39 º Encontro (Catequese) – Uma conversa franca sobre a Igreja

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 39/40)

Muita gente acha que ser da igreja é sempre estar em penitência, no sofrimento. Ou ter comportamentos ditos adequados (mas só para outros verem), esquecem que o ser igreja é antes de tudo ser feliz: Alegrai-vos sempre no Senhor, alegrai-vos! A igreja é também a casa de Deus, merece respeito, reverência, mas nunca sofrimento, tristeza e engana-se quem acha que a nossa igreja católica não possui regras e dogmas, e que é tudo de qualquer jeito. Nós temos mais de 2000 anos de tradição e foi esta firmeza na fé que fez a igreja chegar até aqui. Mas para todos que estão fazendo esta vivência na fé, este é o momento para termos uma conversa franca sobre a igreja. Falaremos sobre curiosidades, dogmas de fé, tradição e a alegria de ser igreja.

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Sugestão para folha de encontro

Neste encontro sugiro começar com um grande abraço da paz e o canto Vem Espírito

Depois pode-se pedir que cada um fale o que mudou na sua vida neste tempo de caminhada (deixar livre para quem quiser falar ou não)

Depois entremos no tema e falaremos sobre a igreja católica, a nossa igreja. Como é importante entendermos que o ser igreja é também um jeito de viver e esse jeito demanda aceitar algumas coisas. (veja aprofundamento para o catequista)

No terceiro momento é hora de acertar os últimos detalhes antes da celebração do Crisma, e acertar leitores e vários outros pontos da missa deste dia (já venho falando destes pontos em várias postagens anteriores)

Momento de oração:

Ambientação: velas, cruz e Bíblia

Material: papel e canetas

Desenvolvimento: todos devem escrever seu nome em uma folha de papel e uma intenção pelo que vai rezar durante a semana. Depois coloca-se os papeis próximo a Bíblia. E fazem uma oração no silêncio, depois de um tempo todos refletem sobre a música A Paz que eu sempre quis – Vida Reluz (deixar a música tocar e esperar que todos escutem, orientando para que enquanto isso fiquem em oração). Após esse momento todos pegam um dos papéis escritos anteriormente, mas não pode ser o seu próprio. A orientação é que cada um reze pela sua intenção e pela do outro que escreveu no papel durante a semana. Um irmão, deve sempre orar pelo outro.

Depois faz-se a oração final e canta-se  a música Jesus pra sempre – Comunidade Doce Mãe de Deus 

Lembrando que no próximo encontro será o ultimo desta preparação pode ser sugerido um café compartilhado onde cada um (daqueles que se disporem levem alguma coisa para ser compartilhada) ou a comunidade banque, pois será um encontro mais descontraído.

Aprofundamento para o catequista:

A igreja é o local mais indicado para o encontro dos fiéis. Não acredito quando uma pessoa se diz católica, mas não vai na igreja. Isso não é ser católico é só se dizer católico, sem ser. Isso não exclui a casa de cada um como local importante para se manter fiel. Mais ainda os locais onde frequentamos como: escola, curso, trabalho, bairro… podem e devem ser também espaços para mostrarmos a nossa fé. E quando digo mostrarmos a nossa fé, não estou dizendo ficar condenando ninguém que não seja da nossa igreja, ou ficar apontando os erros. Muito menos ser omissos quando percebemos algo que vai contra Deus.

O católico é católico 24 horas por dia, e não só nas missas ou na igreja, mas sim em todos os lugares. A Igreja Católica Apostólica Romana não é uma bagunça como alguns acham, e muito menos um espaço onde tudo pode. A igreja tem suas regras e estas regras não são um impedimento, mas sim um bom guia e comportamento para que a fé não se perca em meio as coisas do mundo.

O católico deve no minimo:

  1. Receber os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma)
  2. Receber o Sacramento da Confissão (é recomendável que ao menos uma vez ao ano cada fiel faça a sua confissão)
  3. Participar das missas e celebrações
  4. Participar da igreja (existem grupos de oração, terço, jovens, perseverança (adolescentes), dízimo, catequeses, ministérios, limpeza, Batismo, ECC (Encontro de Casais com Cristo), liturgia, círculos bíblicos, novenas e várias outras pastorais)

O padre é autoridade dentro de uma comunidade, mas para o bom funcionamento é necessária a colaboração de todos e também a formação de uma equipe de administração, na verdade chamado Conselho Pastoral, onde o coordenador (ou animador como tem sido o costume chamar ultimamente) de cada Pastoral faz parte.

A igreja segue o Código de Direito Canônico que é a constituição da igreja e vale para o mundo todo. Nele estão as regras para tudo que se faz dentro da igreja (do recebimento dos sacramentos a ordenação dos padres e até da escolha do Papa). É de lá que sabemos que quem pode ser padrinho de Batismo (ou Crisma também) deve ter recebido os Sacramentos da Iniciação Cristã, deve ser solteiro ou ter recebido o Sacramento do Matrimônio (não pode viver junto apenas) e ter 18 anos ou mais. Lá diz que o crismando só está apto a receber o sacramento da Confirmação (Crisma) com 15 anos ou mais. Fala-se da indissolubilidade do Sacramento do Matrimônio,  ou seja : O que Deus uniu o homem não separa. Mas também é explicado que em alguns casos bem específicos o matrimônio pode ser anulado. Para tudo tem os procedimentos para se conceder o sacramento mas também os impedimentos.Fica claro a função dos padres, bispos e até do Papa e vários outros pontos da igreja. Por isso mesmo eu discordo da flexibilidade algumas vezes praticadas por alguns padres e/ou comunidades afim de não perder o fiel,mas estes muitas vezes só procura a igreja na hora de receber algum sacramento como Batismo ou Matrimônio, são o que chamo de católico turista.

O Católico Turista:

O Católico Turista é aquele que só vai na igreja quando precisa batizar um filho ou ser padrinho, ou vai se casar. Também tem aqueles turistas que só vão em missas de 7º dia ou na semana santa. Ou que só aparecem em festas juninas. Estes não são católicos na sua totalidade, mas precisam ser resgatados e voltarem a igreja. Até entendo que hoje em dia as exigências do trabalho atrapalham, mas é impossível não sobrar um tempo para Deus, já que a maioria das igrejas tem missas em horários e dias diversos para atender a todos. Não sou daqueles que não concordam quando alguém proclama que a fé dele é só ele e Deus e não precisa da igreja. A igreja é o lugar onde o próprio Jesus disse que estaria e esta igreja seria construída em Pedro, além dele próprio dizer que estaria onde dois ou mais estivessem reunidos. O mundo fora da igreja não leva a lugar nenhum pois as tentações são maiores, já dentro da igreja o viver o amor de Deus é intenso.

Igreja Humana e Santa

A igreja é Santa e humana.

Santa porque é a casa de Jesus, da Santíssima Trindade e onde reina o amor de Deus.

Humana porque acima de tudo é feita por nós seres humanos. E é justamente esta parte humana que precisa a cada dia mais se integrar e nascer para uma vida nova em Jesus Cristo. Ninguém vai negar todos os problemas que um grupo de pessoas juntas acabam tendo. Algumas vezes acontecem discussões, fofocas e mágoas, porque falta sempre o diálogo, mas não um diálogo comum e sim uma conversa baseada na oração e no consenso do que é melhor para a igreja. Um padre muito centralizador não colabora com o crescimento da comunidade, assim como um padre omisso também não. Pessoas que estão a frente de alguma pastoral devem também saber lidar com as divergências e ponderar sobre os melhores caminhos a se tomar, sempre orientados pela oração e com a ajuda do padre. nenhuma comunidade vai ter todas as pessoas concordando com tudo, mas é importante não ter um dos maiores pecados do mundo atual (acho que deveria entrar na lista dos pecados mortais): a fofoca. Grupos diferentes tem que saber respeitar os outros e todos devem entender que a igreja é de todos e não só de um grupo ou de uma pessoa. Somos irmãos em Cristo e devemos também cuidar da sua igreja.

Milton Cesar (Fides Omnium)

Curiosidades:

Jesus-cordeiro

O crucifixo é muito usado pelos católicos como simbolo. Nas igrejas existem crucifixos, muitos usam como adereço, principalmente no pescoço. Isso causa certa polêmica com nossos irmãos protestantes que dizem que adoram um Deus vivo. Nós católicos também amamos a Jesus vivo, mas a cruz nos lembra do sacrifício feito por Deus ao entregar seu filho único como cordeiro em expiação dos nossos pecados. Algumas pessoas também consideram utilizar a cruz como cordão com crucifixo para simbolizar que sabem do sacrifício de Jesus e sabem que devem sempre carregar a própria cruz.

Porque as igrejas tem nomes de santos?

É uma tradição da igreja dedicar muitos de seus templos a Santos e Santas, mas não são todos, e isso acontece por diversos motivos. Mas a principal é que na maioria das vezes uma igreja é construída por existe uma veneração de algum santo naquele lugar, então se mantém o nome do santo. Eu particularmente explicava nas catequeses que o nome da igreja ser o nome de um Santo(a) não quer dizer que a igreja não seja de Jesus. Só quer mostrar como Jesus era em vida, sempre se reunindo na casa de outras pessoas. Não me lembro de nenhuma narrativa bíblica dando conta de que Cristo levou seus seguidores para sua casa, mas sim de que foi acolhidos em alguma casa. Existe sempre o respeito a devoção das pessoas.

O princípio protestante de que “só a Bíblia” (Sola Scriptura)
Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria quase um milênio e meio para revelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (cf. Mateus 28, 19-20).
Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. A Bíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda: “Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!”(João 5, 39-40).
Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são ÚTEIS para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somente as Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (2 Tessalonicenses 2, 15; 3,6) Extraído do blog Ecclesia Militans

Algumas siglas da igreja que você já viu, e talvez não saiba o que significa

Alfa e Ômega

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Alfa e Ômega, significa o principio e fim. Deus é o principio e fim de tudo

 JHS (IHS)

 

Se você pensou: “Jesus Hóstia Sagrada”, errou (apesar de muitas hóstia trazerem esta inscrição) na realidade, JHS (ou IHS) é a sigla da expressão: “Iesus Hominun Salvator”, que significa: “Jesus Salvador dos homens”. “JHS: Monograma de Cristo que significa “Iesus* Hominun Salvator” (Jesus Salvador dos Homens), e não Jesus Homem Salvador como alguns erroneamente traduzem. O monograma IHS é a transcrição do nome abreviado de Jesus em grego, Ιησούς (em maiúsculas, ΙΗΣΟΥΣ). O “J” corresponde à pronúncia do “I” na antiguidade, assim como o “V” era empregado como “U”.

Como surgiu este monograma JHS usado pela Igreja católica?

Ele vem do grego “IHSUS”, aparece nos evangelhos dos apóstolos Marcos e Lucas. Transliterado para a forma latina passa a ser, “Iesus Hominun Salvator” (IHS)”. A criação deste monograma é de São Bernardino de Sena, no século XV, e mais tarde o fundador dos padres jesuítas, Santo Inácio de Loyola, no século XVI, adotou como emblema da Companhia de Jesus. O símbolo foi usado como carimbo em todas as publicações dos livros e documentos da Companhia de Jesus. Com o passar dos anos a sigla passa a ser um monograma usada como um dos símbolos Católicos.

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Essa sigla aparece muito no dia a dia do católico, em paramentos, em casulas e até na Sagrada Eucaristia. Ela significa “Cristo” pois as letras gregas XP (Chi-Rho) são as primeiras duas letras de Χριστός, Cristo.

O monograma citado acima foi criado pelo imperador romano Constantino para simbolizar o Cristianismo

 

ICTYS

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Essa nós não convivemos muito, mas é bem importante. O símbolo era utilizado pelos primeiros cristãos (ainda chamados de nazarenos) para que eles pudessem se identificar de uma forma discreta, pois sofriam inúmeras perseguições na época. Então a palavra grega ICTYS (peixe) passa a ser a sigla de “Iesus Christus Theou Yicus Soter”, ou Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. E escrita em alguns lugares acabavam por identificar o lugar de culto ou casa de outro nazareno.

INRI

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Lucas23,38: “E havia uma inscrição acima dele: Este é o Rei dos Judeus” 

Escrita normalmente em crucifixos, a sigla INRI significa “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum” ou “Jesus de Nazaré Rei dos Judeus”. Segundo o Evangelho de São João, Pilatos teria feito redigir o texto em latim, grego (Ἰησοῦς ὁ Ναζωραῖος ὁ Bασιλεὺς τῶν Ἰουδαίων) e hebraico (ישוע הנצרת מלך היהודים). Mesmo sobre o protesto do Sinédrio a placa foi fixada na parte superior da cruz.

Escute as músicas sugeridas:

Como rezar o Santo Rosário (Terço)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 28/40 – Jesus Cristo – Complemento 14)

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O Rosário completo é formado atualmente por quatro partes. Como desde o século XIX o Rosário era composto de três partes, cada parte é tradicionalmente chamada de “terço”. Cada terço, por sua vez, é composto por cinco mistérios de nossa Redenção, desta forma:

1º terço: Mistérios Gozosos – contemplam a Encarnação do Verbo e a revelação de Sua missão no mundo:

1º- Anunciação do Arcanjo Gabriel a Nossa Senhora;
2º- Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel;
3º- Nascimento de Jesus;
4º- Apresentação do Menino Jesus no Templo e purificação de Nossa Senhora;
5º- Perda e encontro do Menino Jesus no Templo.

2º terço: Mistérios Luminosos – contemplam a revelação do Reino de Deus por Jesus:

1º- Batismo de Jesus no rio Jordão;
2º- Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná;
3º- Anúncio do Reino de Deus, com o convite à conversão;
4º- Transfiguração de Jesus;
5º- Instituição da Eucaristia.

3º terço: Mistérios Dolorosos – contemplam a Paixão e Morte de Jesus:

1º- Agonia de Jesus no Horto;
2º- Flagelação de Jesus;
3º- Coroação de espinhos;
4º- Jesus carregando a cruz no caminho do Calvário;
5º- Crucifixão e morte de Jesus.

4º terço: Mistérios Gloriosos – contemplam a vitória de Jesus sobre a morte, o nascimento da Igreja e a glorificação de Maria:

1º– Ressurreição de Jesus;
2º– Ascensão de Jesus ao Céu;
3º– Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos;
4º– Assunção de Nossa Senhora;
5º– Coroação de Nossa Senhora no Céu.

O Rosário reúne as orações básicas de nossa religião: o Credo, o Pai Nosso, a Ave-Maria, o Glória e a Salve Rainha.

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O Rosário ou o terço começam com o Sinal da Cruz, uma Oração ao Espírito Santo e um Oferecimento (intenções: agradecimentos, reparações, louvores e súplicas). A seguir:

O Terço é uma das devoções mais queridas de Nossa Senhora. Aparecendo em Fátima, ela pediu aos pastorezinhos: “Meus Filhos, rezemos o TERÇO todos os dias”.

Oferecimento do Terço

Divino Jesus, eu vos ofereço este terço (Rosário) que vou rezar, contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-me, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, as graças necessárias para bem rezá-lo para ganhar as indulgências desta santa devoção. (Pode-se acrescentar o que segue, e também intenções particulares: Ofereço-Vos também em reparação aos Corações de Jesus e Maria, nas intenções do Imaculado Coração de Maria, nas intenções do Santo Padre, pelo Santo Padre e por toda a Igreja, pela santificação do clero e das famílias, pelas almas no purgatório, pelas vocações sacerdotais, religiosas, missionárias e leigas, pela Paz no mundo, pelo Brasil.)

Em seguida, segurando a cruzinha do rosário ou terço para atestar nossa fé; em todas as verdades ensinadas por Cristo, reza-se o:

Creio em Deus Pai

Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Terminado o CREDO, presta-se HOMENAGEM à Santíssima Trindade com um Pai-Nosso, três Ave-Maria e um Glória-ao-Pai.

Pai Nosso

  • Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossa ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria

  • A primeira Ave-Maria em honra a Deus Pai que nos criou: Ave Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
  • A segunda Ave Maria a Deus Filho que nos remiu: Ave Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
  • A terceira Ave Maria ao Espírito Santo que nos santifica: Ave Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

  • Glória ao Pai, ao Filho e o Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém.

Oh! Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém.

Após rezar os mistérios:

Agradecimentos

Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossa mão liberais. Dignai-vos, agora e para sempre, tomar-nos debaixo do vosso poderoso amparo e para mais vos obrigar vos saudamos com uma Salve Rainha:

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro nos mostrai a Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce, sempre virgem Maria.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora

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Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.
R/. Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
R/. Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe intacta,
Mãe intemerata,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem benigna,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede da sabedoria,
Causa de nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insigne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do Céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos Anjos,
Rainha dos Patriarcas,
Rainha dos Profetas,
Rainha dos Apóstolos,
Rainha dos Mártires,
Rainha dos Confessores,
Rainha das Virgens,
Rainha de todos os Santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha assunta ao Céu,
Rainha do santo Rosário,
Rainha da família,
Rainha da paz,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. atendei-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. tende piedade de nós.

V/. Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Derramai, ó Deus, a vossa graça em nosso coração para que conhecendo pela anunciação do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos por sua paixão e cruz à glória da ressurreição.

Por Cristo, nosso Senhor

Amém.

 

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Mistérios Gozosos (segundas e sábados, e nos domingos do Advento)

1- Anunciação do Arcanjo São Gabriel à nossa Senhora.
No primeiro mistério contemplemos a Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Nossa Senhora.

2- A visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.
No segundo mistério contemplemos a Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.

3- O nascimento de Jesus em Belém.
No terceiro mistério contemplemos o Nascimento do Menino Jesus em Belém.

4- A apresentação do Menino Jesus no Tempo.
No quarto mistério contemplemos a Apresentação do Menino Jesus no templo e a Purificação de Nossa Senhora.

5- Encontro de Jesus no Templo entre os Doutores da Lei.
No quinto mistério contemplemos a Perda e o Encontro do Menino Jesus no templo.

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Mistérios Dolorosos (terças e sextas-feiras, e domingo da Quaresma até a Páscoa)

1- A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
No primeiro mistério contemplemos a Agonia de Cristo Nosso Senhor, quando suou sangue no Horto.

2- A flagelação de Jesus atado à coluna.
No segundo mistério contemplemos a Flagelação de Jesus Cristo atado à coluna.

3- A coroação de espinhos de Jesus.
No terceiro mistério contemplemos a Coroação de espinho de Nosso Senhor.

4- A subida dolorosa do Calvário.
No quarto mistério contemplemos Jesus Cristo carregando a Cruz para o Calvário.

5- A morte de Jesus.
No quinto mistério contemplemos a Crucificação e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Mistérios Gloriosos (quartas-feiras e domingos da Páscoa até o Advento)

1- A ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
No primeiro mistério contemplemos a Ressurreição de Cristo Nosso Senhor.

2- A ascensão admirável de Jesus Cristo ao céu.
No segundo mistério contemplemos a Ascensão de Nosso Senhor ao Céu.

3- A vinda do Espírito Santo.
No terceiro mistério contemplemos a Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos com Maria Santíssima no Cenáculo em Jerusalém.

4- A assunção de Nossa Senhora no Céu.
No quarto mistério contemplemos a Assunção de Nossa Senhora ao Céu.

5- A coroação de Nossa Senhora no Céu .
No quinto mistério contemplemos a Coroação de Nossa Senhora no Céu como Rainha de todos os anjos e santos.

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Mistérios Luminosos (quinta-feira)

1- Batismo de Jesus no rio Jordão.
No primeiro mistério contemplemos o Batismo de Jesus no rio Jordão.

2- Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná.
No segundo mistério contemplemos a Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná.

3- Anúncio do Reino de Deus.
No terceiro mistério contemplemos o Anúncio do Reino de Deus.

4- Transfiguração de Jesus.
No quarto mistério contemplemos a Transfiguração de Jesus.

5- Instituição da Eucaristia.
No quinto mistério contemplemos a Instituição da Eucaristia.

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O Rosário durante a semana

 

Quando não se reza o Rosário inteiro, pode-se recitar um só terço, ou então as dezenas separadamente, contanto que se complete ao menos um terço no mesmo dia.

Ao rezarmos o Rosário ao longo da semana, é costume rezá-lo desta forma:

  • os Mistérios Gozosos às segundas-feiras e sábados, e nos domingos do Advento;
  • os Mistérios Luminosos às quintas-feiras;
  • os Mistérios Dolorosos às terças e sextas-feiras, e nos domingos da Quaresma;
  • os Mistérios Gloriosos às quartas-feiras e domingos do tempo Pascal e Comum.

Listando por ordem do dia da semana:

  • Domingo: Mistérios Gloriosos (no Advento se rezam os Gozosos e na Quaresma os Dolorosos);
  • segunda-feira: Mistérios Gozosos;
  • terça-feira: Mistérios Dolorosos;
  • quarta-feira: Mistérios Gloriosos;
  • quinta-feira: Mistérios Luminosos;
  • sexta-feira: Mistérios Dolorosos;
  • sábado: Mistérios Gozosos (também se pode rezar os Gloriosos, como era costume antes da introdução dos Mistérios Luminosos por São João Paulo II).

Maria, modelo de contemplação

10. A contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável. O rosto do Filho pertence-lhe sob um título especial. Foi no seu ventre que Se plasmou, recebendo d’Ela também uma semelhança humana que evoca uma intimidade espiritual certamente ainda maior. À contemplação do rosto de Cristo, ninguém se dedicou com a mesma assiduidade de Maria. Os olhos do seu coração concentram-se de algum modo sobre Ele já na Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo; nos meses seguintes, começa a sentir sua presença e a pressagiar os contornos. Quando finalmente O dá à luz em Belém, também os seus olhos de carne podem fixar-se com ternura no rosto do Filho, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura (cf. Lc 2, 7).

Desde então o seu olhar, cheio sempre de reverente estupor, não se separará mais d’Ele. Algumas vezes será um olhar interrogativo, como no episódio da perda no templo: « Filho, porque nos fizeste isto? » (Lc 2, 48); em todo o caso será um olhar penetrante, capaz de ler no íntimo de Jesus, a ponto de perceber os seus sentimentos escondidos e adivinhar suas decisões, como em Caná (cf. Jo 2, 5); outras vezes, será um olhar doloroso, sobretudo aos pés da cruz, onde haverá ainda, de certa forma, o olhar da parturiente, pois Maria não se limitará a compartilhar a paixão e a morte do Unigênito, mas acolherá o novo filho a Ela entregue na pessoa do discípulo predileto (cf. Jo 19, 26-27); na manhã da Páscoa, será um olhar radioso pela alegria da ressurreição e, enfim, um olhar ardoroso pela efusão do Espírito no dia de Pentecostes (cf. At 1,14).

 Trecho da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae

Nossa Senhora teria ensinado o Santo Rosário a São Domingos de Gusmão, no século XII, que, a pedido do Papa Gregório IX, deveria combater os terríveis hereges cátaros na França. Com a oração do Rosário, São Domingos teria convertido cerca de cem mil deles.

Há muito tempo, os Papas valorizam e recomendam vivamente a oração do Rosário, especialmente os últimos Papas, sobretudo a partir das aparições de Lourdes (1858) e Fátima (1917). Em Fátima, Nossa Senhora disse aos Três Pastorinhos que “não há problema de ordem pessoal, familiar e nacional que a oração do Terço não possa ajudar a resolver”.

Leão XIII (1878-1903), em tempos difíceis, dedicou ao Rosário dezesseis documentos eclesiais: onze encíclicas; uma constituição apostólica; três cartas apostólicas entre outros. Paulo VI dedicou três documentos ao Rosário: a encíclica Mense (29 de abril de 1965), que recorda que “Maria é caminho para Cristo, e isso significa que o recurso contínuo a ela exige que se procure nela, para ela e com ela, Cristo Salvador, a quem devemos nos dirigir sempre”.

 

Leia mais:

21º Encontro (Catequese) – Batismo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 21/40)

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Sugestão de folha de encontro

Chegamos ao nosso 21º e não é por acaso que vamos falar sobre o sacramento do Batismo, já que no último encontro o assunto foi o pecado e justamente esse sacramento também é para tirar o pecado original. Mas o Batismo tem muitos significados importantes para a igreja e hoje vamos tentar descortinar tudo isso.

Como sugestão de inicio podemos cantar a música Deus Trino que é para se fazer o sinal da cruz. Como música inicial a sugestão é Fonte de água viva

No terceiro momento sugiro que falemos primeiro sobre o que são os Sacramentos e como eles fazem parte da vida do católico em todas as fases da sua vida. Depois poderemos entrar diretamente no tema do encontro que é o Batismo e de como ele é o primeiro dos sacramentos da Iniciação Cristã.

O batismo

Foi Jesus quem mandou a Igreja batizar (Mt 28,18-20 ; Mc 16,15-17).

O batismo faz a pessoa participar da Morte e Ressurreição de Jesus (Rm 6,3ss). Aplica-se, naquele momento, o poder da morte de Jesus à criança. Ela morre misticamente para o pecado, para o mundo, satanás, e renasce para a vida em Deus (2 Cor 5,17). Jesus resgata a pessoa, no batismo, pelo Seu sangue e Sua morte (cf. 1 Pe 1,18-19).

O batismo faz do batizado um filho de Deus, membro de Jesus Cristo , herdeiro do céu. O batismo apaga o pecado original e os pessoais.

. Ninguém pode receber os outros sacramentos sem ser batizado;
. Ninguém pode ser batizado mais de uma vez;
. Em caso de morte, qualquer pessoa pode batizar.

Jesus também foi batizado e mesmo sem precisar deixou este sinal para todos.

Seria muito importante neste dia que fosse feito o registro de quem será batizado já falando da data do batizado e dos cursos, assim como a confirmação de quem já foi. Já passou do momento de ter todos estes documentos prontos pois insisto: Não se deve deixar pra última hora para evitar problemas.

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Caso a Patoral do Batismo possa fazer uma participação seria muito interessante que eles falassem sobre o tema e essa ação já dispensaria a necessidade do curso, se fosse possível ter a participação dos pais e padrinhos dos catecúmenos da catequese como dia oficial de curso seria ainda melhor. Depende é claro de um acordo com a Pastoral do Batismo.  riqueza de uma ação destas é enorme pois mostra a integração da igreja, porém sempre existem dificuldades (até de ego para isso) mas vale tentar. Se for possível isso acontecer o curso seria realizado junto com o encontro e todos: catequizandos, pais, padrinhos e catequistas se beneficiariam. Sem se esquecer que para isso também é preciso que toda a documentação esteja pronta, incluindo a inscrição no curso de Batismo que caso seja possível pode ser feita no dia respeitando a organização da secretaria da igreja.

Depois sugiro a música como canto final Espírito de Amor – Juliana de Paula. Após podemos rezar o Pai Nosso e a Ave Maria

Aprofundamento para o catequista

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Sacramentos: Sinais do amor de Deus

Sacramentos são canais da graça de Deus, pois nos trazem a salvação que Jesus conquistou para nós com os méritos de Sua Paixão, Morte na cruz e Ressurreição.

A Igreja é o grande sacramento da salvação que Jesus instituiu para ministrar (distribuir) os sete sacramentos. Ela é o Corpo de Cristo (1 Cor 12,28), a Arca de Noé que nos abriga do dilúvio do pecado.

Os sete sacramentos foram todos instituídos por Jesus para salvar o homem. São eles o Batismo, Confissão(ou Penitência), Eucaristia,  Crisma (ou Confirmação), Matrimônio. Ordem e Unção dos Enfermos. Marcam as várias fases importantes de vida católico, sendo divididos em três categorias:

  • Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Confirmação) que “lançam os alicerces da vida cristã: os fiéis, renascidos pelo Batismo, são fortalecidos pela Confirmação e alimentados pela Eucaristia
  • Sacramentos da cura (Penitência e Unção dos Enfermos);
  • Sacramentos ao serviço da comunhão e da missão (Ordem e Matrimônio).

Estes sacramentos podem ser também agrupados em apenas duas categorias:

  • os que imprimem permanentemente caráter e deixam uma marca indelével em quem o recebe, e que, por isso, só podem ser ministrados uma vez a cada crente, sendo eles o batismo, o crisma, o matrimônio e a ordem;
  • os que podem ser ministrados reiteradamente.

Cada sacramento é um sinal eficaz (água no batismo, óleo no Crisma, etc…), que transmite a graça de Deus. Ele não depende do ministro (depende só de Cristo), mas os seus frutos dependem da disposição (preparação) com que a pessoa o recebe.

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Praticamente todas as religiões do mundo tem o seu ritual de introdução no seu meio. Sendo que a Igreja Católica Apostólica Romana segue o exemplo deixado por Jesus Cristo que foi batizado por João Batista as margens do Rio Jordão. Mesmo com o questionamento de João sobre quem deveria batizar quem, Jesus seguiu o que se tornaria uma tradição e purificou seu corpo pelo batismo. João que profetizava, mas virá aquele que batizará pelo fogo do Espírito Santo, este alguém era o próprio Cristo.

Então surgem muitas perguntas:

A pessoa não batizada deixa de ser cristã? Não, mas para ser membro efetivo da igreja de Cristo ela deve ser batizada.

Quem batiza em outra igreja está cometendo um pecado? Só existe um batismo, e quem muda de religião acaba renegando este batismo. Mas não serei eu a condenar ninguém, porém Jesus só se batizou uma vez e o que a nossa igreja pratica é seguir o exemplo dele.

Preciso de outro padrinho ou madrinha quando vou crismar? Não. Porém tradicionalmente as pessoas escolhem outros padrinhos, por uma série de fatores. O Crisma é na verdade a Confirmação do seu Batismo, então pela lógica o seu padrinho poderia ser o mesmo do batismo, mas como a maior parte das pessoas é batizada ainda criancinha, escolhe-se outros padrinhos. Não existe uma proibição quanto a isso.

Normalmente, o ministro do batismo é um padre. É ele quem recebeu de Deus o poder de trazer a fé ao coração da pessoa batizada, tornando-a filha de Deus. No entanto, pode acontecer que seja preciso batizar às pressas alguém. Se não houver um padre por perto, qualquer pessoa pode batizar, desde que queira fazer o que a Igreja Católica faz no batismo, que use água e diga as palavras da forma do batismo.

Além da pessoa que está sendo batizada, do ministro que batiza, há também, na cerimônia, os padrinhos que seguram a criança. Normalmente, escolhe-se para padrinhos um homem e uma mulher. Eles devem ser bons católicos, pois a função dos padrinhos é dar o exemplo, ajudar os afilhados a aprender o Catecismo, a rezar, a conhecer e amar a Deus. São os padrinhos que respondem, no nosso lugar, as perguntas que o ministro faz durante a cerimônia.

Primeiro unge o batizando com o óleo dos catecúmenos no peito, depois derrama-se a água benta sobre a cabeça do batizando com três aspersões para que ele seja Sacerdote, Profeta e Rei, e por último unge a cabeça do batizando com o Óleo Perfumado do Santo Crisma.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã

O batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No batismo, a Igreja reunida celebra a experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Por meio desse sacramento, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito, que abre o acesso aos demais sacramentos. Por meio dele, somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: “Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo (o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra)”.

Quando recebemos o sacramento do batismo, transformamo-nos de criaturas para filhos amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, “invenções” da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são, sem sombra de dúvidas, criados por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnadoimages (14).

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizou as pessoas para a vinda de Cristo (cf. Mc 1,2s). Ele sabia que o seu batismo era temporário, pois logo depois dele viria seu primo Jesus, que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças.

““Disse-lhes Pedro: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38-39). A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.”

Quando o batismo é válido?

O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero ou diácono) – ou em caso de necessidade qualquer pessoa batizada – derrame água sobre o batizando, enquanto diz: ““N…, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo””. Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma encenação.

Não só o batismo na Igreja Católica é válido, pois aqueles realizados em crianças ou adultos em algumas outras igrejas também o é. Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a Igreja Metodista.

O batismo, em outras Igrejas, é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a fórmula trinitária. Por razões teológicas, ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e o considera inválido quando realizado em certas expressões religiosas.

Jesus disse aos discípulos: ““Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês”” (cf. Mt 28,19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos.

Para ser salvo, é preciso ter fé em Jesus e segui-Lo, mas ninguém O segue sozinho. Pelo batismo, passamos a fazer parte da comunidade dos seguidores de Jesus, participantes da vida de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. O batismo é um dom de Deus para nós, dom que nos torna filhos amados, e não apenas simples criaturas. Ele nos mostra que fomos feitos para a comunhão com Aquele que é o Senhor de tudo e com os nossos irmãos, incluindo aquelas que acreditam em Jesus Cristo, mas não são católicos como nós.

São Paulo nos diz: “”Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferenças entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo”” (Gl 3,27-28)

Para que existe o batismo?

Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Ele. Foram, por isso, expulsos do Paraíso, passaram a sofrer e morreram. Deus os castigou e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas o Senhor prometeu a Adão e Eva que enviaria Seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados.

Não basta, entretanto, que Jesus tenha morrido na cruz. É preciso ainda que Sua morte seja aplicada sobre as almas, para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, tornem-se filhos d’Ele e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar Seu Sangue derramado na cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu esse sacramento.

Quando foi que Jesus instituiu o batismo?

Jesus o instituiu logo no início de Sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O batismo de João não era um sacramento. Apenas quando Jesus santificou as águas do Jordão com Sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir “”Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências”, e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba” (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o batismo.

Essa instituição é confirmada por Jesus quando Ele diz a Seus apóstolos: ““Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.” Leia, na Bíblia, o Evangelho de São Mateus 3,13.

Matéria e forma

Jesus instituiu, então, o batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: ““Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.” O rito do batismo consiste, assim, em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas, só isso não basta. É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no sacramento do batismo.

A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia. Quem já assistiu a um batismo sabe que o padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos (o santo crisma), entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.

Os efeitos do batismo

O batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da fé, da esperança e da caridade, assim como todas as demais virtudes que devemos procurar proteger no nosso coração. O batismo apaga o pecado original, apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados, ele imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso, tornando-os capazes de receber os outros sacramentos. Por isso tudo, vemos que ser batizado é absolutamente necessário para a salvação.

Formação Canção Nova 

Leia Também:

 

19º Encontro (Catequese) – Oração, Perdão e Louvor

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 19/40)

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Sugestão de encontro

A grande proposta deste encontro é ser o divisor de águas para todos que estão fazendo a nossa vivência na fé. Por isso mesmo é um encontro que deve e vai mexer com os sentimentos de cada um.

Décimo nono encontro, chagando quase na metade da nossa proposta de vivência na fé, hora de tomar providências mais diretas para as ações futuras, e uma dessas providencias se traduz na necessidade de prepara o catequizando espiritualmente para esta jornada. É chegada a hora de nos aprofundarmos no cerne da oração, mas para que isso aconteça é preciso que todos saibam também o valor do perdão. Esse será um encontro muito forte.

Providências a serem preparadas com antecedência:

  1. Ambiente: A sugestão para este encontro é que o ambiente seja decorado com simplicidade, mas também com alguns detalhes. Para que se tenha a noção exata do que pretendemos atingir, seria muito interessante (caso haja possibilidade) que todos se sentassem no chão, dispostos ainda em círculo, mas sentados no chão. Nem preciso dizer que o local deve ser muito bem limpo, e se for possível, que seja providenciado tapetes ou panos, ou grandes faixas de papel pardo, para que todos se sentem (os catequistas poderão permanecer de pé). Velas, a cruz, a bíblia, flores serão muito bem vindas. Se for possível a iluminação do local deve ser deixada, quase na penumbra. Isso vai dar um impacto visual interessante e aguçar a curiosidade de todos.
  2. Folhas de encontro: Este encontro terá 4 folhas. Uma delas será para a reflexão, podendo ser impressas (ou xerocadas) frente e verso. Lembrando sempre que esta questão das folhas e do número delas fica sempre a critério da equipe, mas como estou falando do impacto deste encontro a sugestão permanece.
  3. Função dos catequistas: Será de suma importância uma preparação antecipada dos catequistas, pois cada ponto do roteiro pensado para este encontro, só funcionará se o anterior for bem executado, sendo que o exame de consciência tem uma função quase essencial neste dia.
  4. O encontro: Em particular neste dia, o encontro vai ter um tom mais centrado e reflexivo. A intenção é sim mexer com os sentimentos e mostrar como é importante nosso diálogo com Deus

O Encontro em si

Logo na chegada todos são acolhidos e orientados a entrarem em silêncio. Enquanto entram sugiro que seja colocada a música Coração Sagrado. Depois é feito a oração inicial (com todos de pé) e introduzido o tema com algo que a Pastoral preparou ou a simples leitura do texto inicial da folha. Depois sugiro que cantemos Eu creio nas promessas de Deus.

Com todos novamente sentados pode-se fazer a introdução a página 2 do encontro

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Folha 2

Muito importante que após a introdução descrita na folha, o condutor (ou condutores) deste parte, peçam que se faça silêncio. Coloquem de fundo a música O Perdão, e já deixem ela programada para repetir. Cada ponto do exame de consciência deve ser feito devagar e acompanhado de um comentário. Ex: 1- Sou uma pessoa vingativa? -Comentário possível: Você deseja que a pessoa sofra as piores consequências quando te magoa? Que a pessoa sofra? Tudo isso sempre acompanhado de longas pausas para que todos possam pensar. Alguns pontos vão parecer se repetir nas perguntas, mas na verdade é proposital para que a absorção seja ainda maior.

Assim que todo o exame de consciência for feito, deixe que a música toque num volume mais alto e após o término da música deixe que impere um silêncio de 1 ou 2 minutos, depois podemos falar sobre a oração e sua importância na vida de cada um.

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Folha 3

Perguntar quem reza de verdade e como cada um reza, falar de que exitem muitas orações, mas é muito importante ouvirmos o que Deus nos fala. Fazer algumas das orações da folha, principalmente as que eles não costumam fazer. A oração diária não só para pedir algo, mas também para agradecer a Deus é uma verdadeira benção que podemos receber. Rezar pelos nossos familiares, as pessoas que amamos e pelo mundo todo é uma missão. Imbuídos do perdão de quem perdoa e é perdoado é que podemos ter um relacionamento mais direto com Jesus Cristo.

No quarto momento sugiro que façamos um verdadeiro louvor. Utilizando a quarta folha vamos refletir sobre a Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15,11-24) um verdadeiro exemplo de amor, erro, reconhecimento, pedir perdão e ser perdoado, além do louvor feito a Deus pelo pai que orava todos os dias pelo retorno do filho. A música Abraço de Pai serve para este momento e pode ser cantada pelos catequisandos após as reflexões e leitura da parábola.

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Folha 4

Para terminar fazemos o canto final Deus Imenso e  a oração final com um abraço de paz e perdão e rezando um Vinde Espirito Santo. Espero que cada um consiga refletir profundamente sobre estes pontos propostos e tenham sim uma verdadeira mudança na vida.

Aprofundamento para o Catequista:

Perdoar

Mt  18, 20-35 Esta é a última parábola contada por Jesus e traz logo no início o número de vezes que devemos perdoar cada irmão. Pedro fala em até 7 vezes e Jesus fala em 70 vezes 7, contando logo em seguida a parábola do rei que foi piedoso com um servo que lhe devia, mas este servo não teve a mesma atitude para um conservo seu, causando a revolta de outros e também a do rei.

Toda esta história mostra que o perdão não pode ser apenas para você mas também de você. Antes de perdoar é preciso se perdoar, depois pedir perdão e então saber perdoar.

Muitos dos problemas de brigas até mesmo em família advém do dinheiro (empréstimos não pagos ou não concedidos, heranças,  etc…) É tem sido muito difícil as pessoas aplicarem o ensinamento de Jesus nestes casos. Saindo um pouquinho do campo da fé, o psicanalista Flávio Gikovate diz em seu livro Mudar, que “atrás de todo egoísta, existe sempre um generoso.”E isso quer dizer que mesmo quando a pessoa é generosa, sempre existe uma pessoa egoísta, seja um parente, amigo ou familiar, para tentar se aproveitar. Essas pessoas não vão conseguir grandes coisas, mas terão que ser perdoadas muitas vezes.

Não adianta você perdoar e guardar a mágoa. Perdoar da boca para fora, não é verdadeiramente perdoar. Perdoar é esquecer o mau que outros te fizeram e não guardar um rancor secreto, uma mágoa interna.

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Ninguém precisa  voltar a ser como era antes, não precisa voltar em um relacionamento com quem te traiu, nem voltar a trocar segredos com um amigo (a) que não te respeitou, mas é preciso perdoar estas pessoas, esquecer o que passou.

Voltar a confiar já é outra coisa, o perdão não vem acompanhado de confiança.

Perdoar antes mesmo que alguém te peça, é pode ter certeza, que toda a mágoa, todo o peso que você carrega não mais te incomodará. Perdoar é isso, é não ficar remoendo algo que não te faz bem, que tira o seu sossego, a sua paz.

Jesus perdoou de verdade. Já pensou se ele falasse: “Pai, perdoe, eles não sabem o que fazem.”- mas no fundo do coração, pensasse: tomara que todos vocês morram. – tinham caído todo mundo morto.

O Papa João Paulo II foi um grande exemplo de perdão. Em 13 de maio de 1981 ele foi baleado em plena Praça São Pedro no Vaticano, por Mehmet Ali Ağca. Quando foi autorizado a visitar o atirador preso no ano 2000, o papa conversou com ele e o perdoou.

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Papa João Paulo II conversa com Ali Agca seu agressor

Falar com Deus

Oração em hebraico é tefillah, que significa “juízo”.

Todas as religiões do mundo tem na oração seu grande ponto de interlocução com o divino. Isso não é diferente com o catolicismo. Rezamos sempre para que Deus nos atenda em nossas necessidades materiais e espirituais.

Algo que precisamos urgentemente corrigir é que muitas vezes esquecemos de deixar que Deus fale, não escutamos a voz de Deus e perdemos a chance de ter um dialogo real e rico com nosso Pai celestial. A definição de oração pode ser expressa por palavras, mas o jeito de rezar e o relacionamento com Deus é diferente para cada pessoa. Porém, não podemos inventar o jeito próprio de rezar, mas seguir aquilo que a Igreja já determinou com seus séculos de experiência; contudo, a aplicabilidade é diferente. Ou seja cada um tem o seu momento, mas aprendeu neste tempo dentro da igreja algumas orações que nos aproximam ainda mais de Deus.

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Padre Reinaldo Cazumbá da Canção Nova no seu livro Onde esta Deus escreve;“A oração é a possibilidade de julgar com Deus, de realizar um discernimento sobre a própria vida, sobre a relação com os outros, sobre o próprio relacionamento com as criaturas. É assim que se ordena e se aprofunda a própria interioridade, que se mede o próprio caminho humano, o próprio amadurecimento como crescimento interior adequado à própria idade e situação.”

“A oração pessoal é insubstituível, porque chega um tempo em que cada um é chamado a encontrar Deus frente a frente, no encontro espiritual. Isso pode acontecer na intimidade do próprio quarto, diante do sacrário, debaixo de uma árvore, no alto de um monte ou à beira-mar. Pode acontecer mesmo ao volante do carro ou em algum momento da Missa, como enquanto a preparamos, antes da coleta, após a leitura ou na homilia, sem dúvida após a santa comunhão e na ação de graças, após a Celebração Eucarística. A nossa oração privada há de ser realmente pessoal: há de brotar do coração.” (Padre Francis Cardeal Arinze)

Então nossa oração deve ser antes de tudo um dialogo com Deus, onde falamos e escutamos também.

Mas pedir intercessão aos santos é válido?

Sim. Pois a intercessão que pedimos aos santos não significa que estamos colocando-os como fazedores da graça, mas sim pedindo que nos ajudem na nossa oração, já que todos os santos e santas da igreja foram pessoas de fé ilibada e modelos de cristão orante. Cada um deles foram pessoas que tinham na fé e na oração seus modelos de vida. Então quando pedimos a intercessão de um santo pedimos que nos ajudem na nossa própria oração.

Lembre-se do exemplo das Bodas de Caná (Jo 2, 1-11), onde os donos da festa pediram a intervenção de Maria mãe de Jesus para tentarem resolver um problema que para eles era urgente. E Maria atendeu intercedendo com seu filho, o que na realidade foi uma intercessão junto ao próprio Deus. Os livros apócrifos apontam que já naquela época Jesus já era conhecido por alguns prodígios, mas aquele se tornara o primeiro grande milagre publico de Cristo. Então você pede a intercessão e sabe que o verdeiro milagre, a graça  de Deus apenas.

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Parte do que é dito no YouCat – Catecismo Jovem da Igreja Católica (transcrição direta do texto original):

Parte 4: Como devemos orar

469. O que é oração?
Estamos em oração quando o nosso coração se dirige a Deus. Quando uma pessoa ora, entra numa relação viva com Deus. [CIC 2558-2565]
A oração é a grande porta para a fé. Alguém que reza não vive mais sozinho, por si mesmo, e por sua própria força. Ele sabe que há um Deus com quem ele pode falar. Uma pessoa que ora entrega-se cada vez mais a Deus. Ela procura desde já a união com Aquele com quem, cara a cara, se encontrará um dia. Por isso, pertence à vida cristã o esforço pela oração diária. Porém, não se pode aprender a orar da mesma forma que se aprende uma técnica. Por mais estranho que pareça, a oração é um dom que se obtém através da oração.

Orar: Como Deus nos doa a sua presença
470. O que leva uma pessoa a orar?
Oramos porque estamos cheios de um desejo infinito e Deus nos criou homens para si mesmo: “O nosso coração está irrequieto até encontrar o descanso em Ti” (Santo Agostinho). Mas também oramos porque temos necessidade; Madre Teresa diz: “Porque eu não posso confiar em mim, eu confio nele, vinte e quatro horas por dia “. [CIC 2566-2567, 2591]

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Freqüentemente nos esquecemos de Deus, fugimos dele e nos escondemos. Se evitamos pensar em Deus ou negá-lo – ele está sempre lá para nós. Ele nos procura antes que o busquemos; Ele anseia por nós, ele nos chama. Você fala com sua consciência e de repente perceber que você está falando com Deus. Ao sentirmo-nos só, sem ninguém para conversar , notamos que Deus está sempre disposto a conversar. Quando nos vemos em perigo, notamos que Deus respondeu ao nosso pedido de ajuda. Orar é tão humano quanto respirar, comer e amar. Rezar purifica. Rezar torna possível resistir às tentações. Rezar fortalece-nos em nossa fraqueza. Rezar remove o medo (as angústias), duplica as forças e permite uma respiração mais profunda. Orar torna-nos felizes.

472. Como Moisés orou?

De Moisés aprendemos que “orar” significa “falar com Deus”. Na sarça ardente Deus
entrou em uma verdadeira conversa com Moisés e deu-lhe uma tarefa. Moisés apresentou as suas objeções e colocou perguntas. Finalmente, Deus revelou-lhe o seu santo nome. Assim como Moisés então veio a confiar em Deus e se colocou de todo o coração em seu serviço, então também nós devemos entrar na escola da oração de Deus. [CIC 2574-2577]

474. De que modo Jesus aprendeu a orar?
Jesus aprendeu a orar em sua família e na sinagoga. Porém, Jesus ultrapassou as fronteiras da oração tradicional. A sua oração mostra uma união com seu Pai no céu que
só pode possuir quem é o “Filho de Deus.” [CIC 2559-2599]
Jesus, que era Deus e homem ao mesmo tempo, cresceu como outras crianças israelitas de seu tempo, com os ritos e as formas de oração do seu povo. Porém, tal como se manifestou na história de Jesus no Templo, ao atingir os 12 anos (Lc 2,41-50), havia n’Ele algo que não podia ser aprendido: uma ligação originária, profunda e única com Deus, seu Pai do Céu. Jesus tinha, como todas as pessoas, esperança de um outro mundo, e orava a Deus a partir disso; ao mesmo tempo, portanto, Ele tornava-se parte desse mundo. Aqui já se notava que um dia as pessoas iriam orar a Jesus, reconhecendo-o como Deus e pedindo-lhe a Sua graça.

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475. Como orava Jesus?
A vida de Jesus foi uma única oração. Em momentos decisivos, como a tentação no deserto, a escolha dos apóstolos e a crucifixão), sua oração foi especialmente intensa. Muitas vezes ele retirou-se para a solidão para orar, especialmente à noite. Ser um com o Pai no Espírito Santo – esse era o princípio orientador de sua vida terrena. [CIC 2600-2605].

477. O que significa aprender a orar com Jesus?
Aprender de Jesus como orar significa entrar em sua infinita confiança, juntar-se à sua oração, e sendo conduzido por ele, passo a passo, para o Pai. [CIC 2607-2614, 2621]
Os discípulos, que viviam em comunidade com Jesus, aprenderam a orar ouvindo e imitando a Jesus, cuja vida inteira era oração. Como ele, tinham que estar atentos e esforçar-se pela pureza de coração, tudo para a vinda do reino de Deus, para perdoar seus inimigos, para confiar ousadamente em Deus, e para amá-lo acima de todas as coisas. Por este exemplo de devoção, Jesus convidou seus discípulos a dizer a Deus
Todo-Poderoso, “Ábba, querido Pai”. Se oramos no Espírito de Jesus, especialmente no Papai Nosso, caminhamos como que nas sandálias de Jesus e podemos estar seguros de que chegamos ao coração do Pai.

478. Como podemos ter a certeza de que nossa oração é ouvida por Deus?
Muitas pessoas recorreram a Jesus durante sua vida terrena para a cura, e suas orações foram respondidas. Jesus, que ressuscitou dos mortos, vive e ouve os nossos pedidos, levando-os ao Pai. [CIC 2615-2616, 2621]
Ainda hoje sabemos o nome do oficial da sinagoga: Jairo era o nome do homem que implorava Jesus pediu ajuda, e sua oração foi respondida. Sua filha pequena estava doente de morte. Jesus não somente curou sua menininha, mas até a ressuscitou dos mortos (Mc 5, 21-43). De Jesus procedem muitas curas, testemunhadas com segurança. Ele fez sinais e milagres. Os coxos, os leprosos e os cegos não pediram a Jesus em vão. Há testemunhos também de orações respondidas por todos os santos da Igreja. Muitos cristãos podem contar histórias de como eles chamaram a Deus e Deus ouviu sua oração. Deus. No entanto, Deus não é um autômato, devemos deixar a seu critério como ele vai responder aos nossos pedidos.

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479. O que podemos aprender com a forma como Maria orava?
Aprender a orar com Maria significa estar em harmonia com a sua oração: Faça-se em mim segundo a Tua palavra (Lc 1, 38). A oração é, em última instância, auto-doação em resposta ao amor de Deus. Se dissermos Sim como
Maria fez, Deus tem a oportunidade de levar sua vida em nossa vida. [CIC 2617-2618, 2622, 2674]

O que os cristãos expressam com suas posturas de oração?

Os cristãos apresentam a Deus a sua vida através da linguagem corporal: eles estendem-se diante de Deus, juntam as mãos em oração ou abrem-nas, dobram o joelho ou ajoelham-se diante do Santíssimo Sacramento, ouvem o Evangelho de pé e meditam sentados.

De pé diante de Deus exprime-se respeito (levantamo-nos quando chega um superior) e, ao mesmo tempo, também alerta e disponibilidade (estamos prontos para nos fazermos ao caminho). Aqui, o orante assume o gesto original do louvor quando estende as mãos para louvar a Deus.

Sentado diante de Deus, o cristão escuta o seu interior e põe no seu coração a Palavra em movimento, contemplando-a (Lc 2, 51)

Ajoelhando-se , a pessoa faz-se pequena diante da grandeza de Deus, reconhecendo que depende da graça de Deus.

Prostrando-se , apessoa adora Deus.

Unindo as mãos , a pessoa abandona a dispersão e concentra-se, unindo-se a Deus. As mãos juntas também são o gesto original da súplica

Interessante ver no Catecismo da Igreja Católica como a oração do Pai Nosso é explicada em sua totalidade. Veja Segunda Seção: A oração do Senhor – Pai Nosso

Tanto o Catecismo da Igreja Católica, quando o YouCat, Catecismo Jovem da Igreja Católica  tratam em sua quarta parte das questões da oração cristã.

Leia também:

18º Encontro (Catequese) – O católico e a sua comunidade

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 18/40)

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Sugestão para folha de encontro

Entramos em uma fase boa para fazer da nossa experiência de vivência na fé algo mais forte ainda. Qual seria o papel do católico dentro da sua comunidade? Como poderia fazer sua vivência de fé no espaço da comunidade? Católico que só reza é um bom católico? E aquele que só trabalha, mas não tem tempo de ir nas missas? E aquele que faz tudo dentro da comunidade? Enfim é o momento de falar do cristão e a sua comunidade.

Bom, tem pontos importantes que espero e sugiro que sejam resolvidos até antes desse encontro, mas caso ainda não tenham sido, vale relembrar:

  • Reunião com os pais (sugerido que se fosse viável acontecesse após a reunião um almoço ou jantar com a participação do padre e alguns membros da comunidade neste dia, mas que deixassem o padre se enturmar com estes pais e familiares)
  • Missa com os catequizandos: A organização de algumas missas onde os catequizandos sejam os leitores e até participem do canto (sempre tem alguns que cantam ou tocam) é muito válida para introduzi-los cada vez mais no universo da igreja.
  • Documentação: Recebimento de toda a documentação dos catequizandos (certificados de batismo e/ou primeira eucaristia) parar todos. Alguns podem ser batizados no decorrer da formação então é necessária uma orientação prévia, e outros podem ter que receber a Primeira Eucaristia e também tem que haver este cuidado.
  • Antecipar o nome dos padrinhos (seja para o Batismo seja para o Crisma): assim fica mais fácil fazer a orientação e preparação. Pode ser estudada a possibilidade de uma preparação dada pela Pastoral do Batismo especifica para os pais e padrinhos da catequese, num horário mais flexível até. Tudo isso depende dos combinados.
  • Marcação das datas para recebimento dos sacramentos em questão: Batismo (aos que vão necessitar), Primeira Comunhão (aos que vão necessitar) e Crisma (objetivo de todos). Todas estas datas dependem da agenda e combinado com o pároco, exceto o Crisma que depende exclusivamente de um agendamento com o Bispo, por isso é aconselhável marcar primeiro com o Bispo e depois agendar as outras datas que devem ser anteriores ao dia do Crisma, de preferencia com pelo menos 1 mês (cada data) de diferença, mas isso não é regra.
  • Atenção: Não é a secretaria das paróquias que tem que providenciar essa documentação é a Pastoral da Catequese quem deve fazer as orientações baseada no que pede a secretaria e fazer a cobrança destes documentos. Interessante deixar 1 catequista que tenha mais facilidade e tempo ficar com esta responsabilidade. Lembrando que todo o grupo de catequistas tem parte nisso.
  • Não ignore estes procedimentos. É de extrema importância que tudo seja feito com o máximo de organização e antecedência. Posso dizer que na minha experiência como catequista já vi muitos problemas que poderiam ser resolvidos de maneira simples se tornarem incontornáveis, levando muitas pessoas a ficarem com mágoas da igreja, além de ser algo muito frustrante para alguém que busca os sacramentos não ser devidamente informado ou auxiliado. O sucesso da preparação depende também da organização e metodologia.

Nosso encontro

Depois de uma boa acolhida sugiro que seja cantado Reunidos aqui. Depois todos sejam incentivados a trocarem o abraço da paz, rezando antes:

Oração pela paz

Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. Amém!

Catequista: A paz do Senhor esteja sempre convosco.

Todos: O amor de Cristo nos uniu.

Catequista: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

(Todos se cumprimentam)

Enquanto todos se cumprimentam podemos cantar Quero te dar a paz

Neste encontro sugiro que seja contada a história apresentada no aprofundamento para o catequista e depois cada catequista pode contar sua experiência na comunidade. Falar sobre como entrou e o que faz na igreja. A experiência pessoal de cada um é muito rica para se compartilhar.

É muito importante também que seja reforçado o convite para as missas (passar os horários). Também falar de tudo o que tem na comunidade (Grupos de Jovens, Oração, Adolescentes), das pastorais, da Liturgia e de como seria interessante que estes jovens participassem cantando, tocando ou lendo nas missas. Falar do dia a dia da comunidade, da paróquia e como é gratificante fazer parte disso tudo. A messe é grande e precisa de operários.

Depois sugiro uma dinâmica simples:

Dinâmica do Que Chato:

Material: Uma cartolina com divisões numeradas. Cartões com o mesmo número de divisões da cartolina. 3 caixas de bombons (ou balas conforme as possibilidades)

Desenvolvimento:

  1. Conta-se quantos catequizandos e catequistas estão presentes
  2. Distribui-se apenas os números dos cartões correspondentes ao número de participantes, incluindo catequistas e convidados se tiver no dia (importante lembrar para ninguém mostra seu número para o colega)
  3. Em cada número da cartolina coloca-se 1 bombom (respeitando o número de participantes) e reserva-se 1 caixa fechada como grande prêmio
  4. Um catequista (ou catequizando) fala um número aleatório, que não seja o próprio. A pessoa que estiver com o número fala: que chato! – pega o bombom correspondente ao seu número e já fala outro número e assim vai até sobrar apenas um que não será escolhido (na verdade o penúltimo poderia escolhê-lo mas ai ele não teria quem escolher e por isso ganha) que será o vencedor e levará além do bombom do seu número a caixa fechada de bombons.

Esta dinâmica é apenas uma brincadeira e não tem uma mensagem por trás, serve apenas como descontração.

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Para terminar a sugestão é cantar e refletir sobre esta linda música da Adriana – Se Compreendesses o Dom de Deus, que vem bem a calhar neste encontro onde falamos da fidelidade em seguir a igreja e ser cada vez mais fiel ao Senhor.

A oração final pode ser espontânea onde todos podem fazer seus pedidos e rezarem o Pai Nosso para fechar

Aprofundamento para o catequista

Uma história

Conta-se que, certa vez, um padre novo foi enviado a uma paróquia do interior. Era uma pequena cidade, cheia de fofocas e intrigas políticas. Seus moradores se diziam católicos, mas a igreja estava sempre vazia.
O padre foi quente, com novas idéias e muita esperança. Na sua chegada, houve banda de música e até discurso do prefeito. Mas não passou disso. A igreja continuou vazia. Mas o padre não desanimou. Imprimiu um folheto com a programação paroquial e distribuiu nas casas. Fez a “Ave Maria” pelo alto-falante e repetiu muitas vezes o convite para as missas. Mas pouco adiantou. Foi aquele pinguinho de gente. Sempre as mesmas pessoas.
Aí o padre teve uma ideia genial. Sabendo que aquele povo gostava de curiosidade, ele convidou os paroquianos para irem ao “enterro da Igreja”, na missa do domingo seguinte. Foi um alvoroço só. Os fofoqueiros espalharam a notícia de casa em casa. E diziam: “Esse padre não bate bem”.
Chegou o domingo.
A igreja ficou superlotada. Junto à porta de entrada, estava o caixão roxo, de “terceira”, fechado com uma vela de cada lado. Que mistério.
Na homilia o padre falou bonito sobre o amor à Igreja e a transitoriedade desta vida. A coisa tinha ficado séria. Acabada a missa, o padre pôs a estola roxa, colocou-se ao lado do caixão e disse: “Irmãos, é chegada a hora da triste despedida. Olhem pela última vez o rosto da falecida Igreja, rezem por ela e vão saindo em silêncio”.
Foi uma lição inesquecível. As pessoas esticavam o pescoço, olhavam dentro do caixão e saíam sem saber onde pôr a cara: no fundo do caixão havia um espelho. Cada um via o seu próprio rosto. A Igreja estava morta nas pessoas de seus paroquianos sem fé.
A partir daquele dia, a Paróquia se transformou. E voltou a ser uma comunidade cheia.
Essa história nos lembra de que “nós” somos a Igreja. Cada um tem que fazer a sua parte, respeitando as diferenças, ouvindo todos os grupos seja de CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), seja da RCC (Renovação Carismática Católica), sejam jovens, idosos ou crianças, as pessoas mais antigas na igreja ou até mais novas. Precisamos criar comunidades de fé dentro das nossas paróquias, tenha ela 5 mil pessoas ou 100 mil, é preciso que consigamos cada vez mais estarmos unidos.

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“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou no meio deles.” (Mt 18,20)
As palavras de Jesus são como uma instrução que muitas vezes é ignorada. Hoje é comum muitos dizerem: Eu não preciso estar na igreja, tenho Deus no coração. Interessante isso, mas vai contra algo que o próprio Deus, na figura de Jesus Cristo disse, pois você ter Deus no coração é algo bom, maravilhoso… Mas dividir isso com mais pessoas é ainda melhor. Geralmente quem faz a afirmação de que não precisa de igreja está apenas fugindo ao compromisso de cumprir os mandamentos, de ajudar os irmãos, de ser da igreja que é na verdade corpo de Cristo. A igreja é como a lua, ela não em brilho próprio, a luz dela vem de Jesus que é o sol.

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Qual a missão do verdadeiro católico? Louvar e agradecer a Deus, prestar culto participando da missa e também fazer parte da comunidade de fé, e esta comunidade é justamente na igreja que se reúne. Infelizmente muitos católicos (ou que se declaram assim) não fazem parte de verdade da comunidade de fé, são turistas que se entusiasmam para uma viajem à Aparecida do Norte ou a outras grandes igrejas (válidas também), mas na comunidade perto de onde moram só vão à semana santa e no Natal. Uma pena. A vivência verdadeira, real e rica está em ser da comunidade, da igreja para que a cada dia mais o crescimento espiritual seja maior e descubram porque o próprio Jesus Cristo vivia cercado de discípulos, mãe, amigos, vizinhos e seguidores e nunca disse: Eu tenho Deus no meu coração, posso andar sozinho. – afinal, se alguém poderia dizer isso era ele.
Amar a sua comunidade
Na missa dizemos:
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Mas é assim que vivemos a nossa realidade? Honramos o que pregamos e anunciamos na celebração da Eucaristia?
Infelizmente existem muitos paroquianos desligados de qualquer vínculo comunitário, paroquial. Vão batizar fora, porque o outro padre (que age errado e contra o Código de Direito Canônico) não exige nada de preparação. Vão casar em outra paróquia, porque a igreja é “mais bonita”. Fora os turistas que a cada domingo “assistem” (isso mesmo “assistem” e não celebram comungando em união) a missa numa igreja diferente. É uma pena, pois assim se perde o sentido de comunidade fraterna, e esse sempre foi o sinal que Jesus Cristo dava.
Muitas pessoas hoje “assistem” as missas pela TV ou Internet e acham que já fizeram sua parte. Mas enquanto estão como telespectadores, muitos estão tomando café, acessando o Facebook ou Whatsapp, falando com os familiares e outras coisas mais. Isso não é celebrar e sim apenas ver. É válido quando a pessoa está impossibilitada fisicamente e temporariamente de ir à comunidade,
não esquecendo que existem os Ministros da Saúde para levar a comunhão. Celebrar é estar em comunhão também com os irmãos.
Mas ainda bem que em toda comunidade sempre tem um grupo (nem sempre muito numeroso) de pessoas que se amam como irmãos de verdade. Esse sim é o sinal do Reino de Deus. A comunidade é, para tais pessoas, o lugar feliz do encontro com os irmãos, onde o próprio Jesus se faz presente, como ele mesmo disse: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt 18,20).
A comunidade é onde fazemos a nossa vivência na fé. É nela que recebemos o nosso Batismo, a nossa Primeira Eucaristia, a Crisma, o Matrimônio. É nela que podemos encontrar o Cristo tão desejado.

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A própria palavra Igreja já tem um caráter comunitário, pois sua tradução é “assembleia”. Então amar a sua comunidade é acima de tudo aparar as arestas, dialogar com todos os irmãos e juntos construírem um local agradável, um lugar verdadeiramente santo para celebrar o amor de Deus. Para isso devemos arregaçar as mangas e em cada reunião darmos idéias que melhorem tudo, desde a convivência até as melhores maneiras para sermos cada vez mais uma assembleia unida em torno do amor de Jesus.
Ler: Mt 25,14-30 ; Jo 15, 1-17

Fonte boa: Livro: O Sacramento da Confirmação – Pe. Luiz Cechinato- Ed. Vozes

Grupos de morte na Internet – Quem é o administrador?

Refletindo sobre o Mundo com a visão da fé (Visão Leiga)

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Grupos de morte na Internet (Quem é o administrador?)

Por Milton Cesar de Souza Alves (fidesomnium.wordpress.com)

“Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto de seus descendentes.” (Ap 12,17)

Estamos em 2017 em meio a mil problemas no mundo. Neste exato momento podemos estar próximos a Terceira Guerra Mundial, ou no mínimo a um conflito de enormes proporções.

Ainda assim, temos jovens morrendo por desafios sem sentido pela Internet. Temos jovens mutilando-se por desafios em grupos de redes sociais. Pior ainda, não é a primeira vez, ao contrário nos últimos anos tem se tornado uma constante. Uma rotina macabra onde jovens (quase sempre são os jovens) acabam machucados, feridos, ferem, se suicidam, matam ou se mutilam por nada.

Mais estranho ainda é o fato de que ninguém descobre quem administra tais grupos, quem inventa isso e chama cinicamente de “brincadeira”. Um desses desafios feitos é o Blue Whale (Baleia Azul) que deu suas primeiras noticias de suicídios entre jovens na Rússia e invadiu o mundo.

Pense um pouco, têm países que conseguem monitorar todos nos computadores ou celulares que quiserem, a tecnologia chegou a tal ponto que o simples digitar de uma palavra no Google já faz com que você seja monitorado. E ninguém descobre quem começa esse tipo de grupo, que começa, atinge seus objetivos macabros e logo somem.

Eu fiquei pensando em meio a muitas fotos que recebi vai Whatsapp e até e-mail, de jovens mutilados por aceitarem estes desafios horrendos por estes grupos de morte da internet. Existem pessoas que tem certa morbidez (quiçá um prazer em compartilhar este tipo de imagem, eu detesto, mas infelizmente acabo recebendo), juntando a isso vi uma reportagem onde uma mãe relatava que o filho tentou o suicídio duas vezes e só depois disso ela descobriu que o filho estava em um grupo da dita Baleia Azul, e também estava com os braços mutilados cheios de cortes profundos. Esta mãe não havia percebido as mudanças de comportamento do próprio filho. Sem querer julgar ninguém, mas isso acontece muito já que hoje em dia é comum todos os moradores de uma casa passarem seu tempo juntos mexendo no celular, conectados na internet sem trocar uma só palavra, sejam pais, filhos ou irmãos. Esta mesma mulher se perguntava quem poderia estar fazendo isso (comandando estes grupos de morte) e por quê?

Foi esta pergunta, de uma mãe desesperada que me fez refletir após eu ir rezar pela saúde deste jovem e de todos os outros que estão sendo vitimados. Neste mesmo dia após alguns minutos uma nova reportagem dava conta de que dois jovens universitários foram encontrados mortos dentro de um hotel. Cometeram suicídio após um pacto de morte. Não usavam drogas, o namoro era permitido e apoiado pelas famílias e eles eram bem sucedidos e nunca tinham sequer falado sobre morrerem nem tiveram casos de depressão ou percas recentes.

A pergunta daquela mãe ecoou em mim, e chego a uma conclusão, baseada na minha fé, e não ligo para o que vão dizer, mas o administrador destes grupos só pode ser o Demônio.

O mal existe?

O mal existe! Não tem como negar. É não se trata de algo psicológico ou de índole. É algo verdadeiro.

Vou aproveitar o que me disse o Valdecir Pires, um grande amigo meu, compadre e uma pessoa que tem muita fé, além de ser um grande estudioso da Palavra de Deus e da Igreja:

“Sempre pensam no anti-Cristo como uma pessoa, mas penso que é um pensamento coletivo que muitos vão aderindo de um grupo”. Exemplo: Hitler e seus seguidores.

Haja visto o julgamento de Cristo, onde foram induzidos pelos líderes políticos e religiosos da época  (um grupo) a escolherem pela crucificação…”

“Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O” diabo “(“diabolos”) é aquele que” se atira no meio” do plano de Deus e de sua “obra de salvação” realizada em Cristo. (CIC 2851) “Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira (Jo 8,44)”.

“Instigado pelo Maligno, desde o inicio da história o homem abusou da própria liberdade. O homem está dividido em si mesmo. Por esta razão, toda a vida humana, individual e coletiva, apresenta-se como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas”. (CIC 1707)

O mal parece estar agindo mais ainda no mundo, em vários pontos e lugares. Pior ainda está tentando desvirtuar os jovens.

A Bíblia nos diz que no final dos tempos o Diabo será aprisionado em definitivo. “Então ele ira fazer de tudo para levar muitos, já que ele foi vencido na cruz e com a segunda volta de Jesus, será definitivamente derrotado. Também não devemos esquecer que a terceira parte dos anjos foi expulsa do paraíso junto com ele (Lúcifer) então pergunto: Onde estarão eles? Já que acreditamos nas milícias celestes, que assistem e foram obedientes ao plano de Deus. Como a própria palavra de Deus diz que: existem mais mistérios entre o céu e a terra do que podemos entender.” palavras ainda do meu amigo Valdecir. Da conversa que tive com um padre (que acha melhor ficar anônimo) ficou uma constatação: Se existe uma força do inferno agindo nestes casos, é porque os próprios jovens estão permitindo. Falta abrirem o coração para a misericórdia de Deus e a oração.

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Foto de jovem amplamente divulgada nas redes sociais como o Whatsapp

Só age se for convidado

O demônio só terá poder sobre sua vida se você o convidar, se você o aceitar.

Hoje tudo depende de aceitar as coisas. Até estes grupos de morte que os jovens estão vitimados só são efetivados assim que você aceita entrar (seja através de um convite ou de se auto convidar). Isso é estratégico porque são as regras do mal sendo colocadas e aceitas de bom dado por grupos de jovens.

A ascensão das redes sociais fez com que este tipo de grupo de morte se espalhe numa velocidade assombrosa e entre na vida de muito mais jovens, e mate ainda mais rápido.

Na antiguidade era preciso fazer pactos fechados em grupos pequenos de pessoas para que o Mal entrasse, agora é só uma questão de aceitar ou não.

A modernidade tem, cada vez mais, feito o impossível para que seja ignorada a presença  do mal na sociedade. Mas será que realmente este tipo de coisa não existe.

Santo Agostinho já escrevia, séculos atrás, que “um hábito incontrolado se transforma em uma necessidade”. E isso é bem visto numa dependência louca que os jovens (mas não só eles) têm demonstrado do mundo virtual. Ninguém faz mais nada sem o auxilio da internet.

Seria normal isso?

Tudo tem dois lados. O lado bom desta modernidade toda. Mas também o lado ruim que é fazer com que as pessoas se isolem e fiquem totalmente presas as telas dos smartphones (antes era dos desktops, depois notebooks, tablets e agora celulares ultramodernos), conte quantas pessoas você consegue ver que não estão com um celular nas mãos, usando, olhando ou apenas segurando.

Racionalmente é quase impensável que exista alguma força que possa de uma maneira direta ou indireta afetar as nossas ações. Já teologicamente essa realidade é bem crível e digna de nota e atenção.

Tem pessoas que pregam a existência da “força da atração” ou “Lei da Atração” (vide o best-seller O Segredo) que prega que a cada pensamento insistente em algo, isto acontecerá ou será atraído para a nossa vida. Claro que neste livro (que, diga-se de passagem, faz parte da extensa lista de livros de autoajuda existentes hoje em dia) não se fala de atrair nada de ruim, apesar de deixar claro que pensamentos derrotistas não te ajudam. Basicamente a lei é “semelhante atrai semelhante” e essa métrica é à base da grande maioria dos livros de autoajuda (em praticamente todos) pregam algo bom que realmente ajuda (mesmo que eu ainda considere a Bíblia muito melhor, mas opinião é opinião, sempre servirá em algum momento um livro desses). Pois bem, então porque pensamentos em coisas ruins, em desejos de mal a outras pessoas ou até pensamentos de autodestruição não atrairiam o que tem de ruim para a sua própria vida?

Em outro livro chamado Ed & Lorraine Warren (duas pessoas consideradas no mundo inteiro como o maior casal de Demonologistas dos últimos tempos, um deles ainda vive e trabalha até hoje) falam que: “Como extensão da “Lei da Atração”, acrescenta Lorraine, “o espírito demoníaco também pode ser trazido como resultado das ações de uma pessoa”. A atração também pode ocorrer quando um indivíduo demonstra um lapso ao permitir que o seu autocontrole vacile. Como coloca Ed: “Se você não consegue se controlar então alguma coisa vai controlá-lo”. “Ódio, ira, desespero, tristeza profunda, embriaguez e uma sensação de inferioridade com tendências suicidas vão atrair o demoníaco em um estalar de dedos”. O homem não recebe nenhum buquê do demônio: esse espírito está ali apenas para promover a destruição dele”. Em suma, o espírito demoníaco costuma ser atraído por ações e tendências de pensamento incompatíveis com o bem-estar saudável e positivo.

“Pela Lei do Convite”, prossegue Ed, “a coisa é” peça e receberás’. Uma pessoa pode deliberadamente invocar o espírito demoníaco por meio de um ritual ou via um canal de comunicação sincero. Portanto, pessoas que fazem coisas negativas ou claramente contrárias à natureza estão basicamente ‘fazendo o trabalho do Diabo por ele’ e, de fato, atraem espíritos negativos para junto de si.

 “Porque o lema do espírito demoníaco é anonimato”

Ódio, obscenidade e morte fortalecem o espírito demoníaco; Derramamento de sangue e lesões físicas são elementos fundamentais do fenômeno. Ele ajuda o malvado e o ignorante; ele ataca o inocente, o incauto e o piedoso. Ele é traiçoeiro, dissimulado e vem como um ladrão na noite. Ele oculta a sua presença com mentiras e preserva o seu anonimato por meio de duplicidade e invisibilidade. Como já disseram escritores religiosos: ‘Não há nada de positivo na natureza do espírito; seu ser baseia-se na ausência de algo que seja bom’. “Existem coisas que ocorrem neste mundo que são deliberadamente mantidas em segredo — coisas que alguém só descobre pela experiência.” (trecho do Livro Ed & Lorraine Warren Demonologistas)

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Os chamados Satanistas falam até de como entrar em contato e servir ao próprio Diabo e esperam que ele assuma de vez (frisando eles não estão esperando que Lúcifer venha e domine o mundo, eles consideram que ele já age no mundo e que só falta à humanidade aceitar este ser e abandonar Deus) o controle da terra e do povo. Mas isso só pode acontecer quando deixarmos de acreditar em Deus e aceitarmos o demônio como líder. Aleister Crowley fundou esta seita e ela tem aumentado muito, apesar de alguns tentarem manter isso em segredo. A seita foi fundada por Crowley e sua esposa ainda jovens e seu maior seguidor e divulgador foi um jovem

Citei estes exemplos (exceto Santo Agostinho) de literatura popular que pode ser comprada e lida como forma de entretenimento

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Jovem que se automutilou por causa do desafio da Baleia Azul

A Igreja fala sobre isso

Geralmente a sociedade dita moderna tenta ignorar ou pelo menos desacreditar a igreja através de possibilidades cientificas e explicações até psiquiatras para estes fenômenos que atingem os jovens com estes grupos de morte que tem assolado o mundo todo, vitimando tantas vidas. Porém não tem todas as explicações.

A igreja por sua vez, ante ao aumento descontrolado de seitas que se autodenominam igrejas e que por sua vez tem ridicularizado a questão que envolve a ação do Diabo, com encenações de exorcismos e expulsões do demônio (pense um pouco: todos os dias tem que tirar o demônio do corpo de alguém, então ele não vai embora nunca daquele local), tem se calado ou pelo menos mantido em sigilo este tipo de ação. A Igreja Católica trata de modo sério isso, mas não é algo para ser divulgado.

Veja tudo o que diz no Catecismo da Igreja Católica:

II – A queda dos anjos

– 391. Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo. A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, criado por Deus. “Diabolus enim et alii daemones a Deo quidem natura creati sunt boni, sed ipsi per se facti sunt mali – Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa.”

– 392. A Escritura fala de um pecado desses anjos. Esta “queda” consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: “E vós sereis como deuses” (Gn 3,5). O Diabo é “pecador desde o princípio” (1Jo 3,8), “pai da mentira” (Jo 8,44).

– 394. A Escritura atesta a influência nefasta daquele que Jesus chama de “o homicida desde o princípio” (Jo 8,44) e que até chegou a tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai. “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (1Jo 3,9). A mais grave dessas obras, devido as suas consequências, foi à sedução mentirosa que induziu o homem a desobedecer a Deus.

– 395. Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora a sua ação cause graves danos – de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física – para cada homem e para a sociedade, esta ação é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam” (Rm 8,28).

O PRIMEIRO PECADO DO HOMEM

 – 397. O homem, tentado pelo Diabo, deixou morrer em seu coração a confiança em seu Criador e, abusando de sua liberdade, desobedeceu ao mandamento de Deus. Foi nisto que consistiu o primeiro pecado do homem. Todo pecado, daí em diante, ser uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade.

– 398. Neste pecado, o homem preferiu a si mesmo a Deus, e com isso menosprezou a Deus: optou por si mesmo contra Deus, contrariando as exigências de seu estado de criatura e consequentemente de seu próprio bem. Constituído em um estado de santidade, o homem estava destinado a ser plenamente “divinizado” por Deus na glória. Pela sedução do Diabo, quis “ser como Deus”, mas “sem Deus, e antepondo-se a Deus, e não segundo Deus”.

UM DURO COMBATE…

– 407. A doutrina sobre o pecado original ligada à doutrina da Redenção por meio de

Cristo propicia um olhar de discernimento lúcido sobre a situação do homem e de sua ação no mundo. Pelo pecado dos primeiros pais, o Diabo adquiriu certa dominação sobre o homem, embora este último permaneça livre. “O pecado original acarreta a ‘‘servidão debaixo do poder daquele que tinha o império da morte, isto é, do Diabo”. Ignorar que o homem tem uma natureza lesada, inclinada ao mal, dá lugar a graves erros no campo da educação, da política, da ação social e, dos costumes.

– 409. Esta situação dramática do mundo, que “inteiro está sob o poder do Maligno” (1Jo 5,19), faz da vida do homem um combate:

Uma luta árdua contra o poder das trevas perpassa a história universal da humanidade. Iniciada desde a origem do mundo vai durar até o último dia, segundo as palavras do Senhor. Inserido nesta batalha, o homem deve lutar sempre para aderir ao bem; não consegue alcançar a unidade interior senão com grandes labutas e o auxílio da graça de Deus.

– 413. “Deus não fez a morte, nem tem prazer em destruir os viventes… Foi pela inveja do Diabo que a morte entrou no mundo” (Sb 1,13, 2,24).

– 414. Satanás ou o Diabo, bem como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus a seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.

– 415. “Constituído por Deus em estado de justiça, o homem, instigado pelo Maligno, desde o início da história, abusou da própria liberdade. Levantou-se contra Deus, desejando atingir seu objetivo fora dele.”

– 421. “Segundo a fé dos cristãos, este mundo foi criado e conservado pelo amor do Criador; na verdade, este mundo foi reduzido à servidão do pecado, mas Cristo crucificado e ressuscitado quebrou o poder do Maligno e libertou o mundo…”.

– 447. Jesus mesmo atribui-se de maneira velada este título quando discute com os fariseus sobre o sentido do Salmo 110, mas também de modo explícito dirigindo-se a seus apóstolos. Ao longo de toda a sua vida pública, seus gestos de domínio sobre a natureza, sobre as doenças, sobre os demônios, sobre a morte e o pecado demonstravam sua soberania divina.

– 517. Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A Redenção nos vem antes de tudo pelo sangue da Cruz, mas este mistério está em ação em toda a vida de Cristo: já em sua Encarnação, pela qual, fazendo-se pobre, nos enriqueceu por sua pobreza; em sua vida oculta, que, por sua submissão, serve de reparação para nossa insubmissão; em sua palavra, que purifica seus ouvintes; em suas curas e em seus exorcismos, pelos quais “levou nossas fraquezas e carregou nossas doenças” (Mt 8,17); em sua Ressurreição, pela qual nos justifica.

A TENTAÇÃO DE JESUS

– 538. Os Evangelhos falam de um tempo de solidão de Jesus no deserto, imediatamente após seu Batismo por João: “Levado pelo Espírito” ao deserto, Jesus ali fica quarenta dias sem comer, vive com os animais selvagens e os anjos o servem [a78]. No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele “até o tempo oportuno” (Lc 4,13).

– 539. Os evangelistas assinalam o sentido salvífico desse acontecimento misterioso. Jesus é o novo Adão, que ficou fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocai outrora a Deus durante quarenta anos no deserto, Cristo se revela como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do Diabo: ele “amarrou o homem forte” para retomar lhe a presa. A vitória de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitória da

Paixão, obediência suprema de seu amor filial ao Pai.

– 540. A tentação de Jesus manifesta a maneira que o Filho de Deus tem de ser Messias o oposto da que lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-lhe. E por isso que Cristão venceu o Tentador por nós: “Pois não temos um sumo sacerdote incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado” (Hb 4,15). A Igreja se une a cada ano, mediante os quarenta dias da Grande Quaresma, ao mistério de Jesus no deserto.

– 550. O advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: “Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós” (Mt 12,28). Os exorcismos de Jesus libertam homens do domínio dos demônios. Antecipam a grande vitória de Jesus sobre “o príncipe deste mundo”. E pela Cruz de Cristo que o Reino de Deus ser definitivamente estabelecido: “Regnavit a ligno Deus  – Deus reinou “do alto do madeiro”.

– 566. A tentação no deserto mostra Jesus, Messias humilde que triunfa sobre Satanás por sua total adesão ao desígnio de salvação querido pelo Pai.

– 635. Cristo desceu, portanto, no seio da terra, a fim de que “os mortos ouçam a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem vivam” (Jo 5,25). Jesus, “o Príncipe da vida”, “destruiu pela morte o dominador da morte, isto é, O Diabo, e libertou os que passaram toda a vida em estado de servidão, pelo temor da morte” (Hb 2,5). A partir de agora, Cristo ressuscitado “detém a chave da morte e do Hades” (Ap 1,18), e “ao nome de Jesus, todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos Infernos” (Fl 2,10).

Um grande silêncio reina hoje na terra, um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei dorme. A terra tremeu e acalmou-se porque Deus adormeceu na carne e foi acordar os que dormiam desde séculos… Ele vai procurar Adão, nosso primeiro Pai, a ovelha perdida. Quer ir visitar todos os que se assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai libertar de suas dores aqueles dos quais é filho e para os quais é Deus: Adão acorrentado e Eva com ele cativa. “Eu sou teu Deus, e por causa de ti me tornei teu filho. Levanta-te, tu que dormes, pois não te criei para que fiques prisioneiro do Inferno: Levanta –te dentre os mortos, eu sou a Vida dos mortos.”

– 636. Na expressão “Jesus desceu à mansão dos mortos”, o símbolo confessa que Jesus morreu realmente e que, por sua morte por nós, venceu a morte e o Diabo, “o dominador da morte”. (Hb 2,14)

… A PARTIR DA IGREJA DOS APÓSTOLOS…

– 1086. “Assim como Cristo foi enviado pelo Pai, da mesma forma Ele mesmo enviou os apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só para pregarem o Evangelho a toda criatura, anunciarem que o Filho de

Deus, por sua Morte e Ressurreição, nos libertou do poder de Satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai, mas ainda para levarem a efeito o que anunciavam: a obra da salvação por meio do sacrifício e dos sacramentos, em tomo dos quais gravita toda a vida litúrgica”.

– 1237. Visto que o Batismo significa a libertação do pecado e de seu instigador, o Diabo pronuncia-se um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a satanás. Assim preparado, ele pode confessar a fé da Igreja, à qual será “confiado” pelo Batismo.

CURAI OS ENFERMOS…

– 1506. Cristo convida seus discípulos a segui-lo, tomando cada um sua cruz. Seguindo-o, adquirem uma nova visão da doença e dos doentes. Jesus os associa á sua vida pobre e de servidor. Faz com que participem de seu ministério de compaixão e de cura: “Partindo, eles pregavam que todos se arrependessem. E expulsavam muitos demônios e curavam muitos enfermos, ungindo-os com óleo” (Mc 6,12-13).

– 1673. Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou, é dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do Batismo. O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo”, só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, verificar antes de celebrar o exorcismo se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença.

– 1707. “Instigado pelo Maligno, desde o inicio da história o homem abusou da própria liberdade.” Sucumbiu à tentação e praticou o mal. Conserva o desejo do bem, mas sua natureza traz a ferida do pecado original. Tornou-se inclinado ao mal e sujeito ao erro: O homem está dividido em si mesmo. Por esta razão, toda a vida humana, individual e coletiva, apresenta-se como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas.

– 1708. Por sua paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado. Ele nos mereceu a vida nova no Espírito Santo. Sua graça restaura o que o pecado deteriorou em nós.

– 2113. A idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, diz Jesus (Mt 6,24). Numerosos mártires morreram por não adorar “a Besta”, recusando-se até a simular seu culto. A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, portanto, incompatível com a comunhão divina.

– 2116. Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõe “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, à astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo em que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus.

– 2117. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – mesmo que seja para proporcionar a este a saúde – são gravemente contrárias à virtude da religião. Essas práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas de uma intenção de prejudicar a outrem, ou quando recorrem ou não à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo. O recurso aos assim chamados remédios tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes maléficos nem a exploração da credulidade alheia.

– 2119. A ação de tentar a Deus consiste em pôr â prova, em palavras ou em atos, sua bondade e sua onipotência. Foi assim que Satanás quis conseguir que Jesus se atirasse do alto do templo e obrigasse Deus, desse modo, a agir. Jesus opõe-lhe a Palavra de Deus: “Não tentarás o Senhor teu Deus” (Dt 6,16). O desafio contido em tal “tentação de Deus” falta com o respeito e a confiança que devemos a nosso Criador e Senhor. Inclui sempre uma dúvida a respeito de seu amor, sua providência e seu poder.

– 2583. Depois de ter aprendido a misericórdia em seu retiro á margem da torrente do Carit, ensina à viúva de Sarepta a fé na palavra de Deus, fé que ele confirma por sua oração insistente: Deus devolve à vida o filho da viúva. Por ocasião do sacrifício no monte Carmelo, prova decisiva para a fé do povo de Deus, foi por sua súplica que o fogo do Senhor consumiu o holocausto, “na hora em que se apresenta a oferenda da tarde”: “Responde-me, Senhor, responde-me!”, são as mesmas palavras de Elias que as Liturgias orientais repetem na Epiclese eucarística [a60]. Por fim, retomando o caminho do deserto para o lugar em que o Deus vivo e verdadeiro se revelou a seu povo, Elias se escondeu, como Moisés, “na fenda do rochedo”, até que “passasse” a Presença misteriosa de Deus. Mas somente na montanha da Transfiguração se revelará Aquele cuja face buscam; o conhecimento da Glória de Deus está na face Cristo crucificado e ressuscitado.

VII. MAS LIVRAI-NOS DO MAL

 – 2850. O último pedido ao nosso Pai aparece também na oração de Jesus: “Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17,15). Diz respeito a cada um de nós pessoalmente, mas somos sempre “nós” que rezamos em comunhão com toda a Igreja e pela libertação de toda a família humana. A Oração do Senhor não cessa de abrir-nos para as dimensões da economia da salvação. Nossa interdependência no drama do pecado e da morte se transforma em solidariedade no Corpo de Cristo, na “comunhão dos santos”.

– 2851. Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O “diabo” (“diabolos”) é aquele que “se atira no meio” do plano de Deus e de sua “obra de salvação” realizada em Cristo.

– 2852. “Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira” (Jo 8), “Satanás, sedutor de toda a terra habitada” (Ap 12,9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é por sua derrota definitiva que a criação toda será “liberta da corrupção do pecado e da morte”.

“Nós sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca; o Gerado por Deus se preserva e o Maligno não o pode atingir”. “Nós sabemos que Somos de Deus e que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1 Jo 5,18-19). O Senhor, que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas, tem poder para vos proteger e vos guardar contra os ardis do Diabo que Vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus não teme o Demônio. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31).

– 2853. A vitória sobre o “príncipe deste mundo” foi alcançada, de unia vez por todas, na hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar sua vida. É o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo é “lançado fora”, “Ele põe-se a perseguir a Mulher”, mas não tem poder sobre ela: a nova Eva, “cheia de graça” por obra do Espírito Santo, é preservada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da Santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre virgem). “Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto de seus descendentes” (Ap 12,17). Por isso o Espírito e a Igreja rezam: “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22,17.20), porque a sua Vinda nos livrará do Maligno.

– 2854. Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que sejamos libertados de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Neste último pedido, a Igreja traz toda a miséria do mundo diante do Pai. Com a libertação dos males que oprimem a humanidade, ela implora o dom precioso da paz e a graça de esperar perseverantemente o retorno de Cristo. Rezando dessa forma, ela antecipa, na humildade da fé, a recapitulação de todos e de tudo naquele que “detém as chaves da Morte e do Hades” (Ap 1,18), “o Todo Poderoso, Aquele que é, Aquele que era Aquele que vem” (Ap 1,8): Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados por vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador

 

(Transcrição do Catecismo da Igreja Católica)

A igreja não ignora a existência de uma força que tenta se contrapuser a força do amor de Deus, e esta força só tem poder quando nos abrimos espaço para ela, e me desculpem os céticos e ditos ateus, nós temos andado com uma janela aberta para nossa vida e a todo o momento nos expomos mais e mais.

Não estou dizendo para ninguém se privar dos benefícios da tecnologia, mas que tenhamos prudência e discernimento ao usá-la. Não dá para aceitar tudo porque é moda ou porque um monte de idiotas já faz isso. Temos que cuidar da nossa vida.

Fazer o quê?

O que mais nos atrai ou nos leva as armadilhas destes grupos de morte é o isolamento, o sentimento de vazio. Em sua primeira Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho) o Papa Francisco já falava sobre muito do que acontecia:

“2. O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado. 7. A tentação apresenta-se, frequentemente, sob forma de desculpas e queixas, como se tivesse de haver inúmeras condições para ser possível a alegria. Habitualmente isto acontece, porque «a sociedade técnica teve a possibilidade de multiplicar as ocasiões de prazer; no entanto ela encontra dificuldades grandes no engendrar também a alegria». Posso dizer que as alegrias mais belas e espontâneas, que vi ao longo da minha vida, são as alegrias de pessoas muito pobres que têm pouco a que se agarrar. Recordo também a alegria genuína daqueles que, mesmo no meio de grandes compromissos profissionais, souberam conservar um coração crente, generoso e simples. De várias maneiras, estas alegrias bebem na fonte do amor maior, que é o de Deus, a nós manifestados em Jesus Cristo. Não me cansarei de repetir estas palavras de Bento XVI que nos levam ao centro do Evangelho: «Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo».

  1. Somente graças a este encontro – ou reencontro – com o amor de Deus, que se converte em amizade feliz, é que somos resgatados da nossa consciência isolada e da auto-referencialidade. Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro. Aqui está a fonte da ação evangelizadora. Porque, se alguém acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode conter o desejo de comunicá-lo aos outros? – 2 .A doce e reconfortante alegria de evangelizar
  2. O bem tende sempre a comunicar-se. Toda a experiência autêntica de verdade e de beleza procura, por si mesma, a sua expansão; e qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros. E, uma vez comunicado, o bem radica-se e desenvolve-se. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude, não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem. Assim, não nos deveriam surpreender frases de São Paulo como estas: “O amor de Cristo nos absorve completamente” (2Cor 5, 14); “ai de mim, se eu não evangelizar!” (1Cor 9, 16).” (Texto extraído na integra de trecho da Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium)

Cuidar de nossos filhos, nossos jovens é um dever acima de tudo de quem ama. Mas cuidar para que o mal não entre nas nossas casas, não cause estragos e não acabe levando a vida de tantos e tantos jovens, é um dever nosso, que não podemos nos dar ao luxo de ignorar, digam o que quiserem dizer.

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Uma ideia de morte

De tanto pensar, conversar, rezar, ler e tentar entender através da minha própria ignorância sobre o assunto. Das boas e reflexivas conversas que tive com meu amigo e irmão na fé Valdecir. Algumas palestras e documentários que vi. A conclusão, talvez até tão óbvia que fique oculta, é que na verdade tudo o que se prega sobre o dito Anti-Cristo não é uma pessoa em si, mas sim uma ideia. Digo mais, um conjunto de idéias que levará ao mesmo fim: o pecado de dizer não a Deus.

Dizer não a Deus é abandonar o amor pelo próximo e o amor por si mesmo. Isso só pode levar a um caminho: a morte. E não é a morte na paz, mas a morte violenta e cruel de alguém que não tem mais esperança de encontrar a paz em Jesus.

Hoje existem muitas idéias com potencial para isso, e todas, sem exceção se revestem de liberdade, mas na verdade são armadilhas para prender cada vez as pessoas.

“É em nome da liberdade total, que a pessoa acaba se aprisionando mais ainda.” (Infelizmente não posso ser justo e dizer quem falou isso por eu não lembrar neste momento). Esta frase resume muita coisa, pois todas as ideias de liberdade total (e veja bem não estou falando que devemos ser prisioneiros, mas temos deveres também com o mundo e estes deveres não permitem, por exemplo, que podemos poluir o mundo) pregam um abandono a Deus, mas logo depois a pessoa é aprisionada pela tal “liberdade” tão almejada.

Liberdade para mim é o poder ir e vir, escolher o que quero fazer, ler, ver, ouvir sem que para isso eu desrespeite o direito do outro de ser, fazer e viver o que ele quer viver.

Vou dar um exemplo mais direto de como uma dessas ideias são utópicas: A pessoa prega que quer a liberação das drogas, porque cada um tem que ter liberdade para escolher o que quer ou não fazer e também para ter a liberdade de “expandir a mente” (sempre achei que o conhecimento expandia a mente, mas vamos lá), porém esta dita “liberdade” logo se torna uma prisão, pois o que era apenas uma “diversão” se torna um vício que destrói ano após ano famílias inteiras e a vida de muitas e muitas pessoas que se entregam a esta ideia.

Então o Anti-Cristo seria, em minha opinião, um conjunto de ideias (os grupos da morte na internet são apenas uma dessas ideias) que levarão ao final dos tempos. E essas ideias já estão em curso, divulgadas em todos os meios de comunicação para questionar desde valores éticos, morais e até naturais pregando a falsa liberdade que no fim levará a um cárcere ainda mais doloroso.

 

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A bizarrice da automutilação por um desafio que não tem um prêmio real

Oculto até mesmo quando não parece

Ano passado (2016), um jovem de 21 anos, chamado Philip Budeikin, foi preso pela polícia. Ele é acusado de ser um dos chefes por trás do jogo, já que ele foi responsável por organizar oito grupos, entre 2013 e 2016, nos quais ele promovia o suicídio. Acredita-se que 15 adolescentes cometeram suicídio seguindo suas ordens, enquanto que outros cinco conseguiram ser salvos de última hora, de acordo com as acusações feitas contra Budeikin. Sabe o mais estranho, ele diz não saber de nada e ainda não se conseguiu chegar a provas definitivas

Philip Budeikin no momento da sua prisão, em detalhe e fotos dos braços de uma jovem vitima

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Charlie Charlie a ideia é conversar com um demônio

Deixo claro que todo o texto compartilhado é o que penso e não uma declaração da Igreja Católica Apostólica Romana, da qual sou um fiel leigo e não ordenado. Mas baseado e alicerçado nos livros e estudos que fiz e também na experiência e reflexões próprias.

Leia mais:

 

Jesus: Discípulos, Apóstolos, Seguidores e Fãs

Série: Animo, uma nova Catequese (Jesus Cristo – Complemento 3)

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Baseado na pintura original de Michelangelo

Jesus era judeu, seu nome de batismo era Emanuel (que quer dizer “Deus conosco”) e aos 33 anos ele foi morto, sepultado, ressuscita e se eleva aos céus. Pouca coisa do que eu disse é novidade, e nem era para ser mesmo, mas está vida tem detalhes que parecem escapar aos olhos quanto mais o tempo vai passando. Vou tentar jogar um pouquinho mais de luz em alguns pontos, claro que nem tudo pode ser esclarecido por um leigo como eu, mas…

Judeu e bom judeu

Jesus nasceu em uma família judia. Maria era judia e segundo os livros apócrifos foi educada entre as virgens do templo (naquela época era uma espécie de Colégio Interno para as moças, mas não para todas, deveria se ter uma posição social, digamos assim, especial e ainda segundo os apócrifos, era o caso do pai de Maria, Joaquim e sua mãe Ana).  Maria só sairia do templo para se casar.

José era também judeu, de uma família que praticava a religião. Por isso atendeu a convocação dos sacerdotes e se apresentou no templo entre os solteiros (e aqui entra uma controvérsia sobre José ser muito mais velho e talvez viúvo ) para ser o consorte da jovem Maria e acabou sendo escolhido quando o seu galho de árvore dos que foram entregues a cada um, floresceu (Leia minha série de post De Nazaré).

Então Jesus, o filho de Deus nasce em uma família tradicionalmente judia, e porque?  Porque Deus já tinha uma aliança com o povo judeu, afinal eles eram os escolhidos como seu povo.

Este menino cresceu na religião judaica, foi apresentado no templo, foi circuncidado e educado nas leis daquela religião. Imagine que ele passou pela catequese, frequentou as celebrações e fez parte dos grupos da igreja (claro que os judeus são um pouco diferentes, mas é isso: Jesus  viveu sua fé ).

Ele era um bom judeu, que respeitava os preceitos e a tradição. Mas uma hora sua missão acabou entrando em rota de colisão com o radicalismo de alguns com o preceito. Por exemplo:

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A primeira seguidora

Maria, sua mãe foi sua primeira seguidora, se levarmos em conta que apenas ela sabia quem era na verdade seu filho, já que José morreu quando Jesus era ainda um adolescente. Foi justamente Maria quem deu o primeiro impulso para que ele começasse sua missão quando no casamento de parentes de Maria pediu que Jesus intercedesse pois o vinho acabará no episódio que ficou para a posteridade como As Bodas de Caná, na Galiléia.

Alguns estudiosos dizem que e existe a possibilidade de Simão e seu irmão Tiago estarem presentes neste a festa como convidados de Jesus.

Pregando

 Existe um X numa questão : Jesus começou a pregar quando?

Ainda menino.

Basta lembrar que em uma das peregrinações da família ao Templo de Salomão em Jerusalém, eles perceberam que o ainda menino Jesus não estava no meio da caravana e ao voltarem para procurar, encontraram a criança nos arredores do templo pregando para muitos ouvintes, entre eles vários sacerdotes que estavam impressionados com sua sabedoria.

Novamente recorrendo aos livros apócrifos, vamos nos deparar com vários relatos de pregações e prodígios feitos por Jesus ainda criança e adolescente.

Pensando friamente, deveria ser impossível para alguém como Jesus ficar totalmente quieto até por volta dos 25 a 30 anos.

Quando Jesus chegou na região de Jerusalém já existia um grande pregador e profeta (lembrando que o profeta é também aquele que denuncia as mazelas do povo) chamado João, o batista  (João Batista ) que tinha praticamente a mesma idade dele e na verdade seria um primo seu de segundo grau, pois ele era filho de Isabel e Zacarias primos de Maria.

Apesar da Bíblia não registrar oficialmente,  mas naquela época tinham outros profetas pregando por toda a Palestina e João Batista era um dos mais famosos porque batizada já informando que viria outro que não batizaria com água mas sim com no fogo. Foi nesta época que Jesus foi até as margens do Rio Jordão e foi batizado, mesmo ante a quase recusa de João que na hora reconhecera que aquele jovem seria na verdade o que ele anunciava a anos. Praticamente depois disso a missão de João Batista se encerrava (pouco depois ele fora capturado e decapitado por Herodes) e começava de forma mais efetiva a missão de Jesus.

Discípulos, Apóstolos e Seguidores

Na Primavera do ano 27 d.C. quando Jesus deu início mais declarado a sua pregação muitos pensaram que ele continuaria apenas a missão de João Batista. Só que não.

Primeiro que ele não era essênio  ( eles gostavam de viver no deserto, tipo ermitão ), não batizaria ninguém e entraria nas cidades. João pregava quando determinado número de pessoas se reunia ao seu redor, já Jesus ia ao encontro das pessoas e geralmente acabava reunindo multidões. Hoje em dia ele seria alvo de diversas reportagens pois começava a fazer sucesso, apesar de não estar em busca de fama.

Hoje já existe quase um consenso de que Jesus estava residindo em Cafarnaum, uma pequena cidade próxima ao Lago de Genesaré, provavelmente morava na casa de Simão Pedro, que residia vizinho a sinagoga construída por um prosélito romano. Era desta cidade que Jesus saía para pregar e foi lá que ele realizou uma das suas primeiras curas, onde libertou um possuído.

Praticamente todos os primeiros seguidores de Jesus eram jovens.

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Provavelmente a ordem que cada discípulo foi chamado foi esta:

  1. André Bar-Jonas (filho de Jonas apesar de algumas fontes darem conta de que seu pai se chamaria João)
  2. Pedro seu nome era na verdade Simão Bar-Jonas (filho de Jonas apesar de algumas fontes darem conta de que seu pai se chamaria João) ganhou o nome de Kefas (ou Cefas) que significa pedra ou rocha, no grego Petros (Pedro). Irmão de André Era pescador e o mais velho dos discípulos.  Também era o líder do grupo e acolhedor de Jesus na sua casa. Se tornou o fundador da Igreja Católica, sendo considerado o primeiro Papa (apesar de que na época não tinha esta distinção politica)
  3. Tiago filho de Zebedeu que era pescador e Salomé que também se juntaria aos seguidores de Jesus. Junto com seu irmão João alimentava o desejo de ocuparem os primeiros lugares junto ao trono celeste de Jesus. Ficou conhecido posteriormente como Tiago Maior.
  4. João irmão de Tiago. Era praticamente um adolescente e depois foi chamado do discípulo mais amado. Tanto ele como o irmão eram seguidores de João Batista. Como era muito enérgico e falava alto como seu irmão Tiago ganhariam o apelido de Boanerges (Filhos do Trovão) Lc 9,51-56
  5. Mateus foi chamado em Cafarnaum pois lá ficava uma espécie de alfândega, ele era um publicano (cobrador de impostos) e se chamava na verdade Levi. No evangelho de Marcos ele é chamado de filho de Alfeu, mas Lucas o chama apenas de Levi (cf. Mt 9,9 ;Mc 2,13-15; Lc 5,27-29)
  6. Felipe amigo de Bartolomeu, morava em Betsaida e falava fluentemente o grego
  7. Natanael Bar-Tolomeu (filho de Tolomeu) que ficou para nós como Bartolomeu. Era da cidade de Caná
  8. Tomé (em grego Dídimo que significa gêmeo ), algumas tradições dizem que o primeiro nome dele era Judas (aliás um nome popular como Jesus era na época). Era uma pessoa cética e prática, apesar de ter andado com Jesus só acreditava no que via ou tocava. Foi ele quem fez a declaração : Meu Senhor e meu Deus, logo após ter tocado as feridas de Jesus após a ressurreição
  9. Tiago filho de Alfeu era irmão de Judas Tadeu e ficou conhecido posteriormente como Tiago Menor
  10. Judas Tadeu também filho de Alfeu com seu irmão tinham um parentesco não especificado com Jesus
  11. Simão,  o Cananeu que era da Cananeia e fazia parte dos zelote (guerrilheiros que lutavam contra a dominação romana e eram como terroristas ), mas abandonou o grupo para seguir Jesus, andava armado com uma espada e cortou a orelha do soldado do templo chamado Malco no momento da prisão de Jesus no Getsêmani e foi repreendido pelo mestre: Aquele que vive pela espada, morrerá pela espada. (Mt 26,51-54; Lc 22, 49-51)
  12. Judas de Simão, da cidade de Kerioth, e o único que não era galileu, sua cidade ficava mais ao Sul do país. Era chamado de Judas Ish-Keriot (Judas Iscariotes ). Ficou responsável por controlar o dinheiro do grupo, e entrou para a história como o traidor do Mestre por 30 moedas. E cometeu suicídio. Também tinha sido zelote

Jesus tinha muitos seguidores e com o aumento considerável de pessoas que o seguiam ele decidiu escolher 12 para serem mais próximos e cumprirem algumas missões.  Cada um tinha funções dentro do grupo, e acabavam também servindo de seguranças e organizadores.

Mas mesmo com esta escolha, muitos seguidores ainda acompanhavam o Mestre, entre estes temos:

  1. Maria sua mãe
  2. Maria de Magdala ( Maria Madalena)
  3. Salomé
  4. Maria de Cleófas
  5. As irmãs Marta e Maria
  6. Nicodemos que era um Mestre da lei do Sinédrio
  7. Matias que após a ressurreição de Jesus fora escolhido como substituto de Judas Iscariotes (At 1, 21-26)

Existe uma confusão em relação aos evangelistas pois apenas 2 teriam sido discípulos diretos de Jesus: Mateus e João.

Já Lucas e Marcos seriam na verdade seguidores de Paulo e Pedro sucessivamente.

Algumas tradições dão conta de que foi na casa do ainda menino Marcos (João Marcos) que Jesus e seus discípulos celebraram a última ceia. Marcos teria sido o primeiro a transcrever os fatos da história de Jesus e foi copiado em muitas passagens por Lucas e Mateus.

Lucas escreveu também os Atos dos Apóstolos e acompanhou Paulo em muitas viagens.

João escreveu o único evangelho que não bebeu da fonte de Marcos, e também escreveu 3 epístolas e o Livro da Revelação (Apocalipse). É curioso que no Evangelho dele a cena da prisão de Jesus narra o ferimento do guarda do templo, mas diz que fora Pedro o desferidor do golpe (Jo 18,9-11)

Tiago Menor e seu irmão Judas Tadeu escreveram também cartas apostólicas.

Pedro escreveu 2 epístolas.

Alguns evangelhos apócrifos e outros textos também apócrifos são creditados a outros discípulos e seguidores de Jesus, mas como a maioria só possuem versões em grego estão fora da lista oficial da Bíblia. Até Maria e Maria Madalena tem livros supostamente escritos por elas

Vale ressaltar que a maioria dos discípulos de Jesus não era pobre, dispunham de certos recursos econômicos  e era capaz de prover também as necessidades dos mais carentes. Muitos eram pescadores e possuíam barcos e na época era uma profissão rentável.

As pessoas que Jesus chamou para si, no começo só entendiam parcialmente quem era o Mestre e a que ele se propunha. Mas ele educava os discípulos com paciência e se regozijava toda vez que eles compreendiam alguma coisa.

Curiosidades

Foram escolhidos 12 para se representar as 12 tribos de Israel que formaram o povo eleito de Deus desde Moisés

Dos discípulos 3 pares eram irmãos :

  • Pedro e André
  • Tiago e João
  • Tiago de Alfeu e Judas Tadeu

Podemos dividir os discípulos em 3 grupos:

  • Grupo de Pedro: Pedro, André, Tiago e João que eram os mais próximos
  • Grupo de Felipe : Felipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus
  • Grupo de Tiago de Alfeu: Tiago, Tadeu, Simão e Judas Iscariotes

Isso não quer dizer que eles brigavam mas sempre existem em um grupo pessoas que acabam se identificando mais com alguns do que com outros.

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Existem listas com os nomes dos apóstolos em:

Saulo era um perseguidor da Comunidade de Nazaré, nunca conheceu Jesus pessoalmente,  Mas o viu quando tentava capturar mais seguidores dele. A visão o derrubou do cavalo, o deixou cego, sendo cuidado por nazarenos (cristãos) até que se convertera e voltando a enxergar se tornou o responsável por levar as palavras de Jesus para outras comunidades além da Judéia, adotou seu nome romano: Paulo

Ficou mais conveniente fazer uma separação na nomenclatura entre discípulos apóstolos, apesar de que em muitas publicações esta distinção não existe, mas fica claro que apóstolos são aqueles que pregaram a palavra de Jesus mesmo sem tê-lo conhecido ou apenas por tê-lo visto por um tempo e discípulos ficaram aqueles que conviveram e foram escolhidos diretamente por Jesus.

Polêmica

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Maria Madalena aos pés da cruz

Dentro da Bíblia (cânon oficial) Maria Madalena aparece em várias passagens , mas em nenhum momento é colocada como uma das discípulas de Jesus. Porém é a ela que o mestre aparece primeiro após a ressurreição e ninguém explica como ela poderia ter a localização do esconderijo dos discípulos que estavam amedrontados após a morte de Jesus. Algumas correntes afirmam que ela era sim um dos discípulos. Mas oficialmente isso nunca chegou a ser dito. Uma explicação é o fato daquela sociedade ser extremamente machista e relegar a mulher um papel secundário.

Um fato que muitas vezes passa batido é que Maria Madalena não era a mulher adúltera (Jo 8) que os judeus queriam apedrejar e Jesus pediu que quem não tivesse pecado a primeira pedra. Isso é bem evidente, mas ainda é objeto de controvérsias.

A primeira citação de Maria Madalena como uma prostituta aconteceu em um sermão do papa Gregório, o grande, no ano 591 d.C. Provavelmente essa idéia é o resultado da confusão entre Lucas 7 e 8. Pois em (Lc 7) temos a presença de uma pecadora na casa de Simão, o leproso, quando do jantar que ele ofereceu a Jesus. E logo a seguir, no capítulo 8, Lucas registra o nome de Maria madalena, o que explica o motivo da confusão e o equívoco de alguns que chegam a pensar que aquela pecadora era Maria Madalena. Mas vale lembrar que não temos nenhuma base bíblica ou mesmo histórica para defender ou provar essa ideia. E por outro lado, aquela pecadora é simplesmente uma anônima e, portanto, nada tem a ver com Maria Madalena.

Talvez, esse equívoco deve-se ao fato dela, no passado, haver sido possuída por sete demônios, os quais foram expelidos por Jesus (Lc 8,2). Ora, a mulher adúltera foi assim denominada porque desonrou os votos do matrimônio; o que comprova, naturalmente, que ela tinha marido. Mas quanto a Maria Madalena, não há nenhuma passagem bíblica que, explícita ou implicitamente, possa comprovar que ela fosse casada. Portanto, fica dessa forma descartada a hipótese dela ser a mulher adúltera descrita por João, o evangelista.

Pelo fato da Bíblia estar cheia de homônimos, ou seja, de pessoas que, apesar de diferentes, possuem um mesmo nome, é muito natural que as vezes, por um pequeno descuido possamos fazer confusão entre os personagens bíblicos. Maria, como já vimos, há no novo testamento, seis mulheres com esse nome. Entre as quais, Maria de Betânia, a irmã de Lázaro e Maria Madalena, duas personagens totalmente distintas. Vejamos algumas diferenças entre ambas:

  • Maria Madalena: era de Magdala, na região da Galileia;
  • Maria, irmã de Lázaro, era de uma aldeia em Betânia, na região da Judéia;
  • Maria Madalena não é apresentada como tendo irmãos; Maria de Betânia tinha dois irmãos: Marta e Lázaro.
  • E para finalizar, diferente de Maria de Betânia, Maria Madalena ajudou a sustentar o ministério de Jesus, esteve ao pé da cruz no dia da crucificação do Mestre, esteve no sepulcro de Jesus no dia do sepultamento e no da ressurreição, e foi a primeira a ver Jesus ressuscitado e a tocar nele, e anunciar a sua ressurreição aos discípulos.

E definitivamente Maria Madalena não foi casada com Jesus Cristo

Se Jesus fosse casado não haveria nenhum problema ou motivo para que os discípulos ou os evangelistas omitissem esse fato. Não obstante, nenhum deles faz alusão a esse suposto casamento;

As mulheres tinham seus nomes geralmente ligados ao de um homem, marido ou parente. Maria Madalena é exceção à regra. Se ela fosse casada com Jesus, seu nome deveria vir ligado ao dele pelo menos uma vez, o que de fato não acontece. Pois ela, conforme os relatos dos evangelistas, é conhecida, apenas, pelo seu lugar de origem , a saber, Magdala. Daí chamar-se Maria Madalena, ou seja, de Magdala

 

Leia também:

  • Série De Nazaré parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5
  • Livro: Jesus, Mestre de Nazaré – Aleksandr Mien
  • Bíblia Sagrada – CNBB
  • Bíblia de Jerusalém
  • Bíblia Sagrada- Edição Pastoral – Paulus
  • Bíblia do Peregrino