9º Encontro (Catequese) – Sagrada Família

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 9/40)

Advento-blog

José tentava acomodar Maria, grávida da 41ª semana e entrando em trabalho de parto, num estábulo conseguido graças a generosidade de um dono de pousada que viu aquele homem e aquela mulher já desesperados procurando um lugar para ficar pois vieram de longe e tinham que se registrar segundo uma ordem do Império Romano.

Em meio aos animais, conta a lenda que José acomodou sua esposa e correu para buscar uma parteira e quando chegou a criança já acabara de nascer e era um menino saudável, lindo que seria batizado com o nome de Emanuel  (em hebraico: עמנואל , Deus conosco). Era o filho do casal que na realidade não era filho de José e sim do próprio Deus com uma virgem, que continuaria virgem até sua assunção ao céu.

Estes relatos são uma mistura do que está na Bíblia oficial, com Evangelhos Apócrifos e com a tradição antiga e com certeza é a história mais conhecida de todos os tempos, e será o tema do nosso 9º encontro.

Folha modelo base - Copy (3)

Sugestão de folha de encontro

Magnificat e Oração a saojosé

Folha de apoio para ser levada para casa

Neste nosso 9º encontro a sugestão é falarmos sobre a Sagrada família de uma forma lúdica e mais direta, contando que os encontros são sempre preparados antecipadamente a sugestão é usar parte do texto de Lucas para se fazer uma encenação da Anunciação, do aviso a José e da visita a Isabel

No primeiro momento vamos fazer a nossa oração inicial, sempre cumprimentando a todos com uma saudação alegre, porque é importante mostrar que fazer parte da igreja é algo feliz. A sugestão é que seja feito uma oração diferente neste dia e esta oração é a de São José

Oração a São José

“Ó glorioso São José, digno de ser amado, invocado e venerado com especialidade entre todos os santos, pelo primor de vossas virtudes, eminência de vossa glória e poder de vossa intercessão, perante a Santíssima Trindade, perante Jesus Vosso Filho adotivo, e perante Maria, Vossa Santíssima Esposa, minha Mãe terníssima, tomo-vos hoje por meu advogado junto de ambos, por meu protetor e pai, proponho firmemente nunca esquecer-me de Vós, honrar-Vos todos os dias que Deus me conceder e, fazer quanto em mim estiver para inspirar vossa devoção aos que estão sob o meu encargo. Dignai-vos vo-lo peço ó pai do meu coração, conceder-me a vossa especial proteção e admitir-me entre os vossos mais fervorosos servos. Em todas as minhas ações assisti-me, junto de Jesus e Maria favorecei-me, e na hora da morte não me falteis, por piedade. Amém”.

Glorioso São José, rogai por nós!

Depois sugiro o canto Simplesmente José que fala um pouco, de uma forma bonita, de como José deve ter encarado o ser pai do filho de Deus.

No terceiro momento vamos abordar o tema da Sagrada Família, usando uma pequena encenação sobre como Maria recebeu a visita do anjo, como foi visitar Isabel e como José reagiu até ser visitado pelo anjo. Importante depois disso refletirmos como deve ter sido difícil para Maria aceitar esta missão, pois naquele tempo (e até agora naquela região) uma mulher considerada adúltera era apedrejada.

Contar também como foi a viagem da família até Belém e como se deu o nascimento de Jesus. Lembrar que foi assim que surgiu o que hoje conhecemos como Natal.

Depois sugiro fazermos um jogral com o Canto de Maria, o Magnificat. Todos pegam a Bíblia e abrem em Lc e então cada pessoa lê uma frase da oração até terminar e depois pode-se tocar uma música de fundo e pedir que todos fechem os olhos e rezem apenas na mente pedindo que sejamos cada vez mais fiéis como é Maria e José, que acreditaram nas palavras do anjo de Deus e aceitaram uma missão que eles nem imaginavam como seria difícil. Começando por todas as dificuldades enfrentadas para que Jesus nascesse e depois eles tiveram que fugir e ficar escondidos numa terra estrangeira. Quem de nós acreditaríamos ou aceitaríamos mudar o rumo da nossa vida para atender o chamamento de Deus? Fazer esta reflexão após a oração e enquanto toca ao fundo esta música linda chamada Cântico de Maria – Mensagem Brasil 

MAGNIFICAT

A minh’alma engrandece o Senhor,
exulta meu espírito em  Deus, meu Salvador!
Porque olhou para a humildade de sua serva,
doravante as gerações hão de chamar-me de bendita!
O Poderoso fez em mim maravilhas,
 e Santo é seu nome!
Seu amor para sempre se estende,
sobre aqueles que O temem!
Manifesta o poder de seu braço,
dispersa os soberbos;
derruba os poderosos de seus tronos
e eleva os humildes;
sacia de bens os famintos,
 despede os ricos sem nada.
Acolhe Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
como havia prometido a nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos para sempre!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre
Amém!

Depois é hora do nosso canto final. Sugiro Maria de Nazaré do Padre Zezinho, uma música muito bela e também bem conhecida

Como oração final fica a sugestão de rezar apenas a Ave Maria

Aprofundamento para o Catequista

Encenação (Lc 1, 5-47.; Mt 1,18-25)

Personagens: Narrador, Zacarias, Isabel, Anjo, Maria e José

Seria interessante se os catequistas participassem e alguns catequisandos também, seria uma encenação simples que até pode ter o texto próximo, apenas para ser lúdico e mais divertido

Teatro (texto)

Narrador: Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor.Mas não tinham filho, porque Isabel era estéril e ambos de idade avançada.Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem da sua classe, coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume.Todo o povo estava de fora, à hora da oferenda do perfume. Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume. Vendo-o, Zacarias ficou perturbado, e o temor assaltou-o. Mas o anjo disse-lhe:

Anjo: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João. Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo; ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto. 

Narrador: Zacarias perguntou ao anjo:

Zacarias: Donde terei certeza disto? Pois sou velho e minha mulher é de idade avançada.

Narrador: O anjo respondeu-lhe:

Anjo:  Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta feliz nova.Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo.

Narrador: No entanto, o povo estava esperando Zacarias; e admirava-se de ele se demorar tanto tempo no santuário.Ao sair, não lhes podia falar, e compreenderam que tivera no santuário uma visão. Ele lhes explicava isto por acenos; e permaneceu mudo.Decorridos os dias do seu ministério, retirou-se para sua casa.Algum tempo depois Isabel, sua mulher, concebeu; e por cinco meses se ocultava, dizendo:

Isabel: Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens.

NarradorNo sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe:

Anjo: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.

NarradorPerturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.O anjo disse-lhe:

Anjo: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

NarradorMaria perguntou ao anjo:

Maria: Como se fará isso, pois não conheço homem?

NarradorRespondeu-lhe o anjo:

Anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível.

NarradorEntão disse Maria:

Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.

Narrador: E o anjo afastou-se dela. Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.E exclamou em alta voz:

Isabel: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! 

Narrador: E Maria disse:

Maria: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador

Narrador: Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse:

Anjo: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco.

Narrador: Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.

 

“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus conosco” (Mt 1,23).

Os evangelhos de Mateus e de Lucas contam como foi o nascimento de Jesus. As escrituras iniciam-se citando a genealogia dele, explicando que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, catorze gerações.

De acordo com as escrituras Maria, sua mãe, era noiva de José, e antes de se casarem ela foi concebida pelo Espírito Santo. E José, seu futuro marido, era um homem justo, e não queria difamá-la, pensou em deixá-la secretamente.

E na fase em que pensava nisso, apareceu um anjo do Senhor em sonho, e disse a ele para não temer receber a Maria como mulher, porque o que nela será gerado é do Espírito Santo. E dará a luz um filho que chamará Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

Consta que tudo isso aconteceu para que se cumprisse as escrituras, no que foi dito pelo profeta da parte do Senhor: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus conosco” (Mt 1,23). O ato de escolher o nome nos tempos bíblicos era importante porque expressa o caráter de quem recebia e a atividade que exercia.

E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor o ordenou, e recebeu Maria como sua mulher, e não teve relações com ela até que deu à luz seu filho, o primogênito, e colocou nele o nome Jesus. Há o relato de que, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, vieram uns magos do oriente a Jerusalém perguntando onde estaria aquele que é nascido rei dos judeus, porque viram a sua estrela no oriente, e vieram adorá-lo.

E o rei Herodes, ao saber disso ficou perturbado, e congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou a eles onde havia de nascer o Cristo. Como resposta, disseram que era em Belém de Judéia, porque assim teria dito um profeta. Então Herodes chamou secretamente os magos, perguntou para eles sobre o tempo em que a estrela apareceu. Os enviou a Belém, para perguntar pelo menino e, quando o encontrar, avisar ao rei.

E assim que ouviram o pedido do rei, partiram, e a estrela que tinham visto no oriente ia adiante deles, até que chegaram ao lugar onde estava o menino. E ao verem Jesus na manjedoura sentiram grande alegria. O menino Jesus estava com sua mãe Maria e eles se prostraram e o adoraram. Em seguida ofertaram a ele ouro, incenso e mirra.

Os magos foram avisados por divina revelação em sonhos, que não voltassem para junto de Herodes, e assim fizeram partindo por um outro caminho. E depois que eles foram embora, o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, e o orientou a pegar o menino e sua mãe, e fugir para o Egito, e lá permanecer até que o anjo aparecesse novamente, tudo isso porque o rei Herodes iria procurar o menino para o matar. O anjo apareceu a José novamente, somente após a morte desse rei que o perseguia.

Magnificat” é o título latino dado ao “Cântico de Maria”, o belo poema de Lucas 1, 46-56. Mas se engana quem pensa que Maria pronunciou tudo aquilo de improviso, dando uma de “repentista”.

O poema é uma coletânea de versos extraídos do Antigo Testamento, tendo como pano de fundo o chamado “Cântico de Ana” (cf. I Sm 2,1-10).

E, nesse sentido, é poema de mulheres pobres, não só por marcar o encontro de Maria e Isabel, mas por se constituir em memória de um grupo que por nós precisa ser conhecido mais profundamente.

Ao atribuir o poema a Santíssima Virgem Maria, a comunidade de Lucas quer, entre outras coisas, afirmar que a jovem mãe fazia parte dos pobres de Deus.

Desde a época da destruição do país pela Babilônia, que aconteceu por volta de 587 a.C., o povo israelita começa a esperar o restaurador do reino davídico, o Messias.

Com o passar do tempo, vão se constituindo grupos e partidos, cada um com sua teologia própria, cada um esperando um messias que viesse satisfazer seus interesses. Começam a se formular compreensões diferentes dessa figura.

Os fariseus, por exemplo, aguardavam a chegada de um messias que viesse restaurar o reino davídico a partir da exigência do cumprimento total da Lei de Moisés. Os zelotas, por sua vez, aguardavam um messias guerrilheiro que expulsasse a dominação romana por meio de uma revolução armada.

Apesar dos poucos registros históricos, sabemos da existência de um outro grupo que se reunia para louvar ao Deus dos pobres, na espera de um messias que viesse do meio dos pobres, tal como havia profetizado Zacarias: “Eis que o teu rei vem a ti; ele é justo e vitorioso, humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho da jumenta” (Zc 9,9). Trata-se dos ‘anawîm, os pobres de Deus.

Desse grupo faziam parte, provavelmente, Isabel e Zacarias, os pais de João Batista, justos diante de Deus (cf. Lc 1,5-6); o justo e piedoso Simeão, que aguardava a consolação de Israel (cf. Lc 2, 25); a profetiza Ana, com seus oitenta e quatro anos de sonho e esperança (cf. Lc 2, 36-38). E Maria, com seu noivo José, que também era justo, conforme Mateus 1,19.

O termo “justo” é um adjetivo frequentemente atribuído às pessoas participantes do grupo dos ‘anawîm. É notável a liderança das mulheres entre eles [‘anawîm]. Muito provavelmente em seus momentos de encontro, de oração, elas iam coletando frases do Antigo Testamento e compondo canções como o Magnificat.

Os capítulos iniciais do Evangelho de Lucas recolhem ainda o chamado “Cântico de Zacarias” (cf. Lc 1, 68-75), outro exemplo desses poemas. Nossa Senhora sabia de cor essas canções, elas eram a história do seu povo. Composição de mulheres que conhecem bem as Escrituras

Numa cultura na qual as mulheres não tinham acesso às letras, chama a atenção como, no Magnificat, se fazem presentes os textos bíblicos.

É evidente a força feminina na manutenção da história por meio da memória oral, visto que a escrita estava ligada a pequenos grupos, normalmente de homens detentores do poder. Assim percebemos como a Santíssima Virgem e as suas companheiras conheciam bem a história de seu povo e dela tiravam forças para lutar.

A principal fonte inspiradora do Magnificat é o “Cântico de Ana”, mulher estéril, por isso discriminada e humilhada. Na amargura, ela chora e derrama a sua alma diante de Deus (cf. 1 Sm 1,10.15). Mas sabe expressar a sua gratidão ao se tornar mãe de Samuel: “Eu o pedi ao Senhor” (1 Sm 1, 20).

Muito sabiamente, o redator de I Samuel a ela atribui o poema presente em 1 Sm 2,1-10. “O meu coração exulta em Deus, a minha força se exalta, o arco dos poderosos é quebrado, os fracos são cingidos de força” (idem 1.4-5).

Entretanto, esse cântico [Magnificat] percorre vários livros do Antigo Testamento.

Isaías havia dito: “Transbordo de alegria em Javé, a minha alma se alegra, porque ele me vestiu com vestes de salvação, cobriu-me com um manto de justiça” (Is 61,10). Habacuc 3,18 diz algo semelhante: “Eu me alegrarei em Javé, exultarei no Deus de minha salvação”. A figura do “servo sofredor” também é retomada, quando o poema diz que o Senhor “socorreu Israel seu servo” (cf. Lc 1,54).

Em Maria acontece algo extraordinário: toda a sua alma concebe o Verbo de Deus, porque ela foi imaculada e isenta de vícios, guardou a sua castidade com pudor inviolável. Assim, com Nossa Senhora, engrandece ao Senhor aquele que segue dignamente a Jesus Cristo.

A Virgem humilde de Nazaré se torna a Mãe de Deus; jamais a onipotência do Criador se manifestou de um modo tão pleno. E o coração castíssimo de Nossa Senhora manifesta de modo transbordante a sua gratidão e a sua alegria. E então, canta: “A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador”.

Padre Bantu Mendonça K. Sayla (texto no site Canção Nova )

Como e onde foi o nascimento de Jesus

Os evangelistas Mateus e Lucas informam-nos que Jesus nasceu em Belém. Mateus não especifica o lugar, mas Lucas ressalta que Maria, depois de dar à luz a seu filho, “envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2,7). O “presépio” indica que, no local onde nasceu Jesus, guardava-se o rebanho. Lucas indica também que o menino no presépio será o sinal para os pastores reconhecerem o Salvador (Lc 2,12.16). A palavra grega que o evangelista emprega para designar hospedaria é katályma. Este termo designa o cômodo espaçoso das casas, que servia de salão ou quarto de hóspedes. No Novo Testamento emprega-se outras duas vezes (Mc 14,14 e Lc 22,11), para indicar a sala onde Jesus celebrou a última ceia com seus discípulos. Possivelmente, o evangelista quis assinalar que o lugar não permitia preservar a intimidade do momento. Justino (Dialogo com Trifón 78) afirma que nasceu em uma cova. Orígenes (Contra Celso 1,51) e os evangelhos apócrifos dizem o mesmo (Protoevangelho de São Tiago 20; Evangelho árabe da infância 2; Pseudo-Mateus 13).

A tradição da Igreja atestou desde cedo o caráter sobrenatural do nascimento de Jesus. Santo Inácio de Antioquia, próximo ao ano 100, afirma o mesmo ao dizer que “ao príncipe deste mundo se ocultou a virgindade de Maria, seu parto, assim como a morte do Senhor. Três mistérios portentosos realizados no silêncio de Deus” (Ad Ephesios 19,1). Ao final do século II, Santo Irineu afirma que o parto foi sem dor (Demonstratio Evangélica 54) e Clemente de Alexandria, apoiado no relato de alguns apócrifos não-heréticos, afirma que o nascimento de Jesus foi virginal (Stromata 7,16). Um texto do séc. IV, atribuído a São Gregório Taumaturgo, diz claramente: “ao nascer, (Cristo) conservou o seio e a virgindade imaculados, para que a inaudita natureza desse parto fosse para nós o sinal de um grande mistério” (Pitra, “Analecta Sacra”, IV, 391). Os evangelhos apócrifos mais antigos, apesar de seu caráter extravagante, preservam tradições populares que coincidem com os testemunhos citados. As Odes de Salomão (Ode 19), a Ascensão de Isaías (cap. 14), o Protoevangelho de São Tiago (cap. 20-21) e o Pseudo-Mateus (cap. 13), tratam de como o nascimento de Jesus esteve revestido de um caráter milagroso.

Todas essas testemunhas refletem uma tradição de fé que foi sancionada pelo Magistério da Igreja, que, por sua vez, afirma que Maria foi Virgem antes do parto, no parto e depois do parto: “O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria (cf. DS 427), inclusive no parto do Filho de Deus feito homem (cf. DS 291; 294; 442; 503; 571;1880). Com efeito, o nascimento de Cristo ‘não diminuiu, mas consagrou a integridade virginal’ de sua mãe (LG 57). A Liturgia da Igreja celebra Maria como a ‘Aeiparthenos’, ‘sempre-virgem’ (cf. LG 52)” (Catecismo da igreja Católica, n. 499).

Abreviaturas: LG = CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM

Para catequese Infantil

O Nascimento de Jesus Cristo

Histórias do Novo Testamento

Roman reading decree

O imperador romano fez uma lei dizendo que todos deveriam pagar impostos. José e Maria moravam em Nazaré. Eles tinham que viajar 105 quilômetros até Belém para pagar seus impostos.

Joseph and Mary

Não era fácil para Maria viajar até Belém. Seu bebê logo nasceria.

Joseph and Mary travel

Quando José e Maria chegaram a Belém, todos os quartos estavam ocupados. Maria e José tiveram que ficar num estábulo. Estábulo é um lugar onde se guardam os animais.

baby Jesus is born

Foi lá que o bebê nasceu. Maria O envolveu em panos e O colocou numa manjedoura. José e Maria deram ao bebê o nome de Jesus.

Angel talks to shepards

Na noite em que Jesus nasceu, os pastores estavam cuidando das ovelhas nos campos perto de Belém. Um anjo apareceu aos pastores e eles ficaram amedrontados.

Angel talks to shepards

O anjo disse-lhes que não ficassem com medo. Ele tinha uma notícia maravilhosa: O Salvador, Jesus Cristo, nascera em Belém. Eles O encontrariam deitado numa manjedoura.

shepards see baby Jesus

Os pastores foram a Belém onde viram o menino Jesus.

shepards talk to others

Eles ficaram felizes em ver o Salvador e contaram a outras pessoas tudo o que tinham visto e ouvido.

Fontes de apoio:

 

A paz esteja convosco

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Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam. Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão. Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco! (Lc 24, 34-36)

Jesus sempre saudava as pessoas desejando a paz. 

Era seu modo de dizer que vinha para trazer a fraternidade, o amor e a união. Paz (sem querer ficar no clichê) não é ausência de guerra e sim presença de amor.

Em todos os momentos dos Evangelhos (A Boa Nova) sempre que Jesus se encontrava com seus discípulos saudava a todos com o desejo de paz.

Hoje vemos esse mesmo modo, quando alguns de nossos irmãos protestantes saúdam os iguais desejando: A paz do senhor. Talvez falte ainda desejar a paz para quem não congrega da mesma igreja também, afinal a paz de Cristo é para todos .

Os Irmãos Franciscanos costumam usar como saudação Paz e Bem em nome do Senhor Jesus Cristo

A missa começa sempre com: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai, e á comunhão do Espírito Santo, estejam sempre convosco.
Além de ter um momento dentro da celebração eucarística para se desejar a paz entre todos que estão participando.

São Paulo na maioria das suas cartas (epístolas) dirigidas as comunidades sempre usava: A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!

São Pedro em suas cartas usou: A graça e a paz vos sejam dadas em abundância.

São João usou na sua segunda carta: Estejam convosco, na verdade e no amor: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Filho do Pai. E terminou a 3ª com A paz esteja contigo.

São Judas (Tadeu) saúda com: Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente.

E mesmo no Apocalipse (escrito provavelmente por João) logo no primeiro capitulo está: João às sete igrejas que estão na Ásia: a vós, graça e paz da parte daquele que é, que era e que vem da parte dos sete Espíritos que estão diante do seu trono.

Tudo isso para dizer que nós muitas vezes nem cumprimentamos um vizinho, um amigo(a) ou até os membros da nossa própria família que convivemos diariamente sequer com um Bom Dia. Seria maravilhoso se todos desejassem a paz quando se encontrassem, seria melhor do que um simples “oi” e mais significativo.

Desejar Bom dia, boa tarde ou boa noite assim como desejar a paz indica que você está querendo que aquela pessoa tenha um bom dia, tarde ou noite e desejando a paz seria um desejo ainda melhor, já que com a paz tudo é melhor.

Quem está em paz tem o discernimento para pensar antes de falar, para ser menos agressivo, e para que o coração se encha de amor.

Jesus Cristo já sabia disso, por isso desejava sempre a paz onde ia, assim semeava o amor por onde passava. Não interessava se todos respondessem ou ignorassem, seu desejo era sincero e puro, assim deveríamos ser… assim podemos ser.

O ano está terminando, e no novo que desponta poderíamos fazer este propósito de sempre desejar a paz e assim conseguirmos a nossa própria paz.

Então:

Que a paz esteja com todos.

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Amar em nome de Deus?

Série: Não Perca Mais Tempo – 36/45

A vida segue neste ritmo cada vez mais acelerado, hi-tech, wi-fi, atropelado, app…

Tenho certeza de que se existisse um aplicativo que resolvesse todos os seus problemas em um click você baixaria das “stores” da vida. Se fosse de graça melhor ainda.

O homem se interessa tão pouco pelo próximo que até mesmo o cristianismo recomenda fazer o bem ao próximo por amor a Deus 

Vi esta frase dita pelo Mário Sérgio Cortella na rádio CBN e fiquei por dias refletindo.

Realmente evocamos o amor a Deus para pedirmos uma coisa simples: Que cada um aja com amor pelo próximo.

Mas e quem não acredita em Deus? Não precisa fazer nada de bom pelos seus semelhantes?

O que pensa uma pessoa quando não vê seus objetivos alcançados, e o pior estes objetivos não foram alçados porque alguém se interpôs e “roubou” o sonho? Será que a mágoa desta pessoa será superada?

Não vejo como… principalmente em quem é egoísta ao extremo.

Na verdade nem as pessoas que professam uma fé em algo dito divino tem se mostrado mais amorosas ou receptivas. Todos estão com a faca nos dentes e esperando uma oportunidade para suplantar a sua vontade.

Mas tem realmente que ser assim.

Não preciso escrever mais, basta que a frase dita seja motivo de reflexão:

O homem se interessa tão pouco pelo próximo que até mesmo o cristianismo recomenda fazer o bem ao próximo por amor a Deus .

Não é o fazer o bem ao irmão por amá-lo e o considerar um igual, mas sim fazer o bem ao irmão por você (que professa uma fé) amar a Deus. 

Parece uma frase desconexa, mas pense na complexidade do que foi dito, e talvez a gente comece a entender o mundo, e saber porque muitas vezes parece que não somos reconhecidos ou somos o suficiente para muitos.

O homem se interessa tão pouco pelo próximo que até mesmo o cristianismo recomenda fazer o bem ao próximo por amor a Deus .