21º Encontro (Catequese) – Batismo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 21/40)

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Sugestão de folha de encontro

Chegamos ao nosso 21º e não é por acaso que vamos falar sobre o sacramento do Batismo, já que no último encontro o assunto foi o pecado e justamente esse sacramento também é para tirar o pecado original. Mas o Batismo tem muitos significados importantes para a igreja e hoje vamos tentar descortinar tudo isso.

Como sugestão de inicio podemos cantar a música Deus Trino que é para se fazer o sinal da cruz. Como música inicial a sugestão é Fonte de água viva

No terceiro momento sugiro que falemos primeiro sobre o que são os Sacramentos e como eles fazem parte da vida do católico em todas as fases da sua vida. Depois poderemos entrar diretamente no tema do encontro que é o Batismo e de como ele é o primeiro dos sacramentos da Iniciação Cristã.

O batismo

Foi Jesus quem mandou a Igreja batizar (Mt 28,18-20 ; Mc 16,15-17).

O batismo faz a pessoa participar da Morte e Ressurreição de Jesus (Rm 6,3ss). Aplica-se, naquele momento, o poder da morte de Jesus à criança. Ela morre misticamente para o pecado, para o mundo, satanás, e renasce para a vida em Deus (2 Cor 5,17). Jesus resgata a pessoa, no batismo, pelo Seu sangue e Sua morte (cf. 1 Pe 1,18-19).

O batismo faz do batizado um filho de Deus, membro de Jesus Cristo , herdeiro do céu. O batismo apaga o pecado original e os pessoais.

. Ninguém pode receber os outros sacramentos sem ser batizado;
. Ninguém pode ser batizado mais de uma vez;
. Em caso de morte, qualquer pessoa pode batizar.

Jesus também foi batizado e mesmo sem precisar deixou este sinal para todos.

Seria muito importante neste dia que fosse feito o registro de quem será batizado já falando da data do batizado e dos cursos, assim como a confirmação de quem já foi. Já passou do momento de ter todos estes documentos prontos pois insisto: Não se deve deixar pra última hora para evitar problemas.

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Caso a Patoral do Batismo possa fazer uma participação seria muito interessante que eles falassem sobre o tema e essa ação já dispensaria a necessidade do curso, se fosse possível ter a participação dos pais e padrinhos dos catecúmenos da catequese como dia oficial de curso seria ainda melhor. Depende é claro de um acordo com a Pastoral do Batismo.  riqueza de uma ação destas é enorme pois mostra a integração da igreja, porém sempre existem dificuldades (até de ego para isso) mas vale tentar. Se for possível isso acontecer o curso seria realizado junto com o encontro e todos: catequizandos, pais, padrinhos e catequistas se beneficiariam. Sem se esquecer que para isso também é preciso que toda a documentação esteja pronta, incluindo a inscrição no curso de Batismo que caso seja possível pode ser feita no dia respeitando a organização da secretaria da igreja.

Depois sugiro a música como canto final Espírito de Amor – Juliana de Paula. Após podemos rezar o Pai Nosso e a Ave Maria

Aprofundamento para o catequista

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Sacramentos: Sinais do amor de Deus

Sacramentos são canais da graça de Deus, pois nos trazem a salvação que Jesus conquistou para nós com os méritos de Sua Paixão, Morte na cruz e Ressurreição.

A Igreja é o grande sacramento da salvação que Jesus instituiu para ministrar (distribuir) os sete sacramentos. Ela é o Corpo de Cristo (1 Cor 12,28), a Arca de Noé que nos abriga do dilúvio do pecado.

Os sete sacramentos foram todos instituídos por Jesus para salvar o homem. São eles o Batismo, Confissão(ou Penitência), Eucaristia,  Crisma (ou Confirmação), Matrimônio. Ordem e Unção dos Enfermos. Marcam as várias fases importantes de vida católico, sendo divididos em três categorias:

  • Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Confirmação) que “lançam os alicerces da vida cristã: os fiéis, renascidos pelo Batismo, são fortalecidos pela Confirmação e alimentados pela Eucaristia
  • Sacramentos da cura (Penitência e Unção dos Enfermos);
  • Sacramentos ao serviço da comunhão e da missão (Ordem e Matrimônio).

Estes sacramentos podem ser também agrupados em apenas duas categorias:

  • os que imprimem permanentemente caráter e deixam uma marca indelével em quem o recebe, e que, por isso, só podem ser ministrados uma vez a cada crente, sendo eles o batismo, o crisma, o matrimônio e a ordem;
  • os que podem ser ministrados reiteradamente.

Cada sacramento é um sinal eficaz (água no batismo, óleo no Crisma, etc…), que transmite a graça de Deus. Ele não depende do ministro (depende só de Cristo), mas os seus frutos dependem da disposição (preparação) com que a pessoa o recebe.

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Praticamente todas as religiões do mundo tem o seu ritual de introdução no seu meio. Sendo que a Igreja Católica Apostólica Romana segue o exemplo deixado por Jesus Cristo que foi batizado por João Batista as margens do Rio Jordão. Mesmo com o questionamento de João sobre quem deveria batizar quem, Jesus seguiu o que se tornaria uma tradição e purificou seu corpo pelo batismo. João que profetizava, mas virá aquele que batizará pelo fogo do Espírito Santo, este alguém era o próprio Cristo.

Então surgem muitas perguntas:

A pessoa não batizada deixa de ser cristã? Não, mas para ser membro efetivo da igreja de Cristo ela deve ser batizada.

Quem batiza em outra igreja está cometendo um pecado? Só existe um batismo, e quem muda de religião acaba renegando este batismo. Mas não serei eu a condenar ninguém, porém Jesus só se batizou uma vez e o que a nossa igreja pratica é seguir o exemplo dele.

Preciso de outro padrinho ou madrinha quando vou crismar? Não. Porém tradicionalmente as pessoas escolhem outros padrinhos, por uma série de fatores. O Crisma é na verdade a Confirmação do seu Batismo, então pela lógica o seu padrinho poderia ser o mesmo do batismo, mas como a maior parte das pessoas é batizada ainda criancinha, escolhe-se outros padrinhos. Não existe uma proibição quanto a isso.

Normalmente, o ministro do batismo é um padre. É ele quem recebeu de Deus o poder de trazer a fé ao coração da pessoa batizada, tornando-a filha de Deus. No entanto, pode acontecer que seja preciso batizar às pressas alguém. Se não houver um padre por perto, qualquer pessoa pode batizar, desde que queira fazer o que a Igreja Católica faz no batismo, que use água e diga as palavras da forma do batismo.

Além da pessoa que está sendo batizada, do ministro que batiza, há também, na cerimônia, os padrinhos que seguram a criança. Normalmente, escolhe-se para padrinhos um homem e uma mulher. Eles devem ser bons católicos, pois a função dos padrinhos é dar o exemplo, ajudar os afilhados a aprender o Catecismo, a rezar, a conhecer e amar a Deus. São os padrinhos que respondem, no nosso lugar, as perguntas que o ministro faz durante a cerimônia.

Primeiro unge o batizando com o óleo dos catecúmenos no peito, depois derrama-se a água benta sobre a cabeça do batizando com três aspersões para que ele seja Sacerdote, Profeta e Rei, e por último unge a cabeça do batizando com o Óleo Perfumado do Santo Crisma.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã

O batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No batismo, a Igreja reunida celebra a experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Por meio desse sacramento, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito, que abre o acesso aos demais sacramentos. Por meio dele, somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: “Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo (o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra)”.

Quando recebemos o sacramento do batismo, transformamo-nos de criaturas para filhos amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, “invenções” da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são, sem sombra de dúvidas, criados por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnadoimages (14).

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizou as pessoas para a vinda de Cristo (cf. Mc 1,2s). Ele sabia que o seu batismo era temporário, pois logo depois dele viria seu primo Jesus, que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças.

““Disse-lhes Pedro: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38-39). A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.”

Quando o batismo é válido?

O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero ou diácono) – ou em caso de necessidade qualquer pessoa batizada – derrame água sobre o batizando, enquanto diz: ““N…, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo””. Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma encenação.

Não só o batismo na Igreja Católica é válido, pois aqueles realizados em crianças ou adultos em algumas outras igrejas também o é. Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a Igreja Metodista.

O batismo, em outras Igrejas, é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a fórmula trinitária. Por razões teológicas, ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e o considera inválido quando realizado em certas expressões religiosas.

Jesus disse aos discípulos: ““Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês”” (cf. Mt 28,19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos.

Para ser salvo, é preciso ter fé em Jesus e segui-Lo, mas ninguém O segue sozinho. Pelo batismo, passamos a fazer parte da comunidade dos seguidores de Jesus, participantes da vida de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. O batismo é um dom de Deus para nós, dom que nos torna filhos amados, e não apenas simples criaturas. Ele nos mostra que fomos feitos para a comunhão com Aquele que é o Senhor de tudo e com os nossos irmãos, incluindo aquelas que acreditam em Jesus Cristo, mas não são católicos como nós.

São Paulo nos diz: “”Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferenças entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo”” (Gl 3,27-28)

Para que existe o batismo?

Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Ele. Foram, por isso, expulsos do Paraíso, passaram a sofrer e morreram. Deus os castigou e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas o Senhor prometeu a Adão e Eva que enviaria Seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados.

Não basta, entretanto, que Jesus tenha morrido na cruz. É preciso ainda que Sua morte seja aplicada sobre as almas, para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, tornem-se filhos d’Ele e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar Seu Sangue derramado na cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu esse sacramento.

Quando foi que Jesus instituiu o batismo?

Jesus o instituiu logo no início de Sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O batismo de João não era um sacramento. Apenas quando Jesus santificou as águas do Jordão com Sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir “”Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências”, e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba” (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o batismo.

Essa instituição é confirmada por Jesus quando Ele diz a Seus apóstolos: ““Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.” Leia, na Bíblia, o Evangelho de São Mateus 3,13.

Matéria e forma

Jesus instituiu, então, o batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: ““Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.” O rito do batismo consiste, assim, em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas, só isso não basta. É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no sacramento do batismo.

A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia. Quem já assistiu a um batismo sabe que o padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos (o santo crisma), entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.

Os efeitos do batismo

O batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da fé, da esperança e da caridade, assim como todas as demais virtudes que devemos procurar proteger no nosso coração. O batismo apaga o pecado original, apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados, ele imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso, tornando-os capazes de receber os outros sacramentos. Por isso tudo, vemos que ser batizado é absolutamente necessário para a salvação.

Formação Canção Nova 

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8º Encontro (Catequese) – Profetas

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -8/40)

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Os lábios de Isaías tocados pelo fogo, por Benjamim West

Chegamos ao nosso oitavo encontro, ou melhor a sugestão de encontro desta série. É hora de falarmos dos profetas, e eles foram muitos na história da fé, e podem incluir desde Noé (que avisou e tentou salvar o povo), passando por Moisés (que libertou o povo do Egito), seguindo pelos chamados Profetas Maiores e os Profetas Menores e também Jesus (que para nós é o filho de Deus mas para outras religiões como o Judaísmo e Islamismo foi sim e apenas um dos maiores profetas que existiram). A sugestão (e vale salientar é apenas minha sugestão, mas como sempre fica a critério de cada equipe de catequese) é falar de dois dos maiores profetas da Bíblia: Isaías e Jeremias e fazermos assim um grande paralelo sobre a importância da sua pregação e a história do povo de Deus.

Faremos uma boa conversa e tomando como primícia o que diz o Catecismo Jovem da Igreja Católica YouCat: “Se houvessem dois deuses, um seria a fronteira do outro. Nenhum dos dois seria infinito: nenhum perfeito. Portanto, nenhum seria Deus. A experiência fundamental de Deus feita por Israel está assim expressa: Escuta, Israel! O Senhor nosso Deus é único! [Dt 6,4]. Os profetas exortavam continuamente a deixar os falsos deuses e a virar-se para o único Deus: Eu sou Deus e mais ninguém. [Is 45,22YouCat 30

 

Nosso encontro 

Como podemos melhorar nossa vivência de fé? Essa é uma pergunta que devemos nos fazer já a esta altura da caminhada. Por vezes os encontros podem parecer chatos e até cansativos, por isso devemos sempre tentar fazer algo diferente. Sugiro então que seja preparado um café da manhã (ou café da tarde se for o caso ou um lanche da noite também se for o caso). A idéia é descontrair um pouco, nada de exagerado, mas sim um café, leite, suco, pão, bolachas, margarina (ou manteiga), água, açúcar (levando em consideração que alguns gostam de café ou suco sem açúcar), presunto e queijo. Nada de refrigerante. Claro que tudo depende das possibilidades de cada comunidade, mas pode ter certeza que não é um gasto a toa e sim um investimento.

Nossa oração inicial será a Invocação ao Espírito Santo (Vinde Espírito Santo) e deve ser feita na mesa deste café. Depois da oração todos comem (cuidar dos que tem mais timidez) e neste momento de descontração é aconselhável que os catequistas se aproximem mais perguntem sobre como foi a semana e estreitem mais os laços, será importante para o futuro. Uma boa ideia é já começar a organizar o almoço (ou jantar) que deverá ser realizado com a presença das famílias num futuro próximo. Perguntar aos catequizandos o que eles acham da idéia e se eles acham que seus familiares viriam. Esta conversa deve ser feita ainda próximo a mesa. Reservar uns 20 minutos para esta parte. Acredite, é bom cuidar do tempo para não se perder o foco.

No segundo momento, vamos fazer o canto inicial (nada impede que ele possa ser feito ainda antes do café). Sugiro Me faz profeta da Comunidade Doce Mãe de Deus, que é uma música fácil e muito bonita além de ir ao encontro do tema.

No terceiro momento vamos desenvolver o tema. Falaremos um pouco sobre o que é ser profeta e quais são os profetas da Bíblia. Sugiro que falemos principalmente dos profetas Isaías e Jeremias, mas é claro que o a equipe de catequese tem a liberdade para falar de outros ou mais profetas e se for o caso falar apenas de uma forma geral. No aprofundamento do catequista falarei mais sobre o assunto.

Dinâmica: A Escolha

O objetivo desta dinâmica é ver as escolhas de cada um, mas não existe o certo ou errado, apenas o porquê cada um escolheu quem escolheu. O catequista deve perguntar o porque, mas não deve querer mudar a opinião de cada um. Deus deixa que cada pessoa faça suas escolhas. Seria interessante os catequistas se absterem de escolher e administrar se houverem discordâncias de outros catequizandos. Falar sobre o respeitar a escolha de cada um e também de como Deus nos dá o livre arbítrio para fazermos o que achamos melhor, mas que Ele sempre coloca na nossa vida pessoas para nos ajudar na escolha do caminho da paz e da fé.

Um guerra acabou de ser declarada e esta cidade será bombardeada dentro de 1 hora. Existe um abrigo subterrâneo, onde cabem apenas mais 6 pessoas além de você, entretanto, tem 12 que precisam e querem  entrar. Entre estas 12, quais são as seis pessoas que você escolheria e por quê?

PESSOAS INTERESSADAS EM IR PARA O ABRIGO

( ) Um violinista, com 40 anos, narcótico viciado.
( ) Um advogado, com 25 anos, HIV +.
( ) a mulher do advogado, com 24 anos, que acaba de sair do manicômio. Ambos preferem ficar juntos no abrigo, ou fora dele.
( ) Um sacerdote com 75 anos
( ) Uma prostituta, com 34 anos.
( ) Um ateu com 20 anos, autor de vários assassinatos.
( ) Uma universitária que fez voto de castidade
( ) Um físico, 28 anos, que só aceita entrar no abrigo se puder levar consigo uma arma.
( ) Um declamador fanático, com 21 anos.
( ) Uma menina de 12 anos, e baixo Q.I.
( ) Um homossexual, com 47 anos.
( ) Um excepcional, com 32 anos, que sofre de ataques epilépticos

 

Dinãmica A Escolha - Abrigo Subterrâneo

Depois das plenárias vamos ao nosso canto final, sugiro A Ele a Glória do grupo Mensagem Brasil, grande música de louvor e agradecimento e em seguida faremos a oração final.

Aprofundamento para o catequista:

No caminho de Israel e ao longo de toda a história do povo, Deus chamou, suscitou e às vezes até arrancou homens do meio do povo e os enviou, para que falassem em seu nome e anunciassem a sua mensagem. Os profetas são os verdadeiros porta-vozes de Deus. São homens que conheciam a situação do seu país e também o projeto de Deus. À luz da razão e da fé interpretam o momento presente com o olhar voltado para o futuro. Com o testemunho de sua própria vida, por suas palavras e com gestos e sinais despertam a consciência do povo e provocam a conversão do coração e a transformação social para que o povo de Deus persevere fiel no caminho. Os profetas são como que a ponte entre Deus e o povo, entre o céu e a terra. São os que sabem ler e interpretar os sinais dos tempos.

Os profetas defendem os direitos de Deus e dos homens e promovem a justiça aqui na terra. Por isso, o profetismo de Israel foi mais intenso e vigoroso na época dos reis, quando a concentração do poder e das riquezas destruía o projeto de Deus (talvez fosse necessário a volta dos profetas hoje em dia) e enchia de opressão e injustiça a Terra Prometida – a terra de Deus e do povo que verteria leite e mel. O profetismo em Israel  enfraqueceu muito na época da restauração, quando o país já vivia a condição de estrangeiro em sua própria terra, sob o domínio das potências estrangeiras. O movimento profético tem relação com os movimentos sociais, é o núcleo da Teologia de Israel: Reino de Israel Ungido = Rei-Servo.

Na nossa cultura bíblica os profetas normalmente são divididos em dois grupos: os profetas maiores e os menores.
Profetas maiores: Isaías, Jeremias, Ezequiel (aos quais é acrescentado Daniel, Baruc e as lamentações)
Profetas menores: Amós, Oséias, Miquéias, Naum, Sofonias, Habacuc, Abdias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Joel e Jonas.

Essa apresentação, embora clássica, apresenta alguns problemas. Primeiro de tudo se trata de profetas que têm um livro bíblico com o seu nome. Existem, contudo, outros profetas que não dão o nome a um livro específico, como Elias e Eliseu, cuja história aparece no livro dos reis. Em segundo lugar existe a tradição hebraica, que inclui entre os profetas também os livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis. Esses livros narram a história de Israel, mas provavelmente são considerados pelos judeus como proféticos por que a história precisa ser lida dentro de uma perspectiva profética. De fato, na concepção bíblica, o conceito de profeta não se limita aquelas pessoas que têm visões e prevêem o futuro, mas são mensageiros de Deus, pessoas escolhidas (é muito importante a vocação, o chamado) para conduzir o povo para a estrada do Senhor.

Isaías 

” Consolem, consolem o meu povo, diz o Deus de vocês. Falem ao coração de Jerusalém, gritem para ela que já se completou o tempo da sua escravidão, que seu crime já foi perdoado, que ela já recebeu da mão de Javé o castigo em dobro por todos os seus pecados.” (Is 40, 1-2)

A grande maioria dos estudiosos da Bíblia concluiu que o livro de Isaías na verdade foi escrito por 3 pessoas diferentes, provavelmente 3 discípulos do profeta Isaías original. Existem diferenças entre os textos que denunciaram esta possibilidade:

  1. Primeiro Isaías: Capítulos 1 a 39. Fala da atividade do profeta em Judá e Jerusalém, após a morte do rei Ozias (740 a.C.)
  2. Segundo Isaías: Capítulos 40 a 55. Fala da atividade do profeta que continuou o trabalho do primeiro, no período do exílio entre 586 a 538 a.C.
  3. Terceiro Isaías: Capítulos 56 a 66. Fala do período posterior ao exílio, tempo da restauração e reconstrução de Jerusalém.

O Livro de Isaías é um livro profético do Antigo Testamento, vem depois do livro de Cantares e antes do Livro de Jeremias. É uma peça central da literatura profética do Antigo Testamento, na Bíblia.Sua importância é refletida também no Novo Testamento, considerando-se que há mais de 400 referências diretas ao livro, feitas pelos evangelistas e apóstolos.

O forte caráter e ênfase messiânicos percebidos em toda a extensão do documento, muito provavelmente colaboraram para conceder ao livro tamanha proporção referencial entre os autores do Novo Testamento. Por causa disto também, Isaías recebeu o epíteto de “o quinto evangelista“.

Em seus dias, Isaías viveu e narrou a tensão política e militar que o território de Israel experimentava, com eventos decorrentes principalmente de um panorama marcado por intensas e contínuas atividades bélicas e expansionistas que estavam sendo realizadas pela monarquia egípcia, ao sul, e pelos caldeus, ao Leste.

O início do ministério profético de Isaías situa-se em 754 A.C., coincidindo com 2 datas históricas precisas: a morte do Rei Uzias de Judá, e a fundação de Roma.

Ler:

Duas passagens clássicas do livro de Isaías fazem alusão (quase 600 anos antes) da vinda de Jesus, seu nascimento por uma virgem e também sobre todo o martírio que ele iria passar. Claro que foi à partir desta profecia que o povo judeu ficou ( e ainda está) esperando um rei messiânico, mas a coincidência do relato deixa claro que este rei é Jesus Cristo

Is 7, 14-16 Fala sobre a concepção de um rei por uma virgem e de dois reis. Por uma comparação podemos associar esta profecia com a virgem Maria e com a situação da Palestina que tinha dois reis (na verdade o de Roma era um imperador) Cesar e Herodes.

Is 53, 1- 12 Fala sobre um homem que foi condenado e sofreu por causa do pecado dos outros. Muito interessante se for comparado com a história de Jesus. No versículo 7: “Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)” e no versículo 12: “…porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.” A comparação histórica pode ser feita de maneira bem satisfatória nestas passagens.

Jeremias

“Eu me dizia, não pensarei mais nele, não falarei mais no seu nome. Era como se houvesse no meu coração um fogo ardente…” (Jr 20,9)

Jeremias era pesquisador e historiador, além de profeta. Acredita-se que tenha sido ele o autor do livro que leva seu nome e possivelmente os dois livros de Reis (tenha escrito adicionando-lhe relativos dados por Natã e Gade ( I Crônicas 29:29) e outros escritores. É a história dos reis de Judá e Israel, desde Davi até Acabe e Jeosafá, num período de 118 a 125 anos), abrangendo a história de ambos os reinos (Judá e Israel) desde o ponto em que os livros de Samuel a deixaram (isto é, na última parte do reinado de Davi sobre todo o Israel), até o fim de ambos os reinos, e após, a queda de Jerusalém, teria escrito o Livro das Lamentações.

Os relatos biográficos em terceira pessoa que encontramos no Livro de Jeremias, que são atribuídos a Baruc, não se encontram em ordem cronológica, entretanto, por meio da seguinte sequência de trechos: 19:1-20:6; 26; 45; 28-29; 51:59-64; 34:8-22; 37-44, pode-se fazer uma leitura destes relatos na ordem cronológica

A atividade profética de Jeremias se iniciou entre os anos de 626 ou 627 a.C. (1:2; 25:3), quando ele ainda era jovem (1:6), razão pela qual teria demonstrado receio ao assumir tal tarefa, e prosseguiu até 586 AC, podendo ser dividida em quatro períodos:

  1. Primeiro período: durante o reinado de Josias (627 a 609 AC)

  2. Segundo período: durante o reinado de Joaquim (609 a 598 AC)

  3. Terceiro período: durante o reinado de Zedequias (597 a 586 AC)

  4. Quarto período: depois da queda de Jerusalém (a partir de 586 AC)

Segundo o apócrifo Vida dos Profetas, escrito por um judeu da Palestina no séc. I d.C. Jeremias foi apedrejado e morto por seus conterrâneos quando residia no Egito

Pode-se dizer que a missão de Jeremias fracassou em querer que seu povo retornasse à genuína aliança com Deus. Ele se tornou uma espécie de Moisés fracassado, que viu seu povo perder suas instituições e a própria terra. Se apresenta como um grande solitário (15:17), incompreendido e perseguido até pelos membros de sua família (12:6; 20:10; 16:5-9), nunca chegou a ser pai (16:1-4), foi arrastado contra a sua vontade para o Egito, nenhum vestígio restará de sua tumba.

No entanto, sua confiança no Deus que é sempre fiel lhe deu a capacidade de mostrar, ao povo e a nós, que esse mesmo Deus manterá seu relacionamento conosco, sem precisar de instituições mediadoras (31,31-34). Ao colocar em primeiro plano os valores espirituais, destacando o relacionamento íntimo que a alma deve ter com Deus, ele antecipou elementos da Nova Aliança; e sua vida de sofrimentos a serviço de Deus.

Leia mais:

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Sugestão de folha de encontro

A literatura profética pode ser dividida de várias maneiras. A mais tradicional e comum, entre os cristãos, é a divisão em profetas maiores e profetas menores. Não porque uns sejam mais importantes que outros, mas simplesmente pela extensão de seus escritos. Os profetas maiores são quatro: Isaías, Jeremias (que também escreveu Lamentações), Ezequiel, Daniel. Os menores são doze: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias,[18] cabendo observar que o Livro de Baruc, que é relacionado entre os livros proféticos na Septuaginta, nas Bíblia adotadas pela Igreja Católica e pelas Igrejas Ortodoxas, é Deuterocanônico, ou seja, não constam na Bíblia Hebraica e não são aceitos pelas Igrejas que adotam a Bíblia proposta por Lutero.

Por sua vez, a Bíblia Hebraica agrupa os livros de Isaías, Jeremias, Ezequiel e os dos doze profetas sob o título de “Profetas Posteriores” e os coloca após os “Profetas Anteriores”: (Josué, Juízes, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis), enquanto que a Septuaginta (tradução do Antigo Testamento para o Grego Koiné, cuja estrutura é utilizada por maior parte das Igrejas Cristãs) apresenta os livros proféticos depois dos Livros Históricos, destacando-se que a Bíblia Hebraica não inclui o Lamentações e Daniel entre os “Profetas Posteriores”, mas entre os “Escritos” (Kethuvim)

_518d960fc51bf5e8b8a1afcfd1cfbb1f257d14b7Uma boa opção de pesquisa é o Livro O caminho de Israel – Pe. Javier Saravia, s.j. – Paulinas editora que fala sobre a história de Israel de uma maneira simples e fácil de entender.

Fontes pesquisadas:

  • Bíblia da CNBB
  • Wikipedia
  • Bíblia.org
  • YouCat – Catecismo Jovem da Igreja Católica
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Compêndio do CIC

Epifania (Manifestação de Jesus)

Quem nunca viu no presépio a imagem de José, Maria, o menino Jesus e a figura de três homens de raças diferente? Pois é esta cena é muito importante para o a celebração da Epifania.

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A Igreja Católica Apostólica Romana tem todo um calendário de celebrações chamado de Tempo Litúrgico que serve para marcar o ano da igreja (ele não segue o ano como no calendário civil), e cada parte deste ano é separada em ciclos (mas isso é assunto para um post futuro mais aprofundado). Pois bem,  dentro destes ciclos temos o Ciclo do Natal que vai do Advento ao Batismo de Jesus passando é claro por sua natividade (ou Natal para os íntimos). Nosso tema hoje é uma celebração importante dentro deste ciclo a Epifania.

Epifania vem da palavra grega Epifánea que por sua vez significa “Manifestação”, trocando em miúdos é a solenidade (celebração litúrgica) da Manifestação do Senhor .  Para simplificar um pouco mais é o dia em que o Senhor Jesus se deu conhecer e ser reconhecido pelos pagãos. Mais simples ainda, foi quando o então bebê Jesus e sua família receberam a visita de pastores próximos a Belém e dos Reis Magos.natal_presepio_n

A Epifania é conhecida também como Dia de Reis e as igrejas do Oriente celebravam essa solenidade como o dia de Natal e só mais tarde, por influência das igrejas europeias começaram a festejar o Natal em separado. A cor utilizada nas missas deste dia é a branca simbolo da paz e da vitória, já que por ser o primeiro encontro do filho de Deus com os que não eram judeus, a ideia é que o tema da paz  se alastrasse por todos os cantos. Na Carta de São Paulo aos Efésios esta mensagem de paz no nascimento de Jesus já era tema: Porque é ele a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava, abolindo na própria carne a lei, os preceitos e as prescrições. Desse modo, ele queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade nova pelo restabelecimento da paz, e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade. Veio para anunciar a paz a vós que estáveis longe, e a paz também àqueles que estavam perto; porquanto é por ele que ambos temos acesso junto ao Pai num mesmo espírito.Conseqüentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus…” (Ef 2, 14-19).

As leituras desta celebração são sempre as mesmas :reis-magos

Isaías 60,1-6

Salmo 71(72)

Efésios 3,2-3a.5.6

Mateus 2, 1-12

 

A solenidade tem data fixa: 6 de janeiro (Dia de Reis) e até  algumas décadas atrás era celebrada neste dia, mas visto que muitas das festas religiosas foram transferidas para o domingo (dia de excelência do Senhor) a Epifania passou a ser celebrada no domingo entre 2 e 8 de janeiro

Reis Magos?

Existe sempre algumas controvérsias sobre quem eram as pessoas que foram visitar o menino Jesus. Primeiro foram os pastores que ouviram o chamado do coro de anjos e depois chegaram os ditos “reis magos”. Como na época a palavra mago poderia ser aplicada a muitas atividades e uma delas era a astrologia, é mais provável que eles fossem astrólogos (afinal eles observavam as estrelas quando se depararam com a chamada estrela de Belém. Mago era uma palavra Pérsia que significava sacerdote pérsia (seguidor da antiga religião de Zoroastro) e eles acreditavam também na vinda de um messias nascido de uma virgem e anunciado por uma estrela (coincidência?). Outro ponto é que eles não eram reis e sim ricos senhores (provavelmente até comerciantes estudiosos ou sacerdotes) e viajavam com uma grande comitiva, tanto que chamou atenção de Herodes ao chegarem na cidade. Um detalhe (e aqui eu caio na suposição, até falei disto na série de posts De Nazaré publicada em 5 capítulos em 2015) foi o fato de que eles viram o sinal no céu quase um ano antes e já saíram viajando da Pérsia, onde todas as lendas dizem que eles vieram, até Belém na Judéia. Não se sabe ao certo se eram apenas 3, mas este número foi relacionado pelos presentes: Ouro, incenso e mirra. 

A tradição diz que os nomes deles eram Baltazar da África e descendente de Cam, Melquior (alguns dizem Belchior) que seria europeu e descenderia de Jafé e Gaspar da Ásia descendente de Sem. Estavam assim representadas todas as raças bíblicas (e as únicas conhecidas na época: os semitas, os jafetitas e camitas). Quanto aos nomes dos três Reis Magos, são suposições sem base histórica ou bíblica. Foi Beda, um cronista inglês que viveu entre 673 e 735 d.C., quem deu os nomes. Ainda segundo a tradição os três estariam sepultados em Colônia, na Alemanha (o porque e como coincidentemente ambos estão no mesmo local eu não sei). Se você quiser pode dar uma olhada no documentário do Discovery Civilization sobre os Reis Magos que deixei no final do post (só para deixar claro não me baseei no vídeo para este texto)

A estrela de Belém

3893d127be107670df8c54d56c26da71 Não eram só os judeus que esperavam um Messias nascido de uma virgem (Isaías 7, 14-16) como profetizado por Isaías, mas alguns outros povos como os Persas também esperavam e acrescentavam que no céu surgiria o anúncio com o nascimento de uma estrela. Então os chamados Reis Magos observavam as estrelas quando perceberam o nascimento de uma nova estrela (algo extraordinário num tempo em que não existiam as luzes nos postes que nos fazem ficar sem ver as estrelas no seu total). Mas a pergunta é: Houve mesmo uma estrela guia?

Existem especulações sobre estes fato como se fosse real. Alguns estudiosos acham que foi a conjunção de Júpiter e Saturno em 7 a.C ou de Júpiter e Vênus em 6 a.C., se levarmos em conta o erro do Monge Dionísio ao fazer seu calendário e calcular errado a data do nascimento de Jesus (fato que até agora existe uma imprecisão), talvez seja um fato próximo já que provavelmente Jesus nasceu em 4 a.C. (estranho mas fato). O único problema de tudo isso é que os magos só serão citados em um dos evangelhos o de Mateus e lá não fala que eles eram reis, mas apenas homens sábios e magos. Assim como chegaram, saíram de cena e nunca mais foram citados.

A questão da estrela tem mais simbolismos do que fatos concretos. Para começo de conversa o nascimento de uma estrela naquela época significava o nascimento de um rei, vide em Números 24,17: “Eu o vejo, mas não é para agora, percebo-o, mas não de perto: um astro sai de Jacó, um cetro levanta-se de Israel, que fratura a cabeça de Moab, o crânio dessa raça guerreira.” Quando é citado o cetro (bastão de comando dos reis) lembra também : “Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a quem devem obediência os povos.” (Gênesis 49,10) compare com 2 Samuel 7, 14: “Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma falta, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de homens…” Algumas traduções da Bíblia falam em tributos a serem pagos e isso lembra os presentes trazidos para Jesus bem como em Salmos 71, 10-11.15 que fala que os reis de Társis, Sabá e Seba deveriam trazer presentes e se prostarem sob os pés do salvador e em Isaías 49, 23: “Reis serão teus aios: prostrados diante de ti, a face contra a terra, lamberão a poeira de teus pés. Saberás então que eu sou o Senhor, e que não serão confundidos os que contam comigo.” (dá para se comparar também com Sl 71(72), 11). Depois de tudo isso compare com Isaías 60, 1-6  :”Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti.Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora.Levanta os olhos e olha à tua volta: todos se reúnem para vir a ti; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são transportadas à garupa. Essa visão tornar-te-á radiante; teu coração palpitará e se dilatará, porque para ti afluirão as riquezas do mar, e a ti virão os tesouros das nações. Serás invadida por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madiã e de Efá; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor.” E por último podemos ver em  Miquéias 5, 1-4a e 1 Reis 13, 1-10 a profecia que dizia que o salvador viria de Belém.

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A mensagem da Epifania

A mensagem contida nesta celebração é muito rica, pois Jesus apareceu primeiro, mesmo ainda criancinha, para os pobres (pastores) e também para os que não eram judeus (os magos) já mostrando que teria vindo para todos os povos sem exclusões.

 

Curiosidades:

Em homenagem aos Reis magos, é realizada a Folia de Reis tradição folclórica que se inicia de 24 de dezembro ao dia 6 de janeiro. Esta tradição foi trazida pelos colonizadores espanhóis e portugueses.

A Befana é uma personagem do folclore italiano, semelhante a Nicolau de Mira ou Papai Noel. A personagem pode ter-se originado em Roma, e depois estender-se como tradição por toda a Itália peninsularbefana-final-150 e em Ticino, parte italiana da Suíça. Segundo o folclore popular, a Befana visita todas as crianças da Itália na noite de 5 para 6 de janeiro, para encher de caramelos suas meias (se comportaram-se bem), ou com pedaços de carvão (se foram mal-comportadas).[1] Sendo uma boa dona de casa, diz-se que varrerá o piso antes de sair. A tradição recomenda que as crianças da casa deixem uma garrafinha de vinho e uma porção de um prato típico ou local para a Befana. É representada como uma velhinha de xale negro, coberta de fuligem porque entra nas casas pela chaminé. Ela voa montada numa vassoura, sempre sorri, e carrega um cesto cheio de doces e presentes (ou carvão).
Segundo a tradição popular, os Três Reis Magos iam para Belém levar presentes para o Menino Jesus, e, em dúvida quanto ao caminho a seguir, resolveram pedir informações à uma velha. Ela tão pouco sabia o caminho, mas convidou os visitantes a pernoitar em sua casa. Na manhã seguinte, em agradecimento pela acolhida, eles a convidaram a segui-los e visitar o Menino, mas ela lhes disse que estava muito atarefada. Mais tarde, porém, arrependeu-se e seguiu pelo caminho tomado pelos Magos, mas nunca mais conseguiu reencontrá-los. Desde então, diz a lenda que ela para em todas as casas que encontra pelo caminho, dando doces às crianças na esperança de que um deles seja o Menino Jesus.  (Wikepedia- Bafana)

Existe no Brasil o Pórtico de Natal ou Pórtico dos Reis Magos que é um monumento construído às margens da BR 101 dando boas-vindas a quem chega à cidade do Natal, no Rio Grande do Norte, Brasil.

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 Leia também:

De onde brotas Maria – De Nazaré cap. 1De onde brotas Maria – De Nazaré cap. 1

O Sinal no cajado de José – De Nazaré cap. 2

Alegra-te cheia de graça – De Nazaré cap. 3

José pai do filho de Deus – De Nazaré cap. 4

Eis que surge a luz – De Nazaré cap. 5

Fontes pesquisadas:

Bíblia de Jerusalém

Bíblia da CNBB

Livro: Porque Creio – Advento e Natal – 54 Perguntas e respostas sobre o ciclo do Natal     Pe. José Bortolini – Editora Paulus

Catecismo da Igreja Católica