Ainda podemos ser santos hoje em dia?

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro 34/40 – Complemento 17)

São-Francisco-de-Assis-2

São Francisco de Assis

Não existe uma forma de se alcançar a santidade, ou melhor, existe sim… E todo o segredo está no seguimento a Deus. Para a igreja católica, a santidade começa no momento em que os  10 mandamentos de Deus ( Ex 20,3-17, Dt 5,7-21) são obedecidos:

1º “Não terás outros deuses diante de mim.”

2º “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.”

3º “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.”

4º “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; “mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.”

5º “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.”

6º “Não matarás.”

7º “Não adulterarás.”

8º “Não furtarás.”

9º “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”

10º “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

Também faz parte da santidade seguir o que Jesus orienta em Mateus 22,37-40:

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. “Este é o grande e primeiro mandamento. “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

043

Esta pintura é considerada a mais fiel reprodução do verdadeiro rosto de São Francisco

São Francisco é um dos maiores exemplos de santidade e obediência a Deus e ele foi chamado no silêncio da sua oração e acabou se tornando um exemplo de vida em Cristo.

Mas a santidade é mais do que obedecer um mandamento, é mais do que “A lei pela lei” , a santidade começa no perdão ao próximo, nos atos de caridade:

As obras de misericórdia corporais são:

1ª Dar de comer a quem tem fome;

2ª Dar de beber a quem tem sede;

3ª Vestir os nus;

4ª Dar pousada aos peregrinos;

5ª Assistir aos enfermos;

6ª Visitar os presos;

7ª Enterrar os mortos.

As obras de misericórdia espirituais são:

1ª Dar bom conselho;

2ª Ensinar os ignorantes;

3ª Corrigir os que erram;

4ª Consolar os aflitos;

5ª Perdoar as injúrias;

6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;

7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Santidade está em ser fiel a Deus e bom para o próximo e para o mundo, abrir mão de si mesmo para ajudar a quem precisa e ser acima de tudo misericordioso.

Mas para nós que queremos ser santos no dia a dia, lembrar sempre que servimos a Jesus Cristo e em tudo tentar seguir o seu exemplo de vida já seria maravilhoso. Afinal somos todos pecadores, mas não queremos e não podemos continuar a ser. Seremos santos, não os santos que alcançaram os altares, mas sim santos na vida, exemplos de caráter, honestidade e amor a Deus. Pois o cristão de verdade sabe o que é errado e teme a Deus que tudo vê, tudo sabe e está em tudo e não aceita errar (cometer um crime por exemplo) seja qual for a gravidade esperando pelo perdão de Deus, pois o maior pecador é aquele que sabe o que está fazendo e mesmo assim aceita fazer.

Vamos ser santos na medida em que nossa vida se torna exemplo de conduta e fé em Deus, e acredite esta santidade será vivida na igreja, nos momentos felizes e tristes sempre com o amor do Pai.

Milton Cesar (Fides Omnium)

527674934

“Quer saber como ser santo? Faça bem todas as coisas. Leve Jesus para todos os lugares. Convide-O para estar em todos os lugares. Santidade não é fuga do mundo, mas transformação deste mundo. É saber que podemos curtir aqui, mas sem sermos “curtidos”. É saber que podemos deixar marcas de Céu na vida de todos aqueles que estão ao nosso redor. Isso é ser santo. Fazer bem todas as coisas e amar. Esse é o segredo da santidade, a verdade de uma humanidade que vive a si própria na plenitude. O amor é tudo o que as pessoas procuram.

Somos o que queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos. Em cada escolha nossa, deixamos um rastro de nosso jeito de ser pessoa e, assim, deixamos um jeito de ser santo. O amanhã depende muito de como vivemos o hoje. Não deixe a vida o levar; leve a vida! Não a desperdice!

Vamos viver com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.

Existem muitas pessoas que pensam viver, mas, na verdade, estão fingindo. Ao mesmo tempo, muitos acreditam que, para ser santos, devam deixar de viver. Não é nada disso. A ordem é: Viva! Viva a vida! Deseje o Céu!

É hora de nos levantarmos e propormos uma santidade linda, apresentada pela Igreja Católica há mais de dois mil anos e que é possível. Vamos santificar nossos namoros, nosso trabalho, nossas amizades, nossas baladas. É possível! O mundo e Deus esperam isso de nós! A juventude é uma riqueza que nos leva à descoberta da vida como um dom e uma tarefa.

Você se lembra do jovem do Evangelho que era muito rico e um dia perguntou para Jesus o que era preciso para ganhar a vida eterna? Se quiser, confira essa passagem em Mateus (19, 16-22); ele percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas, no momento da grande decisão, não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Saiu dali triste e abatido. Faltou-lhe a generosidade, o que impediu uma realização plena. O jovem fechou-se em sua riqueza, tornando-se egoísta.

Não podemos desperdiçar a nossa juventude. Devemos vivê-la intensamente, apostando tudo em Jesus e sendo gente, humanos. Sempre com a certeza de que é possível sermos santos de calça jeans.

(Trecho extraído do livro “Santos de Calça Jeans” de Adriano Gonçalves).”

Palavras do Papa Francisco, 19 de Novembro de 2014

PapaFrancisco150AniversarioAccionCatolica_LuciaBallesterACIPrensa_30042017_1-640x300

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Um grande dom do Concílio Vaticano II foi ter recuperado uma visão de Igreja fundada na comunhão e ter voltado a entender também o princípio da autoridade e da hierarquia em tal perspectiva. Isto ajudou-nos a compreender melhor que, enquanto baptizados, todos os cristãos têm igual dignidade diante do Senhor e são irmanados pela mesma vocação, que é a santidade (cf. Constituição Lumen gentium, 39-42). Agora, interroguemo-nos: em que consiste esta vocação universal a sermos santos? E como a podemos realizar?

Antes de tudo, devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nos propomos sozinhos, que nós obtemos com as nossas qualidades e capacidades. A santidade é um dom, é a dádiva que o Senhor Jesus nos oferece, quando nos toma consigo e nos reveste de Si mesmo, tornando-nos como Ele é. Na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo afirma que «Cristo amou a Igreja e se entregou por ela para a santificar» (Ef 5, 25-26). Eis que, verdadeiramente, a santidade é o rosto mais bonito da Igreja, o aspecto mais belo: é redescobrir-se em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor. Então, compreende-se que a santidade não é uma prerrogativa só de alguns: é um dom oferecido a todos, sem excluir ninguém, e por isso constitui o cunho distintivo de cada cristão.

Tudo isto nos leva a compreender que, para ser santo, não é preciso ser bispo, sacerdote ou religioso: não, todos somos chamados a ser santos! Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade só está reservada àqueles que têm a possibilidade de se desapegar dos afazeres normais, para se dedicar exclusivamente à oração. Mas não é assim! Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de santinho! Não, a santidade não é isto! A santidade é algo maior, mais profundo, que Deus nos dá. Aliás, somos chamados a tornar-nos santos precisamente vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias. E cada qual nas condições e situação de vida em que se encontra. Mas tu és consagrado, consagrada? Sê santo vivendo com alegria a tua entrega e o teu ministério. És casado? Sê santo amando e cuidando do teu marido, da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És baptizado solteiro? Sê santo cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho e oferecendo o teu tempo ao serviço dos irmãos. «Mas padre, trabalho numa fábrica; trabalho como contabilista, sempre com os números, ali não se pode ser santo…». «Sim, pode! Podes ser santo lá onde trabalhas. É Deus quem te concede a graça de ser santo, comunicando-se a ti!». Sempre, em cada lugar, é possível ser santo, abrir-se a esta graça que age dentro de nós e nos leva à santidade. És pai, avô? Sê santo, ensinando com paixão aos filhos ou aos netos a conhecer e a seguir Jesus. E é necessária tanta paciência para isto, para ser um bom pai, um bom avô, uma boa mãe, uma boa avó; é necessária tanta paciência, e é nesta paciência que chega a santidade: exercendo a paciência! És catequista, educador, voluntário? Sê santo tornando-te sinal visível do amor de Deus e da sua presença ao nosso lado. Eis: cada condição de vida leva à santidade, sempre! Em casa, na rua, no trabalho, na igreja, naquele momento e na tua condição de vida foi aberto o caminho rumo à santidade. Não desanimeis de percorrer esta senda. É precisamente Deus quem nos dá a graça. O Senhor só pede isto: que permaneçamos em comunhão com Ele e ao serviço dos irmãos.

Nesta altura, cada um de nós pode fazer um breve exame de consciência, podemos fazê-lo agora, e cada qual responda dentro de si mesmo, em silêncio: como respondemos até agora ao apelo do Senhor à santidade? Desejo ser um pouco melhor, mais cristão, mais cristã? Este é o caminho da santidade. Quando o Senhor nos convida a ser santos, não nos chama para algo pesado, triste… Ao contrário! É o convite a compartilhar a sua alegria, a viver e a oferecer com júbilo cada momento da nossa vida, levando-o a tornar-se ao mesmo tempo um dom de amor pelas pessoas que estão ao nosso lado. Se entendermos isto, tudo mudará, adquirindo um significado novo, bonito, um significado a começar pelas pequenas coisas de cada dia. Um exemplo. Uma senhora vai ao mercado para fazer as compras, encontra uma vizinha, começam a falar e então chegam as bisbilhotices, e a senhora diz: «Não, não falarei mal de ninguém!». Este é um passo rumo à santidade, ajuda-nos a ser santos! Depois, em casa, o filho pede para te falar das suas fantasias: «Oh, estou muito cansado, hoje trabalhei tanto…». «Mas acomoda-te e ouve o teu filho que precisa disto!». Acomoda-te e ouve-o com paciência: é um passo rumo à santidade. Depois, acaba o dia, todos estamos cansados, mas há a oração. Recitemos uma prece: também este é um passo para a santidade. Então, chega o domingo e vamos à Missa, recebamos a Comunhão, às vezes precedida por uma boa confissão, que nos purifica um pouco! Este é outro passo rumo à santidade. Depois, pensemos em Nossa Senhora, tão boa e bela, e recitemos o Rosário. Também este é um passo para a santidade. Então, vou pelo caminho, vejo um pobre, um necessitado, paro, faço-lhe uma pergunta, dou-lhe algo: é um passo rumo à santidade! São pequenas coisas, mas muitos pequenos passos para a santidade. Cada passo rumo à santidade fará de nós pessoas melhores, livres do egoísmo e do fechamento em nós mesmos, abertos aos irmãos e às suas necessidades.

Caros amigos, a primeira Carta de São Pedro dirige-nos esta exortação: «Como bons dispensadores das diversas graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu: a palavra, para anunciar as mensagens de Deus; um ministério, para o exercer com uma força divina, a fim de que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo» (4, 10-11). Eis o convite à santidade! Aceitemo-lo com alegria e sustentemo-nos uns aos outros porque o caminho para a santidade não o percorremos sozinhos, cada qual por sua conta, mas juntos, no único corpo que é a Igreja, amada e santificada pelo Senhor Jesus Cristo. Vamos em frente com ânimo, neste caminho da santidade.

Papa Francisco

jovem

A oração já é um caminho para a santidade. Rezar a Deus e pedir a oportunidade de ser mais santo, é uma das graças de Deus.

Faça a sua oração diária, mas faça silêncio para que Deus também possa falar.

24º Encontro (Catequese) – Reconciliação (Confissão)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 24/40)

folhadeencontromod.3-14

Sugestão para folha de encontro

Neste encontro vamos falar de um dos sacramentos que podem ser renovados durante praticamente toda a vida do católico. O sacramento da Reconciliação  (reconciliar é voltar a ter um relacionamento mais próximo de Deus através do perdão dos pecados) mais popularmente conhecido como Confissão. Todos os catecúmenos, catequizandos e crismandos adultos devem receber este sacramento antes mesmo de receberem os demais sacramentos da iniciação cristã.

Para iniciar sugiro que cantemos a música Deus é Capaz (Vida Reluz) já para entrar no clima. Na sequência poderemos rezar um Pai Nosso.

Para ilustrar pode ser encenada a passagem da Mulher Adúltera Jo 8,1-11  

Ou exibir o vídeo A Mulher Adúltera

Comentário: todos podem pecar, mas Deus quer perdoar a todos, desde que tenha arrependimento. O julgamento das outras pessoas não é o mais importante para Deus. Veja como Jesus perdoa já inquirindo os demais sobre ter ou não pecados e também note como ele instruiu a mulher a não pecar mais. A confissão é isso, perdoa-se os pecados mas pede-se que evite pecar de novo.

Falar sobre o tema do sacramento da Reconciliação

Fazer um breve exame de consciência  (lembrando que este tema já foi abordado no 19° encontro):

  1. Que imagem eu tenho de mim mesmo? Positiva ou negativa?
  2. Eu gosto de mim mesmo?
  3. Que imagem as outras pessoas tem de mim? (Pense emnpell menos 3 amigos e o que eles responderiam se você perguntasse: Como você me vê?)
  4. Com quem me identifico mais: pai, mãe, avós, irmãos? Por quê?
  5. Como enfrento a solidão em minha vida?
  6. Como está minha vida emocional? Ela tem equilíbrio?
  7. Tenho amigos?
  8. Atualmente tenho dificuldades para rezar? Quais? Porquê?
  9. O que precisa ser curado em mim?
  10. Consigo falar com Deus? Qual a maior experiência que tive com Jesus?
  11. A igreja está sendo importante para mim? E a catequese?
  12. Durante a semana, em quais momentos fico mais estressado ou perco o controle de mim mesmo? Porquê?

Como parte da oração final podemos fazer uma reflexão escutando a música Hoje Livre Sou (Ministério Adoração e Vida) de olhos fechados e de pé. Como forma de dizer que o perdão liberta.

Depois fechamos com um Pai Nosso, Ave Maria e Vinde Espírito Santo

Aprofundamento para o catequista

confessoestrela

 “A Confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a igreja.” (CIC 1484)

A Confissão é o sacramento que nos conduz à adoração. É uma experiência de oração e de adoração. Por isso devemos receber todos os sacramentos, especialmente o da Reconciliação também em oração e adoração. O penitente deve se confessar orando a Deus e o sacerdote aconselhá-lho orando a Deus. É e deve ser sempre uma oração sincera de perdão. Neste processo a pessoa é curada em seus desequilíbrios emocionais, que não estão diretamente sob o controle de sua vontade. E como muitas das curas em nós implicam em perdão, através deste o equilíbrio emocional é restaurado e o caminho para a cura física também fica aberto (cf. 2Sm 12,1-15;Jo 20,22-23;Tg 5,16; 1Jo 1,7-10; Lc 15,11-32) folheto Confissão, da Associação do Senhor Jesus

Os efeitos do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus e portanto o perdão dos pecados;
– a reconciliação com a Igreja; a recuperação, se perdida, do estado de graça;
– a remissão da pena eterna merecida por causa dos pecados mortais e, ao menos em parte, das penas temporais que são consequência do pecado;
– a paz e a serenidade da consciência, e a consolação do espírito;
– o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão
O apelo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados os quais têm a necessidade da conversão. Esta conversão é um empenho contínuo para toda a Igreja.

a-mulher-adultera

Sacramento da Reconciliação

O Sacramento da Reconciliação é um dos chamados sacramentos de cura

Este sacramento é também chamado de Confissão e em alguns lugares de Penitência,  mas na verdade trata-se do mesmo sacramento e algumas de suas partes. Ver CIC 1423-1424

Basicamente o sacramento é concedido desta maneira:

  • Quem recebe a confissão é o ministro ordenado,nou seja o padre. Este fez um boto de silêncio e não pode revelar nada do que foi dito em confessionário. Na realidade após a conversa e o aconselhamento, em muitos casos cabe uma penitência tudo o que foi dito deve ser esquecido pelo padre ou ao menos guardado e nunca revelado.
  • Confessionário: As igrejas mais antigas possuem um espaço chamado confessionário, onde o padre ficava de um lado e a pessoa de outro separados por uma treliça que impedia a revelação da identidade do confessante. Mas ultimamente este espaço não existe nas novas construções, porém o padre

recebe as pessoas que vão confessar em um ambiente privativo e discreto onde é garantida a confidencialidade e sigilo, e onde ninguém mais estará ouvindo. Por isso hoje é aconselhável marcar um horário com o padre anteriormente, porém este receberá as confissões assim que for solicitado. Ver direito canônico 959-986 e CIC 1464

  • Contrição: entre os atos do penitente, a contrição vem em primeiro lugar. Consiste “numa dor da alma e detestação do pecado cometido, com a resolução de não pecar mais no futuro “ trocando em miúdos, é quando todos os pecados cometidos começam a incomodar a pessoa ver CIC 1451-1453
  • Muitas vezes o impulso de pedir o perdão através da confissão não deixa espaço para um bom exame de consciência, o que seria muito bom se fazer, para se ter uma boa ideia do que falar na confissão. CIC 1454
  • Confessar: um outro passo é procurar a igreja e o padre para fazer a sua confissão, contar o que incomoda, os pecados mortais e apesar de não ser estritamente necessária, a confissão das faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente recomendada pela igreja. CIC 1458
  • Orientação: o padre orienta o penitente sobre o que foi contado. Não é a condenação, mas sim uma boa conversa, onde a oração e a evangelização estão a frente
  • Penitência: a penitência imposta pelo confessor deve levar em conta a situação pessoal do penitente e procurar seu bem espiritual. Pode constituir na oração, numa oferta, em obras de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, etc. Nunca em algo que vá prejudicar o fiel.
  • É orientado que todo católico ao menos uma vez por ano receba o sacramento da Reconciliação, principalmente aqueles que já receberam o sacramento da Eucaristia é comungam regularmente.

Porque reconciliar-se?

“A reconciliação torna-se necessária porque se deu a ruptura do pecado, da qual derivaram todas as outras formas de ruptura no íntimo do homem e à sua volta.
A reconciliação, portanto, para ser total exige necessariamente a libertação do pecado, rejeitado nas suas raízes mais profundas. Por isso, há uma estreita ligação interna, que une conversão e reconciliação: é impossível dissociar as duas realidades, ou falar de uma sem falar da outra.

confissao

A nova vida da graça, recebida no Batismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência). O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento, para a conversão dos batizados que pelo pecado d’Ele se afastaram. Na tarde de Páscoa, o Senhor se mostrou aos Apóstolos e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoar os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos» (Jo 20, 22-23).

O pecado é uma ofensa a Deus, na desobediência ao seu amor. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício.

Podemos ainda distinguir entre pecado mortal e venial. Comete-se pecado mortal quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Este pecado destrói a caridade, priva-nos da graça santificante e conduz-nos à morte eterna do inferno, se dele não nos arrependermos. É perdoado ordinariamente mediante os sacramentos do Batismos e da Penitência ou Reconciliação.

O pecado venial, que difere essencialmente do pecado mortal, comete-se quando se trata de matéria leve, ou mesmo grave, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento. Não quebra a aliança com Deus, mas enfraquece a caridade; manifesta um afeto desordenado pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem moral; merece penas purificatórias temporais.

Cristo confiou o ministério da reconciliação aos seus Apóstolos, aos Bispos seus sucessores e aos presbíteros seus colaboradores, os quais portanto se convertem em instrumentos da misericórdia e da justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados no Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todo o fiel, obtida a idade da razão, é obrigado a confessar os seus pecados graves ao menos uma vez por ano e antes de receber a Sagrada Comunhão. Devem-se confessar todos os pecados ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados é o único modo ordinário para obter o perdão. Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, todo o confessor está obrigado a manter o sigilo sacramental, isto é, o absoluto segredo acerca dos pecados conhecidos em confissão, sem nenhuma exceção e sob penas severíssimas.” (Blog Formação Canção Nova)

Transcrição do CIC 1485-1498

jesus

1485. «Na tarde da Páscoa, o Senhor Jesus apareceu aos seus Apóstolos e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos”» (Jo 20, 22-23).

1486. 0 perdão dos pecados cometidos depois do Baptismo é concedido por meio dum sacramento próprio, chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação.

1487. Quem peca, ofende a honra de Deus e o seu amor, a sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus, e o bem-estar espiritual da Igreja, da qual cada fiel deve ser pedra viva.

1488. Aos olhos da fé, não existe mal mais grave do que o pecado; nada tem piores consequências para os próprios pecadores, para a Igreja e para todo o mundo.

1489Voltar à comunhão com Deus, depois de a ter perdido pelo pecado, é um movimento nascido da graça do mesmo Deus misericordioso e cheio de interesse pela salvação dos homens. Deve pedir-se esta graça preciosa, tanto para si mesmo como para os outros.

1490O movimento de regresso a Deus, pela conversão e arrependimento, implica dor e aversão em relação aos pecados cometidos, e o propósito firme de não tornar a pecar no futuro. Portanto, a conversão refere-se ao passado e ao futuro: alimenta-se da esperança na misericórdia divina.

1491. O sacramento da Penitência é constituído pelo conjunto de três actos realizados pelo penitente e pela absolvição do sacerdote. Os actos do penitente são: o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a reparação e as obras de reparação.

1492. O arrependimento (também chamado contrição) deve inspirar-se em motivações que brotam da fé. Se for motivado pelo amor de caridade para com Deus, diz-se «perfeito»; se fundado em outros motivos, diz-se «imperfeito».

1493Aquele que quer obter a reconciliação com Deus e com a Igreja, deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não tiver confessado e de que se lembre depois de ter examinado cuidadosamente a sua consciência. A confissão das faltas veniais, sem ser em si necessária, é todavia vivamente recomendada pela Igreja.

1494. O confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos actos de «satisfação» ou «penitência», com o fim de reparar o mal causado pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios dum discípulo de Cristo.

1495. Só os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver; podem perdoar os pecados em nome de Cristo.

1496. Os efeitos espirituais do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recupera a graça;
–  a reconciliação com a Igreja;
–  a remissão da pena eterna, em que incorreu pelos pecados mortais;
–  a remissão, ao menos em parte, das penas temporais, consequência do pecado;
–  a paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
–  o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão.

1497. A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja.

1495. Por meio das indulgências, os fiéis podem obter para si próprios, e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, consequência do pecado

Leia mais:

 

Introduzindo uma novidade:

Estou introduzindo este espaço para que você possa ouvir as músicas sugeridas nos encontros, assim que puder vou atualizar as postagens anteriores, deixe a sua opinião.

captura-de-pantalla-2011-04-29-a-las-08-23-11

 

 Deus é Capaz – Vida Reluz

Hoje Livre Sou – Ministério Adoração e Vida

Pecado é dizer não a Deus

Animo, uma nova Catequese (Encontro 20/40 – Jesus Cristo – Complemento 12)

Já fiz algumas palestras, em retiros e na própria catequese abordando o tema do Pecado. Para isso fiz uma base de tópicos e à partir destes tópicos desenvolvo o tema. Aqui irei basear-me também nestes pontos e fazer um estudo sobre o Pecado, em várias de suas nuances.Vale ressaltar que toda esta palestra foi baseada apenas no Catecismo da Igreja Católica e na Bíblia S  agrada

deliverance_500

É importante logo de início lembrarmos que o tema do Pecado não é um tema antiquado e proibido de ser falado nas catequeses (principalmente de jovens e adultos), e sim um tema a ser esclarecido, pois estamos vivendo em uma sociedade dita moderna, que cada vez mais tem se distanciado do projeto de Deus em nome de uma suposta liberdade, que na verdade não existe já que o amor do Pai não é prisão e sim compromisso com o amor ao próximo. A sociedade hoje se isola e prefere os meios digitais para fazer tudo, nem mesmo o contato das missas alguns querem. Esta sociedade prega que a liberalidade do homem deve ser respeitada, onde cada um faz o que quer sem pensar nas consequências e assim vemos um mundo com um número cada vez maior de pessoas viciadas e de casos de extrema violência, e também de suicídios de jovens por desafios sem sentido, justamente porque não encontram um verdadeiro sentido na própria vida. Diante disso eu pergunto: Não existe pecado?

É necessário que se faça a pergunta:

O que é pecado para mim? Acredito nisso?

Só depois de se fazer esta pergunta é que poderemos partir para o assunto em si.

Pecar é negar-se ao amor de Deus

Se fosse para resumir numa frase simples o significado da palavra Pecado eu usaria uma frase que é também um capítulo do Livro do Catequista Fé, Vida e Comunidade: Pecado é dizer não a DeusEste “não” é puramente deixar de aceitar que Deus nos ama, que nos deixou seus mandamentos e que quer seu amor espalhado por cada um de nós no ato de amar a cada irmão e irmã, filhos de Deus.

Hoje muitas pessoas estão deixando de amar a Deus para servir a outros “deuses” como o dinheiro, as drogas, o sexo e até isolamento virtual. Tudo conspira para que as pessoas afastem-se de Deus. Até a confusão e propulsão de denominações religiosas que trabalham a seu favor e não a favor do plano de Jesus, confundindo as pessoas até que muitos se afastem da palavra de Deus e parem de acreditar no próprio Pai.

CIC 215 Pecado original

Todas as pessoas são feitas “à imagem e semelhança de Deus”(Gn 1,27). Porém a imagem e semelhança não significa igual, pois Deus é criador, onipotente e onipresente . Ele é “Aquele que é!”.

“Deus é grande demais para que possamos conhecer”(Jó 36,26) CIC 223

natoire_theexpulsionfromparadise1

O princípio do pecado e da queda do homem foi uma mentira do tentador, que o levou a duvidar da palavra de Deus, da sua benevolência e da sua fidelidade.” (CIC 215) O homem acabou querendo saber tudo o que só Deus sabe.

Isso fica exposto quando Eva tentada pela serpente (figura que representa o próprio Diabo tentando desviar o ser humano do caminho de Deus) come do fruto proibido e depois dá a Adão que come também e descobrem que cometeram um erro. Gn 3, 1-19

Assim, o Pai que deu tudo e pediu apenas uma prova de obediência, pedindo que de todo o jardim apenas o fruto do meio dele não fosse comido. Simples. É aqui que percebemos como é diferente o criador da criatura. O ser humano é falho e se deixou levar pelas palavras de Lúcifer na figura da serpente e a mulher come o fruto, oferece ao homem que também come e se descobrem nus, porque os olhos antes puros se abrem ante o Pecado cometido. Questionados por Deus, Adão culpa Eva e está culpa a serpente. Porém todos são culpados : a serpente por ter tentado a criação de Deus, a mulher por ter cedido a sedução da serpente e o homem por ter cedido ao pedido da mulher. É Deus acaba punindo a todos  (Gn 3), mesmo assim não condena a morte nenhum dos personagens. “Deus não fez a morte, nem tem prazer em destruir os viventes… Foi pela inveja do Diabo que a morte entrou no mundo.”(Sb 1,13;2,24)

Todos somos pecadores desde então, pois nascemos com o que ficou conhecido como Pecado Original, justamente o cometido por Adão e Eva, que fique bem claro que o pecado foi de ambos pois Eva foi tentada e cedeu e Adão sabendo da proibição de Deus também cedeu. Quando Adão e Eva cederam ao tentador, eles pecaram e transmitiram este pecado a toda a humanidade. Pois todos somos descendentes deles. ” Embora próprio de cada um, o pecado original não tem, em qualquer descendente de Adão, carácter de falta pessoal. É a privação da santidade e justiça originais, mas a natureza humana não se encontra totalmente corrompida: está ferida nas suas próprias forças naturais, sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (inclinação para o mal, que se chama concupiscência). O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e reorienta o homem para Deus, mas as consequências para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e convidam-no ao combate espiritual.”(CIC 405)

O homem tentado pelo Diabo deixou morrer em seu coração a confiança em seu criador e abusando de sua liberdade, desobedeceu as ordens de Deus. Todo pecado daí em diante será uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade. Resumindo CIC 396-412 

600-tentacao600

O filho de Deus vem ao mundo para dar testemunho da verdade Jo 18,37.

O CIC 217 nos traz: “Deus é igualmente verdadeiro quando Se revela: todo o ensinamento que vem de Deus é «doutrina de verdade» (Ml 2, 6). Quando Ele enviar o seu Filho ao mundo, será «para dar testemunho da verdade» (Jo 18, 37): «Sabemos […] que veio o Filho de Deus e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro» (1 Jo 5, 20)”

CIC 396-412 

O homem tentado pelo diabo deixou morrer em seu coração a confiança em seu criador e abusando de sua liberdade desobedeceu as ordens de Deus.

Todo pecado daí em diante será uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade.

Jesus vem a terra. É o filho de Deus, ou o próprio Deus feito homem. Experimenta todas as mazelas de ser humano e tentado pelo Diabo no deserto durante quarenta dias resiste e expulsa o ser maligno. Justifica assim sua missão de redimir nosso pecados pois ao contrário do primeiro homem criado por Deus, ele não cede.

imagem-0794-jesus-sendo-tentado-pelo-diabo

Jesus não cede a tentação

CIC 398, 491-495

Rm 5,12.19

Podemos notar que o Batismo é também o sacramento para a remissão dos pecados. Por isso as crianças são batizadas, mesmo sem ter cometido pecado pessoal. Infelizmente é a natureza do nascimento quem já faz com que cada criança já venha à luz com o pecado original. O Catecismo fala disso no item 403, e torna a citar no 509. Escrever 1263-1264 inteiros importante

C__Data_Users_DefApps_AppData_INTERNETEXPLORER_Temp_Saved Images_images(2)

CIC 403,509

CIC 404.510-512

Quando Adão e Eva cederam ao tentador, eles pecaram e transmitiram este pecado a toda a humanidade, pois todos somos descendentes deles. Esse é o cerne do chamado pecado original

CIC 405,1264 

Embora próprio de cada um, o pecado original não tem, em qualquer descendente de Adão, carácter de falta pessoal. É a privação da santidade e justiça originais, mas a natureza humana não se encontra totalmente corrompida: está ferida nas suas próprias forças naturais, sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (inclinação para o mal, que se chama concupiscência). O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e reorienta o homem para Deus, mas as consequências para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e convidam-no ao combate espiritual. No batizado permanecem, no entanto, certas consequências temporais do pecado, como os sofrimentos, a doença, a morte, ou as fragilidades inerentes à vida, como as fraquezas de carácter, etc., assim como uma inclinação para o pecado a que a Tradição chama concupiscência ou, metaforicamente, a «isca» ou «aguilhão» do pecado («fomes peccati»):«Deixada para os nossos combates, a concupiscência não pode fazer mal àqueles que, não consentindo nela, resistem corajosamente pela graça de Cristo. Bem pelo contrário, “aquele que tiver combatido segundo as regras será coroado” (2 Tm 2, 5)

A natureza do homem contém uma inclinação para o mal.

Mesmo após o pecado de Adão e Eva o seu criador continuou amando a sua criação e após a descendência deles nascer , seus filhos Caim e Abel foram os primeiros a nascer com o pecado original e está inclinação para o bem ou mal aparece em Caim que por inveja mata seu irmão Abel.

A prova que o pecado só traz o mal é que depois que Caim comete o assassinato ele virá um errante até encontrar uma mulher e se casar. Da descendência de Caim surgiram povos que se perderam e não reconheciam a Deus. Sodoma e Gomorra foram povoadas por descendentes de Caim, até que a terra inteira foi corrompida a ponto de Deus escolher o único homem justo chamado Noé e mandar o dilúvio para purificar e expurgar o pecado.

Mas é claro que a inclinação para o mal ainda persiste e todos nascem com o pecado original.

rosap_abel-cain

Caim mata Abel

CIC 407-408

O pecado é uma falta contra a razão, a verdade. É uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo.

CIC 1849

O pecado – artigo 8

O Evangelho revela todo o amor de Deus para com cada ser humano pecador por natureza. Onde antes pecou Adão e Eva, o Pai manda Jesus e Maria para serem o oposto dos pecadores e trazerem a luz. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” –  assim lembra São Paulo em sua epístola aos Romanos. (Rm 5, 20)

CIC 1846-1876

O pecado capital é assim chamado pois gera outros pecados. São sete os pecados capitais:

  1. Orgulho
  2. Avareza
  3. Inveja
  4. Ira
  5. Gula
  6. Preguiça
  7. Impureza

CIC 499, 1865-1869

Pecado mortal

É um pecado de matéria grave. Exemplo: Matar

Requer pleno conhecimento e pleno consentimento do ato grave.

Desobedecer deliberadamente os 10 mandamentos.

Ou seja saber que está se cometendo um pecado grave e mesmo assim cometer.

A condenação seria a exclusão do reino de Deus e a morte eterna no inferno.

Porém com o arrependimento total e o perdão de Deus a alma pode ser salva. Lembrando que apenas e tão somente Deus conhece o que se passa no coração de cada pessoa. Arrepender-se apenas aparentemente não engana a Deus-Pai.

Isso não quer dizer que a pessoa está excluída de cumprir uma pena por qualquer crime na lei dos homens.

CIC 1854-1861

a2af8516277cbcbc42816544edfff5fe

Os Dez Mandamentos

1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO
3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
4°) HONRAR PAI E MÃE
5°) NÃO MATAR
6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
7°) NÃO ROUBAR
8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
9°) NÃO DESEJAR A MULHER/HOMEM DO PRÓXIMO(A)
l0°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

Pecado venial

Quando se desobedece a lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.

CIC 1862-1864

Ofende a caridade.

O pecado venial é compatível de perdão e não quebra a aliança.

Ninguém pode condenar alguém que comete um pecado sem ter pleno conhecimento de que aquele ato é uma falta contra Deus.

Um exemplo: as tribos indígenas tem suas tradições e algumas coisas não são consideradas pecado na convivência da aldeia, eles não podem ser considerados pecadores mortais, mas por outro lado comete o que chamamos é pecado venial. Deus continua seu plano de amor a todos do mesmo jeito.

2Cor 13,13

O amor de Deus é eterno

CIC 218-221

DEUS É AMOR

218. No decorrer da sua história, Israel pôde descobrir que Deus só tinha uma razão para Se lhe ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, para ser o seu povo: o seu amor gratuito. E Israel compreendeu, graças aos seus profetas, que foi também por amor que Deus não deixou de o salvar e de lhe perdoar a sua infidelidade e os seus pecados.

219. O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho. Este amor é mais forte que o de uma mãe para com os seus filhos. Deus ama o seu povo, mais que um esposo a sua bem-amada; este amor vencerá mesmo as piores infidelidades; e chegará ao mais precioso de todos os dons: «Deus amou de tal maneira o mundo, que lhe entregou o seu Filho Único» (Jo 3, 16).

220. O amor de Deus é «eterno» (Is 54, 8): «Ainda que as montanhas se desloquem e vacilem as colinas, o meu amor não te abandonará» (Is 54, 10). «Amei-te com amor eterno: por isso, guardei o meu favor para contigo» (Jr 31, 3).

221. São João irá ainda mais longe, ao afirmar: «Deus é Amor» (1 Jo 4, 8, 16): a própria essência de Deus é Amor. Ao enviar, na plenitude dos tempos, o seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus revela o seu segredo mais íntimo “: Ele próprio é eternamente permuta de amor: Pai, Filho e Espírito Santo; e destinou-nos a tomar parte nessa comunhão.

Pode parecer até ridículo em plena uma era chamada moderna falarmos que ainda existe pecado, mas é sim uma realidade que deve ser respeitada principalmente por quem diz professar uma fé em Jesus Cristo. Vemos violência em todos os cantos, guerras, mortes, exploração sexual, exploração social, discriminação, drogas e uma distanciação das pessoas umas das outras e principalmente de Deus. Então é muito bom refletir e avaliar se toda esta dita modernidade é realmente algo bom ou só desculpa para evitarmos o compromisso de seguir o principal mandamento de Cristo: Amar ao teu irmão como a ti mesmo. Fica a reflexão. Deus te abençoe.

Milton Cesar

Ao lermos o que diz o Catecismo nos itens 413 a 421:

“413. «Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra por os vivos se perderem […]. A morte entrou no mundo pela inveja do Diabo» (Sb 1, 13; 2, 24).

414. Satanás ou Diabo e os outros demônios são anjos decaídos por terem livremente recusado servir a Deus e ao seu desígnio. A sua opção contra Deus é definitiva. E eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.

415. «Estabelecido por Deus num estado de santidade, o homem, seduzido pelo Maligno desde o princípio da história, abusou da sua liberdade, levantando-se contra Deus e pretendendo atingir o seu fim fora de Deus» (312).

416. Pelo seu pecado, Adão, como primeiro homem, perdeu a santidade e a justiça originais que tinha recebido de Deus, não somente para si, mas para todos os seres humanos.

417. À sua descendência, Adão e Eva transmitiram a natureza humana ferida pelo seu primeiro pecado, portanto privada da santidade e da justiça originais. Esta privação é chamada «pecado original».

418. Como consequência do pecado original, a natureza humana ficou enfraquecida nas suas forças e sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao domínio da morte, e inclinada para o pecado – inclinação que se chama «concupiscência».

419. «Afirmamos, pois, com o Concílio de Trento, que o pecado original é transmitido com a natureza humana, “não por imitação, mas por propagação”, e que, assim, é “próprio de cada um”»(313).

420. A vitória alcançada por Cristo sobre o pecado trouxe-nos bens superiores àqueles que o pecado nos tinha tirado: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rm 5, 20).

421. «Segundo a fé dos cristãos, este mundo foi criado e continua a ser conservado pelo amor do Criador; é verdade que caiu sob a escravidão do pecado, mas Cristo, pela Cruz e Ressurreição, venceu o poder do Maligno e libertou-o…» (314).”

Ler:

Catecismo da Igreja Católica

Amai-vos-uns-aos-outros-como-eu-vos-amei-(Jo-15-12)_583

20º Encontro (Catequese) – Pecado

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 20/40)

setepecadoscapitaisdidesomnium

Vigésimo encontro. Metade do nosso cronograma sugerido. Hora de falar sobre pecado. Ponto de discussão hoje em dia, se existe ou não pecado ou tudo pode ser liberado.
Neste encontro vamos falar um pouco sobre pecado, os sete pecados capitais e algumas curiosidades com o número 7.
Como sugestão de inicio do encontro poderíamos fazer nossa oração inicial cantando a música Pai Nosso – Padre Marcelo Rossi que serve muito para fazermos uma abertura mais leve.
Uma sugestão é começar com uma dinâmica simples, pedir um catequizando escreva numa cartolina deixada no chão (vai ser preciso providenciar uma cartolina ou duas e canetões) todas as coisas que os outros catequizandos forem citando que eles consideram erradas. Depois deixar ali para falar um pouco mais adiante.
Falar sobre o número 7 e quantas coisas tem este número que é considerado o número da perfeição:

Falar sobre o que são os Sete Pecados Capitais e explicar que cada um tem sim uma influência na vida de cada pessoa, mas é uma influência que ataca pessoalmente cada pessoa. Avaliar com eles sobre cada uma das coisas escritas na cartolina durante a dinâmica e perguntar se eles consideram ou não pecado.

Lembrar dos 10 mandamentos:

  • 1º – Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.
  • 2º – Não usar o Santo Nome de Deus em vão.
  • 3º – Santificar os Domingos e festas de guarda.
  • 4º – Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
  • 5º – Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo)
  • 6º – Guardar castidade nas palavras e nas obras.
  • 7º – Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
  • 8º – Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo)
  • 9º – Guardar castidade nos pensamentos e desejos.
  • 10º- Não cobiçar as coisas alheias

Lembrar também dos mandamentos de Jesus:

Amarás o Senhor teu Deus , de todo o teu coração, de toda a tua alma,
e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento.
O segundo é semelhante a esse:`Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Mt 22, 34-40   (também em Mc 12, 29-33, Lc 10, 25-28Jo 13, 34)

Refletir sobre estes mandamentos e tudo o que implica a palavra pecado. O maior pecado é dizer não ao plano de Deus para cada um de nós, fechar-se em si mesmo ou abraçar as coisas mundanas (do mundo sem Jesus). Falando que hoje o mundo quer que pensemos no pecado como algo totalmente antiguado e sem cabimento, mas ele existe e junto dele sempre está o inimigo de Deus. Ou não é pecado cobiçar o(a) namorado(a) de outra pessoa? Não é pecado roubar? Matar? Não é pecado ficar se expondo na internet? Um católico(a) de verdade sabe cuidar do próprio corpo evitando drogas (seja qual for, até aquelas que se tomam em academias para desenvolver o corpo, até as bebidas alcoólicas e todas as outras), o corpo é o templo do espírito santo de Deus.

Importante é refletir sem um pré- julgamento ou acusações.

Dois textos bons para reflexões:

Lc 10, 25-37 –  Amar ao próximo (O Bom Samaritano)

Jo 8, 1-11 – Vá e não peques mais (A Mulher Adúltera)

Depois de tudo isso podemos fazer nosso canto final: Certeza do Céu – Comunidade Doce Mãe de Deus e a oração final

folhadeencontromod.3

Sugestão de folha para encontro

Aprofundamento para o catequista

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. (1 Cor 6,12)

São Paulo deixa o ensinamento de que tudo é permitido, pois o próprio Deus dá o livre arbítrio a cada um, mas nem tudo convém, pois muitas coisas nos prejudicam ao invés de ajudarem

Um bom exemplo são os sete pecados capitais, que trazem itens permitidos a cada pessoa, porém sem parcimônia ou sem pensar antes de agir levam a destruição

1 – A Gula

Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula

2 – A Avareza

É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.

3 – A Luxúria

A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Do latim luxuria

4 – A Ira

A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado.

A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira

5 – A Inveja

A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo.

A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.

6 – A Preguiça

A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia

7 – Soberba (Orgulho ou Vaidade)

Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade.

Em paralelo, segundo o filósofo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas.

O 7 na Bíblia

A semana tem 7 dias, o que tem um significado muito importante, pois quando se chega ao sétimo dia, voltamos ao primeiro e todas as vezes que o sete se “manifesta” indica o fim de um tempo e o início de outro. É como o virar de uma página.

Deus fez o Mundo em 7 dias…
E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. Gn 2,2

Os 7 anos de fartura e miséria sobre o Egito…
Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito.
Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra; Gn 41,29-30

O Candelabro de Ouro tem 7 hastes…O Candelabro de Ouro tem 7 hastes…
e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. Zc 4,2

São 7 as manifestações do Espírito de Deus…
Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.  Is 11,2

Sete voltas e as muralhas caíram. Sete sacerdotes levarão cada um uma trombeta de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchem todos sete vezes ao redor da cidade, e os sacerdotes toquem as trombetas Js 6,1-5

O profeta Elias fez 7 orações para que chovesse…
À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha…Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva. 1 Rs 18,44-45

O profeta Eliseu pediu para Naamã mergulhar 7 vezes no Rio Jordão…
Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. 2 Rs 5, 10

O segundo boi, de 7 anos, que Deus pediu a Gideão…
Naquela mesma noite, lhe disse o SENHOR: Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta o poste-ídolo que está junto ao altar. Jz 6, 25

Perdoar 70 vezes 7  Esse foi o ensinamento deixado por Jesus. Mt 18, 21-22

As muralhas de Jericó foram rodeadas por sete dias…
Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias. Hb 11,30

As 7 Taças e os 7 anjos
Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus.
Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos. Ap 16,1

As 7 Igrejas…
Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas. Ap 1,20

Fontes pesquisadas:

  • Bíblia de Jerusalém
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Católico Orante
  • Wikipedia

Mais sobre o assunto no Complemento para Estudo nº 12 aqui do blog

19º Encontro (Catequese) – Oração, Perdão e Louvor

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 19/40)

basefolha de encontro 19 - folha 1

Sugestão de encontro

A grande proposta deste encontro é ser o divisor de águas para todos que estão fazendo a nossa vivência na fé. Por isso mesmo é um encontro que deve e vai mexer com os sentimentos de cada um.

Décimo nono encontro, chagando quase na metade da nossa proposta de vivência na fé, hora de tomar providências mais diretas para as ações futuras, e uma dessas providencias se traduz na necessidade de prepara o catequizando espiritualmente para esta jornada. É chegada a hora de nos aprofundarmos no cerne da oração, mas para que isso aconteça é preciso que todos saibam também o valor do perdão. Esse será um encontro muito forte.

Providências a serem preparadas com antecedência:

  1. Ambiente: A sugestão para este encontro é que o ambiente seja decorado com simplicidade, mas também com alguns detalhes. Para que se tenha a noção exata do que pretendemos atingir, seria muito interessante (caso haja possibilidade) que todos se sentassem no chão, dispostos ainda em círculo, mas sentados no chão. Nem preciso dizer que o local deve ser muito bem limpo, e se for possível, que seja providenciado tapetes ou panos, ou grandes faixas de papel pardo, para que todos se sentem (os catequistas poderão permanecer de pé). Velas, a cruz, a bíblia, flores serão muito bem vindas. Se for possível a iluminação do local deve ser deixada, quase na penumbra. Isso vai dar um impacto visual interessante e aguçar a curiosidade de todos.
  2. Folhas de encontro: Este encontro terá 4 folhas. Uma delas será para a reflexão, podendo ser impressas (ou xerocadas) frente e verso. Lembrando sempre que esta questão das folhas e do número delas fica sempre a critério da equipe, mas como estou falando do impacto deste encontro a sugestão permanece.
  3. Função dos catequistas: Será de suma importância uma preparação antecipada dos catequistas, pois cada ponto do roteiro pensado para este encontro, só funcionará se o anterior for bem executado, sendo que o exame de consciência tem uma função quase essencial neste dia.
  4. O encontro: Em particular neste dia, o encontro vai ter um tom mais centrado e reflexivo. A intenção é sim mexer com os sentimentos e mostrar como é importante nosso diálogo com Deus

O Encontro em si

Logo na chegada todos são acolhidos e orientados a entrarem em silêncio. Enquanto entram sugiro que seja colocada a música Coração Sagrado. Depois é feito a oração inicial (com todos de pé) e introduzido o tema com algo que a Pastoral preparou ou a simples leitura do texto inicial da folha. Depois sugiro que cantemos Eu creio nas promessas de Deus.

Com todos novamente sentados pode-se fazer a introdução a página 2 do encontro

basefolha de encontro 19 -folha2

Folha 2

Muito importante que após a introdução descrita na folha, o condutor (ou condutores) deste parte, peçam que se faça silêncio. Coloquem de fundo a música O Perdão, e já deixem ela programada para repetir. Cada ponto do exame de consciência deve ser feito devagar e acompanhado de um comentário. Ex: 1- Sou uma pessoa vingativa? -Comentário possível: Você deseja que a pessoa sofra as piores consequências quando te magoa? Que a pessoa sofra? Tudo isso sempre acompanhado de longas pausas para que todos possam pensar. Alguns pontos vão parecer se repetir nas perguntas, mas na verdade é proposital para que a absorção seja ainda maior.

Assim que todo o exame de consciência for feito, deixe que a música toque num volume mais alto e após o término da música deixe que impere um silêncio de 1 ou 2 minutos, depois podemos falar sobre a oração e sua importância na vida de cada um.

basefolha de encontro 19 - folha 3

Folha 3

Perguntar quem reza de verdade e como cada um reza, falar de que exitem muitas orações, mas é muito importante ouvirmos o que Deus nos fala. Fazer algumas das orações da folha, principalmente as que eles não costumam fazer. A oração diária não só para pedir algo, mas também para agradecer a Deus é uma verdadeira benção que podemos receber. Rezar pelos nossos familiares, as pessoas que amamos e pelo mundo todo é uma missão. Imbuídos do perdão de quem perdoa e é perdoado é que podemos ter um relacionamento mais direto com Jesus Cristo.

No quarto momento sugiro que façamos um verdadeiro louvor. Utilizando a quarta folha vamos refletir sobre a Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15,11-24) um verdadeiro exemplo de amor, erro, reconhecimento, pedir perdão e ser perdoado, além do louvor feito a Deus pelo pai que orava todos os dias pelo retorno do filho. A música Abraço de Pai serve para este momento e pode ser cantada pelos catequisandos após as reflexões e leitura da parábola.

basefolha de encontro 19 - folha 4

Folha 4

Para terminar fazemos o canto final Deus Imenso e  a oração final com um abraço de paz e perdão e rezando um Vinde Espirito Santo. Espero que cada um consiga refletir profundamente sobre estes pontos propostos e tenham sim uma verdadeira mudança na vida.

Aprofundamento para o Catequista:

Perdoar

Mt  18, 20-35 Esta é a última parábola contada por Jesus e traz logo no início o número de vezes que devemos perdoar cada irmão. Pedro fala em até 7 vezes e Jesus fala em 70 vezes 7, contando logo em seguida a parábola do rei que foi piedoso com um servo que lhe devia, mas este servo não teve a mesma atitude para um conservo seu, causando a revolta de outros e também a do rei.

Toda esta história mostra que o perdão não pode ser apenas para você mas também de você. Antes de perdoar é preciso se perdoar, depois pedir perdão e então saber perdoar.

Muitos dos problemas de brigas até mesmo em família advém do dinheiro (empréstimos não pagos ou não concedidos, heranças,  etc…) É tem sido muito difícil as pessoas aplicarem o ensinamento de Jesus nestes casos. Saindo um pouquinho do campo da fé, o psicanalista Flávio Gikovate diz em seu livro Mudar, que “atrás de todo egoísta, existe sempre um generoso.”E isso quer dizer que mesmo quando a pessoa é generosa, sempre existe uma pessoa egoísta, seja um parente, amigo ou familiar, para tentar se aproveitar. Essas pessoas não vão conseguir grandes coisas, mas terão que ser perdoadas muitas vezes.

Não adianta você perdoar e guardar a mágoa. Perdoar da boca para fora, não é verdadeiramente perdoar. Perdoar é esquecer o mau que outros te fizeram e não guardar um rancor secreto, uma mágoa interna.

a-parc3a1bola-do-filho-prc3b3digo

Ninguém precisa  voltar a ser como era antes, não precisa voltar em um relacionamento com quem te traiu, nem voltar a trocar segredos com um amigo (a) que não te respeitou, mas é preciso perdoar estas pessoas, esquecer o que passou.

Voltar a confiar já é outra coisa, o perdão não vem acompanhado de confiança.

Perdoar antes mesmo que alguém te peça, é pode ter certeza, que toda a mágoa, todo o peso que você carrega não mais te incomodará. Perdoar é isso, é não ficar remoendo algo que não te faz bem, que tira o seu sossego, a sua paz.

Jesus perdoou de verdade. Já pensou se ele falasse: “Pai, perdoe, eles não sabem o que fazem.”- mas no fundo do coração, pensasse: tomara que todos vocês morram. – tinham caído todo mundo morto.

O Papa João Paulo II foi um grande exemplo de perdão. Em 13 de maio de 1981 ele foi baleado em plena Praça São Pedro no Vaticano, por Mehmet Ali Ağca. Quando foi autorizado a visitar o atirador preso no ano 2000, o papa conversou com ele e o perdoou.

6b1f951eddc936c5e3909dfa37929384

Papa João Paulo II conversa com Ali Agca seu agressor

Falar com Deus

Oração em hebraico é tefillah, que significa “juízo”.

Todas as religiões do mundo tem na oração seu grande ponto de interlocução com o divino. Isso não é diferente com o catolicismo. Rezamos sempre para que Deus nos atenda em nossas necessidades materiais e espirituais.

Algo que precisamos urgentemente corrigir é que muitas vezes esquecemos de deixar que Deus fale, não escutamos a voz de Deus e perdemos a chance de ter um dialogo real e rico com nosso Pai celestial. A definição de oração pode ser expressa por palavras, mas o jeito de rezar e o relacionamento com Deus é diferente para cada pessoa. Porém, não podemos inventar o jeito próprio de rezar, mas seguir aquilo que a Igreja já determinou com seus séculos de experiência; contudo, a aplicabilidade é diferente. Ou seja cada um tem o seu momento, mas aprendeu neste tempo dentro da igreja algumas orações que nos aproximam ainda mais de Deus.

youcatpart4 imagem 2

Padre Reinaldo Cazumbá da Canção Nova no seu livro Onde esta Deus escreve;“A oração é a possibilidade de julgar com Deus, de realizar um discernimento sobre a própria vida, sobre a relação com os outros, sobre o próprio relacionamento com as criaturas. É assim que se ordena e se aprofunda a própria interioridade, que se mede o próprio caminho humano, o próprio amadurecimento como crescimento interior adequado à própria idade e situação.”

“A oração pessoal é insubstituível, porque chega um tempo em que cada um é chamado a encontrar Deus frente a frente, no encontro espiritual. Isso pode acontecer na intimidade do próprio quarto, diante do sacrário, debaixo de uma árvore, no alto de um monte ou à beira-mar. Pode acontecer mesmo ao volante do carro ou em algum momento da Missa, como enquanto a preparamos, antes da coleta, após a leitura ou na homilia, sem dúvida após a santa comunhão e na ação de graças, após a Celebração Eucarística. A nossa oração privada há de ser realmente pessoal: há de brotar do coração.” (Padre Francis Cardeal Arinze)

Então nossa oração deve ser antes de tudo um dialogo com Deus, onde falamos e escutamos também.

Mas pedir intercessão aos santos é válido?

Sim. Pois a intercessão que pedimos aos santos não significa que estamos colocando-os como fazedores da graça, mas sim pedindo que nos ajudem na nossa oração, já que todos os santos e santas da igreja foram pessoas de fé ilibada e modelos de cristão orante. Cada um deles foram pessoas que tinham na fé e na oração seus modelos de vida. Então quando pedimos a intercessão de um santo pedimos que nos ajudem na nossa própria oração.

Lembre-se do exemplo das Bodas de Caná (Jo 2, 1-11), onde os donos da festa pediram a intervenção de Maria mãe de Jesus para tentarem resolver um problema que para eles era urgente. E Maria atendeu intercedendo com seu filho, o que na realidade foi uma intercessão junto ao próprio Deus. Os livros apócrifos apontam que já naquela época Jesus já era conhecido por alguns prodígios, mas aquele se tornara o primeiro grande milagre publico de Cristo. Então você pede a intercessão e sabe que o verdeiro milagre, a graça  de Deus apenas.

aguavinho1-810x633

Parte do que é dito no YouCat – Catecismo Jovem da Igreja Católica (transcrição direta do texto original):

Parte 4: Como devemos orar

469. O que é oração?
Estamos em oração quando o nosso coração se dirige a Deus. Quando uma pessoa ora, entra numa relação viva com Deus. [CIC 2558-2565]
A oração é a grande porta para a fé. Alguém que reza não vive mais sozinho, por si mesmo, e por sua própria força. Ele sabe que há um Deus com quem ele pode falar. Uma pessoa que ora entrega-se cada vez mais a Deus. Ela procura desde já a união com Aquele com quem, cara a cara, se encontrará um dia. Por isso, pertence à vida cristã o esforço pela oração diária. Porém, não se pode aprender a orar da mesma forma que se aprende uma técnica. Por mais estranho que pareça, a oração é um dom que se obtém através da oração.

Orar: Como Deus nos doa a sua presença
470. O que leva uma pessoa a orar?
Oramos porque estamos cheios de um desejo infinito e Deus nos criou homens para si mesmo: “O nosso coração está irrequieto até encontrar o descanso em Ti” (Santo Agostinho). Mas também oramos porque temos necessidade; Madre Teresa diz: “Porque eu não posso confiar em mim, eu confio nele, vinte e quatro horas por dia “. [CIC 2566-2567, 2591]

images (14)
Freqüentemente nos esquecemos de Deus, fugimos dele e nos escondemos. Se evitamos pensar em Deus ou negá-lo – ele está sempre lá para nós. Ele nos procura antes que o busquemos; Ele anseia por nós, ele nos chama. Você fala com sua consciência e de repente perceber que você está falando com Deus. Ao sentirmo-nos só, sem ninguém para conversar , notamos que Deus está sempre disposto a conversar. Quando nos vemos em perigo, notamos que Deus respondeu ao nosso pedido de ajuda. Orar é tão humano quanto respirar, comer e amar. Rezar purifica. Rezar torna possível resistir às tentações. Rezar fortalece-nos em nossa fraqueza. Rezar remove o medo (as angústias), duplica as forças e permite uma respiração mais profunda. Orar torna-nos felizes.

472. Como Moisés orou?

De Moisés aprendemos que “orar” significa “falar com Deus”. Na sarça ardente Deus
entrou em uma verdadeira conversa com Moisés e deu-lhe uma tarefa. Moisés apresentou as suas objeções e colocou perguntas. Finalmente, Deus revelou-lhe o seu santo nome. Assim como Moisés então veio a confiar em Deus e se colocou de todo o coração em seu serviço, então também nós devemos entrar na escola da oração de Deus. [CIC 2574-2577]

474. De que modo Jesus aprendeu a orar?
Jesus aprendeu a orar em sua família e na sinagoga. Porém, Jesus ultrapassou as fronteiras da oração tradicional. A sua oração mostra uma união com seu Pai no céu que
só pode possuir quem é o “Filho de Deus.” [CIC 2559-2599]
Jesus, que era Deus e homem ao mesmo tempo, cresceu como outras crianças israelitas de seu tempo, com os ritos e as formas de oração do seu povo. Porém, tal como se manifestou na história de Jesus no Templo, ao atingir os 12 anos (Lc 2,41-50), havia n’Ele algo que não podia ser aprendido: uma ligação originária, profunda e única com Deus, seu Pai do Céu. Jesus tinha, como todas as pessoas, esperança de um outro mundo, e orava a Deus a partir disso; ao mesmo tempo, portanto, Ele tornava-se parte desse mundo. Aqui já se notava que um dia as pessoas iriam orar a Jesus, reconhecendo-o como Deus e pedindo-lhe a Sua graça.

youcatpart4 imagem1

475. Como orava Jesus?
A vida de Jesus foi uma única oração. Em momentos decisivos, como a tentação no deserto, a escolha dos apóstolos e a crucifixão), sua oração foi especialmente intensa. Muitas vezes ele retirou-se para a solidão para orar, especialmente à noite. Ser um com o Pai no Espírito Santo – esse era o princípio orientador de sua vida terrena. [CIC 2600-2605].

477. O que significa aprender a orar com Jesus?
Aprender de Jesus como orar significa entrar em sua infinita confiança, juntar-se à sua oração, e sendo conduzido por ele, passo a passo, para o Pai. [CIC 2607-2614, 2621]
Os discípulos, que viviam em comunidade com Jesus, aprenderam a orar ouvindo e imitando a Jesus, cuja vida inteira era oração. Como ele, tinham que estar atentos e esforçar-se pela pureza de coração, tudo para a vinda do reino de Deus, para perdoar seus inimigos, para confiar ousadamente em Deus, e para amá-lo acima de todas as coisas. Por este exemplo de devoção, Jesus convidou seus discípulos a dizer a Deus
Todo-Poderoso, “Ábba, querido Pai”. Se oramos no Espírito de Jesus, especialmente no Papai Nosso, caminhamos como que nas sandálias de Jesus e podemos estar seguros de que chegamos ao coração do Pai.

478. Como podemos ter a certeza de que nossa oração é ouvida por Deus?
Muitas pessoas recorreram a Jesus durante sua vida terrena para a cura, e suas orações foram respondidas. Jesus, que ressuscitou dos mortos, vive e ouve os nossos pedidos, levando-os ao Pai. [CIC 2615-2616, 2621]
Ainda hoje sabemos o nome do oficial da sinagoga: Jairo era o nome do homem que implorava Jesus pediu ajuda, e sua oração foi respondida. Sua filha pequena estava doente de morte. Jesus não somente curou sua menininha, mas até a ressuscitou dos mortos (Mc 5, 21-43). De Jesus procedem muitas curas, testemunhadas com segurança. Ele fez sinais e milagres. Os coxos, os leprosos e os cegos não pediram a Jesus em vão. Há testemunhos também de orações respondidas por todos os santos da Igreja. Muitos cristãos podem contar histórias de como eles chamaram a Deus e Deus ouviu sua oração. Deus. No entanto, Deus não é um autômato, devemos deixar a seu critério como ele vai responder aos nossos pedidos.

bodas-canaicono-cana
479. O que podemos aprender com a forma como Maria orava?
Aprender a orar com Maria significa estar em harmonia com a sua oração: Faça-se em mim segundo a Tua palavra (Lc 1, 38). A oração é, em última instância, auto-doação em resposta ao amor de Deus. Se dissermos Sim como
Maria fez, Deus tem a oportunidade de levar sua vida em nossa vida. [CIC 2617-2618, 2622, 2674]

O que os cristãos expressam com suas posturas de oração?

Os cristãos apresentam a Deus a sua vida através da linguagem corporal: eles estendem-se diante de Deus, juntam as mãos em oração ou abrem-nas, dobram o joelho ou ajoelham-se diante do Santíssimo Sacramento, ouvem o Evangelho de pé e meditam sentados.

De pé diante de Deus exprime-se respeito (levantamo-nos quando chega um superior) e, ao mesmo tempo, também alerta e disponibilidade (estamos prontos para nos fazermos ao caminho). Aqui, o orante assume o gesto original do louvor quando estende as mãos para louvar a Deus.

Sentado diante de Deus, o cristão escuta o seu interior e põe no seu coração a Palavra em movimento, contemplando-a (Lc 2, 51)

Ajoelhando-se , a pessoa faz-se pequena diante da grandeza de Deus, reconhecendo que depende da graça de Deus.

Prostrando-se , apessoa adora Deus.

Unindo as mãos , a pessoa abandona a dispersão e concentra-se, unindo-se a Deus. As mãos juntas também são o gesto original da súplica

Interessante ver no Catecismo da Igreja Católica como a oração do Pai Nosso é explicada em sua totalidade. Veja Segunda Seção: A oração do Senhor – Pai Nosso

Tanto o Catecismo da Igreja Católica, quando o YouCat, Catecismo Jovem da Igreja Católica  tratam em sua quarta parte das questões da oração cristã.

Leia também:

6º Encontro (Catequese)- Moisés [Parte 2]

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -6/40)
folha-modelo-base-jpg5

Sugestão de folha de encontro

É  nosso sexto encontro, e continuaremos a contar a história de Moisés e toda a longa caminhada até a terra prometida. Foram 40 anos no deserto até que Deus manda seus 10 mandamentos e que será a sua lei até a chegada de Jesus Cristo que nos dará um novo mandamento. O povo nem sempre se manteve fiel a palavra de Deus e por muitas vezes duvidou que estaria no caminho certo. Enquanto o povo duvidava de Moisés (mesmo tendo visto todos os prodígios realizados antes da sua fuga do Egito) não tinha ideia de que esta dúvida era a mesma coisa de não acreditar em Deus.

Para iniciar sugerimos sempre uma oração que pode ser o Pai Nosso e uma Ave Maria

Como canto sugiro um clássico da música católica O Povo de Deus do Padre Zezinho que traduz bem nosso assunto de hoje.

Como terceiro momento sugiro que seja distribuído novamente algumas folhas de papel, onde cada um possa escrever seu nome e uma intenção de oração. Cada um deposita estas folhas dobradas no centro da sala (próximo a decoração que se for feita com uma Bíblia e uma vela devem ser colocadas próximas)

Nosso tema: Os 10 mandamentos. Falar sobre os 40 anos no deserto e de como muitas vezes o povo foi infiel e temeroso, falar do recebimento dos 10 mandamentos e de como Moisés não entrou na terra prometida (veja o Aprofundamento ao Catequista no final do post)

Divisão de Grupos: Dependendo do número de participantes do encontro podemos dividir em 5 grupos. Preparar antes cartões com cada um dos mandamentos e dar (misturados) 2 cartões para cada grupo, o objetivo é cada grupo discutir o sentido destes mandamentos e depois apresentar para os demais.Os catequistas devem ser o apoio de cada grupo, caso haja possibilidade é recomendável que se tenha 1 catequista por grupo

Depois podemos sugerir que cada um pegue um dos papéis escritos no começo do encontro (tomando cuidado para não pegarem os próprios papéis) e eles serão o guia para suas orações durante a semana toda, tanto a intenção como o nome da pessoa escrita.

Rezemos como oração final o Vinde Espírito Santo e cantemos novamente O Povo de Deus

decalogo-quadro

Os 10 mandamentos em todas as suas versões

Aprofundamento para o catequista

Moisés demorou 40 anos para atravessar o deserto do Sinai com os israelitas, que fugiam da escravidão no Egito. Ele morreu pouco antes de entrar no seu destino, a Terra Prometida.

Acontece que o Sinai ocupa uma península de apenas 200 quilômetros de largura. A estrada que liga o norte do Egito à Palestina pode ser percorrida em duas horas de carro. Dá para ir e voltar no mesmo dia. Por que então a epopeia de Moisés se estendeu por tanto tempo?

A explicação contida na Bíblia e na Torá judaica é a de que os israelitas tiveram de vagar esse tempo todo como punição. Deus ficou bravo porque alguns murmuravam contra ele e decidiu que todos ali, com raras exceções, deveriam morrer antes de entrar na Terra Prometida. Só seus filhos poderiam fazê-lo

O povo hebreu assim que passou pelo Mar Vermelho aberto por Deus. Enfrentou o deserto na longa caminhada. Poucos dias depois eles não encontravam água para beber e já começaram a reclamar de Moisés e este clamando a Deus recebeu a graça de encontrarem um lugar onde tinha água potável.

Depois veio a fome e novamente o povo se revoltava contra Moisés e este disse que esta revolta não era contra ele e sim contra o próprio Deus. Mais uma vez clamando, foi dado o Maná (uma espécie de farinha para fabricar o pão), mas esta graça só poderia ser colhida logo pela manhã e na quantidade necessária para que as pessoas pudessem comer. Uma das orientações era para que fosse colhido o maná pela manhã durante seis dias porque no sétimo eles deveriam honrar a Deus. No sexto dia a quantidade colhida poderia ser o dobro para que no sábado eles não precisassem recolher. Mas para isso tudo que fosse colhido no sexto dia deveria ser preparado no mesmo dia para que no sétimo ninguém trabalhasse e prestassem cultos a Deus. Muitos tentaram recolher mais do que o permitido e guardarem, mas logo depois do meio-dia o que tivesse sido recolhido a mais estava podre. Também tiveram os que teimaram e foram procurar o maná no sábado e não encontravam, nada e como cada um recolhia apenas o suficiente ficavam sem comer. Muitos pereceram por esta teimosia.

Moisés ordenou que Aarão recolhesse a décima parte do maná e depositasse no altar, assim nascia o dízimo (de uma forma meio diferente, mas ainda assim eram os 10% reservados a Deus)

Conforme o tempo ia passando novas reclamações iam surgindo e todas as vezes o povo se revoltava contra Deus. Moisés intercedia e novas benesses surgiam.

Tiveram cordonizes, vitória sobre os inimigos, uma nuvem que acompanhava o povo durante o dia e os livrava do sol inclemente do deserto e uma coluna de fogo que além de aquece-los durante a noite (não devemos esquecer que no deserto a noite é gelada) ainda cercava toda a tribo contra os ataques de animais e inimigos.

Mas o povo infiel sempre entrava em dúvidas.

Moisés subiu ao Monte Sinai onde passou um longo tempo clamando a Deus e enquanto isso o povo infiel fez um bezerro de ouro e começou a prestar culto como um deus. Javé ficou irado e castigou o povo. Moisés clamou ainda mais e novamente foi chamado ao monte onde recebeu as tábuas (na verdade pedras) da lei (os chamados 10 mandamentos) e instruções claras de como o povo deveria agir. Moisés ao descer flagrou o povo novamente adorando um ídolo e revoltado quebrou as tábuas da lei. Foi feita uma Arca da Aliança para guardar as tábuas da lei (Ex 37, 1-9)

Mas Deus novamente convocou Moisés e este recebeu as novas tábuas e levou ao povo a nova lei.

Demorou um pouco, mas o povo foi sendo mais fiel. Então já as portas da terra prometida, Deus ordenou que Moisés encontrasse um novo líder entre o povo e ele escolheu Josué. Então Deus avisou Moisés que ele não iria entrar na terra prometida.

Moisés morre aos 120 anos (a.C. 1405) , após contemplar a terra de Canaã no alto do Monte Nebo, na Planície de Moabe (Dt 34, 5-7) , e  o Senhor “o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor”.

Os 10 mandamentos é a Lei transmita diretamente por Deus. quando Jesus veio ele deu-nos novos mandamentos, mas não cancelou os 10 primeiros.

10-mandamentos

Os mandamentos são chamados de Decálogo que significa “dez palavras” (Ex 34,28). Essas palavras resumem a Lei dada por Deus ao povo de Israel no contexto da Aliança, mediante Moisés.  Ao apresentar os mandamentos do amor de Deus (Os primeiros três) e do próximo (Os outros sete), traça para o povo eleito e para cada um de nós em particular o caminho de uma vida livre da escravidão. (CCIC 436 {CIC 2056-2057})*

Compreende-se o Decálogo à luz da Aliança, na qual Deus se revela, fazendo conhecer a sua vontade. Ao observar os mandamentos,  o povo exprime a própria pertença a Deus e responde com gratidão à iniciativa de amor dele. (CCIC 437 {CIC 2058-2053 2077})*

Os 10 mandamentos estão descritos em Ex 20, 2-17 e também em Dt 5, 6-21 (veja a imagem no inicio deste tópico) e eles são diferentes em algumas partes, em relação ao texto, a forma que utilizamos é chamada de “catequética” e são dogmas morais, além.

Quando o povo foi liberto do Egito e atravessou o Mar Vermelho, uma das irmãs de Moisés, de nome Mara (provavelmente a mesma que seguiu a cesta colocada no rio que acabou sendo achada pela filha do faraó com um Moisés ainda menino) entoou este canto:

  • CCIC – Compêndio do Catecismo da Igreja Católica

  • CIC – Catecismo da Igreja Católica