Batismo (Formação) Parte 3 – Final

Pastoral do Batismo (Formação 3/3) 

Ultimo Encontro – Porque batizar? Como será a cerimônia? Orientações.

Ambientação: Flores, velas, Bíblia, água

Apoio: Mesa com café, suco, água, bolacha, bolo

No primeiro momento podemos começar com o Abraço da Paz para que todos se descontraiam.

Depois fazer uma oração do Pai Nosso e Ave Maria e colocar uma música para se refletir, onde todos podem ler a letra enquanto a música toca e depois dizer rapidamente uma frase que chamou atenção na música. Sugiro Deus é mais.

Depois podemos com todos sentados entrar no tema:

Porque batizar?

Quem vem pedir o Batismo para seus filhos e quem aceita a missão de ser padrinho ou madrinha deve ter a certeza no seu coração de estar fazendo a escolha certa, e não porque é uma tradição familiar. O Batismo não tem poderes mágicos, a criança não vai parar de ser bagunceira ou estar livre de qualquer doença. Para ela parar de ser bagunceira os pais devem educá-la e brincar com ela. Para evitar doenças devem levar para vacinar e cuidar com o tempo frio agasalhando, com o calor dando água.

O Batismo é sim a porta de entrada para a igreja, para a casa de Deus, e dai por diante se construir uma vida baseada nos ensinamentos de Cristo.

O que vemos são alguns, nem todos, pais ou padrinhos que vem na igreja para o batizado, filmam, tiram fotos e tudo se acaba ai. Cadê a participação nas missas? Cadê a participação efetiva na vida dos afilhados? Cadê a amizade?

Deus sempre vai te dar a oportunidade de se estar na casa dele, mas resta a cada um fazer isso.

A celebração do Batismo é feita geralmente durante a missa justamente para que toda a comunidade conheça seus novos membros e seja testemunha.

Importante prestar atenção no dia da Celebração do Batismo

Todos devem chegar no mínimo com 30 minutos de antecedência e de preferência os pais e padrinhos devem chegar juntos para evitar contratempos.

O Batizando, principalmente se for criança, deve tomar água antes, ir no banheiro antes, estar alimentada e descansada. Também deve estar com uma roupa confortável. Muita gente coloca uma roupa apertada na criança ou uma roupa que faz calor demais ou que não aquece (em dias frios). A veste deve ser branca ou clara, mas não pode causar desconforto na criança.

Pais e padrinhos devem evitar roupas mais escuras ou que não condizem com o ambiente da missa (no caso das mulheres decotes ou roupas curtas e homens com bermudas ou shorts ou camiseta regata), além de roupas com símbolos ou estampas que não não estejam de acordo com a igreja.

Fotos e filmagens

Vivemos sempre a questão das fotos e filmagens, e com a ascensão dos celulares a mania de se querer filmar ou fotografar tudo. nada impede que isso seja feito, porém de maneira ordeira. O aconselhável é que não seja nem os pais e nem os padrinhos que atuem como fotógrafos ou câmeras- mans, então deve-se escolher algum amigo ou parente para fazer isso e que não atrapalhe a celebração jã que ela é o ponto mais importante de tudo. Por isso deve-se respeitar os momentos de se tirar fotos, já vi gente levantando no meio da missa para fazer pose, e gente pedindo para o padre repetir o momento do batizado porque “perdeu” a chance de filmar (ridículo e atrapalha os demais).

Duração da Celebração

Um conselho: Não vá com pressa para a celebração do Batismo!

Primeiro porque é um dia importante para sua família, padrinhos e seu filho.

Reserve no mínimo 2h30min para isso.

Muita gente prepara uma festa (justa até) e fica mais preocupada com ela do que com a festa da celebração. Ai não presta atenção e perde a chance de vivenciar algo especial, acaba estressado e frustado. A missa vai durar o tempo necessário e devemos nos preparar para isso

Que elementos são usados no Batismo e o que significam?

Água, óleo, roupas brancas, círio: conheça o significado de cada um destes elementos e sua importância ao longo de toda a vida dos batizados

Batismo_color-228x300

É muito necessário explicar o sentido dos elementos materiais usados no rito do batismo. A linguagem verbal, as palavras, leituras e cânticos da celebração do batismo são excelentes, abundantes e fáceis de compreender, ainda que às vezes precisem de explicações.

No entanto, a linguagem não verbal, ou seja, dos sinais, gestos simbólicos e elementos como a água, o óleo e a luz precisam de uma explicação detalhada para que se compreenda por que são usados e que efeitos espirituais produzem em quem os recebe com fé.

Convém explicar estes símbolos para descobrir as realidades espirituais que significam e realizam realmente. Tais sinais precisam ser autênticos, verdadeiros e não fictícios, “adaptados à capacidade dos fiéis e, em geral, não devem requerer muitas explicações” (SC 34).

No batismo, são utilizados, além da água: o óleo dos catecúmenos, o crisma, a veste branca e o círio aceso. São sinais claros que simbolizam realidades espirituais.

Batismo-Valetino_Mora

água é a principal matéria do batismo. O óleo dos catecúmenos recorda aquele utilizado pelos atletas antes das competições, para ficar mais fortes, ágeis e alegres.
Este óleo aplicado no peito é como um escudo que afasta o demônio e defende a fé. Tudo o que se recebe no batismo não é apenas simbólico, mas real, e vai se tornando eficaz ao longo da vida.

santosoleos

crisma é o óleo perfumado, consagrado pelo bispo na Páscoa, e serve para consagrar e marcar o cristão como pessoa sagrada, pertencente à família de Deus.

Tal óleo é usado no batismo, na confirmação e na ordenação sacerdotal. Em teologia, diz-se que ele “imprime caráter”, ou seja, marca, sela para sempre; por isso, estes são sacramentos que não se repetem.

Batizado-Fotógrafo-Taubaté-20

roupa branca às vezes é representada apenas por um véu sobre a cabeça. Para expressar seu sentido, deveria ser um vestido novo ou túnica branca, que recorda as túnicas brancas que os batizados recebiam na Páscoa, nos primeiros tempos do cristianismo. As vestes brancas simbolizam a limpeza e a dignidade de vida do cristão, ajudado pela palavra e pelo exemplo dos seus.

vela acesa que se entrega aos padrinhos lhes recorda e dá a capacidade para fazer que Cristo, que é a luz do mundo, ilumine o afilhado com a fé, por meio das palavras, do exemplo e da ajuda dos padrinhos.

1459168_3583490362123_1946020942_n

compromisso dos padrinhos é muito sério, pois eles devem substituir os pais, caso cheguem a faltar, na parte material e espiritual, para que seus afilhados mantenham a fé.

Rito do Batismo

(o rito do batismo consta do Missal Romano mas pode ser adaptado a diversas situações conforme o padre determinar, obedecendo as partes essenciais)

Vale relembrar o Batismo pode ser realizado durante á celebração da Santa Missa após a homilia e o Credo ou fora da Santa Missa.

Canto de entrada

Acolhida aos pais, padrinhos, familiares, amigos e assembleia


O Sacerdote aos pés do altar diz:

Celebrante: Irmãos caríssimos:
Invoquemos a misericórdia de Nosso Senhor Jesus
Cristo para estas crianças, que vão receber a graça do
Batismo, e também para seus pais e padrinhos e para
todos os batizados.

Queridos pais e mães, vocês transmitiram a vida a estas crianças e as
receberam  como um dom de Deus, um verdadeiro presente. Que nome vocês escolheram para elas?

(Pais ou os padrinhos diz o nome da criança em voz alta, casos de adultos estes mesmos o fazem)

Celebrante: Queridos pais e mães, o que vocês pedem à Igreja de Deus para os seus filhos?

Resposta dos pais e padrinhos: o Batismo.

Celebrante: Pelo Batismo essas crianças vão fazer parte da Igreja. Vocês querem ajuda-las a crescer na fé, observando os Mandamentos e vivendo na comunidade dos seguidores de Jesus?

Resposta dos pais e padrinhos: Sim, queremos.

Celebrante:  Padrinhos e madrinhas, vocês estão dispostos a colaborar com os pais em sua missão?

Resposta dos pais e padrinhos: Sim, estamos.

Celebrante: E todos vocês, queridos irmãos e irmãs aqui reunidos, querem ser uma comunidade de fé e de amor para essas crianças?

Todos: Sim, queremos.

Celebrante: Pelo mistério da vossa morte e ressurreição, fazei renascer estas crianças nas águas do Batismo e agregai-as à santa Igreja.

Todos: Amém. 

O celebrante faz o Sinal da Cruz no batizando

Rito da Palavra

1ª Leitura: Gl 3, 26-28  – “Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo…”

Salmo Responsorial – Sl 22 – O Bom Pastor.

Evangelho – Jo 3,1-6 – “Em verdade Eu vos digo se alguém não nasce da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”

(Toda esta parte é feita se for uma celebração fora da missa diária ou dominical, algumas Paróquias realizam a Celebração do Batismo em horários e dias diferentes dos horários das Missas ordinárias)

O Sacerdote unge á Criança no peito e reza a seguinte oração:

Celebrante: Deus todo-poderoso e eterno, que enviastes ao mundo o vosso filho
para expulsar de nós o poder de Satanás, espírito do mal, e transferir o homem,
arrebatado às trevas, para o reino admirável da vossa luz, humildemente vos pedimos que estas crianças, seja sinal do mistério da salvação de nosso Senhor Jesus Cristo
Por Cristo nosso Senhor.

Todos: Amém.

Celebrante: O poder de Cristo Salvador vos fortaleça, Ele que vive e reina por todos os séculos.

T: Amém.

O Sacerdote abençoa a água dizendo:

Celebrante: Senhor nosso Deus: Pelo vosso poder invisível, realizais maravilhas nos vossos sacramentos. Ao longo dos tempos preparastes a água para manifestar a graça do Batismo.

Logo no princípio do mundo, o vosso Espírito pairava sobre as águas,
prefigurando o seu poder de santificar e purificar.  Por Isto nos vos suplicamos,
que abençoeis esta água sinal de vossa Graça.Por Cristo nosso Senhor.

Todos: Amém

O Sacerdote ira questionar aquele que será batizado dizendo:

Celebrante: Caríssimo,no sacramento do Batismo, as crianças por vós apresentadas
vão receber do amor de Deus uma vida nova, pela água e pelo Espírito Santo.

Celebrante: Dizei-me, pois: Renunciais a Satanás E a todas as suas obras ?

Resposta dos pais e padrinhos: Sim,renuncio.

Celebrante: Dizei-me, pois: Renunciais ao pecado, para viverdes na liberdade dos filhos de Deus?

Resposta dos pais e padrinhos: Sim,renuncio.

Celebrante: Credes em um só Deus pai todo poderoso Criador do céu e da terra e suas obras ?

Resposta dos pais e padrinhos: Sim,Creio

Celebrante: Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, esposa de Cristo ?

Resposta dos pais e padrinhos: Sim,Creio

Celebrante: Prometes lealdade e obediência aquele que é o sucessor de São Pedro o Papa Francisco e a santa Igreja em seus ensinamentos ?

Resposta dos pais e padrinhos: Sim,Prometo

O Sacerdote conclui com a seguinte oração:

Celebrante: Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar,
em Jesus Cristo, Nosso Senhor e para o bem do ministério apostólico.

Todos: Amém

O Sacerdote batiza,derramando a água sobre a cabeça do jovem,dizendo:

Celebrante: Nome do batizando, eu te batizo em nome do Pai, e do Filho , e do Espírito Santo.

Neste momento é costume de muitas paróquias presentear o batizado com uma toalhinha branca para secar a cabeça e esta fica de lembrança, caso não seja costume na comunidade deve-se lembrar de pedir para os pais ou padrinhos trazerem uma toalhinha.

Unção pós-batismal

Celebrante: Eu te batizo para que seja Sacerdote, Profeta e Rei. Unção com o óleo perfumado do Santo Crisma sobre a fronte do batizado, significa que as crianças pelo Batismo, se tornaram Sacerdotes (consagraram suas vidas a Deus), Profetas (anunciadores do Evangelho) e Reis (herdeiros do Reino dos Céus).

O Sacerdote ascendendo a vela no círio e entregando ao batizado (em casos de crianças são os padrinhos quem seguram a vela) diz:

Celebrante: Recebei a luz de Cristo.

O Sacerdote reza a seguinte oração:

Celebrante: O Senhor Jesus, que fez ouvir os surdos e falar os mudos, vos dê a graça de, em breve, poderdes ouvir a sua palavra e professar a fé,para louvor e glória de Deus Pai.
Por Cristo nosso Senhor

Todos: Amém

Celebrante: Revesti-vos do Cristo,sejais o Cristo vai e anuncia o evangelho a todas as nações.

O Sacerdote da a bênção final,caso seja fora da santa missa:

Celebrante: O Senhor esteja convosco!

Todos. Ele está no meio de nós.

Celebrante: Abençoe-vos o Deus Todo-poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo.

Todos. Amém.

Celebrante: O Divino Auxílio permaneça sempre convosco!

Todos. E com nossos irmãos e irmãs ausentes.

Celebrante: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!

Todos: Graças a Deus.

Caso o batismo seja durante a santa missa, esta prossegue da preces dos fieis.

O Batizado pode usufruir da palavra após a oração pós-comunhão. (em casos de adultos,e combinados com o padre)

Alguns padres ainda usam estas duas ultimas partes porém não tem sido comum

Entrega
do sal (opcional) – Vocês são o sal da terra e a luz do mundo.

Éfeta (opcional)
– O celebrante tocando a boca e os ouvidos da criança diz: ” O Senhor Jesus que
fez os surdos ouvirem e os mudos falarem, lhes conceda que possa logo ouvir sua
Palavra e professar a fé para louvor e glória de Deus Pai.” Amém.

Canto final: Perto Quero Estar

Oração final e despedida.

Aprofundamento:

O Símbolo Batismal mais importante é a “Água”.

No início do mundo o ESPÍRITO DE DEUS pairava sobre as águas, das quais emergem a terra e todos os seres vivos. À semelhança do que aconteceu na criação, das águas do Batismo santificadas pelo ESPÍRITO SANTO emerge uma nova criatura. A Mãe Igreja, pelas águas do Batismo, fecundadas pelo Divino ESPÍRITO SANTO, dá à luz novos filhos. JESUS fala deste novo nascimento no diálogo com Nicodemos. (Jo 3, 1-13)

A imagem do dilúvio e do Mar Vermelho confere outro significado à água do Batismo: a água destrói, mata, mas ao mesmo tempo é meio de salvação. Como as águas do dilúvio submergiram um mundo pecador, e como as águas do Mar Vermelho afogaram a cavalaria do Faraó que perseguia o povo que fugia da escravidão, assim também as águas batismais destroem o pecado, afogam o inimigo, exterminam e cancela o mal.

A destruição por sua vez é via para a libertação. No dilúvio foram poupados os justos; e das águas do Mar Vermelho saiu um povo livre e em festa. Da mesma forma, das águas do Batismo sai uma pessoa purificada das culpas, libertada da escravidão do pecado e do demônio (terá as tentações do maligno como todas as criaturas, mas não será escravo de satanás).

Assim, a “Água” é apenas um Símbolo, ela não tem a força e nem o poder de purificar o pecado. É o ESPÍRITO SANTO que nela atua em todos os acontecimentos e no momento do Batismo, ELE, com a força e o poder Divino destrói todo o mal que existe e proporciona a alegria de uma nova vida.

“Sinal da Cruz”.

Após o diálogo introdutório em que os Pais pedem o Batismo para a criança, o sacerdote convida-lhes a traçarem o “Sinal da Cruz” na fronte da criança. Este gesto tem grande significação. Ele quer exprimir o primeiro encontro da criança com a fé em JESUS CRISTO e na Salvação pela morte redentora do SENHOR na Cruz. Porque foi pela morte DELE que nos reconciliamos com o PAI ETERNO e fomos inseridos na amizade da SANTÍSSIMA TRINDADE. O Sinal da Cruz relembra esta verdade histórica.

Assim, convidando os Pais a realizarem aquele gesto, o sacerdote está dizendo que a salvação de DEUS vem à criança através da fé dos pais, pois eles, pelo Sacramento do Matrimônio, são constituídos mediadores entre DEUS e o filho, exercendo a função sacerdotal. Os Pais receberam de DEUS pela própria missão criadora e pela graça do Sacramento do Matrimônio, o poder de abençoar os filhos. Por isso, eles são convidados por DEUS a adquirirem o costume de abençoarem os seus filhos enquanto pequenos e quando crescidos.

“Anúncio da Palavra de DEUS”:

Ela ilumina com a verdade revelada os candidatos e a assembléia, suscitando uma resposta de fé. Como o Batismo significa libertação do pecado e do demônio, durante a celebração o celebrante pronuncia um ou vários exorcismos sobre o candidato.

“Unção com Óleo”.

Há dois ritos de Unção no Batismo. A primeira “Unção” é feita antes da “infusão da água”, durante as preces após a Liturgia da Palavra. É a Unção com óleo chamado dos Catecúmenos. O sacerdote unge o peito da criança, dizendo: “O CRISTO SALVADOR te dê sua força. Que ela penetre em tua vida como este óleo em teu peito”.

Este rito pode ser substituído por uma imposição das mãos do celebrante, sobre a cabeça da criança, dizendo as palavras: “O CRISTO SALVADOR te dê Sua força”. É uma invocação ao ESPÍRITO SANTO para que o batizando renuncie ao mal e faça uma boa profissão de fé.

Na parte final do Batizado é feita a segunda “Unção com Óleo da Crisma”. No Antigo Testamento era comum ungir os sacerdotes, reis e profetas. Também CRISTO foi ungido pelo ESPÍRITO SANTO de um modo muito especial. Então esta Unção quer significar que pelo Batismo nos tornamos participantes do poder messiânico de JESUS. E também, conforme a primeira epístola de São Pedro (1 Pd 2, 9-10) nos tornamos raça eleita com CRISTO, reis (rainhas), sacerdotes (sacerdotisas) e profetas (profetisas).

Profetas, porque participantes da salvação em CRISTO, que deveremos anunciar a humanidade por palavras e exemplos de vida. Mostrar que DEUS é Amor através do verdadeiro amor pessoal. Tornamo-nos sacerdotes. Não possuímos o sacerdócio ministerial com o poder de fazer a Consagração na Santa Missa. Mas nos tornamos participantes do sacerdócio de JESUS, pois participamos do novo povo de DEUS na Nova Aliança, sendo assim, parte de um povo sacerdotal capaz de oferecer sacrifícios com CRISTO. Isto porque, recebemos nossa vida como precioso dom de DEUS e assim, devemos oferecê-la em retribuição, em ação de graças ao CRIADOR. Todo cristão pode e deve, em sua vida, orientar todas as coisas para DEUS.

Por fim, pelo Batismo nos tornamos reis, possuidores do Reino de DEUS. Com JESUS vencemos a morte e o pecado e podemos participar da própria vida de DEUS.

“Veste Branca”.

Entre os gestos complementares do Batismo encontramos a entrega da veste branca. Este gesto tem sua origem no Batismo dos Adultos na Igreja primitiva. Ao chegarem à fonte, antes de descerem à água, as pessoas se despiam de suas vestes e eram ungidas. Após professarem sua fé e serem batizadas na piscina, saíam da água e eram revestidas de uma veste branca, simbolizando uma vida nova, despidos de seus pecados e paixões, tornando-se uma criatura nova em CRISTO.

A veste branca ou a veste nova no Batismo quer expressar que pelo Sacramento entramos numa nova vida e esperamos levar esta nova vida até a participação do banquete celestial, onde o SENHOR nos quer encontrar com a veste nupcial da amizade de DEUS.

“A Vela Acesa”.

É um gesto muito significativo. Na cerimônia do Batizado, o celebrante convida os Pais a acenderem no Círio Pascal a vela da sua criança e ele reza a oração: “Pais e Padrinhos, esta luz vos é entregue para que a alimenteis. Por isso, esforçai-vos para que esta criança caminhe na vida iluminada por CRISTO, como filho da luz. Perseverando na fé, possa com todos os santos ir ao encontro do SENHOR, quando Ele vier. Recebei a luz de CRISTO!”

Pelo Batismo somos iluminados, participamos da Luz que é CRISTO. Não mais andamos nas trevas, pois somos filhos de DEUS. A vela acesa pode significar também a nossa fé. Ela mantendo-se acesa mostra que não caminhamos nas trevas do inimigo.

Os Pais se tornam responsáveis para que a criança se torne luz para os outros em sua vida.

“Rito do Éfeta”.

É um rito facultativo, realizado logo após a entrega da vela acesa. É uma palavra aramaica que significa “abre-te”. O Celebrante toca os ouvidos e a boca da criança, dizendo: “O SENHOR JESUS que fez os surdos ouvir e os mudos falar, te conceda que possas logo ouvir a sua palavra e professar a fé, para louvor e glória de DEUS PAI”.

Pelo Batismo, o SENHOR através do ESPÍRITO SANTO, abre os ouvidos do batizando para que ouça e entenda a Palavra de DEUS, solta a sua língua e lhe abre a boca para poder professar a sua fé. Os Pais são os instrumentos desta mensagem, que por sua mediação deverão fazê-la chegar às crianças. Na continuidade, os filhos atingindo o uso da razão poderão dizer: agora eu creio, porque eu mesmo conheço o SENHOR JESUS CRISTO.

“O Sal”.

Na vida das famílias o Sal tem duas grandes finalidades: “dar sabor” e “conservar” os alimentos. Como Símbolo religioso o Sal significa: “ser o tempero, ser o exemplo” que estimulará os irmãos a caminhar na estrada do direito, da justiça e do amor fraterno; “dando sabor” ao apetite humano, para ter fome da Palavra de DEUS.

Todavia, o novo Rito do Batismo de Crianças aboliu o Rito do Sal. A razão principal é por motivo de higiene.

Como derradeira notícia, no Catecismo da Igreja Católica está escrito: “JESUS Mesmo afirma que o Batismo é necessário para a salvação”. Tanto é verdade, que ELE ordenou a seus Discípulos que anunciassem o Evangelho e batizassem todas as nações conforme está escrito no Novo Testamento: Mt 28, 18-20, Mc 16, 15-16, Lc 24, 46-47.

A Igreja não conhece outro meio senão o Batismo para garantir êxito aos que querem entrar na bem-aventurança eterna.

images

Leia mais:

Batismo (Formação) Parte 2

Pastoral do Batismo (Formação 2/3)

Primeiro Encontro – Documentação, O compromisso dos pais e padrinhos

IMG-20170618-WA0030

A Documentação

Um dos grandes problemas quando alguém pede o  Sacramento do Batismo é providenciar a documentação necessária para se habilitar o batizado. Estes problemas não querem dizer que são coisas difíceis, mas sempre se esbarra nos próprios pais e padrinhos, que como eu disse anteriormente, muitas vezes desconhecessem como funciona a igreja burocraticamente, e acham que dá para fazer tudo de qualquer jeito.

Importante se perguntar:

Quando a pessoa vai solicitar um RG, CPF ou tirar sua CNH os órgãos competentes aceitam que se traga este ou aquele documento depois? Não! Então porque a igreja teria que aceitar?

Quando pedem o batismo, a documentação deve ser providenciada o mais rápido possível. E hoje em dia quem faz isso (este pedido e organização) são as secretárias paroquiais que tem mais esta responsabilidade. Vale salientar que são dois momentos distintos para se trazer os documentos: 1º para o Curso de Batismo e 2º para o recebimento do Sacramento, mas todos estes momentos devem acontecer com bastante antecedência ao Curso e depois ao Batizado. Interessante se ater a todas as datas e a agenda do padre .

É função da Pastoral do Batismo estar com todas as informações, fazer um bom planejamento anual com o padre e a secretaria e colaborar para o bom andamento da Pastoral.

Então nada de achismos  (“eu acho que pode…”) ou tentar inventar regras para favorecer esta ou aquela pessoa (isso vale para alguns padres também que exercem o seu cargo para algumas coisas que a longo prazo atrapalham, sem generalizar ). As dúvidas devem ser sanadas com a secretaria paroquial.

É comum algumas pessoas querendo fugir da preparação  (o curso) vierem com a desculpa de não terem tempo, dos padrinhos morarem longe, reclamarem da duração do curso… todas estas pessoas tem que fazer um exame de consciência e lembrarem que a Igreja Católica Apostólica Romana não é “oba-oba” e sim uma instituição séria e com regras. Quem se dispõe a querer introduzir os filhos na nossa igreja tem que começar a se colocar como membro efetivo e não turista.

Claro que se o pai, a mãe ou os padrinhos trabalham em horários que impeçam de participarem do curso, e isso possa ser comprovado, a igreja vai entender e dar um jeito de não deixar de atender estas pessoas , o que não dá para fazer é ser conivente com quem não quer ter o compromisso.

Muito importante verificar todas as pendências de documentos, conferir nomes de pais, padrinhos e batizado, endereços , logo no primeiro encontro para resolver bem antes e não sobrecarregar a secretaria.

Documentação

giphy

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A PREPARAÇÃO DE BATISMO (Participar do curso)
Cópia (Xerox):
1. Certidão de Nascimento ou RG da Criança
2. Certidão de Casamento Religioso dos Pais e Padrinhos
3. Comprovante de endereço dos Pais e Padrinhos

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O BATIZADO (Celebração do Sacramento do Batismo )
Xerox:
1. Certidão de Nascimento ou RG da criança
2. Comprovante de preparação dos Pais e Padrinhos
3. Certidão de Casamento Religioso dos Pais e Padrinhos
4. RG dos Pais e Padrinhos
5. Comprovante de endereço dos Pais e Padrinhos
6. Taxa (conforme tabela da Cúria de cada Arquidiocese )

(Informações Fabiana Aparecida, secretária da Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Sumaré -SP)

Algumas regras:

  • Toda criança de zero a 6 anos poderá receber o batismo quando seus pais desejarem. Para isso, país e padrinhos devem se inscrever na secretaria paroquial  (em algumas localidades existem um plantão da Pastoral do Batismo ) para a preparação do Batismo e participar da vida da comunidade ou até de outra paróquia da igreja Católica Apostólica Romana. Os padrinhos devem ter 18 anos completo a mais.
  • A criança pode ter um casal de padrinhos  (que é o mais comum, e neste caso estes não podem viver uma união estável sem serem casados no Civil e religioso ou serem solteiros, exemplos irmãos e amigos, ou se forem padrinhos distintos e um ser casado este deve ser casado no religioso), todos devem ter recebido os Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma e levem uma vida de acordo com a responsabilidade que pretendem assumir.

Pais e mães não podem ser padrinhos da própria criança  (acreditem tem pessoas que tentam).

  • Toda criança comida de de 7 anos, adolescente ou jovem até 17 anos que não recebeu o sacramento do Batismo deve se preparar por meio da catequese seja de Adultos ou do crisma.
  • Toda pessoa adulta à partir dos 18 anos que não recebeu o batismo e deseja receber deve participar da preparação própria para a catequese de adultos ou crisma .
  • Casos especiais devem ser comunicados a secretaria e depois ao pároco

baptismo-de-Jesus

Preparação de Batismo (Curso)

Tenho duas ideias para o Curso de Preparação de Batismo, sendo a primeira mais fácil e a segunda mais dificil , mas não impossível :

1. Três dias de preparação : 1 missa e 2 dias de formação  (podem ser seguidos ou alternados).

Com esta opção no mínimo as pessoas que estiverem a mais tempo longe da igreja ( o que não deveria acontecer) poderão voltar a ter contato e relembrar o que os leva a serem católicos.

Logo depois da inscrição no curso são convidados a irem participar das missas e a missa anterior ao Curso pode ser uma missa de envio (tudo combinado com o padre), onde pode acontecer já uma apresentação prévia de quem estará iniciando o curso, apenas para uma acolhida da comunidade e mostrar como é importante o sacramento.

Depois mais 2 dias de curso podendo ser dias seguidos ou alternados.  Exemplo: sábado e domingo, dois sábados,  dois domingos ou dias na semana.

Depois disso sim viria a missa do Batizado conforme combinado.

As famílias estariam quatro a cinco dias envolvidas mais diretamente. E não duas horas e só.

Também é importante prestar atenção nos horários de começo e fim do curso e evitar mais de 2h00min de curso.

Uma boa acolhida com água, café,  alguma coisa para se comer lembrando que muitas vezes as crianças vão junto. Um lugar arejado, limpo e decorado.

2. Um mês de preparação : para mim seria o ideal. Em um mês poderiam ser realizados 5 encontros com a participação das famílias em pelo menos 4 missas.

Seriam 4 encontros de formação com duração de 1h30, podendo ser após a missa, dependendo dos horários. E um encontro de oração que poderia ser na igreja ou na casa de um membro

As famílias estariam em 1 mês inteiro envolvidas mais diretamente. E não duas horas e só.

Também é importante prestar atenção nos horários de começo e fim do curso e evitar mais de 2h00min de curso. Uma boa acolhida com água, café,  alguma coisa para se comer lembrando que muitas vezes as crianças vão junto. Um lugar arejado, limpo e decorado.

Depois disso viria a missa do batizado.

Por enquanto está segunda sugestão parece mais difícil de ser implementada, então vou trabalhar a primeira idéia.

Lembrando que o objetivo destas postagens é sempre sugerir, cabe a cada pastoral adaptar a sua realidade local.

 

Preparação de Batismo

Primeiro Encontro : o compromisso de País e Padrinhos

jesus2

Ambientação : Flores, vela, Bíblia. Cadeiras em forma de arco. Se for possível é muito importante disponilizar água,  suco, café, bolachas ou bolo.

Disponilizar pasta com conteúdo para os encontros. Letras das músicas,  textos e citações, estas pastas podem ser entregues no último dia.

Após os cumprimentos iniciais todo a de pé são convidados a rezarem um Pai Nosso e uma Ave Maria.

Sugiro que todos reflitam a música Pelos Prados e Campinas

No primeiro momento é hora das apresentações  (muito importante que na Pastoral do Batismo tenham mais membros para que ao menos 1 seja quem secretarie). Uma boa dinâmica é evitar a tal lista de chamadas e incentivar que cada um se apresente espontaneamente. Falando quem é,  idade e se é pai, mãe ou padrinhos e o nome do batizando.

Duas boas perguntas podem ser feitas neste momento :

  • Para os pais: porque querem batizar seus filhos e porque escolheram estes padrinhos?
  • Para os padrinhos: como conheceram a família e porque aceitaram ser padrinhos?

O Sacramento do Batismo faz parte dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia, Confirmação [Crisma]) é a porta de entrada na igreja de Cristo e sua importância não pode ser medida apenas pela simples celebração, mas sim como sacramento para toda a vida, não se batiza novamente, apenas uma vez e pronto. A marca é indelével e é para sempre.

O padrinho deve acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão

“O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamos-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes da sua missão: o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra” (CIC § 1213).

O cuidado na escolha dos padrinhos

O sacramento do batismo é tão importante, por isso exige um cuidado com aquele que vai apadrinhar o batizando. Costuma-se dizer que o padrinho ou a madrinha faz,  muitas vezes, o “papel” do pai ou da mãe. O que esses fazem ou deveriam fazer? Educar o filho na fé católica, nos bons costumes, nos bons valores, deve educar para a responsabilidade e para a vida. Os padrinhos devem acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão, inúmeras vezes assumir a responsabilidade de pais ou auxiliar aos pais em suas faltas.

Como é sério ser padrinho ou madrinha, não é verdade? Conforme o ensinamento da Igreja, a pessoa precisa viver o batismo, ou seja, ser católica, ser crismada e ter uma vida de Comunhão Eucarística. Uma pessoa assim está, provavelmente, inserida na vida da igreja paroquial, vai à Missa aos domingos, busca confissão periódica, é uma pessoa que busca, a todo custo, a santidade. Essa pessoa é santa? Não! Mas se percebe nela a sede de ser santa

03

7 ideias sobre a missão que você tem com seu afilhado(a)

É sempre um presente maravilhoso ser convidado a apadrinhar alguém, pois este é um serviço de amor. Mas será que temos claro o que isso realmente significa?

Se você foi convidado a ser padrinho de batismo ou crisma de alguém, vale a pena compreender qual é sua missão e colocá-la nas mãos de Deus, que lhe dará todas as graças necessárias para acompanhar seu afilhado no caminho da fé que o próprio Senhor nos convidou a trilhar.

Apresentamos, a seguir, 7 ideias sobre a missão que você tem como padrinho/madrinha:

1. Sua vida é seu currículo

Seu testemunho de vida é fundamental para iluminar a vida do seu afilhado em seu caminho cristão.

2. Dê o melhor presente

O melhor presente que você pode dar para o seu afilhado não é algo material no aniversário ou no Natal, e sim um acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus.

3. Você não é um pai/mãe substituto(a)

Faz parte da sua missão acompanhar também os pais do seu afilhado, fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.

4. Compartilhe o que você tem de melhor

Os padrinhos compartilham sua fé; portanto é preciso alimentá-la e fazê-la crescer, estar preparados para responder às dúvidas do afilhado e acompanhá-lo em seus momentos de escuridão, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.

5. Pratique o que você ensina

Os padrinhos são chamados a ser assíduos em sua paróquia, comprometidos com sua fé e com a vida da Igreja, especialmente no que diz respeito à vivência dos sacramentos.

6. Mantenha-se próximo

Procure criar um laço afetivo real com seu afilhado e sua família, compartilhando o tempo juntos, conhecendo seu processo e seu desenvolvimento como pessoa e como cristão.

7. Assuma sua responsabilidade plenamente

O batismo abre as portas do céu ao batizado, que se torna parte da Igreja, filho de Deus e com vocação à vida eterna. Quem aceita ser padrinho ou madrinha o faz de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando esse novo cristão em seu desenvolvimento e amadurecimento.

Quem aceita este desafio e esta responsabilidade o faz para sempre, pois a condição de filho de Deus é eterna; portanto sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando seu afilhado se torna adulto, mas continua durante a vida inteira.

Pais

A escolha de bons padrinhos não exime os pais da responsabilidade de educar seus filhos na igreja e na vida, todos os 7 pontos acima também servem para os pais.

No terceiro momento deve-se liberar para o café enquanto se confere os dados dos pais, padrinhos e catecúmenos conferindo nomes e endereços corretos

Depois podemos reforçar o convite para o próximo e último encontro e refletir sobre a leitura de Jo 1, 4-11:

“4.João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados. 5.E saíam para ir ter com ele toda a Judéia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6.João andava vestido de pêlo de camelo e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 7.Ele pôs-se a proclamar: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. 8.Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.” 9.Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão. 10.No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele. 11.E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição.””
São Marcos, 1 – Bíblia Católica Online

Coloca-se uma música de fundo (pode ser Fonte de água viva) e de olhos fechados pede-se que cada um fale o nome do filho ou afilhado e depois reza-se um Pai Nosso e uma Ave Maria.

Despede-se.

Aprofundamento

O Santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã

O batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No batismo, a Igreja reunida celebra a experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Por meio desse sacramento, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito, que abre o acesso aos demais sacramentos. Por meio dele, somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: “Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo (o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra)”.

Quando recebemos o sacramento do batismo, transformamo-nos de criaturas para filhos amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, “invenções” da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são, sem sombra de dúvidas, criados por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnado.

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizou as pessoas para a vinda de Cristo (cf. Mc 1,2s). Ele sabia que o seu batismo era temporário, pois logo depois dele viria seu primo Jesus, que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças. ““Disse-lhes Pedro: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2, 38-39). A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

Para que existe o batismo?

Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Ele. Foram, por isso, expulsos do Paraíso, passaram a sofrer e morreram. Deus os castigou e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas o Senhor prometeu a Adão e Eva que enviaria Seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados. Não basta, entretanto, que Jesus tenha morrido na cruz. É preciso ainda que Sua morte seja aplicada sobre as almas, para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, tornem-se filhos d’Ele e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar Seu Sangue derramado na cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu esse sacramento.

Quando foi que Jesus instituiu o batismo?

Jesus o instituiu logo no início de Sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O batismo de João não era um sacramento. Apenas quando Jesus santificou as águas do Jordão com Sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir “”Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências”, e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba” (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o batismo. Essa instituição é confirmada por Jesus quando Ele diz a Seus apóstolos: ““Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.” Leia, na Bíblia, o Evangelho de São Mateus 3,13. 

Os efeitos do batismo

O batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da fé, da esperança e da caridade, assim como todas as demais virtudes que devemos procurar proteger no nosso coração. O batismo apaga o pecado original, apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados, ele imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso, tornando-os capazes de receber os outros sacramentos. Por isso tudo, vemos que ser batizado é absolutamente necessário para a salvação.

 

Leia mais:

Batismo (Formação) Parte 1

Pastoral do Batismo (Formação 1/3)

Antes de mais nada é preciso se esclarecer o motivo desta formação. Nestes anos todos em que convivo com a igreja, tenho percebido que não existe uma uniformidade nos chamados Cursos de Batismo (apesar de existir sim um material deixado pela CNBB com diretrizes sobre a Pastoral do Batismo, além de um bom número de subsídios, livros e a orientação do Código de Direito Canônico), o que leva a ter uma lacuna entre o que seria realmente importante se falar neste espaço.

Primeiro que a maioria das pessoas que procuram o curso são aquelas que querem a autorização para batizar seus filhos (ou afilhados) na religião que professam (ou afirmam professar) e muitas destas pessoas na realidade estão, de certo modo, até um pouco distante da realidade da igreja, por isso mesmo não entendem o quanto é importante este sacramento (e sério). Ai surgem os que não querem fazer o curso, os que apelam para o padre amigo (infelizmente temos padres que cedem e autorizam o recebimento do sacramento sem a devida preparação), e também tem os que buscam outras igrejas que de certo modo “facilitam” para que seja ministrado o sacramento.

Além de tudo isso vejo um problema ainda maior que diz respeito a dinâmica usada para se ministrar o curso de Batismo. Por vezes o palestrante não se preparou ou não se atualizou e faz daquele dia, me desculpem a expressão, uma chatice sem igual. Acompanhei alguns cursos antes de escrever e vi muitas coisas que poderiam ser evitadas. Claro que não estou generalizando, mas poucos cursos tem realmente uma função de formação e preparo de pais e padrinhos para este grande dia.

images

Dito isto quero dizer que a minha proposta é oferecer uma sugestão de forma para se ministrar o curso de Batismo, voltado para quem faz parte (ou deseja fazer) da Pastoral do Batismo explicando vários pontos de dúvidas e sugerindo uma dinâmica um pouco mais moderna para ser utilizada nestes espaços. Afinal um Curso de Batismo também é uma catequese e não deve ser tratado apenas como uma parte da burocracia da igreja.

 

A sugestão é que seja assim:

  1. Formação 1/3 – Ideia geral e texto do CIC (este artigo que você está lendo)
  2. Formação 2/3 – Primeiro Encontro – Documentação, O compromisso dos pais e padrinhos
  3. Formação 3/3 – Ultimo Encontro – Porque batizar? Como será a cerimônia? Orientações.

 

  1. O que é a Pastoral do Batismo?

As Pastorais são trabalhos desenvolvidos pela Igreja, numa ação organizada e dirigida pela Diocese e Paróquia para “atender” determinada situação em uma realidade específica. Todos têm uma função, um carisma, um jeito de viver, porém, todos são importantes para que o Reino de Deus aconteça.
A finalidade da Igreja Católica é evangelizar, ou seja, difundir os ensinamentos deixados por Jesus nos evangelhos e nos livros sagrados. Para que a Igreja possa fazer essa divulgação do Santo Evangelho, precisa ter um plano organizado, um projeto de evangelização que é distribuído a vários grupos em diferentes setores. Esses setores são chamados “pastorais” e as pessoas que trabalham nessas pastorais são chamadas “agentes pastorais” ou “agentes de pastoral”.
Todos os membros das pastorais são voluntários, mas recebem formação para exercerem o trabalho que a elas correspondem. São coordenadas pela Arquidiocese que promove regularmente cursos e encontros de formação, para que os “agentes de pastoral” possam trabalhar junto às comunidades com plena consciência do que estão fazendo e da finalidade do seu trabalho. (extraído do Santuário Arquidiocesano de Nossa Sra. Aparecida)

batismo_sao_judas

Código de Direito Canônico

TÍTULO I
DO BATISMO
Cân. 849 — O batismo, porta dos sacramentos, necessário de fato ou pelo
menos em desejo para a salvação, pelo qual os homens são libertados dos pecados,
se regeneram como filhos de Deus e, configurados com Cristo por um caráter
indelével, se incorporam na Igreja, só se confere validamente pela ablução de água
verdadeira com a devida forma verbal.
CAPÍTULO I
DA CELEBRAÇÃO DO BATISMO
Cân. 850 — O batismo administra-se segundo o ritual prescrito nos livros
litúrgicos aprovados, exceto em caso de necessidade urgente, em que se deve
observar somente o que se requer para a validade do sacramento.
Cân. 851 — Importa preparar devidamente a celebração do batismo; por
conseguinte:
1.° o adulto que pretende receber o batismo seja admitido ao catecumenato
e, quanto possível, conduzido pelos vários graus até à iniciação sacramental,
segundo o ritual da iniciação, adaptado pela Conferência episcopal, e as normas
peculiares dadas pela mesma;
2.° os pais da criança a batizar, e bem assim os que hão-de desempenhar o múnus de padrinhos, sejam devidamente instruídos acerca do significado deste
sacramento e das obrigações dele decorrentes; o pároco, por si ou por outrem,
procure que os pais sejam devidamente instruídos por meio de ensinamentos pastorais
e mesmo pela oração comum, reunindo várias famílias e, onde for possível,
visitando-as.
PARTE I — Dos sacramentos
156 LIV. IV — Do múnus santificador da Igreja
Cân. 852 — § 1. As prescrições dos cânones relativas ao batismo dos adultos
aplicam-se a todos os que, saídos da infância, alcançaram o uso da razão.
§ 2. Às crianças equiparam-se, mesmo no que se refere ao batismo, aqueles
que não têm o uso da razão.
Cân. 853 — A água a utilizar no batismo, fora do caso de necessidade, deve
ser benzida, segundo as prescrições dos livros litúrgicos.
Cân. 854 — Confira-se o batismo quer por imersão quer por infusão, observadas
as prescrições da Conferência episcopal.
Cân. 855 — Procurem os pais, os padrinhos e o pároco que não se imponham
nomes alheios ao sentido cristão.
Cân. 856 — Ainda que o batismo se possa celebrar em qualquer dia, recomenda-se
que ordinariamente se celebre ao domingo, ou, se for possível, na vigília
pascal.
Cân. 857 — § 1. Fora do caso de necessidade, o lugar próprio para o batismo
é a igreja ou o oratório.
§ 2. Em regra, o adulto seja batizado na igreja paroquial própria, e a criança
na igreja paroquial própria dos pais, a não ser que uma causa justa aconselhe outra
coisa.
Cân. 858 — § 1. Todas as igrejas paroquiais possuam a sua fonte batismal,
salvo legítimo direito cumulativo já adquirido por outras igrejas.
§ 2. Para comodidade dos fiéis, o Ordinário do lugar, ouvido o pároco, pode
permitir ou até ordenar que haja fonte baptismal noutra igreja ou oratório dentro
dos limites da paróquia.
Cân. 859 — Se, por causa da distância ou outras circunstâncias, o batizando
não puder, sem grave incómodo, ir ou ser levado à igreja paroquial ou a outra
igreja ou oratório, referidos no cân. 858, § 2, o batismo pode e deve ser conferido
noutra igreja ou oratório mais próximo, ou ainda noutro lugar decente.
Cân. 860 — § 1. Excetuado o caso de necessidade, o batismo não se administre
em casas particulares, a não ser que o Ordinário do lugar, por justa causa, o
permita.
§ 2. Nos hospitais, a não ser que o Bispo diocesano estabeleça outra coisa, não
se celebre o batismo, excepto em caso de necessidade ou se outra razão pastoral
o exigir.

CAPÍTULO II
DO MINISTRO DO BATISMO
Cân. 861 — § 1. O ministro ordinário do batismo é o Bispo, o presbítero e o
diácono, sem prejuízo do prescrito no cân. 530, n.º 1.
§ 2. Na ausência ou impedimento do ministro ordinário, batiza licitamente o
catequista ou outra pessoa para tal designada pelo Ordinário do lugar, e mesmo,
em caso de necessidade, qualquer pessoa movida de intenção reta; os pastores
de almas, em especial o pároco, sejam solícitos em que os fiéis aprendam o modo
correto de batizar.
Cân. 862 — Excepto em caso de necessidade, a ninguém é permitido, sem a
devida licença, administrar o batismo em território alheio, nem mesmo aos seus
súditos.
Cân. 863 — Dê-se o conhecimento ao Bispo diocesano do batismo dos adultos,
ao menos dos que já completaram catorze anos de idade, para que, se o julgar
conveniente, ele mesmo o administre.
CAPÍTULO III
DOS BATIZANDOS
Cân. 864 — Tem capacidade para receber o batismo todo e só o homem ainda
não batizado.
Cân. 865 — § 1. Para o adulto poder ser batizado, requer-se que tenha manifestado
a vontade de receber o batismo e tenha sido suficientemente instruído
sobre as verdades da fé e as obrigações cristãs e haja sido provado, mediante o
catecumenado, na vida cristã; seja também advertido para se arrepender dos seus
pecados.
§ 2. O adulto que se encontre em perigo de morte, pode ser batizado, se, tendo
algum conhecimento das principais verdades da fé, de qualquer modo tenha manifestado
a sua intenção de receber o batismo e prometa guardar os mandamentos
da religião cristã.
Cân. 866 — O adulto que é batizado, se não obstar uma causa grave, seja
confirmado logo depois do batismo e participe na celebração eucarística, recebendo
também a comunhão.
Cân. 867 — § 1. Os pais têm obrigação de procurar que as crianças sejam
batizadas dentro das primeiras semanas; logo após o nascimento, ou até antes
deste, vão ter com o pároco, peçam-lhe o sacramento para o filho e preparem-se
devidamente para ele.

§ 2. Se a criança se encontrar em perigo de morte, seja batizada sem demora.
Cân. 868 — § 1. Para que a criança seja licitamente batizada, requer-se que:
1.° os pais, ou ao menos um deles, ou quem legitimamente fizer as suas
vezes, consintam;
2.° haja esperança fundada de que ela irá ser educada na religião católica;
se tal esperança faltar totalmente, difira-se o batismo, segundo as prescrições do
direito particular, avisando-se os pais do motivo.
§ 2. A criança filha de pais católicos, e até de não católicos, em perigo de morte,
baptiza-se licitamente, mesmo contra a vontade dos pais.
Cân. 869 — § 1. Se houver dúvida se alguém foi batizado ou se o batismo
foi validamente conferido, e a dúvida permanecer depois de séria investigação,
confira-se-lhe o batismo sob condição.
§ 2. Não se devem batizar sob condição os batizados numa comunidade
eclesial não católica, a não ser que, examinadas atentamente a matéria e a forma
utilizadas na colação do batismo e tendo em conta a intenção do batizado adulto
e do ministro batizante, exista razão séria para se duvidar da validade do batismo.
§ 3. Se, nos casos referidos nos §§ 1 e 2, permanecer duvidosa a colação ou a
validade do batismo, não se confira o batismo, sem que se exponha a doutrina
acerca dos sacramentos ao batizando, se for adulto, e ao mesmo, ou, quando se
tratar de criança, aos pais, se dêem as razões da dúvida sobre a validade do batismo
anteriormente celebrado.
Cân. 870 — A criança exposta ou encontrada, a não ser que, depois de uma
investigação cuidadosa, conste do seu batismo, seja batizada.
Cân. 871 — Os fetos abortivos, se estiverem vivos, quanto possível, sejam
batizados.
CAPÍTULO IV
DOS PADRINHOS
Cân. 872 — Dê-se, quanto possível, ao batizando um padrinho, cuja missão
é assistir na iniciação cristã ao adulto batizando, e, conjuntamente com os pais,
apresentar ao batismo a criança a batizar e esforçar-se por que o batizado viva
uma vida cristã consentânea com o batismo e cumpra fielmente as obrigações que
lhe são inerentes.
Cân. 873 — Haja um só padrinho ou uma só madrinha, ou então um padrinho
e uma madrinha.
Cân. 874 — § 1. Para alguém poder assumir o múnus de padrinho requer-se
que:
1.° seja designado pelo próprio batizando ou pelos pais ou por quem faz
as vezes destes ou, na falta deles, pelo pároco ou ministro, e possua aptidão e intenção
de desempenhar este múnus;
2.° tenha completado dezasseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha
sido determinada pelo Bispo diocesano, ou ao pároco ou ao ministro por justa
causa pareça dever admitir-se exceção;
3 ° seja católico, confirmado e já tenha recebido a santíssima Eucaristia, e
leve uma vida consentânea com a fé e o múnus que vai desempenhar;
4.° não esteja abrangido por nenhuma pena canônica legitimamente aplicada
ou declarada;
5.° não seja o pai ou a mãe do batizando.
§ 2. O batizado pertencente a uma comunidade eclesial não católica só se admita
juntamente com um padrinho católico e apenas como testemunha do baptismo.
CAPÍTULO V
DA PROVA E ANOTAÇÃO DO BATISMO
Cân. 875 — Quem administra o batismo procure que, se não houver padrinho,
haja ao menos uma testemunha, com que se possa provar a colação do batismo.
Cân. 876 — Para provar a administração do batismo, se daí não advier prejuízo
para ninguém, basta a declaração de uma só testemunha, acima de toda a
excepção, ou o juramento do próprio batizado, se ele tiver recebido o batismo
em idade adulta.
Cân. 877 — § 1. O pároco do lugar em que se celebra o batismo deve inscrever
cuidadosamente e sem demora alguma no livro dos batismos os nomes dos
batizados, fazendo menção do ministro, pais, padrinhos e ainda, se as houver,
das testemunhas, do lugar e dia do batismo, indicando também o dia e o lugar do
nascimento.
§ 2. Se se tratar de filho de mulher não casada, deve consignar-se o nome da
mãe, se constar publicamente da sua maternidade ou ela mesma, por escrito ou
perante duas testemunhas, espontaneamente o pedir; deve consignar-se também o
nome do pai, se a sua paternidade estiver comprovada por algum documento pú-
blico, ou declaração do próprio perante o pároco e duas testemunhas; nos restantes
casos, consigne-se o nome do batizado, sem fazer menção do nome do pai ou dos
pais.
§ 3. Se se tratar de filho adotivo, consignem-se os nomes dos adotantes, e
também, pelo menos se assim se fizer também no registo civil da região, os nomes
dos pais naturais, em conformidade com os §§ 1 e 2, segundo as prescrições da
Conferência episcopal.
Cân. 878 — Se o batismo não tiver sido administrado nem pelo pároco nem na sua presença, o ministro do batismo, qualquer que ele seja, deve comunicar a
celebração do baptismo ao pároco da paróquia em que o baptismo foi administrado,
para que ele faça o assento em conformidade com o cân. 877, § 1.

Leia também:

36º Encontro (Catequese) – Rito do Batismo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 36/40)

O Sacramento do Batismo já foi tema de um encontro nesta nossa vivência na fé e este é para falar sobre os ritos do batismo e também para nos prepararmos para a reta final.

folhadeencontromod.3-23

Sugestão de folha para o encontro

Para iniciar podemos fazer a oração do Vinde Espírito Santo e depois cantarmos O Céu se abre – Adoração e Vida

O tema de hoje é também para falar sobre a escolha dos padrinhos e o dia da celebração do sacramento.

Primeiro a escolha dos padrinhos: Quando criança geralmente são os pais que escolhe os padrinhos, mas quando se trata de jovens ou adultos esta escolha pode ser feita pelo próprio catecúmeno (batizando):

  • Os padrinhos tem que ser maiores de 18 anos
  • Não podem ser namorados (as) dos catecúmenos
  • Não podem ser os próprios pais
  • Tem que ter recebido os sacramentos também
  • Não é mais necessário que seja padrinho e madrinha podendo ser apenas um em caso de jovens ou adultos. Porém pela tradição é mais aconselhável que sejam os dois. (Vale ressaltar que padrinhos não são substitutos dos pais e também não podem ser por interesse)
  • Tantos os pais e padrinhos tem que participar do curso de batismo, já o catequizando não precisa pois esta participando da catequese
  • O sacramento do Batismo deve ser ministrado antes dos demais (Eucaristia e Crisma). Em raros casos ele é ministrado junto com a Comunhão, mas mesmo assim momentos antes
  • O catecúmeno adulto (jovem) deve se confessar antes

Rodas de conversas (com divisão de grupos)

  1. Deve-se conversar sobre os padrinhos escolhidos pelos catequizandos e o que eles entendem por padrinhos, um bom bate-papo nesta hora seria muito legal.
  2. Falar sobre o que eles entendem sobre o Batismo e como se sentem em relação a isso
  3. Falar também se eles se lembram sobre o encontro sobre o Sacramento do Batismo

Neste encontro é interessante começar a preparar a missa da Eucaristia ou Crisma (conforme a programação), escolhendo cantos, leitores e ações durante a missa (entrada da Bíblia, apresentação dos catequizandos, ofertório). Seria muito interessante se toda a missa destes sacramentos ficasse a cargo da equipe de Catequese junto com a Liturgia, na escolha das músicas e também dos leitores para poder integrar ainda mais estes catequizandos a igreja.

Podemos então fazer o canto final Sou um milagre -Banda Louvor e Glória

E a oração final

Aprofundamento para o Catequista:

679fa2ddf1559e5c9fb5fb61259a534a

A INICIAÇÃO NOS SACRAMENTOS
27.  Os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia constituem a última etapa.  Os eleitos, tendo recebido o perdão dos pecados, são incorporados ao povo de Deus, tornam-se seus filhos adotivos, são introduzidos pelo Espírito Santo na prometida plenitude dos tempos e ainda, pelo sacrifício e refeição eucarística, antegozam do Reino de Deus.
a)      Celebração do Batismo de Adultos
28.  A celebração do Batismo,(…) é preparada pela bênção da água e profissão de fé, intimamente ligada ao rito da água.
29.  (…), por essa bênção, na qual se lembra o mistério pascal e a escolha da água para operá-lo sacramentalmente, e a Santíssima Trindade já é invocada pela primeira vez, a criatura água recebe um sentido religioso, e o mistério de Deus, já iniciado, é publicamente proclamado.
30.  Pelos ritos da renúncia e da profissão de fé, esse mistério pascal,(…) é proclamado pela fé ativa dos batizados.(…)  A fé, cujo sacramento recebem, não é apenas própria da Igreja, mas também deles, em quem se espera que ela seja operante.(…)
31.  Depois de terem professado com viva fé o mistério pascal de Cristo, os batizandos aproximam-se e recebem esse mistério expresso pela ablução da água:  tendo confessado a Santíssima Trindade, é a própria Trindade, invocada pelo celebrante, que opera, incluindo seus eleitos entre os filhos da adoção e agregando-os a seu povo.
32.  Por esse motivo a ablução, significando a mística participação na morte e ressurreição de Cristo, pela qual os que crêem em seu nome morrem para o pecado e ressurgem para a vida eterna, deve conservar toda a sua importância na celebração do Batismo.(…  Se compreenda melhor que essa ablução não é um simples rito de purificação, mas o sacramento da união com Cristo.
33.  A unção da crisma depois do Batismo significa o sacerdócio  real dos batizados e sua integração no povo de Deus.
–          A veste branca é o símbolo de sua dignidade.
–          A vela acesa mostra sua vocação de viver como convém aos filhos da luz.

 

 

Basicamente a celebração do batismo segue esta linha:

Canto de entrada

Acolhida
aos pais, padrinhos, familiares e amigos

Diálogo
inicial:

S –
Queridos pais e mães, vocês transmitiram a vida a estas crianças e as
receberam  como um dom de Deus, um
verdadeiro presente. Que nome vocês
escolheram para elas?

S –
Queridos pais e mães, o que vocês pedem à Igreja de Deus para os seus filhos?

Resposta: o
Batismo.

S – Pelo
Batismo essas crianças vão fazer parte da Igreja. Vocês querem ajuda-las a
crescer na fé, observando os Mandamentos e vivendo na comunidade dos seguidores
de Jesus?

Resp. Sim,
queremos.

S –
Padrinhos e madrinhas, vocês estão dispostos a colaborar com os pais em sua
missão?

Resp. Sim,
estamos.

S – E todos
vocês, queridos irmãos e irmãs aqui reunidos, querem ser uma comunidade de fé e
de amor para essas crianças?

Resp. Sim,
queremos.

SINAL DA
CRUZ – as crianças são marcadas com o sinal da Cruz.

Rito da
Palavra

– Gl 3,
26-28  – “Vós todos que fostes batizados
em Cristo vos revestistes de Cristo…”

– Salmo
Responsorial – Sl 22 – O bom Pastor.

Evangelho –
Jo 3,1-6 – “Em verdade Eu
vos digo se alguém não nasce da água e do Espírito não pode entrar no Reino de
Deus”

6. UNÇÃO
PRÉ BATISMAL – O celebrante unge o peito da criança com o óleo, o que simboliza
a força de Cristo entrando na vida dos batizados.

7. rito
sacramental

Exortação
do celebrante

Oração
sobre a água (se a água deve ser abençoada)

– Promessas
do Batismo – renúncia a Satanás e Creio.

– Batismo

8. ritos
complementares

Unção pós
batismal – Unção com o óleo do Crisma, significa que as crianças pelo Batismo,
se tornaram Sacerdotes (consagraram suas vidas a Deus), Profetas (anunciadores
do Evangelho) e Reis (herdeiros do Reino dos Céus).

9. veste
batismal – simboliza que a criança no Batismo é revestida de Cristo, nova
criatura, livre da escravidão do pecado e do demônio, filho de Deus.

10. rito da
luz – iluminados pela Luz de Cristo, os batizados podem, com a ajuda dos pais e
padrinhos, tornar-se luz do mundo.

S – Recebam
a luz de Cristo! Resp. Demos graças a Deus!

11. Entrega
do sal (opocional) – Vocês são o sal da terra e a luz do mundo.

12. éfeta (opcional)
– O celebrante tocando a boca e os ouvidos da criança diz: ” O Senhor Jesus que
fez os surdos ouvirem e os mudos falarem, lhes conceda que possa logo ouvir sua
Palavra e professar a fé para louvor e glória de Deus Pai.” Amém.

Ritos
finais

– Oração pelas
crianças, pais, padrinhos. Benção final


Despedida

images (14)

Falando de mistagogia… 

Angela Rocha

Mistagogia é uma palavra que vem sendo cada vez mais usada na catequese, na liturgia e nos estudos de teologia. O conceito nasce da idéia do Concílio Vaticano II de restaurar o catecumenato, onde o Tempo da Mistagogia é a fase privilegiada onde os fiéis aderem à fé cristã e querem fazer parte da comunidade de fiéis. Por sua vez, oRitual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) agregou este termo como forma de fazer acontecer a vontade de João Paulo II quando apelou aos pastores para que estes encontrassem “a maneira de fazer com que o sentido do mistério penetre nas consciências, redescobrindo e praticando a arte mistagógica, tão querida aos Padres da Igreja”.

No dicionário podemos encontrar a palavra “mistagogia” como a iniciação nos arcanos de uma religião; no caso concreto do cristianismo, é a iniciação cristã propriamente dita. Daí que a evangelização mistagógica, seja o ato ou efeito de evangelizar o discípulo cristão. Em suma, a mistagogia é a iniciação dos recém batizados (neófitos) aos mistérios do cristianismo e a uma educação da fé que os predisponha a viverem (pessoalmente) o que se celebra e, a entrarem, cada vez mais, nos mistérios que são celebrados.

Ou seja, é uma forma de renovação da igreja. Que implica “um grande esforço de formação”, uma vez que, muito mais do que “favorecer a compreensão do verdadeiro sentido das celebrações” que a igreja prega, urge “uma adequada instrução sobre os ritos”.

E isso passa, é claro, pela maneira como se trabalha a evangelização nas paróquias. Ou seja, é necessário privilegiar a educação cristã, cuja finalidade é formar o fiel discípulo cristão (enquanto “homem novo”) para uma fé adulta, que “o torne capaz de testemunhar no próprio ambiente a esperança cristã que o anima”.

Se faz urgente, portanto, que cada paróquia repense seus métodos catequéticos e abra espaço para uma formação cristã dentro do processo catecumenal, valorizando seus ritos e símbolos. (Extraído do site Catequistas em Formação)

Escute as músicas sugeridas:

A Paulus possui suplementos com o Rito da Celebração do Batismo

9772358570139

 

 

32º Encontro (Catequese) – Pentecostes e o fogo do Espírito Santo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 32/40)

A nossa vivência na fé vai chegando a sua reta final,a nossa contagem vai ficando cada dia mais curta e é o momento de se estreitar ainda mais os laços com cada catequizando, sanar dúvidas e cuidar para que todos possam receber o sacramento da Confirmação (Crisma).

folhadeencontromod.3-19

Sugestão de folha para o encontro

 

Neste encontro sugiro que seja entregue a oração da Invocação ao Espírito Santo (ou mais comumente conhecida como Vinde Espírito Santo, mas não um papel comum e sim um marca texto. Você pode comprar estes marcas textos prontos ou fazer um marca texto e depois plastificar para ficar mais bonito (depende da sua criatividade)

78912105561035960

Dobrar e plastificar, uma ideia é fazer um futuro e passar (depois de plastificado) um fitilho vermelho

Como ambientação seria legal imagens da pomba representando o Espírito Santo e fitas de cartolina com os 7 dons do Espírito Santo e os 12 frutos, distribuídos entre os catequizandos que vão depositando aos pés da pomba.Também é interessante algumas velas já que o Espírito Santo é fogo.

Como oração inicial sugiro o Vinde Espírito Santo e logo depois a canção Vem Espírito

Durante a canção os catequizandos vão depositando as placas com os Dons e frutos do Espírito Santo.

Falar sobre o tema, começando com uma reflexão sobre os dons e frutos do Espírito Santo. Mas afinal o que seria o Espírito Santo e este Pentecostes de que tanto se fala na igreja? (ver aprofundamento para o catequista)

Depois pode-se dar os recados da semana, falar um pouco sobre o grande dia da celebração do Sacramento do Crisma.

Convidar a todos para durante a semana rezarem o Vinde Espírito Santo na intenção de terem uma semana de paz e união.

Canto final Deus Existe e como oração final pode ser feito o Vinde Espírito Santo acompanhado do Pai Nosso  e Ave Maria

Aprofundamento para o catequista

sao-paulo-e-o-espirito-santo

“Quod est spiritus noster, id est anima nostra, ad membra nostra, hoc est Spiritus Sanctus ad membra Christi, ad corpus Christi, quod est EcclesiaO que é o nosso espírito, isto é, a nossa alma em relação a nossos membros, assim é o Espírito Santo em relação aos membros de Cristo, ao corpo de Cristo que é a Igreja.” “A este Espírito de Cristo, em princípio invisível, deve-se atribuir também a união de todas as partes do Corpo tanto entre si como com sua Cabeça, pois ele está todo na Cabeça, todo no Corpo e todo em cada um de seus membros.” O Espírito Santo faz da Igreja “o Templo do Deus Vivo” (2 Cor 6, 16CIC 797

Depois que Jesus Cristo ressuscitou passaram cerca de 40 dias, entre aparições e confirmações de que se tratava realmente do Messias ressuscitado, chegou a hora da sua ascensão onde a vista de todos os seus seguidores Jesus retornou de corpo e alma a sua morada, o céu,  elevando-se diante de todos. (At 1, 3-14)

Pouco tempo depois (mais ou menos uns 10 dias) estando os discípulos, a virgem Maria, várias seguidoras e seguidores de Cristo em uma grande reunião um calor abrasador entrou na sala e pousaram como que línguas de fogo sobre cada um deles. Era o Pentecostes onde o fogo do Espírito Santo foi entregue a cada um e todos falaram a mesma língua. Este mesmo espírito já havia pousado em forma de pomba sobre Jesus no seu batismo. (At 2, 1-47)

images (9)

 

Por isso cada um tem o Espírito Santo como fogo que impulsiona na missão.

Para a igreja este dom é dado no Batismo e confirmado no Crisma.

É preciso assim um longo processo de amadurecimento na fé antes de receber o Espírito Santo, seria fácil para Jesus conceder o Espírito mas antes todos passaram por uma longa vivência na fé, seguindo e aprendendo direto da fonte por mais de 3 anos até chegar aquele dia de Pentecostes.

Para a igreja católica não é diferente, é preciso receber os sacramentos da iniciação cristã nesta ordem:

  1. Batismo: o que Jesus fez antes de começar sua missão de verdade? Foi batizado por João Batista
  2. Eucaristia: Jesus deixa a comunhão como sinal da sua vontade
  3. Crisma: após a sua ascensão a primeira coisa que acontece é o Pentecostes, onde o Espírito Santo é concedido a todos que ali estavam pela fé.

O sacramento da Confirmação  (Crisma) é justamente o sacramento do Espírito Santo. Repare como existe uma lógica por trás do que a igreja faz, nada é por mero acaso, tudo tem o seu porque e para que.

pentecostes

A Igreja nasceu no Espírito. Ela é movida, sustentada, guiada por Ele. Enfim, sem o Espírito Santo fica difícil pensar em Igreja, assim também nos membros dela. Nós não podemos e não conseguiremos viver sem o sopro do Espírito.

O Espírito Santo é invocado nos sacramentos. Como é maravilhoso perceber que, nas fases da vida cristã, recebemos essa força do Senhor! No batismo, somos batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Quando somos perdoados no sacramento da penitência, somos perdoados pelo Espírito enviado do Pai e do Filho, e assim todos os sacramentos são realizados pela ação do Espírito.

Quando falamos da vida segundo o Espírito, não devemos imaginar uma vida fora da realidade, desvinculada de si mesma; aliás, a vida humana é composta pela realidade física, biológica, psíquica e espiritual. Nenhuma deve ser descartada, pois o ser humano é um todo. Devemos ter bem claro isso: somos um conjunto, mas precisamos reconhecer que, quando a vida espiritual vai mal, as outras realidades acabam indo mal; e quando se vive uma espiritualidade sadia, consegue-se superar o males físicos, biológicos e psíquicos. Quando há saúde espiritual, os males em outras áreas podem não ser sanados, mas superados pela força do Espírito. O mal físico e a violência podem nos impedir de caminhar alguns metros e nos limitar, enquanto o Espírito nos leva a distâncias longínquas, porque n’Ele somos livres. (Formação Canção Nova)

Vimos no encontro anterior a Santíssima Trindade,  no mistério de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Isso deixa claro que o Espírito Santo é parte de Deus, mas não uma parte separada ou uma terceira parte, ele é justamente a onipresença de Deus. Está em todos os lugares, a todo tempo e age conforme a necessidade de cada um, enchendo de coragem e força ou apenas acalentado corações que sofrem. Um não age sem o outro. “Crer no Espírito Santo é, pois, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, “e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”. É por isso que se tratou do mistério divino do Espírito Santo na “teologia” trinitária. Aqui, portanto, só se tratará do Espírito Santo na “Economia” divina. O Espírito Santo está em ação com o Pai e o Filho do início até a consumação do Projeto de nossa salvação. Mas é nos “últimos tempos”, inaugurados pela Encarnação redentora do Filho que ele é revelado e dado, reconhecido e acolhido como Pessoa. Então este Projeto Divino, realizado em Cristo, “Primogênito” e Cabeça da nova criação, poderá tomar corpo na humanidade pelo Espírito difundido: a Igreja, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne, a Vida Eterna.” (CIC 685-686)

Pentecostes - Nascimento da Igreja - Copy - Copy

Por isso que falar no fogo do Espírito só existe se a pessoa realmente tiver recebido o sacramento da forma correta.

Com a unção do Espírito Santo, nossa humanidade é marcada pela santidade de Jesus Cristo e nos tornamos capazes de amar os irmãos com o mesmo amor com que Deus nos ama. E o Espírito Santo envia. Se Jesus é o “Enviado”, cheio do Espírito do Pai, nós, ungidos pelo mesmo Espírito, também somos enviados como mensageiros e testemunhas de paz, missionários, Igreja “em saída”. Quanta necessidade tem o mundo de nós como mensageiros de paz, como testemunhas de paz! Também o mundo nos pede para lhe fazermos isso: levar a paz, testemunhar a paz! E esta não se pode comprar, não está à venda. A paz é um dom que se deve buscar pacientemente e construir “artesanalmente” nos pequenos e grandes gestos que formam a nossa vida diária (Cf. Homilia do Papa Francisco em Amã – Jordânia, sábado, 24 de maio de 2014)

É muito subjetivo tentar explicar a ação do Espírito Santo pois depende muito da sua fé, do compromisso com a igreja e principalmente do se estar ou não na presença de Deus. Ninguém aciona apenas o Espírito,  aciona três que na verdade são apenas um, e isso é o fato mais complicado de se entender. Pense da seguinte forma: Você pensa, seus órgãos funcionam, seus membros executam, porém toda esta ação só virá a tona se tudo funcionar em conjunto, assim é a ação do Espírito Santo que só vai a contento na figura das outras partes da Trindade.

Um dos grandes dons do Espírito Santo é a inspiração. Muitos já foram inspirados e escreveram teses maravilhosas ou tiveram falas de uma riqueza ímpar teologicamente. É dom de sabedoria, de coragem e ânimo diante da vida.

É o fogo do Espírito Santo que faz do sacramento do Crisma parte essencial na vida do fiel, e é concebido apenas uma vez a todos que se preparam na catequese e ao final sintam- se prontos para este dom da fase adulta na fé.

Ao receber o óleo do Santo Crisma no Sacramento da Confirmação (lembrando que também durante o Sacramento do Batismo este óleo é ungido na fronte) o ungido recebe também os 7 Dons do Espírito Santo (CIC 736 e 1831) e também colhem os frutos do Espírito Santo (CIC 1832)

pentecostes-pomba-dons2

 

Os dons e frutos do Espírito Santo

1830. A vida moral dos cristãos é sustentada pelos dons do Espírito Santo. Estes são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do mesmo Espírito.

1831.Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Em plenitude, pertencem a Cristo, Filho de Davi. Completam e levam ã perfeição as virtudes daqueles que os recebem. Tornam os fiéis dóceis para obedecer prontamente às inspirações divinas.

Que o teu bom espírito me conduza por uma terra aplanada (Sl 143,10)

Todos os que são conduzidos pelo Espírito Santo são filhos de Deus são filhos de Deus… Filhos e, portanto, herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Rm 8,14.17).

1832.Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja enumera doze: “caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade” (Gl 5,22-23). CIC 1830-1832

Holy Spirit - Copy

 

Símbolos

AS DESIGNAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO (CIC 692-693)

692. Jesus, ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, chama-Lhe o «Paráclito», que, à letra, quer dizer: «aquele que é chamado para junto», ad vocatus (Jo 14, 16. 26; 15, 26; 16, 7). «Paráclito» traduz-se habitualmente por «Consolador», sendo Jesus o primeiro consolador . O próprio Senhor chama ao Espírito Santo «o Espírito da verdade» .

693. Além do seu nome próprio, que é o mais empregado nos Actos dos Apóstolos e nas epístolas, encontramos em S. Paulo as designações: Espírito da promessa (Gl 3, 14Ef 1, 13), Espírito de adoção (Rm 8, 15Gl 4, 6)Espírito de Cristo (Rm 8, 9), Espírito do Senhor (Cor 317). Espírito de Deus (Rm 8, 9. 14; 15, 191 Cor 6, 11; 7, 40), e em S. Pedro, Espírito de glória (Pe 4, 14).

Cristão significa Ungido e é uma variação do próprio nome de Cristo (CIC 1289)

Ler:

 

 

21º Encontro (Catequese) – Batismo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 21/40)

folhadeencontromod-21enc

Sugestão de folha de encontro

Chegamos ao nosso 21º e não é por acaso que vamos falar sobre o sacramento do Batismo, já que no último encontro o assunto foi o pecado e justamente esse sacramento também é para tirar o pecado original. Mas o Batismo tem muitos significados importantes para a igreja e hoje vamos tentar descortinar tudo isso.

Como sugestão de inicio podemos cantar a música Deus Trino que é para se fazer o sinal da cruz. Como música inicial a sugestão é Fonte de água viva

No terceiro momento sugiro que falemos primeiro sobre o que são os Sacramentos e como eles fazem parte da vida do católico em todas as fases da sua vida. Depois poderemos entrar diretamente no tema do encontro que é o Batismo e de como ele é o primeiro dos sacramentos da Iniciação Cristã.

O batismo

Foi Jesus quem mandou a Igreja batizar (Mt 28,18-20 ; Mc 16,15-17).

O batismo faz a pessoa participar da Morte e Ressurreição de Jesus (Rm 6,3ss). Aplica-se, naquele momento, o poder da morte de Jesus à criança. Ela morre misticamente para o pecado, para o mundo, satanás, e renasce para a vida em Deus (2 Cor 5,17). Jesus resgata a pessoa, no batismo, pelo Seu sangue e Sua morte (cf. 1 Pe 1,18-19).

O batismo faz do batizado um filho de Deus, membro de Jesus Cristo , herdeiro do céu. O batismo apaga o pecado original e os pessoais.

. Ninguém pode receber os outros sacramentos sem ser batizado;
. Ninguém pode ser batizado mais de uma vez;
. Em caso de morte, qualquer pessoa pode batizar.

Jesus também foi batizado e mesmo sem precisar deixou este sinal para todos.

Seria muito importante neste dia que fosse feito o registro de quem será batizado já falando da data do batizado e dos cursos, assim como a confirmação de quem já foi. Já passou do momento de ter todos estes documentos prontos pois insisto: Não se deve deixar pra última hora para evitar problemas.

bats

Caso a Patoral do Batismo possa fazer uma participação seria muito interessante que eles falassem sobre o tema e essa ação já dispensaria a necessidade do curso, se fosse possível ter a participação dos pais e padrinhos dos catecúmenos da catequese como dia oficial de curso seria ainda melhor. Depende é claro de um acordo com a Pastoral do Batismo.  riqueza de uma ação destas é enorme pois mostra a integração da igreja, porém sempre existem dificuldades (até de ego para isso) mas vale tentar. Se for possível isso acontecer o curso seria realizado junto com o encontro e todos: catequizandos, pais, padrinhos e catequistas se beneficiariam. Sem se esquecer que para isso também é preciso que toda a documentação esteja pronta, incluindo a inscrição no curso de Batismo que caso seja possível pode ser feita no dia respeitando a organização da secretaria da igreja.

Depois sugiro a música como canto final Espírito de Amor – Juliana de Paula. Após podemos rezar o Pai Nosso e a Ave Maria

Aprofundamento para o catequista

Logomedia_sacramentos

Sacramentos: Sinais do amor de Deus

Sacramentos são canais da graça de Deus, pois nos trazem a salvação que Jesus conquistou para nós com os méritos de Sua Paixão, Morte na cruz e Ressurreição.

A Igreja é o grande sacramento da salvação que Jesus instituiu para ministrar (distribuir) os sete sacramentos. Ela é o Corpo de Cristo (1 Cor 12,28), a Arca de Noé que nos abriga do dilúvio do pecado.

Os sete sacramentos foram todos instituídos por Jesus para salvar o homem. São eles o Batismo, Confissão(ou Penitência), Eucaristia,  Crisma (ou Confirmação), Matrimônio. Ordem e Unção dos Enfermos. Marcam as várias fases importantes de vida católico, sendo divididos em três categorias:

  • Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Confirmação) que “lançam os alicerces da vida cristã: os fiéis, renascidos pelo Batismo, são fortalecidos pela Confirmação e alimentados pela Eucaristia
  • Sacramentos da cura (Penitência e Unção dos Enfermos);
  • Sacramentos ao serviço da comunhão e da missão (Ordem e Matrimônio).

Estes sacramentos podem ser também agrupados em apenas duas categorias:

  • os que imprimem permanentemente caráter e deixam uma marca indelével em quem o recebe, e que, por isso, só podem ser ministrados uma vez a cada crente, sendo eles o batismo, o crisma, o matrimônio e a ordem;
  • os que podem ser ministrados reiteradamente.

Cada sacramento é um sinal eficaz (água no batismo, óleo no Crisma, etc…), que transmite a graça de Deus. Ele não depende do ministro (depende só de Cristo), mas os seus frutos dependem da disposição (preparação) com que a pessoa o recebe.

escrever texto

 

formacao_o-sacramento-do-batismo-600x450

Praticamente todas as religiões do mundo tem o seu ritual de introdução no seu meio. Sendo que a Igreja Católica Apostólica Romana segue o exemplo deixado por Jesus Cristo que foi batizado por João Batista as margens do Rio Jordão. Mesmo com o questionamento de João sobre quem deveria batizar quem, Jesus seguiu o que se tornaria uma tradição e purificou seu corpo pelo batismo. João que profetizava, mas virá aquele que batizará pelo fogo do Espírito Santo, este alguém era o próprio Cristo.

Então surgem muitas perguntas:

A pessoa não batizada deixa de ser cristã? Não, mas para ser membro efetivo da igreja de Cristo ela deve ser batizada.

Quem batiza em outra igreja está cometendo um pecado? Só existe um batismo, e quem muda de religião acaba renegando este batismo. Mas não serei eu a condenar ninguém, porém Jesus só se batizou uma vez e o que a nossa igreja pratica é seguir o exemplo dele.

Preciso de outro padrinho ou madrinha quando vou crismar? Não. Porém tradicionalmente as pessoas escolhem outros padrinhos, por uma série de fatores. O Crisma é na verdade a Confirmação do seu Batismo, então pela lógica o seu padrinho poderia ser o mesmo do batismo, mas como a maior parte das pessoas é batizada ainda criancinha, escolhe-se outros padrinhos. Não existe uma proibição quanto a isso.

Normalmente, o ministro do batismo é um padre. É ele quem recebeu de Deus o poder de trazer a fé ao coração da pessoa batizada, tornando-a filha de Deus. No entanto, pode acontecer que seja preciso batizar às pressas alguém. Se não houver um padre por perto, qualquer pessoa pode batizar, desde que queira fazer o que a Igreja Católica faz no batismo, que use água e diga as palavras da forma do batismo.

Além da pessoa que está sendo batizada, do ministro que batiza, há também, na cerimônia, os padrinhos que seguram a criança. Normalmente, escolhe-se para padrinhos um homem e uma mulher. Eles devem ser bons católicos, pois a função dos padrinhos é dar o exemplo, ajudar os afilhados a aprender o Catecismo, a rezar, a conhecer e amar a Deus. São os padrinhos que respondem, no nosso lugar, as perguntas que o ministro faz durante a cerimônia.

Primeiro unge o batizando com o óleo dos catecúmenos no peito, depois derrama-se a água benta sobre a cabeça do batizando com três aspersões para que ele seja Sacerdote, Profeta e Rei, e por último unge a cabeça do batizando com o Óleo Perfumado do Santo Crisma.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã

O batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No batismo, a Igreja reunida celebra a experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Por meio desse sacramento, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito, que abre o acesso aos demais sacramentos. Por meio dele, somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: “Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo (o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra)”.

Quando recebemos o sacramento do batismo, transformamo-nos de criaturas para filhos amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, “invenções” da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são, sem sombra de dúvidas, criados por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnadoimages (14).

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizou as pessoas para a vinda de Cristo (cf. Mc 1,2s). Ele sabia que o seu batismo era temporário, pois logo depois dele viria seu primo Jesus, que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças.

““Disse-lhes Pedro: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38-39). A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.”

Quando o batismo é válido?

O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero ou diácono) – ou em caso de necessidade qualquer pessoa batizada – derrame água sobre o batizando, enquanto diz: ““N…, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo””. Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma encenação.

Não só o batismo na Igreja Católica é válido, pois aqueles realizados em crianças ou adultos em algumas outras igrejas também o é. Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a Igreja Metodista.

O batismo, em outras Igrejas, é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a fórmula trinitária. Por razões teológicas, ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e o considera inválido quando realizado em certas expressões religiosas.

Jesus disse aos discípulos: ““Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês”” (cf. Mt 28,19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos.

Para ser salvo, é preciso ter fé em Jesus e segui-Lo, mas ninguém O segue sozinho. Pelo batismo, passamos a fazer parte da comunidade dos seguidores de Jesus, participantes da vida de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. O batismo é um dom de Deus para nós, dom que nos torna filhos amados, e não apenas simples criaturas. Ele nos mostra que fomos feitos para a comunhão com Aquele que é o Senhor de tudo e com os nossos irmãos, incluindo aquelas que acreditam em Jesus Cristo, mas não são católicos como nós.

São Paulo nos diz: “”Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferenças entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo”” (Gl 3,27-28)

Para que existe o batismo?

Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Ele. Foram, por isso, expulsos do Paraíso, passaram a sofrer e morreram. Deus os castigou e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas o Senhor prometeu a Adão e Eva que enviaria Seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados.

Não basta, entretanto, que Jesus tenha morrido na cruz. É preciso ainda que Sua morte seja aplicada sobre as almas, para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, tornem-se filhos d’Ele e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar Seu Sangue derramado na cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu esse sacramento.

Quando foi que Jesus instituiu o batismo?

Jesus o instituiu logo no início de Sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O batismo de João não era um sacramento. Apenas quando Jesus santificou as águas do Jordão com Sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir “”Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências”, e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba” (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o batismo.

Essa instituição é confirmada por Jesus quando Ele diz a Seus apóstolos: ““Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.” Leia, na Bíblia, o Evangelho de São Mateus 3,13.

Matéria e forma

Jesus instituiu, então, o batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: ““Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.” O rito do batismo consiste, assim, em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas, só isso não basta. É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no sacramento do batismo.

A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia. Quem já assistiu a um batismo sabe que o padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos (o santo crisma), entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.

Os efeitos do batismo

O batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da fé, da esperança e da caridade, assim como todas as demais virtudes que devemos procurar proteger no nosso coração. O batismo apaga o pecado original, apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados, ele imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso, tornando-os capazes de receber os outros sacramentos. Por isso tudo, vemos que ser batizado é absolutamente necessário para a salvação.

Formação Canção Nova 

Leia Também: