Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

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“Filêmon, 1 1.Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e seu irmão Timóteo, a Filêmon, nosso muito amado colaborador, 2.a Ápia, nossa irmã, a Arquipo, nosso companheiro de armas, e à igreja que se reúne em tua casa. 3.A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! 4.Não cesso de dar graças a meu Deus e lembrar-me de ti nas minhas orações, 5.ao receber notícia da tua caridade e da fé que tens no Senhor Jesus e para com todos os santos, 6.para que esta tua fé, que compartilhas conosco, seja atuante e faça conhecer todo o bem que se realiza entre nós por causa de Cristo. 7.Tua caridade me trouxe grande alegria e conforto, porque os corações dos santos encontraram alívio por teu intermédio, irmão. 8.Por esse motivo, se bem que eu tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te o que é da tua obrigação, 9.prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, idoso como estou, e agora preso por Jesus Cristo, 10.venho suplicar-te em favor deste filho meu, que gerei na prisão, Onésimo.* 11.Ele poderá ter sido de pouca serventia para ti, mas agora será muito útil tanto a ti como a mim.* 12.Torno a enviá-lo para junto de ti, e é como se fora o meu próprio coração. 13.Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho. 14.Mas, sem o teu consentimento, nada quis resolver, para que tenhas ocasião de praticar o bem (em meu favor), não por imposição, mas sim de livre vontade. 15.Se ele se apartou de ti por algum tempo, foi sem dúvida para que o pudesses reaver para sempre. 16.Agora, não já como escravo, mas bem mais do que escravo, como irmão caríssimo, meu e sobretudo teu, tanto por interesses temporais como no Senhor. 17.Portanto, se me tens por amigo, recebe-o como a mim. 18.Se ele te causou qualquer prejuízo ou está devendo alguma coisa, lança isso em minha conta. 19.Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei. Para não te dizer que tu mesmo te deves inteiramente a mim! 20.Sim, irmão, quisera eu receber de ti esta alegria no Senhor! Dá esta alegria ao meu coração, em Cristo! 21.Eu te escrevi, certo de que me atenderás e sabendo que farás ainda mais do que estou pedindo.* 22.Ao mesmo tempo, prepara-me pousada, porque espero, pelas vossas orações, ser-vos restituído em breve. 23.Enviam-te saudações Epa­fras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, 24.assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores. 25.A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com o vosso espírito!” Filêmon, 1 – Bíblia Católica Online

“1,10. Meu filho que gerei: São Paulo, convertendo este escravo fugitivo, tornara-se seu pai espiritual, “gerando-o” para a vida da graça. Expressões figuradas frequentes em São Paulo (N. do Tr.). 1,11. Muito útil: jogo de palavras com o nome próprio Onésimo, que em grego significa útil. O escravo, que assim se chamava, tinha abandonado seu senhor Filêmon, sem dúvida levando consigo objetos de valor. Convertido por São Paulo, estava ele agora disposto a voltar a seu serviço na casa do seu antigo senhor. 1,21. Mais do que estou pedindo: libertando o escravo recuperado.”

 

Epístola a Filemon, geralmente referida apenas como Filemon (ou Filémon), é o décimo-oitavo livro do Novo Testamento da Bíblia. Faz parte do chamado corpus paulinum, o grupo de cartas escritas pelo (ou associadas ao) apóstolo Paulo.

A Carta a Filemon, ou Epístola a Filemon é uma das 13 cartas escritas por Paulo, a mais breve e pessoal é uma carta escrita de seu próprio punho, envolvendo Onésimo um escravo fugitivo e dirigida a Filemon, seu patrão. (Fm 1, 2, 19) A época mais provável da escrita desta carta é por volta de 60-61 d.C., o apóstolo Paulo tinha a esperança de ser “posto em liberdade” (v. 22) da prisão.

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Papiro 87 (nos numerais de GregoryAland), designado por {\displaystyle {\mathfrak {P}}}87, é um antigo papiro do Novo Testamento. Ele é o mais antigo manuscrito conhecido da Epístola a Filemon. Os textos que sobreviveram de Filemon são os versos 13-15, 24-25.

 

 

A carta inicia-se com uma apresentação (Fl 1,1-3). Logo após, há os agradecimentos a Filemon por seu amor e por sua  (Fl 1,4-7). A parte central da carta é o pedido feito a Filemon a respeito do escravo Onésimo. Este havia fugido e, neste ínterim, se convertido ao cristianismo. Paulo, então, pede a Filemon que perdoe Onésimo e o acolha como um irmão em Cristo (vv. 8-22) (1,8-22). Por fim, há as saudações finais (Fl 1,23) e uma bênção (Fl 1,25).

Logo nos dois primeiros versículos da carta já fica claro a quem ela foi endereçada. O destinatário principal é Filêmon, sendo também citada na Epístola a sua família (Ápia e Arquipo), além da “igreja que está em sua casa”. A forma plural “vós” presente no versículo 3 demonstra que além do destinatário principal, outras pessoas deveriam tomar conhecimento do conteúdo da carta. Talvez o Apóstolo Paulo tivesse a intenção de fazer com que a igreja soubesse do assunto tratado na carta, na esperança de que eles considerassem Filêmon responsável por atender ao pedido que ele estava fazendo.

Dois temas são explorados no conteúdo desta carta: 1. a necessidade do perdão. 2. A aplicação dos valores cristãos à realidade social (especificamente, ao problema da escravidão).

  1. O perdão é também essência dos que comungam da mesma fé. Faz parte dos ensinamentos de Cristo e como Filêmon fazia parte dos convertidos e era, sem dúvida, membro abastado da igreja que se formava, Paulo lembra e cobra sutilmente a postura do perdão que todo cristão deve ter. A expressão da espiritualidade cristã precisava ser traduzida no perdão: esta é a essência do apelo de Paulo a Filêmon. Empregando um trocadilho, o apóstolo escreve acerca de Onésimo, cujo nome significa “útil”, que Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim (Filêmon 1,11), ou seja, as relações mudaram: a utilidade de Onésimo para a Igreja era, agora, maior que para o próprio Filêmon. Perdoar seu escravo fugitivo era prestar um serviço à Igreja.
  2. É estranho ver Paulo falando da escravidão com tanta naturalidade. Mas devemos lembrar que ainda se tratavam de judeus e outros povos recém convertidos ao cristianismo, e a escravidão ainda era comum entre eles. Muitas vezes uma pessoa contraia uma dívida muito alta e trocava a prisão ou a morte por ser escravo (isso também causava um prejuízo grande ao ser que se sujeitava e era até comum este ser vitima de violência e humilhação). Paulo não propõe uma subversão desta instituição característica do período. O cristianismo, ao que parece, não deveria alterar os modelos sociais vigentes. Uma mudança interior de atitude era o que se requeria. Esta mudança interior em Filêmon seria mais importante do que qualquer mudança na própria instituição da escravidão. Por mais estranho e absurdo que pareça.

Há uma conexão grande entre as cartas a Filêmon e aos Colossenses. Além do estilo semelhante, as mesmas pessoas mencionadas em Filêmon (como o próprio Onésimo, Arquipo e Lucas, por exemplo) aparecem também em Colossenses. Isto leva a crer que as duas cartas foram escritas na mesma época, provavelmente entre os anos 59 e 61, período em que Paulo estava preso em Roma. Também dá margem a se imaginar que Filêmon fizesse parte da comunidade de Colossos.

Filemon é uma epístola dirigida a um indivíduo específico. Um escravo seu, chamado Onésimo, havia fugido aparentemente depois de um roubo (cf. Filêmon 1,18). Em situação desconhecida, Onésimo conheceu Paulo e, pelo testemunho deste, acabou por se converter Fl 1,10).

Paulo solicita, então, por meio da carta, que Filemon receba seu escravo fugitivo de volta não como um servo, mas como um irmão. Dois elementos são notáveis aí: Paulo não usa de sua autoridade apostólica (Fl 1, 8-14); e Paulo não pede a libertação de Onésimo. Ele apela à consciência de Filêmon para que o perdoe, ainda que o mantivesse como seu servo, porém indica que Onésimo deva ser tratado como irmão.

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Este é um Estudo Bíblico sobre o Epístola de Filêmon  A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Epístola de Filêmon  (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Lembrando que tudo isso é sugestão e a preparação de quem vai coordenar este círculo é importante.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

 

Estudo Bíblico: Epístola de Judas Tadeu

Estudo Bíblico: Livro de Judas

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São Judas Tadeu, por Georges de La Tour. ca. 1615 – 1620

“São Judas, 1 1.Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. 2.Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. 3.Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. 4.Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor. 5.Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. 6.Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. 7.Da mesma forma Sodoma, Gomor­ra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. 8.Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, desprezam a soberania e maldizem as glórias.* 9.Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!* 10.Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. 11.Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré.* 12.Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! 13.Ondas furiosas do mar, que arrojam as espumas da sua torpeza! Estrelas errantes, para as quais está reservada a escuridão das trevas para toda a eternidade! 14.Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus santos* 15.para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. 16.Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse. 17.Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, 18.os quais vos diziam: “No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões; 19.homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito”.* 20.Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. 21.Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. 22.Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os,* 23.e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne. 24.Àquele, que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, 25.ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém.” (São Judas, 1 – Bíblia Católica Online)

“1,8. Soberania: soberania divina. As glórias: os anjos caídos. 1,9. Alusão a uma tradição judaica – Ascensão de Moisés – que os livros santos não mencionam em nenhuma parte. 1,11. Ver Nm 24 e 16; Gn 4. 1,14. Palavras tiradas do livro de Henoc, escrito judaico não inspirado. 1,19. Que semeiam a discórdia; outra tradução possível: que fazem distinções (entre alimentos puros e impuros). 1,22. O texto deste versículo e do seguinte é bastante incerto.”

Quem foi São Judas?

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Seu nome era Judas Tadeu. A pregação e o testemunho de Judas Tadeu impressionavam os pagãos que logo se convertiam. Não deve ser confundido com Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus. Nasceu em Caná de Galileia, na Palestina. Filho de Alfeu e Maria Cleofas. Era irmão de Thiago, José, Simão e Maria Salomé. Thiago foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo e se tornou o primeiro bispo de Jerusalém. José era conhecido como o justo. Simão foi o segundo Bispo de Jerusalém. São Judas Tadeu foi um apóstolo de Cristo. Era primo de Jesus. Sua mãe Maria era prima de Maria Santíssima e o pai Alfeu era irmão de São José. Sua mãe e sua irmã foram citadas como as Marias (nome comum à época) que visitaram o túmulo de Jesus e descobriram que havia sumido e depois o encontraram na estrada (apesar de que os relatos dos 4 evangelistas diferem sobre quais estavam lá). Salomé lavou os pés de Jesus.

Nas Escrituras, João Evangelista relata que na última ceia, São Judas perguntou ao seu mestre: “Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?” Jesus lhe responde afirmando que teriam manifestações dele todos os que guardassem suas palavras e permanecessem fies a seu amor. Um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús no dia da ressurreição junto com maria e outras Marias provavelmente sua mãe e irmã.

É um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos, em seus Evangelhos, e um dos mais fervorosos do grupo. Depois da ascensão de Jesus e que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciou a pregação de sua fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, pela Galileia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas divulgando o Evangelho. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém e em seguida passou evangelizando pela Mesopotâmia, atual Pérsia, Edessa, Arábia e Síria. Destacou-se principalmente na Armênia, Síria e Norte da Pérsia, sendo o primeiro a manifestar apoio ao rei estrangeiro, Algar de Edessa.

Na Mesopotâmia ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão o Zelota, aparentemente viajando em companhia de quinto Apóstolo a ir ao Oriente. Segundo relata São Jerônimo, ambos foram martirizados cruelmente quando estavam na Pérsia, mortos a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusarem a prestar culto à deusa Diana. Assim, na igreja ocidental, os dois santos são celebrados juntos em 28 de outubro. A Igreja Ortodoxa Grega, contudo, distingue Judas de Tadeu, celebrando Judas, “irmão” de Jesus, em 19 de junho, e o apóstolo Tadeu em 21 de agosto.

É invocado como advogado das causas desesperadas e dos supremos momentos de angústia. Essa devoção surgiu na França e na Alemanha no fim do século XVIII. No Brasil, a devoção a esse santo é muito popular e surgiu no início do século XX. Devido à forma como foi martirizado, sempre é representado em suas imagens segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro. (E-Biografias)

Parecia muito com Jesus

São Judas Tadeu normalmente é representado com uma medalha no peito, com o rosto de Cristo impresso. Isto acontece porque se parecia com Jesus fisicamente e também espiritualmente. Além disso, o santo carrega uma chama de fogo na cabeça a qual manifesta que recebeu o Espírito Santo em Pentecostes.

Outros escultores o mostram levando uma Bíblia em referência ao livro que leva seu nome. Em sua mão aparece uma machadinha, referente ao seu martírio, ou um cajado como símbolo das grandes distâncias que percorria enquanto pregava.

Morreu mártir junto com São Simão

São Judas Tadeu pregou primeiro na Judeia, em seguida foi para a Mesopotâmia e finalmente a Pérsia, lugar no qual se reuniu com o apóstolo São Simão e juntos combateram as heresias de Zaroes e Arfexat, dois sacerdotes pagãos que levantaram o povo contra as obras dos apóstolos. Ambos os apóstolos receberam juntos a coroa do martírio e, por isso, a Igreja os celebra no mesmo dia. As relíquias dos santos estão em um altar da Basílica de São Pedro no Vaticano.

Teve uma visão de Jesus antes de morrer

Antes de morrer, São Judas olhou para São Simão e lhe disse que viu o Senhor que os chamava para Ele. Segundo a antiga tradição, mataram São Simão cortando seu corpo em dois e cortaram a cabeça de São Judas Tadeu com uma machadinha.

A Igreja não avaliza as polêmicas correntes de oração

Normalmente, circulam pela Internet e em papéis deixados nas casas ou nos templos, uma suposta “corrente ou Novena Milagrosa a São Judas Tadeu”, a qual exige que o conteúdo seja compartilhado a um número determinado de pessoas e dentro de um período de tempo para obter bênçãos e ameaça com males aqueles que não o façam. A origem é desconhecida, mas a Igreja não avaliza estas iniciativas.

A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de São Judas (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Reflita

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Apesar de ser colocado na Bíblia como um livro, trata-se de uma carta (uma epístola) escrita por São Judas para a comunidade que estava sendo influenciada por homens que queriam desacreditar as pessoas sobre Jesus Cristo. Podemos usar como metáfora, o fato de muitas vezes estarmos dentro da igreja, comungando a nossa fé e quem é de fora tentar nos desviar do caminho e nos fazer ter sérias dúvidas sobre o que acreditamos. Como se o chamado mundano (do mundo) pudesse tirar-nos do caminho da fé. Os versículos 17 a 22 orientam sobre como proceder e não dar ouvidos aos que querem nos desviar do caminho de Deus. Em suma é uma carta para ser refletida a luz do nosso mundo atual onde cada vez mais a velocidade do dia e as pessoas que não querem acreditar em nada estão influenciando tudo, cabe a cada um permanecer na fé.

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Epístola de Judas não se refere ao apóstolo Judas, mas ao discípulo com o mesmo nome. O primeiro livro do Novo Testamento da Bíblia foi escrito, provavelmente, por volta do ano 65 depois de Cristo. Entretanto alguns acreditam o que texto teria sido escrito um pouco depois, entre 66 e 67, em função das semelhanças com a carta escrita por Pedro. Só que uma terceira corrente de pesquisadores argumenta que a explicação para os dois textos estaria em uma fonte única utilizada por Judas e por Pedro na qual leram informações sobre o risco dos falsos mestres. De todo modo, esse primeiro livro do Novo Testamento, a Epístola de Judas, é um texto escrito por Judas irmão de Tiago. Esse Judas era também meio-irmão do próprio Jesus Cristo. Ou seja, nada tem a ver com o famoso Judas apóstolo, conhecido por trair Jesus.

Epístola de Judas é um texto escrito por um discípulo tendo como supostos destinatários ou judeus convertidos ao cristianismo espalhados pela Ásia Menor. O texto, contudo, não oferece afirmativas ou informações que permitam afirmar claramente o destino da escritura. É uma suposição que parece ser a mais plausível porque o texto permite a compreensão de que os destinatários são conhecedores do Antigo Testamento e das tradições judaicas. Mas, mesmo que os destinatários não sejam claramente conhecidos, o motivo do texto é evidente: alertar contra mestres imorais e contra as heresias que colocam a fé dos cristãos em risco. Há um enfoque também contra a apostasia, pois na época havia uma onda de abandono da fé.

Constituída de um único capítulo e de apenas 25 versículos, há uma curta introdução sobre o perigo dos homens perversos. Uma curiosidade é a citação do livro apócrifo de Enoque, que gera muitas dúvidas nos pesquisadores sobre como teria sido o contato de Judas com esse conhecimento. Há também uma chamativa passagem que envolve o diabo e o Arcanjo Miguel sobre a tomada do corpo de Moisés. Em resumo, é um texto pequeno que alguns acreditam ser baseado em relatos de Jesus Cristo para seus discípulos, dentre os quais estava Judas.

Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 8/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 8/10

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Este é o oitavo de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Seja feita a vontade do Senhor

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At 21, 1 – 40

Jerusalém, a cidade da Paz, hoje conhecida como a cidade Santa (mesmo em meio a uma guerra de anos ou séculos) foi o destino de Paulo. Mesmo sabendo que estava sendo procurado, assim como todos os lideres cristãos, ele tinha uma missão de honra e honestidade que era levar a coleta das comunidades asiáticas para as comunidades pobres de Jerusalém.

Em 21, 1 – 14 é contado sobre sua viagem e as passagens por Mileto (local do ultimo discurso), Cós, Rodes, Pátara e Tiro (onde passou sete dias com as comunidades daquela localidade) e em todos estes lugares os fiéis tentaram convencer Paulo do perigo de se ir para Jerusalém, mas mesmo que estes alertas sejam inspirados pelo Espírito Santo, a decisão de Paulo também é. O Espírito Santo inspira cada um de um jeito. O apóstolo sai de Tiro e segue para Ptolemaida e então Cesaréia onde foi hospedado na casa de Filipe, um dos sete mencionados em Atos 6, interessante que Lucas entra em detalhes sobre o discípulo contando que Filipe tinha quatro filhas que profetizavam. Paulo permanece vários dias na casa de Filipe, e um profeta chamado Ágabo faz uma pantomima, mostrando o que vai acontecer com o apóstolo em Jerusalém: pés e mãos acorrentados.

A comunidade mais uma vez tenta tirar Paulo do caminho de Jerusalém e o apóstolo entra em aflição não por medo, mas pelo choro e tristeza dos irmãos, de qualquer maneira ele está pronto para o martírio e como o próprio Jesus ele não recusava e dizia: Seja feita a vontade do Senhor.

Já em 21, 15 – 26 Paulo chega a Jerusalém em meio a uma verdadeira confusão, numa Palestina que fervia de revolta, porque os judeus se preparavam para enfrentar o poder romano e desconfiavam de tudo e todos que vinham de fora. Paulo acabava sendo suspeito por vir de fora e por exercer intensa atividade entre os pagãos. Ai entendemos  o conselho do discípulo Tiago e de toda a igreja de Jerusalém quando colocam Paulo a par do que acontece em Jerusalém, e de que os judeus convertidos ao cristianismo pensam sobre ele, pois acham que Paulo está enfraquecendo o judaísmo, ensinando os judeus que vivem fora da Palestina a não observarem a Lei de Moisés e a não praticarem mais a circuncisão. Nós sabemos hoje que Paulo jamais fez isso, ele não obrigava os pagãos a serem judeus, mas nunca desobrigou os judeus dos seus costumes. Uma calúnia que levaria Paulo a ser preso.

Tiago tinha um plano e Paulo se sujeitou humildemente a este plano que era pagar pelo voto de nazireato de quatro judeus pobres, um voto caro. Com este plano Paulo seria visto no Templo, colaborando com os judeus e tudo poderia ser resolvido. Porém na sequência (21, 27 – 40) Paulo é avistado por alguns judeus da Ásia, agarrado e levado para fora do Templo, depois foi acusado e logo preso. Logo no final do capítulo Paulo pede a palavra.

Paulo é preso no templo em Jerusalém (5)

Paulo preso no Templo de Jerusalém

At 22, 1 -30

No meio do conflito Paulo pede a palavra e faz um discurso a multidão. É muito improvável que tenha ocorrido este discurso já que as autoridades judaicas não deixariam que ele se pronunciasse. No discurso de Paulo narrado por Lucas, ele conta como foi sua conversão e o porque toda a sua missão em nome de Jesus. Já no fim do discurso, os judeus começaram a gritar e pedir a morte de Paulo. O tribuno então ordenou que ele fosse açoitado e torturado para entender o porque os judeus estavam tão irritados com ele. Porém Paulo perguntou a um centurião se um cidadão romano (caso dele) poderia ser açoitado sem ter sido julgado, e com isso escapou do castigo e foi levado ao grande conselho.

Este ponto do Círculo Bíblico é para se refletir em algumas perguntas:

  • O Espírito Santo age de muitas formas, em cada uma das pessoas. Como podemos discernir o que ele quer?
  • Estamos conscientes de que Jesus não se encontra apenas na igreja, mas em todo lugar em que o seu nome é invocado? Então qual é o motivo de frequentar a comunidade?

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At 23, 1 – 35

Julgamento de Paulo pelo Sinédrio

Quando começou a falar perante o Sinédrio, Ananias, que era o sumo sacerdote, mandou que lhe batessem na boca (At 23, 2) que era um sinal de desaprovação,  e Paulo o amaldiçoa: “Deus te ferirá também a ti, hipócrita! Tu estás aí assentado para julgar-me segundo a lei, e contra a lei mandas que eu seja ferido? 4.Os assistentes disseram: Tu injurias o sumo sacerdote de Deus.” (At 23,3 – 4). Em seguida, Paulo se aproveitou da divisão dos judeus entre fariseus e saduceus e declarou o que acreditava ser o motivo de seu julgamento: “Paulo sabia que uma parte do Sinédrio era de saduceus e a outra de fariseus e disse em alta voz.: Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos é que sou julgado. 7.Ao dizer ele estas palavras, houve uma discussão entre os fariseus e os saduceus, e dividiu-se a assembléia. 8.(Pois os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem uma e outra coisa.)”
Atos dos Apóstolos, 23, 6 – 9 – Bíblia Católica Online

Uma enorme confusão se seguiu, pois os saduceus, que afirmavam que não existiam anjos e nem espíritos, queriam condená-lo enquanto os fariseus defendiam sua inocência. Com medo de Paulo ser ferido, o tribuno romano o levou de volta para a cidadela. Preso, Paulo teve uma nova visão e foi reconfortado com a previsão de que daria seu testemunho em Roma como já havia feito em Jerusalém.

Complô para assassinar Paulo

Quando Paulo estava preso, um grupo de mais de quarenta judeus articulou para assassiná-lo através de um estratagema. Eles pediram aos sacerdotes e anciãos que mandassem buscar Paulo sob o pretexto de «investigar com mais precisão a sua causa» (At 23,15), mas a intenção real era matá-lo assim que se apresentasse. Um”filho da irmã de Paulo” descobriu o plano e contou para o tio, que pediu que ele falasse com o tribuno. Este, depois de orientar que o rapaz guardasse segredo sobre o que havia lhe revelado, decidiu que Jerusalém não era mais segura (At 23,11-23).

De Jerusalém a Cesareia

Escoltado por uma verdadeira tropa formada de duzentos soldados de infantaria, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros (At 23,23), Paulo foi enviado para o governador romano da Judeia, Félix, juntamente com uma carta do tribuno, que chamava-se “Lísias”. Os soldados acompanharam-no até Antipátrida e retornaram, deixando-o com a cavalaria. Ao chegar em Cesareia, o governador descobriu que Paulo era da Cilícia (região onde estava Tarso) mandou prendê-lo no “Pretório de Herodes” enquanto aguardava a chegada de seus acusadores, que mandou buscar em Jerusalém (At 23,24-35).

Refletindo

A perseguição por causa da fé. Mais que isto, uma perseguição por causa de uma fé diferente da sua. A comunidade cristã florescendo no tempo dos Atos vive todos os seus problemas, dilemas e questões e vê um dos seus maiores lideres (sem nos esquecermos dos discípulos) ser perseguido e preso por ter a coragem de falar do amor de Jesus.

Temos esta coragem hoje?

Mais ainda, acreditamos realmente que Jesus Cristo é a nossa salvação? Vivemos de forma plena o Evangelho?

O que vejo são pessoas turistas da fé, que hoje estão numa igreja, amanhã em outra e nunca são verdadeiros apóstolos de religião nenhuma. É comodo dizer que é católico, evangélico, protestante (para ficar nas religiões cristãs) e se declarar não praticante, ou frequentador de vez em quando. Deste comodismo nenhum discípulo ou apóstolo verdadeiro viveu ou vive. Então repito a pergunta para que cada um possa pensar:

Temos esta coragem hoje? A coragem de sermos fiéis como Paulo.

Milton Cesar

São Timóteo de Éfeso

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São Timóteo, conheceu e foi discípulo de Nosso Senhor seguindo as pegadas do Evangelista João

Timóteo (em gregoΤιμόθεος – Timótheos, que significa “honrando a Deus” ou “honrado por Deus”) foi um bispo cristão do século I d.C. que morreu por volta do ano 80 d.C. O Novo Testamento indica que Timóteo esteve com Paulo de Tarso, que era seu mentor, durante as suas viagens missionárias. Ele é considerado como sendo o destinatário das Epístolas a Timóteo. Ele está listado como um dos Setenta Discípulos.

Sua vida foi marcada pela evangelização, pela santidade de São Paulo e também de São João Evangelista. A respeito dele, certa vez, São Paulo escreveu em uma de suas cartas: “A Timóteo, filho caríssimo: graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Nosso Senhor!” (II Timóteo 1,2).

Nesta carta, vamos percebendo que ele foi fruto de uma evangelização que atingiu não somente a ele, mas também sua família: “Quando me vêm ao pensamento as tuas lágrimas, sinto grande desejo de te ver para me encher de alegria. Confesso a lembrança daquela tua fé tão sincera que foi primeiro a de tua avó Lóide e de tua mãe, Eunice e, não tenho a menor dúvida, habita em ti também”. (II Timóteo 1,4-5) Por isso, São Paulo foi marcado pelo testemunho de São Timóteo, que se deixou influenciar também por São Paulo. Tornou-se, mais tarde, além de um apóstolo, um companheiro de São Paulo em muitas viagens.

Primeiro bispo de Éfeso, foi neste contexto que ele conheceu e foi discípulo de Nosso Senhor seguindo as pegadas do Evangelista João.

Conta-nos a tradição que, no ano de 95, o santo havia sido atingido por pagãos resistentes à Boa Nova do Senhor e, por isso, martirizado. São Timóteo, homem de oração, um apóstolo de entrega total a Jesus Cristo. Viveu a fé em família, mas também propagou a fé para que todos conhecessem Deus que é paz.

Peçamos a intercessão desse grande santo para que sejamos apóstolos nos tempos de hoje.

São Timóteo, rogai por nós!

 

fides - Copia

Como base de estudo foi usado:

As Cartas Católicas (Estudo)

Animo, uma nova Catequese (Encontro 17/40 – Jesus Cristo – Complemento 11)

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Epístolas: ler e entender

As epístolas são cartas, mas não como eram conhecidas até pouco tempo atrás, hoje seriam emails ou quem sabe até uma mensagem longa. Estas cartas não eram dirigidas a uma comunidade em particular mas sim a um conjunto de igrejas (na verdade seriam regiões onde na época em que foram escritas, praticavam o cristianismo). Ao todo são sete escritos os chamados Epístolas Católicas :

  1. Epístola de Tiago : Comprovadamente foi escrita por Tiago, chamado “irmão do Senhor “(Gl 2,6-12) e que presidia, como Bispo de Jerusalém, a importante reunião dos apóstolos em 49 d.C. na cidade de Jerusalém. Ele escreve sua carta toda penetrava no espírito do Sermão da Montanha, contendo conselhos para a vida moral: Piedade, justiça e caridade. Serve como guia para o cristão fervoroso. Possui 5 capítulos. TIAGO
  2. Primeira Epístola de Pedro: Esta carta fala sobre a alegria do cristão batizado e a união dos cristãos em Jesus (1 e 2), a carta é dirigida principalmente aos cristãos que sofrem por sua fé e dá ânimo através do exemplo da Paixão de Cristo (3). Apesar de ser atribuída a São Pedro existem dúvidas sobre a verdadeira autoria já que o suposto autor não gostava muito de deixar escritos e preferia a pregação oral. O provável autor seria Silvano, ex seguidor de Paulo e que depois seguirá Pedro e é (auto) citado no capitulo 5,12. Possui 5 capítulos.    PRIMEIRA DE PEDRO
  3. Segunda Epístola de Pedro: Tem como principal objetivo combater os falsos profetas que começam a tentar semear ideias de vida dissoluta no meio dos cristãos. Mais uma vez seu autor parece não ser o próprio São Pedro e sim ser o mesmo autor da Epístola de Judas. Possui 3 capítulos.   SEGUNDA DE PEDRO
  4. Primeira, Segunda e Terceira Epístolas de João: Estas cartas datam do final do primeiro século, e são escritas por João o discípulo que Jesus mais amava,  autor do Evangelho e do Apocalipse. A ideia central da primeira carta é: Deus é amor e Luz. Em consequência o cristão deve conduzir-se como filho da luz: fugir da concupiscência, guardar os mandamentos,  sobretudo o da caridade, e arrepender-se sinceramente, se lhe acontecer cair em pecado. A segunda carta, na verdade um bilhete, foi dirigida a uma comunidade da Ásia  (velada sobre o nome de Kyria -a eleita) e a terceira, também um bilhete, a uma comunidade chamada Gaio e tratam de questões particulares. A primeira tem 5 capítulos, a segunda apenas 13 versículos, a terceira tem 15 versículos.  CARTAS DE JOÃO
  5. Epístola de Judas : Segue a mesma orientação da Segunda Epístola de Pedro com o objetivo de refutar as falsas doutrinas que alguns profetas falsos de vida dissoluta começavam a semear. São um encorajamento premente à fidelidade e ao amor de Deus. Estudos mostram que também neste caso o autor seria o discípulo Judas Tadeu e sim um seguidor de Pedro. Esta carta tem apenas 25 versículos.

JUDAS

Os discípulos

  • São Tiago: foi um dos discípulos de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galileia. No Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, André e seu irmão mais novo João. Filho de Zebedeu e de Salomé, pescador, estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou. Testemunhou a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração e a agonia de Jesus no horto do Getsêmani. Chamado junto com seu irmão João de Filhos do Trovão (ou Irmãos Boanerges) por falarem alto e serem mais impacientes.Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho: “Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2). Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe “a Paz de Cristo”. Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo. Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. De acordo com o Bispo Isidoro de Sevilha, após a ascensão de Jesus, Tiago teria sido o primeiro a evangelizar a Espanha, tornando-se depois seu patrono. Para revigorar esta tradição, no século IX o bispo Teodomiro, da cidade de Iria, afirmou ter reencontrado as relíquias do apóstolo e desde aquela época, a cidade que depois mudaria o nome para Santiago de Compostela, tornou-se importante rota de peregrinação. Conta-se também que após a morte de Jesus, Tiago permaneceu em Jerusalém, junto a Pedro. Foi executado por ordem do rei Herodes Agripa, provavelmente em 44 d.C. muito tempo depois da ascensão de Jesus. Tiago foi o primeiro mártir entre os apóstolos de Cristo.   Seu dia é comemorado em 25 de julho.
S. Tiago Maior - Apóstolo e Mártir

São Tiago (Maior)

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  • São Pedro: nasceu em Betsaida, um pequeno vilarejo às margens do lago de Genesaré, ou Mar da Galiléia, no norte de Israel. Seu nome de nascimento era Simão. Quando conheceu Jesus, Simão era casado (os Evangelhos falam da cura da sogra de Pedro) e morava em Cafarnaum, importante cidade às margens do lago de Genesaré. Era filho de Jonas e tinha um irmão, André. Este foi quem o apresentou a Jesus. Os dois se tornaram discípulos de Jesus e mais tarde apóstolos. São Pedro era pescador e possuía um barco, em sociedade com seu irmão. Ambos trabalhavam no Mar da Galiléia, um lago de água doce formado pelo Rio Jordão, na região da Galiléia em Israel. Quando Jesus conheceu Simão, disse a ele uma frase que mudaria sua vida: Você será pescador de homens. A partir daí, Simão começou seguir Jesus. Num determinado momento, Simão confessou a Jesus: Tu és o Messias, o Filho de Deus. Por isso, Jesus disse que, daquele momento em diante, seu nome seria Pedro, Cefas, Kefas em aramaico, palavra que significa Pedra.  Mais tarde o significado disso ficou claro: Pedro foi o primeiro Papa da Igreja, tornou-se a Pedra onde a Igreja encontra sua unidade. Pedro foi escolhido como o chefe da cristandade aqui na terra: “E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus”. Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus.

 

Depois de Pentecostes, São Pedro reunia multidões em suas pregações. Ele tinha o dom da cura de tal forma que as pessoas queriam tocar em seu manto, ou passar sob sua sombra para que fossem curados e libertados, como nos atesta o livro dos Atos dos Apóstolos. Ele escreveu duas cartas que estão no novo testamento, animando e exortando a Igreja nascente.

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São Pedro, o primeiro papa

Depois de Pentecostes, Pedro passou a ser um evangelizador por todos os lugares onde passava. Sua autoridade como o líder da Igreja nascente sempre foi respeitada e atestada por vários documentos da Igreja. Nunca foi questionada. De fato, São Pedro assumiu as chaves da Igreja e seus sucessores, os Papas, são continuadores de sua autoridade e de sua missão dada pelo próprio Jesus cristo.

Devoção e morte de São Pedro

Por pregar o Evangelho destemidamente, São Pedro foi preso várias vezes. Uma vez, em Jerusalém, um anjo de Deus o libertou da prisão passando por vários guardas. Depois de evangelizar e animar a Igreja em vários lugares, Pedro foi para Roma. Lá, liderou a Igreja que sempre crescia, apesar das perseguições.

Assim, os romanos descobriram seu paradeiro, prenderam-no e condenaram-no à morte de cruz por ser o líder da Igreja de Jesus Cristo. No derradeiro momento,São  Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por não se julgar digno de morrer como seu Mestre.

Seu pedido foi atendido e ele foi morto na região onde hoje é o Vaticano. Seus restos mortais estão no altar da Igreja de São Pedro em Roma. A festa de São Pedro é celebrada no dia 29 de junho.

 

  • São João: Viveu entre 6-103 d.C. e foi um dos doze apóstolos de Cristo. O mais jovem deles. Junto com seu irmão Thiago, foi convidado a seguir Jesus em suas peregrinações. É o autor do quarto e último Evangelho Canônico, pertencente ao Novo Testamento, o “Evangelho segundo João”. Escreveu a primeira, a segunda e a terceira Epístola de João. Foi o “discípulo amado” de Jesus. Foi o único apóstolo que acompanhou Cristo até a sua morte. O Evangelho de João menciona que antes de Jesus morrer, confiou Maria aos seus cuidados. Arqueólogos encontraram no Egito, fragmentos de um papiro, em grego, que pertence ao Evangelho de João. A maior parte do Evangelho relata a vida de Jesus até a sua morte.São João Evangelista (6-103) nasceu em Betsaida na Galileia. Filho do pescador Zebedeu e de Maria Salomé, uma das mulheres que auxiliaram os discípulos de Jesus . João e seu irmão mais velho Tiago, foram convidados a seguir Jesus, logo depois dos apóstolos Pedro e André.

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Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa “filho do trovão”, por terem um temperamento mais exaltado e falar mais alto.

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 d.C). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.

O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos. São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.

Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.

Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata, mas provavelmente foi no ano de 103 d.C. , na cidade de Éfeso, onde foi sepultado. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 d.C). Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome. O seu dia é comemorado em 27 de dezembro.

  • São Judas Tadeu: um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22). Era primo irmão de Jesus. Sua mãe Maria era prima de Maria Santíssima e o pai Alfeu era irmão de São José. A pregação e o testemunho de Judas Tadeu impressionava os pagãos que se convertiam. Nasceu em Caná de Galileia, na Palestina. Era filho de Alfeu e Maria Cleófas. Era irmão de Thiago, José, Simão e Maria Salomé. Thiago foi um dos doze apóstolos, que se tornou o primeiro bispo de Jerusalém. José era conhecido como o justo. Simão foi o segundo Bispo de Jerusalém.Nas Escrituras, João Evangelista relata que na última ceia, São Judas perguntou ao seu mestre: “Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?” Jesus lhe responde afirmando que teriam manifestações dele todos os que guardassem suas palavras e permanecessem fies a seu amor. Um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús no dia da ressurreição.judas tadeu

    É um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos, em seus Evangelhos, e um dos mais fervorosos do grupo. Depois da ascensão de Jesus e que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciou a pregação de sua fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, pela Galileia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas divulgando o Evangelho. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém e em seguida passou evangelizando pela Mesopotâmia, atual Pérsia, Edessa, Arábia e Síria. Destacou-se principalmente na Armênia, Síria e Norte da Pérsia, sendo o primeiro a manifestar apoio ao rei estrangeiro, Algar de Edessa.

    Na Mesopotâmia ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão o Zelota, aparentemente viajando em companhia de quinto Apóstolo a ir ao Oriente. Segundo relata São Jerônimo, ambos foram martirizados cruelmente quando estavam na Pérsia, mortos a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusarem a prestar culto à deusa Diana. Assim, na igreja ocidental, os dois santos são celebrados juntos em 28 de outubro. A Igreja Ortodoxa Grega, contudo, distingue Judas de Tadeu, celebrando Judas, “irmão” de Jesus, em 19 de junho, e o apóstolo Tadeu em 21 de agosto.

     

     

     

    SaoJudasTadeu2É invocado como advogado das causas desesperadas e dos supremos momentos de angústia. Essa devoção surgiu na França e na Alemanha no fim do século XVIII. No Brasil, a devoção a esse santo é muito popular e surgiu no início do século XX. Devido à forma como foi martirizado, sempre é representado em suas imagens segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma.

    Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro.

    Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.

Apoio de Leitura:

 

16º Encontro (Catequese) – As Cartas de São Paulo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 16/40)

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Sugestão para folha de encontro

Dezesseis encontros se passaram, como está a nossa vivência na fé? Já notou mudanças nos catequizandos, na comunidade ou em você mesmo? Para os catequistas muito trabalho já foi feito, para os catequizandos muita coisa nova deve ter sido absorvida. Avalie você:

  1. Estou conseguindo passar tudo o que quero? De uma forma descontraída?
  2. Os catequizandos estão gostando?
  3. Estou cumprindo os horários?
  4. A Bíblia já se tornou familiar para todos?
  5. Como estão os preparativos para os eventos extra-catequese (Batismo, Primeira Comunhão, almoço/janta com os familiares,conversas com o padre)?
  6. Já conseguiu convidados para alguns encontros?* (essa é novidade)

*A sugestão do item 6 é trazer convidados para falar sobre encontros específicos, tais como:

  • Sacramento do Matrimônio –  Um ou dois casais, casados na igreja para dar testemunho sobre esta experiência. Seria legal se fosse um casal de mais idade e um mais jovem,mas o requisito básico é que eles participem ativamente da igreja e possam trazer uma bela mensagem. Grupos de ECC (Encontros de Casais com Cristo) costumam ter casais interessantes para isso.
  • Sacramento da Ordem – O próprio padre da Paróquia ou um indicado por ele, ou até um seminarista (de repente os dois) para falar sobre esta vocação
  • Música Litúrgica – Ou a banda da comunidade ou um(a) cantor(a) do coral para falar sobre a música católica e as diferenças entre música de missa e música de louvor e adoração. Se você escolher bem este pode ser um encontro muito descontraído.

Estes são apenas exemplos de como a participação de convidados pode enriquecer os encontros, respeitando é claro o tempo. Para dar certo,é claro, precisa-se de preparação, então o convite não pode ser em cima da hora. Mesmo porque nestes encontros é recomendado que se faça uma pequena recepção, de repente com um café da manhã.

Décimo sexto encontro

Neste dia iremos falar de São Paulo apóstolo e suas cartas (epístolas). Seria ótimo começar com a nossa oração inicial: Pai Nosso, Ave Maria e o Vinde Espírito Santo. No segundo momento cantar a linda e tradicional canção Pelos Prados e Campinas (Salmo 23) – Padre Zezinho

Já no terceiro momento a história de Saulo deve ser contada (ou repetida já que no último encontro foi falada). Depois falaremos das cartas enviadas por Paulo. Uma pequena divisão de grupos pode ser feita e trechos de cartas devem ser estudados.

  1. Rm 13, 7 – 14
  2. 2Tm 1, 6-18
  3. 1Cor 13, 1-13
  4. 1Ts 4, 1-18
  5. Gl 3, 1-29
  6. Ef 4, 1-18

Depois dos grupos, da leitura e da plenária para explicar e ler para os demais cada leitura, vamos a um momento mais descontraído onde perguntaremos sobre o que cada um tem sentido nesta altura da vivência da fé. Também proponho uma dinâmica para responder a uma cruzadinha bíblica com as cartas de São Paulo

CARTAS DE PAULO

Depois das respostas podemos cantar novamente Pelos Prados e Campinas (Salmo 23) – Padre Zezinho , rezarmos de novo o Pai Nosso, Ave Maria e Vinde Espírito Santo e nos despedirmos com um forte braço da paz.

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Aprofundamento para o catequista

São Paulo foi um dos maiores divulgadores dos ensinamentos cristãos de todos os tempos, podemos com certeza aceitar que foi por causa dele que hoje podemos nos declarar católicos, já que pela sua disposição e disponibilidade em viajar e levar os ensinamentos do amor de Jesus, que tudo isso foi levado aos quatro cantos do mundo.

de perseguidor implacável dos cristãos até o dia em que galopava com seu cavalo no encalço de cristãos e ouviu um forte voz que parecia vir do próprio céu: – Saulo porque me persegues. – ele caiu imediatamente do cavalo e viu uma luz tão fulgurante que o cegou, ficou sendo tratado por um cristão e pouco a pouco recobrava a visão conforme começava a creditar em Jesus. Um erro que muitos irmãos protestantes pregam é que Paulo recebeu a graça ao acreditar em Deus, na verdade ele já acreditava em Deus mas perseguia os seguidores do próprio filho de Deus, Jesus Cristo.

Paulo além de viajar deixava sempre cartas (epístolas) para as comunidades que visitava, com orientações e exortações de fé. Repare que até hoje este exemplo é seguido quando o Papa deixa suas cartas como documentos de reflexão e orientação a igreja.

Cartas Paulinas autênticas:

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1 – Romanos

2 – Primeira Coríntios

3 – Segunda Coríntios

4 – Gálatas

5 – Filipenses

6 – Filemon

7 – Primeira Tessalonicenses

Cartas deuteropaulinas paulinas :

1 – Segunda Tessalonicenses

2 – Efésios

3 – Colossenses

Cartas Pastorais (também consideradas deuteropaulinas):

1 – Tito

2 – Primeira de Timóteo

3 – Segunda de Timóteo

4 – Hebreus*

Total de cartas paulinas: 14 no cânon oficial.

*No passado existia o costume de atribuir também a Paulo a carta aos Hebreus. Mas hoje os exegetas são unânimes em afirmar que essa carta não foi escrita por ele, mas por um autor anônimo e seria uma espécie de sermão.

Há alguma discussão também sobre a autoria de algumas das cartas atribuídas a Paulo. Talvez não saíram do seu próprio punho, mas de seus discípulos ou, de qualquer forma, pessoas muito próximas dele. Discute-se sobre a autoria de Colossenses, Segunda aos Tessalonicenses, Efésios, Primeira e Segunda a Timóteo e Tito. Muitas cartas também são um conjunto de varias cartas, reunidas em uma só. Por isso são longas e possui assuntos diversos. Dificilmente naquela época se escrevia longas cartas. Sabemos que o pergaminho feito de couro de carneiro, que eram escritas as cartas era muito caro. Uma típica carta do tempo de Paulo esta na carta a Filemon. Destaca-se apenas um assunto em uma página servindo para modelo de compreensão como seriam as cartas neste tempo.

Um outro exemplo é a carta aos Filipenses que demonstra ser uma junção de 3 cartas.

1 – uma cartinha de agradecimento

2- Carta principal falando da situação.

3 – Uma carta alertando dos intrusos na comunidade.

Outro exemplo a destacar é a primeira carta aos Coríntios que aborda vários assuntos, que foram contidos em varias cartas e no final juntados em uma só carta.

 

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Quem foi São Paulo afinal?

Este tema já foi iniciado no último encontro quando falamos de atos dos Apóstolos, mas calha melhor ainda aqui. Para isso vou me servir de um texto do professor Filipe Aquino no Blog Canção Nova:

“A festa litúrgica de 25 de janeiro foi instituída pela Igreja para dar graças a Deus pelos imensos benefícios que ela recebeu de Deus através de São Paulo. O seu martírio é celebrado junto com São Pedro no dia 29 de junho. Em primeiro lugar a Igreja quer agradecer a Deus a sua conversão, depois, a sua vocação e a missão de pregar o Evangelho aos Gentios.

São Paulo (ou Saulo) nasceu em Tarso (Município de Roma) na Cilícia (Ásia menor) no início da era cristã, de família israelita, da tribo de Benjamim; muito fiel à doutrina e à tradição judaica; seu pai comprara a cidadania romana, o que era possível naquele tempo, então Saulo nasceu como cidadão romano, legalmente.

Aos 15 anos de idade foi enviado para Jerusalém onde recebeu a formação do rabino Gamaliel (At 22,3; 26,4; 5,34), e foi formado na arte rabínica de interpretar as Escrituras, e deve ter aprendido a profissão de curtidor de couro, seleiro.
Por volta do ano 36 era severo perseguidor dos cristãos, mas se converteu espetacularmente quando o próprio Senhor lhe apareceu na estrada de Jerusalém para Damasco, onde foi batizado por Ananias. Em seguida permaneceu num lugar perto de Damasco chamado Arábia.

São Paulo esteve no apedrejamento de Santo Estevão, e sem dúvida as orações desse Santo na hora da morte foram fundamentais para a graça da conversão de São Paulo.

No ano 39 se encontrou com Pedro e Tiago em Jerusalém (Gl 1,18) e depois voltou para Tarso (At 9,26-30) acabrunhado pelo fracasso do seu trabalho em Jerusalém. Ali ficou por cerca de 5 anos, até o ano 43. Nesta época, Barnabé, seu primo, que era discípulo em Antioquia, importante comunidade cristã fundada por S.Pedro, o levou para lá.

Em 44 Paulo e Barnabé foram encarregados pela comunidade de Antioquia para levar a ajuda financeira aos irmãos pobres de Jerusalém. No ano 45, por inspiração do Espírito Santo, Paulo e Marcos (o evangelista) foram enviados a pregar aos gentios (At 13,1-3).

A primeira viagem durou cerca de 3 anos (45-48) percorrendo a ilha de Chipre e parte da Ásia Menor. No ano de 49 Paulo e Barnabé vão a Jerusalém para o primeiro Concílio da Igreja, para resolver a questão da circuncisão, surgida em Antioquia. Esta presença de São Paulo em Jerusalém foi fundamental para que o Cristianismo não ficasse dependente do antigo judaísmo, como uma “seita” a mais. Graças a ele os pagãos ficaram livres da circuncisão e o Cristianismo surgiu com nova força.

A segunda viagem apostólica de São Paulo foi de 50 a 53, durante a qual Paulo escreveu, em Corinto, as duas Cartas aos Tessalonicenses (At 15,36-18,22). São as primeiras Cartas de Paulo.

A terceira viagem foi de 53 a 58. Neste período ele escreveu “as grandes epístolas”, Gálatas e I Coríntios, em Éfeso; II Coríntios, em Filipos; e aos Romanos, em Corinto. No final desta viagem Paulo foi preso por ação dos judeus e entregue ao tribuno romano Cláudio Lísias, que o entregou ao procurador romano Felix, em Cesaréia. Aí Paulo ficou preso dois anos (58-60), onde apelou para ser julgado em Roma; tinha direito a isso por ser cidadão romano. Partiu de Cesaréia no ano 60 e chegou em Roma em 61, após sério naufrágio perto da ilha de Malta.

Em Roma ficou preso domiciliar até 63. Neste período ele escreveu as chamadas “cartas do cativeiro” (Filemon, Colossenses, Filipenses e Efésios). Depois deste período Paulo deve ter sido libertado e ido até  a Espanha, “os confins do mundo” (Rm 15,24), como era seu desejo. Em seguida deve ter voltado da Espanha para o oriente, quando escreveu as Cartas pastorais a Tito e a Timóteo, por volta de 64-66.

Foi novamente preso no ano 66, no  oriente, e enviado a Roma, sendo morto em 67 face à perseguição de Nero contra os cristãos desde o ano 64. S. Paulo foi um dos homens mais importantes do cristianismo. Deixou-nos 14 Cartas.

A festa litúrgica da conversão de São Paulo apareceu no século VI e é própria da Igreja latina. O martírio do Apóstolo dos gentios é comemorado no dia 29 de junho. A celebração do dia 25 de janeiro tem por finalidade considerar as várias facetas do Apóstolo por excelência. Ele diz de si mesmo: “Eu trabalhei mais que todos os apóstolos…”, mas também: “Eu sou o menor dos apóstolos… não sou digno de ser chamado apóstolo”.

Apresenta, ele mesmo, as credenciais: viu o Senhor, Cristo ressuscitado lhe apareceu, ele é testemunho da Ressurreição de Cristo, foi enviado diretamente por Cristo. É como um dos Doze. Pertence a Jesus desde aquela hora em que, no caminho de Damasco, vencido por Cristo e prostrado em terra perguntou-lhe: “Senhor, que queres que eu faça?” Paulo então passou a pregar e propagar a fé que desejava exterminar. Em poucos segundos de contato direto Jesus o transformou de um ferrenho perseguidor no maior Apóstolo do seu Evangelho em todos os tempos.

São Paulo tirou da sua experiência esta consoladora conclusão: “Jesus veio a esta mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. Precisamente por isso encontrei misericórdia. Em mim especialmente Jesus Cristo quis mostrar toda a sua longanimidade, para que eu sirva de exemplo a todos aqueles que pela fé nele alcançarão a vida eterna.” “Conheço um homem em Cristo que foi arrebatado até ao terceiro céu. Se no corpo ou fora do corpo, não sei. Deus o  sabe. Só sei que esse homem ouviu palavras inefáveis…” (2Cor 12,2).

São Paulo foi um Apóstolos de “fogo”; apaixonado por Jesus Cristo até a última fibra do seu corpo. Cristo era tudo para ele: “Para mim no viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fl 1, 21). “Tudo posso Naquele que me dá forças” (Fl 4,13). “Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou que vivo, é Cristo que vive em mim”. (Gl 2, 19-20).

Terminou a vida dizendo: “Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé” (1Tm 4,7) São Pedro e São Paulo foram as grandes colunas da Igreja em Roma; martirizados pelo mesmo Nero derramaram o seu sangue em Roma. Desde então a Sede da Igreja está em Roma.

Prof. Felipe Aquino”