Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

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“Filêmon, 1 1.Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e seu irmão Timóteo, a Filêmon, nosso muito amado colaborador, 2.a Ápia, nossa irmã, a Arquipo, nosso companheiro de armas, e à igreja que se reúne em tua casa. 3.A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! 4.Não cesso de dar graças a meu Deus e lembrar-me de ti nas minhas orações, 5.ao receber notícia da tua caridade e da fé que tens no Senhor Jesus e para com todos os santos, 6.para que esta tua fé, que compartilhas conosco, seja atuante e faça conhecer todo o bem que se realiza entre nós por causa de Cristo. 7.Tua caridade me trouxe grande alegria e conforto, porque os corações dos santos encontraram alívio por teu intermédio, irmão. 8.Por esse motivo, se bem que eu tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te o que é da tua obrigação, 9.prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, idoso como estou, e agora preso por Jesus Cristo, 10.venho suplicar-te em favor deste filho meu, que gerei na prisão, Onésimo.* 11.Ele poderá ter sido de pouca serventia para ti, mas agora será muito útil tanto a ti como a mim.* 12.Torno a enviá-lo para junto de ti, e é como se fora o meu próprio coração. 13.Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho. 14.Mas, sem o teu consentimento, nada quis resolver, para que tenhas ocasião de praticar o bem (em meu favor), não por imposição, mas sim de livre vontade. 15.Se ele se apartou de ti por algum tempo, foi sem dúvida para que o pudesses reaver para sempre. 16.Agora, não já como escravo, mas bem mais do que escravo, como irmão caríssimo, meu e sobretudo teu, tanto por interesses temporais como no Senhor. 17.Portanto, se me tens por amigo, recebe-o como a mim. 18.Se ele te causou qualquer prejuízo ou está devendo alguma coisa, lança isso em minha conta. 19.Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei. Para não te dizer que tu mesmo te deves inteiramente a mim! 20.Sim, irmão, quisera eu receber de ti esta alegria no Senhor! Dá esta alegria ao meu coração, em Cristo! 21.Eu te escrevi, certo de que me atenderás e sabendo que farás ainda mais do que estou pedindo.* 22.Ao mesmo tempo, prepara-me pousada, porque espero, pelas vossas orações, ser-vos restituído em breve. 23.Enviam-te saudações Epa­fras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, 24.assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores. 25.A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com o vosso espírito!” Filêmon, 1 – Bíblia Católica Online

“1,10. Meu filho que gerei: São Paulo, convertendo este escravo fugitivo, tornara-se seu pai espiritual, “gerando-o” para a vida da graça. Expressões figuradas frequentes em São Paulo (N. do Tr.). 1,11. Muito útil: jogo de palavras com o nome próprio Onésimo, que em grego significa útil. O escravo, que assim se chamava, tinha abandonado seu senhor Filêmon, sem dúvida levando consigo objetos de valor. Convertido por São Paulo, estava ele agora disposto a voltar a seu serviço na casa do seu antigo senhor. 1,21. Mais do que estou pedindo: libertando o escravo recuperado.”

 

Epístola a Filemon, geralmente referida apenas como Filemon (ou Filémon), é o décimo-oitavo livro do Novo Testamento da Bíblia. Faz parte do chamado corpus paulinum, o grupo de cartas escritas pelo (ou associadas ao) apóstolo Paulo.

A Carta a Filemon, ou Epístola a Filemon é uma das 13 cartas escritas por Paulo, a mais breve e pessoal é uma carta escrita de seu próprio punho, envolvendo Onésimo um escravo fugitivo e dirigida a Filemon, seu patrão. (Fm 1, 2, 19) A época mais provável da escrita desta carta é por volta de 60-61 d.C., o apóstolo Paulo tinha a esperança de ser “posto em liberdade” (v. 22) da prisão.

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Papiro 87 (nos numerais de GregoryAland), designado por {\displaystyle {\mathfrak {P}}}87, é um antigo papiro do Novo Testamento. Ele é o mais antigo manuscrito conhecido da Epístola a Filemon. Os textos que sobreviveram de Filemon são os versos 13-15, 24-25.

 

 

A carta inicia-se com uma apresentação (Fl 1,1-3). Logo após, há os agradecimentos a Filemon por seu amor e por sua  (Fl 1,4-7). A parte central da carta é o pedido feito a Filemon a respeito do escravo Onésimo. Este havia fugido e, neste ínterim, se convertido ao cristianismo. Paulo, então, pede a Filemon que perdoe Onésimo e o acolha como um irmão em Cristo (vv. 8-22) (1,8-22). Por fim, há as saudações finais (Fl 1,23) e uma bênção (Fl 1,25).

Logo nos dois primeiros versículos da carta já fica claro a quem ela foi endereçada. O destinatário principal é Filêmon, sendo também citada na Epístola a sua família (Ápia e Arquipo), além da “igreja que está em sua casa”. A forma plural “vós” presente no versículo 3 demonstra que além do destinatário principal, outras pessoas deveriam tomar conhecimento do conteúdo da carta. Talvez o Apóstolo Paulo tivesse a intenção de fazer com que a igreja soubesse do assunto tratado na carta, na esperança de que eles considerassem Filêmon responsável por atender ao pedido que ele estava fazendo.

Dois temas são explorados no conteúdo desta carta: 1. a necessidade do perdão. 2. A aplicação dos valores cristãos à realidade social (especificamente, ao problema da escravidão).

  1. O perdão é também essência dos que comungam da mesma fé. Faz parte dos ensinamentos de Cristo e como Filêmon fazia parte dos convertidos e era, sem dúvida, membro abastado da igreja que se formava, Paulo lembra e cobra sutilmente a postura do perdão que todo cristão deve ter. A expressão da espiritualidade cristã precisava ser traduzida no perdão: esta é a essência do apelo de Paulo a Filêmon. Empregando um trocadilho, o apóstolo escreve acerca de Onésimo, cujo nome significa “útil”, que Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim (Filêmon 1,11), ou seja, as relações mudaram: a utilidade de Onésimo para a Igreja era, agora, maior que para o próprio Filêmon. Perdoar seu escravo fugitivo era prestar um serviço à Igreja.
  2. É estranho ver Paulo falando da escravidão com tanta naturalidade. Mas devemos lembrar que ainda se tratavam de judeus e outros povos recém convertidos ao cristianismo, e a escravidão ainda era comum entre eles. Muitas vezes uma pessoa contraia uma dívida muito alta e trocava a prisão ou a morte por ser escravo (isso também causava um prejuízo grande ao ser que se sujeitava e era até comum este ser vitima de violência e humilhação). Paulo não propõe uma subversão desta instituição característica do período. O cristianismo, ao que parece, não deveria alterar os modelos sociais vigentes. Uma mudança interior de atitude era o que se requeria. Esta mudança interior em Filêmon seria mais importante do que qualquer mudança na própria instituição da escravidão. Por mais estranho e absurdo que pareça.

Há uma conexão grande entre as cartas a Filêmon e aos Colossenses. Além do estilo semelhante, as mesmas pessoas mencionadas em Filêmon (como o próprio Onésimo, Arquipo e Lucas, por exemplo) aparecem também em Colossenses. Isto leva a crer que as duas cartas foram escritas na mesma época, provavelmente entre os anos 59 e 61, período em que Paulo estava preso em Roma. Também dá margem a se imaginar que Filêmon fizesse parte da comunidade de Colossos.

Filemon é uma epístola dirigida a um indivíduo específico. Um escravo seu, chamado Onésimo, havia fugido aparentemente depois de um roubo (cf. Filêmon 1,18). Em situação desconhecida, Onésimo conheceu Paulo e, pelo testemunho deste, acabou por se converter Fl 1,10).

Paulo solicita, então, por meio da carta, que Filemon receba seu escravo fugitivo de volta não como um servo, mas como um irmão. Dois elementos são notáveis aí: Paulo não usa de sua autoridade apostólica (Fl 1, 8-14); e Paulo não pede a libertação de Onésimo. Ele apela à consciência de Filêmon para que o perdoe, ainda que o mantivesse como seu servo, porém indica que Onésimo deva ser tratado como irmão.

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Este é um Estudo Bíblico sobre o Epístola de Filêmon  A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Epístola de Filêmon  (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Lembrando que tudo isso é sugestão e a preparação de quem vai coordenar este círculo é importante.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

 

A morte não o segurou

Páscoa

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“Ressuscitou como disse… Aleluia! A vida venceu a morte!”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano
“Quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Páscoa a todos!”

O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.

Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimatéia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seus grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.

Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente. Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.

Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepucro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Como Maria Madalena, também nós só veremos os sinais da ressurreição, quando levantarmos nossos olhos dos sinais de morte, e dirigirmos nosso coração para a VIDA. Enquanto estivermos afeiçoados àquilo que é egoísmo, ambição, ira, não perceberemos que a Vida está à nossa frente, e sofreremos as consequências da opção pelos atrativos mortais. Ao contrário, quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus.

Feliz Páscoa a todos!

Fonte: Vatican News

Quaresma e a hipocrisia das pessoas

Reflexão

Por Milton Cesar

Devo antes de começar, deixar bem claro que: A REFLEXÃO QUE VOU FAZER NÃO SE APLICA A TODOS MAS A UMA BOA PARTE!

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Pois bem, dito isso, vamos lá.

Depois dos “excessos” (dependendo do ponto de vista) do Carnaval, chega a quarta-feira de cinzas e os fiéis voltam ao seu “normal”. Digo isso porque muitos vão para as festas de carnaval e se esquecem de que são cristãos e não aplicam a máxima deixada por São Paulo na 1ª Carta a comunidade de Corinto: ““Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.”
I Coríntios, 6,12 – Bíblia Católica Online

As pessoas parecem entorpecidas (e muitos estão) pelo clima da festa e não se importam com mais nada. Não quero dizer que seja proibido “se divertir”, porém qual o significado disso tudo?

Ai chega a quarta-feira de cinzas e os antes foliões lembram-se que são “fiéis” e acorrem as igrejas. E olha que isso não é só com os católicos, mas também com nossos irmãos evangélicos e protestantes.

Depois vem a quaresma. Quarenta dias de reflexão e penitência, para fazer memória do sofrimento de Cristo. Ai vem a hipocrisia.

Muitos se abstém de carne ao menos uma vez na semana, geralmente às sexta-feiras ou as quartas, mas ao invés de se absterem de carne apenas, e muitas vezes promoverem churrascos no sábado para compensar, porque não vão alimentar uma família faminta? Porque não fazem da quaresma uma época para arrecadarem alimentos, agasalhos, cobertas, medicamentos para quem tem necessidade?

Seria mais significativo do que ficar no gesto (muitas vezes hipócrita) de se abster de carne ou jejuar.

Isso eu chamo de hipocrisia. O tentar enganar a Deus quando ninguém o engana.

Essas mesmas pessoas que não comem carne em determinados dias da semana durante a quaresma, ou fazem jejum (pasmem) de Coca-Cola ou chocolate, são as primeiras a anunciarem isso em alto em bom tom quando tem oportunidade, de novo falta lembrar do que está escrito no Evangelho de Mateus (aliás todo o capitulo 6 poderia traduzir e bem o que estou dizendo, por isso vou transcrevê-lo ao final da postagem, mas por hora o trecho a seguir vem bem a contento): “Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.””
São Mateus, 6,16-18 – Bíblia Católica Online

O que quero dizer é que a Quaresma é tempo de reflexão, mas não de se acomodar. É tempo de visitar o irmão enfermo, de fazer oração nas casas, de ajudar os necessitados. Jesus fez isso com apenas 5 pães e 2 peixes (Jo 6, 5-14). Nada desta hipocrisia de se ir na igreja nesta época, celebrar com cantos mais reflexivos e fazer isso apenas pela tradição sem dar um significado verdadeiro.

Quaresma deveria, ou melhor, deve ser sempre uma ação. Assim como Jesus fazia.

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Tudo me é permitido, porque sou filho de Deus

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Monsenhor Jonas Abib

Eu tenho a liberdade dos filhos de Deus, mas nem tudo me convém; nem tudo convém a um filho de Deus! Tudo me é permitido porque eu sou filho, mas não me deixarei dominar por coisa alguma! (cf. I Cor 6,12)

Graças a Deus, você está vendo, com essa palavra, o que Deus faz por você. Confirme mais uma vez: ”Mas o corpo não é para a devassidão, ele é para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também pelo seu poder” (I Cor 6, 13b-14).

Quando a palavra diz que nossos corpos são membros de Cristo não é uma figura ou uma imagem. Os seus membros não são os membros de sua cabeça? Claro que são, porque quem comanda os seus membros é a sua cabeça!

Se a minha cabeça não me comandasse, se não saísse da minha cabeça um feixe nervoso e do meu cérebro não saíssem os comandos, eu não poderia fazer nada, como ler, falar, etc., os meus lábios sequer se moveriam. Porque tudo isso se faz pelos comandos que vem dos nossos cérebros. Você não estaria respirando, porque os comandos vêm do seu cérebro.

Todos os nossos membros são comandados pela nossa cabeça e nós somos membros dessa cabeça. Jesus é a nossa cabeça e nós somos os seus membros. ”Não sabeis porventura que os vossos corpos são os membros de Cristo?” (cf. I Cor 6,15a) Os nossos corpos, masculino e feminino, são membros de Cristo.

Observe o que o Senhor fez com você! Assuma isso e viva a beleza do que Ele fez por você. Você foi resgatado! Você foi resgatada! Não perca mais o que o Senhor resgatou.

Não se esqueçam: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (cf. I Cor 6,12).

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Publicado Originalmente em 30/11/2018 -no site da  Canção Nova

São Mateus, 6

1.“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2.Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 3.Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direi­ta.* 4.Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, irá recompensar-te. 5.Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 6.Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará. 7.Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. 8.Não os imi­teis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. 9.Eis como deveis rezar: PAI NOS­SO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; 10.venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. 11.O pão nosso de cada dia nos dai hoje;* 12.perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;* 13.e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. 14.Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. 15.Mas, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará. 16.Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que je­juam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.” 19.“Não ajunteis para vós tesou­ros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. 20.Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. 21.Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. 22.O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. 23.Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” 24.“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.* 25.Portanto, eis que vos digo: não vos preo­cupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? 26.Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? 27.Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?* 28.E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. 29.Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. 30.Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31.Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? 32.São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. 33.Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. 34.Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”

Notas bíblicas

6,3. Não saiba: de tal modo deves guardar discrição em fazê-la.

6,11. De cada dia: poderia-se traduzir também – necessário à nossa subsistência.

6,12. Tradução literal: perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.

6,24. Riqueza: literalmente – Mamon (A palavra Mamom vem do aramaico e significa “dinheiro” ou “riqueza”. Não era uma pessoa nem um espírito. Algumas traduções antigas ainda mantêm a palavra Mamom em Mateus 6:24, mas traduções mais modernas preferem traduzir para português, como dinheiro ou riqueza.) ; luxo, dinheiro.

6,27. Pode-se traduzir também: quem pode acrescentar um côvado à sua estatura? Como a mesma palavra grega designa estatura e duração de vida, é muito mais conforme ao sentido do contexto a tradução dessa segunda maneira.” 

Bíblia Católica Online

Quando Jesus te toca mais uma vez

Reflexão

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Não sou um jovem de idade, sou aquilo que eu mesmo costumo chamar “jovem a mais tempo”. Já vivi muitas experiências na igreja. Já fui catequista, coordenador de Grupo de Jovens, coordenador de comunidade, coordenador da Pastoral do Dízimo e Ministro da Palavra e Eucaristia. Lá se foram 20 anos da minha vida. Hoje sou até mais importante, sou um fiel católico que vai nas missas e grupos de oração  (confesso que até queria ir mais).

A um mês atrás fui convidado por uma das pessoas mais importantes na minha vida, a participar de um evento chamado Summer Beats DNJ 2018 (DNJ de Dia Nacional da Juventude) em São Paulo. Fomos com todas as dificuldades que tentam te tirar do seu intento.

Chegamos relativamente cedo e ao longo do dia (de um calor intenso e depois a noite de um frio maior ainda) o evento foi ficando lotado de jovens. Não sei, mas acredito que tinha umas cem mil pessoas, na sua maioria jovens.católicos. Bandas fizerem shows, o Cardeal Dom Odílio Scherer celebrou a missa, tinha o Santíssimo exposto e um espaço para confissão.

Eu fui pouco a pouco sendo tocado por Jesus novamente.

Porquê digo novamente ?

Porque por vezes as agruras da vida te fazem seguir no automático. Você ama a Deus mas já não fala isso, pois ele sabe. Mas como você pode falar: Eu te amo Jesus? – apenas na sua oração e no seu agir. Ir na igreja é apenas um ponto disso tudo. Num casamento muitas vezes o casal vai se esquecendo de afirmar o amor, perde aquele momento de dizer Eu Te Amo e com o tempo as dúvidas e o desgaste aparecem. É preciso e saudável sempre mostrar-se apaixonado.

Com Jesus é a mesma coisa. Não que Ele cobre, mas é para que não fiquemos no automático. Uma oração sempre repetida não tem emoção e acaba ficando apenas pragmática e sem sentido.

Pois bem, quando eu participei deste evento (dia 16 de setembro de 2018) eu senti novamente o fogo do Espírito Santo me queimando. Mais uma vez senti o toque de Jesus.

Devo confessar que tenho dedicado meu tempo a muitas coisas, sendo uma delas produzir e dividir o conteúdo neste blog, mas faltava alguma coisa. Sinceramente esse sentimento toma conta de mim desde aquele dia. Eu não dormi quando cheguei às 23h30min, e estou com algo ardendo no meu peito. Uma necessidade tremenda de fazer mais pela minha fé. Uma renovação de forças.

Talvez estar cercado de tanta energia jovem tenha me feito sentir o que tenho sentido. Queimar ao sol e depois congelar no frio de São Paulo me fez ver algo que a muito tempo eu não via: Como é lindo ser de Jesus.

Eu estou compartilhando esta emoção apenas por entender que muitas vezes o que precisamos é uma nova perspectiva do que fazemos ou cremos. Estamos sim sendo fiéis, acompanhando e vivendo a vida da igreja, na nossa comunidade, mas é muito importante também vivenciarmos novas experiências. De verdade fiquei muito emocionado com o que vivi. Muito emocionado acompanhando o show da banda Adoração e Vida e da Comunidade Colo de Deus, mas o principal é saber que fui novamente tocado por Jesus.

O que virá em seguida?

Com certeza algo bom vai acontecer nesta minha renovação de fé.

Mas fica a experiência e a dica:

Devemos sempre estar atentos para os sinais de Deus, as oportunidades de entender a nossa própria fé, nossos limites, emoções e todo o nosso amor. Porque assim são aqueles que acreditam em Jesus, que vivem da graça. Viver uma rotina, esquecendo de que o que nos move sempre é o fogo do Espírito Santo e este não para.

Paz e bem da parte do Senhor Jesus

Milton Cesar

Te chamam de Deus e de Senhor
Te chamam de Rei, de SalvadorE eu me atrevo a Te chamar de meu AmorTe chamam de Deus e de Senhor
Te chamam de Rei, de Salvador
E eu me atrevo a Te chamar de meu Amor

Yeshua, Yeshua
Tu és tão lindo
Que eu nem sei me expressar
Yeshua, Tu és tão lindo

Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 8/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 8/10

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Este é o oitavo de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Seja feita a vontade do Senhor

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At 21, 1 – 40

Jerusalém, a cidade da Paz, hoje conhecida como a cidade Santa (mesmo em meio a uma guerra de anos ou séculos) foi o destino de Paulo. Mesmo sabendo que estava sendo procurado, assim como todos os lideres cristãos, ele tinha uma missão de honra e honestidade que era levar a coleta das comunidades asiáticas para as comunidades pobres de Jerusalém.

Em 21, 1 – 14 é contado sobre sua viagem e as passagens por Mileto (local do ultimo discurso), Cós, Rodes, Pátara e Tiro (onde passou sete dias com as comunidades daquela localidade) e em todos estes lugares os fiéis tentaram convencer Paulo do perigo de se ir para Jerusalém, mas mesmo que estes alertas sejam inspirados pelo Espírito Santo, a decisão de Paulo também é. O Espírito Santo inspira cada um de um jeito. O apóstolo sai de Tiro e segue para Ptolemaida e então Cesaréia onde foi hospedado na casa de Filipe, um dos sete mencionados em Atos 6, interessante que Lucas entra em detalhes sobre o discípulo contando que Filipe tinha quatro filhas que profetizavam. Paulo permanece vários dias na casa de Filipe, e um profeta chamado Ágabo faz uma pantomima, mostrando o que vai acontecer com o apóstolo em Jerusalém: pés e mãos acorrentados.

A comunidade mais uma vez tenta tirar Paulo do caminho de Jerusalém e o apóstolo entra em aflição não por medo, mas pelo choro e tristeza dos irmãos, de qualquer maneira ele está pronto para o martírio e como o próprio Jesus ele não recusava e dizia: Seja feita a vontade do Senhor.

Já em 21, 15 – 26 Paulo chega a Jerusalém em meio a uma verdadeira confusão, numa Palestina que fervia de revolta, porque os judeus se preparavam para enfrentar o poder romano e desconfiavam de tudo e todos que vinham de fora. Paulo acabava sendo suspeito por vir de fora e por exercer intensa atividade entre os pagãos. Ai entendemos  o conselho do discípulo Tiago e de toda a igreja de Jerusalém quando colocam Paulo a par do que acontece em Jerusalém, e de que os judeus convertidos ao cristianismo pensam sobre ele, pois acham que Paulo está enfraquecendo o judaísmo, ensinando os judeus que vivem fora da Palestina a não observarem a Lei de Moisés e a não praticarem mais a circuncisão. Nós sabemos hoje que Paulo jamais fez isso, ele não obrigava os pagãos a serem judeus, mas nunca desobrigou os judeus dos seus costumes. Uma calúnia que levaria Paulo a ser preso.

Tiago tinha um plano e Paulo se sujeitou humildemente a este plano que era pagar pelo voto de nazireato de quatro judeus pobres, um voto caro. Com este plano Paulo seria visto no Templo, colaborando com os judeus e tudo poderia ser resolvido. Porém na sequência (21, 27 – 40) Paulo é avistado por alguns judeus da Ásia, agarrado e levado para fora do Templo, depois foi acusado e logo preso. Logo no final do capítulo Paulo pede a palavra.

Paulo é preso no templo em Jerusalém (5)

Paulo preso no Templo de Jerusalém

At 22, 1 -30

No meio do conflito Paulo pede a palavra e faz um discurso a multidão. É muito improvável que tenha ocorrido este discurso já que as autoridades judaicas não deixariam que ele se pronunciasse. No discurso de Paulo narrado por Lucas, ele conta como foi sua conversão e o porque toda a sua missão em nome de Jesus. Já no fim do discurso, os judeus começaram a gritar e pedir a morte de Paulo. O tribuno então ordenou que ele fosse açoitado e torturado para entender o porque os judeus estavam tão irritados com ele. Porém Paulo perguntou a um centurião se um cidadão romano (caso dele) poderia ser açoitado sem ter sido julgado, e com isso escapou do castigo e foi levado ao grande conselho.

Este ponto do Círculo Bíblico é para se refletir em algumas perguntas:

  • O Espírito Santo age de muitas formas, em cada uma das pessoas. Como podemos discernir o que ele quer?
  • Estamos conscientes de que Jesus não se encontra apenas na igreja, mas em todo lugar em que o seu nome é invocado? Então qual é o motivo de frequentar a comunidade?

paulotarso

 

At 23, 1 – 35

Julgamento de Paulo pelo Sinédrio

Quando começou a falar perante o Sinédrio, Ananias, que era o sumo sacerdote, mandou que lhe batessem na boca (At 23, 2) que era um sinal de desaprovação,  e Paulo o amaldiçoa: “Deus te ferirá também a ti, hipócrita! Tu estás aí assentado para julgar-me segundo a lei, e contra a lei mandas que eu seja ferido? 4.Os assistentes disseram: Tu injurias o sumo sacerdote de Deus.” (At 23,3 – 4). Em seguida, Paulo se aproveitou da divisão dos judeus entre fariseus e saduceus e declarou o que acreditava ser o motivo de seu julgamento: “Paulo sabia que uma parte do Sinédrio era de saduceus e a outra de fariseus e disse em alta voz.: Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos é que sou julgado. 7.Ao dizer ele estas palavras, houve uma discussão entre os fariseus e os saduceus, e dividiu-se a assembléia. 8.(Pois os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem uma e outra coisa.)”
Atos dos Apóstolos, 23, 6 – 9 – Bíblia Católica Online

Uma enorme confusão se seguiu, pois os saduceus, que afirmavam que não existiam anjos e nem espíritos, queriam condená-lo enquanto os fariseus defendiam sua inocência. Com medo de Paulo ser ferido, o tribuno romano o levou de volta para a cidadela. Preso, Paulo teve uma nova visão e foi reconfortado com a previsão de que daria seu testemunho em Roma como já havia feito em Jerusalém.

Complô para assassinar Paulo

Quando Paulo estava preso, um grupo de mais de quarenta judeus articulou para assassiná-lo através de um estratagema. Eles pediram aos sacerdotes e anciãos que mandassem buscar Paulo sob o pretexto de «investigar com mais precisão a sua causa» (At 23,15), mas a intenção real era matá-lo assim que se apresentasse. Um”filho da irmã de Paulo” descobriu o plano e contou para o tio, que pediu que ele falasse com o tribuno. Este, depois de orientar que o rapaz guardasse segredo sobre o que havia lhe revelado, decidiu que Jerusalém não era mais segura (At 23,11-23).

De Jerusalém a Cesareia

Escoltado por uma verdadeira tropa formada de duzentos soldados de infantaria, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros (At 23,23), Paulo foi enviado para o governador romano da Judeia, Félix, juntamente com uma carta do tribuno, que chamava-se “Lísias”. Os soldados acompanharam-no até Antipátrida e retornaram, deixando-o com a cavalaria. Ao chegar em Cesareia, o governador descobriu que Paulo era da Cilícia (região onde estava Tarso) mandou prendê-lo no “Pretório de Herodes” enquanto aguardava a chegada de seus acusadores, que mandou buscar em Jerusalém (At 23,24-35).

Refletindo

A perseguição por causa da fé. Mais que isto, uma perseguição por causa de uma fé diferente da sua. A comunidade cristã florescendo no tempo dos Atos vive todos os seus problemas, dilemas e questões e vê um dos seus maiores lideres (sem nos esquecermos dos discípulos) ser perseguido e preso por ter a coragem de falar do amor de Jesus.

Temos esta coragem hoje?

Mais ainda, acreditamos realmente que Jesus Cristo é a nossa salvação? Vivemos de forma plena o Evangelho?

O que vejo são pessoas turistas da fé, que hoje estão numa igreja, amanhã em outra e nunca são verdadeiros apóstolos de religião nenhuma. É comodo dizer que é católico, evangélico, protestante (para ficar nas religiões cristãs) e se declarar não praticante, ou frequentador de vez em quando. Deste comodismo nenhum discípulo ou apóstolo verdadeiro viveu ou vive. Então repito a pergunta para que cada um possa pensar:

Temos esta coragem hoje? A coragem de sermos fiéis como Paulo.

Milton Cesar

São Timóteo de Éfeso

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São Timóteo, conheceu e foi discípulo de Nosso Senhor seguindo as pegadas do Evangelista João

Timóteo (em gregoΤιμόθεος – Timótheos, que significa “honrando a Deus” ou “honrado por Deus”) foi um bispo cristão do século I d.C. que morreu por volta do ano 80 d.C. O Novo Testamento indica que Timóteo esteve com Paulo de Tarso, que era seu mentor, durante as suas viagens missionárias. Ele é considerado como sendo o destinatário das Epístolas a Timóteo. Ele está listado como um dos Setenta Discípulos.

Sua vida foi marcada pela evangelização, pela santidade de São Paulo e também de São João Evangelista. A respeito dele, certa vez, São Paulo escreveu em uma de suas cartas: “A Timóteo, filho caríssimo: graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Nosso Senhor!” (II Timóteo 1,2).

Nesta carta, vamos percebendo que ele foi fruto de uma evangelização que atingiu não somente a ele, mas também sua família: “Quando me vêm ao pensamento as tuas lágrimas, sinto grande desejo de te ver para me encher de alegria. Confesso a lembrança daquela tua fé tão sincera que foi primeiro a de tua avó Lóide e de tua mãe, Eunice e, não tenho a menor dúvida, habita em ti também”. (II Timóteo 1,4-5) Por isso, São Paulo foi marcado pelo testemunho de São Timóteo, que se deixou influenciar também por São Paulo. Tornou-se, mais tarde, além de um apóstolo, um companheiro de São Paulo em muitas viagens.

Primeiro bispo de Éfeso, foi neste contexto que ele conheceu e foi discípulo de Nosso Senhor seguindo as pegadas do Evangelista João.

Conta-nos a tradição que, no ano de 95, o santo havia sido atingido por pagãos resistentes à Boa Nova do Senhor e, por isso, martirizado. São Timóteo, homem de oração, um apóstolo de entrega total a Jesus Cristo. Viveu a fé em família, mas também propagou a fé para que todos conhecessem Deus que é paz.

Peçamos a intercessão desse grande santo para que sejamos apóstolos nos tempos de hoje.

São Timóteo, rogai por nós!

 

fides - Copia

Como base de estudo foi usado:

Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 3/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 3/10

Este é o terceiro de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

 

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A compreensão do que é comunidade

At 5, 1- 16,

No inicio do capitulo 5 vemos o relato de que um homem chamado Ananias e sua esposa Safira caírem mortos aos pés de Pedro, por quererem fazer parte da comunidade, mas se negarem a repartir os bens, escondendo parte do lucro com a venda de um terreno e tentando enganar a comunidade de fé. Aqui existe uma espécie de parábola para mostrar que o crime não está no fato de não partilhar algo que é seu, mas sim na mentira ao tentar enganar a Deus. A mão de Deus pesa como no Antigo Testamento. A morte aqui pode ser entendida como espiritual. Existe para cada um de nós um questionamento: enganamos a Deus ou tentamos? Mas não conseguimos esconder nada de Deus. O relato não quer mostrar que Deus vai matar por dinheiro, mas você vai morrer espiritualmente tentando enganar o Senhor.

As primeiras comunidades cristãs eram formadas de pobres e ricos. Então como entender as exigências do Evangelho? É mais fácil para um pobre entender o conceito de dividir para todos terem? Ou do rico entender que vai ficar mais pobre dividindo para todos terem?

Cuidado! A sua resposta pode estar contaminada por algum conceito pessoal que talvez não se aplique aqui.

Para nenhum dos dois é fácil a compreensão do Evangelho. E ai estava o embate das comunidades nos primórdios da fé em Jesus Cristo. No final do capítulo 4 é citado que um homem de nome José vendeu um campo e entregou o dinheiro para ser dividido entre todos (At 4, 36 -37) esse homem recebeu o sobrenome de Barnabé e entendeu o significado do ser comunidade . Lucas cita Barnabé no final de um capítulo e ao entrar neste já fala sobre Ananias e Safira para servir de contraponto entre os dois exemplos.

At 5,17-42

A perseguição aos nazarenos começa a ser narrada mais intensamente à partir desta parte do livro.

Os Saduceus aprisionaram os apóstolos que pregavam em Jerusalém, porque eles faziam curas em plena praça pública. Mas durante a noite um anjo foi e soltou todos eles, sem abrir as portas. Esse mesmo anjo disse que eles deveriam continuar a pregar, só que desta vez no Templo. Ao chegarem na manhã seguinte foi convocado todo o Sinédrio para que esses apóstolos fossem julgados, note que assim como Jesus sofreu um julgamento as pressas, a intenção dos sacerdotes era a mesma, julgar os apóstolos sem direito a defesa, e depois pedir aos romanos que executassem todos eles. O interessante está na surpresa da descoberta da fuga milagrosa dos apóstolos e mais ainda da estranheza de que a cela estava totalmente trancada e a chave em poder de um sacerdote.

Mesmo ante isso, e a descoberta de que os apóstolos estavam no Templo, desafiando a lei onde só os sacerdotes poderiam pregar . Lógico que foram novamente trazidos ao Sinédrio e desafiaram os sacerdotes (At 5,27-32). A simples citação do nome de Jesus já fez com os sacerdotes ansiassem por matarem aqueles homens, mas surpreendentemente, um fariseu de nome Gamaliel, doutor da lei estimado intercedeu pelos apóstolos, não por concordar com a fé deles , mas por achar que a religião deles morreria em breve, e fez comparações com outros supostos messias que juntaram seguidores mas caíram no esquecimento. Mas algo que Gamaliel disse deve ser levado em conta : “Agora, pois, eu vos aconselho: não vos metais com estes homens. Deixai-os! Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá; mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus. ” (Atos dos Apóstolos, 5, 38 -39 – Bíblia Católica Online)
Mesmo não acreditando naqueles homens, ele tinha um certo temor, pelo fato da história do sumiço do corpo de Jesus e sua suposta ressurreição ainda serem recentes.

Estranhamente os apóstolos foram açoitados, e libertos e ainda saíram contentes por sofrerem insultos e agressões em nome de Jesus.

 

At 6, 1 -15

Chegamos a um ponto onde muitos fiéis foram acolhidos na comunidade, mas também aconteceram as primeiras divergências mais sérias. Como muitos dos novos fiéis eram de origem grega entraram em atrito com os de origem Hebraica. Vemos isso muitas vezes nas comunidades atuais onde novos membros sofrem da desconfiança dos mais velhos, e estes não aceitam de pronto novas idéias.

Aqui vale uma observação

Lucas tenta mostrar a harmonia entre a comunidade nascente, porém como em todos os lugares onde existem pessoas diferentes, o conflito é sempre eminente. No próprio grupo de discípulos de Jesus já existiam conflitos de idéias diferentes. Logo do inicio deste capítulo o que notamos é um conflito de culturas diferentes. Vale explicar o que acontecia. Parecia uma reclamação simples : as viúvas dos cristãos gregos não estão sendo atendidas pela comunidade. Não devemos esquecer que estamos falando das comunidades do inicio do cristianismo, onde a mulher ainda não era reconhecida como importante e capaz de prover o próprio sustento. Desde os relatos do Antigo Testamento a questão da mulher e principalmente das mulheres viúvas é debatido sem sucesso à época (que fique claro). Faltava gente para atender as viúvas gregas? Faltava tempo? Nenhuma destas opções.

Devemos entender que desde o começo das comunidades nos Atos haviam hebreus (cristãos de origem judaica, fiéis à Lei Judaica e ainda frequentadores do Templo e que só liam as escrituras em hebraico); helenistas (cristãos de origem grega, que viviam fora da Palestina, não eram afeitos a Lei Judaica, principalmente no que dizia respeito a circuncisão e ao Templo onde eram proibidos de entrar, sendo relegados muitas vezes ao Pátio dos Pagãos – espaço para os que não eram judeus de sangue, e liam as escrituras em grego; e prosélitos (pagãos de origem grega convertidos ao cristianismo e simpatizantes da religião judaica; além de alguns estrangeiros que seguiam apenas o evangelho de Jesus.

O maior problema é que os hebreus não comiam na mesma mesa que os helenistas e prosélitos, pois segundo a lei judaica (mesmo eles seguindo também os ensinamentos de Jesus) ficavam impuros. Os hebreus também frequentavam o Templo onde os demais grupos não podiam entrar.

Mas porque o problema declarado é em relação as viúvas gregas?

Muitos judeus helenistas vinham passar os últimos dias de vida em Jerusalém, ali acabavam morrendo e suas viúvas ficavam na miséria (em casos que não fossem ricos ou por parentes do homem morto se apossarem dos bens da família principalmente em casos que não tivessem um filho homem responsável). A comunidade cristã de Jerusalém tinha sim um caixa para cuidar das viúvas e inclusive refeições comunitárias para os pobres. É neste ponto que o problema maior começa, por causa do conflito cultural (que hoje parece sem sentido, mas na época era normal) as viúvas dos helenistas (gregos) não eram recebidas nestas refeições ou ajudadas financeiramente, justamente por causa da separação entre os judeus e os outros.

Numa comparação simples podemos ver isso hoje em dia quando imigrantes tentam uma nova vida em outros países e são barrados por causa da etnia ou até mesmo de religião.

A decisão não fica clara no relato de Lucas porém nas entrelinhas dá para se entender que o “problema” foi equacionado quando os Doze apóstolos decidem escolher 7 homens para cuidar destas questões mais materiais e econômicas. Dentre estes nenhum era hebreu (6 eram gregos: Estêvão, Filipe, Prócoro, Nicanor. Timão e Pármenas, e 1 era prosélito Nicolau de Antioquia), com isso a ajuda as viúvas e todos os necessitados independentes de religião poderia ser mais justa. 

Aqui também acontece a escolha de novos ministérios, com mais apóstolos para a acolhida e ainda assim houve muita discussão. É neste ponto do relato que ouvimos falar pela primeira vez de Estêvão, Lucas vai descrevê-lo como o modelo ideal de cristão, e ele terá papel muito importante durante parte do livro. Estêvão aqui é vitima de algo que faz mal ainda na sociedade, e dentro da comunidade é um câncer que destrói e muito,  a fofoca e a inveja. Como Estêvão se tornou um apóstolo de destaque dentro da comunidade, ele foi traído por membros que apesar de estar ali, não haviam recebido o Espírito Santo, ou não acreditavam realmente naquilo. Assim como Judas Iscariotes, estes também traíram. Estêvão então foi preso e levado ao Sinédrio.

LAPESTEV

“E apedrejavam Estêvão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. Posto de joelhos, exclamou em alta voz: Senhor, não lhes leves em conta este pecado… A estas palavras, expirou.”
Atos dos Apóstolos, 7, 56-60

 

At 7, 1-60

No interrogatório de Estêvão a história de Moisés é recontada e serve também como comparação a história do próprio Jesus. A história do povo hebreu é o ponto de partida, o que dá a entender  que Estêvão era um estudioso da fé, mas no texto é como se ele falasse pelo Espírito Santo.

A comparação da história de Moisés com a de Jesus é bem óbvia:

  • A fuga para escapar do massacre das crianças.
  • Vieram libertar o povo pela palavra, enviados por Deus.
  • Não agiram sozinhos.
  • Subiam as montanhas para falar com Deus.

At 7,35-37 narra estes fatos mas mostra que os sacerdotes do Sinédrio condenam Estêvão, que acusa os sacerdotes de não serem fiéis a lei. Em At 7,54-60 Estêvão é apedrejado e entrega o seu espírito a Deus. Também vemos pela primeira vez a citação de um jovem que segurava os mantos dos assassinos de Estêvão e assistia impassível a tudo. Lucas aqui quis mostrar que alguém importante da comunidade saia de cena, no caso Estêvão e alguém que teria papel decisivo entrava em foco, por isso citou Saulo.

Saulo aparece discretamente no capitulo anterior, não há uma citação direta sobre ele ter ou não atirado alguma pedra em Estêvão, mas a sua participação como cúmplice é bem evidente.

ESTEVÃO

Estêvão clama a Deus enquanto é apedrejado

At 8, 1-40

Aqui a perseguição a comunidade dos Nazarenos fica declarada. O capitulo começa com Saulo e fica bem claro a posição dele assim como a dos judeus. A comunidade se dispersava por toda a região Judéia. Filipe foi para uma cidade da Samaria (hoje temos certeza de que ele foi para Cesaréia)  lá um mago de nome Simão, famoso e rico tentou comprar os dons de profecia e cura dos apóstolos, e procurou Filipe primeiro para aderir a comunidade (se não pode vencê-lo junte-se a ele ),depois com a chegada de Pedro e  João à cidade, e deles começarem a impor as mãos sobre aqueles que seriam apóstolos, ele ofereceu muito dinheiro, mas o discípulo não aceitou e ainda dispensou o mago. A riqueza muitas vezes faz com que os abastados pensem que estão acima de tudo e que seu dinheiro pode pagar até a fé e os dons dados pelo espírito santo. Existem hoje pessoas que se dizem “celebridades” que a todo momento evocam sua suposta importância, para tentarem algum tipo de vantagem ou humilhar algumas pessoas. Simão fazia parte destas pessoas, mas foi colocado no devido lugar por Filipe, Pedro e João. O capitulo 8 praticamente fala só de Filipe, e mostra sua sabedoria, deixando um pouco de lado os outros apóstolos. É interessante ver os prodígios dele e a conversão de um eunuco no fim do capitulo.

A Samaria não foi escolhida ao acaso para ser à primeira a ser evangelizada, depois de Jerusalém. Existia um ódio muito grande entre judeus e samaritanos, mas Lucas diz que os samaritanos tem um bom espírito ( vide Lc 10,25-37;17,16-18), e quem foi enviado na frente foi Filipe que é helenista (judeu-cristão de língua grega), ou seja que tinha pouca coisa a ver com as tradições judias. Ele preparou o terreno para a chegada de Pedro e João. Se tivesse sido enviado um hebreu tradicional, talvez não tivesse conquistado tantos.

Refletindo

É importante notarmos os sinais que existem na comunidade nascente nos relatos dos Atos dos Apóstolos. Mesmo numa época em que a passagem de Jesus ainda se fazia, digamos, muito aquecida, a comunidade de fé estava sempre tendo conflitos. Hora eram opiniões divergentes, hora eram conflitos de culturas e até de gerações. Os relatos que dão conta da condenação de Estêvão mostram que existiam ainda dois dos maiores problemas enfrentados em todas as comunidades de fé, algo que não deveria existir mais, mas é claro que estão presentes: a inveja e a fofoca. Como nos tornarmos Santos diante destes desafios?

Estamos falando de abandonar este tipo de sentimento (inveja) e este tipo de ação (fofoca), e viver em comum-unidade respeitando os exemplos de Cristo. É só fazermos um exame de consciência na nossa própria comunidade e analisarmos se isso não acontece ainda. Se não acontece na sua comunidade, dê Glórias a Deus, mas infelizmente eu não acredito muito que não aconteça.

Porém não é algo absoluto. 

É algo a se mudar, pois só assim vamos ser verdadeiros fiéis em Jesus Cristo. A oração é sempre o caminho.

Um círculo bíblico também deve servir para se refletir sempre sobre o crescimento saudável da igreja.

Milton Cesar

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Santo Estêvão, primeiro mártir de toda a história católica

Nos capítulos 6 e 7 dos Atos dos Apóstolos encontramos um longo relato sobre o martírio de Estêvão, que é um dos sete primeiros Diáconos nomeados e ordenados pelos Apóstolos. Santo Estêvão é chamado de Protomártir, ou seja, ele foi o primeiro mártir de toda a história católica. O seu martírio ocorreu entre o ano 31 e 36 da era cristã. Eis a descrição, tirada do livro dos Atos dos Apóstolos:

“Estêvão, porém, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Levantaram-se então alguns da sinagoga, chamados dos Libertos e dos Cirenenses e dos Alexandrinos, e dos da Cicília e da Ásia e começaram a discutir com Estêvão, e não puderam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Subornaram então alguns homens que disseram: ‘Ouvimo-lo proferir palavras blasfematórias contra Moisés e contra Deus’. E amotinaram o povo e os Anciãos e Escribas e apoderaram-se dele e conduziram-no ao Sinédrio; e apresentaram falsas testemunhas que disseram: ‘Este homem não cessa de proferir palavras contra o Lugar Santo e contra a Lei; pois, ouvimo-lo dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este Lugar e mudará os usos que Moisés nos legou’. E todos os que estavam sentados no Sinédrio, tendo fixado os olhares sobre ele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo”.

Num longo discurso, Estêvão evoca a história do povo de Israel, terminando com esta veemente apóstrofe:

“‘Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e de ouvidos, resistis sempre ao Espírito Santo, vós sois como os vossos pais. Qual dos profetas não perseguiram os vossos pais, e mataram os que prediziam a vinda do Justo que vós agora traístes e assassinastes? Vós que recebestes a Lei promulgada pelo ministério dos anjos e não a guardastes’. Ao ouvirem estas palavras, exasperaram-se nos seus corações e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, cheio do Espírito Santo, tendo os olhos fixos no céu, viu a glória de Deus e Jesus que estava à direita de Deus e disse: ‘Vejo os céus abertos e o Filho do homem que está à direita de Deus’. E levantando um grande clamor, fecharam os olhos e, em conjunto, lançaram-se contra ele. E lançaram-no fora da cidade e apedrejaram-no. E as testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um jovem, chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão que invocava Deus e dizia: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito’. Depois, tendo posto os joelhos em terra, gritou em voz alta: ‘Senhor, não lhes contes este pecado’. E dizendo isto, adormeceu”.

Santo Estêvão, rogai por nós!

Fonte: Santos – Canção Nova

fides - Copia

Como base de estudo foi usado:

  • Bíblia do Peregrino- Paulus
  • Bíblia de Jerusalém – Paulus
  • Bíblia da CNBB
  • Livro: Como ler os Atos dos Apóstolos- O caminho do Evangelho- Ivo Storniolo -Paulus Editora
  • Bíblia Católica Online (nos links)

 

 

 

A fé vertical e horizontal (Deus não é sofrimento)

Teologia Leiga

por Milton Cesar

Jesus-cordeiro

Dentro da fé católica o crucifixo tem uma simbologia muito grande.

Ao contrário dos detratores que dizem que nós adoramos um “símbolo de tortura” ou ainda aqueles que se apegam a frases prontas e repetidas sem a noção exata do que significa quando bradam : “o meu Deus é vivo e não está na Cruz. “, os católicos  (como eu) apenas têm na Cruz um exemplo máximo de entrega do amor de Deus pelos seus filhos.

Na homilia deste terceiro domingo da Quaresma  (04/03/2018) o padre Márcio Rogério da Paróquia Santa Mônica  (Campinas, SP) falava sobre a relação que devemos ter com a fé e que está tem que ser como a cruz, horizontal com Deus e vertical com os irmãos mas se cruzando no amor do Pai.

Então à partir deste ponto sai da missa refletindo e rezando sobre isso.

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Não foi por acaso que Cristo morreu justamente numa cruz.

A cruz é nossa relação de fé. Deus/Eu/Irmãos. Uma relação vertical do Pai e seu filho (cada um) e horizontal dos filhos com seus irmãos passando por Deus.

Vertical 

Muitas pessoas acabam mudando de religião e a primeira coisa que dizem é : “Eu aceitei Jesus agora estou salva.” Por si só a frase soa estranha já que a pessoa estava em uma igreja durante um grande período e não tinha aceitado Jesus (?)… Mas este não é o ponto é sim o fato da pessoa ter apenas uma relação vertical com a fé : “EU aceitei Jesus agora EU estou salvo.” – perceba que é uma relação apenas da pessoa com Deus, não existe a doação aos irmãos.

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Jesus um dia estava pregando e havia uma multidão ao seu redor e com o avanço do dia e o prenúncio do final da tarde alguns discípulos queriam que Jesus dispensasse a multidão já que a comida daria apenas para eles. Mas Jesus fez a multiplicação dos pães e peixes e alimentou a todos ( Mt 14,13-21; Mc 6,30-44; Lc 9,10-17Jo 6,1-13 ) . Se ele usasse a lógica destes que pregam estar salvos sozinhos ele não teria feito isso.

É muito interessante pensarmos como a cada dia mais surgem denominações religiosas pregando a salvação pessoal a um preço e como estas pessoas atacam a igreja católica por ser diferente disso .

Todos podem ter uma relação vertical com Deus. Mas tem que ser como a cruz, têm que ter o horizontal.

Horizontal 

O horizonte é o que vemos quando olhamos para a frente. Todas as vezes que nos deslocamos é sempre em direção ao horizonte .

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Jesus venceu a morte.  A cruz está vazia

Ter uma relação de fé Horizontal é estar no mesmo nível que cada irmão,  pois somos todos fiéis em busca da salvação.

Deus não vai salvar apenas o rico ou o pobre. Ele quer salvar a todos . Mas para isso devemos ter ciência de que a nossa fé é para ser dividida com todos.

Ninguém acende uma lamparina e a esconde. A luz é para todos.

Ter uma relação horizontal com nossos irmãos não quer dizer que não teremos uma relação vertical com Deus, mas sim que estas relações estão ligadas. Assim como uma cruz que a trave fica no meio do mastro. A nossa fé é onde uma relação se mistura com a outra.

Acreditar em Jesus e levar esta fé a todos.

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Deus não é sofrimento 

Na cruz morreu Jesus e 3 dias depois ele ressuscitou. O filho de Deus veio para morrer por nós para que todos os nossos pecados fossem perdoados. Porque Deus prometeu que nunca mais iria destruir a Terra como fez com o dilúvio.

Porém muita gente acha que Deus gosta de ver o sofrimento e até faz com que as pessoas sofram. E pregam do alto de seus lugares de destaques que apenas ele ou aquela religião vai salvar a pessoa.

Acreditem, Deus não quer que soframos nada. Somos seus filhos e temos a liberdade  (livre arbítrio) para escolher o que fazemos.

Muitas das enfermidades que sofremos são causadas pelas nossas escolhas. Por exemplo : As pessoas bebem ou se drogam, ficam viciadas e acabam doentes ou perdem tudo o que tem incluindo família , culpam Deus. Mas de quem é a verdadeira culpa?

O mundo vive em guerra , existem injustiças e violência. Pessoas passando fome. Mas quando analisamos a fundo vemos que é o egoísmo dos próprios homens que levaram a isso.

Até alguns que se autodenominam emissários de Deus e abrem igrejas a cada esquina tem coragem de explorar a fé dos irmãos. Já vi um que pediu para que os fiéis deixassem de pagar 3 aluguéis de suas casas que receberiam uma casa de Deus . É certo isso?

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Deus não gosta do sofrimento de ninguém mas as escolhas para seguir falsos profetas ou uma igreja séria cabe a cada um.

Lembre-se da Cruz e viva a sua vida na verticalidade de Deus mas com a horizontalidade dos irmãos.

Paz e bem da parte do Senhor Jesus

Milton Cesar

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O sangue de Maria correu na cruz

Teologia Leiga por Milton Cesar (com colaboração de Fabiana Aparecida)

 

Geralmente existe sempre um ataque a Igreja Católica, que parece incomodar por ter resistido estes mais de 2000 anos de pé, frente a exércitos e pessoas que tentam minar a fé de bilhões. Quando não acham mais o que falar, pois são desacreditados, resolvem recorrer a uma velha tática:

Atacar a Virgem Maria

Mas vejam bem, um pouco de discernimento já resolveria muita coisa e uma bela reflexão é esta proposta:

De quem foi o sangue que correu na cruz?

De quem era o sangue de Jesus?

Pare um pouco e pense…

Se Jesus era humano e divino, de quem era a carne e por consequência o sangue dele?

Da sua parte humana, ou seja da própria Virgem Maria.

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Deus é o criador onipotente, mas ele nunca foi um ser humano comum, quando criou Adão o fez do barro: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado.” e logo depois criou Eva da costela de Adão: “Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.” (Gn 2, 7-8. 21-23) .
Fica claro que ele não se “transformou” no homem ou na mulher e sim soprou a vida. Então Deus não teve um corpo com pele, ossos, sangue. Quando quis ser um homem através da concepção de Jesus, também o fez através de um ato divino: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.” (Lc 1, 26-38)
Existe uma clara diferença entre o milagre da gravidez de Isabel e de Maria. A primeira era casada com Zacarias e ambos já tinham certa idade, mas ainda assim continuavam a ser um casal. Já Maria era virgem e aguardava para se casar oficialmente com José, então nunca tinha mantido sequer uma relação sexual. Porém o que vale aqui é ver que Deus fez Maria ficar grávida através do Espírito Santo que é uma parte dele.

Nossa Senhora grávida

Mas toda a gravidez transcorreu de forma normal, com Maria engordando, provavelmente sentindo dores nas costas, pés inchados e até um certo cansaço, enquanto o feto desenvolvia-se, ia se formando com carne, pele, ossos e sangue. E este sangue era o sangue de Maria e não o de Deus.

Claro que é impossível de não lembrar de toda a divindade de Jesus, pois ele era parte da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e como tal possuía a sabedoria do Pai e toda a autoridade dele, para curar, ressuscitar os mortos e acima de tudo ensinar os caminhos que levam ao céu. Mas a sua parte humana tinha também o seu valor inestimável e como tal veio para ser o Cordeiro Imolado em nome dos nossos pecados.

 

Foi preso, torturado, chicoteado, coroado com espinhos e pregado numa cruz. Todo este sangue era também o sangue de sua mãe Maria.

 

Então como discutir a importância de Maria e tentar relevá-la a um papel insignificante diante disso? Até a frase muito dita por nossos irmãos protestantes: O Sangue de Jesus tem poder. – ganha um novo significado, levando-se em conta que este sangue poderoso advinha de Maria.

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Afinal se Deus quisesse apenas se parecer com um ser humano ele não teria escolhido esta jovem tão especial em plena a Galiléia e teria soprado a vida em um ser e mandado o Espírito Santo comandá-lo. Pelo contrário ele escolheu Maria e deixou que ela concebesse seu filho de carne e osso fruto do corpo dela.

O sangue de Jesus que correu na cruz era também o sangue de Maria.

“Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.” (Jo 19, 33-34) 

Para a igreja a simbologia deste ato descrito por São João está no fato de a água significar o Batismo e o sangue a Eucaristia (este é o meu sangue que será derramado por vós) e estes dois Sacramentos da Iniciação Cristã serem a espinha dorsal dos Sacramentos da Igreja Católica.

Milton Cesar e com colaboração de Fabiana Aparecida

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Catecismo da Igreja Católica

“ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA”
721 Maria, a Mãe de Deus toda santa, sempre Virgem, é a obra prima da missão do Filho e do Espírito na plenitude do tempo pela primeira vez no plano da salvação e porque o seu Espírito a preparou, o Pai encontra a Morada em, que seu Filho e seu Espírito podem habitar entre os homens. E neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre a Sabedoria: Maria é decantada e representada na Liturgia como o “trono da Sabedoria”. Nela começam a manifestar-se as
“maravilhas de Deus” que o Espírito vai realizar em Cristo e na Igreja. (Parágrafo relacionado 484)
722 O Espírito Santo preparou Maria com sua graça. Convinha que fosse “cheia de graça” a mãe daquele em quem “habita corporalmente a Plenitude da Divindade” (Cl 2,9). Por pura graça, ela foi concebida sem pecado como a mais humilde das criaturas; a mais capaz de acolher o Dom inefável do Todo-Poderoso. É com razão que o anjo Gabriel a saúda como a “filha de Sião”: “Alegra-te”. É a ação de graças de todo o Povo de Deus, e portanto da Igreja, que ela faz subir ao Pai no Espírito Santo em seu cântico, enquanto traz em si o Filho Eterno. (Parágrafos relacionados 489,2676)
723 Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. Sua virgindade transforma-se em fecundidade única pelo poder do Espírito e da fé. (Parágrafos relacionados 485,506)
724 Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai tornado Filho da Virgem. Ela é a Sarça ardente da Teofania definitiva: repleta do Espírito Santo, ela mostra o Verbo na humildade de sua carne, e é aos Pobres e às primícias das nações que ela o dá a conhecer. (Parágrafos relacionados 208,2619)
725 Finalmente, por Maria o Espírito Santo começa a pôr em Comunhão com Cristo os homens, “objetos do amor benevolente de Deus”, e os humildes são sempre os primeiros a recebê-lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos. (Parágrafo relacionado 963)
726 Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a “Mulher”, nova Eva, “mãe dos viventes”, Mãe do “Cristo total”. É nesta qualidade que ela está presente com os Doze, “com um só coração, assíduos à oração” (At 1,14), na aurora dos “últimos tempos” que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja. (Parágrafos relacionados 494,2618)

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Ainda podemos ser santos hoje em dia?

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro 34/40 – Complemento 17)

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São Francisco de Assis

Não existe uma forma de se alcançar a santidade, ou melhor, existe sim… E todo o segredo está no seguimento a Deus. Para a igreja católica, a santidade começa no momento em que os  10 mandamentos de Deus ( Ex 20,3-17, Dt 5,7-21) são obedecidos:

1º “Não terás outros deuses diante de mim.”

2º “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.”

3º “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.”

4º “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; “mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.”

5º “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.”

6º “Não matarás.”

7º “Não adulterarás.”

8º “Não furtarás.”

9º “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”

10º “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

Também faz parte da santidade seguir o que Jesus orienta em Mateus 22,37-40:

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. “Este é o grande e primeiro mandamento. “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

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Esta pintura é considerada a mais fiel reprodução do verdadeiro rosto de São Francisco

São Francisco é um dos maiores exemplos de santidade e obediência a Deus e ele foi chamado no silêncio da sua oração e acabou se tornando um exemplo de vida em Cristo.

Mas a santidade é mais do que obedecer um mandamento, é mais do que “A lei pela lei” , a santidade começa no perdão ao próximo, nos atos de caridade:

As obras de misericórdia corporais são:

1ª Dar de comer a quem tem fome;

2ª Dar de beber a quem tem sede;

3ª Vestir os nus;

4ª Dar pousada aos peregrinos;

5ª Assistir aos enfermos;

6ª Visitar os presos;

7ª Enterrar os mortos.

As obras de misericórdia espirituais são:

1ª Dar bom conselho;

2ª Ensinar os ignorantes;

3ª Corrigir os que erram;

4ª Consolar os aflitos;

5ª Perdoar as injúrias;

6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;

7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Santidade está em ser fiel a Deus e bom para o próximo e para o mundo, abrir mão de si mesmo para ajudar a quem precisa e ser acima de tudo misericordioso.

Mas para nós que queremos ser santos no dia a dia, lembrar sempre que servimos a Jesus Cristo e em tudo tentar seguir o seu exemplo de vida já seria maravilhoso. Afinal somos todos pecadores, mas não queremos e não podemos continuar a ser. Seremos santos, não os santos que alcançaram os altares, mas sim santos na vida, exemplos de caráter, honestidade e amor a Deus. Pois o cristão de verdade sabe o que é errado e teme a Deus que tudo vê, tudo sabe e está em tudo e não aceita errar (cometer um crime por exemplo) seja qual for a gravidade esperando pelo perdão de Deus, pois o maior pecador é aquele que sabe o que está fazendo e mesmo assim aceita fazer.

Vamos ser santos na medida em que nossa vida se torna exemplo de conduta e fé em Deus, e acredite esta santidade será vivida na igreja, nos momentos felizes e tristes sempre com o amor do Pai.

Milton Cesar (Fides Omnium)

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“Quer saber como ser santo? Faça bem todas as coisas. Leve Jesus para todos os lugares. Convide-O para estar em todos os lugares. Santidade não é fuga do mundo, mas transformação deste mundo. É saber que podemos curtir aqui, mas sem sermos “curtidos”. É saber que podemos deixar marcas de Céu na vida de todos aqueles que estão ao nosso redor. Isso é ser santo. Fazer bem todas as coisas e amar. Esse é o segredo da santidade, a verdade de uma humanidade que vive a si própria na plenitude. O amor é tudo o que as pessoas procuram.

Somos o que queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos. Em cada escolha nossa, deixamos um rastro de nosso jeito de ser pessoa e, assim, deixamos um jeito de ser santo. O amanhã depende muito de como vivemos o hoje. Não deixe a vida o levar; leve a vida! Não a desperdice!

Vamos viver com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.

Existem muitas pessoas que pensam viver, mas, na verdade, estão fingindo. Ao mesmo tempo, muitos acreditam que, para ser santos, devam deixar de viver. Não é nada disso. A ordem é: Viva! Viva a vida! Deseje o Céu!

É hora de nos levantarmos e propormos uma santidade linda, apresentada pela Igreja Católica há mais de dois mil anos e que é possível. Vamos santificar nossos namoros, nosso trabalho, nossas amizades, nossas baladas. É possível! O mundo e Deus esperam isso de nós! A juventude é uma riqueza que nos leva à descoberta da vida como um dom e uma tarefa.

Você se lembra do jovem do Evangelho que era muito rico e um dia perguntou para Jesus o que era preciso para ganhar a vida eterna? Se quiser, confira essa passagem em Mateus (19, 16-22); ele percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas, no momento da grande decisão, não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Saiu dali triste e abatido. Faltou-lhe a generosidade, o que impediu uma realização plena. O jovem fechou-se em sua riqueza, tornando-se egoísta.

Não podemos desperdiçar a nossa juventude. Devemos vivê-la intensamente, apostando tudo em Jesus e sendo gente, humanos. Sempre com a certeza de que é possível sermos santos de calça jeans.

(Trecho extraído do livro “Santos de Calça Jeans” de Adriano Gonçalves).”

Palavras do Papa Francisco, 19 de Novembro de 2014

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Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Um grande dom do Concílio Vaticano II foi ter recuperado uma visão de Igreja fundada na comunhão e ter voltado a entender também o princípio da autoridade e da hierarquia em tal perspectiva. Isto ajudou-nos a compreender melhor que, enquanto baptizados, todos os cristãos têm igual dignidade diante do Senhor e são irmanados pela mesma vocação, que é a santidade (cf. Constituição Lumen gentium, 39-42). Agora, interroguemo-nos: em que consiste esta vocação universal a sermos santos? E como a podemos realizar?

Antes de tudo, devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nos propomos sozinhos, que nós obtemos com as nossas qualidades e capacidades. A santidade é um dom, é a dádiva que o Senhor Jesus nos oferece, quando nos toma consigo e nos reveste de Si mesmo, tornando-nos como Ele é. Na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo afirma que «Cristo amou a Igreja e se entregou por ela para a santificar» (Ef 5, 25-26). Eis que, verdadeiramente, a santidade é o rosto mais bonito da Igreja, o aspecto mais belo: é redescobrir-se em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor. Então, compreende-se que a santidade não é uma prerrogativa só de alguns: é um dom oferecido a todos, sem excluir ninguém, e por isso constitui o cunho distintivo de cada cristão.

Tudo isto nos leva a compreender que, para ser santo, não é preciso ser bispo, sacerdote ou religioso: não, todos somos chamados a ser santos! Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade só está reservada àqueles que têm a possibilidade de se desapegar dos afazeres normais, para se dedicar exclusivamente à oração. Mas não é assim! Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de santinho! Não, a santidade não é isto! A santidade é algo maior, mais profundo, que Deus nos dá. Aliás, somos chamados a tornar-nos santos precisamente vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias. E cada qual nas condições e situação de vida em que se encontra. Mas tu és consagrado, consagrada? Sê santo vivendo com alegria a tua entrega e o teu ministério. És casado? Sê santo amando e cuidando do teu marido, da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És baptizado solteiro? Sê santo cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho e oferecendo o teu tempo ao serviço dos irmãos. «Mas padre, trabalho numa fábrica; trabalho como contabilista, sempre com os números, ali não se pode ser santo…». «Sim, pode! Podes ser santo lá onde trabalhas. É Deus quem te concede a graça de ser santo, comunicando-se a ti!». Sempre, em cada lugar, é possível ser santo, abrir-se a esta graça que age dentro de nós e nos leva à santidade. És pai, avô? Sê santo, ensinando com paixão aos filhos ou aos netos a conhecer e a seguir Jesus. E é necessária tanta paciência para isto, para ser um bom pai, um bom avô, uma boa mãe, uma boa avó; é necessária tanta paciência, e é nesta paciência que chega a santidade: exercendo a paciência! És catequista, educador, voluntário? Sê santo tornando-te sinal visível do amor de Deus e da sua presença ao nosso lado. Eis: cada condição de vida leva à santidade, sempre! Em casa, na rua, no trabalho, na igreja, naquele momento e na tua condição de vida foi aberto o caminho rumo à santidade. Não desanimeis de percorrer esta senda. É precisamente Deus quem nos dá a graça. O Senhor só pede isto: que permaneçamos em comunhão com Ele e ao serviço dos irmãos.

Nesta altura, cada um de nós pode fazer um breve exame de consciência, podemos fazê-lo agora, e cada qual responda dentro de si mesmo, em silêncio: como respondemos até agora ao apelo do Senhor à santidade? Desejo ser um pouco melhor, mais cristão, mais cristã? Este é o caminho da santidade. Quando o Senhor nos convida a ser santos, não nos chama para algo pesado, triste… Ao contrário! É o convite a compartilhar a sua alegria, a viver e a oferecer com júbilo cada momento da nossa vida, levando-o a tornar-se ao mesmo tempo um dom de amor pelas pessoas que estão ao nosso lado. Se entendermos isto, tudo mudará, adquirindo um significado novo, bonito, um significado a começar pelas pequenas coisas de cada dia. Um exemplo. Uma senhora vai ao mercado para fazer as compras, encontra uma vizinha, começam a falar e então chegam as bisbilhotices, e a senhora diz: «Não, não falarei mal de ninguém!». Este é um passo rumo à santidade, ajuda-nos a ser santos! Depois, em casa, o filho pede para te falar das suas fantasias: «Oh, estou muito cansado, hoje trabalhei tanto…». «Mas acomoda-te e ouve o teu filho que precisa disto!». Acomoda-te e ouve-o com paciência: é um passo rumo à santidade. Depois, acaba o dia, todos estamos cansados, mas há a oração. Recitemos uma prece: também este é um passo para a santidade. Então, chega o domingo e vamos à Missa, recebamos a Comunhão, às vezes precedida por uma boa confissão, que nos purifica um pouco! Este é outro passo rumo à santidade. Depois, pensemos em Nossa Senhora, tão boa e bela, e recitemos o Rosário. Também este é um passo para a santidade. Então, vou pelo caminho, vejo um pobre, um necessitado, paro, faço-lhe uma pergunta, dou-lhe algo: é um passo rumo à santidade! São pequenas coisas, mas muitos pequenos passos para a santidade. Cada passo rumo à santidade fará de nós pessoas melhores, livres do egoísmo e do fechamento em nós mesmos, abertos aos irmãos e às suas necessidades.

Caros amigos, a primeira Carta de São Pedro dirige-nos esta exortação: «Como bons dispensadores das diversas graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu: a palavra, para anunciar as mensagens de Deus; um ministério, para o exercer com uma força divina, a fim de que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo» (4, 10-11). Eis o convite à santidade! Aceitemo-lo com alegria e sustentemo-nos uns aos outros porque o caminho para a santidade não o percorremos sozinhos, cada qual por sua conta, mas juntos, no único corpo que é a Igreja, amada e santificada pelo Senhor Jesus Cristo. Vamos em frente com ânimo, neste caminho da santidade.

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A oração já é um caminho para a santidade. Rezar a Deus e pedir a oportunidade de ser mais santo, é uma das graças de Deus.

Faça a sua oração diária, mas faça silêncio para que Deus também possa falar.

Grupos de morte na Internet – Quem é o administrador?

Refletindo sobre o Mundo com a visão da fé (Visão Leiga)

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Grupos de morte na Internet (Quem é o administrador?)

Por Milton Cesar de Souza Alves (fidesomnium.wordpress.com)

“Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto de seus descendentes.” (Ap 12,17)

Estamos em 2017 em meio a mil problemas no mundo. Neste exato momento podemos estar próximos a Terceira Guerra Mundial, ou no mínimo a um conflito de enormes proporções.

Ainda assim, temos jovens morrendo por desafios sem sentido pela Internet. Temos jovens mutilando-se por desafios em grupos de redes sociais. Pior ainda, não é a primeira vez, ao contrário nos últimos anos tem se tornado uma constante. Uma rotina macabra onde jovens (quase sempre são os jovens) acabam machucados, feridos, ferem, se suicidam, matam ou se mutilam por nada.

Mais estranho ainda é o fato de que ninguém descobre quem administra tais grupos, quem inventa isso e chama cinicamente de “brincadeira”. Um desses desafios feitos é o Blue Whale (Baleia Azul) que deu suas primeiras noticias de suicídios entre jovens na Rússia e invadiu o mundo.

Pense um pouco, têm países que conseguem monitorar todos nos computadores ou celulares que quiserem, a tecnologia chegou a tal ponto que o simples digitar de uma palavra no Google já faz com que você seja monitorado. E ninguém descobre quem começa esse tipo de grupo, que começa, atinge seus objetivos macabros e logo somem.

Eu fiquei pensando em meio a muitas fotos que recebi vai Whatsapp e até e-mail, de jovens mutilados por aceitarem estes desafios horrendos por estes grupos de morte da internet. Existem pessoas que tem certa morbidez (quiçá um prazer em compartilhar este tipo de imagem, eu detesto, mas infelizmente acabo recebendo), juntando a isso vi uma reportagem onde uma mãe relatava que o filho tentou o suicídio duas vezes e só depois disso ela descobriu que o filho estava em um grupo da dita Baleia Azul, e também estava com os braços mutilados cheios de cortes profundos. Esta mãe não havia percebido as mudanças de comportamento do próprio filho. Sem querer julgar ninguém, mas isso acontece muito já que hoje em dia é comum todos os moradores de uma casa passarem seu tempo juntos mexendo no celular, conectados na internet sem trocar uma só palavra, sejam pais, filhos ou irmãos. Esta mesma mulher se perguntava quem poderia estar fazendo isso (comandando estes grupos de morte) e por quê?

Foi esta pergunta, de uma mãe desesperada que me fez refletir após eu ir rezar pela saúde deste jovem e de todos os outros que estão sendo vitimados. Neste mesmo dia após alguns minutos uma nova reportagem dava conta de que dois jovens universitários foram encontrados mortos dentro de um hotel. Cometeram suicídio após um pacto de morte. Não usavam drogas, o namoro era permitido e apoiado pelas famílias e eles eram bem sucedidos e nunca tinham sequer falado sobre morrerem nem tiveram casos de depressão ou percas recentes.

A pergunta daquela mãe ecoou em mim, e chego a uma conclusão, baseada na minha fé, e não ligo para o que vão dizer, mas o administrador destes grupos só pode ser o Demônio.

O mal existe?

O mal existe! Não tem como negar. É não se trata de algo psicológico ou de índole. É algo verdadeiro.

Vou aproveitar o que me disse o Valdecir Pires, um grande amigo meu, compadre e uma pessoa que tem muita fé, além de ser um grande estudioso da Palavra de Deus e da Igreja:

“Sempre pensam no anti-Cristo como uma pessoa, mas penso que é um pensamento coletivo que muitos vão aderindo de um grupo”. Exemplo: Hitler e seus seguidores.

Haja visto o julgamento de Cristo, onde foram induzidos pelos líderes políticos e religiosos da época  (um grupo) a escolherem pela crucificação…”

“Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O” diabo “(“diabolos”) é aquele que” se atira no meio” do plano de Deus e de sua “obra de salvação” realizada em Cristo. (CIC 2851) “Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira (Jo 8,44)”.

“Instigado pelo Maligno, desde o inicio da história o homem abusou da própria liberdade. O homem está dividido em si mesmo. Por esta razão, toda a vida humana, individual e coletiva, apresenta-se como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas”. (CIC 1707)

O mal parece estar agindo mais ainda no mundo, em vários pontos e lugares. Pior ainda está tentando desvirtuar os jovens.

A Bíblia nos diz que no final dos tempos o Diabo será aprisionado em definitivo. “Então ele ira fazer de tudo para levar muitos, já que ele foi vencido na cruz e com a segunda volta de Jesus, será definitivamente derrotado. Também não devemos esquecer que a terceira parte dos anjos foi expulsa do paraíso junto com ele (Lúcifer) então pergunto: Onde estarão eles? Já que acreditamos nas milícias celestes, que assistem e foram obedientes ao plano de Deus. Como a própria palavra de Deus diz que: existem mais mistérios entre o céu e a terra do que podemos entender.” palavras ainda do meu amigo Valdecir. Da conversa que tive com um padre (que acha melhor ficar anônimo) ficou uma constatação: Se existe uma força do inferno agindo nestes casos, é porque os próprios jovens estão permitindo. Falta abrirem o coração para a misericórdia de Deus e a oração.

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Foto de jovem amplamente divulgada nas redes sociais como o Whatsapp

Só age se for convidado

O demônio só terá poder sobre sua vida se você o convidar, se você o aceitar.

Hoje tudo depende de aceitar as coisas. Até estes grupos de morte que os jovens estão vitimados só são efetivados assim que você aceita entrar (seja através de um convite ou de se auto convidar). Isso é estratégico porque são as regras do mal sendo colocadas e aceitas de bom dado por grupos de jovens.

A ascensão das redes sociais fez com que este tipo de grupo de morte se espalhe numa velocidade assombrosa e entre na vida de muito mais jovens, e mate ainda mais rápido.

Na antiguidade era preciso fazer pactos fechados em grupos pequenos de pessoas para que o Mal entrasse, agora é só uma questão de aceitar ou não.

A modernidade tem, cada vez mais, feito o impossível para que seja ignorada a presença  do mal na sociedade. Mas será que realmente este tipo de coisa não existe.

Santo Agostinho já escrevia, séculos atrás, que “um hábito incontrolado se transforma em uma necessidade”. E isso é bem visto numa dependência louca que os jovens (mas não só eles) têm demonstrado do mundo virtual. Ninguém faz mais nada sem o auxilio da internet.

Seria normal isso?

Tudo tem dois lados. O lado bom desta modernidade toda. Mas também o lado ruim que é fazer com que as pessoas se isolem e fiquem totalmente presas as telas dos smartphones (antes era dos desktops, depois notebooks, tablets e agora celulares ultramodernos), conte quantas pessoas você consegue ver que não estão com um celular nas mãos, usando, olhando ou apenas segurando.

Racionalmente é quase impensável que exista alguma força que possa de uma maneira direta ou indireta afetar as nossas ações. Já teologicamente essa realidade é bem crível e digna de nota e atenção.

Tem pessoas que pregam a existência da “força da atração” ou “Lei da Atração” (vide o best-seller O Segredo) que prega que a cada pensamento insistente em algo, isto acontecerá ou será atraído para a nossa vida. Claro que neste livro (que, diga-se de passagem, faz parte da extensa lista de livros de autoajuda existentes hoje em dia) não se fala de atrair nada de ruim, apesar de deixar claro que pensamentos derrotistas não te ajudam. Basicamente a lei é “semelhante atrai semelhante” e essa métrica é à base da grande maioria dos livros de autoajuda (em praticamente todos) pregam algo bom que realmente ajuda (mesmo que eu ainda considere a Bíblia muito melhor, mas opinião é opinião, sempre servirá em algum momento um livro desses). Pois bem, então porque pensamentos em coisas ruins, em desejos de mal a outras pessoas ou até pensamentos de autodestruição não atrairiam o que tem de ruim para a sua própria vida?

Em outro livro chamado Ed & Lorraine Warren (duas pessoas consideradas no mundo inteiro como o maior casal de Demonologistas dos últimos tempos, um deles ainda vive e trabalha até hoje) falam que: “Como extensão da “Lei da Atração”, acrescenta Lorraine, “o espírito demoníaco também pode ser trazido como resultado das ações de uma pessoa”. A atração também pode ocorrer quando um indivíduo demonstra um lapso ao permitir que o seu autocontrole vacile. Como coloca Ed: “Se você não consegue se controlar então alguma coisa vai controlá-lo”. “Ódio, ira, desespero, tristeza profunda, embriaguez e uma sensação de inferioridade com tendências suicidas vão atrair o demoníaco em um estalar de dedos”. O homem não recebe nenhum buquê do demônio: esse espírito está ali apenas para promover a destruição dele”. Em suma, o espírito demoníaco costuma ser atraído por ações e tendências de pensamento incompatíveis com o bem-estar saudável e positivo.

“Pela Lei do Convite”, prossegue Ed, “a coisa é” peça e receberás’. Uma pessoa pode deliberadamente invocar o espírito demoníaco por meio de um ritual ou via um canal de comunicação sincero. Portanto, pessoas que fazem coisas negativas ou claramente contrárias à natureza estão basicamente ‘fazendo o trabalho do Diabo por ele’ e, de fato, atraem espíritos negativos para junto de si.

 “Porque o lema do espírito demoníaco é anonimato”

Ódio, obscenidade e morte fortalecem o espírito demoníaco; Derramamento de sangue e lesões físicas são elementos fundamentais do fenômeno. Ele ajuda o malvado e o ignorante; ele ataca o inocente, o incauto e o piedoso. Ele é traiçoeiro, dissimulado e vem como um ladrão na noite. Ele oculta a sua presença com mentiras e preserva o seu anonimato por meio de duplicidade e invisibilidade. Como já disseram escritores religiosos: ‘Não há nada de positivo na natureza do espírito; seu ser baseia-se na ausência de algo que seja bom’. “Existem coisas que ocorrem neste mundo que são deliberadamente mantidas em segredo — coisas que alguém só descobre pela experiência.” (trecho do Livro Ed & Lorraine Warren Demonologistas)

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Os chamados Satanistas falam até de como entrar em contato e servir ao próprio Diabo e esperam que ele assuma de vez (frisando eles não estão esperando que Lúcifer venha e domine o mundo, eles consideram que ele já age no mundo e que só falta à humanidade aceitar este ser e abandonar Deus) o controle da terra e do povo. Mas isso só pode acontecer quando deixarmos de acreditar em Deus e aceitarmos o demônio como líder. Aleister Crowley fundou esta seita e ela tem aumentado muito, apesar de alguns tentarem manter isso em segredo. A seita foi fundada por Crowley e sua esposa ainda jovens e seu maior seguidor e divulgador foi um jovem

Citei estes exemplos (exceto Santo Agostinho) de literatura popular que pode ser comprada e lida como forma de entretenimento

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Jovem que se automutilou por causa do desafio da Baleia Azul

A Igreja fala sobre isso

Geralmente a sociedade dita moderna tenta ignorar ou pelo menos desacreditar a igreja através de possibilidades cientificas e explicações até psiquiatras para estes fenômenos que atingem os jovens com estes grupos de morte que tem assolado o mundo todo, vitimando tantas vidas. Porém não tem todas as explicações.

A igreja por sua vez, ante ao aumento descontrolado de seitas que se autodenominam igrejas e que por sua vez tem ridicularizado a questão que envolve a ação do Diabo, com encenações de exorcismos e expulsões do demônio (pense um pouco: todos os dias tem que tirar o demônio do corpo de alguém, então ele não vai embora nunca daquele local), tem se calado ou pelo menos mantido em sigilo este tipo de ação. A Igreja Católica trata de modo sério isso, mas não é algo para ser divulgado.

Veja tudo o que diz no Catecismo da Igreja Católica:

II – A queda dos anjos

– 391. Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo. A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, criado por Deus. “Diabolus enim et alii daemones a Deo quidem natura creati sunt boni, sed ipsi per se facti sunt mali – Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa.”

– 392. A Escritura fala de um pecado desses anjos. Esta “queda” consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: “E vós sereis como deuses” (Gn 3,5). O Diabo é “pecador desde o princípio” (1Jo 3,8), “pai da mentira” (Jo 8,44).

– 394. A Escritura atesta a influência nefasta daquele que Jesus chama de “o homicida desde o princípio” (Jo 8,44) e que até chegou a tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai. “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (1Jo 3,9). A mais grave dessas obras, devido as suas consequências, foi à sedução mentirosa que induziu o homem a desobedecer a Deus.

– 395. Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora a sua ação cause graves danos – de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física – para cada homem e para a sociedade, esta ação é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam” (Rm 8,28).

O PRIMEIRO PECADO DO HOMEM

 – 397. O homem, tentado pelo Diabo, deixou morrer em seu coração a confiança em seu Criador e, abusando de sua liberdade, desobedeceu ao mandamento de Deus. Foi nisto que consistiu o primeiro pecado do homem. Todo pecado, daí em diante, ser uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade.

– 398. Neste pecado, o homem preferiu a si mesmo a Deus, e com isso menosprezou a Deus: optou por si mesmo contra Deus, contrariando as exigências de seu estado de criatura e consequentemente de seu próprio bem. Constituído em um estado de santidade, o homem estava destinado a ser plenamente “divinizado” por Deus na glória. Pela sedução do Diabo, quis “ser como Deus”, mas “sem Deus, e antepondo-se a Deus, e não segundo Deus”.

UM DURO COMBATE…

– 407. A doutrina sobre o pecado original ligada à doutrina da Redenção por meio de

Cristo propicia um olhar de discernimento lúcido sobre a situação do homem e de sua ação no mundo. Pelo pecado dos primeiros pais, o Diabo adquiriu certa dominação sobre o homem, embora este último permaneça livre. “O pecado original acarreta a ‘‘servidão debaixo do poder daquele que tinha o império da morte, isto é, do Diabo”. Ignorar que o homem tem uma natureza lesada, inclinada ao mal, dá lugar a graves erros no campo da educação, da política, da ação social e, dos costumes.

– 409. Esta situação dramática do mundo, que “inteiro está sob o poder do Maligno” (1Jo 5,19), faz da vida do homem um combate:

Uma luta árdua contra o poder das trevas perpassa a história universal da humanidade. Iniciada desde a origem do mundo vai durar até o último dia, segundo as palavras do Senhor. Inserido nesta batalha, o homem deve lutar sempre para aderir ao bem; não consegue alcançar a unidade interior senão com grandes labutas e o auxílio da graça de Deus.

– 413. “Deus não fez a morte, nem tem prazer em destruir os viventes… Foi pela inveja do Diabo que a morte entrou no mundo” (Sb 1,13, 2,24).

– 414. Satanás ou o Diabo, bem como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus a seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.

– 415. “Constituído por Deus em estado de justiça, o homem, instigado pelo Maligno, desde o início da história, abusou da própria liberdade. Levantou-se contra Deus, desejando atingir seu objetivo fora dele.”

– 421. “Segundo a fé dos cristãos, este mundo foi criado e conservado pelo amor do Criador; na verdade, este mundo foi reduzido à servidão do pecado, mas Cristo crucificado e ressuscitado quebrou o poder do Maligno e libertou o mundo…”.

– 447. Jesus mesmo atribui-se de maneira velada este título quando discute com os fariseus sobre o sentido do Salmo 110, mas também de modo explícito dirigindo-se a seus apóstolos. Ao longo de toda a sua vida pública, seus gestos de domínio sobre a natureza, sobre as doenças, sobre os demônios, sobre a morte e o pecado demonstravam sua soberania divina.

– 517. Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A Redenção nos vem antes de tudo pelo sangue da Cruz, mas este mistério está em ação em toda a vida de Cristo: já em sua Encarnação, pela qual, fazendo-se pobre, nos enriqueceu por sua pobreza; em sua vida oculta, que, por sua submissão, serve de reparação para nossa insubmissão; em sua palavra, que purifica seus ouvintes; em suas curas e em seus exorcismos, pelos quais “levou nossas fraquezas e carregou nossas doenças” (Mt 8,17); em sua Ressurreição, pela qual nos justifica.

A TENTAÇÃO DE JESUS

– 538. Os Evangelhos falam de um tempo de solidão de Jesus no deserto, imediatamente após seu Batismo por João: “Levado pelo Espírito” ao deserto, Jesus ali fica quarenta dias sem comer, vive com os animais selvagens e os anjos o servem [a78]. No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele “até o tempo oportuno” (Lc 4,13).

– 539. Os evangelistas assinalam o sentido salvífico desse acontecimento misterioso. Jesus é o novo Adão, que ficou fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocai outrora a Deus durante quarenta anos no deserto, Cristo se revela como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do Diabo: ele “amarrou o homem forte” para retomar lhe a presa. A vitória de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitória da

Paixão, obediência suprema de seu amor filial ao Pai.

– 540. A tentação de Jesus manifesta a maneira que o Filho de Deus tem de ser Messias o oposto da que lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-lhe. E por isso que Cristão venceu o Tentador por nós: “Pois não temos um sumo sacerdote incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado” (Hb 4,15). A Igreja se une a cada ano, mediante os quarenta dias da Grande Quaresma, ao mistério de Jesus no deserto.

– 550. O advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: “Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós” (Mt 12,28). Os exorcismos de Jesus libertam homens do domínio dos demônios. Antecipam a grande vitória de Jesus sobre “o príncipe deste mundo”. E pela Cruz de Cristo que o Reino de Deus ser definitivamente estabelecido: “Regnavit a ligno Deus  – Deus reinou “do alto do madeiro”.

– 566. A tentação no deserto mostra Jesus, Messias humilde que triunfa sobre Satanás por sua total adesão ao desígnio de salvação querido pelo Pai.

– 635. Cristo desceu, portanto, no seio da terra, a fim de que “os mortos ouçam a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem vivam” (Jo 5,25). Jesus, “o Príncipe da vida”, “destruiu pela morte o dominador da morte, isto é, O Diabo, e libertou os que passaram toda a vida em estado de servidão, pelo temor da morte” (Hb 2,5). A partir de agora, Cristo ressuscitado “detém a chave da morte e do Hades” (Ap 1,18), e “ao nome de Jesus, todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos Infernos” (Fl 2,10).

Um grande silêncio reina hoje na terra, um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei dorme. A terra tremeu e acalmou-se porque Deus adormeceu na carne e foi acordar os que dormiam desde séculos… Ele vai procurar Adão, nosso primeiro Pai, a ovelha perdida. Quer ir visitar todos os que se assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai libertar de suas dores aqueles dos quais é filho e para os quais é Deus: Adão acorrentado e Eva com ele cativa. “Eu sou teu Deus, e por causa de ti me tornei teu filho. Levanta-te, tu que dormes, pois não te criei para que fiques prisioneiro do Inferno: Levanta –te dentre os mortos, eu sou a Vida dos mortos.”

– 636. Na expressão “Jesus desceu à mansão dos mortos”, o símbolo confessa que Jesus morreu realmente e que, por sua morte por nós, venceu a morte e o Diabo, “o dominador da morte”. (Hb 2,14)

… A PARTIR DA IGREJA DOS APÓSTOLOS…

– 1086. “Assim como Cristo foi enviado pelo Pai, da mesma forma Ele mesmo enviou os apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só para pregarem o Evangelho a toda criatura, anunciarem que o Filho de

Deus, por sua Morte e Ressurreição, nos libertou do poder de Satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai, mas ainda para levarem a efeito o que anunciavam: a obra da salvação por meio do sacrifício e dos sacramentos, em tomo dos quais gravita toda a vida litúrgica”.

– 1237. Visto que o Batismo significa a libertação do pecado e de seu instigador, o Diabo pronuncia-se um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a satanás. Assim preparado, ele pode confessar a fé da Igreja, à qual será “confiado” pelo Batismo.

CURAI OS ENFERMOS…

– 1506. Cristo convida seus discípulos a segui-lo, tomando cada um sua cruz. Seguindo-o, adquirem uma nova visão da doença e dos doentes. Jesus os associa á sua vida pobre e de servidor. Faz com que participem de seu ministério de compaixão e de cura: “Partindo, eles pregavam que todos se arrependessem. E expulsavam muitos demônios e curavam muitos enfermos, ungindo-os com óleo” (Mc 6,12-13).

– 1673. Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou, é dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do Batismo. O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo”, só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, verificar antes de celebrar o exorcismo se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença.

– 1707. “Instigado pelo Maligno, desde o inicio da história o homem abusou da própria liberdade.” Sucumbiu à tentação e praticou o mal. Conserva o desejo do bem, mas sua natureza traz a ferida do pecado original. Tornou-se inclinado ao mal e sujeito ao erro: O homem está dividido em si mesmo. Por esta razão, toda a vida humana, individual e coletiva, apresenta-se como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas.

– 1708. Por sua paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado. Ele nos mereceu a vida nova no Espírito Santo. Sua graça restaura o que o pecado deteriorou em nós.

– 2113. A idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, diz Jesus (Mt 6,24). Numerosos mártires morreram por não adorar “a Besta”, recusando-se até a simular seu culto. A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, portanto, incompatível com a comunhão divina.

– 2116. Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõe “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, à astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo em que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus.

– 2117. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – mesmo que seja para proporcionar a este a saúde – são gravemente contrárias à virtude da religião. Essas práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas de uma intenção de prejudicar a outrem, ou quando recorrem ou não à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo. O recurso aos assim chamados remédios tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes maléficos nem a exploração da credulidade alheia.

– 2119. A ação de tentar a Deus consiste em pôr â prova, em palavras ou em atos, sua bondade e sua onipotência. Foi assim que Satanás quis conseguir que Jesus se atirasse do alto do templo e obrigasse Deus, desse modo, a agir. Jesus opõe-lhe a Palavra de Deus: “Não tentarás o Senhor teu Deus” (Dt 6,16). O desafio contido em tal “tentação de Deus” falta com o respeito e a confiança que devemos a nosso Criador e Senhor. Inclui sempre uma dúvida a respeito de seu amor, sua providência e seu poder.

– 2583. Depois de ter aprendido a misericórdia em seu retiro á margem da torrente do Carit, ensina à viúva de Sarepta a fé na palavra de Deus, fé que ele confirma por sua oração insistente: Deus devolve à vida o filho da viúva. Por ocasião do sacrifício no monte Carmelo, prova decisiva para a fé do povo de Deus, foi por sua súplica que o fogo do Senhor consumiu o holocausto, “na hora em que se apresenta a oferenda da tarde”: “Responde-me, Senhor, responde-me!”, são as mesmas palavras de Elias que as Liturgias orientais repetem na Epiclese eucarística [a60]. Por fim, retomando o caminho do deserto para o lugar em que o Deus vivo e verdadeiro se revelou a seu povo, Elias se escondeu, como Moisés, “na fenda do rochedo”, até que “passasse” a Presença misteriosa de Deus. Mas somente na montanha da Transfiguração se revelará Aquele cuja face buscam; o conhecimento da Glória de Deus está na face Cristo crucificado e ressuscitado.

VII. MAS LIVRAI-NOS DO MAL

 – 2850. O último pedido ao nosso Pai aparece também na oração de Jesus: “Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17,15). Diz respeito a cada um de nós pessoalmente, mas somos sempre “nós” que rezamos em comunhão com toda a Igreja e pela libertação de toda a família humana. A Oração do Senhor não cessa de abrir-nos para as dimensões da economia da salvação. Nossa interdependência no drama do pecado e da morte se transforma em solidariedade no Corpo de Cristo, na “comunhão dos santos”.

– 2851. Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O “diabo” (“diabolos”) é aquele que “se atira no meio” do plano de Deus e de sua “obra de salvação” realizada em Cristo.

– 2852. “Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira” (Jo 8), “Satanás, sedutor de toda a terra habitada” (Ap 12,9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é por sua derrota definitiva que a criação toda será “liberta da corrupção do pecado e da morte”.

“Nós sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca; o Gerado por Deus se preserva e o Maligno não o pode atingir”. “Nós sabemos que Somos de Deus e que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1 Jo 5,18-19). O Senhor, que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas, tem poder para vos proteger e vos guardar contra os ardis do Diabo que Vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus não teme o Demônio. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31).

– 2853. A vitória sobre o “príncipe deste mundo” foi alcançada, de unia vez por todas, na hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar sua vida. É o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo é “lançado fora”, “Ele põe-se a perseguir a Mulher”, mas não tem poder sobre ela: a nova Eva, “cheia de graça” por obra do Espírito Santo, é preservada do pecado e da corrupção da morte (Imaculada Conceição e Assunção da Santíssima Mãe de Deus, Maria, sempre virgem). “Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi então guerrear contra o resto de seus descendentes” (Ap 12,17). Por isso o Espírito e a Igreja rezam: “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22,17.20), porque a sua Vinda nos livrará do Maligno.

– 2854. Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que sejamos libertados de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Neste último pedido, a Igreja traz toda a miséria do mundo diante do Pai. Com a libertação dos males que oprimem a humanidade, ela implora o dom precioso da paz e a graça de esperar perseverantemente o retorno de Cristo. Rezando dessa forma, ela antecipa, na humildade da fé, a recapitulação de todos e de tudo naquele que “detém as chaves da Morte e do Hades” (Ap 1,18), “o Todo Poderoso, Aquele que é, Aquele que era Aquele que vem” (Ap 1,8): Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados por vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador

 

(Transcrição do Catecismo da Igreja Católica)

A igreja não ignora a existência de uma força que tenta se contrapuser a força do amor de Deus, e esta força só tem poder quando nos abrimos espaço para ela, e me desculpem os céticos e ditos ateus, nós temos andado com uma janela aberta para nossa vida e a todo o momento nos expomos mais e mais.

Não estou dizendo para ninguém se privar dos benefícios da tecnologia, mas que tenhamos prudência e discernimento ao usá-la. Não dá para aceitar tudo porque é moda ou porque um monte de idiotas já faz isso. Temos que cuidar da nossa vida.

Fazer o quê?

O que mais nos atrai ou nos leva as armadilhas destes grupos de morte é o isolamento, o sentimento de vazio. Em sua primeira Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho) o Papa Francisco já falava sobre muito do que acontecia:

“2. O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado. 7. A tentação apresenta-se, frequentemente, sob forma de desculpas e queixas, como se tivesse de haver inúmeras condições para ser possível a alegria. Habitualmente isto acontece, porque «a sociedade técnica teve a possibilidade de multiplicar as ocasiões de prazer; no entanto ela encontra dificuldades grandes no engendrar também a alegria». Posso dizer que as alegrias mais belas e espontâneas, que vi ao longo da minha vida, são as alegrias de pessoas muito pobres que têm pouco a que se agarrar. Recordo também a alegria genuína daqueles que, mesmo no meio de grandes compromissos profissionais, souberam conservar um coração crente, generoso e simples. De várias maneiras, estas alegrias bebem na fonte do amor maior, que é o de Deus, a nós manifestados em Jesus Cristo. Não me cansarei de repetir estas palavras de Bento XVI que nos levam ao centro do Evangelho: «Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo».

  1. Somente graças a este encontro – ou reencontro – com o amor de Deus, que se converte em amizade feliz, é que somos resgatados da nossa consciência isolada e da auto-referencialidade. Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro. Aqui está a fonte da ação evangelizadora. Porque, se alguém acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode conter o desejo de comunicá-lo aos outros? – 2 .A doce e reconfortante alegria de evangelizar
  2. O bem tende sempre a comunicar-se. Toda a experiência autêntica de verdade e de beleza procura, por si mesma, a sua expansão; e qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros. E, uma vez comunicado, o bem radica-se e desenvolve-se. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude, não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem. Assim, não nos deveriam surpreender frases de São Paulo como estas: “O amor de Cristo nos absorve completamente” (2Cor 5, 14); “ai de mim, se eu não evangelizar!” (1Cor 9, 16).” (Texto extraído na integra de trecho da Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium)

Cuidar de nossos filhos, nossos jovens é um dever acima de tudo de quem ama. Mas cuidar para que o mal não entre nas nossas casas, não cause estragos e não acabe levando a vida de tantos e tantos jovens, é um dever nosso, que não podemos nos dar ao luxo de ignorar, digam o que quiserem dizer.

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Uma ideia de morte

De tanto pensar, conversar, rezar, ler e tentar entender através da minha própria ignorância sobre o assunto. Das boas e reflexivas conversas que tive com meu amigo e irmão na fé Valdecir. Algumas palestras e documentários que vi. A conclusão, talvez até tão óbvia que fique oculta, é que na verdade tudo o que se prega sobre o dito Anti-Cristo não é uma pessoa em si, mas sim uma ideia. Digo mais, um conjunto de idéias que levará ao mesmo fim: o pecado de dizer não a Deus.

Dizer não a Deus é abandonar o amor pelo próximo e o amor por si mesmo. Isso só pode levar a um caminho: a morte. E não é a morte na paz, mas a morte violenta e cruel de alguém que não tem mais esperança de encontrar a paz em Jesus.

Hoje existem muitas idéias com potencial para isso, e todas, sem exceção se revestem de liberdade, mas na verdade são armadilhas para prender cada vez as pessoas.

“É em nome da liberdade total, que a pessoa acaba se aprisionando mais ainda.” (Infelizmente não posso ser justo e dizer quem falou isso por eu não lembrar neste momento). Esta frase resume muita coisa, pois todas as ideias de liberdade total (e veja bem não estou falando que devemos ser prisioneiros, mas temos deveres também com o mundo e estes deveres não permitem, por exemplo, que podemos poluir o mundo) pregam um abandono a Deus, mas logo depois a pessoa é aprisionada pela tal “liberdade” tão almejada.

Liberdade para mim é o poder ir e vir, escolher o que quero fazer, ler, ver, ouvir sem que para isso eu desrespeite o direito do outro de ser, fazer e viver o que ele quer viver.

Vou dar um exemplo mais direto de como uma dessas ideias são utópicas: A pessoa prega que quer a liberação das drogas, porque cada um tem que ter liberdade para escolher o que quer ou não fazer e também para ter a liberdade de “expandir a mente” (sempre achei que o conhecimento expandia a mente, mas vamos lá), porém esta dita “liberdade” logo se torna uma prisão, pois o que era apenas uma “diversão” se torna um vício que destrói ano após ano famílias inteiras e a vida de muitas e muitas pessoas que se entregam a esta ideia.

Então o Anti-Cristo seria, em minha opinião, um conjunto de ideias (os grupos da morte na internet são apenas uma dessas ideias) que levarão ao final dos tempos. E essas ideias já estão em curso, divulgadas em todos os meios de comunicação para questionar desde valores éticos, morais e até naturais pregando a falsa liberdade que no fim levará a um cárcere ainda mais doloroso.

 

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A bizarrice da automutilação por um desafio que não tem um prêmio real

Oculto até mesmo quando não parece

Ano passado (2016), um jovem de 21 anos, chamado Philip Budeikin, foi preso pela polícia. Ele é acusado de ser um dos chefes por trás do jogo, já que ele foi responsável por organizar oito grupos, entre 2013 e 2016, nos quais ele promovia o suicídio. Acredita-se que 15 adolescentes cometeram suicídio seguindo suas ordens, enquanto que outros cinco conseguiram ser salvos de última hora, de acordo com as acusações feitas contra Budeikin. Sabe o mais estranho, ele diz não saber de nada e ainda não se conseguiu chegar a provas definitivas

Philip Budeikin no momento da sua prisão, em detalhe e fotos dos braços de uma jovem vitima

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charliecharlie

Charlie Charlie a ideia é conversar com um demônio

Deixo claro que todo o texto compartilhado é o que penso e não uma declaração da Igreja Católica Apostólica Romana, da qual sou um fiel leigo e não ordenado. Mas baseado e alicerçado nos livros e estudos que fiz e também na experiência e reflexões próprias.

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