A morte não o segurou

Páscoa

8b062c11-9f31-4a65-91e6-43d0e344db34.jpg

“Ressuscitou como disse… Aleluia! A vida venceu a morte!”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano
“Quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Páscoa a todos!”

O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.

Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimatéia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seus grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.

Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente. Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.

Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepucro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Como Maria Madalena, também nós só veremos os sinais da ressurreição, quando levantarmos nossos olhos dos sinais de morte, e dirigirmos nosso coração para a VIDA. Enquanto estivermos afeiçoados àquilo que é egoísmo, ambição, ira, não perceberemos que a Vida está à nossa frente, e sofreremos as consequências da opção pelos atrativos mortais. Ao contrário, quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus.

Feliz Páscoa a todos!

Fonte: Vatican News

Verônica

Personagens da Via Crucis: Verônica

Santa-Verônica

O nome “Verônica” em si é uma forma latinizada de Berenice, um nome macedônio que significa “portador da vitória” (correspondente à em grego: phere-nikē). A etimologia popular atribui sua origem às palavras para “verdade” (em latim: vera) e “imagem” (em grego: eikon), inclusive a Enciclopédia Católica

Santa Verônica viveu no primeiro século. É a mulher de Jerusalém que enxugou a face
de Jesus com um véu branco no seu caminho para o Calvário. De acordo com a
tradição o pano ficou com a impressão da imagem da face de Jesus. Assim a
historia de Santa Verônica tornou-se uma das mais populares da tradição Cristã
e o seu véu é uma das mais amadas relíquias da Igreja. De acordo com a
tradição, Verônica levou o véu para fora da Terra Santa e teria usado para
curar o Imperador Tibérius (14-37) de uma doença. O véu foi subsequentemente
visto em Roma no século oitavo e foi transferido para a Basílica de São Pedro
em 1297 pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303).

Quase nada é conhecido sobre Verônica embora os “Atos de Pilatos” considerado por muito apócrifos a identificam com a mulher mencionada no Evangelho de São Mateus
(9:29-22) que teria sofrido de uma perda de sangue. O nome Verônica significa
“imagem verdadeira” como foi relatado pelo historiador e escolar bíblico
Giraldus Cambrensis (1147-1223). Além disso Matthew de Westminster fala da
impressão da imagem do Salvador como:

“Effigies Domenici vultus quae Veronica nuncupatur”.

Assim a imaginação popular tomou o nome Verônica como sendo o nome de uma pessoa.
O nome assim denotaria como uma relíquia genuína o véu de Verônica, para
diferenciá-lo de outras relíquias similares como aquelas guardadas em Milão. A relíquia é ainda preservada na Basílica de São Pedro e a memória do ato de caridade de Santa
Verônica é comemorado nas Estações da Via Sacra. Embora ela não seja incluída
na Martirologia Romana, ela é honrada pela Igreja com um dia para a sua festa.O
seu símbolo é o véu com a face de Cristo e a Coroa de Espinhos.

Sua festa é
celebrada no dia 12 de julho.

Prof. Felipe Aquino

Curiosidades sobre Verônica

948099383_782bca5c9d

“Existe alguma passagem nos Evangelhos sobre a Verônica e o seu véu?” Nem tudo que nós católicos acreditamos como revelado por Deus esta contido na Bíblia, na nossa fé católica existem três pilares a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério. Estes três pilares juntos nos dão uma visão completa da Revelação de Deus. Verônica é um personagem que nos veio pela Sagrada Tradição.

Uma Tradição muito antiga da Igreja diz que uma mulher enxugou o rosto de Cristo no caminho do Calvário; milagrosamente a imagem de Jesus sofredor teria sido gravada no lenço da mulher. A tradição a chama de Verônica (Veros icona – ícone verdadeiro). O Papa Bento XVI foi o primeiro Papa a visitar o Santuário do Santo Rosto de Manoppello, em agosto de 2006, onde, segundo a tradição, encontra-se o véu com o qual a Verônica teria enxugado o rosto de Cristo. (Zenit.org, Vaticano, 31 ago. 06)

É algo novo e diferente; o que terá motivado o Papa a ver o ícone de Verônica? Certamente o Papa alimenta alguma esperança de que possa ser autêntico, como o santo Sudário de Turim. O Santuário que acolhe a relíquia, conhecida antigamente como «a mãe de todos os ícones», confiada aos Freis Menores Capuchinhos, encontra-se em um pequeno povoado dos Abruptos, nos montes Asininos, a uns 200 quilômetros de Roma.

O Santo Rosto é um véu de 17×24 centímetros. Quando o se aproxima do véu, pode-se ver a imagem de um homem que sofreu, pelos golpes da paixão, como os que sofreu Cristo.

Pe. Heinrich Pfeiffer S.I., professor de iconologia e história da arte cristã na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, estudou este véu durante treze anos e foi o primeiro cientista a assegurar que se trata do véu da Verônica que antes se custodiava no Vaticano.

No livro apócrifo dos Atos de Pilatos (século VI), fala-se de uma mulher, conhecida com o nome de Verônica (do nome «Vera icona», «verdadeiro ícone»), que enxugou com um véu o rosto de Cristo na Via Sacra. Apesar destas fontes incertas, que se encontram já no século IV, segundo constata o Pe. Pfeiffer, alemão, a história do Véu da Verônica está presente através dos séculos na tradição católica. Em seu filme «Jesus de Nazaré», o diretor de cinema Franco Zeffirelli a recolhe.

Por ocasião do primeiro ano santo da história, no ano 1300, o Véu da Verônicaconverteu-se em uma das «Mirabilia urbis» (maravilhas da cidade de Roma) para os peregrinos que puderam visitar a Basílica de São Pedro no Vaticano. Confirma o maior poeta da história da Itália, Dante Alighieri (1265-1321), no canto XXXI do «Paraíso» (versículos 103-111) na «Divina Comédia».

As marcas do véu da Verônica se perderam nos anos sucessivos ao Ano Santo 1600, quando o véu foi encontrado em Manoppello. O Pe. Pfeiffer explica que no véu de Manoppello, na margem inferior, pode-se ver ainda um pequeno fragmento de vidro do relicário anterior, o que demonstraria sua procedência do Vaticano.

Segundo a «Relação Histórica», escrita em 1646 pelo sacerdote capuchinho Donato de Bomba, em 1608 uma senhora, Marzia Leonelli, para tirar seu marido da prisão, vendeu por 400 escudos o Véu da Verônica, que havia recebido como dote, a Donato Antonio de Fabritius. Dado que a relíquia não se encontrava em boas condições, Fabritius a entregou em 1638 aos padres capuchinhos de Manoppello.

Frei Remigio da Rapino recortou os cantos do Véu e o colocou entre duas molduras de madeira. As molduras e os vidros são o que ainda hoje conservam o véu em Manoppello.

Esta relação, da qual não há outras provas históricas, diverge da reconstrução do Pe. Pfeiffer, narrando a história popular da chegada do ícone aos Abruzos, das mãos de um peregrino, em 1506. Até 1638, o ícone teria passado por várias mãos. Com a criação desta lenda, opinam alguns dos investigadores, se poderia ter tentado ocultar o roubo do Vaticano.

O professor Donato Vittori, da Universidade de Bari, fez um exame do véu em 1997 com raios ultravioleta, descobrindo que as fibras não têm nenhum tipo de pigmentação. Ao se observar a relíquia com o microscópio, descobre-se que não está pintada e que não está tecida com fibras de cor.

Através de sofisticadas técnicas fotográficas digitais, pôde-se constatar que a imagem é idêntica em ambos os lados do véu, como se fosse um slide. A iconógrafa Blandina Pascalis Shloemer demonstrou que a imagem do Santo Sudário de Turim se sobrepõe perfeitamente ao Santo Rosto de Manoppello (com mais de dez pontos de referência).

O Pe. Pfeiffer recolheu as principais obras artísticas da história que se inspiram no véu da Verônica, até que Paulo V proibisse sua reprodução, após o provável roubo no Vaticano, e todas parecem ter por modelo a relíquia de Manoppello.

O Pe. Pfeiffer esteve em Manoppello com o Papa, e explicou que: «Quando os diferentes detalhes se encontram reunidos em uma só imagem, esta última deve ter sido o modelo de todas as demais. Todas as demais pinturas imitam um só modelo: a Verônica de Roma. Por este motivo, podemos concluir que o Véu de Manoppello não é senão o original da Verônica de Roma». Mais informações em http://www.voltosanto.it

A Igreja não nos obriga a crer nestas relíquias e deixa a livre uso da fé de cada um; mas pelo que vimos acima há chances de que o ícone de Verônica seja verdadeiro; o que levou o Papa a ter interesse de vê-lo.

Eis o rosto ensanguentado/ Por Verônica enxugado / Que no pano apareceu / Que no pano apareceu. Pela Virgem dolorosa/ Vossa MÃE tão piedosa/ Perdoai ó meu JESUS/ Perdoai ó meu Jesus.

Minha benção fraterna+

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
http://twitter.com/padreluizinho

Canto de Verônica

O canto de Verônica é um trecho do Livro das Lamentações de Jeremias, referente ao versículo 12 do primeiro capítulo. O cântico de Verônica é entoado nas Igrejas em latim ou em português.

Canto da Verónica (latim) Responsorium :

images (2)

O vos omnes

Qui transitis per viam,

Attendite, et videte

Si est dolor similis sicut dolor meus.

Versus :

Attendite, universi populi

Et videte dolorem meum.

 

Canto da Verônica (português) Responsório:

Oh vós todos

Que passais pela via,

Vinde e vede:

Se há dor semelhante à minha!

Verseto :

Atentai, povos do mundo,

E vede a minha dor.

Fontes:

Blog Canção Nova

Cleófas.com

Compre meu livro: Pilatus – O que é a verdade?

Disponível em e-Book e livro impresso

Celebrações da Semana Santa (2019)

Catequese, Vivência na Fé

Prof. Felipe Aquino

semana_sanata_pascoa_2018-893x1024

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus. A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38Mt 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor. 

domingo-ramos-1-1024x743

Tríduo Pascal 

Começa na Quinta-feira Santa. São três dias santos em que a Igreja faz memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Quinta-feira Santa

Celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos. Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia. O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal.

holyoils

Missa dos Santos Óleos: acontece na manhã da Quinta-feira Santa. O óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação. São abençoados os seguintes óleos:         

Óleo do Crisma – Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos – Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos – É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa. 

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

 

Jouvenet_Last_Supper_20150331153211920190

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.

 Missa de Lava pés: acontece na Quinta-feira Santa à noite. O gesto de Cristo em lavar os pés dos apóstolos deve despertar a humildade, mansidão e respeito com os outros. Neste dia, faz-se memória à Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia. Ainda na quinta-feira, o altar é despido para tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus.

O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.

Sexta-feira Santa

semana_maior_160322052317

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Jejum e abstinência de carne vermelha: realizados na Sexta-feira Santa, constituem uma forma de participar do sofrimento de Jesus. É um dia alitúrgico na Igreja, com a celebração da adoração da Cruz. Impera o silêncio e clima de oração, fazendo memória à paixão e morte do Senhor.

 Ofício das Trevas

Trata-se de um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais. O nome surgiu por causa da forma que se utilizava antigamente para celebrar o ritual. A igreja fica às escuras tendo somente um candelabro triangular, com velas acesas que se apagam aos poucos durante a cerimônia.

Sermão das Sete Palavras

Lembra as últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte. As sete palavras de Jesus são: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”, “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”, “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”, “Tenho Sede!”, “Eli, Eli, lema sabachtani? – Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”, “Tudo está consumado!”, “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”. Neste dia, não se celebra a Santa Missa.

Por volta das 15 horas celebra-se nas igrejas católicas a Solene Ação Litúrgica comemorativa da Paixão e Morte de Jesus Cristo. À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão do Descendimento da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.         

Sábado Santo (Aleluia)

download (5)

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.

Vigília Pascal

Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.

Domingo de Páscoa

A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do antigo testamento.

A Páscoa que eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos.

 

 

semana-620x360.jpg

Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

A data da Páscoa 

A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada de 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis. 

Cordeiro

O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.

Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (I Cor 5, 7).

João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jó 1, 29 e 36).Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12).

Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. Ap 5,6.12; 13, 8).

Ovo

O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida. A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal. Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.

Coelho

Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus. 

Pão e vinho

Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

Cruz

A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo. No Conselho de Nicea em 325 d.c., Constantim decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Então não somente um símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica. 

Círio Pascal

download (2)

É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras “Alfa” e “Omega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.

Tradições populares

Nem todas as celebrações da Semana Santa são universais. Procissão do Encontro, na Quarta-feira Santa, Procissão do Fogaréu, conhecida também como Noite da Prisão, Procissão do Enterro ou do Senhor Morto e Malhação do Judas no Sábado de Aleluia são algumas ações que não são realizadas em todas as paróquias.

A explicação, segundo padre Hernaldo, é que estas não são celebrações prescritas pela Igreja para a Semana Santa, mas fazem parte do universo da religiosidade popular e acabam sendo mais intensas em alguns lugares e em outros não.

Essas tradições podem ser vistas como práticas da piedade popular, o que a Igreja não condena. De acordo com assessor da Pastoral Litúrgica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Hernaldo Pinto Farias, a piedade popular tem o seu valor na experiência de fé do povo; são práticas que ajudam o povo a se colocar nessa intimidade com o Senhor.  “É uma forma de eles manifestarem sua fé, à sua maneira, sim, mas o que temos que fazer que a Igreja sempre solicitou é que essas práticas não sejam fins em si mesmas, ou seja, que elas conduzam à verdadeira liturgia”, ressaltou padre Hernaldo.

maxresdefault

 

Blog Canção Nova

Canção Nova Notícias

Liturgia Diária

cleofabr-2

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.

semana santa19

Compre o meu livro:

O Peixe na Semana Santa

Catequese, Vivência na Fé

bacalhau

Bacalhau

Primeiro podemos ir buscar no Catecismo da Igreja Católica parte dos motivos para o jejum da Semana Santa e principalmente a abstinência de carne. Levando em consideração que a carne é um alimento que muitas pessoas tratam de uma forma especial, chegando ao ponto de muitos não comerem sem carne.

No artigo 7 (As Virtudes)  chegamos no CIC 1809 onde diz:

“A temperança é a virtude moral que modera a atração dos prazeres e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos nos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem os apetites sensíveis, guarda uma sã discrição e não se deixa arrastar pelas paixões do coração . A temperança é muitas vezes louvada no Antigo Testamento: «Não te deixes levar pelas tuas más inclinações e refreia os teus apetites» (Não te deixes levar pelas tuas más inclinações e refreia os teus apetites. Sir 18, 30). No Novo Testamento, é chamada «moderação», ou «sobriedade». Devemos «viver com moderação, justiça e piedade no mundo presente» (“Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade,” Tt 2, 12).”

«Viver bem é amar a Deus de todo o coração, com toda a alma e com todo o proceder […], de tal modo que se lhe dedica um amor incorrupto e íntegro (pela temperança), que mal algum poderá abalar (fortaleza), que a ninguém mais serve (justiça), que cuida de discernir todas as coisas para não se deixar surpreender pela astúcia e pela mentira (prudência)» (Santo Agostinho, De moribus Ecclesiae catholicae).

Não existe então na própria Bíblia uma “ordem” para que se coma apenas peixe na Semana Santa, principalmente na Sexta-feira Santa, mas a tradição católica foi tomando forma e continua até hoje. Apesar da verdadeira exploração do comércio que sabendo que haverá uma procura maior de peixes e frutos do mar nesta época aumenta os preços visando o lucro. Cometem o pecado da avareza, e muitos ainda se dizem católicos.

Santo Tomás de Aquino diz que o “jejum foi estabelecido pela Igreja para reprimir as concupiscências da carne, cujo objeto são os prazeres sensíveis da mesa e das relações sexuais”. Importante recordar que, na época de Santo Tomás, a disciplina exigia esta prática não só na sexta-feira, mas também na quarta e, além da carne, englobava os ovos e os laticínios.

Os Santos Padres também incentivaram sobremaneira este hábito que acabou se consolidando. No entanto, na Idade Média, o Papa Nicolau I, no século IX, instituiu como lei aquilo que era somente um costume. E, assim, a penitência passou a ser obrigatória para todos os cristãos a partir da idade da razão (sete anos).

Ainda no período medieval, em honra à Nossa Senhora, as pessoas passaram a jejuar também aos sábados. Deste modo, o domingo, grande Dia do Senhor, era precedido por dois dias de penitência, em preparação à Páscoa semanal.

Mas o tempo fez com que parte dos costumes perdessem um pouco da sua força e o próprio significado acabasse ficando desconhecido. hoje mesmo algumas pessoas acabam ignorando o costume, algumas vezes por não saberem o real motivo, outras vezes por fazerem um turismo religioso entre várias denominações religiosas e acabarem voltando para a Igreja Católica perdendo o sentido das tradições e mais ainda o sentido do porque se fazer a abstinência de carne.

Com o tempo também, inclusive, os fiéis passaram a se questionar acerca da obrigatoriedade da abstinência na sexta e se a não observância desse preceito se constituía um pecado mortal ou leve. Diante disso, o Papa Inocente III, no século XIII, decretou que realmente é pecado grave. E no século XVII, o Papa Alexandre VII anatematizou quem dissesse que não era pecado grave.

Essa foi a disciplina até 1983, quando houve a promulgação do novo Código de Direito Canônico. No cânon 1251, lemos que é obrigatório fazer “abstinência de carne ou de outro alimento […] em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades”. Com relação a este cânon, a CNBB afirma que o fiel católico brasileiro pode substituir a abstinência de carne por uma obra de caridade, um ato de piedade ou ainda trocar a carne por um outro alimento (CNBB, Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil)

Atualmente, a exigência da lei é para aqueles que já completaram catorze anos de idade e não a partir da idade da razão, como era no início, conforme o cânon 1252 do mesmo Código.

Historicamente, fazer da sexta-feira um dia penitencial é algo que afunda suas raízes na época apostólica. A Didaqué, uma espécie de catecismo dos primeiros cristãos, dá conta de que o jejum era feito na quarta e na sexta-feira. A Igreja do Oriente, inclusive, permanece com esse costume.

bacalhau-gadus-morhua_large.jpg

Bacalhau

O jejum

Um dos elementos que mais aparece nesse período é o jejum e a recomendação para que não se coma carne, em todas as sextas-feiras que antecedem a Páscoa, durante o tempo conhecido como quaresma. O mesmo preceito vale para a quarta-feira de cinzas, o dia em que se inaugura esse tempo de preparação para a Páscoa.

O jejum e a abstinência são sinais, também bíblicos, de conversão. O povo no tempo de Cristo jejuava sobretudo na festa da expiação. Mas há inúmeras outras passagens que lembram o jejum. Até mesmo Jesus, por ocasião das tentações no deserto, jejuou. Em atos dos Apóstolos, os responsáveis pela igreja, quando escolhiam os missionários, jejuavam (Atos 13,2-3) e Paulo, em 2 ocasiões, fala do próprio jejum (II Coríntios 6,5 e 11,27). É claro que jejum pelo jejum não tem sentido e não nos faz melhores. Basta pensar a quantos fazem jejum de maneira forçada, não porque é tempo de quaresma, mas porque não tem o que comer.

Não comer carne tem importância porque contém em si um significado, pois é, como dito acima, sinal de conversão. Não é, em si, a conversão. Quem se abstém da carne está dando um sinal que:

  • quer se afastar do pecado
  • é solidário com quem tem fome
  • sublinha a importância da Palavra de Deus como alimento para a alma
  • exprime a necessidade de colocar um freio no consumismo

Como bem lembram os profetas, o que conta, no final das contas, é a conversão do coração. Todos os gestos exteriores de nada valem se não conduzem a uma renovação do coração. Todavia eles podem ser significativos e a sua observância não deve ser motivo de gozação. Talvez não baste substituir carne por peixe, que nem sempre é mais barato, mas fazer algum gesto concreto que demonstre a nossa adesão ao projeto de Cristo, que mostre a nossa solidariedade com quem deu a vida por nós.

Gesto de conversão

Atualmente a Igreja Católica evita as palavras obrigação e proibição. Ela apenas aconselha a abstinência de carne vermelha como gesto de conversão. O jejum é uma tradição que surgiu na Idade Antiga e se consolidou na Idade Média, época em que pessoas humildes raramente provavam carne. Na época, o povo vivia em terras alheias e a carne vermelha era consumida só em banquetes, nas cortes e nas residências dos nobres. Ela tornou-se, então, símbolo da gula, associado ao pecado. Dessa forma, a Igreja orientava os fiéis a comerem carne à vontade antes da quaresma – o que deu origem aos banquetes chamados “carnevale” e ao nosso carnaval – e depois se absterem de carne, durante os 40 dias que antecediam a Páscoa. O peixe não chegou a entrar na lista da abstinência porque sua presença era irrelevante nos banquetes medievais. Com o passar dos séculos, a carne deixou de estar presente somente nos banquetes e perdeu seu caráter simbólico de pecado. A orientação atual é que os católicos que desejarem se abstenham na Quarta-Feira de Cinzas, nas sextas-feiras da Quaresma e na Sexta-Feira Santa. Pessoas enfermas, idosas e crianças são isentas dessa orientação.

Fontes: Irmã Maria Inês Carniato, da Editora Paulinas (p/ revista Galileu – Ed. Globo)

Abster-se de carne e jejuar na sexta-feira é uma prática plurissecular da Igreja e tem argumentos fortes em seu favor. O primeiro deles é que todos os cristãos precisam levar uma vida de ascese. Esta é uma regra básica da espiritualidade cristã, além de fazer bem para a vida espiritual do fiel, pode ser uma ocasião de testemunho e de catequese para outros. Recusar publicamente, por amor a Cristo, tal prazer pode ser uma forma de incutir no próximo o desejo de também conhecer o Amado, por quem se faz sacrifícios.Por fim, é importante recordar que o costume de se abster de carne na sexta-feira sempre esteve ligado à Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, portanto, é importante recuperá-lo a fim de aumentar ainda mais a devoção e a própria fé.

Peixe também é carne e sangra

348_comocriarA hemoglobina é uma proteína presente no sangue e que define sua cor, contém ferro e leva do pulmão o oxigênio necessário aos movimentos para os tecidos musculares. Nos músculos, também há outra proteína, chamada mioglobina, que ajuda a manter o oxigênio, sendo esta proteína responsável pela cor vermelha da carne”, diz a bióloga de Arraial do Cabo Leonizia Valdeci de Melo, especialista em gerenciamento socioambiental costeiro e licenciada em biologia pela Ferlagos. Os peixes possuem ainda menos mioglobina, por isso, a carne é branca. Devido à grande movimentação do atum, sua carne é avermelhada. O peixe também possui menos sangue que os outros animais, por isso ficou como uma lenda de que o “peixe não sangra, e por isso deve ser comido na sexta-feira santa”, mas na verdade o peixe também é carne e também tem sangue.

Fontes analisadas:

cesar nome

 

 

 

Livro:

Preocupados com a voz do povo amazônico?

Sociedade, Política e Igreja

download

Fomos, digamos assim, surpreendidos pela notícia de que a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) estaria espionando Bispos e Padres da Igreja Católica por causa do Sínodo Pan-Amazônico que será realizado no Vaticano com o Papa Francisco.

Segundo o General Augusto Heleno a preocupação é com as ideias esquerdistas e a interferência de um órgão estrangeiro em assuntos de Segurança Nacional.

Primeiro: A Igreja Católica está presente no mundo todo a séculos.

Segundo : Todo mundo é livre para ter a ideia que quiser.

Esse tipo de ação (espionar para neutralizar como disse o General) é prática de ditadores e foi prática na Ditadura Militar aqui no Brasil.

images (6)

É um pouco de convencimento achar que a Igreja quer derrubar o governo sendo que o Sínodo está sendo preparado antes mesmo deste governo se quer sonhar com o poder. A Igreja Católica já fez uma Campanha da Fraternidade falando da Amazônia e o Papa Francisco se preocupa com as questões ecológicas a muito tempo. Fora o documento de Aparecida que fala sobre a Amazônia.

sinodo-diocesano_divulgacao-250x250

Acho que a melhor frase é: Ouvir quem nunca foi ouvido talvez seja esse o elemento mais incomodante para muitos setores da sociedade.

Que medo é esse.

O beabá do Sínodo Pan-Amazônico

por Roberto Malvezzi

“Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Esse é o lema do Sínodo Pan-Amazônico que acontecerá em outubro de 2019, em Roma. Sínodo vem do grego e quer dizer “caminhar juntos”.

Então, faço alguns esclarecimentos sobre o Sínodo, já que faço parte como “olho de fora” do núcleo de assessoria da REPAM BRASILEIRA (Rede Eclesial Pan-Amazônica), que colabora de forma decisiva na preparação do Sínodo.

images_cms-image-000620442

Primeiro, em 2014 foi criada a Rede Eclesial Pan-Amazônica. Os fundadores são o Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM), Conferência dos Religiosos da América Latina e Caribe (CLAR), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas. Já havia iniciativas anteriores nessa linha, porém, mais na dimensão episcopal. A REPAM abrange as bases da igreja e outros setores da sociedade interessados numa Ecologia Integral.

Essa criação deriva da posição do episcopado Latino-americano, definida no documento de Aparecida, que entende que “Jesus nos fala a partir da Amazônia”, isto é, seus povos e toda a exuberância da criação. É o princípio evangélico dos “sinais do tempo”.

A REPAM abrange o Brasil e os demais oito países nos quais há o bioma Amazônia: Bolívia, Equador, Colômbia, Peru, Venezuela, República da Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Essa última não é um país, mas um território francês no continente da América do Sul. O propósito é criar uma Igreja em Rede, de povos, instituições, igrejas, que defendam os povos e a natureza amazônica.

O Papa Francisco, que foi um dos redatores do documento de Aparecida, decidiu convocar um Sínodo para toda Igreja da Amazônia, mas que é um Sínodo da Igreja Universal. Por isso, além de aproximadamente 140 bispos da Amazônia, haverá mais pessoas de outros lugares do mundo.

A REPAM não é o único grupo a preparar o Sínodo, mas cumpre um papel destacado por decisão de Roma. O próprio Francisco esteve em Puerto Maldonado, Peru, exclusivamente para ouvir os povos originários. Ele disse que ali começava o Sínodo. Ouvir quem nunca foi ouvido talvez seja esse o elemento mais incomodante para muitos setores da sociedade.Como preparação para o Sínodo, sobretudo a REPAM BRASIL, realizou uma série de seminários pelos mais diversos pontos da Amazônia, dialogando a realidade local com a encíclica Laudato Sí, do Papa Francisco. Só no Brasil foram feitos 16 seminários regionais e um 17º nacional. Porém, outros países também realizaram intensamente esses debates, reunindo povos indígenas, ribeirinhos, universidades, comunidades eclesiais, pessoas de outras religiões, enfim, todos que se preocupam com uma ecologia integral. Posteriormente chegou de Roma um questionário para colher as mais diversas opiniões dos povos sobre a Igreja que queremos e o que fazer para uma Ecologia Integral. A síntese desse questionário está em andamento e será enviado a Roma. Foi formada uma equipe de preparação do Sínodo com 20 pessoas do América do Sul e mais um grupo de Roma. Com esse material nas mãos – as dioceses também tiveram que fazer suas consultas -, será elaborado o texto base do Sínodo em Roma. No fundo, Francisco quer fazer da Amazônia uma referência para a Igreja Universal e também para a defesa da Casa Comum, a Terra. A impressão que ele passa é essa: o que acontecer com a Amazônia, acontecerá com o planeta Terra; o que acontecer com a Igreja da Amazônia, acontecerá com a Igreja Universal. Vivemos num Brasil delirante, onde as insanidades recriam até manicômios. Porém, não há qualquer mistério a respeito desse Sínodo. 

Roberto Mavezzi (Gogó) é escritor, músico, ex-coordenador nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e ativista da luta pela terra e pela água no Nordeste, em especial na região do São Francisco 

Brasil247.com

xtapaj-1200x762-cjpgpagespeedic-bkefcuemtl-2280x1052_c

Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 9/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 9/10

Rembrandt_Harmensz._van_Rijn_163 Paulo

Pintura de São Paulo feita por Rembrandt

Este é o nono de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Jesus é o caminho

slide_7

São Paulo preso

At 24, 1 – 27

Chegamos em um ponto muito interessante do nosso Círculo Bíblico. Podemos começar tentando responder a algumas questões enquanto a leitura vai se desenvolvendo:

  1. O cristianismo é subversivo? Por que?
  2. O cristianismo é a mensagem da ressurreição. Como isso pode se tornar sério para a vida que vivemos hoje em dia?
  3. Quais as corrupções que atrapalham a justiça? Comente casos concretos e compare com a mensagem de Jesus.

Lucas fixa o texto principalmente na prisão de Paulo. Ele próprio acompanhou estes fatos. No processo de São Paulo estão jogo três coisas: o cristianismo (na figura de Paulo), o judaísmo e o próprio império romano. Lucas mostra que o judaísmo não é mais o lugar dos cristãos e indica que o futuro do cristianismo está no mundo romano, de onde de fato o futuro fará a mensagem de Jesus se espalhar pelo mundo todo.

Mas os judeus sentem que Paulo é uma ameaça. Três acusações são apresentadas contra Paulo: 1. Paulo (figurando todo o cristianismo) está perturbando a ordem em todo o mundo (romano), vale lembrar que esta é uma das acusações que pesaram contra o próprio Jesus (Lc 23, 2). 2. Paulo é considerado o líder do Partido dos Nazireus (este partido nem existia, mas os judeus chamavam assim os cristãos), o próprio Jesus era considerado um nazireu, radical e subversivo, então todos seus seguidores já eram considerados perigosos para o sistema vigente. E 3. Paulo teria profanado o Templo de Jerusalém ao introduzir pagãos no recinto sagrado (21,28).

O destino de Paulo pode ser o destino do próprio cristianismo. Mas a palavra de Jesus seria um caminho para a humanidade toda.

Paulo se defende: 1. Lembra que ficou poucos dias em Jerusalém e questiona como ele poderia causar tanta agitação em sete dias? 2. Paulo não podia negar pertencer ao partido dos Nazireus, pois o voto de nazireu (não cortar o cabelo durante um período) o fazia ser considerado membro do tal partido. Porém Paulo se defende negando que o cristianismo seja apenas uma seita radicalista dentro do judaísmo. Paulo usa o termo caminho, pois Jesus era justamente uma opção. 3. Paulo diz que foi ao templo oferecer esmolas.

Paulo se defende, mas não ataca. O governador romano Félix considerou Paulo e o cristianismo inocentes de todas as acusações e também não representavam perigo para o império romano. Assim decidiu pelo adiamento de causa. “Félix conhecia bem esta religião e, adiando a questão, disse: Quando descer o tribuno Lísias, então examinarei a fundo a vossa questão. 23.Ordenou ao centurião que o guardasse e o tratasse com brandura, sem proibir que os seus o servissem.”
Atos dos Apóstolos, 22, 22 – 23 – Bíblia Católica Online

Um dos motivos porque Felix também não condenou Paulo, foi o fato dele estar amasiado com Drusila, uma judia que se divorciara para ficar com o governador. Feliz também se interessava pelo cristianismo, apesar de não assumir. O governador também queria que Paulo lhe desse dinheiro em troca da liberdade. Como não conseguiu deixou o apóstolo preso por dois anos quando Pórcio Festo assumiu o cargo de Félix.

agripa

São Paulo diante de Festo e Agripa

At 25, 1 – 27

Lucas mostra que os romanos não condenaram Paulo. O tribuno Lísias, o governador Félix e depois o novo governador  Festo  fazem declarações de inocência do apóstolo e por definição de toda a religião dos cristãos. Paulo também será julgado com a presença do Rei Agripa. O apóstolo apela a César, como cidadão romano teria que ser atendido, a pressão dos judeus é enorme. O que fazer.

Vale questionarmos ao ler este capítulo as semelhanças com o que acontece hoje em dia: 1. Os inocentes são julgados com justiça?

740

Diante de Felix

At 26, 1 – 32

Paulo é enviado ao Rei Agripa e vai acompanhado do governador Festo e de algumas “autoridades” judaicas. Agripa não pertencia ao Sinédrio mas é uma figura extremamente importante, um rei.

Paulo então conta como foi a sua conversão e vai demonstrar passo a passo a importância de Jesus e sua mensagem. Festo, Agripa e os demais chegam a um consenso da inocência de Paulo e só não o soltam por ele ter apelado ao imperador César.

O livro dos Atos está praticamente na reta final e vale sempre a reflexão: 1. Nós católicos aproveitamos toda as ocasiões boas ou más para anunciarmos a nossa fé?

Refletindo

170px-Codex_laudianus atos papiro codex laudianus

Trecho de papiro dos Atos dos Apóstolos Codex Laudianus

É um exemplo muito claro de como a nossa fé pode ser posta a prova em momentos adversos. Ser fiel a Jesus é acima de tudo defender com coragem e sabedoria aquilo que acreditamos. Hoje vemos muitos católicos que acabam não defendendo a própria fé. Muitas vezes por não gostarem de ler ou procurar por um entendimento maior da fé, outras vezes por falhas de quem está a frente da comunidade de fé que não promove grupos de estudos ou fazem da catequese e grupos da igreja um lugar de evangelização e vivência na fé continuas. Paulo pelo contrário não muda uma virgula na sua defesa da fé em Jesus Cristo e mesmo sabendo que vai pagar por isso, não admite ser convencido do contrário.

Nas nossas comunidades existem muitos desafios a serem enfrentados, mas eles só serão vencidos com a defesa da nossa fé. Sempre em Cristo.

Milton Cesar

20160812104308-sao-marcos-evangelista

São Marcos

Marcos pertencente a tribo de Levi, era judeu de origem e de uma família tão Cristã que sempre acolheu Jesus, Maria e os apóstolos em sua casa: ‘Ele se orientou e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, chamado Marcos; estava lá uma numerosíssima assembléia a orar‘ (Atos 12, 12).

A tradição nos leva a crer que na casa de São Marcos teria acontecido a Santa Ceia celebrada por Jesus, assim com o dia de Pentecostes, onde ‘inaugurou’ a Igreja Católica. Encontramos na Bíblia que o Santo de hoje acompanhou inicialmente São Barnabé e São Paulo em viagens apostólicas, e depois São Pedro em Roma.

São Pedro, que o chama de ‘meu filho’, o teve certamente consigo em suas viagens a Roma, onde Marcos teria escrito o Evangelho. A antigüidade cristã, a começar por Pápias, chama-o de ‘intérprete de Pedro’. ‘Marcos, um intérprete de Pedro, escreveu exatamente tudo aquilo que se lembrava. Escreveu, porém, o que o Senhor disse ou fez, não segundo uma ordem. Marcos não escutou diretamente o Senhor, nem o acompanhou; ele ouvia São Pedro, que dispunha seus ensinamentos conforme as necessidades’.

Além da familiaridade com São Pedro, o evangelista Marcos pode orgulhar-se de uma longa convivência com o apóstolo São Paulo, com quem se encontrou pela primeira vez em 44, quando Paulo e Barnabé levaram a Jerusalém a generosa coleta da comunidade de Antioquia. De volta, Barnabé, levou consigo o jovem sobrinho Marcos. Após a evangelização de Chipre, quando Paulo planejou uma viagem mais trabalhosa e arriscada ao coração da Ásia Menor, entre as populações pagãs do Tauro, Marcos – conforme lemos nos Atos dos Apóstolos – ‘se separou de Paulo e Barnabé e voltou a Jerusalém’. Depois Marcos voltou ao lado de Paulo quando este estava prisioneiro em Roma.

Em 66 São Paulo nos dá a última informação sobre Marcos, escrevendo da prisão romana a Timóteo: ‘Traga Marcos com você. Posso necessitar de seus serviços‘. Os dados cronológicos da vida de São Marcos permanecem duvidosos. Ele morreu provavelmente em 68 de morte natural, segundo uma tradição e, conforme outra tradição, foi mártir em Alexandria do Egito. Os Atos de Marcos, um escrito da metade do século IV, referem que Marcos, no dia 24 de abril, foi arrastado pelos pagãos pelas ruas de Alexandria, amarrado com cordas ao pescoço. Jogado ao cárcere, no dia seguinte, sofreu o mesmo tormento atroz e sucumbiu. A venda do seu corpo por parte de dois comerciantes e mercadores de Veneza não passa de lenda (828). Porém, é graças a esta lenda que, de 976 a 1071, foi construída a estupenda basílica veneziana dedicada ao autor do segundo Evangelho, simbolizado pelo Leão. As relíquias do corpo de São Marcos estão localizadas na cidade de Veneza desde 815.

São Marcos que na Igreja primitiva fez um lindo trabalho missionário, que não deu fim diante da prisão e morte dos amigos São Pedro e São Paulo, por isso evangelizou no Poder do Espírito Alexandria, Egito e Chipre, lugar onde fundou Comunidades. Conhecido principalmente por ter sido agraciado com o carisma da inspiração e vivência comunitária que deram origem ao Evangelho querigmático de Jesus Cristo segundo Marcos.

A Igreja e o mundo precisam de cristãos como Marcos Evangelista, sendo modelo de: cristão em profunda comunhão com Deus e com os irmãos;
• missionário que anuncia e testemunha a boa nova de Jesus;
• articulador de novas comunidades e pastor dedicado ao Reino;
• escritor que procura transmitir ao mundo a vida, obra e ensinamentos de Jesus, nosso Salvador, Mestre e Senhor.

fides - Copia

Como base de estudo foi usado:

 

Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 8/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 8/10

maxresdefault (1)

Este é o oitavo de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Seja feita a vontade do Senhor

jerusalem_tempodejesus

At 21, 1 – 40

Jerusalém, a cidade da Paz, hoje conhecida como a cidade Santa (mesmo em meio a uma guerra de anos ou séculos) foi o destino de Paulo. Mesmo sabendo que estava sendo procurado, assim como todos os lideres cristãos, ele tinha uma missão de honra e honestidade que era levar a coleta das comunidades asiáticas para as comunidades pobres de Jerusalém.

Em 21, 1 – 14 é contado sobre sua viagem e as passagens por Mileto (local do ultimo discurso), Cós, Rodes, Pátara e Tiro (onde passou sete dias com as comunidades daquela localidade) e em todos estes lugares os fiéis tentaram convencer Paulo do perigo de se ir para Jerusalém, mas mesmo que estes alertas sejam inspirados pelo Espírito Santo, a decisão de Paulo também é. O Espírito Santo inspira cada um de um jeito. O apóstolo sai de Tiro e segue para Ptolemaida e então Cesaréia onde foi hospedado na casa de Filipe, um dos sete mencionados em Atos 6, interessante que Lucas entra em detalhes sobre o discípulo contando que Filipe tinha quatro filhas que profetizavam. Paulo permanece vários dias na casa de Filipe, e um profeta chamado Ágabo faz uma pantomima, mostrando o que vai acontecer com o apóstolo em Jerusalém: pés e mãos acorrentados.

A comunidade mais uma vez tenta tirar Paulo do caminho de Jerusalém e o apóstolo entra em aflição não por medo, mas pelo choro e tristeza dos irmãos, de qualquer maneira ele está pronto para o martírio e como o próprio Jesus ele não recusava e dizia: Seja feita a vontade do Senhor.

Já em 21, 15 – 26 Paulo chega a Jerusalém em meio a uma verdadeira confusão, numa Palestina que fervia de revolta, porque os judeus se preparavam para enfrentar o poder romano e desconfiavam de tudo e todos que vinham de fora. Paulo acabava sendo suspeito por vir de fora e por exercer intensa atividade entre os pagãos. Ai entendemos  o conselho do discípulo Tiago e de toda a igreja de Jerusalém quando colocam Paulo a par do que acontece em Jerusalém, e de que os judeus convertidos ao cristianismo pensam sobre ele, pois acham que Paulo está enfraquecendo o judaísmo, ensinando os judeus que vivem fora da Palestina a não observarem a Lei de Moisés e a não praticarem mais a circuncisão. Nós sabemos hoje que Paulo jamais fez isso, ele não obrigava os pagãos a serem judeus, mas nunca desobrigou os judeus dos seus costumes. Uma calúnia que levaria Paulo a ser preso.

Tiago tinha um plano e Paulo se sujeitou humildemente a este plano que era pagar pelo voto de nazireato de quatro judeus pobres, um voto caro. Com este plano Paulo seria visto no Templo, colaborando com os judeus e tudo poderia ser resolvido. Porém na sequência (21, 27 – 40) Paulo é avistado por alguns judeus da Ásia, agarrado e levado para fora do Templo, depois foi acusado e logo preso. Logo no final do capítulo Paulo pede a palavra.

Paulo é preso no templo em Jerusalém (5)

Paulo preso no Templo de Jerusalém

At 22, 1 -30

No meio do conflito Paulo pede a palavra e faz um discurso a multidão. É muito improvável que tenha ocorrido este discurso já que as autoridades judaicas não deixariam que ele se pronunciasse. No discurso de Paulo narrado por Lucas, ele conta como foi sua conversão e o porque toda a sua missão em nome de Jesus. Já no fim do discurso, os judeus começaram a gritar e pedir a morte de Paulo. O tribuno então ordenou que ele fosse açoitado e torturado para entender o porque os judeus estavam tão irritados com ele. Porém Paulo perguntou a um centurião se um cidadão romano (caso dele) poderia ser açoitado sem ter sido julgado, e com isso escapou do castigo e foi levado ao grande conselho.

Este ponto do Círculo Bíblico é para se refletir em algumas perguntas:

  • O Espírito Santo age de muitas formas, em cada uma das pessoas. Como podemos discernir o que ele quer?
  • Estamos conscientes de que Jesus não se encontra apenas na igreja, mas em todo lugar em que o seu nome é invocado? Então qual é o motivo de frequentar a comunidade?

paulotarso

 

At 23, 1 – 35

Julgamento de Paulo pelo Sinédrio

Quando começou a falar perante o Sinédrio, Ananias, que era o sumo sacerdote, mandou que lhe batessem na boca (At 23, 2) que era um sinal de desaprovação,  e Paulo o amaldiçoa: “Deus te ferirá também a ti, hipócrita! Tu estás aí assentado para julgar-me segundo a lei, e contra a lei mandas que eu seja ferido? 4.Os assistentes disseram: Tu injurias o sumo sacerdote de Deus.” (At 23,3 – 4). Em seguida, Paulo se aproveitou da divisão dos judeus entre fariseus e saduceus e declarou o que acreditava ser o motivo de seu julgamento: “Paulo sabia que uma parte do Sinédrio era de saduceus e a outra de fariseus e disse em alta voz.: Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos é que sou julgado. 7.Ao dizer ele estas palavras, houve uma discussão entre os fariseus e os saduceus, e dividiu-se a assembléia. 8.(Pois os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem uma e outra coisa.)”
Atos dos Apóstolos, 23, 6 – 9 – Bíblia Católica Online

Uma enorme confusão se seguiu, pois os saduceus, que afirmavam que não existiam anjos e nem espíritos, queriam condená-lo enquanto os fariseus defendiam sua inocência. Com medo de Paulo ser ferido, o tribuno romano o levou de volta para a cidadela. Preso, Paulo teve uma nova visão e foi reconfortado com a previsão de que daria seu testemunho em Roma como já havia feito em Jerusalém.

Complô para assassinar Paulo

Quando Paulo estava preso, um grupo de mais de quarenta judeus articulou para assassiná-lo através de um estratagema. Eles pediram aos sacerdotes e anciãos que mandassem buscar Paulo sob o pretexto de «investigar com mais precisão a sua causa» (At 23,15), mas a intenção real era matá-lo assim que se apresentasse. Um”filho da irmã de Paulo” descobriu o plano e contou para o tio, que pediu que ele falasse com o tribuno. Este, depois de orientar que o rapaz guardasse segredo sobre o que havia lhe revelado, decidiu que Jerusalém não era mais segura (At 23,11-23).

De Jerusalém a Cesareia

Escoltado por uma verdadeira tropa formada de duzentos soldados de infantaria, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros (At 23,23), Paulo foi enviado para o governador romano da Judeia, Félix, juntamente com uma carta do tribuno, que chamava-se “Lísias”. Os soldados acompanharam-no até Antipátrida e retornaram, deixando-o com a cavalaria. Ao chegar em Cesareia, o governador descobriu que Paulo era da Cilícia (região onde estava Tarso) mandou prendê-lo no “Pretório de Herodes” enquanto aguardava a chegada de seus acusadores, que mandou buscar em Jerusalém (At 23,24-35).

Refletindo

A perseguição por causa da fé. Mais que isto, uma perseguição por causa de uma fé diferente da sua. A comunidade cristã florescendo no tempo dos Atos vive todos os seus problemas, dilemas e questões e vê um dos seus maiores lideres (sem nos esquecermos dos discípulos) ser perseguido e preso por ter a coragem de falar do amor de Jesus.

Temos esta coragem hoje?

Mais ainda, acreditamos realmente que Jesus Cristo é a nossa salvação? Vivemos de forma plena o Evangelho?

O que vejo são pessoas turistas da fé, que hoje estão numa igreja, amanhã em outra e nunca são verdadeiros apóstolos de religião nenhuma. É comodo dizer que é católico, evangélico, protestante (para ficar nas religiões cristãs) e se declarar não praticante, ou frequentador de vez em quando. Deste comodismo nenhum discípulo ou apóstolo verdadeiro viveu ou vive. Então repito a pergunta para que cada um possa pensar:

Temos esta coragem hoje? A coragem de sermos fiéis como Paulo.

Milton Cesar

São Timóteo de Éfeso

santo-timc3b3teo

São Timóteo, conheceu e foi discípulo de Nosso Senhor seguindo as pegadas do Evangelista João

Timóteo (em gregoΤιμόθεος – Timótheos, que significa “honrando a Deus” ou “honrado por Deus”) foi um bispo cristão do século I d.C. que morreu por volta do ano 80 d.C. O Novo Testamento indica que Timóteo esteve com Paulo de Tarso, que era seu mentor, durante as suas viagens missionárias. Ele é considerado como sendo o destinatário das Epístolas a Timóteo. Ele está listado como um dos Setenta Discípulos.

Sua vida foi marcada pela evangelização, pela santidade de São Paulo e também de São João Evangelista. A respeito dele, certa vez, São Paulo escreveu em uma de suas cartas: “A Timóteo, filho caríssimo: graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Nosso Senhor!” (II Timóteo 1,2).

Nesta carta, vamos percebendo que ele foi fruto de uma evangelização que atingiu não somente a ele, mas também sua família: “Quando me vêm ao pensamento as tuas lágrimas, sinto grande desejo de te ver para me encher de alegria. Confesso a lembrança daquela tua fé tão sincera que foi primeiro a de tua avó Lóide e de tua mãe, Eunice e, não tenho a menor dúvida, habita em ti também”. (II Timóteo 1,4-5) Por isso, São Paulo foi marcado pelo testemunho de São Timóteo, que se deixou influenciar também por São Paulo. Tornou-se, mais tarde, além de um apóstolo, um companheiro de São Paulo em muitas viagens.

Primeiro bispo de Éfeso, foi neste contexto que ele conheceu e foi discípulo de Nosso Senhor seguindo as pegadas do Evangelista João.

Conta-nos a tradição que, no ano de 95, o santo havia sido atingido por pagãos resistentes à Boa Nova do Senhor e, por isso, martirizado. São Timóteo, homem de oração, um apóstolo de entrega total a Jesus Cristo. Viveu a fé em família, mas também propagou a fé para que todos conhecessem Deus que é paz.

Peçamos a intercessão desse grande santo para que sejamos apóstolos nos tempos de hoje.

São Timóteo, rogai por nós!

 

fides - Copia

Como base de estudo foi usado: