Estudo Bíblico: Epístola de Judas Tadeu

Estudo Bíblico: Livro de Judas

Stjudethaddeus

São Judas Tadeu, por Georges de La Tour. ca. 1615 – 1620

“São Judas, 1 1.Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. 2.Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. 3.Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. 4.Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor. 5.Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. 6.Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. 7.Da mesma forma Sodoma, Gomor­ra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. 8.Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, desprezam a soberania e maldizem as glórias.* 9.Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!* 10.Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. 11.Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré.* 12.Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! 13.Ondas furiosas do mar, que arrojam as espumas da sua torpeza! Estrelas errantes, para as quais está reservada a escuridão das trevas para toda a eternidade! 14.Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus santos* 15.para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. 16.Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse. 17.Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, 18.os quais vos diziam: “No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões; 19.homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito”.* 20.Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. 21.Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. 22.Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os,* 23.e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne. 24.Àquele, que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, 25.ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém.” (São Judas, 1 – Bíblia Católica Online)

“1,8. Soberania: soberania divina. As glórias: os anjos caídos. 1,9. Alusão a uma tradição judaica – Ascensão de Moisés – que os livros santos não mencionam em nenhuma parte. 1,11. Ver Nm 24 e 16; Gn 4. 1,14. Palavras tiradas do livro de Henoc, escrito judaico não inspirado. 1,19. Que semeiam a discórdia; outra tradução possível: que fazem distinções (entre alimentos puros e impuros). 1,22. O texto deste versículo e do seguinte é bastante incerto.”

Quem foi São Judas?

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Seu nome era Judas Tadeu. A pregação e o testemunho de Judas Tadeu impressionavam os pagãos que logo se convertiam. Não deve ser confundido com Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus. Nasceu em Caná de Galileia, na Palestina. Filho de Alfeu e Maria Cleofas. Era irmão de Thiago, José, Simão e Maria Salomé. Thiago foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo e se tornou o primeiro bispo de Jerusalém. José era conhecido como o justo. Simão foi o segundo Bispo de Jerusalém. São Judas Tadeu foi um apóstolo de Cristo. Era primo de Jesus. Sua mãe Maria era prima de Maria Santíssima e o pai Alfeu era irmão de São José. Sua mãe e sua irmã foram citadas como as Marias (nome comum à época) que visitaram o túmulo de Jesus e descobriram que havia sumido e depois o encontraram na estrada (apesar de que os relatos dos 4 evangelistas diferem sobre quais estavam lá). Salomé lavou os pés de Jesus.

Nas Escrituras, João Evangelista relata que na última ceia, São Judas perguntou ao seu mestre: “Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?” Jesus lhe responde afirmando que teriam manifestações dele todos os que guardassem suas palavras e permanecessem fies a seu amor. Um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús no dia da ressurreição junto com maria e outras Marias provavelmente sua mãe e irmã.

É um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos, em seus Evangelhos, e um dos mais fervorosos do grupo. Depois da ascensão de Jesus e que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciou a pregação de sua fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, pela Galileia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas divulgando o Evangelho. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém e em seguida passou evangelizando pela Mesopotâmia, atual Pérsia, Edessa, Arábia e Síria. Destacou-se principalmente na Armênia, Síria e Norte da Pérsia, sendo o primeiro a manifestar apoio ao rei estrangeiro, Algar de Edessa.

Na Mesopotâmia ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão o Zelota, aparentemente viajando em companhia de quinto Apóstolo a ir ao Oriente. Segundo relata São Jerônimo, ambos foram martirizados cruelmente quando estavam na Pérsia, mortos a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusarem a prestar culto à deusa Diana. Assim, na igreja ocidental, os dois santos são celebrados juntos em 28 de outubro. A Igreja Ortodoxa Grega, contudo, distingue Judas de Tadeu, celebrando Judas, “irmão” de Jesus, em 19 de junho, e o apóstolo Tadeu em 21 de agosto.

É invocado como advogado das causas desesperadas e dos supremos momentos de angústia. Essa devoção surgiu na França e na Alemanha no fim do século XVIII. No Brasil, a devoção a esse santo é muito popular e surgiu no início do século XX. Devido à forma como foi martirizado, sempre é representado em suas imagens segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro. (E-Biografias)

Parecia muito com Jesus

São Judas Tadeu normalmente é representado com uma medalha no peito, com o rosto de Cristo impresso. Isto acontece porque se parecia com Jesus fisicamente e também espiritualmente. Além disso, o santo carrega uma chama de fogo na cabeça a qual manifesta que recebeu o Espírito Santo em Pentecostes.

Outros escultores o mostram levando uma Bíblia em referência ao livro que leva seu nome. Em sua mão aparece uma machadinha, referente ao seu martírio, ou um cajado como símbolo das grandes distâncias que percorria enquanto pregava.

Morreu mártir junto com São Simão

São Judas Tadeu pregou primeiro na Judeia, em seguida foi para a Mesopotâmia e finalmente a Pérsia, lugar no qual se reuniu com o apóstolo São Simão e juntos combateram as heresias de Zaroes e Arfexat, dois sacerdotes pagãos que levantaram o povo contra as obras dos apóstolos. Ambos os apóstolos receberam juntos a coroa do martírio e, por isso, a Igreja os celebra no mesmo dia. As relíquias dos santos estão em um altar da Basílica de São Pedro no Vaticano.

Teve uma visão de Jesus antes de morrer

Antes de morrer, São Judas olhou para São Simão e lhe disse que viu o Senhor que os chamava para Ele. Segundo a antiga tradição, mataram São Simão cortando seu corpo em dois e cortaram a cabeça de São Judas Tadeu com uma machadinha.

A Igreja não avaliza as polêmicas correntes de oração

Normalmente, circulam pela Internet e em papéis deixados nas casas ou nos templos, uma suposta “corrente ou Novena Milagrosa a São Judas Tadeu”, a qual exige que o conteúdo seja compartilhado a um número determinado de pessoas e dentro de um período de tempo para obter bênçãos e ameaça com males aqueles que não o façam. A origem é desconhecida, mas a Igreja não avaliza estas iniciativas.

A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de São Judas (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Reflita

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Apesar de ser colocado na Bíblia como um livro, trata-se de uma carta (uma epístola) escrita por São Judas para a comunidade que estava sendo influenciada por homens que queriam desacreditar as pessoas sobre Jesus Cristo. Podemos usar como metáfora, o fato de muitas vezes estarmos dentro da igreja, comungando a nossa fé e quem é de fora tentar nos desviar do caminho e nos fazer ter sérias dúvidas sobre o que acreditamos. Como se o chamado mundano (do mundo) pudesse tirar-nos do caminho da fé. Os versículos 17 a 22 orientam sobre como proceder e não dar ouvidos aos que querem nos desviar do caminho de Deus. Em suma é uma carta para ser refletida a luz do nosso mundo atual onde cada vez mais a velocidade do dia e as pessoas que não querem acreditar em nada estão influenciando tudo, cabe a cada um permanecer na fé.

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Epístola de Judas não se refere ao apóstolo Judas, mas ao discípulo com o mesmo nome. O primeiro livro do Novo Testamento da Bíblia foi escrito, provavelmente, por volta do ano 65 depois de Cristo. Entretanto alguns acreditam o que texto teria sido escrito um pouco depois, entre 66 e 67, em função das semelhanças com a carta escrita por Pedro. Só que uma terceira corrente de pesquisadores argumenta que a explicação para os dois textos estaria em uma fonte única utilizada por Judas e por Pedro na qual leram informações sobre o risco dos falsos mestres. De todo modo, esse primeiro livro do Novo Testamento, a Epístola de Judas, é um texto escrito por Judas irmão de Tiago. Esse Judas era também meio-irmão do próprio Jesus Cristo. Ou seja, nada tem a ver com o famoso Judas apóstolo, conhecido por trair Jesus.

Epístola de Judas é um texto escrito por um discípulo tendo como supostos destinatários ou judeus convertidos ao cristianismo espalhados pela Ásia Menor. O texto, contudo, não oferece afirmativas ou informações que permitam afirmar claramente o destino da escritura. É uma suposição que parece ser a mais plausível porque o texto permite a compreensão de que os destinatários são conhecedores do Antigo Testamento e das tradições judaicas. Mas, mesmo que os destinatários não sejam claramente conhecidos, o motivo do texto é evidente: alertar contra mestres imorais e contra as heresias que colocam a fé dos cristãos em risco. Há um enfoque também contra a apostasia, pois na época havia uma onda de abandono da fé.

Constituída de um único capítulo e de apenas 25 versículos, há uma curta introdução sobre o perigo dos homens perversos. Uma curiosidade é a citação do livro apócrifo de Enoque, que gera muitas dúvidas nos pesquisadores sobre como teria sido o contato de Judas com esse conhecimento. Há também uma chamativa passagem que envolve o diabo e o Arcanjo Miguel sobre a tomada do corpo de Moisés. Em resumo, é um texto pequeno que alguns acreditam ser baseado em relatos de Jesus Cristo para seus discípulos, dentre os quais estava Judas.

Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 1/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 1/10

Este é o primeiro de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

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Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Que novidade é essa ?

Atos dos Apóstolos 
É importante acentuarmos que o livro dos Atos é a segunda parte do livro do Evangelho Segundo São Lucas, sendo que o evangelho mostra o vida de Jesus, quanto que nos Atos mostra a vida da comunidade (igreja) que dava seus primeiros passos, com dois lideres (ou vários) diferentes, tendo ao centro a cidade de Jerusalém, como ponto de partida de toda a história da fé. Se compararmos Lc 1,1-4 com At 1,1-8 vemos isso claramente.

“1.Muitos empreenderam compor uma história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, 2.como no-los transmitiram aqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da palavra. 3.Também a mim me pareceu bem, depois de haver diligentemente investigado tudo desde o princípio, escrevê-los para ti segundo a ordem, excelentíssimo Teófilo, 4.para que conheças a solidez daqueles ensinamentos que tens recebido.” (São Lucas, 1 – Bíblia Católica Online)

“1.Em minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda a seqüência das ações e dos ensinamentos de Jesus, 2.desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu). 3.E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus. 4.E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; 5.porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias. 6.Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel? 7.Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, 8.mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.” (Atos dos Apóstolos, 1 – Bíblia Católica Online)

fides - Copia

At 1,2
Lucas abre o livro dos Atos falando sobre o seu 1° escrito (o Evangelho), e a ação do Espirito é acentuada no inicio da missão dos apóstolos, coincidência ou não a ação do Espirito Santo também aparece no inicio da missão de Jesus (Mt 3,16; 4,1-4 ;Mc 4,1-11 e Lc 4,1-2), é ele que comanda as primeiras ações. Interessante dizer que Teófilo é uma palavra, e não um nome, e esta palavra em grego quer dizer Amigo de Deus, uma maneira de esconder em parte as intenções do texto já que os apóstolos estavam escondidos da perseguição romana à época.

Lucas está escrevendo não apenas para um amigo em especial mas para todos os cristãos do mundo grego (ou seja fora da Judéia), e é essa mensagem que acabou chegando até nós. Há uma controvérsia sobre Teófilo, alguns historiadores acham que ele foi uma espécie de divulgador da obra de Lucas e não só uma palavra em código, mas é quase certeza de que foi realmente uma palavra.
At 1, 3-6
Nesta parte do relato, Jesus ascende ao céu , diante dos apóstolos, um fato interessante é que o próprio Lucas relata no seu evangelho (Lc 24) que Jesus ressuscitou e no mesmo dia aconteceu a sua ascensão, mas nos Atos ele diz que esse fato só aconteceu 40 dias depois, talvez seja uma alusão a esse número simbólico na história do povo judeu, são 40 dias de Moisés na montanha à espera dos mandamentos (Ex24,17-18;34,26-28; Dt 9-7-9), Elias peregrinando (1Rs 19), Jesus tentado no deserto (Lc 4). Nesta parte do relato também é efetivado o batismo: “João batizou com água, vós em breve sereis batizados com o Espirito Santo”. Olha o Espirito Santo ai de novo.

No versículo 5 Jesus convoca a todos os apóstolos e discípulos a serem sua testemunha (evangelizadores) desde Jerusalém até os confins do mundo. Aparentemente Pedro não entendeu de imediato o que quer dizer “confins do mundo”. O lugar da ascensão é o mesmo em que Jesus iniciou sua oração antes de ser preso e condenado, como se onde a paixão começou tinha que terminar com a glória. Repare que Jesus não é um fantasma no meio deles, ele come com eles e deixa que Tomé o toque, está vivo em carne e osso.
At 1, 8-26
Jesus prenuncia que eles serão banhados pelo poder do Espirito-Santo e esse mesmo espirito outorga os carismas de cada um, são pessoas diferentes entre si, vale citar Rm 15,13.19; 1 Cor 2,49; 1Ts 1,5 e Hb 2,4 . Eles voltam para a cidade e decidem escolher um novo discípulo para o lugar de Judas Iscariotes, que segundo o relato havia morrido de forma trágica depois da traição. É escolhido Matias que há muito tempo já acompanhava o grupo dos discípulos, mas não havia sido chamado oficialmente, até aquele momento.
At 2, 1-4
A volta deles para Jerusalém traz um fenômeno curioso, já fruto da ação do espirito, todos eles começam a falar em línguas. Jerusalém é uma cidade peregrina e fora isso estava sob o domínio romano, o que fazia com que tivessem muitos povos diferentes na cidade. Então cada discípulo falar na língua de cada povo, era estranho e inusitado, já que eram muitos os povos. Tudo isso aconteceu no instante em que eles receberam o Espirito Santo na festa de Pentecostes, não se enganem esta festa já existia a muitos séculos para o povo judeu, e era celebrada ou comemorada 7 semanas depois da Páscoa , quando terminava a colheita (Ex 34,22) principalmente a partir do ano 70 d.C., por isso mesmo todos os discípulos e seguidores de Jesus estavam reunidos num só lugar, inclusive Maria e as mulheres, e esse fato não chamava tanta atenção das autoridades judaicas. Neste dia todos ficaram cheios do Espirito Santo, e neste momento profetizaram em línguas, isso sim um fato perigoso,mas que converteu muitas pessoas. Esse fato também foi predito em Jr 31,30-34; Ez 36,25-28 e todos os sinais da ação de Deus também (Ex 19;1Rs19,Is 66;Sl 50) e por último a coisa mais significativa está no fato de a manifestação do Espirito Santo ser com línguas de fogo, a língua instrumento da fala , da comunicação e logo depois eles: os 12, mais as mulheres e cerca de 120 seguidores saem para falar em línguas (todas as línguas) ou seja a mensagem à partir daquele momento não deverá ficar restrita ao povo judeu deve sair. Assim como nas comunidades que devem sair do comodismo e buscar levar a palavra para outras pessoas, a salvação é direito de todos.
At 2, 5-21
Esta parte do relato mostra os discípulos fazendo muitas conversões, é aqui que Pedro faz um discurso ao povo de Jerusalém, e segundo o texto mais de 3000 pessoas foram convertidas e batizadas. Os convertidos acabavam vendendo seus bens e doando para a comunidade que nascia. Aqui Pedro dá uma demonstração de coragem ao afirmar que Jesus era o messias não reconhecido, mas que venceu a morte (22,24), algo inaceitável para os sacerdotes judeus. A proposta nazarena divergia da tradição judia, pois pregava que todos podiam participar das decisões da comunidade tanto politicamente como economicamente, já que dividiam tudo entre si. O que vemos hoje é bem diferente daquela realidade inicial.
O livro dos atos serve com parâmetro para repensarmos a vida em comunidade, como era a espiritualidade daquele tempo primordial, e como é hoje em dia. É um bom estudo para começarmos a entender como surgiu a ideia de comunidade unida num só ideal , ideologia das CEB’s tanto para lutar por um mundo melhor como para se apoiar, mas importante também notar que a oração e a espiritualidade nunca ficavam em 2° plano, repare que o Espirito Santo é figura decisiva na vida da comunidade, bem ao estilo da RCC. Então as nossas comunidades tem que ter oração- orar e agir.

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Refletindo:

O que é a comunidade?

Primeiro é difícil imaginar uma comunidade sem estar unida em comunhão por um mesmo ideal, mesmo sabendo que são pessoas diferentes entre si, estas mesmas pessoas professam uma mesma fé em Jesus Cristo. Então é de advir que todas sigam o caminho de paz, amor e perdão proposto por Jesus. Não é a verdade!

Muitas vezes as diferentes personalidades se chocam de tal maneira, que a própria convivência é ameaçada. Não existe o perdão, e ele não existindo não existe a união e ele não existindo, não existe amor. Então fica um monte de gente tentando fazer do seu jeito ou falando mal até do padre (cá entre nós alguns sacerdotes também não ajudam). É preciso voltar a ideia original de igreja-comunidade, onde todos ajudam os irmãos e assim todos prosperam na fé. Prosperar na fé não é ficar rico financeiramente, isso se chama trabalho. Prosperar na fé é ter sempre uma palavra de acolhimento (não de acusação) para o irmão. Neste Círculo Bíblico você vai ver que apesar de ser uma igreja enraizada na convivência com o próprio Cristo, ela teve seus momentos de provação também, mesmo porque Pedro e Paulo eram bem diferentes.

Aqui vale uma observação minha: O falar em línguas contado nos relatos Bíblicos tanto em Mc 16,17 como em  At 2, 4- 17  “Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. 5.Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. 6.Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7.Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? 8.Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 9.Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, 10.a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, 11.judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus! 12.Estavam, pois, todos atônitos e, sem saber o que pensar, perguntavam uns aos outros: Que significam estas coisas?” Atos dos Apóstolos, 2 – Bíblia Católica Online
Não aparece neste relato como falar numa língua que poucos entendem e que hoje muita gente diz ser a língua dos anjos quando falam em línguas. A passagem diz que todos falavam na língua de cada povo que ali estava, como se acontecesse uma tradução simultânea e todos conseguissem entender o que estava sendo profetizado. Pedro toma a palavra e diz que quem fala é Deus por isso todos compreendem. Então fica muito estranho quando você vai em uma igreja e ouve pessoas dizendo estar orando em línguas que ninguém compreende, se você lê o que Lucas escreve e ele diz que todos foram banhados pelo Espírito Santo e falavam uma língua que todos compreendiam. Apesar desta controvérsia é Paulo quem vai dizer na sua 1ª Carta aos Corintios nos capítulos 12 e 14 que existe a língua dos anjos e pouca gente compreende (ninguém o entende; no entanto, em seu espírito fala mistérios – 1 Cor 14, 2), mas ele mesmo se mostra contrariado com este dom : “Dou graças a Deus que falo em línguas mais do que todos; Ainda na igreja prefiro falar cinco palavras com o meu entendimento, para que eu possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua “1 Cor 14, 18-19. Acaba sendo algo controverso visto que muitas pessoas não compreendem ou não gostam quando existe a oração em línguas nas igrejas, particularmente na Igreja Católica Apostólica Romana nos grupos de oração, mas as igrejas evangélicas e protestantes não fogem a regra (sem generalizar).

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São Lucas, nasceu em Antioquia da Síria, médico de profissão foi convertido pelo apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro de missão. Colaborador no apostolado, o grande apóstolo dos gentios em diversos lugares externa a alta consideração que tinha por Lucas, como portador de zelo e fidelidade no coração. Ambos fazem várias viagens apostólicas, tornando-se um dos primeiros missionários do mundo greco-romano. Tornou-se excepcional para a vida da Igreja por ter sido dócil ao Espírito Santo, que o capacitou com o carisma da inspiração e da vivência comunitária, resultando no Evangelho Segundo Lucas e na primeira história da Igreja, conhecida como Atos dos Apóstolos.

No Evangelho segundo Lucas, encontramos o Cristo, amor universal, que se revela a todos e chama Zaqueu, Maria Madalena, garante o Céu para o “bom” ladrão e conta as lindas parábolas do pai misericordioso e do bom samaritano. Nos Atos dos Apóstolos, que poderia também se chamar Atos do Espírito Santo, deparamos com a ascensão do Cristo, que promete o batismo no Espírito Santo, fato que se cumpre no dia de Pentecostes, e é inaugurada a Igreja, que desde então vem evangelizando com coragem, ousadia e amor incansável todos os povos.

Uma tradição – que recolheu no séc. XIV Nicéforo Calisto, inspirado numa frase de Teodoro, escritor do séc. VI – diz-nos que São Lucas foi pintor e fala-nos duma imagem de Nossa Senhora saída do seu pincel. Santo Agostinho, no séc. IV, diz-nos pela sua parte que não conhecemos o retrato de Maria; e Santo Ambrósio, com sentido espiritual, diz-nos que era figura de bondade. Este é o retrato que nos transmitiu São Lucas da Virgem Maria: o seu retrato moral, a bondade da sua alma. O Evangelho de boa parte das Missas de Maria Santíssima é tomado de São Lucas, porque foi ele quem mais longamente nos contou a sua vida e nos descobriu o seu Coração. Duas vezes esteve preso São Paulo em Roma e nos dois cativeiros teve consigo São Lucas, “médico queridíssimo”. Ajudava-o no seu apostolado, consolava-o nos seus trabalhos e atendia-o e curava-o com solicitude nos seus padecimentos corporais. No segundo cativeiro, do ano 67, pouco antes do martírio, escreve a Timóteo que “Lucas é o único companheiro” na sua prisão. Os outros tinham-no abandonado. O historiador São Jerônimo afirma que Lucas viveu a missão até a idade de 84 anos, terminando sua vida com o martírio. Por isso, no hino das Laudes rezamos: “Cantamos hoje, Lucas, teu martírio, teu sangue derramado por Jesus, os dois livros que trazes nos teus braços e o teu halo de luz”. É considerado o Padroeiro dos médicos, por também ele ter exercido esse ofício, conforme diz São Paulo aos Colossenses (4,14): “Saúda-vos Lucas, nosso querido médico”. (fonte Canção Nova)

 

Como base de estudo foi usado:

  • Bíblia do Peregrino- Paulus
  • Livro: Como ler os Atos dos Apóstolos- O caminho do Evangelho- Ivo Storniolo -Paulus Editora
  • Bíblia Católica Online (nos links)

 

Este circulo bíblico foi feito na comunidade Santo Antonio de Santana Galvão ( Paróquia São Marcos, O Evangelista) no bairro do CDHU-San Martins em Campinas-SP, no ano de 2007 e foi atualizado em 2012 e 2017. É um círculo bíblico escrito e feito por mim, e esta é a versão inédita e atualizada. Espero que seja útil, e conto com seus comentários para a melhoria do texto.

A fé vertical e horizontal (Deus não é sofrimento)

Teologia Leiga

por Milton Cesar

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Dentro da fé católica o crucifixo tem uma simbologia muito grande.

Ao contrário dos detratores que dizem que nós adoramos um “símbolo de tortura” ou ainda aqueles que se apegam a frases prontas e repetidas sem a noção exata do que significa quando bradam : “o meu Deus é vivo e não está na Cruz. “, os católicos  (como eu) apenas têm na Cruz um exemplo máximo de entrega do amor de Deus pelos seus filhos.

Não homilia deste terceiro domingo da Quaresma  (04/03/2018) o padre Márcio Rogério da Paróquia Santa Mônica  (Campinas, SP) falava sobre a relação que devemos ter com a fé e que está tem que ser como a cruz, horizontal com Deus e vertical com os irmãos mas se cruzando no amor do Pai.

Então à partir deste ponto sai da missa refletindo e rezando sobre isso.

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Não foi por acaso que Cristo morreu justamente numa cruz.

A cruz é nossa relação de fé. Deus/Eu/Irmãos. Uma relação vertical do Pai e seu filho (cada um) e horizontal dos filhos com seus irmãos passando por Deus.

Vertical 

Muitas pessoas acabam mudando de religião e a primeira coisa que dizem é : “Eu aceitei Jesus agora estou salva.” Por si só a frase soa estranha já que a pessoa estava em uma igreja durante um grande período e não tinha aceitado Jesus (?)… Mas este não é o ponto é sim o fato da pessoa ter apenas uma relação vertical com a fé : “EU aceitei Jesus agora EU estou salvo.” – perceba que é uma relação apenas da pessoa com Deus, não existe a doação aos irmãos.

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Jesus um dia estava pregando e havia uma multidão ao seu redor e com o avanço do dia e o prenúncio do final da tarde alguns discípulos queriam que Jesus dispensasse a multidão já que a comida daria apenas para eles. Mas Jesus fez a multiplicação dos pães e peixes e alimentou a todos ( Mt 14,13-21; Mc 6,30-44; Lc 9,10-17Jo 6,1-13 ) . Se ele usasse a lógica destes que pregam estar salvos sozinhos ele não teria feito isso.

É muito interessante pensarmos como a cada dia mais surgem denominações religiosas pregando a salvação pessoal a um preço e como estas pessoas atacam a igreja católica por ser diferente disso .

Todos podem ter uma relação vertical com Deus. Mas tem que ser como a cruz, têm que ter o horizontal.

Horizontal 

O horizonte é o que vemos quando olhamos para a frente. Todas as vezes que nos deslocamos é sempre em direção ao horizonte .

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Jesus venceu a morte.  A cruz está vazia

Ter uma relação de fé Horizontal é estar no mesmo nível que cada irmão,  pois somos todos fiéis em busca da salvação.

Deus não vai salvar apenas o rico ou o pobre. Ele quer salvar a todos . Mas para isso devemos ter ciência de que a nossa fé é para ser dividida com todos.

Ninguém acende uma lamparina e a esconder. A luz é para todos.

Ter uma relação horizontal com nossos irmãos não quer dizer que não teremos uma relação vertical com Deus, mas sim que estas relações estão ligadas. Assim como uma cruz que a trave fica no meio do mastro. A nossa fé é onde uma relação se misturam com a outra.

Acreditar em Jesus e levar esta fé a todos.

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Deus não é sofrimento 

Não cruz morreu Jesus e 3 dias depois ele ressuscitou. O filho de Deus veio para morrer por nós para que todos os nossos pecados fossem perdoados. Porque Deus prometeu que nunca mais iria destruir a terra como fez com o dilúvio.

Porém muita gente acha que Deus gosta de ver o sofrimento e até faz com que as pessoas sofram. E pregam do alto de seus lugares de destaques que apenas ele ou aquela religião vai salvar a pessoa.

Acreditem, Deus não quer que soframos nada. Somos seus filhos e temos a liberdade  (livre arbítrio) para escolher o que fazemos.

Muitas das enfermidades que sofremos são causadas pelas nossas escolhas. Por exemplo : As pessoas bebem ou se drogam, ficam viciadas e acabam doentes ou perdem tudo o que tem incluindo família , culpam Deus. Mas de quem é a verdadeira culpa?

O mundo vive em guerra , existem injustiças e violência. Pessoas passando fome. Mas quando analisamos a fundo vemos que é o egoísmo dos próprios homens que levaram a isso.

Até alguns que se autodenominam emissários de Deus e abrem igrejas a cada esquina tem coragem de explorar a fé dos irmãos. Já vi um que pediu para que os fiéis deixassem de pagar 3 aluguéis de suas casas que receberiam uma casa de Deus . É certo isso?

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Deus não gosta do sofrimento de ninguém mas as escolhas para seguir falsos profetas ou uma igreja séria cabe a cada um.

Lembre-se da Cruz e viva a sua vida na verticalidade de Deus mas com a horizontalidade dos irmãos.

Paz e bem da parte do Senhor Jesus

Milton Cesar

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Quadragésima die (Daqui a quarenta dias)

Catequese, Vivência na Fé

Quadragésima die Christus pro nobis tradétur (No quadragésimo dia Cristo será entregue por nós)

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Estamos no tempo da Quaresma, que é a preparação para a semana santa onde rememoramos (e não revivemos) o Mistério Pascal da condenação, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A semana santa que se inicia no domingo de Ramos e termina no domingo de Páscoa.

A Quaresma para a liturgia da igreja é um dos Tempos Litúrgicos e faz parte do Ciclo da Páscoa. Interrompe o Tempo Comum e quando termina abre o Tempo Pascal.

É tempo de reflexão e maior recolhimento. Tempo que a maioria dos católicos escolhe para fazer jejum e reflexões, além de acamparem a Campanha da Fraternidade.

Também comercialmente é tempo em que as peixarias vendem muito peixe, já que nos países de maioria católica (caso do Brasil) a tradição de evitar a carne é muito forte e de comer peixe nas quartas e sexta-feiras resiste.

O tempo da quaresma seria então um tempo de preparação e acima de tudo de muita oração, sendo celebrado por algumas igrejas cristãs, dentre as quais a Católica, a Ortodoxa, a Anglicana, a Luterana.

Mas um dos pontos interessantes é a questão dos 40 dias e seus porquês?

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O número 40 nas páginas da Bíblia.

O número quarenta aparece tanto no Antigo Testamento e Novo Testamento, em diferentes formas e maneiras observemos:

O número 40 é muitas vezes conhecido como o “número de provação ou julgamento”. Por exemplo, os israelitas vagaram durante 40 anos (Deuteronômio 8,2-5); Moisés ficou no monte durante 40 dias (Êxodo 24,18); Jonas advertiu Nínive de que o julgamento viria após 40 dias (Jonas 3,4); Jesus foi tentado por 40 dias (Mateus 4,2), houve 40 dias entre a ressurreição e a ascensão de Jesus (Atos 1,3).

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A numerologia bíblica é o estudo dos números na Bíblia. Dois dos números mais comumente repetidos na Bíblia são 7 e 40. O número 7 significa conclusão ou perfeição (Gênesis 7,2-4; Apocalipse 1,20). É muitas vezes chamado do “número de Deus” já que Ele é o único que é perfeito e completo (Apocalipse 4,5, 5,1, 5 56). Acredita-se que o número 3 também seja o número da perfeição divina: a Trindade consiste do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Um outro número repetido na Bíblia é 4, o qual é conhecido como o número da criação: norte, sul, leste, oeste; quatro estações do ano. Acredita-se que o número 6 seja o número do homem: o homem foi criado no dia 6; o homem trabalha seis dias apenas. Um outro exemplo da Bíblia usando um número para significar algo se encontra em Apocalipse capítulo 13, o qual diz que o número do Anticristo é 666. (extraído do site Got Questions.org)

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1. A palavra quaresma. É pura erudição saber que a palavra quaresma era, antigamente, um simples adjetivo em latim. Ela se encontrava no início de uma frase e passou a denominar um período todo do ano litúrgico. Eis a frase em questão: Quadragésima die Christus pro nobis tradétur, que se traduz assim: Daqui a 40 dias (no quadragésimo dia) Cristo será entregue por nós, para a nossa salvação. Quaresma é abreviação de quadragésima. Na frase latina, em questão, quadragésima está no feminino porque, em latim dia, além de masculino, é também feminino. A língua portuguesa manteve a palavra no feminino.

2. O período da Quaresma. Quaresma é, portanto, a palavra utilizada para designar o período de quarenta dias no qual os católicos realizam a preparação para a Páscoa, a mais importante festa do calendário litúrgico cristão, que celebra a Ressurreição de Jesus, a base principal da fé cristã. Neste período, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os fiéis são convidados a fazerem um confronto especial entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Este confronto deve levar o cristão a aprofundar sua compreensão da Palavra de Deus e a intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé.

3. Quando surgiu a Quaresma. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja decidiu aumentar o tempo de preparação para a Páscoa, que era de três dias, que permaneceram como o Tríduo Sagrado da Semana Santa: quinta feira santa, sexta feira santa e sábado santo. A preparação para a Páscoa passou, então, a ter quarenta dias. Isto aconteceu porque os cristãos perceberam que três dias eram insuficientes para que se pudesse preparar adequadamente tão importante e central evento. Surgia, assim, a Quaresma.

4. O numero 40. O número quarenta é bastante significativo dentro das Sagradas Escrituras. O dilúvio teve a duração de quarenta dias e quarenta noites e foi a preparação para uma nova humanidade, purificada pelas águas. Durante quarenta anos o povo hebreu caminhou pelo deserto rumo à terra prometida, tendo atravessado o mar vermelho. Antes de receber o perdão de Deus, os habitantes da cidade de Nínive fizeram penitência por quarenta dias. O profeta Elias caminhou quarenta dias e quarenta noites para chegar à montanha de Deus. Preparando-se para cumprir sua missão entre os homens, Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Moisés havia feito o mesmo. Os povos antigos atribuíam ao número quarenta diversos significados. Um deles tem importância especial para os cristãos: um tempo de intensa preparação a acontecimentos marcantes na História da Salvação

5. Quaresma no Brasil. A partir da década de 70 a Igreja no Brasil colocou na devoção dos fiéis, que tradicionalmente acompanham, com muita piedade, a caminhada de Jesus para a Páscoa, um reforço à vivência do amor, da caridade que liberta, visto que Jesus deu sua vida para nos salvar. Ao colocar a Campanha da Fraternidade no período da Quaresma, ela quer que sua organização e realização sejam uma mediação, muito prática, para a vivência da caridade; desenvolver e aprofundar a fraternidade, segundo o mandamento do amor: “amar o próximo como Jesus nos amou”. Cada ano um tema é tratado no espírito quaresmal de conversão, através da meditação, da oração, do jejum, da esmola – no sentido de caridade que liberta. Para facilitar a Igreja oferece um texto base no esquema Ver, Julgar, Agir, e diversos subsídios de apoio, motivando e estimulando os fiéis a levarem a meditação sobre Jesus perseguido e sofredor, e as demais práticas da Quaresma, para atitudes concretas em favor do outro, privilegiadamente os sofredores. (Redação: Irmão Nery, FSC, Fonte: CNBB, Formação Canção Nova)

Cores Litúrgicas da Quaresma

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As cores usadas nas missas da Quaresma são o Roxo (1º, 2º, 3º e 5º Domingo) e o Rosa (4º Domingo). Então todos os paramentos e a estola dos padres estarão nestas cores. É interessante observar pois todos os lugares onde se tiver uma missa quaresmal estas cores estarão presentes.

Roxo: Representa a serenidade e a penitência

Rosa: Representa a proximidade de uma grande alegria (é utilizado apenas no 4º Domingo da Quaresma e no 3º Domingo do Advento)

Todos sabemos que a Quaresma é um tempo penitencial, de oração, esmola e caridade, onde a cor litúrgica é o roxo. Todavia, temos, no decorrer deste tempo, um momento de júbilo, onde a cor litúrgica passa do roxo para o rosa. É o chamado “Domingo Laetare”, ou “Domingo da Alegria”, Mas, você sabe o porque?

O IV Domingo da Quaresma recebe estes nomes porque assim começa, neste dia, a Antífona de Entrada da Eucaristia: Laetare, Ierusalem, et conventum facite omnes qui diligites eam; gaudete cum laetitia, qui in tristitia fuistis; ut exsultetis, et satiemini ab uberibus consolationis vestrae” (“Alegrai-vos, Jerusalém, reuni-vos, todos que a amais; regozijai-vos com alegria, vós que estivestes na tristeza; exultai e sereis saciados com a consolação que flui de seu seio”), conforme Isaías 66, 10-11.

A cor litúrgica passa do roxo para o rosa para representar a alegria pela proximidade da Páscoa.

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Parte da Homilia do Papa Bento XVI na Quarta-feira de Cinzas de 2012

“O número quarenta aparece antes de tudo na história de Noé.
Por causa do dilúvio, este homem justo transcorre quarenta dias e quarenta noites na arca, juntamente com a sua família e com os animais que Deus lhe tinha dito que levasse consigo. E espera outros quarenta dias, depois do dilúvio, antes de tocar a terra firme, salva da destruição (cf. Gn 7, 4.12; 8, 6). Depois, a próxima etapa: Moisés permanece no monte Sinai, na presença do Senhor, quarenta dias e quarenta noites, para receber a Lei. Durante todo este tempo, jejua (cf. Êx 24, 18). Quarenta são os anos de viagem do povo judeu do Egito para a Terra prometida, tempo propício para experimentar a fidelidade de Deus. “Recorda-te de toda essa travessia de quarenta anos que o Senhor, teu Deus, te fez sofrer no deserto… As tuas vestes não envelheceram sobre ti, e os teus pés não se magoaram durante estes quarenta anos”, diz Moisés no Deuteronômio, no final destes quarenta anos de migração (Dt 8, 2.4). Os anos de paz de que Israel goza sob os Juízes são quarenta (cf. Jz 3, 11.30) mas, transcorrido este tempo, começa o esquecimento dos dons de Deus e o retorno ao pecado. O profeta Elias emprega quarenta dias para chegar ao Horeb, o monte onde se encontra com Deus (cf. 1 Rs 19, 8). Quarenta são os dias durante os quais os cidadãos de Nínive fazem penitência para obter o perdão de Deus (cf. Gn 3, 4). Quarenta são também os anos dos reinos de Saul (cf. At 13, 21), de David (cf. 2 Sm 5, 4-5) e de Salomão (cf. 1 Rs 11, 41), os três primeiros reis de Israel. Também os Salmos apresentam o significado bíblico dos quarenta anos, como por exemplo o Salmo 95, do qual ouvimos um trecho: “Se ouvísseis hoje a sua voz: “Não endureçais os vossos corações como em Meriba, como no dia de Massá no deserto, quando os vossos pais me provocaram e me puseram à prova, apesar de terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos essa geração desgostou-me, e Eu disse: é um povo de coração obstinado, que não compreendeu os meus caminhos!”” (vv. 7c-10). No Novo Testamento Jesus, antes de começar a vida pública, retira-se no deserto por quarenta dias, sem comer nem beber (cf. Mt 4, 2): alimenta-se da Palavra de Deus, que utiliza como arma para derrotar o diabo. As tentações de Jesus evocam as que o povo judeu enfrentou no deserto, mas que não soube vencer. Quarenta são os dias durante os quais Jesus ressuscitado instrui os seus, antes de subir ao Céu e enviar o Espírito Santo (cf. At 1, 3).
Com este recorrente número quarenta é descrito um contexto espiritual que permanece atual e válido, e a Igreja, precisamente mediante os dias do período quaresmal, tenciona conservar o seu valor perdurável e fazer com que a sua eficácia esteja presente. A liturgia cristã da Quaresma tem a finalidade de favorecer um caminho de renovação espiritual, à luz desta longa experiência bíblica e sobretudo para aprender a imitar Jesus, que nos quarenta dias transcorridos no deserto ensinou a vencer a tentação com a Palavra de Deus. Os quarenta anos da peregrinação de Israel no deserto apresentam atitudes e situações ambivalentes. Por um lado, eles são a estação do primeiro amor com Deus e entre Deus e o seu povo, quando Ele falava ao seu coração, indicando-lhe continuamente o caminho a percorrer. Deus tinha, por assim dizer, feito morada no meio de Israel, precedia-o dentro de uma nuvem ou de uma coluna de fogo, providenciava cada dia à sua alimentação, fazendo descer o maná e brotar a água da rocha. Portanto, os anos que Israel passou no deserto podem ser vistos como o tempo da eleição especial de Deus e da adesão a Ele por parte do povo: o tempo do primeiro amor. Por outro lado, a Bíblia mostra também mais uma imagem da peregrinação de Israel no deserto: é inclusive o tempo das tentações e dos maiores perigos, quando Israel murmura contra o seu Deus e gostaria de voltar ao paganismo e constrói para si os próprios ídolos, porque sente a exigência de venerar um Deus mais próximo e tangível. É também o tempo da revolta contra o Deus grande e invisível.
Esta ambivalência, tempo da proximidade especial de Deus – tempo do primeiro amor – e tempo da tentação – tentação da volta ao paganismo – encontramo-la de modo surpreendente no caminho terreno de Jesus, naturalmente sem qualquer compromisso com o pecado. Depois do baptismo de penitência no Jordão, no qual assume sobre Si o destino do Servo de Deus que renuncia a Si mesmo e vive pelos outros e insere-se entre os pecadores para assumir sobre si o pecado do mundo, Jesus vai ao deserto para aí permanecer por quarenta dias em profunda união com o Pai, repetindo assim a história de Israel, todos aqueles ritmos de quarenta dias ou anos aos quais me referi. Esta dinâmica é uma constante na vida terrena de Jesus, que procura sempre momentos de solidão para rezar ao seu Pai e permanecer em íntima comunhão, em íntima solidão com Ele, em comunhão exclusiva com Ele, e depois voltar para o meio do povo. Mas neste tempo de “deserto” e de encontro especial com o Pai, Jesus encontra-se exposto ao perigo e é acometido pela tentação e pela sedução do Maligno, que lhe propõe um caminho messiânico diferente, distante do desígnio de Deus, porque passa através do poder, do sucesso e do domínio, e não através do dom total na Cruz. Eis a alternativa: um messianismo de poder, de sucesso, ou um messianismo de amor, de doação de si.
Esta situação de ambivalência descreve inclusive a condição da Igreja a caminho no “deserto” do mundo e da história. Neste “deserto” nós, crentes, temos certamente a oportunidade de fazer uma profunda experiência de Deus, que fortalece o espírito, confirma a fé, alimenta a esperança e anima a caridade; uma experiência que nos torna partícipes da vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte mediante o Sacrifício de amor na Cruz. Mas o “deserto” é também o aspecto negativo da realidade que nos circunda: a aridez, a pobreza de palavras de vida e de valores, o secularismo e a cultura materialista, que fecham a pessoa no horizonte mundano da existência, subtraindo-o a qualquer referência à transcendência. Este é também o ambiente em que o céu acima de nós está obscuro, porque coberto com as nuvens do egoísmo, da incompreensão e do engano. Não obstante isto, também para a Igreja contemporânea o tempo do deserto pode transformar-se em tempo de graça, porque temos a certeza de que até da rocha mais dura Deus pode fazer brotar a água viva que sacia e revigora. Caros irmãos e irmãs, nestes quarenta dias que nos conduzirão à Páscoa de Ressurreição podemos encontrar nova coragem para aceitar com paciência e com fé todas as situações de dificuldade, de aflição e de prova, na consciência de que das trevas o Senhor fará nascer o novo dia. E se formos fiéis a Jesus, seguindo-O no caminho da Cruz, o mundo luminoso de Deus, o mundo da luz, da verdade e da alegria ser-nos-á como que restituído: será a nova aurora criada pelo próprio Deus. Bom caminho de Quaresma para todos vós! No final da audiência geral, o Sumo Pontífice dirigiu-se aos fiéis presentes, pronunciando em português as seguintes palavras.

A minha saudação amiga para o grupo escolar da Lourinhã e todos os peregrinos presentes de língua portuguesa. A Virgem Maria tome cada um pela mão e vos acompanhe durante os próximos quarenta dias que servem para vos conformar ao Senhor ressuscitado. A todos desejo uma boa e frutuosa Quaresma! “

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Leia também:

Que queres que eu te faça?

Teologia Leiga por Milton Cesar

“35.Ao aproximar-se Jesus de Jericó, estava um cego sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36.Ouvindo o ruído da multidão que passava, perguntou o que havia. 37.Responderam-lhe: É Jesus de Nazaré, que passa. 38.Ele então exclamou: Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim! 39.Os que vinham na frente repreendiam-no rudemente para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais forte: Filho de Davi, tem piedade de mim! 40.Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Chegando ele perto, perguntou-lhe: 41.Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu veja. 42.Jesus lhe disse: Vê! Tua fé te salvou. 43.E imediatamente ficou vendo e seguia a Jesus, glorificando a Deus. Presenciando isto, todo o povo deu glória a Deus.”  (Lc 18,35-43)
São Lucas, 18 – Bíblia Católica Online

Leia também: Mt 20,29-34; Mc 10,46-52

A deficiência visual é na minha opinião uma das grandes dificuldades que acomete as pessoas. Um cego sofre muito. Não que os outros tipos de deficiência sejam mais fáceis ou leves.

Jesus em uma das suas visitas a Jericó (com certeza não foi só uma), ele andava cercado de uma multidão pois sua fama já estava em toda a região pelas curas que vinha praticando e também por suas pregações. Então ele passou em meio ao alvoroço logo na entrada da cidade e justamente ali ficava um homem de nome Bartimeu. Cego de nascença que sobrevivia das esmolas dadas.

Vale lembrar que se hoje a sociedade já tem dificuldade de ser inclusiva com as pessoas que sofrem de deficiência imagina naquele tempo. A deficiência física ou mental era encarada como um castigo de Deus e estas pessoas geralmente ficavam a margem da sociedade necessitando de esmolas para sobreviver.

Bartimeu era filho de Timeu o que significa que seu pai era conhecido na cidade, porém não se sabe nada sobre ele, nem na Bíblia e nem em escritos que falavam sobre aquela época, o que se tem são especulações. Apesar de dizerem que Timeu era um ex soldado do exército, na verdade são especulações. O nome Bartimeu significa em hebraico (Bar = filho e Timeu o nome de seu Pai) O filho de Timeu. Nada mais.

Este homem sentiu a movimentação, ouviu o alvoroço e com certeza ficou perguntando a esmo quem estava passando e porque daquele alvoroço todo? Até que alguém deve ter-lhe dado um pouco de atenção e dito que era Jesus o Nazareno. Imediatamente este cego lembrou dos boatos que ouvia sobre os milagres realizados por Jesus e começou a gritar por ele:

Jesus, filho de Davi tende piedade de mim.

E foi gritando cada vez mais alto, a ponto de ser repreendido por alguns transeuntes que ordenavam para que ele parasse de gritar e fazer escândalo.

A história poderia terminar ai, mas Bartimeu sabia que aquela era uma chance de ouro, e então continuou a gritar por Jesus, cada vez mais.

Jesus, mesmo em meio a todo o alvoroço escutou o pedido e já distante pediu que alguns discípulos trouxessem o cego até ele e foi neste momento que algo maravilhoso aconteceu, pois Jesus pergunta (mesmo vendo que o homem era cego):

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Que queres que eu te faça?

E Bartimeu responde:

Senhor, que eu veja.

E Jesus disse: Vai, a tua fé te curou.

E este cego, começou a enxergar. E começou também a ser um seguidor de Jesus.

Veja bem foi a perseverança daquele cego que fez com que ele alcançasse o milagre. Se tivesse desistido logo o inicio ou se tivesse dado ouvido aos que o reprimiram ele não teria conseguido a visão.

Também é muito interessante ver que Jesus pergunta o que ele quer que seja feito, e não faz o que ele (Jesus) acha que deve, pois respeita a vontade daquele homem.

Na nossa vida, muitas vezes rezamos por dias a fio mas desistimos por achar que está demorando, ou damos ouvido aos que querem faze-nos desacreditar de Deus, e assim perdemos a oportunidade de sermos levados a Jesus e respondermos a sua pergunta:

O que queres que eu te faça?

Devemos sempre saber que na oração, não precisamos de floreios, ou enrolação, devemos ser diretos e dizer para Deus o que queremos de verdade, pois é assim que ele fará aquilo que desejamos. Mas antes não podemos desistir.

 

“29.Ao sair de Jericó, uma grande multidão o seguiu. 30.Dois cegos, sentados à beira do caminho, ouvindo dizer que Jesus passava, começaram a gritar: Senhor, filho de Davi, tem piedade de nós! 31.A multidão, porém, os repreendia para que se calassem. Mas eles gritavam ainda mais forte: Senhor, filho de Davi, tem piedade de nós! 32.Jesus parou, chamou-os e perguntou-lhes: Que quereis que eu vos faça? 33.Senhor, que nossos olhos se abram! 34.Jesus, cheio de compaixão, tocou-lhes os olhos. Instantaneamente recobraram a vista e puseram-se a segui-lo.” (Mt 20, 29-34)
São Mateus, 20 – Bíblia Católica Online

“46.Chegaram a Jericó. Ao sair dali Jesus, seus discípulos e numerosa multidão, estava sentado à beira do caminho, mendigando, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu. 47.Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, em compaixão de mim!” 48.Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: “Filho de Davi, tem compaixão de mim!” 49.Jesus parou e disse: “Chamai-o” Chamaram o cego, dizendo-lhe: “Coragem! Levanta-te, ele te chama.” 50.Lançando fora a capa, o cego ergueu-se dum salto e foi ter com ele. 51.Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: “Que queres que te faça? Rabôni, respondeu-lhe o cego, que eu veja! 52.Jesus disse-lhe: Vai, a tua fé te salvou.” No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho.” (Mc 10, 46-52)
São Marcos, 10 – Bíblia Católica Online

 

 

Jesus curou dois ou um cego em Jericó. A primeira vista parece que existe uma confusão entre as narrativas, pois os evangelistas Mateus e Marcos citam a cura de dois cegos e Lucas cita a cura de um cego e ainda aparece o nome dele, Bartimeu. Outras dúvidas existem no texto: afinal esta cura foi quando Jesus entrou em Jericó ou saiu de Jericó. (conferir os textos: Mateus 20,29-34; Marcos 10,46-52 e Lucas 18,35-43). Para entendermos estas modificações no texto, hoje existem estudos que nos ajudam e dão uma luz na interpretação das alterações. Um ou dois cegos? A diferença de narrativas que aparece nos três evangelhos é uma contradição? É claro que não. Os evangelistas estariam falando a verdade, mas relatando o fato da cura de uma maneira diferente. Eles deram ao milagre do cego, narrativa oral que conheciam no momento e fragmentos escritos, considerações próprias que acreditavam ser importantes e que poderiam ser facilmente entendida pelos que iriam ler e ouvir nas comunidades respondendo a obra de evangelização que realizavam: tornar conhecido Jesus Cristo. A cura do cego vem narrada em três evangelhos. Naturalmente trazem elementos importantes tais como: a contribuição do autor em cada narrativa evangélica; as comunidades onde o texto surgiu; a época em que foram escritas; os locais no Império Romano (como Jerusalém, Roma e Antioquia); e os cristãos que existiam neste tempo. A concordância sinótica nos ajuda a entender as diferenças do texto Os três Evangelhos postos em concordância sinótica, concluí que Jesus não foi a Jericó uma só vez, mas sim diversas vezes. (Caso de Mateus é uma exceção na sua narração coloca apenas uma viagem de Jesus a Jerusalém). Entre as vezes que para lá se dirigiu, em duas delas curou cegos: uma vez foi Bartimeu, filho de Timeu, quem recebeu a graça; outra vez foram outros dois cegos que também tiveram a restituição da vista. Na hora de colocar este milagre na narrativa do evangelho, os autores utilizaram as narrativas orais que existiam, e possivelmente acrescentaram elementos catequéticos no texto. Em outras palavras eles queriam dizer a Comunidade que é preciso (abrir as vistas) enxergar o caminho que Jesus deveria fazer: ir para Jerusalém De qualquer modo, não há uma dificuldade intransponível nessa passagem. Os relatos podem ser entendidos de uma maneira perfeitamente compatível, se levarmos em conta estas considerações elencadas acima. ( Extraído do site Bíblia.org)

Deus não é um aplicativo

Teologia Leiga por Milton Cesar

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O mundo é cada vez mais “moderno” ou “modernoso” (como eu acho que é na verdade) e por ai pipocam a cada dia mais e mais novidades nesta chamada era tecnológica. Não vou nem entrar no mérito da vida modernosa, mas apenas naquilo que é a conexão direta com o que existe de mais novo na tecnologia.

Smartphones que só faltam andar sozinhos (talvez antes de publicar este post já tenha algum), reconhecimento facial, digital, por voz e tudo o mais. Tudo o que se quer saber está em um só lugar: no Google (oráculo moderno que tudo sabe, ou deve saber), até as crianças não tiram dúvidas mais com os pais , perguntam diretamente para o Google (nem precisa mais do Ok, Google).

Existem aplicativos (app) para quase tudo. Então vivemos a era da internet.

Parece hipocrisia eu estar falando disso, justamente num blog que usa a internet, mas acredite, não sou contra as inovações, e acho uma ótima ferramenta. Com algumas ressalvas , é claro.

Uma dessas ressalvas é o fato do distanciamento das pessoas, que a cada dia mais estão trocando a experiência de se visitar um amigo, irmão, pais ou enfermos pelas mensagens de whatsapp, messenger e sei lá mais o que. Até os desejos de feliz aniversário ou feliz Natal, estão limitados a uma carinha sorridente com coraçãozinho nos olhos. E ao contrário do que dizem, não acho que os apps encurtam distâncias, acho que facilitam a comunicação, mas distanciam ainda mais as pessoas.

Outra ressalva é essa necessidade louca de se estar com um aparelho nas mãos olhando a todo instante se vai ou não vir uma mensagem, tem gente que é atropelada olhando para o celular.

 

Agora o maior ponto: Deus não é um aplicativo!

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As pessoas continuam morrendo das mesmas doenças e surgem outras novas a cada dia, mas muita gente culpa Deus por isso. Porque pediram e não foram atendidos em tempo “real” (mas será que para Deus esse tempo que nós contamos importa?).

Muitas pessoas querem que Deus seja como o Google, que se fale uma coisa e a resposta venha no ato e de preferência que esta resposta agrade a quem perguntou. Deus não age assim.

Se você quer paciência, Deus te dará oportunidade de ser paciente…

Se quer ter fé, Deus te dará oportunidade de ver e ter fé, de acreditar.

Se quer uma prova da existência de Deus, você terá uma oportunidade de ver e ser provado.

Mas tudo no tempo dele.

Deus ão é um aplicativo para você digitar algo e isso acontecer no ato… Não. Deus te atende conforme a sua necessidade real, e quem tem fé sabe disso.

Só no dicionário a palavra sucesso vem antes de trabalho, no dia a dia é preciso se trabalhar, lutar para se conseguir e só assim termos a graça da ajuda de Deus, e essa ajuda não é o fazer e sim te dar a oportunidade de conseguir se fazer.

Deus não é um aplicativo, porque os aplicativos falham, precisam ser atualizados e muitas vezes perdem a função. Deus não falha, não precisa ser atualizado e jamais vai perder a função.

Pense nisso:

Você tem um Smartphone de ultima geração, e pagou caríssimo por isso, ai você coloca toda a sua vida nele (fotos, contatos, agenda, lembretes de datas especiais), conversa com sua família por ele (seja no celular ou nos apps de mensagens), filma momentos especiais, guarda músicas e tudo o mais. Na verdade você passa a não conseguir mais viver sem ele e dedica quase 24 horas da sua vida  a estar com o aparelho nas mãos. Tudo o que você precisa está ali nas suas mãos. De repente este aparelho para de funcionar, dá um defeito de fabricação (acredite é comum um aparelho dar falhas mesmo depois de bastante tempo de uso por falha de fabricação, eu já trabalhei numa fábrica de celulares e sei que pode acontecer de uma placa estar semi-morta, mas isso não vem ao caso) ou em casos piores você é roubado. O que você vai fazer? Por a culpa no aparelho? Se arrepender de ter colocado tudo nele? Chorar? Mas sabe o que é mais interessante? A escolha foi sua em viver dependente de algo material e se esquecer de que a vida é muito mais que só isso. Mas o que você quer é uma solução imediata e nem que isso o leve a fazer uma dívida. Mas então porque não se preveniu? Fez um backup de tudo, ou até recorreu ao bom e velho caderno para guardar os números telefônicos e outras coisas mais?

É assim que as pessoas agem quando se veem numa situação adversa e se lembram de Deus, pensam que ao toque de um botão seus desejos serão atendidos e pronto e se não o são a culpa é de Deus.

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É a hipocrisia do imediatismo.

Esta mesma hipocrisia que tem feito tantas e tantas pessoas ficarem pulando de igreja em igreja em busca de serem atendidas imediatamente, em busca do DeusApp que não existe.

Se quiser ter uma verdadeira experiência com Deus é preciso acreditar e esperar as “demoras” dele, pois para Ele apenas o que importa é o que você realmente precisa, o resto é ilusão.

A Música diz:

Após de ti eu seguirei, junto a ti não temerei
Grandes vales e montanhas atravessarei
Derramarei as minhas lágrimas quantas vezes preciso for
Sofrerei as demoras de Deus aqui
O meu prêmio na terra é o Senhor

Nada mais certo.

Paz e bem em nome do Senhor Jesus.

Milton Cesar

 

O sangue de Maria correu na cruz

Teologia Leiga por Milton Cesar (com colaboração de Fabiana Aparecida)

 

Geralmente existe sempre um ataque a Igreja Católica, que parece incomodar por ter resistido estes mais de 2000 anos de pé, frente a exércitos e pessoas que tentam minar a fé de bilhões. Quando não acham mais o que falar, pois são desacreditados, resolvem recorrer a uma velha tática:

Atacar a Virgem Maria

Mas vejam bem, um pouco de discernimento já resolveria muita coisa e uma bela reflexão é esta proposta:

De quem foi o sangue que correu na cruz?

De quem era o sangue de Jesus?

Pare um pouco e pense…

Se Jesus era humano e divino, de quem era a carne e por consequência o sangue dele?

Da sua parte humana, ou seja da própria Virgem Maria.

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Deus é o criador onipotente, mas ele nunca foi um ser humano comum, quando criou Adão o fez do barro: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado.” e logo depois criou Eva da costela de Adão: “Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.” (Gn 2, 7-8. 21-23) .
Fica claro que ele não se “transformou” no homem ou na mulher e sim soprou a vida. Então Deus não teve um corpo com pele, ossos, sangue. Quando quis ser um homem através da concepção de Jesus, também o fez através de um ato divino: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.” (Lc 1, 26-38)
Existe uma clara diferença entre o milagre da gravidez de Isabel e de Maria. A primeira era casada com Zacarias e ambos já tinham certa idade, mas ainda assim continuavam a ser um casal. Já Maria era virgem e aguardava para se casar oficialmente com José, então nunca tinha mantido sequer uma relação sexual. Porém o que vale aqui é ver que Deus fez Maria ficar grávida através do Espírito Santo que é uma parte dele.

Nossa Senhora grávida

Mas toda a gravidez transcorreu de forma normal, com Maria engordando, provavelmente sentindo dores nas costas, pés inchados e até um certo cansaço, enquanto o feto desenvolvia-se, ia se formando com carne, pele, ossos e sangue. E este sangue era o sangue de Maria e não o de Deus.

Claro que é impossível de não lembrar de toda a divindade de Jesus, pois ele era parte da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e como tal possuía a sabedoria do Pai e toda a autoridade dele, para curar, ressuscitar os mortos e acima de tudo ensinar os caminhos que levam ao céu. Mas a sua parte humana tinha também o seu valor inestimável e como tal veio para ser o Cordeiro Imolado em nome dos nossos pecados.

 

Foi preso, torturado, chicoteado, coroado com espinhos e pregado numa cruz. Todo este sangue era também o sangue de sua mãe Maria.

 

Então como discutir a importância de Maria e tentar relevá-la a um papel insignificante diante disso? Até a frase muito dita por nossos irmãos protestantes: O Sangue de Jesus tem poder. – ganha um novo significado, levando-se em conta que este sangue poderoso advinha de Maria.

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Afinal se Deus quisesse apenas se parecer com um ser humano ele não teria escolhido esta jovem tão especial em plena a Galiléia e teria soprado a vida em um ser e mandado o Espírito Santo comandá-lo. Pelo contrário ele escolheu Maria e deixou que ela concebesse seu filho de carne e osso fruto do corpo dela.

O sangue de Jesus que correu na cruz era também o sangue de Maria.

“Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.” (Jo 19, 33-34) 

Para a igreja a simbologia deste ato descrito por São João está no fato de a água significar o Batismo e o sangue a Eucaristia (este é o meu sangue que será derramado por vós) e estes dois Sacramentos da Iniciação Cristã serem a espinha dorsal dos Sacramentos da Igreja Católica.

Milton Cesar e com colaboração de Fabiana Aparecida

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Catecismo da Igreja Católica

“ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA”
721 Maria, a Mãe de Deus toda santa, sempre Virgem, é a obra prima da missão do Filho e do Espírito na plenitude do tempo pela primeira vez no plano da salvação e porque o seu Espírito a preparou, o Pai encontra a Morada em, que seu Filho e seu Espírito podem habitar entre os homens. E neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre a Sabedoria: Maria é decantada e representada na Liturgia como o “trono da Sabedoria”. Nela começam a manifestar-se as
“maravilhas de Deus” que o Espírito vai realizar em Cristo e na Igreja. (Parágrafo relacionado 484)
722 O Espírito Santo preparou Maria com sua graça. Convinha que fosse “cheia de graça” a mãe daquele em quem “habita corporalmente a Plenitude da Divindade” (Cl 2,9). Por pura graça, ela foi concebida sem pecado como a mais humilde das criaturas; a mais capaz de acolher o Dom inefável do Todo-Poderoso. É com razão que o anjo Gabriel a saúda como a “filha de Sião”: “Alegra-te”. É a ação de graças de todo o Povo de Deus, e portanto da Igreja, que ela faz subir ao Pai no Espírito Santo em seu cântico, enquanto traz em si o Filho Eterno. (Parágrafos relacionados 489,2676)
723 Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. Sua virgindade transforma-se em fecundidade única pelo poder do Espírito e da fé. (Parágrafos relacionados 485,506)
724 Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai tornado Filho da Virgem. Ela é a Sarça ardente da Teofania definitiva: repleta do Espírito Santo, ela mostra o Verbo na humildade de sua carne, e é aos Pobres e às primícias das nações que ela o dá a conhecer. (Parágrafos relacionados 208,2619)
725 Finalmente, por Maria o Espírito Santo começa a pôr em Comunhão com Cristo os homens, “objetos do amor benevolente de Deus”, e os humildes são sempre os primeiros a recebê-lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos. (Parágrafo relacionado 963)
726 Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a “Mulher”, nova Eva, “mãe dos viventes”, Mãe do “Cristo total”. É nesta qualidade que ela está presente com os Doze, “com um só coração, assíduos à oração” (At 1,14), na aurora dos “últimos tempos” que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja. (Parágrafos relacionados 494,2618)

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