Feliz Ano Novo em Cristo

Formação: Ano Litúrgico

O admirabile commercium! Creator generis humani, anima corpus sumens, de Virgine nasci digna tus est; et procedens homo sine semine, largitus est nobis suam deitatem.

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O Ano Litúrgico de 2019 acabou e se inicia um novo ano no dia 1 de dezembro com o Primeiro Domingo do Advento. Será o Ano A (Mateus), ou seja a grande maioria das leituras do ano será tirada do Evangelho de Mateus.

Vale dizer que o ano B é o Evangelho de Marcos e o ano C é o Evangelho de Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades. Para este Evangelho não existe um Ano Litúrgico.

Pela tradição este é o dia correto para se montar a sua árvore de Natal e decorar sua casa. Para quem é católico pelo menos. Infelizmente as pessoas seguem o que diz os shoppings e as propagandas e começam a decorar suas casas para o Natal ainda em novembro. É pecado? Não. Apenas demonstra que está faltando mais atenção nas missas e talvez você não tenha feito uma boa catequese. Na melhor das hipóteses você se esqueceu do que aprendeu (acho difícil).

Pois bem o Advento é a preparação para o nascimento de Jesus (a memória). São 4 domingos em que a igreja se prepara de maneira especial para a segunda grande celebração do ano litúrgico: o nascimento de Jesus. A primeira é a Imaculada Conceição de Nossa Senhora (8 de dezembro).

O Advento também marca o início do novo ano da igreja Católica. Em 2019 foi no dia 1º de dezembro, em 2020 será em 29 de novembro, sempre quatro domingos antes do dia 25 de dezembro.

O ano civil continua e só termina no dia 31 de dezembro, e as pessoas comemoram muitas vezes enlouquecidamente. Pior, a maioria são católicos que não percebem que o nosso novo ano já se iniciou.

A maioria das grandes religiões tem uma data especifica para marcar o início do ano. Os judeus comemoram o  , os indianos o , budistas , muçulmanos  .

Com o início do Advento também se inicia o Ano Litúrgico, que são ciclos dentro da igreja para se rezar e evangelizar através da Palavra de Deus. Sendo que estes ciclos são divididos entre: Tempo do Advento, Tempo do Natal, Primeira Parte do Tempo Comum, Tempo da Quaresma, Tempo Pascal e Segunda Parte do Tempo Comum. O ano litúrgico termina com a Festa de Cristo Rei.

Interessante se pensar que o ano litúrgico começa logo com Maria, mãe de Jesus. “Ao celebrar o ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com particular amor a bem-aventurada mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho; em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com alegria como puríssima imagem do que ela própria anseia e espera ser em sua totalidade. ” (CIC 1172)

A preparação para a vinda de Jesus atravessou séculos e foi preparada de tal maneira por Deus, que cada fato na história da fé está intimamente ligada ao ápice do nascimento de Jesus. (Vide CIC 522-524).

Até mesmo a cena do nascimento numa manjedoura e numa família pobre mostra muita coisa, abre e deixa claro que a salvação é para todos e mesmo os mais humildes e pobres serão agraciados. “Tornar-se criança” em relação a Deus é a condição para entrar no Reino; para isso é preciso humilhar-se, tornar-se pequeno; mais ainda: é preciso “nascer do alto” (Jo 3,7), “nascer de Deus” para tornar-nos filhos de Deus. O mistério do Natal realiza-se em nós quando Cristo “toma forma” em nós. (CIC 525-526).

Então não é um tempo sem sentido, e a preparação deve ser ainda mais intensa.

Geralmente são realizadas novenas natalinas nas casas e assim a igreja sai do seu ponto estático (o Templo) e leva esta palavra as casas dos fiéis. Penetra nas famílias levando o Advento também para os lares. Muito como um convite a vir visitar a casa de Jesus, ou melhor, visitar e esperar o nascimento do Senhor. Assim como a estrela guiou os reis pelo deserto, as novenas e principalmente os domingos do Advento são o brilho desta estrela que repousará sobre cada um e também sobre a manjedoura que acolhe o próprio Deus encarnado como homem.

Então Feliz Ano Novo cristão.

E descubra todo o significado do Advento participando das Missas e abrindo sua casa para as novenas de Natal. O que você chama de Espírito Natalino é nada mais, nada menos que a acolhida da Sagrada Família à espera da memória do nascimento de Jesus.

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Como é Calculado o Ano Litúrgico?

Muito simples, apenas somando os algarismos do ano. Para se determinar qual é o Ano A, B ou C, procede-se da maneira seguinte: Pela letra C, designa-se o ano cujo número for divisível por três, como se o ciclo começasse no primeiro ano da contagem cristã. Deste modo, o Ano 1 teria sido o Ano A, o Ano 2 o Ano B, o Ano 3 o Ano C, e os Anos 6, 9, 12… novamente o Ano C. O ano em que a soma dos algarismos for um número múltiplo de 3 é do ciclo C.

Seguindo este critério temos: 2017 = 2+0+1+7= 10 (9, múltiplo de 3, + 1), portanto, foi Ano A. O ano seguinte, 2018, logicamente, Ano B. E o ano litúrgico de 2019 será o ano C, por ser múltiplo de 3. Não existe erro! É fácil.

É evidente que cada ciclo se desenvolve conforme a estrutura do ano litúrgico, isto é, a partir da primeira semana do Advento, que ocorre no ano civil anterior.

“As leituras Bíblicas que ocorrem nas celebrações, caracterizam-se com o chamado Ano Litúrgico, criado para acompanharmos através das leituras dos textos bíblicos (Evangelho e outros livros), a vida de Jesus em ordem cronológica do nascimento até a ascensão aos céus. Assim, ouvimos nas celebrações textos que falam do anúncio do Messias, da encarnação, de seu ministério público com milagres, do chamado ao discipulado, discursos, parábolas até culminarmos com Sua morte e ressurreição nos preparando para a Parusia, ou seja, do Cristo Rei do Universo no final do ano litúrgico.

Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C. Em cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, para o ano B e para o ano C. A ideia desta distribuição de textos bíblicos ao longo de três anos tem como objetivo se ter uma visão e leitura de toda a Bíblia.” (trecho de texto do site Rumo a Santidade)

Constituição Sacrosanctum Concilium determinou:

«Prepare se para os fiéis, com maior abundância, a mesa da Palavra de Deus: abram se mais largamente os tesouros da Bíblia, de modo que, dentro de um período de tempo estabelecido, sejam lidas ao povo as partes mais importantes da Sagrada Escritura»

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Tempo do Natal (Catecismo da Igreja Católica)

522 A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da “Primeira Aliança”, tudo ele faz convergir para Cristo; anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel. Desperta, além disso, no coração dos pagãos a obscura expectativa desta vinda. (Parágrafos relacionados: 711,762)

523 São João Batista é o precursor imediato do Senhor, enviado para preparar-lhe o caminho.

“Profeta do Altíssimo” (Lc 1,76), ele supera todos os profetas, deles é o último, inaugura o Evangelho; saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe e encontra sua alegria em ser “o amigo do esposo” (Jo 3,29), que designa como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Precedendo a Jesus “com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), dá-lhe testemunho por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, seu martírio. (Parágrafos relacionados: 712,720)

524 Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda. Pela celebração da natividade e do martírio do Precursor, a Igreja se une a seu desejo: “É preciso que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30). (Parágrafo relacionado: 1171)

O MISTÉRIO DO NATAL

525 Jesus nasceu na humildade de um estábulo, em uma família pobre; as primeiras testemunhas do evento são simples pastores. É nesta pobreza que se manifesta a glória do Céu. A Igreja não se cansa de cantar a glória dessa noite: Hoje a Virgem traz ao mundo o Eterno. (Parágrafos relacionados: 437,2443)

E a terra oferece uma gruta ao Inacessível.

Os anjos e os pastores o louvam

E os magos caminham com a estrela.

Pois Vós nascestes por nós, Menino, Deus eterno!

526 “Tornar-se criança” em relação a Deus é a condição para entrar no Reino; para isso é preciso humilhar-se, tornar-se pequeno; mais ainda: é preciso “nascer do alto” (Jo 3,7), “nascer de Deus” para tornar-nos filhos de Deus. O mistério do Natal realiza-se em nós quando Cristo “toma forma” em nós. O Natal é o mistério deste “admirável intercâmbio:

O admirabile commercium! Creator generis humani, anima corpus sumens, de Virgine nasci digna tus est; et procedens homo sine semine, largitus est nobis suam deitatem (Admirável intercâmbio! O Criador da humanidade, assumindo corpo e dignou-se nascer de uma Virgem; e, tomando-se homem intervenção do homem, nos doou sua própria divindade!)

O ANO LITÚRGICO

1168 Partindo do tríduo pascal, como de sua fonte de luz, o tempo novo da Ressurreição enche todo o ano litúrgico com sua claridade. Aproximando-se progressivamente de ambas as vertentes desta fonte, o ano é transfigurado pela liturgia. É realmente “ano de graça do Senhor”. A economia da salvação está em ação moldura do tempo, mas desde a sua realização na Páscoa de Jesus e a efusão do Espírito Santo o fim da história é antecipado, “em antegozo”, e o Reino de Deus penetra nosso tempo.

1169 Por isso, a páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a “festa das festas”,

“solenidade das solenidades”, como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos (o grande sacramento). Santo Atanásio a denomina “o grande domingo como a semana santa é chamada no Oriente “a grande semana”. O mistério da ressurreição, no qual Cristo esmagou a morte, penetra nosso velho tempo com sua poderosa energia até que tudo lhe seja submetido.

1170 No Concílio de Nicéia (em 325), todas as Igrejas chegaram a um acordo acerca de que a páscoa cristã fosse celebrada no domingo que segue a lua cheia (14 Nisan) depois do equinócio de primavera. Por causa dos diversos métodos utilizados para calcular o dia 14 de mês de Nisan, o dia da Páscoa nem sempre ocorre simultaneamente nas Igrejas ocidentais e orientais. Por isso busca-se um acordo, a fim de se chegar novamente a celebrar em uma data comum o dia da Ressurreição do Senhor.

1171 O ano litúrgico é o desdobramento dos diversos aspectos do único mistério pascal. Isto vale muito particularmente para o ciclo das festas em tomo do mistério da encarnação (Anunciação, Natal, Epifania) que comemoram o começo de nossa salvação e nos comunicam as primícias do Mistério da Páscoa.

O SANTORAL NO ANO LITÚRGICO

1172 “Ao celebrar o ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com particular amor a bem-aventurada mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho; em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com alegria como puríssima imagem do que ela própria anseia e espera ser em sua totalidade. ”

1193 O domingo, “dia do Senhor”, é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembleia litúrgica por excelência, o dia da família cristã, o dia da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é “o fundamento e o núcleo do ano litúrgico”.

2698 A Tradição da Igreja propõe aos fiéis ritmos de oração destinados a nutrir a oração continua. Alguns são cotidianos: a oração da manhã e da tarde, antes e depois das refeições, a Liturgia das Horas. O domingo, centrado na Eucaristia, é santificado principalmente pela oração. O ciclo do ano litúrgico e suas grandes festas são os ritmos fundamentais da vida de oração dos Cristãos.

1438 Os tempos e os dias de penitência ao longo do ano litúrgico (o tempo da

Quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja. Esses tempos são particularmente apropriados aos exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às peregrinações em sinal de penitência, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna (obras de caridade e missionárias).

Ano Litúrgico 2020

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Jesus Cristo, qual o teu rosto?

Curiosidades

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Existe uma controvérsia enorme sobre qual seria o verdadeiro rosto de Jesus Cristo. Durante séculos os artistas tem retratado Jesus segundo suas interpretações, mas na maior parte dos casos, se baseiam nas pinturas europeias renascentistas que trazem Jesus branco e de longos cabelos lisos.

Muitas vezes a imagem traz um Jesus angelical. Mas se pensarmos um pico mais a fundo, e mesmo se repararmos no povo de hoje da Palestina (detalhe pouco se alterou desde a época de Cristo) dá para perceber que esse rosto branco de bochechas rosadas, com cabelos longos loiros (ou negros) lisos e barba, não representa verdadeiramente o rosto de Jesus Cristo. Isso porque o povo galileu, naquela época, há mais de 2 mil anos, estava muito longe de ter essa aparência europeia das imagens.

Intrigado com essa confusão que nos persegue há séculos e que acabou se tornando uma referência para os cristãos, o especialista em Antropologia Forense, Richard Neave, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, resolveu desvendar o mistério por trás do verdadeiro rosto de Jesus Cristo. Usando de uma técnica chamada de Antropologia forense. Junto com um grupo de cientistas em 2001

Para isso, ele usou a mesma tecnologia usada para desvendar o rosto de assassinos e outros criminosos (não se espante e ache uma blasfêmia) e começou seu trabalho para remontar o rosto de Jesus Cristo. Para deixar tudo ainda mais real, Neave realizou uma pesquisa aprofundada a respeito das características físicas dos povos semitas da Galileia, no norte de Israel.

Crânios e mais crânios típicos dos judeus foram recebidos e estudados pela equipe do antropólogo forense e, no final, foram feitos raio-x das fatias dos crânios. Computadores, então, criaram os músculos e a pele do que seria o verdadeira rosto de Jesus Cristo quando vivia naquela época, ou melhor até hoje já que acreditamos que ele ascendeu aos céus de corpo e alma.

O rosto de Jesus Cristo

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O resultado? O rosto de Jesus Cristo, como deve ter sido na vida real, já mais de 2 mil anos, foi muito diferente do que imaginamos hoje em dia. De acordo com os estudos de Neave, Jesus era mesmo barbudo, mas tinha cabelos escuros, curtos e, muito provavelmente, cacheados, como o costume de seu povo naquela época

Ainda sobre o rosto de Jesus Cristo, de acordo com os antropólogos, estava longe de ser tão branco ou angelical como das ilustrações. Era, na verdade, um rosto comum, sem muitos atrativos, com pele escura e olhos também escuros, quase pretos. Lembrando do sol escaldante da região.

Jesus também não devia ser um homem muito alto, já que a estatura dos homens de semitas daquela época não era nada impressionante. Acredita-se que ele não tinha mais de 1,50 m de altura e era um homem mais forte que realmente é retratado, já que seu ofício de carpinteiro era um trabalho que exigia esforço físico.

O resultado foi revelado em um documentário produzido em parceria entre a BBC e o Discovery Channel. E para conduzir a reconstrução, os pesquisadores empregaram as tecnologias mais avançadas que tinham à mão na época, assim como o crânio de 2 mil anos de um homem judeu, documentos antigos e técnicas forenses.

E então, você esperava um rosto assim para Jesus?

Na verdade isso é um trabalho da ciência e não desmerece em nada a nossa imagem ideal de Jesus Cristo.Podemos até imaginá-lo parecido conosco já que todos somos imagem e semelhança de Deus.

1 – Primeiras imagens

Uma das representações mais antigas de Jesus de que se tem notícia é a que você poderá ver na imagem seguir. Datada do ano 235, a imagem foi descoberta entre os frescos que cobrem as paredes de uma sinagoga da cidade de Dura Europos, na Síria. Veja:

A figura, embora não seja muito nítida, retrata um dos milagres de Cristo, “A Cura do Paralítico”. Nela, podemos ver Jesus com os cabelos curtos e encaracolados e vestindo uma simples túnica e sandálias. O exemplo abaixo, descoberto na Espanha no ano passado, consiste em uma gravura sobre um prato de vidro do século 4 que também mostra o messias sem sua icônica barba.

2 – Os cabelos e a barba crescem

As primeiras representações de Jesus com os cabelos mais longos e com o rosto coberto de barba começaram a surgir ainda no século 4 — provavelmente inspiradas na forma como os deuses gregos e romanos eram retratados. Um dos exemplos mais antigos é a imagem a seguir, descoberta na Catacumba de Marcelino e Pedro, localizada em Roma.

3 – Menino Jesus

Imagens que retratavam Jesus ainda bebezinho começaram a surgir por volta do século 4, pelo menos, e um dos exemplos mais emblemáticos é o mosaico do século 6 que você pode conferir a seguir:

Localizada na Basílica de Santa Sofia — que fica em Istambul, na Turquia —, a obra mostra a Virgem Maria embalando Jesus em seus braços, enquanto os Imperadores Bizantinos presenteiam o Menino com a (então) cidade de Constantinopla.

4 – Cristo acompanhado

Uma das imagens mais antigas de Jesus acompanhado de seus apóstolos foi descoberta em 2010 nas Catacumbas de São Tecla, localizada em Roma. Os arqueólogos estimam que o fresco seja do final do século 4 ou início do século 5, e acreditam que a imagem — que traz todos os personagens barbados e São Paulo já ficando careca — serviu de base para muitas representações dos seguidores de Cristo que surgiram depois.

5 – Jesus beatificado

O mosaico que você pode ver a seguir foi encontrado no Mausoléu de Gala Placídia, situado em Ravena, na Itália, e data do século 5. Nele, Cristo é retratado usando as cores reais — roxo e amarelo — enquanto guarda o seu rebanho. Veja:

A obra — conhecida como “O Bom Pastor” — traz Jesus novamente sem barba, mas agora com vestimentas e aparência que remete aos antigos romanos. Além disso, ele aparece com um halo sobre sua cabeça.

6 – Crucificado

As primeiras imagens de Jesus crucificado começaram a surgir a partir do século 5, enquanto a representação mais antiga de Cristo — retratado na cruz ao lado dos ladrões — em um manuscrito apareceu em um livro do século 6 chamado “Evangelhos de Rabbula”. Veja:

7 – Morto e sepultado

Santo Sudário — fascinante relíquia religiosa , como você sabe, traz o que muitos cristãos acreditam ser a própria imagem de Cristo gravada em sua superfície.

Até hoje sua legitimidade é discutida por religiosos e cientistas de todo o mundo — afinal, o lenço de linho foi extensivamente analisado por equipes de cientistas que, primeiro, determinaram que algumas partes do tecido datam da Idade Média, sugerindo que ele seria uma elaborada farsa e, posteriormente, que o material foi produzido entre 280 a.C. e 220 d.C., ou seja, muito mais próximo da época de Cristo.

 

Fontes:

5 Filmes sobre a Paixão de Cristo

Cinco grandes filmes sobre Jesus e sua condenação, morte e ressurreição além de sua vida. Vale a pena assistir.

O Rei dos Reis de 1961 é uma mega-produção e abrange toda a história de Jesus. Já Jesus de Nazaré de 1977 é o maior filme já feito sobre Jesus também uma mega-produção até mais famosa que o Rei dos Reis. Indico também Quem Matou Jesus? (2015) produção da National Geographic é um filme-documentário muito interessante. Claro que não poderia faltar o filme A Paixão de Cristo (2004) filme polêmico de Mel Gibson que mostra sem censura as agonias do flagelo sofrido por Jesus, originalmente filmado em Aramaico. E por ultimo, mas não menos importante temos A Maior História de Todos os Tempos de 1965 outra super produção que detém a marca de ser o segundo maior filme sobre Jesus já exibido.

Estou deixando alguns links para quem quiser baixar, lembrando que são links disponibilizados na internet e não filmes que hospedei. A maioria está disponibilizada no site Onde Eu Baixo e estão disponibilizadas em Torrent

O Rei dos Reis (Dublado Torrent (1961) DVDRip Download)

Sinopse: A vida de Cristo contada com rigor histórico. Da manjedoura em que nasceu na cidade de Belém para a adoração de milhares de fiéis espalhados pelo mundo, a vida de Jesus Cristo (interpretado por Jeffrey Hunter) foi inegavelmente repleta de grandes acontecimentos. Acompanhe em O Rei dos Reis, dirigido por Nicholas Ray e escrito por Philip Yordan – adaptado de nada menos que o Novo Testamento. Você verá seus milagres, os pilares da construção de sua igreja, a escolha dos Doze Apóstolos, a última ceia, a traição de Judas (Rip Torn), o humilhante julgamento em praça pública conduzido por Pôncio Pilatos (Hurd Hatfield), a crucificação e a ressurreição. Para os cristãos, a chance de ver seu líder espiritual. Para toda a humanidade, a oportunidade de aprender mais sobre a vida de um dos ícones religiosos mais importantes da História, reconhecido como espírito valoroso independentemente da religião. O Rei dos Reis tem música do vencedor do Oscar® Miklos Rozsa e narração de Orson Welles.

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O Rei dos Reis 
Data de Lançamento: 1961 
Gêneros: Drama, Gospel, Religioso 
Idioma: Dublado / Português 
Duração: 128 Minutos
Qualidade: DVDRip
Formato: Avi
Vídeo: 10 / Áudio: 10 
Tamanho: 1.27 GB 
Imdb: 7.1 / 10 

DOWNLOAD DUBLADO DVDRIP

Jesus de Nazaré (Dublada Torrent (1977) BluRay Download)

Sinopse: A vida de Jesus de Nazaré (Robert Powell) desde o nascimento em Belém até a crucificação e ressurreição, conforme está escrito na Bíblia. Concebido pela Virgem Maria (Olivia Hussey) e passando por uma sofrida infância de peregrinação, Jesus (Robert Powell) veio a terra com a missão de salvar os homens, mas é traído e humilhado justamente por eles. Após ser preso, torturado e crucificado, ressuscita divinamente.

Jesus de Nazaré torrent download dublada bluray

Jesus de Nazaré 
Data de Lançamento: 1977 
Gêneros: Biografia, Clássico, Drama, Épico, Gospel, Histórico, Religioso 
Idioma: Dublada / Dual Áudio / Português / Inglês 
Duração: 380 Minutos
Legendas: Português
Qualidade: 1080p, 720p, BDRip, Bluray, FullHD, HD
Formato: Mkv / Mp4
Vídeo: 10 / Áudio: 10 
Tamanho: 2.31 GB / 3.14 GB 
Imdb: 8.5 / 10 

DOWNLOAD DUBLADA DUAL ÁUDIO MKV 720P  DOWNLOAD
DOWNLOAD DUBLADA DUAL ÁUDIO MKV 1080P DOWNLOAD

Quem Matou Jesus Dublado (Torrent (2015) HD Download)

Sinopse: Uma minissérie em formato de filme que narra a vida de Jesus de Nazaré. Combinação de épico com uma narrativa intimista, Quem matou Jesus? (no original, Killing Jesus) é uma minissérie de três horas do canal pago Nat Geo. Ela promete mostrar novos detalhes íntimos da história da vida de Jesus de Nazaré e o conluio político que levaram à sua brutal morte na cruz.

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Quem Matou Jesus 
Data de Lançamento: 2015 
Gêneros: Biografia, Drama, Gospel, Histórico, Religioso 
Idioma: Dublado / Português 
Duração: 2h 12 Minutos
Legendas: Português
Qualidade: 720p, HD, WEB-DL
Formato: Avi
Vídeo: 10 / Áudio: 10 
Tamanho: 912 MB 
Imdb: 4.6 / 10 

DOWNLOAD DUBLADO AVI 720P DOWNLOAD

A Paixão de Cristo (Torrent (2004) BluRay Download)

Sinopse: A PAIXÃO DE CRISTO é um filme sobre as últimas doze horas da vida de Jesus de Nazaré, antes da sua morte. O trama do filme começa no Jardim das Oliveiras (Getsêmani) onde Jesus vai orar após a Última Ceia. Traído por Judas Iscariotes, Jesus é preso e levado de volta para dentro dos muros da cidade de Jerusalém onde os líderes dos Fariseus o confrontam com falsas acusações de blasfêmia. Jesus é trazido diante de Pilatos, o Governador Romano da Palestina, que ouve as acusações feitas contra ele, pelos fariseus. Percebendo que enfrenta um conflito político e religioso, Pilatos transfere a responsabilidade da decisão para o Rei Herodes. Herodes devolve Jesus a Pilatos, que propõe que a multidão escolha entre Jesus e o criminoso Barrabás. A multidão escolhe pela liberdade de Barrabás e condenam Jesus a morte – e morte de cruz. O filme mostra como Jesus foi entregue aos soldados romanos, e cruelmente flagelado. Também mostra o sacrifício de Jesus de levar a cruz até o alto do Gólgota. Ali, Jesus é crucificado – mas antes de morrer Ele diz: “está consumado”, e entrega o seu espírito a Deus. Jesus consumou sua obra na Terra morrendo pelos nossos pecados na cruz, e quando ressuscitou dos mortos Ele nos deixou uma ordem de pregar o Evangelho. Ele terminou a Sua obra. E você, está fazendo a sua parte?

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A Paixão de Cristo 
Data de Lançamento: 2004 
Gêneros: Drama, Gospel, Religioso 
Idioma: Legendado / Aramaico / Dublado
Duração: 127 Minutos
Legendas: Sim
Qualidade: 720p, Bluray
Formato: Mp4
Vídeo: 10 / Áudio: 10 
Tamanho: 750 MB 
Imdb: / 10 

LINKS DUBLADOS
DOWNLOAD – TORRENT 720P

DOWNLOAD – TORRENT 1080P

A Maior História de Todos os Tempos (Dublado Torrent (1965) HD BluRay Download)

Sinopse: A vida de Jesus de Nazaré (Max von Sydow). Seu nascimento, as pregações, milagres, julgamento, crucificação e ressurreição.

A Maior História de Todos os Tempos torrent download dublado bluray

A Maior História de Todos os Tempos 
Data de Lançamento: 1965 
Gêneros: Biografia, Clássico, Drama, Histórico 
Idioma: Dublado / Português 
Duração: 225 Minutos
Legendas: Português
Qualidade: 720p, BDRip, Bluray, HD
Formato: Mp4
Vídeo: 10 / Áudio: 10 
Tamanho: 2.30 GB 
Imdb: 6.6 / 10 

DOWNLOAD DUBLADO DUAL ÁUDIO MKV 720P

Livro: Pilatus, o que é a verdade?

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e-Book

Foram mais de 10 anos trabalhando neste projeto.

Comecei quando meu acesso a computadores era limitado, tanto que o original deste livro foi escrito a mão. Pesquisei muito, escrevi e reescrevi diversas partes, para que tivesse o minimo de coerência.

Não é um livro religioso, mas sim um romance que mescla fatos reais e ficção para cobrir as lacunas. Costumo dizer que é uma estória dentro da história.

Hoje posso compartilhar o que me moveu de verdade. Primeiro foi a intrigante pergunta: Porque o nome Pilatos aparece nas duas versões do Creio da Igreja Católica?

Claro que poderia ter uma resposta simples pelo fato dele ter dado a sentença que condenou Jesus. Mas nem mesmo São José seu pai terreno aparece ou seus discípulos. Pensando nisso decidi escrever um artigo. Mas logo vi que eu não conseguiria apenas escrever um texto, eu precisava ir mais a fundo. E fui.

Demorei 1 ano para rascunhar a primeira versão do livro, tentando a todo custo minimizar a participação de Cristo na história, mas é impossível dissociar os dois, então contei a história numa narrativa que fizesse a visão (suposta) de Pilatos prevalecer, com todas as suas certezas e incertezas. E assim criei o livro.

Decidi colocar o titulo de Pilatus, que é como se escreveria em romano arcaico ou latim. Mas quando fui publicar decidi acrescentar o sub-titulo: O que é a verdade? – que é a pergunta que supostamente o procurador romano fez para Jesus quando este teria dito que veio dar testemunho da verdade. Acrescentei o sub-titulo mês passado.

Peregrinei por algumas editoras, aguardei respostas que nunca vieram e agora decidi que não posso deixar mais um livro na gaveta. O resultado está aqui, na Amazon.com.

Posso garantir que este livro é um projeto de muito tempo, não é um livro religioso, é acima de tudo um romance histórico.

CAPA LIVRO

Livro impresso

Afinal Pontius Pilatus poderia ser apenas mais um general do poderoso Império Romano, mas sem saber teve uma participação na maior história de todos os tempos, a história de Jesus Cristo. Acredite você ou não, é impossível ignorar que a história de Jesus é um marco na humanidade, tenha você fé ou não.

Meu livro apenas conta a história de um personagem e  tudo o que aconteceu até seu trágico fim.

Do dia 17 de março de 2019 até o dia 21 de março de 2019 o e-book está disponível de graça na Amazon.com

Gostaria muito de que todos pudessem ler e enviar comentários sobre o que achou.

Agora vou para outros projetos que estão aguardando uma finalização.

Livro Comum: Pilatus, O que é a verdade? 

e-Book Kindle: Pilatus, O que é a verdade?

anuncio do livro

Campanha da Fraternidade 2019 – Fraternidade e Políticas Públicas

CF 2019 – Fraternidade e Políticas Públicas

“Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27)

Cartaz-CF-2019-902-1248

Este ano, a Campanha da Fraternidade (CF) da Igreja no Brasil vai tratar do tema: Fraternidade e Políticas Públicas inspirada pelo versículo bíblico: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27). O objetivo desta campanha é “estimular a participação em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais da fraternidade”.

O texto-base da CF, no tópico 8 do capítulo do “Ver” chama a atenção para o fato de que falar de “Políticas Públicas” não é falar de “política” ou de “eleições”, mas significa se referir a um conjunto de ações a serem implementadas pelos gestores públicos, com vistas a promover o bem comum, na perspectiva dos mais pobres da sociedade.

Segundo o documento, historicamente, a humanidade superou diversas dificuldades com ações e decisões coletivas, portanto é possível afirmar que a participação é essencial no desenvolvimento das sociedades.

“Portanto, estar presentes nos espaços e canais de participação cidadã é ser protagonistas das Políticas Públicas e fazer ouvir as demandas e as necessidades da população”.

No capítulo do “Julgar”, os itens 162 e 163 apontam que a Doutrina Social da Igreja evidencia a necessidade de uma participação ativa, consciente dos cristãos leigos e leigas na vida da sociedade, sendo esse um de seus princípios permanentes.

“É fundamental o papel da comunidade cristã nessa participação ativa, uma vez que essa é uma ação individual. O processo deve necessariamente incluir: comunhão com os bispos responsáveis, diálogo com outros irmãos cristãos e com todas pessoas de boa vontade, a fim de se tornarem as opções e os compromissos que convém tomar para realizar as transformações sociais, políticas econômicas que apresentam como necessárias e urgentes em não poucos casos”.

A edição 26 da Revista Bote Fé, da Edições CNBB, traz um exemplo dessa participação popular. Em Itapeva (SP), um grupo de catadores de material reciclável descobriu, na prática, os tortuosos mas também felizes caminhos para acessar as políticas públicas. Na entrevista, o bispo da região dom Arnaldo Carvalheiro Neto diz que quando assumiu o governo da diocese de Itapeva em 2016, foi procurado pela cooperativa para falar sobre a realidade do lixão no município.

“Fui procurado por pessoas que estavam muito preocupadas com a realidade do lixão no município. Me apresentaram a um projeto que contemplava o lixão, a construção de um aterro sanitário e a organização dos catadores de material reciclável numa cooperativa”, recorda.

Estas ações foram previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que determinou ações como a extinção dos lixões do país e substituição por aterros sanitários, além da implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva nos municípios.

Esse é apenas um exemplo do universo de iniciativas onde os leigos e leigas podem atuar em prol de uma cidadania ativa, sendo uma mediação concreta da caridade como prevê a Doutrina Social da Igreja que propõe que os cidadãos participem da vida pública de suas cidades.

A dificuldade de reconhecer Deus na pessoa humana e o medo em lidar com as ideologias políticas têm provocado o distanciamento das construções coletivas e, consequentemente, das relações pessoais e sociais retrata o item 216 do capítulo do “Agir” do texto base da CF.

“O agir da Campanha da Fraternidade deste ano nos alerta para que essas dificuldades não sejam maiores do que as alegrias de viver a justiça e a prática da fraternidade”.

A comunicação, em especial, nas redes sociais também são formas de fomentar grupos de discussões de políticas públicas. O combate às notícias falsas é uma delas. A internet é uma ferramenta que tem proporcionado e estimulado a participação da sociedade em diálogos, discussões e proposições que não, necessariamente, precisem do encontro físico das pessoas.

“A web pode se tornar elemento fomentador de redes de ação social e criação de Políticas Públicas, que começam no ambiente virtual e se solidificam essencialmente nas áreas mais marginalizadas”, destaca o item 227 do texto base da CF.

De acordo com o texto, promover a vida e a dignidade das pessoas é inerente à religião, mas não se pode e nem se deve esquecer que tudo isso precisa ser permeado pelos valores do Evangelho.

“Jesus nos ensina a sermos Evangelho vivo, que caminha em especial ao encontro dos quais mais necessitam. Somos despertados a acolher e a proporcionar uma renovação que leve a pessoa a uma verdadeira conversão”.

 

Oração da Campanha da Fraternidade 2019

Pai misericordioso e compassivo,
que governais o mundo com justiça e amor,
dai-nos um coração sábio para reconhecer a presença do vosso Reino
entre nós.

Em sua grande misericórdia, Jesus,
o Filho amado, habitando entre nós
testemunhou o vosso infinito amor
e anunciou o Evangelho da fraternidade e da paz.

Seu exemplo nos ensine a acolher
os pobres e marginalizados, nossos irmãos e irmãs
com políticas públicas justas,
e sejamos construtores de uma sociedade humana e solidária.

O divino Espírito acenda em nossa Igreja
a caridade sincera e o amor fraterno;
a honestidade e o direito resplandeçam em nossa sociedade
e sejamos verdadeiros cidadãos do “novo céu e da nova terra”

Amém!

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As Políticas Públicas na evolução histórica da Doutrina Social da Igreja Católica PDF

FRATERNIDADE E POLITICAS PÚBLICAS – CF 2019

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Medo de um estado Teocrático

Teocracia (do grego Teo: Deus + cracia: poder) é o sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de algumas religiões. O poder teocrático pode ser exercido direta ou indiretamente pelos clérigos de uma religião: a sub-divisão de cargos políticos pode ser designada pelos próprios líderes religiosos (tal como foi Justiniano I) ou podem ser cidadãos laicos submetidos ao controle dos clérigos (como ocorre atualmente no Irã, onde os chefes de governoestado e poder judiciário estão submetidos ao aiatolá e ao conselho dos clérigos). Exemplos atuais de regimes desse tipo são o Vaticano, regido pela Igreja Católica e tendo como chefe de Estado um sacerdote (o Papa), e o Irã, que é controlado pelos aiatolás, líderes religiosos islâmicos, desde a Revolução Islâmica, em 1979.

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Tensão entre Israelenses e Árabes

Hoje se fala muito em duas coisas praticamente opostas liberdade e conservadorismo.

O chamado “mundo moderno” tenta mudar a definição de família a qualquer custo, e de fato já existem famílias diferentes do tradicional: homem + mulher + filhos. O que tem isso? Nada, ou muita coisa.

Na visão mais religiosa isso vai contra a ordem natural deixada por Deus, já que se acredita que foram criados (nesta ordem) o Homem, a Mulher e estes por cometerem um pecado acabaram tendo dois filhos, e depois se seguiu a tragédia do assassinato e tudo mais.

Para os chamados “de mente aberta” ou “modernos”, isso nunca aconteceu e toda esta celeuma em torno do assunto da homossexualidade é apenas conversa de gente “atrasada”. Ai seguem-se os constantes ataques as instituições religiosas e ao pensamento mais, digamos assim, conservador.

O que se percebe é uma total falta de respeito com algo básico, deixado como ensinamento até mesmo por Deus: o livre arbítrio.

Quem está errado nesta história toda? Apenas quando formos para o céu (se formos) poderemos saber. Mas o que falta é respeito pela opção do outro em ambos o caso.

O que me dá medo?

É quando alguém alcança o poder e se acha no direito de decidir o caminho de cada pessoa, baseado naquilo que ela acredita. Isso sim é perigoso.

Não podemos viver num Estado Teocrático, quando tanta coisa mais importante pode ser feita.

Vemos todos os dias noticias de violência contra mulheres, jovens e crianças em países onde apenas uma religião predomina e dita as regras para todo um povo que não pode ter opinião. Crianças sendo usadas como guerreiros travando uma guerra que não entendem.

Já esta provado que a pessoa nasce gay e não escolhe sê-lo é algo genético como ser loiro ou moreno, homem ou mulher. Não é por isso que a pessoa será mais ou menos importante, ou deverá sofrer com a intolerância.

Mas também há de se convir que nós cristãos também não precisamos atacar ninguém e muito menos sermos atacados para aceitar tudo. Cada um pode e deve ter sua opinião, desde que respeite a do irmão ou irmã.

Jesus quando caminhou na terra, escolheu pessoas diferentes entre si para serem seus seguidores, incluindo mulheres (o que naquela época era quase inadmissível e alguns países ainda insistem em diminuir o papel da mulher ainda hoje) e sempre conviveu bem, com todos.

É perigoso sermos radicais e intolerantes. Em todos os âmbitos, seja de quem é da igreja ou seja de quem não acredita em Deus. Porque todos os extremismos são ruins. Sem exceção.

Paz.

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inquisição

Cenas da inquisição, início século XIII – Estado não intervém e igreja impõe a unicidade religiosa.

Estado teocrático é um país ou nação que possui um sistema de governo que se submete às normas de uma religião específica. As regras que gerem as ações políticas, jurídicas, de conduta moral e ética, além da força policial deste modelo de governo estão baseadas em doutrinas religiosas.

Aos Estados teocráticos podem ser atribuídos os conceitos dos Estados confessionais, ou seja, que assim como a teocracia, possuem uma religião oficial ou privilegiam um grupo religioso em comparação com outras doutrinas que podem existir na mesma sociedade. O privilégio pode ser econômico, político ou mesmo judicial.

Etimologicamente, o conceito de teocracia (que forma o Estado teocrático) surgiu do grego, em que teo significa “deus” e cracia quer dizer “governo”, ou seja, teocracia significa “Governo de Deus” ou “governo divino”.

Na maioria dos Estados teocráticos, os representantes estão ligados diretamente ou indiretamente ao clero (igreja ou doutrina religiosa), sendo considerados “porta-vozes” do deus ou deuses que “governam” e “protegem” aquela nação.

Nas civilizações antigas, por exemplo, os governantes de Estados teocráticos chegavam a se declararem descendentes diretos dos deuses, como acontecia no Antigo Egito. Os egípcios cultuavam os seus faraós como se fossem verdadeiras divindades, isto porque acreditava-se que os governantes eram filhos do grande deus Amon-Rá, portanto, também tinham “sangue divino” correndo nas veias.

O faraó, como a figura de um deus vivo, era constantemente cortejado pelos seus súditos, que desejavam a sua felicidade pessoal, pois temiam que desagradando o faraó, estivessem irritando o próprio Amon-Rá.

Atualmente, entre os Estados teocráticos existentes no mundo está o Vaticano, que é representado pela Igreja Católica; o Irã, que funciona tendo como base a República Islâmica; e Israel, que segue as doutrinas de um Estado Judeu.

Estado teocrático e Estado laico

Ao contrário do que acontece nos Estados laicos ou seculares, o Estado teocrático possui uma religião oficial, sendo proibida qualquer outra manifestação pública ou cultos que não pertençam à doutrina seguida pelo país.

O Estado laico, por sua vez, não proíbe e nem oficializa qualquer tipo de manifestação religiosa. Todas as religiões são livres de praticar o seu culto. Porém, nenhuma religião deve influenciar as decisões do governo, sendo totalmente separados os conceitos e interesses religiosos dos interesses do governo democrático.

Significados.com.br

 

 

Wikipedia: teocracia

Mas onde está o Espírito Natalino?

É Natal.

Mas onde está o Espírito Natalino?

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Cena do filme: A estrela de Belém

A modernidade, tão benéfica e também tão destruidora de tradições tem feito todo o clima de Natal se perder ante a distância providencial das pessoas. Digo providencial, pois com um click no Whatsapp, Facebook ou Telegram a comunicação é praticamente imediata, e aquela felicitação de Feliz Natal é transmitida. Seja escrita ou simplesmente copiada, sincera ou não. Evita-se o olho no olho, o calor do abraço.

O Espírito Natalino também foi consumido pelo comércio desenfreado. Hoje Natal não significa mais “o nascimento de Jesus” ou união, confraternização. Hoje Natal é simbolizado por presentes, compras, festas, bebedeiras homéricas.

Até o encontro das famílias cedeu lugar a outras coisas.

Pois bem, os tempos são outros, isso é fato.

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Quando Maria estava grávida, esposa de José um recenso foi convocado pelo Império Romano e a família de Jesus (ainda  nem nascido) foi praticamente obrigada a ir para a Judéia, mais precisamente em Belém terra de onde José vinha. Lembre que naquela época era o homem quem comandava a família então o recenso era feito em nome dele.

Imagine quanto tempo levou, até que toda a palestina ficasse sabendo deste recenseamento, numa era sem internet ou correio?

Então a família de Jesus que já era peregrina, mais uma vez teve que se deslocar, com um agravante: Maria estava grávida de pelo menos 7 meses e meio.

Quando chegaram a Belém, foi difícil achar um hotel ou pousada, não existia estes aplicativos para encontrar hotéis ou sequer telefone para reservar antes, então esta família que demorou quase um mês para chegar (não tinha avião, trem, carro ou ônibus), a viagem foi feita toda num jumentinho ou a pé.

Enquanto isso os 3 reis de terras distantes já estavam viajando ao encontro do menino Jesus. Como eles sabiam? Leram em algum site? Não. Seguiram o brilho de uma estrela. Tudo sem tecnologia.

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Então a luz fez-se numa estrebaria, entre animais. Pastores chegaram avisados por anjos. Inacreditável? Não acho, já que todos os eventos até este ponto se deram de maneira divina.

Depois de algum tempo, chegaram os Reis chamados magos e trouxeram presentes. Nenhum celular. Apenas ouro, incenso e mirra. Dai nasceu a tradição (hoje deturpada) de se dar presentes no Natal.

Agora pense um pouco: tem pessoas que não vão nem na esquina sem estarem de carro ou acionarem um Uber, imagine se fariam todo o sacrifício feito por estes personagens para que Jesus viesse ao mundo?

Então fica fácil compreender o porque hoje em dia, aquela magia do Natal se perdeu. As pessoas estão distantes entre si e também distantes de Deus, porque é preciso sacrifícios e compromisso para seguirem Jesus. Quem vai abrir mão das facilidades, da modernidade?

Vale ressaltar que eu não estou dizendo que toda essa modernidade seja ruim, mas estou apenas dizendo que devemos sim conseguir usar toda essa tecnologia para aproximar-se de quem amamos e não o contrário. Um abraço, um beijo, um encontro valem muito mais do que um video copiado da internet de Feliz Natal.

Assistir a Missa do Galo na Tv ou na internet não é o mesmo de participar e comungar numa missa ao vivo.

Por isso eu rezo para que a graça de Jesus esteja presente no coração de cada um, para que recuperem o que existe de mais importante no Natal, a humildade.

Milton Cesar