A morte não o segurou

Páscoa

8b062c11-9f31-4a65-91e6-43d0e344db34.jpg

“Ressuscitou como disse… Aleluia! A vida venceu a morte!”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano
“Quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Páscoa a todos!”

O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.

Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimatéia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seus grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.

Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente. Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.

Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepucro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Como Maria Madalena, também nós só veremos os sinais da ressurreição, quando levantarmos nossos olhos dos sinais de morte, e dirigirmos nosso coração para a VIDA. Enquanto estivermos afeiçoados àquilo que é egoísmo, ambição, ira, não perceberemos que a Vida está à nossa frente, e sofreremos as consequências da opção pelos atrativos mortais. Ao contrário, quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus.

Feliz Páscoa a todos!

Fonte: Vatican News

Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 4/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 4/10

Este é o quarto de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

30_1_BibleStoryPictures-page-001

Não existe fiel não praticante, ou é ou não é

At 9, 1-30

O circulo bíblico é uma reflexão que nos instiga a ler a Bíblia com uma visão aberta e conhecimentos de pormenores que não dispensam a leitura orante da palavra, mas ajuda em alguns quesitos para que se entenda e se possa transmitir este entendimento de uma maneira eficaz.

Pois bem. Chegamos a um capitulo quase que central dos Atos, aqui veremos o que acontece com Saulo, o próprio vai descrever estes fatos em suas epístolas Gl 1,11-16; 1Cor 15,8-10; Fl 3,6-12, mas nota-se que o relato dele difere em muitos pontos do relato de Lucas em At 9, o que não deixa de ser óbvio pelo fato de Lucas ter ouvido falar e ele ter vivido a experiência. Vale a pena ler este capitulo e depois lermos as cartas citadas, vale como aprendizado, deveras valioso. Como acontece até hoje, quem conta aumenta um ponto.

Saulo deveria ter 28 anos quando trabalhava como perseguidor dos  cristãos. Era considerado pelo Sinédrio , pois perseguia cristãos bem distante de Jerusalém. Damasco ficava 220 Km de Jerusalém.

“Durante a viagem, estando já perto de Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. 4.Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 5.Saulo disse: Quem és, Senhor? Respondeu ele: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. [Duro te é recalcitrar contra o aguilhão. 6.Então, trêmulo e atônito, disse ele: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor:] Levanta-te, entra na cidade. Aí te será dito o que deves fazer. 7.Os homens que o acompanhavam enchiam-se de espanto, pois ouviam perfeitamente a voz, mas não viam ninguém. 8.Saulo levantou-se do chão. Abrindo, porém, os olhos, não via nada. Tomaram-no pela mão e o introduziram em Damasco, 9.onde esteve três dias sem ver, sem comer nem beber.” (Atos dos Apóstolos, 9, 3-9 – Bíblia Católica Online)
No relato de Lucas, Saulo é atingido por uma luz. Mas que luz seria essa? Podemos especular que seria uma percepção interior, pois os outros que o acompanhavam não viram nada. Porém há o detalhe destes acompanhantes ouvirem a voz, mas não verem a luz. Teria sido apenas Saulo convertido? O texto não revela isso, porém mostra que tão logo Saulo volta a enxergar e os judeus do Sinédrio descobrem que ele mudou de lado, a primeira ação é tentar mata-lo.

Saulo fica cego ao entrar me contato com a luz de Jesus Cristo. Castigo? Não. Aquilo que ele enxergava antes (o ódio aos cristãos) tornou-se escuridão, que só vai voltar a se tornar clara (voltar a enxergar) de novo quando entrar em contato com a comunidade de fé em Jesus através da intervenção de Ananias e por ele ser acolhido como um irmão (At 9,17). Seguindo o ensinamento de Cristo de perdoar 70 vezes 7, Saulo foi perdoado.

paulo

Durante 3 dias Saulo ficou cego, e não comeu nem bebeu nada. depois deste tempo chegou Ananias um apóstolo importante em Damasco e veio conversar com ele, impõe-lhe as mãos e curá-lo. Saulo converteu-se e foi batizado, provavelmente seus companheiros também, apesar de não haver o relato. Lucas aqui como  bom escritor que era faz um paralelo entre a cegueira de Saulo ( 3 dias sem ver a luz) e a morte de Jesus (3 dias até a ressurreição). Saulo fica 3 dias para ver a luz e ter uma vida nova, assim como Cristo.

Sai da condição de um dos maiores perseguidores de cristãos para ser no futuro próximo um dos maiores apóstolos de Cristo. Quem fez sofrer, agora sofrerá por causa do nome de Jesus. E isso lembra da radicalidade da fé. Deus não gosta de meia fé ou de jeitinhos ou gente em cima do muro (não existe o católico não praticante, ou é ou não é). Deus faz grandes transformações e não mudanças de discursos. Saulo sim pode dizer que encontrou Jesus, pois ele estava sem fé e perseguia os que tinham fé e acabou convertido de verdade. Não trocou uma sigla, mudou totalmente de vida.

Lucas narra o encontro de Paulo com Pedro e Tiago (At 9, 26-30), existe uma divergência entre o relato de Lucas neste trecho dos Atos e o do próprio Paulo em Gl 1, 16-24 que dá como data deste encontro quase três anos de diferença (não podemos esquecer que de Damasco a Jerusalém são mais de 220 km de distância e Paulo era procurado na Cidade Santa). Mas é claro que Lucas não escreve um relato histórico, mas sim um livro que tem a intenção de mostrar como a comunidade era unida.

A comunidade de Jerusalém reage como reagiu a de Damasco no inicio da conversão de Saulo, eles tem medo e desconfiança, mas com a intervenção de Barnabé contando como Paulo pregara em Damasco, faz com que o aceitem. Mesmo assim os helenistas ainda desconfiados querem matá-lo, e por isso ele parte para sua cidade natal Tarso depois de passar por Cesaréia.

As contradições entre as declarações de Lucas, e o que Paulo vai escrever em algumas de suas cartas, são interessantes, mas não ao ponto de desqualificar o texto dos Atos.

O que há de mais importante na leitura orante dos Atos dos Apóstolos, é o fato de que as comunidades primitivas enfrentavam problemas como as comunidades cristãs atuais. Desde as opiniões diferentes quanto a questões de interpretação da mensagem de Jesus. Assim como naquela época temos os que fazem muito, e outros que não se importam tanto, assim como inveja de uns poucos das figuras de destaque.

No final do capitulo (At 9,31-43), temos algumas ações de Pedro, e a constatação de que ele ficava circulando de cidade em cidade. Lucas descreve a cura de um paralítico em Lida e a ressurreição de uma mulher chamada Tabita, em Jope (cidade próxima de Lida) .

quinta_feira-830

At 10, 1- 48

No inicio deste capitulo vemos a narrativa de um centurião, já temente a Deus que acaba se encontrando com Pedro depois de um sonho premonitório, talvez seja a primeira vez que um convertido ( exceto o etíope) era estrangeiro e seria convertido logo por Pedro, que tinha sérias restrições aos não judeus. Pedro tem que comer na casa deste homem, e pela lei judaica (ainda não abandonada por Pedro), muitas comidas eram proibidas. Dentro deste capitulo temos que destacar os versículos 14-16 que mostram Pedro sendo questionado 3 vezes, assim como ele foi no julgamento de Jesus, e ele resistindo mais uma vez. Logo depois Pedro percebe que Deus não faz distinções entre as pessoas. (At 10, 34-36)

Aqui com certeza nasce o cristianismo que seria aberto a todos os povos do mundo. Se Paulo seria o maior divulgador do cristianismo, coube a Pedro ser o 1° a aceitar outros povos na nova religião. Em Jope, onde Pedro se localizava, todo o povo percebeu que ele estava na casa de um “pagão” .

Deus com certeza escolheu Pedro para converter alguém que não era hebreu-judeu, por ele ser o que mais tinha resistências a conversão do povo pagão.

“Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra. 45.Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; 46.pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. 47.Então Pedro tomou a palavra: Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós? 48.E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias.” (Atos dos Apóstolos, 10, 45 – 48 – Bíblia Católica Online)
No versículo 45 vemos Lucas afirmar nas palavras de Pedro que o Espírito Santo é para todos, sem nenhuma distinção. Engraçado vemos este tipo de afirmação, e analisarmos o comportamento de muitas comunidades que ainda impõe a cada membro modos de agir e limites. Alguns são impedidos de trabalharem onde queiram, por certas convenções. Não quero dizer que cada um pode fazer o que quer, já que a igreja segue algumas normas importantes.

At 11, 1-30

Neste capitulo vemos as discussões em relação a conversão de Cornélio, basicamente este capitulo trata deste tema.

A conversão dos pagãos colocava em cheque uma questão que os cristãos da comunidade dos Atos ainda não haviam entendido:

“Basta converter-se a Boa Nova de Jesus e comprometer-se com ele ou primeiro seria necessário converter-se ao judaísmo e observar sua práticas?

São questões colocadas pelos que já eram judeus e encontravam uma nova fé em Jesus, porém ainda não tinham claro que era preciso escolher um lado e acolher os demais, mesmo os chamados pagãos (que não eram judeus).

Pedro volta  para Jerusalém e encontra a comunidade em alvoroço, cheia de questionamentos. Até então todos os convertidos eram de origem judaica (hebreus, gregos, a conversão de Cornélio e sua família é um fato novo. Os judeus-cristãos (se é que podemos chamar assim) não entendiam que não precisavam mais seguir duas religiões e sim só uma, mas questionaram pedro por ele ter quebrado  a lei judaica duas vezes ao entrar na casa de incircuncisos e comer com eles, eles achavam que perderiam a identidade por terem que conviver com pagãos, comer com eles, participar do mesmo teto, celebrar a partilha do pão (Eucaristia). O episódio das viúvas parecia não ter servido de aprendizado e até os antes discriminados , agora discriminavam.

Seria preciso fundar duas comunidades diferentes? A igreja dos judeus-cristãos, que seria uma igreja de primeira classe e com observância estrita da lei judaica e cristã e uma igreja pagã-cristã, que seria de segunda classe e mais livre para a entrada de “qualquer pessoa”. Esse era o desejo de Jesus?

Se levarmos em consideração esta reflexão podemos encaixar isso hoje em muitas comunidades e igrejas, onde os novos fiéis são relegados ao segundo plano por uma divisão de classes de quem já estava antes da chegada dos novos membros. É aquela questão de acharem-se donos da igreja. Eu tenho medo de quem quer dar ordens a Jesus.

Pedro não dá explicações. Relato o que aconteceu e de como toda as suas ações foram tomadas por Deus, desde a sua visão (11,5-10; 10, 11-20), o encontro com os enviados de Cornélio (11,13-14; 10, 17-24), a visão de Cornélio (11-13-14 ;10, 3-8) e a catequese com a ação do Espírito Santo entre os pagãos (11, 15-17 ;10, 34-48). Parece apenas a repetição do capitulo 10 porém tem muitos detalhes a serem levados em conta. Pedro então dá o motivo de sua liderança ao intervir na discussão: “Ele (Pedro) te dirá as palavras pelas quais serás salvo tu e toda a tua casa. 15.Apenas comecei a falar, quando desceu o Espírito Santo sobre eles, como no princípio descera também sobre nós. 16.Lembrei-me então das palavras do Senhor, quando disse: João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo. 17.Pois, se Deus lhes deu a mesma graça que a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, com que direito me oporia eu a Deus?”(Atos dos Apóstolos, 11, 14-17– Bíblia Católica Online)
Em palavras mais simples: Se a decisão foi de Deus, o que o homem pode fazer?

É justamente neste ponto que a comunidade começa a compreender que a vontade de Deus é para que todos sejam agraciados com a luz do Evangelho

At 11, 19-30

Chega-se a um ponto no capitulo onde logo após a confirmação de Pedro, os até então nazarenos começam a pregar a Boa Nova de Jesus a todos os povos. Lucas fala de Saulo novamente numa breve citação e no versículo 26 fala que foi a primeira vez que os judeus convertidos e todos os novos seguidores de Cristo passam a serem chamados de cristãos e isso acontece na comunidade de Antioquia, durante um ano de intensa pregação. Saulo e Barnabé saem em missão ao final do capitulo.

“Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos. 27.Por aqueles dias desceram alguns profetas de Jerusalém a Antioquia. 28.Um deles, chamado Ágabo, levantou-se e deu a entender pelo Espírito que haveria uma grande fome em toda a terra. Esta, com efeito, veio no reinado de Cláudio. 29.Os discípulos resolveram, cada um conforme as suas posses, enviar socorro aos irmãos da Judéia. 30.Assim o fizeram e o enviaram aos anciãos por intermédio de Barnabé e Saulo.”
(Atos dos Apóstolos, 11,26-30 – Bíblia Católica Online)

Milton Cesar

Refletindo

depositphotos_145641681-stock-photo-icon-of-the-apostle-paul.jpg

São Paulo

 

A leitura da Bíblia num Círculo Bíblico, tem que ser antes de tudo orante. Todas as informações que escrevo aqui são importantes apenas como base, mas a reflexão de cada um, com a interpretação baseada na oração, de como funcionava as primeiras comunidades, tem um valor ainda maior. Qual é o nosso papel como agentes e membros da comunidade de fé? Não é ditar regras ou modos de agir, mas sim auxiliar no crescimento pessoal de cada irmã e irmão, acolher e saber entender os desígnios de Deus.

Imagine quanto de surpresa houve entre a comunidade ao se depararem com alguém cujo o propósito sempre foi acabar com os cristãos, e essa pessoa ter sido mudada radicalmente pelo amor de Deus. Pense como foi difícil isso não só para a comunidade, mas também para o próprio Paulo. E ainda mais como foi aceitar que uma pessoa não fiel (caso do centurião Cornélio) adentrasse a comunidade acreditando em Jesus.

Vale avaliar se estamos dando espaço para as novas pessoas nas nossas comunidades e igrejas. O “nossa comunidade” dá a se entender que é de todos e não “minha apenas”. Será que damos espaço para quem chega se sentir acolhido, a vontade para participar ativamente da liturgia da igreja, ler, cantar e mais ainda celebrar. Ou resistimos?

Jesus acolheu a todos sem distinção e esta é a máxima. Nos Atos vemos as dificuldades da comunidade e isso deve servir para sermos ainda mais acolhedores.

Milton Cesar

Um homem chamado Paulo

 

Pintura mais antiga do rosto de Paulo, encontrada nas catacumbas romanas

Pintura mais antiga conhecida sobre São Paulo (Século IV)

Eram os primeiros anos da Igreja. Saulo, judeu da tribo de Benjamin, nascido em Tarso na Cilícia, foi fulgurado pelo encontro com o Cristo. Saulo é fariseu, mas goza de todos os direitos de cidadão romano. Educado em Jerusalém por Gamaliel, inimigo declarado de Jesus Cristo, é um dos perseguidores do diácono Estevão. Depois da morte de Estevão, participa com fúria tenaz da perseguição insurgida pelos judeus contra a Igreja de Jerusalém. Retira os cristãos e os faz aprisionar. Ele mesmo pede ao sumo sacerdote que lhe dê cartas de apresentação para as sinagogas de Damasco para conduzir prisioneiros a Jerusalém os cristãos daquela cidade.

Enquanto se encontrava na estrada de Damasco para iniciar a sua empreitada, uma luz fulgurante o derruba por terra e uma voz o interroga: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Saulo derrubado, chega cego à cidade. Ananias, avisado por revelação divina sobre o acontecimento, o batizará. Paulo começa nas sinagogas a anunciar a ouvintes estupefatos que Jesus é o Filho de Deus, conforme a narração no livro dos Atos dos Apóstolos 9,1-22.

“Quem és, Senhor?”, havia perguntado Saulo à voz que o tinha derrubado do cavalo. “Eu sou Jesus que tu persegues”. A evidência da fulguração transformou o perseguidor dos cristãos: “Senhor, que queres que eu faça?” Do ódio ao amor o passo é breve, Jesus de Nazaré se mostra o Cristo e abate o orgulho do homem, fazendo-o instrumento escolhido para levar o seu nome aos gentios. O preço é um só: “Mostrar-te-ei quanto deverás sofrer por meu nome”. Mas absorvido no mistério de Cristo morto e ressuscitado, Paulo não verá mais a cruz senão como transfiguração da glória.

O episódio narrado não pode ser reduzido à experiência puramente interior: também os companheiros de Paulo o perceberam e ouviram “a voz”. Paulo recordou repetidamente o acontecimento: Jesus lhe aparecera (1Cor 15,8); tinha visto o Senhor (9,1), com o vulto envolvido pela glória divina (2Cor 4,6); a aparição de Damasco equivalia para ele às aparições que tiveram os apóstolos depois da ressurreição de Jesus.

Sobre o batismo de Paulo (Atos 9, 1-21), o Senhor manda Ananias, para que Paulo recupere a vista e seja batizado. Para convencer Ananias, compreensivelmente hesitante, o Senhor lhe manifesta a excepcional missão destinada a Paulo: a de ser seu mensageiro em todo o mundo, diante dos pagãos, das autoridades e dos próprios judeus.

Ele é grande modelo, seguidor de Jesus, anunciando com ardor o Evangelho.

Paulo tem plena consciência de que é servo, chamado a ser apóstolo, escolhido para o Evangelho de Deus. Com esta apresentação, começa sempre suas cartas. Ele afirmou uma vez: “Sei em quem acreditei”. Faz incansável profissão de fé em Cristo Jesus, crucificado e ressuscitado, vivo entre nós.
Neste ano Paulino, vale a pena reconhecer Paulo especialmente através de suas cartas.

São João Crisóstomo, bispo de Constantinopla, faz um retrato de Paulo e revela o traço mais sugestivo e fascinante do Apóstolo dos gentios: o seu amor a Cristo, à paixão por ele, caminho para a ressurreição e a glória: “Paulo tudo suportou por amor a Cristo. Gozar do amor de Cristo era a sua vida, o seu mundo, o seu reino, a sua promessa, tudo. O que é o homem, quão grande é a dignidade da nossa natureza e de quanta virtude é capaz a criatura humana, Paulo o demonstrou mais do que qualquer outro. É o que aprendemos de suas próprias palavras: ‘Esquecendo o que fica para trás, eu me lanço para o que está na frente’. As fraquezas, as injúrias, as necessidades, as perseguições são as armas da justiça, mostrando que delas lhe vinha grande proveito.”

A aparição no caminho de Damasco muda, em um segundo, todo o modo de pensar e de agir de Saulo, até então ardente inimigo da cruz. Nesse encontro excepcional com o Senhor, Saulo vê que o messias dos cristãos está verdadeiramente ressuscitado e glorificado, que Deus Pai aprovou a sua obra, e tudo o que Jesus disse e fez, é o cumprimento das profecias, enquanto as autoridades de seu povo erraram na interpretação das Escrituras.
Paulo descobre a “loucura” de cruz: verdade e sabedoria, porque envolve Deus mesmo e é, com a ressurreição do Senhor, a última palavra da revelação divina aos homens. (fonte Formação Canção Nova)

sao_paulo_icone

Saulo é o nome hebraico usado até o capitulo 13 dos Atos. Paulo é o  nome romano que servirá para que ele circule livremente por toda a Palestina e Judéia, lembrando que sua família comprou a cidadania romana, o que era comum entre os abastados da época. A mudança de nome ocorre no capitulo 13, e simboliza uma nova vida e o apostolado entre os cristãos. Pedro também mudara o nome. Nos Atos, Saulo é citado 12 vezes como perseguidor dos cristãos, talvez Lucas tenha tido a intenção de fazer um paralelo :12 tribos de Israel, 12 discípulos de Jesus, 12 perseguições antes da conversão.

Saulo é um judeu autêntico, que sempre defendeu com ardor os mandamentos da Torá. Sabemos que a maioria das religiões são focadas nas suas tradições, e que ensinam seus filhos os valores de cada preceito. Algo louvável, que precisa ser feito, ante o ataque de outros meios de comunicação que tem ensinado valores deturpados para os jovens e crianças, e até alguns adultos, pregando a concorrência desleal, e a busca de um lucro em decorrência da desgraça do outro.

Saulo, assim como os judeus da época (talvez até hoje), esperava um rei messiânico, um messias grandioso que livraria a nação judaica do domínio romano, e não um messias que pregaria a paz e o amor ao próximo, e depois morreria de forma humilhante na cruz. É fácil notar que Judas Iscariotes também  pensava assim, e por isso mesmo entregou Jesus, na esperança de que os seguidores dele se revoltassem e libertassem o mestre.

Vale dizer que na edição 2110 de 8/7/2009 da Revista Veja, foi publicada uma reportagem que dizia :O Vaticano acredita ter encontrado, na segunda maior Basílica de Roma, os restos mortais do apóstolo Paulo, martirizado no século I. (leia a reportagem na integra no box final deste post)

fides - Copia

Como base de estudo foi usado:

 

Em 2018 foi lançado o filme Paulo, Apóstolo de Cristo que passou quase despercebido por muitos nos cinemas e conta a história dos últimos dias de Paulo já preso e condenado que recebe as visitas de Lucas.

Paulo-Apóstolo-de-Cristo-255x303

Para baixar: Paulo, Apóstolo de Cristo – Dual Audio 720P MKV – Torrent

O Vaticano acredita ter encontrado, na segunda maior basílica de Roma, os restos mortais do apóstolo Paulo, martirizado no século I

Bento XVI anunciou no domingo 28 uma descoberta que lança luz sobre os primeiros anos da Igreja Católica. Amostras retiradas da ossada existente numa tumba no subsolo da segunda maior basílica de Roma foram submetidas a testes de datação, e as conclusões são de que se trata dos restos de uma pessoa que viveu entre os séculos I e II. Elas “parecem confirmar a unânime e incontestável tradição de que são os restos mortais do apóstolo Paulo”, festejou o papa. A relevância da descoberta não está em fornecer evidências materiais sobre o homem que expandiu o cristianismo para além das fronteiras estreitas de uma seita judaica da periferia do Império Romano. Não há necessidade disso. A vida e a obra do Apóstolo dos Gentios são as mais bem documentadas entre os primeiros santos do cristianismo. O valor religioso do exame científico está em atestar a consistência da tradição católica e reforçar a Basílica de São Paulo Fora dos Muros como um local de veneração. No século IV, o imperador Constantino mandou erguer a igreja sobre um antigo cemitério romano, do lado externo das muralhas que protegiam a cidade dos bárbaros, exatamente porque o lugar era conhecido como o do túmulo de São Paulo.

Pintura mais antiga do rosto de Paulo, encontrada nas catacumbas romanas

Pintura do rosto de Paulo Século IV

Não foi a única novidade sobre o santo. No mesmo domingo, foi revelada a mais antiga imagem de São Paulo, um afresco do século IV encontrado durante as obras de restauração das catacumbas de Santa Tecla, a alguns quarteirões de distância da basílica. A pintura foi descoberta no teto de um pequeno aposento que esteve soterrado por séculos. A identificação do apóstolo foi imediata porque coincide com as características físicas descritas em textos dos primeiros cristãos, como a barba escura e fina na ponta, a calvície, o nariz grande e os olhos expressivos. Um afresco de São Pedro também foi encontrado, mas em muito pior estado de conservação.

Segundo a tradição, a Basílica de São Pedro, no Vaticano, foi erguida sobre o túmulo do primeiro papa. Essa crença foi posta à prova por arqueólogos que exploraram um túmulo existente no subsolo da construção. Submetido a testes de datação, o conteúdo revelou os restos de alguém que tinha entre 60 e 70 anos e viveu no século I. Em 1968, o papa Paulo VI anunciou com estardalhaço que se tratava, sem dúvida, dos restos de São Pedro. Paulo e Pedro foram contemporâneos e ambos morreram como mártires da Igreja. Acredita-se que São Pedro tenha sido crucificado (de cabeça para baixo, segundo a tradição) no ano 64, por ordem do imperador Nero. Graças à cidadania romana, São Paulo escapou da cruz, para ser decapitado em algum momento entre os anos 65 e 67. Reza a tradição que o corpo e a cabeça do santo foram sepultados em locais diferentes – a cabeça estaria na Basílica de São João de Latrão, também em Roma.

Em 2002, ainda sob João Paulo II, arqueólogos iniciaram a escavação do túmulo sob a Basílica de São Paulo, onde descobriram uma urna e uma placa com a inscrição “Paulo Apóstolo Mártir”. Eles fizeram um minúsculo furo numa das laterais de mármore e inseriram uma pequena sonda, que recolheu amostras da ossada que está lá dentro. O material extraído foi submetido ao teste de carbono 14, técnica utilizada para calcular a idade de materiais antigos. Junto aos restos mortais foram encontrados também alguns grãos de incenso e dois pedaços de tecido de linho, um de cor púrpura com bordados de ouro e outro azul – ambos identificados como peças luxuosas, o que reforça a suposição da existência de ricos entre os primeiros cristãos.

São Paulo era um judeu nascido entre os anos 4 e 8, possivelmente em Tarso, então uma grande cidade grega na rota entre a Europa e a Ásia. Seus pais eram escravos libertos, mas ricos o suficiente para mandar o filho estudar com um grande rabino em Jerusalém. Adulto, ele se tornou um perseguidor implacável da seita crist㠖 ainda que não esteja claro por que agia assim. Ele próprio deixou relatos sobre sua conversão, ocorrida no caminho para Damasco, depois de uma visão. Após se converter, Paulo dedica-se, com enorme sucesso, à tarefa de expandir a fé pelo Império Romano, especialmente por seu coração, Roma.

Ainda mais importante, foi ele quem formulou a doutrina de maneira teológica e separou o cristianismo do judaísmo. Para São Paulo, os pagãos não precisavam submeter-se aos rituais judaicos, como a circuncisão e as regras dietéticas, pois bastavam o batismo e a fé em Cristo. “Paulo deu ao cristianismo um caráter universal”, diz o teólogo Geraldo Hackmann, o único brasileiro na Comissão Teológica Internacional do Vaticano. A influência de São Paulo sobre a cristandade pode ser medida numericamente. Dos 27 livros do Novo Testamento, treze são atribuídos ao apóstolo. Desses, sete são considerados realmente autênticos, e os demais, escritos em seu nome por seguidores. Quase metade do livro dos Atos dos Apóstolos, escrito pelo evangelista Lucas, relata as viagens evangelizadoras de Paulo. As descobertas envolvendo seu túmulo reforçam sua presença na tradição cristã.

VEJA edição 2110 de 8/7/2009

A Missa: Parte por Parte

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro 30/40 – Complemento 15)

images

A Missa: parte por parte

A celebração da Eucaristia, ou como nós conhecemos : a Missa, é o acontecimento em que os cristãos católicos atualizam o gesto de Jesus realizado na última ceia. Naquela noite memorável ficou profundamente marcado na mente dos apóstolos o pedido de Jesus:

“Fazei isto em minha memória! “(Lc 22,19)

Participar da missa é atualizar o pedido de Jesus, É colocar-se em atitude de entrega a Deus Pai e aos irmãos, como fez Jesus.

Jesus realizava assim a primeira missa

52c4f0b28e7e7bab41581053924227a4

Participar é comungar, é trazer Cristo para dentro de si e depois levá-lo aos irmãos.

A Santa Missa torna presente o sacrifício de Jesus realizado sobre o calvário. Mas também é lugar de se ouvir a palavra de Deus direto da Bíblia.

1201827-famosos-prestigiaram-a-missa-de-setimo-950x0-3

A Missa é também é lugar de catequese por excelência.

Tempo e momento de louvor a Deus e também de estar em encontro com os outros irmãos e irmãs da comunidade de fé.

O que é a missa? – A missa consiste em um memorial da Páscoa de Jesus. Celebra a glória, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A Missa é também o momento da comunidade celebrante e não é feita somente de palavras. Ela é um todo composto de palavras, ritos, gestos, cantos, que devem estar bem integrados entre si, para que haja uma harmonia na celebração.

Mais do que uma tradição a missa é comunhão. Imagine-se num encontro com toda a sua família, basicamente este encontro ocorre em todas as missas onde todos os fiéis (irmãs e irmãos) se encontram para celebrar o Pai.

Assistir a missa pela TV ou Internet tem também seu valor, mas não substitui a participação in loco (na igreja) da celebração. O ir pessoalmente, comungar, participar é mais importante ainda.

img-464285-o-renascimento-do-padre-marcelo-rossi

Padre Marcelo Rossi, mais de 1 milhão de pessoas assistindo na TV e mais de 100.000 na igreja

Usarei a montagem com um folheto de missa para exemplificar as partes da celebração, os números acompanhados de (*) serão identificados no folheto

110916_P1_05092016183137

 O ritual

 O ritual litúrgico da missa é dividido em quatro partes: Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Liturgia Sacramental e Ritos Finais.

  • Ritos Iniciais :
  • Acolhimento (comentário inicial)
  • Canto de Entrada : Pode-se fazer uma procissão de entrada para mostrar a nossa caminhada ou indicar o tema a ser celebrado. Todos de pé (*1)
  • Saudação (acolhida do presidente: padre/diácono/ministro da palavra)(*2) Fl 1,2
  • Antífona de Entrada: Geralmente o trecho de um Salmo, mas que pode ter outros temas dependendo do Tempo Litúrgico (*2)
  • Ato Penitencial: Momento de pedirmos perdão reconhecendo nossas faltas. (*3)    (Mt 7ss; Sl 50,19b)
  • Hino de Louvor: Glória (*4) (Lc 2,14)
  • Oração (ou Coleta): O presidente faz uma oração em nome da igreja reunida pela vida da comunidade, pedindo a Deus por Cristo, na unidade do Espírito Santo. Ao final todos se sentam (*5)
  1. Liturgia da Palavra:
  • Primeira Leitura: Geralmente tirada do Antigo Testamento, salvo no Tempo Pascal em que se lê nos Atos dos Apóstolos. (*6)
  • Salmo Responsorial ( Salmo de Resposta): Leitura retirada do livro dos Salmos (*7)
  • Segunda Leitura: Tirada das Cartas dos Apóstolos ou do Apocalipse (*8)
  • Aclamação ao Evangelho: Canto de aclamação. Todos de pé. (*9)
  • Evangelho: Leitura retirada dos Evangelhos Sinóticos exceto na Quaresma, Tempo Pascal e Festas onde se lê o Evangelho de João. A divisão feita pela igreja divide as leituras dos Evangelhos por anos sendo: Mateus (Ano A), Marcos (Ano B) e Lucas (Ano C). (*10)
  • Homilia: Antigamente costumava-se chamar de sermão. É o momento em que no presidente da celebração fala com a comunidade refletindo sobre as leituras e trazendo uma mensagem sobre tudo no que foi lido. Seria uma espécie de catequese para todos. Este momento todos devem estar sentados numa atitude de quem está pronto a aprender (*11)
  • Profissão de Fé (Creio) – Todos de pé (*12)
  • Oração da Assembléia ou da Comunidade (Prece dos Fiéis): Momento em que a comunidade faz seus pedidos a Deus. (*13)
  1. Liturgia Eucarística (Sacramental):
  • Preparação das Ofertas (Ofertório): (*14)

– Canto das Oferendas ou Ofertas – Todos sentados

– Momento de receber as ofertas dos fiéis

– Ofertório: Não existe mais a entrada em procissão do pala e vinho, salvo quando autorizado pelo padre ou em momentos especiais. Durante este momento a mesa é preparada com as alfaias (cálice, ambula, patena, hóstias grande e partículas ). O presidente usa o gesto de lavar as mãos, mas não como Pilatos o fez e sim como quem se prepara para a refeição. Coloca-se gotinhas de água no vinho que será consagrado e depois uma pequena partícula da hóstia grande é colocada também no cálice. O significado das gotinhas de água é cada fiel está em Cristo e a partícula é o corpo de Cristo com seu sangue. Depois das gotas de água caírem no vinho nada pode separá-los

  • Oração sobre as oferendas: “Orai irmãos e irmãs… É a oração que o presidente pedem para que todos rezem para que o sacrifício de Cristo seja aceito. “ Todos de pé (*15 e 16)
  • Oração Eucarística : Existem diversas formas de Oração Eucarística (todas numeradas e retiradas do Missal Romano, o que faz com que em todo o mundo seja feito a missa daquele dia com a mesma oração, mostrando a unidade da Igreja Católica). Neste momento podemos dividir em partes, pois logo no início o presidente da celebração anuncia: “O Senhor esteja convosco” e a comunidade confirma: “Ele está no meio de nós. “ Assim após uma breve oração é rezado o Santo ( que pode ser feito como oração ou como cântico repetindo o que os anjos fizeram ao anunciar a chegada do então menino Jesus aos pastores em Belém.  Começa o rito da comunhão com a consagração (o vinho virá sangue e o pão virá carne, é a transubstanciação) momento de repetir o gesto de Jesus na última ceia seguindo o pedido dele mesmo: “Fazei isso em minha memória…” Depois vem os pedidos pelos vivos e os mortos, o Santo Papa, Os Bispos e os Presbíteros e outros pedidos. A ultima oração é o “Por Cristo, com Cristo e em Cristo…”, vale salientar que esta é uma oração própria do sacerdote e os fiéis só fazem o Amém (Assim Seja) (*17)
  • Ritos da Comunhão:
  • Oração do Pai Nosso (Mt 6,7-12(*18)
  • Oração e Abraço da Paz
  • Fração do Pão (Cordeiro de Deus) Tem sido cantado ultimamente, mas pode ser rezado
  • Comunhão: Momento de receber Cristo. Neste momento de distribuição da Eucaristia canta-se o Cântico da Comunhão (*19)
  • Silêncio: Ouvir a voz de Deus no nosso interior. Este ano (2017) houve até uma reflexão da igreja sobre a importância do silêncio nas missas, então tem sido recomendado que não se crie cantos ou outras distrações.
  • Antifona da Comunhão – Todos de pé
  • Oração de Ação de Graças (Pós-comunhão) (*21)
  1. Ritos Finais:
  • Avisos ( caso haja necessidade )
  • Bênção Final – Todos de pé
  • Despedida: Ir em paz com o Senhor como companheiro. (*23)

A Missa não termina,porque ela não é um ato isolado na vida do católico.  Durante toda a semana o fiel tenta viver a união com seus irmãos,  através de uma vida de ajuda e fraternidade. 

Os itens *20 e 22 da imagem do folheto ficaram de fora porque em alguns modelos de folhetos estas partes são diferentes. Mas o grande cerne da misa e da liturgia está contido em todos.

Tempo Litúrgico

Existe também todo um tempo litúrgico a ser seguido, que muda conforme já falado de ano em ano. Sendo Ano A: Mateus; Ano B: Marcos; Ano C: Lucas; João celebrações especificas e tempo da Quaresma e Páscoa

Untitled

AnoLiturgico

missa

Detalhes :

Ficar sentado indica sobretudo a atitude de quem escuta e acolhe, para refletir e orar.

Ficar de pé significa respeito ao outro e estar pronto para caminhar. Expressa a atitude de quem acredita em um Jesus ressuscitado, presente na Eucaristia que saiu do túmulo  para voltar a caminhar conosco.

Ficar de joelhos é sempre um sinal de penitência  mais do que de adoração. Quem gosta de ajoelhar durante a Consagração, deve voltar a ficar de pé para a aclamação.

Também se deve guardar, nos momentos próprios, o silêncio sagrado, como parte da celebração. A natureza deste silêncio depende do momento em que ele é observado no decurso da celebração. Assim, no ato penitencial e a seguir ao convite à oração, o silêncio destina-se ao recolhimento interior; a seguir às leituras ou à homilia, é para uma breve meditação sobre o que se ouviu; depois da Comunhão, favorece a oração interior de louvor e ação de graças. Antes da própria celebração é louvável observar o silêncio na igreja, na sacristia e nos lugares que lhes ficam mais próximos, para que todos se preparem para celebrar devota e dignamente os ritos sagrados (Instrução Geral do Missal Romano nº 45)

Todo o gestual da missa tem o seu significado, desde o simples abrir de braços do padre, ao olhar, o silêncio e os momentos de falar com cada fiel. Desde o Concilio Vaticano II onde a missa deixou de ser celebrada apenas em latim e de costas para ser celebrada na língua de cada localidade e com o padre de frente (exatamente como Jesus fez) que a celebração ganhou ainda mais significado. Faça o teste, chegue mais cedo e repare em todo o gestual, em cada detalhe da missa, será uma experiência deveras enriquecedora.

paroquia-sao-sebastiao-e-sao-francisco-manaus-missas-de-cura-e-libertacao-o-que-igreja-diz

Origem da palavra missa

O substantivo missa vem do verbo latino mittere (“enviar, mandar, dispensar”), o mesmo que originou missão e míssil. Nas igrejas primitivas, nos primórdios do Cristianismo, o culto era dividido em duas partes: a primeira, composta de orações, cantos e de um sermão, era aberta a todos; a segunda (a eucaristia) era reservada aos cristãos batizados. Por isso, dizia-se ao final da 1ª parte, a fórmula “Ite, missa est”, que significa, aproximadamente, “Podem ir, [a congregação] está dispensada”. Pouco a pouco, a palavra que assinalava especificamente o momento da dispensa passou a designar toda a cerimônia.

Seria muito bom se todos chegassem na Igreja um pouco antes, não em cima da hora ou atrasados e pudessem observar o ambiente, a cor litúrgica, a Mesa da Palavra  (o ambão de onde se fazem as leituras), o altar (Mesa da Eucaristia ). Pudessem notar a cruz sobre o altar ou mais comumente ao lado dele, as velas (o círio pascal), as flores, o grupo de canto, as vestes… Tem muitas coisas para serem observadas, e cada gesto ou ato tem seu significado. Por isso também a Pastoral Litúrgica deve ter o cuidado na preparação para que na hora da celebração não tenha correrias por esquecimento ou sinais de que algumas coisas estão erradas. Penso que a missa deve ser celebrada por todos, dos fiéis, equipe da liturgia, o Padre, ministros, leitores, enfim todos devem entrar no mistério de Jesus Cristo.

3-620x276

Existem também diversos subsídios litúrgicos para se acompanhar a celebração eucarística, entre eles muitos folhetos Litúrgicos-Catequéticos (Folhetos de Missa) além dos hoje populares livretos da liturgia diária. Como exemplos temos: O Domingo (Paulus), Deus Conosco (Editora Santuário), A Missa (Arquidiocese do Rio de Janeiro). Porém pela questão do custo destes semanários algumas comunidades tem optado por exibirem em telões ou mesmo utilizarem a Bíblia para as missas.

Boa fonte de pesquisa :

RV15237_Articolo

Logo após o descobrimento do Brasil foi celebrada uma missa

Artigo: Milton Cesar (fidesomnium.wordpress.com)

O que foi o Concílio Vaticano II?

Conferência realizada entre 1962 e 1965 gerou transformações profundas na Igreja

Foi uma série de conferências realizadas entre 1962 e 1965, consideradas o grande evento da Igreja Católica no século 20. Com o objetivo de modernizar a Igreja e atrair os cristãos afastados da religião, o papa João XXIII convidou bispos de todo o mundo para diversos encontros, debates e votações no Vaticano. Da pauta dessas discussões constavam temas como os rituais da missa, os deveres de cada padre, a liberdade religiosa e a relação da Igreja com os fiéis e os costumes da época. “O Concílio tocou em temas delicados, que mudaram a compreensão da Igreja sobre sua presença no mundo moderno. Foram repensadas, por exemplo, as relações com as outras igrejas cristãs, o judaísmo e crenças não-cristãs”, diz o teólogo Pedro Vasconcelos, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Após três anos de encontros, as autoridades católicas promulgaram 16 documentos como resultado do Concílio. Muitas novidades apareceram nas questões teológicas e na hierarquia da Igreja. O papa, por exemplo, aceitou dividir parte de seu poder com outros cardeais. E as missas passaram a ser rezadas na língua de cada país – antes eram celebradas sempre em latim! Na questão dos costumes, porém, o encontro foi pouco liberal. A Igreja continuou condenando o sexo antes do casamento e defendendo o celibato (proibição de se casar e de ter relações sexuais) para os padres. No quadro ao lado, você confere o que mudou – e o que ficou na mesma – depois dessa reforma na Igreja Católica.

Mudança de hábito
Conferência realizada entre 1962 e 1965 gerou transformações profundas na Igreja

ASSUNTO – MISSA

ANTES DO CONCÍLIO – Rezada em latim, com o padre voltado para o altar, de costas para os fiéis. Apenas membros do clero comandavam a celebração

DEPOIS DO CONCÍLIO – Rezada no idioma de cada país, com o padre de frente para o público. Mulheres e homens leigos (que não são do clero) podem ajudar na celebração

ASSUNTO – SEXO

ANTES DO CONCÍLIO – Doutrina rígida, contrária ao sexo antes do casamento e ao aborto, mesmo em caso de estupro

DEPOIS DO CONCÍLIO – Manteve a mesma posição

ASSUNTO – RELACIONAMENTO COM OUTRAS RELIGIÕES

ANTES DO CONCÍLIO – Desconfiança em relação aos ensinamentos de religiões não-cristãs (islamismo, judaísmo, etc.)

DEPOIS DO CONCÍLIO – Aceita a idéia de que, por meio de outras religiões, também é possível conhecer Deus e a salvação

ASSUNTO – CULTO AOS SANTOS

ANTES DO CONCÍLIO – Proliferação de “santos” criados pela crença popular e não-canonizados pela Igreja

DEPOIS DO CONCÍLIO – “Santos” não-canonizados são abolidos. Cristo volta a ser o centro das atenções na missa

ASSUNTO – COMPORTAMENTO DO SACERDOTE

ANTES DO CONCÍLIO – Uso obrigatório da batina e de outros símbolos da Igreja. Casamento e relações sexuais são proibidos

DEPOIS DO CONCÍLIO – Cai o uso obrigatório da batina: agora, os padres podem usar trajes sociais. Segue a proibição ao casamento e ao sexo

ASSUNTO – QUESTÕES POLÍTICAS

ANTES DO CONCÍLIO – Condenação do capitalismo e esforço para evitara “contaminação” do catolicismo por idéias comunistas

DEPOIS DO CONCÍLIO – Continua a condenação ao capitalismo e ao comunismo, mas aumenta um pouco a liberdade dos teólogos para interpretar a Bíblia

jesus1

30º Encontro (Catequese) – A Santa Missa

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 30/40)

missa

Chegamos ao nosso 30º encontro e entramos numa contagem regressiva para o final (ou seria apenas o início) da nossa vivência de fé.

Todos os encontros até aqui servem apenas como sugestões para a catequese podendo, é claro, terem outros temas a serem explorados ou alguns encontros serem desmembrados, estendidos ou até deixados de lado. Escolhi o número de 40 encontros por achar (também por experiência) que seja o número mínimo ideal para se trabalhar. Claro que tudo depende do planejamento de cada Pastoral e comunidade. Mas a maior parte das minhas sugestões tem a ver também com as questões mais práticas e até burocráticas.

Neste ponto da nossa caminhada seria interessante se todos os documentos para o dia do recebimento do Sacramento da Confirmação estejam prontos e já registrados na secretaria da Paróquia. É importante que os Sacramentos do Batismo e Eucaristia já tenham sido concedidos aos catequizandos que assim precisarem ou no mínimo que já estejam em vias de serem concedidos. Já exista um agendamento com o padre.

Pontos a serem pedidos neste encontro:

  1. Agendar confissão com o padre

  2. Confirmar nomes dos padrinhos

  3. Confirmar (de preferência já agendada)a data da Crisma

  4. Marcar uma reunião (ou almoço /jantar) com pais, padrinhos, catequizandos, catequistas. Para esclarecer as dúvidas e fazer as devidas orientações

  5. Escolher as camisetas (Ver antes o orçamento) ver tamanhos e prazos para pagar.

folhadeencontromod.3-17

Sugestão para este encontro: 4 folhas. Folha 1

Neste encontro:

Seria bem interessante se as alfaias  (cálice, ambula, algumas toalhas, velas, etc.) pudessem ser utilizadas. E folhetos de missa para todos.

Este encontro pode ter duas maneiras de ser passado:

  1. O padre faz uma missa explicada para os catequizandos. Este é um desejo mais difícil, mas nunca custa tentar, pois seria rico demais
  2. Segue a maneira normal dos encontros com os catequistas ou algum convidado palestrando

Desenvolvimento:

  1. Se tiver a presença do padre celebrando uma missa explicada, deve-se haver um planejamento anterior para saber do que ele precisará e como será feito. É importante que se abra espaço para as dúvidas
  2. Caso haja um convidado pode ser o próprio padre, um Ministro da Palavra ou simplesmente os catequistas. Vale salientar que é preciso se preparar bem para esclarecer as possíveis dúvidas que vão surgir.

A Missa é lugar da catequese então uma boa pergunta para se começar é: quem vai na missa?

A família vai também? E os amigos?

Lembrar que ir na missa faz parte da vivência na catequese, e que além de tudo a missa celebra o ato de Jesus Cristo na última ceia e cumpre o pedido do mestre :

“Fazei isto em minha memória.”

Muitos católicos têm o hábito de ir à Missa todos os domingos. A afirmação parece comum para os fiéis desta religião, mas, para os mais atentos, traz um pequeno problema: o fato de se tornar simplesmente um hábito. Encarada desta forma, a participação na Santa Missa às vezes acaba sendo um gesto mecânico, o que impede de enxergar as riquezas de cada uma das partes dessa celebração.

Depois de feita a introdução é hora de entrar no encontro propriamente dito. A ideia é tentar reproduzir a missa acompanhando o folheto. Importante lembrar que caso não seja feita uma missa explicada (com o padre) ou uma celebração explicada (com um Ministro da Palavra) o catequista deve explicar as partes da missa sem para isso fazer a parte da consagração e adaptar o tempo do encontro as explicações.

O ritual

O ritual litúrgico da missa é dividido em quatro partes: Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Liturgia Sacramental e Ritos Finais.

  • Ritos Iniciais :
  • Acolhimento (comentário inicial)
  • Canto de Entrada
  • Antífona de Entrada
  • Saudação (acolhida do presidente: padre/diácono/ministro da palavra) Fl 1,2
  • Ato Penitencial: Momento de pedirmos perdão reconhecendo nossas faltas. (Mt 7ss; Sl 50,19b)
  • Hino de Louvor: Glória (Lc 2,14)
  • Oração (ou Coleta): O presidente faz uma oração em nome da igreja reunida pela vida da comunidade, pedindo a Deus por Cristo, na unidade do Espírito Santo. Ao final todos se sentam
  1. Liturgia da Palavra:
  • Primeira Leitura: Geralmente tirada do Antigo Testamento, salvo no Tempo Pascal em que se lê nos Atos dos Apóstolos.
  • Salmo Responsorial ( Salmo de Resposta): Leitura retirada do livro dos Salmos
  • Segunda Leitura: Tirada das Cartas dos Apóstolos ou do Apocalipse
  • Aclamação ao Evangelho: Canto de aclamação. Todos de pé.
  • Evangelho: Leitura retirada dos Evangelhos Sinóticos exceto na Quaresma, Tempo Pascal e Festas onde se lê o Evangelho de João. A divisão feita pela igreja divide as leituras dos Evangelhos por anos sendo: Mateus (Ano A), Marcos (Ano B) e Lucas (Ano C).
  • Homilia: Antigamente costumava-se chamar de sermão. É o momento em que no presidente da celebração fala com a comunidade refletindo sobre as leituras e trazendo uma mensagem sobre tudo no que foi lido. Seria uma espécie de catequese para todos. Este momento todos devem estar sentados numa atitude de quem está pronto a aprender
  • Profissão de Fé (Creio) – Todos de pé
  • Oração da Assembléia ou da Comunidade (Prece dos Fiéis): Momento em que a comunidade faz seus pedidos a Deus.
  1. Liturgia Eucarística (Sacramental):
  • Preparação das Ofertas (Ofertório):

– Canto das Oferendas ou Ofertas – Todos sentados

– Momento de receber as ofertas dos fiéis

– Ofertório: Durante este momento a mesa é preparada com as alfaias (cálice, ambula, patena, hóstias grande e partículas ).

  • Oração sobre as oferendas: “Orai irmãos e irmãs… É a oração que o presidente pedem para que todos rezem para que o sacrifício de Cristo seja aceito. “ Todos de pé
  • Oração Eucarística : Existem diversas formas de Oração Eucarística (todas numeradas e retiradas do Missal Romano, o que faz com que em todo o mundo seja feito a missa daquele dia com a mesma oração, mostrando a unidade da Igreja Católica). Neste momento podemos dividir em partes, pois logo no início o presidente da celebração anuncia: “O Senhor esteja convosco” e a comunidade confirma: “Ele está no meio de nós. “ Assim após uma breve oração é rezado o Santo ( que pode ser feito como oração ou como cântico repetindo o que os anjos fizeram ao anunciar a chegada do então menino Jesus aos pastores em Belém.  Começa o rito da comunhão com a consagração (o vinho virá sangue e o pão virá carne, é a transubstanciação) momento de repetir o gesto de Jesus na última ceia seguindo o pedido dele mesmo: “Fazei isso em minha memória…” Depois vem os pedidos pelos vivos e os mortos, o Santo Papa, Os Bispos e os Presbíteros e outros pedidos.
  • Ritos da Comunhão:
  • Oração do Pai Nosso (Mt 6,7-12)
  • Oração e Abraço da Paz
  • Fração do Pão (Cordeiro de Deus)
  • Comunhão: Momento de receber Cristo. Neste momento de distribuição da Eucaristia canta-se o Cântico da Comunhão
  • Silêncio: Ouvir a voz de Deus no nosso interior
  • Antifona da Comunhão – Todos de pé
  • Oração de Ação de Graças (Pós-comunhão)
  1. Ritos Finais:
  • Avisos ( caso haja necessidade )
  • Bênção Final – Todos de pé
  • Despedida: Ir em paz com o Senhor como companheiro.
folhadeencontromod.3-17-2

Sugestão de folha para encontro – pág. 2

folhadeencontromod.3-17-3

Sugestão de folha para encontro. pág. 3

folhadeencontromod.3-17-4

sugestão de folha para encontro – Pág. 4

Aprofundamento para o catequista

 

pedro_a_redencao_torrent_dublado_2017

Fazei isto em minha memória

Neste encontro parte do nosso já tradicional aprofundamento está no link A Missa: parte por parte (clique aqui) e lá estarão mais detalhes sobre a missa.

É importante explicar: durante a celebração da Santa Missa, Jesus não está, por assim dizer, “sofrendo de novo” o Calvário, experimentando a agonia da coroa de espinhos ou carregando novamente todo o peso da cruz. A entrega feita no sacrifício eucarístico, no entanto, é a mesma: o oferente é o próprio Jesus – “é Ele mesmo quem preside invisivelmente toda Celebração Eucarística”– e trata-se da mesma vítima: “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. A diferença de modo entre as duas é apenas acidental, não muda a substância do sacrifício.

Pela transubstanciação, estão presentes debaixo das espécies do pão e do vinho Jesus Cristo em corpo, sangue, alma e divindade. Por força do sacramento, no pão está o Seu corpo e, no vinho, o Seu sangue; mas, pela realidade dos fatos, Jesus todo está presente tanto no pão quanto no vinho. É assim porque, estando Ele ressuscitado e no Céu em corpo glorioso, não pode mais ser separado. O uso do pão e do vinho como matéria deste sacramento, no entanto, significa esta “cruenta separação” do Seu corpo e do Seu sangue, ocorrida na Cruz.

Sugestões de músicas

Leia também:

29º Encontro (Catequese) – Liturgia

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 29/40)

folhadeencontromod.3-16

Sugestão de folha para encontro

Neste encontro vamos falar de um grupo fundamental dentro da vivência da igreja, que é o grupo de Liturgia. A Pastoral Litúrgica tem como finalidade principal a evangelização e esta finalidade é expressada na sua totalidade principalmente na missa.

Para iniciar podemos iniciar com um Pai Nosso e uma Ave Maria

Depois sugiro o canto Te amarei, Senhor

No terceiro momento podemos começar falando sobre  que é e para que é a liturgia (veja Aprofundamento para o catequista)

Uma boa dinâmica seria a das flores (ou estrelas) que se abrem na água

Dinâmica das Flores (ou estrelas)

Material:

  1. Folhas de papel de seda brancas ou coloridas
  2. Tesoura
  3. Caneta
  4. Copos plásticos com água

Preparando:

  1. Corta-se vários círculos de 6 cm. Depois dê pequenos cortes. Escreva algumas palavras nos círculos Dobre as pontas cortadas
  2. Prepare os copos com água, 1 para cada pessoa do encontro (incluindo catequistas)
  3. Coloca-se a flor delicadamente na água e ela vai se abrir lentamente (deixe tocando Renova-me Senhor Jesus)
  4. Cada um lê a palavra e fala o que pensa da mesma

como fazer as flores ou estrelas

 

Como canto final pode se fazer Eu Celebrarei, que é um canto alegre e dinâmico

Reza-se um Vinde Espírito Santo e encerra-se

Aprofundamento para o Catequista

liturgiaA Liturgia é acima de tudo uma Pastoral de união, onde junta-se o talento de quem canta, toca, decora, lê, prepara e cuida com a evangelização de cada fiel presente nas missas e celebrações. A liturgia cuida não só da celebração,mas da preparação e do espaço litúrgico, algo deveras importante para que todos celebrem bem. Por isso é tão recomendado que tudo seja preparado de antemão para que no momento da missa os membros mais ativos do grupo de liturgia possam também celebrar e não ficar correndo de um lado para o outro tirando a atenção da comunidade e não participando de verdade do mistério pascal celebrado.

A palavra liturgia (do grego λειτουργία, “serviço público” ou “serviço do culto”) compreende uma celebração religiosa pré-definida, de acordo com as tradições de uma religião em particular; pode incluir ou referir-se a um ritual formal e elaborado (como a Missa Católica) ou uma atividade diária como as salats muçulmanas. liturgia é considerada por várias denominações cristãs, nomeadamente o Catolicismo Romano, a Igreja Ortodoxa, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Batista, a Igreja Metodista e alguns ramos (Igrejas Altas) do Anglicanismo e do Luteranismo, como um ofício ou serviço indispensável e obrigatório. Isto porque estas Igrejas cristãs prestam essencialmente o seu culto de adoração a Deus (a teolatria) através da liturgia. Para elas, a liturgia tornou-se, em suma, no seu culto oficial e público.

O Dicionário define assim:

liturgia

substantivo feminino

LITUR
  1. 1.
    o conjunto dos elementos e práticas do culto religioso (missa, orações, cerimônias, sacramentos, objetos de culto etc.) instituídos por uma Igreja ou seita religiosa.
    “a l. presbiteriana”
  2. 2.
    conjunto das formas (palavras, gestos) utilizadas na realização de cada um dos ofícios e sacramentos; rito.
    “a l. da missa”

Para a Igreja Católica, a Liturgia apresenta-se como o fio condutor de toda e qualquer ação religiosa, segundo definição do Concílio Vaticano II.

“Toda celebração litúrgica, enquanto obra de Cristo e do seu corpo, que é a Igreja, é ação sacra por excelência” (Sacrosanctum Concilium, n.7).

WP_20170716_001

Capela do Santíssimo da Paróquia Santa Mônica – Campinas, SP

A liturgia é ação de Cristo, eterno sacerdote. Quando se diz que a “assembléia celebra”, é a comunidade dos batizados que “festeja” os dons recebidos. Trata-se de um encontro com o Cristo Ressuscitado que mediante as celebrações litúrgicas vem ao encontro de cada ser humano pessoalmente.Jesus se faz presente no sacrifício da missa seja na pessoa do ministro, seja sobretudo nas espécies eucarísticas. Está presente nos Sacramentos, de modo que quando um batiza é o próprio Cristo quem batiza, por exemplo.

“O Senhor Jesus, se entretém conosco como amigos, falando-nos através das Sagradas escrituras, nos doa o Seu Filho na Eucaristia para que tenhamos a força de sermos luz e sal da terra, mas sobretudo para que possamos reconhecê-lo sempre mais intimamente, explica a professora.

É também uma pastoral de entrada para muitas pessoas na comunidade de fé pois da oportunidade para se sentir parte de algo importante que é também a preparação da celebração do amor de Deus através do mistério de Jesus ressuscitado.

Existe todo uma organização para se celebrar a Missa e boa parte desta organização se encontra na divisão do Tempo Litúrgico (Ano Litúrgico), que funciona diferente do ano civil. Veja quadro abaixo:

Untitled

Objetos litúrgicos católicos

  • Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
  • Aliança: Anel utilizado pelos noivos para significar seu compromisso de amor selado no matrimônio.
  • Altar: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.
2-620x447

Círio Pascal, Velas, Altar, Crucifixo e Ambão (além do presbitério)

  • Ambula: Recipiente onde se coloca a hóstia consagrada (como um prato)

cjriopreto153e0e65773de5

  • Ambão: Estante onde é proclamada a Palavra de Deus. Simboliza o sepulcro vazio de Cristo, de onde parte a Boa-nova da Ressurreição.
  • Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar as imagens dos santos nas procissões.
  • Livros litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.  livros-liturgicos
  • Aspersório: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou asperges.

    caldeiraref6001-media53dfbe37a0a8f.jpgasperge

    Caldeirinha e Aspersório

  • Bacia: Usada com o jarro para as purificações litúrgicas.
  • Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele representa os apóstolos pastores.

images

  • Batistério: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batismos.

formacao_o-sacramento-do-batismo-600x450

  • Bursa ou bolsa: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.

burça

  • Caldeirinha: Vasilha de água-benta.
  • Cálice: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.

calice50453e0bf5d83f67

ciborio26253e20ea51675c

  • Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batismos. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
  • Colherzinha: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.
  • Conopeu: Cortina colocada na frente do sacrário.
  • Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e o cibório para a consagração.
  • Credência: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.

credencia

  • Crucifixo: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.
  • Cruz Peitoral: Crucifixo dos bispos.
  • Cruz Processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
  • Esculturas ou imagens: Existem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.

250px-Holy_Virgin_Gospa_from_Tihajlin_next_to_Međugorje

  • Galhetas: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.

galhetametalref5020dououref5021niq53e0e3863601c

  • Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.

genuflexorio1

  • Hóstia Magna: É utilizada pelo celebrante. A palavra significa “vítima que será sacrificada”. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.

hostia

  • Incenso: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
  • Jarro: Usado durante a purificação.
  • Lamparina: É a lâmpada do Santíssimo.
  • Lavatório: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.

jarrocbaciapequeno,ref400153e0ba6461274

  • Lecionário: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário Dominical (leituras dos Domingos e solenidades)Lecionário Semanal(leituras da semana); lecionário Santoral (leitura dos dias de santos e festas).

lecionc3a1rio

  • Luneta: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
  • Manustérgio: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.
  • Matraca: Instrumento do madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
  • Missal: Livro que contém o ritual da missa, oração eucarística menos as leituras.

clip_image053_thumb

  • Naveta: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.

naveta

  • Ostensório ou Custódia: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão.

images (5)

  • Pala: Cobertura quadrangular para o cálice.
corporal, sanguineo e pala

Pala, Sanguíneo e Corporal

particulas2

  • Pátena: Prato onde é colocada a Hóstia Grande que será consagrada e apresentada aos fiéis. Acompanha o estilo do cálice, pois é complemento.
  • Píxide: O mesmo que cibório.
  • Pratinho: Recipiente que sustenta as galhetas.
  • Relicário: Onde são guardados as relíquias dos santos.
  • Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
008b1c18b92d2ec056485851da310295

Capela do Santíssimo e Sacrário da Capela da Rede Vida (obra de Claudio Pastro)

  • Sanguíneo: pano retangular que serve para a purificação dos vasos sagrados (cálice, pátena e âmbulas).
  • Santa Reserva: Eucaristia guardada no Sacrário.
  • Sede: Cadeira no centro do presbitério, usada pelo celebrante, que manifesta a função de presidir o culto. Também denominada de cátedra
  • Tabernáculo: O mesmo que Sacrário.
WP_20170716_002

Tabernáculo dentro da Capela do Santíssimo

 

  • Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir a missa.

tecaref7606-ihsniq58eb79058b3ad

  • Turíbulo: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.

turibuloref3952-medioliso53e0c05c80870

clip_image091_thumb

Cores litúrgicas católicas

cfad9c66056aca3fefee7032185af302

O altar, o tabernáculo, o ambão, a estola e a casula usadas pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor, que varia ao longo do ano litúrgico. Na verdade, a cor usada num certo dia é válida para a Igreja em todo o mundo, que obedece a um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia, indicada pelo calendário litúrgico, fica estabelecida uma determinada cor (a excepção vai para as igrejas que celebram naquele determinado dia o seu santopadroeiro).

Desta forma, concluiu-se que as diferentes cores possuem algum significado para a Igreja: elas visam manifestar externamente o caráter dos Mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do Ano Litúrgico. Manifesta também a unidade da Igreja. No início havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas cores litúrgicas. Estas só foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo, devido ao seu alto valor teológico e explicativo, os cristãos do mundo inteiro aderiram a esse costume, que tomou assim, caráter universal. As cores litúrgicas são seis:

Branco

– Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas da Virgem Maria e dos Santos, excepto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória e pureza. Sempre é usado em missas festivas.

Vermelho

– Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão e do Domingo de Ramos. Usado nas missas de Crisma, celebradas normalmente no dia dos Pentecostes, e de mártires.

Verde

– Usa-se nos domingos normais e dias da semana do Tempo Comum. Está ligado ao crescimento, à esperança.

Roxo

– Usado no Advento. Na Quaresma também se usa, a par de uma variante, o violeta. É símbolo da penitência, da serenidade e de preparação, por lembrar a noite. Também pode ser usado nas missas dos Fiéis Defuntos e na celebração da penitência.

Rosa 

– O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). Simboliza uma breve pausa, um certo alívio no rigor da penitência da Quaresma e na preparação do Advento.

Preto (Pouco utilizado ultimamente, quase sempre substituído pelo roxo)

– Representa o luto da Igreja. Usa-se na celebração do Dia dos Fiéis Defuntos e nas missas dos Fiéis Defuntos.

 

Leia:

Ouça as músicas sugeridas:

aHR0cHM6Ly9pbWFnZS5mcmVlcGlrLmNvbS92ZXRvcmVzLWdyYXRpcy90ZWNsYS1kZS1tdXNpY2Etc2ltcGxlcy12ZWN0b3JfMjMtMjE0NzQ5MjUyMi5qcGc=

22º Encontro (Catequese) – Eucaristia

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 22/40)

folhadeencontromod.3-9

Sugestão de folha de encontro

Neste encontro sobre Sacramentos vamos falar sobre a Santa Eucaristia, o sacramento dos sacramentos. É muito importante que seja um encontro Alegre e bem temático para esclarecer qualquer dúvida sobre o assunto já que alguns vão receber também este sacramento.

Ambiente:

A sugestão é que se tenha imagens da Eucaristia, uma mesa com um belo pão caseiro, uvas e suco de uva (mais aconselhável do vinho neste caso). Velas e uma Bíblia, tudo muito bem arrumado para proporcionar um ambiente agradável e reflexivo

Iniciamos com um abraço da paz, depois rezemos um Pai-Nosso e as Bem aventuranças (ou Sermão da Montanha como também é conhecido):

“Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”
São Mateus, 5,3-12a

Depois Cantemos o canto  O pão da vida.

Para iniciar sugiro que seja perguntado sobre o que eles entendem como Comunhão?

Após isso refletir com os catequizandos o sentindo de se comungar, viver em comunhão ou em comum-união parafraseando o sentido da palavra.

Entrar então no tema do encontro buscando sempre explicar o valor e a importância da Eucaristia na vida do fiel católico (observe o aprofundamento para o catequista)

Ter um momento para sanar dúvidas é muito importante.

Dividir o pão e o suco entre todos no sentido de repetir o gesto de Cristo.

Depois é hora do canto final, e a sugestão é a linda música Sacramento da Comunhão

A oração final pode ser espontânea onde cada um reza por suas intenções

Aprofundamento para o Catequista

pedro_a_redencao_torrent_dublado_2017

Sacramentos: Eucaristia

Na noite em que ia ser entregue e abraçando livremente a paixão,  ele tomou o pão deu graças e o partiu e o deu aos seus discípulos dizendo: Tomais todos e comei este é o meu corpo que será entregue por vós.” (1Cor 11,23-25) – É assim que dita a liturgia eucarística em todas as missas, baseando-se sempre no gesto que Jesus deixou quando estava com seus discípulos na chamada última ceia onde ele anunciou sua morte e deixou o pão e o vinho como símbolos do seu corpo e sangue sacrificados. Tudo isso foi a primeira comunhão de todos que o seguiam e dali por diante seria a de todos os fiéis.

Após a ressurreição de Cristo um dos gestos que o identificou junto aos discípulos foi justamente o partir do pão.

Vale salientar que antes de Cristo instituir a eucaristia ele já tinha feito várias refeições com seus seguidores, mas só após um bom tempo (praticamente 3 anos de caminhada) foi que ele fez todo o gesto. Por isso que a igreja pede que o catequizando tenha um tempo de vivência na catequese para receber este sacramento tão importante.

Como já foi dito sacramentos são sinais visíveis de Deus para o fiel. O sacramento da Eucaristia é um sacramento que pode ser renovado a cada missa e que vai estar presente na vida do católico sempre.

Transubstanciação

3827593106_3921c437a4

É a conversão de toda a substância do pão e do vinho na substância do corpo e sangue de Cristo.  

Eucaristia não é apenas pão e vinho é sim o corpo e sangue de Cristo que ao ser abençoado pelo padre na missa passa pela transubstanciação e torna-se verdadeira carne e verdadeiro sangue de Jesus. Lembrando que o padre na missa é “in persona Christi”(na pessoa de Cristo), ou seja ele está em Cristo e Cristo está nele.

A expressão “in persona Christi” quer dizer, literalmente, na pessoa de Cristo e só pode ser atribuída aos sacerdotes e ministros ordenados. Ela significa que quando o sacerdote age, ele o faz na pessoa de Cristo, ou seja, não é ele quem está agindo, mas Cristo.

Essa conversão ocorre na oração eucarística mediante a eficácia da Palavra de Jesus e da ação do Espírito Santo. Mas as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja as “espécies eucarísticas”,  permanecem inalteradas.

Então porque não se usa pão e vinho apenas e se utiliza a hóstia?

C__Data_Users_DefApps_AppData_INTERNETEXPLORER_Temp_Saved Images_missa

Esta pergunta já me foi feita um dia e a resposta é simples: a hóstia é um pão também. Aliás na época de Jesus tinha o pão ázimo cozido sem fermento apenas com a farinha, a hóstia é feita assim, mas como existem muitos fiéis e não se pode jogar fora as sobras pois seria o mesmo que jogar o corpo de Jesus no lixo, optou-se por usar este formato de pão, no caso a hóstia, que pode ser reservado no sacrário para poder ser levado para os enfermos acamados e não estraga facilmente como um pão comum.

Porém pode ser utilizado pão comum na missa também porém ao final tudo deve ser consumido.

Para se receber a Eucaristia é necessário uma preparação no caso fazer a vivência de fé na catequese para que se possa compreender o real sentido do Sacramento, afinal trata-se de um maiores pilares da igreja. Também é preciso que se esteja com o coração puro e livre de qualquer mágoa ou pecado. Para isso antes de se receber a primeira comunhão e todos os anos o fiel deve receber também o sacramento da Penitência  (Confissão).

Um exemplo de que quem não está preparado ou tem o coração com algum tipo de pecado é que Judas Iscariotes não comungou com os demais saindo no meio do gesto de Jesus para entrega-lo.

Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.

“Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.” 1Cor 11, 26-31

São Paulo esclarece bem quando fala da importância da comunhão e de como deve ser respeitada, a ponto de discorrer no versículo 29 sobre o fato de que só se deve comungar quem realmente pode distinguir o corpo e sangue de Cristo. Não podemos ir na missa e comungar só porque estamos lá, devemos sim sentir-se em comunhão e paz para isso.

Eis o mistério da fé

pacc83o-e-vinho-pascoa

A eucaristia é também um dos mistérios da fé, condicionada a vivência pessoal de cada pessoa na Igreja e no acreditar em Jesus Cristo. Quem não acredita não comunga da verdadeira eucaristia e sim apenas de um pedaço de pão. Já quem acredita recebe o próprio Cristo em seu corpo e com isso toda a graça do Pai. É mistério pois não conseguimos compreender como isso ocorre, e porque Jesus deixou este sacramento, porém este mesmo mistério tem feito milagres a mais de 2000 anos.

Recentemente algumas igrejas ditas pentecostais ou neo-pentecostais tem feito um dia ou dois (alguns casos mensais) onde distribuem o que chamam de Santa Ceia, nada mais é que uma imitação do que se é feito na Igreja católica. O ponto estranho é que a nossa Eucaristia sempre foi criticada pelos ditos evangélicos e agora instituíram a mesma coisa com outra roupagem, mas fazer o quê?

Na missa podemos dizer que são feitas duas partes, sendo a primeira de ensinamento e oração onde são lidas as leituras e feitos  os pedidos de perdão, orações e o louvor a Deus, e no segundo momento é onde fazemos memória do gesto de Cristo na última ceia. A missão de Jesus teve também os momentos de ensinar e depois os momentos de entrega da missão. Na última ceia Jesus anunciou sua morte, deixou a Eucaristia como meio de estar ainda mais conosco e entregou os discípulos a missão de continuar sua obra: “Fazei isso em minha memória.” Nós continuamos a cumprir o pedido de Jesus repetindo seu gesto a cada missa e seguindo evangelizando a todos os povos.

A Santa Ceia na Bíblia:

A Última Ceia foi relatada pelos quatro evangelhos sinóticos em Mt 26,17-30, Mc 14,12-26, Lc 22,7-39 e Jo 13,1; 17,26. Além disso, ela aparece também em 1 Cor 11,23-26.

O Milagre de Lanciano

Há aproximadamente treze séculos, um padre que duvidava que a hóstia consagrada é verdadeiramente o Corpo de Cristo, enquanto recitava a fórmula de consagração da eucaristia durante a missa, a hóstia milagrosamente converteu-se em carne e o vinho converteu-se em sangue. O padre que havia perdido a fé, teve um grande susto e naquele momento se deu conta do que realmente celebrava.

Uma comissão de estudos de 1971 presidida pelo professor Dr. Odoardo Linoli da Universidade de Sena constatou que a carne e o sangue contém glóbulos vermelhos e brancos ainda vivos; a carne e o sangue são do mesmo grupo sanguíneo, isto AB, muito comum entre os judeus, e constatou que é o mesmo sangue do Santo Sudário. Após este estudo não restou mais dúvida, a carne e o sangue conservados ainda hoje na cidade de Lanciano, são verdadeiramente Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para quem não conhece a fundo a Igreja Católica, não sabe que para um milagre ser aceito é feito muitos estudos e investigações quase incessantes até que todas as dúvidas sejam sanadas. As fotos abaixo são reais.

 

 

 

Leia também: