significa para todos ou universal, sendo-lhe concedido, por este motivo, o título de “Príncipe dos Apóstolos” pela Igreja Católica. Esse título é um tanto tardio, visto que tal designação só começaria a ser usada após a sua morte cerca de um século mais tarde, suplementando o de Patriarca.

Na interpretação protestante majoritária, protestantismo histórico ou ainda pentencostais e neopentecostais a “pedra” referida por Jesus é a confissão de fé de Pedro. Segundo tal corrente, o assunto que estava sendo abordado e tratado por Jesus não era sobre a pessoa do discípulo Pedro; mas sim “quem era Jesus”, na opinião dos discípulos. Na pergunta de Jesus aos discípulos: «Quem diz o povo ser o filho do homem?» (Mateus 16,13), estes Lhe responderam: “Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias, ou algum dos profetas.” e Jesus novamente pergunta: “Mas vós, quem dizeis que sou eu?” e Pedro responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, isto é, que Cristo seria o Messias. De acordo com estes textos da pergunta feita por Jesus aos seus discípulos, entende-se que a pedra seria o próprio Jesus. No grego, a palavra para pedra é petra, que significa uma “rocha grande e maciça”, a palavra usada como nome para Simão, por sua vez, é petros, que significa uma “pedra pequena” ou “pedrinha”. Nesse sentido, o próprio Pedro, em Atos dos Apóstolos 4:10-12, afirma que a declaração de Jesus se refere a si próprio, e não ao apóstolo:

«Seja notório a todos vós e a todo o povo de Israel que em o nome de Jesus Cristo o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, neste nome está este enfermo aqui são diante de vós. Ele é a pedra, desprezada por vós, edificadores, a qual foi posta como a pedra angular. Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não há outro nome dado entre os homens, em que devamos ser salvos.» (At 4,10-12)

Entretanto, alguns estudiosos protestantes, como Nicolaas Ridderbos entendem que a frase “sobre esta pedra” se refira realmente a Pedro pois, partindo da análise contextual e gramatical, “somente Pedro é mencionado neste verso e o trocadilho realmente se refere a ele”.[10] Segundo ele, as palavras “sobre esta pedra [petra]” se referem a Pedro. Por causa da revelação que recebeu e da confissão de fé que ele fez, Pedro foi nomeado por Jesus para estabelecer as bases da futura Igreja. Somente Pedro é mencionado neste verso, e o trocadilho com seu nome se aplicou somente a ele. Outra interpretação baseada nas escrituras e ensinos de Jesus Cristo pelos registros dos evangelhos Jesus estava profetizando espiritualmente pois o próprio Jesus afirmou que seu reino não é terreno mas sim espiritual, sendo assim Jesus afirmava que através de suas palavras que repousaria o Espírito Santo sobre Pedro fazendo dele morada de Deus assim como todos os seguidores de Cristo como está escrito: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.João 14,17-19. E ainda em João 18,36Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.” e também o Apóstolo Paulo no meio do Areópago, disse: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;At 17,24-25. Tal interpretação é refutada por outros teólogos protestantes, como Donald Arthur Carson , para quem Cristo teria sido enfático em sublinhar a profissão de fé de Pedro e seu papel singular na Igreja, e não dos fiéis como um todo.

De fato, todos os escritos dos Pais da Igreja Primitiva sobre o tema, bem como aqueles dos eruditos católicos, entre os quais se destacam o sacerdote jesuíta Leonel Franca e o teólogo Scott Hahn, asseguram que, em grego koiné do século I, as palavras petros e petra seriam sinônimos, referindo-se assim, ao vocábulo rocha. Em suma, a Confissão de Pedro e sua mudança de nome por Jesus Cristo lhe concediam um papel proeminente na Igreja, principalmente em sua missão de “fortalecer os irmãos” (Lucas 22,32). Estes autores sustentam ainda que, embora a língua difundida no Império Romano nos tempos de Jesus e dos apóstolos fosse o grego koiné, devido à influência helênica na região desde mais de dois séculos antes de Cristo, os judeus do século I falavam principalmente o aramaico, mesma língua em que teria sido escrito originalmente o próprio Evangelho de Mateus. Em aramaico a palavra para fragmento (de pedra) “ou pedrinha” seria a palavra evna e não kepha. Logo. o mais provável é que o a palavra Kephas ou “Cefas”, que é transcrita cerca de oito vezes no Novo Testamento ou se encontra traduzida para o grego Petros nos EvangelhosAtos dos Apóstolos e escritos paulinos, realmente signifique rocha e diga respeito à pessoa de Pedro.

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Dados biográficos

Estátua na Basílica de Nossa Senhora da Assunção do Mosteiro de São Bento na cidade de São Paulo.

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Era filho de um homem chamado João ou Jonas e tinha por irmão o também apóstolo André. Simão e André eram “empresários” da pesca e tinham sua própria frota de barcos, em sociedade com TiagoJoão e o pai destes, Zebedeu.

Possivelmente Pedro era casado e tinha pelo menos um filho. Sua esposa era de uma família rica e moravam numa casa própria, cuja descrição é muito semelhante a uma vila romana. na cidade “romana” de Cafarnaum.

Segundo o relato em Lucas 5,1-11, no episódio conhecido como “Pesca milagrosa”, Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com Tiago e João, seus sócios e filhos de Zebedeu, concedeu-lhe o lugar na barca, que foi afastada um pouco da margem.

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No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostrou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que era um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornaria “pescador de homens”.

Nos Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) o nome de Pedro sempre encabeça a lista dos discípulos de Jesus, o que na interpretação da Igreja Católica Romana deixa transparecer um lugar de primazia sobre o Colégio Apostólico. Não se descarta que Pedro, assim como seu irmão André, antes de seguir Jesus, tenha sido discípulo de João Batista.

Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos, como por exemplo, na Última Ceia, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo amado (João), quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa. Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar em Atos dos apóstolos, na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.

Segundo a tradição defendida pela Igreja Católica Romana e pela Igreja Ortodoxa, o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, teria se tornado o primeiro Bispo de Roma. Segundo esta tradição, depois de ser milagrosamente solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e ali permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos pelo imperador Cláudio, época em que haveria voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus no chamado Concílio de Jerusalém. Após esta reunião, Pedro ficou em Jerusalém. Paulo, Barnabé, Judas (Barsabás) e Silas foram para Antioquia.

Depois de três anos, Paulo volta a Jerusalém para visitar Pedro e com ele fica quinze dias.Quatorze anos depois, Paulo retorna a Jerusalém e lá se encontra com Tiago, Pedro e João.

Tempos depois, por volta da metade do século I, Pedro vai a Antioquia, onde ocorre uma discussão entre ele e Paulo, conhecida como o Incidente em Antioquia.

A tradição da Igreja Católica Romana afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro haveria sido martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C. Desde a Reformateólogos e historiadores protestantes afirmaram que Pedro não teria ido a Roma; esta tese foi defendida mais proeminentemente por Ferdinand Christian Baur, da Escola de Tübingen. Outros, como Heinrich Dressel, em 1872, declararam que Pedro teria sido enterrado em Alexandria, no Egito ou em Antioquia. Hoje, porém, os historiadores concordam que Pedro realmente viveu e morreu em Roma. O historiador luterano Adolf Harnack afirmou que as teses anteriores foram tendenciosas e prejudicaram o estudo sobre a vida de Pedro em Roma. Sua vida continua sendo objeto de análise, mas o seu túmulo está localizado na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o qual foi descoberto em 1950 após anos de meticulosa investigação.

Alguns pesquisadores acreditam que, assim como Judas Iscariotes, Pedro tenha sido um zelota, grupo que teria surgido dos fariseus e constituía-se de pequenos camponeses e membros das camadas mais pobres da sociedade. Este supostamente estaria comprovado em Marcos 3,18, assim como em Atos 1,13, no entanto, o certo “Simão, o Zelote” é na realidade uma pessoa distinta dentre as nomeações descritas nas referidas citações.

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O primado de Pedro segundo a Igreja Católica

Toda a primeira parte do Evangelho gira em torno da identidade de Jesus. Quando perguntado, Simão foi o primeiro dos discípulos a responder essa pergunta: Jesus é o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro e é conhecido como Confissão de Pedro.

Encontramos o relato do evento em Mateus 16,13-19: Jesus pergunta aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): “E vós, quem pensais que sou eu?”.

Simão Pedro, respondendo, disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus respondeu-lhe: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja e as portas do Hades nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus”.João 21,15-17 e Lucas 22,31 também falam a respeito do primado de Pedro dever ser exercido particularmente na ordem da Fé, e que Cristo o torna chefe:

Jesus disse a Simão (Pedro): “Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes?” Ele lhe respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta Meus cordeiros”. Segunda vez disse-lhe: “Simão filho de João, tu Me amas?” – “Sim, Senhor”, disse ele, “tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta Minhas ovelhas”. Pela terceira vez lhe disse: “Simão filho de João, tu Me amas?” Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara ‘Tu Me amas?’ e lhe disse: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta Minhas ovelhas.” (João 21,15-17).«Simão, Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; Eu, porém, orei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos.» (Lucas 22,31-32)

O apóstolo Pedro, o primeiro Bispo de Roma

A comunidade de Roma foi fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo e é considerada a única comunidade cristã do mundo fundada por mais de um apóstolo e a única do Ocidente instituída por um deles. Por esta razão desde a antiguidade a comunidade de Roma (chamada atualmente de Santa Sé pelos católicos) teve o primado sobre todas as outras comunidades locais (dioceses); nessa visão o ministério de Pedro continua sendo exercido até hoje pelo Bispo de Roma (segundo o catolicismo romano), assim como o ministério dos outros apóstolos é cumprido pelos outros Bispos unidos a ele, que é a cabeça do colégio apostólico, do colégio episcopal. A sucessão papal (de Pedro) começou com São Lino (67 d.C.) e, atualmente é exercida pelo Papa Francisco, eleito em 13 de março de 2013. Segundo essa visão, o próprio apóstolo Pedro atestou que exerceu o seu ministério em Roma ao concluir a sua primeira epístola: “A [Igreja] que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, meu filho.“. Trata-se da Igreja de Roma. Assim também o interpretaram todos os autores desde a Antiguidade, como abaixo, como sendo a Roma Imperial (decadente). O termo não pode referir-se a Babilônia sobre o Eufrates, que jazia em ruínas ou à Nova Babilônia (Selêucia) sobre o rio Tigre, ou à Babilônia Egípcia cerca de Mênfis, tampouco a Jerusalém; deve, portanto referir-se a Roma, a única cidade que é chamada Babilônia pela antiga literatura cristã

Novo Testamento inclui duas epístolas cuja autoria é atribuída a Pedro: A Primeira epístola de São Pedro (1 Pd) e a Segunda epístola de São Pedro (2 Pd)

Indícios arqueológicos

A partir da década de 1950, intensificaram-se as escavações no subsolo da Basílica de São Pedro, lugar tradicionalmente reconhecido como provável túmulo do apóstolo e próximo de seu martírio no muro central do Circo de Nero. Após extenuantes e cuidadosos trabalhos, inclusive com remoção de toneladas de terra que datava do corte da Colina Vaticana para a terraplanagem da construção da primeira basílica na época de Constantino, a equipe chefiada pela arqueóloga italiana Margherita Guarducci encontrou o que seria uma necrópole atribuída a Pedro, inclusive uma parede repleta de grafitos com a expressão Petrós Ení, que, em grego, significa “Pedro está aqui”.

Também foram encontrados, em um nicho, fragmentos de ossos de um homem robusto e idoso, entre 60-70 anos, envoltos em restos de tecido púrpura com fios de ouro que se acredita, com muita probabilidade, serem de Pedro. A data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas feito pela arqueóloga, seria 13 de outubro de 64 d.C. e não 29 de junho, data em que se comemorava o traslado dos restos mortais de Pedro e São Paulo para a estada deles nas Catacumbas de São Sebastião durante a perseguição do imperador romano Valeriano em 257 d.C.

Baldaquino da Basílica de São Pedro: O túmulo de São Pedro encontra-se diretamente abaixo desta estrutura. Bernini, 1633

 

Iconografia

A mais antiga imagem conhecida do apóstolo Pedro foi descoberta em 2010 em catacumbas sob a cidade de Roma, e data do século IV. No mesmo lugar, foram também descobertas imagens dos apóstolos PauloAndré e João. As obras fazem parte de um grupo de pinturas em torno de uma imagem de Jesus Cristo como o Bom Pastor no teto do que os estudiosos acreditam ter sido o túmulo de um nobre romano.

Devoção nas Religiões Afro-brasileiras

É sincretizado nas religiões afro-brasileiras com o orixá Xangôsendo que na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, o sincretismo se dá com o orixá Exu

Festa Junina

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São Pedro- foi pescador e apostolo de Jesus. É conhecido como santo dos pescadores, guardião das chuvas e “porteiro do céu”.
Depois da morte de Jesus, Pedro viveu muitos anos pregando a palavra de Deus. É considerado o fundador da Igreja Católica.
As fogueiras fazem parte da tradição das festas juninas. O fogo é tido como símbolo de purificação desde a antiguidade. Cada festa porém, tem a sua fogueira especial.
Na festa de Santo Antônio a fogueira deve ter uma base quadrada , é também conhecida como chiqueirinho.
Na festa de São João a fogueira deve ter uma base redonda, fazendo a fogueira ser cônica, em formato de pirâmide.
A fogueira da festa de São Pedro deve ter a base triangular e deve ser triangular.

A Festa de São Pedro é a última das festas juninas é comemorada no dia 29 de junho.

Quo vadis?

Das várias histórias que surgiram em torno de São Pedro, uma delas conta que o santo, fugindo da perseguição, estava deixando Roma, quando encontrou-se com Cristo e perguntou-lhe: “Onde vais, Senhor?” (em latim, Quo vadis, Domine?). Jesus disse que voltava para Roma, onde seria novamente crucificado. Pedro então voltou para Roma e acabou martirizado. Este episódio deu origem ao romance “Quo Vadis”, do escrito polonês Henrik Sienkiewicz, Prêmio Nobel de 1905, adaptado pelo cinema norte-americano num filme de 1951, dirigido por Mervin LeRoy, que se tornou um clássico de Hollywood.

Uma curiosidade linguística. Você sabe o que significa comemoração? Comemorar, junta o prefixo latino “co” (uma redução de “com”) com “memorar” que significa trazer à memória, lembrar. Ou seja, trata-se de lembrar com os outros alguma pessoa ou fato importante para a comunidade.

Fontes:

A12.com

wiki/Pedro

Qdivertido.com

Educação UOL

Santos Juninos: São João Batista

Santos Juninos: São João

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São João Batista, cujo nome João significa ‘Deus dá a graça’, foi o precursor de Jesus. Ele se alegrou com a chegada do Messias, ainda no ventre de sua mãe, Isabel, quando esta recebeu a visita de Maria em sua casa (Lc 1,39-43). Ele foi o único profeta a anunciar a chegada do Messias e a mostrá-lo no meio do povo. Ele batizou no Rio Jordão o próprio autor do batismo. Foi ele quem apontou Jesus, proclamando-o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1,29). No dia 24 de junho, celebramos seu nascimento. Ele é o único dos Santos que tem o dia do nascimento e o dia da morte celebrados, pois os demais santos têm apenas o dia da morte rememorado. Foi o ainda feto João batista que saltou no ventre de Isabel ao receber a visita de Maria (já grávida de Jesus).

São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica a 6 quilômetros do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo de Jerusalém chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria Mãe de Jesus. São João Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

A importância de São João Batista

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. João Batista era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.

Nascimento milagroso de São João Batista

A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabriel apareceu a Zacarias quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.

Isabel e a Ave Maria

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Nesse mesmo tempo, o anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu no ventre da mãe e Isabel fez aquela maravilhosa saudação a Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1-41-43) Esta saudação de Isabel, inclusive, se tornou parte da oração da Ave Maria.

Vida no deserto

Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.

Devoção a São João Batista

São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.

João Batista (2 a.C.–28 d.C.) foi um pregador itinerante cujo aparecimento se deu na Judeia, provável lugar de nascimento e na Galileia (c. 28 d.C.) na época de Herodes; João teve muitos seguidores e pregava aos judeus, dizendo que deveriam exercer a virtude e a retidão e usava o batismo como símbolo de purificação da alma em seu movimento messiânico. Sua historicidade é controversa, sendo referido pelo escritor e historiador Flávio Josefo, na sua obra Antiguidades judaicas

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João nasceu numa pequena aldeia chamada Ein Kerem, a cerca de seis quilômetros lineares de distância a oeste de Jerusalém. Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um nazireu de nascimento. Outros documentos defendem que pertencia à facção nazarita de Israel, integrando-a na puberdade; era considerado, por muitos, um homem consagrado. De acordo com a cronologia (ver abaixo), João teria nascido no ano 7 a.C.; os historiadores religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1, apontando-a para 2 a.C.

Como era prática ritual entre os judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimônia da circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas ações religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada “as filhas de Araão”, as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.

Aos 6 anos de idade, de acordo com a educação sistemática judaica, todos os meninos deveriam iniciar a sua aprendizagem “escolar”. Em Judá não existia uma escola, pelo que terão sido o seu pai e a sua mãe a ensiná-lo a ler e a escrever, e a instruí-lo nas atividades regulares.

Aos 14 anos, há uma mudança no ensino. Os meninos, graduados nas escolas da sinagoga, iniciam um novo ciclo na sua educação. Como não existia uma escola em Judá, os seus pais terão decidido levar João a Ein Gedi (atual Qumram) com o fito de este ser iniciado na educação nazarita.

Engedi era a sede ao sul da irmandade nazarita, situava-se perto do mar Morto e era liderada por um homem, reconhecido, de nome “Ebner”.

João terá efetuado os votos de nazarita que incluíam abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos. As ofertas que faziam parte do ritual foram entregues em frente ao templo de Jerusalém como caracterizava o ritual.

Segundo o relato bíblico (Mateus 3,4), João também trajava veste simples (de pelo de camelo, um cinto de couro em torno de seus lombos) e alimentava-se de “gafanhotos (ou alfarrobas) e mel silvestre” – considerando que o termo “gafanhoto” é referido também como tal planta (Ceratonia siliqua), uma árvore de fruto adocicado comestível, nativa da região mediterrânica, onde provavelmente vivia o personagem bíblico, conhecida ainda como Pão-de-João ou Pão-de-São-João, figueira-de-pitágoras e figueira-do-egipto.

Morte dos pais e início da vida adulta

O pai de João, Zacarias, terá morrido no ano 12 d.C. João teria 18-19 anos de idade e terá sido um esforço manter o seu voto de não tocar nos mortos. Com a morte do seu pai, Isabel ficaria dependente de João para o seu sustento. Era normal ser o filho mais velho a sustentar a família com a morte do pai e João seria filho único. Para se poder manter próximo de Engedi e ajudar a sua mãe, ter-se-ão mudado, de Judá para Hebrom (o deserto da Judeia). Ali, João terá iniciado uma vida de pastor, juntando-se às dezenas de grupos ascetas que perambulavam por aquela região, e que se juntavam amigavelmente e conviviam com os nazaritas de Engedi.

Isabel terá morrido no ano 22.d.C e foi sepultada em Hebrom. João ofereceu todos os seus bens de família à irmandade nazarita e aliviou-se de todas as responsabilidades sociais, iniciando a sua preparação para aquele que se tornou um “objectivo de vida” – pregar aos gentios e admoestar os judeus, anunciando a proximidade de um “Messias” que estabeleceria o “Reino do Céu”. De acordo com um médico da Antioquia, que residia em Písia, de nome Lucas, João terá iniciado o seu trabalho de pregador no décimo quinto ano do reinado de Tibério. Lucas foi um discípulo de Paulo, e morreu em 90. A sua herança escrita, narrada no “Evangelho segundo São Lucas” e “Actos dos Apóstolos” foram compiladas em acordo com os seus apontamentos dos conhecimentos de Paulo e de algumas testemunhas que considerou. Este décimo quinto ano do reinado de Tibério César terá marcado, então, o início da pregação pública de João e a sua angariação de discípulos por toda a Judeia em acordo com o Novo Testamento.

Esta data choca com os acontecimentos cronológicos. O ano 15 do reinado de Tibério ocorreu no ano 29 d.C. Nesta data, quer João Batista, quer Jesus, teriam provavelmente 36 a 37 anos de idade. Desta forma, considera-se que Lucas tenha errado na datação dos acontecimentos.

Influência religiosa

É perspectiva comum que a principal influência na vida de João terão sido o registos que lhe chegaram sobre o profeta Elias. Mesmo a sua forma de vestir, com peles de animais e o seu método de exortação nos seus discursos públicos, demonstravam uma admiração pelos métodos antepassados do profeta Elias. Foi muitas vezes chamado de “encarnação de Elias” e o Novo Testamento, pelas palavras de Lucas, refere mesmo que existia uma incidência do Espírito de Elias nas ações de João.

O discurso principal de João era a respeito da vinda do Messias. Grandemente esperado por todos os judeus, o Messias era a fonte de toda as esperanças deste povo em restaurar a sua dignidade como nação independente. Os judeus defendiam a ideia da sua nacionalidade ter iniciado com Abraão, e que esta atingiria o seu ponto culminar com a chegada do Messias. João advertia os judeus e convertia gentios, e isto tornou-o amado por uns e desprezado por outros.

É importante notar que João não introduziu o batismo no conceito judaico, este já era uma cerimônia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimônia à conversão dos gentios, causando assim muita polêmica.

Numa pequena aldeia de nome “Adão”, João pregou a respeito “daquele que viria”, do qual não seria digno nem de apertar as alparcas (as correias das sandálias). Nessa aldeia também, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, por este ter uma ligação com a sua cunhada Herodíades, que era mulher de Filipe, rei da Itureia e Traconites (irmão de Herodes Antipas I). Esta acusação pública chegou aos ouvidos do tetrarca e valeu-lhe a prisão e a pena capital por decapitação alguns meses mais tarde.

O batismo de Jesus

Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27). Em outra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt 3-14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.

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João batizava em Pela, quando Jesus se aproximou, na margem do Rio Jordão. A síntese bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns fatores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura, João encontrava-se no auge das suas pregações. Teria já entre 25 a 30 discípulos e batizava judeus e gentios arrependidos. Neste tempo, os judeus acreditavam que Deus castigava não só os iníquos, mas as suas gerações descendentes. os judeus acreditavam que apenas um judeu poderia ser o culpado do castigo de toda a nação. O batismo para muitos dos judeus não era o resultado de um arrependimento pessoal. O trabalho de João progredia.

Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João batizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado no qual ponho toda a minha complacência”. Refere que uma pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do rio, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas doutrinas.

Prisão e morte de João Batista

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Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adultera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.

São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mc 6.14-29)

O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do rei Herodes Antipas, no sexto mês do ano 26 d.C. Foi levado para a fortaleza de Maqueronte, onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodias, por intermédio de sua filha, tradicionalmente chamada de Salomé, conseguiu coagir o Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata.

Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.

João Batista no Judaísmo

Flávio Josefo, historiador do século I, relacionou a derrota do exercito de Herodes frente a Aretas IV, rei da Nabateia, com a prisão e morte de João Batista – um homem consagrado, que pregava a purificação pelo Batismo.

Flávio Josefo refere também que o povo se reunia em grande número para ouvir João Batista, e Herodes temeu que João pudesse liderar uma rebelião, mandando-o prender na prisão de Maqueronte e matando-o em seguida.

A festa de São João no Nordeste

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No Brasil, a noite de São João mais famosa acontece na região nordeste do país, na cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba. Esta é considerada a maior festa de São João do mundo.

No entanto, outras cidades nordestinas se destacam: Caruaru, em Pernambuco; São Luís, no Maranhão; Mossoró, no Rio Grande do Norte; e Teresina, no Piauí.

Curiosamente a imagem de São João Batista é representada por uma criança com um carneiro nos braços. Porque foi ainda dentro do ventre de sua mãe que ele anunciou o salvador ao pular no ventre de Isabel quando Maria foi visitar e ajudar a prima grávida.

Muita gente ainda confunde São João Batista com São João Evangelista já que todos se referem a Festa de São João sem distinguir qual.

Oração a São João Batista

Saint John the Baptist - Agnus Dei

São João Batista, voz que clama no deserto, endireitai os caminhos do Senhor, fazei penitência, porque no meio de vós esta quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias. Ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão  daquele que vós anunciaste com estas palavras: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo. São João Batista rogai por nós. Amém. 

João Batista no Espiritismo

Para alguns Espíritas, Elias reencarnou como João Batista. Mais tarde, teve outras experiências reencarnatórias, como sacerdote druida entre o povo celta, na Bretanha. Depois, como o reformador Jan Hus (1369-1415), na Boêmia. Na França foi Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), que utilizava o pseudônimo Allan Kardec como codificador do espiritismo. Sua última existência corpórea se deu no Brasil como Alziro Zarur (1914-1979), fundador da Legião da Boa Vontade, entidade de cunho espiritualista-universalista. Outra corrente afirma ter sido Oceano de Sá (1911-1985), fundador da Cidade Eclética, reconhecido como tal por diversas escolas sérias e reconhecidas mundialmente, embora o mesmo não assumisse publicamente pois nunca achou necessário e não queria tirar proveito algum de tal reconhecimento. Tais divergências quanto às reencarnações de João Batista se tornam uma questão de fé, dada a impossibilidade de serem atestadas cientificamente.

Nabi Iáia no Islã

Conhecido como Nabi Iáia ibne Zacaria — Profeta João, filho de Zacarias —ambos são reconhecidos como sendo Profetas do Islã. Os muçulmanos acreditam ter sido uma testemunha de Alá, que profetizou a vinda de Issa (Jesus). Dentro da sua tradição, os islâmicos acreditam que Iáia foi um dos profetas que Maomé conheceu na noite de Mi’raj. De acordo com o Alcorão, Iáia era benevolente, sábio, puro e gentil com os pais, que diligentemente praticava os mandamentos do Torá.

João Batista na Fé Bahá’í

Os bahá’ís consideram que João foi um profeta de Deus que, como todos os outros profetas, foi enviado para instilar o conhecimento de Deus, promover a unidade entre as pessoas do mundo e mostrar às pessoas a maneira correta de viver. Segundo os Bahá’ís, João era um profeta menor

Fontes:

Wikipedia: João Batista

A12.com

 

Santos Juninos: Santo Antônio de Pádua

Santos Juninos: Santo Antônio

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Nascido Fernando provavelmente em 15 de agosto de 1195, na cidade de Lisboa, e falecido em Pádua em 13 de junho de 1231, esse homem que viveu na virada dos séculos XII e XIII tem uma importância enorme na história dos santos católicos. É sem dúvida um dos mais venerados no mundo, sendo padroeiro de Portugal. A devoção ao santo chegou ao Brasil por meio dos portugueses e até hoje é muito forte. Sendo conhecido como o Santo casamenteiro, mesmo que em vida ele não arrumasse pretendentes para ninguém, mas si, ajudava a pagar os dotes das moças pobres (naquela época uma moça só casava se tivesse um dote para pagar a família do homem, parece ridículo, mas esta “tradição” prevaleceu até poucas décadas atrás) que pretendiam se casar.

É um dos poucos santos que chegaram a canonização um ano após sua morte. Vale salientar que uma canonização pode demorar até 50 anos ou mais. Também é proclamado como Doutor da Igreja (em síntese: Doutor da Igreja é aquele cristão ou aquela cristã que se distinguiu por notório saber teológico em qualquer época da história.)

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Primeiramente pertenceu à Ordem dos Cónegos Regulares da Santa Cruz, que seguiam a Regra de Santo Agostinho, no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, indo posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde aprofundou os seus estudos religiosos através da leitura da Bíblia e da literatura patrística, científica e clássica. Tornou-se franciscano em 1220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França, retornando posteriormente à Itália, onde encerrou sua carreira. No ano de 1221 fez parte do Capítulo Geral da Ordem em Assis, convocado pelo fundador, Francisco de Assis. Posteriormente, quando sua eloquência e cultura teológica tornaram-se conhecidas, foi nomeado mestre de Teologia em Bolonha, tendo, a seguir, pregado contra os albigenses e valdenses em diversas cidades do norte da Itália e no sul França. Em seguida foi para Pádua, onde morreu aos 35 anos

A sua fama de santidade levou-o a ser canonizado pela Igreja Católica pouco depois de falecer, distinguindo-se como teólogomísticoasceta e sobretudo como notável orador e grande taumaturgo. António é também tido como um dos intelectuais mais notáveis de Portugal do período pré-universitário. Tinha grande cultura, documentada pela coletânea de sermões escritos que deixou, onde fica evidente que estava familiarizado tanto com a literatura religiosa como com diversos aspetos das ciências profanas, referenciando-se em autoridades clássicas como Plínio, o VelhoCíceroSénecaBoécioGaleno e Aristóteles, entre muitas outras. O seu grande saber tornou-o uma das mais respeitadas figuras da Igreja Católica do seu tempo. Lecionou em universidades italianas e francesas e foi o primeiro Doutor da Igreja franciscano. São Boaventura disse que ele possuía a ciência dos anjos. Hoje é visto como um dos grandes santos do Catolicismo, recebendo larga veneração e sendo o centro de rico folclore.

Santo António é o padroeiro da cidade de Lisboa (São Vicente é o padroeiro do Patriarcado de Lisboa), sendo também o padroeiro secundário de Portugal. É igualmente padroeiro da cidade italiana de Pádua.

Primeiros anos

Local onde nasceu Santo António, em Lisboa, situado na cripta da igreja a si dedicada.

Santo António de Lisboa nasceu em Lisboa em data incerta, numa casa, assim se pensa, próxima da , às portas da cidade, no local onde posteriormente se ergueu a igreja que lhe foi dedicada. A tradição indica 15 de agosto de 1195, mas não há documento fidedigno que confirme esta data. Também foi proposto o ano de 1191, mas, segundo um seu biógrafo, o padre Fernando Lopes, as contradições em sua cronologia só se resolveriam se ele tivesse nascido em torno de 1188. Tampouco se sabe quem foram seus pais. Nenhuma das biografias primitivas os nomeiam, e deles só se sabe, sem uma segurança definitiva, que viviam em boa condição econômica e eram plebeus. Somente no século XIV, a partir de tradições orais, é que se começou a atribuir ao pai o nome de Martim ou Martinho de Bulhões, e à mãe, o de Maria Teresa Taveira. Que seu pai se chamasse Martinho ou Martim, parece ser verdade, pois o obituário de São Vicente de Fora recorda o falecimento de uma irmã do taumaturgo que era freira e que atendia pelo nome de Maria Martini ou Martins, que de acordo com as regras da onomástica da época deve ser interpretado como “Maria filha de Martinho”.

De qualquer forma, esses nomes se fixaram na memória popular, e com a crescente fama do santo, não custou a biógrafos tardios atribuírem também aos seus pais uma dignidade superior. Do pai foi dito descender do celebrado Godofredo de Bulhão, comandante da I Cruzada, e da mãe, que descendia de Fruela I, rei de Astúrias. Tais parentescos nunca puderam ser comprovados e tudo indica que são apenas lendas. No entanto, uma abastada família Bulhão de Lisboa — Bolhom, na grafia da época, que não tinha nada a ver com Godofredo — manteve por séculos uma forte tradição de pertencimento do santo à sua linhagem.

Fez os primeiros estudos na Igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé de Lisboa), sob a direção dos cónegos da Ordem dos Regrantes de Santo Agostinho. Como era a prática da ordem, deve ter recebido instrução nas artes liberais do trivium e do quadrivium, o que certamente plasmou seu caráter intelectual. Ingressando ainda um adolescente como noviço da mesma Ordem, no Mosteiro de São Vicente de Fora, iniciou os estudos para sua formação religiosa. A biblioteca de São Vicente de Fora era afamada pela sua rica coleção de manuscritos sobre as ciências naturais, em especial a medicina, o que pode explicar as constantes referências científicas em seus sermões.

Poucos anos depois pediu permissão para ser transferido para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, a fim de aperfeiçoar sua formação e evitar distrações profanas, já que era constantemente visitado por amigos e parentes. Coimbra era na época o centro intelectual de Portugal, e ali deve ter-se envolvido profundamente no estudo da Bíblia e nos textos dos Padres da Igreja. Nesta época entrou em contato com os primeiros missionários franciscanos que haviam chegado a Portugal em 1217, e que estavam a caminho do Marrocos para evangelizar os mouros. Sua pregação do Evangelho no espírito de simplicidade, idealismo e fraternidade franciscana, e sua determinação missionária, devem ter tocado o sentimento de Fernando. Entretanto, uma impressão ainda mais forte ocorreu quando os corpos desses frades, mortos em sua missão, voltaram a Coimbra, onde foram honrados como mártires. Autorizado a juntar-se a outros franciscanos que tinham um eremitério nos Olivais, sob a invocação de Santo António do Deserto, mudou seu nome para António e iniciou sua própria missão em busca do martírio.

A sua missão

Por essa altura, decidiu deslocar-se ele também a Marrocos, mas, lá chegando, foi acometido por grave doença, sendo persuadido a retornar. Fê-lo desalentado, já que não havia proferido um único sermão, não convertera nenhum mouro, nem alcançara a glória do martírio pela fé. No regresso, uma forte tempestade arrastou o barco para as costas da Sicília, onde encontrou antigos companheiros. Ali se quedou até a primavera de 1221, dirigindo-se com eles então para Assis a fim de participarem do Capítulo da Ordem — o último que seria feito com a presença do fundador. Em Assis encontrou-se com São Francisco de Assis e os seus primeiros seguidores, um evento de grande importância em sua carreira. Sendo designado para um eremitério em Montepaolo, na província da Romagna, ali passou cerca de quinze meses em intensas meditações e árduas disciplinas.

Pouco depois aconteceu uma ordenação de frades em Forlì, quando deixou o isolamento e para lá se dirigiu. Até então os franciscanos não sabiam de sua sólida formação, mas faltando o pregador para a cerimônia, e não havendo nenhum frade preparado para tal, o provincial solicitou a António que falasse o que quer que o Espírito Santo inspirasse. Protestou, mas obedeceu, e dissertando para os franciscanos e dominicanos lá reunidos de forma fluente e admirável, para a surpresa de todos, foi de imediato destinado pelo provincial à evangelização e difusão da doutrina pela Lombardia. Entretanto, a prática franciscana desencorajava o estudo erudito, mas em novembro de 1223 o papa Honório III sancionou a forma final da Regra da Ordem Franciscana, autorizando uma formação mais aprimorada, desde que submissa ao trabalho manual, à prece e à vida espiritual. Recebendo a aprovação para a tarefa pastoral do próprio Francisco, fixou-se então em Bolonha, onde se dedicou ao ensino da teologia na universidade e à pregação. Deslocando-se em seguida para a França, ensinou nas universidades de Toulouse e Montpellier, passando também por Limoges.

Em 1226 assistiu ao Capítulo de Arles, e em outubro do mesmo ano, após a morte de Francisco, serviu como enviado da Ordem ao papa Gregório IX, para apresentar-lhe a Regra da Ordem. Em 1227 foi indicado ministro provincial da Romanha, e passou os três anos seguintes pregando na região, incluindo Pádua, para audiências cada vez maiores. Nesse período colocou por escrito diversos sermões. Participou do Capítulo Geral em Assis, em 1230, onde também assistiu no translado dos restos mortais de São Francisco de Assis da Igreja de São Jorge para a nova basílica.

Neste mesmo ano de 1230, solicitou ao papa dispensa de suas funções como provincial para dedicar-se à pregação, reservando algum tempo para a contemplação e prece no mosteiro que havia fundado em Pádua. Sempre trabalhando pelos necessitados, envolveu-se também em questões políticas, a exemplo de sua viagem a Verona para pedir a libertação de prisioneiros guelfos feitos pelo tirano gibelino Ezzelino, e em 1231 persuadiu a municipalidade de Pádua a elaborar uma lei que impedia a prisão por dívidas se houvesse a possibilidade de compensação de outras formas.

Últimos dias

Tumba e altar do santo na sua basílica de Pádua

Pouco depois da Páscoa de 1231 sentiu-se mal, declarou-se hidropisia e ele deixou Pádua para dirigir-se ao eremitério de Camposanpiero, nos arredores da cidade. Outras versões dizem que terá sido hospedado pelo conde Tiso, devido ao estado de saúde precário, ou que seus companheiros ergueram-lhe uma cabana no alto de uma árvore, onde teria permanecido alguns dias.

Percebendo que a morte estava próxima, pediu para ser levado de volta a Pádua, mas apenas tendo alcançado o convento das clarissas de Arcella, subúrbio de Pádua, ali morreu, a 13 de junho de 1231. As clarissas reclamaram seu corpo, mas a multidão acabou sabendo de seu passamento, tomou-o e o levou para ser sepultado na Igreja de Nossa Senhora. Sua fama de santidade era tamanha que foi canonizado logo no ano seguinte, em 30 de maio, pelo papa Gregório IX. Os seus restos mortais repousam desde 1263 na Basílica de Santo António de Pádua, construída em sua memória logo após sua canonização. Quando sua tumba foi aberta para iniciar o processo de translado, sua língua foi encontrada incorrupta, e São Boaventura, presente no ato, disse que o milagre era prova de que sua pregação era inspirada por Deus. Foi proclamado Doutor da Igreja pelo papa Pio XII em 16 de janeiro de 1946 e é comemorado no dia 13 de junho.

Diz a tradição que em sua curta vida operou muitos milagres

 

  • Certa feita, meditando à beira-mar sobre a frequente presença da imagem do peixe nas Sagradas Escrituras, os peixes ter-se-iam reunido a seus pés para escutar uma das suas pregações.
  • Teria restaurado um campo de trigo maduro para colheita que fora estropiado por uma multidão que o seguia; teria protegido milagrosamente seus ouvintes da chuva que caía durante um sermão, e uma mulher impedida pelo marido de ir ouvi-lo pôde escutar suas palavras a quilômetros de distância.
  • Quando em disputa com um herege albigense sobre a presença ou não do Deus vivo na hóstia consagrada, o herege, chamado Bonvillo, disse que se uma mula, tendo passado três dias sem comer, honrasse uma hóstia em detrimento de uma ração de aveia, ele acreditaria no santo. Segundo a história, assim que a mula foi liberta de seu cercado, faminta, desviou-se da ração e ajoelhou-se diante da hóstia que António lhe mostrava.
  • Restaurou o pé amputado de um jovem.
  • Soprou na boca de um noviço para expulsar as tentações que sofria, confirmando-o em sua vocação.
  • Quando alguns hereges colocaram veneno em sua comida para verificar sua santidade, o santo fez o sinal da cruz sobre o alimento, comeu-o e nada sofreu, para o vexame dos seus tentadores.
  • Outro milagre famoso trata-se da aparição do Menino Jesus ao santo durante uma de suas orações, uma cena multiplicada abundantemente em sua iconografia.
  • Um certa mulher em Ferrara, Itália, deu a luz em meio de uma situação familiar complicada, pois seu marido estava desconfiando que o filho não era dele. Quando Santo António soube da situação, visitou o casal por altura do nascimento, tomou a criança em seus braços e ordenou energicamente ao recém-nascido que dissesse quem era o pai. Ele apesar da idade dele ser de apenas de horas ou de dias apontou ao referido homem e falou sem titubear que era ele de facto.
  • Durante sua pregação num consistório diante do papa, vários cardeais e clérigos, e gentes de várias nações, discorrendo com sutilíssimo discernimento sobre intrincadas questões teológicas, cada um dos presentes teria ouvido a pregação na sua própria língua materna. Na ocasião, diante de tão assombroso fenômeno, que parecia uma reedição do Pentecostes bíblico, o papa o teria chamado de “a arca do Testamento, o arsenal da Sagrada Escritura”.

A sua representação iconográfica de longe mais frequente é a de um jovem tonsurado envergando o hábito dos frades franciscanos, segurando o Menino Jesus sobre um livro ou entre os braços, a quem contempla com expressão terna, e tendo uma cruz, ou um ramo de açucenas, na outra mão. Esses atributos podem ser substituídos por um saco de pão, que distribui entre pobres ou idosos.

Em 2014 um grupo de investigadores, em colaboração com o Museu Antropológico da Universidade de Pádua, realizou um estudo, utilizando técnicas forenses, para reconstruir a aparência real da sua face a partir do seu crânio, que foi preservado. Os resultados foram sintetizados por Luca Bezzi numa imagem digital, ilustrada ao lado.

O seu esqueleto também foi preservado, bem como sua famosa língua e suas cordas vocais, além de uma túnica que usava e um manto. Essas relíquias estão depositadas na basílica do santo em Pádua. Algumas são expostas em caráter permanente, como sua língua, instalada em um precioso relicário no principal altar da suntuosa Capela das Relíquias, projetada por Felipe Parodi em 1691, junto com seu queixo e outros objetos, mas o esqueleto completo só raramente é exposto; nos últimos quatro séculos o público só o viu oito vezes, quando formaram-se grandes romarias de devotos para vê-lo. A última exposição ocorreu em 2010, quando a Capela da Arca foi reformada e voltou a receber seus restos mortais. A ocasião anterior foi em 1981, para a comemoração dos 750 anos de sua morte.

A língua foi objeto de especial veneração desde o início. Diz a tradição que, ao ser encontrada incorrupta, parecendo a de uma pessoa viva, o Ministro Geral da Ordem, São Boaventura, pegando-a na mão, com toda reverência e em lágrimas, começou a louvá-la dizendo: “Ó língua bendita, que sempre bendisseste o Senhor e fizeste que também os outros o bendissessem sempre; pela tua conservação se compreende bem qual o teu mérito diante de Deus”. E cobrindo-a de beijos, pediu que fosse colocada separadamente num relicário. Em 1351, o Capítulo Geral instituiu a festa da Transladação das Relíquias, fixando a sua data em 15 de fevereiro. Hoje a língua está seca e escura.

É considerado padroeiro dos amputados, dos animais, dos estéreis, dos barqueiros, dos idosos, das grávidas, dos pescadores, agricultores, viajantes e marinheiros; dos cavalos e burros; dos pobres e dos oprimidos; é invocado para achar coisas perdidas, para conceber filhos, para evitar naufrágios e para conseguir casamento.

A devoção popular colocou-o entre os santos mais amados do cristianismo, cercou-o de riquíssimo folclore e atribui-lhe até aos dias de hoje muitos milagres e graças. Igrejas a ele consagradas multiplicam-se pelo mundo, tem vasta iconografia erudita e popular, a bibliografia devocional que ele inspira é volumosa e em sua homenagem uma quantidade incontável de pessoas recebeu o nome António, além de numerosas cidades, bairros e outros logradouros públicos, empresas e mesmo produtos comerciais em todo o mundo também terem seu nome.

Na tradição lusófona Santo António está acima de todos em prestígio. A sua veneração foi levada de Portugal para o Brasil, onde se enraizou rapidamente e também dominou o coração do povo. Era tanta a familiaridade que o santo inspirava, que passou a ser uma espécie de “propriedade privada” de todos. Como relatou Grillot de Givry, “não há casa que o não venere no seu oratório e não satisfeita ainda com isso a comum devoção dos fiéis, cada um quer ter só para si o seu Santo António”. Estava em toda parte: “nos nichos de pedra, pintado em azulejos, a guardar as casas, em caixilhos de seda à cabeceira da cama a vigiar-nos o sono, nos escapulários e bentinhos junto ao peito, a acautelar-nos os passos, esculpido e pintado para preservar dos perigos, pintados nas caixas de esmola, nos santuários e oratórios”. Também era invocado pelos senhores para recuperar escravos fugidos.

A mesma familiaridade criou práticas esdrúxulas no culto popular. Se um pedido não era atendido, a imagem do santo podia ser submetida a torturas e castigos. Deitavam-na de barriga para o chão e punham-lhe uma pedra em cima; escondiam-na num poço escuro, retiravam-lhe o Menino Jesus dos braços, ou arrancavam-lhe o resplendor. Acreditava-se que o castigo acelerava a concessão da graça, e explicavam a violência dizendo que em sua juventude o santo desejara morrer martirizado em nome da fé. Luminares do clero, como o padre Vieira, também de certa forma reforçavam essas crenças. Num sermão disse:

“Não haveis de pedir a Santo António como aos outros, nem como quem pede graça e favor, senão como quem pede justiça. E assim haveis de pedir a Santo António: não só como a quem tem por ofício deparar tudo o perdido e demandado como a quem deve e está obrigado a o deparar. E senão dizei-me: por que atais e prendei esse santo, quando parece que tarde em vos deparar o que lhe pedis? Porque deparar o pedido em Santo António não só é graça, mas dívida. E assim como prendei a quem vos não paga o que vos deve, assim o prendeis a ele. Eu não me atrevo nem a aprovar esta violência, nem a condená-la de todo, pelo que tem de piedade”.

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Foi impressa uma nota de 20$00 Chapa 7 de Portugal, a qual ficou famosa, com a sua imagem.

É um dos santos honrados nas popularíssimas Festas Juninas e diversos costumes folclóricos estão ligados a ele. A título de exemplo, no Brasil moças casadoiras retiram o Menino Jesus das estátuas e só o devolvem quando arranjam casamento; uma prece especial, os “responsos”, são feitas para que ele ajude a encontrar objetos perdidos; no dia da sua festa muitas igrejas distribuem pães especialmente abençoados, os “pãezinhos de Santo António”, que devem ser guardados numa lata de mantimentos para que não falte alimento na casa. Ele teve inclusive uma brilhante carreira militar póstuma. Numerosas cidades da Espanha, Portugal e Brasil conferiram-lhe títulos militares, condecorações, insígnias e outras honrarias, iniciando-se o curioso hábito quando o regente Dom Pedro ordenou em 1668 que ele fosse recrutado e assentasse praça como soldado raso no II Regimento de Infantaria em Lagos, sendo promovido sucessivamente a capitão e coronel. Com o posto de tenente-coronel, a sua imagem foi levada pelo Regimento de Infantaria N.º 19 em Cascais à frente dos combates da Guerra Peninsular, recebendo depois uma condecoração. D. João VI, após o feliz desembarque no Brasil na sua fuga da invasão napoleônica, nomeou-o sargento-mor, promovendo-o depois a tenente-coronel. No Brasil foi onde recebeu mais títulos, recebendo inclusive soldo em vários locais até depois de proclamada a república. Em Igarassu, foi nomeado oficialmente Protetor da Câmara de Vereadores.

Ele foi declarado padroeiro das cidades de Prudente de Morais, Santo Antônio do Monte, Campo Grande, Miracema, Porciúncula, Juiz de Fora,  Santo Antônio de Pádua, Bento Gonçalves, Barbalha, Curvelo, Volta Redonda e Santo Antônio de Jesus, entre muitas outras.

O Bolo de Santo Antônio e as simpatias

Temos também no dia de Santo Antonio o famoso Bolo de Santo Antonio que as igrejas e paróquias católicas oferecem neste dia. Segundo uma superstição quem encontrar uma das dezenas de medalhinhas do santo espalhadas pelo bolo alçaram muitas graças.

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Ainda existem tradições (questionáveis no meu ponto de vista) sobre simpatias para se arrumar casamento: Solteiros e solteiras esperançosos rezam e fazem vários tipos de simpatias para encontrar seu par amoroso. Enterrar a imagem do santo de cabeça para baixo dentro de um poço é uma das simpatias mais conhecidas. Roubar o menino Jesus que o santo carrega e só devolver quando o amado aparecer é outra simpatia muito usada. Há também quem acredita que para conseguir um namorado é preciso escrever nomes em pedaços de papel, dobrá-los, e colocá-los num copo d’água. O nome que estiver no primeiro papel que se abrir será o do futuro companheiro. E ainda tem gente que reza o Pai Nosso pela metade porque segundo a tradição, o santo não gosta de orações incompletas e por isso atende logo aos pedidos. Fazer uma promessa ao santo é outra forma de tentar garantir a realização do pedido. Um costume antigo e respeitado por muitas pessoas é doar pães em quantidade correspondente ao seu próprio peso. É muito comum que moças casamenteiras tenham a imagem de Santo Antônio dentro de casa e rezem para ele pedindo um namorado, marido ou um “namorido”. Neste dia 13 de junho é muito comum que devotos façam novenas e orações para o santo casamenteiro para arrumar um amor. Tradições que se renovam mesmo em tempos de internet.

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Pe. Lucas Emanuel C.Sr, nos conta também sobre a tradição da entrega do pão no dia de Santo Antônio: “Ele tinha enorme compaixão pelos pobres e sentia, como frade franciscano, a fome dos pobres. Certa vez, no convento onde ele vivia, distribuiu todos os pães para os pobres. Quando o frade padeiro foi buscá-los para a refeição, levou um grande susto, pois não havia nenhum pão no cesto. Ao contar o fato para Santo Antônio, este o mandou voltar e verificar se os pães realmente não estavam lá. O frade ficou surpreso, pois encontrou o cesto cheio de pães. Por isso, até hoje, existe a grande devoção popular de abençoar o pãozinho de Santo Antônio, que os fiéis levam e colocam na vasilha de trigo, arroz ou de outro alimento na casa, na confiança de que Santo Antônio nunca deixará o pão de cada dia faltar sobre as mesas. Os pães distribuídos no dia de Santo Antônio também nos ensinam a importância da partilha. Se o amor de Cristo continuar tocando nosso coração, como tocou o coração de Santo Antônio, aprenderemos que o pão não pode ser só meu, mas nosso; só assim haverá pão para todos”.

No Brasil, o santo é comemorado com entusiasmo. Na região Nordeste, uma das maiores festas se dá em Barbalha, no estado do Ceará, durando vários dias. Inicia com a busca na mata de um pau que possa servir de mastro para a bandeira do santo, ocasião já cercada de ritualidade. Antes do corte, é feita uma oração que pede permissão à mata para a retirada e faz homenagem ao santo padroeiro, pedindo sua bênção para que o percurso aconteça sem acidentes. Quinze dias depois, abrem-se os festejos com a celebração de uma missa onde os devotos oferecem votos e presentes entre a cantoria dos repentistas, agradecendo as boas colheitas e a prosperidade, seguida de uma grande procissão onde se carrega o pau da bandeira até a frente da igreja matriz, quando a bandeira é hasteada entre fogos de artifício. Diz a tradição que as moças que tocarem no pau da bandeira casarão dentro de um ano. Em seguida, as ruas da cidade se enchem com um cortejo de manifestações folclóricas regionais, como o Reisado de Couro e de Bailes, a Lapinha, os Penitentes e o Reisado do Congo, com suas lutas de espadas, acompanhados de vaqueiros, quadrilhas, música de forró e danças de capoeiramaculelêmaneiro pau e pau de fitas. A festa encerra no dia 13 de junho com outra procissão com a imagem do santo carregada em um carro decorado, que inclui o cortejo de vários outros santos venerados na região. Pela sua importância, a festa em Barbalha foi inscrita no registro de bens do patrimônio imaterial mantida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Também pode ser citada como importante a festa em Campo Grande, a maior da cidade, da qual António é padroeiro, subsidiada pela Prefeitura e contando com a participação de cerca de cem entidades beneficentes, atraindo cinquenta mil pessoas de toda a região que fazem suas devoções e ao mesmo tempo se divertem com shows, danças e jogos. Em Borba, a festa de Santo António é a maior do interior do Amazonas, já tem mais de dois séculos de tradição e a basílica da cidade é a única da região Norte a possuir uma relíquia do santo. Em Salvador, na Bahia, o santo é reverenciado em praticamente todas as paróquias com a celebração da trezena, procissões e carreata, culminando com a missa festiva no dia 13 de junho, havendo duas igrejas com seu nome em que as festividades são bem mais intensas, quais sejam, Santo Antônio Além do Carmo, no centro histórico de Salvador e em Santo Antônio da Barra, sem esquecer a tradicional distribuição do pão bento. A festa de Osasco, no estado de São Paulo, foi incluída no Calendário Turístico do Estado de São Paulo.[53] Boqueirão, no estado de Minas Gerais, comemora sua festa há 267 anos, atraindo romeiros de várias regiões de Minas, Goiás e Brasília ao longo de dez dias de festejos.

Nas festas juninas é o primeiro dos santos a ser comemorado.

O verdadeiro rosto de Santo Antônio?

A pedido do Museu de Antropologia da Universidade de Estudos de Pádua e do Centro Studi Antoniani a face do santo foi reconstruída no começo de 2014  em parceria com o grupo de pesquisas arqueológicas Arc-Team da Itália . A apresentação da face aconteceu em junho de 2014 na cidade de Pádua, onde estão os restos mortais do Santo. A reconstrução digital foi impressa em 3D colorido pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) em Campinas. Dos três bustos impressos, um foi doado a Basílica do Santo em Pádua , um foi entregue à Diocese de Sinop um à Diocese de Chapecó e outro à Diocese de Santos. O designer brasileiro Cicero Moraes foi o responsável por esta reconstrução.

Claro que a imagem reconstruída era diferente das imagens tão divulgadas e muitas pessoas ainda se espantam quando a vêem,

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Reconstrução facial do santo a partir do seu crânio preservado                         por Cícero Moraes

Sincretismo

No sincretismo religioso, Santo António é relacionado no candomblé como Exu, o orixá da comunicação. Também é identificado com Ogum, deus da guerra, também capaz de abrir os caminhos

Oração a Santo Antônio

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A vós, Antônio, cheio de amor a Deus e aos homens que tiveste a sorte de estreitar entre teus braços ao Menino-Deus, a ti cheio de confiança, recorro na presente tribulação que me acompanha………….
Te peço também por meus irmãos mais necessitados, pelos que sofrem, pelos oprimidos, pelos marginalizados, pelos que hoje mais necessitem de tua proteção. Fazei que nos amemos todos como irmãos, que no mundo haja amor e não ódios. Ajudai-nos a viver a mensagem de Cristo.
Vós, em presença do Senhor Jesus, não cesses de interceder a Ele, com Ele, por Ele, a favor nosso ante o Pai. Amém.

Fontes:

Wikipedia: Santo Antonio de Lisboa

Terra.com

Nossa Sagrada Família

A12.com

O mistério da Paixão de Cristo não se repete

Formação

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Já me deparei com a questão de que algumas religiões insistem em dizer que nós católicos veneramos um Jesus morto. Esses questionamentos sobretudo aparecem principalmente na Quaresma e Semana Santa e não tem outro objetivo a não ser atacar a igreja. Queria eu acreditar que fosse por pura falta de conhecimento, mas levando-se em consideração que (com toda a tecnologia de informação a respeito) hoje é fácil pesquisar e descobrir os fatos, penso que a justificativa seja apena só ataque gratuito. Quando preciso e quero saber sobre qualquer assunto (principalmente outras religiões) busco sites e fontes confiáveis para pesquisar e aprender.

Dito isso, vou entrar na questão principal: Não veneramos Jesus Morto!

Cada religião possui suas tradições e simbologias. A Igreja Católica sempre exibe a cruz como lembrança do sacrifício de amor feito por Cristo para a salvação de todos nós. É simbolo e não o que nos move. Cristo vivo também aparece nas nossas igrejas, mas é claro que a lembrança do sacrifício de Jesus não pode ser esquecido nunca.

É muito claro (óbvio para mim) que a Igreja Católica Apostólica Romana só existe pelo simples fato de que Jesus está vivo e deixou a missão para Pedro quando fez sua ascensão de corpo e alma ao céu.

Não estamos esperando Jesus ressuscitar, ele já fez isso. Ninguém venera um Deus morto, pois isso nem tem sentido.

Na Semana Santa é feito a memória do sacrifico de Jesus, porque é preciso sempre lembrar de quem amou mais a cada um de nós a ponto de sacrificar o próprio filho. Isso não é dizer que veneramos a um Jesus morto e sim que não esquecemos do motivo que nos move. A palavra de Deus ecoa desde mais de 2000 anos e a igreja nunca cansou de proclamar a glória de jesus vivo. Aguardamos seu retorno glorioso.

O Catecismo da Igreja Católica explica perfeitamente que o Mistério da Paixão de Cristo não se repete mas é atualizado a cada celebração. Jesus se sacrificou apenas uma vez em expiação dos nossos pecados e os pecados do mundo todo, não repetimos o sacrifício fazemos memória.

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O ESPÍRITO SANTO RECORDA O MISTÉRIO DE CRISTO

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1099. O Espírito e a Igreja cooperam para manifestar Cristo e a sua obra de salvação na liturgia. Principalmente na Eucaristia, e analogicamente nos outros sacramentos, a liturgia é o memorial do mistério da salvação. O Espírito Santo é a memória viva da Igreja.

1100. A Palavra de Deus. O Espírito Santo lembra à assembleia litúrgica, em primeiro lugar, o sentido do acontecimento salvífico, dando vida à Palavra de Deus, que é anunciada para ser recebida e vivida:

«É enorme a importância da Sagrada Escritura na celebração da liturgia. Porque é a ela que se vão buscar as leituras que se explicam na homilia e os salmos para cantar; com o seu espírito e da sua inspiração nasceram as preces, as orações e os hinos litúrgicos: dela tiram a sua capacidade de significação as ações e os sinais».

1101. É o Espírito Santo que dá aos leitores e ouvintes, segundo a disposição dos seus corações, a inteligência espiritual da Palavra de Deus. Através das palavras, ações e símbolos, que formam a trama duma celebração, o Espírito Santo põe os fiéis e os ministros em relação viva com Cristo, Palavra e Imagem do Pai, de modo a poderem fazer passar para a sua vida o sentido daquilo que ouvem, vêem e fazem na celebração.

1102. «É pela Palavra da salvação […] que a fé é alimentada no coração dos fiéis; e é mercê da fé que tem início e se desenvolve a reunião dos fiéis». O anúncio da Palavra de Deus não se fica por um ensinamento: faz apelo à resposta da fé, enquanto assentimento e compromisso, em vista da aliança entre Deus e o seu povo. É ainda o Espírito Santo que dá a graça da fé, a fortifica e a faz crescer na comunidade. A assembleia litúrgica é, antes de mais, comunhão na fé.

1103. A anamnese. A celebração litúrgica refere-se sempre às intervenções salvíficas de Deus na história. «A economia da revelação realiza-se por meio de ações e palavras intimamente relacionadas entre si […]; as palavras […] declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido». Na liturgia da Palavra, o Espírito Santo «lembra» à assembleia tudo quanto Cristo fez por nós. Segundo a natureza das ações litúrgicas e as tradições rituais das Igrejas, uma celebração «faz memória» das maravilhas de Deus numa anamnese mais ou menos desenvolvida. O Espírito Santo, que assim desperta a memória da Igreja, suscita então a ação de graças e o louvor (doxologia).

O ESPÍRITO SANTO ATUALIZA O MISTÉRIO DE CRISTO

1104. A liturgia cristã não se limita a recordar os acontecimentos que nos salvaram: atualiza-os, torna-os presentes. O mistério pascal de Cristo celebra-se, não se repete; as celebrações é que se repetem. Mas em cada uma delas sobrevém a efusão do Espírito Santo, que atualiza o único mistério.

1105. A epiclese («invocação sobre») é a intercessão mediante a qual o sacerdote suplica ao Pai que envie o Espírito santificador para que as oferendas se tornem o corpo e o sangue de Cristo e para que, recebendo-as, os fiéis se tornem eles próprios uma oferenda viva para Deus.

1106 Juntamente com a anamnese, a epiclese é o coração de qualquer celebração sacramental, e mais particularmente da Eucaristia:

«Tu perguntas como é que o pão se torna corpo de Cristo, e o vinho [..] sangue de Cristo? Por mim, digo-te: o Espírito Santo irrompe e realiza isso que ultrapassa toda a palavra e todo o pensamento. […] Baste-te ouvir que é pelo Espírito Santo, do mesmo modo que é da Santíssima Virgem e pelo Espírito Santo que o Senhor, por Si mesmo e em Si mesmo, assumiu a carne».

1107. O poder transformante do Espírito Santo na liturgia apressa a vinda do Reino e a consumação do mistério da salvação. Na expectativa e na esperança. Ele faz-nos realmente antecipar a comunhão plena da Santíssima Trindade. Enviado pelo Pai, que atende a epiclese da Igreja, o Espírito dá a vida aos que O acolhem e constitui para eles, desde já, as «arras» da sua herança.

A COMUNHÃO DO ESPÍRITO SANTO

1108. A finalidade da missão do Espírito Santo em toda a ação litúrgica é pôr-nos em comunhão com Cristo, para formarmos o seu corpo. O Espírito Santo é como que a seiva da Videira do Pai, que dá fruto nos sarmentos. Na liturgia, realiza-se a mais íntima cooperação do Espírito Santo com a Igreja. Ele, Espírito de comunhão, permanece indefectivelmente na Igreja, e é por isso que a Igreja é o grande sacramento da comunhão divina que reúne os filhos de Deus dispersos. O fruto do Espírito na liturgia é, inseparavelmente, comunhão com a Santíssima Trindade e comunhão fraterna.

1109. A epiclese é também oração pelo pleno efeito da comunhão da assembleia no mistério de Cristo. «A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo» (2 Cor 13, 13) devem estar sempre connosco e dar frutos, para além da celebração eucarística. Por isso, a Igreja pede ao Pai que envie o Espírito Santo, para que faça da vida dos fiéis uma oferenda viva para Deus pela transformação espiritual à imagem de Cristo, pela preocupação com a unidade da Igreja e pela participação na sua missão, mediante o testemunho e o serviço da caridade.

Resumindo:

1110. Na liturgia da Igreja, Deus Pai é bendito e adorado como fonte de todas as bênçãos da criação e da salvação, com que nos abençoou no seu Filho, para nos dar o Espírito da adoção filial.

1111. A obra de Cristo na liturgia é sacramental, porque o seu mistério de salvação torna-se ali presente pelo poder do seu Espírito Santo; porque o seu corpo, que é a Igreja, é como que o sacramento (sinal e instrumento) no qual o Espírito Santo dispensa o mistério da salvação; e porque, através das suas ações litúrgicas, a Igreja peregrina participa já, por antecipação, na liturgia do céu.

1112. A missão do Espírito Santo na liturgia da Igreja é preparar a assembleia para o encontro com Cristo, lembrar e manifestar Cristo à fé da assembleia, tornar presente e atualizar a obra salvífica de Cristo pelo seu poder transformante e fazer frutificar o dom da comunhão na Igreja.

Catecismo da Igreja Católica (CIC 1099 – 1112)

Você já foi em uma Missa na Sexta-feira Santa? Tem certeza?

Formação

Você já foi em uma Missa na Sexta-feira Santa?
Tem certeza?

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Perguntei para várias pessoas que se declaram Católicos (alguns disseram ser católicos não praticantes, ou seja não são nada), se essas pessoas iriam ou já foram em alguma Missa na Sexta-feira Santa (claro que sei que este amo por causa da pandemia só seria possível pela Internet ), e qual não foi a minha surpresa quando 90% afirmaram que iriam, já foram ou gostavam de ir. Então eu fiz uma mova pergunta: você fez catequese e crisma? – apesar de que apenas 70% responderam afirmativamente. E olha que estas pessoas não são todas da minha região, são de diversos lugares e cidades até.
Vou explicar meu espanto com uma frase afirmativa: NÃO TEM MISSA NA SEXTA-FEIRA SANTA!

Então qual foi a Igreja Católica Apostólica Romana que a pessoa foi? Que tipo de formação teve?

Muito preocupante e vale a pena pensarmos como estamos formando na fé os seguidores de Jesus.

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Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo.

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Para a Igreja Católica, a Sexta-feira Santa é um dia muito especial, marcado pelo silêncio. Este dia pertence ao Tríduo Pascal, em que a Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, sendo este o único dia em que não se celebra a Eucaristia, ou seja não tem Missa no sentido litúrgico da palavra.

É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”. Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer ato litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.

Durante a Sexta-feira Santa, contempla-se de modo especial Jesus Cristo crucificado. As regras litúrgicas orientam que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

Neste dia, Sexta-feira Santa, que os antigos chamavam de “Sexta-feira Maior”, quando celebramos a Paixão e Morte de Jesus, o silêncio, o jejum e a oração devem marcar este momento. Ao contrário do que muitos pensam, a Paixão não deve ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor, que, ao morrer, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

É preciso manter um “silêncio interior” aliado ao jejum e à abstinência de carne. Deve ser um dia de meditação, de contemplação do amor de Deus, que nos “deu o Seu Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). É um dia em que as diversões devem ser suspensas, os prazeres, mesmo que legítimos, devem ser evitados.

Uma prática de piedade valiosa é meditar a dolorosa Paixão do Senhor, se possível, diante do Sacrário, na Igreja, usando a narração que os quatro evangelistas fizeram.

Domingo de Ramos em plena epidemia

Semana Santa 2020

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Se tem uma coisa que a séculos atrás, muitas pessoas achavam que não íamos chegar, seria nos anos 2000. Mas Deus permitiu que chegássemos.

Em pleno ano de 2020 estamos vivendo uma realidade diferente, em boa parte do mundo, estamos enfrentando a COVID-19, um tipo de Coronavírus que levou as igrejas do mundo todo a fecharem suas portas. O próprio Papa Francisco deu antecipou a benção Urbi Et Orbi sozinho em plena praça de São Pedro no Vaticano, no meio da chuva. Será que Deus está mostrando para todos que devem abandonar o egoísmo e a individualidade, e voltarem ao perdão? Seria castigo?

Durante muitos anos (posso dizer que nos últimos 30 anos) às pessoas tem associado a Semana Santa como um feriado prolongado, e esquecido que se trata da época mais importante de todo o catolicismo. São 40 dias de Quaresma, onde a reflexão e a oração devem ser a métrica e depois temos a Semana Santa a começar no Domingo de Ramos e se encerrar na Páscoa seguida do tempo pascal. Ou seja vivenciamos mais de 2 meses em intensa reflexão e oração por todo o mundo.

Infelizmente, esta época que era tão respeitada a alguns anos começou a perder o sentido para as pessoas que praticam a fé de interesse, ou seja, buscam as denominações religiosas que os agradam, onde podem pagar ou simplesmente não precisem ter compromisso com nada. Quaresma é tempo de reflexão acima de tudo, tempo de oração, perdão e memória do sacrifício de Cristo em expiação dos nossos pecados.

Este ano de 2020 em particular tem sido um verdadeiro teste para as pessoas de fé. E o que vemos são muitas pessoas voltando-se para Cristo.

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O Protagonista da oração celebrada pelo Papa Francisco na noite de 27 de março, na Praça São Pedro vazia e mergulhada em um silêncio irreal, foi Ele. Uma antecipação da Sexta-feira Santa. A chuva incessante banhava o corpo de Cristo no Crucifixo, a ponto de acrescentar ao sangue pintado na madeira aquela água que o Evangelho nos conta que escorria da ferida causada pela lança.

Aquele Cristo Crucificado que sobreviveu ao incêndio da igreja, que os romanos levaram em procissão contra a peste; aquele Cristo Crucificado que São João Paulo II abraçou durante a liturgia penitencial do Jubileu de 2000, foi o protagonista silencioso e inerme no centro do grande espaço vazio.

Papa Francisco parecia pequeno, e ainda mais encurvado enquanto subia com visível dificuldade e sozinho os degraus do adro, tornando-se intérprete das dores do mundo para oferecê-las aos pés da Cruz:  “Mestre, não Te importas que pereçamos?”. A angustiante crise que estamos vivendo com a pandemia “desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades” e “agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: Acorda, Senhor!”.

ANDREA TORNIELLI (Vatican News 28 de março de 2020)

Urbi et Orbi é a benção de Páscoa e Natal, com as quais o Papa se dirige ao público em geral na Praça de São Pedro. Urbi et Orbi (locução adverbial latina “à cidade de Roma e ao mundo, a todo o universo”)

Hoje celebramos a Quaresma em nossas orações pessoais e dentro da nossa casa (a primeira igreja é a nossa casa). De uma maneira até mais significativa devemos celebrar este Domingo de Ramos e entrarmos na Semana Santa de uma maneira ainda mais pessoal. Lembrando que quando Jesus adentrou Jerusalém em meio a folhas de palmeiras ele logo seria caçado, crucificado e morto e seus discípulos ficaram escondidos a espera do seu destino, com fé e dúvidas, mas ao final tudo deu certo. Jesus ressuscitou. A nossa fé não vai nos abandonar.

As emissoras católicas e também grande parte das paróquias vai transmitir celebrações online. Todos teremos a oportunidade de celebrarmos o Domingo de Ramos. Comungaremos espiritualmente. Não teremos as ´procissões de Ramos, mas teremos o coração elevado em oração.

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir Cristo é renunciarmos a nós mesmos

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A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com tipo de Messias que Cristo era. Pensava que, fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, e sim, o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

Os ramos lembram nosso batismo

Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que essa é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos

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O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente e nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim, na eternidade; aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus, Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos dos soldados na casa de Anás, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-O, crucifica-O”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos!

O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso imolar-se, aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.

Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a Cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”.

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo.

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

Formação Canção Nova

Você pode celebrar o Domingo de Ramos na sua casa também e entrar na Semana Santa

Guia para a bênção dos ramos:

Antes de tudo, os ramos precisam estar preparados para a bênção.

Para quem tem jardim:

Podem ser usados galhos de qualquer tipo de árvore ou arbusto, desde que sejam verdes e tenham folhas. A cor verde dos ramos é um símbolo da nova vida que triunfa sobre a morte. É possível escolher em ordem de preferência os ramos das seguintes plantas: palmeira, oliveira, laranja ou limão, buxo, teixo, outras espécies de arbustos.

Para quem não tem jardim: dois ou três galhos de uma planta verde podem ser suficientes

Em último caso, pode-se desenhar um ramo de palmeira em folhas de papel ou papelão e pintar de verde. Se a folha for forte o suficiente, podemos recortá-la tesoura. Dessa forma, cada um poderá segurar um ramo na mão no momento da bênção. No final da celebração, pode-se organizar uma pequena procissão para colocar um ramo abençoado (natural ou confeccionado) junto a cada crucifixo da casa.

Guia para a leitura da Paixão segundo São Mateus

Esta passagem do Evangelho é particularmente bonita e comovente: deve ser lida devagar, com ênfase, pronunciando-se cada uma das palavras.

Antes da celebração, você pode decidir quem lerá os diferentes personagens que participam da leitura. Os três caracteres são atribuídos ao longo da leitura com estas iniciais: X = Jesus, C = Cronista, S = Sinagoga.

ROTEIRO GERAL PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA:

  • Se você está sozinho, é preferível ler as leituras e orações da missa deste domingo ou acompanhar a missa pela televisão.
  • Esta celebração requer ao menos a participação de duas pessoas.
  • Pode ser celebrada na noite de sábado (vigília do domingo) e na tarde do domingo. No entanto, a manhã de domingo é o momento mais apropriado.
  • Esta celebração se adapta particularmente ao contexto familiar.
  • Deve-se colocar o número de cadeiras necessário diante de um espaço de oração, respeitando a distância de um metro entre cada cadeira.
  • Deve-se colocar uma cruz ou o crucifixo.
  • Acende-se uma ou várias velas, que devem ser colocadas em um suporte seguro. Ao final da celebração, elas devem ser apagadas.
  • Se você tem flores no jardim, colha algumas para colocá-las no ambiente de oração, pois sua presença é particularmente indicada neste domingo Laetare, em previsão da alegria da Páscoa.
  • Designa-se uma pessoa para dirigir a oração (em ordem de prioridade: um diácono, um leigo que tenha recebido o ministério de leitor ou acolitado, o pai ou a mãe de família.
  • A pessoa encarregada de dirigir a oração estabelecerá a duração dos momentos de silêncio.
  • Serão designados leitores para as leituras.
  • Preparar-se-á com antecedência a oração universal (que aparece neste guia) e se designará uma pessoa para sua leitura.
  • Podem-se preparar os cantos apropriados.

Ramos

 

Uma grande corrente de oração

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Com a pandemia mundial do COVID -!9 (Coronavírus), o mundo parou e o medo se espalhou pelos corações de todos.

É um momento onde praticamente todo o mundo está parado, e nestes momentos percebemos que tudo deve ser permissão de Deus.

A maioria das pessoas havia se esquecido de Deus, ou brincavam com o que elas elegeram como um deus mundano, as coisas da carne e da internet apenas.

Estamos na Quaresma de 2020 e pouquíssimas pessoas ainda guardam a tradição de nesses quarenta dias voltarem-se para a reflexão e oração. Pense um pouco: quarenta dias de Quaresma para orarmos, e mesmo assim isso foi ignorado por muitas pessoas que estavam planejando apenas a viagem no “feriado” da Sexta-feira Santa e Páscoa, ou estavam pensando nos ovos de Páscoa. Nada de jejum, abstinência de carne ou oração.

Então um vírus explode e obriga as pessoas a entrarem em quarentena. A maioria das pessoas é obrigada a isolar-se socialmente, Igrejas são fechadas e vários valores devem ser retomados.

Quantos já não conversavam com suas famílias ou tinham tempo de parar um pouco.  Não estamos sendo castigados por Deus, mas estamos sendo chamados a refletir onde chegamos longe de Deus até agora? Qual o sentido de esquecermos a nossa fé?

 

Deus avisou Noé quando a Terra estava cheia de corrupção, violência e falta de fé: “11.A terra corrompia-se diante de Deus e enchia-se de violência. 12.Deus olhou para a terra e viu que ela estava corrompida: toda a criatura seguia na terra o caminho da corrupção. 13.Então Deus disse a Noé: “Eis chegado o fim de toda a criatura diante de mim, pois eles encheram a terra de violência. Vou exterminá-los juntamente com a terra.”
Gênesis, 6, 11-13 
E Noé acreditou no sinal de Deus e fez a sua arca. Assim foi com José que foi avisado da seca e armazenou em celeiros salvando o Egito (Gn 41, 1-57). Também aconteceu com José e Maria avisados que o rei Herodes queria matar o ainda bebê Jesus e fugiram, “12.Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho. 13.Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em so­nhos a José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”. 14.José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.”
São Mateus, 2, 12-14 

Por mais que o mal tenha fechado as portas das igrejas e os lugares de lazer como shoppings e praças, nós que temos fé não podemos recuar.

É hora de nos voltarmos a Deus. Hora de orarmos pelo restabelecimento de todo o mundo. Nunca esquecer que Deus estará contigo em todos os momentos.

“1.Cântico das peregrinações. Para os montes levanto os olhos: de onde me virá socorro?* 2.O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra. 3.Ele não permitirá que teus pés resvalem; não dormirá aquele que te guarda. 4.Não, não há de dormir, nem adormecer o guarda de Israel. 5.O Senhor é teu guarda, o Senhor é teu abrigo, sempre ao teu lado. 6.De dia, o sol não te fará mal; nem a lua durante a noite. 7.O Senhor te resguardará de todo o mal; ele velará sobre tua alma. 8.O Senhor guardará os teus passos, agora e para todo o sempre.*”
Salmos, 121 (120) – Bíblia Católica Online

““9b. Tu és meu servo, eu te escolhi, e não te rejeitei”;* 10.nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa. 11.Vão ficar envergonhados e confusos todos aqueles que se revoltaram contra ti; serão aniquilados e destruídos aqueles que te contradizem; 12.em vão os procurarás, não mais encontrarás aqueles que lutam contra ti; serão destruídos e reduzidos a nada aqueles que te combatem. 13.Pois eu, o Senhor, teu Deus, eu te seguro pela mão e te digo: “Nada temas, eu venho em teu auxílio.”
Isaías, 41, 9b-13 – Bíblia Católica Online

“19.Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20.Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”.”
São Mateus, 28, 19-20 – Bíblia Católica Online

2020-03-18 15.58.13

Isso não quer dizer que cada um não deva tomar os devidos cuidados, e fazerem as devidas prevenções. Isso previne uma contaminação pelo vírus e também que se torne uma epidemia incontrolável. É algo muito sério que cada um deve ser responsável neste momento. Tenho fé que vai passar, vou rezar por isso, mas não vou deixar de me prevenir, proteger as pessoas que amo e acima de tudo rezar pela conscientização do mundo.

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Uma grande corrente de oração

É de grande valia que iniciemos uma grande corrente de oração. Que cada um possa dedicar no mínimo 1 hora de oração por dia durante este momento difícil. Poderia ser 1 hora direto ou dividir em 30 minutos duas vezes durante o dia. O importante é cada um rezar esta 1 hora por dia.

Como rezar?

Cada um tem uma maneira de rezar (orar) seja no silêncio do quarto ou em um local especifico. Lembrando que neste momento é tempo de ficarmos num isolamento social, por isso o local de oração será a nossa casa. Esta sugestão de oração é para todas as religiões, por isso cada um vai usar seu modo próprio de oração. Eu sou católico, por isso vou sugerir algumas orações católicas, mas o próprio silêncio no momento com o pensamento positivo é importante também.

  1. Intenções da oração
  2. Leituras da Bíblia (ou de qual for seu Livro Sagrado). No site Liturgia Diária CNBB tem leituras para todos os dias (4 diárias e aos domingos 5) é só clicar no link.
  3. Oração do Terço Mariano. Ou orações espontâneas. (Para quem não sabe rezar o Terço acesse o link clicando em cima e aprenda Como Rezar o Terço
  4. Louvar a Deus com alguma canção de sua preferência. Cada dia pode ser uma. No meu canal do YouTube tem algumas canções Canal DJ Milton Cesar
  5. Fechar agradecendo a Deus por mais um dia e desejando que toda esta tensão passe e tudo se resolva em nome de Deus.

Lembro que este roteiro é apenas uma sugestão e que cada pessoa tem um jeito de expressar a sua fé. O importante é rezarmos juntos.

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Cerco da Misericórdia

Seria muito importante que todos pudessem fazer uma grande corrente de oração, e a cada hora do dia tivessem pessoas orando em todas as partes do planeta. Assim faríamos um grande Cerco de Oração pedindo a intercessão de deus e de seus santos neste momento tão delicado.

Existe um livro de oração chamado Cerco da Misericórdia, escrito pelo Padre Luiz Roberto Teixeira Di Lascio e publicado pela editora Ave Maria que ensina como fazer o cerco de oração por 7 dias. traz vários roteiros de orações. A sugestão é rezar pelo menos 1 hora todos os dias no mesmo horário e num grupo de pelo menos 24 pessoas para completar as 24 horas do dia por 7 dias ininterruptos.

Abaixo (da foto do livro) segue uma pequena explicação do funcionamento do Cerco. O livro pode ser adquirido nas livrarias católicas, na Amazon.com e em outros sites de vendas de livros.

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1 CERCO DA MISERICÓRDIA Faça-o e verá a glória de Deus acontecer!

2 O desenho da capa representa um coração envolvido por uma chama viva, que é a chama do amor misericordioso de Deus e que se encontra no coração de cada ser humano. A oração sem cessar derruba as muralhas que impedem que essa chama viva do amor de Deus apareça e transpareça na vida de cada um. Com a queda da muralha a chama se inflama, e as pessoas, renovadas por essa espiritualidade da misericórdia divina, começam a se unir em torno de Jesus Ressuscitado, formando assim a comunidade orante, fraterna, solidária e misericordiosa, que é a manifestação viva do Reino de Deus.

3 Pe. Luiz Roberto Teixeira Di Lascio CERCO DA MISERICÓRDIA editora Ave-maria

4 Agradecimento Agradeço em primeiro lugar e de modo especial à Santíssima Trindade à qual ofereço esta obra e, em segundo, à Paróquia São Marcos, O Evangelista nas suas comunidades do Jardim São Marcos, Jardim Campineiro, Vila Esperança, Vila Olímpia, Campinho, CDHU – Estrada dos Amarais, Recanto da Fortuna e às comunidades de Santa Mônica e Agreste entre tantas outras que, com total generosidade, contribuíram direta ou indiretamente para que este Cerco da Misericórdia se tornasse realidade. Que o nosso Deus, que é rico em misericórdia, nos abençoe.

5 Prefácio Acompanho com estima o ministério sacerdotal do Padre Luiz Roberto Teixeira Di Lascio e tenho constatado seu zelo em anunciar a misericórdia divina, que Jesus Cristo nos revela, e da qual tanto necessitamos. A iniciativa do Cerco da Misericórdia é uma prática de oração que procura intensificar a confiança no amor de Deus. O convite à forma comunitária de oração manifesta a solidariedade na fé e a força de intercessão dos discípulos de Jesus, reunidos em Seu nome. Peço a Deus que esta prática incentive, pela intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, o recurso confiante ao Coração de Jesus. É ele que nos revela o infinito amor misericordioso da Trindade e nos ensina a ter misericórdia para com todos e promover a concórdia e a paz. Mariana, 27 de setembro de 2001 Dom Luciano Mendes de Almeida Arcebispo de Mariana

6 Introdução Este livro contém o roteiro de orações para as celebrações litúrgicas. Devemos participar rezando e cantando com fervor e nos entregar com plena confiança nas mãos do Espírito Santo. Deus quer distribuir infinitas bênçãos ao seu povo e cabe a cada um de nós, seus intercessores, permanecer em sua presença em atitude de gratidão e adoração. Tudo é graça, dizia Santa Terezinha do Menino Jesus. E com este pensamento queremos louvar e agradecer à Santíssima Trindade por nos ter inspirado e acompanhado no Cerco da Misericórdia, fazendo acontecer maravilhas na vida de centenas de pessoas, inúmeros grupos de reflexão, movimentos, pastorais, igrejas, comunidades, paróquias, empresas, colégios, penitenciárias, asilos, casas de recuperação de dependentes químicos, conventos, congregações, hospitais, centenas e centenas de casas de família por todo este nosso Brasil. É incontável o número de pessoas e grupos envolvidos com o Cerco da Misericórdia. Deus seja louvado e adorado! Por tanto derramamento de sua 11

7 misericórdia, somente nos resta dizer com o coração em festa: Muito obrigado, Senhor, nosso Deus de Amor! O Cerco da Misericórdia já foi realizado pela Causa da Paz, pelo Resgate da Sobriedade, pelo Rock in Rio, pela Ética na Política, pela Associação do Senhor Jesus, pela Casa Maria de Nazaré (entidade que cuida de crianças carentes), pela Associação Esperança e Vida (entidade que cuida de portadores de HIV), pelas cidades de Toledo-MG, Santa Rita do Sapucaí-MG, Pouso Alegre-MG, centenas de comunidades paroquiais, por diversos colégios estaduais, pelo Cursilho da Cristandade, pelos jovens crismados, por diversas congregações religiosas, por diversas novenas de padroeiros e padroeiras de comunidades e paróquias, por milhares de intenções e pedidos particulares, pelo 14 o Congresso Eucarístico Nacional e pela rádio Canção Nova, pela Igreja Maria Porta do Céu e pelo Carnaval com Jesus. O Cerco continua e, a cada momento ou tempo litúrgico, em alguma parte deste nosso imenso Brasil ou no exterior, inicia-se o Cerco da Misericórdia por uma causa ou intenção. Deus seja glorificado pelas maravilhas que ele tem operado em favor deste movimento que ele mesmo inspirou e guia, acompanha e zela, como o Bom Pastor. Ano Santo 2000 Pe. Luiz Roberto Teixeira Di Lascio Arquidiocese de Campinas, SP 12

8 1 O que é o Cerco da Misericórdia? É uma moção do Espírito Santo. Visa a resgatar a espiritualidade e a devoção à misericórdia divina por meio de um jorrar incessante de orações nas 24 horas do dia, durante sete dias consecutivos, com missas, comunhões, terços, cânticos de louvor ao Santíssimo Sacramento (exposto ou não). Pode ser feito na igreja, na comunidade, no grupo de quarteirão, em casa, no hospital, no mosteiro, no convento, no asilo, na penitenciária, no grupo de reflexão, no ambiente de trabalho, na escola, em família e em qualquer lugar onde possam se reunir pessoas para rezar no período de uma hora. É o povo de Deus intercedendo pela conversão dos pecadores e pelo resgate da dignidade humana e pela paz universal. Deus quer saciar nossa fome e sede de amor. Saciados do amor misericordioso de Deus, temos assim um coração voltado para os irmãos, generosos para acolher e saciar tantos corações feridos, e também famintos e sedentos de amor e justiça. 13

9 O tema do Cerco da Misericórdia é: Vinde a mim todos vós que estais com fome e sede de amor e eu vos saciarei. O Cerco da Misericórdia é uma linda experiência de Deus, em que sua vitória sobre o inimigo e o pecado acontece realmente. Durante os dias de oração, o Espírito Santo vai destruindo as muralhas que precisam ser derrubadas: as muralhas da fome, do desemprego, da enfermidade, da violência, da corrupção e também as muralhas interiores da culpa, do ressentimento, da mágoa, dos complexos, do desprezo, das omissões, das traições, das discriminações e outras. O Senhor vai transformando nossa mente e nosso coração (cf. Ef 4,22-23), e tudo isso vai sendo feito com muita oração, louvor, adoração e ação de graças. É um tempo para alcançarmos, da Trindade Santa e Providente, muitas graças para nós em particular, para nossas famílias e comunidades. É a Igreja em oração e escuta diante do Senhor que fala (cf. 1Sm 3,4). 14

10 2 Passos para se organizar o Cerco da Misericórdia NA PARÓQUIA, COMUNIDADE OU GRUPO 1. Converse com o seu pároco ou animador da comunidade. 2. Organize as equipes de trabalho (liturgia, acolhida, serviço, divulgação). 3. Divulgue o Cerco, utilizando todos os meios de comunicação possíveis (rádio, televisão, jornal, boletim, mural, etc.). 4. Onde houver possibilidade, que haja celebração da eucaristia ou culto da Palavra diariamente. Também a exposição durante os sete dias e sete noites. 5. Organize bem a distribuição e a escala dos horários da vigília de oração. Envolva os grupos, movimentos, pastorais, associações da comunidade. 6. Procure ter zelo e amor durante as vigílias de oração, principalmente onde estiver a Santíssima 15

11 Eucaristia exposta. Onde houver possibilidade, seja dada a bênção do Santíssimo, após a missa. 7. No último dia do Cerco, organize uma Caminhada da Misericórdia. Havendo possibilidade, faça-a com o Santíssimo, percorrendo as ruas e levando a Santíssima Eucaristia, com cânticos e louvores. Que seja um sinal de intercessão pelas necessidades de nosso povo. 8. Durante os sete dias do Cerco, a vigília de oração é ininterrupta. O local onde estará sendo rezada a vigília permanecerá aberto dia e noite. É o povo de Deus intercedendo sem cessar. 9. Que as vigílias sejam bem animadas e que haja material de oração disponível para o povo (folhetos, livros de cânticos, livro do Cerco). NAS CASAS, EM FAMÍLIA 1. Converse com sua família, com seus colegas de trabalho e de estudo, com participantes de grupos os mais diversos. 2. Veja o esquema O Cerco da Misericórdia em casa (pp. 19 e 20). 3. Convide no mínimo 24 pessoas e as distribua durante as 24 horas do dia. Certifique-se de que cada uma assuma com responsabilidade e fideli- 16

12 dade o horário escolhido. Podem participar mais pessoas no mesmo horário, desde que garantida sua fidelidade. 4. Incentive a participação nas celebrações da eucaristia ou no culto da Palavra, se possível diariamente. Também é aconselhável a frequência ao sacramento da confissão. 5. Visite e busque as intenções e os pedidos de seus vizinhos, parentes, colegas de trabalho e estudo, como também das comunidades, creches, hospitais e outros. Em casa, sozinho A qualquer dia e hora você pode entrar nesta grande família de oração. O importante é que você escolha a sua hora de oração e seja fiel por sete dias. Esteja certo de que hoje, em qualquer cidade ou estado do nosso Brasil, se inicia um Cerco e centenas de pessoas se revezam nesta grande maratona de oração. Siga um dos roteiros de orientação da hora de oração, conforme sugestão nas páginas 23 e

13 3 Organização da vigília Distribua as pessoas nos turnos e horários conforme a livre escolha de cada participante (de acordo com o gráfico ao lado). É importante que, ao assumir sua hora de vigília de oração, cada pessoa se responsabilize com seriedade e determinação para alcançar as graças pedidas e colher os frutos do Cerco. Participe você também! Você é responsável pelo seu horário, e poderá rezar sozinho, em família ou em grupo (com parentes, vizinhos e amigos), se assim o desejar. 18

14 COORDENADOR Subcoordenador Madrugada Subcoordenador Noite 00h 01h 02h 03h 04h 05h 18h 19h 06h 07h 20h 21h 22h 23h Subcoordenador Manhã Subcoordenador Tarde 06h 06h 07h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 06h 13h 07h 14h 15h 16h 17h 19

15 4 Passos para fazer o Cerco da Misericórdia em sua casa O que é o Cerco da Misericórdia em casa? É o momento da revelação da misericórdia de Deus, conforme Jo 1,14: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. O Cerco da Misericórdia em casa é uma forma de continuar em família o movimento iniciado nas comunidades. É trazer a comunidade para dentro do seu lar, reacendendo a chama viva do amor de Deus em seu coração e no coração de sua família, reconstruindo a Igreja doméstica. Coordenador: Ao coordenador cabe incentivar e animar os subcoordenadores para que ininterruptamente mantenham horários, orações e intenções do Cerco da Misericórdia. Subcoordenador: Tem a função de animador junto aos membros participantes do seu período de oração. Seu papel fundamental é manter viva a chama do 20

16 Cerco da Misericórdia por meio de lembretes permanentes (por telefone ou pessoalmente) a cada membro participante, a respeito do horário, e de orientações e sugestões sobre como orar, meditar… Membro participante: Sua função é, em horário previamente escolhido, assumir uma hora corrida de oração, sem falhar, para não quebrar o objetivo do Cerco da Misericórdia. Tempo de oração: Uma hora de vigília de oração. Sempre no mesmo horário, previamente escolhido, e assiduamente todos os dias, durante sete dias. Oração: Seguirá o Roteiro da Vigília de Oração, que se encontra nos itens 5.1 e 5.2 (pp. 23 e 25). Local de oração: Prepare um lugar para a oração: com o crucifixo, a Bíblia, a imagem ou o quadro do Sagrado Coração de Jesus. Se possível, adornar o local com flores, como sinal de amor, e uma vela, como símbolo da fé e da comunhão com o Cerco. Vaso de orações: Recipiente em que você colocará escritas as intenções do Cerco da Misericórdia: as pessoais, as familiares e as solicitadas pelos vizinhos e amigos. Pode ser um vaso, um prato, uma cestinha, uma vasilha. Coloque também os pedidos de seus familiares, vizinhos e amigos. 21

17 O recipiente aberto para receber os pedidos dos irmãos será semelhante ao nosso coração, também aberto para a Misericórdia da intercessão. O vaso de orações quer ser o elo para unir os corações e manter vivo o espírito de solidariedade entre as pessoas. Rezar pelos outros e pelas suas intenções é um gesto profundo de amor ao próximo. Ao término do Cerco, queime os pedidos, em espírito de oração e entrega a Deus. Vivência do Cerco: Procure não resumir o Cerco da Misericórdia a apenas sua hora de oração. Busque, durante o dia, praticar obras de misericórdia espirituais e corporais (pp. 44 e 45), e exercitar a Oração pela Paz que está no item (p. 59). 22

18 5 Como rezar o Cerco da Misericórdia Nas páginas seguintes você encontrará dois roteiros de orações para serem utilizados com liberdade no seu horário de oração: Rezando com Maria e Rezando com a Palavra de Deus REZANDO O CERCO DA MISERICÓRDIA COM MARIA Roteiro a seguir: Ambientação: Escolha um canto inicial. Acolhida: Inicie na presença da Santíssima Trindade: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Invocação: Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da Terra. 23

19 Oremos: Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Amém. Intenção geral: Para que os cristãos assumam o compromisso de seguirem a Jesus Cristo e tornaremse membros vivos e atuantes de uma Igreja santa, servidora e misericordiosa a serviço da vida, abraçando com ardor a causa da paz. Intenção pessoal: Coloque suas intenções pessoais e outras. Oração: Reze a oração do Cerco da Misericórdia (p. 46). Terço: Reze o terço, escolha o mistério: (gozoso, doloroso, glorioso ou luminoso) e a salverainha (pp. 29 a 38). Ladainha: Reze a ladainha de Nossa Senhora (p. 39). Meditação: Faça uma breve meditação sobre a misericórdia divina (p. 62). Encerramento: Reze o hino de louvor em gratidão à Santíssima Trindade (p. 69). 24

20 Bênção: Termine este tempo de oração invocando a bênção da paz (p. 48). Compromisso: Compromisso com o Cerco (p. 45), e rezar a ladainha do Sagrado Coração de Jesus (p. 48). Canto final Observação: Você poderá acrescentar, neste seu tempo de oração, outras orações, cantos ou leituras sobre a misericórdia divina que se encontram no final deste livro. Lembre-se: o importante é você ser fiel à sua hora de oração REZANDO O CERCO DA MISERICÓRDIA COM A PALAVRA DE DEUS Roteiro a seguir: Ambientação: Escolha um canto inicial. Acolhida: Inicie na presença da Santíssima Trindade: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Invocação: Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 25

21 Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da Terra. Oremos: Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Amém. Intenção geral: Para que os cristãos assumam o compromisso de seguirem a Jesus Cristo e de se tornarem membros vivos e atuantes de uma Igreja santa, servidora e misericordiosa a serviço da vida, abraçando com ardor a causa da paz. Intenção pessoal: Coloque suas intenções pessoais e outras. Oração: Reze a Oração do Cerco da Misericórdia (p. 47). Textos bíblicos: Leia e medite os textos bíblicos do dia (p. 43). Salmo: Reze o hino de louvor das criaturas ao Senhor (p. 72). 26

22 Leitura espiritual: Escolha uma leitura sobre a misericórdia divina (p. 62). Encerramento: Reze o hino de louvor em gratidão à Santíssima Trindade (p. 69). Bênção: Termine esta hora de oração, invocando a bênção da paz (p. 48). Compromisso: Compromisso com o Cerco (p. 46), e rezar a Ladainha do Sagrado Coração de Jesus (p. 48). Canto final Observação: Você poderá acrescentar, neste seu tempo de oração, outras orações, cantos ou leituras sobre a misericórdia divina que se encontram no final deste livro. Lembre-se: o importante é você ser fiel à sua hora de oração. 27

CERCO DA MISERICÓRDIA PDF

Carnaval é para os cristãos?

“17.Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 18.Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. 19.Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habi­ta em vós, o qual recebes­tes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?”
I Coríntios, 6,17-19 – Bíblia Católica Online

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O carnaval é para os cristãos?

Seguindo uma antiga tradição ascética, os monges assim o faziam. Portanto, o último dia em que poderiam comer carne antes de entrar na Quaresma era justamente a terça-feira anterior ao dia de Cinzas. Assim, costumou-se chamar, este dia de “carne vale”, que, depois de passar pelos processos de transliteração, tornou-se a palavra “carnaval”. Sob este título se reuniram tradições festivas de outras culturas.

Surge então um problema: o Carnaval acabou sendo entendido como festa dos excessos, onde tudo é permitido. Por isso, a festa, que era para ser apenas um momento de celebração e alegria, tornou-se motivo de escândalo para muitos cristãos. Ele tornou-se assim um assunto controverso: uns dizem que podem comemorar e outros anatematizam a ideia. Cada um aproveita de um modo: brincando, assistindo aos desfiles, descansando, viajando, rezando nos retiros, sem, contudo, chegar a um consenso sobre o assunto. Todos os anos faz-se a pergunta: o cristão pode ou não brincar o Carnaval?

Talvez seja a pergunta mais difícil de se responder.

Com certeza existem 3 grupos de pessoas (cristãs) que irão responder de três diferentes formas: Não, Sim e Não sei.

Porque seria tão difícil a resposta?

Simplesmente porque o Carnaval é antes de tudo uma “festa” e não existe proibições para festas na Bíblia.

Porém existem recomendações e proibições para os exageros, luxúria e tudo o que o carnaval muitas vezes traz embutido. Lembramos sempre de 1Cor 6, 17-19 .E ai está o problema e a dificuldade de se dar uma resposta mais direta.

Analisemos o SIM: seria sim permitido pelo fato de que o cristão deve sempre saber resistir as tentações e se comportar onde quer que vá. Ou seja, mesmo num ambiente, digamos, caótico, o fiel cristão deve se sobressair e não se deixar levar.

Analisemos o NÃO: não seria permitido por ser uma festa que evoca promiscuidade, bebedeira e violência em muitos casos. o clima de vale tudo não pode e não deve ser associado ao cristão. Hipocrisia? Não! Apenas um jeito que muitos fiéis escolhem em viver a sua fé, evitando o pecado a todo custo.

Analisemos o NÃO SEI: parece ser uma resposta típica de um fiel que não tem opinião formada ainda. Talvez lhe falte um pouco mais de aprofundamento e reflexão. É a resposta do fiel que vê muita coisa, digamos, errada no carnaval, mas por outro lado vê como uma forma das pessoas extravasarem.

Lembro que o carnaval antecede o maior período de oração e penitencia dentro do Ano Litúrgico da Igreja Católica: A Quaresma. Ou seja, após os dias do carnaval serão 40 dias de muita oração para quem professa a fé católica.

Valeria a pena se esbaldar no carnaval e pedir perdão na quaresma?

Eu digo que não.

Temos que lembrar que muitas vezes é preciso que analisemos friamente cada ato nosso, cada escolha e cada passo, sempre pela luz da nossa fé. Do que adianta beber exageradamente, sofrer  ou causar um acidente? Do que adianta se entregar ao sexo desenfreado e depois se descobrir com uma doença venéria? Do que adianta acharmos que serão apenas 3 ou 4 dias de folia e que isso não fará mal, se na realidade tudo tem uma consequência?

É preferível escolher um carnaval mais familiar, um retiro cristão ou uma viagem de descanso.

Isso não quer dizer que a escolha não seja sua. Ela sempre será. Mas é preciso agir sob a luz de Deus.

Vale uma reflexão que encontrei no site da Arquidiocese do Rio de Janeiro:

1. O objetivo ao brincar: se o desejo de quem for brincar é apenas se divertir, não há problema algum. Deve-se ter o cuidado de saber bem onde vai, primeiro porque não podemos interferir na liberdade dos outros, então podemos acabar passando por situações desconfortáveis, mesmo sem querer; depois, porque “a carne é fraca”, e expor-se a determinados ambientes pode acabar nos levando ao erro, mesmo que essa não seja nossa intenção;

2. O objetivo ao não brincar: muitos cristãos dizem que Carnaval é “coisa do inimigo”, e preferem se recolher, ou participando de retiros de carnaval ou simplesmente procurando lugares recolhidos com pouca ou nenhuma manifestação festiva. Se, por um lado, essas pessoas fogem às tentações e aos possíveis pecados do Carnaval, por outro correm o grande risco de cometer o pecado da soberba ao sentirem-se melhores ou mais justos do que os outros que brincam. A exposição ao pecado, embora de modo diverso, é da mesma natureza.

Qual pode ser, então, a regra de ouro? A consciência. Cada um pode e deve examinar o próprio coração, as intenções, o que gosta de fazer e se é conveniente. Não há nenhuma palavra oficial a respeito porque ninguém pode ter a pretensão de regular a liberdade dos outros. O cristão, sendo habitado pelo Espírito, use sua liberdade a serviço de Deus e para realizar Sua vontade, que é que todos nos amemos e, pelo Amor e pela Graça, e não pelos méritos, sejamos salvos e cheguemos ao conhecimento da verdade. A grande lei, sempre será, em tudo, conversar a caridade.

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A História do Carnaval

Juliana Bezerra

Professora de História

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Cidades como Veneza (Itália), Nice (França), Nova Orleans (EUA), Ilhas Canárias (Espanha), Oruro (Bolívia) e Barranquilla (Colômbia), também celebram a festa, apesar do Brasil ser conhecido como o país do Carnaval.

Origem do Carnaval: como surgiu a festa

Teoria 1: Na Babilônia

A história do Carnaval pode ter origens babilônicas. Para alguns estudiosos, o Carnaval teve origem na Babilônia através da comemoração das Saceias. Nessa festa, concedia-se a um prisioneiro que assumisse a identidade do rei por alguns dias, sendo morto ao fim da comemoração.

Igualmente, na Babilônia, havia uma celebração, no templo do deus Marduk, quando o rei era agredido e humilhado, confirmando a sua inferioridade diante da figura divina.

Teoria 2: Na Grécia

Outros historiadores acreditam que o Carnaval teve início na Grécia por volta de 600 a.C., na altura em que era comemorado o princípio da primavera.

Teoria 3: Em Roma

Há, entretanto, suposições de que a sua origem decorre da Saturnália, em Roma, ocasião na qual as pessoas se mascaravam e passavam dias a brincar, comer e beber.

A evolução do Carnaval

Com a ascensão do cristianismo, as festas pagãs ganharam novos significados. Assim, o Carnaval tornou-se a oportunidade dos fiéis despedirem-se de se alimentarem de carne. Inclusive, a palavra carnaval vem do latim carnis levale que significa “retirar a carne”.

Para a Igreja Católica, o Carnaval antecede a Quaresma, o período de quarenta dias antes da Páscoa, onde se recorda o momento no qual Jesus esteve no deserto e foi tentado pelo demônio.

Desde o início da sua comemoração, no Carnaval, as pessoas podiam esconder ou trocar de identidade.

Assim, tinham maior liberdade para se divertir, ao mesmo tempo que podiam adquirir características ou funções diferentes do que eram verdadeiramente: pobres podiam ser ricos, homens podiam ser mulheres, entre outros.

Em Veneza, os nobres usavam máscaras para poder desfrutar da festa junto do povo e manter sua identidade oculta. Esta é a origem do uso da máscara, que é uma característica marcante desta celebração.

Origem do Carnaval no Brasil

No Brasil, o Carnaval surgiu com o entrudo trazido pelos portugueses. Este consistia numa brincadeira quando as pessoas atiravam água, farinha, ovos e tinta uma nas outras.

Por sua parte, os africanos escravizados se divertiam nestes dias ao som de batuques e ritmos trazidos da África e que se mesclariam com os gêneros musicais portugueses. Esta mistura seria a origem da marchinha de carnaval e do samba, entre muitos outros ritmos musicais.

No começo do século XX, com o objetivo de civilizar a festa, a prática de lançar farinha e água foi proibida. Por isso, as pessoas começaram a importar dos carnavais de Paris e Nice o costume de jogar confetes, serpentinas e buquês de flores.

Com a popularização dos automóveis, as famílias mais abastadas do Rio de Janeiro, Salvador ou Recife, saíam com os carros e jogavam confetes e serpentinas nos passantes.

Esta tradição se manteve até a década de 30, quando se registrou o fim da fabricação dos automóveis descapotáveis e também pelo barateamento dos veículos que permitiam as classes populares entrar na festa.

Com o surgimento do choro e da releitura de ritmos europeus, o Carnaval de rua era animado pelas marchinhas. Este é um gênero musical parecido às marchas militares, porém mais rápidas e com letras de duplo sentido. Desta maneira, criticam a sociedade, a classe política e a situação do país de maneira geral.

Considera-se que a primeira marchinha de Carnaval sejam “Ó Abre Alas“, escrita em 1899 pela compositora carioca Chiquinha Gonzaga.

Surgem os “ranchos”, as “sociedades carnavalescas” e os “cordões”, agrupações de foliões que saíam pelas ruas da cidade tocando as marchinhas e fazendo todos dançarem.

Com a popularização do rádio, as marchinhas caíram no gosto popular. Vários cantores registraram estas composições, mas cabe destacar os nomes de Carmem Miranda e Francisco Alves como os maiores intérpretes do gênero.

Na década de 60, a marchinha deu lugar ao samba-enredo das escolas de samba.

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  1. O recado de Madre Angélica

Deus tem um único filho? E nós?

Perguntai: 1

08 May 2001 --- Big daddy --- Image by © Ryszard Horowitz/CORBIS

Nos meus idos tempos como catequista, estava falando do nascimento de Jesus. E usava a palavra “filho unigênito” de Deus (Jo 3,16), quando um catequizando me perguntou:

– O que é filho unigênito?

De pronto respondi que seria o filho único de Deus. Mal sabia eu que aquela palavra geraria uma pergunta que fez o grupo todo parar e me olhar para aguardar minha resposta:

– Se Jesus é o “filho único” de Deus o que nós somos?

Para contextualizar, nos grupos de Catequese de Adultos e Crisma onde fui catequista sempre incentivei (e acho natural isso) que os catequisandos perguntassem aquilo que tiverem dúvidas e avisava que se os catequistas não soubessem no próximo encontro isso seria trazido como respostas (iríamos pesquisar e perguntar até para o padre caso as respostas não nos parecessem as mais corretas). Pois bem, partindo deste ponto, foi justamente o que fiz, pesquisei, perguntei.

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Pois bem, primeiro vale explicar que Deus criou o homem (Adão) do barro e soprou-lhe a vida pelas narinas (Gn 2), depois ele tirou uma das costelas de Adão e criou a mulher (Eva) a partir daí. Isso significa que Deus decidiu criar a mulher como companheira do homem e como parte dele. Tirou uma costela para que a mulher ficasse nem acima e nem abaixo do homem e sim fosse do meio. É só pensar que sem a costela ninguém fica perfeito. Então Deus “criou” o ser humano e soprou-lhe a vida. Criou como sua imagem e semelhança então somos filhos do criador (Gn 1, 27). Quem cria é o Pai.

Isso não significa que nos tornamos iguais ou superiores a Deus, mas somos parte dele (Hb 1, 3-4)

Com o passar dos séculos a humanidade que tinha toda a liberdade, muitas vezes foi desviando-se do caminho e em várias oportunidades quis superar o criador (veja a Torre de Babel, Sodoma e Gomorra, Dilúvio) e Deus sempre interviu.

Então o próprio Deus decidiu viver na pele o que é ser humano, de carne, osso, sangue e sentimentos e escolheu uma virgem chamada Maria da aldeia de Nazaré para ser a mãe do seu filho. Não foi uma virgem qualquer, pois virgens existiam muitas, foi uma jovem que desde o início vivia para servir a Deus. Assim o anjo foi enviado e anunciou a maria a escolha de Deus, porém não foi uma imposição pois ela poderia dizer não, mas disse sim. Assim fez-se o seu filho, que na realidade era o próprio Deus, não apenas parte, mas figura da Santíssima Trindade.

A concepção é sempre um ato que vai levar para sempre nos genes do ser gerado partes do pai e da mãe. No caso da concepção divina de Jesus não houve o ato sexual e sim algo divino. Jesus então herda os genes humanos de Maria e toda a divindade do próprio Deus. Para reforçar Jesus é criado por Maria (mãe) e José (pai adotivo de Jesus).

Unigenitus ou Monogenes

Unigênito significa “único gerado” ou “filho único”, e deriva do latim unigenitus. A palavra “unigênito” aparece em alguns textos bíblicos para traduzir o grego monogenes. A Bíblia também diz que Jesus é o Unigênito de Deus. É justamente por causa dessa afirmação que algumas pessoas ficam em dúvida com relação ao significado de unigênito na Bíblia.

O significado da palavra unigênito na Bíblia

A palavra unigênito foi utilizada para traduzir o termo grego monogenes, empregado em diversas passagens bíblicas escritas em grego também. Esse termo, quando traduzido para o latim através da palavra unigenitus, gerou algumas confusões na interpretação de seu significado.

Primeiramente precisamos entender que o termo grego original não está necessariamente ligado apenas ao sentido de nascimento ou de criação. Dependendo do contexto, unigênito pode ser interpretado como “único de sua espécie”, “único do tipo” ou “único existente”. Nesse sentido, a palavra unigênito refere-se a uma ideia de singularidade, e não de nascimento. Um ser singular único. Existe alguma dúvida de que Jesus é um ser singular 

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Jesus é o Unigênito de Deus

Nos livros do Novo Testamento o termo monogenes é utilizado nove vezes (Lucas 7,12; 8,42; 9,38; João 1,14-18; 3,16- 18; 1 João 4,9; Hebreus 11,17). Nas referências citadas, o termo é utilizado com diferentes aplicações. Esse termo é utilizado para transmitir a ideia de filho(a) único(a), para se referir a Isaque, filho de Abraão, e também para designar Jesus como o unigênito de Deus.

Com essas referências fica bem fácil entender que o termo grego pode ser aplicado de formas diferentes. Nos casos em que ele indica o filho(a) único(a) de alguém, fica evidente a ideia de nascimento. Mas quando monogenes é empregado para se referir a Jesus como unigênito do Pai, a interpretação correta deve ser o de “único existente” ou “único do tipo”.

Então somos filhos de Deus também, criados por Deus. Já Jesus é o filho único de Deus pois ele é um ser singular. 

 

 

Jesus Cristo, qual o teu rosto?

Curiosidades

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Existe uma controvérsia enorme sobre qual seria o verdadeiro rosto de Jesus Cristo. Durante séculos os artistas tem retratado Jesus segundo suas interpretações, mas na maior parte dos casos, se baseiam nas pinturas europeias renascentistas que trazem Jesus branco e de longos cabelos lisos.

Muitas vezes a imagem traz um Jesus angelical. Mas se pensarmos um pico mais a fundo, e mesmo se repararmos no povo de hoje da Palestina (detalhe pouco se alterou desde a época de Cristo) dá para perceber que esse rosto branco de bochechas rosadas, com cabelos longos loiros (ou negros) lisos e barba, não representa verdadeiramente o rosto de Jesus Cristo. Isso porque o povo galileu, naquela época, há mais de 2 mil anos, estava muito longe de ter essa aparência europeia das imagens.

Intrigado com essa confusão que nos persegue há séculos e que acabou se tornando uma referência para os cristãos, o especialista em Antropologia Forense, Richard Neave, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, resolveu desvendar o mistério por trás do verdadeiro rosto de Jesus Cristo. Usando de uma técnica chamada de Antropologia forense. Junto com um grupo de cientistas em 2001

Para isso, ele usou a mesma tecnologia usada para desvendar o rosto de assassinos e outros criminosos (não se espante e ache uma blasfêmia) e começou seu trabalho para remontar o rosto de Jesus Cristo. Para deixar tudo ainda mais real, Neave realizou uma pesquisa aprofundada a respeito das características físicas dos povos semitas da Galileia, no norte de Israel.

Crânios e mais crânios típicos dos judeus foram recebidos e estudados pela equipe do antropólogo forense e, no final, foram feitos raio-x das fatias dos crânios. Computadores, então, criaram os músculos e a pele do que seria o verdadeira rosto de Jesus Cristo quando vivia naquela época, ou melhor até hoje já que acreditamos que ele ascendeu aos céus de corpo e alma.

O rosto de Jesus Cristo

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O resultado? O rosto de Jesus Cristo, como deve ter sido na vida real, já mais de 2 mil anos, foi muito diferente do que imaginamos hoje em dia. De acordo com os estudos de Neave, Jesus era mesmo barbudo, mas tinha cabelos escuros, curtos e, muito provavelmente, cacheados, como o costume de seu povo naquela época

Ainda sobre o rosto de Jesus Cristo, de acordo com os antropólogos, estava longe de ser tão branco ou angelical como das ilustrações. Era, na verdade, um rosto comum, sem muitos atrativos, com pele escura e olhos também escuros, quase pretos. Lembrando do sol escaldante da região.

Jesus também não devia ser um homem muito alto, já que a estatura dos homens de semitas daquela época não era nada impressionante. Acredita-se que ele não tinha mais de 1,50 m de altura e era um homem mais forte que realmente é retratado, já que seu ofício de carpinteiro era um trabalho que exigia esforço físico.

O resultado foi revelado em um documentário produzido em parceria entre a BBC e o Discovery Channel. E para conduzir a reconstrução, os pesquisadores empregaram as tecnologias mais avançadas que tinham à mão na época, assim como o crânio de 2 mil anos de um homem judeu, documentos antigos e técnicas forenses.

E então, você esperava um rosto assim para Jesus?

Na verdade isso é um trabalho da ciência e não desmerece em nada a nossa imagem ideal de Jesus Cristo.Podemos até imaginá-lo parecido conosco já que todos somos imagem e semelhança de Deus.

1 – Primeiras imagens

Uma das representações mais antigas de Jesus de que se tem notícia é a que você poderá ver na imagem seguir. Datada do ano 235, a imagem foi descoberta entre os frescos que cobrem as paredes de uma sinagoga da cidade de Dura Europos, na Síria. Veja:

A figura, embora não seja muito nítida, retrata um dos milagres de Cristo, “A Cura do Paralítico”. Nela, podemos ver Jesus com os cabelos curtos e encaracolados e vestindo uma simples túnica e sandálias. O exemplo abaixo, descoberto na Espanha no ano passado, consiste em uma gravura sobre um prato de vidro do século 4 que também mostra o messias sem sua icônica barba.

2 – Os cabelos e a barba crescem

As primeiras representações de Jesus com os cabelos mais longos e com o rosto coberto de barba começaram a surgir ainda no século 4 — provavelmente inspiradas na forma como os deuses gregos e romanos eram retratados. Um dos exemplos mais antigos é a imagem a seguir, descoberta na Catacumba de Marcelino e Pedro, localizada em Roma.

3 – Menino Jesus

Imagens que retratavam Jesus ainda bebezinho começaram a surgir por volta do século 4, pelo menos, e um dos exemplos mais emblemáticos é o mosaico do século 6 que você pode conferir a seguir:

Localizada na Basílica de Santa Sofia — que fica em Istambul, na Turquia —, a obra mostra a Virgem Maria embalando Jesus em seus braços, enquanto os Imperadores Bizantinos presenteiam o Menino com a (então) cidade de Constantinopla.

4 – Cristo acompanhado

Uma das imagens mais antigas de Jesus acompanhado de seus apóstolos foi descoberta em 2010 nas Catacumbas de São Tecla, localizada em Roma. Os arqueólogos estimam que o fresco seja do final do século 4 ou início do século 5, e acreditam que a imagem — que traz todos os personagens barbados e São Paulo já ficando careca — serviu de base para muitas representações dos seguidores de Cristo que surgiram depois.

5 – Jesus beatificado

O mosaico que você pode ver a seguir foi encontrado no Mausoléu de Gala Placídia, situado em Ravena, na Itália, e data do século 5. Nele, Cristo é retratado usando as cores reais — roxo e amarelo — enquanto guarda o seu rebanho. Veja:

A obra — conhecida como “O Bom Pastor” — traz Jesus novamente sem barba, mas agora com vestimentas e aparência que remete aos antigos romanos. Além disso, ele aparece com um halo sobre sua cabeça.

6 – Crucificado

As primeiras imagens de Jesus crucificado começaram a surgir a partir do século 5, enquanto a representação mais antiga de Cristo — retratado na cruz ao lado dos ladrões — em um manuscrito apareceu em um livro do século 6 chamado “Evangelhos de Rabbula”. Veja:

7 – Morto e sepultado

Santo Sudário — fascinante relíquia religiosa , como você sabe, traz o que muitos cristãos acreditam ser a própria imagem de Cristo gravada em sua superfície.

Até hoje sua legitimidade é discutida por religiosos e cientistas de todo o mundo — afinal, o lenço de linho foi extensivamente analisado por equipes de cientistas que, primeiro, determinaram que algumas partes do tecido datam da Idade Média, sugerindo que ele seria uma elaborada farsa e, posteriormente, que o material foi produzido entre 280 a.C. e 220 d.C., ou seja, muito mais próximo da época de Cristo.

 

Fontes: