Nicodemos

Personagens da Via Crucis: Nicodemos

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Nicodemos (em grego: Νικόδημος) viveu no século I, foi um fariseu e contemporâneo de Jesus Cristo. Defendeu-o perante o Sinédrio e sepultou-o. Atribuem-lhe um evangelho apócrifo, outrora chamado de Atos de Pilatos.

Nicodemos. foi um cavaleiro de ouro, membro do Sinédrio, mestre da Lei, que, segundo o Evangelho de João, mostrou-se favorável a Jesus. Ele aparece três vezes nesse evangelho: na primeira, visita Jesus uma noite para ouvir seus ensinamentos (João 3,1-21); na segunda, afirma a lei relativa à detenção de Jesus durante a Festa dos Tabernáculos (João 7,45-51); e na terceira, após a crucificação, ajuda José de Arimatéia na preparação do cadáver de Jesus para o enterro (João 19,39-42). O nome era natural da Grécia, transcrito para o Knot: (Νικόδημος), aparecendo um livro de autoria de Aristóteles (384 a.C. — Atenas, 322 a.C.), como ética a Nicomacos, e outro é ética a Nicôdomos.

O debate com Jesus é a fonte comum de várias manifestações do cristianismo contemporâneo, especificamente a frase descritiva do “nascer de novo”, utilizada para descrever a experiência de crer em Jesus como o Salvador, e o versículo “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16, frequentemente citado para descrever o plano de Deus a respeito da salvação.

A salvação descrita parece completa, pois não há nada que, surgindo depois, venha a lhe completar a forma; e parece que o re-nascer também seja desta natureza, pois ele é um todo, se encontrando como um prolongamento á morte (João 16: 27 – 28).

O livro apócrifo Evangelho de Nicodemos, foi provavelmente produzido entre os séculos II a V, e é, em grande parte, uma narrativa dos atos de Pilatos.

Embora não haja nenhuma fonte de informação clara sobre Nicodemos fora do Evangelho de João, muitos historiadores identificam-no com Nicodemos Ben Gurion, mencionado no Talmude como um homem rico, figura respeitada, generosa e popular, com a reputação de ter tido poder milagroso.

A tradição cristã também afirma que foi martirizado no primeiro século.

Uma conversa com Jesus

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O evangelho de São João, nos apresenta a conversa de Jesus com Nicodemos, um fariseu que conhecia as escrituras, entretanto, não tinha ainda vivido a experiência intima do encontro com o Senhor dos Senhores.

Fazendo novamente esta leitura, percebi que em muitas ocasiões caminhamos como Nicodemos; ou seja, conhecemos as escrituras mas estamos distante de uma nova experiência.

Podíamos pensar que este evangelho não tem nada a acrescentar à nossa vida, ou que esta passagem se adapta para outras pessoas que ainda não tiveram a experiência viva com Jesus, pois na ocasião da nossa confirmação do Batismo, aceitamos a pessoa do Espírito Santo na nossa vida, quando fizemos nossa profissão de fé.

Quanto significou este encontro para Nicodemos?

Certamente grandes mudanças ocorreram na vida daquele homem, que no silêncio da noite foi ter com o Senhor, disposto a descobrir “o novo” que Jesus apresentava.

Muitos de nós tivemos grandes experiências com o Senhor e somente por Sua graça vivemos as curas, testemunhamos os milagres dentro de casa, pregamos a sua Palavra, empenhamos em ser fiéis, etc. Contudo a vida não poupará situações que exigirão de nós um esforço sobrenatural para continuar na caminhada, levando a frente os nossos propósitos agradáveis a Deus.

Podemos até considerar a vantagem de morrer ao invés de continuar… Nesses momentos precisamos ter a coragem de ir ao encontro do Senhor da Vida, mesmo que as situações que enfrentamos nos façam sentir pequenos e incapacitados. Busquemos o Senhor ainda que seja na calada da noite, com o desejo em descobrir “o novo” que Ele tem para nós.

Na nossa conversa com o Senhor entenderemos, em cada encontro, um novo sentido para a sentença de Jesus: “Necessário vos é nascer de novo”, mas agora para um fariseu com o nosso nome.

Dado Moura

Dado Moura trabalha atualmente na  Editora Canção Nova, autor de 4 livros, todos direcionados a boa vivência em nossos relacionamentos. Outros temas do autor estão disponíveis em http://www.meurelacionamento.net twitter: @dadomoura facebook: http://www.facebook.com/reflexoes

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José de Arimatéia

Personagens da Via Crucis: José de Arimatéia

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Era oriundo de Arimateia (Armathahim, em hebreu), um povoado de Judá — a atual Rentis — situado a 10 km a nordeste de Lida, que por sua vez é o provável lugar de nascimento de Samuel (1Sam. 1,1). Homem rico (Mt. 25,57) e membro ilustre do Sinédrio (Mc. 15,43; Lc. 23,50), José tinha em Jerusalém um sepulcro novo, cavado na rocha, próximo do Gólgota. Era discípulo de Jesus, mas mantinha isso em segredo, tal como Nicodemos, por temor às autoridades judaicas (João 15,38).

Lucas afirma que ele esperava o Reino de Deus e que não tinha concordado com o Sinédrio na condenação de Jesus (Lc. 23,51). Nos momentos cruéis da crucificação não teme expor-se e pede a Pilatos o corpo de Jesus (o apócrifo “Evangelho de Pedro”, do século II, diz que esse pedido foi feito antes da crucificação. [2,1; 6,23-24]). Uma vez concedida a permissão pelo governador, José desprega o crucificado, envolve-o num lençol limpo e, com a ajuda de Nicodemos, deposita Jesus no sepulcro de sua propriedade, que ninguém antes havia utilizado. Depois de fechá-lo com uma grande pedra (Mt. 27,57-60, Mc. 15,42-46, Lc. 23,50-53 e João 19,38-42), foram embora. Até aqui, os dados históricos.

A partir do século IV começaram a surgir tradições lendárias de caráter fantasioso envolvendo a figura de José. Num apócrifo do século IV — as “Atas de Pilatos”, também chamadas de “Evangelho de Nicodemos” — narra‑se que os judeus reprovaram o comportamento de José e de Nicodemos em favor de Jesus, e que por isso José foi mandado para a prisão. Libertado milagrosamente, aparece primeiro em Arimatéia e de lá se dirige a Jerusalém, onde conta como foi libertado por Jesus. Mais fantasiosa ainda é a obra “Vindicta Salvatoris” (“A vingança do Salvador”, também provavelmente do século IV), que teve grande difusão na Inglaterra e na Aquitânia. O livro narra a marcha de Tito à frente das suas legiões para vingar a morte de Cristo. Ao conquistar Jerusalém encontra José preso numa torre, onde fora posto para morrer de fome, mas que sobrevivera graças a um alimento celestial.

Na França e nas Ilhas Britânicas, a lenda sobre José de Arimatéia foi ganhando novos coloridos e detalhes ao longo dos séculos XI a XIII, inserindo-se no ciclo do Santo Graal e do Rei Arthur. Segundo uma dessas lendas, José lavou o corpo de Cristo, recolheu a água e o sangue num recipiente e depois dividiu o conteúdo com Nicodemos. Outras lendas dizem que José, levando consigo esse relicário, evangelizou a França (segundo alguns relatos, desembarcou em Marselha junto com Marta, Maria e Lázaro), a Espanha (onde teria sido sagrado bispo por São Tiago), a Inglaterra e Portugal. Na Inglaterra, a figura de José tornou-se muito popular: a lenda atribui a ele a fundação da primeira Igreja em solo britânico, em Glastonbury Tor. Nesse lugar, o báculo de José teria lançado raízes e florescido enquanto ele dormia. A Abadia de Glastonbury converteu‑se num importante lugar de peregrinação até a sua dissolução pela Reforma em 1539. Na França, uma lenda do século IX refere que, nos tempos de Carlos Magno, o Patriarca de Jerusalém Fortunato fugiu para o Ocidente, levando os ossos de José de Arimatéia, e ingressou no mosteiro de Moyenmoutier, do qual chegou a ser abade.

Todas essas lendas, sem nenhum fundamento histórico, mostram a importância que se dava aos primeiros discípulos de Cristo. Em algumas dessas regiões, como a França e a Inglaterra, certas polêmicas anti-romanas circunstanciais podem ter motivado o desenvolvimento desses relatos no sentido de mostrar que foram evangelizadas por discípulos de Cristo e não por missionários enviados de Roma. De qualquer forma, trata-se de relatos que nada têm a ver com a verdade histórica.

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A história mais conhecida diz que José de Arimatéia era um rico proprietário de minas de zinco e chamado “o conselheiro” por Lucas (23,50). Foi ele que após a crucificação solicitou a Podécio Pilatos o corpo de Jesus para um enterro adequado e este consentiu.
Ele teria enrolado o corpo de Jesus em linho e ervas e colocando num túmulo
numa rocha do lado de uma colina, túmulo este que ele José teria mandado fazer
para si próprio. Diz ainda a lenda que ele ficou com o Cálice usado na ultima
ceia e que é conhecido com o Sagrado Gral, e com alguns espinhos que ele tirou
da testa de Jesus ao retira-lo da cruz e ainda que teriam caído em José sangue
e suor de Jesus ao retira-lo da cruz. Parte deste sangue teria caído também no
cajado que ele usava para andar (muito comum na época), hoje chamado de báculo
de um bispo e bordão de um peregrino. Diz a tradição que ao chegar na Inglaterra José fincou seu bordão na terra em Gastonbury e o mesmo se enraizou e tornou-se uma arvore de espinhos e dava flores no dia de Natal. Esta arvore estaria viva até os dias de hoje e pode ser visto pelos turistas em Gastonbury. José foi uma figura imensamente popular na cristandade e no novo testamento ele foi chamado de ” homem virtuoso e direito”(Lc 23,50) e o homem “que estava esperando o reino de Deus” (Mc 15,43) e descrito ainda como sendo “secretamente um discípulo de Jesus “. De acordo com o Evangelho apócrifo de Nicodemus, ele ajudou a estabelecer a
comunidade de Lídia. Ele também era uma figura proeminente nas lendas que rodearam o Sagrado Gral e apareceu no romance do 13? século de Robert Barron como José de Arimathea, e no décimo segundo século na lenda contada por Willian de Malmesbury da chegada de José na Inglaterra com o Sagrado Gral e a construção da primeira igreja na ilha em Gastonbury. O Sagrado Gral foi escondido e tem um importante papel no folclore inglês e no épico nacional do Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda, que o procuraram sem sucesso. Outra versão diz que ele seria parente distante de Jesus, que teria obtido fortuna com as minas de zinco em Cornwall e que eram amigos desde a infância e que quando eram adolescentes teria levado Jesus para conhecer as minas. Este fato é o pano de fundo do poema “Jerusalém “de Willian Blake (1757-1827). Ele é o padroeiro dos mineiros, coveiros e diretores de funerais. Na arte litúrgica da igreja ele é apresentado com um velho carregando um pote de óleo (na época usava-se passar óleo e ervas no corpo dos mortos antes de enrolá-los em linho para serem enterrados) ou com um cajado florido.

A sua festa
é celebrada no dia 17 de março.

Fonte:

  1. Opus Dei.com

  2. Cleófas.com

 

Disponível em e-Book e livro comum

Longinus, o soldado que feriu Jesus na cruz

Personagens da Via Crucis: São Longuinho

Há uma tradição popular de recorrer a São Longuinho (ou Longinus) quando se perde alguma coisa, dizendo: “São Longuinho, São Longuinho, se eu achar tal coisa, dou três pulinhos”.

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No Brasil e na Espanha, a antiga festa de São Longuinho acontece no dia 15 de março. Mas quem foi esse santo que o povo diz que nos ajuda a encontrar coisas perdidas?

Uma certa tradição da “Legenda Aurea” (do Beato Tiago de Voragine) nos ensina que Longuinho – cujo nome deriva da expressão grega “longus” (“lança”) – teria sido o centurião romano que estava aos pés da cruz de Jesus com outros soldados. Teria sido Longuinho que atravessou o peito de Jesus com uma lança, em vez de quebrar as pernas dele, como acontecia com outros crucificados. A passagem está narrada no Evangelho de São João:

“Como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19,33-34).

São João fala de um soldado, enquanto São Marcos fala de um centurião (Mc 15,29). Pode ser a mesma pessoa ou não. Na Biblioteca Laurenciana de Florença há um manuscrito siríaco, escrito em 586, por um monge de nome Rábulo, contendo uma miniatura da Crucificação de Jesus, e que traz o nome de Longino como o soldado que perfurou o coração de Jesus.

Há também uma tradição que diz que ele tinha sérios problemas de visão e estava ficando cego. Entretanto, após perfurar o Senhor, uma gota de sangue teria caído nos seus olhos e ele passou a enxergar perfeitamente. Essa e outras manifestações da natureza que aconteceram depois da crucificação o fizeram reconhecer:

“Verdadeiramente, este Homem era Filho de Deus.”

A tradição diz que ele se converteu, abandonou o exército romano e refugiou-se na Capadócia, onde se tornou monge. Ali, ele teria sido perseguido como cristão, mas como não quis abandonar sua fé, foi torturado até a morte, tendo a língua e os olhos arrancados. Ele teria destruído as imagens dos deuses pagãos, dos quais saíram muitos demônios. Quando Longuinho perguntou aos demônios por que eles foram habitar nos ídolos, estes teriam respondido: “Onde não se escuta o nome de Cristo nem se faz o sinal da Cruz aí está a nossa habitação”.

Não há nenhuma prova documental desses fatos no primeiro século. No entanto, em frente ao grande altar mor da Basílica de São Pedro, em Roma, há uma gigantesca imagem de São Longuinho. Há uma notícia de que mil anos depois, em 999, Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II (999-1003), no tempo em que o processo de canonização não era tão rigoroso como hoje, o que só começou no século XI. Conta-se, no entanto, que houve um processo de canonização, e que, quando este estava bastante avançado, os documentos ficaram perdidos por muitos anos. Então, o Papa Silvestre, teria pedido a intercessão de Longuinho para ajudá-lo a encontrar esses papéis. Pouco tempo depois, os documentos foram achados e aconteceu a canonização.

De onde vem a tradição dos três pulinhos em agradecimento por se encontrar algo perdido, invocando o santo?

Outra tradição diz que ele era um homem baixinho e que, servindo na corte de Roma, vivia nas festas. Por sua pequena estatura, conseguia ver o que se passava por baixo das mesas, e sempre encontrava pertences de pessoas, e os objetos achados eram devolvidos aos seus donos. Assim, teria surgido o costume de pedir-lhe ajuda para encontrar o que se perdeu. Em agradecimento, segundo a tradição, são oferecidos três pulinhos e uma oração. Diz-se também que essa forma de agradecimento seria pelo fato de o soldado ser manco. Outra explicação afirma que os pulinhos remetem à Santíssima Trindade.

O que sabemos de certo é que o centurião que chefiava a Crucificação de Jesus ficou convencido de que Jesus era o Filho de Deus, e poderia sim, com a sua conversão, tornar-se, de fato, até um mártir. Por isso, o antigo Martirológio Romano trazia sua festa no dia 15 de março. A tradição popular dos três pulinhos não é ensinada pela Igreja, embora a devoção ao santo seja de livre uso da fé.

Prof. Felipe Aquino

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ORAÇÃO A SÃO LONGUINHO

Glorioso São Longuinho, a ti suplicamos, cheios de confiança em sua intercessão. Sentimo-nos atraídos a ti por uma especial devoção, e sabemos que nossas súplicas serão ouvidas por Deus Nosso Senhor, se tu, tão amado por ele, nos fizer representar.

Sua caridade, reflexo admirável, inclina-te a socorrer toda miséria, a consolar todo sofrimento, suprir toda necessidade em proveito de nossas almas, e assegurar cada vez mais nossa eterna salvação, com a prática de boas obras e imitação de suas virtudes! Amém 

Blog Canção Nova

 

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Simão de Cirene

Personagens da Via Crucis: Simão de Cirene

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Simão de Cirene regressa do trabalho, vai a caminho de casa quando se cruza com aquele triste cortejo de condenados – para ele talvez fosse um espetáculo habitual. Os soldados valem-se do seu direito de coação e colocam a cruz às costas dele, robusto homem do campo. Que aborrecimento não deverá ter sentido ao ver-se inesperadamente envolvido no destino daqueles condenados! Faz o que deve fazer, mas certamente com grande relutância. E todavia o evangelista Marcos nomeia, juntamente com ele, também os seus filhos, que evidentemente eram conhecidos como cristãos, como membros daquela comunidade (Mc 15, 21). Do encontro involuntário, brotou a fé. Acompanhando Jesus e compartilhando o peso da cruz, o Cireneu compreendeu que era uma graça poder caminhar juntamente com este Crucificado e assisti-Lo. O mistério de Jesus que sofre calado tocou-lhe o coração. Jesus, cujo amor divino era o único que podia, e pode, redimir a humanidade inteira, quer que compartilhemos a sua cruz para completar o que ainda falta aos seus sofrimentos (Col 1, 24). Sempre que, bondosamente, vamos ao encontro de alguém que sofre, alguém que é perseguido e inerme, partilhando o seu sofrimento ajudamos a levar a própria cruz de Jesus. E assim obtemos salvação, e nós mesmos podemos contribuir para a salvação do mundo.

5ª estação

De acordo com os evangelistas Marcos e Lucas, Simão era oriundo de Cirene, nome de uma região do Norte de África que hoje se situa na Líbia; um erro comum de quem relata sobre esse personagem é pensar que se tratava de um nome, pois não era sobrenome do mesmo, mas o local de sua origem. Estes dois evangelistas afirmam que Simão “passava, vindo do campo” (Marcos 15,21; Lucas 23,26), o que pode significar que ele vinha naquele instante diretamente de Cirene para a celebração da Páscoa judaica (em Cirene existia uma importante comunidade judaica) ou talvez vinha da área rural de Jerusalém (Atos 2,10).

O Evangelho de Marcos refere que Simão era pai de Alexandre e Rufo, o que pode indicar que era o progenitor de dois convertidos ao cristianismo conhecidos pelos leitores na altura em que este evangelho foi escrito. Segundo a Bíblia, em Romanos 16,13, o Apóstolo Paulocita um certo Rufo e sua mãe. Na interpretação do Evangelho de João não se refere ao episódio de Simão, contrariando a ideia de que Jesus teria carregado sozinho a cruz até ao Gólgota. É precisamente esta a visão islâmica sobre a vida de Jesus (Isa): este não morreu na cruz, tendo sido levado para o céu por Deus; Simão de Cirene (ou Judas Iscariotes) morreu no seu lugar. O constrangimento de carregar a cruz imposto pelos soldados romanos faz surgir um paralelo entre esse Simão de Cirene e Simão Pedro, que teria se vangloriado que seguiria Jesus até a prisão e até a morte (Lucas 22,33) quando na verdade o negou, enquanto um anônimo Simão, de origem desconhecida, nada tendo dito em favor de Jesus, tocou em algo “impuro” para os judeus – o sangue de Jesus – durante o período de uma festa religiosa. Segundo a tradição, após ajudar Jesus a carregar a cruz, Simão volta pra Cirene e conta o acontecido para sua família. Rufo, que foi um jovem rejeitado pelo Sinédrio da época, após seu pai contar todo o ocorrido, como este conhecia um pouco a Torá dos judeus, ele identifica que o homem que seu pai ajudou a carregar a cruz, era o Messias; sendo assim uma das primeiras famílias gentias evangelizadas após a crucificação. Por vezes Simão de Cirene é representado como um negro, devido à identificação deste com ” Simão que tinha por sobrenome Niger” (em latim: Niger – “negro”) de Atos 13,1.

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Verônica

Personagens da Via Crucis: Verônica

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O nome “Verônica” em si é uma forma latinizada de Berenice, um nome macedônio que significa “portador da vitória” (correspondente à em grego: phere-nikē). A etimologia popular atribui sua origem às palavras para “verdade” (em latim: vera) e “imagem” (em grego: eikon), inclusive a Enciclopédia Católica

Santa Verônica viveu no primeiro século. É a mulher de Jerusalém que enxugou a face
de Jesus com um véu branco no seu caminho para o Calvário. De acordo com a
tradição o pano ficou com a impressão da imagem da face de Jesus. Assim a
historia de Santa Verônica tornou-se uma das mais populares da tradição Cristã
e o seu véu é uma das mais amadas relíquias da Igreja. De acordo com a
tradição, Verônica levou o véu para fora da Terra Santa e teria usado para
curar o Imperador Tibérius (14-37) de uma doença. O véu foi subsequentemente
visto em Roma no século oitavo e foi transferido para a Basílica de São Pedro
em 1297 pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303).

Quase nada é conhecido sobre Verônica embora os “Atos de Pilatos” considerado por muito apócrifos a identificam com a mulher mencionada no Evangelho de São Mateus
(9:29-22) que teria sofrido de uma perda de sangue. O nome Verônica significa
“imagem verdadeira” como foi relatado pelo historiador e escolar bíblico
Giraldus Cambrensis (1147-1223). Além disso Matthew de Westminster fala da
impressão da imagem do Salvador como:

“Effigies Domenici vultus quae Veronica nuncupatur”.

Assim a imaginação popular tomou o nome Verônica como sendo o nome de uma pessoa.
O nome assim denotaria como uma relíquia genuína o véu de Verônica, para
diferenciá-lo de outras relíquias similares como aquelas guardadas em Milão. A relíquia é ainda preservada na Basílica de São Pedro e a memória do ato de caridade de Santa
Verônica é comemorado nas Estações da Via Sacra. Embora ela não seja incluída
na Martirologia Romana, ela é honrada pela Igreja com um dia para a sua festa.O
seu símbolo é o véu com a face de Cristo e a Coroa de Espinhos.

Sua festa é
celebrada no dia 12 de julho.

Prof. Felipe Aquino

Curiosidades sobre Verônica

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“Existe alguma passagem nos Evangelhos sobre a Verônica e o seu véu?” Nem tudo que nós católicos acreditamos como revelado por Deus esta contido na Bíblia, na nossa fé católica existem três pilares a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério. Estes três pilares juntos nos dão uma visão completa da Revelação de Deus. Verônica é um personagem que nos veio pela Sagrada Tradição.

Uma Tradição muito antiga da Igreja diz que uma mulher enxugou o rosto de Cristo no caminho do Calvário; milagrosamente a imagem de Jesus sofredor teria sido gravada no lenço da mulher. A tradição a chama de Verônica (Veros icona – ícone verdadeiro). O Papa Bento XVI foi o primeiro Papa a visitar o Santuário do Santo Rosto de Manoppello, em agosto de 2006, onde, segundo a tradição, encontra-se o véu com o qual a Verônica teria enxugado o rosto de Cristo. (Zenit.org, Vaticano, 31 ago. 06)

É algo novo e diferente; o que terá motivado o Papa a ver o ícone de Verônica? Certamente o Papa alimenta alguma esperança de que possa ser autêntico, como o santo Sudário de Turim. O Santuário que acolhe a relíquia, conhecida antigamente como «a mãe de todos os ícones», confiada aos Freis Menores Capuchinhos, encontra-se em um pequeno povoado dos Abruptos, nos montes Asininos, a uns 200 quilômetros de Roma.

O Santo Rosto é um véu de 17×24 centímetros. Quando o se aproxima do véu, pode-se ver a imagem de um homem que sofreu, pelos golpes da paixão, como os que sofreu Cristo.

Pe. Heinrich Pfeiffer S.I., professor de iconologia e história da arte cristã na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, estudou este véu durante treze anos e foi o primeiro cientista a assegurar que se trata do véu da Verônica que antes se custodiava no Vaticano.

No livro apócrifo dos Atos de Pilatos (século VI), fala-se de uma mulher, conhecida com o nome de Verônica (do nome «Vera icona», «verdadeiro ícone»), que enxugou com um véu o rosto de Cristo na Via Sacra. Apesar destas fontes incertas, que se encontram já no século IV, segundo constata o Pe. Pfeiffer, alemão, a história do Véu da Verônica está presente através dos séculos na tradição católica. Em seu filme «Jesus de Nazaré», o diretor de cinema Franco Zeffirelli a recolhe.

Por ocasião do primeiro ano santo da história, no ano 1300, o Véu da Verônicaconverteu-se em uma das «Mirabilia urbis» (maravilhas da cidade de Roma) para os peregrinos que puderam visitar a Basílica de São Pedro no Vaticano. Confirma o maior poeta da história da Itália, Dante Alighieri (1265-1321), no canto XXXI do «Paraíso» (versículos 103-111) na «Divina Comédia».

As marcas do véu da Verônica se perderam nos anos sucessivos ao Ano Santo 1600, quando o véu foi encontrado em Manoppello. O Pe. Pfeiffer explica que no véu de Manoppello, na margem inferior, pode-se ver ainda um pequeno fragmento de vidro do relicário anterior, o que demonstraria sua procedência do Vaticano.

Segundo a «Relação Histórica», escrita em 1646 pelo sacerdote capuchinho Donato de Bomba, em 1608 uma senhora, Marzia Leonelli, para tirar seu marido da prisão, vendeu por 400 escudos o Véu da Verônica, que havia recebido como dote, a Donato Antonio de Fabritius. Dado que a relíquia não se encontrava em boas condições, Fabritius a entregou em 1638 aos padres capuchinhos de Manoppello.

Frei Remigio da Rapino recortou os cantos do Véu e o colocou entre duas molduras de madeira. As molduras e os vidros são o que ainda hoje conservam o véu em Manoppello.

Esta relação, da qual não há outras provas históricas, diverge da reconstrução do Pe. Pfeiffer, narrando a história popular da chegada do ícone aos Abruzos, das mãos de um peregrino, em 1506. Até 1638, o ícone teria passado por várias mãos. Com a criação desta lenda, opinam alguns dos investigadores, se poderia ter tentado ocultar o roubo do Vaticano.

O professor Donato Vittori, da Universidade de Bari, fez um exame do véu em 1997 com raios ultravioleta, descobrindo que as fibras não têm nenhum tipo de pigmentação. Ao se observar a relíquia com o microscópio, descobre-se que não está pintada e que não está tecida com fibras de cor.

Através de sofisticadas técnicas fotográficas digitais, pôde-se constatar que a imagem é idêntica em ambos os lados do véu, como se fosse um slide. A iconógrafa Blandina Pascalis Shloemer demonstrou que a imagem do Santo Sudário de Turim se sobrepõe perfeitamente ao Santo Rosto de Manoppello (com mais de dez pontos de referência).

O Pe. Pfeiffer recolheu as principais obras artísticas da história que se inspiram no véu da Verônica, até que Paulo V proibisse sua reprodução, após o provável roubo no Vaticano, e todas parecem ter por modelo a relíquia de Manoppello.

O Pe. Pfeiffer esteve em Manoppello com o Papa, e explicou que: «Quando os diferentes detalhes se encontram reunidos em uma só imagem, esta última deve ter sido o modelo de todas as demais. Todas as demais pinturas imitam um só modelo: a Verônica de Roma. Por este motivo, podemos concluir que o Véu de Manoppello não é senão o original da Verônica de Roma». Mais informações em http://www.voltosanto.it

A Igreja não nos obriga a crer nestas relíquias e deixa a livre uso da fé de cada um; mas pelo que vimos acima há chances de que o ícone de Verônica seja verdadeiro; o que levou o Papa a ter interesse de vê-lo.

Eis o rosto ensanguentado/ Por Verônica enxugado / Que no pano apareceu / Que no pano apareceu. Pela Virgem dolorosa/ Vossa MÃE tão piedosa/ Perdoai ó meu JESUS/ Perdoai ó meu Jesus.

Minha benção fraterna+

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
http://twitter.com/padreluizinho

Canto de Verônica

O canto de Verônica é um trecho do Livro das Lamentações de Jeremias, referente ao versículo 12 do primeiro capítulo. O cântico de Verônica é entoado nas Igrejas em latim ou em português.

Canto da Verónica (latim) Responsorium :

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O vos omnes

Qui transitis per viam,

Attendite, et videte

Si est dolor similis sicut dolor meus.

Versus :

Attendite, universi populi

Et videte dolorem meum.

 

Canto da Verônica (português) Responsório:

Oh vós todos

Que passais pela via,

Vinde e vede:

Se há dor semelhante à minha!

Verseto :

Atentai, povos do mundo,

E vede a minha dor.

Fontes:

Blog Canção Nova

Cleófas.com

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