O Diabo faz parte da sua fé?

Artigo por Milton Cesar

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Uma das figuras mais temidas em praticamente todas as pessoas de fé é justamente o Diabo (na verdade seria Satanás ou Lúcifer), por tudo que ele costuma significar. Seja por medo, desconhecimento ou até fraqueza.
E se eu disser que o Diabo faz parte da sua fé?
Seria ofensivo? Blasfêmia? Ou só seria polêmico?
Pois bem, esta é uma reflexão que me proponho a fazer.
Partindo do princípio de que se existe o bem, podemos colocar como Jesus, a contrapartida, ou seja o mal, também existe, e esta é com certeza o Diabo.
Parte das pessoas de fé só é assim por causa do medo de ir para o inferno, ou parar nas “garras” do Diabo. Muitas pessoas de fé acabam acreditando mais no Diabo do que em Deus.
Existem igrejas que expulsam o “demônio” todos os dias do seu meio. Como pode ser isso? Não seria solo sagrado? Que poder é este que adentra um local que deveria ser apenas de Deus e domina as pessoas?
Ai alguns dizem que o Diabo age no mundo, porque ele também tem livre arbítrio para ir onde quiser.
Então realmente muitas pessoas vivem a sua fé em decorrência do medo do Diabo. Ou seja, ele faz também parte da sua fé já que você acredita em Deus e tem medo do Diabo, mas para ter medo é preciso acreditar no poder dele.
Isso não quer dizer que você seja um “servo” do Diabo, mas também não quer dizer que você não acredita.
Muitas vezes todo este temor pode ser apenas uma fraqueza na fé, mas também pode ser falta de explicação do significado do Diabo dentro da história da fé.
Recentemente o ator Christian Bale agradeceu a Satanás ao receber um prêmio de melhor ator, isso chocou muita gente mesmo após ele explicar que se baseou na história do Diabo para criar um personagem.
Na história existem muitos relatos de pessoas que fazem pactos com o Diabo, muitos artistas, cantores, escritores, etc… Porém sempre existe uma aura de mistério nisso. Dizem que foi feito um pacto a meia-noite em uma encruzilhada ou em um cemitério. Esses relatos ajudaram na discriminação de muitas das religiões afros que cultuam divindades e fazem alguns trabalhos sempre junto a natureza.
Porém se formos pensar friamente, para que todo este trabalho para se fazer um pacto? Se pensarmos friamente o Diabo age me qualquer momento e não tem hora marcada para se “vender a alma” (como dizem). Portanto todo este mistério serve para atiçar nossa curiosidade e também para amedrontar as pessoas.
Tenho certeza de que quem ler este texto ou vai parar antes de terminar, ou vai ficar com raiva, ou simplesmente vai refletir.
Existe a Bíblia do Diabo, Igrejas dedicadas ao Diabo e seguidores por vários lugares. Isso quer dizer que existem milhares de pessoas que acreditam no seu poder.
Mas isso é real?
Pois bem. Quem deseja o mal terá o mal. Mas de fato este é o objetivo destas pessoas? Talvez sim, talvez não.
Muitas pessoas recorrem a este lado, digamos assim, obscuro, para alcançar algo mais imediatista e materialista. Dinheiro, poder, fama, sucesso…
Porque acham que Deus não vai conceder nada disso por julgarem ser algo muito egoísta. Mas quem disse que seus desejos são egoístas? Que Deus não concederia?
Todos nós nascemos com a marca do pecado original e acredito que do mesmo jeito que temos uma inclinação para o bem, temos sempre uma inclinação para o mal. Isso independe do Diabo. É a sua natureza. Se você consegue odiar, consegue ser mal, com ou sem o Diabo ao seu lado.
Quem não gostaria de fazer um pedido e tê-lo atendido imediatamente?
Pois é. Aí entra a questão de como e para quem este pedido será feito.
Quem garante que se você trabalhar, estudar e lutar não vai conseguir alcançar o seu objetivo? Mas terá ajuda de Deus neste processo?
Se você tiver fé, vai ter! Porém muitas pessoas acabam tentando muito e muito (nem sempre da maneira certa) e num dado momento perdem a fé em Deus e começam a crer que apenas o Diabo poderá conceder este pedido. E aí?
Tudo o que fazemos tem sim uma consequência, que isso fique claro. O que você busca?
Santa Terezinha do Menino Jesus dizia não entender este medo do Diabo pois a simples pronuncia do nome de Jesus já fazia estremecer o inferno.
Mas este mundo de hoje o que temos visto é uma verdadeira ascensão do lado mal das pessoas. Seria um aumento do poder do Diabo? Não sei.
Se levarmos em conta que ele pode agir no mundo livremente pode ser.
Mesmo que cada pessoa de fé em Jesus não acredite que o Diabo possa agir na sua vida, nenhuma destas pessoas deixa de acreditar que ele vai tentar sempre, e mais que ele tem um grande poder.
Eu acredito nisso. Existe sempre uma batalha entre o que seria a luz (Deus) e o que seriam as trevas (o Diabo), mas é uma luta que nós alimentamos. Eu não duvidaria do “mal”, mesmo acreditando em Deus.
Também existem as pessoas que acreditam e dizem que o mal está nas pessoas e o inferno é aqui. Talvez seja.
Outros creem que o mal só aparecerá na forma de um Anticristo. Sinto dizer que já existem muitas pessoas contra Cristo hoje em dia.
O fato é que acreditamos na figura do Diabo e por isso mesmo vamos para uma religião, seguimos uma fé. Primeiro por crer em Deus e por temer o Diabo.
Todas as religiões acreditam de uma forma ou outra na figura do Diabo, apesar de que cada uma tem o seu jeito de enxerga-lo.

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Zoroastrismo

No zoroastrismo, a entidade Angro Mainyu (Ahriman em persa), inimigo de Ahura Mazda (Aúra-Masda), é um possível precursor das ideias que dariam forma ao diabo cristão. O zoroastrismo foi o primeiro monoteísmo ortodoxo amplamente aceito, pois foi a primeira grande doutrina monoteísta a ser adotada oficialmente por um grande império: o Império Persa. Os Zoroastristas acreditavam que não existia deus se não Aúra-Masda. Quando o Império Persa dominou a atual região de Israel, o judaísmo acabou sendo fortemente influenciado pelo zoroastrismo. As concepções judaicas de Satanás foram impactadas por Angra Mainyu, o espírito destrutivo do mal, da escuridão e da ignorância zoroastrista. A ideia de Satanás como adversário de Deus e uma figura puramente maligna parece ter raízes em livros apócrifos judaicos (como o Livro de Enoque) durante Período do Segundo Templo, época em que Israel estava sob domínio persa. Indiferentemente da origem, exatamente da mesma forma que o satã cristão, Angro Mainyu representa o lado negro da alma de todos os homens, o ego que os guia a prazeres fúteis e os afasta de tudo o que é bom.

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Como muitos imaginam o inferno

Na Bíblia:
Satanás aparece 59 vezes (23 no AT e 36 no NT) e demônio 37 vezes (no Novo Testamento).
O Diabo é chamado por muitos nomes, e assim fica até difícil saber se tratasse de 1 individuo ou muitos. Porém o primeiro relato diz que Lúcifer era um anjo que foi expulso do céu por querer se comparar a Deus. E este caiu na Terra. Interessante que a figura de Lúcifer é quase sempre interpretada como um ser das trevas, porém o próprio nome Lúcifer (do latim lux + fero = que traz luz, que dá claridade, luminoso) seria Arcanjo de Luz (ou numa tradução livre Portador da Luz), e não de trevas ou escuridão. Uma contradição com o que ele se tornou popularmente. A tradição judaica e a islâmica, além dos apócrifos cristãos, colocam que o ainda arcanjo Lúcifer era um ser de muita luz e era um dos preferidos de Deus, porém quando Deus criou a Terra e depois criou Adão, todos os anjos se curvaram a criação mas Lúcifer não aceitou se curvar pois se achava melhor que algo vindo do barro, então Deus o expulsou do céu e com ele vieram toda a sua milícia de 1 terço dos anjos convencidos por Lúcifer a se rebelarem contra Deus, mas derrotados pelas forças de um arcanjo mais poderoso, o Arcanjo Miguel.
Talvez seja esta luz que atraia tanta atenção dos que creem ou temem o Diabo. Esta talvez seja a sedução.

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Principais citações sobre Satanás na Bíblia:
1. Tentando Eva no Paraíso (Gn 3, 1-15)
2. Apostando com Deus a fidelidade de Jó (Jó 1, 1-22)
3. Tentando Jesus no deserto (Mt 4, 1-11)
4. Possuindo Judas Iscariotes (Lc 22,3)
5. No apocalipse. (Ap 20)

Pois bem, acredite sem medo o Diabo acaba fazendo parte da sua fé, mesmo no seu inconsciente. Isso não quer dizer que você não tenha fé em Deus. Apenas quer dizer que você acredita tanto no bem como no mal, mas com certeza se esforça para seguir apenas um destes caminhos.
E quem poderá julgar os caminhos que cada pessoa decide seguir. Cada caminho que as pessoas decidem se declarar.
Assim como existem as pessoas que seguem os ensinamentos de Jesus, existem os que acreditam apenas em Deus, em Alá (que é Deus), em Buda, nas Divindades Hindus, no dinheiro, Ateus e não acreditam em nada ou até os que creem apenas no Diabo. Essa é a humanidade nascida (para os que acreditam em Deus) do pecado original e que ganhou a liberdade para escolher o que quer seguir.
Porém sempre vão haver consequências.
Espero não ter chocado ninguém.

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O arcanjo Lúcifer caído

A palavra “satanás” é de origem hebraica, enquanto que “diabolos” (diabo/demônio) é grega. Esse segundo termo foi usado pelos tradutores gregos da Bíblia (LXX) para traduzir nessa língua a palavra hebraica “Satanás”.
’Satanás’ significa ‘adversário’, ‘acusador’ e indica um tipo de ministério público que no livro de Jó é descrito como presente na corte celeste e tem a função de denunciar os pecados das pessoas. ‘Diabo’, invés, significa, em grego, ‘aquele que divide’ e o termo tem somente um sentido negativo: é aquele que tenta, que procura com todos os meios de separar o homem de Deus. Este aspecto predominará na concepção bíblica e Satanás se torna a presença obscura na história, que tenta fazer com que a balança da liberdade humana pese mais na direção do mal, em oposição à graça divina que faz com que ela pese para o lado do bem.

“Satanás é uma figura muito controvertida na Bíblia. A palavra “Satã” significa em hebraico “acusador”, “opositor”. Aparece, pela primeira vez no livro de Jó, sendo como um promotor celestial. A sua intimidade com Deus e o direito de entrar no “Céu”, de ir e vir livremente e dialogar com Ele, torna-o uma figura de muito destaque. Veja o livro de Jó 1:6 “Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles”.
O livro de Jó foi escrito depois do Exílio Babilônico. Sabemos que o povo judeu, tendo retornado a Israel com a permissão de Ciro, rei persa, no ano 538 a.C, assimilou muitos costumes dos persas. Isto ocorreu devido à simpatia e apoio que receberam do rei, que inclusive permitiu a construção do Segundo Templo judaico e ainda devolveu muitos de seus tesouros, que haviam sido roubados. A religião dos persas, o Zoroastrismo, influenciou sobremaneira o judaísmo. No Zoroastrismo, existe o Deus supremo Ahura-Mazda, que sofre a oposição de uma outra força poderosa, conhecida como Angra Mainyu, ou Ahriman, “o espírito mau”. Desde o começo da existência, esses dois espíritos antagônicos têm-se combatido mutuamente.
O Zoroastrismo foi uma das mais antigas religiões a ensinar o triunfo final do bem sobre o mal. No fim, haverá punição para os maus, e recompensa para os bons. E foi do Zoroastrismo que os judeus aprenderam a crença em um Ahriman, um diabo pessoal, que, em hebraico, eles chamaram de SATAN — Por isso, o seu aparecimento na Bíblia só ocorre no livro de Jó e nos outros livros escritos após o exílio Babilônico, do ano 538 a.C. para cá. Nestes livros já aparece a influência do Zoroastrismo persa. Observe ainda que a tentação de Adão e Eva é feita pela serpente e não por Satanás, demonstrando assim que o escritor do Gênesis não conhecia Satanás. Os sábios judaicos, interpretando o Eclesiastes 10:11, afirmam (Pirkei de Rabi Eliezer 13) que, na verdade, a cobra que seduziu Adão e Eva era o Anjo Samael, que apareceu na terra sob a forma de serpente. Ele, que é conhecido como o “dono da língua”, usou sua língua para seduzir Adão e Eva ao pecado. O poder do mal está em sua língua, e este poder pode ser usado somente para dominar o sábio. Ele não pode prevalecer sobre um ignorante.
Uma outra observação interessante é que o livro de Samuel foi escrito antes da influência persa no ano de 622 a.C. e, no II livro de Samuel em seu capítulo 24:1, você lê com relação ao recenseamento de Israel o seguinte: “A cólera de IAHVÉH se inflamou novamente contra Israel e excitou David contra eles, dizendo-lhe: Vai recensear Israel e Judá”.
Agora veja esta mesma passagem no I livro das Crônicas, que foi escrito no começo do ano 300 a.C, portanto, já sob a influência do Zoroastrismo persa, com o já conhecimento de Ahriman/Satanás. No capítulo 21:1 desse livro está escrito: “e levantou-se Satã contra Israel, e excitou David a fazer o recenseamento de Israel”. Portanto, o que era IAHVÉH no livro de Samuel aparece agora no livro das Crônicas como SATANÁS (Confira em sua Bíblia).
Assim, está evidenciado que Satanás não é um conceito original da Bíblia, e sim, introduzido nela, a partir do Zoroastrismo Persa.
Passa a existir a partir daí “uma lenda” entre o povo judeu de que Satanás é considerado como o rei dos demônios, que se rebelara contra Deus sendo expulso do céu. Ao exilar-se do céu, levou consigo uma hoste de anjos caídos, e tornou-se seu líder. A rebelião começou quando ele, Satanás, o maior dos anjos, com o dobro de asas, recusou prestar homenagem a Adão. Afirmam ainda que esteve por trás do pecado de Adão e Eva, no Jardim do Éden, mantendo relação sexual com Eva, sendo, portanto, pai de Caim. Ajudou Noé a embriagar-se com vinho e tentou persuadir Abraão a não obedecer a Deus no episódio do sacrifício do seu filho Isaac.
Muitas pessoas acreditam muito no poder de Satanás e até o enaltecem em suas igrejas, razão pela qual achamos que seriam fechadas muitas igrejas se os seus dirigentes deixassem de acreditar em Satanás.
Para seu maior esclarecimento, Kardec faz uma observação sobre Satanás que descrevemos a seguir: “com relação a Satanás, é evidentemente a personificação do mal sob uma forma alegórica, pois não se poderia admitir um ser mau a lutar, de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação seria a de contrariar os seus desígnios. Precisando o homem de figuras e de imagens para impressionar a sua imaginação, ele pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos lembrando suas qualidades e seus defeitos”. E conclui: “Modernamente, os anjos ou Espíritos puros são representados por uma figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza; Satanás com dois chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das paixões inferiores. O vulgo, que toma as coisas pela letra, viu nesses emblemas um indivíduo real, como outrora vira Saturno na alegoria do Tempo”.
O Versículo 12 do capítulo 14 de Isaías deu origem à palavra Lúcifer quando da tradução da Vulgata. Alguns teólogos citam ainda Ezequiel 37,2–11 como referentes a ele. No entanto, nos textos da Bíblia hebraica e grega, esta palavra (Lúcifer) não aparece. Vejamos uma tradução apurada do original hebraico:
“Como caíste dos céus, estrela filha da manhã. Foste atirada na terra como vencedora das nações”
O texto grego, em Isaías 14,12, que originou as palavras no latim foi “ró eosfóros” (a luz matutina, astro brilhante) e “ró proi anatelon” (nascida da manhã). Veja agora o versículo no latim, onde São Jerônimo coloca a palavra Lúcifer: “quomodo cecidisti de caelo LUCIFER (astro brilhante, ou luz matutina) qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes”. Que significa “Como caíste do céu, ó estrela d’alva, filha da aurora! Como foste atirada à terra, vencedora das nações”.
Assim, fica constatado que o termo é latino, e lançado por São Jerônimo, quando da tradução da Vulgata, no século III da era Cristã. Alguns tentam ligar esta passagem ao Apocalipse 8,10 como sendo aí a queda de Lúcifer, mas a história de que seria o chefe dos anjos caídos, citados na II epístola de Pedro 2, 4 e Judas 6, não tem fundamento comprovado no Antigo Testamento, como podemos observar.
O capítulo 14 de Isaías do versículo 3 ao 22 refere-se a queda e destruição do rei Nabucodonosor da Babilônia. Foram os padres e teólogos da igreja católica que lançaram o versículo 14,12 como sendo referente a queda do príncipe dos demônios Lúcifer. Uma vez mais nos deparamos com a questão das traduções, dos folclores e das crenças pessoais! (Parte do texto de Marcelo Deldebbio)

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O Brasão de Arkhangelsk(Rússia) apresenta Miguel Arcanjo lutando contra o Diabo

Quem é quem no Inferno

A imaginação criativa na Idade Média não se limitou a conceber uma figura horripilante para Satanás. O inferno, espaço de trevas e sofrimento a que o adversário do Criador foi relegado, teve suas regiões geográficas e departamentos minuciosamente retratados pela demonologia e pelas artes cristãs.
No início o reino infernal era habitado, segundo os doutores da Igreja, por exatos 133 306 668 anjos corrompidos. Isso corresponderia à terça parte do contingente de quase 400 milhões de anjos criados por Deus, originalmente distribuídos em nove ordens, cada uma delas composta por 6 666 legiões que, por sua vez, são grupos formados por 6 666 indivíduos. Para administrar tantos demônios em seu trabalho de espalhar o mal, o Diabo delegou poderes a auxiliares, às vezes confundidos com o próprio chefe. A seguir, alguns nomes influentes no organograma do inferno:

ORGANOGRAMA DO INFERNO

Segundo algumas lendas, Lilith foi a primeira mulher de Adão, criada antes de Eva. A lenda conta que Deus criou Adão e Lilith, ambos do pó. Mas ela não aceitou a condição de ser submissa a Adão. Tendo sido criados ambos da mesma matéria, Lilith questionou a Deus porque devia obediência a Adão. Este lhe respondeu que era assim que havia feito as coisas e assim continuaria. Ela então se rebelou e decidiu abandonar o Jardim do Éden.

Adão solitário reclamou a Deus sobre a fuga da mulher, este enviou três anjos para que trouxessem Lilith de volta. Os anjos voltaram, declarando que ela se recusou a voltar para Adão. Foi então que Deus decidiu fazer outra mulher para Adão, Eva. Submissa, feita da costela de Adão, não do barro.

Lilith fugiu para as margens do Mar Vermelho, lugar onde habitavam demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. Esse seria um lugar maldito, o que provaria que ela realmente se tornou um demônio. Segundo essa tradição, o caráter demoníaco de Lilith levaria uma mulher à desobediência sobre o marido.

Não há nenhuma referência bíblica citando Lilith. A religião hebraica passou a falar sobre ela muito depois dos escritos bíblicos. Para os cristãos, ela não existiu. Há teses que dizem que Lilith era a serpente que induziu Eva a comer o fruto proibido, mas os cristãos não corroboram essa ideia. Há teses que afirmam que no Concílio de Nicéia, cujo objetivo foi definir temas fundamentais do Cristianismo, foram retirados evangelhos da Bíblia que contavam a história de Lilith. O Concílio retirou da bíblia evangelhos considerados “apócrifos”, que segundo eles foram escritos sem “inspiração divina”, por irem contra os dogmas estabelecidos pelos bispos daquela época. Entre os evangelhos banidos estariam o de Tomé, Maria Madalena, Judas, Jesus e Gênesis II.

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Quem matou mais: Deus ou o Diabo?

O blogueiro americano Steve Wells pesquisou na Bíblia para chegar ao resultado

Por Rafael Tonon

Publicado em 31 maio 2008 – Revista Superinteressante (Editora Abril)

Na Bíblia, dá Deus, de goleada. De acordo com os relatos do livro, o Todo-Poderoso é responsável por exatas 2 270 365 mortes, enquanto o coisa-ruim ostenta em seu currículo de maldades apenas 10 eliminados. Esse surpreendente levantamento foi feito pelo blogueiro americano Steve Wells, editor do site Skeptic’s Annotated Bible (“A Bíblia Anotada do Cético”), skepticsannotatedbible.com, que reproduz a Bíblia em versão online e comentada. Depois de vasculhar todas as mortes narradas no livro, Steve publicou os dados na internet.

Segundo ele, mais de 99% das mortes em nome do Senhor estão no Velho Testamento – a maior matança foi quando Deus destruiu todas as cidades nos arredores de Gerara, na Palestina, tirando a vida de 1 milhão de pessoas. No Novo Testamento, só 3 pessoas foram mandadas desta para a melhor pelas mãos do Criador: o rei Herodes, Ananias e sua esposa, Safira. Já o Diabo é responsável pela morte dos 10 filhos de Jó. Steve diz ainda que a lista de vidas tiradas tanto por Deus quanto pelo Diabo pode ser muito maior. “Só no dilúvio, quando Ele pediu a Noé para construir a arca, cerca de 30 milhões de pessoas teriam sido varridas do mundo. Mas, como é um total difícil de estimar, só somei as mortes cujos números são especificamente citados na Bíblia”, diz ele.

Para quem acha que Steve é um ateu incendiário, uma surpresa: ele é mórmon e diz que não quis causar polêmicas com o levantamento. “Sou um cara religioso e temo a Deus. Principalmente agora.”

https://super.abril.com.br/historia/quem-matou-mais-deus-ou-o-diabo/

Leia:

Quaresma e a hipocrisia das pessoas

Reflexão

Por Milton Cesar

Devo antes de começar, deixar bem claro que: A REFLEXÃO QUE VOU FAZER NÃO SE APLICA A TODOS MAS A UMA BOA PARTE!

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Pois bem, dito isso, vamos lá.

Depois dos “excessos” (dependendo do ponto de vista) do Carnaval, chega a quarta-feira de cinzas e os fiéis voltam ao seu “normal”. Digo isso porque muitos vão para as festas de carnaval e se esquecem de que são cristãos e não aplicam a máxima deixada por São Paulo na 1ª Carta a comunidade de Corinto: ““Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.”
I Coríntios, 6,12 – Bíblia Católica Online

As pessoas parecem entorpecidas (e muitos estão) pelo clima da festa e não se importam com mais nada. Não quero dizer que seja proibido “se divertir”, porém qual o significado disso tudo?

Ai chega a quarta-feira de cinzas e os antes foliões lembram-se que são “fiéis” e acorrem as igrejas. E olha que isso não é só com os católicos, mas também com nossos irmãos evangélicos e protestantes.

Depois vem a quaresma. Quarenta dias de reflexão e penitência, para fazer memória do sofrimento de Cristo. Ai vem a hipocrisia.

Muitos se abstém de carne ao menos uma vez na semana, geralmente às sexta-feiras ou as quartas, mas ao invés de se absterem de carne apenas, e muitas vezes promoverem churrascos no sábado para compensar, porque não vão alimentar uma família faminta? Porque não fazem da quaresma uma época para arrecadarem alimentos, agasalhos, cobertas, medicamentos para quem tem necessidade?

Seria mais significativo do que ficar no gesto (muitas vezes hipócrita) de se abster de carne ou jejuar.

Isso eu chamo de hipocrisia. O tentar enganar a Deus quando ninguém o engana.

Essas mesmas pessoas que não comem carne em determinados dias da semana durante a quaresma, ou fazem jejum (pasmem) de Coca-Cola ou chocolate, são as primeiras a anunciarem isso em alto em bom tom quando tem oportunidade, de novo falta lembrar do que está escrito no Evangelho de Mateus (aliás todo o capitulo 6 poderia traduzir e bem o que estou dizendo, por isso vou transcrevê-lo ao final da postagem, mas por hora o trecho a seguir vem bem a contento): “Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.””
São Mateus, 6,16-18 – Bíblia Católica Online

O que quero dizer é que a Quaresma é tempo de reflexão, mas não de se acomodar. É tempo de visitar o irmão enfermo, de fazer oração nas casas, de ajudar os necessitados. Jesus fez isso com apenas 5 pães e 2 peixes (Jo 6, 5-14). Nada desta hipocrisia de se ir na igreja nesta época, celebrar com cantos mais reflexivos e fazer isso apenas pela tradição sem dar um significado verdadeiro.

Quaresma deveria, ou melhor, deve ser sempre uma ação. Assim como Jesus fazia.

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Tudo me é permitido, porque sou filho de Deus

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Monsenhor Jonas Abib

Eu tenho a liberdade dos filhos de Deus, mas nem tudo me convém; nem tudo convém a um filho de Deus! Tudo me é permitido porque eu sou filho, mas não me deixarei dominar por coisa alguma! (cf. I Cor 6,12)

Graças a Deus, você está vendo, com essa palavra, o que Deus faz por você. Confirme mais uma vez: ”Mas o corpo não é para a devassidão, ele é para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também pelo seu poder” (I Cor 6, 13b-14).

Quando a palavra diz que nossos corpos são membros de Cristo não é uma figura ou uma imagem. Os seus membros não são os membros de sua cabeça? Claro que são, porque quem comanda os seus membros é a sua cabeça!

Se a minha cabeça não me comandasse, se não saísse da minha cabeça um feixe nervoso e do meu cérebro não saíssem os comandos, eu não poderia fazer nada, como ler, falar, etc., os meus lábios sequer se moveriam. Porque tudo isso se faz pelos comandos que vem dos nossos cérebros. Você não estaria respirando, porque os comandos vêm do seu cérebro.

Todos os nossos membros são comandados pela nossa cabeça e nós somos membros dessa cabeça. Jesus é a nossa cabeça e nós somos os seus membros. ”Não sabeis porventura que os vossos corpos são os membros de Cristo?” (cf. I Cor 6,15a) Os nossos corpos, masculino e feminino, são membros de Cristo.

Observe o que o Senhor fez com você! Assuma isso e viva a beleza do que Ele fez por você. Você foi resgatado! Você foi resgatada! Não perca mais o que o Senhor resgatou.

Não se esqueçam: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (cf. I Cor 6,12).

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Publicado Originalmente em 30/11/2018 -no site da  Canção Nova

São Mateus, 6

1.“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2.Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 3.Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direi­ta.* 4.Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, irá recompensar-te. 5.Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 6.Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará. 7.Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. 8.Não os imi­teis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. 9.Eis como deveis rezar: PAI NOS­SO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; 10.venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. 11.O pão nosso de cada dia nos dai hoje;* 12.perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;* 13.e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. 14.Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. 15.Mas, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará. 16.Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que je­juam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.” 19.“Não ajunteis para vós tesou­ros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. 20.Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. 21.Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. 22.O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. 23.Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” 24.“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.* 25.Portanto, eis que vos digo: não vos preo­cupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? 26.Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? 27.Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?* 28.E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. 29.Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. 30.Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31.Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? 32.São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. 33.Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. 34.Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”

Notas bíblicas

6,3. Não saiba: de tal modo deves guardar discrição em fazê-la.

6,11. De cada dia: poderia-se traduzir também – necessário à nossa subsistência.

6,12. Tradução literal: perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.

6,24. Riqueza: literalmente – Mamon (A palavra Mamom vem do aramaico e significa “dinheiro” ou “riqueza”. Não era uma pessoa nem um espírito. Algumas traduções antigas ainda mantêm a palavra Mamom em Mateus 6:24, mas traduções mais modernas preferem traduzir para português, como dinheiro ou riqueza.) ; luxo, dinheiro.

6,27. Pode-se traduzir também: quem pode acrescentar um côvado à sua estatura? Como a mesma palavra grega designa estatura e duração de vida, é muito mais conforme ao sentido do contexto a tradução dessa segunda maneira.” 

Bíblia Católica Online

Medo de um estado Teocrático

Teocracia (do grego Teo: Deus + cracia: poder) é o sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de algumas religiões. O poder teocrático pode ser exercido direta ou indiretamente pelos clérigos de uma religião: a sub-divisão de cargos políticos pode ser designada pelos próprios líderes religiosos (tal como foi Justiniano I) ou podem ser cidadãos laicos submetidos ao controle dos clérigos (como ocorre atualmente no Irã, onde os chefes de governoestado e poder judiciário estão submetidos ao aiatolá e ao conselho dos clérigos). Exemplos atuais de regimes desse tipo são o Vaticano, regido pela Igreja Católica e tendo como chefe de Estado um sacerdote (o Papa), e o Irã, que é controlado pelos aiatolás, líderes religiosos islâmicos, desde a Revolução Islâmica, em 1979.

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Tensão entre Israelenses e Árabes

Hoje se fala muito em duas coisas praticamente opostas liberdade e conservadorismo.

O chamado “mundo moderno” tenta mudar a definição de família a qualquer custo, e de fato já existem famílias diferentes do tradicional: homem + mulher + filhos. O que tem isso? Nada, ou muita coisa.

Na visão mais religiosa isso vai contra a ordem natural deixada por Deus, já que se acredita que foram criados (nesta ordem) o Homem, a Mulher e estes por cometerem um pecado acabaram tendo dois filhos, e depois se seguiu a tragédia do assassinato e tudo mais.

Para os chamados “de mente aberta” ou “modernos”, isso nunca aconteceu e toda esta celeuma em torno do assunto da homossexualidade é apenas conversa de gente “atrasada”. Ai seguem-se os constantes ataques as instituições religiosas e ao pensamento mais, digamos assim, conservador.

O que se percebe é uma total falta de respeito com algo básico, deixado como ensinamento até mesmo por Deus: o livre arbítrio.

Quem está errado nesta história toda? Apenas quando formos para o céu (se formos) poderemos saber. Mas o que falta é respeito pela opção do outro em ambos o caso.

O que me dá medo?

É quando alguém alcança o poder e se acha no direito de decidir o caminho de cada pessoa, baseado naquilo que ela acredita. Isso sim é perigoso.

Não podemos viver num Estado Teocrático, quando tanta coisa mais importante pode ser feita.

Vemos todos os dias noticias de violência contra mulheres, jovens e crianças em países onde apenas uma religião predomina e dita as regras para todo um povo que não pode ter opinião. Crianças sendo usadas como guerreiros travando uma guerra que não entendem.

Já esta provado que a pessoa nasce gay e não escolhe sê-lo é algo genético como ser loiro ou moreno, homem ou mulher. Não é por isso que a pessoa será mais ou menos importante, ou deverá sofrer com a intolerância.

Mas também há de se convir que nós cristãos também não precisamos atacar ninguém e muito menos sermos atacados para aceitar tudo. Cada um pode e deve ter sua opinião, desde que respeite a do irmão ou irmã.

Jesus quando caminhou na terra, escolheu pessoas diferentes entre si para serem seus seguidores, incluindo mulheres (o que naquela época era quase inadmissível e alguns países ainda insistem em diminuir o papel da mulher ainda hoje) e sempre conviveu bem, com todos.

É perigoso sermos radicais e intolerantes. Em todos os âmbitos, seja de quem é da igreja ou seja de quem não acredita em Deus. Porque todos os extremismos são ruins. Sem exceção.

Paz.

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inquisição

Cenas da inquisição, início século XIII – Estado não intervém e igreja impõe a unicidade religiosa.

Estado teocrático é um país ou nação que possui um sistema de governo que se submete às normas de uma religião específica. As regras que gerem as ações políticas, jurídicas, de conduta moral e ética, além da força policial deste modelo de governo estão baseadas em doutrinas religiosas.

Aos Estados teocráticos podem ser atribuídos os conceitos dos Estados confessionais, ou seja, que assim como a teocracia, possuem uma religião oficial ou privilegiam um grupo religioso em comparação com outras doutrinas que podem existir na mesma sociedade. O privilégio pode ser econômico, político ou mesmo judicial.

Etimologicamente, o conceito de teocracia (que forma o Estado teocrático) surgiu do grego, em que teo significa “deus” e cracia quer dizer “governo”, ou seja, teocracia significa “Governo de Deus” ou “governo divino”.

Na maioria dos Estados teocráticos, os representantes estão ligados diretamente ou indiretamente ao clero (igreja ou doutrina religiosa), sendo considerados “porta-vozes” do deus ou deuses que “governam” e “protegem” aquela nação.

Nas civilizações antigas, por exemplo, os governantes de Estados teocráticos chegavam a se declararem descendentes diretos dos deuses, como acontecia no Antigo Egito. Os egípcios cultuavam os seus faraós como se fossem verdadeiras divindades, isto porque acreditava-se que os governantes eram filhos do grande deus Amon-Rá, portanto, também tinham “sangue divino” correndo nas veias.

O faraó, como a figura de um deus vivo, era constantemente cortejado pelos seus súditos, que desejavam a sua felicidade pessoal, pois temiam que desagradando o faraó, estivessem irritando o próprio Amon-Rá.

Atualmente, entre os Estados teocráticos existentes no mundo está o Vaticano, que é representado pela Igreja Católica; o Irã, que funciona tendo como base a República Islâmica; e Israel, que segue as doutrinas de um Estado Judeu.

Estado teocrático e Estado laico

Ao contrário do que acontece nos Estados laicos ou seculares, o Estado teocrático possui uma religião oficial, sendo proibida qualquer outra manifestação pública ou cultos que não pertençam à doutrina seguida pelo país.

O Estado laico, por sua vez, não proíbe e nem oficializa qualquer tipo de manifestação religiosa. Todas as religiões são livres de praticar o seu culto. Porém, nenhuma religião deve influenciar as decisões do governo, sendo totalmente separados os conceitos e interesses religiosos dos interesses do governo democrático.

Significados.com.br

 

 

Wikipedia: teocracia

Respeito pela fé

Opinião 

riscos

Conversando com alguns catequisandos (pessoas que estão se preparando para receberem os sacramentos da Eucaristia e/ou Crisma), não que fazem formação comigo já que neste momento não estou com grupo nenhum, mas de várias comunidades, num desses dias em que Deus te coloca numa situação interessante para te chamar a atenção. Me deparei com algumas questões que me trouxeram uma inquietação enorme.

Para dividir com cada um: durante mais de quinze anos fui catequista, e também fui coordenador de Grupo de Jovens. Trabalhei todo este tempo com jovens e adultos catequisandos e crismandos e fui não só dividindo o que eu sabia, mas sempre aprendendo com cada novo grupo. Na minha formação eu sempre fui buscando me atualizar, pesquisar e ler muito, além de tirar minhas duvidas com os mais experientes da comunidade e o próprio padre. No meu caso o Padre Luiz Roberto Teixeira Di Lascio me ajudou muito incentivando e indicando livros incluindo o melhor livro para a catequese que é o Catecismo da Igreja Católica e também diversos outros livros. Eu tenho por mim que para ser um bom catequista no mínimo esta pessoa deve estar disposta a ler e se aprofundar no assunto, além de frequentar a igreja e ter fé.

Bom voltando ao que me causou inquietação. Conversando com estes catequisandos me deparei com perguntas que no mínimo deveriam ser respondidas na preparação e outras atitudes que não tem o mínimo de cabimento. Fui perguntado:

  1. Quando a pessoa confessa já pode comungar?
  2. Preciso ir na missa?
  3. O bom de ser católico é que pode se fazer tudo.

Respondi:

  1. Neste caso quem perguntou ainda estava fazendo a preparação para receber o Sacramento da Eucaristia (Primeira Comunhão), então a resposta foi “não”. Para se comungar é necessário que o padre confira o sacramento da Primeira Eucaristia primeiro e só depois comungar normalmente.
  2. O local por excelência do encontro dos católicos é justamente a Missa. Então quem é católica deve ser reservar um tempo para celebrar a sua fé na missa.. Participar dos demais grupos da igreja é importante, mas mesmo assim o local onde convergem todos os católicos é sempre a missa.
  3. Nesta última questão, que é muito séria, a frase foi dita por um catequista que obviamente não está preparado para ser catequista, deveria voltar a fazer catequese. São Paulo já escreveu: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.”                  (I Coríntios, 6, 12). Então vale entender que para todas as pessoas tudo seria permitido, mas nem tudo dever ser feito ou aceito. Porém a igreja católica não é uma religião de oba-oba, faz o que quiser como algumas pessoas acham. Pelo contrário a religião católica é cheia de dogmas e regras para nós fiéis. Não se pode fazer o que quiser, deve-se sempre seguir alguns preceitos, costumes e respeito.

Dito tudo isso eu estou realmente inquieto com tudo isso. Algumas dessas pessoas que me procuraram são pessoas que estão buscando a fé já numa idade mais adulta e estão tentando ser firmes na igreja, mas se deparam com pessoas que não estão comprometidas de verdade com a catequese, e estão lá porque gostam de dizerem que são catequistas ou veem algum status nisso. Devemos ser humildes e buscarmos sempre a sabedoria.

Assim está escrito: “Porque aqueles que santamente observarem as santas leis serão santificados, e os que as tiverem estudado poderão justificar-se. 11.Anelai, pois, pelas minhas palavras, reclamai-as ardentemente e sereis instruídos. 12.Resplandescente é a Sabedoria, e sua beleza é inalterável: os que a amam, descobrem-na facilmente. 13.Os que a procuram encontram-na. Ela antecipa-se aos que a desejam. 14.Quem, para possuí-la, levanta-se de madrugada, não terá trabalho, porque a encontrará sentada à sua porta. 15.Fazê-la objeto de seus pensamentos é a prudência perfeita, e quem por ela vigia, em breve não terá mais cuidado. 16.Ela mesma vai à procura dos que são dignos dela; ela lhes aparece nos caminhos cheia de benevolência, e vai ao encontro deles em todos os seus pensamentos, 17.porque, verdadeiramente, desde o começo, seu desejo é instruir, e desejar instruir-se é amá-la. 18.Mas amá-la é obedecer às suas leis, e obedecer às suas leis é a garantia da imortalidade. 19.Ora, a imortalidade faz habitar junto de Deus; 20.assim o desejo da Sabedoria conduz ao Reino!” Sabedoria, 6,10-20 – Bíblia Católica Online

 

Não é o dizer as coisas sem uma base teológica apenas porque acha e pronto. Não existem achismos na Igreja Católica, ou você sabe, ou não sabe, ou vai procurar saber. Você não acha nada.

Existem livros e mais livros da CNBB sobre diversos aspectos da formação de catequistas, existe o Catecismo da Igreja Católica, existem catequistas mais experientes e sempre existe o padre para se tirar dúvidas.

Eu não sei tanto quanto gostaria, mas sei quando algo pode e deve ser melhor trabalhado. O respeito a fé é sempre a primeira coisa. Ser catequista é algo sério, de compromisso e de fé. Um catequista influencia avida de seus catequisandos por isso antes de tudo ele deve ser espelho.

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Tenho me debruçado sobre o Catecismo da Igreja Católica e vou começar uma série sobre Catequese baseado unicamente sobre o catecismo, que espero servir e colaborar para a formação dos catequistas e também auxilie catequisandos. A série começa em janeiro de 2019 com postagens diárias. Peço que comentem.

Milton Cesar

O sangue de Maria correu na cruz

Teologia Leiga por Milton Cesar (com colaboração de Fabiana Aparecida)

 

Geralmente existe sempre um ataque a Igreja Católica, que parece incomodar por ter resistido estes mais de 2000 anos de pé, frente a exércitos e pessoas que tentam minar a fé de bilhões. Quando não acham mais o que falar, pois são desacreditados, resolvem recorrer a uma velha tática:

Atacar a Virgem Maria

Mas vejam bem, um pouco de discernimento já resolveria muita coisa e uma bela reflexão é esta proposta:

De quem foi o sangue que correu na cruz?

De quem era o sangue de Jesus?

Pare um pouco e pense…

Se Jesus era humano e divino, de quem era a carne e por consequência o sangue dele?

Da sua parte humana, ou seja da própria Virgem Maria.

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Deus é o criador onipotente, mas ele nunca foi um ser humano comum, quando criou Adão o fez do barro: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado.” e logo depois criou Eva da costela de Adão: “Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.” (Gn 2, 7-8. 21-23) .
Fica claro que ele não se “transformou” no homem ou na mulher e sim soprou a vida. Então Deus não teve um corpo com pele, ossos, sangue. Quando quis ser um homem através da concepção de Jesus, também o fez através de um ato divino: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.” (Lc 1, 26-38)
Existe uma clara diferença entre o milagre da gravidez de Isabel e de Maria. A primeira era casada com Zacarias e ambos já tinham certa idade, mas ainda assim continuavam a ser um casal. Já Maria era virgem e aguardava para se casar oficialmente com José, então nunca tinha mantido sequer uma relação sexual. Porém o que vale aqui é ver que Deus fez Maria ficar grávida através do Espírito Santo que é uma parte dele.

Nossa Senhora grávida

Mas toda a gravidez transcorreu de forma normal, com Maria engordando, provavelmente sentindo dores nas costas, pés inchados e até um certo cansaço, enquanto o feto desenvolvia-se, ia se formando com carne, pele, ossos e sangue. E este sangue era o sangue de Maria e não o de Deus.

Claro que é impossível de não lembrar de toda a divindade de Jesus, pois ele era parte da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e como tal possuía a sabedoria do Pai e toda a autoridade dele, para curar, ressuscitar os mortos e acima de tudo ensinar os caminhos que levam ao céu. Mas a sua parte humana tinha também o seu valor inestimável e como tal veio para ser o Cordeiro Imolado em nome dos nossos pecados.

 

Foi preso, torturado, chicoteado, coroado com espinhos e pregado numa cruz. Todo este sangue era também o sangue de sua mãe Maria.

 

Então como discutir a importância de Maria e tentar relevá-la a um papel insignificante diante disso? Até a frase muito dita por nossos irmãos protestantes: O Sangue de Jesus tem poder. – ganha um novo significado, levando-se em conta que este sangue poderoso advinha de Maria.

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Afinal se Deus quisesse apenas se parecer com um ser humano ele não teria escolhido esta jovem tão especial em plena a Galiléia e teria soprado a vida em um ser e mandado o Espírito Santo comandá-lo. Pelo contrário ele escolheu Maria e deixou que ela concebesse seu filho de carne e osso fruto do corpo dela.

O sangue de Jesus que correu na cruz era também o sangue de Maria.

“Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.” (Jo 19, 33-34) 

Para a igreja a simbologia deste ato descrito por São João está no fato de a água significar o Batismo e o sangue a Eucaristia (este é o meu sangue que será derramado por vós) e estes dois Sacramentos da Iniciação Cristã serem a espinha dorsal dos Sacramentos da Igreja Católica.

Milton Cesar e com colaboração de Fabiana Aparecida

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Catecismo da Igreja Católica

“ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA”
721 Maria, a Mãe de Deus toda santa, sempre Virgem, é a obra prima da missão do Filho e do Espírito na plenitude do tempo pela primeira vez no plano da salvação e porque o seu Espírito a preparou, o Pai encontra a Morada em, que seu Filho e seu Espírito podem habitar entre os homens. E neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre a Sabedoria: Maria é decantada e representada na Liturgia como o “trono da Sabedoria”. Nela começam a manifestar-se as
“maravilhas de Deus” que o Espírito vai realizar em Cristo e na Igreja. (Parágrafo relacionado 484)
722 O Espírito Santo preparou Maria com sua graça. Convinha que fosse “cheia de graça” a mãe daquele em quem “habita corporalmente a Plenitude da Divindade” (Cl 2,9). Por pura graça, ela foi concebida sem pecado como a mais humilde das criaturas; a mais capaz de acolher o Dom inefável do Todo-Poderoso. É com razão que o anjo Gabriel a saúda como a “filha de Sião”: “Alegra-te”. É a ação de graças de todo o Povo de Deus, e portanto da Igreja, que ela faz subir ao Pai no Espírito Santo em seu cântico, enquanto traz em si o Filho Eterno. (Parágrafos relacionados 489,2676)
723 Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. Sua virgindade transforma-se em fecundidade única pelo poder do Espírito e da fé. (Parágrafos relacionados 485,506)
724 Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai tornado Filho da Virgem. Ela é a Sarça ardente da Teofania definitiva: repleta do Espírito Santo, ela mostra o Verbo na humildade de sua carne, e é aos Pobres e às primícias das nações que ela o dá a conhecer. (Parágrafos relacionados 208,2619)
725 Finalmente, por Maria o Espírito Santo começa a pôr em Comunhão com Cristo os homens, “objetos do amor benevolente de Deus”, e os humildes são sempre os primeiros a recebê-lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos. (Parágrafo relacionado 963)
726 Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a “Mulher”, nova Eva, “mãe dos viventes”, Mãe do “Cristo total”. É nesta qualidade que ela está presente com os Doze, “com um só coração, assíduos à oração” (At 1,14), na aurora dos “últimos tempos” que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja. (Parágrafos relacionados 494,2618)

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18º Encontro (Catequese) – O católico e a sua comunidade

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 18/40)

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Sugestão para folha de encontro

Entramos em uma fase boa para fazer da nossa experiência de vivência na fé algo mais forte ainda. Qual seria o papel do católico dentro da sua comunidade? Como poderia fazer sua vivência de fé no espaço da comunidade? Católico que só reza é um bom católico? E aquele que só trabalha, mas não tem tempo de ir nas missas? E aquele que faz tudo dentro da comunidade? Enfim é o momento de falar do cristão e a sua comunidade.

Bom, tem pontos importantes que espero e sugiro que sejam resolvidos até antes desse encontro, mas caso ainda não tenham sido, vale relembrar:

  • Reunião com os pais (sugerido que se fosse viável acontecesse após a reunião um almoço ou jantar com a participação do padre e alguns membros da comunidade neste dia, mas que deixassem o padre se enturmar com estes pais e familiares)
  • Missa com os catequizandos: A organização de algumas missas onde os catequizandos sejam os leitores e até participem do canto (sempre tem alguns que cantam ou tocam) é muito válida para introduzi-los cada vez mais no universo da igreja.
  • Documentação: Recebimento de toda a documentação dos catequizandos (certificados de batismo e/ou primeira eucaristia) parar todos. Alguns podem ser batizados no decorrer da formação então é necessária uma orientação prévia, e outros podem ter que receber a Primeira Eucaristia e também tem que haver este cuidado.
  • Antecipar o nome dos padrinhos (seja para o Batismo seja para o Crisma): assim fica mais fácil fazer a orientação e preparação. Pode ser estudada a possibilidade de uma preparação dada pela Pastoral do Batismo especifica para os pais e padrinhos da catequese, num horário mais flexível até. Tudo isso depende dos combinados.
  • Marcação das datas para recebimento dos sacramentos em questão: Batismo (aos que vão necessitar), Primeira Comunhão (aos que vão necessitar) e Crisma (objetivo de todos). Todas estas datas dependem da agenda e combinado com o pároco, exceto o Crisma que depende exclusivamente de um agendamento com o Bispo, por isso é aconselhável marcar primeiro com o Bispo e depois agendar as outras datas que devem ser anteriores ao dia do Crisma, de preferencia com pelo menos 1 mês (cada data) de diferença, mas isso não é regra.
  • Atenção: Não é a secretaria das paróquias que tem que providenciar essa documentação é a Pastoral da Catequese quem deve fazer as orientações baseada no que pede a secretaria e fazer a cobrança destes documentos. Interessante deixar 1 catequista que tenha mais facilidade e tempo ficar com esta responsabilidade. Lembrando que todo o grupo de catequistas tem parte nisso.
  • Não ignore estes procedimentos. É de extrema importância que tudo seja feito com o máximo de organização e antecedência. Posso dizer que na minha experiência como catequista já vi muitos problemas que poderiam ser resolvidos de maneira simples se tornarem incontornáveis, levando muitas pessoas a ficarem com mágoas da igreja, além de ser algo muito frustrante para alguém que busca os sacramentos não ser devidamente informado ou auxiliado. O sucesso da preparação depende também da organização e metodologia.

Nosso encontro

Depois de uma boa acolhida sugiro que seja cantado Reunidos aqui. Depois todos sejam incentivados a trocarem o abraço da paz, rezando antes:

Oração pela paz

Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. Amém!

Catequista: A paz do Senhor esteja sempre convosco.

Todos: O amor de Cristo nos uniu.

Catequista: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

(Todos se cumprimentam)

Enquanto todos se cumprimentam podemos cantar Quero te dar a paz

Neste encontro sugiro que seja contada a história apresentada no aprofundamento para o catequista e depois cada catequista pode contar sua experiência na comunidade. Falar sobre como entrou e o que faz na igreja. A experiência pessoal de cada um é muito rica para se compartilhar.

É muito importante também que seja reforçado o convite para as missas (passar os horários). Também falar de tudo o que tem na comunidade (Grupos de Jovens, Oração, Adolescentes), das pastorais, da Liturgia e de como seria interessante que estes jovens participassem cantando, tocando ou lendo nas missas. Falar do dia a dia da comunidade, da paróquia e como é gratificante fazer parte disso tudo. A messe é grande e precisa de operários.

Depois sugiro uma dinâmica simples:

Dinâmica do Que Chato:

Material: Uma cartolina com divisões numeradas. Cartões com o mesmo número de divisões da cartolina. 3 caixas de bombons (ou balas conforme as possibilidades)

Desenvolvimento:

  1. Conta-se quantos catequizandos e catequistas estão presentes
  2. Distribui-se apenas os números dos cartões correspondentes ao número de participantes, incluindo catequistas e convidados se tiver no dia (importante lembrar para ninguém mostra seu número para o colega)
  3. Em cada número da cartolina coloca-se 1 bombom (respeitando o número de participantes) e reserva-se 1 caixa fechada como grande prêmio
  4. Um catequista (ou catequizando) fala um número aleatório, que não seja o próprio. A pessoa que estiver com o número fala: que chato! – pega o bombom correspondente ao seu número e já fala outro número e assim vai até sobrar apenas um que não será escolhido (na verdade o penúltimo poderia escolhê-lo mas ai ele não teria quem escolher e por isso ganha) que será o vencedor e levará além do bombom do seu número a caixa fechada de bombons.

Esta dinâmica é apenas uma brincadeira e não tem uma mensagem por trás, serve apenas como descontração.

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Para terminar a sugestão é cantar e refletir sobre esta linda música da Adriana – Se Compreendesses o Dom de Deus, que vem bem a calhar neste encontro onde falamos da fidelidade em seguir a igreja e ser cada vez mais fiel ao Senhor.

A oração final pode ser espontânea onde todos podem fazer seus pedidos e rezarem o Pai Nosso para fechar

Aprofundamento para o catequista

Uma história

Conta-se que, certa vez, um padre novo foi enviado a uma paróquia do interior. Era uma pequena cidade, cheia de fofocas e intrigas políticas. Seus moradores se diziam católicos, mas a igreja estava sempre vazia.
O padre foi quente, com novas idéias e muita esperança. Na sua chegada, houve banda de música e até discurso do prefeito. Mas não passou disso. A igreja continuou vazia. Mas o padre não desanimou. Imprimiu um folheto com a programação paroquial e distribuiu nas casas. Fez a “Ave Maria” pelo alto-falante e repetiu muitas vezes o convite para as missas. Mas pouco adiantou. Foi aquele pinguinho de gente. Sempre as mesmas pessoas.
Aí o padre teve uma ideia genial. Sabendo que aquele povo gostava de curiosidade, ele convidou os paroquianos para irem ao “enterro da Igreja”, na missa do domingo seguinte. Foi um alvoroço só. Os fofoqueiros espalharam a notícia de casa em casa. E diziam: “Esse padre não bate bem”.
Chegou o domingo.
A igreja ficou superlotada. Junto à porta de entrada, estava o caixão roxo, de “terceira”, fechado com uma vela de cada lado. Que mistério.
Na homilia o padre falou bonito sobre o amor à Igreja e a transitoriedade desta vida. A coisa tinha ficado séria. Acabada a missa, o padre pôs a estola roxa, colocou-se ao lado do caixão e disse: “Irmãos, é chegada a hora da triste despedida. Olhem pela última vez o rosto da falecida Igreja, rezem por ela e vão saindo em silêncio”.
Foi uma lição inesquecível. As pessoas esticavam o pescoço, olhavam dentro do caixão e saíam sem saber onde pôr a cara: no fundo do caixão havia um espelho. Cada um via o seu próprio rosto. A Igreja estava morta nas pessoas de seus paroquianos sem fé.
A partir daquele dia, a Paróquia se transformou. E voltou a ser uma comunidade cheia.
Essa história nos lembra de que “nós” somos a Igreja. Cada um tem que fazer a sua parte, respeitando as diferenças, ouvindo todos os grupos seja de CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), seja da RCC (Renovação Carismática Católica), sejam jovens, idosos ou crianças, as pessoas mais antigas na igreja ou até mais novas. Precisamos criar comunidades de fé dentro das nossas paróquias, tenha ela 5 mil pessoas ou 100 mil, é preciso que consigamos cada vez mais estarmos unidos.

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“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou no meio deles.” (Mt 18,20)
As palavras de Jesus são como uma instrução que muitas vezes é ignorada. Hoje é comum muitos dizerem: Eu não preciso estar na igreja, tenho Deus no coração. Interessante isso, mas vai contra algo que o próprio Deus, na figura de Jesus Cristo disse, pois você ter Deus no coração é algo bom, maravilhoso… Mas dividir isso com mais pessoas é ainda melhor. Geralmente quem faz a afirmação de que não precisa de igreja está apenas fugindo ao compromisso de cumprir os mandamentos, de ajudar os irmãos, de ser da igreja que é na verdade corpo de Cristo. A igreja é como a lua, ela não em brilho próprio, a luz dela vem de Jesus que é o sol.

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Qual a missão do verdadeiro católico? Louvar e agradecer a Deus, prestar culto participando da missa e também fazer parte da comunidade de fé, e esta comunidade é justamente na igreja que se reúne. Infelizmente muitos católicos (ou que se declaram assim) não fazem parte de verdade da comunidade de fé, são turistas que se entusiasmam para uma viajem à Aparecida do Norte ou a outras grandes igrejas (válidas também), mas na comunidade perto de onde moram só vão à semana santa e no Natal. Uma pena. A vivência verdadeira, real e rica está em ser da comunidade, da igreja para que a cada dia mais o crescimento espiritual seja maior e descubram porque o próprio Jesus Cristo vivia cercado de discípulos, mãe, amigos, vizinhos e seguidores e nunca disse: Eu tenho Deus no meu coração, posso andar sozinho. – afinal, se alguém poderia dizer isso era ele.
Amar a sua comunidade
Na missa dizemos:
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Mas é assim que vivemos a nossa realidade? Honramos o que pregamos e anunciamos na celebração da Eucaristia?
Infelizmente existem muitos paroquianos desligados de qualquer vínculo comunitário, paroquial. Vão batizar fora, porque o outro padre (que age errado e contra o Código de Direito Canônico) não exige nada de preparação. Vão casar em outra paróquia, porque a igreja é “mais bonita”. Fora os turistas que a cada domingo “assistem” (isso mesmo “assistem” e não celebram comungando em união) a missa numa igreja diferente. É uma pena, pois assim se perde o sentido de comunidade fraterna, e esse sempre foi o sinal que Jesus Cristo dava.
Muitas pessoas hoje “assistem” as missas pela TV ou Internet e acham que já fizeram sua parte. Mas enquanto estão como telespectadores, muitos estão tomando café, acessando o Facebook ou Whatsapp, falando com os familiares e outras coisas mais. Isso não é celebrar e sim apenas ver. É válido quando a pessoa está impossibilitada fisicamente e temporariamente de ir à comunidade,
não esquecendo que existem os Ministros da Saúde para levar a comunhão. Celebrar é estar em comunhão também com os irmãos.
Mas ainda bem que em toda comunidade sempre tem um grupo (nem sempre muito numeroso) de pessoas que se amam como irmãos de verdade. Esse sim é o sinal do Reino de Deus. A comunidade é, para tais pessoas, o lugar feliz do encontro com os irmãos, onde o próprio Jesus se faz presente, como ele mesmo disse: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt 18,20).
A comunidade é onde fazemos a nossa vivência na fé. É nela que recebemos o nosso Batismo, a nossa Primeira Eucaristia, a Crisma, o Matrimônio. É nela que podemos encontrar o Cristo tão desejado.

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A própria palavra Igreja já tem um caráter comunitário, pois sua tradução é “assembleia”. Então amar a sua comunidade é acima de tudo aparar as arestas, dialogar com todos os irmãos e juntos construírem um local agradável, um lugar verdadeiramente santo para celebrar o amor de Deus. Para isso devemos arregaçar as mangas e em cada reunião darmos idéias que melhorem tudo, desde a convivência até as melhores maneiras para sermos cada vez mais uma assembleia unida em torno do amor de Jesus.
Ler: Mt 25,14-30 ; Jo 15, 1-17

Fonte boa: Livro: O Sacramento da Confirmação – Pe. Luiz Cechinato- Ed. Vozes

Grupos de morte na Internet – Quem é o administrador?

Refletindo sobre o Mundo com a visão da fé (Visão Leiga)

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Grupos de morte na Internet (Quem é o administrador?)

Por Milton Cesar de Souza Alves (fidesomnium.wordpress.com)

“Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto de seus descendentes.” (Ap 12,17)

Estamos em 2017 em meio a mil problemas no mundo. Neste exato momento podemos estar próximos a Terceira Guerra Mundial, ou no mínimo a um conflito de enormes proporções.

Ainda assim, temos jovens morrendo por desafios sem sentido pela Internet. Temos jovens mutilando-se por desafios em grupos de redes sociais. Pior ainda, não é a primeira vez, ao contrário nos últimos anos tem se tornado uma constante. Uma rotina macabra onde jovens (quase sempre são os jovens) acabam machucados, feridos, ferem, se suicidam, matam ou se mutilam por nada.

Mais estranho ainda é o fato de que ninguém descobre quem administra tais grupos, quem inventa isso e chama cinicamente de “brincadeira”. Um desses desafios feitos é o Blue Whale (Baleia Azul) que deu suas primeiras noticias de suicídios entre jovens na Rússia e invadiu o mundo.

Pense um pouco, têm países que conseguem monitorar todos nos computadores ou celulares que quiserem, a tecnologia chegou a tal ponto que o simples digitar de uma palavra no Google já faz com que você seja monitorado. E ninguém descobre quem começa esse tipo de grupo, que começa, atinge seus objetivos macabros e logo somem.

Eu fiquei pensando em meio a muitas fotos que recebi vai Whatsapp e até e-mail, de jovens mutilados por aceitarem estes desafios horrendos por estes grupos de morte da internet. Existem pessoas que tem certa morbidez (quiçá um prazer em compartilhar este tipo de imagem, eu detesto, mas infelizmente acabo recebendo), juntando a isso vi uma reportagem onde uma mãe relatava que o filho tentou o suicídio duas vezes e só depois disso ela descobriu que o filho estava em um grupo da dita Baleia Azul, e também estava com os braços mutilados cheios de cortes profundos. Esta mãe não havia percebido as mudanças de comportamento do próprio filho. Sem querer julgar ninguém, mas isso acontece muito já que hoje em dia é comum todos os moradores de uma casa passarem seu tempo juntos mexendo no celular, conectados na internet sem trocar uma só palavra, sejam pais, filhos ou irmãos. Esta mesma mulher se perguntava quem poderia estar fazendo isso (comandando estes grupos de morte) e por quê?

Foi esta pergunta, de uma mãe desesperada que me fez refletir após eu ir rezar pela saúde deste jovem e de todos os outros que estão sendo vitimados. Neste mesmo dia após alguns minutos uma nova reportagem dava conta de que dois jovens universitários foram encontrados mortos dentro de um hotel. Cometeram suicídio após um pacto de morte. Não usavam drogas, o namoro era permitido e apoiado pelas famílias e eles eram bem sucedidos e nunca tinham sequer falado sobre morrerem nem tiveram casos de depressão ou percas recentes.

A pergunta daquela mãe ecoou em mim, e chego a uma conclusão, baseada na minha fé, e não ligo para o que vão dizer, mas o administrador destes grupos só pode ser o Demônio.

O mal existe?

O mal existe! Não tem como negar. É não se trata de algo psicológico ou de índole. É algo verdadeiro.

Vou aproveitar o que me disse o Valdecir Pires, um grande amigo meu, compadre e uma pessoa que tem muita fé, além de ser um grande estudioso da Palavra de Deus e da Igreja:

“Sempre pensam no anti-Cristo como uma pessoa, mas penso que é um pensamento coletivo que muitos vão aderindo de um grupo”. Exemplo: Hitler e seus seguidores.

Haja visto o julgamento de Cristo, onde foram induzidos pelos líderes políticos e religiosos da época  (um grupo) a escolherem pela crucificação…”

“Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O” diabo “(“diabolos”) é aquele que” se atira no meio” do plano de Deus e de sua “obra de salvação” realizada em Cristo. (CIC 2851) “Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira (Jo 8,44)”.

“Instigado pelo Maligno, desde o inicio da história o homem abusou da própria liberdade. O homem está dividido em si mesmo. Por esta razão, toda a vida humana, individual e coletiva, apresenta-se como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas”. (CIC 1707)

O mal parece estar agindo mais ainda no mundo, em vários pontos e lugares. Pior ainda está tentando desvirtuar os jovens.

A Bíblia nos diz que no final dos tempos o Diabo será aprisionado em definitivo. “Então ele ira fazer de tudo para levar muitos, já que ele foi vencido na cruz e com a segunda volta de Jesus, será definitivamente derrotado. Também não devemos esquecer que a terceira parte dos anjos foi expulsa do paraíso junto com ele (Lúcifer) então pergunto: Onde estarão eles? Já que acreditamos nas milícias celestes, que assistem e foram obedientes ao plano de Deus. Como a própria palavra de Deus diz que: existem mais mistérios entre o céu e a terra do que podemos entender.” palavras ainda do meu amigo Valdecir. Da conversa que tive com um padre (que acha melhor ficar anônimo) ficou uma constatação: Se existe uma força do inferno agindo nestes casos, é porque os próprios jovens estão permitindo. Falta abrirem o coração para a misericórdia de Deus e a oração.

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Foto de jovem amplamente divulgada nas redes sociais como o Whatsapp

Só age se for convidado

O demônio só terá poder sobre sua vida se você o convidar, se você o aceitar.

Hoje tudo depende de aceitar as coisas. Até estes grupos de morte que os jovens estão vitimados só são efetivados assim que você aceita entrar (seja através de um convite ou de se auto convidar). Isso é estratégico porque são as regras do mal sendo colocadas e aceitas de bom dado por grupos de jovens.

A ascensão das redes sociais fez com que este tipo de grupo de morte se espalhe numa velocidade assombrosa e entre na vida de muito mais jovens, e mate ainda mais rápido.

Na antiguidade era preciso fazer pactos fechados em grupos pequenos de pessoas para que o Mal entrasse, agora é só uma questão de aceitar ou não.

A modernidade tem, cada vez mais, feito o impossível para que seja ignorada a presença  do mal na sociedade. Mas será que realmente este tipo de coisa não existe.

Santo Agostinho já escrevia, séculos atrás, que “um hábito incontrolado se transforma em uma necessidade”. E isso é bem visto numa dependência louca que os jovens (mas não só eles) têm demonstrado do mundo virtual. Ninguém faz mais nada sem o auxilio da internet.

Seria normal isso?

Tudo tem dois lados. O lado bom desta modernidade toda. Mas também o lado ruim que é fazer com que as pessoas se isolem e fiquem totalmente presas as telas dos smartphones (antes era dos desktops, depois notebooks, tablets e agora celulares ultramodernos), conte quantas pessoas você consegue ver que não estão com um celular nas mãos, usando, olhando ou apenas segurando.

Racionalmente é quase impensável que exista alguma força que possa de uma maneira direta ou indireta afetar as nossas ações. Já teologicamente essa realidade é bem crível e digna de nota e atenção.

Tem pessoas que pregam a existência da “força da atração” ou “Lei da Atração” (vide o best-seller O Segredo) que prega que a cada pensamento insistente em algo, isto acontecerá ou será atraído para a nossa vida. Claro que neste livro (que, diga-se de passagem, faz parte da extensa lista de livros de autoajuda existentes hoje em dia) não se fala de atrair nada de ruim, apesar de deixar claro que pensamentos derrotistas não te ajudam. Basicamente a lei é “semelhante atrai semelhante” e essa métrica é à base da grande maioria dos livros de autoajuda (em praticamente todos) pregam algo bom que realmente ajuda (mesmo que eu ainda considere a Bíblia muito melhor, mas opinião é opinião, sempre servirá em algum momento um livro desses). Pois bem, então porque pensamentos em coisas ruins, em desejos de mal a outras pessoas ou até pensamentos de autodestruição não atrairiam o que tem de ruim para a sua própria vida?

Em outro livro chamado Ed & Lorraine Warren (duas pessoas consideradas no mundo inteiro como o maior casal de Demonologistas dos últimos tempos, um deles ainda vive e trabalha até hoje) falam que: “Como extensão da “Lei da Atração”, acrescenta Lorraine, “o espírito demoníaco também pode ser trazido como resultado das ações de uma pessoa”. A atração também pode ocorrer quando um indivíduo demonstra um lapso ao permitir que o seu autocontrole vacile. Como coloca Ed: “Se você não consegue se controlar então alguma coisa vai controlá-lo”. “Ódio, ira, desespero, tristeza profunda, embriaguez e uma sensação de inferioridade com tendências suicidas vão atrair o demoníaco em um estalar de dedos”. O homem não recebe nenhum buquê do demônio: esse espírito está ali apenas para promover a destruição dele”. Em suma, o espírito demoníaco costuma ser atraído por ações e tendências de pensamento incompatíveis com o bem-estar saudável e positivo.

“Pela Lei do Convite”, prossegue Ed, “a coisa é” peça e receberás’. Uma pessoa pode deliberadamente invocar o espírito demoníaco por meio de um ritual ou via um canal de comunicação sincero. Portanto, pessoas que fazem coisas negativas ou claramente contrárias à natureza estão basicamente ‘fazendo o trabalho do Diabo por ele’ e, de fato, atraem espíritos negativos para junto de si.

 “Porque o lema do espírito demoníaco é anonimato”

Ódio, obscenidade e morte fortalecem o espírito demoníaco; Derramamento de sangue e lesões físicas são elementos fundamentais do fenômeno. Ele ajuda o malvado e o ignorante; ele ataca o inocente, o incauto e o piedoso. Ele é traiçoeiro, dissimulado e vem como um ladrão na noite. Ele oculta a sua presença com mentiras e preserva o seu anonimato por meio de duplicidade e invisibilidade. Como já disseram escritores religiosos: ‘Não há nada de positivo na natureza do espírito; seu ser baseia-se na ausência de algo que seja bom’. “Existem coisas que ocorrem neste mundo que são deliberadamente mantidas em segredo — coisas que alguém só descobre pela experiência.” (trecho do Livro Ed & Lorraine Warren Demonologistas)

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Os chamados Satanistas falam até de como entrar em contato e servir ao próprio Diabo e esperam que ele assuma de vez (frisando eles não estão esperando que Lúcifer venha e domine o mundo, eles consideram que ele já age no mundo e que só falta à humanidade aceitar este ser e abandonar Deus) o controle da terra e do povo. Mas isso só pode acontecer quando deixarmos de acreditar em Deus e aceitarmos o demônio como líder. Aleister Crowley fundou esta seita e ela tem aumentado muito, apesar de alguns tentarem manter isso em segredo. A seita foi fundada por Crowley e sua esposa ainda jovens e seu maior seguidor e divulgador foi um jovem

Citei estes exemplos (exceto Santo Agostinho) de literatura popular que pode ser comprada e lida como forma de entretenimento

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Jovem que se automutilou por causa do desafio da Baleia Azul

A Igreja fala sobre isso

Geralmente a sociedade dita moderna tenta ignorar ou pelo menos desacreditar a igreja através de possibilidades cientificas e explicações até psiquiatras para estes fenômenos que atingem os jovens com estes grupos de morte que tem assolado o mundo todo, vitimando tantas vidas. Porém não tem todas as explicações.

A igreja por sua vez, ante ao aumento descontrolado de seitas que se autodenominam igrejas e que por sua vez tem ridicularizado a questão que envolve a ação do Diabo, com encenações de exorcismos e expulsões do demônio (pense um pouco: todos os dias tem que tirar o demônio do corpo de alguém, então ele não vai embora nunca daquele local), tem se calado ou pelo menos mantido em sigilo este tipo de ação. A Igreja Católica trata de modo sério isso, mas não é algo para ser divulgado.

Veja tudo o que diz no Catecismo da Igreja Católica:

II – A queda dos anjos

– 391. Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo. A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, criado por Deus. “Diabolus enim et alii daemones a Deo quidem natura creati sunt boni, sed ipsi per se facti sunt mali – Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa.”

– 392. A Escritura fala de um pecado desses anjos. Esta “queda” consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: “E vós sereis como deuses” (Gn 3,5). O Diabo é “pecador desde o princípio” (1Jo 3,8), “pai da mentira” (Jo 8,44).

– 394. A Escritura atesta a influência nefasta daquele que Jesus chama de “o homicida desde o princípio” (Jo 8,44) e que até chegou a tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai. “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (1Jo 3,9). A mais grave dessas obras, devido as suas consequências, foi à sedução mentirosa que induziu o homem a desobedecer a Deus.

– 395. Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora a sua ação cause graves danos – de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física – para cada homem e para a sociedade, esta ação é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam” (Rm 8,28).

O PRIMEIRO PECADO DO HOMEM

 – 397. O homem, tentado pelo Diabo, deixou morrer em seu coração a confiança em seu Criador e, abusando de sua liberdade, desobedeceu ao mandamento de Deus. Foi nisto que consistiu o primeiro pecado do homem. Todo pecado, daí em diante, ser uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade.

– 398. Neste pecado, o homem preferiu a si mesmo a Deus, e com isso menosprezou a Deus: optou por si mesmo contra Deus, contrariando as exigências de seu estado de criatura e consequentemente de seu próprio bem. Constituído em um estado de santidade, o homem estava destinado a ser plenamente “divinizado” por Deus na glória. Pela sedução do Diabo, quis “ser como Deus”, mas “sem Deus, e antepondo-se a Deus, e não segundo Deus”.

UM DURO COMBATE…

– 407. A doutrina sobre o pecado original ligada à doutrina da Redenção por meio de

Cristo propicia um olhar de discernimento lúcido sobre a situação do homem e de sua ação no mundo. Pelo pecado dos primeiros pais, o Diabo adquiriu certa dominação sobre o homem, embora este último permaneça livre. “O pecado original acarreta a ‘‘servidão debaixo do poder daquele que tinha o império da morte, isto é, do Diabo”. Ignorar que o homem tem uma natureza lesada, inclinada ao mal, dá lugar a graves erros no campo da educação, da política, da ação social e, dos costumes.

– 409. Esta situação dramática do mundo, que “inteiro está sob o poder do Maligno” (1Jo 5,19), faz da vida do homem um combate:

Uma luta árdua contra o poder das trevas perpassa a história universal da humanidade. Iniciada desde a origem do mundo vai durar até o último dia, segundo as palavras do Senhor. Inserido nesta batalha, o homem deve lutar sempre para aderir ao bem; não consegue alcançar a unidade interior senão com grandes labutas e o auxílio da graça de Deus.

– 413. “Deus não fez a morte, nem tem prazer em destruir os viventes… Foi pela inveja do Diabo que a morte entrou no mundo” (Sb 1,13, 2,24).

– 414. Satanás ou o Diabo, bem como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus a seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.

– 415. “Constituído por Deus em estado de justiça, o homem, instigado pelo Maligno, desde o início da história, abusou da própria liberdade. Levantou-se contra Deus, desejando atingir seu objetivo fora dele.”

– 421. “Segundo a fé dos cristãos, este mundo foi criado e conservado pelo amor do Criador; na verdade, este mundo foi reduzido à servidão do pecado, mas Cristo crucificado e ressuscitado quebrou o poder do Maligno e libertou o mundo…”.

– 447. Jesus mesmo atribui-se de maneira velada este título quando discute com os fariseus sobre o sentido do Salmo 110, mas também de modo explícito dirigindo-se a seus apóstolos. Ao longo de toda a sua vida pública, seus gestos de domínio sobre a natureza, sobre as doenças, sobre os demônios, sobre a morte e o pecado demonstravam sua soberania divina.

– 517. Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A Redenção nos vem antes de tudo pelo sangue da Cruz, mas este mistério está em ação em toda a vida de Cristo: já em sua Encarnação, pela qual, fazendo-se pobre, nos enriqueceu por sua pobreza; em sua vida oculta, que, por sua submissão, serve de reparação para nossa insubmissão; em sua palavra, que purifica seus ouvintes; em suas curas e em seus exorcismos, pelos quais “levou nossas fraquezas e carregou nossas doenças” (Mt 8,17); em sua Ressurreição, pela qual nos justifica.

A TENTAÇÃO DE JESUS

– 538. Os Evangelhos falam de um tempo de solidão de Jesus no deserto, imediatamente após seu Batismo por João: “Levado pelo Espírito” ao deserto, Jesus ali fica quarenta dias sem comer, vive com os animais selvagens e os anjos o servem [a78]. No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele “até o tempo oportuno” (Lc 4,13).

– 539. Os evangelistas assinalam o sentido salvífico desse acontecimento misterioso. Jesus é o novo Adão, que ficou fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocai outrora a Deus durante quarenta anos no deserto, Cristo se revela como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do Diabo: ele “amarrou o homem forte” para retomar lhe a presa. A vitória de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitória da

Paixão, obediência suprema de seu amor filial ao Pai.

– 540. A tentação de Jesus manifesta a maneira que o Filho de Deus tem de ser Messias o oposto da que lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-lhe. E por isso que Cristão venceu o Tentador por nós: “Pois não temos um sumo sacerdote incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado” (Hb 4,15). A Igreja se une a cada ano, mediante os quarenta dias da Grande Quaresma, ao mistério de Jesus no deserto.

– 550. O advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: “Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós” (Mt 12,28). Os exorcismos de Jesus libertam homens do domínio dos demônios. Antecipam a grande vitória de Jesus sobre “o príncipe deste mundo”. E pela Cruz de Cristo que o Reino de Deus ser definitivamente estabelecido: “Regnavit a ligno Deus  – Deus reinou “do alto do madeiro”.

– 566. A tentação no deserto mostra Jesus, Messias humilde que triunfa sobre Satanás por sua total adesão ao desígnio de salvação querido pelo Pai.

– 635. Cristo desceu, portanto, no seio da terra, a fim de que “os mortos ouçam a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem vivam” (Jo 5,25). Jesus, “o Príncipe da vida”, “destruiu pela morte o dominador da morte, isto é, O Diabo, e libertou os que passaram toda a vida em estado de servidão, pelo temor da morte” (Hb 2,5). A partir de agora, Cristo ressuscitado “detém a chave da morte e do Hades” (Ap 1,18), e “ao nome de Jesus, todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos Infernos” (Fl 2,10).

Um grande silêncio reina hoje na terra, um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei dorme. A terra tremeu e acalmou-se porque Deus adormeceu na carne e foi acordar os que dormiam desde séculos… Ele vai procurar Adão, nosso primeiro Pai, a ovelha perdida. Quer ir visitar todos os que se assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai libertar de suas dores aqueles dos quais é filho e para os quais é Deus: Adão acorrentado e Eva com ele cativa. “Eu sou teu Deus, e por causa de ti me tornei teu filho. Levanta-te, tu que dormes, pois não te criei para que fiques prisioneiro do Inferno: Levanta –te dentre os mortos, eu sou a Vida dos mortos.”

– 636. Na expressão “Jesus desceu à mansão dos mortos”, o símbolo confessa que Jesus morreu realmente e que, por sua morte por nós, venceu a morte e o Diabo, “o dominador da morte”. (Hb 2,14)

… A PARTIR DA IGREJA DOS APÓSTOLOS…

– 1086. “Assim como Cristo foi enviado pelo Pai, da mesma forma Ele mesmo enviou os apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só para pregarem o Evangelho a toda criatura, anunciarem que o Filho de

Deus, por sua Morte e Ressurreição, nos libertou do poder de Satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai, mas ainda para levarem a efeito o que anunciavam: a obra da salvação por meio do sacrifício e dos sacramentos, em tomo dos quais gravita toda a vida litúrgica”.

– 1237. Visto que o Batismo significa a libertação do pecado e de seu instigador, o Diabo pronuncia-se um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a satanás. Assim preparado, ele pode confessar a fé da Igreja, à qual será “confiado” pelo Batismo.

CURAI OS ENFERMOS…

– 1506. Cristo convida seus discípulos a segui-lo, tomando cada um sua cruz. Seguindo-o, adquirem uma nova visão da doença e dos doentes. Jesus os associa á sua vida pobre e de servidor. Faz com que participem de seu ministério de compaixão e de cura: “Partindo, eles pregavam que todos se arrependessem. E expulsavam muitos demônios e curavam muitos enfermos, ungindo-os com óleo” (Mc 6,12-13).

– 1673. Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou, é dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do Batismo. O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo”, só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, verificar antes de celebrar o exorcismo se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença.

– 1707. “Instigado pelo Maligno, desde o inicio da história o homem abusou da própria liberdade.” Sucumbiu à tentação e praticou o mal. Conserva o desejo do bem, mas sua natureza traz a ferida do pecado original. Tornou-se inclinado ao mal e sujeito ao erro: O homem está dividido em si mesmo. Por esta razão, toda a vida humana, individual e coletiva, apresenta-se como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas.

– 1708. Por sua paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado. Ele nos mereceu a vida nova no Espírito Santo. Sua graça restaura o que o pecado deteriorou em nós.

– 2113. A idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, diz Jesus (Mt 6,24). Numerosos mártires morreram por não adorar “a Besta”, recusando-se até a simular seu culto. A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, portanto, incompatível com a comunhão divina.

– 2116. Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõe “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, à astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo em que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus.

– 2117. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – mesmo que seja para proporcionar a este a saúde – são gravemente contrárias à virtude da religião. Essas práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas de uma intenção de prejudicar a outrem, ou quando recorrem ou não à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo. O recurso aos assim chamados remédios tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes maléficos nem a exploração da credulidade alheia.

– 2119. A ação de tentar a Deus consiste em pôr â prova, em palavras ou em atos, sua bondade e sua onipotência. Foi assim que Satanás quis conseguir que Jesus se atirasse do alto do templo e obrigasse Deus, desse modo, a agir. Jesus opõe-lhe a Palavra de Deus: “Não tentarás o Senhor teu Deus” (Dt 6,16). O desafio contido em tal “tentação de Deus” falta com o respeito e a confiança que devemos a nosso Criador e Senhor. Inclui sempre uma dúvida a respeito de seu amor, sua providência e seu poder.

– 2583. Depois de ter aprendido a misericórdia em seu retiro á margem da torrente do Carit, ensina à viúva de Sarepta a fé na palavra de Deus, fé que ele confirma por sua oração insistente: Deus devolve à vida o filho da viúva. Por ocasião do sacrifício no monte Carmelo, prova decisiva para a fé do povo de Deus, foi por sua súplica que o fogo do Senhor consumiu o holocausto, “na hora em que se apresenta a oferenda da tarde”: “Responde-me, Senhor, responde-me!”, são as mesmas palavras de Elias que as Liturgias orientais repetem na Epiclese eucarística [a60]. Por fim, retomando o caminho do deserto para o lugar em que o Deus vivo e verdadeiro se revelou a seu povo, Elias se escondeu, como Moisés, “na fenda do rochedo”, até que “passasse” a Presença misteriosa de Deus. Mas somente na montanha da Transfiguração se revelará Aquele cuja face buscam; o conhecimento da Glória de Deus está na face Cristo crucificado e ressuscitado.

VII. MAS LIVRAI-NOS DO MAL

 – 2850. O último pedido ao nosso Pai aparece também na oração de Jesus: “Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17,15). Diz respeito a cada um de nós pessoalmente, mas somos sempre “nós” que rezamos em comunhão com toda a Igreja e pela libertação de toda a família humana. A Oração do Senhor não cessa de abrir-nos para as dimensões da economia da salvação. Nossa interdependência no drama do pecado e da morte se transforma em solidariedade no Corpo de Cristo, na “comunhão dos santos”.

– 2851. Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O “diabo” (“diabolos”) é aquele que “se atira no meio” do plano de Deus e de sua “obra de salvação” realizada em Cristo.

– 2852. “Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira” (Jo 8), “Satanás, sedutor de toda a terra habitada” (Ap 12,9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é por sua derrota definitiva que a criação toda será “liberta da corrupção do pecado e da morte”.

“Nós sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca; o Gerado por Deus se preserva e o Maligno não o pode atingir”. “Nós sabemos que Somos de Deus e que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1 Jo 5,18-19). O Senhor, que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas, tem poder para vos proteger e vos guardar contra os ardis do Diabo que Vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus não teme o Demônio. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31).

– 2853. A vitória sobre o “príncipe deste mundo” foi alcançada, de unia vez por todas, na hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar sua vida. É o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo é “lançado fora”, “Ele põe-se a perseguir a Mulher”, mas não tem poder sobre ela: a nova Eva, “cheia de graça” por obra do Espírito Santo, é preservada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da Santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre virgem). “Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto de seus descendentes” (Ap 12,17). Por isso o Espírito e a Igreja rezam: “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22,17.20), porque a sua Vinda nos livrará do Maligno.

– 2854. Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que sejamos libertados de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Neste último pedido, a Igreja traz toda a miséria do mundo diante do Pai. Com a libertação dos males que oprimem a humanidade, ela implora o dom precioso da paz e a graça de esperar perseverantemente o retorno de Cristo. Rezando dessa forma, ela antecipa, na humildade da fé, a recapitulação de todos e de tudo naquele que “detém as chaves da Morte e do Hades” (Ap 1,18), “o Todo Poderoso, Aquele que é, Aquele que era Aquele que vem” (Ap 1,8): Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados por vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador

 

(Transcrição do Catecismo da Igreja Católica)

A igreja não ignora a existência de uma força que tenta se contrapuser a força do amor de Deus, e esta força só tem poder quando nos abrimos espaço para ela, e me desculpem os céticos e ditos ateus, nós temos andado com uma janela aberta para nossa vida e a todo o momento nos expomos mais e mais.

Não estou dizendo para ninguém se privar dos benefícios da tecnologia, mas que tenhamos prudência e discernimento ao usá-la. Não dá para aceitar tudo porque é moda ou porque um monte de idiotas já faz isso. Temos que cuidar da nossa vida.

Fazer o quê?

O que mais nos atrai ou nos leva as armadilhas destes grupos de morte é o isolamento, o sentimento de vazio. Em sua primeira Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho) o Papa Francisco já falava sobre muito do que acontecia:

“2. O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado. 7. A tentação apresenta-se, frequentemente, sob forma de desculpas e queixas, como se tivesse de haver inúmeras condições para ser possível a alegria. Habitualmente isto acontece, porque «a sociedade técnica teve a possibilidade de multiplicar as ocasiões de prazer; no entanto ela encontra dificuldades grandes no engendrar também a alegria». Posso dizer que as alegrias mais belas e espontâneas, que vi ao longo da minha vida, são as alegrias de pessoas muito pobres que têm pouco a que se agarrar. Recordo também a alegria genuína daqueles que, mesmo no meio de grandes compromissos profissionais, souberam conservar um coração crente, generoso e simples. De várias maneiras, estas alegrias bebem na fonte do amor maior, que é o de Deus, a nós manifestados em Jesus Cristo. Não me cansarei de repetir estas palavras de Bento XVI que nos levam ao centro do Evangelho: «Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo».

  1. Somente graças a este encontro – ou reencontro – com o amor de Deus, que se converte em amizade feliz, é que somos resgatados da nossa consciência isolada e da auto-referencialidade. Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro. Aqui está a fonte da ação evangelizadora. Porque, se alguém acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode conter o desejo de comunicá-lo aos outros? – 2 .A doce e reconfortante alegria de evangelizar
  2. O bem tende sempre a comunicar-se. Toda a experiência autêntica de verdade e de beleza procura, por si mesma, a sua expansão; e qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros. E, uma vez comunicado, o bem radica-se e desenvolve-se. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude, não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem. Assim, não nos deveriam surpreender frases de São Paulo como estas: “O amor de Cristo nos absorve completamente” (2Cor 5, 14); “ai de mim, se eu não evangelizar!” (1Cor 9, 16).” (Texto extraído na integra de trecho da Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium)

Cuidar de nossos filhos, nossos jovens é um dever acima de tudo de quem ama. Mas cuidar para que o mal não entre nas nossas casas, não cause estragos e não acabe levando a vida de tantos e tantos jovens, é um dever nosso, que não podemos nos dar ao luxo de ignorar, digam o que quiserem dizer.

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Uma ideia de morte

De tanto pensar, conversar, rezar, ler e tentar entender através da minha própria ignorância sobre o assunto. Das boas e reflexivas conversas que tive com meu amigo e irmão na fé Valdecir. Algumas palestras e documentários que vi. A conclusão, talvez até tão óbvia que fique oculta, é que na verdade tudo o que se prega sobre o dito Anti-Cristo não é uma pessoa em si, mas sim uma ideia. Digo mais, um conjunto de idéias que levará ao mesmo fim: o pecado de dizer não a Deus.

Dizer não a Deus é abandonar o amor pelo próximo e o amor por si mesmo. Isso só pode levar a um caminho: a morte. E não é a morte na paz, mas a morte violenta e cruel de alguém que não tem mais esperança de encontrar a paz em Jesus.

Hoje existem muitas idéias com potencial para isso, e todas, sem exceção se revestem de liberdade, mas na verdade são armadilhas para prender cada vez as pessoas.

“É em nome da liberdade total, que a pessoa acaba se aprisionando mais ainda.” (Infelizmente não posso ser justo e dizer quem falou isso por eu não lembrar neste momento). Esta frase resume muita coisa, pois todas as ideias de liberdade total (e veja bem não estou falando que devemos ser prisioneiros, mas temos deveres também com o mundo e estes deveres não permitem, por exemplo, que podemos poluir o mundo) pregam um abandono a Deus, mas logo depois a pessoa é aprisionada pela tal “liberdade” tão almejada.

Liberdade para mim é o poder ir e vir, escolher o que quero fazer, ler, ver, ouvir sem que para isso eu desrespeite o direito do outro de ser, fazer e viver o que ele quer viver.

Vou dar um exemplo mais direto de como uma dessas ideias são utópicas: A pessoa prega que quer a liberação das drogas, porque cada um tem que ter liberdade para escolher o que quer ou não fazer e também para ter a liberdade de “expandir a mente” (sempre achei que o conhecimento expandia a mente, mas vamos lá), porém esta dita “liberdade” logo se torna uma prisão, pois o que era apenas uma “diversão” se torna um vício que destrói ano após ano famílias inteiras e a vida de muitas e muitas pessoas que se entregam a esta ideia.

Então o Anti-Cristo seria, em minha opinião, um conjunto de ideias (os grupos da morte na internet são apenas uma dessas ideias) que levarão ao final dos tempos. E essas ideias já estão em curso, divulgadas em todos os meios de comunicação para questionar desde valores éticos, morais e até naturais pregando a falsa liberdade que no fim levará a um cárcere ainda mais doloroso.

 

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A bizarrice da automutilação por um desafio que não tem um prêmio real

Oculto até mesmo quando não parece

Ano passado (2016), um jovem de 21 anos, chamado Philip Budeikin, foi preso pela polícia. Ele é acusado de ser um dos chefes por trás do jogo, já que ele foi responsável por organizar oito grupos, entre 2013 e 2016, nos quais ele promovia o suicídio. Acredita-se que 15 adolescentes cometeram suicídio seguindo suas ordens, enquanto que outros cinco conseguiram ser salvos de última hora, de acordo com as acusações feitas contra Budeikin. Sabe o mais estranho, ele diz não saber de nada e ainda não se conseguiu chegar a provas definitivas

Philip Budeikin no momento da sua prisão, em detalhe e fotos dos braços de uma jovem vitima

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Charlie Charlie a ideia é conversar com um demônio

Deixo claro que todo o texto compartilhado é o que penso e não uma declaração da Igreja Católica Apostólica Romana, da qual sou um fiel leigo e não ordenado. Mas baseado e alicerçado nos livros e estudos que fiz e também na experiência e reflexões próprias.

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