Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 10/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 10/10

Este é o décimo (e último) de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

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Um milagre em meio a tempestade

At 27, 1 – 44

Atos 27 inicia o relato da última viagem de Paulo para Roma saindo de Cesareia Marítima, onde foi julgado e apelou para César. O grupo, que era liderado por “Júlio, um centurião” e tinha também Aristarco de Tessalônica, embarcou num navio de Adramício que seguia para a Ásia Menor e passou por Sidon, onde Paulo recebeu autorização para visitar seus amigos. Passaram ainda por Chipre e costearam a Cilícia e a Panfília terminando finalmente em Mira, na Lícia. Dali mudaram para um navio de Alexandria que seguia para a Itália romana. Sem sorte com os ventos, a embarcação chegou com dificuldade até Cnido e seguiu para Creta até chegar «a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia.

Depois de esperarem muito tempo, Paulo profetizou o naufrágio que se sucederia mais adiante: “Senhores, vejo que a viagem vai ser com avaria e muita perda, não somente da carga e do navio, mas também das nossas vidas.” (At 27, 10). Mas ninguém desejava passar o inverno em Laseia e decidiram então seguir para Fenícia, em Creta, com duzentas e setenta e seis pessoas a bordo (At 27,37).

Na costa de Creta, a embarcação de Paulo enfrentou uma enorme tempestade que duraria vários dias. À deriva e passando por diversos lugares, a tripulação começou a jogar ao mar mantimentos e até mesmo os aparelhos náuticos que precisavam até que, afinal, perderam “toda a esperança de sermos salvos” (At 27,12-20). Temendo que perdessem a coragem, Paulo contou-lhes sobre a visão que teve e profetizou: Desde muito tempo ninguém havia comido nada. Paulo levantou-se no meio deles e disse: Amigos, deveras devíeis ter-me atendido e não ter saído de Creta, e assim evitar esse perigo e essas perdas. 22.Agora, porém, vos admoesto a que tenhais coragem, pois não perecerá nenhum de vós, mas somente o navio. 23.Esta noite apareceu-me um anjo de Deus, a quem pertenço e a quem sirvo, o qual me disse: 24.Não temas, Paulo. É necessário que compareças diante de César. Deus deu-te todos os que navegam contigo. 25.Por isso, amigos, coragem! Eu confio em Deus que há de acontecer como me foi dito. 26.Vamos dar a uma ilha.” Atos dos Apóstolos, 27 – Bíblia Católica Online

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Depois de quatorze dias no mar, alguns marinheiros tentaram fugir, mas Paulo alertou que se o fizessem, todos morreriam e o centurião os impediu lançando o bote do navio ao mar. Na manhã seguinte, Paulo pediu que todos se alimentassem, pois estavam este tempo todo sem comer e reafirmou que “nenhum de vós perderá um só cabelo da cabeça”: ““Tendo dito isso, tomou do pão, pronunciou uma bênção na presença de todos e, depois de parti-lo, começou a comer. 36.Com isso, todos cobraram ânimo e puseram-se igualmente a comer. 37.No navio éramos ao todo duzentas e setenta e seis pessoas. 38.Depois de terem comido à vontade, aliviaram o navio, atirando o trigo ao mar”
Atos dos Apóstolos, 27 – Bíblia Católica Online

Na manhã seguinte, chegaram numa praia. O centurião, desejando poupar Paulo, impediu que os guardas matassem os prisioneiros e ordenou que todos se lançassem ao mar em direção da praia, uns nadando e outros segurando em tábuas e destroços. Todos se salvaram

É interessante notar como Lucas faz um paralelo entre esta viagem de Paulo num navio, com a viagem de Jesus em companhia dos discípulos. Ambos correm risco de morte e ambos se viram às voltas com uma tempestade. Claro que Lucas não quis demonstrar ou fazer uma equiparação de Paulo com Jesus, mas ele mostra que o apóstolo também está agindo pela graça e em nome de Jesus. Enquanto o mestre acalma a tempestade, Paulo consegue fazer com que todos os tripulantes da embarcação se salvem ao clamar a Deus.

At 28, 1 –  31

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Trecho de Atos 28 no Codex Alexandrinus

Depois de descobrir que a ilha onde naufragara se chamava Malta, Paulo se juntou aos nativos e acendeu uma fogueira. Uma víbora o mordeu, mas nada de mal lhe aconteceu e os nativos começaram a imaginar se ele seria um deus. No dia seguinte, Paulo seguiu até as terras de Públio, que os hospedou por três dias, período no qual aproveitou para curar o pai dele, que estava com “febre e disenteria”. A fama de Paulo se espalhou e ele realizou muitas curas na ilha, na qual ficou por três meses. Paulo partiu num navio de Alexandria , o qual tinha por insígnia Castor e Pólux em direção a Siracusa, na Sicília. Dali, foram costeando até chegar em Régio da Calábria, já no continente italiano, depois Poteoli e finalmente Roma.

Depois de três dias, Paulo convocou os mais importantes entre os judeus da cidade e novamente defendeu sua inocência. Afirmou ter sido preso pelos romanos a pedido dos sacerdotes em Jerusalém, mas eles queriam soltá-lo por não haver em mim crime algum que merecesse morte. Impedidos de fazê-lo pelos judeus, Paulo contou que foi obrigado a apelar a César, dado que era um cidadão romano. Terminou dizendo que nada tinha para acusar seu povo perante o imperador. Os judeus, que afirmaram nada saber sobre Paulo por não terem recebidos notícias da Judeia, pediram que Paulo lhes falasse sobre os cristãos.

No dia combinado, muitos judeus foram à casa de Paulo para ouvi-lo pregar sobre Jesus, seu reino e a Lei de Moisés. Nem todos se convenceram, mas, quando iam embora, Paulo lhes falou sobre a profecia de Isaías sobre os judeus (leia Isaías 6, 9-10) ““Vai, pois, dizer a esse povo, disse ele: Escutai, sem chegar a compreender, olhai, sem chegar a ver. 10.Obceca o coração desse povo, ensurdece-lhe os ouvidos, fecha-lhe os olhos, de modo que não veja nada com seus olhos, não ouça com seus ouvidos, não compreenda nada com seu espírito. E não se cure de novo.” Isaías, 6, 9-10 – Bíblia Católica Online

Os Atos dos Apóstolos terminam afirmando que Paulo viveu em Roma por mais dois anos e durante todo este tempo ensinou sobre o “as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo”, sem informar o destino final de Paulo. Tradicionalmente acredita-se que ele tenha sido decapitado no mesmo dia que Pedro em Roma por ordens do imperador Nero que teria colocado fogo em Roma e acusado os cristãos.

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O polêmico Versículo 29?

O versículo 29: .[Havendo dito isso, saíram dali os judeus, discutindo animosamente entre si.]” Atos dos Apóstolos, 28, 29 – Bíblia Católica Online

Que aparece logo depois da profecia de Isaías, não aparece em todas as traduções da Bíblia para o português. Quando aparece, está entre chaves ou seguido de uma nota de rodapé. O motivo é que ele não aparece nos manuscritos mais antigos de Atos 28. Por exemplo: Na Bíblia Sagrada da Editora Ave Maria o versículo 29 está presente, já na Bíblia Sagrada – Edição Pastoral da Editora Paulus , ele é suprimido. A Bíblia Sagrada da CNBB simplesmente muda o capitulo 29 colocando o que seria o capitulo 30 e termina os Atos com o capitulo 30 (que seria originalmente o capítulo 30), ou seja capitulo 29 (seria o 30 na da Ave Maria) e o 30 (seria o 31). Nas versões da Bíblia do Peregrino e Bíblia de Jerusalém publicadas pela Paulus o versículo está lá entre chaves.

Refletindo

Chegamos ao final deste Círculo Bíblico, o que não significa que não possamos ler e reler o livro dos Atos dos Apóstolos. Como parte do ensinamento deste livro podemos ficar com a questão dos seus textos trazerem muito do que se enfrenta no dia a dia das comunidades católicas pelo mundo. Afinal a igreja é sempre Divina e Humana. Somos nós fiéis lutando para sermos mais santos aos olhos de Deus, mas para isso é necessário também uma mudança interior.

Ficam algumas questões pertinentes:

  1. A leitura serviu de quê?
  2. A nossa comunidade tem pontos em comum com as comunidades dos Atos?
  3. Conseguimos ser evangelizadores como Paulo, Pedro e os discípulos foram?
  4. O que fazer para sermos melhores na fé?
  5. Como foi a experiência desta vivência na fé do Círculo Bíblico?

Fiquem em paz

Milton Cesar

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São Pedro e São Paulo

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.

Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

São Pedro e São Paulo, pequenos e grandes

Seus apóstolos e discípulos percorreram a mesma estrada. Simão Pedro, aquele que foi posto como referência para os demais, diante da pesca milagrosa, caiu de joelhos diante de Jesus, dizendo: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador!” (cf. Lc 5,8-11). Pequeno e frágil tornou-se testemunha qualificada da Ressurreição do Senhor, mesmo depois de tê-lo negado três vezes. E, nós o vemos representado em sua festa, celebrada nestes dias, com as chaves nas mãos. Até hoje Seus sucessores trazem em sua missão o poder das chaves!

Ao seu lado, a Igreja comemora São Paulo, o Apóstolo das Gentes. Seu nome quer dizer “pequeno” e, reconhece-se assim, em narrativas de sua vocação: “Do evangelho eu fui feito ministro, pelo dom da graça que Deus me concedeu segundo a força de seu poder. A mim, o menor de todos os santos, foi concedida a graça de anunciar a todos a riqueza insondável de Cristo” (Ef 3,7-9). Nas coisas de Deus existe uma inversão total quando o pequeno e insignificante é feito grande pela graça!

A Igreja vai pelo caminho da pequenez

E, a Igreja, no seu conjunto anunciadora e servidora do Reino, vai pelo caminho da pequenez, enfrentando as vicissitudes da história, apanhando de todo lado, mas segura de que as portas do inferno não vão prevalecer. A todos os cristãos se dirige a Palavra do Senhor: “Buscai o Reino de Deus e a Sua justiça e, essas coisas vos serão dadas por acréscimo. Não tenhas medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino” (cf. Lc 12,31-32). O mundo em que vivemos não é mais aquele da cristandade, com de maioria católica, respiramos a diversidade, com tudo o que pode ter de positivo e de negativo. E a Igreja se torna servidora de todos, testemunha da verdade do Reino de Deus, a Igreja do lava-pés, atenta de modo especial aos mais pobres, sofredores e pecadores.

Quando celebramos os Santos Pedro e Paulo, a Igreja pode oferecer, também, ao mundo a figura do sucessor de Pedro, no qual também o zelo missionário de Paulo se expressa de modo exemplar em nosso tempo. A grandeza daquele que se faz servo dos servos de Deus, sucessor de Pedro, o Papa Francisco, nos permite ouvir e praticar o que se segue: “Saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças” (cf. Evangelii Gaudium, 49).

Trecho do texto de Dom Alberto Taveira Corrêa para Formação Canção Nova

O CAMINHO DA MISSÃO

 

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Introdução

O livro dos Atos dos Apóstolos foi escrito provavelmente entre 80 e 90 d.C. Seu autor é o mesmo do terceiro Evangelho; desde o séc. II, a tradição o identifica com Lucas, o médico que acompanhou Paulo (cf. Cl 4,14; Fm 24).

De fato, é continuação do Evangelho de Lucas. Ambos formam, segundo o autor, o caminho da salvação: o Evangelho apresenta o caminho de Jesus; o livro dos Atos apresenta o caminho da Igreja, que prolonga o caminho de Jesus «até os extremos da terra». O relato que une as duas obras é a ascensão, que coroa a vida de Jesus (Lc 24,51) e funda a missão universal da Igreja (At 1,8). A atividade missionária da Igreja é apresentada como a grande viagem de Jerusalém até Roma, centro do mundo na época. Por isso, a evangelização é vista como caminhada e a vida cristã recebe o nome de Caminho (9,2; 19,9.23; 24,22).

Podemos dizer que o livro dos Atos é o Evangelho do Espírito. Aí se conta que o Espírito Santo prometido faz nascer a comunidade cristã e a impulsiona para o testemunho aberto e corajoso do nome de Jesus, isto é, para anunciar a palavra e ação libertadora de Jesus.

Esse testemunho provoca o surgimento da grande novidade que tende a transformar pessoas, relações e estruturas da sociedade, provocando alternativas que se chocam frontalmente com os interesses sociais vigentes. A novidade desperta conflitos dentro da Igreja e no relacionamento desta com a sociedade. Dentro surge o conflito de tendências (6,1-6) entre convertidos de origens diversas (15,1-35) e entre o centro e a periferia (15,1-2). Na relação da Igreja com a sociedade surge o conflito frente ao poder político romano, conflito que perpassa o livro todo, de modo velado e como que prolongando o conflito de Jesus com as estruturas políticas do seu tempo; finalmente, um dos conflitos básicos é o econômico (5,1-11; 13,4-12.50-51; 16,16-24; 19,23-40). Pode-se dizer que Atos é o livro da novidade e, portanto, também dos conflitos. Numa sociedade corroída pelo interesse e egoísmo, qualquer proposta de alternativa mais fraterna e igualitária provoca oposições e confrontos.

Em Atos, a Igreja aparece como dinamismo polarizado no testemunho e na missão. Livre do jurisdicismo, sua estruturação é ainda bastante carismática e suas instituições só vão sendo criadas à medida que se tornam meios eficazes para atender às necessidades internas e exigências da missão (cf. 6,1-6). Tanto pela vida comunitária, como pelo empenho apostólico, a Igreja apresentada nos Atos é o modelo utópico; frente a ele as comunidades de todos os tempos e lugares podem fazer uma revisão, a fim de redescobrir sua própria identidade. (Introdução ao livro dos Atos dos Apóstolos Bíblia Sagrada Edição Pastoral – Paulus editora)

fides - Copia

Como base de estudo foi usado:

9788534908412

Este livro foi muito utilizado para pesquisas neste círculo Está a venda nas livrarias Paulus