Você já foi em uma Missa na Sexta-feira Santa? Tem certeza?

Formação

Você já foi em uma Missa na Sexta-feira Santa?
Tem certeza?

65487223

Perguntei para várias pessoas que se declaram Católicos (alguns disseram ser católicos não praticantes, ou seja não são nada), se essas pessoas iriam ou já foram em alguma Missa na Sexta-feira Santa (claro que sei que este amo por causa da pandemia só seria possível pela Internet ), e qual não foi a minha surpresa quando 90% afirmaram que iriam, já foram ou gostavam de ir. Então eu fiz uma mova pergunta: você fez catequese e crisma? – apesar de que apenas 70% responderam afirmativamente. E olha que estas pessoas não são todas da minha região, são de diversos lugares e cidades até.
Vou explicar meu espanto com uma frase afirmativa: NÃO TEM MISSA NA SEXTA-FEIRA SANTA!

Então qual foi a Igreja Católica Apostólica Romana que a pessoa foi? Que tipo de formação teve?

Muito preocupante e vale a pena pensarmos como estamos formando na fé os seguidores de Jesus.

cesar-nome

Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo.

2020-03-04 14.18.55
Para a Igreja Católica, a Sexta-feira Santa é um dia muito especial, marcado pelo silêncio. Este dia pertence ao Tríduo Pascal, em que a Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, sendo este o único dia em que não se celebra a Eucaristia, ou seja não tem Missa no sentido litúrgico da palavra.

É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”. Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer ato litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.

Durante a Sexta-feira Santa, contempla-se de modo especial Jesus Cristo crucificado. As regras litúrgicas orientam que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

Neste dia, Sexta-feira Santa, que os antigos chamavam de “Sexta-feira Maior”, quando celebramos a Paixão e Morte de Jesus, o silêncio, o jejum e a oração devem marcar este momento. Ao contrário do que muitos pensam, a Paixão não deve ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor, que, ao morrer, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

É preciso manter um “silêncio interior” aliado ao jejum e à abstinência de carne. Deve ser um dia de meditação, de contemplação do amor de Deus, que nos “deu o Seu Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). É um dia em que as diversões devem ser suspensas, os prazeres, mesmo que legítimos, devem ser evitados.

Uma prática de piedade valiosa é meditar a dolorosa Paixão do Senhor, se possível, diante do Sacrário, na Igreja, usando a narração que os quatro evangelistas fizeram.

Domingo de Ramos em plena epidemia

Semana Santa 2020

unnamed

Se tem uma coisa que a séculos atrás, muitas pessoas achavam que não íamos chegar, seria nos anos 2000. Mas Deus permitiu que chegássemos.

Em pleno ano de 2020 estamos vivendo uma realidade diferente, em boa parte do mundo, estamos enfrentando a COVID-19, um tipo de Coronavírus que levou as igrejas do mundo todo a fecharem suas portas. O próprio Papa Francisco deu antecipou a benção Urbi Et Orbi sozinho em plena praça de São Pedro no Vaticano, no meio da chuva. Será que Deus está mostrando para todos que devem abandonar o egoísmo e a individualidade, e voltarem ao perdão? Seria castigo?

Durante muitos anos (posso dizer que nos últimos 30 anos) às pessoas tem associado a Semana Santa como um feriado prolongado, e esquecido que se trata da época mais importante de todo o catolicismo. São 40 dias de Quaresma, onde a reflexão e a oração devem ser a métrica e depois temos a Semana Santa a começar no Domingo de Ramos e se encerrar na Páscoa seguida do tempo pascal. Ou seja vivenciamos mais de 2 meses em intensa reflexão e oração por todo o mundo.

Infelizmente, esta época que era tão respeitada a alguns anos começou a perder o sentido para as pessoas que praticam a fé de interesse, ou seja, buscam as denominações religiosas que os agradam, onde podem pagar ou simplesmente não precisem ter compromisso com nada. Quaresma é tempo de reflexão acima de tudo, tempo de oração, perdão e memória do sacrifício de Cristo em expiação dos nossos pecados.

Este ano de 2020 em particular tem sido um verdadeiro teste para as pessoas de fé. E o que vemos são muitas pessoas voltando-se para Cristo.

cq5dam.thumbnail.cropped.750.422

O Protagonista da oração celebrada pelo Papa Francisco na noite de 27 de março, na Praça São Pedro vazia e mergulhada em um silêncio irreal, foi Ele. Uma antecipação da Sexta-feira Santa. A chuva incessante banhava o corpo de Cristo no Crucifixo, a ponto de acrescentar ao sangue pintado na madeira aquela água que o Evangelho nos conta que escorria da ferida causada pela lança.

Aquele Cristo Crucificado que sobreviveu ao incêndio da igreja, que os romanos levaram em procissão contra a peste; aquele Cristo Crucificado que São João Paulo II abraçou durante a liturgia penitencial do Jubileu de 2000, foi o protagonista silencioso e inerme no centro do grande espaço vazio.

Papa Francisco parecia pequeno, e ainda mais encurvado enquanto subia com visível dificuldade e sozinho os degraus do adro, tornando-se intérprete das dores do mundo para oferecê-las aos pés da Cruz:  “Mestre, não Te importas que pereçamos?”. A angustiante crise que estamos vivendo com a pandemia “desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades” e “agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: Acorda, Senhor!”.

ANDREA TORNIELLI (Vatican News 28 de março de 2020)

Urbi et Orbi é a benção de Páscoa e Natal, com as quais o Papa se dirige ao público em geral na Praça de São Pedro. Urbi et Orbi (locução adverbial latina “à cidade de Roma e ao mundo, a todo o universo”)

Hoje celebramos a Quaresma em nossas orações pessoais e dentro da nossa casa (a primeira igreja é a nossa casa). De uma maneira até mais significativa devemos celebrar este Domingo de Ramos e entrarmos na Semana Santa de uma maneira ainda mais pessoal. Lembrando que quando Jesus adentrou Jerusalém em meio a folhas de palmeiras ele logo seria caçado, crucificado e morto e seus discípulos ficaram escondidos a espera do seu destino, com fé e dúvidas, mas ao final tudo deu certo. Jesus ressuscitou. A nossa fé não vai nos abandonar.

As emissoras católicas e também grande parte das paróquias vai transmitir celebrações online. Todos teremos a oportunidade de celebrarmos o Domingo de Ramos. Comungaremos espiritualmente. Não teremos as ´procissões de Ramos, mas teremos o coração elevado em oração.

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir Cristo é renunciarmos a nós mesmos

download

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com tipo de Messias que Cristo era. Pensava que, fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, e sim, o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

Os ramos lembram nosso batismo

Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que essa é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos

unnamed (1)

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente e nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim, na eternidade; aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus, Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos dos soldados na casa de Anás, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-O, crucifica-O”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos!

O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso imolar-se, aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.

Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a Cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”.

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo.

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

Formação Canção Nova

Você pode celebrar o Domingo de Ramos na sua casa também e entrar na Semana Santa

Guia para a bênção dos ramos:

Antes de tudo, os ramos precisam estar preparados para a bênção.

Para quem tem jardim:

Podem ser usados galhos de qualquer tipo de árvore ou arbusto, desde que sejam verdes e tenham folhas. A cor verde dos ramos é um símbolo da nova vida que triunfa sobre a morte. É possível escolher em ordem de preferência os ramos das seguintes plantas: palmeira, oliveira, laranja ou limão, buxo, teixo, outras espécies de arbustos.

Para quem não tem jardim: dois ou três galhos de uma planta verde podem ser suficientes

Em último caso, pode-se desenhar um ramo de palmeira em folhas de papel ou papelão e pintar de verde. Se a folha for forte o suficiente, podemos recortá-la tesoura. Dessa forma, cada um poderá segurar um ramo na mão no momento da bênção. No final da celebração, pode-se organizar uma pequena procissão para colocar um ramo abençoado (natural ou confeccionado) junto a cada crucifixo da casa.

Guia para a leitura da Paixão segundo São Mateus

Esta passagem do Evangelho é particularmente bonita e comovente: deve ser lida devagar, com ênfase, pronunciando-se cada uma das palavras.

Antes da celebração, você pode decidir quem lerá os diferentes personagens que participam da leitura. Os três caracteres são atribuídos ao longo da leitura com estas iniciais: X = Jesus, C = Cronista, S = Sinagoga.

ROTEIRO GERAL PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA:

  • Se você está sozinho, é preferível ler as leituras e orações da missa deste domingo ou acompanhar a missa pela televisão.
  • Esta celebração requer ao menos a participação de duas pessoas.
  • Pode ser celebrada na noite de sábado (vigília do domingo) e na tarde do domingo. No entanto, a manhã de domingo é o momento mais apropriado.
  • Esta celebração se adapta particularmente ao contexto familiar.
  • Deve-se colocar o número de cadeiras necessário diante de um espaço de oração, respeitando a distância de um metro entre cada cadeira.
  • Deve-se colocar uma cruz ou o crucifixo.
  • Acende-se uma ou várias velas, que devem ser colocadas em um suporte seguro. Ao final da celebração, elas devem ser apagadas.
  • Se você tem flores no jardim, colha algumas para colocá-las no ambiente de oração, pois sua presença é particularmente indicada neste domingo Laetare, em previsão da alegria da Páscoa.
  • Designa-se uma pessoa para dirigir a oração (em ordem de prioridade: um diácono, um leigo que tenha recebido o ministério de leitor ou acolitado, o pai ou a mãe de família.
  • A pessoa encarregada de dirigir a oração estabelecerá a duração dos momentos de silêncio.
  • Serão designados leitores para as leituras.
  • Preparar-se-á com antecedência a oração universal (que aparece neste guia) e se designará uma pessoa para sua leitura.
  • Podem-se preparar os cantos apropriados.

Ramos

 

2020, uma Quaresma inesquecível

Reflexão: Quaresma

Milton Cesar

semana_maior_160322052317

Durante muitos anos, a época da Quaresma era respeitada por todos. Mas isso foi mudando conforme o tempo foi passado, novas gerações nascendo e as tradições foram perdendo força.

Para ser bem justo ainda existe uma boa parcela de católicos que levam a quaresma a sério ainda hoje, e não se rendem aos apelos mundanos.

Mas com a chegada de novas denominações religiosas e também com um crescente número de ateus no mundo, é bem evidente que já não se celebra uma quaresma com todo o respeito necessário.

Como todos sabem a quaresma se inicia na quarta-feira de cinzas após o carnaval e dura exatos 40 dias até chegarmos a quinta-feira santa e fazermos memória da Sexta-feira da Paixão de Cristo.

Nas últimas décadas a sexta-feira santa virou sinônimo de “feriado prolongado”, época para se viajar, ir a praia e outras coisas que nada tem a ver com as celebrações religiosas. Virou uma data totalmente comercial com a venda de peixes (que sempre foi uma tradição na sexta santa) e depois com os Ovos de Páscoa, tudo uma exploração comercial.

A quaresma é tempo de reflexão, penitência, perdão e recolhimento, de analisar  a nossa fé, de orarmos pelo mundo todo, de jejum. É também quando chegamos ao maior mistério de Jesus Cristo: a morte e a ressurreição.

Mas com o passar dos anos as pessoas foram se esquecendo disso e se afastando cada vez mais de Cristo. Servindo a dois deuses: o dinheiro e a tecnologia. Os judeus também celebram a Páscoa (Pessach), não a mesma que nós cristãos, mas sim a festa da libertação que dura 7 dias e pode ter certeza que existe um respeito enorme pela data.

Muitos católicos tem esquecido de que é uma época de reflexão e oração, também de respeito e abandonado a própria fé. Quando chega a sexta-feira Santa querem comer peixe (bacalhau para quem consegue comprar) e também se preocupam com os famigerados Ovos de Páscoa. Mas e na missa foram?

Páscoa (Pessach)

seder

Pessach 2020. A partir do início da noite: quarta-feira 8 de abril

Até o início da noite: quinta-feira 16 de abril

A Páscoa judaica é conhecida pelos judeus como Pessach, palavra do hebraico que significa passagem. A Páscoa comemorada pelos judeus também é uma de suas festas religiosas mais importantes, assim como é a Páscoa para os cristãos. A Páscoa judaica é celebrada de acordo com o calendário próprio dos judeus.

calendário judeu (ou calendário hebraico) é conhecido por ser um calendário lunissolar, isto é, que se baseia nos ciclos da Lua e do Sol. A Páscoa judaica é comemorada anualmente no dia 14 de nissan (ou nisã), pelo fato de que a primeira Páscoa comemorada pelos judeus, enquanto eram escravos no Egito, aconteceu nos dias 14 e 15 de nissanhá cerca de 3500 anos.

A primeira Páscoa aconteceu no contexto da escravidão dos hebreus no Egito. Esses, originários de Abraão, estabeleceram-se em Canaã e, depois de um tempo de seca e falta de alimentos, mudaram-se para o Egito, local no qual acabaram sendo escravizados. A libertação dos hebreus foi realizada por Moisés, logo após a execução das dez pragas no Egito, segundo a narrativa judaica.

A Páscoa judaica aconteceu pouco antes da execução da décima praga, na qual o anjo da morte desceu ao Egito e matou todos os primogênitos daquela terra. O anjo da morte só não passou pelas casas daqueles que haviam seguido as ordens de Javé realizando a festa, da forma conforme havia sido ordenada, e passando o sangue do cordeiro nos umbrais de suas portas. Após a décima praga, os hebreus foram libertos da escravidão e autorizados a retornarem para Canaã.

fonte:Brasil Escola

Pois bem. Eis que chegamos a 2020 e uma pandemia (iniciada em 2019) obriga a boa parte do mundo a se recolher para não serem infectados por um vírus mortal chamado Covid-19 uma variação do Coronavírus. O medo fez com as pessoas se recolhessem, pois as mortes já se contam aos milhares em todo o mundo. No inicio muitos diziam que só matava idosos, mas ultimamente estão morrendo pessoas mais jovens.

Antes de mais nada é importante esclarecer que não estou dizendo que Deus mandou uma praga destas. Mas lembre-se: nada é por acaso.

De repente aqueles que lucravam milhões explorando algo que deveria ser de respeito e oração, como a Páscoa onde cobravam uma fortuna por um ovo de chocolate e a TV fazia propagandas aos milhares destes ovos e outras milhares de crianças sequer tinham o que comer, imagine ganharem um ovo de “páscoa” feito de chocolate que custava muito. Aqueles que vendem peixes subindo os preços nesta época do ano apenas para terem um lucro maior. Todos estão desesperados ante esta quarentena forçada.

De repente as pessoas começaram a se lembrar de Deus, começaram a rezar novamente e se lembraram que existe salvação no arrependimento.

Esta pandemia trouxe coisas ruins para todos, mas por outro lado tem feito a poluição diminuir em rios, mares e no ar. Fez as pessoas perceberem que tem pessoas que elas amam e agora tem medo de perder.

De repente a quaresma foi cumprida e será inesquecível quando tudo passar.

fa43c021b3a8782a4064ea6f18733aec

“Quando estendeis vossas mãos, eu desvio de vós os meus olhos; quando multiplicais vossas preces, não as ouço. Vossas mãos estão cheias de sangue. 16.Lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos. 17.Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva.””
Isaías, 1, 15-17 – Bíblia Católica Online

“15.As nações são para ele apenas uma gota de água num balde, um grão de areia na balança; as ilhas não pesam mais que o pó,* 16.o Líbano não bastaria para o braseiro de seu altar, nem seus animais para os holocaustos. 17.Todas as nações juntas nada são diante dele: a seus olhos são como que inexistentes. 18.A quem poderíeis comparar Deus, e que imagem dele poderíeis oferecer?”
Isaías, 40,15-18 – Bíblia Católica Online

  • Gênesis 1:11 – Então disse Deus: “Cubra-se a terra de vegetação: plantas que deem sementes e árvores cujos frutos produzam sementes de acordo com as suas espécies”. E assim foi.
  • Eclesiastes 3:1-2 – Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,
  • Lucas 12:7 – Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!
  • Lucas 21:18 – Contudo, nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá.
  • Provérbios 15:3] – Os olhos do Senhor estão em toda parte, observando atentamente os maus e os bons.
  • Hebreus 4:13 – Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.
  • Ezequiel 17:24 – Todas as árvores do campo saberão que eu, o Senhor, faço cair a árvore alta e faço crescer bem alto a árvore baixa. Eu resseco a árvore verde e faço florescer a árvore seca. “Eu, o Senhor, falei, e o farei”.
  • Mateus 21:19 – Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: “Nunca mais dê frutos!” Imediatamente a árvore secou.
  • Jonas 3:6-7 – Então o Senhor Deus fez crescer uma planta sobre Jonas, para dar sombra à sua cabeça e livrá-lo do calor, o que deu grande alegria a Jonas. Mas na madrugada do dia seguinte, Deus mandou uma lagarta atacar a planta e ela secou-se.

 

Uma grande corrente de oração

fides - Copia

Com a pandemia mundial do COVID -!9 (Coronavírus), o mundo parou e o medo se espalhou pelos corações de todos.

É um momento onde praticamente todo o mundo está parado, e nestes momentos percebemos que tudo deve ser permissão de Deus.

A maioria das pessoas havia se esquecido de Deus, ou brincavam com o que elas elegeram como um deus mundano, as coisas da carne e da internet apenas.

Estamos na Quaresma de 2020 e pouquíssimas pessoas ainda guardam a tradição de nesses quarenta dias voltarem-se para a reflexão e oração. Pense um pouco: quarenta dias de Quaresma para orarmos, e mesmo assim isso foi ignorado por muitas pessoas que estavam planejando apenas a viagem no “feriado” da Sexta-feira Santa e Páscoa, ou estavam pensando nos ovos de Páscoa. Nada de jejum, abstinência de carne ou oração.

Então um vírus explode e obriga as pessoas a entrarem em quarentena. A maioria das pessoas é obrigada a isolar-se socialmente, Igrejas são fechadas e vários valores devem ser retomados.

Quantos já não conversavam com suas famílias ou tinham tempo de parar um pouco.  Não estamos sendo castigados por Deus, mas estamos sendo chamados a refletir onde chegamos longe de Deus até agora? Qual o sentido de esquecermos a nossa fé?

 

Deus avisou Noé quando a Terra estava cheia de corrupção, violência e falta de fé: “11.A terra corrompia-se diante de Deus e enchia-se de violência. 12.Deus olhou para a terra e viu que ela estava corrompida: toda a criatura seguia na terra o caminho da corrupção. 13.Então Deus disse a Noé: “Eis chegado o fim de toda a criatura diante de mim, pois eles encheram a terra de violência. Vou exterminá-los juntamente com a terra.”
Gênesis, 6, 11-13 
E Noé acreditou no sinal de Deus e fez a sua arca. Assim foi com José que foi avisado da seca e armazenou em celeiros salvando o Egito (Gn 41, 1-57). Também aconteceu com José e Maria avisados que o rei Herodes queria matar o ainda bebê Jesus e fugiram, “12.Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho. 13.Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em so­nhos a José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”. 14.José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.”
São Mateus, 2, 12-14 

Por mais que o mal tenha fechado as portas das igrejas e os lugares de lazer como shoppings e praças, nós que temos fé não podemos recuar.

É hora de nos voltarmos a Deus. Hora de orarmos pelo restabelecimento de todo o mundo. Nunca esquecer que Deus estará contigo em todos os momentos.

“1.Cântico das peregrinações. Para os montes levanto os olhos: de onde me virá socorro?* 2.O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra. 3.Ele não permitirá que teus pés resvalem; não dormirá aquele que te guarda. 4.Não, não há de dormir, nem adormecer o guarda de Israel. 5.O Senhor é teu guarda, o Senhor é teu abrigo, sempre ao teu lado. 6.De dia, o sol não te fará mal; nem a lua durante a noite. 7.O Senhor te resguardará de todo o mal; ele velará sobre tua alma. 8.O Senhor guardará os teus passos, agora e para todo o sempre.*”
Salmos, 121 (120) – Bíblia Católica Online

““9b. Tu és meu servo, eu te escolhi, e não te rejeitei”;* 10.nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa. 11.Vão ficar envergonhados e confusos todos aqueles que se revoltaram contra ti; serão aniquilados e destruídos aqueles que te contradizem; 12.em vão os procurarás, não mais encontrarás aqueles que lutam contra ti; serão destruídos e reduzidos a nada aqueles que te combatem. 13.Pois eu, o Senhor, teu Deus, eu te seguro pela mão e te digo: “Nada temas, eu venho em teu auxílio.”
Isaías, 41, 9b-13 – Bíblia Católica Online

“19.Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20.Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”.”
São Mateus, 28, 19-20 – Bíblia Católica Online

2020-03-18 15.58.13

Isso não quer dizer que cada um não deva tomar os devidos cuidados, e fazerem as devidas prevenções. Isso previne uma contaminação pelo vírus e também que se torne uma epidemia incontrolável. É algo muito sério que cada um deve ser responsável neste momento. Tenho fé que vai passar, vou rezar por isso, mas não vou deixar de me prevenir, proteger as pessoas que amo e acima de tudo rezar pela conscientização do mundo.

prevencao-coronavirus-v2

Uma grande corrente de oração

É de grande valia que iniciemos uma grande corrente de oração. Que cada um possa dedicar no mínimo 1 hora de oração por dia durante este momento difícil. Poderia ser 1 hora direto ou dividir em 30 minutos duas vezes durante o dia. O importante é cada um rezar esta 1 hora por dia.

Como rezar?

Cada um tem uma maneira de rezar (orar) seja no silêncio do quarto ou em um local especifico. Lembrando que neste momento é tempo de ficarmos num isolamento social, por isso o local de oração será a nossa casa. Esta sugestão de oração é para todas as religiões, por isso cada um vai usar seu modo próprio de oração. Eu sou católico, por isso vou sugerir algumas orações católicas, mas o próprio silêncio no momento com o pensamento positivo é importante também.

  1. Intenções da oração
  2. Leituras da Bíblia (ou de qual for seu Livro Sagrado). No site Liturgia Diária CNBB tem leituras para todos os dias (4 diárias e aos domingos 5) é só clicar no link.
  3. Oração do Terço Mariano. Ou orações espontâneas. (Para quem não sabe rezar o Terço acesse o link clicando em cima e aprenda Como Rezar o Terço
  4. Louvar a Deus com alguma canção de sua preferência. Cada dia pode ser uma. No meu canal do YouTube tem algumas canções Canal DJ Milton Cesar
  5. Fechar agradecendo a Deus por mais um dia e desejando que toda esta tensão passe e tudo se resolva em nome de Deus.

Lembro que este roteiro é apenas uma sugestão e que cada pessoa tem um jeito de expressar a sua fé. O importante é rezarmos juntos.

cesar-nome

 

 

Cerco da Misericórdia

Seria muito importante que todos pudessem fazer uma grande corrente de oração, e a cada hora do dia tivessem pessoas orando em todas as partes do planeta. Assim faríamos um grande Cerco de Oração pedindo a intercessão de deus e de seus santos neste momento tão delicado.

Existe um livro de oração chamado Cerco da Misericórdia, escrito pelo Padre Luiz Roberto Teixeira Di Lascio e publicado pela editora Ave Maria que ensina como fazer o cerco de oração por 7 dias. traz vários roteiros de orações. A sugestão é rezar pelo menos 1 hora todos os dias no mesmo horário e num grupo de pelo menos 24 pessoas para completar as 24 horas do dia por 7 dias ininterruptos.

Abaixo (da foto do livro) segue uma pequena explicação do funcionamento do Cerco. O livro pode ser adquirido nas livrarias católicas, na Amazon.com e em outros sites de vendas de livros.

51NiOZneJiL._SX337_BO1,204,203,200_

1 CERCO DA MISERICÓRDIA Faça-o e verá a glória de Deus acontecer!

2 O desenho da capa representa um coração envolvido por uma chama viva, que é a chama do amor misericordioso de Deus e que se encontra no coração de cada ser humano. A oração sem cessar derruba as muralhas que impedem que essa chama viva do amor de Deus apareça e transpareça na vida de cada um. Com a queda da muralha a chama se inflama, e as pessoas, renovadas por essa espiritualidade da misericórdia divina, começam a se unir em torno de Jesus Ressuscitado, formando assim a comunidade orante, fraterna, solidária e misericordiosa, que é a manifestação viva do Reino de Deus.

3 Pe. Luiz Roberto Teixeira Di Lascio CERCO DA MISERICÓRDIA editora Ave-maria

4 Agradecimento Agradeço em primeiro lugar e de modo especial à Santíssima Trindade à qual ofereço esta obra e, em segundo, à Paróquia São Marcos, O Evangelista nas suas comunidades do Jardim São Marcos, Jardim Campineiro, Vila Esperança, Vila Olímpia, Campinho, CDHU – Estrada dos Amarais, Recanto da Fortuna e às comunidades de Santa Mônica e Agreste entre tantas outras que, com total generosidade, contribuíram direta ou indiretamente para que este Cerco da Misericórdia se tornasse realidade. Que o nosso Deus, que é rico em misericórdia, nos abençoe.

5 Prefácio Acompanho com estima o ministério sacerdotal do Padre Luiz Roberto Teixeira Di Lascio e tenho constatado seu zelo em anunciar a misericórdia divina, que Jesus Cristo nos revela, e da qual tanto necessitamos. A iniciativa do Cerco da Misericórdia é uma prática de oração que procura intensificar a confiança no amor de Deus. O convite à forma comunitária de oração manifesta a solidariedade na fé e a força de intercessão dos discípulos de Jesus, reunidos em Seu nome. Peço a Deus que esta prática incentive, pela intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, o recurso confiante ao Coração de Jesus. É ele que nos revela o infinito amor misericordioso da Trindade e nos ensina a ter misericórdia para com todos e promover a concórdia e a paz. Mariana, 27 de setembro de 2001 Dom Luciano Mendes de Almeida Arcebispo de Mariana

6 Introdução Este livro contém o roteiro de orações para as celebrações litúrgicas. Devemos participar rezando e cantando com fervor e nos entregar com plena confiança nas mãos do Espírito Santo. Deus quer distribuir infinitas bênçãos ao seu povo e cabe a cada um de nós, seus intercessores, permanecer em sua presença em atitude de gratidão e adoração. Tudo é graça, dizia Santa Terezinha do Menino Jesus. E com este pensamento queremos louvar e agradecer à Santíssima Trindade por nos ter inspirado e acompanhado no Cerco da Misericórdia, fazendo acontecer maravilhas na vida de centenas de pessoas, inúmeros grupos de reflexão, movimentos, pastorais, igrejas, comunidades, paróquias, empresas, colégios, penitenciárias, asilos, casas de recuperação de dependentes químicos, conventos, congregações, hospitais, centenas e centenas de casas de família por todo este nosso Brasil. É incontável o número de pessoas e grupos envolvidos com o Cerco da Misericórdia. Deus seja louvado e adorado! Por tanto derramamento de sua 11

7 misericórdia, somente nos resta dizer com o coração em festa: Muito obrigado, Senhor, nosso Deus de Amor! O Cerco da Misericórdia já foi realizado pela Causa da Paz, pelo Resgate da Sobriedade, pelo Rock in Rio, pela Ética na Política, pela Associação do Senhor Jesus, pela Casa Maria de Nazaré (entidade que cuida de crianças carentes), pela Associação Esperança e Vida (entidade que cuida de portadores de HIV), pelas cidades de Toledo-MG, Santa Rita do Sapucaí-MG, Pouso Alegre-MG, centenas de comunidades paroquiais, por diversos colégios estaduais, pelo Cursilho da Cristandade, pelos jovens crismados, por diversas congregações religiosas, por diversas novenas de padroeiros e padroeiras de comunidades e paróquias, por milhares de intenções e pedidos particulares, pelo 14 o Congresso Eucarístico Nacional e pela rádio Canção Nova, pela Igreja Maria Porta do Céu e pelo Carnaval com Jesus. O Cerco continua e, a cada momento ou tempo litúrgico, em alguma parte deste nosso imenso Brasil ou no exterior, inicia-se o Cerco da Misericórdia por uma causa ou intenção. Deus seja glorificado pelas maravilhas que ele tem operado em favor deste movimento que ele mesmo inspirou e guia, acompanha e zela, como o Bom Pastor. Ano Santo 2000 Pe. Luiz Roberto Teixeira Di Lascio Arquidiocese de Campinas, SP 12

8 1 O que é o Cerco da Misericórdia? É uma moção do Espírito Santo. Visa a resgatar a espiritualidade e a devoção à misericórdia divina por meio de um jorrar incessante de orações nas 24 horas do dia, durante sete dias consecutivos, com missas, comunhões, terços, cânticos de louvor ao Santíssimo Sacramento (exposto ou não). Pode ser feito na igreja, na comunidade, no grupo de quarteirão, em casa, no hospital, no mosteiro, no convento, no asilo, na penitenciária, no grupo de reflexão, no ambiente de trabalho, na escola, em família e em qualquer lugar onde possam se reunir pessoas para rezar no período de uma hora. É o povo de Deus intercedendo pela conversão dos pecadores e pelo resgate da dignidade humana e pela paz universal. Deus quer saciar nossa fome e sede de amor. Saciados do amor misericordioso de Deus, temos assim um coração voltado para os irmãos, generosos para acolher e saciar tantos corações feridos, e também famintos e sedentos de amor e justiça. 13

9 O tema do Cerco da Misericórdia é: Vinde a mim todos vós que estais com fome e sede de amor e eu vos saciarei. O Cerco da Misericórdia é uma linda experiência de Deus, em que sua vitória sobre o inimigo e o pecado acontece realmente. Durante os dias de oração, o Espírito Santo vai destruindo as muralhas que precisam ser derrubadas: as muralhas da fome, do desemprego, da enfermidade, da violência, da corrupção e também as muralhas interiores da culpa, do ressentimento, da mágoa, dos complexos, do desprezo, das omissões, das traições, das discriminações e outras. O Senhor vai transformando nossa mente e nosso coração (cf. Ef 4,22-23), e tudo isso vai sendo feito com muita oração, louvor, adoração e ação de graças. É um tempo para alcançarmos, da Trindade Santa e Providente, muitas graças para nós em particular, para nossas famílias e comunidades. É a Igreja em oração e escuta diante do Senhor que fala (cf. 1Sm 3,4). 14

10 2 Passos para se organizar o Cerco da Misericórdia NA PARÓQUIA, COMUNIDADE OU GRUPO 1. Converse com o seu pároco ou animador da comunidade. 2. Organize as equipes de trabalho (liturgia, acolhida, serviço, divulgação). 3. Divulgue o Cerco, utilizando todos os meios de comunicação possíveis (rádio, televisão, jornal, boletim, mural, etc.). 4. Onde houver possibilidade, que haja celebração da eucaristia ou culto da Palavra diariamente. Também a exposição durante os sete dias e sete noites. 5. Organize bem a distribuição e a escala dos horários da vigília de oração. Envolva os grupos, movimentos, pastorais, associações da comunidade. 6. Procure ter zelo e amor durante as vigílias de oração, principalmente onde estiver a Santíssima 15

11 Eucaristia exposta. Onde houver possibilidade, seja dada a bênção do Santíssimo, após a missa. 7. No último dia do Cerco, organize uma Caminhada da Misericórdia. Havendo possibilidade, faça-a com o Santíssimo, percorrendo as ruas e levando a Santíssima Eucaristia, com cânticos e louvores. Que seja um sinal de intercessão pelas necessidades de nosso povo. 8. Durante os sete dias do Cerco, a vigília de oração é ininterrupta. O local onde estará sendo rezada a vigília permanecerá aberto dia e noite. É o povo de Deus intercedendo sem cessar. 9. Que as vigílias sejam bem animadas e que haja material de oração disponível para o povo (folhetos, livros de cânticos, livro do Cerco). NAS CASAS, EM FAMÍLIA 1. Converse com sua família, com seus colegas de trabalho e de estudo, com participantes de grupos os mais diversos. 2. Veja o esquema O Cerco da Misericórdia em casa (pp. 19 e 20). 3. Convide no mínimo 24 pessoas e as distribua durante as 24 horas do dia. Certifique-se de que cada uma assuma com responsabilidade e fideli- 16

12 dade o horário escolhido. Podem participar mais pessoas no mesmo horário, desde que garantida sua fidelidade. 4. Incentive a participação nas celebrações da eucaristia ou no culto da Palavra, se possível diariamente. Também é aconselhável a frequência ao sacramento da confissão. 5. Visite e busque as intenções e os pedidos de seus vizinhos, parentes, colegas de trabalho e estudo, como também das comunidades, creches, hospitais e outros. Em casa, sozinho A qualquer dia e hora você pode entrar nesta grande família de oração. O importante é que você escolha a sua hora de oração e seja fiel por sete dias. Esteja certo de que hoje, em qualquer cidade ou estado do nosso Brasil, se inicia um Cerco e centenas de pessoas se revezam nesta grande maratona de oração. Siga um dos roteiros de orientação da hora de oração, conforme sugestão nas páginas 23 e

13 3 Organização da vigília Distribua as pessoas nos turnos e horários conforme a livre escolha de cada participante (de acordo com o gráfico ao lado). É importante que, ao assumir sua hora de vigília de oração, cada pessoa se responsabilize com seriedade e determinação para alcançar as graças pedidas e colher os frutos do Cerco. Participe você também! Você é responsável pelo seu horário, e poderá rezar sozinho, em família ou em grupo (com parentes, vizinhos e amigos), se assim o desejar. 18

14 COORDENADOR Subcoordenador Madrugada Subcoordenador Noite 00h 01h 02h 03h 04h 05h 18h 19h 06h 07h 20h 21h 22h 23h Subcoordenador Manhã Subcoordenador Tarde 06h 06h 07h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 06h 13h 07h 14h 15h 16h 17h 19

15 4 Passos para fazer o Cerco da Misericórdia em sua casa O que é o Cerco da Misericórdia em casa? É o momento da revelação da misericórdia de Deus, conforme Jo 1,14: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. O Cerco da Misericórdia em casa é uma forma de continuar em família o movimento iniciado nas comunidades. É trazer a comunidade para dentro do seu lar, reacendendo a chama viva do amor de Deus em seu coração e no coração de sua família, reconstruindo a Igreja doméstica. Coordenador: Ao coordenador cabe incentivar e animar os subcoordenadores para que ininterruptamente mantenham horários, orações e intenções do Cerco da Misericórdia. Subcoordenador: Tem a função de animador junto aos membros participantes do seu período de oração. Seu papel fundamental é manter viva a chama do 20

16 Cerco da Misericórdia por meio de lembretes permanentes (por telefone ou pessoalmente) a cada membro participante, a respeito do horário, e de orientações e sugestões sobre como orar, meditar… Membro participante: Sua função é, em horário previamente escolhido, assumir uma hora corrida de oração, sem falhar, para não quebrar o objetivo do Cerco da Misericórdia. Tempo de oração: Uma hora de vigília de oração. Sempre no mesmo horário, previamente escolhido, e assiduamente todos os dias, durante sete dias. Oração: Seguirá o Roteiro da Vigília de Oração, que se encontra nos itens 5.1 e 5.2 (pp. 23 e 25). Local de oração: Prepare um lugar para a oração: com o crucifixo, a Bíblia, a imagem ou o quadro do Sagrado Coração de Jesus. Se possível, adornar o local com flores, como sinal de amor, e uma vela, como símbolo da fé e da comunhão com o Cerco. Vaso de orações: Recipiente em que você colocará escritas as intenções do Cerco da Misericórdia: as pessoais, as familiares e as solicitadas pelos vizinhos e amigos. Pode ser um vaso, um prato, uma cestinha, uma vasilha. Coloque também os pedidos de seus familiares, vizinhos e amigos. 21

17 O recipiente aberto para receber os pedidos dos irmãos será semelhante ao nosso coração, também aberto para a Misericórdia da intercessão. O vaso de orações quer ser o elo para unir os corações e manter vivo o espírito de solidariedade entre as pessoas. Rezar pelos outros e pelas suas intenções é um gesto profundo de amor ao próximo. Ao término do Cerco, queime os pedidos, em espírito de oração e entrega a Deus. Vivência do Cerco: Procure não resumir o Cerco da Misericórdia a apenas sua hora de oração. Busque, durante o dia, praticar obras de misericórdia espirituais e corporais (pp. 44 e 45), e exercitar a Oração pela Paz que está no item (p. 59). 22

18 5 Como rezar o Cerco da Misericórdia Nas páginas seguintes você encontrará dois roteiros de orações para serem utilizados com liberdade no seu horário de oração: Rezando com Maria e Rezando com a Palavra de Deus REZANDO O CERCO DA MISERICÓRDIA COM MARIA Roteiro a seguir: Ambientação: Escolha um canto inicial. Acolhida: Inicie na presença da Santíssima Trindade: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Invocação: Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da Terra. 23

19 Oremos: Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Amém. Intenção geral: Para que os cristãos assumam o compromisso de seguirem a Jesus Cristo e tornaremse membros vivos e atuantes de uma Igreja santa, servidora e misericordiosa a serviço da vida, abraçando com ardor a causa da paz. Intenção pessoal: Coloque suas intenções pessoais e outras. Oração: Reze a oração do Cerco da Misericórdia (p. 46). Terço: Reze o terço, escolha o mistério: (gozoso, doloroso, glorioso ou luminoso) e a salverainha (pp. 29 a 38). Ladainha: Reze a ladainha de Nossa Senhora (p. 39). Meditação: Faça uma breve meditação sobre a misericórdia divina (p. 62). Encerramento: Reze o hino de louvor em gratidão à Santíssima Trindade (p. 69). 24

20 Bênção: Termine este tempo de oração invocando a bênção da paz (p. 48). Compromisso: Compromisso com o Cerco (p. 45), e rezar a ladainha do Sagrado Coração de Jesus (p. 48). Canto final Observação: Você poderá acrescentar, neste seu tempo de oração, outras orações, cantos ou leituras sobre a misericórdia divina que se encontram no final deste livro. Lembre-se: o importante é você ser fiel à sua hora de oração REZANDO O CERCO DA MISERICÓRDIA COM A PALAVRA DE DEUS Roteiro a seguir: Ambientação: Escolha um canto inicial. Acolhida: Inicie na presença da Santíssima Trindade: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Invocação: Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. 25

21 Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da Terra. Oremos: Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Amém. Intenção geral: Para que os cristãos assumam o compromisso de seguirem a Jesus Cristo e de se tornarem membros vivos e atuantes de uma Igreja santa, servidora e misericordiosa a serviço da vida, abraçando com ardor a causa da paz. Intenção pessoal: Coloque suas intenções pessoais e outras. Oração: Reze a Oração do Cerco da Misericórdia (p. 47). Textos bíblicos: Leia e medite os textos bíblicos do dia (p. 43). Salmo: Reze o hino de louvor das criaturas ao Senhor (p. 72). 26

22 Leitura espiritual: Escolha uma leitura sobre a misericórdia divina (p. 62). Encerramento: Reze o hino de louvor em gratidão à Santíssima Trindade (p. 69). Bênção: Termine esta hora de oração, invocando a bênção da paz (p. 48). Compromisso: Compromisso com o Cerco (p. 46), e rezar a Ladainha do Sagrado Coração de Jesus (p. 48). Canto final Observação: Você poderá acrescentar, neste seu tempo de oração, outras orações, cantos ou leituras sobre a misericórdia divina que se encontram no final deste livro. Lembre-se: o importante é você ser fiel à sua hora de oração. 27

CERCO DA MISERICÓRDIA PDF

Mulheres na Ressurreição de Cristo

Personagens: As Mulheres e o sepulcro vazio

1102014734_univ_lsr_xl

As mulheres foram as primeiras a receberem e darem a noticia da ressurreição de Jesus Cristo, fato este relatado pelos 4 evangelhos e que não pode ser contestado em nenhum momento.

A cena é sempre a mesma: o túmulo vazio, e um ou dois anjos em vestes alvas e resplandecentes, que anunciam que o Senhor está vivo e pedem às mulheres que contem a boa nova aos demais apóstolos. Quando são avisados da ressurreição, os doze discípulos não acreditam. No evangelho de João, Maria vai até Pedro e João alertá-los que o corpo de Jesus desapareceu. Os dois encontram o túmulo vazio, e apenas João tem a absoluta certeza que o Cristo renasceu dos mortos, cumprindo o que dissera. No evangelho de Lucas, apenas Pedro vai até o sepulcro.

De qualquer maneira, nos evangelhos sinópticos, podemos notar a proeminência que Maria Madalena tem sobre as demais mulheres, sendo as transmissoras da Boa Nova, ou o Evangelho, aos demais discípulos que se tornarão os apóstolos do Cristo.

Mt 28, 1 – 10 : “1.Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo. 2.E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. 3.Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve. 4.Vendo isso, os guardas pensaram que morreriam de pavor. 5.Mas o anjo disse às mulheres: “Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6.Não está aqui: ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que ele repousou. 7.Ide depressa e dizei aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos. Ele vos precede na Galileia. Lá o haveis de rever, eu vo-lo disse”. 8.Elas se afastaram prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a Boa-Nova aos discípulos. 9.Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: “Salve!”. Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés. 10.Disse-lhes Jesus: “Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galileia, pois é lá que eles me verão”.” São Mateus, 28 – Bíblia Católica Online

Mc 16, 1-10:”1.Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus. 2.E no primeiro dia da semana, foram muito cedo ao sepulcro, mal o sol havia despontado.* 3.E diziam entre si: “Quem removerá a pedra do sepulcro para nós?”. 4.Levantando os olhos, elas viram removida a pedra, que era muito grande. 5.Entrando no sepulcro, viram, sentado do lado direito, um jovem, vestido de roupas brancas, e assustaram-se. 6.Ele lhes falou: “Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram. 7.Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galileia. Lá o vereis como vos disse”. 8.Elas saíram do sepulcro e fugiram trêmulas e amedrontadas. E a ninguém disseram coisa alguma por causa do medo. 9.Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios.* 10.Foi ela noticiá-lo aos que estiveram com ele, os quais estavam aflitos e chorosos.”  São Marcos, 16 – Bíblia Católica Online

Lc 24, 1 – 10 : “1.No primeiro dia da semana, muito cedo, dirigiram-se ao sepulcro com os aromas que haviam preparado. 2.Acharam a pedra removida longe da abertura do sepulcro. 3.Entraram, mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus. 4.Não sabiam elas o que pensar, quando apareceram em frente delas dois personagens com vestes resplandecentes. 5.Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, disseram-lhes eles: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? 6.Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como ele vos disse, quando ainda estava na Galileia: 7.O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores e crucificado, mas ressuscitará ao terceiro dia”. 8.Então, elas se lembraram das palavras de Jesus. 9.Voltando do sepulcro, contaram tudo isso aos Onze e a todos os demais. 10.Eram elas Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; as outras suas amigas relataram aos apóstolos a mesma coisa.” 
São Lucas, 24 – Bíblia Católica Online

Jo 20, 1 – 2: “1.No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. 2.Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: “Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!”.” São João, 20 – Bíblia Católica Online

 

as mulheres no sepulcro

Podemos analisar as informações com atenção: Mateus diz que Maria Madalena e a “outra” Maria (sem explicar se seria Maria, mãe de Jesus) foram ao túmulo quando amanhecia o primeiro dia da semana. Já Marcos fala que no primeiro dia da semana Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé foram ao túmulo bem cedo quando o sol mal havia despontado, mas também diz que quando Jesus ressuscitou apareceu primeiro a Maria de Magdala (dando a entender que esta seria outra Maria e não Maria Madalena, mas na verdade este trecho é de um manuscrito mais antigo). Lucas fala que no primeiro dia da semana Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago foram bem cedo ao sepulcro, mas fala também que “as outras suas amigas” contaram aos discípulos então teriam outra mulheres. João é mais sucinto e fala apenas de Maria Madalena indo ao túmulo.

Podemos considerar, baseando-se nas narrativas que ocorreram três visitações das mulheres ao sepulcro e elas tiveram a primazia de descobrirem a ressurreição e também foram as primeiras a encontrar Jesus novamente vivo.

Vou usar como cronologia:

mmadalena

  1. A primeira visita é a de Maria Madalena que foi narrada por João e Marcos reforça isso no versículo 9.
  2. Mateus narra a segunda visitação, quando Maria Madalena foi novamente ao
    sepulcro, mas desta vez acompanhada da outra Maria, e já estava “ficando claro”
  3. Marcos e Lucas narram a terceira visita ao sepulcro, a qual fora realizada pelas mulheres. Marcos cita Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago e Lucas diz que eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, mas podemos concluir que sejam as mesmas por causa dos aromas que elas tinham comprado e preparado ou que ao invés de 3 eram 4 já que Lucas ainda fala de outras amigas.

Maria Madalena é citada em todos os Evangelhos, porém Maria, mãe de Jesus, não aparece em nenhum dos relatos.

maria_madalena_e_jesus_2

Quando as mulheres retornam do cemitério após a devoção da Páscoa, elas trouxeram notícias sobre o túmulo vazio e reportaram que “Ele não está lá e ressuscitou!”. Os apóstolos ficaram incrédulos, com alguns estudiosos atribuindo a falta de entusiasmo ao fato de a mensagem ter chegado através de mulheres. Flávio Josefo escreveu que a tradição judaica afirmava: “Não permita que evidências sejam aceitas através das mulheres por causa de sua leviandade e da temeridade de seu sexo.”

cesar nome

 

 

 

A morte não o segurou

Páscoa

8b062c11-9f31-4a65-91e6-43d0e344db34.jpg

“Ressuscitou como disse… Aleluia! A vida venceu a morte!”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano
“Quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Páscoa a todos!”

O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.

Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimatéia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seus grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.

Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente. Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.

Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepucro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Como Maria Madalena, também nós só veremos os sinais da ressurreição, quando levantarmos nossos olhos dos sinais de morte, e dirigirmos nosso coração para a VIDA. Enquanto estivermos afeiçoados àquilo que é egoísmo, ambição, ira, não perceberemos que a Vida está à nossa frente, e sofreremos as consequências da opção pelos atrativos mortais. Ao contrário, quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus.

Feliz Páscoa a todos!

Fonte: Vatican News

Verônica

Personagens da Via Crucis: Verônica

Santa-Verônica

O nome “Verônica” em si é uma forma latinizada de Berenice, um nome macedônio que significa “portador da vitória” (correspondente à em grego: phere-nikē). A etimologia popular atribui sua origem às palavras para “verdade” (em latim: vera) e “imagem” (em grego: eikon), inclusive a Enciclopédia Católica

Santa Verônica viveu no primeiro século. É a mulher de Jerusalém que enxugou a face
de Jesus com um véu branco no seu caminho para o Calvário. De acordo com a
tradição o pano ficou com a impressão da imagem da face de Jesus. Assim a
historia de Santa Verônica tornou-se uma das mais populares da tradição Cristã
e o seu véu é uma das mais amadas relíquias da Igreja. De acordo com a
tradição, Verônica levou o véu para fora da Terra Santa e teria usado para
curar o Imperador Tibérius (14-37) de uma doença. O véu foi subsequentemente
visto em Roma no século oitavo e foi transferido para a Basílica de São Pedro
em 1297 pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303).

Quase nada é conhecido sobre Verônica embora os “Atos de Pilatos” considerado por muito apócrifos a identificam com a mulher mencionada no Evangelho de São Mateus
(9:29-22) que teria sofrido de uma perda de sangue. O nome Verônica significa
“imagem verdadeira” como foi relatado pelo historiador e escolar bíblico
Giraldus Cambrensis (1147-1223). Além disso Matthew de Westminster fala da
impressão da imagem do Salvador como:

“Effigies Domenici vultus quae Veronica nuncupatur”.

Assim a imaginação popular tomou o nome Verônica como sendo o nome de uma pessoa.
O nome assim denotaria como uma relíquia genuína o véu de Verônica, para
diferenciá-lo de outras relíquias similares como aquelas guardadas em Milão. A relíquia é ainda preservada na Basílica de São Pedro e a memória do ato de caridade de Santa
Verônica é comemorado nas Estações da Via Sacra. Embora ela não seja incluída
na Martirologia Romana, ela é honrada pela Igreja com um dia para a sua festa.O
seu símbolo é o véu com a face de Cristo e a Coroa de Espinhos.

Sua festa é
celebrada no dia 12 de julho.

Prof. Felipe Aquino

Curiosidades sobre Verônica

948099383_782bca5c9d

“Existe alguma passagem nos Evangelhos sobre a Verônica e o seu véu?” Nem tudo que nós católicos acreditamos como revelado por Deus esta contido na Bíblia, na nossa fé católica existem três pilares a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério. Estes três pilares juntos nos dão uma visão completa da Revelação de Deus. Verônica é um personagem que nos veio pela Sagrada Tradição.

Uma Tradição muito antiga da Igreja diz que uma mulher enxugou o rosto de Cristo no caminho do Calvário; milagrosamente a imagem de Jesus sofredor teria sido gravada no lenço da mulher. A tradição a chama de Verônica (Veros icona – ícone verdadeiro). O Papa Bento XVI foi o primeiro Papa a visitar o Santuário do Santo Rosto de Manoppello, em agosto de 2006, onde, segundo a tradição, encontra-se o véu com o qual a Verônica teria enxugado o rosto de Cristo. (Zenit.org, Vaticano, 31 ago. 06)

É algo novo e diferente; o que terá motivado o Papa a ver o ícone de Verônica? Certamente o Papa alimenta alguma esperança de que possa ser autêntico, como o santo Sudário de Turim. O Santuário que acolhe a relíquia, conhecida antigamente como «a mãe de todos os ícones», confiada aos Freis Menores Capuchinhos, encontra-se em um pequeno povoado dos Abruptos, nos montes Asininos, a uns 200 quilômetros de Roma.

O Santo Rosto é um véu de 17×24 centímetros. Quando o se aproxima do véu, pode-se ver a imagem de um homem que sofreu, pelos golpes da paixão, como os que sofreu Cristo.

Pe. Heinrich Pfeiffer S.I., professor de iconologia e história da arte cristã na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, estudou este véu durante treze anos e foi o primeiro cientista a assegurar que se trata do véu da Verônica que antes se custodiava no Vaticano.

No livro apócrifo dos Atos de Pilatos (século VI), fala-se de uma mulher, conhecida com o nome de Verônica (do nome «Vera icona», «verdadeiro ícone»), que enxugou com um véu o rosto de Cristo na Via Sacra. Apesar destas fontes incertas, que se encontram já no século IV, segundo constata o Pe. Pfeiffer, alemão, a história do Véu da Verônica está presente através dos séculos na tradição católica. Em seu filme «Jesus de Nazaré», o diretor de cinema Franco Zeffirelli a recolhe.

Por ocasião do primeiro ano santo da história, no ano 1300, o Véu da Verônicaconverteu-se em uma das «Mirabilia urbis» (maravilhas da cidade de Roma) para os peregrinos que puderam visitar a Basílica de São Pedro no Vaticano. Confirma o maior poeta da história da Itália, Dante Alighieri (1265-1321), no canto XXXI do «Paraíso» (versículos 103-111) na «Divina Comédia».

As marcas do véu da Verônica se perderam nos anos sucessivos ao Ano Santo 1600, quando o véu foi encontrado em Manoppello. O Pe. Pfeiffer explica que no véu de Manoppello, na margem inferior, pode-se ver ainda um pequeno fragmento de vidro do relicário anterior, o que demonstraria sua procedência do Vaticano.

Segundo a «Relação Histórica», escrita em 1646 pelo sacerdote capuchinho Donato de Bomba, em 1608 uma senhora, Marzia Leonelli, para tirar seu marido da prisão, vendeu por 400 escudos o Véu da Verônica, que havia recebido como dote, a Donato Antonio de Fabritius. Dado que a relíquia não se encontrava em boas condições, Fabritius a entregou em 1638 aos padres capuchinhos de Manoppello.

Frei Remigio da Rapino recortou os cantos do Véu e o colocou entre duas molduras de madeira. As molduras e os vidros são o que ainda hoje conservam o véu em Manoppello.

Esta relação, da qual não há outras provas históricas, diverge da reconstrução do Pe. Pfeiffer, narrando a história popular da chegada do ícone aos Abruzos, das mãos de um peregrino, em 1506. Até 1638, o ícone teria passado por várias mãos. Com a criação desta lenda, opinam alguns dos investigadores, se poderia ter tentado ocultar o roubo do Vaticano.

O professor Donato Vittori, da Universidade de Bari, fez um exame do véu em 1997 com raios ultravioleta, descobrindo que as fibras não têm nenhum tipo de pigmentação. Ao se observar a relíquia com o microscópio, descobre-se que não está pintada e que não está tecida com fibras de cor.

Através de sofisticadas técnicas fotográficas digitais, pôde-se constatar que a imagem é idêntica em ambos os lados do véu, como se fosse um slide. A iconógrafa Blandina Pascalis Shloemer demonstrou que a imagem do Santo Sudário de Turim se sobrepõe perfeitamente ao Santo Rosto de Manoppello (com mais de dez pontos de referência).

O Pe. Pfeiffer recolheu as principais obras artísticas da história que se inspiram no véu da Verônica, até que Paulo V proibisse sua reprodução, após o provável roubo no Vaticano, e todas parecem ter por modelo a relíquia de Manoppello.

O Pe. Pfeiffer esteve em Manoppello com o Papa, e explicou que: «Quando os diferentes detalhes se encontram reunidos em uma só imagem, esta última deve ter sido o modelo de todas as demais. Todas as demais pinturas imitam um só modelo: a Verônica de Roma. Por este motivo, podemos concluir que o Véu de Manoppello não é senão o original da Verônica de Roma». Mais informações em http://www.voltosanto.it

A Igreja não nos obriga a crer nestas relíquias e deixa a livre uso da fé de cada um; mas pelo que vimos acima há chances de que o ícone de Verônica seja verdadeiro; o que levou o Papa a ter interesse de vê-lo.

Eis o rosto ensanguentado/ Por Verônica enxugado / Que no pano apareceu / Que no pano apareceu. Pela Virgem dolorosa/ Vossa MÃE tão piedosa/ Perdoai ó meu JESUS/ Perdoai ó meu Jesus.

Minha benção fraterna+

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
http://twitter.com/padreluizinho

Canto de Verônica

O canto de Verônica é um trecho do Livro das Lamentações de Jeremias, referente ao versículo 12 do primeiro capítulo. O cântico de Verônica é entoado nas Igrejas em latim ou em português.

Canto da Verónica (latim) Responsorium :

images (2)

O vos omnes

Qui transitis per viam,

Attendite, et videte

Si est dolor similis sicut dolor meus.

Versus :

Attendite, universi populi

Et videte dolorem meum.

 

Canto da Verônica (português) Responsório:

Oh vós todos

Que passais pela via,

Vinde e vede:

Se há dor semelhante à minha!

Verseto :

Atentai, povos do mundo,

E vede a minha dor.

Fontes:

Blog Canção Nova

Cleófas.com

Compre meu livro: Pilatus – O que é a verdade?

Disponível em e-Book e livro impresso

A Via-Sacra segundo os Evangelhos

Via-Sacra 

São Josão Paulo II

Beato Papa João Paulo II

A devoção da Via-Sacra consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus sofrimentos conhecidos como a Paixão de Nosso Senhor, desde o Tribunal de Pilatos até o Monte Calvário.

Essa meditação teve origem no tempo das Cruzadas (século X). Os fiéis, que peregrinavam à Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus, continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém em suas pátrias, unindo essa devoção à Paixão.

O Santo Padre João Paulo II introduziu nova seqüência das cenas na Via Sacra que é promovida no Coliseu, em Roma, optando pelas narrações dos Evangelistas. É esta sucessão que estamos propondo aqui, com as próprias palavras da Sagrada Escritura.

As novas Estações são:

1. Jesus ora no Horto de Getsêmani, Monte das Oliveiras
Mt 26,36-46; Mc 14,32; Lc 22,39; Jo 18,1

e84531b1af73d1a727ed7734f7d1e88f

“36.Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: “Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar…* 37.E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. 38.Disse-lhes, então: “Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo”. 39.Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia, não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres”. 40.Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: “Então, não pudestes vigiar uma hora comigo… 41.Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. 42.Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: “Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!” 43.Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados. 44.Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. 45.Voltou, então, para os seus discípulos e disse-lhes: “Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores… 46.Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui”.”

“32.Foram em seguida para o lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse a seus discípulos: “Sentai-vos aqui, enquanto vou orar”.”

“39.Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos.”

“1.Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos.”

2. Jesus, traído por Judas, é aprisionado
Mt 26,47-56; Mc 14,43; Lc 22,47; Jo 18,2

ec1dfaf56aef55ac89ed401615668422

 

“47.Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. 48.O traidor combinara com eles este sinal: “Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o!”. 49.Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: “Salve, Mestre”. E beijou-o. 50.Disse-lhe Jesus: “É, então, para isso que vens aqui?”. Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lo. 51.Mas um dos companheiros de Jesus desembainhou a espada e feriu um servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. 52.Jesus, no entanto, lhe disse: “Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão. 53.Crês tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos? 54.Mas como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim?”. 55.Depois, voltando-se para a turba, falou: “Saístes armados de espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um malfeitor. Entretanto, todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo e não me prendestes.”

“43.Ainda falava, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e com ele um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes, escribas e anciãos.”

“47.Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze, que se chamava Judas. Achegou-se de Jesus para o beijar.”

“2.Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia frequentemente para lá com os seus discípulos”

3. A condenação de Jesus perante o Sinédrio
Mt 26,57-66; Mc 14,53; Lc 22,54; Jo 18,19

5eec14179af06cee1e861a6053ef0062

“57.Os que haviam prendido Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo. 58.Pedro seguia-o de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo. 59.Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte. 60.Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. 61.Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: “Este homem disse: Posso destruir o Templo de Deus e reedificá-lo em três dias”.* 62.Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: “Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti?”. 63.Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: “Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus?”. 64.Jesus respondeu: “Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu”. 65.A essas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: “Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia! 66.Qual o vosso parecer?”. Eles responderam: “Merece a morte”

“53.Conduziram Jesus à casa do sumo sacerdote, onde se reuniram todos os sacerdotes, escribas e anciãos.”

“54.Prenderam-no então e conduziram-no à casa do príncipe dos sacerdotes. Pedro seguia-o de longe.”

“19.O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.”

4. As negações do Apóstolo Pedro
Mt 26,69-75; Mc 14,66; Lc 22,55; Jo 18,15

d4448fb8065a6e54d4ccb41da155779e

“69.Enquanto isso, Pedro estava sentado no pátio. Aproximou-se dele uma das servas, dizendo: “Também tu estavas com Jesus, o Galileu”. 70.Mas ele negou publicamente, nestes termos: “Não sei o que dizes”. 71.Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: “Este homem também estava com Jesus de Nazaré”. 72.Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: “Eu nem conheço tal homem”. 73.Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: “Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer”. 74.Pedro, então, começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo. 75.Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”. E saindo, chorou amargamente.”

“66.Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote.”

“55.Acenderam um fogo no meio do pátio, e sentaram-se em redor. Pedro veio sentar-se com eles.”

“15.Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote,”

5. Jesus entregue a Pilatos
Jo 18,28; Mt 27,11; Mc 15,2; Lc 23,2

617f584238d99d6dd7caa3c03fc20228

“28.Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa.*”

“11.Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: “És o rei dos judeus?”. “Sim” –, respondeu-lhe Jesus.” 

“2.Este lhe perguntou: “És tu o rei dos judeus?”. Ele lhe respondeu: “Sim”.”

“2.e puseram-se a acusá-lo: “Temos encontrado este homem excitando o povo à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias e rei”.”

6. A flagelação e a coroação de espinhos de Jesus. Ludíbrio.
Jo 19,1; Mt 27,24; Mc 15,15; Lc 23,24

51b1e88b33afaa057b1704f1f8559a5c

“1.Pilatos mandou então flagelar Jesus.”

“24.Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: “Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!”.” 

“15.Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado. (= Mt 27,27-31 = Jo 19,2s)”

“24.Pilatos pronunciou então a sentença que lhes satisfazia o desejo.”

7. Jesus carrega a Cruz
Lc 23,25; Mt 27,31; Mc 15,20; Jo 19,16

a2b1070e280a29cdd83ec3ba42f62378.jpg

“25.Soltou-lhes aquele que eles reclamavam e que havia sido lançado ao cárcere por causa do homicídio e da revolta, e entregou Jesus à vontade deles”

“31.Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar.” 

“20.Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar.”

“16.Entregou-o então a eles para que fosse crucificado.”

8. Jesus e Simão Cirineu
Lc 23,26; Mt 27,32; Mc 15,21

b8a0cd57d7b9e89c27b74f31630dbd9f.jpg

“26.Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus.”

“32.Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus.” 

“21.Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz.”

 

9. O encontro de Jesus com as mulheres de Jerusalém
Lc 23,27; Mt 27,33

c23010d7a8b08cc5008ee881bbcbe194.jpg

“27.Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam.”

“33.Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio.”

 

10. A crucificação de Jesus
Jo 19,18; Mt 27,35; Mc 15,24; Lc 23,33

75de583d0dcc5fe3fb7aadc956af645c.jpg

“18.Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.”

“35.Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando à sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram à sorte (Sl 21,19).” 

“24.Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando à sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um.”

“33.Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda.”

11. Jesus e o bom ladrão
Lc 23,33; Mt 27,39; Mc 15,29; Lc 23,35

b969dd0a9f5aa73fdfc35855a124dec5

“33.Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda.”

“39.Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam:” 

“29.Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: “Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias,”

“35.A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: “Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus!”.”

12. Maria Santíssima e o Apóstolo João ao pé da Cruz de Jesus
Jo 19,25-27

6be00da3e173f20143ca8aad4c49121a

“25.Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26.Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. 27.Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a recebeu como sua mãe.”

13. A morte de Jesus
Mt 27,45; Mc 15,33; Lc 23,44; Jo 19,28

c01c07f4155214c577e8883e62386338

“45.Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas.” 

“33.Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra.”

“44.Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona.”

“28.Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: “Tenho sede”.”

14. Jesus deposto no sepulcro
Mc 15,42; Mt 27,57; Lc 23,50; Jo 19,38

5100ad134a94d00c9566dcb58c69cf97

“42.Quando já era tarde – era a Preparação, isto é, a véspera do sábado –,”

“57.À tardinha, um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus,” 

“50.Havia um homem, por nome José, membro do conselho, homem reto e justo.”

“34.mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.”

 

Via Sacra CF 2019PDF

 

 

 

Celebrações da Semana Santa (2019)

Catequese, Vivência na Fé

Prof. Felipe Aquino

semana_sanata_pascoa_2018-893x1024

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus. A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38Mt 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor. 

domingo-ramos-1-1024x743

Tríduo Pascal 

Começa na Quinta-feira Santa. São três dias santos em que a Igreja faz memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Quinta-feira Santa

Celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos. Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia. O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal.

holyoils

Missa dos Santos Óleos: acontece na manhã da Quinta-feira Santa. O óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação. São abençoados os seguintes óleos:         

Óleo do Crisma – Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos – Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos – É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa. 

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

 

Jouvenet_Last_Supper_20150331153211920190

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.

 Missa de Lava pés: acontece na Quinta-feira Santa à noite. O gesto de Cristo em lavar os pés dos apóstolos deve despertar a humildade, mansidão e respeito com os outros. Neste dia, faz-se memória à Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia. Ainda na quinta-feira, o altar é despido para tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus.

O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.

Sexta-feira Santa

semana_maior_160322052317

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Jejum e abstinência de carne vermelha: realizados na Sexta-feira Santa, constituem uma forma de participar do sofrimento de Jesus. É um dia alitúrgico na Igreja, com a celebração da adoração da Cruz. Impera o silêncio e clima de oração, fazendo memória à paixão e morte do Senhor.

 Ofício das Trevas

Trata-se de um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais. O nome surgiu por causa da forma que se utilizava antigamente para celebrar o ritual. A igreja fica às escuras tendo somente um candelabro triangular, com velas acesas que se apagam aos poucos durante a cerimônia.

Sermão das Sete Palavras

Lembra as últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte. As sete palavras de Jesus são: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”, “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”, “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”, “Tenho Sede!”, “Eli, Eli, lema sabachtani? – Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”, “Tudo está consumado!”, “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”. Neste dia, não se celebra a Santa Missa.

Por volta das 15 horas celebra-se nas igrejas católicas a Solene Ação Litúrgica comemorativa da Paixão e Morte de Jesus Cristo. À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão do Descendimento da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.         

Sábado Santo (Aleluia)

download (5)

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.

Vigília Pascal

Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.

Domingo de Páscoa

A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do antigo testamento.

A Páscoa que eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos.

 

 

semana-620x360.jpg

Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

A data da Páscoa 

A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada de 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis. 

Cordeiro

O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.

Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (I Cor 5, 7).

João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jó 1, 29 e 36).Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12).

Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. Ap 5,6.12; 13, 8).

Ovo

O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida. A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal. Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.

Coelho

Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus. 

Pão e vinho

Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

Cruz

A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo. No Conselho de Nicea em 325 d.c., Constantim decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Então não somente um símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica. 

Círio Pascal

download (2)

É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras “Alfa” e “Omega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.

Tradições populares

Nem todas as celebrações da Semana Santa são universais. Procissão do Encontro, na Quarta-feira Santa, Procissão do Fogaréu, conhecida também como Noite da Prisão, Procissão do Enterro ou do Senhor Morto e Malhação do Judas no Sábado de Aleluia são algumas ações que não são realizadas em todas as paróquias.

A explicação, segundo padre Hernaldo, é que estas não são celebrações prescritas pela Igreja para a Semana Santa, mas fazem parte do universo da religiosidade popular e acabam sendo mais intensas em alguns lugares e em outros não.

Essas tradições podem ser vistas como práticas da piedade popular, o que a Igreja não condena. De acordo com assessor da Pastoral Litúrgica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Hernaldo Pinto Farias, a piedade popular tem o seu valor na experiência de fé do povo; são práticas que ajudam o povo a se colocar nessa intimidade com o Senhor.  “É uma forma de eles manifestarem sua fé, à sua maneira, sim, mas o que temos que fazer que a Igreja sempre solicitou é que essas práticas não sejam fins em si mesmas, ou seja, que elas conduzam à verdadeira liturgia”, ressaltou padre Hernaldo.

maxresdefault

 

Blog Canção Nova

Canção Nova Notícias

Liturgia Diária

cleofabr-2

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.

semana santa19

Compre o meu livro:

O Peixe na Semana Santa

Catequese, Vivência na Fé

bacalhau

Bacalhau

Primeiro podemos ir buscar no Catecismo da Igreja Católica parte dos motivos para o jejum da Semana Santa e principalmente a abstinência de carne. Levando em consideração que a carne é um alimento que muitas pessoas tratam de uma forma especial, chegando ao ponto de muitos não comerem sem carne.

No artigo 7 (As Virtudes)  chegamos no CIC 1809 onde diz:

“A temperança é a virtude moral que modera a atração dos prazeres e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos nos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem os apetites sensíveis, guarda uma sã discrição e não se deixa arrastar pelas paixões do coração . A temperança é muitas vezes louvada no Antigo Testamento: «Não te deixes levar pelas tuas más inclinações e refreia os teus apetites» (Não te deixes levar pelas tuas más inclinações e refreia os teus apetites. Sir 18, 30). No Novo Testamento, é chamada «moderação», ou «sobriedade». Devemos «viver com moderação, justiça e piedade no mundo presente» (“Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade,” Tt 2, 12).”

«Viver bem é amar a Deus de todo o coração, com toda a alma e com todo o proceder […], de tal modo que se lhe dedica um amor incorrupto e íntegro (pela temperança), que mal algum poderá abalar (fortaleza), que a ninguém mais serve (justiça), que cuida de discernir todas as coisas para não se deixar surpreender pela astúcia e pela mentira (prudência)» (Santo Agostinho, De moribus Ecclesiae catholicae).

Não existe então na própria Bíblia uma “ordem” para que se coma apenas peixe na Semana Santa, principalmente na Sexta-feira Santa, mas a tradição católica foi tomando forma e continua até hoje. Apesar da verdadeira exploração do comércio que sabendo que haverá uma procura maior de peixes e frutos do mar nesta época aumenta os preços visando o lucro. Cometem o pecado da avareza, e muitos ainda se dizem católicos.

Santo Tomás de Aquino diz que o “jejum foi estabelecido pela Igreja para reprimir as concupiscências da carne, cujo objeto são os prazeres sensíveis da mesa e das relações sexuais”. Importante recordar que, na época de Santo Tomás, a disciplina exigia esta prática não só na sexta-feira, mas também na quarta e, além da carne, englobava os ovos e os laticínios.

Os Santos Padres também incentivaram sobremaneira este hábito que acabou se consolidando. No entanto, na Idade Média, o Papa Nicolau I, no século IX, instituiu como lei aquilo que era somente um costume. E, assim, a penitência passou a ser obrigatória para todos os cristãos a partir da idade da razão (sete anos).

Ainda no período medieval, em honra à Nossa Senhora, as pessoas passaram a jejuar também aos sábados. Deste modo, o domingo, grande Dia do Senhor, era precedido por dois dias de penitência, em preparação à Páscoa semanal.

Mas o tempo fez com que parte dos costumes perdessem um pouco da sua força e o próprio significado acabasse ficando desconhecido. hoje mesmo algumas pessoas acabam ignorando o costume, algumas vezes por não saberem o real motivo, outras vezes por fazerem um turismo religioso entre várias denominações religiosas e acabarem voltando para a Igreja Católica perdendo o sentido das tradições e mais ainda o sentido do porque se fazer a abstinência de carne.

Com o tempo também, inclusive, os fiéis passaram a se questionar acerca da obrigatoriedade da abstinência na sexta e se a não observância desse preceito se constituía um pecado mortal ou leve. Diante disso, o Papa Inocente III, no século XIII, decretou que realmente é pecado grave. E no século XVII, o Papa Alexandre VII anatematizou quem dissesse que não era pecado grave.

Essa foi a disciplina até 1983, quando houve a promulgação do novo Código de Direito Canônico. No cânon 1251, lemos que é obrigatório fazer “abstinência de carne ou de outro alimento […] em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades”. Com relação a este cânon, a CNBB afirma que o fiel católico brasileiro pode substituir a abstinência de carne por uma obra de caridade, um ato de piedade ou ainda trocar a carne por um outro alimento (CNBB, Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil)

Atualmente, a exigência da lei é para aqueles que já completaram catorze anos de idade e não a partir da idade da razão, como era no início, conforme o cânon 1252 do mesmo Código.

Historicamente, fazer da sexta-feira um dia penitencial é algo que afunda suas raízes na época apostólica. A Didaqué, uma espécie de catecismo dos primeiros cristãos, dá conta de que o jejum era feito na quarta e na sexta-feira. A Igreja do Oriente, inclusive, permanece com esse costume.

bacalhau-gadus-morhua_large.jpg

Bacalhau

O jejum

Um dos elementos que mais aparece nesse período é o jejum e a recomendação para que não se coma carne, em todas as sextas-feiras que antecedem a Páscoa, durante o tempo conhecido como quaresma. O mesmo preceito vale para a quarta-feira de cinzas, o dia em que se inaugura esse tempo de preparação para a Páscoa.

O jejum e a abstinência são sinais, também bíblicos, de conversão. O povo no tempo de Cristo jejuava sobretudo na festa da expiação. Mas há inúmeras outras passagens que lembram o jejum. Até mesmo Jesus, por ocasião das tentações no deserto, jejuou. Em atos dos Apóstolos, os responsáveis pela igreja, quando escolhiam os missionários, jejuavam (Atos 13,2-3) e Paulo, em 2 ocasiões, fala do próprio jejum (II Coríntios 6,5 e 11,27). É claro que jejum pelo jejum não tem sentido e não nos faz melhores. Basta pensar a quantos fazem jejum de maneira forçada, não porque é tempo de quaresma, mas porque não tem o que comer.

Não comer carne tem importância porque contém em si um significado, pois é, como dito acima, sinal de conversão. Não é, em si, a conversão. Quem se abstém da carne está dando um sinal que:

  • quer se afastar do pecado
  • é solidário com quem tem fome
  • sublinha a importância da Palavra de Deus como alimento para a alma
  • exprime a necessidade de colocar um freio no consumismo

Como bem lembram os profetas, o que conta, no final das contas, é a conversão do coração. Todos os gestos exteriores de nada valem se não conduzem a uma renovação do coração. Todavia eles podem ser significativos e a sua observância não deve ser motivo de gozação. Talvez não baste substituir carne por peixe, que nem sempre é mais barato, mas fazer algum gesto concreto que demonstre a nossa adesão ao projeto de Cristo, que mostre a nossa solidariedade com quem deu a vida por nós.

Gesto de conversão

Atualmente a Igreja Católica evita as palavras obrigação e proibição. Ela apenas aconselha a abstinência de carne vermelha como gesto de conversão. O jejum é uma tradição que surgiu na Idade Antiga e se consolidou na Idade Média, época em que pessoas humildes raramente provavam carne. Na época, o povo vivia em terras alheias e a carne vermelha era consumida só em banquetes, nas cortes e nas residências dos nobres. Ela tornou-se, então, símbolo da gula, associado ao pecado. Dessa forma, a Igreja orientava os fiéis a comerem carne à vontade antes da quaresma – o que deu origem aos banquetes chamados “carnevale” e ao nosso carnaval – e depois se absterem de carne, durante os 40 dias que antecediam a Páscoa. O peixe não chegou a entrar na lista da abstinência porque sua presença era irrelevante nos banquetes medievais. Com o passar dos séculos, a carne deixou de estar presente somente nos banquetes e perdeu seu caráter simbólico de pecado. A orientação atual é que os católicos que desejarem se abstenham na Quarta-Feira de Cinzas, nas sextas-feiras da Quaresma e na Sexta-Feira Santa. Pessoas enfermas, idosas e crianças são isentas dessa orientação.

Fontes: Irmã Maria Inês Carniato, da Editora Paulinas (p/ revista Galileu – Ed. Globo)

Abster-se de carne e jejuar na sexta-feira é uma prática plurissecular da Igreja e tem argumentos fortes em seu favor. O primeiro deles é que todos os cristãos precisam levar uma vida de ascese. Esta é uma regra básica da espiritualidade cristã, além de fazer bem para a vida espiritual do fiel, pode ser uma ocasião de testemunho e de catequese para outros. Recusar publicamente, por amor a Cristo, tal prazer pode ser uma forma de incutir no próximo o desejo de também conhecer o Amado, por quem se faz sacrifícios.Por fim, é importante recordar que o costume de se abster de carne na sexta-feira sempre esteve ligado à Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, portanto, é importante recuperá-lo a fim de aumentar ainda mais a devoção e a própria fé.

Peixe também é carne e sangra

348_comocriarA hemoglobina é uma proteína presente no sangue e que define sua cor, contém ferro e leva do pulmão o oxigênio necessário aos movimentos para os tecidos musculares. Nos músculos, também há outra proteína, chamada mioglobina, que ajuda a manter o oxigênio, sendo esta proteína responsável pela cor vermelha da carne”, diz a bióloga de Arraial do Cabo Leonizia Valdeci de Melo, especialista em gerenciamento socioambiental costeiro e licenciada em biologia pela Ferlagos. Os peixes possuem ainda menos mioglobina, por isso, a carne é branca. Devido à grande movimentação do atum, sua carne é avermelhada. O peixe também possui menos sangue que os outros animais, por isso ficou como uma lenda de que o “peixe não sangra, e por isso deve ser comido na sexta-feira santa”, mas na verdade o peixe também é carne e também tem sangue.

Fontes analisadas:

cesar nome

 

 

 

Livro: