O Diabo faz parte da sua fé?

Artigo por Milton Cesar

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Uma das figuras mais temidas em praticamente todas as pessoas de fé é justamente o Diabo (na verdade seria Satanás ou Lúcifer), por tudo que ele costuma significar. Seja por medo, desconhecimento ou até fraqueza.
E se eu disser que o Diabo faz parte da sua fé?
Seria ofensivo? Blasfêmia? Ou só seria polêmico?
Pois bem, esta é uma reflexão que me proponho a fazer.
Partindo do princípio de que se existe o bem, podemos colocar como Jesus, a contrapartida, ou seja o mal, também existe, e esta é com certeza o Diabo.
Parte das pessoas de fé só é assim por causa do medo de ir para o inferno, ou parar nas “garras” do Diabo. Muitas pessoas de fé acabam acreditando mais no Diabo do que em Deus.
Existem igrejas que expulsam o “demônio” todos os dias do seu meio. Como pode ser isso? Não seria solo sagrado? Que poder é este que adentra um local que deveria ser apenas de Deus e domina as pessoas?
Ai alguns dizem que o Diabo age no mundo, porque ele também tem livre arbítrio para ir onde quiser.
Então realmente muitas pessoas vivem a sua fé em decorrência do medo do Diabo. Ou seja, ele faz também parte da sua fé já que você acredita em Deus e tem medo do Diabo, mas para ter medo é preciso acreditar no poder dele.
Isso não quer dizer que você seja um “servo” do Diabo, mas também não quer dizer que você não acredita.
Muitas vezes todo este temor pode ser apenas uma fraqueza na fé, mas também pode ser falta de explicação do significado do Diabo dentro da história da fé.
Recentemente o ator Christian Bale agradeceu a Satanás ao receber um prêmio de melhor ator, isso chocou muita gente mesmo após ele explicar que se baseou na história do Diabo para criar um personagem.
Na história existem muitos relatos de pessoas que fazem pactos com o Diabo, muitos artistas, cantores, escritores, etc… Porém sempre existe uma aura de mistério nisso. Dizem que foi feito um pacto a meia-noite em uma encruzilhada ou em um cemitério. Esses relatos ajudaram na discriminação de muitas das religiões afros que cultuam divindades e fazem alguns trabalhos sempre junto a natureza.
Porém se formos pensar friamente, para que todo este trabalho para se fazer um pacto? Se pensarmos friamente o Diabo age me qualquer momento e não tem hora marcada para se “vender a alma” (como dizem). Portanto todo este mistério serve para atiçar nossa curiosidade e também para amedrontar as pessoas.
Tenho certeza de que quem ler este texto ou vai parar antes de terminar, ou vai ficar com raiva, ou simplesmente vai refletir.
Existe a Bíblia do Diabo, Igrejas dedicadas ao Diabo e seguidores por vários lugares. Isso quer dizer que existem milhares de pessoas que acreditam no seu poder.
Mas isso é real?
Pois bem. Quem deseja o mal terá o mal. Mas de fato este é o objetivo destas pessoas? Talvez sim, talvez não.
Muitas pessoas recorrem a este lado, digamos assim, obscuro, para alcançar algo mais imediatista e materialista. Dinheiro, poder, fama, sucesso…
Porque acham que Deus não vai conceder nada disso por julgarem ser algo muito egoísta. Mas quem disse que seus desejos são egoístas? Que Deus não concederia?
Todos nós nascemos com a marca do pecado original e acredito que do mesmo jeito que temos uma inclinação para o bem, temos sempre uma inclinação para o mal. Isso independe do Diabo. É a sua natureza. Se você consegue odiar, consegue ser mal, com ou sem o Diabo ao seu lado.
Quem não gostaria de fazer um pedido e tê-lo atendido imediatamente?
Pois é. Aí entra a questão de como e para quem este pedido será feito.
Quem garante que se você trabalhar, estudar e lutar não vai conseguir alcançar o seu objetivo? Mas terá ajuda de Deus neste processo?
Se você tiver fé, vai ter! Porém muitas pessoas acabam tentando muito e muito (nem sempre da maneira certa) e num dado momento perdem a fé em Deus e começam a crer que apenas o Diabo poderá conceder este pedido. E aí?
Tudo o que fazemos tem sim uma consequência, que isso fique claro. O que você busca?
Santa Terezinha do Menino Jesus dizia não entender este medo do Diabo pois a simples pronuncia do nome de Jesus já fazia estremecer o inferno.
Mas este mundo de hoje o que temos visto é uma verdadeira ascensão do lado mal das pessoas. Seria um aumento do poder do Diabo? Não sei.
Se levarmos em conta que ele pode agir no mundo livremente pode ser.
Mesmo que cada pessoa de fé em Jesus não acredite que o Diabo possa agir na sua vida, nenhuma destas pessoas deixa de acreditar que ele vai tentar sempre, e mais que ele tem um grande poder.
Eu acredito nisso. Existe sempre uma batalha entre o que seria a luz (Deus) e o que seriam as trevas (o Diabo), mas é uma luta que nós alimentamos. Eu não duvidaria do “mal”, mesmo acreditando em Deus.
Também existem as pessoas que acreditam e dizem que o mal está nas pessoas e o inferno é aqui. Talvez seja.
Outros creem que o mal só aparecerá na forma de um Anticristo. Sinto dizer que já existem muitas pessoas contra Cristo hoje em dia.
O fato é que acreditamos na figura do Diabo e por isso mesmo vamos para uma religião, seguimos uma fé. Primeiro por crer em Deus e por temer o Diabo.
Todas as religiões acreditam de uma forma ou outra na figura do Diabo, apesar de que cada uma tem o seu jeito de enxerga-lo.

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Zoroastrismo

No zoroastrismo, a entidade Angro Mainyu (Ahriman em persa), inimigo de Ahura Mazda (Aúra-Masda), é um possível precursor das ideias que dariam forma ao diabo cristão. O zoroastrismo foi o primeiro monoteísmo ortodoxo amplamente aceito, pois foi a primeira grande doutrina monoteísta a ser adotada oficialmente por um grande império: o Império Persa. Os Zoroastristas acreditavam que não existia deus se não Aúra-Masda. Quando o Império Persa dominou a atual região de Israel, o judaísmo acabou sendo fortemente influenciado pelo zoroastrismo. As concepções judaicas de Satanás foram impactadas por Angra Mainyu, o espírito destrutivo do mal, da escuridão e da ignorância zoroastrista. A ideia de Satanás como adversário de Deus e uma figura puramente maligna parece ter raízes em livros apócrifos judaicos (como o Livro de Enoque) durante Período do Segundo Templo, época em que Israel estava sob domínio persa. Indiferentemente da origem, exatamente da mesma forma que o satã cristão, Angro Mainyu representa o lado negro da alma de todos os homens, o ego que os guia a prazeres fúteis e os afasta de tudo o que é bom.

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Como muitos imaginam o inferno

Na Bíblia:
Satanás aparece 59 vezes (23 no AT e 36 no NT) e demônio 37 vezes (no Novo Testamento).
O Diabo é chamado por muitos nomes, e assim fica até difícil saber se tratasse de 1 individuo ou muitos. Porém o primeiro relato diz que Lúcifer era um anjo que foi expulso do céu por querer se comparar a Deus. E este caiu na Terra. Interessante que a figura de Lúcifer é quase sempre interpretada como um ser das trevas, porém o próprio nome Lúcifer (do latim lux + fero = que traz luz, que dá claridade, luminoso) seria Arcanjo de Luz (ou numa tradução livre Portador da Luz), e não de trevas ou escuridão. Uma contradição com o que ele se tornou popularmente. A tradição judaica e a islâmica, além dos apócrifos cristãos, colocam que o ainda arcanjo Lúcifer era um ser de muita luz e era um dos preferidos de Deus, porém quando Deus criou a Terra e depois criou Adão, todos os anjos se curvaram a criação mas Lúcifer não aceitou se curvar pois se achava melhor que algo vindo do barro, então Deus o expulsou do céu e com ele vieram toda a sua milícia de 1 terço dos anjos convencidos por Lúcifer a se rebelarem contra Deus, mas derrotados pelas forças de um arcanjo mais poderoso, o Arcanjo Miguel.
Talvez seja esta luz que atraia tanta atenção dos que creem ou temem o Diabo. Esta talvez seja a sedução.

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Principais citações sobre Satanás na Bíblia:
1. Tentando Eva no Paraíso (Gn 3, 1-15)
2. Apostando com Deus a fidelidade de Jó (Jó 1, 1-22)
3. Tentando Jesus no deserto (Mt 4, 1-11)
4. Possuindo Judas Iscariotes (Lc 22,3)
5. No apocalipse. (Ap 20)

Pois bem, acredite sem medo o Diabo acaba fazendo parte da sua fé, mesmo no seu inconsciente. Isso não quer dizer que você não tenha fé em Deus. Apenas quer dizer que você acredita tanto no bem como no mal, mas com certeza se esforça para seguir apenas um destes caminhos.
E quem poderá julgar os caminhos que cada pessoa decide seguir. Cada caminho que as pessoas decidem se declarar.
Assim como existem as pessoas que seguem os ensinamentos de Jesus, existem os que acreditam apenas em Deus, em Alá (que é Deus), em Buda, nas Divindades Hindus, no dinheiro, Ateus e não acreditam em nada ou até os que creem apenas no Diabo. Essa é a humanidade nascida (para os que acreditam em Deus) do pecado original e que ganhou a liberdade para escolher o que quer seguir.
Porém sempre vão haver consequências.
Espero não ter chocado ninguém.

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O arcanjo Lúcifer caído

A palavra “satanás” é de origem hebraica, enquanto que “diabolos” (diabo/demônio) é grega. Esse segundo termo foi usado pelos tradutores gregos da Bíblia (LXX) para traduzir nessa língua a palavra hebraica “Satanás”.
’Satanás’ significa ‘adversário’, ‘acusador’ e indica um tipo de ministério público que no livro de Jó é descrito como presente na corte celeste e tem a função de denunciar os pecados das pessoas. ‘Diabo’, invés, significa, em grego, ‘aquele que divide’ e o termo tem somente um sentido negativo: é aquele que tenta, que procura com todos os meios de separar o homem de Deus. Este aspecto predominará na concepção bíblica e Satanás se torna a presença obscura na história, que tenta fazer com que a balança da liberdade humana pese mais na direção do mal, em oposição à graça divina que faz com que ela pese para o lado do bem.

“Satanás é uma figura muito controvertida na Bíblia. A palavra “Satã” significa em hebraico “acusador”, “opositor”. Aparece, pela primeira vez no livro de Jó, sendo como um promotor celestial. A sua intimidade com Deus e o direito de entrar no “Céu”, de ir e vir livremente e dialogar com Ele, torna-o uma figura de muito destaque. Veja o livro de Jó 1:6 “Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles”.
O livro de Jó foi escrito depois do Exílio Babilônico. Sabemos que o povo judeu, tendo retornado a Israel com a permissão de Ciro, rei persa, no ano 538 a.C, assimilou muitos costumes dos persas. Isto ocorreu devido à simpatia e apoio que receberam do rei, que inclusive permitiu a construção do Segundo Templo judaico e ainda devolveu muitos de seus tesouros, que haviam sido roubados. A religião dos persas, o Zoroastrismo, influenciou sobremaneira o judaísmo. No Zoroastrismo, existe o Deus supremo Ahura-Mazda, que sofre a oposição de uma outra força poderosa, conhecida como Angra Mainyu, ou Ahriman, “o espírito mau”. Desde o começo da existência, esses dois espíritos antagônicos têm-se combatido mutuamente.
O Zoroastrismo foi uma das mais antigas religiões a ensinar o triunfo final do bem sobre o mal. No fim, haverá punição para os maus, e recompensa para os bons. E foi do Zoroastrismo que os judeus aprenderam a crença em um Ahriman, um diabo pessoal, que, em hebraico, eles chamaram de SATAN — Por isso, o seu aparecimento na Bíblia só ocorre no livro de Jó e nos outros livros escritos após o exílio Babilônico, do ano 538 a.C. para cá. Nestes livros já aparece a influência do Zoroastrismo persa. Observe ainda que a tentação de Adão e Eva é feita pela serpente e não por Satanás, demonstrando assim que o escritor do Gênesis não conhecia Satanás. Os sábios judaicos, interpretando o Eclesiastes 10:11, afirmam (Pirkei de Rabi Eliezer 13) que, na verdade, a cobra que seduziu Adão e Eva era o Anjo Samael, que apareceu na terra sob a forma de serpente. Ele, que é conhecido como o “dono da língua”, usou sua língua para seduzir Adão e Eva ao pecado. O poder do mal está em sua língua, e este poder pode ser usado somente para dominar o sábio. Ele não pode prevalecer sobre um ignorante.
Uma outra observação interessante é que o livro de Samuel foi escrito antes da influência persa no ano de 622 a.C. e, no II livro de Samuel em seu capítulo 24:1, você lê com relação ao recenseamento de Israel o seguinte: “A cólera de IAHVÉH se inflamou novamente contra Israel e excitou David contra eles, dizendo-lhe: Vai recensear Israel e Judá”.
Agora veja esta mesma passagem no I livro das Crônicas, que foi escrito no começo do ano 300 a.C, portanto, já sob a influência do Zoroastrismo persa, com o já conhecimento de Ahriman/Satanás. No capítulo 21:1 desse livro está escrito: “e levantou-se Satã contra Israel, e excitou David a fazer o recenseamento de Israel”. Portanto, o que era IAHVÉH no livro de Samuel aparece agora no livro das Crônicas como SATANÁS (Confira em sua Bíblia).
Assim, está evidenciado que Satanás não é um conceito original da Bíblia, e sim, introduzido nela, a partir do Zoroastrismo Persa.
Passa a existir a partir daí “uma lenda” entre o povo judeu de que Satanás é considerado como o rei dos demônios, que se rebelara contra Deus sendo expulso do céu. Ao exilar-se do céu, levou consigo uma hoste de anjos caídos, e tornou-se seu líder. A rebelião começou quando ele, Satanás, o maior dos anjos, com o dobro de asas, recusou prestar homenagem a Adão. Afirmam ainda que esteve por trás do pecado de Adão e Eva, no Jardim do Éden, mantendo relação sexual com Eva, sendo, portanto, pai de Caim. Ajudou Noé a embriagar-se com vinho e tentou persuadir Abraão a não obedecer a Deus no episódio do sacrifício do seu filho Isaac.
Muitas pessoas acreditam muito no poder de Satanás e até o enaltecem em suas igrejas, razão pela qual achamos que seriam fechadas muitas igrejas se os seus dirigentes deixassem de acreditar em Satanás.
Para seu maior esclarecimento, Kardec faz uma observação sobre Satanás que descrevemos a seguir: “com relação a Satanás, é evidentemente a personificação do mal sob uma forma alegórica, pois não se poderia admitir um ser mau a lutar, de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação seria a de contrariar os seus desígnios. Precisando o homem de figuras e de imagens para impressionar a sua imaginação, ele pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos lembrando suas qualidades e seus defeitos”. E conclui: “Modernamente, os anjos ou Espíritos puros são representados por uma figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza; Satanás com dois chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das paixões inferiores. O vulgo, que toma as coisas pela letra, viu nesses emblemas um indivíduo real, como outrora vira Saturno na alegoria do Tempo”.
O Versículo 12 do capítulo 14 de Isaías deu origem à palavra Lúcifer quando da tradução da Vulgata. Alguns teólogos citam ainda Ezequiel 37,2–11 como referentes a ele. No entanto, nos textos da Bíblia hebraica e grega, esta palavra (Lúcifer) não aparece. Vejamos uma tradução apurada do original hebraico:
“Como caíste dos céus, estrela filha da manhã. Foste atirada na terra como vencedora das nações”
O texto grego, em Isaías 14,12, que originou as palavras no latim foi “ró eosfóros” (a luz matutina, astro brilhante) e “ró proi anatelon” (nascida da manhã). Veja agora o versículo no latim, onde São Jerônimo coloca a palavra Lúcifer: “quomodo cecidisti de caelo LUCIFER (astro brilhante, ou luz matutina) qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes”. Que significa “Como caíste do céu, ó estrela d’alva, filha da aurora! Como foste atirada à terra, vencedora das nações”.
Assim, fica constatado que o termo é latino, e lançado por São Jerônimo, quando da tradução da Vulgata, no século III da era Cristã. Alguns tentam ligar esta passagem ao Apocalipse 8,10 como sendo aí a queda de Lúcifer, mas a história de que seria o chefe dos anjos caídos, citados na II epístola de Pedro 2, 4 e Judas 6, não tem fundamento comprovado no Antigo Testamento, como podemos observar.
O capítulo 14 de Isaías do versículo 3 ao 22 refere-se a queda e destruição do rei Nabucodonosor da Babilônia. Foram os padres e teólogos da igreja católica que lançaram o versículo 14,12 como sendo referente a queda do príncipe dos demônios Lúcifer. Uma vez mais nos deparamos com a questão das traduções, dos folclores e das crenças pessoais! (Parte do texto de Marcelo Deldebbio)

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O Brasão de Arkhangelsk(Rússia) apresenta Miguel Arcanjo lutando contra o Diabo

Quem é quem no Inferno

A imaginação criativa na Idade Média não se limitou a conceber uma figura horripilante para Satanás. O inferno, espaço de trevas e sofrimento a que o adversário do Criador foi relegado, teve suas regiões geográficas e departamentos minuciosamente retratados pela demonologia e pelas artes cristãs.
No início o reino infernal era habitado, segundo os doutores da Igreja, por exatos 133 306 668 anjos corrompidos. Isso corresponderia à terça parte do contingente de quase 400 milhões de anjos criados por Deus, originalmente distribuídos em nove ordens, cada uma delas composta por 6 666 legiões que, por sua vez, são grupos formados por 6 666 indivíduos. Para administrar tantos demônios em seu trabalho de espalhar o mal, o Diabo delegou poderes a auxiliares, às vezes confundidos com o próprio chefe. A seguir, alguns nomes influentes no organograma do inferno:

ORGANOGRAMA DO INFERNO

Segundo algumas lendas, Lilith foi a primeira mulher de Adão, criada antes de Eva. A lenda conta que Deus criou Adão e Lilith, ambos do pó. Mas ela não aceitou a condição de ser submissa a Adão. Tendo sido criados ambos da mesma matéria, Lilith questionou a Deus porque devia obediência a Adão. Este lhe respondeu que era assim que havia feito as coisas e assim continuaria. Ela então se rebelou e decidiu abandonar o Jardim do Éden.

Adão solitário reclamou a Deus sobre a fuga da mulher, este enviou três anjos para que trouxessem Lilith de volta. Os anjos voltaram, declarando que ela se recusou a voltar para Adão. Foi então que Deus decidiu fazer outra mulher para Adão, Eva. Submissa, feita da costela de Adão, não do barro.

Lilith fugiu para as margens do Mar Vermelho, lugar onde habitavam demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. Esse seria um lugar maldito, o que provaria que ela realmente se tornou um demônio. Segundo essa tradição, o caráter demoníaco de Lilith levaria uma mulher à desobediência sobre o marido.

Não há nenhuma referência bíblica citando Lilith. A religião hebraica passou a falar sobre ela muito depois dos escritos bíblicos. Para os cristãos, ela não existiu. Há teses que dizem que Lilith era a serpente que induziu Eva a comer o fruto proibido, mas os cristãos não corroboram essa ideia. Há teses que afirmam que no Concílio de Nicéia, cujo objetivo foi definir temas fundamentais do Cristianismo, foram retirados evangelhos da Bíblia que contavam a história de Lilith. O Concílio retirou da bíblia evangelhos considerados “apócrifos”, que segundo eles foram escritos sem “inspiração divina”, por irem contra os dogmas estabelecidos pelos bispos daquela época. Entre os evangelhos banidos estariam o de Tomé, Maria Madalena, Judas, Jesus e Gênesis II.

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Quem matou mais: Deus ou o Diabo?

O blogueiro americano Steve Wells pesquisou na Bíblia para chegar ao resultado

Por Rafael Tonon

Publicado em 31 maio 2008 – Revista Superinteressante (Editora Abril)

Na Bíblia, dá Deus, de goleada. De acordo com os relatos do livro, o Todo-Poderoso é responsável por exatas 2 270 365 mortes, enquanto o coisa-ruim ostenta em seu currículo de maldades apenas 10 eliminados. Esse surpreendente levantamento foi feito pelo blogueiro americano Steve Wells, editor do site Skeptic’s Annotated Bible (“A Bíblia Anotada do Cético”), skepticsannotatedbible.com, que reproduz a Bíblia em versão online e comentada. Depois de vasculhar todas as mortes narradas no livro, Steve publicou os dados na internet.

Segundo ele, mais de 99% das mortes em nome do Senhor estão no Velho Testamento – a maior matança foi quando Deus destruiu todas as cidades nos arredores de Gerara, na Palestina, tirando a vida de 1 milhão de pessoas. No Novo Testamento, só 3 pessoas foram mandadas desta para a melhor pelas mãos do Criador: o rei Herodes, Ananias e sua esposa, Safira. Já o Diabo é responsável pela morte dos 10 filhos de Jó. Steve diz ainda que a lista de vidas tiradas tanto por Deus quanto pelo Diabo pode ser muito maior. “Só no dilúvio, quando Ele pediu a Noé para construir a arca, cerca de 30 milhões de pessoas teriam sido varridas do mundo. Mas, como é um total difícil de estimar, só somei as mortes cujos números são especificamente citados na Bíblia”, diz ele.

Para quem acha que Steve é um ateu incendiário, uma surpresa: ele é mórmon e diz que não quis causar polêmicas com o levantamento. “Sou um cara religioso e temo a Deus. Principalmente agora.”

https://super.abril.com.br/historia/quem-matou-mais-deus-ou-o-diabo/

Leia:

Quaresma e a hipocrisia das pessoas

Reflexão

Por Milton Cesar

Devo antes de começar, deixar bem claro que: A REFLEXÃO QUE VOU FAZER NÃO SE APLICA A TODOS MAS A UMA BOA PARTE!

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Pois bem, dito isso, vamos lá.

Depois dos “excessos” (dependendo do ponto de vista) do Carnaval, chega a quarta-feira de cinzas e os fiéis voltam ao seu “normal”. Digo isso porque muitos vão para as festas de carnaval e se esquecem de que são cristãos e não aplicam a máxima deixada por São Paulo na 1ª Carta a comunidade de Corinto: ““Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.”
I Coríntios, 6,12 – Bíblia Católica Online

As pessoas parecem entorpecidas (e muitos estão) pelo clima da festa e não se importam com mais nada. Não quero dizer que seja proibido “se divertir”, porém qual o significado disso tudo?

Ai chega a quarta-feira de cinzas e os antes foliões lembram-se que são “fiéis” e acorrem as igrejas. E olha que isso não é só com os católicos, mas também com nossos irmãos evangélicos e protestantes.

Depois vem a quaresma. Quarenta dias de reflexão e penitência, para fazer memória do sofrimento de Cristo. Ai vem a hipocrisia.

Muitos se abstém de carne ao menos uma vez na semana, geralmente às sexta-feiras ou as quartas, mas ao invés de se absterem de carne apenas, e muitas vezes promoverem churrascos no sábado para compensar, porque não vão alimentar uma família faminta? Porque não fazem da quaresma uma época para arrecadarem alimentos, agasalhos, cobertas, medicamentos para quem tem necessidade?

Seria mais significativo do que ficar no gesto (muitas vezes hipócrita) de se abster de carne ou jejuar.

Isso eu chamo de hipocrisia. O tentar enganar a Deus quando ninguém o engana.

Essas mesmas pessoas que não comem carne em determinados dias da semana durante a quaresma, ou fazem jejum (pasmem) de Coca-Cola ou chocolate, são as primeiras a anunciarem isso em alto em bom tom quando tem oportunidade, de novo falta lembrar do que está escrito no Evangelho de Mateus (aliás todo o capitulo 6 poderia traduzir e bem o que estou dizendo, por isso vou transcrevê-lo ao final da postagem, mas por hora o trecho a seguir vem bem a contento): “Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.””
São Mateus, 6,16-18 – Bíblia Católica Online

O que quero dizer é que a Quaresma é tempo de reflexão, mas não de se acomodar. É tempo de visitar o irmão enfermo, de fazer oração nas casas, de ajudar os necessitados. Jesus fez isso com apenas 5 pães e 2 peixes (Jo 6, 5-14). Nada desta hipocrisia de se ir na igreja nesta época, celebrar com cantos mais reflexivos e fazer isso apenas pela tradição sem dar um significado verdadeiro.

Quaresma deveria, ou melhor, deve ser sempre uma ação. Assim como Jesus fazia.

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Tudo me é permitido, porque sou filho de Deus

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Monsenhor Jonas Abib

Eu tenho a liberdade dos filhos de Deus, mas nem tudo me convém; nem tudo convém a um filho de Deus! Tudo me é permitido porque eu sou filho, mas não me deixarei dominar por coisa alguma! (cf. I Cor 6,12)

Graças a Deus, você está vendo, com essa palavra, o que Deus faz por você. Confirme mais uma vez: ”Mas o corpo não é para a devassidão, ele é para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também pelo seu poder” (I Cor 6, 13b-14).

Quando a palavra diz que nossos corpos são membros de Cristo não é uma figura ou uma imagem. Os seus membros não são os membros de sua cabeça? Claro que são, porque quem comanda os seus membros é a sua cabeça!

Se a minha cabeça não me comandasse, se não saísse da minha cabeça um feixe nervoso e do meu cérebro não saíssem os comandos, eu não poderia fazer nada, como ler, falar, etc., os meus lábios sequer se moveriam. Porque tudo isso se faz pelos comandos que vem dos nossos cérebros. Você não estaria respirando, porque os comandos vêm do seu cérebro.

Todos os nossos membros são comandados pela nossa cabeça e nós somos membros dessa cabeça. Jesus é a nossa cabeça e nós somos os seus membros. ”Não sabeis porventura que os vossos corpos são os membros de Cristo?” (cf. I Cor 6,15a) Os nossos corpos, masculino e feminino, são membros de Cristo.

Observe o que o Senhor fez com você! Assuma isso e viva a beleza do que Ele fez por você. Você foi resgatado! Você foi resgatada! Não perca mais o que o Senhor resgatou.

Não se esqueçam: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (cf. I Cor 6,12).

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Publicado Originalmente em 30/11/2018 -no site da  Canção Nova

São Mateus, 6

1.“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2.Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 3.Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direi­ta.* 4.Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, irá recompensar-te. 5.Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 6.Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará. 7.Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. 8.Não os imi­teis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. 9.Eis como deveis rezar: PAI NOS­SO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; 10.venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. 11.O pão nosso de cada dia nos dai hoje;* 12.perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;* 13.e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. 14.Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. 15.Mas, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará. 16.Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que je­juam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.” 19.“Não ajunteis para vós tesou­ros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. 20.Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. 21.Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. 22.O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. 23.Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” 24.“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.* 25.Portanto, eis que vos digo: não vos preo­cupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? 26.Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? 27.Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?* 28.E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. 29.Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. 30.Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31.Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? 32.São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. 33.Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. 34.Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”

Notas bíblicas

6,3. Não saiba: de tal modo deves guardar discrição em fazê-la.

6,11. De cada dia: poderia-se traduzir também – necessário à nossa subsistência.

6,12. Tradução literal: perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.

6,24. Riqueza: literalmente – Mamon (A palavra Mamom vem do aramaico e significa “dinheiro” ou “riqueza”. Não era uma pessoa nem um espírito. Algumas traduções antigas ainda mantêm a palavra Mamom em Mateus 6:24, mas traduções mais modernas preferem traduzir para português, como dinheiro ou riqueza.) ; luxo, dinheiro.

6,27. Pode-se traduzir também: quem pode acrescentar um côvado à sua estatura? Como a mesma palavra grega designa estatura e duração de vida, é muito mais conforme ao sentido do contexto a tradução dessa segunda maneira.” 

Bíblia Católica Online

Ainda podemos ser santos hoje em dia?

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro 34/40 – Complemento 17)

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São Francisco de Assis

Não existe uma forma de se alcançar a santidade, ou melhor, existe sim… E todo o segredo está no seguimento a Deus. Para a igreja católica, a santidade começa no momento em que os  10 mandamentos de Deus ( Ex 20,3-17, Dt 5,7-21) são obedecidos:

1º “Não terás outros deuses diante de mim.”

2º “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.”

3º “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.”

4º “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; “mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.”

5º “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.”

6º “Não matarás.”

7º “Não adulterarás.”

8º “Não furtarás.”

9º “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”

10º “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

Também faz parte da santidade seguir o que Jesus orienta em Mateus 22,37-40:

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. “Este é o grande e primeiro mandamento. “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

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Esta pintura é considerada a mais fiel reprodução do verdadeiro rosto de São Francisco

São Francisco é um dos maiores exemplos de santidade e obediência a Deus e ele foi chamado no silêncio da sua oração e acabou se tornando um exemplo de vida em Cristo.

Mas a santidade é mais do que obedecer um mandamento, é mais do que “A lei pela lei” , a santidade começa no perdão ao próximo, nos atos de caridade:

As obras de misericórdia corporais são:

1ª Dar de comer a quem tem fome;

2ª Dar de beber a quem tem sede;

3ª Vestir os nus;

4ª Dar pousada aos peregrinos;

5ª Assistir aos enfermos;

6ª Visitar os presos;

7ª Enterrar os mortos.

As obras de misericórdia espirituais são:

1ª Dar bom conselho;

2ª Ensinar os ignorantes;

3ª Corrigir os que erram;

4ª Consolar os aflitos;

5ª Perdoar as injúrias;

6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;

7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Santidade está em ser fiel a Deus e bom para o próximo e para o mundo, abrir mão de si mesmo para ajudar a quem precisa e ser acima de tudo misericordioso.

Mas para nós que queremos ser santos no dia a dia, lembrar sempre que servimos a Jesus Cristo e em tudo tentar seguir o seu exemplo de vida já seria maravilhoso. Afinal somos todos pecadores, mas não queremos e não podemos continuar a ser. Seremos santos, não os santos que alcançaram os altares, mas sim santos na vida, exemplos de caráter, honestidade e amor a Deus. Pois o cristão de verdade sabe o que é errado e teme a Deus que tudo vê, tudo sabe e está em tudo e não aceita errar (cometer um crime por exemplo) seja qual for a gravidade esperando pelo perdão de Deus, pois o maior pecador é aquele que sabe o que está fazendo e mesmo assim aceita fazer.

Vamos ser santos na medida em que nossa vida se torna exemplo de conduta e fé em Deus, e acredite esta santidade será vivida na igreja, nos momentos felizes e tristes sempre com o amor do Pai.

Milton Cesar (Fides Omnium)

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“Quer saber como ser santo? Faça bem todas as coisas. Leve Jesus para todos os lugares. Convide-O para estar em todos os lugares. Santidade não é fuga do mundo, mas transformação deste mundo. É saber que podemos curtir aqui, mas sem sermos “curtidos”. É saber que podemos deixar marcas de Céu na vida de todos aqueles que estão ao nosso redor. Isso é ser santo. Fazer bem todas as coisas e amar. Esse é o segredo da santidade, a verdade de uma humanidade que vive a si própria na plenitude. O amor é tudo o que as pessoas procuram.

Somos o que queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos. Em cada escolha nossa, deixamos um rastro de nosso jeito de ser pessoa e, assim, deixamos um jeito de ser santo. O amanhã depende muito de como vivemos o hoje. Não deixe a vida o levar; leve a vida! Não a desperdice!

Vamos viver com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.

Existem muitas pessoas que pensam viver, mas, na verdade, estão fingindo. Ao mesmo tempo, muitos acreditam que, para ser santos, devam deixar de viver. Não é nada disso. A ordem é: Viva! Viva a vida! Deseje o Céu!

É hora de nos levantarmos e propormos uma santidade linda, apresentada pela Igreja Católica há mais de dois mil anos e que é possível. Vamos santificar nossos namoros, nosso trabalho, nossas amizades, nossas baladas. É possível! O mundo e Deus esperam isso de nós! A juventude é uma riqueza que nos leva à descoberta da vida como um dom e uma tarefa.

Você se lembra do jovem do Evangelho que era muito rico e um dia perguntou para Jesus o que era preciso para ganhar a vida eterna? Se quiser, confira essa passagem em Mateus (19, 16-22); ele percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas, no momento da grande decisão, não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Saiu dali triste e abatido. Faltou-lhe a generosidade, o que impediu uma realização plena. O jovem fechou-se em sua riqueza, tornando-se egoísta.

Não podemos desperdiçar a nossa juventude. Devemos vivê-la intensamente, apostando tudo em Jesus e sendo gente, humanos. Sempre com a certeza de que é possível sermos santos de calça jeans.

(Trecho extraído do livro “Santos de Calça Jeans” de Adriano Gonçalves).”

Palavras do Papa Francisco, 19 de Novembro de 2014

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Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Um grande dom do Concílio Vaticano II foi ter recuperado uma visão de Igreja fundada na comunhão e ter voltado a entender também o princípio da autoridade e da hierarquia em tal perspectiva. Isto ajudou-nos a compreender melhor que, enquanto baptizados, todos os cristãos têm igual dignidade diante do Senhor e são irmanados pela mesma vocação, que é a santidade (cf. Constituição Lumen gentium, 39-42). Agora, interroguemo-nos: em que consiste esta vocação universal a sermos santos? E como a podemos realizar?

Antes de tudo, devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nos propomos sozinhos, que nós obtemos com as nossas qualidades e capacidades. A santidade é um dom, é a dádiva que o Senhor Jesus nos oferece, quando nos toma consigo e nos reveste de Si mesmo, tornando-nos como Ele é. Na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo afirma que «Cristo amou a Igreja e se entregou por ela para a santificar» (Ef 5, 25-26). Eis que, verdadeiramente, a santidade é o rosto mais bonito da Igreja, o aspecto mais belo: é redescobrir-se em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor. Então, compreende-se que a santidade não é uma prerrogativa só de alguns: é um dom oferecido a todos, sem excluir ninguém, e por isso constitui o cunho distintivo de cada cristão.

Tudo isto nos leva a compreender que, para ser santo, não é preciso ser bispo, sacerdote ou religioso: não, todos somos chamados a ser santos! Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade só está reservada àqueles que têm a possibilidade de se desapegar dos afazeres normais, para se dedicar exclusivamente à oração. Mas não é assim! Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de santinho! Não, a santidade não é isto! A santidade é algo maior, mais profundo, que Deus nos dá. Aliás, somos chamados a tornar-nos santos precisamente vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias. E cada qual nas condições e situação de vida em que se encontra. Mas tu és consagrado, consagrada? Sê santo vivendo com alegria a tua entrega e o teu ministério. És casado? Sê santo amando e cuidando do teu marido, da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És baptizado solteiro? Sê santo cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho e oferecendo o teu tempo ao serviço dos irmãos. «Mas padre, trabalho numa fábrica; trabalho como contabilista, sempre com os números, ali não se pode ser santo…». «Sim, pode! Podes ser santo lá onde trabalhas. É Deus quem te concede a graça de ser santo, comunicando-se a ti!». Sempre, em cada lugar, é possível ser santo, abrir-se a esta graça que age dentro de nós e nos leva à santidade. És pai, avô? Sê santo, ensinando com paixão aos filhos ou aos netos a conhecer e a seguir Jesus. E é necessária tanta paciência para isto, para ser um bom pai, um bom avô, uma boa mãe, uma boa avó; é necessária tanta paciência, e é nesta paciência que chega a santidade: exercendo a paciência! És catequista, educador, voluntário? Sê santo tornando-te sinal visível do amor de Deus e da sua presença ao nosso lado. Eis: cada condição de vida leva à santidade, sempre! Em casa, na rua, no trabalho, na igreja, naquele momento e na tua condição de vida foi aberto o caminho rumo à santidade. Não desanimeis de percorrer esta senda. É precisamente Deus quem nos dá a graça. O Senhor só pede isto: que permaneçamos em comunhão com Ele e ao serviço dos irmãos.

Nesta altura, cada um de nós pode fazer um breve exame de consciência, podemos fazê-lo agora, e cada qual responda dentro de si mesmo, em silêncio: como respondemos até agora ao apelo do Senhor à santidade? Desejo ser um pouco melhor, mais cristão, mais cristã? Este é o caminho da santidade. Quando o Senhor nos convida a ser santos, não nos chama para algo pesado, triste… Ao contrário! É o convite a compartilhar a sua alegria, a viver e a oferecer com júbilo cada momento da nossa vida, levando-o a tornar-se ao mesmo tempo um dom de amor pelas pessoas que estão ao nosso lado. Se entendermos isto, tudo mudará, adquirindo um significado novo, bonito, um significado a começar pelas pequenas coisas de cada dia. Um exemplo. Uma senhora vai ao mercado para fazer as compras, encontra uma vizinha, começam a falar e então chegam as bisbilhotices, e a senhora diz: «Não, não falarei mal de ninguém!». Este é um passo rumo à santidade, ajuda-nos a ser santos! Depois, em casa, o filho pede para te falar das suas fantasias: «Oh, estou muito cansado, hoje trabalhei tanto…». «Mas acomoda-te e ouve o teu filho que precisa disto!». Acomoda-te e ouve-o com paciência: é um passo rumo à santidade. Depois, acaba o dia, todos estamos cansados, mas há a oração. Recitemos uma prece: também este é um passo para a santidade. Então, chega o domingo e vamos à Missa, recebamos a Comunhão, às vezes precedida por uma boa confissão, que nos purifica um pouco! Este é outro passo rumo à santidade. Depois, pensemos em Nossa Senhora, tão boa e bela, e recitemos o Rosário. Também este é um passo para a santidade. Então, vou pelo caminho, vejo um pobre, um necessitado, paro, faço-lhe uma pergunta, dou-lhe algo: é um passo rumo à santidade! São pequenas coisas, mas muitos pequenos passos para a santidade. Cada passo rumo à santidade fará de nós pessoas melhores, livres do egoísmo e do fechamento em nós mesmos, abertos aos irmãos e às suas necessidades.

Caros amigos, a primeira Carta de São Pedro dirige-nos esta exortação: «Como bons dispensadores das diversas graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu: a palavra, para anunciar as mensagens de Deus; um ministério, para o exercer com uma força divina, a fim de que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo» (4, 10-11). Eis o convite à santidade! Aceitemo-lo com alegria e sustentemo-nos uns aos outros porque o caminho para a santidade não o percorremos sozinhos, cada qual por sua conta, mas juntos, no único corpo que é a Igreja, amada e santificada pelo Senhor Jesus Cristo. Vamos em frente com ânimo, neste caminho da santidade.

Papa Francisco

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A oração já é um caminho para a santidade. Rezar a Deus e pedir a oportunidade de ser mais santo, é uma das graças de Deus.

Faça a sua oração diária, mas faça silêncio para que Deus também possa falar.

24º Encontro (Catequese) – Reconciliação (Confissão)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 24/40)

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Sugestão para folha de encontro

Neste encontro vamos falar de um dos sacramentos que podem ser renovados durante praticamente toda a vida do católico. O sacramento da Reconciliação  (reconciliar é voltar a ter um relacionamento mais próximo de Deus através do perdão dos pecados) mais popularmente conhecido como Confissão. Todos os catecúmenos, catequizandos e crismandos adultos devem receber este sacramento antes mesmo de receberem os demais sacramentos da iniciação cristã.

Para iniciar sugiro que cantemos a música Deus é Capaz (Vida Reluz) já para entrar no clima. Na sequência poderemos rezar um Pai Nosso.

Para ilustrar pode ser encenada a passagem da Mulher Adúltera Jo 8,1-11  

Ou exibir o vídeo A Mulher Adúltera

Comentário: todos podem pecar, mas Deus quer perdoar a todos, desde que tenha arrependimento. O julgamento das outras pessoas não é o mais importante para Deus. Veja como Jesus perdoa já inquirindo os demais sobre ter ou não pecados e também note como ele instruiu a mulher a não pecar mais. A confissão é isso, perdoa-se os pecados mas pede-se que evite pecar de novo.

Falar sobre o tema do sacramento da Reconciliação

Fazer um breve exame de consciência  (lembrando que este tema já foi abordado no 19° encontro):

  1. Que imagem eu tenho de mim mesmo? Positiva ou negativa?
  2. Eu gosto de mim mesmo?
  3. Que imagem as outras pessoas tem de mim? (Pense emnpell menos 3 amigos e o que eles responderiam se você perguntasse: Como você me vê?)
  4. Com quem me identifico mais: pai, mãe, avós, irmãos? Por quê?
  5. Como enfrento a solidão em minha vida?
  6. Como está minha vida emocional? Ela tem equilíbrio?
  7. Tenho amigos?
  8. Atualmente tenho dificuldades para rezar? Quais? Porquê?
  9. O que precisa ser curado em mim?
  10. Consigo falar com Deus? Qual a maior experiência que tive com Jesus?
  11. A igreja está sendo importante para mim? E a catequese?
  12. Durante a semana, em quais momentos fico mais estressado ou perco o controle de mim mesmo? Porquê?

Como parte da oração final podemos fazer uma reflexão escutando a música Hoje Livre Sou (Ministério Adoração e Vida) de olhos fechados e de pé. Como forma de dizer que o perdão liberta.

Depois fechamos com um Pai Nosso, Ave Maria e Vinde Espírito Santo

Aprofundamento para o catequista

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 “A Confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a igreja.” (CIC 1484)

A Confissão é o sacramento que nos conduz à adoração. É uma experiência de oração e de adoração. Por isso devemos receber todos os sacramentos, especialmente o da Reconciliação também em oração e adoração. O penitente deve se confessar orando a Deus e o sacerdote aconselhá-lho orando a Deus. É e deve ser sempre uma oração sincera de perdão. Neste processo a pessoa é curada em seus desequilíbrios emocionais, que não estão diretamente sob o controle de sua vontade. E como muitas das curas em nós implicam em perdão, através deste o equilíbrio emocional é restaurado e o caminho para a cura física também fica aberto (cf. 2Sm 12,1-15;Jo 20,22-23;Tg 5,16; 1Jo 1,7-10; Lc 15,11-32) folheto Confissão, da Associação do Senhor Jesus

Os efeitos do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus e portanto o perdão dos pecados;
– a reconciliação com a Igreja; a recuperação, se perdida, do estado de graça;
– a remissão da pena eterna merecida por causa dos pecados mortais e, ao menos em parte, das penas temporais que são consequência do pecado;
– a paz e a serenidade da consciência, e a consolação do espírito;
– o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão
O apelo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados os quais têm a necessidade da conversão. Esta conversão é um empenho contínuo para toda a Igreja.

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Sacramento da Reconciliação

O Sacramento da Reconciliação é um dos chamados sacramentos de cura

Este sacramento é também chamado de Confissão e em alguns lugares de Penitência,  mas na verdade trata-se do mesmo sacramento e algumas de suas partes. Ver CIC 1423-1424

Basicamente o sacramento é concedido desta maneira:

  • Quem recebe a confissão é o ministro ordenado,nou seja o padre. Este fez um boto de silêncio e não pode revelar nada do que foi dito em confessionário. Na realidade após a conversa e o aconselhamento, em muitos casos cabe uma penitência tudo o que foi dito deve ser esquecido pelo padre ou ao menos guardado e nunca revelado.
  • Confessionário: As igrejas mais antigas possuem um espaço chamado confessionário, onde o padre ficava de um lado e a pessoa de outro separados por uma treliça que impedia a revelação da identidade do confessante. Mas ultimamente este espaço não existe nas novas construções, porém o padre

recebe as pessoas que vão confessar em um ambiente privativo e discreto onde é garantida a confidencialidade e sigilo, e onde ninguém mais estará ouvindo. Por isso hoje é aconselhável marcar um horário com o padre anteriormente, porém este receberá as confissões assim que for solicitado. Ver direito canônico 959-986 e CIC 1464

  • Contrição: entre os atos do penitente, a contrição vem em primeiro lugar. Consiste “numa dor da alma e detestação do pecado cometido, com a resolução de não pecar mais no futuro “ trocando em miúdos, é quando todos os pecados cometidos começam a incomodar a pessoa ver CIC 1451-1453
  • Muitas vezes o impulso de pedir o perdão através da confissão não deixa espaço para um bom exame de consciência, o que seria muito bom se fazer, para se ter uma boa ideia do que falar na confissão. CIC 1454
  • Confessar: um outro passo é procurar a igreja e o padre para fazer a sua confissão, contar o que incomoda, os pecados mortais e apesar de não ser estritamente necessária, a confissão das faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente recomendada pela igreja. CIC 1458
  • Orientação: o padre orienta o penitente sobre o que foi contado. Não é a condenação, mas sim uma boa conversa, onde a oração e a evangelização estão a frente
  • Penitência: a penitência imposta pelo confessor deve levar em conta a situação pessoal do penitente e procurar seu bem espiritual. Pode constituir na oração, numa oferta, em obras de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, etc. Nunca em algo que vá prejudicar o fiel.
  • É orientado que todo católico ao menos uma vez por ano receba o sacramento da Reconciliação, principalmente aqueles que já receberam o sacramento da Eucaristia é comungam regularmente.

Porque reconciliar-se?

“A reconciliação torna-se necessária porque se deu a ruptura do pecado, da qual derivaram todas as outras formas de ruptura no íntimo do homem e à sua volta.
A reconciliação, portanto, para ser total exige necessariamente a libertação do pecado, rejeitado nas suas raízes mais profundas. Por isso, há uma estreita ligação interna, que une conversão e reconciliação: é impossível dissociar as duas realidades, ou falar de uma sem falar da outra.

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A nova vida da graça, recebida no Batismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência). O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento, para a conversão dos batizados que pelo pecado d’Ele se afastaram. Na tarde de Páscoa, o Senhor se mostrou aos Apóstolos e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoar os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos» (Jo 20, 22-23).

O pecado é uma ofensa a Deus, na desobediência ao seu amor. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício.

Podemos ainda distinguir entre pecado mortal e venial. Comete-se pecado mortal quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Este pecado destrói a caridade, priva-nos da graça santificante e conduz-nos à morte eterna do inferno, se dele não nos arrependermos. É perdoado ordinariamente mediante os sacramentos do Batismos e da Penitência ou Reconciliação.

O pecado venial, que difere essencialmente do pecado mortal, comete-se quando se trata de matéria leve, ou mesmo grave, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento. Não quebra a aliança com Deus, mas enfraquece a caridade; manifesta um afeto desordenado pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem moral; merece penas purificatórias temporais.

Cristo confiou o ministério da reconciliação aos seus Apóstolos, aos Bispos seus sucessores e aos presbíteros seus colaboradores, os quais portanto se convertem em instrumentos da misericórdia e da justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados no Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todo o fiel, obtida a idade da razão, é obrigado a confessar os seus pecados graves ao menos uma vez por ano e antes de receber a Sagrada Comunhão. Devem-se confessar todos os pecados ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados é o único modo ordinário para obter o perdão. Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, todo o confessor está obrigado a manter o sigilo sacramental, isto é, o absoluto segredo acerca dos pecados conhecidos em confissão, sem nenhuma exceção e sob penas severíssimas.” (Blog Formação Canção Nova)

Transcrição do CIC 1485-1498

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1485. «Na tarde da Páscoa, o Senhor Jesus apareceu aos seus Apóstolos e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos”» (Jo 20, 22-23).

1486. 0 perdão dos pecados cometidos depois do Baptismo é concedido por meio dum sacramento próprio, chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação.

1487. Quem peca, ofende a honra de Deus e o seu amor, a sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus, e o bem-estar espiritual da Igreja, da qual cada fiel deve ser pedra viva.

1488. Aos olhos da fé, não existe mal mais grave do que o pecado; nada tem piores consequências para os próprios pecadores, para a Igreja e para todo o mundo.

1489Voltar à comunhão com Deus, depois de a ter perdido pelo pecado, é um movimento nascido da graça do mesmo Deus misericordioso e cheio de interesse pela salvação dos homens. Deve pedir-se esta graça preciosa, tanto para si mesmo como para os outros.

1490O movimento de regresso a Deus, pela conversão e arrependimento, implica dor e aversão em relação aos pecados cometidos, e o propósito firme de não tornar a pecar no futuro. Portanto, a conversão refere-se ao passado e ao futuro: alimenta-se da esperança na misericórdia divina.

1491. O sacramento da Penitência é constituído pelo conjunto de três actos realizados pelo penitente e pela absolvição do sacerdote. Os actos do penitente são: o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a reparação e as obras de reparação.

1492. O arrependimento (também chamado contrição) deve inspirar-se em motivações que brotam da fé. Se for motivado pelo amor de caridade para com Deus, diz-se «perfeito»; se fundado em outros motivos, diz-se «imperfeito».

1493Aquele que quer obter a reconciliação com Deus e com a Igreja, deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não tiver confessado e de que se lembre depois de ter examinado cuidadosamente a sua consciência. A confissão das faltas veniais, sem ser em si necessária, é todavia vivamente recomendada pela Igreja.

1494. O confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos actos de «satisfação» ou «penitência», com o fim de reparar o mal causado pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios dum discípulo de Cristo.

1495. Só os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver; podem perdoar os pecados em nome de Cristo.

1496. Os efeitos espirituais do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recupera a graça;
–  a reconciliação com a Igreja;
–  a remissão da pena eterna, em que incorreu pelos pecados mortais;
–  a remissão, ao menos em parte, das penas temporais, consequência do pecado;
–  a paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
–  o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão.

1497. A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja.

1495. Por meio das indulgências, os fiéis podem obter para si próprios, e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, consequência do pecado

Leia mais:

 

Introduzindo uma novidade:

Estou introduzindo este espaço para que você possa ouvir as músicas sugeridas nos encontros, assim que puder vou atualizar as postagens anteriores, deixe a sua opinião.

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 Deus é Capaz – Vida Reluz

Hoje Livre Sou – Ministério Adoração e Vida

Pecado é dizer não a Deus

Animo, uma nova Catequese (Encontro 20/40 – Jesus Cristo – Complemento 12)

Já fiz algumas palestras, em retiros e na própria catequese abordando o tema do Pecado. Para isso fiz uma base de tópicos e à partir destes tópicos desenvolvo o tema. Aqui irei basear-me também nestes pontos e fazer um estudo sobre o Pecado, em várias de suas nuances.Vale ressaltar que toda esta palestra foi baseada apenas no Catecismo da Igreja Católica e na Bíblia S  agrada

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É importante logo de início lembrarmos que o tema do Pecado não é um tema antiquado e proibido de ser falado nas catequeses (principalmente de jovens e adultos), e sim um tema a ser esclarecido, pois estamos vivendo em uma sociedade dita moderna, que cada vez mais tem se distanciado do projeto de Deus em nome de uma suposta liberdade, que na verdade não existe já que o amor do Pai não é prisão e sim compromisso com o amor ao próximo. A sociedade hoje se isola e prefere os meios digitais para fazer tudo, nem mesmo o contato das missas alguns querem. Esta sociedade prega que a liberalidade do homem deve ser respeitada, onde cada um faz o que quer sem pensar nas consequências e assim vemos um mundo com um número cada vez maior de pessoas viciadas e de casos de extrema violência, e também de suicídios de jovens por desafios sem sentido, justamente porque não encontram um verdadeiro sentido na própria vida. Diante disso eu pergunto: Não existe pecado?

É necessário que se faça a pergunta:

O que é pecado para mim? Acredito nisso?

Só depois de se fazer esta pergunta é que poderemos partir para o assunto em si.

Pecar é negar-se ao amor de Deus

Se fosse para resumir numa frase simples o significado da palavra Pecado eu usaria uma frase que é também um capítulo do Livro do Catequista Fé, Vida e Comunidade: Pecado é dizer não a DeusEste “não” é puramente deixar de aceitar que Deus nos ama, que nos deixou seus mandamentos e que quer seu amor espalhado por cada um de nós no ato de amar a cada irmão e irmã, filhos de Deus.

Hoje muitas pessoas estão deixando de amar a Deus para servir a outros “deuses” como o dinheiro, as drogas, o sexo e até isolamento virtual. Tudo conspira para que as pessoas afastem-se de Deus. Até a confusão e propulsão de denominações religiosas que trabalham a seu favor e não a favor do plano de Jesus, confundindo as pessoas até que muitos se afastem da palavra de Deus e parem de acreditar no próprio Pai.

CIC 215 Pecado original

Todas as pessoas são feitas “à imagem e semelhança de Deus”(Gn 1,27). Porém a imagem e semelhança não significa igual, pois Deus é criador, onipotente e onipresente . Ele é “Aquele que é!”.

“Deus é grande demais para que possamos conhecer”(Jó 36,26) CIC 223

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O princípio do pecado e da queda do homem foi uma mentira do tentador, que o levou a duvidar da palavra de Deus, da sua benevolência e da sua fidelidade.” (CIC 215) O homem acabou querendo saber tudo o que só Deus sabe.

Isso fica exposto quando Eva tentada pela serpente (figura que representa o próprio Diabo tentando desviar o ser humano do caminho de Deus) come do fruto proibido e depois dá a Adão que come também e descobrem que cometeram um erro. Gn 3, 1-19

Assim, o Pai que deu tudo e pediu apenas uma prova de obediência, pedindo que de todo o jardim apenas o fruto do meio dele não fosse comido. Simples. É aqui que percebemos como é diferente o criador da criatura. O ser humano é falho e se deixou levar pelas palavras de Lúcifer na figura da serpente e a mulher come o fruto, oferece ao homem que também come e se descobrem nus, porque os olhos antes puros se abrem ante o Pecado cometido. Questionados por Deus, Adão culpa Eva e está culpa a serpente. Porém todos são culpados : a serpente por ter tentado a criação de Deus, a mulher por ter cedido a sedução da serpente e o homem por ter cedido ao pedido da mulher. É Deus acaba punindo a todos  (Gn 3), mesmo assim não condena a morte nenhum dos personagens. “Deus não fez a morte, nem tem prazer em destruir os viventes… Foi pela inveja do Diabo que a morte entrou no mundo.”(Sb 1,13;2,24)

Todos somos pecadores desde então, pois nascemos com o que ficou conhecido como Pecado Original, justamente o cometido por Adão e Eva, que fique bem claro que o pecado foi de ambos pois Eva foi tentada e cedeu e Adão sabendo da proibição de Deus também cedeu. Quando Adão e Eva cederam ao tentador, eles pecaram e transmitiram este pecado a toda a humanidade. Pois todos somos descendentes deles. ” Embora próprio de cada um, o pecado original não tem, em qualquer descendente de Adão, carácter de falta pessoal. É a privação da santidade e justiça originais, mas a natureza humana não se encontra totalmente corrompida: está ferida nas suas próprias forças naturais, sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (inclinação para o mal, que se chama concupiscência). O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e reorienta o homem para Deus, mas as consequências para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e convidam-no ao combate espiritual.”(CIC 405)

O homem tentado pelo Diabo deixou morrer em seu coração a confiança em seu criador e abusando de sua liberdade, desobedeceu as ordens de Deus. Todo pecado daí em diante será uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade. Resumindo CIC 396-412 

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O filho de Deus vem ao mundo para dar testemunho da verdade Jo 18,37.

O CIC 217 nos traz: “Deus é igualmente verdadeiro quando Se revela: todo o ensinamento que vem de Deus é «doutrina de verdade» (Ml 2, 6). Quando Ele enviar o seu Filho ao mundo, será «para dar testemunho da verdade» (Jo 18, 37): «Sabemos […] que veio o Filho de Deus e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro» (1 Jo 5, 20)”

CIC 396-412 

O homem tentado pelo diabo deixou morrer em seu coração a confiança em seu criador e abusando de sua liberdade desobedeceu as ordens de Deus.

Todo pecado daí em diante será uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade.

Jesus vem a terra. É o filho de Deus, ou o próprio Deus feito homem. Experimenta todas as mazelas de ser humano e tentado pelo Diabo no deserto durante quarenta dias resiste e expulsa o ser maligno. Justifica assim sua missão de redimir nosso pecados pois ao contrário do primeiro homem criado por Deus, ele não cede.

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Jesus não cede a tentação

CIC 398, 491-495

Rm 5,12.19

Podemos notar que o Batismo é também o sacramento para a remissão dos pecados. Por isso as crianças são batizadas, mesmo sem ter cometido pecado pessoal. Infelizmente é a natureza do nascimento quem já faz com que cada criança já venha à luz com o pecado original. O Catecismo fala disso no item 403, e torna a citar no 509. Escrever 1263-1264 inteiros importante

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CIC 403,509

CIC 404.510-512

Quando Adão e Eva cederam ao tentador, eles pecaram e transmitiram este pecado a toda a humanidade, pois todos somos descendentes deles. Esse é o cerne do chamado pecado original

CIC 405,1264 

Embora próprio de cada um, o pecado original não tem, em qualquer descendente de Adão, carácter de falta pessoal. É a privação da santidade e justiça originais, mas a natureza humana não se encontra totalmente corrompida: está ferida nas suas próprias forças naturais, sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (inclinação para o mal, que se chama concupiscência). O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e reorienta o homem para Deus, mas as consequências para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e convidam-no ao combate espiritual. No batizado permanecem, no entanto, certas consequências temporais do pecado, como os sofrimentos, a doença, a morte, ou as fragilidades inerentes à vida, como as fraquezas de carácter, etc., assim como uma inclinação para o pecado a que a Tradição chama concupiscência ou, metaforicamente, a «isca» ou «aguilhão» do pecado («fomes peccati»):«Deixada para os nossos combates, a concupiscência não pode fazer mal àqueles que, não consentindo nela, resistem corajosamente pela graça de Cristo. Bem pelo contrário, “aquele que tiver combatido segundo as regras será coroado” (2 Tm 2, 5)

A natureza do homem contém uma inclinação para o mal.

Mesmo após o pecado de Adão e Eva o seu criador continuou amando a sua criação e após a descendência deles nascer , seus filhos Caim e Abel foram os primeiros a nascer com o pecado original e está inclinação para o bem ou mal aparece em Caim que por inveja mata seu irmão Abel.

A prova que o pecado só traz o mal é que depois que Caim comete o assassinato ele virá um errante até encontrar uma mulher e se casar. Da descendência de Caim surgiram povos que se perderam e não reconheciam a Deus. Sodoma e Gomorra foram povoadas por descendentes de Caim, até que a terra inteira foi corrompida a ponto de Deus escolher o único homem justo chamado Noé e mandar o dilúvio para purificar e expurgar o pecado.

Mas é claro que a inclinação para o mal ainda persiste e todos nascem com o pecado original.

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Caim mata Abel

CIC 407-408

O pecado é uma falta contra a razão, a verdade. É uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo.

CIC 1849

O pecado – artigo 8

O Evangelho revela todo o amor de Deus para com cada ser humano pecador por natureza. Onde antes pecou Adão e Eva, o Pai manda Jesus e Maria para serem o oposto dos pecadores e trazerem a luz. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” –  assim lembra São Paulo em sua epístola aos Romanos. (Rm 5, 20)

CIC 1846-1876

O pecado capital é assim chamado pois gera outros pecados. São sete os pecados capitais:

  1. Orgulho
  2. Avareza
  3. Inveja
  4. Ira
  5. Gula
  6. Preguiça
  7. Impureza

CIC 499, 1865-1869

Pecado mortal

É um pecado de matéria grave. Exemplo: Matar

Requer pleno conhecimento e pleno consentimento do ato grave.

Desobedecer deliberadamente os 10 mandamentos.

Ou seja saber que está se cometendo um pecado grave e mesmo assim cometer.

A condenação seria a exclusão do reino de Deus e a morte eterna no inferno.

Porém com o arrependimento total e o perdão de Deus a alma pode ser salva. Lembrando que apenas e tão somente Deus conhece o que se passa no coração de cada pessoa. Arrepender-se apenas aparentemente não engana a Deus-Pai.

Isso não quer dizer que a pessoa está excluída de cumprir uma pena por qualquer crime na lei dos homens.

CIC 1854-1861

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Os Dez Mandamentos

1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO
3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
4°) HONRAR PAI E MÃE
5°) NÃO MATAR
6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
7°) NÃO ROUBAR
8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
9°) NÃO DESEJAR A MULHER/HOMEM DO PRÓXIMO(A)
l0°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

Pecado venial

Quando se desobedece a lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.

CIC 1862-1864

Ofende a caridade.

O pecado venial é compatível de perdão e não quebra a aliança.

Ninguém pode condenar alguém que comete um pecado sem ter pleno conhecimento de que aquele ato é uma falta contra Deus.

Um exemplo: as tribos indígenas tem suas tradições e algumas coisas não são consideradas pecado na convivência da aldeia, eles não podem ser considerados pecadores mortais, mas por outro lado comete o que chamamos é pecado venial. Deus continua seu plano de amor a todos do mesmo jeito.

2Cor 13,13

O amor de Deus é eterno

CIC 218-221

DEUS É AMOR

218. No decorrer da sua história, Israel pôde descobrir que Deus só tinha uma razão para Se lhe ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, para ser o seu povo: o seu amor gratuito. E Israel compreendeu, graças aos seus profetas, que foi também por amor que Deus não deixou de o salvar e de lhe perdoar a sua infidelidade e os seus pecados.

219. O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho. Este amor é mais forte que o de uma mãe para com os seus filhos. Deus ama o seu povo, mais que um esposo a sua bem-amada; este amor vencerá mesmo as piores infidelidades; e chegará ao mais precioso de todos os dons: «Deus amou de tal maneira o mundo, que lhe entregou o seu Filho Único» (Jo 3, 16).

220. O amor de Deus é «eterno» (Is 54, 8): «Ainda que as montanhas se desloquem e vacilem as colinas, o meu amor não te abandonará» (Is 54, 10). «Amei-te com amor eterno: por isso, guardei o meu favor para contigo» (Jr 31, 3).

221. São João irá ainda mais longe, ao afirmar: «Deus é Amor» (1 Jo 4, 8, 16): a própria essência de Deus é Amor. Ao enviar, na plenitude dos tempos, o seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus revela o seu segredo mais íntimo “: Ele próprio é eternamente permuta de amor: Pai, Filho e Espírito Santo; e destinou-nos a tomar parte nessa comunhão.

Pode parecer até ridículo em plena uma era chamada moderna falarmos que ainda existe pecado, mas é sim uma realidade que deve ser respeitada principalmente por quem diz professar uma fé em Jesus Cristo. Vemos violência em todos os cantos, guerras, mortes, exploração sexual, exploração social, discriminação, drogas e uma distanciação das pessoas umas das outras e principalmente de Deus. Então é muito bom refletir e avaliar se toda esta dita modernidade é realmente algo bom ou só desculpa para evitarmos o compromisso de seguir o principal mandamento de Cristo: Amar ao teu irmão como a ti mesmo. Fica a reflexão. Deus te abençoe.

Milton Cesar

Ao lermos o que diz o Catecismo nos itens 413 a 421:

“413. «Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra por os vivos se perderem […]. A morte entrou no mundo pela inveja do Diabo» (Sb 1, 13; 2, 24).

414. Satanás ou Diabo e os outros demônios são anjos decaídos por terem livremente recusado servir a Deus e ao seu desígnio. A sua opção contra Deus é definitiva. E eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.

415. «Estabelecido por Deus num estado de santidade, o homem, seduzido pelo Maligno desde o princípio da história, abusou da sua liberdade, levantando-se contra Deus e pretendendo atingir o seu fim fora de Deus» (312).

416. Pelo seu pecado, Adão, como primeiro homem, perdeu a santidade e a justiça originais que tinha recebido de Deus, não somente para si, mas para todos os seres humanos.

417. À sua descendência, Adão e Eva transmitiram a natureza humana ferida pelo seu primeiro pecado, portanto privada da santidade e da justiça originais. Esta privação é chamada «pecado original».

418. Como consequência do pecado original, a natureza humana ficou enfraquecida nas suas forças e sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao domínio da morte, e inclinada para o pecado – inclinação que se chama «concupiscência».

419. «Afirmamos, pois, com o Concílio de Trento, que o pecado original é transmitido com a natureza humana, “não por imitação, mas por propagação”, e que, assim, é “próprio de cada um”»(313).

420. A vitória alcançada por Cristo sobre o pecado trouxe-nos bens superiores àqueles que o pecado nos tinha tirado: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rm 5, 20).

421. «Segundo a fé dos cristãos, este mundo foi criado e continua a ser conservado pelo amor do Criador; é verdade que caiu sob a escravidão do pecado, mas Cristo, pela Cruz e Ressurreição, venceu o poder do Maligno e libertou-o…» (314).”

Ler:

Catecismo da Igreja Católica

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20º Encontro (Catequese) – Pecado

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 20/40)

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Vigésimo encontro. Metade do nosso cronograma sugerido. Hora de falar sobre pecado. Ponto de discussão hoje em dia, se existe ou não pecado ou tudo pode ser liberado.
Neste encontro vamos falar um pouco sobre pecado, os sete pecados capitais e algumas curiosidades com o número 7.
Como sugestão de inicio do encontro poderíamos fazer nossa oração inicial cantando a música Pai Nosso – Padre Marcelo Rossi que serve muito para fazermos uma abertura mais leve.
Uma sugestão é começar com uma dinâmica simples, pedir um catequizando escreva numa cartolina deixada no chão (vai ser preciso providenciar uma cartolina ou duas e canetões) todas as coisas que os outros catequizandos forem citando que eles consideram erradas. Depois deixar ali para falar um pouco mais adiante.
Falar sobre o número 7 e quantas coisas tem este número que é considerado o número da perfeição:

Falar sobre o que são os Sete Pecados Capitais e explicar que cada um tem sim uma influência na vida de cada pessoa, mas é uma influência que ataca pessoalmente cada pessoa. Avaliar com eles sobre cada uma das coisas escritas na cartolina durante a dinâmica e perguntar se eles consideram ou não pecado.

Lembrar dos 10 mandamentos:

  • 1º – Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.
  • 2º – Não usar o Santo Nome de Deus em vão.
  • 3º – Santificar os Domingos e festas de guarda.
  • 4º – Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
  • 5º – Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo)
  • 6º – Guardar castidade nas palavras e nas obras.
  • 7º – Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
  • 8º – Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo)
  • 9º – Guardar castidade nos pensamentos e desejos.
  • 10º- Não cobiçar as coisas alheias

Lembrar também dos mandamentos de Jesus:

Amarás o Senhor teu Deus , de todo o teu coração, de toda a tua alma,
e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento.
O segundo é semelhante a esse:`Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Mt 22, 34-40   (também em Mc 12, 29-33, Lc 10, 25-28Jo 13, 34)

Refletir sobre estes mandamentos e tudo o que implica a palavra pecado. O maior pecado é dizer não ao plano de Deus para cada um de nós, fechar-se em si mesmo ou abraçar as coisas mundanas (do mundo sem Jesus). Falando que hoje o mundo quer que pensemos no pecado como algo totalmente antiguado e sem cabimento, mas ele existe e junto dele sempre está o inimigo de Deus. Ou não é pecado cobiçar o(a) namorado(a) de outra pessoa? Não é pecado roubar? Matar? Não é pecado ficar se expondo na internet? Um católico(a) de verdade sabe cuidar do próprio corpo evitando drogas (seja qual for, até aquelas que se tomam em academias para desenvolver o corpo, até as bebidas alcoólicas e todas as outras), o corpo é o templo do espírito santo de Deus.

Importante é refletir sem um pré- julgamento ou acusações.

Dois textos bons para reflexões:

Lc 10, 25-37 –  Amar ao próximo (O Bom Samaritano)

Jo 8, 1-11 – Vá e não peques mais (A Mulher Adúltera)

Depois de tudo isso podemos fazer nosso canto final: Certeza do Céu – Comunidade Doce Mãe de Deus e a oração final

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Sugestão de folha para encontro

Aprofundamento para o catequista

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine. (1 Cor 6,12)

São Paulo deixa o ensinamento de que tudo é permitido, pois o próprio Deus dá o livre arbítrio a cada um, mas nem tudo convém, pois muitas coisas nos prejudicam ao invés de ajudarem

Um bom exemplo são os sete pecados capitais, que trazem itens permitidos a cada pessoa, porém sem parcimônia ou sem pensar antes de agir levam a destruição

1 – A Gula

Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula

2 – A Avareza

É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.

3 – A Luxúria

A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Do latim luxuria

4 – A Ira

A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado.

A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira

5 – A Inveja

A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo.

A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.

6 – A Preguiça

A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia

7 – Soberba (Orgulho ou Vaidade)

Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade.

Em paralelo, segundo o filósofo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas.

O 7 na Bíblia

A semana tem 7 dias, o que tem um significado muito importante, pois quando se chega ao sétimo dia, voltamos ao primeiro e todas as vezes que o sete se “manifesta” indica o fim de um tempo e o início de outro. É como o virar de uma página.

Deus fez o Mundo em 7 dias…
E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. Gn 2,2

Os 7 anos de fartura e miséria sobre o Egito…
Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito.
Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra; Gn 41,29-30

O Candelabro de Ouro tem 7 hastes…O Candelabro de Ouro tem 7 hastes…
e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. Zc 4,2

São 7 as manifestações do Espírito de Deus…
Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.  Is 11,2

Sete voltas e as muralhas caíram. Sete sacerdotes levarão cada um uma trombeta de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchem todos sete vezes ao redor da cidade, e os sacerdotes toquem as trombetas Js 6,1-5

O profeta Elias fez 7 orações para que chovesse…
À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha…Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva. 1 Rs 18,44-45

O profeta Eliseu pediu para Naamã mergulhar 7 vezes no Rio Jordão…
Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. 2 Rs 5, 10

O segundo boi, de 7 anos, que Deus pediu a Gideão…
Naquela mesma noite, lhe disse o SENHOR: Toma um boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta o poste-ídolo que está junto ao altar. Jz 6, 25

Perdoar 70 vezes 7  Esse foi o ensinamento deixado por Jesus. Mt 18, 21-22

As muralhas de Jericó foram rodeadas por sete dias…
Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias. Hb 11,30

As 7 Taças e os 7 anjos
Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus.
Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos. Ap 16,1

As 7 Igrejas…
Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas. Ap 1,20

Fontes pesquisadas:

  • Bíblia de Jerusalém
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Católico Orante
  • Wikipedia

Mais sobre o assunto no Complemento para Estudo nº 12 aqui do blog