Quaresma e a hipocrisia das pessoas

Reflexão

Por Milton Cesar

Devo antes de começar, deixar bem claro que: A REFLEXÃO QUE VOU FAZER NÃO SE APLICA A TODOS MAS A UMA BOA PARTE!

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Pois bem, dito isso, vamos lá.

Depois dos “excessos” (dependendo do ponto de vista) do Carnaval, chega a quarta-feira de cinzas e os fiéis voltam ao seu “normal”. Digo isso porque muitos vão para as festas de carnaval e se esquecem de que são cristãos e não aplicam a máxima deixada por São Paulo na 1ª Carta a comunidade de Corinto: ““Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.”
I Coríntios, 6,12 – Bíblia Católica Online

As pessoas parecem entorpecidas (e muitos estão) pelo clima da festa e não se importam com mais nada. Não quero dizer que seja proibido “se divertir”, porém qual o significado disso tudo?

Ai chega a quarta-feira de cinzas e os antes foliões lembram-se que são “fiéis” e acorrem as igrejas. E olha que isso não é só com os católicos, mas também com nossos irmãos evangélicos e protestantes.

Depois vem a quaresma. Quarenta dias de reflexão e penitência, para fazer memória do sofrimento de Cristo. Ai vem a hipocrisia.

Muitos se abstém de carne ao menos uma vez na semana, geralmente às sexta-feiras ou as quartas, mas ao invés de se absterem de carne apenas, e muitas vezes promoverem churrascos no sábado para compensar, porque não vão alimentar uma família faminta? Porque não fazem da quaresma uma época para arrecadarem alimentos, agasalhos, cobertas, medicamentos para quem tem necessidade?

Seria mais significativo do que ficar no gesto (muitas vezes hipócrita) de se abster de carne ou jejuar.

Isso eu chamo de hipocrisia. O tentar enganar a Deus quando ninguém o engana.

Essas mesmas pessoas que não comem carne em determinados dias da semana durante a quaresma, ou fazem jejum (pasmem) de Coca-Cola ou chocolate, são as primeiras a anunciarem isso em alto em bom tom quando tem oportunidade, de novo falta lembrar do que está escrito no Evangelho de Mateus (aliás todo o capitulo 6 poderia traduzir e bem o que estou dizendo, por isso vou transcrevê-lo ao final da postagem, mas por hora o trecho a seguir vem bem a contento): “Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.””
São Mateus, 6,16-18 – Bíblia Católica Online

O que quero dizer é que a Quaresma é tempo de reflexão, mas não de se acomodar. É tempo de visitar o irmão enfermo, de fazer oração nas casas, de ajudar os necessitados. Jesus fez isso com apenas 5 pães e 2 peixes (Jo 6, 5-14). Nada desta hipocrisia de se ir na igreja nesta época, celebrar com cantos mais reflexivos e fazer isso apenas pela tradição sem dar um significado verdadeiro.

Quaresma deveria, ou melhor, deve ser sempre uma ação. Assim como Jesus fazia.

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Tudo me é permitido, porque sou filho de Deus

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Monsenhor Jonas Abib

Eu tenho a liberdade dos filhos de Deus, mas nem tudo me convém; nem tudo convém a um filho de Deus! Tudo me é permitido porque eu sou filho, mas não me deixarei dominar por coisa alguma! (cf. I Cor 6,12)

Graças a Deus, você está vendo, com essa palavra, o que Deus faz por você. Confirme mais uma vez: ”Mas o corpo não é para a devassidão, ele é para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também pelo seu poder” (I Cor 6, 13b-14).

Quando a palavra diz que nossos corpos são membros de Cristo não é uma figura ou uma imagem. Os seus membros não são os membros de sua cabeça? Claro que são, porque quem comanda os seus membros é a sua cabeça!

Se a minha cabeça não me comandasse, se não saísse da minha cabeça um feixe nervoso e do meu cérebro não saíssem os comandos, eu não poderia fazer nada, como ler, falar, etc., os meus lábios sequer se moveriam. Porque tudo isso se faz pelos comandos que vem dos nossos cérebros. Você não estaria respirando, porque os comandos vêm do seu cérebro.

Todos os nossos membros são comandados pela nossa cabeça e nós somos membros dessa cabeça. Jesus é a nossa cabeça e nós somos os seus membros. ”Não sabeis porventura que os vossos corpos são os membros de Cristo?” (cf. I Cor 6,15a) Os nossos corpos, masculino e feminino, são membros de Cristo.

Observe o que o Senhor fez com você! Assuma isso e viva a beleza do que Ele fez por você. Você foi resgatado! Você foi resgatada! Não perca mais o que o Senhor resgatou.

Não se esqueçam: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (cf. I Cor 6,12).

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Publicado Originalmente em 30/11/2018 -no site da  Canção Nova

São Mateus, 6

1.“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2.Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 3.Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direi­ta.* 4.Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, irá recompensar-te. 5.Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 6.Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará. 7.Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. 8.Não os imi­teis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. 9.Eis como deveis rezar: PAI NOS­SO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; 10.venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. 11.O pão nosso de cada dia nos dai hoje;* 12.perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;* 13.e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. 14.Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. 15.Mas, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará. 16.Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que je­juam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.” 19.“Não ajunteis para vós tesou­ros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. 20.Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. 21.Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. 22.O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. 23.Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” 24.“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.* 25.Portanto, eis que vos digo: não vos preo­cupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? 26.Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? 27.Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?* 28.E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. 29.Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. 30.Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31.Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? 32.São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. 33.Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. 34.Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”

Notas bíblicas

6,3. Não saiba: de tal modo deves guardar discrição em fazê-la.

6,11. De cada dia: poderia-se traduzir também – necessário à nossa subsistência.

6,12. Tradução literal: perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.

6,24. Riqueza: literalmente – Mamon (A palavra Mamom vem do aramaico e significa “dinheiro” ou “riqueza”. Não era uma pessoa nem um espírito. Algumas traduções antigas ainda mantêm a palavra Mamom em Mateus 6:24, mas traduções mais modernas preferem traduzir para português, como dinheiro ou riqueza.) ; luxo, dinheiro.

6,27. Pode-se traduzir também: quem pode acrescentar um côvado à sua estatura? Como a mesma palavra grega designa estatura e duração de vida, é muito mais conforme ao sentido do contexto a tradução dessa segunda maneira.” 

Bíblia Católica Online

27º Encontro (Catequese) – Unção aos Enfermos

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 27/40)

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Neste encontro terminaremos de falar sobre os sacramentos. E o tema é o Sacramento da Unção dos Enfermos, um dos sacramentos de cura. Uma das sugestões é fazer parte do encontro na igreja e a outra parte ir visitar, junto com os ministros dos enfermos alguns doentes da comunidade que recebem a Eucaristia em casa. Importante se programar e conversar antes com os ministros para uma boa integração

A oração inicial pode ser feita de uma forma bem mais forte, com todos de mãos dadas, respeitando alguns minutos de silêncio e que seja pedido que cada um lembre de alguém que conhece que precise muito de oração por estar doente. Interessante se cada um pudesse falar por quem vai estar rezando, porém deve-se sempre respeitar aqueles que não querem dizer em voz alta. Depois pode ser rezado o Pai Nosso, Ave Maria e o Vinde Espírito Santo.Na sequência pode ser cantada uma música e sugiro Cura Senhor – Padre Antônio Maria

Apresentar os Ministros dos Enfermos

Após esta parte podemos falar do tema do encontro que é o sacramento da Unção dos Enfermos. Lembrar que antes esse sacramento era chamado de Extrema unção, porém existe uma diferença pois a intenção da Unção dos Enfermos é antes de tudo trazer a cura física e espiritual para a pessoa e a extrema unção é quando a pessoa está as portas da morte. Para a igreja só existe um sacramento da Unção dos Enfermos (a extrema unção é parte deste e não algo em separado)Importante também falar dos Ministro dos Enfermos que levam a comunhão aqueles que estão doentes e não podem acessar a comunidade e as missas e também a alguns idosos que tem dificuldade de locomoção. Também falar da importância de se cuidar dos doentes e idosos e que isso faz parte do sacramento. Lembrar que o padre também visita estes fiéis e a missão de cada católico é sempre visitar e acalentar os irmãos enfermos.

Importante que os ministros expliquem o que será feito na visita e se tenha a prudência de escolher enfermos que possam dividir a experiência com os catequizandos.

Fazer a música final Sacramento Que Cura – Padre Marcelo Rossi e depois a oração de envio, já que sairemos da comunidade e iremos visitar alguns enfermos. Caso não seja possível o encontro deve respeitar o horário.

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Sugestão de folha para o encontro

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O padre e a ministra dos enfermos (Imagem da internet)

“Por esta santa unção e pela Sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua misericórdia, alivie os teus sofrimentos”. – Esta é a petição a Deus proferida na Unção dos Enfermos, essa oração contém o objeto central desse sacramento, ou seja, confere a ele uma graça especial, que une mais intimamente o doente a Cristo.

Jesus veio para revelar o amor de Deus. Frequentemente, faz  isso nas áreas e situações em que nos sentimos especialmente ameaçados em função da fragilidade de nossa vida, devido a doenças, morte etc. Deus Pai quer que nos tornemos saudáveis no corpo e na alma, e reconheçamos nisso a instauração do Seu Reino. Por vezes, só com a experiência da enfermidade percebemos que precisamos do Senhor mais do que tudo. Não temos vida, a não ser em Cristo. Por isso, os doentes e os pecadores têm um especial instinto para perceber o que é essencial.

A Igreja, tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pôr isso em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui, sobretudo, um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: «Quem está doente, chame a si os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome do Senhor» (Tg 5,14-15).

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Dessa forma, o sacramento da unção dos enfermos pode ser recebido pelo fiel que começa a se sentir em perigo de morte por doença ou velhice. O mesmo fiel pode recebê-lo também outras vezes se a doença se agravar ou, então, no caso doutra enfermidade grave. O Catecismo da Igreja relembra que: “É dever dos pastores instruir os fiéis sobre os benefícios deste Sacramento. Que os fiéis incentivem os doentes a chamar o sacerdote para receberem este Sacramento. Que os doentes se preparem para recebê-lo com boas disposições, com a ajuda de seu pastor e de toda a comunidade eclesial, que é convidada a cercar de modo especial os doentes com suas orações e atenções fraternas” (CIC 1516).

Não se deve deixar que um doente grave venha a falecer sem receber a Unção dos Enfermos; muitas vezes isto acontece porque a família se descuida de cuidar espiritualmente do enfermo ou porque fica com medo de assustá-lo; o sacerdote saberá preparar o doente psicologicamente para receber o Sacramento em paz.

Artigo 5: A Unção dos Enfermos (Catecismo da Igreja Católica)

Transcrição CIC 1514-1516; 1526-1532

1514. A Unção dos Enfermos «não é sacramento só dos que estão prestes a morrer. Por isso, o tempo oportuno para a receber é certamente quando o fiel começa, por doença ou por velhice, a estar em perigo de morte».

1515. Se um doente que recebeu a Unção recupera a saúde, pode, em caso de nova enfermidade grave, receber outra vez este sacramento. No decurso da mesma doença, este sacramento pode ser repetido se o mal se agrava. É conveniente receber a Unção dos Enfermos antes duma operação cirúrgica importante. E o mesmo se diga a respeito das pessoas de idade, cuja fragilidade se acentua.

«… CHAME OS PRESBÍTEROS DA IGREJA»

1516. Só os sacerdotes (bispos e presbíteros) são ministros da Unção dos Enfermos. É dever dos pastores instruir os fiéis acerca dos benefícios deste sacramento. Que os fiéis animem os enfermos chamarem o sacerdote para receberem este sacramento. E que os doentes se preparem para o receber com boas disposições, com a ajuda do seu pastor e de toda a comunidade eclesial, convidada a rodear, de um modo muito especial, os doentes, com as suas orações e atenções fraternas.

1526. «Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará. E, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tg 5, 14-15).

1527. 0 sacramento da Unção dos Enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que enfrenta as dificuldades inerentes ao estado de doença grave ou de velhice.

1528. 0 tempo oportuno para receber a Santa Unção chegou certamente quando o fiel começa a encontrar-se em perigo de morte, devido a doença ou a velhice.

1529. Todas as vezes que um cristão cai gravemente enfermo, pode receber a Santa Unção; e também quando, mesmo depois de a ter recebido, a doença se agrava.

1530Só os sacerdotes (presbíteros e bispos) podem ministrar o sacramento da Unção dos Enfermos; para isso, empregarão óleo benzido pelo bispo ou, em caso de necessidade, pelo próprio presbítero celebrante.

1531. 0 essencial da celebração deste sacramento consiste na unção na fronte e nas mãos do doente (no rito romano) ou sobre outras partes do corpo (no Oriente), unção acompanhada da oração litúrgica do sacerdote celebrante que pede a graça especial deste sacramento.

1532. A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos:

– a união do doente à paixão de Cristo, para o seu bem e para o de toda a Igreja;
–  o conforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice;
–  o perdão dos pecados, se o doente não pôde obtê-lo pelo sacramento da Penitência;
–  o restabelecimento da saúde, se tal for conveniente para a salvação espiritual;
–  a preparação para a passagem para vida eterna.

No Código de Direito Canônico

Capítulo III DAQUELES A QUEM SE DEVE ADMINISTRAR A UNÇÃO DOS ENFERMOS

Cân. 1004

§ 1. A unção dos enfermos pode ser administrada ao fiel que, tendo atingido o uso da razão, começa a estar em perigo por motivo de doença ou velhice.

§ 2. Pode-se repetir este sacramento se o doente, depois de ter convalescido, recair em doença grave, ou durante a mesma enfermidade, se o perigo se agravar.

Cân. 1005

Na dúvida se o doente já atingiu o uso da razão, se está perigosamente doente, ou se já es tá morto, administre-se este sacramento.

Cân. 1006

Administre-se este sacramento aos doentes que ao menos implicitamente o pediram quando estavam no uso de suas faculdades.

Cân. 1007

Não se administre a unção dos enfermos aos que perseverarem obstinadamente em pecado grave manifesto.

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Como deve ser administrada a Extrema Unção

O Sacerdote unge o doente com o óleo dos enfermos que é a matéria do Sacramento da Extrema-Unção. Esta unção deve ser feita seis vezes: nos olhos, nas narinas, nos ouvidos, na boca, nas mãos e nos pés. Para cada unção o Padre repete a forma do Sacramento da Extrema-Unção. Temos então:

matéria: o óleo dos enfermos – é um dos óleos consagrados pelo Bispo na Quinta-feira Santa, na Missa Crismal (assim chamada por causa da benção dos óleos). Deve ser obrigatoriamente de oliveira, ou seja, azeite doce.

forma: Por esta santa unção e por sua grande misericórdia, Deus te perdoe tudo que fizeste de mal pela … vista (ouvido, olfato, gosto e palavras, tato, passos)

A Graça Sacramental da Extrema Unção

A parte visível do Sacramento, a matéria e a forma, significam a parte invisível, que é a graça sacramental. Antigamente, usava-se muito o azeite para curar as doenças. Por isso a Igreja usa o óleo dos enfermos para fazer um gesto que se faz para passar o azeite nas feridas. O Padre unge, ou seja, passa o óleo no corpo do doente, e esse gesto, junto com as palavras da forma sacramental, realizam aquilo que eles significam: não a cura do corpo, mas a cura da alma. A alma que recebeu a Extrema-Unção tem seus pecados perdoados e está fortalecida para enfrentar a morte. Além disso, se Deus achar que ela não deve morrer, o Sacramento ajudará também na cura da doença e a pessoa ficará boa.

Efeitos da Extrema Unção

– aumenta a graça santificante restabelecida pela Confissão;

– perdoa os pecados que não puderam ser confessados (se houver contrição);

– destrói as penas temporais devidas aos pecados já perdoados (se houver disposição para isso);

– traz saúde para o corpo, se isso for bom para a alma.

Leia Mais:

 

Escute as músicas sugeridas:

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Cura Senhor – Padre Antônio Maria

Sacramento Que Cura – Padre Marcelo Rossi

24º Encontro (Catequese) – Reconciliação (Confissão)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 24/40)

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Sugestão para folha de encontro

Neste encontro vamos falar de um dos sacramentos que podem ser renovados durante praticamente toda a vida do católico. O sacramento da Reconciliação  (reconciliar é voltar a ter um relacionamento mais próximo de Deus através do perdão dos pecados) mais popularmente conhecido como Confissão. Todos os catecúmenos, catequizandos e crismandos adultos devem receber este sacramento antes mesmo de receberem os demais sacramentos da iniciação cristã.

Para iniciar sugiro que cantemos a música Deus é Capaz (Vida Reluz) já para entrar no clima. Na sequência poderemos rezar um Pai Nosso.

Para ilustrar pode ser encenada a passagem da Mulher Adúltera Jo 8,1-11  

Ou exibir o vídeo A Mulher Adúltera

Comentário: todos podem pecar, mas Deus quer perdoar a todos, desde que tenha arrependimento. O julgamento das outras pessoas não é o mais importante para Deus. Veja como Jesus perdoa já inquirindo os demais sobre ter ou não pecados e também note como ele instruiu a mulher a não pecar mais. A confissão é isso, perdoa-se os pecados mas pede-se que evite pecar de novo.

Falar sobre o tema do sacramento da Reconciliação

Fazer um breve exame de consciência  (lembrando que este tema já foi abordado no 19° encontro):

  1. Que imagem eu tenho de mim mesmo? Positiva ou negativa?
  2. Eu gosto de mim mesmo?
  3. Que imagem as outras pessoas tem de mim? (Pense emnpell menos 3 amigos e o que eles responderiam se você perguntasse: Como você me vê?)
  4. Com quem me identifico mais: pai, mãe, avós, irmãos? Por quê?
  5. Como enfrento a solidão em minha vida?
  6. Como está minha vida emocional? Ela tem equilíbrio?
  7. Tenho amigos?
  8. Atualmente tenho dificuldades para rezar? Quais? Porquê?
  9. O que precisa ser curado em mim?
  10. Consigo falar com Deus? Qual a maior experiência que tive com Jesus?
  11. A igreja está sendo importante para mim? E a catequese?
  12. Durante a semana, em quais momentos fico mais estressado ou perco o controle de mim mesmo? Porquê?

Como parte da oração final podemos fazer uma reflexão escutando a música Hoje Livre Sou (Ministério Adoração e Vida) de olhos fechados e de pé. Como forma de dizer que o perdão liberta.

Depois fechamos com um Pai Nosso, Ave Maria e Vinde Espírito Santo

Aprofundamento para o catequista

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 “A Confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a igreja.” (CIC 1484)

A Confissão é o sacramento que nos conduz à adoração. É uma experiência de oração e de adoração. Por isso devemos receber todos os sacramentos, especialmente o da Reconciliação também em oração e adoração. O penitente deve se confessar orando a Deus e o sacerdote aconselhá-lho orando a Deus. É e deve ser sempre uma oração sincera de perdão. Neste processo a pessoa é curada em seus desequilíbrios emocionais, que não estão diretamente sob o controle de sua vontade. E como muitas das curas em nós implicam em perdão, através deste o equilíbrio emocional é restaurado e o caminho para a cura física também fica aberto (cf. 2Sm 12,1-15;Jo 20,22-23;Tg 5,16; 1Jo 1,7-10; Lc 15,11-32) folheto Confissão, da Associação do Senhor Jesus

Os efeitos do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus e portanto o perdão dos pecados;
– a reconciliação com a Igreja; a recuperação, se perdida, do estado de graça;
– a remissão da pena eterna merecida por causa dos pecados mortais e, ao menos em parte, das penas temporais que são consequência do pecado;
– a paz e a serenidade da consciência, e a consolação do espírito;
– o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão
O apelo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados os quais têm a necessidade da conversão. Esta conversão é um empenho contínuo para toda a Igreja.

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Sacramento da Reconciliação

O Sacramento da Reconciliação é um dos chamados sacramentos de cura

Este sacramento é também chamado de Confissão e em alguns lugares de Penitência,  mas na verdade trata-se do mesmo sacramento e algumas de suas partes. Ver CIC 1423-1424

Basicamente o sacramento é concedido desta maneira:

  • Quem recebe a confissão é o ministro ordenado,nou seja o padre. Este fez um boto de silêncio e não pode revelar nada do que foi dito em confessionário. Na realidade após a conversa e o aconselhamento, em muitos casos cabe uma penitência tudo o que foi dito deve ser esquecido pelo padre ou ao menos guardado e nunca revelado.
  • Confessionário: As igrejas mais antigas possuem um espaço chamado confessionário, onde o padre ficava de um lado e a pessoa de outro separados por uma treliça que impedia a revelação da identidade do confessante. Mas ultimamente este espaço não existe nas novas construções, porém o padre

recebe as pessoas que vão confessar em um ambiente privativo e discreto onde é garantida a confidencialidade e sigilo, e onde ninguém mais estará ouvindo. Por isso hoje é aconselhável marcar um horário com o padre anteriormente, porém este receberá as confissões assim que for solicitado. Ver direito canônico 959-986 e CIC 1464

  • Contrição: entre os atos do penitente, a contrição vem em primeiro lugar. Consiste “numa dor da alma e detestação do pecado cometido, com a resolução de não pecar mais no futuro “ trocando em miúdos, é quando todos os pecados cometidos começam a incomodar a pessoa ver CIC 1451-1453
  • Muitas vezes o impulso de pedir o perdão através da confissão não deixa espaço para um bom exame de consciência, o que seria muito bom se fazer, para se ter uma boa ideia do que falar na confissão. CIC 1454
  • Confessar: um outro passo é procurar a igreja e o padre para fazer a sua confissão, contar o que incomoda, os pecados mortais e apesar de não ser estritamente necessária, a confissão das faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente recomendada pela igreja. CIC 1458
  • Orientação: o padre orienta o penitente sobre o que foi contado. Não é a condenação, mas sim uma boa conversa, onde a oração e a evangelização estão a frente
  • Penitência: a penitência imposta pelo confessor deve levar em conta a situação pessoal do penitente e procurar seu bem espiritual. Pode constituir na oração, numa oferta, em obras de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, etc. Nunca em algo que vá prejudicar o fiel.
  • É orientado que todo católico ao menos uma vez por ano receba o sacramento da Reconciliação, principalmente aqueles que já receberam o sacramento da Eucaristia é comungam regularmente.

Porque reconciliar-se?

“A reconciliação torna-se necessária porque se deu a ruptura do pecado, da qual derivaram todas as outras formas de ruptura no íntimo do homem e à sua volta.
A reconciliação, portanto, para ser total exige necessariamente a libertação do pecado, rejeitado nas suas raízes mais profundas. Por isso, há uma estreita ligação interna, que une conversão e reconciliação: é impossível dissociar as duas realidades, ou falar de uma sem falar da outra.

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A nova vida da graça, recebida no Batismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência). O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento, para a conversão dos batizados que pelo pecado d’Ele se afastaram. Na tarde de Páscoa, o Senhor se mostrou aos Apóstolos e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoar os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos» (Jo 20, 22-23).

O pecado é uma ofensa a Deus, na desobediência ao seu amor. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício.

Podemos ainda distinguir entre pecado mortal e venial. Comete-se pecado mortal quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Este pecado destrói a caridade, priva-nos da graça santificante e conduz-nos à morte eterna do inferno, se dele não nos arrependermos. É perdoado ordinariamente mediante os sacramentos do Batismos e da Penitência ou Reconciliação.

O pecado venial, que difere essencialmente do pecado mortal, comete-se quando se trata de matéria leve, ou mesmo grave, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento. Não quebra a aliança com Deus, mas enfraquece a caridade; manifesta um afeto desordenado pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem moral; merece penas purificatórias temporais.

Cristo confiou o ministério da reconciliação aos seus Apóstolos, aos Bispos seus sucessores e aos presbíteros seus colaboradores, os quais portanto se convertem em instrumentos da misericórdia e da justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados no Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todo o fiel, obtida a idade da razão, é obrigado a confessar os seus pecados graves ao menos uma vez por ano e antes de receber a Sagrada Comunhão. Devem-se confessar todos os pecados ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados é o único modo ordinário para obter o perdão. Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, todo o confessor está obrigado a manter o sigilo sacramental, isto é, o absoluto segredo acerca dos pecados conhecidos em confissão, sem nenhuma exceção e sob penas severíssimas.” (Blog Formação Canção Nova)

Transcrição do CIC 1485-1498

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1485. «Na tarde da Páscoa, o Senhor Jesus apareceu aos seus Apóstolos e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos”» (Jo 20, 22-23).

1486. 0 perdão dos pecados cometidos depois do Baptismo é concedido por meio dum sacramento próprio, chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação.

1487. Quem peca, ofende a honra de Deus e o seu amor, a sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus, e o bem-estar espiritual da Igreja, da qual cada fiel deve ser pedra viva.

1488. Aos olhos da fé, não existe mal mais grave do que o pecado; nada tem piores consequências para os próprios pecadores, para a Igreja e para todo o mundo.

1489Voltar à comunhão com Deus, depois de a ter perdido pelo pecado, é um movimento nascido da graça do mesmo Deus misericordioso e cheio de interesse pela salvação dos homens. Deve pedir-se esta graça preciosa, tanto para si mesmo como para os outros.

1490O movimento de regresso a Deus, pela conversão e arrependimento, implica dor e aversão em relação aos pecados cometidos, e o propósito firme de não tornar a pecar no futuro. Portanto, a conversão refere-se ao passado e ao futuro: alimenta-se da esperança na misericórdia divina.

1491. O sacramento da Penitência é constituído pelo conjunto de três actos realizados pelo penitente e pela absolvição do sacerdote. Os actos do penitente são: o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a reparação e as obras de reparação.

1492. O arrependimento (também chamado contrição) deve inspirar-se em motivações que brotam da fé. Se for motivado pelo amor de caridade para com Deus, diz-se «perfeito»; se fundado em outros motivos, diz-se «imperfeito».

1493Aquele que quer obter a reconciliação com Deus e com a Igreja, deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não tiver confessado e de que se lembre depois de ter examinado cuidadosamente a sua consciência. A confissão das faltas veniais, sem ser em si necessária, é todavia vivamente recomendada pela Igreja.

1494. O confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos actos de «satisfação» ou «penitência», com o fim de reparar o mal causado pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios dum discípulo de Cristo.

1495. Só os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver; podem perdoar os pecados em nome de Cristo.

1496. Os efeitos espirituais do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recupera a graça;
–  a reconciliação com a Igreja;
–  a remissão da pena eterna, em que incorreu pelos pecados mortais;
–  a remissão, ao menos em parte, das penas temporais, consequência do pecado;
–  a paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
–  o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão.

1497. A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja.

1495. Por meio das indulgências, os fiéis podem obter para si próprios, e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, consequência do pecado

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Introduzindo uma novidade:

Estou introduzindo este espaço para que você possa ouvir as músicas sugeridas nos encontros, assim que puder vou atualizar as postagens anteriores, deixe a sua opinião.

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