8º Encontro (Catequese) – Profetas

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -8/40)

Isaiah's_Lips_Anointed_with_Fire

Os lábios de Isaías tocados pelo fogo, por Benjamim West

Chegamos ao nosso oitavo encontro, ou melhor a sugestão de encontro desta série. É hora de falarmos dos profetas, e eles foram muitos na história da fé, e podem incluir desde Noé (que avisou e tentou salvar o povo), passando por Moisés (que libertou o povo do Egito), seguindo pelos chamados Profetas Maiores e os Profetas Menores e também Jesus (que para nós é o filho de Deus mas para outras religiões como o Judaísmo e Islamismo foi sim e apenas um dos maiores profetas que existiram). A sugestão (e vale salientar é apenas minha sugestão, mas como sempre fica a critério de cada equipe de catequese) é falar de dois dos maiores profetas da Bíblia: Isaías e Jeremias e fazermos assim um grande paralelo sobre a importância da sua pregação e a história do povo de Deus.

Faremos uma boa conversa e tomando como primícia o que diz o Catecismo Jovem da Igreja Católica YouCat: “Se houvessem dois deuses, um seria a fronteira do outro. Nenhum dos dois seria infinito: nenhum perfeito. Portanto, nenhum seria Deus. A experiência fundamental de Deus feita por Israel está assim expressa: Escuta, Israel! O Senhor nosso Deus é único! [Dt 6,4]. Os profetas exortavam continuamente a deixar os falsos deuses e a virar-se para o único Deus: Eu sou Deus e mais ninguém. [Is 45,22YouCat 30

 

Nosso encontro 

Como podemos melhorar nossa vivência de fé? Essa é uma pergunta que devemos nos fazer já a esta altura da caminhada. Por vezes os encontros podem parecer chatos e até cansativos, por isso devemos sempre tentar fazer algo diferente. Sugiro então que seja preparado um café da manhã (ou café da tarde se for o caso ou um lanche da noite também se for o caso). A idéia é descontrair um pouco, nada de exagerado, mas sim um café, leite, suco, pão, bolachas, margarina (ou manteiga), água, açúcar (levando em consideração que alguns gostam de café ou suco sem açúcar), presunto e queijo. Nada de refrigerante. Claro que tudo depende das possibilidades de cada comunidade, mas pode ter certeza que não é um gasto a toa e sim um investimento.

Nossa oração inicial será a Invocação ao Espírito Santo (Vinde Espírito Santo) e deve ser feita na mesa deste café. Depois da oração todos comem (cuidar dos que tem mais timidez) e neste momento de descontração é aconselhável que os catequistas se aproximem mais perguntem sobre como foi a semana e estreitem mais os laços, será importante para o futuro. Uma boa ideia é já começar a organizar o almoço (ou jantar) que deverá ser realizado com a presença das famílias num futuro próximo. Perguntar aos catequizandos o que eles acham da idéia e se eles acham que seus familiares viriam. Esta conversa deve ser feita ainda próximo a mesa. Reservar uns 20 minutos para esta parte. Acredite, é bom cuidar do tempo para não se perder o foco.

No segundo momento, vamos fazer o canto inicial (nada impede que ele possa ser feito ainda antes do café). Sugiro Me faz profeta da Comunidade Doce Mãe de Deus, que é uma música fácil e muito bonita além de ir ao encontro do tema.

No terceiro momento vamos desenvolver o tema. Falaremos um pouco sobre o que é ser profeta e quais são os profetas da Bíblia. Sugiro que falemos principalmente dos profetas Isaías e Jeremias, mas é claro que o a equipe de catequese tem a liberdade para falar de outros ou mais profetas e se for o caso falar apenas de uma forma geral. No aprofundamento do catequista falarei mais sobre o assunto.

Dinâmica: A Escolha

O objetivo desta dinâmica é ver as escolhas de cada um, mas não existe o certo ou errado, apenas o porquê cada um escolheu quem escolheu. O catequista deve perguntar o porque, mas não deve querer mudar a opinião de cada um. Deus deixa que cada pessoa faça suas escolhas. Seria interessante os catequistas se absterem de escolher e administrar se houverem discordâncias de outros catequizandos. Falar sobre o respeitar a escolha de cada um e também de como Deus nos dá o livre arbítrio para fazermos o que achamos melhor, mas que Ele sempre coloca na nossa vida pessoas para nos ajudar na escolha do caminho da paz e da fé.

Um guerra acabou de ser declarada e esta cidade será bombardeada dentro de 1 hora. Existe um abrigo subterrâneo, onde cabem apenas mais 6 pessoas além de você, entretanto, tem 12 que precisam e querem  entrar. Entre estas 12, quais são as seis pessoas que você escolheria e por quê?

PESSOAS INTERESSADAS EM IR PARA O ABRIGO

( ) Um violinista, com 40 anos, narcótico viciado.
( ) Um advogado, com 25 anos, HIV +.
( ) a mulher do advogado, com 24 anos, que acaba de sair do manicômio. Ambos preferem ficar juntos no abrigo, ou fora dele.
( ) Um sacerdote com 75 anos
( ) Uma prostituta, com 34 anos.
( ) Um ateu com 20 anos, autor de vários assassinatos.
( ) Uma universitária que fez voto de castidade
( ) Um físico, 28 anos, que só aceita entrar no abrigo se puder levar consigo uma arma.
( ) Um declamador fanático, com 21 anos.
( ) Uma menina de 12 anos, e baixo Q.I.
( ) Um homossexual, com 47 anos.
( ) Um excepcional, com 32 anos, que sofre de ataques epilépticos

 

Dinãmica A Escolha - Abrigo Subterrâneo

Depois das plenárias vamos ao nosso canto final, sugiro A Ele a Glória do grupo Mensagem Brasil, grande música de louvor e agradecimento e em seguida faremos a oração final.

Aprofundamento para o catequista:

No caminho de Israel e ao longo de toda a história do povo, Deus chamou, suscitou e às vezes até arrancou homens do meio do povo e os enviou, para que falassem em seu nome e anunciassem a sua mensagem. Os profetas são os verdadeiros porta-vozes de Deus. São homens que conheciam a situação do seu país e também o projeto de Deus. À luz da razão e da fé interpretam o momento presente com o olhar voltado para o futuro. Com o testemunho de sua própria vida, por suas palavras e com gestos e sinais despertam a consciência do povo e provocam a conversão do coração e a transformação social para que o povo de Deus persevere fiel no caminho. Os profetas são como que a ponte entre Deus e o povo, entre o céu e a terra. São os que sabem ler e interpretar os sinais dos tempos.

Os profetas defendem os direitos de Deus e dos homens e promovem a justiça aqui na terra. Por isso, o profetismo de Israel foi mais intenso e vigoroso na época dos reis, quando a concentração do poder e das riquezas destruía o projeto de Deus (talvez fosse necessário a volta dos profetas hoje em dia) e enchia de opressão e injustiça a Terra Prometida – a terra de Deus e do povo que verteria leite e mel. O profetismo em Israel  enfraqueceu muito na época da restauração, quando o país já vivia a condição de estrangeiro em sua própria terra, sob o domínio das potências estrangeiras. O movimento profético tem relação com os movimentos sociais, é o núcleo da Teologia de Israel: Reino de Israel Ungido = Rei-Servo.

Na nossa cultura bíblica os profetas normalmente são divididos em dois grupos: os profetas maiores e os menores.
Profetas maiores: Isaías, Jeremias, Ezequiel (aos quais é acrescentado Daniel, Baruc e as lamentações)
Profetas menores: Amós, Oséias, Miquéias, Naum, Sofonias, Habacuc, Abdias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Joel e Jonas.

Essa apresentação, embora clássica, apresenta alguns problemas. Primeiro de tudo se trata de profetas que têm um livro bíblico com o seu nome. Existem, contudo, outros profetas que não dão o nome a um livro específico, como Elias e Eliseu, cuja história aparece no livro dos reis. Em segundo lugar existe a tradição hebraica, que inclui entre os profetas também os livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis. Esses livros narram a história de Israel, mas provavelmente são considerados pelos judeus como proféticos por que a história precisa ser lida dentro de uma perspectiva profética. De fato, na concepção bíblica, o conceito de profeta não se limita aquelas pessoas que têm visões e prevêem o futuro, mas são mensageiros de Deus, pessoas escolhidas (é muito importante a vocação, o chamado) para conduzir o povo para a estrada do Senhor.

Isaías 

” Consolem, consolem o meu povo, diz o Deus de vocês. Falem ao coração de Jerusalém, gritem para ela que já se completou o tempo da sua escravidão, que seu crime já foi perdoado, que ela já recebeu da mão de Javé o castigo em dobro por todos os seus pecados.” (Is 40, 1-2)

A grande maioria dos estudiosos da Bíblia concluiu que o livro de Isaías na verdade foi escrito por 3 pessoas diferentes, provavelmente 3 discípulos do profeta Isaías original. Existem diferenças entre os textos que denunciaram esta possibilidade:

  1. Primeiro Isaías: Capítulos 1 a 39. Fala da atividade do profeta em Judá e Jerusalém, após a morte do rei Ozias (740 a.C.)
  2. Segundo Isaías: Capítulos 40 a 55. Fala da atividade do profeta que continuou o trabalho do primeiro, no período do exílio entre 586 a 538 a.C.
  3. Terceiro Isaías: Capítulos 56 a 66. Fala do período posterior ao exílio, tempo da restauração e reconstrução de Jerusalém.

O Livro de Isaías é um livro profético do Antigo Testamento, vem depois do livro de Cantares e antes do Livro de Jeremias. É uma peça central da literatura profética do Antigo Testamento, na Bíblia.Sua importância é refletida também no Novo Testamento, considerando-se que há mais de 400 referências diretas ao livro, feitas pelos evangelistas e apóstolos.

O forte caráter e ênfase messiânicos percebidos em toda a extensão do documento, muito provavelmente colaboraram para conceder ao livro tamanha proporção referencial entre os autores do Novo Testamento. Por causa disto também, Isaías recebeu o epíteto de “o quinto evangelista“.

Em seus dias, Isaías viveu e narrou a tensão política e militar que o território de Israel experimentava, com eventos decorrentes principalmente de um panorama marcado por intensas e contínuas atividades bélicas e expansionistas que estavam sendo realizadas pela monarquia egípcia, ao sul, e pelos caldeus, ao Leste.

O início do ministério profético de Isaías situa-se em 754 A.C., coincidindo com 2 datas históricas precisas: a morte do Rei Uzias de Judá, e a fundação de Roma.

Ler:

Duas passagens clássicas do livro de Isaías fazem alusão (quase 600 anos antes) da vinda de Jesus, seu nascimento por uma virgem e também sobre todo o martírio que ele iria passar. Claro que foi à partir desta profecia que o povo judeu ficou ( e ainda está) esperando um rei messiânico, mas a coincidência do relato deixa claro que este rei é Jesus Cristo

Is 7, 14-16 Fala sobre a concepção de um rei por uma virgem e de dois reis. Por uma comparação podemos associar esta profecia com a virgem Maria e com a situação da Palestina que tinha dois reis (na verdade o de Roma era um imperador) Cesar e Herodes.

Is 53, 1- 12 Fala sobre um homem que foi condenado e sofreu por causa do pecado dos outros. Muito interessante se for comparado com a história de Jesus. No versículo 7: “Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)” e no versículo 12: “…porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.” A comparação histórica pode ser feita de maneira bem satisfatória nestas passagens.

Jeremias

“Eu me dizia, não pensarei mais nele, não falarei mais no seu nome. Era como se houvesse no meu coração um fogo ardente…” (Jr 20,9)

Jeremias era pesquisador e historiador, além de profeta. Acredita-se que tenha sido ele o autor do livro que leva seu nome e possivelmente os dois livros de Reis (tenha escrito adicionando-lhe relativos dados por Natã e Gade ( I Crônicas 29:29) e outros escritores. É a história dos reis de Judá e Israel, desde Davi até Acabe e Jeosafá, num período de 118 a 125 anos), abrangendo a história de ambos os reinos (Judá e Israel) desde o ponto em que os livros de Samuel a deixaram (isto é, na última parte do reinado de Davi sobre todo o Israel), até o fim de ambos os reinos, e após, a queda de Jerusalém, teria escrito o Livro das Lamentações.

Os relatos biográficos em terceira pessoa que encontramos no Livro de Jeremias, que são atribuídos a Baruc, não se encontram em ordem cronológica, entretanto, por meio da seguinte sequência de trechos: 19:1-20:6; 26; 45; 28-29; 51:59-64; 34:8-22; 37-44, pode-se fazer uma leitura destes relatos na ordem cronológica

A atividade profética de Jeremias se iniciou entre os anos de 626 ou 627 a.C. (1:2; 25:3), quando ele ainda era jovem (1:6), razão pela qual teria demonstrado receio ao assumir tal tarefa, e prosseguiu até 586 AC, podendo ser dividida em quatro períodos:

  1. Primeiro período: durante o reinado de Josias (627 a 609 AC)

  2. Segundo período: durante o reinado de Joaquim (609 a 598 AC)

  3. Terceiro período: durante o reinado de Zedequias (597 a 586 AC)

  4. Quarto período: depois da queda de Jerusalém (a partir de 586 AC)

Segundo o apócrifo Vida dos Profetas, escrito por um judeu da Palestina no séc. I d.C. Jeremias foi apedrejado e morto por seus conterrâneos quando residia no Egito

Pode-se dizer que a missão de Jeremias fracassou em querer que seu povo retornasse à genuína aliança com Deus. Ele se tornou uma espécie de Moisés fracassado, que viu seu povo perder suas instituições e a própria terra. Se apresenta como um grande solitário (15:17), incompreendido e perseguido até pelos membros de sua família (12:6; 20:10; 16:5-9), nunca chegou a ser pai (16:1-4), foi arrastado contra a sua vontade para o Egito, nenhum vestígio restará de sua tumba.

No entanto, sua confiança no Deus que é sempre fiel lhe deu a capacidade de mostrar, ao povo e a nós, que esse mesmo Deus manterá seu relacionamento conosco, sem precisar de instituições mediadoras (31,31-34). Ao colocar em primeiro plano os valores espirituais, destacando o relacionamento íntimo que a alma deve ter com Deus, ele antecipou elementos da Nova Aliança; e sua vida de sofrimentos a serviço de Deus.

Leia mais:

Folha modelo base - Copy (2)

Sugestão de folha de encontro

A literatura profética pode ser dividida de várias maneiras. A mais tradicional e comum, entre os cristãos, é a divisão em profetas maiores e profetas menores. Não porque uns sejam mais importantes que outros, mas simplesmente pela extensão de seus escritos. Os profetas maiores são quatro: Isaías, Jeremias (que também escreveu Lamentações), Ezequiel, Daniel. Os menores são doze: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias,[18] cabendo observar que o Livro de Baruc, que é relacionado entre os livros proféticos na Septuaginta, nas Bíblia adotadas pela Igreja Católica e pelas Igrejas Ortodoxas, é Deuterocanônico, ou seja, não constam na Bíblia Hebraica e não são aceitos pelas Igrejas que adotam a Bíblia proposta por Lutero.

Por sua vez, a Bíblia Hebraica agrupa os livros de Isaías, Jeremias, Ezequiel e os dos doze profetas sob o título de “Profetas Posteriores” e os coloca após os “Profetas Anteriores”: (Josué, Juízes, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis), enquanto que a Septuaginta (tradução do Antigo Testamento para o Grego Koiné, cuja estrutura é utilizada por maior parte das Igrejas Cristãs) apresenta os livros proféticos depois dos Livros Históricos, destacando-se que a Bíblia Hebraica não inclui o Lamentações e Daniel entre os “Profetas Posteriores”, mas entre os “Escritos” (Kethuvim)

_518d960fc51bf5e8b8a1afcfd1cfbb1f257d14b7Uma boa opção de pesquisa é o Livro O caminho de Israel – Pe. Javier Saravia, s.j. – Paulinas editora que fala sobre a história de Israel de uma maneira simples e fácil de entender.

Fontes pesquisadas:

  • Bíblia da CNBB
  • Wikipedia
  • Bíblia.org
  • YouCat – Catecismo Jovem da Igreja Católica
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Compêndio do CIC

6º Encontro (Catequese)- Moisés [Parte 2]

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -6/40)
folha-modelo-base-jpg5

Sugestão de folha de encontro

É  nosso sexto encontro, e continuaremos a contar a história de Moisés e toda a longa caminhada até a terra prometida. Foram 40 anos no deserto até que Deus manda seus 10 mandamentos e que será a sua lei até a chegada de Jesus Cristo que nos dará um novo mandamento. O povo nem sempre se manteve fiel a palavra de Deus e por muitas vezes duvidou que estaria no caminho certo. Enquanto o povo duvidava de Moisés (mesmo tendo visto todos os prodígios realizados antes da sua fuga do Egito) não tinha ideia de que esta dúvida era a mesma coisa de não acreditar em Deus.

Para iniciar sugerimos sempre uma oração que pode ser o Pai Nosso e uma Ave Maria

Como canto sugiro um clássico da música católica O Povo de Deus do Padre Zezinho que traduz bem nosso assunto de hoje.

Como terceiro momento sugiro que seja distribuído novamente algumas folhas de papel, onde cada um possa escrever seu nome e uma intenção de oração. Cada um deposita estas folhas dobradas no centro da sala (próximo a decoração que se for feita com uma Bíblia e uma vela devem ser colocadas próximas)

Nosso tema: Os 10 mandamentos. Falar sobre os 40 anos no deserto e de como muitas vezes o povo foi infiel e temeroso, falar do recebimento dos 10 mandamentos e de como Moisés não entrou na terra prometida (veja o Aprofundamento ao Catequista no final do post)

Divisão de Grupos: Dependendo do número de participantes do encontro podemos dividir em 5 grupos. Preparar antes cartões com cada um dos mandamentos e dar (misturados) 2 cartões para cada grupo, o objetivo é cada grupo discutir o sentido destes mandamentos e depois apresentar para os demais.Os catequistas devem ser o apoio de cada grupo, caso haja possibilidade é recomendável que se tenha 1 catequista por grupo

Depois podemos sugerir que cada um pegue um dos papéis escritos no começo do encontro (tomando cuidado para não pegarem os próprios papéis) e eles serão o guia para suas orações durante a semana toda, tanto a intenção como o nome da pessoa escrita.

Rezemos como oração final o Vinde Espírito Santo e cantemos novamente O Povo de Deus

decalogo-quadro

Os 10 mandamentos em todas as suas versões

Aprofundamento para o catequista

Moisés demorou 40 anos para atravessar o deserto do Sinai com os israelitas, que fugiam da escravidão no Egito. Ele morreu pouco antes de entrar no seu destino, a Terra Prometida.

Acontece que o Sinai ocupa uma península de apenas 200 quilômetros de largura. A estrada que liga o norte do Egito à Palestina pode ser percorrida em duas horas de carro. Dá para ir e voltar no mesmo dia. Por que então a epopeia de Moisés se estendeu por tanto tempo?

A explicação contida na Bíblia e na Torá judaica é a de que os israelitas tiveram de vagar esse tempo todo como punição. Deus ficou bravo porque alguns murmuravam contra ele e decidiu que todos ali, com raras exceções, deveriam morrer antes de entrar na Terra Prometida. Só seus filhos poderiam fazê-lo

O povo hebreu assim que passou pelo Mar Vermelho aberto por Deus. Enfrentou o deserto na longa caminhada. Poucos dias depois eles não encontravam água para beber e já começaram a reclamar de Moisés e este clamando a Deus recebeu a graça de encontrarem um lugar onde tinha água potável.

Depois veio a fome e novamente o povo se revoltava contra Moisés e este disse que esta revolta não era contra ele e sim contra o próprio Deus. Mais uma vez clamando, foi dado o Maná (uma espécie de farinha para fabricar o pão), mas esta graça só poderia ser colhida logo pela manhã e na quantidade necessária para que as pessoas pudessem comer. Uma das orientações era para que fosse colhido o maná pela manhã durante seis dias porque no sétimo eles deveriam honrar a Deus. No sexto dia a quantidade colhida poderia ser o dobro para que no sábado eles não precisassem recolher. Mas para isso tudo que fosse colhido no sexto dia deveria ser preparado no mesmo dia para que no sétimo ninguém trabalhasse e prestassem cultos a Deus. Muitos tentaram recolher mais do que o permitido e guardarem, mas logo depois do meio-dia o que tivesse sido recolhido a mais estava podre. Também tiveram os que teimaram e foram procurar o maná no sábado e não encontravam, nada e como cada um recolhia apenas o suficiente ficavam sem comer. Muitos pereceram por esta teimosia.

Moisés ordenou que Aarão recolhesse a décima parte do maná e depositasse no altar, assim nascia o dízimo (de uma forma meio diferente, mas ainda assim eram os 10% reservados a Deus)

Conforme o tempo ia passando novas reclamações iam surgindo e todas as vezes o povo se revoltava contra Deus. Moisés intercedia e novas benesses surgiam.

Tiveram cordonizes, vitória sobre os inimigos, uma nuvem que acompanhava o povo durante o dia e os livrava do sol inclemente do deserto e uma coluna de fogo que além de aquece-los durante a noite (não devemos esquecer que no deserto a noite é gelada) ainda cercava toda a tribo contra os ataques de animais e inimigos.

Mas o povo infiel sempre entrava em dúvidas.

Moisés subiu ao Monte Sinai onde passou um longo tempo clamando a Deus e enquanto isso o povo infiel fez um bezerro de ouro e começou a prestar culto como um deus. Javé ficou irado e castigou o povo. Moisés clamou ainda mais e novamente foi chamado ao monte onde recebeu as tábuas (na verdade pedras) da lei (os chamados 10 mandamentos) e instruções claras de como o povo deveria agir. Moisés ao descer flagrou o povo novamente adorando um ídolo e revoltado quebrou as tábuas da lei. Foi feita uma Arca da Aliança para guardar as tábuas da lei (Ex 37, 1-9)

Mas Deus novamente convocou Moisés e este recebeu as novas tábuas e levou ao povo a nova lei.

Demorou um pouco, mas o povo foi sendo mais fiel. Então já as portas da terra prometida, Deus ordenou que Moisés encontrasse um novo líder entre o povo e ele escolheu Josué. Então Deus avisou Moisés que ele não iria entrar na terra prometida.

Moisés morre aos 120 anos (a.C. 1405) , após contemplar a terra de Canaã no alto do Monte Nebo, na Planície de Moabe (Dt 34, 5-7) , e  o Senhor “o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor”.

Os 10 mandamentos é a Lei transmita diretamente por Deus. quando Jesus veio ele deu-nos novos mandamentos, mas não cancelou os 10 primeiros.

10-mandamentos

Os mandamentos são chamados de Decálogo que significa “dez palavras” (Ex 34,28). Essas palavras resumem a Lei dada por Deus ao povo de Israel no contexto da Aliança, mediante Moisés.  Ao apresentar os mandamentos do amor de Deus (Os primeiros três) e do próximo (Os outros sete), traça para o povo eleito e para cada um de nós em particular o caminho de uma vida livre da escravidão. (CCIC 436 {CIC 2056-2057})*

Compreende-se o Decálogo à luz da Aliança, na qual Deus se revela, fazendo conhecer a sua vontade. Ao observar os mandamentos,  o povo exprime a própria pertença a Deus e responde com gratidão à iniciativa de amor dele. (CCIC 437 {CIC 2058-2053 2077})*

Os 10 mandamentos estão descritos em Ex 20, 2-17 e também em Dt 5, 6-21 (veja a imagem no inicio deste tópico) e eles são diferentes em algumas partes, em relação ao texto, a forma que utilizamos é chamada de “catequética” e são dogmas morais, além.

Quando o povo foi liberto do Egito e atravessou o Mar Vermelho, uma das irmãs de Moisés, de nome Mara (provavelmente a mesma que seguiu a cesta colocada no rio que acabou sendo achada pela filha do faraó com um Moisés ainda menino) entoou este canto:

  • CCIC – Compêndio do Catecismo da Igreja Católica

  • CIC – Catecismo da Igreja Católica

 

5º Encontro (Catequese) – Moisés

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro -5/40)
folha-modelo-base-jpg4

Sugestão de modelo de folha de encontro

 Chegamos ao nosso 5º encontro, ou melhor a sugestão de encontro.
A ideia é que a vivência na fé que estamos fazendo já comece a dar alguns resultados, como catequisandos mais interessados e participativos. Mas para isso, dependemos de dois fatores básicos: a turma e o jeito de se passar os assuntos.
Acreditando que a equipe de catequistas esteja cada vez mais empenhada em fazer o seu melhor, sem ser chata, posso deixar como dica para este encontro algo fundamental:
Fuja do contexto de aula, seja mais leve sem perder o foco, e até mais descontraído.
Um dos fatores que mais atrapalham a catequese, principalmente nesta fase jovens e adultos é fazer de cada encontro uma “aula”. Porque digo isso? Porque é muito difícil você chegar num tema como este e não se perder em longas leituras de texto sobre este personagem crucial para a história da fé, por isso o ideal é tentar ser o mais leve possível, e não esquecer que é praticamente impossível falar de Moisés e todo o Êxodo em apenas um encontro.
O outro fator é a turma de catequizandos. Um grupo de pessoas que vão em busca do sacramento tem todo um compromisso certo?
Errado!
Vale se lembrar que no caso de alguns jovens, eles estão ali apenas por uma imposição da família, e sinceramente tem muitos familiares que obrigam o jovem a participar da catequese mas eles mesmos não dão o seu testemunho de fé participando da vida na igreja, seja em todas as missas (e celebrações) seja de outras formas dentro da comunidade (quando falo comunidade, me refiro a comunidade da igreja e não só da sociedade). Então a conquista deste jovem que vai num lugar onde não queria estar deve ser mais gradativa e não podemos esquecer de envolver também as famílias. Por isso é ainda mais importante fazermos dos encontros um lugar atraente e que se torne passo a passo um local onde todos queiram estar.
Resumindo tudo:
Catequese não é aula, os catequizandos não são alunos e os catequistas não são professores!
É uma experiência de vivência diária na fé.
Nosso encontro:

A nossa oração inicial sugerida hoje é ainda a Invocação ao Espírito Santo (Vinde Espírito Santo) sempre com a sugestão de se parar no “oremos” e dirigirmos nossos pedidos especiais, de cada um. Talvez algum catequizando queira pedir por alguém da família que esteja enfermo ou agradecer algo. Os catequistas devem também participar ativamente deste momento. Só frisando que tudo tem que ser espontâneo, e não se deve forçar ninguém a fazer.

Nosso Canto Inicial sugerido é Deus do Impossível que além de ser uma bela canção, fala um pouco sobre Moisés fazendo pela mão de Deus o que parecia impossível. Aqui eu faço uma sugestão um pouco diferente. Primeiro se toca uma parte da música para o grupo se familiarizar e depois volta no início e todos cantam juntos.

Falando sobre o tema principal. É o momento de se contar a história de Moisés. Aqui é a hora de sermos mais criativos e por isso eu sugiro que seja feito na forma de um jogral mais elaborado. Para explicar melhor, dependendo do número de catequistas pode-se dividir a história em pequenas partes onde cada catequistas fica responsável por contar apenas partes. Por exemplo: divide-se um texto (isso bem antes do dia do encontro) com a história de Moisés, lembrando que a sugestão é contar neste encontro apenas até a travessia do Mar Vermelho, e um catequista (vamos imaginar que sejam 3) fica com as partes 1, 4 e 7, o outro com as partes 2, 5 e 8 e o terceiro coma as partes 3, 6 e  9, e conforme o tema vai sendo discorrido um termina e o outro começa como se lembrasse de uma parte naquele momento. Para isso é preciso um preparo anterior e a leitura do texto antes (vale segurar uma colinha na hora apenas para não esquecer). Entremeio a isso, os catequizandos são convidados a ler pequenas partes do texto bíblico apenas para mostrar onde estão estes fatos, e são convidados a procurarem na Bíblia estas partes (já serve como exercício para aprenderem a buscar as citações na Palavra de Deus).

No aprofundamento ao catequista na parte final do post eu deixei um texto já separado em 3 leitores e com algumas sugestões de leituras para os catequisandos procurarem. Lembrando que tudo é sugestão e pode ser adaptado ou modificado a sua realidade.

Dinâmica da Caneta e a Garrafa

Material necessário:

  1. Caneta
  2. Garrafa Pet de 2 litros (com metade cheia de terra ou pedras)
  3. Barbantes (coloridos ou comuns)
  • Antes de mais nada, coloque terra ou pedras em metade da garrafa Pet.
  • Corte o barbante em tamanhos iguais com o número de pontas igual ao número de catequizandos e catequistas (menos 1 que será o coordenador da atividade)
  • Prenda uma das pontas de cada barbante cortado na parte superior da caneta, fazendo com que apenas a parte da tampa fique presa com os barbantes e sobre grande parte do corpo da caneta
84

Exemplo. Não esqueça de deixar fios longos para ninguém ficar tendo que se espremer entre os demais.

Todos ficam de pé, a garrafa é colocada no centro da sala e  cada um fica com uma ponta do barbante ainda em círculos. A ideia é que em apenas 3 minutos a caneta seja colocada dentro da garrafa sem que ninguém coloque a mão na caneta. O tempo fica por conta de quem coordenar a dinâmica, e pode ser de até 10 minutos.

Refletindo:

Só será atingido o objetivo quando todos conseguirem se entender e perceber que é um trabalho em conjunto e não individual. Cada um vai tentar puxar a sua parte do barbante e não vão conseguir enquanto não começarem a falar entre si. (Fica a dica de que os catequistas não devem falar como eles devem fazer, ou seja devem deixar que eles percebam que tem que se entender para conseguirem). A nossa vida é feita também de colaboração, de conversas e de acordos que beneficiem todos, o bem comum. Ninguém vive sozinho, e não consegue ser tão independente que não precise de ninguém. A catequese tem um objetivo: Mostrar como é importante estar em Deus só que todos tem que estar juntos nesta caminhada, e quando alguém precisar deve saber que pode contar com os irmãos e irmãs na fé. Moisés teve que ter fé e principalmente paciência para conseguir seu objetivo de atender a missão de Deus e libertar o seu povo. Para isso teve a ajuda de Aarão e do próprio Deus.

Canto final que sugiro é Tudo Sabes de Mim uma canção muito conhecida da Canção Nova que como reflexão serve para mostrar como Deus conhece a cada um

E para fechar na oração final sempre é bom colocarmos como uma espécie de exercício de fé a proposta de que durante a semana cada um vai rezar pelo outro, para isso é entregue um pedaço de papel para cada um, incluindo catequistas, e cada pessoa escreve seu nome. Depois coloca-se todos os papéis dobradinhos com os nomes em um recipiente (pode ser um saquinho) e cada um sorteia um nome que vai rezar pela pessoa durante a semana. Depois terminamos com o tradicional Pai Nosso e a Ave Maria

Aprofundamento para o Catequista

dm180

“O grito de aflição dos israelitas chegou até mim. Eu vi a opressão que os egípcios
fazem pesar sobre eles. E agora, vai! Eu te envio ao faraó para que faças sair o meu povo,
os israelitas, do Egito”. Moisés disse a Deus: “Quem sou eu para ir ao faraó e fazer sair os
israelitas do Egito?” Deus lhe disse: “Eu estarei contigo; ” (Ex 3, 9-12

  1. Moisés nasceu em um tempo onde algumas tribos de Hebreus viviam a mais dolorosa experiência de escravidão com trabalhos forçados, repressão, perseguição e mortes. O faraó Ramsés viu que estaria passando por um momento difícil na lavoura e achando que tinham muitos hebreus no Egito pensando que faltaria comida para os egípcios e já imaginando que poderia sofrer uma rebelião ordenou que todas os meninos fossem mortos já durante o parto. Como as parteiras não obedeceram, o faraó ordenou que todos os meninos recém nascidos fossem mortos. (Leia Ex 1, 13-21). Um casal da tribo de Levi teve um filho muito belo, como eles não queriam ver seu filho morto tentaram esconder durante 3 meses. Mas os soldados do rei começavam a vasculhar as casas a procura de bebês, então a mãe coloca este menino em um cesto e pede para que Javé o proteja. O menino é levado pelo rio.
  2. Mas enquanto o cesto é levado pela correnteza do Rio Nilo a irmão desta criança (então uma jovem adolescente) segue a distância, e justamente a filha do faraó acha a cesta com a criança enquanto se banhava no rio e decide ficar com ela. A menina que seguia o cesto oferece-se para achar uma ama de leite para a criança já que a filha do faraó não tem leite (nem filhos tinha ainda) e traz justamente a verdadeira mãe do bebê para amamentá-lo. (veja Ex 2, 1-10) e esta iria ficar no palácio e ajudar a criar o menino. A filha do faraó batiza a criança de Moisés que quer dizer “tirado das águas”. E assim Moisés é criado no palácio como um egípcio, junto com o filho que a sua mãe adotiva teve depois e que seria no futuro o novo faraó.
  3. Moisés foi pouco a pouco tomando ciência de que não era egípcio e sim hebreu e um dia vendo um soldado batendo em um escravo hebreu já debilitado, foi e matou o soldado. Voltou-se para seu povo tentando orientá-lo no sentido de evitar discórdias e discussões internas, mas o povo desconfia dele (por achar que ele era egípcio) e o expulsa. (Ex 2, 11-15). Ao notar que Moisés optou pelo povo oprimido e escravo o então faraó começa uma violenta perseguição e isso obriga Moisés a fugir para Madiã onde acaba se casando.
  4. Moisés se trona pastor de ovelhas de seu sogro Jetro, mas se sente forasteiro em terra estranha e acaba ficando bastante tempo no deserto. Sua consciência arde como sarça ao lembrar de seu povo que vive e sofre na escravidão. (veja Ex 3, 1-10). Moisés é chamado por Deus para ir até o Egito, falar com o faraó e pedir que ele liberte o seu povo. Moisés tem muitas dúvidas e não sabe se conseguirá fazer o que Deus pede, por isso faz bastante perguntas para Javé. Um detalhe curioso é quando Moisés fala que não sabe falar porque tem a língua pesada (leia Ex 4, 10-17) o que alguns estudiosos supõe ser o fato dele ter algum problema na fala (talvez uma gagueira ou ser fanho mas tudo é suposição). Então Deus indica seu irmão Aarão para ajudar a ser a voz de Moisés. Mesmo tomado pelo medo e dúvidas, Moisés cumpre a ordem de reunir os chefes das tribos. Deus promete caminhar com seu povo. Mesmo tentando dialogar com o faraó, ele começa a ameaçar o povo e aumenta a opressão e a repressão. Os israelitas levam queixas ao próprio faraó e acabam se rebelando contra Moisés e o acusa de ser o culpado pela situação.
  5. Leia Ex 5, 1-2. Moisés e Aarão vão até o faraó que não aceita deixar o povo partir e tenta desacreditar os dois. Javé avisa que mandara pragas para o Egito até o rei permitir a partida do povo. Mas o faraó sempre endurece o coração. Então Javé ordena que Moisés anuncie as pragas, e uma a uma elas vão acontecendo e o faraó parece não querer ceder. A primeira foi a transformação da água do rio Nilo em sangue, seguida por invasões de rãs, piolhos, moscas, morte do gado, chagas, chuva de pedras, nuvens de gafanhotos, trevas e morte dos primogênitos.

As 10 pragas do Egito e suas leituras:

Ex 7, 19-23 Primeira praga: a água foi convertida em sangue

Toda e qualquer água do Egito foi transformada em sangue e até mesmo os rios foram contaminados, vindo a morrer todos os peixes.

 

Ex 8, 1-11 Segunda praga: rãs

Esta praga surgiu após Arão (irmão de Moisés, que o acompanhou durante todo o processo) estender a mão sobre o Egito e surgiram rãs de todos os lugares.

 

Ex 8, 12-15 Terceira praga: Mosquitos

Da mesma forma que antes, o Egito foi infestado por rãs, desta vez vieram mosquitos a encobrir a população e todos os animais. Desencadeada também após Arão estender as mãos sobre o Egito.

 

Ex 8,16-20 Quarta praga: Moscas

Bem semelhante às anteriores, a quarta praga deixou o Egito infestado de moscas. Faraó concordou em libertar o povo, o Senhor retirou a praga, mas assim que percebeu que a praga havia cessado, o faraó voltou atrás na sua decisão, aprisionando o povo hebreu.

Ex 9, 1-7 Quinta praga: Peste nos animais

Desta vez Moisés estendeu a mão sobre o Egito e por ordem do Senhor surgiu uma praga nos animais em que muitos morreram e grande foi a perda para os egípcios.

 

Ex 9, 8-12

 

Sexta praga: Úlceras

Diante da resistência de faraó, que a cada praga aceitava libertar o povo, mas assim que elas cessavam voltava a reter os hebreus como escravos, o Senhor ordenou a Moisés e a Arão que enchessem suas mãos de cinzas e jogassem para os céus. Assim o fizeram e as cinzas se transformaram em úlceras em todo o Egito, tanto nos animais como nas pessoas.

 

Ex 9,13-35 Sétima praga: Chuva de pedras(granizo)

A resistência por parte do faraó se repetiu e assim, o Senhor pediu a Moisés para estender tua varinha por todo o Egito (exceto a região onde vivia o povo escolhido, o povo a ser liberto), e foi assim que uma chuva de pedras destruiu toda a plantação.

 

Ex 10,12-20 Oitava praga: Gafanhotos

Nesta praga, pela oitava vez o Senhor tocou no povo egípcio a fim de fazer justiça e libertar seu povo; enviou um vento que passou seguido de inúmeros gafanhotos devorando muito do que possuía o faraó. Mais uma vez ele cedeu, mas somente até a praga cessar.

 

Ex 10,21-27 Nona praga: Trevas

Desta vez, todo o céu do Egito se tornou trevas e passaram dias na escuridão (menos onde estavam os filhos de Israel). O que também não foi suficiente para convencer faraó a libertar o povo de vez.

 

Ex 12,21-36 Décima: Morte dos primogênitos

Esta foi a última praga, em que todos os primogênitos foram mortos, desde os animais até os servos, inclusive o filho do próprio faraó. Houve grande comoção no Egito quando por fim, após muita insistência, faraó concordou em deixar o povo sair.

6. Quando percebeu que não conseguiria ser páreo ao poder de Javé, o faraó cede. Antes da última praga Moisés recebe de Deus as instruções para o preparo da primeira Páscoa celebrada, e durante sete dias (lembre da semana santa) o povo se preparou para a partida. Neste tempo, finalmente Moisés dá o sinal: a lua cheia da primavera seria este sinal, a ordem de saída. Assim que o anjo da morte passa e fere os primogênitos do Egito, incluindo o filho do faraó, este cede e liberta o povo, que sai apressado. Ex 12, 15-28.

7. Mas o faraó se arrepende e parte atrás dos hebreus. Segundo a Bíblia o povo hebraico que saia do Egito era seiscentos mil contando só os homens (lembrando que a Bíblia foi escrita por homens que não consideravam as mulheres) sem contar as mulheres e crianças. então podemos imaginar que foram cerca de um milhão e 500 mil pessoas fugindo apressados. Claro que demorou uns dias para que o faraó decidisse ir atrás do povo liberto, o que deu um pouco de vantagem, mas não podemos esquecer que eles (os soldados) tinham cavalos e bigas e seguiram com ódio para matar os hebreus.

8. Os egípcios alcançaram os hebreus que fugiam a pé e estavam acampados perto do mar vermelho. Os hebreus ficaram desesperados, mas Moisés clamou a Deus que enviou nuvens até onde estavam vindo os egípcios e também mandou uma coluna de fogo que impedia-os de passar. A lama tomou conta do local e impedia que os carros dos egípcios avançassem e então Deus ordenou que Moisés tocasse com seu cajado o leito do mar.

9. Quando Moisés tocou o mar vermelho. (leia Ex 14, 15-30) e aconteceu o fato mais extraordinário que se tem noticia: as águas se dividiram e abriram um caminho para a passagem do povo, pelo meio do mar. O povo teve medo, mas quando entendeu que Javé realmente estava atendendo Moisés atravessou apressadamente o Mar, esta travessia durou a noite toda e já pela manhã, com todo mundo do outro lado, a nuvem de fogo cedeu e os egípcios partiram violentamente atrás do povo, mesmo impressionados pelo fenômeno das águas do mar dividas eles entraram atrás de Moisés e seu povo, mas quando estavam no meio da travessia, Moisés voltou a tocar o mar com seu cajado e as águas se fecharam matando o exército do faraó afogado. Assim o povo conseguia se libertar da escravidão e ali começaria uma jornada de 40 anos no deserto. Mas essa é uma história para o próximo encontro. Rumo a terra prometida que daria leite e mel.

prince-of-egypt-red-sea-parting

Sugestão:

É interessante usar alguns recursos visuais para ilustrar esse encontro. Pode-se exibir o filme O Príncipe do Egito que é uma animação muito interessante sobre Moisés, ou até usar alguns trechos do filme que já estão selecionados no YouTube (claro que isso depende do que se tem disponível na comunidade)

Até a próxima. Fiquem com Deus