Feliz Ano Novo em Cristo

Formação: Ano Litúrgico

O admirabile commercium! Creator generis humani, anima corpus sumens, de Virgine nasci digna tus est; et procedens homo sine semine, largitus est nobis suam deitatem.

christmas-jesus-birth-celebration-1451015165_835x547

O Ano Litúrgico de 2019 acabou e se inicia um novo ano no dia 1 de dezembro com o Primeiro Domingo do Advento. Será o Ano A (Mateus), ou seja a grande maioria das leituras do ano será tirada do Evangelho de Mateus.

Vale dizer que o ano B é o Evangelho de Marcos e o ano C é o Evangelho de Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades. Para este Evangelho não existe um Ano Litúrgico.

Pela tradição este é o dia correto para se montar a sua árvore de Natal e decorar sua casa. Para quem é católico pelo menos. Infelizmente as pessoas seguem o que diz os shoppings e as propagandas e começam a decorar suas casas para o Natal ainda em novembro. É pecado? Não. Apenas demonstra que está faltando mais atenção nas missas e talvez você não tenha feito uma boa catequese. Na melhor das hipóteses você se esqueceu do que aprendeu (acho difícil).

Pois bem o Advento é a preparação para o nascimento de Jesus (a memória). São 4 domingos em que a igreja se prepara de maneira especial para a segunda grande celebração do ano litúrgico: o nascimento de Jesus. A primeira é a Imaculada Conceição de Nossa Senhora (8 de dezembro).

O Advento também marca o início do novo ano da igreja Católica. Em 2019 foi no dia 1º de dezembro, em 2020 será em 29 de novembro, sempre quatro domingos antes do dia 25 de dezembro.

O ano civil continua e só termina no dia 31 de dezembro, e as pessoas comemoram muitas vezes enlouquecidamente. Pior, a maioria são católicos que não percebem que o nosso novo ano já se iniciou.

A maioria das grandes religiões tem uma data especifica para marcar o início do ano. Os judeus comemoram o  , os indianos o , budistas , muçulmanos  .

Com o início do Advento também se inicia o Ano Litúrgico, que são ciclos dentro da igreja para se rezar e evangelizar através da Palavra de Deus. Sendo que estes ciclos são divididos entre: Tempo do Advento, Tempo do Natal, Primeira Parte do Tempo Comum, Tempo da Quaresma, Tempo Pascal e Segunda Parte do Tempo Comum. O ano litúrgico termina com a Festa de Cristo Rei.

Interessante se pensar que o ano litúrgico começa logo com Maria, mãe de Jesus. “Ao celebrar o ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com particular amor a bem-aventurada mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho; em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com alegria como puríssima imagem do que ela própria anseia e espera ser em sua totalidade. ” (CIC 1172)

A preparação para a vinda de Jesus atravessou séculos e foi preparada de tal maneira por Deus, que cada fato na história da fé está intimamente ligada ao ápice do nascimento de Jesus. (Vide CIC 522-524).

Até mesmo a cena do nascimento numa manjedoura e numa família pobre mostra muita coisa, abre e deixa claro que a salvação é para todos e mesmo os mais humildes e pobres serão agraciados. “Tornar-se criança” em relação a Deus é a condição para entrar no Reino; para isso é preciso humilhar-se, tornar-se pequeno; mais ainda: é preciso “nascer do alto” (Jo 3,7), “nascer de Deus” para tornar-nos filhos de Deus. O mistério do Natal realiza-se em nós quando Cristo “toma forma” em nós. (CIC 525-526).

Então não é um tempo sem sentido, e a preparação deve ser ainda mais intensa.

Geralmente são realizadas novenas natalinas nas casas e assim a igreja sai do seu ponto estático (o Templo) e leva esta palavra as casas dos fiéis. Penetra nas famílias levando o Advento também para os lares. Muito como um convite a vir visitar a casa de Jesus, ou melhor, visitar e esperar o nascimento do Senhor. Assim como a estrela guiou os reis pelo deserto, as novenas e principalmente os domingos do Advento são o brilho desta estrela que repousará sobre cada um e também sobre a manjedoura que acolhe o próprio Deus encarnado como homem.

Então Feliz Ano Novo cristão.

E descubra todo o significado do Advento participando das Missas e abrindo sua casa para as novenas de Natal. O que você chama de Espírito Natalino é nada mais, nada menos que a acolhida da Sagrada Família à espera da memória do nascimento de Jesus.

ano-liturgico-ciclo

Como é Calculado o Ano Litúrgico?

Muito simples, apenas somando os algarismos do ano. Para se determinar qual é o Ano A, B ou C, procede-se da maneira seguinte: Pela letra C, designa-se o ano cujo número for divisível por três, como se o ciclo começasse no primeiro ano da contagem cristã. Deste modo, o Ano 1 teria sido o Ano A, o Ano 2 o Ano B, o Ano 3 o Ano C, e os Anos 6, 9, 12… novamente o Ano C. O ano em que a soma dos algarismos for um número múltiplo de 3 é do ciclo C.

Seguindo este critério temos: 2017 = 2+0+1+7= 10 (9, múltiplo de 3, + 1), portanto, foi Ano A. O ano seguinte, 2018, logicamente, Ano B. E o ano litúrgico de 2019 será o ano C, por ser múltiplo de 3. Não existe erro! É fácil.

É evidente que cada ciclo se desenvolve conforme a estrutura do ano litúrgico, isto é, a partir da primeira semana do Advento, que ocorre no ano civil anterior.

“As leituras Bíblicas que ocorrem nas celebrações, caracterizam-se com o chamado Ano Litúrgico, criado para acompanharmos através das leituras dos textos bíblicos (Evangelho e outros livros), a vida de Jesus em ordem cronológica do nascimento até a ascensão aos céus. Assim, ouvimos nas celebrações textos que falam do anúncio do Messias, da encarnação, de seu ministério público com milagres, do chamado ao discipulado, discursos, parábolas até culminarmos com Sua morte e ressurreição nos preparando para a Parusia, ou seja, do Cristo Rei do Universo no final do ano litúrgico.

Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C. Em cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, para o ano B e para o ano C. A ideia desta distribuição de textos bíblicos ao longo de três anos tem como objetivo se ter uma visão e leitura de toda a Bíblia.” (trecho de texto do site Rumo a Santidade)

Constituição Sacrosanctum Concilium determinou:

«Prepare se para os fiéis, com maior abundância, a mesa da Palavra de Deus: abram se mais largamente os tesouros da Bíblia, de modo que, dentro de um período de tempo estabelecido, sejam lidas ao povo as partes mais importantes da Sagrada Escritura»

cesar-nome

 

 

Tempo do Natal (Catecismo da Igreja Católica)

522 A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da “Primeira Aliança”, tudo ele faz convergir para Cristo; anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel. Desperta, além disso, no coração dos pagãos a obscura expectativa desta vinda. (Parágrafos relacionados: 711,762)

523 São João Batista é o precursor imediato do Senhor, enviado para preparar-lhe o caminho.

“Profeta do Altíssimo” (Lc 1,76), ele supera todos os profetas, deles é o último, inaugura o Evangelho; saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe e encontra sua alegria em ser “o amigo do esposo” (Jo 3,29), que designa como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Precedendo a Jesus “com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), dá-lhe testemunho por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, seu martírio. (Parágrafos relacionados: 712,720)

524 Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda. Pela celebração da natividade e do martírio do Precursor, a Igreja se une a seu desejo: “É preciso que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30). (Parágrafo relacionado: 1171)

O MISTÉRIO DO NATAL

525 Jesus nasceu na humildade de um estábulo, em uma família pobre; as primeiras testemunhas do evento são simples pastores. É nesta pobreza que se manifesta a glória do Céu. A Igreja não se cansa de cantar a glória dessa noite: Hoje a Virgem traz ao mundo o Eterno. (Parágrafos relacionados: 437,2443)

E a terra oferece uma gruta ao Inacessível.

Os anjos e os pastores o louvam

E os magos caminham com a estrela.

Pois Vós nascestes por nós, Menino, Deus eterno!

526 “Tornar-se criança” em relação a Deus é a condição para entrar no Reino; para isso é preciso humilhar-se, tornar-se pequeno; mais ainda: é preciso “nascer do alto” (Jo 3,7), “nascer de Deus” para tornar-nos filhos de Deus. O mistério do Natal realiza-se em nós quando Cristo “toma forma” em nós. O Natal é o mistério deste “admirável intercâmbio:

O admirabile commercium! Creator generis humani, anima corpus sumens, de Virgine nasci digna tus est; et procedens homo sine semine, largitus est nobis suam deitatem (Admirável intercâmbio! O Criador da humanidade, assumindo corpo e dignou-se nascer de uma Virgem; e, tomando-se homem intervenção do homem, nos doou sua própria divindade!)

O ANO LITÚRGICO

1168 Partindo do tríduo pascal, como de sua fonte de luz, o tempo novo da Ressurreição enche todo o ano litúrgico com sua claridade. Aproximando-se progressivamente de ambas as vertentes desta fonte, o ano é transfigurado pela liturgia. É realmente “ano de graça do Senhor”. A economia da salvação está em ação moldura do tempo, mas desde a sua realização na Páscoa de Jesus e a efusão do Espírito Santo o fim da história é antecipado, “em antegozo”, e o Reino de Deus penetra nosso tempo.

1169 Por isso, a páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a “festa das festas”,

“solenidade das solenidades”, como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos (o grande sacramento). Santo Atanásio a denomina “o grande domingo como a semana santa é chamada no Oriente “a grande semana”. O mistério da ressurreição, no qual Cristo esmagou a morte, penetra nosso velho tempo com sua poderosa energia até que tudo lhe seja submetido.

1170 No Concílio de Nicéia (em 325), todas as Igrejas chegaram a um acordo acerca de que a páscoa cristã fosse celebrada no domingo que segue a lua cheia (14 Nisan) depois do equinócio de primavera. Por causa dos diversos métodos utilizados para calcular o dia 14 de mês de Nisan, o dia da Páscoa nem sempre ocorre simultaneamente nas Igrejas ocidentais e orientais. Por isso busca-se um acordo, a fim de se chegar novamente a celebrar em uma data comum o dia da Ressurreição do Senhor.

1171 O ano litúrgico é o desdobramento dos diversos aspectos do único mistério pascal. Isto vale muito particularmente para o ciclo das festas em tomo do mistério da encarnação (Anunciação, Natal, Epifania) que comemoram o começo de nossa salvação e nos comunicam as primícias do Mistério da Páscoa.

O SANTORAL NO ANO LITÚRGICO

1172 “Ao celebrar o ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com particular amor a bem-aventurada mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho; em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com alegria como puríssima imagem do que ela própria anseia e espera ser em sua totalidade. ”

1193 O domingo, “dia do Senhor”, é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembleia litúrgica por excelência, o dia da família cristã, o dia da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é “o fundamento e o núcleo do ano litúrgico”.

2698 A Tradição da Igreja propõe aos fiéis ritmos de oração destinados a nutrir a oração continua. Alguns são cotidianos: a oração da manhã e da tarde, antes e depois das refeições, a Liturgia das Horas. O domingo, centrado na Eucaristia, é santificado principalmente pela oração. O ciclo do ano litúrgico e suas grandes festas são os ritmos fundamentais da vida de oração dos Cristãos.

1438 Os tempos e os dias de penitência ao longo do ano litúrgico (o tempo da

Quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja. Esses tempos são particularmente apropriados aos exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às peregrinações em sinal de penitência, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna (obras de caridade e missionárias).

Ano Litúrgico 2020

belém-frame-868x472

Quadragésima die (Daqui a quarenta dias)

Catequese, Vivência na Fé

Quadragésima die Christus pro nobis tradétur (No quadragésimo dia Cristo será entregue por nós)

quaresma_ano_a

Estamos no tempo da Quaresma, que é a preparação para a semana santa onde rememoramos (e não revivemos) o Mistério Pascal da condenação, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A semana santa que se inicia no domingo de Ramos e termina no domingo de Páscoa.

A Quaresma para a liturgia da igreja é um dos Tempos Litúrgicos e faz parte do Ciclo da Páscoa. Interrompe o Tempo Comum e quando termina abre o Tempo Pascal.

É tempo de reflexão e maior recolhimento. Tempo que a maioria dos católicos escolhe para fazer jejum e reflexões, além de acamparem a Campanha da Fraternidade.

Também comercialmente é tempo em que as peixarias vendem muito peixe, já que nos países de maioria católica (caso do Brasil) a tradição de evitar a carne é muito forte e de comer peixe nas quartas e sexta-feiras resiste.

O tempo da quaresma seria então um tempo de preparação e acima de tudo de muita oração, sendo celebrado por algumas igrejas cristãs, dentre as quais a Católica, a Ortodoxa, a Anglicana, a Luterana.

Mas um dos pontos interessantes é a questão dos 40 dias e seus porquês?

147-Life-Path-Numbers-the-secret-law-of-attraction-plus

O número 40 nas páginas da Bíblia.

O número quarenta aparece tanto no Antigo Testamento e Novo Testamento, em diferentes formas e maneiras observemos:

O número 40 é muitas vezes conhecido como o “número de provação ou julgamento”. Por exemplo, os israelitas vagaram durante 40 anos (Deuteronômio 8,2-5); Moisés ficou no monte durante 40 dias (Êxodo 24,18); Jonas advertiu Nínive de que o julgamento viria após 40 dias (Jonas 3,4); Jesus foi tentado por 40 dias (Mateus 4,2), houve 40 dias entre a ressurreição e a ascensão de Jesus (Atos 1,3).

jesus_desert_610x300

 

A numerologia bíblica é o estudo dos números na Bíblia. Dois dos números mais comumente repetidos na Bíblia são 7 e 40. O número 7 significa conclusão ou perfeição (Gênesis 7,2-4; Apocalipse 1,20). É muitas vezes chamado do “número de Deus” já que Ele é o único que é perfeito e completo (Apocalipse 4,5, 5,1, 5 56). Acredita-se que o número 3 também seja o número da perfeição divina: a Trindade consiste do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Um outro número repetido na Bíblia é 4, o qual é conhecido como o número da criação: norte, sul, leste, oeste; quatro estações do ano. Acredita-se que o número 6 seja o número do homem: o homem foi criado no dia 6; o homem trabalha seis dias apenas. Um outro exemplo da Bíblia usando um número para significar algo se encontra em Apocalipse capítulo 13, o qual diz que o número do Anticristo é 666. (extraído do site Got Questions.org)

quaresma 3

1. A palavra quaresma. É pura erudição saber que a palavra quaresma era, antigamente, um simples adjetivo em latim. Ela se encontrava no início de uma frase e passou a denominar um período todo do ano litúrgico. Eis a frase em questão: Quadragésima die Christus pro nobis tradétur, que se traduz assim: Daqui a 40 dias (no quadragésimo dia) Cristo será entregue por nós, para a nossa salvação. Quaresma é abreviação de quadragésima. Na frase latina, em questão, quadragésima está no feminino porque, em latim dia, além de masculino, é também feminino. A língua portuguesa manteve a palavra no feminino.

2. O período da Quaresma. Quaresma é, portanto, a palavra utilizada para designar o período de quarenta dias no qual os católicos realizam a preparação para a Páscoa, a mais importante festa do calendário litúrgico cristão, que celebra a Ressurreição de Jesus, a base principal da fé cristã. Neste período, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os fiéis são convidados a fazerem um confronto especial entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Este confronto deve levar o cristão a aprofundar sua compreensão da Palavra de Deus e a intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé.

3. Quando surgiu a Quaresma. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja decidiu aumentar o tempo de preparação para a Páscoa, que era de três dias, que permaneceram como o Tríduo Sagrado da Semana Santa: quinta feira santa, sexta feira santa e sábado santo. A preparação para a Páscoa passou, então, a ter quarenta dias. Isto aconteceu porque os cristãos perceberam que três dias eram insuficientes para que se pudesse preparar adequadamente tão importante e central evento. Surgia, assim, a Quaresma.

4. O numero 40. O número quarenta é bastante significativo dentro das Sagradas Escrituras. O dilúvio teve a duração de quarenta dias e quarenta noites e foi a preparação para uma nova humanidade, purificada pelas águas. Durante quarenta anos o povo hebreu caminhou pelo deserto rumo à terra prometida, tendo atravessado o mar vermelho. Antes de receber o perdão de Deus, os habitantes da cidade de Nínive fizeram penitência por quarenta dias. O profeta Elias caminhou quarenta dias e quarenta noites para chegar à montanha de Deus. Preparando-se para cumprir sua missão entre os homens, Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Moisés havia feito o mesmo. Os povos antigos atribuíam ao número quarenta diversos significados. Um deles tem importância especial para os cristãos: um tempo de intensa preparação a acontecimentos marcantes na História da Salvação

5. Quaresma no Brasil. A partir da década de 70 a Igreja no Brasil colocou na devoção dos fiéis, que tradicionalmente acompanham, com muita piedade, a caminhada de Jesus para a Páscoa, um reforço à vivência do amor, da caridade que liberta, visto que Jesus deu sua vida para nos salvar. Ao colocar a Campanha da Fraternidade no período da Quaresma, ela quer que sua organização e realização sejam uma mediação, muito prática, para a vivência da caridade; desenvolver e aprofundar a fraternidade, segundo o mandamento do amor: “amar o próximo como Jesus nos amou”. Cada ano um tema é tratado no espírito quaresmal de conversão, através da meditação, da oração, do jejum, da esmola – no sentido de caridade que liberta. Para facilitar a Igreja oferece um texto base no esquema Ver, Julgar, Agir, e diversos subsídios de apoio, motivando e estimulando os fiéis a levarem a meditação sobre Jesus perseguido e sofredor, e as demais práticas da Quaresma, para atitudes concretas em favor do outro, privilegiadamente os sofredores. (Redação: Irmão Nery, FSC, Fonte: CNBB, Formação Canção Nova)

Cores Litúrgicas da Quaresma

1046040216

As cores usadas nas missas da Quaresma são o Roxo (1º, 2º, 3º e 5º Domingo) e o Rosa (4º Domingo). Então todos os paramentos e a estola dos padres estarão nestas cores. É interessante observar pois todos os lugares onde se tiver uma missa quaresmal estas cores estarão presentes.

Roxo: Representa a serenidade e a penitência

Rosa: Representa a proximidade de uma grande alegria (é utilizado apenas no 4º Domingo da Quaresma e no 3º Domingo do Advento)

Todos sabemos que a Quaresma é um tempo penitencial, de oração, esmola e caridade, onde a cor litúrgica é o roxo. Todavia, temos, no decorrer deste tempo, um momento de júbilo, onde a cor litúrgica passa do roxo para o rosa. É o chamado “Domingo Laetare”, ou “Domingo da Alegria”, Mas, você sabe o porque?

O IV Domingo da Quaresma recebe estes nomes porque assim começa, neste dia, a Antífona de Entrada da Eucaristia: Laetare, Ierusalem, et conventum facite omnes qui diligites eam; gaudete cum laetitia, qui in tristitia fuistis; ut exsultetis, et satiemini ab uberibus consolationis vestrae” (“Alegrai-vos, Jerusalém, reuni-vos, todos que a amais; regozijai-vos com alegria, vós que estivestes na tristeza; exultai e sereis saciados com a consolação que flui de seu seio”), conforme Isaías 66, 10-11.

A cor litúrgica passa do roxo para o rosa para representar a alegria pela proximidade da Páscoa.

ano-liturgico-ciclo

 

Parte da Homilia do Papa Bento XVI na Quarta-feira de Cinzas de 2012

“O número quarenta aparece antes de tudo na história de Noé.
Por causa do dilúvio, este homem justo transcorre quarenta dias e quarenta noites na arca, juntamente com a sua família e com os animais que Deus lhe tinha dito que levasse consigo. E espera outros quarenta dias, depois do dilúvio, antes de tocar a terra firme, salva da destruição (cf. Gn 7, 4.12; 8, 6). Depois, a próxima etapa: Moisés permanece no monte Sinai, na presença do Senhor, quarenta dias e quarenta noites, para receber a Lei. Durante todo este tempo, jejua (cf. Êx 24, 18). Quarenta são os anos de viagem do povo judeu do Egito para a Terra prometida, tempo propício para experimentar a fidelidade de Deus. “Recorda-te de toda essa travessia de quarenta anos que o Senhor, teu Deus, te fez sofrer no deserto… As tuas vestes não envelheceram sobre ti, e os teus pés não se magoaram durante estes quarenta anos”, diz Moisés no Deuteronômio, no final destes quarenta anos de migração (Dt 8, 2.4). Os anos de paz de que Israel goza sob os Juízes são quarenta (cf. Jz 3, 11.30) mas, transcorrido este tempo, começa o esquecimento dos dons de Deus e o retorno ao pecado. O profeta Elias emprega quarenta dias para chegar ao Horeb, o monte onde se encontra com Deus (cf. 1 Rs 19, 8). Quarenta são os dias durante os quais os cidadãos de Nínive fazem penitência para obter o perdão de Deus (cf. Gn 3, 4). Quarenta são também os anos dos reinos de Saul (cf. At 13, 21), de David (cf. 2 Sm 5, 4-5) e de Salomão (cf. 1 Rs 11, 41), os três primeiros reis de Israel. Também os Salmos apresentam o significado bíblico dos quarenta anos, como por exemplo o Salmo 95, do qual ouvimos um trecho: “Se ouvísseis hoje a sua voz: “Não endureçais os vossos corações como em Meriba, como no dia de Massá no deserto, quando os vossos pais me provocaram e me puseram à prova, apesar de terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos essa geração desgostou-me, e Eu disse: é um povo de coração obstinado, que não compreendeu os meus caminhos!”” (vv. 7c-10). No Novo Testamento Jesus, antes de começar a vida pública, retira-se no deserto por quarenta dias, sem comer nem beber (cf. Mt 4, 2): alimenta-se da Palavra de Deus, que utiliza como arma para derrotar o diabo. As tentações de Jesus evocam as que o povo judeu enfrentou no deserto, mas que não soube vencer. Quarenta são os dias durante os quais Jesus ressuscitado instrui os seus, antes de subir ao Céu e enviar o Espírito Santo (cf. At 1, 3).
Com este recorrente número quarenta é descrito um contexto espiritual que permanece atual e válido, e a Igreja, precisamente mediante os dias do período quaresmal, tenciona conservar o seu valor perdurável e fazer com que a sua eficácia esteja presente. A liturgia cristã da Quaresma tem a finalidade de favorecer um caminho de renovação espiritual, à luz desta longa experiência bíblica e sobretudo para aprender a imitar Jesus, que nos quarenta dias transcorridos no deserto ensinou a vencer a tentação com a Palavra de Deus. Os quarenta anos da peregrinação de Israel no deserto apresentam atitudes e situações ambivalentes. Por um lado, eles são a estação do primeiro amor com Deus e entre Deus e o seu povo, quando Ele falava ao seu coração, indicando-lhe continuamente o caminho a percorrer. Deus tinha, por assim dizer, feito morada no meio de Israel, precedia-o dentro de uma nuvem ou de uma coluna de fogo, providenciava cada dia à sua alimentação, fazendo descer o maná e brotar a água da rocha. Portanto, os anos que Israel passou no deserto podem ser vistos como o tempo da eleição especial de Deus e da adesão a Ele por parte do povo: o tempo do primeiro amor. Por outro lado, a Bíblia mostra também mais uma imagem da peregrinação de Israel no deserto: é inclusive o tempo das tentações e dos maiores perigos, quando Israel murmura contra o seu Deus e gostaria de voltar ao paganismo e constrói para si os próprios ídolos, porque sente a exigência de venerar um Deus mais próximo e tangível. É também o tempo da revolta contra o Deus grande e invisível.
Esta ambivalência, tempo da proximidade especial de Deus – tempo do primeiro amor – e tempo da tentação – tentação da volta ao paganismo – encontramo-la de modo surpreendente no caminho terreno de Jesus, naturalmente sem qualquer compromisso com o pecado. Depois do baptismo de penitência no Jordão, no qual assume sobre Si o destino do Servo de Deus que renuncia a Si mesmo e vive pelos outros e insere-se entre os pecadores para assumir sobre si o pecado do mundo, Jesus vai ao deserto para aí permanecer por quarenta dias em profunda união com o Pai, repetindo assim a história de Israel, todos aqueles ritmos de quarenta dias ou anos aos quais me referi. Esta dinâmica é uma constante na vida terrena de Jesus, que procura sempre momentos de solidão para rezar ao seu Pai e permanecer em íntima comunhão, em íntima solidão com Ele, em comunhão exclusiva com Ele, e depois voltar para o meio do povo. Mas neste tempo de “deserto” e de encontro especial com o Pai, Jesus encontra-se exposto ao perigo e é acometido pela tentação e pela sedução do Maligno, que lhe propõe um caminho messiânico diferente, distante do desígnio de Deus, porque passa através do poder, do sucesso e do domínio, e não através do dom total na Cruz. Eis a alternativa: um messianismo de poder, de sucesso, ou um messianismo de amor, de doação de si.
Esta situação de ambivalência descreve inclusive a condição da Igreja a caminho no “deserto” do mundo e da história. Neste “deserto” nós, crentes, temos certamente a oportunidade de fazer uma profunda experiência de Deus, que fortalece o espírito, confirma a fé, alimenta a esperança e anima a caridade; uma experiência que nos torna partícipes da vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte mediante o Sacrifício de amor na Cruz. Mas o “deserto” é também o aspecto negativo da realidade que nos circunda: a aridez, a pobreza de palavras de vida e de valores, o secularismo e a cultura materialista, que fecham a pessoa no horizonte mundano da existência, subtraindo-o a qualquer referência à transcendência. Este é também o ambiente em que o céu acima de nós está obscuro, porque coberto com as nuvens do egoísmo, da incompreensão e do engano. Não obstante isto, também para a Igreja contemporânea o tempo do deserto pode transformar-se em tempo de graça, porque temos a certeza de que até da rocha mais dura Deus pode fazer brotar a água viva que sacia e revigora. Caros irmãos e irmãs, nestes quarenta dias que nos conduzirão à Páscoa de Ressurreição podemos encontrar nova coragem para aceitar com paciência e com fé todas as situações de dificuldade, de aflição e de prova, na consciência de que das trevas o Senhor fará nascer o novo dia. E se formos fiéis a Jesus, seguindo-O no caminho da Cruz, o mundo luminoso de Deus, o mundo da luz, da verdade e da alegria ser-nos-á como que restituído: será a nova aurora criada pelo próprio Deus. Bom caminho de Quaresma para todos vós! No final da audiência geral, o Sumo Pontífice dirigiu-se aos fiéis presentes, pronunciando em português as seguintes palavras.

A minha saudação amiga para o grupo escolar da Lourinhã e todos os peregrinos presentes de língua portuguesa. A Virgem Maria tome cada um pela mão e vos acompanhe durante os próximos quarenta dias que servem para vos conformar ao Senhor ressuscitado. A todos desejo uma boa e frutuosa Quaresma! “

lenten-cross

Leia também:

A Missa: Parte por Parte

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro 30/40 – Complemento 15)

images

A Missa: parte por parte

A celebração da Eucaristia, ou como nós conhecemos : a Missa, é o acontecimento em que os cristãos católicos atualizam o gesto de Jesus realizado na última ceia. Naquela noite memorável ficou profundamente marcado na mente dos apóstolos o pedido de Jesus:

“Fazei isto em minha memória! “(Lc 22,19)

Participar da missa é atualizar o pedido de Jesus, É colocar-se em atitude de entrega a Deus Pai e aos irmãos, como fez Jesus.

Jesus realizava assim a primeira missa

52c4f0b28e7e7bab41581053924227a4

Participar é comungar, é trazer Cristo para dentro de si e depois levá-lo aos irmãos.

A Santa Missa torna presente o sacrifício de Jesus realizado sobre o calvário. Mas também é lugar de se ouvir a palavra de Deus direto da Bíblia.

1201827-famosos-prestigiaram-a-missa-de-setimo-950x0-3

A Missa é também é lugar de catequese por excelência.

Tempo e momento de louvor a Deus e também de estar em encontro com os outros irmãos e irmãs da comunidade de fé.

O que é a missa? – A missa consiste em um memorial da Páscoa de Jesus. Celebra a glória, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A Missa é também o momento da comunidade celebrante e não é feita somente de palavras. Ela é um todo composto de palavras, ritos, gestos, cantos, que devem estar bem integrados entre si, para que haja uma harmonia na celebração.

Mais do que uma tradição a missa é comunhão. Imagine-se num encontro com toda a sua família, basicamente este encontro ocorre em todas as missas onde todos os fiéis (irmãs e irmãos) se encontram para celebrar o Pai.

Assistir a missa pela TV ou Internet tem também seu valor, mas não substitui a participação in loco (na igreja) da celebração. O ir pessoalmente, comungar, participar é mais importante ainda.

img-464285-o-renascimento-do-padre-marcelo-rossi

Padre Marcelo Rossi, mais de 1 milhão de pessoas assistindo na TV e mais de 100.000 na igreja

Usarei a montagem com um folheto de missa para exemplificar as partes da celebração, os números acompanhados de (*) serão identificados no folheto

110916_P1_05092016183137

 O ritual

 O ritual litúrgico da missa é dividido em quatro partes: Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Liturgia Sacramental e Ritos Finais.

  • Ritos Iniciais :
  • Acolhimento (comentário inicial)
  • Canto de Entrada : Pode-se fazer uma procissão de entrada para mostrar a nossa caminhada ou indicar o tema a ser celebrado. Todos de pé (*1)
  • Saudação (acolhida do presidente: padre/diácono/ministro da palavra)(*2) Fl 1,2
  • Antífona de Entrada: Geralmente o trecho de um Salmo, mas que pode ter outros temas dependendo do Tempo Litúrgico (*2)
  • Ato Penitencial: Momento de pedirmos perdão reconhecendo nossas faltas. (*3)    (Mt 7ss; Sl 50,19b)
  • Hino de Louvor: Glória (*4) (Lc 2,14)
  • Oração (ou Coleta): O presidente faz uma oração em nome da igreja reunida pela vida da comunidade, pedindo a Deus por Cristo, na unidade do Espírito Santo. Ao final todos se sentam (*5)
  1. Liturgia da Palavra:
  • Primeira Leitura: Geralmente tirada do Antigo Testamento, salvo no Tempo Pascal em que se lê nos Atos dos Apóstolos. (*6)
  • Salmo Responsorial ( Salmo de Resposta): Leitura retirada do livro dos Salmos (*7)
  • Segunda Leitura: Tirada das Cartas dos Apóstolos ou do Apocalipse (*8)
  • Aclamação ao Evangelho: Canto de aclamação. Todos de pé. (*9)
  • Evangelho: Leitura retirada dos Evangelhos Sinóticos exceto na Quaresma, Tempo Pascal e Festas onde se lê o Evangelho de João. A divisão feita pela igreja divide as leituras dos Evangelhos por anos sendo: Mateus (Ano A), Marcos (Ano B) e Lucas (Ano C). (*10)
  • Homilia: Antigamente costumava-se chamar de sermão. É o momento em que no presidente da celebração fala com a comunidade refletindo sobre as leituras e trazendo uma mensagem sobre tudo no que foi lido. Seria uma espécie de catequese para todos. Este momento todos devem estar sentados numa atitude de quem está pronto a aprender (*11)
  • Profissão de Fé (Creio) – Todos de pé (*12)
  • Oração da Assembléia ou da Comunidade (Prece dos Fiéis): Momento em que a comunidade faz seus pedidos a Deus. (*13)
  1. Liturgia Eucarística (Sacramental):
  • Preparação das Ofertas (Ofertório): (*14)

– Canto das Oferendas ou Ofertas – Todos sentados

– Momento de receber as ofertas dos fiéis

– Ofertório: Não existe mais a entrada em procissão do pala e vinho, salvo quando autorizado pelo padre ou em momentos especiais. Durante este momento a mesa é preparada com as alfaias (cálice, ambula, patena, hóstias grande e partículas ). O presidente usa o gesto de lavar as mãos, mas não como Pilatos o fez e sim como quem se prepara para a refeição. Coloca-se gotinhas de água no vinho que será consagrado e depois uma pequena partícula da hóstia grande é colocada também no cálice. O significado das gotinhas de água é cada fiel está em Cristo e a partícula é o corpo de Cristo com seu sangue. Depois das gotas de água caírem no vinho nada pode separá-los

  • Oração sobre as oferendas: “Orai irmãos e irmãs… É a oração que o presidente pedem para que todos rezem para que o sacrifício de Cristo seja aceito. “ Todos de pé (*15 e 16)
  • Oração Eucarística : Existem diversas formas de Oração Eucarística (todas numeradas e retiradas do Missal Romano, o que faz com que em todo o mundo seja feito a missa daquele dia com a mesma oração, mostrando a unidade da Igreja Católica). Neste momento podemos dividir em partes, pois logo no início o presidente da celebração anuncia: “O Senhor esteja convosco” e a comunidade confirma: “Ele está no meio de nós. “ Assim após uma breve oração é rezado o Santo ( que pode ser feito como oração ou como cântico repetindo o que os anjos fizeram ao anunciar a chegada do então menino Jesus aos pastores em Belém.  Começa o rito da comunhão com a consagração (o vinho virá sangue e o pão virá carne, é a transubstanciação) momento de repetir o gesto de Jesus na última ceia seguindo o pedido dele mesmo: “Fazei isso em minha memória…” Depois vem os pedidos pelos vivos e os mortos, o Santo Papa, Os Bispos e os Presbíteros e outros pedidos. A ultima oração é o “Por Cristo, com Cristo e em Cristo…”, vale salientar que esta é uma oração própria do sacerdote e os fiéis só fazem o Amém (Assim Seja) (*17)
  • Ritos da Comunhão:
  • Oração do Pai Nosso (Mt 6,7-12(*18)
  • Oração e Abraço da Paz
  • Fração do Pão (Cordeiro de Deus) Tem sido cantado ultimamente, mas pode ser rezado
  • Comunhão: Momento de receber Cristo. Neste momento de distribuição da Eucaristia canta-se o Cântico da Comunhão (*19)
  • Silêncio: Ouvir a voz de Deus no nosso interior. Este ano (2017) houve até uma reflexão da igreja sobre a importância do silêncio nas missas, então tem sido recomendado que não se crie cantos ou outras distrações.
  • Antifona da Comunhão – Todos de pé
  • Oração de Ação de Graças (Pós-comunhão) (*21)
  1. Ritos Finais:
  • Avisos ( caso haja necessidade )
  • Bênção Final – Todos de pé
  • Despedida: Ir em paz com o Senhor como companheiro. (*23)

A Missa não termina,porque ela não é um ato isolado na vida do católico.  Durante toda a semana o fiel tenta viver a união com seus irmãos,  através de uma vida de ajuda e fraternidade. 

Os itens *20 e 22 da imagem do folheto ficaram de fora porque em alguns modelos de folhetos estas partes são diferentes. Mas o grande cerne da misa e da liturgia está contido em todos.

Tempo Litúrgico

Existe também todo um tempo litúrgico a ser seguido, que muda conforme já falado de ano em ano. Sendo Ano A: Mateus; Ano B: Marcos; Ano C: Lucas; João celebrações especificas e tempo da Quaresma e Páscoa

Untitled

AnoLiturgico

missa

Detalhes :

Ficar sentado indica sobretudo a atitude de quem escuta e acolhe, para refletir e orar.

Ficar de pé significa respeito ao outro e estar pronto para caminhar. Expressa a atitude de quem acredita em um Jesus ressuscitado, presente na Eucaristia que saiu do túmulo  para voltar a caminhar conosco.

Ficar de joelhos é sempre um sinal de penitência  mais do que de adoração. Quem gosta de ajoelhar durante a Consagração, deve voltar a ficar de pé para a aclamação.

Também se deve guardar, nos momentos próprios, o silêncio sagrado, como parte da celebração. A natureza deste silêncio depende do momento em que ele é observado no decurso da celebração. Assim, no ato penitencial e a seguir ao convite à oração, o silêncio destina-se ao recolhimento interior; a seguir às leituras ou à homilia, é para uma breve meditação sobre o que se ouviu; depois da Comunhão, favorece a oração interior de louvor e ação de graças. Antes da própria celebração é louvável observar o silêncio na igreja, na sacristia e nos lugares que lhes ficam mais próximos, para que todos se preparem para celebrar devota e dignamente os ritos sagrados (Instrução Geral do Missal Romano nº 45)

Todo o gestual da missa tem o seu significado, desde o simples abrir de braços do padre, ao olhar, o silêncio e os momentos de falar com cada fiel. Desde o Concilio Vaticano II onde a missa deixou de ser celebrada apenas em latim e de costas para ser celebrada na língua de cada localidade e com o padre de frente (exatamente como Jesus fez) que a celebração ganhou ainda mais significado. Faça o teste, chegue mais cedo e repare em todo o gestual, em cada detalhe da missa, será uma experiência deveras enriquecedora.

paroquia-sao-sebastiao-e-sao-francisco-manaus-missas-de-cura-e-libertacao-o-que-igreja-diz

Origem da palavra missa

O substantivo missa vem do verbo latino mittere (“enviar, mandar, dispensar”), o mesmo que originou missão e míssil. Nas igrejas primitivas, nos primórdios do Cristianismo, o culto era dividido em duas partes: a primeira, composta de orações, cantos e de um sermão, era aberta a todos; a segunda (a eucaristia) era reservada aos cristãos batizados. Por isso, dizia-se ao final da 1ª parte, a fórmula “Ite, missa est”, que significa, aproximadamente, “Podem ir, [a congregação] está dispensada”. Pouco a pouco, a palavra que assinalava especificamente o momento da dispensa passou a designar toda a cerimônia.

Seria muito bom se todos chegassem na Igreja um pouco antes, não em cima da hora ou atrasados e pudessem observar o ambiente, a cor litúrgica, a Mesa da Palavra  (o ambão de onde se fazem as leituras), o altar (Mesa da Eucaristia ). Pudessem notar a cruz sobre o altar ou mais comumente ao lado dele, as velas (o círio pascal), as flores, o grupo de canto, as vestes… Tem muitas coisas para serem observadas, e cada gesto ou ato tem seu significado. Por isso também a Pastoral Litúrgica deve ter o cuidado na preparação para que na hora da celebração não tenha correrias por esquecimento ou sinais de que algumas coisas estão erradas. Penso que a missa deve ser celebrada por todos, dos fiéis, equipe da liturgia, o Padre, ministros, leitores, enfim todos devem entrar no mistério de Jesus Cristo.

3-620x276

Existem também diversos subsídios litúrgicos para se acompanhar a celebração eucarística, entre eles muitos folhetos Litúrgicos-Catequéticos (Folhetos de Missa) além dos hoje populares livretos da liturgia diária. Como exemplos temos: O Domingo (Paulus), Deus Conosco (Editora Santuário), A Missa (Arquidiocese do Rio de Janeiro). Porém pela questão do custo destes semanários algumas comunidades tem optado por exibirem em telões ou mesmo utilizarem a Bíblia para as missas.

Boa fonte de pesquisa :

RV15237_Articolo

Logo após o descobrimento do Brasil foi celebrada uma missa

Artigo: Milton Cesar (fidesomnium.wordpress.com)

O que foi o Concílio Vaticano II?

Conferência realizada entre 1962 e 1965 gerou transformações profundas na Igreja

Foi uma série de conferências realizadas entre 1962 e 1965, consideradas o grande evento da Igreja Católica no século 20. Com o objetivo de modernizar a Igreja e atrair os cristãos afastados da religião, o papa João XXIII convidou bispos de todo o mundo para diversos encontros, debates e votações no Vaticano. Da pauta dessas discussões constavam temas como os rituais da missa, os deveres de cada padre, a liberdade religiosa e a relação da Igreja com os fiéis e os costumes da época. “O Concílio tocou em temas delicados, que mudaram a compreensão da Igreja sobre sua presença no mundo moderno. Foram repensadas, por exemplo, as relações com as outras igrejas cristãs, o judaísmo e crenças não-cristãs”, diz o teólogo Pedro Vasconcelos, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Após três anos de encontros, as autoridades católicas promulgaram 16 documentos como resultado do Concílio. Muitas novidades apareceram nas questões teológicas e na hierarquia da Igreja. O papa, por exemplo, aceitou dividir parte de seu poder com outros cardeais. E as missas passaram a ser rezadas na língua de cada país – antes eram celebradas sempre em latim! Na questão dos costumes, porém, o encontro foi pouco liberal. A Igreja continuou condenando o sexo antes do casamento e defendendo o celibato (proibição de se casar e de ter relações sexuais) para os padres. No quadro ao lado, você confere o que mudou – e o que ficou na mesma – depois dessa reforma na Igreja Católica.

Mudança de hábito
Conferência realizada entre 1962 e 1965 gerou transformações profundas na Igreja

ASSUNTO – MISSA

ANTES DO CONCÍLIO – Rezada em latim, com o padre voltado para o altar, de costas para os fiéis. Apenas membros do clero comandavam a celebração

DEPOIS DO CONCÍLIO – Rezada no idioma de cada país, com o padre de frente para o público. Mulheres e homens leigos (que não são do clero) podem ajudar na celebração

ASSUNTO – SEXO

ANTES DO CONCÍLIO – Doutrina rígida, contrária ao sexo antes do casamento e ao aborto, mesmo em caso de estupro

DEPOIS DO CONCÍLIO – Manteve a mesma posição

ASSUNTO – RELACIONAMENTO COM OUTRAS RELIGIÕES

ANTES DO CONCÍLIO – Desconfiança em relação aos ensinamentos de religiões não-cristãs (islamismo, judaísmo, etc.)

DEPOIS DO CONCÍLIO – Aceita a idéia de que, por meio de outras religiões, também é possível conhecer Deus e a salvação

ASSUNTO – CULTO AOS SANTOS

ANTES DO CONCÍLIO – Proliferação de “santos” criados pela crença popular e não-canonizados pela Igreja

DEPOIS DO CONCÍLIO – “Santos” não-canonizados são abolidos. Cristo volta a ser o centro das atenções na missa

ASSUNTO – COMPORTAMENTO DO SACERDOTE

ANTES DO CONCÍLIO – Uso obrigatório da batina e de outros símbolos da Igreja. Casamento e relações sexuais são proibidos

DEPOIS DO CONCÍLIO – Cai o uso obrigatório da batina: agora, os padres podem usar trajes sociais. Segue a proibição ao casamento e ao sexo

ASSUNTO – QUESTÕES POLÍTICAS

ANTES DO CONCÍLIO – Condenação do capitalismo e esforço para evitara “contaminação” do catolicismo por idéias comunistas

DEPOIS DO CONCÍLIO – Continua a condenação ao capitalismo e ao comunismo, mas aumenta um pouco a liberdade dos teólogos para interpretar a Bíblia

jesus1

14º Encontro (Catequese) – Evangelho de João

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 14/40)

SÃO JOÃO EVANGELISTA5

João retratado na Santa Ceia

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus.” (Jo 1)

Dentro dos evangelhos, João foi o único a não se basear no livro de Marcos e escreve o seu de maneira independente, apesar de contar a história do mesmo personagem. Por isso mesmo o Evangelho de Jesus Cristo segundo São João não faz parte dos chamados Evangelhos Sinóticos (ou semelhantes) como os de Mateus, Marcos e Lucas, e é um livro mais teológico, preocupado em mostrar a divindade do seu mestre. Junto com seu irmão Tiago (que ficaria conhecido como Tiago Maior) fez parte dos 4 primeiros discípulos a serem convidados por Jesus para segui-lo. Só a abertura do seu evangelho já mostra como João iria tratar a história de Jesus (veja na abertura da postagem). lembrando que ele também escreveu 3 cartas apostólicas e mais o Apocalipse.

Bem vindos ao nosso 14º encontro.

Espero que as sugestões destes encontros possa ajudar você ou o grupo no desenvolvimento desta proposta de vivência na fé que é a catequese. É bem difícil suavizar e modernizar a maneira de falar (escrever no meu caso) mas como eu tenho certeza de que cada catequista tem o seu jeito de falar fico até tranquilo quanto a isso.

Minha proposta é que no primeiro momento seja pedido que todos se cumprimentem com o abraço da paz, incluindo catequistas. Depois seria interessante que a oração inicial seja espontânea onde cada um possa estar falando pelo que está rezando neste momento (claro que sem forçar a barra e nem deixando este momento constrangedor).

Dependendo das condições de cada comunidade sugiro que seja deixado colado embaixo de cada cadeira um bombom (pode ser bala) ou que se ofereça bombons para eles diretamente na caixa (vale um toque: se for comprado bombons em pacotes ao invés de caixa, sai mais em conta e pode se ter a opção de todos os bombons serem iguais). Logo de cara proponho uma dinâmica, antes mesmo de entrarmos no tema.

Dinâmica Quem é Deus?

Consiste em se dar para cada catequizando uma tira de cartolina e um canetão (ou canetinha) onde cada um vai escrever a resposta em uma palavra da pergunta: Quem é Deus? Todos escrevem e colocam próximo a cruz ou a vela, ou o que tiver como ambientação no chão. Apenas próximo ao final do encontro será feito a plenária, onde cada um pega de volta a sua resposta e responde o porque escreveu esta definição.

No momento seguinte entramos no tema falando sobre João. Como se deu o seu chamado, porque ele se autodenominava “o discípulo que Jesus mais amava”, e também porque o evangelho dele é diferente dos demais.

Pedir que os catequisandos se dividam em grupos (dar o limite de pessoas para cada grupo) e dar leituras para eles lerem e dividirem entre eles como um jogral. Sugiro 5 grupos (mas dependendo do número de pessoas podem ser mais ou até menos grupos). Sugiro as leituras:

  1. Bodas de Cana: Jo 2,1-11;
  2. Cura do filho do funcionário real: Jo 4,46-54;
  3. Multiplicação dos pães: Jo 6,5-14;
  4. Cura do cego de nascença: Jo 9,1-16;
  5.  Ressurreição de Lázaro: Jo 11,1-44

Após este momento é hora de acertar as pendências como documentos para os sacramentos e sugiro que seja fechada uma data para um almoço ou jantar com os pais dos catequisandos, catequistas e o padre. A família é um eixo importante na vivência na fé. Também penso ser um bom momento para propor que eles façam a preparação de uma missa (ou celebração) onde eles serão leitores, comentaristas e farão parte das procissões que tiverem na missa (respeitando os costumes de cada comunidade e conversando com a equipe de liturgia) deste tipo de ação sempre aparecem cantores novos ou tocadores de algum instrumento, bons leitores também, além de pessoas que vão se integrar mais facilmente aos trabalhos da comunidade. Para quem é de fora parece que a Liturgia é algo muito distante da realidade e isso deve ser quebrado. Também é muito importante que os catequizandos se integrem cada vez mais com a missa, outro eixo fundamental da catequese.

Depois é o momento de fazermos a plenária da dinâmica, já como parte da oração. Cada um fala o porque definiu Deus com aquela palavra e fica em silêncio após isso. Sugiro que façamos a oração de São João Evangelista, junto com um Pai Nosso e cantemos o nosso canto final : Recado de Deus e depois podemos partir com a missão de transmitir a paz para que encontrarmos.

folhadeencontromod.3-3

Sugestão para folha de encontro

411a629fa8134816e7686ddd8e4b0cac

João Batista aponta para João e André quem é o verdadeiro enviado de Deus

 

Aprofundamento para o catequista

O quarto evangelho, a princípio tem a mesma estrutura dos evangelhos sinóticos: inicialmente mostra o testemunho de João Batista sobre Jesus, depois apresenta várias passagens e acontecimentos da vida de Cristo, e termina com os relatos de sua paixão, morte e ressurreição. No entanto destaca milagres ou aspectos da pregação de Jesus que não são relatados pelos sinóticos: o início da vida pública de Jesus nas bodas de Cana; a ressurreição de Lázaro; o lava pés; a questão do paráclito; o longo discurso sobre o pão da vida que vem após a multiplicação dos pães; é o único a apresentar as três grandes festas judaicas; Jesus toma posse da fórmula “Eu sou”, que é própria de Deus. O evangelho segundo João é o evangelho mais puro, o mais radical, o mais teológico, com uma cristologia mais desenvolvida que se preocupa em apresentar a divindade de Cristo.

Para o povo judeu do AT a fé está na lei de Moisés, no culto centrado em Deus efetuado no templo, João vai colocar o eixo em Jesus. Jesus é a Lei, Jesus substitui o templo e a fé está na pessoa de Cristo.

O Autor

A tradição antiga da Igreja identificou a autoria deste evangelho como sendo de João o discípulo amado de Cristo. “Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e foi quem as escreveu: e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro” (21,24).

Santo Ireneu de Lyon (+/- 125/140 d.C) é o autor mais antigo que afirma a autoria do quarto evangelho à João: “Em seguida, o discípulo do Senhor, o mesmo que repousou sobre o seu peito, publicou também o evangelho durante sua estada em Éfeso”. Provavelmente o livro foi escrito no final do primeiro século, entre os anos 90 e 100 d.C. na localidade de Éfeso. (Para nós abrasileiramos o nome do santo para Irineu de Lião)

Destinatário

Diferente dos evangelhos sinóticos que tem um destinatário concreto, Marcos escreve para Romanos, Mateus para Judeus e Lucas para Gregos, João tem um destino universal, pois escreve não para uma comunidade específica, mas para todas as comunidades cristãs.

Objetivo de João

O propósito de João é inspirar nos leitores a fé em Jesus e está claro nas conclusões finais do capítulo 20,30-31: Crer que Jesus é o Filho de Deus para se ter vida

“Eu Sou”

A fórmula “Eu Sou” como a vemos no livro do Êxodo quando Deus se apresenta à Moisés dizendo “Eu sou aquele é”, é própria do Criador, no entanto Jesus toma posse desta expressão para auto-definir-se:

  • 6,35 “Eu sou o pão da vida”
  • 9,5 “Eu sou a luz do mundo”
  • 10,7-9 “Eu sou a porta”
  • 10,11-14 “Eu sou o bom pastor”
  • 11,25 “Eu sou a ressurreição”
  • 14,6 “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”
  • 15,1 “Eu sou a videira”

O Paráclito

João não usa a palavra Espírito Santo mas a expressão Paráclito várias vezes nos discursos de despedidas dos discípulos, no entanto diferente do evangelho de Lucas que apresente Jesus como cheio do Espírito Santo para João é pelo Espírito Santo que se perpetua a presença de Jesus entre seus seguidores, é o Espírito que nos ilumina e nos dá a conhecer profundamente a pessoa de Jesus.(Espírito = Paráclito, Espírito da Verdade, Espírito Santo).

1- Espírito enviado pelo Pai: 14,15-17: “e rogai ao Pai e ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre”;

2- Espírito enviado por Cristo: 16,7: “se eu não for o Paráclito não virá a vós, mas se for envia-lo-ei à vós”;

3- Para recordar todas as coisas: 14,26: “mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse”;

4- Para revelar as coisas futuras e glorificar a Jesus: 16,13: “quando vier o Espírito da Verdade, ele vos guiará na verdade plena…e vos anunciará as coisas futuras”;

5- Para testemunhar a Cristo: 15,26: “quando vier o Paráclito…dará testemunho de mim”.

Conforme a tradução da Bíblia Ave Maria paráclito é uma palavra grega que significa advogado, intercessor.

jesus_ministerio_g22

Os milagres de Jesus

João não utiliza a palavra milagres para falar das grandes realizações de Jesus mas utiliza-se da expressão grega “semeion” que significa sinais.

Sinais significam o indício revelador de alguma coisa, pode ser um milagre ou não. João apresenta seis sinais como forma de provar que Jesus é o enviado do Pai e que o que interessa realmente não é o sinal em si mas o autor deste:

Bodas de Cana: 2,1-11;

Cura do filho do funcionário real: 4,46-54;

Cura do enfermo na piscina de Betsaida: 5,2ss

Multiplicação dos pães: 6,5-14;

Cura do cego de nascença: 9,1-16;

Ressurreição de Lázaro: 11,1-44;

Sendo que o grande sinal, o de número sete, é sua própria Ressurreição (Jo 20), como forma de apresentar a perfeição dos tempos no Cristo ressuscitado.

Para o povo da Bíblia os números são muito significativos, o número 7 significa: perfeição. Por isso quando Pedro pergunta à Jesus: quantas vezes devemos perdoar, 7? Jesus responde não 7 mas, deveis perdoar 70 x 7.

Eucaristia

Para os sinóticos Jesus instituiu a Eucaristia na quinta-feira santa. João coloca na quarta-feira o relato do lava-pés, para dizer que a Eucaristia deve levar à um gesto concreto, mostra Jesus como aquele que serve, como escravo. (diakonia em grego = serviço).

Para João a Eucaristia se dá no capítulo 6,11 (multiplicação dos pães) onde o que importa e dar graças e distribuir.

Jesus é o templo

Os evangelhos sinóticos narram a expulsão dos vendilhões do Templo como acontecida na última Páscoa, no final do mistério de Jesus. Para João este fato está na primeira Páscoa (2,13ss), quando Jesus começa a pregar, pois para encontrar Deus o lugar não é mais o Templo, mas a própria figura de Jesus. A partir de agora se adora em Espírito e Verdade.

As três páscoas em João

O Evangelista João mostra que conhece profundamente a cultura judaica, apresentando no ministério de Jesus três Páscoas (três anos de vida pública), além das outras principais festas Judaicas, como o Pentecostes, Tendas e a Festa da Dedicação.

1ª Páscoa: Jo 2,13-22; acontece após o início de seu ministério com as bodas de Cana.

Festa de Pentecostes: Jo 5,1, embora o texto não revele que era pentecostes, subentende-se por que se dá logo após a descrição da primeira Páscoa. (Pentecostes em grego significa quinquagésimo, é a festa da colheita ou das primícias realizada pelos judeus cinqüenta dias após a Páscoa).

2ª Páscoa: Jo 6,4; é a Páscoa precedida da multiplicação dos pães.

Festa das Tendas ou Tabernáculos: Jo 7,2, recordava os quarenta anos de permanência do povo no deserto quando saíram do Egito.

Festa da Dedicação: Jo 10,22, dedicação ou purificação do Templo que havia sido profanado no ano 200 a.C.

3ª Páscoa: Jo 11,55; 12,1 e 13, 1, é a Páscoa da morte e Ressurreição de Jesus, esta é apresentada pelos quatro evangelistas.

Com este estilo teológico de escrever João quer mostrar que com a vinda de Jesus termina o culto antigo representado pelas festas e pelo Templo. O novo Templo agora é Jesus e a Ele se deve o culto, este é o sentido da vida de Cristo.

Jesus é o Logos

Para os sinóticos a divindade de Jesus vai se revelando aos poucos.

João apresenta Jesus desde o princípio como o messias o filho de Deus (1,1-2,14).

João ainda usa a palavra verbo para dar dinâmica a Jesus.

Títulos de Jesus

Mateus: Emanuel (1,2328,20);

Marcos: Filho de Deus (1,115,39);

Lucas: não há título específico mas Jesus é o possuído pelo Espírito Santo;

João apresenta Jesus como o cordeiro de Deus 1,2919,36.

O discípulo que Jesus amava

A expressão “o discípulo que Jesus amava” aparece em João cinco vezes, isto é um fato enigmático:

  1. No anúncio da traição (13,22): “Estava à mesa, ao lado de Jesus, um de seus discípulos, aquele que Jesus amava”;
  2. Aos pés da cruz (19,25-26): “Perto da cruz de Jesus permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria mulher de Cleofas, e Maria Madalena. Jesus, então, vendo sua mãe, e perto dela, o discípulo a quem amava”;
  3. No sepulcro (20,2): “Maria Madalena…corre, então e vai a Simão Pedro e ao outro discípulo, que Jesus amava”;
  4. Reconhece Jesus a beira do lago de Tiberíades (21,7): “Aquele discípulo que Jesus amava disse então a Pedro: É o Senhor”;
  5. Pedro vê o discípulo (21,20): “Pedro, voltando-se, viu que o seguia o discípulo que Jesus amava”.

Os que falavam com Jesus

Ao invés das parábolas João usa de vários diálogos com Jesus. Conta diversos encontros do mestre com outros personagens. Seus principais interlocutores são: Nicodemos, a Samaritana, a multidão, as irmãs de Lázaro….

Oração

Mateus e Lucas apresentam o Pai nosso.

Lucas mostra Jesus orante em muitos momentos decisivos.

João apresenta a Oração sacerdotal no capítulo 17: oração pelos 12

“Pai, é chegada a hora. Glorifica teu Filho, para que teu Filho glorifique a ti; 2.e para que, pelo poder que lhe conferiste sobre toda criatura, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe entregaste. 3.Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste. 4.Eu te glorifiquei na terra. Terminei a obra que me deste para fazer. 5.Agora, pois, Pai, glorifica-me junto de ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti, antes que o mundo fosse criado. 6.Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e deste-mos e guardaram a tua palavra. 7.Agora eles reconheceram que todas as coisas que me deste procedem de ti. 8.Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram verdadeiramente que saí de ti, e creram que tu me enviaste. 9.Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10.Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado. 11.Já não estou no mundo, mas eles estão ainda no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós. 12.Enquanto eu estava com eles, eu os guardava em teu nome, que me incumbiste de fazer conhecido. Conservei os que me deste, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. 13.Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude da minha alegria. 14.Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. 15.Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. 16.Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. 17.Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. 18.Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19.Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. 20.Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. 21.Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. 22.Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: 23.eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim. 24.Pai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo. 25.Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. 26.Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles.” São João, 17 

christ-calling-fishermen-1212783-wallpaper

Leia mais em:

 

Evangelho Segundo São Lucas

Animo, uma nova Catequese (Encontro 13/40 – Jesus Cristo – Complemento 8)

oração-a-são-lucas-825x542

A Boa Nova de Lucas

O terceiro evangelho dos chamados sinóticos (semelhantes entre si, que incluem ainda os evangelhos escritos por Mateus e Marcos) é também o evangelho que mais da atenção as mulheres do tempo de Jesus, o Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas.

O livro de Lucas, ou sua primeira parte tem muitas coisas em comum com Mateus e Marcos, contudo a obra é bem diferente no seu todo.

Em primeiro lugar, por seu caráter grego. Usa a língua grega melhor que os outros, embora não elimine todos os semitismos tradicionais, em grande parte devida à influência do Antigo Testamento.  Dirige-se a leitores desligados de questões judaicas. Oferece uma mensagem mais imediatamente acessível a leitores pagãos. Em segundo lugar, apresenta-se como historiador de estilo grego: cuidadoso ao consultar os fatos, curtidas em viagens, especialmente marítimas.  Menciona um círculo de testemunhas oculares: depois, um grupo de narradores (que poderiam ser os mesmos).  Atrás vem ele para recolher e ordenar. Sem deixar de proclamar a fé, quer fazer obra de historiador. Na hora de compor suas cenas, não é puramente grego: depende de tradições evangélicas escritas e muito provavelmente orais, e segue a grande tradição narrativa hebraica.

E em terceiro lugar porque seu evangelho é nada mais que a primeira parte de uma obra maior, que continua nos Atos dos Apóstolos, também escrito por Lucas provavelmente até antes do próprio evangelho. (Introdução ao Evangelho Segundo Lucas – Bíblia do Peregrino).

106377_SAOLUCAS

quadro cronológico do evangelho de lucas

Quadro  cronológico

O plano de escrita de Lucas retoma as grandes linhas do texto de Marcos com algumas transposições ou omissões.  Alguns episódios são deslocados (Lc 3,19-20; 4,16-3; 5,1-11; 6,12-19; 22,31-34 etc…), ora por influência de outras tradições, entre as quais deve-se notar a que se reflete igualmente no quarto evangelho. Outros episódios são omitidos, seja com O menos interessantes para os leitores pagãos (cf. Mc 9,11-13), seja para evitar duplicatas (cf. Mc 12,28-34 em comparação com Lc 10,25-28). Notar-se-á, sobretudo a ausência de um correspondente de Mc 6,45-8,26. A diferença mais notável em relação ao segundo evangelho é a longa seção mediana, formada por 9,51-18,14, que é apresentada sob a forma de subida para Jerusalém com auxílio de notações repetidas (Lc 9,51; 13,22; 17,11; cf. Mc 10,1) e onde se verá menos a lembrança real de diferentes viagens do que a insistência proposital sobre uma ideia teológica proposital cara a Lucas: A cidade Santa é o lugar em que se deve realizar a salvação (9,31; 13,33; 18,31; 19,11), foi nela que o evangelho começou (1,5s) e é lá que deve terminar (24,52s) por meio de aparições e conversão que não tem lugar na Galiléia (24,13-51, comparar 24,6 com Mc 16,7 e Mt 28,7.16-20) e é de Jerusalém que deve partir a evangelização do mundo ( Lc 24,47 e At 1,8). Em sentido mais Largo, é a subida de Jesus e do cristão para Deus. (Introdução a Lucas – Bíblia de Jerusalém)

SaoLucas2

Lucas pintado como médico

Segundo as tradições Lucas teria sido um médico, Vale ressaltar que a medicina da época era rudimentar e ainda influenciada pelas crenças religiosas dos seus praticantes (veja o quadro descrevendo a Medicina da época).

Sabe-se que ele não era judeu e jamais teve contato direto com Jesus.

No prólogo do seu evangelho ele declara que escreveu baseado nos relatos dos Apóstolos e em pesquisas.

 

Tanto Lucas como Paulo fala de Teófilo e existem duas possíveis explicações Sobre quem seria este personagem.

  1. Poderia ser o financiador da escrita do evangelho. Afinal escrever em manuscritos de papiro ou pergaminho ficava muito caro naquela época.
  2. A tradução do nome Teófilo vem do grego “amigo de Deus” e pode indicar que os textos são escritos a qualquer cristão. Indo bem na direção da filosofia de Lucas e Paulo que se preocupavam em levar a mensagem a qualquer pessoa que aceitasse Jesus.

270px-Luke_evangelist_Guercino

Lucas teria sido um seguidor de Paulo, e por isso mesmo é lembrado em diversas cartas, inclusive em 2Tm 4 quando diz que está preso em companhia de Lucas ( este estaria prestando auxílio a Paulo preso em Cesárea – hoje Palestina) e pede que seja trazido Marcos.

Conta à tradição que ele foi perseguido pelos romanos e morreu enforcado pelos pagãos em Beócia, regia da Grécia Antiga. Ele teria 84 anos à época.

São Lucas é o padroeiro dos solteiros, pois segundo a tradição nunca se casou.

images (1)

Na liturgia:

Lucas: Símbolo: Touro. Pois logo no início de sua narrativa ele fala de Zacarias que tinha a função de ordenar os sacrifícios no templo. Lc 1,5-25

Como cada ano é dedicado a um dos evangelhos sinóticos, dentro do ciclo de 3 anos o Evangelho de Lucas é o do ano C (sendo A o de Mateus, B o de Marcos e o de João na quaresma e tempo pascal, além de vários tempos dentro da igreja)

 

A Medicina no primeiro século

Os médicos do início do cristianismo tinham ideias muito diferentes das atuais. A menstruação era considerada impura, horrorizada médicos da época e obrigava as mulheres a ficarem reclusão.

A Bíblia mostra claramente essa situação em passagens como esta:

Certa mulher que havia doze anos tinha um fluxo de sangue e muito sofrerá na mão de vários médicos. (Mc 5,25).

Não é a toa que Jesus diz: “Médico, cura-te a ti mesmo.” (Lc 4,23) e Lucas a reproduz no seu evangelho.

“TODA e qualquer doença de pele, contagiosa ou não, era considerada incurável, desde uma espinha ou mancha superficial”, escrevem Luigi Schiavo e Valmor da Silva, no livro Jesus Milagreiro e Exorcista. Seus portadores sofriam preconceito e eram isolados da família. “Aos males físicos associavam-se sentimentos de culpa.” As enfermidades eram consideradas como castigos pelos pecados cometidos e o sofrimento era a única possibilidade de cura. Mesmo assim, a melhor a só ocorria mediante a intervenção de Deus.

“Não foram raros os casos em que os doentes apanharam ou foram colocados na fogueira para ficarem livres dos pecados e dos males”, afirma o biólogo Décio Cassiano Altimari, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Texto extraído do livro Discípulos – Coleção Grandes Heróis Bíblicos – Vol. VI Revista das Religiões  (2005) – Editora Abril

986c8526e543ff869fc3216c7a4da0a1Pontos importantes (Lc)

17

Página original do Evangelho de Lucas

Fontes:images (4)

 

  • Bíblia do Peregrino
  • Bíblia de Jerusalém
  • Bíblia Sagrada CNBB
  • Bíblia Católica Online
  • Wikipedia
  • Livro: Um Santo para Cada Dia – Edições Paulinas

11º Encontro (Catequese) – Evangelho de Mateus

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 11/40)

Folha modelo base - Copy (4)

Sugestão de folha de encontro

 

Neste encontro vamos falar sobre o primeiro evangelho no cânon oficial da Bíblia católica, o Evangelho de Jesus Cristo Segundo Mateus. O nome pomposo seria esse mesmo, mas nos referimos sempre com O evangelho de São Mateus.

São Mateus porque foi canonizado como Santo pela Igreja Católica.

É uma boa oportunidade para promover o encontro dos catequisandos com a Palavra de Deus, lembrando sempre que a Bíblia deve ser nosso porto seguro nesta vivência de fé que será nossa caminhada até os sacramentos.

Dito isso podemos iniciar com a oração do Pai Nosso, Ave Maria e o Vinde Espírito Santo e logo depois fazermos o nosso canto que eu sugiro Se Compreendesses o Dom de Deus da Adriana.

No terceiro momento poderia ser explicado o que são os evangelhos e sobre quem foi Mateus e uma breve explanação sobre seu Evangelho

Num quarto momento seria muito interessante que se separasse em duplas ou trios e cada um recebesse uma leitura do livro de Mateus (tem muitas passagens sobre milagres e sermões, fica a critério da equipe a escolha) só não use o Sermão da Montanha porque será usado na reflexão.

Depois que cada dupla (ou trio) ler, é feito uma pequena apresentação para os demais catequizandos, pode ser uma leitura do texto ou eles contarem sobre o fato, o importante é ser apresentado e melhor ainda se tiverem perguntas. Para isso os catequistas devem ter lido previamente tudo e depois refletirem com o grupo.

O quinto momento é a reflexão  do Sermão da Montanha (Mt 5-7). Coloca-se uma música de fundo, bem baixinha, todos sentados em silêncio para a oração  (reflexão). Cada catequista lê um trecho do texto, de pé, circulando por trás da roda. Deve ser uma leitura calma e clara. Ao final da leitura um dos catequistas faz uma breve reflexão, em forma de perguntas (exemplos : Quem nunca julgou as ações de outras pessoas sem saber ao certo o porquê? Quantas vezes você critica o outro e não admite seus defeitos?, etc…). São perguntas para que todos reflitam mas não é preciso esperar por respostas naquele momento.

Depois é dados os avisos da comunidade, cobrado novamente os documentos dos que serão batizados (como expliquei no último encontro).

Ai vem o canto final e a minha sugestão é Eis que Faço Novas Todas as Coisas

De oração final A Oração de São Mateus ( se possível em cartões para eles levarem embora depois)

Oração de São Mateus

São Mateus que deixastes a riqueza para seguir com entusiasmo o chamado do Mestre, fazendo da pobreza um hino de louvor a Jesus, intercedei por mim, que me encontro em aflição. Vós que ouvistes do Mestre as palavras: “Não ajunteis para vós os tesouros da terra, a onde a traça e o caruncho os destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós os tesouros dos céus!” Ensinai-me ó São Mateus o verdadeiro valor das coisas terrenas e não permiti que a ganância e a soberba dirijam meus atos. Protegei o que é meu e de minha família da ganância e do alcance alheio, para que as minhas posses não lhes causem cobiça nem ensejem atos ilícitos desvairados. Ensinai-me por fim, a ajuntar tesouros no céu e a servir a Deus e não ao dinheiro. Amém!

Regnier_Matthieu

Pintura de Mateus e o anjo

Aprofundamento para o Catequista

Evangelho numa tradução direta significa Boa Nova, então trata-se da “ Boa notícia “ trazida” da missão do Filho de Deus na terra.

Na lista dos evangelhos Os 3 primeiros são chamados de sinóticos, literalmente iguais. É consenso que Marcos foi o primeiro a escrever um evangelho e que tanto Lucas como Mateus usaram desta Fonte para escrever as suas versões do evangelho. Então Mateus é o mais completo e foi colocado no início.  Já o evangelho segundo João é totalmente diferente dos primeiros três e fala mais da divindade de Jesus, do mistério  É da sua vida pastoral. Se fôssemos levar me conta, apenas Mateus e João podem ser realmente considerados por terem sido apenas os dois discípulos diretos de Jesus, mas não se pode negar que tanto Lucas como Marcos tiveram boas fontes para escreverem seus textos.

Os evangelhos foram escritos por homens que estiveram entre os primeiros a ter fé e que queriam compartilhá-la com outros. Depois de terem conhecido na fé quem foi Jesus, puderam ver os traços de seu mistério em toda a sua vida terrestre. Desde os paninhos de sua atividade até o vinagre de sua Paixão e o sudário de sua Ressurreição,  tudo na vida de Jesus é sinal de seu Mistério. Por meio de seus gestos, de seus milagres, de suas palavras, foi revelado que “ nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade “(Cl 2,9). Sua humanidade aparece, a assim,como o “ sacramento”, isto é, o sinal e o instrumento de sua divindade e da salvação que ele traz: o que havia de visível em sua vida terrestre apontava para o mistério invisível de sua filiação divina e de sua missão redentora. CIC 515

Mateus foi um dos primeiros discípulos chamados por Jesus. Ele era um publicano que recebia os impostos. Detalhe quase sempre deixado de lado é que ele recebia os impostos e não cobrava, ou seja ele tinha uma cadeira com uma tenda próxima ao templo. Outro detalhe, era que Mateus cobrava impostos para o templo e este repassada para Roma. Como as moedas tinha a efígie do imperador romano Cesar os doutores da lei não gostavam de ter contato com o dinheiro romano e Mateus tinha este emprego e por isso mesmo era discriminado e tratado como impuro. Simplificando : Mateus era também um trabalhador que exercia um serviço mal visto.

Porém nesta função ele também tinha a possibilidade de desviar somas de dinheiro para ele mesmo, e algumas tradições falam que ele se tornará um homem rico por isso.

Jesus ao passar perto de Mateus (em algumas passagens chamado de Levi)  o chama dizendo simplesmente : Vem e me segue. É ele abandonou tudo e o seguiu. Pouco se fala sobre ele na Bíblia , mas a sua importância não pode ser negada já que um dos Evangelhos é de sua autoria. Tudo indica que Mateus teve acesso ao evangelho de Marcos, pois grande parte do seu texto tem equivalente no de Marcos, mas como discípulo Mateus decidiu escrever o seu evangelho cobrindo as lacunas deixadas por Marcos que não tinha sido realmente discípulo. Então de todos os evangelhos chamados sinóticos o de Mateus é o mais completo e por isso figura como o primeiro na lista.

Na liturgia da Igreja Católica cada ano é dedicado a um dos evangelhos sinóticos e a João em tempos específicos. Mateus é do ano A e ao final de cada 3 anos o ciclo recomeça.

Na simbologia que vem desde as igrejas orientais e também por estudos de Santo Irineu (por volta de 203 d.C.) e depois por Santo Agostinho  (por volta de 439 d.C.) cada evangelista tem um símbolo e Mateus é simbolizado por um anjo, o que remete a uma profecia de Ezequiel (Ex 1,1-4;10,14) e também em Ap 4,6-7.

Também seu evangelho após toda a narração da descendência de Jesus já inicia falando do anjo que veio confirmar com José que Maria estava grávida pelo poder do Espírito Santo (cf. MT 1, 20-25)

Para um aprofundamento ainda maior leia Evangelho Segundo São Mateus (clique na palavra)

Fiquem com Deus

Sermão da Montanha – Completo

Evangelho segundo São Mateus – Capítulo 5

  1. Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos,
  2. e ele se pôs a ensiná-los, dizendo:
  3. Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
  4. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
  5. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.
  6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.
  7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.
  8. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
  9. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.
  10. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
  11. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
  12. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.
  13. Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.
  14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;
  15. nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa.
  16. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
  17. Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.
  18. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só jota ou um só til, até que tudo seja cumprido.
  19. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
  20. Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
  21. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo.
  22. Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.
  23. Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
  24. deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta.
  25. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão.
  26. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último centavo.
  27. Ouvistes que foi dito: Não adulterarás.
  28. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.
  29. Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.
  30. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que vá todo o teu corpo para o inferno.
  31. Também foi dito: Quem repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.
  32. Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério.
  33. Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos.
  34. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus;
  35. nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei;
  36. nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um só cabelo branco ou preto.
  37. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno.
  38. Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
  39. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
  40. e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
  41. e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil.
  42. Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.
  43. Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.
  44. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;
  45. para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.
  46. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
  47. E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? Não fazem os gentios também o mesmo?
  48. Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.

Evangelho segundo São Mateus – Capítulo 6

  1. Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus.
  2. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.
  3. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita;
  4. para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
  5. E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.
  6. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
  7. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.
  8. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.
  9. Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
  10. venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
  11. o pão nosso de cada dia nos dá hoje;
  12. e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores;
  13. e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. [Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.]
  14. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;
  15. se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.
  16. Quando jejuardes, não vos mostreis tristes como os hipócritas; porque eles desfiguram os seus rostos, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.
  17. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,
  18. para não mostrar aos homens que estás jejuando, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
  19. Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
  20. mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
  21. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
  22. A luz do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz;
  23. se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!
  24. Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
  25. Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
  26. Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
  27. Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?
  28. E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;
  29. contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.
  30. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
  31. Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?
  32. (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.
  33. Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo.
  34. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu cuidado.

      Evangelho segundo São Mateus – Capítulo 7

  1. Não julgueis, para que não sejais julgados.
  2. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.
  3. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?
  4. Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
  5. Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.
  6. Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.
  7. Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á.
  8. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á.
  9. Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?
  10. Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente?
  11. Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?
  12. Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.
  13. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
  14. e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.
  15. Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.
  16. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
  17. Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.
  18. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons.
  19. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.
  20. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
  21. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
  22. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?
  23. Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
  24. Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.
  25. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
  26. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.
  27. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.
  28. Ao concluir Jesus este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina;
  29. porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

Quarta-feira de Cinzas (CF, Liturgia e Significado)

Tempo Litúrgico –  Catequese

cinzas

Tempo Litúrgico marca o ano da igreja católica dividindo-se por  4 períodos (ou ciclos como seria mais acertado falar):

  1. Tempo do Adventob_200_0_16777215_00_images_formacao_ano_liturgico
  2. Tempo do Natal
  3. Tempo Comum (divido em 2 partes)
  4. Tempo da Quaresma
  5. Tempo Pascal (com o Tríduo Pascal)

Nosso assunto é o início do Tempo da Quaresma, com a Quarta-feira de Cinzas e culmina com o início (no Brasil) da Campanha da Fraternidade .

Basicamente vou falar da Quarta-feira de Cinzas (o assunto Tempo Litúrgico será explorado futuramente como parte da formação das postagens da serie Animo, uma nova catequese que publico neste blog regularmente).

Primeiro devemos falar que o Carnaval era conhecido como a festa da carne onde os agricultores comemoravam a colheita. Mas na antiguidade era a festa de deuses pagãos e também era o momento onde as pessoas aproveitavam para comer bastante carne em grandes festas já que logo depois viria a Quaresma e as pessoas faziam jejum de carne e também não faziam festas (claro que isso onde a Igreja Católica era líder). A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. Depois com o tempo o carnaval passou a ser a festa como conhecemos.

A Quarta-feira de Cinzas representa o primeiro dia da Quaresma no calendário gregoriano, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data celebrada por alguns elementos da comunidade cristã principalmente a Igreja Católica.

A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias (Quaresma) entre essa quarta-feira e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.

roteiro-homiltico-da-quarta-feira-de-cinzas-ano-b-roxo-18022015-2-638

A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

Na Quarta-feira de Cinzas (e na Sexta-feira Santa) a Igreja Católica aconselha os fiéis a fazerem jejum e a não comerem carne. Esta tradição já existe há muitos anos e tem como propósito fazer com que os fiéis tomem parte do sacrifício de Jesus. Assim como Jesus se sacrificou na cruz, aquele que crê também pode fazer um sacrifício, abstendo-se de uma coisa que gosta, neste caso, a carne.

Quarta-feira de cinzas não é feriado

De acordo com a lei federal, a Quarta-feira de Cinzas não é um feriado oficial. No entanto, muitos estabelecimentos comerciais não funcionam, mesmo tendo autorização para funcionar. Algumas repartições públicas e agências bancárias só funcionam a partir das 12 horas.

significado-da-quarta-feira-de-cinzas

Liturgia da Quarta-feira de Cinzas

Quarta-feira de Cinzas da Quaresma

1 de Março de 2017

1ª Leitura – Jl 2,12-18

Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes.
Leitura da Profecia de Joel 2,12-18

Agora, diz o Senhor,
voltai para mim com todo o vosso coração,
com jejuns, lágrimas e gemidos;
rasgai o coração, e não as vestes;
e voltai para o Senhor, vosso Deus;
ele é benigno e compassivo,
paciente e cheio de misericórdia,
inclinado a perdoar o castigo’.
Quem sabe, se ele se volta para vós e vos perdoa,
e deixa atrás de si a bênção,
oblação e libação
para o Senhor, vosso Deus?
Tocai trombeta em Sião,
prescrevei o jejum sagrado,
convocai a assembléia;
congregai o povo,
realizai cerimônias de culto,
reuni anciãos,
ajuntai crianças e lactentes;
deixe o esposo seu aposento,
e a esposa, seu leito.
Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar,
os ministros sagrados do Senhor, e digam:
‘Perdoa, Senhor, a teu povo,
e não deixes que esta tua herança sofra infâmia
e que as nações a dominem.’
Por que se haveria de dizer entre os povos:
‘Onde está o Deus deles?’
Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra
e perdoou ao seu povo.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 50 (51), 3-4. 5-6a. 12-13. 14.17 (R.Cf.3a)

R. Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! *
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!

Lavai-me todo inteiro do pecado, *
e apagai completamente a minha culpa!
R.  Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

Eu reconheço toda a minha iniquidade,*
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,*
pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

R. Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

Criai em mim um coração que seja puro,*
dai-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,*
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

R.  Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

Dai-me de novo a alegria de ser salvo*
e confirmai-me com espírito generoso!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,*
e minha boca anunciará vosso louvor!

R. Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

2ª Leitura – 2Cor 5,20-6,2

Reconciliai-vos com Deus.
É agora o momento favorável.
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 5,20 – 6,2

Irmãos:
Somos embaixadores de Cristo,
e é Deus mesmo que exorta através de nós.
Em nome de Cristo, nós vos suplicamos:
deixai-vos reconciliar com Deus.
Aquele que não cometeu nenhum pecado,
Deus o fez pecado por nós,
para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.
Como colaboradores de Cristo,
nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus,
pois ele diz: ‘No momento favorável, eu te ouvi
e no dia da salvação, eu te socorri’.
É agora o momento favorável,
é agora o dia da salvação.
Palavra do Senhor.

Evangelho – Mt 6,1-6.16-18

E o teu Pai, que vê o que está
escondido, te dará a recompensa.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
Ficai atentos
para não praticar a vossa justiça na frente dos homens,
só para serdes vistos por eles.
Caso contrário, não recebereis a recompensa
do vosso Pai que está nos céus.
Por isso, quando deres esmola,
não toques a trombeta diante de ti,
como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas,
para serem elogiados pelos homens.
Em verdade vos digo:
eles já receberam a sua recompensa.
Ao contrário, quando deres esmola,
que a tua mão esquerda não saiba
o que faz a tua mão direita,
de modo que, a tua esmola fique oculta.
E o teu Pai, que vê o que está oculto,
te dará a recompensa.
Quando orardes,
não sejais como os hipócritas,
que gostam de rezar em pé,
nas sinagogas e nas esquinas das praças,
para serem vistos pelos homens.
Em verdade vos digo:
eles já receberam a sua recompensa.
Ao contrário, quando tu orares,
entra no teu quarto, fecha a porta,
e reza ao teu Pai que está oculto.
E o teu Pai, que vê o que está escondido,
te dará a recompensa.
Quando jejuardes,
não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas.
Eles desfiguram o rosto,
para que os homens vejam que estão jejuando.
Em verdade vos digo:
Eles já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando jejuares,
perfuma a cabeça e lava o rosto,
para que os homens não vejam
que tu estás jejuando,
mas somente teu Pai, que está oculto.
E o teu Pai, que vê o que está escondido,
te dará a recompensa.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mt 6, 1-6.16-18

 O verdadeiro espírito de conversão quaresmal é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.

Campanha da Fraternidade

No Brasil é na quarta-feira de cinzas que se inicia a Campanha da Fraternidade (CF) organizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para toda a Igreja Católica no Brasil e em muitos anos (caso deste ano de 2017) a campanha é ecumênica e congrega várias igrejas cristãs que fazem parte do CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil) que congrega a Igreja Católica Apostólica Romana – ICAR, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia – ISOA e a Igreja Presbiteriana Unida – IPU.

cartaz-da-campanha-da-fraternidade-2017

A Campanha da Fraternidade é marcada pelo empenho de todos em favor da solidariedade e fraternidade, sempre abordando temas atuais, que a cada ano propõe uma transformação social e comunitária, seja ela em desafios sociais, econômicos, culturais e até mesmo religiosos, onde toda a população envolvida na Campanha da Fraternidade é convidada a ver, julgar e agir.

Tema e lema da Campanha da Fraternidade 2017

Tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”

Lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15).

Hino da Campanha da Fraternidade 2017

Confira o hino da Campanha da Fraternidade 2017 que foi escrito pelo Padre José Antônio de Oliveira e música de Wanderson Luiz Freitas:

01 – Louvado seja, ó Senhor, pela mãe terra,
que nos acolhe, nos alegra e dá o pão (cf. LS, n.1)
Queremos ser os teus parceiros na tarefa
de “cultivar e bem guardar a criação.”

Refrão:
Da Amazônia até os Pampas,
do Cerrado aos Manguezais,

chegue a ti o nosso canto
pela vida e pela paz (2x)

02 – Vendo a riqueza dos biomas que criaste,
feliz disseste: tudo é belo, tudo é bom!
E pra cuidar a tua obra nos chamaste
a preservar e cultivar tão grande dom (cf. Gn 1-2).

03 – Por toda a costa do país espalhas vida;
São muitos rostos – da Caatinga ao Pantanal:
Negros e índios, camponeses: gente linda,
lutando juntos por um mundo mais igual.

04 – Senhor, agora nos conduzes ao deserto
e, então nos falas, com carinho, ao coração (cf. Os 2.16),
pra nos mostrar que somos povos tão diversos,
mas um só Deus nos faz pulsar o coração.

05 – Se contemplamos essa “mãe” com reverência,
não com olhares de ganância ou ambição,
o consumismo, o desperdício, a indiferença
se tornam luta, compromisso e proteção (cf LS, n.207).

06 – Que entre nós cresça uma nova ecologia (cf LS, cap.IV),
onde a pessoa, a natureza, a vida, enfim,
possam cantar na mais perfeita sinfonia
ao Criador que faz da terra o seu jardim.

Confira as músicas da Campanha da Fraternidade 2017, que estão presentes no CD da CF 2017.

Oração da Campanha da Fraternidade 2017

Deus, nosso Pai e Senhor,
nós vos louvamos e bendizemos,
por vossa infinita bondade.

Criastes o universo com sabedoria
e o entregastes em nossas frágeis mãos
para que dele cuidemos com carinho e amor.

Ajudai-nos a ser responsáveis e zelosos pela
Casa Comum.
Cresça, em nosso imenso Brasil,
o desejo e o empenho de cuidar mais e mais
da vida das pessoas,
e da beleza e riqueza da criação,
alimentando o sonho do novo céu e da nova terra
que prometestes.

Amém!

Campanha da Fraternidade Ecumênica

A Campanha da Fraternidade 2016 foi Ecumênica, mas você sabe o que é isso? Como falamos anteriormente, todos os anos a Campanha da Fraternidade é realizada pela Igreja Católica, porém ela já acontece de forma ecumênica, ou seja, ela envolve outras igrejas cristãs, que é realizada a cada 5 anos por diversas outras igrejas, sempre valorizando o que a igreja tem de bom. A primeira Campanha da Fraternidade Ecumênica foi realizada em 2000, a segunda em 2005, a terceira em 2010.

Coleta da Solidariedade

A Coleta da Solidariedade é sempre realizada no Domingo de Ramos, onde nesta ocasião todo o dinheiro que é arrecadado nas missas desse dia é dividido entre o Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) e o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), onde o FDS fica com 60% dos recursos, que são destinados a todos os projetos sociais da própria comunidade diocesana, já os outros 40%, o FNS reverte no fortalecimento da solidariedade entre as diversas regiões do país. É um belo gesto da comunidade, podemos chamar de um gesto generoso, onde todo o valor arrecadado com essas doações, a comunidade envolvida ajuda a igreja a desenvolver projetos de proteção humana e também a sustentar a ação pastoral.

cinzas-1

Campanha da Fraternidade – História

No ano de 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal, no Rio Grande do Norte. No ano seguinte, dezesseis dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja no País.

Em seu início, teve destacada atuação o Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas Brasileira, que fora fundada no Brasil em 1957. Na época, o responsável pelo Secretariado de Ação Social era Dom Eugênio de Araújo Sales, e por isso, Presidente da Caritas Brasileira. O fato de ser Administrador Apostólico de Natal explica que a Campanha tenha iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em todo o Rio Grande do Norte.

Este projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1962, sob o impulso renovador do espírito do Concílio Vaticano II, e realizado pela primeira vez na quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi fundamental para a concepção e estruturação da Campanha da Fraternidade, bem como o Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, enfim, para o desencadeamento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.

Em 20 de dezembro de 1964, os Bispos aprovaram o fundamento inicial da mesma intitulado: Campanha da Fraternidade – Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma. Em 1965, tanto Caritas quanto Campanha da Fraternidade, que estavam vinculadas ao Secretariado Nacional de Ação Social, foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da CNBB. A CNBB passou a assumir a CF. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF. Em 1967, começou a ser redigido um subsídio maior que os anteriores para a organização anual da CF. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da CF. A partir de 1971, participam deles também a Presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral.

Em 1970, a Campanha da Fraternidade ganhou um especial e significativo apoio: a mensagem do Papa em rádio e televisão em sua abertura, na quarta-feira de cinzas. A mensagem papal continua enriquecendo a abertura da CF.

De 1962 até hoje, a Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização desenvolvida num determinado tempo (quaresma), para ajudar os cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos concretos no processo de transformação da sociedade a partir de um problema específico que exige a participação de todos na sua solução.

A Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. A campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

  • Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho.
  • Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.

Na história do desenvolvimento da Campanha da Fraternidade seguiu-se dentro de algumas fases que se confundem também com a História da Igreja Católica e com a História recente da sociedade brasileira.

1ª Fase: Em busca da Renovação Interna da Igreja

Renovação da Igreja

ANO TEMA LEMA
1964 Igreja em Renovação Lembre-se: Você também é Igreja
1965 Paróquia em Renovação Faça de sua paróquia uma comunidade de fé, culto e amor

Renovação do Cristão

ANO TEMA LEMA
1966 Fraternidade Somos responsáveis uns pelos outros
1967 Co-responsabilidade Somos todos iguais, somos todos irmãos
1968 Doação Crer com as mãos!
1969 Descoberta Para o outro, o próximo é você
1970 Participação Ser Cristão é Participar
1971 Reconciliação Reconciliar
1972 Serviço e Vocação Descubra a felicidade de servir

2ª Fase: A Igreja preocupa-se com a realidade social do povo, denunciando o pecado social e promovendo a justiça

ANO TEMA LEMA
1973 Fraternidade e libertação O egoísmo escraviza, o amor liberta
1974 Reconstruir a casa Onde está teu irmão?
1975 Fraternidade é repartir Repartir o Pão
1976 Fraternidade e Comunidade Caminhar juntos
1977 Fraternidade na Família Comece em sua casa
1978 Fraternidade no mundo do trabalho Trabalho e justiça para todos
1979 Por um mundo mais humano Preserve o que é de todos
1980 Fraternidade no mundo das Migrações, Exigência da Eucaristia Para onde vais?
1981 Saúde e Fraternidade Saúde para todos
1982 Educação e Fraternidade A verdade vos libertará
1983 Fraternidade e Violência Fraternidade sim, violência não
1984 Fraternidade e Vida Para que todos tenham vida

3ª Fase: A Igreja volta-se para situações existenciais do povo Brasileiro

ANO TEMA LEMA
1985 Fraternidade e Fome Pão para quem tem fome
1986 Fraternidade e Terra Terra de Deus, Terra de irmãos
1987 Fraternidade e o Menor Quem acolhe o menor, a mim acolhe
1988 Fraternidade e o Negro Ouvi o clamor deste povo!
1989 Fraternidade e a Comunicação Comunicação para a verdade e a paz
1990 Fraternidade e a Mulher Mulher e Homem: Imagem de Deus
1991 A Fraternidade e o Mundo do Trabalho Solidários na dignidade do Trabalho
1992 Fraternidade e Juventude Juventude – caminho aberto
1993 Fraternidade e Moradia Onde moras?
1994 Educação e a Família A Família, como vai?
1995 A Fraternidade e os Excluídos Eras tu, Senhor?!
1996 Fraternidade e Política Justiça e Paz se abraçarão
1997 A Fraternidade e os Encarcerados Cristo liberta de todas as prisões
1998 Fraternidade e Educação A Serviço da Vida e da Esperança
1999 Fraternidade e os desempregados Sem trabalho…Por quê?
2000 Dignidade Humana e Paz (ecumênica) Novo Milênio sem Exclusões
2001 Fraternidade e as Drogas Vida sim, Drogas não
2002 Fraternidade e Povos Indígenas Por uma terra sem males
2003 Fraternidade e Pessoas Idosas Vida, Dignidade e Esperança
2004 Fraternidade e Água Água, fonte de Vida
2005 Solidariedade e Paz (ecumênica) Felizes os que promovem a Paz
2006 Fraternidade e Pessoas com Deficiência Levanta-te, vem para o meio!
2007 Fraternidade e Amazônia Vida e Missão neste chão
2008 Fraternidade e Defesa da Vida Escolhe, pois, a Vida
2009 Fraternidade e Segurança Pública A Paz é fruto da Justiça
2010 Economia e Vida (ecumênica) Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro
2011 Fraternidade e a Vida no Planeta A criação geme em dores de parto
2012 Fraternidade e saúde pública Que a saúde se difunda sobre a terra!
2013

Fraternidade e Juventude

Eis-me aqui, envia-me!
2014 Fraternidade e Tráfico Humano É para a liberdade que Cristo nos libertou
2015 Fraternidade: Igreja e Sociedade Eu vim para servir
2016 Casa Comum, Nossa Responsabilidade Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca
2017 Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida Cultivar e guardar a criação
Fonte: Wikipedia – verbete Campanha da Fraternidade

Leia mais em: