38 º Encontro (Catequese) – Rito da Confirmação do Batismo (Crisma)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 38/40)

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Sugestão de folha para o encontro

Neste encontro continuamos falando dos Rituais usados nas Celebrações dos Sacramentos da Iniciação Cristã, este falaremos da Confirmação do Batismo (Crisma).

Para iniciar poderemos fazer a oração do Vinde Espírito Santo e depois cantar Vem, Vem, Vem Espírito Santo – Pe. Zeca

Entrar no tema e explicar todo o ritual que será usado na celebração da Crisma, e de como é importante estar ciente que nesta celebração o Bispo virá e ele não vem sempre na comunidade já que tem que cuidar de uma diocese inteira.

O crismando tem que se confessar antes de receber a Crisma.

Falar sobre os padrinhos e familiares que devem ter cuidado com as questões de fotos, filmagens e tudo o mais, o foco é a missa e nada pode distrair o crismando e muito menos os padrinhos e celebrantes.

Seria interessante repassar os últimos detalhes da missa, ver os que vão fazer as leituras e fazer parte da procissão de entrada e ofertas. Também pode começar a ser feito a escolha das músicas do dia da celebração.

Também é importante ver a questão das camisetas (se foi esta a opção escolhida) lembrem-se que na celebração da Crisma as camisetas podem ser vermelhas (cor do sacramento da crisma), brancas (pureza), amarelas (fogo), outras cores não são comuns apesar do azul simbolizando Maria ter sido usado.

Este encontro pode também ser feito com a presença dos padrinhos.

Depois sugiro que façamos um momento de oração:

  1. Refletir sobre a importância do que será recebido e do compromisso de se confirmar o batismo

  2. Pedir que todos (sentados) façam silêncio e escutem a música Espírito Santo – Comunidade Doce Mãe de Deus

Pode ser feito cantado Hoje Livre Sou – Ministério Adoração e Vida e feito mais uma vez a oração do Vinde Espírito Santo

Aprofundamento para o Catequista:

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O Sacramento da Crisma é acima de tudo um sacramento de adultos. Para a igreja todo fiel que atinge 15 anos já pode ser considerado um adulto na fé e por si só pode fazer algumas escolhas na vida dentro da igreja. Sabemos que pela lei civil uma pessoa de 15 anos ainda é menor de idade e por isso toda a responsabilidade recai sobre pais ou responsáveis. A igreja não vai contra isso, ela apenas diz que aos 15 anos a pessoa já tem discernimento suficiente para fazer a escolha de fazer a sua vivência na fé e receber o sacramento da Crisma que confirma o seu Batismo católico.

É recomendável que o próprio crismando escolha seu padrinho ou madrinha, e não é mais necessário que os crismandos tenham padrinhos ou madrinhas do mesmo sexo, ou seja, um crismando pode escolher uma madrinha ou padrinho ou uma crismanda pode escolher um padrinho ou madrinha, mas é necessário apenas 1 e não dois padrinhos.

O padrinho ou madrinha que batizou o crismando poderia ser escolhido para ser padrinho ou madrinha na Confirmação, mas esta não é uma regra.

O padrinho oudownload (2) madrinha deve ter mais de 18 anos, não pode ser o pai ou mãe do crismando, não pode ser namorado (a) ou esposo(a) do crismando. Também é obrigatório que o padrinho ou madrinha tenha recebido também os sacramentos e tanto pais como padrinhos tem que participar de um curso (geralmente o próprio grupo de catequese faz uma reunião e explica todos os procedimentos da celebração da Crisma e faz este curso).

Também é importante prestar atenção nas datas e horários que serão celebrados os sacramentos.

A Crisma

“Cristo instituiu um sacramento que confirma o Batismo, para que nossa fé cresça e amadureça, através da plenitude do Espírito Santo, que derrama os seus dons. Essa prática de transmitir a graça do Espírito Santo por meio da imposição das mãos está presente desde os inícios da Igreja. Bem cedo se acrescentou à imposição das mãos a unção com o óleo do crisma. Daí a origem do outro nome, Sacramento da Confirmação.
Com o Batismo, nós já nos tornamos filhos de Deus. O sacramento da Crisma nos enraíza mais profundamente nessa filiação divina. Somos filhos no Filho, estando mais unidos a Cristo. Também nos vinculamos mais perfeitamente à sua Igreja e participamos mais ativamente de sua missão: o crismado é um soldado de Cristo, a sua testemunha. Para realizar essa grande missão, recebemos os dons do Espírito Santo, que na tradição da Igreja são sete: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência (ou conhecimento), piedade e temor de Deus.

Simbologia e rito do sacramento 

A unção com o santo crisma simboliza o selo espiritual que o crismando recebe. Assim como no sacramento do Batismo, esse selo é indelével, ou seja, uma vez crismado essa marca fica para sempre na vida do cristão, mesmo que ele não pratique mais a fé.
O símbolo da unção tem raízes na tradição do Antigo Testamento. O rei do povo de Israel era ungido com óleo. O óleo significa abundância (Dt 11,14), alegria (Sl,23,5; 104,15), purificação, agilidade (até hoje alguns atletas e lutadores se ungem com óleo), cura e irradia beleza, saúde e força.

Essa “marca”, o selo do Espírito Santo que o cristão recebe quer manifestar que somos totalmente de Cristo e estamos ao seu serviço na extensão do Reino, fortalecidos pela graça do Senhor.
O óleo do santo crisma, que é usado para ungir o crismando é consagrado na missa dos santos óleos (Quinta-feira Santa) pelo bispo diocesano, acompanhado por todo o seu clero.
Antes da unção com o santo crisma, o bispo estende as mãos sobre os crismandos, realizando assim o gesto que desde os tempos dos apóstolos é sinal do dom do Espírito.
Em seguida é realizado o gesto essencial do sacramento: a unção do santo crisma na fronte do confirmando. No momento que o bispo unge o confirmando diz as seguintes palavras: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, dom de Deus”. Após esse gesto, o cristão está crismado e em sua vida se manifesta os efeitos do sacramento, que falamos no início da catequese. Em síntese poderíamos dizer que aumenta a nossa proximidade com a Santíssima Trindade e com a Santa Igreja.” (extraído do site A12)

A celebração da Crisma é feita pelo Bispo da Diocese (no caso de Campinas é o Arcebispo já que se trata de uma Arquidiocese), mas ele pode designar um outro padre para realizar esta celebração (geralmente não é o padre da comunidade que está sendo feito a missa e sim outro) sendo muitas vezes um monsenhor ou o Vigário.

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Imagem da internet

O que é dito pelo Bispo no momento que concede o Sacramento da Confirmação?

Vale relembrar que o sacramento do crisma só deve ser concedido durante a santa missa.
Unicamente o Bispo pode e deve conceder o sacramento do Crisma.
O Bispo assentado na cátedra inicia:

C: A paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco.

T: E Contigo também.

C: Os Apóstolos haviam recebido o Espírito Santo no dia do Pentecostes,
segundo a promessa do Senhor, e tinham por isso o poder de completar aquilo
que fora começado no Batismo, dando o mesmo Espírito Santo, como lemos
no livro dos Atos dos Apóstolos. Assim fez São Paulo ao impor as mãos
sobre os que tinham sido baptizados, e o Espírito Santo desceu sobre eles e
começaram a falar várias línguas e a profetizar.
Os Bispos, como sucessores dos Apóstolos, receberam também este poder
e assim, por si próprios ou pelos presbíteros legitimamente constituídos para
o desempenho deste ministério, comunicam também o Espírito Santo àqueles
que no Batismo renasceram como filhos de Deus.

O Bispo inicia interrogando o crismando renovando as promessas,dizendo:

C: Renunciais a Satanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções?

Sim,Renuncio.

C: Credes em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra e em todas suas obras?

Sim,Creio

C:Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica,esposa de Cristo ?

Sim,Creio

C: Prometes lealdade e obediência aquele que é o sucessor de São Pedro o papa N,
e a santa Igreja em seus ensinamentos ?

Sim,Prometo

O Bispo conclui dizendo:

C:Esta é a nossa fé. Esta é a fé da igreja, que nos gloriamos de professar
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.

O Bispo de pé reza a seguinte oração:

C: Oremos irmãos, a Deus Pai todo-poderoso, para que, sobre estes seus filhos adotivos,
que pelo Batismo já renasceram para a vida eterna, derrame agora o Espírito Santo,
que os fortaleça com a abundância dos seus dons
e, pela sua unção espiritual,
os torne imagem perfeita de Cristo, Filho de Deus através de sua igreja.
Por Cristo nosso Senhor.

T: Amém

O Bispo com o óleo do crisma unge o crismando e diz:

C: N., RECEBE, POR ESTE SINAL,
O ESPÍRITO SANTO, O DOM DE DEUS E DE SEU AMOR

Após o Bispo ungir o Crismando o questiona,dizendo:

C: Prometes manter a missão que iniciastes no batismo e que agora a confirma perante a
Santa Igreja,junto ao seu bispo local e o sucessor de São Pedro o papa N ?

Sim,Prometo.

O Bispo conclui com a seguinte oração:

C: Senhor nosso Deus,que destes o Espírito Santo aos vossos Apóstolos,
e por eles e pelos sucessores deles,quisestes que o mesmo Espírito
fosse comunicado aos outros fiéis,escutai a nossa oração
e continuai também agora no coração dos crentes,a obra que o vosso amor realizou
no princípio da pregação do Evangelho,para que seja sinal salvífico de vosso filho.
Por Cristo nosso Senhor.

T: Amém

A Celebração continua da preces dos fiéis.

Curiosidade:

“Na cerimônia do Crisma, logo após receber a unção própria do Sacramento, muitos crismandos são surpreendidos por um tapa na cara, bem dado pelo celebrante. Uns olham atônitos, com quem pensa: “Será que o padre contou pro bispo o que eu disse na confissão?”. Não, amigos. O tapa faz parte do rito (informalmente)!

Depois de confirmar o crismando com o sinal da cruz, a tradição prevê que o bispo lhe dê um tapa no rosto. O objetivo é lembrar à pessoa que ela deverá de suportar pacientemente, em nome de Jesus, os sofrimentos e injúrias. Se perseguiram o Mestre, é claro que vão perseguir também seus servos, que devem se fortalecer com a caridade e a doutrina. O legal é quando o bispo dá um tapão, com gosto! Ou ao menos um tapa de leve, porém, que faça algum som de “pleft”. Mas, hoje, a maioria dos bispos, em vez de dar um belo tabefe, faz um carinho no rosto dos recém-crismados. Isso não lembra a ninguém a dureza da vida de soldado de Cristo. Devemos ser preparados pro bom combate espiritual, como São Paulo! No mundo de hoje, que rejeita a face dura da realidade, talvez o sopapo do bispo não tenha mais espaço. (Extraído do blog O Catequista)”

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imagem da internet

Para uma visão aprofundada desse sacramento, é importante compreendermos o significado dos seus principais ritos:

  • Imposição das mãos.

A imposição das mãos é um símbolo de benção tão antigo quanto as primeiras religiões da humanidade. Para os cristãos, de forma generalizada, significa oferecer aqueles que amamos o nosso grande bem: o Espírito Santo. É um gesto bastante expressivo, embora não pertença à essência do rito sacramental.

Na própria Bíblia esse gesto ganha outros significados. A imposição das mãos sobre a cabeça pode servir para abençoar ou conferir uma missão a alguém (Cf Dt 34,9; Dt 34,9); acompanha a oferta de sacrifícios (Lv 1, 4: 16,21) ou é um gesto de consagração (Nm 8,10). Jesus impõe as mãos sobre as crianças, bendizendo-as (Cf Mt 19,13-15), e sobre os doentes, para curá-los e libertá-los dos demônios (Lc 4,10; Mc 8,23). No livro dos Atos dos Apóstolos impõem as mãos para invocar o Espírito Santo (At 8,15). Além disso, lembra também a sombra do Espírito que fecunda Maria na anunciação (Lc 1,26-38), a nuvem e a pomba presentes no Batismo de Jesus (Lc 3,21-22), a nevem que cobre os discípulos na transfiguração (Mc 9,7) e a vinda do Espírito Santo em pentecostes (At 2,1-11). Enfim, o fato de ser o bispo (ou seu delegado ad hoc) quem impõe as mãos, é um sinal de unidade da Igreja..

  • Unção

O gesto essencial da Confirmação é a Unção crismal cruciforme (isto é, feita com o sinal da cruz) na fronte do confirmado. O bispo o unge dizendo: “Recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo”. Essa fórmula só foi adotada na Igreja Latina com o novo rito proposto pelo Papa Paulo VI, mas já era conhecida pelo rito bizantino desde o século V. É considerada a mais completa, pois, no próprio ato de ungir faz-se a imposição da mão.

Essa imposição – feita pela unção do Crisma na testa do confirmado – manifesta o aspecto pessoal da graça e o caráter indelével da Confirmação. Em outras palavras: esse Espírito que é Santo e que age onde quer, me chama pelo nome e penetra o segredo do meu ser, na raiz mesma de minha liberdade.

  • Óleo

A importância da unção leva-nos ao significado milenar do óleo, sobretudo aquele extraído da Oliveira, que era tido por poderoso agente medicinal. Além disso, é antiga a crença de que as pessoas mais próximas a Deus e engajadas a seu serviço são agradáveis e irradiantes.

O Cristianismo aprendeu com essas tradições anteriores, mas acrescentou também algo revolucionário. Jesus é o  Ungido por excelência. Ao se encarnar, toda a natureza humana foi ungida pelo Espírito de Deus. Daí o acesso aos óleos santos estar aberto a todo ser humano. Ser ungido na Confirmação significa para o Cristão poder levar á plenitude sua vocação batismal de rei, sacerdote e profeta.

O Documento da CNBB que fala sobre os Sacramentos de Iniciação Cristã insiste na valorização dos gestos litúrgicos e recomenda que a imposição das mãos seja feita sem pressa e solenemente e a unção com bastante óleo, de forma a deixar visível na testa a sua marca. Mas isso não significa exagerar na solenidade exterior, realçando o rito em si mesmo. O rito se reduz a mera rubrica se não for expressão da graça de Deus que age em nós. (Extraído do Jornal Online Paróquia N. Sra. do Carmo – Campo Belo, MG)

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