Círculo Bíblico: Livro de Jó (6/10)

Círculo Bíblico: Livro de Jó

Este é o sexto de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o Livro de Jó A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de Jó (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

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Jó 24

“1.Por que não reserva tempos para si o Todo-poderoso? E por que ignoram seus dias os que lhe são fiéis? 2.Os maus mudam as divisas das terras e fazem pastar o rebanho que roubaram. 3.Empurram diante de si o jumento dos órfãos, e tomam em penhor o boi da viúva. 4.Enxotam os pobres do caminho, todos os miseráveis da região precisam esconder-se. 5.Como asnos selvagens no deserto, saem para o trabalho, à procura do que comer, à procura do pão para seus filhos. 6.Ceifam a forragem num campo, vindimam a vinha do ímpio. 7.Passam a noite nus, sem roupa e sem cobertor contra o frio. 8.São banhados pelas chuvas das montanhas e, sem abrigo, achegam-se às rochas. 9.Arrancam o órfão do seio materno e tomam em penhor as crianças do pobre.* 10.Andam nus, por falta de roupa e esfomeados carregam feixes. 11.Espremem óleo nos celeiros, e sedentos pisam os lagares. 12.Sobe da cidade os gemidos dos moribundos. A alma dos feridos grita, mas Deus não ouve suas súplicas. 13.Outros são rebeldes à luz, não conhecem seus caminhos nem habitam em suas veredas. 14.O homicida levanta-se antes do alvorecer para matar o pobre e o indigente. O ladrão vagueia durante a noite. 15.O adúltero espreita o crepúsculo: ‘Ninguém me verá’, diz ele, e põe um véu no rosto. 16.Nas trevas, arrombam as casas. Escondem-se durante o dia, sem conhecer a luz. 17.Para eles, com efeito, a manhã é uma sombra espessa, pois estão acostumados aos terrores da noite. 18.Correm rapidamente na superfície da água, sua herança é maldita sobre a terra; já não tomarão o caminho das vinhas.* 19.Como a seca e o calor absorvem as águas da neve, assim a região dos mortos engole os pecadores. 20.O ventre que o gerou esquece-o, os vermes fazem dele as suas delícias; ninguém mais se lembrará dele. 21.A iniquidade é quebrada como uma árvore. Maltratava a mulher estéril, sem filhos e não fazia o bem à viúva. 22.Punha sua força a serviço dos poderosos. Levanta-se e já não pode mais contar com a vida. 23.Ele lhes dá segurança e apoio, mas seus olhos vigiam seus caminhos. 24.Levantam-se, subitamente já não existem; caem; como os outros, são arrebatados, são ceifados como cabeças de espigas. 25.Se assim não é, quem me desmentirá, quem reduzirá a nada as minhas palavras?”.”

Jó 25

“1.Bildad de Suás tomou então a palavra nestes termos: 2.“A ele, o poder e a majestade. Em sua alta morada faz reinar a paz. 3.Pode ser contado o número de suas legiões? Sobre quem não se levanta a sua luz? 4.Seria justo o homem diante de Deus? Seria puro aquele que nasce da mulher? 5.Se até mesmo a lua não brilha e as estrelas não são puras a seus olhos 6.quanto menos o homem, esse verme, e o filho do homem, esse vermezinho!”.*”

Jó 26

“1.Jó tomou então a palavra nestes termos: 2.“Como tens ajudado bem o fraco e socorrido o braço sem vigor! 3.Como sabes aconselhar o ignorante e dar mostras de abundante sabedoria! 4.A quem diriges este discurso? Sob a inspiração de quem falas tu? 5.As sombras agitam-se sob a terra, as águas e seus habitantes estão temerosos. 6.A região dos mortos está descoberta diante dele, os infernos estão sem véu. 7.Ele estende o firmamento sobre o vácuo e suspende a terra sobre o nada. 8.Armazena as águas em suas nuvens e as nuvens não se rasgam sob seu peso. 9.Vela a face da lua, estendendo sobre ela a sua nuvem. 10.Traçou um círculo sobre a superfície das águas, até onde a luz confina com as trevas. 11.As colunas do céu estremecem e se assustam com a sua ameaça. 12.Com sua força fendeu o mar e com sua sabedoria destruiu Raab.* 13.Seu sopro varreu os céus e sua mão feriu a serpente fugitiva.* 14.Eis que tudo isso não é mais que o contorno de suas obras e se apenas percebemos um fraco eco dessas obras, quem compreenderá o trovão de seu poder?”.”

Jó 27

“1.Jó continuou seu discurso nestes termos: 2.“Pelo Deus vivo que me recusa justiça, pelo Todo-poderoso, que enche minha alma de amargura. 3.Enquanto em mim restar alento e o sopro de Deus passar por minhas narinas, 4.meus lábios não falarão maldades e minha língua não proferirá mentiras. 5.Longe de mim dar-vos razão! Até meu último suspiro defenderei minha inocência, 6.mantenho firme minha justiça, não a abandonarei; minha consciência não acusa nenhum de meus dias. 7.Que meu inimigo seja tratado como ímpio e meu adversário, como perverso! 8.Que pode esperar o ímpio de sua oração, quando eleva para Deus a sua alma? 9.Deus escutará seu clamor, quando a angústia cair sobre ele? 10.Encontrará ele seu conforto no Todo-poderoso e invocará ele Deus em todo o tempo? 11.Eu vos ensinarei o poder de Deus, não vos ocultarei os desígnios do Todo-poderoso. 12.Mas todos vós já o sabeis; por que proferis palavras vãs? 13.Esta é a sorte que Deus reserva ao ímpio e a parte reservada ao violento pelo Todo-poderoso.* 14.Se seus filhos se multiplicam, é para a espada e seus descendentes não terão o que comer. 15.Seus sobreviventes serão sepultados na ruína e suas viúvas não os chorarão. 16.Se amontoa prata como pó e se ajunta vestimentas como barro, 17.que amontoe, mas é o justo quem as vestirá e o inocente herdará a prata. 18.Constrói sua casa como a casa da aranha, como a choupana que o vigia constrói.* 19.Deita-se rico, mas é pela última vez. Quando abre os olhos, já deixou de sê-lo. 20.O terror o invade como um dilúvio e um redemoinho o arrebata durante a noite. 21.O vento do leste o leva e o faz desaparecer, varrendo-o violentamente de seu lugar. 22.Precipitam-se sobre ele sem compaixão e é arrastado numa fuga desvairada. 23.Sua ruína é aplaudida. De sua própria casa assobiarão sobre ele.”

Nem sempre é compreensível o tanto que Jó questiona seus amigos que tentam consolá-lo, eles usam sempre da fé e falam da palavra de Deus. Jó que sempre foi um dos servos mais queridos e agraciados de Deus vacila sempre nesta fé. É importante que cada um ao ler as passagens possa comentar o que está entendendo ou não e como afetam eles pelas palavras mais irritadas de Jó.

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“25,6. A extrema brevidade do discurso de Bildad (cap. 25), por um lado, e a dificuldade de conciliar as palavras de Jó, no cap. 26, com as ideias anteriormente expostas por ele fazem supor que ou a continuação do discurso de Bildad se tenha perdido, ou que o cap. 26, erroneamente atribuído a Jó, seja sua continuação real.”  Talvez seja válido considerar que na realidade tanto o capitulo 25 quanto o 26 se tratem do discurso de Bildad

“26,12. Raab: o monstro (ver 9,13 e nota). 26,13. A serpente fugitiva: Leviatã, monstro mitológico, como se explicou em 3,8 nota.”

“27,13. Os onze versículos seguintes parecem não fazer originalmente parte do discurso de Jó. Muitos autores propõem ver neles um fragmento do discurso que falta de Sofar. Jó retoma a palavra no começo do cap. 28. 27,18. Como casa de aranha: outra tradução – Como um ninho. – Choupana: na época em que amadureciam as frutas, um guarda residia nas vinhas para vigiá-las.”

Bíblia Católica Online

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