Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

Estudo Bíblico: Epístola de Filêmon

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“Filêmon, 1 1.Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e seu irmão Timóteo, a Filêmon, nosso muito amado colaborador, 2.a Ápia, nossa irmã, a Arquipo, nosso companheiro de armas, e à igreja que se reúne em tua casa. 3.A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! 4.Não cesso de dar graças a meu Deus e lembrar-me de ti nas minhas orações, 5.ao receber notícia da tua caridade e da fé que tens no Senhor Jesus e para com todos os santos, 6.para que esta tua fé, que compartilhas conosco, seja atuante e faça conhecer todo o bem que se realiza entre nós por causa de Cristo. 7.Tua caridade me trouxe grande alegria e conforto, porque os corações dos santos encontraram alívio por teu intermédio, irmão. 8.Por esse motivo, se bem que eu tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te o que é da tua obrigação, 9.prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, idoso como estou, e agora preso por Jesus Cristo, 10.venho suplicar-te em favor deste filho meu, que gerei na prisão, Onésimo.* 11.Ele poderá ter sido de pouca serventia para ti, mas agora será muito útil tanto a ti como a mim.* 12.Torno a enviá-lo para junto de ti, e é como se fora o meu próprio coração. 13.Quisera conservá-lo comigo, para que em teu nome ele continuasse a assistir-me nesta minha prisão pelo Evangelho. 14.Mas, sem o teu consentimento, nada quis resolver, para que tenhas ocasião de praticar o bem (em meu favor), não por imposição, mas sim de livre vontade. 15.Se ele se apartou de ti por algum tempo, foi sem dúvida para que o pudesses reaver para sempre. 16.Agora, não já como escravo, mas bem mais do que escravo, como irmão caríssimo, meu e sobretudo teu, tanto por interesses temporais como no Senhor. 17.Portanto, se me tens por amigo, recebe-o como a mim. 18.Se ele te causou qualquer prejuízo ou está devendo alguma coisa, lança isso em minha conta. 19.Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei. Para não te dizer que tu mesmo te deves inteiramente a mim! 20.Sim, irmão, quisera eu receber de ti esta alegria no Senhor! Dá esta alegria ao meu coração, em Cristo! 21.Eu te escrevi, certo de que me atenderás e sabendo que farás ainda mais do que estou pedindo.* 22.Ao mesmo tempo, prepara-me pousada, porque espero, pelas vossas orações, ser-vos restituído em breve. 23.Enviam-te saudações Epa­fras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, 24.assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores. 25.A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com o vosso espírito!” Filêmon, 1 – Bíblia Católica Online

“1,10. Meu filho que gerei: São Paulo, convertendo este escravo fugitivo, tornara-se seu pai espiritual, “gerando-o” para a vida da graça. Expressões figuradas frequentes em São Paulo (N. do Tr.). 1,11. Muito útil: jogo de palavras com o nome próprio Onésimo, que em grego significa útil. O escravo, que assim se chamava, tinha abandonado seu senhor Filêmon, sem dúvida levando consigo objetos de valor. Convertido por São Paulo, estava ele agora disposto a voltar a seu serviço na casa do seu antigo senhor. 1,21. Mais do que estou pedindo: libertando o escravo recuperado.”

 

Epístola a Filemon, geralmente referida apenas como Filemon (ou Filémon), é o décimo-oitavo livro do Novo Testamento da Bíblia. Faz parte do chamado corpus paulinum, o grupo de cartas escritas pelo (ou associadas ao) apóstolo Paulo.

A Carta a Filemon, ou Epístola a Filemon é uma das 13 cartas escritas por Paulo, a mais breve e pessoal é uma carta escrita de seu próprio punho, envolvendo Onésimo um escravo fugitivo e dirigida a Filemon, seu patrão. (Fm 1, 2, 19) A época mais provável da escrita desta carta é por volta de 60-61 d.C., o apóstolo Paulo tinha a esperança de ser “posto em liberdade” (v. 22) da prisão.

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Papiro 87 (nos numerais de GregoryAland), designado por {\displaystyle {\mathfrak {P}}}87, é um antigo papiro do Novo Testamento. Ele é o mais antigo manuscrito conhecido da Epístola a Filemon. Os textos que sobreviveram de Filemon são os versos 13-15, 24-25.

 

 

A carta inicia-se com uma apresentação (Fl 1,1-3). Logo após, há os agradecimentos a Filemon por seu amor e por sua  (Fl 1,4-7). A parte central da carta é o pedido feito a Filemon a respeito do escravo Onésimo. Este havia fugido e, neste ínterim, se convertido ao cristianismo. Paulo, então, pede a Filemon que perdoe Onésimo e o acolha como um irmão em Cristo (vv. 8-22) (1,8-22). Por fim, há as saudações finais (Fl 1,23) e uma bênção (Fl 1,25).

Logo nos dois primeiros versículos da carta já fica claro a quem ela foi endereçada. O destinatário principal é Filêmon, sendo também citada na Epístola a sua família (Ápia e Arquipo), além da “igreja que está em sua casa”. A forma plural “vós” presente no versículo 3 demonstra que além do destinatário principal, outras pessoas deveriam tomar conhecimento do conteúdo da carta. Talvez o Apóstolo Paulo tivesse a intenção de fazer com que a igreja soubesse do assunto tratado na carta, na esperança de que eles considerassem Filêmon responsável por atender ao pedido que ele estava fazendo.

Dois temas são explorados no conteúdo desta carta: 1. a necessidade do perdão. 2. A aplicação dos valores cristãos à realidade social (especificamente, ao problema da escravidão).

  1. O perdão é também essência dos que comungam da mesma fé. Faz parte dos ensinamentos de Cristo e como Filêmon fazia parte dos convertidos e era, sem dúvida, membro abastado da igreja que se formava, Paulo lembra e cobra sutilmente a postura do perdão que todo cristão deve ter. A expressão da espiritualidade cristã precisava ser traduzida no perdão: esta é a essência do apelo de Paulo a Filêmon. Empregando um trocadilho, o apóstolo escreve acerca de Onésimo, cujo nome significa “útil”, que Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim (Filêmon 1,11), ou seja, as relações mudaram: a utilidade de Onésimo para a Igreja era, agora, maior que para o próprio Filêmon. Perdoar seu escravo fugitivo era prestar um serviço à Igreja.
  2. É estranho ver Paulo falando da escravidão com tanta naturalidade. Mas devemos lembrar que ainda se tratavam de judeus e outros povos recém convertidos ao cristianismo, e a escravidão ainda era comum entre eles. Muitas vezes uma pessoa contraia uma dívida muito alta e trocava a prisão ou a morte por ser escravo (isso também causava um prejuízo grande ao ser que se sujeitava e era até comum este ser vitima de violência e humilhação). Paulo não propõe uma subversão desta instituição característica do período. O cristianismo, ao que parece, não deveria alterar os modelos sociais vigentes. Uma mudança interior de atitude era o que se requeria. Esta mudança interior em Filêmon seria mais importante do que qualquer mudança na própria instituição da escravidão. Por mais estranho e absurdo que pareça.

Há uma conexão grande entre as cartas a Filêmon e aos Colossenses. Além do estilo semelhante, as mesmas pessoas mencionadas em Filêmon (como o próprio Onésimo, Arquipo e Lucas, por exemplo) aparecem também em Colossenses. Isto leva a crer que as duas cartas foram escritas na mesma época, provavelmente entre os anos 59 e 61, período em que Paulo estava preso em Roma. Também dá margem a se imaginar que Filêmon fizesse parte da comunidade de Colossos.

Filemon é uma epístola dirigida a um indivíduo específico. Um escravo seu, chamado Onésimo, havia fugido aparentemente depois de um roubo (cf. Filêmon 1,18). Em situação desconhecida, Onésimo conheceu Paulo e, pelo testemunho deste, acabou por se converter Fl 1,10).

Paulo solicita, então, por meio da carta, que Filemon receba seu escravo fugitivo de volta não como um servo, mas como um irmão. Dois elementos são notáveis aí: Paulo não usa de sua autoridade apostólica (Fl 1, 8-14); e Paulo não pede a libertação de Onésimo. Ele apela à consciência de Filêmon para que o perdoe, ainda que o mantivesse como seu servo, porém indica que Onésimo deva ser tratado como irmão.

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Este é um Estudo Bíblico sobre o Epístola de Filêmon  A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Epístola de Filêmon  (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Lembrando que tudo isso é sugestão e a preparação de quem vai coordenar este círculo é importante.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

 

Estudo Bíblico: Epístola de Judas Tadeu

Estudo Bíblico: Livro de Judas

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São Judas Tadeu, por Georges de La Tour. ca. 1615 – 1620

“São Judas, 1 1.Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. 2.Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. 3.Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a respeito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. 4.Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor. 5.Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. 6.Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. 7.Da mesma forma Sodoma, Gomor­ra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. 8.Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, desprezam a soberania e maldizem as glórias.* 9.Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!* 10.Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. 11.Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré.* 12.Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas! 13.Ondas furiosas do mar, que arrojam as espumas da sua torpeza! Estrelas errantes, para as quais está reservada a escuridão das trevas para toda a eternidade! 14.Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus santos* 15.para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. 16.Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse. 17.Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, 18.os quais vos diziam: “No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões; 19.homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito”.* 20.Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. 21.Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. 22.Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os,* 23.e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne. 24.Àquele, que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, 25.ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém.” (São Judas, 1 – Bíblia Católica Online)

“1,8. Soberania: soberania divina. As glórias: os anjos caídos. 1,9. Alusão a uma tradição judaica – Ascensão de Moisés – que os livros santos não mencionam em nenhuma parte. 1,11. Ver Nm 24 e 16; Gn 4. 1,14. Palavras tiradas do livro de Henoc, escrito judaico não inspirado. 1,19. Que semeiam a discórdia; outra tradução possível: que fazem distinções (entre alimentos puros e impuros). 1,22. O texto deste versículo e do seguinte é bastante incerto.”

Quem foi São Judas?

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Seu nome era Judas Tadeu. A pregação e o testemunho de Judas Tadeu impressionavam os pagãos que logo se convertiam. Não deve ser confundido com Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus. Nasceu em Caná de Galileia, na Palestina. Filho de Alfeu e Maria Cleofas. Era irmão de Thiago, José, Simão e Maria Salomé. Thiago foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo e se tornou o primeiro bispo de Jerusalém. José era conhecido como o justo. Simão foi o segundo Bispo de Jerusalém. São Judas Tadeu foi um apóstolo de Cristo. Era primo de Jesus. Sua mãe Maria era prima de Maria Santíssima e o pai Alfeu era irmão de São José. Sua mãe e sua irmã foram citadas como as Marias (nome comum à época) que visitaram o túmulo de Jesus e descobriram que havia sumido e depois o encontraram na estrada (apesar de que os relatos dos 4 evangelistas diferem sobre quais estavam lá). Salomé lavou os pés de Jesus.

Nas Escrituras, João Evangelista relata que na última ceia, São Judas perguntou ao seu mestre: “Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?” Jesus lhe responde afirmando que teriam manifestações dele todos os que guardassem suas palavras e permanecessem fies a seu amor. Um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús no dia da ressurreição junto com maria e outras Marias provavelmente sua mãe e irmã.

É um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos, em seus Evangelhos, e um dos mais fervorosos do grupo. Depois da ascensão de Jesus e que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciou a pregação de sua fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, pela Galileia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas divulgando o Evangelho. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém e em seguida passou evangelizando pela Mesopotâmia, atual Pérsia, Edessa, Arábia e Síria. Destacou-se principalmente na Armênia, Síria e Norte da Pérsia, sendo o primeiro a manifestar apoio ao rei estrangeiro, Algar de Edessa.

Na Mesopotâmia ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão o Zelota, aparentemente viajando em companhia de quinto Apóstolo a ir ao Oriente. Segundo relata São Jerônimo, ambos foram martirizados cruelmente quando estavam na Pérsia, mortos a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusarem a prestar culto à deusa Diana. Assim, na igreja ocidental, os dois santos são celebrados juntos em 28 de outubro. A Igreja Ortodoxa Grega, contudo, distingue Judas de Tadeu, celebrando Judas, “irmão” de Jesus, em 19 de junho, e o apóstolo Tadeu em 21 de agosto.

É invocado como advogado das causas desesperadas e dos supremos momentos de angústia. Essa devoção surgiu na França e na Alemanha no fim do século XVIII. No Brasil, a devoção a esse santo é muito popular e surgiu no início do século XX. Devido à forma como foi martirizado, sempre é representado em suas imagens segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro. (E-Biografias)

Parecia muito com Jesus

São Judas Tadeu normalmente é representado com uma medalha no peito, com o rosto de Cristo impresso. Isto acontece porque se parecia com Jesus fisicamente e também espiritualmente. Além disso, o santo carrega uma chama de fogo na cabeça a qual manifesta que recebeu o Espírito Santo em Pentecostes.

Outros escultores o mostram levando uma Bíblia em referência ao livro que leva seu nome. Em sua mão aparece uma machadinha, referente ao seu martírio, ou um cajado como símbolo das grandes distâncias que percorria enquanto pregava.

Morreu mártir junto com São Simão

São Judas Tadeu pregou primeiro na Judeia, em seguida foi para a Mesopotâmia e finalmente a Pérsia, lugar no qual se reuniu com o apóstolo São Simão e juntos combateram as heresias de Zaroes e Arfexat, dois sacerdotes pagãos que levantaram o povo contra as obras dos apóstolos. Ambos os apóstolos receberam juntos a coroa do martírio e, por isso, a Igreja os celebra no mesmo dia. As relíquias dos santos estão em um altar da Basílica de São Pedro no Vaticano.

Teve uma visão de Jesus antes de morrer

Antes de morrer, São Judas olhou para São Simão e lhe disse que viu o Senhor que os chamava para Ele. Segundo a antiga tradição, mataram São Simão cortando seu corpo em dois e cortaram a cabeça de São Judas Tadeu com uma machadinha.

A Igreja não avaliza as polêmicas correntes de oração

Normalmente, circulam pela Internet e em papéis deixados nas casas ou nos templos, uma suposta “corrente ou Novena Milagrosa a São Judas Tadeu”, a qual exige que o conteúdo seja compartilhado a um número determinado de pessoas e dentro de um período de tempo para obter bênçãos e ameaça com males aqueles que não o façam. A origem é desconhecida, mas a Igreja não avaliza estas iniciativas.

A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o Livro de São Judas (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja mas é ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia, apenas como incentivo. 

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

Reflita

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Apesar de ser colocado na Bíblia como um livro, trata-se de uma carta (uma epístola) escrita por São Judas para a comunidade que estava sendo influenciada por homens que queriam desacreditar as pessoas sobre Jesus Cristo. Podemos usar como metáfora, o fato de muitas vezes estarmos dentro da igreja, comungando a nossa fé e quem é de fora tentar nos desviar do caminho e nos fazer ter sérias dúvidas sobre o que acreditamos. Como se o chamado mundano (do mundo) pudesse tirar-nos do caminho da fé. Os versículos 17 a 22 orientam sobre como proceder e não dar ouvidos aos que querem nos desviar do caminho de Deus. Em suma é uma carta para ser refletida a luz do nosso mundo atual onde cada vez mais a velocidade do dia e as pessoas que não querem acreditar em nada estão influenciando tudo, cabe a cada um permanecer na fé.

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Epístola de Judas não se refere ao apóstolo Judas, mas ao discípulo com o mesmo nome. O primeiro livro do Novo Testamento da Bíblia foi escrito, provavelmente, por volta do ano 65 depois de Cristo. Entretanto alguns acreditam o que texto teria sido escrito um pouco depois, entre 66 e 67, em função das semelhanças com a carta escrita por Pedro. Só que uma terceira corrente de pesquisadores argumenta que a explicação para os dois textos estaria em uma fonte única utilizada por Judas e por Pedro na qual leram informações sobre o risco dos falsos mestres. De todo modo, esse primeiro livro do Novo Testamento, a Epístola de Judas, é um texto escrito por Judas irmão de Tiago. Esse Judas era também meio-irmão do próprio Jesus Cristo. Ou seja, nada tem a ver com o famoso Judas apóstolo, conhecido por trair Jesus.

Epístola de Judas é um texto escrito por um discípulo tendo como supostos destinatários ou judeus convertidos ao cristianismo espalhados pela Ásia Menor. O texto, contudo, não oferece afirmativas ou informações que permitam afirmar claramente o destino da escritura. É uma suposição que parece ser a mais plausível porque o texto permite a compreensão de que os destinatários são conhecedores do Antigo Testamento e das tradições judaicas. Mas, mesmo que os destinatários não sejam claramente conhecidos, o motivo do texto é evidente: alertar contra mestres imorais e contra as heresias que colocam a fé dos cristãos em risco. Há um enfoque também contra a apostasia, pois na época havia uma onda de abandono da fé.

Constituída de um único capítulo e de apenas 25 versículos, há uma curta introdução sobre o perigo dos homens perversos. Uma curiosidade é a citação do livro apócrifo de Enoque, que gera muitas dúvidas nos pesquisadores sobre como teria sido o contato de Judas com esse conhecimento. Há também uma chamativa passagem que envolve o diabo e o Arcanjo Miguel sobre a tomada do corpo de Moisés. Em resumo, é um texto pequeno que alguns acreditam ser baseado em relatos de Jesus Cristo para seus discípulos, dentre os quais estava Judas.

40 º Encontro (Catequese) – Final

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 40/40)

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Chegamos ao final da proposta de 40 encontros de preparação para a catequese, ou 40 encontros de vivência na fé para os catequizandos. Desde o início deixei claro que estas postagens em série são apenas sugestões para o grupo da Pastoral da Catequese e podem (ou não) serem utilizados na preparação para o recebimento dos sacramentos da iniciação cristã dentro da catequese. Não é um curso, mas serviria como base de uma formação dos catequizandos (ou crismandos apenas).

Neste encontro a sugestão é que seja leve e não passe de uma boa conversa, um grande e descontraído bate papo entre todos visando o fechamento desta preparação. Antes eu sugeria que fosse feito após o  sacramento da Confirmação, mas a experiência acabou provando que deve sim ser feito antes do recebimento do sacramento, mas deve ser realizado na semana que antecede o grande dia (se for aos domingos os encontros, deve ser no domingo anterior ao do Crisma).

Como é um encontro de despedida (não da igreja, mas da catequese) vai ser sempre tomado de emoção. Então algumas providências podem ser tomadas:

  1. Café da Manhã (ou tarde, ou noite, dependendo do seu horário de encontros). Se foi combinado antes que seja um café comunitário onde aqueles que puderem colaborar tragam alguma coisa para se dividir. Caso contrário a igreja pode bancar este café, que não precisa ser suntuoso, mas deve ser bem preparado.
  2. Ambientação: deve-se colocar o que foi significativo durante estes encontros, como fotos, Bíblia, folhas de encontro, frases, flores.
  3. Não esquecer de entregar as camisetas (se foi esse o combinado e a escolha) e orientar para que só se use no dia do recebimento do Sacramento (por incrível que pareça tem pessoas que recebem a camiseta e já querem usar, perdendo a oportunidade de reservá-la para o dia especial primeiro). Muito cuidado nesta entrega para evitar constrangimentos com cobranças de valores de quem ainda não pagou ou possíveis doações de camisetas para quem realmente não tem condições de pagar, estes detalhes podem ser falados a parte no particular. O importante é todos receberem as camisetas (lembrando que esta pode ser uma opção).
  4. Fazer uma foto com todo mundo junto, catequizandos e catequistas.
  5. Confirmar algum detalhe que faltou. E lembrar que eles devem chegar ao menos com 40 minutos de antecedência na missa do Crisma.
  6. Lembre-se que pastas de encontro e outras lembranças podem ser entregues também no dia da missa da Crisma, mas apenas a benção final.
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Sugestão de folha para o encontro

Fazer a oração inicial do Pai Nosso, e uma Ave Maria

Cantar Simplesmente Amar – Vida Reluz

Chamar para o café da manhã

Depois, com todos sentados, fazer a dinâmica dos nomes (feita nos primeiros encontros), que consiste em: – a primeira pessoa da roda fala seu nome, a segunda fala o nome da pessoa e o seu próprio, a terceira fala os dois nomes anteriores e o seu, e assim vai até fechar o círculo (catequistas devem participar da roda), depois o último recomeça a brincadeira falando apenas o seu e depois o penúltimo fala o do último e o seu próprio, e a roda volta a fazer a brincadeira. Tudo para descontrair e ver como mudou do começo até este último encontro.

Incentivar que cada um fale o que estará levando desta vivência na fé. Uma boa tática é pedir que uma pessoa comece e quando terminar de falar diga o nome de alguém para falar depois, caso haja necessidade o próprio catequista pede para as pessoas falarem (só sugiro que se evite falar na sequência da roda, é mais interessante que as pessoas falem esporadicamente e não pressionados pela sequência. Todos podem falar, é mais rico.

Momento de oração:

Toca-se Ninguém te ama como eu  – Mensagem Brasil como fundo e os catequistas agradecem a Deus pelo grupo, por toda a experiência vivida, enfim cada um sabe o que dizer nesta hora. Depois podem deixar o grupo falar, aqueles que se sentirem à vontade. então peça que cada um feche os olhos e pense nos seus objetivos de vida depois desta vivência na fé, e seus objetivos devem ser sempre de crescimento pessoal, de estudo, trabalho, da possível constituição de uma família. Lembrar que o católico não faz nada sem pensar no amor de Jesus e que cada passo dado seja nas amizades, nos relacionamentos, com os pais, familiares e filhos (no futuro) devem ser sempre passos dados baseados em Deus. Deixar então a música tocar e todos refletirem.

Depois pode ser cantada uma música que marcou o grupo durante esta vivência de praticamente 1 ano e fazer a Oração do Vinde Espírito Santo

Depois pode se reservar um tempo para um grande abraço da paz e fotos

 

Aprofundamento para o catequista

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A pergunta sobre o que você vai levar desta experiência de fé, é pertinente e muito subjetiva. Afinal foram 40 encontros (ou mais dependendo de como foi escolhido fazer) e neles todos a maior das intenções foi sempre o de ensinar como Jesus ensinava, não em uma escola ou sinagoga (nosso caso só dentro da igreja), mas sim na conversa, na amizade, nas parábolas que a vida oferece,no exemplo…

Esta vivência na fé nunca teve a intenção de ensinar a ter fé (isso é muito pessoal), mas mostrar como é bom se ter a fé e crer em Jesus Cristo. Mostrar que não se trata de uma vida de privações, mas sim de muitas graças e bençãos. Você nunca mais se sentirá sozinho estando entre várias pessoas, pois sempre estará com Jesus.

Nesta vivência nasceram amizades para a vida toda, e também foi explorado um território muitas vezes conhecido apenas superficialmente que é a Igreja Católica Apostólica Romana (a nossa igreja) com toda a sua tradição de mais de 2000 anos fundada sobre a rocha deixada por Jesus e esta rocha foi São Pedro, e podemos dizer que São Paulo foi o lançador de vários fragmentos desta rocha para onde a igreja (hoje no mundo todo) germinou em meio as pedras.

Então encerrando esta vivência na fé, melhor dizendo, terminando esta pequena etapa na vivência na fé, só podemos agradecer a Deus por mais esta oportunidade e daqui para a frente, cada catequizando que foi batizado, recebeu a primeira comunhão e depois foi crismado será não mais um fiel, e sim uma pessoa iluminada pela graça de Deus que terá sempre a missão de perpetuar e dividir a graça ao próximo.

Deus abençoe a cada um, seja catequista, catequizando, padre, leigo, leitor no geral. Este blog sempre será espaço para a palavra de Deus.

Paz e Bem da parte do Senhor Jesus.

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Sugestão de lembrança

Escute as músicas sugeridas:

Devo citar alguns sites que utilizei no decorrer desta série de postagens:

Tudo isso para tentar trazer um conteúdo baseado na minha experiência anterior como catequista de adultos, esperando que tenha servido (ou vá servir) para ajudar nesta importante tarefa de evangelização que é a Pastoral da Catequese. Sempre lembrando que tudo que aqui está não é um modelo pronto, mas sim apenas parte dos ingredientes para a feitura de uma obra ainda maior, a obra de Jesus Cristo.

Deus abençoe.

Milton Cesar

39 º Encontro (Catequese) – Uma conversa franca sobre a Igreja

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 39/40)

Muita gente acha que ser da igreja é sempre estar em penitência, no sofrimento. Ou ter comportamentos ditos adequados (mas só para outros verem), esquecem que o ser igreja é antes de tudo ser feliz: Alegrai-vos sempre no Senhor, alegrai-vos! A igreja é também a casa de Deus, merece respeito, reverência, mas nunca sofrimento, tristeza e engana-se quem acha que a nossa igreja católica não possui regras e dogmas, e que é tudo de qualquer jeito. Nós temos mais de 2000 anos de tradição e foi esta firmeza na fé que fez a igreja chegar até aqui. Mas para todos que estão fazendo esta vivência na fé, este é o momento para termos uma conversa franca sobre a igreja. Falaremos sobre curiosidades, dogmas de fé, tradição e a alegria de ser igreja.

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Sugestão para folha de encontro

Neste encontro sugiro começar com um grande abraço da paz e o canto Vem Espírito

Depois pode-se pedir que cada um fale o que mudou na sua vida neste tempo de caminhada (deixar livre para quem quiser falar ou não)

Depois entremos no tema e falaremos sobre a igreja católica, a nossa igreja. Como é importante entendermos que o ser igreja é também um jeito de viver e esse jeito demanda aceitar algumas coisas. (veja aprofundamento para o catequista)

No terceiro momento é hora de acertar os últimos detalhes antes da celebração do Crisma, e acertar leitores e vários outros pontos da missa deste dia (já venho falando destes pontos em várias postagens anteriores)

Momento de oração:

Ambientação: velas, cruz e Bíblia

Material: papel e canetas

Desenvolvimento: todos devem escrever seu nome em uma folha de papel e uma intenção pelo que vai rezar durante a semana. Depois coloca-se os papeis próximo a Bíblia. E fazem uma oração no silêncio, depois de um tempo todos refletem sobre a música A Paz que eu sempre quis – Vida Reluz (deixar a música tocar e esperar que todos escutem, orientando para que enquanto isso fiquem em oração). Após esse momento todos pegam um dos papéis escritos anteriormente, mas não pode ser o seu próprio. A orientação é que cada um reze pela sua intenção e pela do outro que escreveu no papel durante a semana. Um irmão, deve sempre orar pelo outro.

Depois faz-se a oração final e canta-se  a música Jesus pra sempre – Comunidade Doce Mãe de Deus 

Lembrando que no próximo encontro será o ultimo desta preparação pode ser sugerido um café compartilhado onde cada um (daqueles que se disporem levem alguma coisa para ser compartilhada) ou a comunidade banque, pois será um encontro mais descontraído.

Aprofundamento para o catequista:

A igreja é o local mais indicado para o encontro dos fiéis. Não acredito quando uma pessoa se diz católica, mas não vai na igreja. Isso não é ser católico é só se dizer católico, sem ser. Isso não exclui a casa de cada um como local importante para se manter fiel. Mais ainda os locais onde frequentamos como: escola, curso, trabalho, bairro… podem e devem ser também espaços para mostrarmos a nossa fé. E quando digo mostrarmos a nossa fé, não estou dizendo ficar condenando ninguém que não seja da nossa igreja, ou ficar apontando os erros. Muito menos ser omissos quando percebemos algo que vai contra Deus.

O católico é católico 24 horas por dia, e não só nas missas ou na igreja, mas sim em todos os lugares. A Igreja Católica Apostólica Romana não é uma bagunça como alguns acham, e muito menos um espaço onde tudo pode. A igreja tem suas regras e estas regras não são um impedimento, mas sim um bom guia e comportamento para que a fé não se perca em meio as coisas do mundo.

O católico deve no minimo:

  1. Receber os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma)
  2. Receber o Sacramento da Confissão (é recomendável que ao menos uma vez ao ano cada fiel faça a sua confissão)
  3. Participar das missas e celebrações
  4. Participar da igreja (existem grupos de oração, terço, jovens, perseverança (adolescentes), dízimo, catequeses, ministérios, limpeza, Batismo, ECC (Encontro de Casais com Cristo), liturgia, círculos bíblicos, novenas e várias outras pastorais)

O padre é autoridade dentro de uma comunidade, mas para o bom funcionamento é necessária a colaboração de todos e também a formação de uma equipe de administração, na verdade chamado Conselho Pastoral, onde o coordenador (ou animador como tem sido o costume chamar ultimamente) de cada Pastoral faz parte.

A igreja segue o Código de Direito Canônico que é a constituição da igreja e vale para o mundo todo. Nele estão as regras para tudo que se faz dentro da igreja (do recebimento dos sacramentos a ordenação dos padres e até da escolha do Papa). É de lá que sabemos que quem pode ser padrinho de Batismo (ou Crisma também) deve ter recebido os Sacramentos da Iniciação Cristã, deve ser solteiro ou ter recebido o Sacramento do Matrimônio (não pode viver junto apenas) e ter 18 anos ou mais. Lá diz que o crismando só está apto a receber o sacramento da Confirmação (Crisma) com 15 anos ou mais. Fala-se da indissolubilidade do Sacramento do Matrimônio,  ou seja : O que Deus uniu o homem não separa. Mas também é explicado que em alguns casos bem específicos o matrimônio pode ser anulado. Para tudo tem os procedimentos para se conceder o sacramento mas também os impedimentos.Fica claro a função dos padres, bispos e até do Papa e vários outros pontos da igreja. Por isso mesmo eu discordo da flexibilidade algumas vezes praticadas por alguns padres e/ou comunidades afim de não perder o fiel,mas estes muitas vezes só procura a igreja na hora de receber algum sacramento como Batismo ou Matrimônio, são o que chamo de católico turista.

O Católico Turista:

O Católico Turista é aquele que só vai na igreja quando precisa batizar um filho ou ser padrinho, ou vai se casar. Também tem aqueles turistas que só vão em missas de 7º dia ou na semana santa. Ou que só aparecem em festas juninas. Estes não são católicos na sua totalidade, mas precisam ser resgatados e voltarem a igreja. Até entendo que hoje em dia as exigências do trabalho atrapalham, mas é impossível não sobrar um tempo para Deus, já que a maioria das igrejas tem missas em horários e dias diversos para atender a todos. Não sou daqueles que não concordam quando alguém proclama que a fé dele é só ele e Deus e não precisa da igreja. A igreja é o lugar onde o próprio Jesus disse que estaria e esta igreja seria construída em Pedro, além dele próprio dizer que estaria onde dois ou mais estivessem reunidos. O mundo fora da igreja não leva a lugar nenhum pois as tentações são maiores, já dentro da igreja o viver o amor de Deus é intenso.

Igreja Humana e Santa

A igreja é Santa e humana.

Santa porque é a casa de Jesus, da Santíssima Trindade e onde reina o amor de Deus.

Humana porque acima de tudo é feita por nós seres humanos. E é justamente esta parte humana que precisa a cada dia mais se integrar e nascer para uma vida nova em Jesus Cristo. Ninguém vai negar todos os problemas que um grupo de pessoas juntas acabam tendo. Algumas vezes acontecem discussões, fofocas e mágoas, porque falta sempre o diálogo, mas não um diálogo comum e sim uma conversa baseada na oração e no consenso do que é melhor para a igreja. Um padre muito centralizador não colabora com o crescimento da comunidade, assim como um padre omisso também não. Pessoas que estão a frente de alguma pastoral devem também saber lidar com as divergências e ponderar sobre os melhores caminhos a se tomar, sempre orientados pela oração e com a ajuda do padre. nenhuma comunidade vai ter todas as pessoas concordando com tudo, mas é importante não ter um dos maiores pecados do mundo atual (acho que deveria entrar na lista dos pecados mortais): a fofoca. Grupos diferentes tem que saber respeitar os outros e todos devem entender que a igreja é de todos e não só de um grupo ou de uma pessoa. Somos irmãos em Cristo e devemos também cuidar da sua igreja.

Milton Cesar (Fides Omnium)

Curiosidades:

Jesus-cordeiro

O crucifixo é muito usado pelos católicos como simbolo. Nas igrejas existem crucifixos, muitos usam como adereço, principalmente no pescoço. Isso causa certa polêmica com nossos irmãos protestantes que dizem que adoram um Deus vivo. Nós católicos também amamos a Jesus vivo, mas a cruz nos lembra do sacrifício feito por Deus ao entregar seu filho único como cordeiro em expiação dos nossos pecados. Algumas pessoas também consideram utilizar a cruz como cordão com crucifixo para simbolizar que sabem do sacrifício de Jesus e sabem que devem sempre carregar a própria cruz.

Porque as igrejas tem nomes de santos?

É uma tradição da igreja dedicar muitos de seus templos a Santos e Santas, mas não são todos, e isso acontece por diversos motivos. Mas a principal é que na maioria das vezes uma igreja é construída por existe uma veneração de algum santo naquele lugar, então se mantém o nome do santo. Eu particularmente explicava nas catequeses que o nome da igreja ser o nome de um Santo(a) não quer dizer que a igreja não seja de Jesus. Só quer mostrar como Jesus era em vida, sempre se reunindo na casa de outras pessoas. Não me lembro de nenhuma narrativa bíblica dando conta de que Cristo levou seus seguidores para sua casa, mas sim de que foi acolhidos em alguma casa. Existe sempre o respeito a devoção das pessoas.

O princípio protestante de que “só a Bíblia” (Sola Scriptura)
Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria quase um milênio e meio para revelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (cf. Mateus 28, 19-20).
Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. A Bíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda: “Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!”(João 5, 39-40).
Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são ÚTEIS para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somente as Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (2 Tessalonicenses 2, 15; 3,6) Extraído do blog Ecclesia Militans

Algumas siglas da igreja que você já viu, e talvez não saiba o que significa

Alfa e Ômega

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Alfa e Ômega, significa o principio e fim. Deus é o principio e fim de tudo

 JHS (IHS)

 

Se você pensou: “Jesus Hóstia Sagrada”, errou (apesar de muitas hóstia trazerem esta inscrição) na realidade, JHS (ou IHS) é a sigla da expressão: “Iesus Hominun Salvator”, que significa: “Jesus Salvador dos homens”. “JHS: Monograma de Cristo que significa “Iesus* Hominun Salvator” (Jesus Salvador dos Homens), e não Jesus Homem Salvador como alguns erroneamente traduzem. O monograma IHS é a transcrição do nome abreviado de Jesus em grego, Ιησούς (em maiúsculas, ΙΗΣΟΥΣ). O “J” corresponde à pronúncia do “I” na antiguidade, assim como o “V” era empregado como “U”.

Como surgiu este monograma JHS usado pela Igreja católica?

Ele vem do grego “IHSUS”, aparece nos evangelhos dos apóstolos Marcos e Lucas. Transliterado para a forma latina passa a ser, “Iesus Hominun Salvator” (IHS)”. A criação deste monograma é de São Bernardino de Sena, no século XV, e mais tarde o fundador dos padres jesuítas, Santo Inácio de Loyola, no século XVI, adotou como emblema da Companhia de Jesus. O símbolo foi usado como carimbo em todas as publicações dos livros e documentos da Companhia de Jesus. Com o passar dos anos a sigla passa a ser um monograma usada como um dos símbolos Católicos.

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Essa sigla aparece muito no dia a dia do católico, em paramentos, em casulas e até na Sagrada Eucaristia. Ela significa “Cristo” pois as letras gregas XP (Chi-Rho) são as primeiras duas letras de Χριστός, Cristo.

O monograma citado acima foi criado pelo imperador romano Constantino para simbolizar o Cristianismo

 

ICTYS

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Essa nós não convivemos muito, mas é bem importante. O símbolo era utilizado pelos primeiros cristãos (ainda chamados de nazarenos) para que eles pudessem se identificar de uma forma discreta, pois sofriam inúmeras perseguições na época. Então a palavra grega ICTYS (peixe) passa a ser a sigla de “Iesus Christus Theou Yicus Soter”, ou Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. E escrita em alguns lugares acabavam por identificar o lugar de culto ou casa de outro nazareno.

INRI

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Lucas23,38: “E havia uma inscrição acima dele: Este é o Rei dos Judeus” 

Escrita normalmente em crucifixos, a sigla INRI significa “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum” ou “Jesus de Nazaré Rei dos Judeus”. Segundo o Evangelho de São João, Pilatos teria feito redigir o texto em latim, grego (Ἰησοῦς ὁ Ναζωραῖος ὁ Bασιλεὺς τῶν Ἰουδαίων) e hebraico (ישוע הנצרת מלך היהודים). Mesmo sobre o protesto do Sinédrio a placa foi fixada na parte superior da cruz.

Escute as músicas sugeridas:

38 º Encontro (Catequese) – Rito da Confirmação do Batismo (Crisma)

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 38/40)

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Sugestão de folha para o encontro

Neste encontro continuamos falando dos Rituais usados nas Celebrações dos Sacramentos da Iniciação Cristã, este falaremos da Confirmação do Batismo (Crisma).

Para iniciar poderemos fazer a oração do Vinde Espírito Santo e depois cantar Vem, Vem, Vem Espírito Santo – Pe. Zeca

Entrar no tema e explicar todo o ritual que será usado na celebração da Crisma, e de como é importante estar ciente que nesta celebração o Bispo virá e ele não vem sempre na comunidade já que tem que cuidar de uma diocese inteira.

O crismando tem que se confessar antes de receber a Crisma.

Falar sobre os padrinhos e familiares que devem ter cuidado com as questões de fotos, filmagens e tudo o mais, o foco é a missa e nada pode distrair o crismando e muito menos os padrinhos e celebrantes.

Seria interessante repassar os últimos detalhes da missa, ver os que vão fazer as leituras e fazer parte da procissão de entrada e ofertas. Também pode começar a ser feito a escolha das músicas do dia da celebração.

Também é importante ver a questão das camisetas (se foi esta a opção escolhida) lembrem-se que na celebração da Crisma as camisetas podem ser vermelhas (cor do sacramento da crisma), brancas (pureza), amarelas (fogo), outras cores não são comuns apesar do azul simbolizando Maria ter sido usado.

Este encontro pode também ser feito com a presença dos padrinhos.

Depois sugiro que façamos um momento de oração:

  1. Refletir sobre a importância do que será recebido e do compromisso de se confirmar o batismo

  2. Pedir que todos (sentados) façam silêncio e escutem a música Espírito Santo – Comunidade Doce Mãe de Deus

Pode ser feito cantado Hoje Livre Sou – Ministério Adoração e Vida e feito mais uma vez a oração do Vinde Espírito Santo

Aprofundamento para o Catequista:

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O Sacramento da Crisma é acima de tudo um sacramento de adultos. Para a igreja todo fiel que atinge 15 anos já pode ser considerado um adulto na fé e por si só pode fazer algumas escolhas na vida dentro da igreja. Sabemos que pela lei civil uma pessoa de 15 anos ainda é menor de idade e por isso toda a responsabilidade recai sobre pais ou responsáveis. A igreja não vai contra isso, ela apenas diz que aos 15 anos a pessoa já tem discernimento suficiente para fazer a escolha de fazer a sua vivência na fé e receber o sacramento da Crisma que confirma o seu Batismo católico.

É recomendável que o próprio crismando escolha seu padrinho ou madrinha, e não é mais necessário que os crismandos tenham padrinhos ou madrinhas do mesmo sexo, ou seja, um crismando pode escolher uma madrinha ou padrinho ou uma crismanda pode escolher um padrinho ou madrinha, mas é necessário apenas 1 e não dois padrinhos.

O padrinho ou madrinha que batizou o crismando poderia ser escolhido para ser padrinho ou madrinha na Confirmação, mas esta não é uma regra.

O padrinho oudownload (2) madrinha deve ter mais de 18 anos, não pode ser o pai ou mãe do crismando, não pode ser namorado (a) ou esposo(a) do crismando. Também é obrigatório que o padrinho ou madrinha tenha recebido também os sacramentos e tanto pais como padrinhos tem que participar de um curso (geralmente o próprio grupo de catequese faz uma reunião e explica todos os procedimentos da celebração da Crisma e faz este curso).

Também é importante prestar atenção nas datas e horários que serão celebrados os sacramentos.

A Crisma

“Cristo instituiu um sacramento que confirma o Batismo, para que nossa fé cresça e amadureça, através da plenitude do Espírito Santo, que derrama os seus dons. Essa prática de transmitir a graça do Espírito Santo por meio da imposição das mãos está presente desde os inícios da Igreja. Bem cedo se acrescentou à imposição das mãos a unção com o óleo do crisma. Daí a origem do outro nome, Sacramento da Confirmação.
Com o Batismo, nós já nos tornamos filhos de Deus. O sacramento da Crisma nos enraíza mais profundamente nessa filiação divina. Somos filhos no Filho, estando mais unidos a Cristo. Também nos vinculamos mais perfeitamente à sua Igreja e participamos mais ativamente de sua missão: o crismado é um soldado de Cristo, a sua testemunha. Para realizar essa grande missão, recebemos os dons do Espírito Santo, que na tradição da Igreja são sete: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência (ou conhecimento), piedade e temor de Deus.

Simbologia e rito do sacramento 

A unção com o santo crisma simboliza o selo espiritual que o crismando recebe. Assim como no sacramento do Batismo, esse selo é indelével, ou seja, uma vez crismado essa marca fica para sempre na vida do cristão, mesmo que ele não pratique mais a fé.
O símbolo da unção tem raízes na tradição do Antigo Testamento. O rei do povo de Israel era ungido com óleo. O óleo significa abundância (Dt 11,14), alegria (Sl,23,5; 104,15), purificação, agilidade (até hoje alguns atletas e lutadores se ungem com óleo), cura e irradia beleza, saúde e força.

Essa “marca”, o selo do Espírito Santo que o cristão recebe quer manifestar que somos totalmente de Cristo e estamos ao seu serviço na extensão do Reino, fortalecidos pela graça do Senhor.
O óleo do santo crisma, que é usado para ungir o crismando é consagrado na missa dos santos óleos (Quinta-feira Santa) pelo bispo diocesano, acompanhado por todo o seu clero.
Antes da unção com o santo crisma, o bispo estende as mãos sobre os crismandos, realizando assim o gesto que desde os tempos dos apóstolos é sinal do dom do Espírito.
Em seguida é realizado o gesto essencial do sacramento: a unção do santo crisma na fronte do confirmando. No momento que o bispo unge o confirmando diz as seguintes palavras: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, dom de Deus”. Após esse gesto, o cristão está crismado e em sua vida se manifesta os efeitos do sacramento, que falamos no início da catequese. Em síntese poderíamos dizer que aumenta a nossa proximidade com a Santíssima Trindade e com a Santa Igreja.” (extraído do site A12)

A celebração da Crisma é feita pelo Bispo da Diocese (no caso de Campinas é o Arcebispo já que se trata de uma Arquidiocese), mas ele pode designar um outro padre para realizar esta celebração (geralmente não é o padre da comunidade que está sendo feito a missa e sim outro) sendo muitas vezes um monsenhor ou o Vigário.

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Imagem da internet

O que é dito pelo Bispo no momento que concede o Sacramento da Confirmação?

Vale relembrar que o sacramento do crisma só deve ser concedido durante a santa missa.
Unicamente o Bispo pode e deve conceder o sacramento do Crisma.
O Bispo assentado na cátedra inicia:

C: A paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco.

T: E Contigo também.

C: Os Apóstolos haviam recebido o Espírito Santo no dia do Pentecostes,
segundo a promessa do Senhor, e tinham por isso o poder de completar aquilo
que fora começado no Batismo, dando o mesmo Espírito Santo, como lemos
no livro dos Atos dos Apóstolos. Assim fez São Paulo ao impor as mãos
sobre os que tinham sido baptizados, e o Espírito Santo desceu sobre eles e
começaram a falar várias línguas e a profetizar.
Os Bispos, como sucessores dos Apóstolos, receberam também este poder
e assim, por si próprios ou pelos presbíteros legitimamente constituídos para
o desempenho deste ministério, comunicam também o Espírito Santo àqueles
que no Batismo renasceram como filhos de Deus.

O Bispo inicia interrogando o crismando renovando as promessas,dizendo:

C: Renunciais a Satanás, a todas as suas obras e a todas as suas seduções?

Sim,Renuncio.

C: Credes em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra e em todas suas obras?

Sim,Creio

C:Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica,esposa de Cristo ?

Sim,Creio

C: Prometes lealdade e obediência aquele que é o sucessor de São Pedro o papa N,
e a santa Igreja em seus ensinamentos ?

Sim,Prometo

O Bispo conclui dizendo:

C:Esta é a nossa fé. Esta é a fé da igreja, que nos gloriamos de professar
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.

O Bispo de pé reza a seguinte oração:

C: Oremos irmãos, a Deus Pai todo-poderoso, para que, sobre estes seus filhos adotivos,
que pelo Batismo já renasceram para a vida eterna, derrame agora o Espírito Santo,
que os fortaleça com a abundância dos seus dons
e, pela sua unção espiritual,
os torne imagem perfeita de Cristo, Filho de Deus através de sua igreja.
Por Cristo nosso Senhor.

T: Amém

O Bispo com o óleo do crisma unge o crismando e diz:

C: N., RECEBE, POR ESTE SINAL,
O ESPÍRITO SANTO, O DOM DE DEUS E DE SEU AMOR

Após o Bispo ungir o Crismando o questiona,dizendo:

C: Prometes manter a missão que iniciastes no batismo e que agora a confirma perante a
Santa Igreja,junto ao seu bispo local e o sucessor de São Pedro o papa N ?

Sim,Prometo.

O Bispo conclui com a seguinte oração:

C: Senhor nosso Deus,que destes o Espírito Santo aos vossos Apóstolos,
e por eles e pelos sucessores deles,quisestes que o mesmo Espírito
fosse comunicado aos outros fiéis,escutai a nossa oração
e continuai também agora no coração dos crentes,a obra que o vosso amor realizou
no princípio da pregação do Evangelho,para que seja sinal salvífico de vosso filho.
Por Cristo nosso Senhor.

T: Amém

A Celebração continua da preces dos fiéis.

Curiosidade:

“Na cerimônia do Crisma, logo após receber a unção própria do Sacramento, muitos crismandos são surpreendidos por um tapa na cara, bem dado pelo celebrante. Uns olham atônitos, com quem pensa: “Será que o padre contou pro bispo o que eu disse na confissão?”. Não, amigos. O tapa faz parte do rito (informalmente)!

Depois de confirmar o crismando com o sinal da cruz, a tradição prevê que o bispo lhe dê um tapa no rosto. O objetivo é lembrar à pessoa que ela deverá de suportar pacientemente, em nome de Jesus, os sofrimentos e injúrias. Se perseguiram o Mestre, é claro que vão perseguir também seus servos, que devem se fortalecer com a caridade e a doutrina. O legal é quando o bispo dá um tapão, com gosto! Ou ao menos um tapa de leve, porém, que faça algum som de “pleft”. Mas, hoje, a maioria dos bispos, em vez de dar um belo tabefe, faz um carinho no rosto dos recém-crismados. Isso não lembra a ninguém a dureza da vida de soldado de Cristo. Devemos ser preparados pro bom combate espiritual, como São Paulo! No mundo de hoje, que rejeita a face dura da realidade, talvez o sopapo do bispo não tenha mais espaço. (Extraído do blog O Catequista)”

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Para uma visão aprofundada desse sacramento, é importante compreendermos o significado dos seus principais ritos:

  • Imposição das mãos.

A imposição das mãos é um símbolo de benção tão antigo quanto as primeiras religiões da humanidade. Para os cristãos, de forma generalizada, significa oferecer aqueles que amamos o nosso grande bem: o Espírito Santo. É um gesto bastante expressivo, embora não pertença à essência do rito sacramental.

Na própria Bíblia esse gesto ganha outros significados. A imposição das mãos sobre a cabeça pode servir para abençoar ou conferir uma missão a alguém (Cf Dt 34,9; Dt 34,9); acompanha a oferta de sacrifícios (Lv 1, 4: 16,21) ou é um gesto de consagração (Nm 8,10). Jesus impõe as mãos sobre as crianças, bendizendo-as (Cf Mt 19,13-15), e sobre os doentes, para curá-los e libertá-los dos demônios (Lc 4,10; Mc 8,23). No livro dos Atos dos Apóstolos impõem as mãos para invocar o Espírito Santo (At 8,15). Além disso, lembra também a sombra do Espírito que fecunda Maria na anunciação (Lc 1,26-38), a nuvem e a pomba presentes no Batismo de Jesus (Lc 3,21-22), a nevem que cobre os discípulos na transfiguração (Mc 9,7) e a vinda do Espírito Santo em pentecostes (At 2,1-11). Enfim, o fato de ser o bispo (ou seu delegado ad hoc) quem impõe as mãos, é um sinal de unidade da Igreja..

  • Unção

O gesto essencial da Confirmação é a Unção crismal cruciforme (isto é, feita com o sinal da cruz) na fronte do confirmado. O bispo o unge dizendo: “Recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo”. Essa fórmula só foi adotada na Igreja Latina com o novo rito proposto pelo Papa Paulo VI, mas já era conhecida pelo rito bizantino desde o século V. É considerada a mais completa, pois, no próprio ato de ungir faz-se a imposição da mão.

Essa imposição – feita pela unção do Crisma na testa do confirmado – manifesta o aspecto pessoal da graça e o caráter indelével da Confirmação. Em outras palavras: esse Espírito que é Santo e que age onde quer, me chama pelo nome e penetra o segredo do meu ser, na raiz mesma de minha liberdade.

  • Óleo

A importância da unção leva-nos ao significado milenar do óleo, sobretudo aquele extraído da Oliveira, que era tido por poderoso agente medicinal. Além disso, é antiga a crença de que as pessoas mais próximas a Deus e engajadas a seu serviço são agradáveis e irradiantes.

O Cristianismo aprendeu com essas tradições anteriores, mas acrescentou também algo revolucionário. Jesus é o  Ungido por excelência. Ao se encarnar, toda a natureza humana foi ungida pelo Espírito de Deus. Daí o acesso aos óleos santos estar aberto a todo ser humano. Ser ungido na Confirmação significa para o Cristão poder levar á plenitude sua vocação batismal de rei, sacerdote e profeta.

O Documento da CNBB que fala sobre os Sacramentos de Iniciação Cristã insiste na valorização dos gestos litúrgicos e recomenda que a imposição das mãos seja feita sem pressa e solenemente e a unção com bastante óleo, de forma a deixar visível na testa a sua marca. Mas isso não significa exagerar na solenidade exterior, realçando o rito em si mesmo. O rito se reduz a mera rubrica se não for expressão da graça de Deus que age em nós. (Extraído do Jornal Online Paróquia N. Sra. do Carmo – Campo Belo, MG)

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Leia mais:

Ouça as músicas sugeridas:

 

37º Encontro (Catequese) – Rito da Missa de Primeira Comunhão

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 37/40)

Mais um encontro e nossa contagem regressiva está chegando quase ao final, e esta é uma oportunidade de nos prepararmos para as celebrações importantes que estão por fim. na postagem anterior falamos sobre o Ritual do Batismo e sugerimos começar (ou mesmo preparar) as missas onde os sacramentos serão ministrados. Esses encontros são em primeiro lugar sugestões de como fazer por isso é importante que cada grupo de catequese tenha o seu modo de agir mas não podem ser esquecidos alguns pontos importantes:

  1. Preparar com antecedência: agendamento de datas, comunicação com os catequisandos

  2. Reuniões com os pais: importante para se fechar detalhes e também para que os familiares tenham consciência da importância do que seus filhos ou parentes vão receber. Durante estes encontros eu sugeri algumas vezes que fossem oferecidos almoços ou jantares junto com a reunião em pelo menos 3 ocasiões. A catequese também deve ser familiar.

  3. Preparação e escolha das camisetas: sugiro que a camiseta seja usada na celebração do Crisma ou da Catequese, se houver um acordo pode ser nas duas. Lembrando que nem todos vão batizar ou fazer a primeira eucaristia, mas a expectativa [e de que todos façam a Confirmação (Crisma).

  4. Preparação dos catequizandos para atuarem como leitores nestas missas e comentaristas se for possível. Importante não se forçar ninguém.

  5. Lembrar que pais e padrinhos devem fazer cursos antes das celebrações do Batismo, e seria interessante uma reunião com os padrinhos antes da celebração da Crisma

  6. Não esquecer que os catequizandos devem se confessar antes de receberem os sacramentos e isso deve ser programado com o padre com bastante antecedência.

  7. Frisar a importância dos horários nos dias das celebrações

  8. Organizar se for o caso uma confraternização no último encontro ou um encontro pós- confirmação, pode ser também uma festa dependendo da ocasião e lugar.

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Sugiro que iniciemos cantando  O Pão da vida – Pe. Zeca e depois Quero te dar a Paz seguido do abraço da paz entre todos e depois a oração do Pai Nosso

Falar sobre a missa da Primeira Comunhão e fechar os combinados necessários, entre eles fortalecer a questão da pontualidade e do convite aos pais e parentes para esta missa tão importante.

A Primeira Comunhão é o sacramento mais importante da igreja católica, pois foi um dos deixados diretamente pelo próprio Jesus no momento da última ceia. Também é o sacramento renovado a cada missa e fazer a primeira eucaristia depois de todo o tempo de vivência na fé é gratificante além de ser sinal de fé.

Não se trata pois de pão e vinho e sim do próprio corpo e sangue de Cristo.Não existe um ritual próprio para a Primeira Eucaristia, porém a maior parte dos padres opta por seguir um roteiro que em alguns casos contém a renovação das promessas do batismo. Isso é livre e vai de padre para padre. Mas a celebração da Primeira Eucaristia ou Primeira Comunhão como é mais popularmente chamada é sempre acontece sempre durante a Celebração Eucarística (A Missa), apenas com a diferença de que estes novos membros da ceia do Senhor acabam tendo um destaque na acolhida da comunidade.

Nesta missa os catequizandos são introduzidos na mesa da Eucaristia e por isso mesmo tem uma emoção a mais a vivenciarem, é muito importante que a comunidade testemunhe isso de maneira direta e esteja convidada na missa.

Preparar os catequizandos:

Seria muito mais rica a experiência da primeira Comunhão se todos que vão receber o sacramento pudessem se preparar com uma semana de oração. Sugiro que seja feito uma integração entre todos os catequizandos para rezarem durante a semana anterior ao recebimento do sacramento numa forte corrente de oração, todos juntos, mesmos os que não vão receber o sacramento pois estão fazendo apenas a preparação para a confirmação. Uma sugestão é que todos rezem num só horário e se possível se encontrem para rezarem juntos.

Preparando a missa:

cada catequizando tem um talento, um dom dado por Deus. Durante esta vivência na fé pode ser que alguns dons já tenham despertado e que alguns acabem se tornando catequistas, outros animadores na comunidade, ministros e membros da liturgia (como cantores, leitores ou organizadores das celebrações). Sugiro que seja combinado com a equipe litúrgica e nestas missas de celebração da Primeira Comunhão e/ou Confirmação os catequizandos sejam os leitores da 1ª, 2ª, Salmo e Oração da Assembleia, isso trará ainda mais um sentimento de importância e igualdade a todos. Se isso foi feito durante o ano, melhor ainda, mas se não e ainda melhor nestas celebrações seja feito.

Sugiro como canto final: Basta Querer – Pe. Marcelo Rossi e como oração final pode ser o inicio da semana de oração pela celebração da Primeira Eucaristia

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Sugestão de folha para encontro

Aprofundamento para o Catequista

liturgia

A Eucaristia é a fonte e o ápice de toda a vida cristã

É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até Seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.

Quando Cristo instituiu a Eucaristia? Instituiu-a na Quinta-feira Santa, “na noite em que ia ser entregue” (1Cor 11,23), celebrando com Seus apóstolos a Última Ceia.

O que representa a Eucaristia na vida da Igreja?

É fonte e ápice de toda a vida cristã. Na Eucaristia, atingem o seu clímax a ação santificante de Deus para conosco e o nosso culto para com Ele. O Senhor encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são expressas e realizadas pela Eucaristia. Mediante a Celebração Eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.

Como Jesus está presente na Eucaristia?

Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável. Está presente, com efeito, de modo verdadeiro, real, substancial: com Seu Corpo e Seu Sangue, com Sua alma e divindade. Nela está, portanto, presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem.

O que significa transubstanciação?

Transubstanciação significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do Seu Sangue. Essa conversão se realiza na oração eucarística, mediante a eficácia da Palavra de Cristo e da ação do Espírito Santo. Todavia, as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja, as “espécies eucarísticas”, permanecem inalteradas.

O que se requer para receber a santa comunhão?

Para receber a santa comunhão, deve-se estar plenamente incorporado à Igreja Católica e estar em estado de graça, ou seja, sem consciência de pecado mortal. Quem estiver consciente de ter cometido um pecado grave deve receber o sacramento da reconciliação antes de se aproximar da comunhão. Importantes são também o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e a atitude do corpo (gestos e roupas) em sinal de respeito a Cristo. (Texto extraído do Blog Formação Canção Nova )

“Na Eucaristia, nós partimos ‘o único pão que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre’” (Santo Inácio de Antioquia)

Extraído do Catecismo da Igreja Católica

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Encontrei esta sugestão de Ritual da Primeira Comunhão, que apesar de ser direcionado as crianças serve de exemplo de celebração. A Paulus e a Editora Santuário possuem folhetos específicos para a Missa da Primeira Eucaristia, Batismo e Crisma 

Catecismo da Igreja Católica – Artigo 3

1407 – A Eucaristia é o coração é o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício Ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja.

1408 – A celebração da Eucaristia comporta sempre: a proclamação da palavra de Deus, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom do seu Filho, a consagração do pão e do vinho e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto.

1409 – A Eucaristia é o memorial da páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica.

1410 – É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que, agindo pelo ministério dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.

1411 – Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor.

1412 – Os sinais essenciais do Sacramento Eucarístico são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronúncia as palavras da consagração ditas por Jesus durante a última Ceia: ‘Isto é o meu Corpo entregue por vós. (…) Este é o cálice do meu Sangue (…)’.

1413 – Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e Seu Sangue, sua Alma e Divindade (Conc. Trento, DS 1640).

1414 – Enquanto sacrifício, a Eucaristia é oferecida também em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais e temporais.

Eucaristia – os seus frutos

1391 – A comunhão aumenta a nossa união com Cristo. Receber a Eucaristia na comunhão traz como fruto principal a união íntima com Cristo Jesus. Pois o Senhor diz:

‘Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele’ (Jo 6,56). ‘Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim’ (Jo 6,57).

1392 – O que o alimento produz em nossa vida corporal, a comunhão o realiza de maneira admirável em nossa vida espiritual. A comunhão da Carne de Cristo ressuscitado, ‘vivificado pelo Espírito Santo e vivificante’ (PO 5), conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. Este crescimento da vida cristã precisa ser alimentado pela Comunhão Eucarística, pão da nossa peregrinação, até o momento da morte, quando nos será dado como viático.

1393 – A comunhão separa-nos do pecado. O Corpo de Cristo que recebemos na comunhão é ‘entregue por nós’, e o Sangue que bebemos é ‘derramado por muitos para remissão dos pecados’. É por isso que a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros:

‘Toda vez que o recebemos, anunciamos a morte do Senhor’ (1Cor 11,26).

‘Se anunciamos a morte do Senhor, anunciamos a remissão dos pecados. Se, toda vez que o Sangue é derramado, o é para a remissão dos pecados, devo recebê-lo sempre, para que perdoe sempre os meus pecados. Eu que sempre peco, devo ter sempre um remédio'(S. Ambrósio, Sacr. 4,28 ).

1394 – Como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais (Conc. de Trento, DS 2638).

Ao dar-se a nós, Cristo reativa o nosso amor e nos torna capazes de romper as amarras desordenadas com as criaturas e de enraizar-nos nele.

1395 – Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da vida de Cristo e quanto mais progredirmos na sua amizade, tanto mais difícil dele separar-nos pelo pecado mortal.

1396 – Os que recebem a Eucaristia estão unidos mais intimamente a Cristo. Por isso mesmo, Cristo os une a todos os fiéis em um só corpo, a Igreja. A Comunhão renova, fortalece, aprofunda esta incorporação à Igreja, realizada já pelo batismo. ‘No batismo fomos chamados a construir um só corpo’ (1Cor 12,13).

A Eucaristia realiza este apelo: ‘O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o Sangue de Cristo? O pão que partirmos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desde único pão’ (1 Cor 10,16-17).

1397 – A Eucaristia compromete com os pobres. Para receber na verdade o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer o Cristo nos mais pobres, seus irmãos (Mt 25,40).

‘Degustaste o Sangue do Senhor e não reconheces sequer o teu irmão. Desonras esta própria mesa, não julgando digno de compartilhar do teu alimento aquele que foi julgado digno de participar desta mesa. Deus te libertou de todos pecados e te convidou para esta mesa. E tu, nem mesmo assim, não te tornaste mais misericordioso’ (S. João Damasceno, Hom. in 1Cor 27,5).

1415 – Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.

1416 – A santa Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo.

1417 – A Igreja recomenda vivamente aos fiéis que recebam a Santa Comunhão quando participam da celebração da Eucaristia; impõe-lhes a obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano.

1419 – Tendo Cristo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na Eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no Santo Sacrifício nos identifica com o seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e nos une já à Igreja do céu, á Santa Virgem Maria e a todos os santos.

Eucaristia – nas Igrejas orientais

1399 – As Igrejas orientais que não estão em comunhão plena com a Igreja Católica celebram a Eucaristia com um grande amor.

‘Essas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos – principalmente, em virtude da sucessão apostólica, o sacerdócio e a Eucaristia -, que as unem intimamente a nós’. Por isso uma certa comunhão in sacris na Eucaristia é ‘não somente possível, mas até aconselhável, em circunstâncias favoráveis e com a aprovação da autoridade eclesiástica’.

Eucaristia – não existe nas comunidades protestantes

1400 – As comunidades eclesiais oriundas da Reforma, separadas da Igreja Católica, ‘em razão sobretudo da ausência do Sacramento da Ordem, não conservaram a substância própria e integral do mistério eucarístico’.

É por esse motivo que a intercomunhão eucarística com essas comunidades não é possível para a Igreja Católica. Todavia, essas comunidades eclesiais, ‘quando fazem memória, na Santa ceia, da morte e da ressurreição do Senhor, professam que a vida consiste na comunhão com Cristo e esperam sua volta gloriosa’.

Leia:

Ouça as músicas sugeridas:

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36º Encontro (Catequese) – Rito do Batismo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 36/40)

O Sacramento do Batismo já foi tema de um encontro nesta nossa vivência na fé e este é para falar sobre os ritos do batismo e também para nos prepararmos para a reta final.

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Sugestão de folha para o encontro

Para iniciar podemos fazer a oração do Vinde Espírito Santo e depois cantarmos O Céu se abre – Adoração e Vida

O tema de hoje é também para falar sobre a escolha dos padrinhos e o dia da celebração do sacramento.

Primeiro a escolha dos padrinhos: Quando criança geralmente são os pais que escolhe os padrinhos, mas quando se trata de jovens ou adultos esta escolha pode ser feita pelo próprio catecúmeno (batizando):

  • Os padrinhos tem que ser maiores de 18 anos
  • Não podem ser namorados (as) dos catecúmenos
  • Não podem ser os próprios pais
  • Tem que ter recebido os sacramentos também
  • Não é mais necessário que seja padrinho e madrinha podendo ser apenas um em caso de jovens ou adultos. Porém pela tradição é mais aconselhável que sejam os dois. (Vale ressaltar que padrinhos não são substitutos dos pais e também não podem ser por interesse)
  • Tantos os pais e padrinhos tem que participar do curso de batismo, já o catequizando não precisa pois esta participando da catequese
  • O sacramento do Batismo deve ser ministrado antes dos demais (Eucaristia e Crisma). Em raros casos ele é ministrado junto com a Comunhão, mas mesmo assim momentos antes
  • O catecúmeno adulto (jovem) deve se confessar antes

Rodas de conversas (com divisão de grupos)

  1. Deve-se conversar sobre os padrinhos escolhidos pelos catequizandos e o que eles entendem por padrinhos, um bom bate-papo nesta hora seria muito legal.
  2. Falar sobre o que eles entendem sobre o Batismo e como se sentem em relação a isso
  3. Falar também se eles se lembram sobre o encontro sobre o Sacramento do Batismo

Neste encontro é interessante começar a preparar a missa da Eucaristia ou Crisma (conforme a programação), escolhendo cantos, leitores e ações durante a missa (entrada da Bíblia, apresentação dos catequizandos, ofertório). Seria muito interessante se toda a missa destes sacramentos ficasse a cargo da equipe de Catequese junto com a Liturgia, na escolha das músicas e também dos leitores para poder integrar ainda mais estes catequizandos a igreja.

Podemos então fazer o canto final Sou um milagre -Banda Louvor e Glória

E a oração final

Aprofundamento para o Catequista:

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A INICIAÇÃO NOS SACRAMENTOS
27.  Os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia constituem a última etapa.  Os eleitos, tendo recebido o perdão dos pecados, são incorporados ao povo de Deus, tornam-se seus filhos adotivos, são introduzidos pelo Espírito Santo na prometida plenitude dos tempos e ainda, pelo sacrifício e refeição eucarística, antegozam do Reino de Deus.
a)      Celebração do Batismo de Adultos
28.  A celebração do Batismo,(…) é preparada pela bênção da água e profissão de fé, intimamente ligada ao rito da água.
29.  (…), por essa bênção, na qual se lembra o mistério pascal e a escolha da água para operá-lo sacramentalmente, e a Santíssima Trindade já é invocada pela primeira vez, a criatura água recebe um sentido religioso, e o mistério de Deus, já iniciado, é publicamente proclamado.
30.  Pelos ritos da renúncia e da profissão de fé, esse mistério pascal,(…) é proclamado pela fé ativa dos batizados.(…)  A fé, cujo sacramento recebem, não é apenas própria da Igreja, mas também deles, em quem se espera que ela seja operante.(…)
31.  Depois de terem professado com viva fé o mistério pascal de Cristo, os batizandos aproximam-se e recebem esse mistério expresso pela ablução da água:  tendo confessado a Santíssima Trindade, é a própria Trindade, invocada pelo celebrante, que opera, incluindo seus eleitos entre os filhos da adoção e agregando-os a seu povo.
32.  Por esse motivo a ablução, significando a mística participação na morte e ressurreição de Cristo, pela qual os que crêem em seu nome morrem para o pecado e ressurgem para a vida eterna, deve conservar toda a sua importância na celebração do Batismo.(…  Se compreenda melhor que essa ablução não é um simples rito de purificação, mas o sacramento da união com Cristo.
33.  A unção da crisma depois do Batismo significa o sacerdócio  real dos batizados e sua integração no povo de Deus.
–          A veste branca é o símbolo de sua dignidade.
–          A vela acesa mostra sua vocação de viver como convém aos filhos da luz.

 

 

Basicamente a celebração do batismo segue esta linha:

Canto de entrada

Acolhida
aos pais, padrinhos, familiares e amigos

Diálogo
inicial:

S –
Queridos pais e mães, vocês transmitiram a vida a estas crianças e as
receberam  como um dom de Deus, um
verdadeiro presente. Que nome vocês
escolheram para elas?

S –
Queridos pais e mães, o que vocês pedem à Igreja de Deus para os seus filhos?

Resposta: o
Batismo.

S – Pelo
Batismo essas crianças vão fazer parte da Igreja. Vocês querem ajuda-las a
crescer na fé, observando os Mandamentos e vivendo na comunidade dos seguidores
de Jesus?

Resp. Sim,
queremos.

S –
Padrinhos e madrinhas, vocês estão dispostos a colaborar com os pais em sua
missão?

Resp. Sim,
estamos.

S – E todos
vocês, queridos irmãos e irmãs aqui reunidos, querem ser uma comunidade de fé e
de amor para essas crianças?

Resp. Sim,
queremos.

SINAL DA
CRUZ – as crianças são marcadas com o sinal da Cruz.

Rito da
Palavra

– Gl 3,
26-28  – “Vós todos que fostes batizados
em Cristo vos revestistes de Cristo…”

– Salmo
Responsorial – Sl 22 – O bom Pastor.

Evangelho –
Jo 3,1-6 – “Em verdade Eu
vos digo se alguém não nasce da água e do Espírito não pode entrar no Reino de
Deus”

6. UNÇÃO
PRÉ BATISMAL – O celebrante unge o peito da criança com o óleo, o que simboliza
a força de Cristo entrando na vida dos batizados.

7. rito
sacramental

Exortação
do celebrante

Oração
sobre a água (se a água deve ser abençoada)

– Promessas
do Batismo – renúncia a Satanás e Creio.

– Batismo

8. ritos
complementares

Unção pós
batismal – Unção com o óleo do Crisma, significa que as crianças pelo Batismo,
se tornaram Sacerdotes (consagraram suas vidas a Deus), Profetas (anunciadores
do Evangelho) e Reis (herdeiros do Reino dos Céus).

9. veste
batismal – simboliza que a criança no Batismo é revestida de Cristo, nova
criatura, livre da escravidão do pecado e do demônio, filho de Deus.

10. rito da
luz – iluminados pela Luz de Cristo, os batizados podem, com a ajuda dos pais e
padrinhos, tornar-se luz do mundo.

S – Recebam
a luz de Cristo! Resp. Demos graças a Deus!

11. Entrega
do sal (opocional) – Vocês são o sal da terra e a luz do mundo.

12. éfeta (opcional)
– O celebrante tocando a boca e os ouvidos da criança diz: ” O Senhor Jesus que
fez os surdos ouvirem e os mudos falarem, lhes conceda que possa logo ouvir sua
Palavra e professar a fé para louvor e glória de Deus Pai.” Amém.

Ritos
finais

– Oração pelas
crianças, pais, padrinhos. Benção final


Despedida

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Falando de mistagogia… 

Angela Rocha

Mistagogia é uma palavra que vem sendo cada vez mais usada na catequese, na liturgia e nos estudos de teologia. O conceito nasce da idéia do Concílio Vaticano II de restaurar o catecumenato, onde o Tempo da Mistagogia é a fase privilegiada onde os fiéis aderem à fé cristã e querem fazer parte da comunidade de fiéis. Por sua vez, oRitual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) agregou este termo como forma de fazer acontecer a vontade de João Paulo II quando apelou aos pastores para que estes encontrassem “a maneira de fazer com que o sentido do mistério penetre nas consciências, redescobrindo e praticando a arte mistagógica, tão querida aos Padres da Igreja”.

No dicionário podemos encontrar a palavra “mistagogia” como a iniciação nos arcanos de uma religião; no caso concreto do cristianismo, é a iniciação cristã propriamente dita. Daí que a evangelização mistagógica, seja o ato ou efeito de evangelizar o discípulo cristão. Em suma, a mistagogia é a iniciação dos recém batizados (neófitos) aos mistérios do cristianismo e a uma educação da fé que os predisponha a viverem (pessoalmente) o que se celebra e, a entrarem, cada vez mais, nos mistérios que são celebrados.

Ou seja, é uma forma de renovação da igreja. Que implica “um grande esforço de formação”, uma vez que, muito mais do que “favorecer a compreensão do verdadeiro sentido das celebrações” que a igreja prega, urge “uma adequada instrução sobre os ritos”.

E isso passa, é claro, pela maneira como se trabalha a evangelização nas paróquias. Ou seja, é necessário privilegiar a educação cristã, cuja finalidade é formar o fiel discípulo cristão (enquanto “homem novo”) para uma fé adulta, que “o torne capaz de testemunhar no próprio ambiente a esperança cristã que o anima”.

Se faz urgente, portanto, que cada paróquia repense seus métodos catequéticos e abra espaço para uma formação cristã dentro do processo catecumenal, valorizando seus ritos e símbolos. (Extraído do site Catequistas em Formação)

Escute as músicas sugeridas:

A Paulus possui suplementos com o Rito da Celebração do Batismo

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