Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 7/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 7/10

Este é o sétimo de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)
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Lucas e Paulo (cena do filme Paulo, Apóstolo de Cristo)

Não temas! Fala e não te cales.

At 18, 1 – 28

Bem no início do capítulo temos o relato de que Paulo chega a Corinto vindo de Atenas. E também descobrimos que ele é um “fabricante de tendas”, profissão lucrativa que também explica de onde veio o dinheiro para sua família comprar o titulo de cidadão romano que ele carregava. Paulo com certeza era de família judia rica, o que por si só explica a sua formação. Descobrimos a profissão do apóstolo ao sermos apresentados as figuras de Áquila e sua esposa Priscila que também eram fabricantes de tendas e acolheram Paulo deixando que ele trabalhasse junto a eles.

Áquila e Priscila tinham vindo recentemente da Itália aparentemente fugindo da perseguição imposta por Cláudio que ordenara a retirada de todos os judeus de Roma. Paulo ficou pregando todos os sábados na sinagoga convertendo gregos e judeus, até que Timóteo e Silas chegaram a Corinto, vindos de sua missão na Macedônia. Paulo se irritou com tantas acusações e blasfêmias que sofreu enquanto pregava e anunciou que iria pregar apenas aos gentios já que os judeus não o ouviam e foi para a casa de um prosélito de nome Tício Justo. Mas sem que soubesse o próprio chefe da sinagoga de nome Crispo foi convertido junto com sua família e depois disso muitos do povo de Corinto também foi convertido.

Paulo ainda inflexível e irritado com os judeus. “Numa noite, o Senhor disse a Paulo em visão: Não temas! Fala e não te cales. 10.Porque eu estou contigo. Ninguém se aproximará de ti para te fazer mal, pois tenho um numeroso povo nesta cidade. 11.Paulo deteve-se ali um ano e seis meses, ensinando a eles a palavra de Deus.”
(Atos dos Apóstolos, 18, 9 – 11 – Bíblia Católica Online)

Mais uma vez os judeus se juntaram e tentaram condenar Paulo a morte levando ele a presença de Galião procônsul de Caia (a autoridade romana da região), mas este não quis se meter nos assuntos da comunidade e não encostou em Paulo, porém os judeus espancaram o chefe local da sinagoga.

Depois de um tempo Paulo vai para Éfeso. Interessante que o relato de Lucas traz alguns detalhes, como o corte de cabelo de Paulo em Cêncris, já que seu voto de Nazireu havia acabado.

Nazireu (do hebraico nazir נזיר da raiz nazar נזר “consagrado”, “separado”), dentro da Torá é o termo que designa uma pessoa para serviços de Deus. Segundo a Bíblia, a marca mais comum da separação desta pessoa – que podia ser um homem ou uma mulher – era o uso do cabelo não cortado e a abstinência do consumo de vinho ou qualquer outro alimento feito de uva. O voto de nazireado (ou nazireato), foi institucionalizado e regulamentado na Torá no Livro de Números 6,1-21. Em virtude desta consagração, o nazireu devia abster-se de tomar certos alimentos e bebidas fermentadas, de cortar o cabelo e tocar em cadáveres, além de não comer carne em muitas circunstancias, Romanos 14,21 mostra uma carta de Paulo, em seu tempo nazireato. Estas exigências particulares parecem traduzir os seguintes princípios: manter-se mentalmente são (“abster-se de vinho e de bebida fermentada”) e em sujeição a Deus (simbolizado pelo não cortar o cabelo) e manter-se cerimonialmente puro (não tocar em cadáveres).

João Batista teria sido também um nazireu, embora o Novo Testamento nunca se refira a ele usando diretamente este termo. O seu estatuto de nazireu deduz-se devido ao seu estilo de vida ascético; em Lucas 1,15 o anjo informa a Zacarias, pai de João, que a sua mulher dará à luz um filho que “não beberá vinho nem bebida alcoólica”.

O apóstolo Paulo, junto com outros cristãos, fizeram também um voto temporário de nazireato (Atos 18,18 até Atos 21,23-26).

Este tipo de consagração é considerado pelos teólogos católicos como modelo precursor do monasticismo cristão. Já outras denominações cristãs, encaram-no como precursor do ministério religioso por tempo integral. Embora depois da destruição do segundo templo de Jerusalém o voto Nazireu oficialmente foi extinto pois ele era possível somente com o templo em funcionamento, O Segundo Templo foi o templo que o povo judeu construiu após o regresso a Jerusalém, após o Cativeiro Babilônico, no mesmo local onde o Templo de Salomão existira antes de ser destruído. Manteve-se erguido entre 515 a.C. e 70 d.C. quando foi destruído pelos Romanos, tendo sido, durante este período, o centro de culto e adoração do Judaísmo.                                                                        (Wikipedia)

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At 19, 1 -41

Neste ponto começa a terceira viagem missionária de Paulo. Ele sai de Jerusalém e vai para a Antioquia, que havia se tornado seu ponto de partida e chegada em todas as suas viagens. De Antioquia o apóstolo vai para Éfeso.

No relato de Lucas, ele fica mais focado nos desvios religiosos que ameaçavam os cristãos, um exemplo está em At 19, 13-17 onde ele fala de pessoas usando o nome de Jesus em vão para beneficio próprio e para arregimentar fiéis (lembra alguns comportamentos em certas seitas por ai hoje em dia?).

Mas é interessante saber que historicamente essa viagem de Paulo a Éfeso foi de intensa atividade, nesta cidade foram escritas muitas epístolas:

Apesar do texto de Lucas não citar, Paulo foi preso nesta época e sofreu bastante. (ver 2 Cor 1,8 e Fl)

Éfeso devia ser um centro importante de maio-cristãos judeus. Por isso Paulo acaba se encontrando com cerca de 12 seguidores de João Batista. Aparentemente Lucas quer mostrar que é preciso mais que apenas o batismo realizado por João seria preciso também ser batizado no Espírito Santo em nome de Jesus. Comparando com a prática da nossa igreja Católica, onde além do Batismo é necessário também a Confirmação (Crisma) que é o batismo no Espírito Santo, Lucas parece direcionar o que se tornou prática na igreja nascente na comunidade dos Atos. Neste capitulo também acontece o que ficou conhecido pelos teólogos como o terceiro Pentecostes (lembrando que o primeiro foi em At 2 e o segundo em At 10), mas não existe um consenso se foi apenas uma maneira de Lucas exemplificar o que seria uma norma na igreja.

O combate a idolatria aparece no final deste capitulo com a confusão causada pelos ourives, que faziam lembrancinhas Ártemis e ganhavam muito dinheiro, porém começavam a enfrentar problemas pela mensagem dos cristãos.

Uma boa pergunta para ser respondida durante o círculo bíblico seria:

Servir-se hoje da religião para explorar o povo. Isso acontece ainda hoje? Porque?

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O apóstolo Paulo

At 20, 1 – 38

Neste capitulo Paulo parte de Éfeso e mostra como o centro da fé em Jesus Cristo está na Eucaristia. Também mostra que a comunidade tem que ajudar os que mais precisam. Alguns lugares a sede da igreja (a Paróquia) tem condições de ajudar os irmãos de outras comunidades menores mas não saem de seus lugares para não perderem o status.

Justamente nos versículos 17 a 38 Paulo praticamente encerra toda a sua vida  missionária com seu discurso de despedida aos presbíteros de Éfeso. Depois de sair de Éfeso ele irá para Jerusalém onde será preso, julgado e depois levado a Roma onde seria decapitado (mas isso é para os próximos capítulos). Lucas narra o discurso de Paulo pois ele foi muito importante também para o apóstolo.

O DISCURSO FINAL DE PAULO

  1. Convocação dos presbíteros de Éfeso: Paulo quer ouvir e falar com os anciãos responsáveis pelas comunidades de Éfeso.  At 20, 17-18a
  2. A atividade de Paulo na Ásia: O apóstolo relembra toda a sua atividade nestes anos e conclui que ele fez duas coisas (como ponto principal): Serviu ao Senhor e Anunciou a sua Palavra. At 20, 18b-21
  3. Momento decisivo: Paulo se prepara para um futuro sombrio. Parece saber que está chegando seu fim.Sabe que sua ida para Jerusalém pode ser decisiva. Ele foi alertado sobre os perigos em Jerusalém, mas ele é impulsionado pelo Espírito Santo. At 20, 22-24
  4. Primeira exortação e despedida: O apóstolo sabe que cumpriu seu dever sem se omitir e tem certeza de que não voltará mais a sua comunidade na Ásia. No versículo 28 ele exorta os presbíteros a serem os guardiões da fé e cuidarem da comunidade. At 20, 25-28
  5. Qual o futuro da comunidade e uma nova exortação: Paulo faz uma previsão dos dois perigos para a comunidade, um externo e um interno. 1. Lobos, ou seja, falsos profetas que tentarão dividir a comunidade. 2. Membros da comunidade que se desviarão e tentarão desviar outros na comunidade. Os dois perigos atingirão a comunidade da mesma forma: procurando desvirtuar a comunidade do caminho da fé. Paulo orienta a que todos vigiem. At 20, 29 -31
  6. Recomendação ao Senhor: Paulo entrega a comunidade ao Senhor e à sua Palavra. Quem dirige de fato a igreja é o Evangelho. At 20, 32
  7. Outras exortações: o apóstolo propõe o seu modo de vida como exemplo a ser seguido pela comunidade de fé. De quem o pastor, o líder, o presbítero deve depender? Nem da acumulação de bens, nem da sustentação oferecida pela comunidade, Paulo orienta que o líder religioso (como ele) sobreviva à custa do seu trabalho. Lembrando que o próprio apóstolo trabalhava. At 20, 33-35
  8. Última despedida: Todos de joelhos na praia fazem uma oração em comum. E aí temos o maior ensinamento de todos: é a oração que traz força e confiança para todos que foram chamados ao pastoreio das comunidades. At 20, 36-38
Baseado em parte do livro: Como Ler Os Atos dos Apóstolos – Ivo Storniolo (Paulus Editora)

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17″Mas de Mileto mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja. 18.Quando chegaram, e estando todos reunidos, disse-lhes: Vós sabeis de que modo sempre me tenho comportado para convosco, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia. 19.Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio das provações que me sobrevieram pelas ciladas dos judeus. 20.Vós sabeis como não tenho negligenciado, como não tenho ocultado coisa alguma que vos podia ser útil. Preguei e vos instruí publicamente e dentro de vossas casas. 21.Preguei aos judeus e aos gentios a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus. 22.Agora, constrangido pelo Espírito, vou a Jerusalém, ignorando a que ali me espera. 23.Só sei que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me assegura que me esperam em Jerusalém cadeias e perseguições. 24.Mas nada disso temo, nem faço caso da minha vida, contanto que termine a minha carreira e o ministério da palavra que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho ao Evangelho da graça de Deus. 25.Sei agora que não tornareis a ver a minha face, todos vós, por entre os quais andei pregando o Reino de Deus. 26.Portanto, hoje eu protesto diante de vós que sou inocente do sangue de todos, 27.porque nada omiti no anúncio que vos fiz dos desígnios de Deus. 28.Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue. 29.Sei que depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho. 30.Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos. 31.Vigiai! Lembrai-vos, portanto, de que por três anos não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós. 32.Agora eu vos encomendo a Deus e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso para edificar e dar a herança com os santificados. 33.De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes. 34.Vós mesmos sabeis: estas mãos proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros. 35.Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber! 36.A essas palavras, ele se pôs de joelhos a orar. 37.Derramaram-se em lágrimas e lançaram-se ao pescoço de Paulo para abraçá-lo, 38.aflitos, sobretudo pela palavra que tinha dito: Já não vereis a minha face. Em seguida, acompanharam-no até o navio.” Atos dos Apóstolos, 20, 17-38 – Bíblia Católica Online

Refletindo

Quanto mais adentramos no livro dos Atos dos Apóstolos, mais notamos as semelhanças com as dificuldades em se viver em comunidade, com as perseguições por causa da nossa fé. Mas também temos confirmadas algumas práticas que a igreja mantém, seguindo sempre os exemplos da comunidade dos Atos. Em particular podemos fazer um paralelo com os Sacramentos do Batismo, da Eucaristia e da Confirmação (Crisma) quando notamos que na pregação e orientação de Paulo e seus companheiros sempre existe a recomendação do batismo, da confirmação no Espírito santo e do partir do pão. Nota-se também como Paulo aponta o verdadeiro comportamento de quem vai ser um líder religioso, que não tem nada a ver com o que notamos em muitas igrejas, onde o líder é quem enriquece e busca sempre os privilégios. O apóstolo Paulo fala de se sustentar com seu trabalho, e servir a igreja sem cobrar por isso. Ou seja, o líder deve ter um trabalho comum e formal e doar o seu tempo sobressalente ao anúncio da palavra. Isso por si só já deveria demover tantos (e tantas) que se autodenominam lideres religiosos e ficam sendo sustentados pela igreja, sendo que muitos tiram mais que o sustento e se tornam empresários da fé.

Milton Cesar

Silas,_apostle

São Silas (em grego: Σίλας ou Σιλουανός), também chamado por vezes de São Silvano, foi um personagem proeminente do cristianismo primitivo e que depois acompanhou Paulo em algumas de suas viagens. Ele é contado entre os Setenta Discípulos.

Há alguma disputa sobre a forma correta de seu nome. Apesar de consistentemente ser chamado de “Silas” nos Atos dos Apóstolos, seu nome em latim era Silvanus, que significa “da floresta”, e é assim que ele é saudado por Paulo (por exemplo em 2 Coríntios 1,191 Tessalonicenses 1,1 e 2 Tessalonicenses 1,1) e na Primeira Epístola de Pedro (1 Pedro 5,12). É possível que Silvanus seja a forma romanizada do original “Silas”, ou que “Silas” seja o apelido grego para Silvanus. Fitzmyer nota que Silas é a versão grega do aramaico “Seila”, uma versão do Hebreu “Saul”, que aparece em algumas inscrições palmirenses.

No entanto, uma tradição posterior distingue os Silas e Silvano e o faz bispo de Corinto e Tessalônica. Silas aparece pela primeira vez nos Atos dos Apóstolos no final da narrativa sobre Concílio de Jerusalém (At 15,22-35). Após a discussão ocorrida no concílio a respeito da controvérsia da circuncisão, os fiéis ali reunidos e mais os apóstolos decidem escolher, por eleição, os companheiros de Paulo e Barnabé na viagem até Antioquia para levar o resultado do encontro. Esta eleição foi necessária para que não houvesse dúvidas sobre a isenção dos mensageiros a respeito da mensagem, algo que temiam os judeu-cristãos, liderados por Tiago, irmão de Jesus. Os eleitos então foram Silas e Judas, “chamado Barsabá”. Ambos era consideradas importantes entre os fiéis, talvez por serem profetas (At 15,32), uma virtude tão estimada que mesmo Paulo os coloca logo depois dos apóstolos e antes dos doutores e evangelistas em sua enumeração feita em 1 Coríntios 12,28 e Efésios 4,11. Paulo, Barnabé, Judas e Silas então partem de Jerusalém levando os decretos dos apóstolos aos irmãos em Antioquia e nas províncias romanas da Síria e Cilícia. Chegando em Antioquia, eles cumprem a missão que lhes foi dada. Judas retorna para Jerusalém e desaparece da história, enquanto Silas permanece na cidade.

A partir deste momento Silas sempre aparecerá ao lado de Paulo, pela Síria e Cilícia, incentivando os cristãos. Em Listra, a eles se junta Timóteo. Eles seguem viajando, passando pela FrígiaGalácia e, através da Mísia, chegam até Trôade. Em seguida, eles passam para a Grécia e em Filipos são vítimas de uma manifestação hostil incitada pelos proprietários de uma pobre escrava que tinham exorcizado (e que dava enormes lucros aos seus patrões). Eles são presos, mas acabam libertados quando se descobre que entre eles havia dois cidadãos romanos (At 16,30). Em Tessalônica, novamente são atacados, desta vez pelos judeus, e só se salvam pelas mãos de Jasão, o senhorio da casa onde estavam hospedados, que lhes paga uma fiança. Em seguida, em Bereia, Paulo segue para Atenas, deixando ali Silas e Timóteo (At 17,14).

Como Paulo havia lhes mandado avisar para que se juntassem a ele tão logo quanto possível (At 17, 15), é possível que eles o tenham feito e ido até Atenas. A partir dali, Timóteo foi enviado à Tessalônica e Silas para Filipos ou para Bereia. O encontro em Corinto (At 18,5) seria já na volta destas viagens.

Pedro e Silas

E esta é a última vez que o nome de Silas aparece nos Atos. Ele não está entre os companheiros de Paulo em sua terceira viagem. É possível que ele tenha ido com Paulo e Timóteo até Antioquia, onde teria se encontrado com Pedro (1 Pd 5,12), que o chama de “fiel irmão” (como Silvano).

fides - Copia

Como base de estudo foi usado: