300 anos de Aparecida (a fé acima de tudo )

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

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A fé é algo misterioso e muito pessoal.
Um dia nos anos 70 uma criança de 1 ano e meio parava de andar e seus pais o levavam para um hospital em Campinas sem saber mais o que fazer. Esta criança ficaria internada e toda uma equipe médica trabalhando para descobrir o que faria um menino deixar de andar. Depois de duas semanas de internação os pais são chamados e o pior diagnóstico é dado: poliomielite (paralisia infantil ). O médico previne os pais de que não daria para fazer mais nada e que eles deveriam se preparar para muitas dificuldades. Mas foi justamente o final da conversa a parte mais interessante. Contrariando as expectativas o médico perguntou para o pai e a mãe se eles tinham fé? Com a resposta positiva, este médico diz: então entreguem nas mãos de Nossa Senhora. Em seguida, deu alta para a criança e foi embora. O que ele poderia fazer havia sido feito.

unnamedAo invés dos pais se perderem em lágrimas e lamentações, eles foram para casa, ainda tinham outro filho para cuidar (este um bebê de colo), e juntos , naquele mesmo dia iniciaram uma novena para Nossa Senhora Aparecida e fizeram uma promessa na certeza de um milagre.
A criança continuava feliz, cantando todos os dias, sem dar um só passo novo. Os pais rezavam, choravam e mantinham a fé.
Um mês se passou e num belo dia de sol, esta criança estava de pé no berço e logo minha mãe me colocou no chão e eu andei.
Fui levado no médico, o mesmo médico e ele fez os exames, chorou e constatou que um milagre aconteceu. E eu estou aqui, andando todos os dias, sem uma sequela sequer. Meus pais pagaram a promessa me levando na Basílica de Aparecida, com um par de pernas de cera apenas para me juntar aos milhares de provas de graças atendidas nestes 300 anos de Aparecida.
Eu fui tocado pela graça de Deus através da intercessão de Nossa Senhora.
Acho ridículo quando ouço ou vejo os ataques de seitas revestidas de religião contra Nossa Senhora, tentando desmerecer o papel da mãe de Jesus na fé. Esses hipócritas que dizem ter fé e não conseguem acreditar que para Deus nada é impossível, inclusive uma mulher ter um filho e permanecer virgem.
Nestes 300 anos não é uma imagem que cura, que concede graças e sim a fé de cada um na intercessão da mãe de Cristo, assim como ela fez quando acabou o vinho em Caná e o filho agiu. Na vida, quando somos crianças é sempre mais fácil pedir para mãe uma intervenção,  inclusive junto ao pai.

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Nestes séculos quando três pescadores pescaram duas partes de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, enegrecida pelo lodo do rio Paraíba e da cor de tantos e tantos escravos negros que ainda eram torturados no Brasil, eles sequer imaginavam que fariam parte da história da fé deste país. Nascia uma devoção, depois uma cidade que logo seria uma das mais visitadas do Brasil, que todas as semanas fica repleta de pessoas que vão agradecer uma graça, pagar uma promessa ou simplesmente ir na casa da mãe. Esta Nossa Senhora Aparecida que uniu o país e é o símbolo de um Brasil onde a maioria ainda é católica.  Para quem vai nos dias que antecedem o domingo é comum verem filas de romeiros andando a pé na rodovia em direção a cidade de Aparecida, conhecida como Aparecida do Norte, eu contei mais de 100 a menos de um mês quando fui num sábado.
Estar nas igrejas da cidade (tanto a Basílica como a Matriz, conhecida como igreja velha) é respirar um ar de pura fé, e ver sinais de que apenas quem acredita pode entender quem é essa mulher tão linda e tão especial, coberta com o azul do céu e coroada como rainha do céu. O mesmo azul dela que veste o segundo uniforme da seleção brasileira de futebol, se você não sabia é por causa de Nossa Senhora que ele é azul. Nossa Senhora Aparecida que meus pais depositaram a sua fé para que eu fosse curado, eu fui e aprendi a ter fé nela, servi na Comunidade Nossa Senhora Aparecida e vivo a minha vida na fé da mãe de Jesus .
Viva Nossa Senhora!

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Apenas como título de curiosidade: 2017 é o ano Mariano pois além das comemorações dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida em 12 de outubro,  também serão comemorados os 100 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima

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28º Encontro (Catequese) – Devoção Mariana e o Santo Rosário

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 28/40)

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Chegamos ao nosso 28º, a nossa vivência na fé pela catequese se aproxima da jornada final. Com certeza é sempre um bom momento para intensificar a preparação.
Para este encontro é importante providenciar algumas coisas:
  1. Terços (para serem dados aos catequizandos) existem pacotes com 12 unidades
  2. Folhetos Como rezar o Terço (Paulus) (existem a venda nas livrarias católicas em pacotes com 50 unidades)

Estes acessórios são importantes para que os catequizandos possam ter uma familiaridade com o rosário e possa fazer uma oração ainda melhor.

Como primeiro momento deve-se deixar um ambiente limpo, decorado com flores , Bíblia e vela. Além dos terços que serão dados de presente. Seria interessante se todos pudessem se acomodar no chão em círculo.

Na oração inicial podemos sugerir que se faça um Pai Nosso e uma Ave Maria

Depois canta-se Perfeito é quem te criou – Vida Reluz

No terceiro momento podemos entrar no assunto sobre a devoção a Maria. Como é e porque existe. Falar sobre a importância da mãe de Jesus para a igreja, (ver aprofundamento para o catequista).

Como uma dinâmica rápida pode-se pedir que os catequizandos citem nomes dados a Virgem Maria e tudo ser anotado em uma cartolina.

Explicar também sobre como rezar o Santo Rosário é um ótimo exercício de fé e poderoso amparo nas horas difíceis da vida. Então pode-se entregar o terço, explicar como se reza e fazer o terço onde todos fazem a oração. (veja Como Rezar o Santo Rosário (Terço))

Como canto final podemos fazer também a oração final ao cantar Mãe Fiel (Mostra-me o caminho)- Padre Zeca

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Sugestão de folha para o encontro

Aprofundamento para o catequista

Devoção Mariana

Nascido da Virgem Maria (cf. CIC 484-511 Parágrafo 2)

O que a fé católica crê, a respeito de Maria, funda-se no que crê a respeito de Cristo. Mas o que a mesma fé ensina sobre Maria esclarece, por sua vez, a sua fé em Cristo. (CIC 487)

A RELIGIOSIDADE POPULAR (CIC 1674-1676 )

1674. Fora da liturgia dos sacramentos e dos sacramentais, a catequese deve ter em consideração as formas de piedade dos fiéis e a religiosidade popular. O sentimento religioso do povo cristão desde sempre encontrou a sua expressão em variadas formas de piedade, que rodeiam a vida sacramental da Igreja, tais como a veneração das relíquias, as visitas aos santuários, as peregrinações, as procissões, a via-sacra, as danças religiosas, o rosário, as medalhas, etc…

1675. Estas manifestações são um prolongamento da vida litúrgica da Igreja, mas não a substituem. «Devem ser organizadas, tendo em conta os tempos litúrgicos e de modo a harmonizarem-se com a liturgia, a dimanarem dela de algum modo e a nela introduzirem o povo; porque, por sua natureza, a liturgia lhes é, de longe, superior».

1676. Para manter e apoiar a religiosidade popular, é necessário um discernimento pastoral. O mesmo se diga, se for caso disso, para purificar e corrigir o sentimento religioso subjacente a essas devoções e para fazer progredir no conhecimento do mistério de Cristo. A sua prática está submetida ao cuidado e às decisões dos bispos e às normas gerais da igreja

A igreja católica tem em Maria um forte sinal devocional, é como uma marca de quem comunga da fé católica,  seria quase impossível ser da igreja e não acreditar em Nossa Senhora.

Os padres da tradição oriental chamam a Virgem Maria de Pan-hagia (pronuncia-se “pan-haguía” ) e a celebram como imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espírito Santo é firmada como nova criatura. (CIC 493)

Jesus, o único Mediador, é o Caminho de nossa oração e Maria, sua mãe, é pura transparência dele, Maria “mostra o Caminho”(“Hodoghitria”) é seu sinal, conforme a iconografia tradicional no Oriente e no Ocidente. (Ver ícone Hodoghitria )

Em aramaico o nome é Maryam  que significa soberana. Já em hebraico é Míriam que significa  “amada por Javé”

Maria foi escolhida por Deus para ser a mãe do seu filho, e podemos imaginar como só este fato é extremamente relevante para que ela tenha toda esta importância. Deus não escolheria qualquer uma, ele escolheria alguém especial, e foi o que ele fez. De uma vila desprezada em toda a Palestina chamada Nazaré, Deus viu uma jovem, ainda adolescente que era perfeita para gerar o seu primogênito. Escolheu também um homem chamado José para assumir o papel de pai terreno de Jesus.

Mas o fato mais relevante é que está jovem temente a Deus aceitou a missão de ser mãe do filho de Deus, e passou por tantos perigos que sequer esperava passar e criou este filho, viu ele fazer milagres, morrer, ressuscitar, subir aos céus e depois levá-la. Mais importante ainda, está jovem permaneceu virgem mesmo após a concepção.

Maria sempre intercedeu pelos mais necessitados, começando nas Bodas de Caná e para todos os fiéis está intercessão continua até hoje.

A igreja tem como conta de que Nossa Senhora sempre dá seus sinais aparecendo em várias partes do mundo para interceder sobre algumas situações. Vide alguns exemplos:

  • Nossa Senhora Aparecida: apareceu no Vale do Paraíba justamente quando um importante Conde iria fazer um estadia na região e quando um dos pescadores pescou a cabeça da imagem e depois o corpo logo as redes se encheram de peixes. Mas o mais interessante foi o fato da imagem vir negra e justamente os escravos viviam dias cada vez mais difíceis, ela deu esperança pois mostrou que Maria também tinha o rosto dos oprimidos. Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registrada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757, cujos documentos se encontram no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá. Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelosconde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila RicaO povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente,em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço.Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la.A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações. Esta foi a primeira intercessão atribuída à santa. 
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    A imagem de Nossa Senhora encontrada na gruta onde ela apareceu

     

  • Nossa Senhora de LourdesAs aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma “dama” na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e uma amiga.[1] A “dama” também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da “Senhora”, relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Irmã Lúcia, uma das três crianças que avistaram Nossa Senhora.

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Nossa Senhora de Međugorje, Rainha da Paz

  • Nossa Senhora de MedjugorjeNo dia 24 de Junho de 1981, Mirjana Dragicevic e Ivanka Ivankovic relataram ter recebido uma aparição da Virgem Maria na vila de Međugorje. No dia seguinte, outras quatro crianças (Marija Pavlovic, Jakov Colo, Vicka Ivankovic e Ivan Dragicevic) também relataram ter observado a presença da Santíssima Virgem. Nos anos seguintes, os seis videntes continuaram sempre a relatar aparições da Virgem Maria diariamente, e isto à medida que Međugorje se tornava num famoso local de peregrinação cristã. De acordo com relatos, desde então Nossa Senhora de Međugorje (Medjugorje) vem aparecendo diariamente para três das seis crianças. Nossa Senhora de Medjugorje é também conhecida como Rainha da Paz, pois segundo as crianças é vestida assim que ela aparece. Como é um lugar onde geralmente as crianças estavam sofrendo com a guerra, foi este o titulo escolhido. É a única aparição que ainda está em curso.
  • Nossa Senhora de GuadalupePelos relatos, a “Senhora do Céu” apareceu a Juan Diego, identificou-se como a mãe do verdadeiro Deus, fez crescer flores numa colina semidesértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo, que exigira alguma prova de que efetivamente a Virgem havia aparecido. Juan foi instruído por ela a dizer ao bispo que construísse um templo no lugar, e deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu tilma (ela também teria aparecido ao seu tio Juan Bernardino), um tecido de pouca qualidade feito a partir do cacto, que deveria se deteriorar em 20 anos mas que não mostra sinais de deterioração até ao presente. Um estudo realizado no Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do México, em 1946, comprovou que as fibras do tecido correspondem às fibras de agave, tais fibras não duram mais do que vinte anos. Em ampliações da face de Nossa Senhora, os seus olhos, na imagem gravada, parecem refletir o que estava à sua frente em 1531 – Juan Diego, e o bispo. Porém, alguns acreditam que isto pode ser explicado pelo fenômeno da pareidolia. O assunto tem sido objeto de inúmeras investigações científicas. É venerada na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de dezembro.
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Imagem original milagrosa de Nossa Senhora de Guadalupe na tilma de Juan Diego Cuauhtlatoatzin

O Rosário

Origem. A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros e conventos, como “Saltério” dos leigos. … Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave-Marias, 150 louvores em honra a Jesus Cristo e 150 louvores em honra à Virgem Maria. Hoje são 200 Ave-Marias.

O rosário era utilizado durante as missas quando estas eram feitas em latim e nem todas as pessoas sabiam falar a língua, então os fiéis ficavam rezando o rosário e paravam no momento da consagração  (por isso existia o sininho que se tocava neste momento) e após a comunhão continuavam. O terço é a terça parte de um rosário ou seja 50 Ave-Marias e 5 Pai-nosso.

Maria no Catecismo da Igreja Católica

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437.  O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor»(Lc 2, 11). Desde a origem, Ele é «Aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo» (Jo 10, 36), concebido como «santo» no seio virginal de Maria. José foi convidado por Deus a «levar para sua casa Maria, sua esposa», grávida d’«Aquele que nela foi gerado pelo poder do Espírito Santo» (Mt 1, 20), para que Jesus, «chamado Cristo», nascesse da esposa de José, na descendência messiânica de David (Mt 1, 16)

456. Com o Credo Niceno-Constantinopolitano, respondemos confessando: «Por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus; e encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem»

484-486. A Anunciação a Maria inaugura a «plenitude dos tempos» (Gl 4, 4), isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos. Maria é convidada a conceber Aquele em quem habitará «corporalmente toda a plenitude da Divindade» (Cl 2, 9). A resposta divina ao seu «como será isto, se Eu não conheço homem?» (Lc 1, 34) é dada pelo poder do Espírito: «O Espírito Santo virá sobre ti» (Lc 1, 35).

485. A missão do Espírito Santo está sempre unida e ordenada à do Filho. O Espírito Santo, que é «o Senhor que dá a Vida», é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e para a fecundar pelo poder divino, fazendo-a conceber o Filho eterno do Pai, numa humanidade originada da sua.

486. Tendo sido concebido como homem no seio da Virgem Maria, o Filho único do Pai é «Cristo», isto é, ungido pelo Espírito Santo, desde o princípio da sua existência humana, embora a sua manifestação só se venha a fazer progressivamente: aos pastores, aos magos, a João Batista , aos discípulos. Toda a vida de Jesus Cristo manifestará, portanto, «como Deus O ungiu com o Espírito Santo e o poder» (At 10, 38).

723-726. Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. A sua virgindade torna-se fecundidade única, pelo poder do Espírito e da fé.

724. Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai feito Filho da Virgem. Ela é a sarça ardente da teofania definitiva: cheia do Espírito Santo, mostra o Verbo na humildade da sua carne; e é aos pobres e às primícias das nações que Ela O dá a conhecer.

725. Finalmente, por Maria, o Espírito começa a pôr em comunhão com Cristo os homens que são «objecto do amor benevolente de Deus»; e os humildes são sempre os primeiros a recebe-Lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos.

726. No termo desta missão do Espírito, Maria torna-se a «Mulher», a nova Eva «mãe dos vivos», Mãe do «Cristo total» . É como tal que Ela está presente com os Doze, «num só coração, assíduos na oração» (At 1, 14), no alvorecer dos «últimos tempos», que o Espírito vai inaugurar na manhã do Pentecostes, com a manifestação da Igreja.

Oração a Maria CIC 2675-2679

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2675. Foi a partir desta singular cooperação de Maria com a ação do Espírito Santo que as Igrejas cultivaram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na pessoa de Cristo manifestada nos seus mistérios. Nos inúmeros hinos e antífonas em que esta oração se exprime, alternam habitualmente dois movimentos: um «magnifica» o Senhor pelas «maravilhas» que fez pela sua humilde serva e, através d’Ela, por todos os seres humanos; o outro confia à Mãe de Jesus as súplicas e louvores dos filhos de Deus, pois Ela agora conhece a humanidade que n’Ela foi desposada pelo Filho de Deus.

2676. Este duplo movimento de oração a Maria encontrou uma expressão privilegiada na oração da «Ave-Maria»:

«Ave, Maria (alegrai-vos, Maria)». A saudação do anjo Gabriel abre esta oração. É o próprio Deus que, por intermédio do seu anjo, saúda Maria. A nossa oração ousa retomar a saudação a Maria com o olhar que Deus pôs na sua humilde serva, alegrando-nos com a alegria que Ele n’Ela encontra.

«Cheia de graça, o Senhor é convosco»As duas palavras da saudação do anjo esclarecem-se mutuamente. Maria é cheia de graça, porque o Senhor está com Ela. A graça de que Ela é cumulada é a presença d’Aquele que é a fonte de toda a graça. «Solta brados de alegria […] filha de Jerusalém […]; o Senhor teu Deus está no meio de ti» (Sf 3, 14. 17a). Maria, em quem o próprio Senhor vem habitar, é em pessoa a filha de Sião, a arca da aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: é «a morada de Deus com os homens» (Ap 21, 3). «Cheia de graça», Ela dá-se toda Aquele que n’Ela vem habitar e que Ela vai dar ao mundo.

«Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus»Depois da saudação do anjo, fazemos nossa a de Isabel. «Cheia […] do Espírito Santo» (Lc 1, 41), Isabel é a primeira, na longa sequência das gerações, a declarar Maria bem-aventurada: «Feliz d’Aquela que acreditou…» (Lc 1, 45); Maria é «bendita entre as mulheres», porque acreditou no cumprimento da Palavra do Senhor. Abraão, pela sua fé, tornou-se uma bênção «para todas as nações da terra» (Gn 12, 3). Pela sua fé, Maria tornou-se a mãe dos crentes, graças a quem todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria bênção de Deus: Jesus, «fruto bendito do vosso ventre».

2677. «Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…»Com Isabel, também nós ficamos maravilhados: «E de onde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43). Porque nos dá Jesus, seu Filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos confiar-lhe todas as nossas preocupações e pedidos: Ela ora por nós como orou por si própria: «Faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com Ela à vontade de Deus: «Seja feita a vossa vontade».

«Rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte»Pedindo a Maria que rogue por nós, reconhecemo-nos pobres pecadores e recorremos à «Mãe de misericórdia», à «Santíssima». Confiamo-nos a Ela «agora», no hoje das nossas vidas. E a nossa confiança alarga-se para lhe confiar, desde agora, «a hora da nossa morte». Que Ela esteja então presente como na morte do seu Filho na cruz e que, na hora do nosso passamento, Ela nos acolha como nossa Mãe, para nos levar ao seu Filho Jesus, no Paraíso.

2678. A piedade medieval do Ocidente propagou a oração do rosário como substituto popular da Liturgia das Horas. No Oriente, a forma litânica do akáthistos e da paráclêsis ficou mais próxima do ofício coral nas Igrejas bizantinas, ao passo que as tradições arménia, copta e siríaca preferiram os hinos e cânticos populares à Mãe de Deus. Mas, na Ave-Maria, nas theotokía, nos hinos de Santo Efrém ou de São Gregório de Narek, a tradição da oração é fundamentalmente a mesma.

2679. Maria é a orante perfeita, figura da Igreja. Quando Lhe oramos, aderimos com Ela ao desígnio do Pai, que envia o seu Filho para salvar todos os homens. Como o discípulo amado, nós acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus que se tornou Mãe de todos os viventes. Podemos orar com Ela e orar-Lhe a Ela. A oração da Igreja é como que sustentada pela oração de Maria. Está-lhe unida na esperança.

Demais artigos do Catecismo que tratam de Maria:

CIC 1172, 1370 , 2043, 2177 , 2146, 971, 829, 773, 963-972, 501, 64, 144, 148-149, 494, 2617,2619, 2030, 964, 165, 273, 484,490, 493-495, 966, 437, 456, 484-486, 495, 723, 411, 969, 721-726 , 488-489,508, 496-498,502-507, 717, 2674, 493, 966, 722, 2676, 510, 491-492, 963-970, , 466, 495, 509, 494,511, 721, 499-501, 967,972

Quando começou a devoção mariana? A pergunta é legítima. E a resposta é imediata e segura: a devoção à Maria começou com o próprio cristianismo. Observemos os fatos. Entremos na pequena Casa de Nazaré, a casa das nossas origens e das nossas primeiras memórias. Eis o que encontramos: o Anjo Gabriel, mandado por Deus, aparece à Maria e lhe diz: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28).

Com estas palavras que vêm do Céu começa a devoção mariana. Quem pode negar a evidência deste fato? E quando Maria, única guardiã do anúncio do Anjo, se apresenta à Isabel, depois da longa viagem da Galileia até a Judeia, acontece outro fato singular. Isabel ouve a saudação de Maria e percebe que o menino ‘salta’ de alegria no seio, enquanto o Espírito Santo a atravessa e lhe sugere palavras de rara beleza e de surpreendente compromisso: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E que venha a mim a mãe do meu Senhor? Pois logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que foi dito da parte do Senhor” (Lc 1, 42-45). É a segunda expressão de devoção mariana registrada no Evangelho.

Vamos até a narração do Natal. O Evangelho de Lucas refere: “Quando os anjos se afastaram deles em direção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém ver o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer”. Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 15-16). Imaginemos que os pastores, após terem ajoelhado diante do Menino, tenham lançado a seguir um olhar à Mãe e tenham sussurrado alguma palavra. Não é legítimo pensar que os pastores tenham exclamado: “Feliz és tu, Mãe deste Menino?!” Era uma expressão de devoção mariana.

Passemos ao evangelista Mateus, que narra a chegada dos Magos em Belém e usa estas palavras textuais: “E a estrela que tinham visto no Oriente ia diante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No” (Mt 2, 9-11).

Podemos, sem muito esforço, imaginar a grande emoção dos Magos, os quais, após uma longa e aventurosa viagem, tiveram a alegria de ver o Menino tão esperado e desejado! Porém, não nos afastamos da verdade dos fatos, se imaginarmos também que os Magos, depois da adoração do Menino, tenham olhado para Maria e lhe dirigido palavras de admiração: também esta é devoção mariana, percebida nas entrelinhas do Evangelho!

Nas bodas de Caná. Conhecemos toda a encantadora história da festa das bodas, na qual Maria intervém, ao mesmo tempo com delicadeza e decisão, para salvar a alegria dos noivos. Os servos, que conheciam o exato suceder-se dos fatos certamente aproximaram-se de Maria e disseram: “Jesus escutou-te! Fala-lhe de nós e pede uma bênção para as nossas famílias!”. Também estas eram autênticas flores de devoção mariana. E os noivos não retomariam com Maria o discurso das bodas e da água transformada em vinho? Certamente teriam dito a Maria: “Obrigado! A tua intervenção salvou a nossa festa. Continua a orar por nós!”

Assim começa a devoção mariana. E continua nos séculos sem interrupção. A verdade histórica é: Maria, a partir das palavras empenhadas pronunciadas pelo Anjo Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração. E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Cristo: o vínculo da maternidade! Portanto, quando recorrermos à Maria para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora do Evangelho, mas totalmente dentro dele.

ARTIGO – DOM NELSON – Qual a origem da devoção mariana? Entenda melhor

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LISTA COM ALGUNS NOMES DA VIRGEM MARIA

Nome Origem
Nossa Senhora da Abadia Imagem encontrada perto da Abadia de Bouro, na Arquidiocese de BragaPortugal
Nossa Senhora da Ajuda Relembra Maria junto à cruz, também implorando a Deus pelo gênero humano.
Nossa Senhora do Amor Divino Relembra o amor especial que Deus dedicou a Maria, escolhendo-a por sua Mãe;
Nossa Senhora do Amparo Relembra Jesus crucificado, entregando Maria como Mãe de todos os homens;
Nossa Senhora das Angústias Relembra as angústias de Maria ao presenciar a paixão e morte de Jesus;
Nossa Senhora dos Anjos Relembra Maria, como rainha das cortes celestes e também faz alusão à cidade de AssisItália, local para onde havia sido levado um pedaço do túmulo da Virgem e se ouvia sempre o canto dos anjos;
Nossa Senhora da Anunciação Visita do arcanjo Gabriel a Maria
Nossa Senhora Aparecida, ou da Conceição Aparecida. Imagem encontrada no Vale do Paraíba (São Paulo)
Nossa Senhora da Apresentação Apresentação de Maria, no Templo de Jerusalém;
Nossa Senhora Aquiropita Imagem que não foi pintada por mão humana, de devoção em Rossano, na Calábria
Nossa Senhora da Assunção Relembra a elevação de Maria, de corpo e alma, aos céus;
Nossa Senhora Auxiliadora Relembra o auxílio de Maria ao Papa Pio VII, durante o domínio napoleônico;
Nossa Senhora do Belém Relembra a maternidade de Maria, na cidade de Belém;
Nossa Senhora da Boa Hora Relembra a proteção de Maria na hora dos partos e na hora da morte;
Nossa Senhora da Boa Morte Proteção aos agonizantes;
Nossa Senhora da Boa Nova Maria é que traz aos homens a Boa Nova (Evangelho) do nascimento de Jesus;
Nossa Senhora da Boa Viagem Relembra Maria como protetora dos portugueses que partiam nas viagens de descobrimento do Novo Mundo;
Npssa Senhora do Bom Conselho Relembra Maria como grande conselheira dos Apóstolos, cultuada desde o século V, na cidade italiana de Genazzano;
Nossa Senhora do Bom Despacho Celebra o prestígio de Maria perante Deus, pelo despacho da encarnação do Verbo;
Nossa Senhora do Bom Parto / do Parto Nascimento de Jesus, tendo Maria permanecida virgem antes, durante e depois do parto.
Nossa Senhora do Bom Socorro Relembra o socorro de Maria aos cristãos, celebrado, desde o século X, em Blosville, na Normandia;
Nossa Senhora do Bom Sucesso Relembra o auxílio da Mãe de Deus para os que almejam sucesso em seus tratamentos de saúde e nos seus empreendimentos materiais;
Nossa Senhora do Brasil Relembra as inúmeras graças concedidas, por seu intermédio, aos brasileiros;
Nossa Senhora das Brotas Relembra o fato de folhas brotarem numa altar de Nossa Senhora, no início do povoamento de Cuiabá, no estado de Mato Grosso, no século XVIII;
Nossa Senhora da Cabeça Imagem encontrada no Pico da Cabeça, Serra Morena, na Andaluzia, no século XIII ;
Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança Relembra a proteção de Maria, no século XV, quando protegeu os portugueses, na sua esperança de chegar às Índias, dobrando o Cabo das Tormentas;
Nossa Senhora das Candeias Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nossa Senhora da Candelária Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nossa Senhora de Caravaggio Aparição da Virgem, no século XV, em Caravaggio, cidade italiana próxima a Milão.;
Nossa Senhora do Carmo, do Monte Carmelo. Relembra o convento construído em honra à Virgem, nos primeiros séculos do cristianismo, no Monte Carmelo, na Samaria;
Nossa Senhora da Carpição Originária de cerimonial de carpição ou capina de um terreno onde foi ereta uma capela dedicada à Virgem Maria, em São José dos CamposSão Paulo, no século XIX;
Nossa Senhora de Ceuta ou do Bastão Relembra o auxílio da Virgem Ana conquista de Ceuta, por Dom João I; sua imagem traz um rico bordão na mão, donde vem o termo “do Bastão”;
Nossa Senhora da Conceição / da Imaculada Conceição Relembra que Santana concebeu Maria, pura sem pecado.
Nossa Senhora da Consolação Relembra a Virgem como “Consoladora dos aflitos”, devoção iniciada por Santa Mônica;
Nossa Senhora de Copacabana Imagem esculpida por um índio, Francisco Tito Iupanqui, no século XVI, na aldeia de Copacabana, às margens do Lago Titicaca;
Nossa Senhora da Correia Relembra a correia da cintura da Virgem Maria, símbolo de pureza, com que as mulheres judias eram cingidas desde a infância;
Nossa Senhora dos Desamparados Relembra a proteção de Maria a uma confraria criada , no século XV, em ValênciaEspanha, para acolher crianças desamparadas;
Nossa Senhora Desatadora de Nós Relembra que a Virgem Maria liberta os homens das aflições da vida, desata os nós que os escravizam;
Nossa Senhora do Desterro A fuga para o Egito
Nossa Senhora Divina Pastora Devoção a Virgem Maria como pastora de almas, surgida no século XVIII, em SevilhaEspanha;
Nossa Senhora da Divina Providência Relembra que a Virgem confiou plenamente na Divina Providência, entregando-se totalmente a Deus;
Nossa Senhora das Dores Refere-se às sete dores da Virgem Maria: a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, a perda do menino Jesus, o encontro no caminho do Calvário, a morte de Jesus, o golpe da lança e a descida da cruz, e o sepultamento de Cristo.
Nossa Senhora da Encarnação Relembra a encarnação do Verbo no seio puríssimo da Virgem;
Nossa Senhora da Escada A Virgem é comparada à “Escada de Jacó”, que liga o céu e a terra. Também faz alusão aos trinta e um degraus que davam aceso a um santuário de Lisboa.;
Nossa Senhora da Esperança Relembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino;
Nossa Senhora da Estrela Imagem oculta por Dom Rodrigo, último rei dos visigodos, em 711, quando da invasão árabe; sendo descoberta, quando a Vila de Marvão, em Portugal, foi liberada do domínio muçulmano; Maria é chamada “Aurora da Salvação”
Nossa Senhora da Expectação Relembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino;
Nossa Senhora de Fátima, do Rosário de Fátima. Aparição em Fátima (Portugal)
Nossa Senhora da Fé Relembra que a vida da Virgem foi um contínuo “Ato de Fé, sendo esta devoção medieval originária da França e Bélgica;
Nossa Senhora da Glória Relembra coroação da Virgem como rainha;
Nossa Senhora da Graça Imagem encontrada por pescadores na praia de cascaisPortugal, em 1362 e que apareceu a Catarina Álvares, Paraguaçu, no século XVI;
Nossa Senhora das Graças ou da Medalha Milagrosa Relembra uma aparição feita a Catarina Labouré, em Paris;
Nossa Senhora de Guadalupe Aparição ao índio Juan Diego, em GuadalupeMéxico, em 1531
Nossa Senhora da Guia Relembra que a Virgem Maria guiou Jesus, na sua infância e juventude; é chamada pelos ortodoxos de Odegitria.
Nossa Senhora da Lampadosa Relembra a padroeira da ilha de Lampadosa, no Mar Mediterrâneo, entre a ilha de Malta e a Tunísia;
Nossa Senhora da Lapa Imagem escondida dos muçulmanos numa lapa, no século X, pelas monjas beneditinas de Aguiar da Beira, sendo encontrada em 1498, por uma menina, que muda de nascença, começou a falar;
Nossa Senhora do Leite ou da Lactação Relembra a Virgem nutrindo o Menino-Deus com seu leite materno;
Nossa Senhora do Líbano Relembra a milenar devoção dos libaneses á Virgem Maria, e também o santuário construído, entre 1904 e 1908, no cume Haruça, no Monte Líbano, para honrar a Imaculada Conceição de Maria;
Nossa Senhora do Livramento Relembra o livramento do fidalgo português Rodrigo Homem de Azevedo, preso pelo Duque de Alba, no século XVI.;
Nossa Senhora do Loreto Refere-se à “Casa de Nazaré”, onde viveu a Virgem Maria, transladada para um bosque de loureiros, próximo a Recanati, na Itália;
Nossa Senhora de Lourdes Aparição, no século XIX, na Gruta de Massabielle, em Lourdes(França)
Nossa Senhora de Lujan Refere-se a uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, mandada esculpir no Brasil, em 1630, por um português, residente na Argentina; que ao ser transportada, encalhou as margens do Rio Lujan;
Nossa Senhora da Luz Imagem encontrada por Pedro Martins, entre uma estranha luz, que lhe apareceu em CarnidePortugal; Maria é lembrada como aquela que apresenta seu Filho Jesus como “Luz das Nações”;
Nossa Senhora Madre de Deus Relembra a maternidade divina de Maria, cultuada desde os primeiros séculos e confirmada pelo Concílio de Éfeso ;
Nossa Senhora Mãe da Igreja Relembra a proclamação de Maria como “Mãe de todo o povo de Deus”, pelo Papa Paulo VI, em 1964, durante o Concílio Vaticano II;
Nossa Senhora Mãe dos Homens Devoção surgida no convento de São Francisco das Chagas, no bairro de Xabregas, em Lisboa, relembrando que Maria além de Mãe de Deus é Mãe de todos os homens;
Nossa Senhora das Maravilhas Relembra que a vida de Maria foi uma sucessão de maravilhas, das quais a maior foi a encarnação do Verbo. Isto atesta a própria Virgem, no canto do “Magnificat”;
Nossa Senhora dos Mares Desde os primeiros séculos do cristianismo, Maria é invocada como protetora das viagens marítimas;
Nossa Senhora dos Mártires Invocada em homenagem dos cristãos que tombaram no Cerco de Lisboa (1147)
Nossa Senhora Medianeira Relembra o papel de intermediária entre o fiel e Jesus, devoção que teve origem em Veneza, durante a grande epidemia de 1630;
Nossa Senhora de Medjugorje Aparição em Medjugorje na Bósnia-Herzegovina.
Nossa Senhora Menina Relembra a infância da Virgem, do nascimento aos três anos junto a seus pais, São Joaquim e Sant’Ana; e dos três aos doze anos, no Templo de Jerusalém;
Nossa Senhora das Mercês Relembra a aparição a São Pedro Nolasco, no início do século XII, solicitando a criação de uma Ordem destinada ao resgate de cristãos feito cativos pelos muçulmanos;
Nossa Senhora dos Milagres Relembra os grandes prodígios operados pela Mãe de Deus, Onipotência suplicante e canal de todas as graças, a quem nada Deus recusa;
Nossa Senhora da Misericórdia Por conseguir inúmeros benefícios de Deus para os homens, Maria é chamada “Mãe de Misericórdia”; o título também lembra a proteção da Virgem ás Santas Casas de Misericórdia, cuja primeira do gênero foi fundada em Lisboa, em 1498;
Nossa Senhora do Monte Relembra que a Virgem é um monte altíssimo, que vence a altura de todos os outros montes, em santidade e virtude;
Nossa Senhora de Monserrate Relembra a imagem da Virgem levada a BarcelonaEspanha, nos primeiros séculos do cristianismo, sendo que durante a invasão árabe, os cristãos esconderam a imagem na escarpada montanha de Monserrate. Mais tarde, esta imagem foi milagrosamente encontrada e no local foi construída uma grande abadia beneditina;
Nossa Senhora de Muquém Relembra o auxílio da Virgem Maria a um garimpeiro português, na vila de São Tomé de Muquém, no início da mineração em Goiás;
Nossa Senhora da Natividade Relembra o nascimento da virgem Maria, que, segundo a tradição, foi num sábado, 8 de setembro, do ano 20 a.C., na cidade de Jerusalém;
Nossa Senhora dos Navegantes Maria é invocada como protetora dos navegantes, devoção que teve seu auge durante as cruzadas e, depois, durante o período das grandes navegações;
Nossa Senhora de Nazaré Relembra a vida da Virgem Maria, em Nazaré, junto à sua sagrada família;
Nossa Senhora das Neves Refere-se a um milagre, anunciado pela Virgem Maria, de que em pleno verão, na noite de 4 para 5 de agosto, nevaria em Roma, o que realmente aconteceu no local onde hoje se ergue a basílica de Santa Maria Maior;
Nossa Senhora do Ó Alusão a Nossa Senhora nas proximidades de seu parto. Houve um sermão proferido pelo Padre Vieira, onde compara as virtudes de Maria à “perfeição da letra o“, símbolo da imortalidade e de Deus, de quem Maria é mãe. Referências as sete antífonas do Ó, nas proximidades do Natal.
Nossa Senhora da Oliveira Refere-se a uma imagem levada para GuimarãesPortugal, por São Tiago, que a colocou num templo, ao lado qual havia uma oliveira. Também, a Virgem Maria é comparada na passagem bíblica: “sua glória é igual ao fruto da Oliveira” (Os 14,6);
Nossa Senhora do Parto, do Bom Parto Recorda a proteção Virgem Maria às mães que estão para dar à luz;
Nossa Senhora do Patrocínio Relembra a intercessão da Virgem Maria junto a seu Filho, em favor dos homens, como nas Bodas de Caná;
Nossa Senhora da Paz ou Rainha da Paz Relembra a intervenção da Virgem Maria na devolução da catedral de ToledoEspanha, aos cristãos;
Nossa Senhora da Pena Relembra a Virgem como inspiradora e padroeira das letras e das artes;
Nossa Senhora da Penha Relembra o milagre realizado, no início do século XVII, por intercessão da Virgem Maria invocada por Baltazar de Abreu Cardoso, fazendeiro brasileiro, que encontrou uma serpente ao subir um penhasco (penha) que levava à sua fazenda no Rio de Janeiro;
Nossa Senhora da Penha de França Relembra a aparição da Virgem Maria a Simão Vela, monge francês, na serra chamada Penha de França, no norte da Espanha;
Nossa Senhora da Purificação Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nossa Senhora Peregrina Alusão à imagem de Nossa Senhora de Fátima
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Relembra a Virgem Maria como socorro dos cristãos, em suas horas de necessidade. Refere-se a um quadro milagroso da ilha de Creta, que após ser roubado, foi recuperado em Roma e posto, no século XIX, sob a guarda dos padres redentoristas;
Nossa Senhora da Piedade Relembra que Jesus, após o descimento da Cruz, foi entregue aos braços de sua Mãe Santíssima.
Nossa Senhora do Pilar Refere-se a uma aparição da Virgem Maria a São Tiago, que estava evangelizando em Zaragoza. A virgem lhe apareceu sentada num pilar, donde lhe vem o nome;
Nossa Senhora de Pompéia Relembra a aparição da Virgem a Bartolo Longo, em Pompéia, no sul da Itália;
Nossa Senhora da Ponte Refere-se à comparação de Maria à ponte donde passamos da terra para o céu;
Nossa Senhora Porta do Céu Refere-se à máxima que diz: “Ninguém chega ao Pai, a não ser por Jesus; e ninguém chega ao Filho, a não ser por Maria”. Esta é uma das invocações das “Ladainhas Loretanas”, considerando, pois que o culto da Mãe de Deus é a porta que leva os fiéis ao paraíso;
Nossa Senhora do Porto Refere-se a uma imagem bizantina colocada no célebre santuário, cuja construção foi iniciada no século VI, no bairro do Porto (Le Port), em Clermont-Ferrand, na França. Uma cópia deste ícone foi levada na batalha aos mulçumanos, para a retomada da cidade do Porto, em Portugal;
Nossa Senhora do Povo Relembra a construção, pelo povo de Roma, de uma igreja dedicada à Virgem Maria, no local onde se erguera o mausoléu dos Domícios, família a qual pertencia o imperador Nero;
Nossa Senhora dos Prazeres Relembra os sete principais prazeres da vida da Virgem Maria: a anunciação, a saudação de Santa Isabel, o nascimento de seu Filho, a visita dos Reis Magos, o encontro de Jesus no Templo, a primeira aparição de Jesus ressuscitado, a sua coroação no céu;
Nossa Senhora do Presépio Relembra a maternidade de Maria, na cena do presépio, conforme a tradição franciscana;
Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos Relembra que a Virgem Maria foi mãe, mestra e rainha dos apóstolos, que lhe devotavam especial veneração;
Nossa Senhora Rainha do Céu Relembra a coroação de Maria, após sua assunção aos céus;
Nossa Senhora Rainha dos Homens Relembra que Maria é rainha de todos os homens, portanto digna de todos os louvores, por parte de todos;
Nossa Senhora Rainha, Vencedora e Três vezes Admirável de Schoenstatt Imagem da Virgem Maria, padroeira do Movimento Apostólico de Schoenstatt, e relembra a aliança de amor que o padre Joseph Kentenich(1885 – 1968), selou pela primeira, 18 de Outubro de 1914, em SchoenstattAlemanha, com a Virgem Maria.;
Nossa Senhora dos Remédios Relembra a Virgem Maria como único remédio para todos os nossos trabalhos, angústias, necessidades e doenças;
Nossa Senhora do Rocio Imagem encontrada no mar, no final do século XVII, por um pescador que vivia em Rocio, próximo a Paranaguá;
Nossa Senhora do Rosário Relembra a aparição da Virgem Maria a São Domingos de Gusmão, no século XIII, pedindo-lhe a divulgação do seu rosário de orações. A consagração definitiva do Rosário de Nossa senhora deu-se a 7 de outubro de 1571, com a vitória dos cristãos na batalha de Lepanto;
Nossa Senhora do Sagrado Coração Relembra que de Maria foi formado o coração divinal de Jesus;
Nossa Senhora da Salete (em francês: de la Sallete) Relembra a aparição da Virgem Maria, a 19 de setembro de 1846, a dois pastorinhos, na montanha de SaleteIsére, nos Alpes franceses;
Nossa Senhora da Saudade Relembra a imensa saudade que a Virgem Maria teve de seu Filho, nos três dias incompletos que seu corpo esteve no sepulcro;
Nossa Senhora da Saúde Relembra que a Virgem Maria é fonte de vigor físico e moral para os homens;
Nossa Senhora Salvação do Povo Romano Relembra que a Virgem Maria sempre socorreu o povo de Roma, em todas as suas situações de necessidade.
Nossa Senhora do Sion, do Sião. Relembra a aparição da Virgem Maria, em 1842, em Roma, a Alfredo Ratisbona, ateu de origem judaica, que se converteu ao catolicismo;
Nossa Senhora da Soledade Relembra a solidão, a tristeza e saudade da Virgem Maria, por ocasião da paixão de seu Filho;
Nossa Senhora do Terço Similar à invocação de Nossa Senhora do Rosário, mas refere-se apenas a cinco mistérios da vida de Jesus;
Nossa Senhora da Visitação Relembra a visita da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel;
Nossa Senhora da Vitória Relembra que a Virgem Maria, vitoriosa, pode levar os cristãos à vitória em suas vidas. Em Portugal, foi introduzida a devoção por Dom João I, para comemorar a vitória na Batalha de Aljubarrota;

 

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Perfeito é quem te criou – Vida Reluz

Mãe Fiel (Mostra-me o caminho)- Padre Zeca