Batismo (Formação) Parte 2

Pastoral do Batismo (Formação 2/3)

Primeiro Encontro – Documentação, O compromisso dos pais e padrinhos

IMG-20170618-WA0030

A Documentação

Um dos grandes problemas quando alguém pede o  Sacramento do Batismo é providenciar a documentação necessária para se habilitar o batizado. Estes problemas não querem dizer que são coisas difíceis, mas sempre se esbarra nos próprios pais e padrinhos, que como eu disse anteriormente, muitas vezes desconhecessem como funciona a igreja burocraticamente, e acham que dá para fazer tudo de qualquer jeito.

Importante se perguntar:

Quando a pessoa vai solicitar um RG, CPF ou tirar sua CNH os órgãos competentes aceitam que se traga este ou aquele documento depois? Não! Então porque a igreja teria que aceitar?

Quando pedem o batismo, a documentação deve ser providenciada o mais rápido possível. E hoje em dia quem faz isso (este pedido e organização) são as secretárias paroquiais que tem mais esta responsabilidade. Vale salientar que são dois momentos distintos para se trazer os documentos: 1º para o Curso de Batismo e 2º para o recebimento do Sacramento, mas todos estes momentos devem acontecer com bastante antecedência ao Curso e depois ao Batizado. Interessante se ater a todas as datas e a agenda do padre .

É função da Pastoral do Batismo estar com todas as informações, fazer um bom planejamento anual com o padre e a secretaria e colaborar para o bom andamento da Pastoral.

Então nada de achismos  (“eu acho que pode…”) ou tentar inventar regras para favorecer esta ou aquela pessoa (isso vale para alguns padres também que exercem o seu cargo para algumas coisas que a longo prazo atrapalham, sem generalizar ). As dúvidas devem ser sanadas com a secretaria paroquial.

É comum algumas pessoas querendo fugir da preparação  (o curso) vierem com a desculpa de não terem tempo, dos padrinhos morarem longe, reclamarem da duração do curso… todas estas pessoas tem que fazer um exame de consciência e lembrarem que a Igreja Católica Apostólica Romana não é “oba-oba” e sim uma instituição séria e com regras. Quem se dispõe a querer introduzir os filhos na nossa igreja tem que começar a se colocar como membro efetivo e não turista.

Claro que se o pai, a mãe ou os padrinhos trabalham em horários que impeçam de participarem do curso, e isso possa ser comprovado, a igreja vai entender e dar um jeito de não deixar de atender estas pessoas , o que não dá para fazer é ser conivente com quem não quer ter o compromisso.

Muito importante verificar todas as pendências de documentos, conferir nomes de pais, padrinhos e batizado, endereços , logo no primeiro encontro para resolver bem antes e não sobrecarregar a secretaria.

Documentação

giphy

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A PREPARAÇÃO DE BATISMO (Participar do curso)
Cópia (Xerox):
1. Certidão de Nascimento ou RG da Criança
2. Certidão de Casamento Religioso dos Pais e Padrinhos
3. Comprovante de endereço dos Pais e Padrinhos

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O BATIZADO (Celebração do Sacramento do Batismo )
Xerox:
1. Certidão de Nascimento ou RG da criança
2. Comprovante de preparação dos Pais e Padrinhos
3. Certidão de Casamento Religioso dos Pais e Padrinhos
4. RG dos Pais e Padrinhos
5. Comprovante de endereço dos Pais e Padrinhos
6. Taxa (conforme tabela da Cúria de cada Arquidiocese )

(Informações Fabiana Aparecida, secretária da Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Sumaré -SP)

Algumas regras:

  • Toda criança de zero a 6 anos poderá receber o batismo quando seus pais desejarem. Para isso, país e padrinhos devem se inscrever na secretaria paroquial  (em algumas localidades existem um plantão da Pastoral do Batismo ) para a preparação do Batismo e participar da vida da comunidade ou até de outra paróquia da igreja Católica Apostólica Romana. Os padrinhos devem ter 18 anos completo a mais.
  • A criança pode ter um casal de padrinhos  (que é o mais comum, e neste caso estes não podem viver uma união estável sem serem casados no Civil e religioso ou serem solteiros, exemplos irmãos e amigos, ou se forem padrinhos distintos e um ser casado este deve ser casado no religioso), todos devem ter recebido os Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma e levem uma vida de acordo com a responsabilidade que pretendem assumir.

Pais e mães não podem ser padrinhos da própria criança  (acreditem tem pessoas que tentam).

  • Toda criança comida de de 7 anos, adolescente ou jovem até 17 anos que não recebeu o sacramento do Batismo deve se preparar por meio da catequese seja de Adultos ou do crisma.
  • Toda pessoa adulta à partir dos 18 anos que não recebeu o batismo e deseja receber deve participar da preparação própria para a catequese de adultos ou crisma .
  • Casos especiais devem ser comunicados a secretaria e depois ao pároco

baptismo-de-Jesus

Preparação de Batismo (Curso)

Tenho duas ideias para o Curso de Preparação de Batismo, sendo a primeira mais fácil e a segunda mais dificil , mas não impossível :

1. Três dias de preparação : 1 missa e 2 dias de formação  (podem ser seguidos ou alternados).

Com esta opção no mínimo as pessoas que estiverem a mais tempo longe da igreja ( o que não deveria acontecer) poderão voltar a ter contato e relembrar o que os leva a serem católicos.

Logo depois da inscrição no curso são convidados a irem participar das missas e a missa anterior ao Curso pode ser uma missa de envio (tudo combinado com o padre), onde pode acontecer já uma apresentação prévia de quem estará iniciando o curso, apenas para uma acolhida da comunidade e mostrar como é importante o sacramento.

Depois mais 2 dias de curso podendo ser dias seguidos ou alternados.  Exemplo: sábado e domingo, dois sábados,  dois domingos ou dias na semana.

Depois disso sim viria a missa do Batizado conforme combinado.

As famílias estariam quatro a cinco dias envolvidas mais diretamente. E não duas horas e só.

Também é importante prestar atenção nos horários de começo e fim do curso e evitar mais de 2h00min de curso.

Uma boa acolhida com água, café,  alguma coisa para se comer lembrando que muitas vezes as crianças vão junto. Um lugar arejado, limpo e decorado.

2. Um mês de preparação : para mim seria o ideal. Em um mês poderiam ser realizados 5 encontros com a participação das famílias em pelo menos 4 missas.

Seriam 4 encontros de formação com duração de 1h30, podendo ser após a missa, dependendo dos horários. E um encontro de oração que poderia ser na igreja ou na casa de um membro

As famílias estariam em 1 mês inteiro envolvidas mais diretamente. E não duas horas e só.

Também é importante prestar atenção nos horários de começo e fim do curso e evitar mais de 2h00min de curso. Uma boa acolhida com água, café,  alguma coisa para se comer lembrando que muitas vezes as crianças vão junto. Um lugar arejado, limpo e decorado.

Depois disso viria a missa do batizado.

Por enquanto está segunda sugestão parece mais difícil de ser implementada, então vou trabalhar a primeira idéia.

Lembrando que o objetivo destas postagens é sempre sugerir, cabe a cada pastoral adaptar a sua realidade local.

 

Preparação de Batismo

Primeiro Encontro : o compromisso de País e Padrinhos

jesus2

Ambientação : Flores, vela, Bíblia. Cadeiras em forma de arco. Se for possível é muito importante disponilizar água,  suco, café, bolachas ou bolo.

Disponilizar pasta com conteúdo para os encontros. Letras das músicas,  textos e citações, estas pastas podem ser entregues no último dia.

Após os cumprimentos iniciais todo a de pé são convidados a rezarem um Pai Nosso e uma Ave Maria.

Sugiro que todos reflitam a música Pelos Prados e Campinas

No primeiro momento é hora das apresentações  (muito importante que na Pastoral do Batismo tenham mais membros para que ao menos 1 seja quem secretarie). Uma boa dinâmica é evitar a tal lista de chamadas e incentivar que cada um se apresente espontaneamente. Falando quem é,  idade e se é pai, mãe ou padrinhos e o nome do batizando.

Duas boas perguntas podem ser feitas neste momento :

  • Para os pais: porque querem batizar seus filhos e porque escolheram estes padrinhos?
  • Para os padrinhos: como conheceram a família e porque aceitaram ser padrinhos?

O Sacramento do Batismo faz parte dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia, Confirmação [Crisma]) é a porta de entrada na igreja de Cristo e sua importância não pode ser medida apenas pela simples celebração, mas sim como sacramento para toda a vida, não se batiza novamente, apenas uma vez e pronto. A marca é indelével e é para sempre.

O padrinho deve acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão

“O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamos-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes da sua missão: o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra” (CIC § 1213).

O cuidado na escolha dos padrinhos

O sacramento do batismo é tão importante, por isso exige um cuidado com aquele que vai apadrinhar o batizando. Costuma-se dizer que o padrinho ou a madrinha faz,  muitas vezes, o “papel” do pai ou da mãe. O que esses fazem ou deveriam fazer? Educar o filho na fé católica, nos bons costumes, nos bons valores, deve educar para a responsabilidade e para a vida. Os padrinhos devem acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão, inúmeras vezes assumir a responsabilidade de pais ou auxiliar aos pais em suas faltas.

Como é sério ser padrinho ou madrinha, não é verdade? Conforme o ensinamento da Igreja, a pessoa precisa viver o batismo, ou seja, ser católica, ser crismada e ter uma vida de Comunhão Eucarística. Uma pessoa assim está, provavelmente, inserida na vida da igreja paroquial, vai à Missa aos domingos, busca confissão periódica, é uma pessoa que busca, a todo custo, a santidade. Essa pessoa é santa? Não! Mas se percebe nela a sede de ser santa

03

7 ideias sobre a missão que você tem com seu afilhado(a)

É sempre um presente maravilhoso ser convidado a apadrinhar alguém, pois este é um serviço de amor. Mas será que temos claro o que isso realmente significa?

Se você foi convidado a ser padrinho de batismo ou crisma de alguém, vale a pena compreender qual é sua missão e colocá-la nas mãos de Deus, que lhe dará todas as graças necessárias para acompanhar seu afilhado no caminho da fé que o próprio Senhor nos convidou a trilhar.

Apresentamos, a seguir, 7 ideias sobre a missão que você tem como padrinho/madrinha:

1. Sua vida é seu currículo

Seu testemunho de vida é fundamental para iluminar a vida do seu afilhado em seu caminho cristão.

2. Dê o melhor presente

O melhor presente que você pode dar para o seu afilhado não é algo material no aniversário ou no Natal, e sim um acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus.

3. Você não é um pai/mãe substituto(a)

Faz parte da sua missão acompanhar também os pais do seu afilhado, fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.

4. Compartilhe o que você tem de melhor

Os padrinhos compartilham sua fé; portanto é preciso alimentá-la e fazê-la crescer, estar preparados para responder às dúvidas do afilhado e acompanhá-lo em seus momentos de escuridão, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.

5. Pratique o que você ensina

Os padrinhos são chamados a ser assíduos em sua paróquia, comprometidos com sua fé e com a vida da Igreja, especialmente no que diz respeito à vivência dos sacramentos.

6. Mantenha-se próximo

Procure criar um laço afetivo real com seu afilhado e sua família, compartilhando o tempo juntos, conhecendo seu processo e seu desenvolvimento como pessoa e como cristão.

7. Assuma sua responsabilidade plenamente

O batismo abre as portas do céu ao batizado, que se torna parte da Igreja, filho de Deus e com vocação à vida eterna. Quem aceita ser padrinho ou madrinha o faz de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando esse novo cristão em seu desenvolvimento e amadurecimento.

Quem aceita este desafio e esta responsabilidade o faz para sempre, pois a condição de filho de Deus é eterna; portanto sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando seu afilhado se torna adulto, mas continua durante a vida inteira.

Pais

A escolha de bons padrinhos não exime os pais da responsabilidade de educar seus filhos na igreja e na vida, todos os 7 pontos acima também servem para os pais.

No terceiro momento deve-se liberar para o café enquanto se confere os dados dos pais, padrinhos e catecúmenos conferindo nomes e endereços corretos

Depois podemos reforçar o convite para o próximo e último encontro e refletir sobre a leitura de Jo 1, 4-11:

“4.João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados. 5.E saíam para ir ter com ele toda a Judéia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6.João andava vestido de pêlo de camelo e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 7.Ele pôs-se a proclamar: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. 8.Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.” 9.Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão. 10.No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele. 11.E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição.””
São Marcos, 1 – Bíblia Católica Online

Coloca-se uma música de fundo (pode ser Fonte de água viva) e de olhos fechados pede-se que cada um fale o nome do filho ou afilhado e depois reza-se um Pai Nosso e uma Ave Maria.

Despede-se.

Aprofundamento

O Santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã

O batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No batismo, a Igreja reunida celebra a experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Por meio desse sacramento, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito, que abre o acesso aos demais sacramentos. Por meio dele, somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: “Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo (o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra)”.

Quando recebemos o sacramento do batismo, transformamo-nos de criaturas para filhos amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, “invenções” da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são, sem sombra de dúvidas, criados por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnado.

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizou as pessoas para a vinda de Cristo (cf. Mc 1,2s). Ele sabia que o seu batismo era temporário, pois logo depois dele viria seu primo Jesus, que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças. ““Disse-lhes Pedro: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2, 38-39). A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

Para que existe o batismo?

Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Ele. Foram, por isso, expulsos do Paraíso, passaram a sofrer e morreram. Deus os castigou e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas o Senhor prometeu a Adão e Eva que enviaria Seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados. Não basta, entretanto, que Jesus tenha morrido na cruz. É preciso ainda que Sua morte seja aplicada sobre as almas, para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, tornem-se filhos d’Ele e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar Seu Sangue derramado na cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu esse sacramento.

Quando foi que Jesus instituiu o batismo?

Jesus o instituiu logo no início de Sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O batismo de João não era um sacramento. Apenas quando Jesus santificou as águas do Jordão com Sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir “”Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências”, e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba” (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o batismo. Essa instituição é confirmada por Jesus quando Ele diz a Seus apóstolos: ““Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.” Leia, na Bíblia, o Evangelho de São Mateus 3,13. 

Os efeitos do batismo

O batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da fé, da esperança e da caridade, assim como todas as demais virtudes que devemos procurar proteger no nosso coração. O batismo apaga o pecado original, apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados, ele imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso, tornando-os capazes de receber os outros sacramentos. Por isso tudo, vemos que ser batizado é absolutamente necessário para a salvação.

 

Leia mais:

38 º Encontro (Catequese) – Rito da Confirmação do Batismo (Crisma)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 38/40)

folhadeencontromod.3-25

Sugestão de folha para o encontro

Neste encontro continuamos falando dos Rituais usados nas Celebrações dos Sacramentos da Iniciação Cristã, este falaremos da Confirmação do Batismo (Crisma).

Para iniciar poderemos fazer a oração do Vinde Espírito Santo e depois cantar Vem, Vem, Vem Espírito Santo – Pe. Zeca

Entrar no tema e explicar todo o ritual que será usado na celebração da Crisma, e de como é importante estar ciente que nesta celebração o Bispo virá e ele não vem sempre na comunidade já que tem que cuidar de uma diocese inteira.

O crismando tem que se confessar antes de receber a Crisma.

Falar sobre os padrinhos e familiares que devem ter cuidado com as questões de fotos, filmagens e tudo o mais, o foco é a missa e nada pode distrair o crismando e muito menos os padrinhos e celebrantes.

Seria interessante repassar os últimos detalhes da missa, ver os que vão fazer as leituras e fazer parte da procissão de entrada e ofertas. Também pode começar a ser feito a escolha das músicas do dia da celebração.

Também é importante ver a questão das camisetas (se foi esta a opção escolhida) lembrem-se que na celebração da Crisma as camisetas podem ser vermelhas (cor do sacramento da crisma), brancas (pureza), amarelas (fogo), outras cores não são comuns apesar do azul simbolizando Maria ter sido usado.

Este encontro pode também ser feito com a presença dos padrinhos.

Depois sugiro que façamos um momento de oração:

  1. Refletir sobre a importância do que será recebido e do compromisso de se confirmar o batismo

  2. Pedir que todos (sentados) façam silêncio e escutem a música Espírito Santo – Comunidade Doce Mãe de Deus

Pode ser feito cantado Hoje Livre Sou – Ministério Adoração e Vida e feito mais uma vez a oração do Vinde Espírito Santo

Aprofundamento para o Catequista:

3c9cf87ddd7439d62ac21c12615ec32d2

O Sacramento da Crisma é acima de tudo um sacramento de adultos. Para a igreja todo fiel que atinge 15 anos já pode ser considerado um adulto na fé e por si só pode fazer algumas escolhas na vida dentro da igreja. Sabemos que pela lei civil uma pessoa de 15 anos ainda é menor de idade e por isso toda a responsabilidade recai sobre pais ou responsáveis. A igreja não vai contra isso, ela apenas diz que aos 15 anos a pessoa já tem discernimento suficiente para fazer a escolha de fazer a sua vivência na fé e receber o sacramento da Crisma que confirma o seu Batismo católico.

É recomendável que o próprio crismando escolha seu padrinho ou madrinha, e não é mais necessário que os crismandos tenham padrinhos ou madrinhas do mesmo sexo, ou seja, um crismando pode escolher uma madrinha ou padrinho ou uma crismanda pode escolher um padrinho ou madrinha, mas é necessário apenas 1 e não dois padrinhos.

O padrinho ou madrinha que batizou o crismando poderia ser escolhido para ser padrinho ou madrinha na Confirmação, mas esta não é uma regra.

O padrinho oudownload (2) madrinha deve ter mais de 18 anos, não pode ser o pai ou mãe do crismando, não pode ser namorado (a) ou esposo(a) do crismando. Também é obrigatório que o padrinho ou madrinha tenha recebido também os sacramentos e tanto pais como padrinhos tem que participar de um curso (geralmente o próprio grupo de catequese faz uma reunião e explica todos os procedimentos da celebração da Crisma e faz este curso).

Também é importante prestar atenção nas datas e horários que serão celebrados os sacramentos.

A Crisma

“Cristo instituiu um sacramento que confirma o Batismo, para que nossa fé cresça e amadureça, através da plenitude do Espírito Santo, que derrama os seus dons. Essa prática de transmitir a graça do Espírito Santo por meio da imposição das mãos está presente desde os inícios da Igreja. Bem cedo se acrescentou à imposição das mãos a unção com o óleo do crisma. Daí a origem do outro nome, Sacramento da Confirmação.
Com o Batismo, nós já nos tornamos filhos de Deus. O sacramento da Crisma nos enraíza mais profundamente nessa filiação divina. Somos filhos no Filho, estando mais unidos a Cristo. Também nos vinculamos mais perfeitamente à sua Igreja e participamos mais ativamente de sua missão: o crismado é um soldado de Cristo, a sua testemunha. Para realizar essa grande missão, recebemos os dons do Espírito Santo, que na tradição da Igreja são sete: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência (ou conhecimento), piedade e temor de Deus.

Simbologia e rito do sacramento 

A unção com o santo crisma simboliza o selo espiritual que o crismando recebe. Assim como no sacramento do Batismo, esse selo é indelével, ou seja, uma vez crismado essa marca fica para sempre na vida do cristão, mesmo que ele não pratique mais a fé.
O símbolo da unção tem raízes na tradição do Antigo Testamento. O rei do povo de Israel era ungido com óleo. O óleo significa abundância (Dt 11,14), alegria (Sl,23,5; 104,15), purificação, agilidade (até hoje alguns atletas e lutadores se ungem com óleo), cura e irradia beleza, saúde e força.

Essa “marca”, o selo do Espírito Santo que o cristão recebe quer manifestar que somos totalmente de Cristo e estamos ao seu serviço na extensão do Reino, fortalecidos pela graça do Senhor.
O óleo do santo crisma, que é usado para ungir o crismando é consagrado na missa dos santos óleos (Quinta-feira Santa) pelo bispo diocesano, acompanhado por todo o seu clero.
Antes da unção com o santo crisma, o bispo estende as mãos sobre os crismandos, realizando assim o gesto que desde os tempos dos apóstolos é sinal do dom do Espírito.
Em seguida é realizado o gesto essencial do sacramento: a unção do santo crisma na fronte do confirmando. No momento que o bispo unge o confirmando diz as seguintes palavras: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, dom de Deus”. Após esse gesto, o cristão está crismado e em sua vida se manifesta os efeitos do sacramento, que falamos no início da catequese. Em síntese poderíamos dizer que aumenta a nossa proximidade com a Santíssima Trindade e com a Santa Igreja.” (extraído do site A12)

A celebração da Crisma é feita pelo Bispo da Diocese (no caso de Campinas é o Arcebispo já que se trata de uma Arquidiocese), mas ele pode designar um outro padre para realizar esta celebração (geralmente não é o padre da comunidade que está sendo feito a missa e sim outro) sendo muitas vezes um monsenhor ou o Vigário.

DSCN6626

Imagem da internet

O que é dito pelo Bispo no momento que concede o Sacramento da Confirmação?

Vale relembrar que o sacramento do crisma só deve ser concedido durante a santa missa.
Unicamente o Bispo pode e deve conceder o sacramento do Crisma.
O Bispo assentado na cátedra inicia:

C: A paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco.

T: E Contigo também.

C: Os Apóstolos haviam recebido o Espírito Santo no dia do Pentecostes,
segundo a promessa do Senhor, e tinham por isso o poder de completar aquilo
que fora começado no Batismo, dando o mesmo Espírito Santo, como lemos
no livro dos Atos dos Apóstolos. Assim fez São Paulo ao impor as mãos
sobre os que tinham sido baptizados, e o Espírito Santo desceu sobre eles e
começaram a falar várias línguas e a profetizar.
Os Bispos, como sucessores dos Apóstolos, receberam também este poder
e assim, por si próprios ou pelos presbíteros legitimamente constituídos para
o desempenho deste ministério, comunicam também o Espírito Santo àqueles
que no Batismo renasceram como filhos de Deus.

O Bispo inicia interrogando o crismando renovando as promessas,dizendo:

C: Renunciais a Satanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções?

Sim,Renuncio.

C: Credes em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra e em todas suas obras?

Sim,Creio

C:Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica,esposa de Cristo ?

Sim,Creio

C: Prometes lealdade e obediência aquele que é o sucessor de São Pedro o papa N,
e a santa Igreja em seus ensinamentos ?

Sim,Prometo

O Bispo conclui dizendo:

C:Esta é a nossa fé. Esta é a fé da igreja, que nos gloriamos de professar
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.

O Bispo de pé reza a seguinte oração:

C: Oremos irmãos, a Deus Pai todo-poderoso, para que, sobre estes seus filhos adotivos,
que pelo Batismo já renasceram para a vida eterna, derrame agora o Espírito Santo,
que os fortaleça com a abundância dos seus dons
e, pela sua unção espiritual,
os torne imagem perfeita de Cristo, Filho de Deus através de sua igreja.
Por Cristo nosso Senhor.

T: Amém

O Bispo com o óleo do crisma unge o crismando e diz:

C: N., RECEBE, POR ESTE SINAL,
O ESPÍRITO SANTO, O DOM DE DEUS E DE SEU AMOR

Após o Bispo ungir o Crismando o questiona,dizendo:

C: Prometes manter a missão que iniciastes no batismo e que agora a confirma perante a
Santa Igreja,junto ao seu bispo local e o sucessor de São Pedro o papa N ?

Sim,Prometo.

O Bispo conclui com a seguinte oração:

C: Senhor nosso Deus,que destes o Espírito Santo aos vossos Apóstolos,
e por eles e pelos sucessores deles,quisestes que o mesmo Espírito
fosse comunicado aos outros fiéis,escutai a nossa oração
e continuai também agora no coração dos crentes,a obra que o vosso amor realizou
no princípio da pregação do Evangelho,para que seja sinal salvífico de vosso filho.
Por Cristo nosso Senhor.

T: Amém

A Celebração continua da preces dos fiéis.

Curiosidade:

“Na cerimônia do Crisma, logo após receber a unção própria do Sacramento, muitos crismandos são surpreendidos por um tapa na cara, bem dado pelo celebrante. Uns olham atônitos, com quem pensa: “Será que o padre contou pro bispo o que eu disse na confissão?”. Não, amigos. O tapa faz parte do rito (informalmente)!

Depois de confirmar o crismando com o sinal da cruz, a tradição prevê que o bispo lhe dê um tapa no rosto. O objetivo é lembrar à pessoa que ela deverá de suportar pacientemente, em nome de Jesus, os sofrimentos e injúrias. Se perseguiram o Mestre, é claro que vão perseguir também seus servos, que devem se fortalecer com a caridade e a doutrina. O legal é quando o bispo dá um tapão, com gosto! Ou ao menos um tapa de leve, porém, que faça algum som de “pleft”. Mas, hoje, a maioria dos bispos, em vez de dar um belo tabefe, faz um carinho no rosto dos recém-crismados. Isso não lembra a ninguém a dureza da vida de soldado de Cristo. Devemos ser preparados pro bom combate espiritual, como São Paulo! No mundo de hoje, que rejeita a face dura da realidade, talvez o sopapo do bispo não tenha mais espaço. (Extraído do blog O Catequista)”

scan-12

imagem da internet

Para uma visão aprofundada desse sacramento, é importante compreendermos o significado dos seus principais ritos:

  • Imposição das mãos.

A imposição das mãos é um símbolo de benção tão antigo quanto as primeiras religiões da humanidade. Para os cristãos, de forma generalizada, significa oferecer aqueles que amamos o nosso grande bem: o Espírito Santo. É um gesto bastante expressivo, embora não pertença à essência do rito sacramental.

Na própria Bíblia esse gesto ganha outros significados. A imposição das mãos sobre a cabeça pode servir para abençoar ou conferir uma missão a alguém (Cf Dt 34,9; Dt 34,9); acompanha a oferta de sacrifícios (Lv 1, 4: 16,21) ou é um gesto de consagração (Nm 8,10). Jesus impõe as mãos sobre as crianças, bendizendo-as (Cf Mt 19,13-15), e sobre os doentes, para curá-los e libertá-los dos demônios (Lc 4,10; Mc 8,23). No livro dos Atos dos Apóstolos impõem as mãos para invocar o Espírito Santo (At 8,15). Além disso, lembra também a sombra do Espírito que fecunda Maria na anunciação (Lc 1,26-38), a nuvem e a pomba presentes no Batismo de Jesus (Lc 3,21-22), a nevem que cobre os discípulos na transfiguração (Mc 9,7) e a vinda do Espírito Santo em pentecostes (At 2,1-11). Enfim, o fato de ser o bispo (ou seu delegado ad hoc) quem impõe as mãos, é um sinal de unidade da Igreja..

  • Unção

O gesto essencial da Confirmação é a Unção crismal cruciforme (isto é, feita com o sinal da cruz) na fronte do confirmado. O bispo o unge dizendo: “Recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo”. Essa fórmula só foi adotada na Igreja Latina com o novo rito proposto pelo Papa Paulo VI, mas já era conhecida pelo rito bizantino desde o século V. É considerada a mais completa, pois, no próprio ato de ungir faz-se a imposição da mão.

Essa imposição – feita pela unção do Crisma na testa do confirmado – manifesta o aspecto pessoal da graça e o caráter indelével da Confirmação. Em outras palavras: esse Espírito que é Santo e que age onde quer, me chama pelo nome e penetra o segredo do meu ser, na raiz mesma de minha liberdade.

  • Óleo

A importância da unção leva-nos ao significado milenar do óleo, sobretudo aquele extraído da Oliveira, que era tido por poderoso agente medicinal. Além disso, é antiga a crença de que as pessoas mais próximas a Deus e engajadas a seu serviço são agradáveis e irradiantes.

O Cristianismo aprendeu com essas tradições anteriores, mas acrescentou também algo revolucionário. Jesus é o  Ungido por excelência. Ao se encarnar, toda a natureza humana foi ungida pelo Espírito de Deus. Daí o acesso aos óleos santos estar aberto a todo ser humano. Ser ungido na Confirmação significa para o Cristão poder levar á plenitude sua vocação batismal de rei, sacerdote e profeta.

O Documento da CNBB que fala sobre os Sacramentos de Iniciação Cristã insiste na valorização dos gestos litúrgicos e recomenda que a imposição das mãos seja feita sem pressa e solenemente e a unção com bastante óleo, de forma a deixar visível na testa a sua marca. Mas isso não significa exagerar na solenidade exterior, realçando o rito em si mesmo. O rito se reduz a mera rubrica se não for expressão da graça de Deus que age em nós. (Extraído do Jornal Online Paróquia N. Sra. do Carmo – Campo Belo, MG)

espirito_santo 1

Leia mais:

Ouça as músicas sugeridas:

 

37º Encontro (Catequese) – Rito da Missa de Primeira Comunhão

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 37/40)

Mais um encontro e nossa contagem regressiva está chegando quase ao final, e esta é uma oportunidade de nos prepararmos para as celebrações importantes que estão por fim. na postagem anterior falamos sobre o Ritual do Batismo e sugerimos começar (ou mesmo preparar) as missas onde os sacramentos serão ministrados. Esses encontros são em primeiro lugar sugestões de como fazer por isso é importante que cada grupo de catequese tenha o seu modo de agir mas não podem ser esquecidos alguns pontos importantes:

  1. Preparar com antecedência: agendamento de datas, comunicação com os catequisandos

  2. Reuniões com os pais: importante para se fechar detalhes e também para que os familiares tenham consciência da importância do que seus filhos ou parentes vão receber. Durante estes encontros eu sugeri algumas vezes que fossem oferecidos almoços ou jantares junto com a reunião em pelo menos 3 ocasiões. A catequese também deve ser familiar.

  3. Preparação e escolha das camisetas: sugiro que a camiseta seja usada na celebração do Crisma ou da Catequese, se houver um acordo pode ser nas duas. Lembrando que nem todos vão batizar ou fazer a primeira eucaristia, mas a expectativa [e de que todos façam a Confirmação (Crisma).

  4. Preparação dos catequizandos para atuarem como leitores nestas missas e comentaristas se for possível. Importante não se forçar ninguém.

  5. Lembrar que pais e padrinhos devem fazer cursos antes das celebrações do Batismo, e seria interessante uma reunião com os padrinhos antes da celebração da Crisma

  6. Não esquecer que os catequizandos devem se confessar antes de receberem os sacramentos e isso deve ser programado com o padre com bastante antecedência.

  7. Frisar a importância dos horários nos dias das celebrações

  8. Organizar se for o caso uma confraternização no último encontro ou um encontro pós- confirmação, pode ser também uma festa dependendo da ocasião e lugar.

1cdd1d0f4a3b752f4a7a50761dfeeb3e

Sugiro que iniciemos cantando  O Pão da vida – Pe. Zeca e depois Quero te dar a Paz seguido do abraço da paz entre todos e depois a oração do Pai Nosso

Falar sobre a missa da Primeira Comunhão e fechar os combinados necessários, entre eles fortalecer a questão da pontualidade e do convite aos pais e parentes para esta missa tão importante.

A Primeira Comunhão é o sacramento mais importante da igreja católica, pois foi um dos deixados diretamente pelo próprio Jesus no momento da última ceia. Também é o sacramento renovado a cada missa e fazer a primeira eucaristia depois de todo o tempo de vivência na fé é gratificante além de ser sinal de fé.

Não se trata pois de pão e vinho e sim do próprio corpo e sangue de Cristo.Não existe um ritual próprio para a Primeira Eucaristia, porém a maior parte dos padres opta por seguir um roteiro que em alguns casos contém a renovação das promessas do batismo. Isso é livre e vai de padre para padre. Mas a celebração da Primeira Eucaristia ou Primeira Comunhão como é mais popularmente chamada é sempre acontece sempre durante a Celebração Eucarística (A Missa), apenas com a diferença de que estes novos membros da ceia do Senhor acabam tendo um destaque na acolhida da comunidade.

Nesta missa os catequizandos são introduzidos na mesa da Eucaristia e por isso mesmo tem uma emoção a mais a vivenciarem, é muito importante que a comunidade testemunhe isso de maneira direta e esteja convidada na missa.

Preparar os catequizandos:

Seria muito mais rica a experiência da primeira Comunhão se todos que vão receber o sacramento pudessem se preparar com uma semana de oração. Sugiro que seja feito uma integração entre todos os catequizandos para rezarem durante a semana anterior ao recebimento do sacramento numa forte corrente de oração, todos juntos, mesmos os que não vão receber o sacramento pois estão fazendo apenas a preparação para a confirmação. Uma sugestão é que todos rezem num só horário e se possível se encontrem para rezarem juntos.

Preparando a missa:

cada catequizando tem um talento, um dom dado por Deus. Durante esta vivência na fé pode ser que alguns dons já tenham despertado e que alguns acabem se tornando catequistas, outros animadores na comunidade, ministros e membros da liturgia (como cantores, leitores ou organizadores das celebrações). Sugiro que seja combinado com a equipe litúrgica e nestas missas de celebração da Primeira Comunhão e/ou Confirmação os catequizandos sejam os leitores da 1ª, 2ª, Salmo e Oração da Assembleia, isso trará ainda mais um sentimento de importância e igualdade a todos. Se isso foi feito durante o ano, melhor ainda, mas se não e ainda melhor nestas celebrações seja feito.

Sugiro como canto final: Basta Querer – Pe. Marcelo Rossi e como oração final pode ser o inicio da semana de oração pela celebração da Primeira Eucaristia

folhadeencontromod.3-24

Sugestão de folha para encontro

Aprofundamento para o Catequista

liturgia

A Eucaristia é a fonte e o ápice de toda a vida cristã

É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até Seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.

Quando Cristo instituiu a Eucaristia? Instituiu-a na Quinta-feira Santa, “na noite em que ia ser entregue” (1Cor 11,23), celebrando com Seus apóstolos a Última Ceia.

O que representa a Eucaristia na vida da Igreja?

É fonte e ápice de toda a vida cristã. Na Eucaristia, atingem o seu clímax a ação santificante de Deus para conosco e o nosso culto para com Ele. O Senhor encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são expressas e realizadas pela Eucaristia. Mediante a Celebração Eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.

Como Jesus está presente na Eucaristia?

Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável. Está presente, com efeito, de modo verdadeiro, real, substancial: com Seu Corpo e Seu Sangue, com Sua alma e divindade. Nela está, portanto, presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem.

O que significa transubstanciação?

Transubstanciação significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do Seu Sangue. Essa conversão se realiza na oração eucarística, mediante a eficácia da Palavra de Cristo e da ação do Espírito Santo. Todavia, as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja, as “espécies eucarísticas”, permanecem inalteradas.

O que se requer para receber a santa comunhão?

Para receber a santa comunhão, deve-se estar plenamente incorporado à Igreja Católica e estar em estado de graça, ou seja, sem consciência de pecado mortal. Quem estiver consciente de ter cometido um pecado grave deve receber o sacramento da reconciliação antes de se aproximar da comunhão. Importantes são também o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e a atitude do corpo (gestos e roupas) em sinal de respeito a Cristo. (Texto extraído do Blog Formação Canção Nova )

“Na Eucaristia, nós partimos ‘o único pão que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre’” (Santo Inácio de Antioquia)

Extraído do Catecismo da Igreja Católica

9772358570092

Encontrei esta sugestão de Ritual da Primeira Comunhão, que apesar de ser direcionado as crianças serve de exemplo de celebração. A Paulus e a Editora Santuário possuem folhetos específicos para a Missa da Primeira Eucaristia, Batismo e Crisma 

Catecismo da Igreja Católica – Artigo 3

1407 – A Eucaristia é o coração é o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício Ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja.

1408 – A celebração da Eucaristia comporta sempre: a proclamação da palavra de Deus, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom do seu Filho, a consagração do pão e do vinho e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto.

1409 – A Eucaristia é o memorial da páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica.

1410 – É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que, agindo pelo ministério dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.

1411 – Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor.

1412 – Os sinais essenciais do Sacramento Eucarístico são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronúncia as palavras da consagração ditas por Jesus durante a última Ceia: ‘Isto é o meu Corpo entregue por vós. (…) Este é o cálice do meu Sangue (…)’.

1413 – Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e Seu Sangue, sua Alma e Divindade (Conc. Trento, DS 1640).

1414 – Enquanto sacrifício, a Eucaristia é oferecida também em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais e temporais.

Eucaristia – os seus frutos

1391 – A comunhão aumenta a nossa união com Cristo. Receber a Eucaristia na comunhão traz como fruto principal a união íntima com Cristo Jesus. Pois o Senhor diz:

‘Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele’ (Jo 6,56). ‘Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim’ (Jo 6,57).

1392 – O que o alimento produz em nossa vida corporal, a comunhão o realiza de maneira admirável em nossa vida espiritual. A comunhão da Carne de Cristo ressuscitado, ‘vivificado pelo Espírito Santo e vivificante’ (PO 5), conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. Este crescimento da vida cristã precisa ser alimentado pela Comunhão Eucarística, pão da nossa peregrinação, até o momento da morte, quando nos será dado como viático.

1393 – A comunhão separa-nos do pecado. O Corpo de Cristo que recebemos na comunhão é ‘entregue por nós’, e o Sangue que bebemos é ‘derramado por muitos para remissão dos pecados’. É por isso que a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros:

‘Toda vez que o recebemos, anunciamos a morte do Senhor’ (1Cor 11,26).

‘Se anunciamos a morte do Senhor, anunciamos a remissão dos pecados. Se, toda vez que o Sangue é derramado, o é para a remissão dos pecados, devo recebê-lo sempre, para que perdoe sempre os meus pecados. Eu que sempre peco, devo ter sempre um remédio'(S. Ambrósio, Sacr. 4,28 ).

1394 – Como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais (Conc. de Trento, DS 2638).

Ao dar-se a nós, Cristo reativa o nosso amor e nos torna capazes de romper as amarras desordenadas com as criaturas e de enraizar-nos nele.

1395 – Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da vida de Cristo e quanto mais progredirmos na sua amizade, tanto mais difícil dele separar-nos pelo pecado mortal.

1396 – Os que recebem a Eucaristia estão unidos mais intimamente a Cristo. Por isso mesmo, Cristo os une a todos os fiéis em um só corpo, a Igreja. A Comunhão renova, fortalece, aprofunda esta incorporação à Igreja, realizada já pelo batismo. ‘No batismo fomos chamados a construir um só corpo’ (1Cor 12,13).

A Eucaristia realiza este apelo: ‘O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o Sangue de Cristo? O pão que partirmos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desde único pão’ (1 Cor 10,16-17).

1397 – A Eucaristia compromete com os pobres. Para receber na verdade o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer o Cristo nos mais pobres, seus irmãos (Mt 25,40).

‘Degustaste o Sangue do Senhor e não reconheces sequer o teu irmão. Desonras esta própria mesa, não julgando digno de compartilhar do teu alimento aquele que foi julgado digno de participar desta mesa. Deus te libertou de todos pecados e te convidou para esta mesa. E tu, nem mesmo assim, não te tornaste mais misericordioso’ (S. João Damasceno, Hom. in 1Cor 27,5).

1415 – Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.

1416 – A santa Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo.

1417 – A Igreja recomenda vivamente aos fiéis que recebam a Santa Comunhão quando participam da celebração da Eucaristia; impõe-lhes a obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano.

1419 – Tendo Cristo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na Eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no Santo Sacrifício nos identifica com o seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e nos une já à Igreja do céu, á Santa Virgem Maria e a todos os santos.

Eucaristia – nas Igrejas orientais

1399 – As Igrejas orientais que não estão em comunhão plena com a Igreja Católica celebram a Eucaristia com um grande amor.

‘Essas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos – principalmente, em virtude da sucessão apostólica, o sacerdócio e a Eucaristia -, que as unem intimamente a nós’. Por isso uma certa comunhão in sacris na Eucaristia é ‘não somente possível, mas até aconselhável, em circunstâncias favoráveis e com a aprovação da autoridade eclesiástica’.

Eucaristia – não existe nas comunidades protestantes

1400 – As comunidades eclesiais oriundas da Reforma, separadas da Igreja Católica, ‘em razão sobretudo da ausência do Sacramento da Ordem, não conservaram a substância própria e integral do mistério eucarístico’.

É por esse motivo que a intercomunhão eucarística com essas comunidades não é possível para a Igreja Católica. Todavia, essas comunidades eclesiais, ‘quando fazem memória, na Santa ceia, da morte e da ressurreição do Senhor, professam que a vida consiste na comunhão com Cristo e esperam sua volta gloriosa’.

Leia:

Ouça as músicas sugeridas:

pintura-a-mao-santa-ceia-80x100-cod-12

 

27º Encontro (Catequese) – Unção aos Enfermos

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 27/40)

jesus-adictamente (4)

Neste encontro terminaremos de falar sobre os sacramentos. E o tema é o Sacramento da Unção dos Enfermos, um dos sacramentos de cura. Uma das sugestões é fazer parte do encontro na igreja e a outra parte ir visitar, junto com os ministros dos enfermos alguns doentes da comunidade que recebem a Eucaristia em casa. Importante se programar e conversar antes com os ministros para uma boa integração

A oração inicial pode ser feita de uma forma bem mais forte, com todos de mãos dadas, respeitando alguns minutos de silêncio e que seja pedido que cada um lembre de alguém que conhece que precise muito de oração por estar doente. Interessante se cada um pudesse falar por quem vai estar rezando, porém deve-se sempre respeitar aqueles que não querem dizer em voz alta. Depois pode ser rezado o Pai Nosso, Ave Maria e o Vinde Espírito Santo.Na sequência pode ser cantada uma música e sugiro Cura Senhor – Padre Antônio Maria

Apresentar os Ministros dos Enfermos

Após esta parte podemos falar do tema do encontro que é o sacramento da Unção dos Enfermos. Lembrar que antes esse sacramento era chamado de Extrema unção, porém existe uma diferença pois a intenção da Unção dos Enfermos é antes de tudo trazer a cura física e espiritual para a pessoa e a extrema unção é quando a pessoa está as portas da morte. Para a igreja só existe um sacramento da Unção dos Enfermos (a extrema unção é parte deste e não algo em separado)Importante também falar dos Ministro dos Enfermos que levam a comunhão aqueles que estão doentes e não podem acessar a comunidade e as missas e também a alguns idosos que tem dificuldade de locomoção. Também falar da importância de se cuidar dos doentes e idosos e que isso faz parte do sacramento. Lembrar que o padre também visita estes fiéis e a missão de cada católico é sempre visitar e acalentar os irmãos enfermos.

Importante que os ministros expliquem o que será feito na visita e se tenha a prudência de escolher enfermos que possam dividir a experiência com os catequizandos.

Fazer a música final Sacramento Que Cura – Padre Marcelo Rossi e depois a oração de envio, já que sairemos da comunidade e iremos visitar alguns enfermos. Caso não seja possível o encontro deve respeitar o horário.

folhadeencontromod.3-13

Sugestão de folha para o encontro

Aprofundamento para o catequista

lar-sp-nov-01

O padre e a ministra dos enfermos (Imagem da internet)

“Por esta santa unção e pela Sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua misericórdia, alivie os teus sofrimentos”. – Esta é a petição a Deus proferida na Unção dos Enfermos, essa oração contém o objeto central desse sacramento, ou seja, confere a ele uma graça especial, que une mais intimamente o doente a Cristo.

Jesus veio para revelar o amor de Deus. Frequentemente, faz  isso nas áreas e situações em que nos sentimos especialmente ameaçados em função da fragilidade de nossa vida, devido a doenças, morte etc. Deus Pai quer que nos tornemos saudáveis no corpo e na alma, e reconheçamos nisso a instauração do Seu Reino. Por vezes, só com a experiência da enfermidade percebemos que precisamos do Senhor mais do que tudo. Não temos vida, a não ser em Cristo. Por isso, os doentes e os pecadores têm um especial instinto para perceber o que é essencial.

A Igreja, tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pôr isso em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui, sobretudo, um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: «Quem está doente, chame a si os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome do Senhor» (Tg 5,14-15).

21.05

Dessa forma, o sacramento da unção dos enfermos pode ser recebido pelo fiel que começa a se sentir em perigo de morte por doença ou velhice. O mesmo fiel pode recebê-lo também outras vezes se a doença se agravar ou, então, no caso doutra enfermidade grave. O Catecismo da Igreja relembra que: “É dever dos pastores instruir os fiéis sobre os benefícios deste Sacramento. Que os fiéis incentivem os doentes a chamar o sacerdote para receberem este Sacramento. Que os doentes se preparem para recebê-lo com boas disposições, com a ajuda de seu pastor e de toda a comunidade eclesial, que é convidada a cercar de modo especial os doentes com suas orações e atenções fraternas” (CIC 1516).

Não se deve deixar que um doente grave venha a falecer sem receber a Unção dos Enfermos; muitas vezes isto acontece porque a família se descuida de cuidar espiritualmente do enfermo ou porque fica com medo de assustá-lo; o sacerdote saberá preparar o doente psicologicamente para receber o Sacramento em paz.

Artigo 5: A Unção dos Enfermos (Catecismo da Igreja Católica)

Transcrição CIC 1514-1516; 1526-1532

1514. A Unção dos Enfermos «não é sacramento só dos que estão prestes a morrer. Por isso, o tempo oportuno para a receber é certamente quando o fiel começa, por doença ou por velhice, a estar em perigo de morte».

1515. Se um doente que recebeu a Unção recupera a saúde, pode, em caso de nova enfermidade grave, receber outra vez este sacramento. No decurso da mesma doença, este sacramento pode ser repetido se o mal se agrava. É conveniente receber a Unção dos Enfermos antes duma operação cirúrgica importante. E o mesmo se diga a respeito das pessoas de idade, cuja fragilidade se acentua.

«… CHAME OS PRESBÍTEROS DA IGREJA»

1516. Só os sacerdotes (bispos e presbíteros) são ministros da Unção dos Enfermos. É dever dos pastores instruir os fiéis acerca dos benefícios deste sacramento. Que os fiéis animem os enfermos chamarem o sacerdote para receberem este sacramento. E que os doentes se preparem para o receber com boas disposições, com a ajuda do seu pastor e de toda a comunidade eclesial, convidada a rodear, de um modo muito especial, os doentes, com as suas orações e atenções fraternas.

1526. «Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará. E, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tg 5, 14-15).

1527. 0 sacramento da Unção dos Enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que enfrenta as dificuldades inerentes ao estado de doença grave ou de velhice.

1528. 0 tempo oportuno para receber a Santa Unção chegou certamente quando o fiel começa a encontrar-se em perigo de morte, devido a doença ou a velhice.

1529. Todas as vezes que um cristão cai gravemente enfermo, pode receber a Santa Unção; e também quando, mesmo depois de a ter recebido, a doença se agrava.

1530Só os sacerdotes (presbíteros e bispos) podem ministrar o sacramento da Unção dos Enfermos; para isso, empregarão óleo benzido pelo bispo ou, em caso de necessidade, pelo próprio presbítero celebrante.

1531. 0 essencial da celebração deste sacramento consiste na unção na fronte e nas mãos do doente (no rito romano) ou sobre outras partes do corpo (no Oriente), unção acompanhada da oração litúrgica do sacerdote celebrante que pede a graça especial deste sacramento.

1532. A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos:

– a união do doente à paixão de Cristo, para o seu bem e para o de toda a Igreja;
–  o conforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice;
–  o perdão dos pecados, se o doente não pôde obtê-lo pelo sacramento da Penitência;
–  o restabelecimento da saúde, se tal for conveniente para a salvação espiritual;
–  a preparação para a passagem para vida eterna.

No Código de Direito Canônico

Capítulo III DAQUELES A QUEM SE DEVE ADMINISTRAR A UNÇÃO DOS ENFERMOS

Cân. 1004

§ 1. A unção dos enfermos pode ser administrada ao fiel que, tendo atingido o uso da razão, começa a estar em perigo por motivo de doença ou velhice.

§ 2. Pode-se repetir este sacramento se o doente, depois de ter convalescido, recair em doença grave, ou durante a mesma enfermidade, se o perigo se agravar.

Cân. 1005

Na dúvida se o doente já atingiu o uso da razão, se está perigosamente doente, ou se já es tá morto, administre-se este sacramento.

Cân. 1006

Administre-se este sacramento aos doentes que ao menos implicitamente o pediram quando estavam no uso de suas faculdades.

Cân. 1007

Não se administre a unção dos enfermos aos que perseverarem obstinadamente em pecado grave manifesto.

jesusmedico2

Como deve ser administrada a Extrema Unção

O Sacerdote unge o doente com o óleo dos enfermos que é a matéria do Sacramento da Extrema-Unção. Esta unção deve ser feita seis vezes: nos olhos, nas narinas, nos ouvidos, na boca, nas mãos e nos pés. Para cada unção o Padre repete a forma do Sacramento da Extrema-Unção. Temos então:

matéria: o óleo dos enfermos – é um dos óleos consagrados pelo Bispo na Quinta-feira Santa, na Missa Crismal (assim chamada por causa da benção dos óleos). Deve ser obrigatoriamente de oliveira, ou seja, azeite doce.

forma: Por esta santa unção e por sua grande misericórdia, Deus te perdoe tudo que fizeste de mal pela … vista (ouvido, olfato, gosto e palavras, tato, passos)

A Graça Sacramental da Extrema Unção

A parte visível do Sacramento, a matéria e a forma, significam a parte invisível, que é a graça sacramental. Antigamente, usava-se muito o azeite para curar as doenças. Por isso a Igreja usa o óleo dos enfermos para fazer um gesto que se faz para passar o azeite nas feridas. O Padre unge, ou seja, passa o óleo no corpo do doente, e esse gesto, junto com as palavras da forma sacramental, realizam aquilo que eles significam: não a cura do corpo, mas a cura da alma. A alma que recebeu a Extrema-Unção tem seus pecados perdoados e está fortalecida para enfrentar a morte. Além disso, se Deus achar que ela não deve morrer, o Sacramento ajudará também na cura da doença e a pessoa ficará boa.

Efeitos da Extrema Unção

– aumenta a graça santificante restabelecida pela Confissão;

– perdoa os pecados que não puderam ser confessados (se houver contrição);

– destrói as penas temporais devidas aos pecados já perdoados (se houver disposição para isso);

– traz saúde para o corpo, se isso for bom para a alma.

Leia Mais:

 

Escute as músicas sugeridas:

captura-de-pantalla-2011-04-29-a-las-08-23-11

Cura Senhor – Padre Antônio Maria

Sacramento Que Cura – Padre Marcelo Rossi

26º Encontro (Catequese) – Sacramento da Ordem

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 26/40)

images (7)

O sacramento da ordem. Juntamente com o matrimônio, são chamados de sacramento de serviço. Assim, quem é batizado e confirmado (crismado) pode também assumir um serviço especial, pondo-se a serviço de Deus. Isso acontece mediante os sacramentos da ordem e do matrimônio, por isso os mesmos são chamados sacramentos a serviço da comunhão e da missão, pois conferem uma graça especial para uma missão particular na Igreja em ordem à edificação do povo de Deus, contribuindo em especial para a comunhão eclesial e para a salvação dos outros.

folhadeencontromod.3-12

Sugestão para folha de encontro

Neste encontro uma das melhores opções seria ter um convidado para melhor desenvolvimento do tema. Um seminarista ou o pároco seria interessante, mas uma freira também seria muito importante para falar sobre o servir a Deus de uma maneira única.

Também seria muito bom se fosse oferecido um café da manhã,  assim como o sugerido no último encontro  (com pão, bolacha, manteiga, leite, café e frios)

No primeiro momento o encontro pode começar com um Vinde Espírito Santo.

Como canto inicial sugiro Só em Deus – Maria do Rosário

No terceiro momento pode-se apresentar os convidados  (caso haja) e depois servir o café. Após isso deixar que estes falem sobre o que levou a ser padre (ou seminarista ou freira)

Ainda falando sobre o tema deve-se falar sobre como funciona para ser padre e o que é o sacramento da Ordem (isso claro se os convidados não tiverem feito)

Importante que neste encontro as dúvidas sejam tiradas e seja num encontro mais descontraído. Se o pároco da comunidade for o convidado é muito interessante se ele puder contar sua história.

No quinto momento podemos fazer uma dinâmica de missão que é bem simples:

  1. Providenciar tiras de papel e canetas
  2. Cada um pega um papel e uma caneta e escreve sua intenções de oração para a semana
  3. Depois todos rezam juntos um Creio
  4. Troca-se os papéis e as pessoas tem a missão de rezar pelo outro durante a semana

No próximo momento podemos cantar a música Lindo Céu – Adriana Arydes e como oração final sugiro um Salve Rainha

Salve Rainha

Salve, Rainha,

Mãe misericordiosa,

vida, doçura e esperança nossa, salve!

A vós bradamos os degregados filhos de Eva.

A vós suspiramos, gemendo e chorando

neste vale de lágrimas.

Eias pois, advogada nossa,

esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,

e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,

bendito fruto de vosso ventre,

ó clemente,

ó piedosa,

ó doce sempre Virgem Maria.

Rogais por nós Santa Mãe de Deus.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amém.

Aprofundamento para o catequista

Cada pessoa nasce com um dom especial. Muitas pessoas acabam sendo chamadas para o serviço da igreja e por isso acabam recebendo o Sacramento da Ordem. A ordem é o sacramento graças o qual a missão confiada por Cristo aos Seus apóstolos continua a ser exercida na Igreja até o fim dos tempos. Nela, quem é ordenado recebe o dom do Espírito Santo, concedido por Cristo pelo bispo e que lhe dá autoridade sagrada. Nele, o sacerdote continua sobre a terra a obra redentora de Cristo, afirma São João Maria Vianney.

O ministério conferido pelo sacramento da Ordem consiste num outro tipo de participação na missão de Cristo, ou seja, no serviço em nome e na pessoa de Cristo no meio da comunidade. Além disso, o sacerdócio ministerial confere um poder sagrado para esse serviço dos fiéis. Esse serviço consiste no ensino, no culto divino e no governo pastoral.
No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja enquanto Cabeça de seu Corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício redentor, Mestre da Verdade. A Igreja expressa isso dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age “In persona Christi Capitis”, ou seja, na pessoa de Cristo-Cabeça.

formacao_o-sacramento-da-ordem.jpg

Por que é chamado sacramento da ordem?

Chama-se ordem este sacramento, pois indica um corpo eclesial, do qual se passa a fazer parte, mediante uma especial consagração (ordenação), que, por um particular dom do Espírito Santo, permite exercer um poder sagrado em nome de Cristo e com a autoridade d’Ele, para o serviço do povo de Deus. Compõe-se de três graus, que são insubstituíveis para a estrutura orgânica da Igreja: o episcopado, o presbiterado e o diaconato.

Os sacerdotes na Antiga Aliança encararam a sua missão como uma mediação entre o celeste e o terreno, entre Deus e o Seu povo. Sendo Cristo o único mediador entre Deus e a humanidade (cf. I Tm 2,5), Ele aperfeiçoou e concluiu esse sacerdócio. Depois de Cristo, o sacerdócio só pode existir em Cristo, na imolação d’Ele na cruz e por Seu chamamento e  envio apostólico.

O efeito da ordenação episcopal confere a plenitude do sacramento da ordem, faz do bispo o legítimo sucessor dos apóstolos, confere-lhe a missão de ensinar, santificar e governar. O ministério do bispo é, no fundo, o ministério pastoral da Igreja, porque remonta às testemunhas de Jesus. (Texto Formação Canção Nova)

O bispo é o único que pode tornar o leigo um diácono, sacerdote ou outro bispo. Para que isso aconteça e seja válido, o bispo ordenante deve ter sido validamente ordenado, isto é, que esteja na linha da sucessão apostólica, e em comunhão com a Igreja toda, principalmente com o Sumo Pontífice (o Papa).

Os padres somente podem exercer seu ministério na dependência do bispo e em comunhão com ele. Já para a legítima ordenação de um Bispo, é hoje exigida uma especial intervenção do Bispo de Roma (o Papa), por causa de sua qualidade de vínculo visível supremo da comunhão das Igrejas particulares (as dioceses) na única Igreja e garantia da sua liberdade.
A ordenação de mulheres não é possível porque o Senhor Jesus escolheu homens para formar o colégio dos doze Apóstolos, e os apóstolos fizeram o mesmo quando escolheram os colaboradores que seriam seus sucessores na missão. O colégio dos bispos, ao qual os presbíteros estão unidos no sacerdócio, torna presente e atualiza, até o retorno de Cristo, o colégio dos doze. A Igreja se reconhece ligada a essa escolha do próprio Senhor.

O sacramento da Ordem é concedido uma vez por todas, ou seja, não pode ser repetido, pois confere um caráter espiritual indelével, ou seja, para sempre. Assim, um padre que deixe o ministério para casar-se, por exemplo, continua sendo padre. Se ficar viúvo e quiser voltar a exercer o ministério, não precisa ser ordenado novamente, bastando seguir as orientações da Igreja a esse respeito.

Por falar nisso, é bom lembrar que na Igreja de rito latino somente o diácono pode ser casado; o bispo e o padre devem ser solteiros ou, em alguns casos, viúvos. Entretanto, se o diácono permanente casado ficar viúvo, não poderá mais se casar. Há ainda a possibilidade de um diácono permanente se tornar padre. Caso ele fique viúvo, sua família (no caso filhos e netos) aceitem e o bispo também aceite o pedido. Na Arquidiocese de Campinas o Padre Jamil Cury Sawaya, era um diácono permanente que se tornou viúvo e optou por se tornar padre com a anuência do Arcebispo  Dom Aírton José dos Santos em 2016. Mas é um fato até raro.

O padre

Muitas pessoas acham que o padre só atua nas missas, mas não é verdade. Muitos padres (a maioria na verdade) além de cuidarem da Paróquia onde atuam, e vale lembrar que existem paróquias com 10 comunidades, são professores, coordenam Pastorais a nível de Diocese como a Pastoral Carcerária, Pastoral da Juventude, etc. Também atuam na Forania  ( que a grosso modo é a reunião das paróquias de determinada região ), outros trabalham com a Pascom  (Pastoral da Comunicação ) da Arquidiocese, escrevem livros, visitam hospitais, organizam retiros e sempre estão estudando. Sem esquecer que vão nos cemitérios visitar as famílias enlutadas junto com a Pastoral das Exéquias.

As freiras também realizam um trabalho muito importante de acolhida de fiéis, de docência, cuidam de crianças, idosos, escrevem livros, atuam junto às comunidades  e muitas outras coisas.

A Igreja Católica ainda não admite que mulheres sejam ordenadas como presbíteras . Em novembro de 2016 o Papa Francisco meio que jogou um balde de  água fria em muitas pessoas ao afirmar que a proibição de mulheres se tornarem padres será para sempre. Segundo o Papa foi o Papa João Paulo II quem deu a palavra final dizendo que Jesus escolheu somente homens como apóstolos. Complicado opinar já que é a palavra do papa

 

Papa

Papa Francisco

Declaração do Papa Francisco

Formação dos Padres

O padre tem que estudar 8 anos. Faz faculdade de Filosofia por 4 anos e depois 4 anos de Teologia. Mas a formação total demora até 9 anos pois neste meio tempo é comum o seminarista passar por um ano sabático, para ver se realmente a sua vocação é ser padre. O chamado seminarista reside num seminário da ordem sacerdotal que escolheu ou foi acolhido. O seminário é uma casa onde o seminarista vive e também estuda um pouco mais, também pratica a leitura da Bíblia e as orações.  Quem paga toda a formação do seminarista é a ordem sacerdotal ou a diocese que fará parte.

Depois de formado o seminarista vira diácono, depois padre e assim por diante.

Artigo 6 – Sacramento da Ordem

Transcrição CIC 1590-1600

1590. São Paulo ao seu discípulo Timóteo: «Exorto-te a que reavives o dom que Deus depositou em ti, pela imposição das minhas mãos» (2 Tm 1, 6), e «aquele que aspira ao lugar de bispo, aspira a uma nobre função» (1 Tm 3, 1). A Tito, o mesmo Apóstolo dizia: «Se te deixei em Creta, foi para acabares de organizar o que faltava e estabelecer anciãos em cada cidade, como te havia ordenado» (Tt 1, 5).

1591. A Igreja é, na sua totalidade, um povo sacerdotal. Graças ao Batismo, todos os fiéis participam no sacerdócio de Cristo. Esta participação chama-se «sacerdócio comum dos fiéis». Na base deste sacerdócio e ao seu serviço, existe uma outra participação na missão de Cristo: a do ministério conferido pelo sacramento da Ordem, cuja missão é servir em nome e na pessoa de Cristo-Cabeça no meio da comunidade.

1592. O sacerdócio ministerial difere essencialmente do sacerdócio comum dos fiéis, porque confere um poder sagrado para o serviço dos mesmos fiéis. Os ministros ordenados exercem o seu serviço junto do povo de Deus pelo ensino (munus docendi), pelo culto divino (munus-liturgicum) e pelo governo pastoral (munus regendi).

1593. Desde as origens, o ministério ordenado fui conferido e exercido em três graus: o dos bispos, o dos presbíteros e o dos diáconos. Os ministérios conferidos pela ordenação são insubstituíveis na estrutura orgânica da Igreja: sem bispo, presbíteros e diáconos, não pode falar-se de Igreja.

1594. O bispo recebe a plenitude do sacramento da Ordem que o insere no colégio episcopal e faz dele o chefe visível da Igreja particular que lhe é confiada. Os bispos, enquanto sucessores dos Apóstolos e membros do Colégio, têm parte na responsabilidade apostólica e na missão de toda a Igreja, sob a autoridade do Papa, sucessor de São Pedro.

1595. Os presbíteros estão unidos aos bispos na dignidade sacerdotal e, ao mesmo tempo, dependem deles no exercício das suas funções pastorais; são chamados a ser os cooperadores providentes dos bispos; formam, d volta do seu bispo, o presbitério, que assume com ele a responsabilidade da Igreja particular: Os presbíteros recebem do bispo o encargo duma comunidade paroquial ou duma função eclesial determinada.

1596. Os diáconos são ministros ordenados para as tarefas de serviço da Igreja; não recebem o sacerdócio ministerial, mas a ordenação confere-lhes funções importantes no ministério da Palavra, culto divino, governo pastoral e serviço da caridade, encargos que eles devem desempenhar sob a autoridade pastoral do seu bispo.

1597. O sacramento da Ordem é conferido pela imposição das mãos, seguida duma solene oração consecratória, que pede a Deus para o ordinando as graças do Espírito Santo, requeridas para o seu ministério. A ordenação imprime um carácter sacramental indelével.

1598. A Igreja confere o sacramento da Ordem somente a homens (viris) baptizados, cujas aptidões para o exercício do ministério tenham sido devidamente reconhecidas. Compete à autoridade da Igreja a responsabilidade e o direito de chamar alguém para receber a Ordem.

1599. Na Igreja latina, o sacramento da Ordem para o presbiterado, normalmente, apenas é conferido a candidatos decididos a abraçar livremente o celibato e que manifestem publicamente a sua vontade de o guardar por amor do Reino de Deus e do serviço dos homens.

1600. Pertence aos bispos o direito de conferir o sacramento da Ordem nos seus três graus.

Uma boa fonte de estudos sobre o assunto é ver os vídeos em que o Professor Felipe Aquino fala sobre o sacramento da ordem (clique aqui e veja)

 

Escute as músicas sugeridas:

medium_volume1600

 

Só em Deus – Maria do Rosário

Lindo Céu – Adriana Arydes

25º Encontro (Catequese) – Matrimônio

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 25/40)

folhadeencontromod.3-11

Sugestão de Folha de encontro

Sacramentos: Matrimônio

Vigésimo quinto encontro da nossa vivência na fé da nossa catequese. Continuamos falando dos sacramentos e desta vez o tema é o Sacramento do Matrimônio. Uma das sugestões é que este encontro tenha a participação de casais do Grupo de Encontro de Casais ou da pastoral do curso de noivos, ou ainda casais que tenham uma participação na comunidade com experiência (bastante tempo casados na igreja). O ideal seria mesclar casais novos e mais antigos (em tempo de matrimônio), para que o testemunho destas pessoas seja mais elucidativo do que o simples falar do sacramento, abrindo sempre para a troca de experiências.

Considero este tema um dos mais leves para se falar, sem deixar de considerar a sua importância.

Outra sugestão é que seja feito um café da manhã (leite, pão, café, margarina, presunto, mussarela).

Para iniciar sugiro que se recebam os catequizandos sobre o som da Marcha Nupcial apenas para dar um toque mais leve ao encontro.

Como oração inicial sugiro o Vinde Espírito Santo é como canto inicial Que bom que você chegou (Bruna Karla).

Caso haja convidados deve-se sempre apresentar cada um.

Como outro momento podemos perguntar a cada um o que eles acham que é o amor? (Se for o caso eles podem resumir em uma palavra)

Falar sobre o sacramento, importância como um dos sacramentos do serviço e regras para o recebimento (ver aprofundamento para o catequista)

Antes da palestra dos convidados pode-se tocar uma música, sugiro Primeiro Olhar – Anjos de Resgate

Depois os convidados podem falar sobre suas experiências de casados: como chegaram à decisão de se casar, se foi planejado ou não, e como é conviver com o outro no dia a dia. Uma conversa franca, que mostre tanto o lado bom como o lado mais difícil é a melhor forma, sem criar fantasias desnecessárias.

Como momento final pode cantar a música Laços de Amor –  Mensagem Brasil e na oração final revemos uma Ave Maria e um Pai Nosso.

Aprofundamento para o catequista

images (1)

 

O sacramento do Matrimônio junto com o sacramento da Ordem são os chamados Sacramentos do Serviço da Comunhão.

Comunhão vem de comum-união e o sacramento do matrimônio é basicamente isso, viver em comum união com o conjugue.

É acima de tudo no sacramento da família.

Para exemplificar a Bíblia abre logo no Gênesis com a criação de uma família, formada por Adão e Eva e logo depois por seus filhos e fecha com a visão das “núpcias do Cordeiro”(Ap 19).

Em todas as culturas existem a união, o casamento entre um homem e uma mulher. Ver CIC 1604-1605

É em Gênesis 2,18 que está a frase utilizada até hoje nas celebrações do Sacramento do Matrimônio, no momento da cerimônia de entrega do sacramento (chamado de Casamento) fala-se sempre que : “Por isso um homem deixará seu pai e sua mãe,  se une a sua mulher  e eles se tornam uma só carne. “ É uma missão e orientação.

Um dos primeiros grandes feitos de Jesus está justamente no milagre do casamento em Caná na Galileia (Bodas de Caná) onde Jesus orientado por sua mãe transforma água em vinho, mostrando que pode sempre estar ali para auxiliar os casais que creem em Deus.

No Código de Direito Canônico (CDC) cânon 1063 artigo 1 diz: “Pela pregação, pela catequese apropriada aos menores, aos jovens e adultos, mesmo pelo uso dos meios de comunicação social, com que sejam os fiéis instruídos sobre o sentido do matrimônio e o papel dos cônjuges e pais cristãos. “ Então é missão do padre e também das pastorais ajudar neste esclarecimento, apesar de que quando o código foi escrito não existir este meio de divulgação  (neste caso do blog) a orientação se encaixa por se tratar de um meio de comunicação social.

Cerimônia

0151Ricardo-Cintra-Fotografia__RIC0443

A cerimônia onde se é celebrado o Sacramento do Matrimônio é cheia de tradição e em cada cultura tem seus próprios atos.

Porém toda a cerimônia segue o que diz o Missal Romano e em todos os lugares são ditas as mesmas palavras e orações. As regras também são as mesmas em todas as Igrejas Católicas Apostólicas Romanas.

Uma das tradições é a noiva usar branco simbolizando pureza (antes também simbolizava a virgindade). Existe também o simbolo mais tradicional ainda, que são as alianças simbolizando que cada casal tem um compromisso e fez uma aliança com o outro, aliança está que não deve ser quebrada e o arco (da aliança) mostra isso. O buquê é um adorno apenas que com o tempo se tornou tradicional já que acaba sendo jogado (numa superstição) na festa para as “solteiras”. Os padrinhos e os pais em volta do altar não são meros enfeites são as testemunhas do enlace matrimonial, é pelo menos dois casais de cada lado tem que assinar o registro como testemunhas.

Regras para a concessão do Sacramento:

  1. Deve-se procurar a secretaria da paróquia e ver a data para o casamento, isso com antecedência e antes de marcar a data no cartório (muitos fazem o contrário e acabam com um problema). Importante procurar a igreja antes por uma questão de agenda do padre e da própria igreja.
  2. Entra-se com a documentação necessária com bastante antecedência (é necessário que se tenha recebido os sacramentos da iniciação cristã para poder solicitar o sacramento do matrimônio). Um dos documentos mais importantes é o que atesta que a pessoa foi batizada e este documento, chamado batistério tem que ter no máximo 6 meses da data que foi solicitado. Explicando: quando a pessoa pede o sacramento do matrimônio é necessário que seja solicitado junto a igreja em que foi batizada um batistério atualizado com no máximo 6 meses antes do pedido do sacramento. Cada um dos pretendentes deve entregar o seu. Caso A pessoa esteja longe do local onde foi batizada e não tenha como buscar este documento pode se pedir auxílio para a secretaria da igreja aonde irá se casar. O batistério atualizado serve para confirmar se nenhum dos pretendentes está casado na igreja
  3. A secretaria da igreja lança um documento chamado Proclamas, que consiste em se tornar público a intenção de cada um do casal em contrair o matrimônio na igreja, este informe é colocado em local visível na comunidade por pelo menos 1 mês, é ser anunciado durante as missas. Os Proclamas servem também para que as pessoas da comunidade possam informar caso saibam que alguns dos pretendentes não sejam realmente livres (solteiro, viúvo) e vivam outra relação fora da que pretende contrair oficialmente. Vale dizer que o cartório onde é feito a entrada para os papéis do casamento também lança um Edital de Proclamas
  4. Neste ínterim deve-se fazer o que chamamos de Curso de Noivos
  5. Depois de tudo isso: casamento agendado, autorização liberada, curso completado, é feita uma entrevista com o padre. Cada um dos pretendentes faz esta entrevista
  6. Realiza-se a cerimônia (detalhe apenas será realizada com a Certidão Civil de Casamento efetivada no cartório antes da cerimônia religiosa) Vale lembrar que é possível realizar ambas as cerimônias ao mesmo tempo, desde que o Juiz de Paz vá até a igreja e faça o casamento Civil durante a celebração religiosa, claro que isto tem um custo maior para o casal.
  7. Após a cerimônia são enviadas cópias da Certidão de Casamento Religioso para as igrejas onde cada um dos cônjuges foi batizada para averbação, além do registro no Sistema Digital da Igreja e no livro do Matrimônio da Paróquia onde foi realizado o casamento.

(Agradecimento especial pela consultoria realizada à Fabiana Aparecida, secretária da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Sumaré, SP).

CDC (Código de Direito Canônico) 1055-1057

1055 – § 1. A aliança matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma parceria de toda a vida, por sua natureza ordenada para o bem dos cônjuges e à geração e educação dos filhos, entre os batizados, foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento .

§2º. Portanto, entre os batizados não pode ser um contrato de casamento válido, é por isso mesmo sacramento.

Pode. 1056 – As propriedades essenciais do matrimônio são a unidade e indissolubilidade, que no matrimônio cristão obter uma firmeza especial em razão do sacramento.

Pode. 1057 – § 1. O ato que constitui o casamento é o consentimento das partes, legitimamente manifestado entre pessoas juridicamente capazes; não podem ser fornecidos por qualquer poder humano.

§2º. consentimento matrimonial é um ato de vontade pelo qual um homem e uma mulher, por aliança irrevogável, se entregam e aceitar-se a estabelecer o casamento.

Sacramento-do-Matrimonio-Casamento-Caminho-Sagrado

Lembrando:

  • Viúvos podem casar novamente na igreja
  • A antiga frase: “Se alguém souber de algo que impeça a realização deste matrimônio fale agora ou cale-se para sempre.” Está em desuso ultimamente visto que o Proclamas e a verificação anterior da situação de cada conjugue. Porém alguns padres ainda a usam, mais pela tradição.
  • O casamento é indissolúvel. O que Deus uniu o homem não separa, por isso mesmo é importante se ter a certeza do desejo, da coragem e de toda a responsabilidade para se receber este sacramento
  • Casamento pode ser dissolvido em casos de descoberta de algo que impeça a consumação do matrimônio é que foi deliberadamente escondido de um dos cônjuges (uma doença grave, por exemplo). Também em casos de descoberta de uma relação oculta em curso (um dos cônjuges ter uma esposa (o) e está relação ser efetiva, mesmo sem ser oficializada no papel, É também crime pois bigamia no Brasil também está sujeito às penas da lei civil). E em casos que o casamento foi feito sobre ameaça. Em caso de não consumação do matrimônio (não ter tido ato sexual por vontade própria, ou seja, não querer ter relação com o cônjuge) Para isso é preciso mover um processo no Tribunal Eclesiástico. Ver CDC 1063-1165

Temos notado que muitas pessoas acabam se casando sem ter a verdadeira intenção de constituir família, e usando um chavão muito em uso: “Se não der certo, separa.” Para a igreja esta frase não existe pois se quer crer que quando duas pessoas decidem coabitar e optam por  receberem o sacramento do Matrimônio, estas pessoas sejam maduras o suficiente para ter ciência de todas as dificuldades da convivência a dois e de como é importante o diálogo, respeito e amor entre as partes para tudo. A missão da igreja não é apenas administrar o sacramento, mas sim servir de apoio em todas as horas, e cabe ao casal não esperar que tudo se acabe antes de se apegarem a Jesus e procurarem a igreja para se apoiarem.

images

Artigo 7: O Sacramento do Matrimônio

Transcrição CIC 1659-1666

1659. São Paulo diz: «Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja […] É grande este mistério, que eu refiro a Cristo e à Igreja» (Ef 5, 25.32).

1660A aliança matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma comunidade íntima de vida e de amor; foi fundada e dotada das suas leis próprias pelo Criador: Pela sua natureza, ordena-se ao bem dos cônjuges, bem como à procriação e educação dos filhos. Entre os baptizados ,foi elevada por Cristo Senhor à dignidade de sacramento.

1661. O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja. Confere aos esposos a graça de se amarem com o amor com que Cristo amou a sua Igreja; a graça do sacramento aperfeiçoa assim o amor humano dos esposos, dá firmeza à sua unidade indissolúvel e santifica-os no caminho da vida eterna.

1662O Matrimônio assenta no consentimento dos contraentes, quer dizer; na vontade de se darem mútua e definitivamente, com o fim de viverem uma aliança de amor fiel e fecundo.

1663. Uma vez que o Matrimônio estabelece os cônjuges num estado público de vida na Igreja, é conveniente que a sua celebração seja pública, integrada numa celebração litúrgica, perante o sacerdote (ou testemunha qualificada da Igreja), as testemunhas e a assembleia dos fiéis.

1664A unidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade são essenciais ao Matrimônio. A poligamia é incompatível com a unidade do Matrimônio; o divórcio separa o que Deus uniu; a recusa da fecundidade desvia a vida conjugal do seu «dom mais excelente», o filho.

1665O novo casamento dos divorciados, em vida do cônjuge legítimo, é contrário ao desígnio e à Lei de Deus ensinados por Cristo. Eles não ficam separados da Igreja, mas não têm acesso à comunhão eucarística. Viverão a sua vida cristã sobretudo educando os filhos na fé.

1666O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. É por isso que a casa de família se chama, com razão, «Igreja doméstica», comunidade de graça e de oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã.

 

captura-de-pantalla-2011-04-29-a-las-08-23-11

Ouça as músicas sugeridas:

Que bom que você chegou – Bruna Karla

Laços de Amor – Missão Mensagem Brasil

Primeiro Olhar – Anjos de Resgate

 

Leia também:

24º Encontro (Catequese) – Reconciliação (Confissão)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 24/40)

folhadeencontromod.3-14

Sugestão para folha de encontro

Neste encontro vamos falar de um dos sacramentos que podem ser renovados durante praticamente toda a vida do católico. O sacramento da Reconciliação  (reconciliar é voltar a ter um relacionamento mais próximo de Deus através do perdão dos pecados) mais popularmente conhecido como Confissão. Todos os catecúmenos, catequizandos e crismandos adultos devem receber este sacramento antes mesmo de receberem os demais sacramentos da iniciação cristã.

Para iniciar sugiro que cantemos a música Deus é Capaz (Vida Reluz) já para entrar no clima. Na sequência poderemos rezar um Pai Nosso.

Para ilustrar pode ser encenada a passagem da Mulher Adúltera Jo 8,1-11  

Ou exibir o vídeo A Mulher Adúltera

Comentário: todos podem pecar, mas Deus quer perdoar a todos, desde que tenha arrependimento. O julgamento das outras pessoas não é o mais importante para Deus. Veja como Jesus perdoa já inquirindo os demais sobre ter ou não pecados e também note como ele instruiu a mulher a não pecar mais. A confissão é isso, perdoa-se os pecados mas pede-se que evite pecar de novo.

Falar sobre o tema do sacramento da Reconciliação

Fazer um breve exame de consciência  (lembrando que este tema já foi abordado no 19° encontro):

  1. Que imagem eu tenho de mim mesmo? Positiva ou negativa?
  2. Eu gosto de mim mesmo?
  3. Que imagem as outras pessoas tem de mim? (Pense emnpell menos 3 amigos e o que eles responderiam se você perguntasse: Como você me vê?)
  4. Com quem me identifico mais: pai, mãe, avós, irmãos? Por quê?
  5. Como enfrento a solidão em minha vida?
  6. Como está minha vida emocional? Ela tem equilíbrio?
  7. Tenho amigos?
  8. Atualmente tenho dificuldades para rezar? Quais? Porquê?
  9. O que precisa ser curado em mim?
  10. Consigo falar com Deus? Qual a maior experiência que tive com Jesus?
  11. A igreja está sendo importante para mim? E a catequese?
  12. Durante a semana, em quais momentos fico mais estressado ou perco o controle de mim mesmo? Porquê?

Como parte da oração final podemos fazer uma reflexão escutando a música Hoje Livre Sou (Ministério Adoração e Vida) de olhos fechados e de pé. Como forma de dizer que o perdão liberta.

Depois fechamos com um Pai Nosso, Ave Maria e Vinde Espírito Santo

Aprofundamento para o catequista

confessoestrela

 “A Confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a igreja.” (CIC 1484)

A Confissão é o sacramento que nos conduz à adoração. É uma experiência de oração e de adoração. Por isso devemos receber todos os sacramentos, especialmente o da Reconciliação também em oração e adoração. O penitente deve se confessar orando a Deus e o sacerdote aconselhá-lho orando a Deus. É e deve ser sempre uma oração sincera de perdão. Neste processo a pessoa é curada em seus desequilíbrios emocionais, que não estão diretamente sob o controle de sua vontade. E como muitas das curas em nós implicam em perdão, através deste o equilíbrio emocional é restaurado e o caminho para a cura física também fica aberto (cf. 2Sm 12,1-15;Jo 20,22-23;Tg 5,16; 1Jo 1,7-10; Lc 15,11-32) folheto Confissão, da Associação do Senhor Jesus

Os efeitos do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus e portanto o perdão dos pecados;
– a reconciliação com a Igreja; a recuperação, se perdida, do estado de graça;
– a remissão da pena eterna merecida por causa dos pecados mortais e, ao menos em parte, das penas temporais que são consequência do pecado;
– a paz e a serenidade da consciência, e a consolação do espírito;
– o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão
O apelo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados os quais têm a necessidade da conversão. Esta conversão é um empenho contínuo para toda a Igreja.

a-mulher-adultera

Sacramento da Reconciliação

O Sacramento da Reconciliação é um dos chamados sacramentos de cura

Este sacramento é também chamado de Confissão e em alguns lugares de Penitência,  mas na verdade trata-se do mesmo sacramento e algumas de suas partes. Ver CIC 1423-1424

Basicamente o sacramento é concedido desta maneira:

  • Quem recebe a confissão é o ministro ordenado,nou seja o padre. Este fez um boto de silêncio e não pode revelar nada do que foi dito em confessionário. Na realidade após a conversa e o aconselhamento, em muitos casos cabe uma penitência tudo o que foi dito deve ser esquecido pelo padre ou ao menos guardado e nunca revelado.
  • Confessionário: As igrejas mais antigas possuem um espaço chamado confessionário, onde o padre ficava de um lado e a pessoa de outro separados por uma treliça que impedia a revelação da identidade do confessante. Mas ultimamente este espaço não existe nas novas construções, porém o padre

recebe as pessoas que vão confessar em um ambiente privativo e discreto onde é garantida a confidencialidade e sigilo, e onde ninguém mais estará ouvindo. Por isso hoje é aconselhável marcar um horário com o padre anteriormente, porém este receberá as confissões assim que for solicitado. Ver direito canônico 959-986 e CIC 1464

  • Contrição: entre os atos do penitente, a contrição vem em primeiro lugar. Consiste “numa dor da alma e detestação do pecado cometido, com a resolução de não pecar mais no futuro “ trocando em miúdos, é quando todos os pecados cometidos começam a incomodar a pessoa ver CIC 1451-1453
  • Muitas vezes o impulso de pedir o perdão através da confissão não deixa espaço para um bom exame de consciência, o que seria muito bom se fazer, para se ter uma boa ideia do que falar na confissão. CIC 1454
  • Confessar: um outro passo é procurar a igreja e o padre para fazer a sua confissão, contar o que incomoda, os pecados mortais e apesar de não ser estritamente necessária, a confissão das faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente recomendada pela igreja. CIC 1458
  • Orientação: o padre orienta o penitente sobre o que foi contado. Não é a condenação, mas sim uma boa conversa, onde a oração e a evangelização estão a frente
  • Penitência: a penitência imposta pelo confessor deve levar em conta a situação pessoal do penitente e procurar seu bem espiritual. Pode constituir na oração, numa oferta, em obras de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, etc. Nunca em algo que vá prejudicar o fiel.
  • É orientado que todo católico ao menos uma vez por ano receba o sacramento da Reconciliação, principalmente aqueles que já receberam o sacramento da Eucaristia é comungam regularmente.

Porque reconciliar-se?

“A reconciliação torna-se necessária porque se deu a ruptura do pecado, da qual derivaram todas as outras formas de ruptura no íntimo do homem e à sua volta.
A reconciliação, portanto, para ser total exige necessariamente a libertação do pecado, rejeitado nas suas raízes mais profundas. Por isso, há uma estreita ligação interna, que une conversão e reconciliação: é impossível dissociar as duas realidades, ou falar de uma sem falar da outra.

confissao

A nova vida da graça, recebida no Batismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência). O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento, para a conversão dos batizados que pelo pecado d’Ele se afastaram. Na tarde de Páscoa, o Senhor se mostrou aos Apóstolos e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoar os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos» (Jo 20, 22-23).

O pecado é uma ofensa a Deus, na desobediência ao seu amor. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício.

Podemos ainda distinguir entre pecado mortal e venial. Comete-se pecado mortal quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Este pecado destrói a caridade, priva-nos da graça santificante e conduz-nos à morte eterna do inferno, se dele não nos arrependermos. É perdoado ordinariamente mediante os sacramentos do Batismos e da Penitência ou Reconciliação.

O pecado venial, que difere essencialmente do pecado mortal, comete-se quando se trata de matéria leve, ou mesmo grave, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento. Não quebra a aliança com Deus, mas enfraquece a caridade; manifesta um afeto desordenado pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem moral; merece penas purificatórias temporais.

Cristo confiou o ministério da reconciliação aos seus Apóstolos, aos Bispos seus sucessores e aos presbíteros seus colaboradores, os quais portanto se convertem em instrumentos da misericórdia e da justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados no Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todo o fiel, obtida a idade da razão, é obrigado a confessar os seus pecados graves ao menos uma vez por ano e antes de receber a Sagrada Comunhão. Devem-se confessar todos os pecados ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados é o único modo ordinário para obter o perdão. Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, todo o confessor está obrigado a manter o sigilo sacramental, isto é, o absoluto segredo acerca dos pecados conhecidos em confissão, sem nenhuma exceção e sob penas severíssimas.” (Blog Formação Canção Nova)

Transcrição do CIC 1485-1498

jesus

1485. «Na tarde da Páscoa, o Senhor Jesus apareceu aos seus Apóstolos e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos”» (Jo 20, 22-23).

1486. 0 perdão dos pecados cometidos depois do Baptismo é concedido por meio dum sacramento próprio, chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação.

1487. Quem peca, ofende a honra de Deus e o seu amor, a sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus, e o bem-estar espiritual da Igreja, da qual cada fiel deve ser pedra viva.

1488. Aos olhos da fé, não existe mal mais grave do que o pecado; nada tem piores consequências para os próprios pecadores, para a Igreja e para todo o mundo.

1489Voltar à comunhão com Deus, depois de a ter perdido pelo pecado, é um movimento nascido da graça do mesmo Deus misericordioso e cheio de interesse pela salvação dos homens. Deve pedir-se esta graça preciosa, tanto para si mesmo como para os outros.

1490O movimento de regresso a Deus, pela conversão e arrependimento, implica dor e aversão em relação aos pecados cometidos, e o propósito firme de não tornar a pecar no futuro. Portanto, a conversão refere-se ao passado e ao futuro: alimenta-se da esperança na misericórdia divina.

1491. O sacramento da Penitência é constituído pelo conjunto de três actos realizados pelo penitente e pela absolvição do sacerdote. Os actos do penitente são: o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a reparação e as obras de reparação.

1492. O arrependimento (também chamado contrição) deve inspirar-se em motivações que brotam da fé. Se for motivado pelo amor de caridade para com Deus, diz-se «perfeito»; se fundado em outros motivos, diz-se «imperfeito».

1493Aquele que quer obter a reconciliação com Deus e com a Igreja, deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não tiver confessado e de que se lembre depois de ter examinado cuidadosamente a sua consciência. A confissão das faltas veniais, sem ser em si necessária, é todavia vivamente recomendada pela Igreja.

1494. O confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos actos de «satisfação» ou «penitência», com o fim de reparar o mal causado pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios dum discípulo de Cristo.

1495. Só os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver; podem perdoar os pecados em nome de Cristo.

1496. Os efeitos espirituais do sacramento da Penitência são:

– a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recupera a graça;
–  a reconciliação com a Igreja;
–  a remissão da pena eterna, em que incorreu pelos pecados mortais;
–  a remissão, ao menos em parte, das penas temporais, consequência do pecado;
–  a paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
–  o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão.

1497. A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja.

1495. Por meio das indulgências, os fiéis podem obter para si próprios, e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, consequência do pecado

Leia mais:

 

Introduzindo uma novidade:

Estou introduzindo este espaço para que você possa ouvir as músicas sugeridas nos encontros, assim que puder vou atualizar as postagens anteriores, deixe a sua opinião.

captura-de-pantalla-2011-04-29-a-las-08-23-11

 

 Deus é Capaz – Vida Reluz

Hoje Livre Sou – Ministério Adoração e Vida