Livro: Pilatus, o que é a verdade?

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Foram mais de 10 anos trabalhando neste projeto.

Comecei quando meu acesso a computadores era limitado, tanto que o original deste livro foi escrito a mão. Pesquisei muito, escrevi e reescrevi diversas partes, para que tivesse o minimo de coerência.

Não é um livro religioso, mas sim um romance que mescla fatos reais e ficção para cobrir as lacunas. Costumo dizer que é uma estória dentro da história.

Hoje posso compartilhar o que me moveu de verdade. Primeiro foi a intrigante pergunta: Porque o nome Pilatos aparece nas duas versões do Creio da Igreja Católica?

Claro que poderia ter uma resposta simples pelo fato dele ter dado a sentença que condenou Jesus. Mas nem mesmo São José seu pai terreno aparece ou seus discípulos. Pensando nisso decidi escrever um artigo. Mas logo vi que eu não conseguiria apenas escrever um texto, eu precisava ir mais a fundo. E fui.

Demorei 1 ano para rascunhar a primeira versão do livro, tentando a todo custo minimizar a participação de Cristo na história, mas é impossível dissociar os dois, então contei a história numa narrativa que fizesse a visão (suposta) de Pilatos prevalecer, com todas as suas certezas e incertezas. E assim criei o livro.

Decidi colocar o titulo de Pilatus, que é como se escreveria em romano arcaico ou latim. Mas quando fui publicar decidi acrescentar o sub-titulo: O que é a verdade? – que é a pergunta que supostamente o procurador romano fez para Jesus quando este teria dito que veio dar testemunho da verdade. Acrescentei o sub-titulo mês passado.

Peregrinei por algumas editoras, aguardei respostas que nunca vieram e agora decidi que não posso deixar mais um livro na gaveta. O resultado está aqui, na Amazon.com.

Posso garantir que este livro é um projeto de muito tempo, não é um livro religioso, é acima de tudo um romance histórico.

CAPA LIVRO

Livro impresso

Afinal Pontius Pilatus poderia ser apenas mais um general do poderoso Império Romano, mas sem saber teve uma participação na maior história de todos os tempos, a história de Jesus Cristo. Acredite você ou não, é impossível ignorar que a história de Jesus é um marco na humanidade, tenha você fé ou não.

Meu livro apenas conta a história de um personagem e  tudo o que aconteceu até seu trágico fim.

Do dia 17 de março de 2019 até o dia 21 de março de 2019 o e-book está disponível de graça na Amazon.com

Gostaria muito de que todos pudessem ler e enviar comentários sobre o que achou.

Agora vou para outros projetos que estão aguardando uma finalização.

Livro Comum: Pilatus, O que é a verdade? 

e-Book Kindle: Pilatus, O que é a verdade?

anuncio do livro

Atos dos Apóstolos (Círculo Bíblico – 10/10)

Círculo Bíblico: Atos dos Apóstolos – Encontro 10/10

Este é o décimo (e último) de uma série de 10 posts que tratarão de um Círculo Bíblico sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A ideia é fazer encontros com a comunidade ou grupos interessados no estudo da Bíblia (dentro ou fora da igreja) e não uma palestra onde um fala e os outros ouvem, mas sim uma partilha numa conversa, mais como uma vivência da fé do que apenas um sermão. Para isso é importante que todos tenham nas mãos a Bíblia e caso contrário, ao menos o livro dos Atos dos Apóstolos (editoras como a Paulus tem edições mais acessíveis apenas com os livros separados da Bíblia como um todo) ou em ultimo caso um folheto impresso com os capítulos que serão lidos. De qualquer forma o ambiente é muito importante e mais ainda que sejam respeitados horários, dias e frequências com que os encontros acontecerão. Funciona muito bem se for uma vez por semana, mas a demanda dos participantes deve ser levada em consideração. Grupos com até 20 pessoas são mais interessantes do que grandes grupos, para que o trabalho seja mais próximo, mas não impede que sejam formados grupos bem maiores. É indispensável que tenha-se ao menos uma equipe (podem ser 2 ou 3 pessoas) para preparar o espaço (decoração, café ou suco ou lanche se for o caso) e tentar fazer estes encontros na igreja e ainda melhor se for nas casas das pessoas. Exemplo: Hoje é na casa do João, no próximo encontro o grupo vai na casa da Maria e assim por diante, assim já se cria um ambiente mais amigável e familiar abrindo a possibilidade da família acolhedora partilhar. Não posso esquecer de frisar que os encontros devem durar até 50 minutos (1 hora no máximo), encontros muito longos não são proveitosos, se tornam cansativos e desestimulam a participação no restante do círculo. Entregar um certificado no final é uma boa ideia.

Cronograma

  1. Oração Inicial
  2. Canto
  3. Leitura (dividir em partes para que todos que se sentirem a vontade possam ler)
  4. Junto com cada parte lida cabe a discussão sobre o que foi lido
  5. Plenária (o que cada um entendeu)
  6. Fechamento com uma oração e o abraço da paz (um canto também é interessante)

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Um milagre em meio a tempestade

At 27, 1 – 44

Atos 27 inicia o relato da última viagem de Paulo para Roma saindo de Cesareia Marítima, onde foi julgado e apelou para César. O grupo, que era liderado por “Júlio, um centurião” e tinha também Aristarco de Tessalônica, embarcou num navio de Adramício que seguia para a Ásia Menor e passou por Sidon, onde Paulo recebeu autorização para visitar seus amigos. Passaram ainda por Chipre e costearam a Cilícia e a Panfília terminando finalmente em Mira, na Lícia. Dali mudaram para um navio de Alexandria que seguia para a Itália romana. Sem sorte com os ventos, a embarcação chegou com dificuldade até Cnido e seguiu para Creta até chegar «a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia.

Depois de esperarem muito tempo, Paulo profetizou o naufrágio que se sucederia mais adiante: “Senhores, vejo que a viagem vai ser com avaria e muita perda, não somente da carga e do navio, mas também das nossas vidas.” (At 27, 10). Mas ninguém desejava passar o inverno em Laseia e decidiram então seguir para Fenícia, em Creta, com duzentas e setenta e seis pessoas a bordo (At 27,37).

Na costa de Creta, a embarcação de Paulo enfrentou uma enorme tempestade que duraria vários dias. À deriva e passando por diversos lugares, a tripulação começou a jogar ao mar mantimentos e até mesmo os aparelhos náuticos que precisavam até que, afinal, perderam “toda a esperança de sermos salvos” (At 27,12-20). Temendo que perdessem a coragem, Paulo contou-lhes sobre a visão que teve e profetizou: Desde muito tempo ninguém havia comido nada. Paulo levantou-se no meio deles e disse: Amigos, deveras devíeis ter-me atendido e não ter saído de Creta, e assim evitar esse perigo e essas perdas. 22.Agora, porém, vos admoesto a que tenhais coragem, pois não perecerá nenhum de vós, mas somente o navio. 23.Esta noite apareceu-me um anjo de Deus, a quem pertenço e a quem sirvo, o qual me disse: 24.Não temas, Paulo. É necessário que compareças diante de César. Deus deu-te todos os que navegam contigo. 25.Por isso, amigos, coragem! Eu confio em Deus que há de acontecer como me foi dito. 26.Vamos dar a uma ilha.” Atos dos Apóstolos, 27 – Bíblia Católica Online

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Depois de quatorze dias no mar, alguns marinheiros tentaram fugir, mas Paulo alertou que se o fizessem, todos morreriam e o centurião os impediu lançando o bote do navio ao mar. Na manhã seguinte, Paulo pediu que todos se alimentassem, pois estavam este tempo todo sem comer e reafirmou que “nenhum de vós perderá um só cabelo da cabeça”: ““Tendo dito isso, tomou do pão, pronunciou uma bênção na presença de todos e, depois de parti-lo, começou a comer. 36.Com isso, todos cobraram ânimo e puseram-se igualmente a comer. 37.No navio éramos ao todo duzentas e setenta e seis pessoas. 38.Depois de terem comido à vontade, aliviaram o navio, atirando o trigo ao mar”
Atos dos Apóstolos, 27 – Bíblia Católica Online

Na manhã seguinte, chegaram numa praia. O centurião, desejando poupar Paulo, impediu que os guardas matassem os prisioneiros e ordenou que todos se lançassem ao mar em direção da praia, uns nadando e outros segurando em tábuas e destroços. Todos se salvaram

É interessante notar como Lucas faz um paralelo entre esta viagem de Paulo num navio, com a viagem de Jesus em companhia dos discípulos. Ambos correm risco de morte e ambos se viram às voltas com uma tempestade. Claro que Lucas não quis demonstrar ou fazer uma equiparação de Paulo com Jesus, mas ele mostra que o apóstolo também está agindo pela graça e em nome de Jesus. Enquanto o mestre acalma a tempestade, Paulo consegue fazer com que todos os tripulantes da embarcação se salvem ao clamar a Deus.

At 28, 1 –  31

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Trecho de Atos 28 no Codex Alexandrinus

Depois de descobrir que a ilha onde naufragara se chamava Malta, Paulo se juntou aos nativos e acendeu uma fogueira. Uma víbora o mordeu, mas nada de mal lhe aconteceu e os nativos começaram a imaginar se ele seria um deus. No dia seguinte, Paulo seguiu até as terras de Públio, que os hospedou por três dias, período no qual aproveitou para curar o pai dele, que estava com “febre e disenteria”. A fama de Paulo se espalhou e ele realizou muitas curas na ilha, na qual ficou por três meses. Paulo partiu num navio de Alexandria , o qual tinha por insígnia Castor e Pólux em direção a Siracusa, na Sicília. Dali, foram costeando até chegar em Régio da Calábria, já no continente italiano, depois Poteoli e finalmente Roma.

Depois de três dias, Paulo convocou os mais importantes entre os judeus da cidade e novamente defendeu sua inocência. Afirmou ter sido preso pelos romanos a pedido dos sacerdotes em Jerusalém, mas eles queriam soltá-lo por não haver em mim crime algum que merecesse morte. Impedidos de fazê-lo pelos judeus, Paulo contou que foi obrigado a apelar a César, dado que era um cidadão romano. Terminou dizendo que nada tinha para acusar seu povo perante o imperador. Os judeus, que afirmaram nada saber sobre Paulo por não terem recebidos notícias da Judeia, pediram que Paulo lhes falasse sobre os cristãos.

No dia combinado, muitos judeus foram à casa de Paulo para ouvi-lo pregar sobre Jesus, seu reino e a Lei de Moisés. Nem todos se convenceram, mas, quando iam embora, Paulo lhes falou sobre a profecia de Isaías sobre os judeus (leia Isaías 6, 9-10) ““Vai, pois, dizer a esse povo, disse ele: Escutai, sem chegar a compreender, olhai, sem chegar a ver. 10.Obceca o coração desse povo, ensurdece-lhe os ouvidos, fecha-lhe os olhos, de modo que não veja nada com seus olhos, não ouça com seus ouvidos, não compreenda nada com seu espírito. E não se cure de novo.” Isaías, 6, 9-10 – Bíblia Católica Online

Os Atos dos Apóstolos terminam afirmando que Paulo viveu em Roma por mais dois anos e durante todo este tempo ensinou sobre o “as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo”, sem informar o destino final de Paulo. Tradicionalmente acredita-se que ele tenha sido decapitado no mesmo dia que Pedro em Roma por ordens do imperador Nero que teria colocado fogo em Roma e acusado os cristãos.

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O polêmico Versículo 29?

O versículo 29: .[Havendo dito isso, saíram dali os judeus, discutindo animosamente entre si.]” Atos dos Apóstolos, 28, 29 – Bíblia Católica Online

Que aparece logo depois da profecia de Isaías, não aparece em todas as traduções da Bíblia para o português. Quando aparece, está entre chaves ou seguido de uma nota de rodapé. O motivo é que ele não aparece nos manuscritos mais antigos de Atos 28. Por exemplo: Na Bíblia Sagrada da Editora Ave Maria o versículo 29 está presente, já na Bíblia Sagrada – Edição Pastoral da Editora Paulus , ele é suprimido. A Bíblia Sagrada da CNBB simplesmente muda o capitulo 29 colocando o que seria o capitulo 30 e termina os Atos com o capitulo 30 (que seria originalmente o capítulo 30), ou seja capitulo 29 (seria o 30 na da Ave Maria) e o 30 (seria o 31). Nas versões da Bíblia do Peregrino e Bíblia de Jerusalém publicadas pela Paulus o versículo está lá entre chaves.

Refletindo

Chegamos ao final deste Círculo Bíblico, o que não significa que não possamos ler e reler o livro dos Atos dos Apóstolos. Como parte do ensinamento deste livro podemos ficar com a questão dos seus textos trazerem muito do que se enfrenta no dia a dia das comunidades católicas pelo mundo. Afinal a igreja é sempre Divina e Humana. Somos nós fiéis lutando para sermos mais santos aos olhos de Deus, mas para isso é necessário também uma mudança interior.

Ficam algumas questões pertinentes:

  1. A leitura serviu de quê?
  2. A nossa comunidade tem pontos em comum com as comunidades dos Atos?
  3. Conseguimos ser evangelizadores como Paulo, Pedro e os discípulos foram?
  4. O que fazer para sermos melhores na fé?
  5. Como foi a experiência desta vivência na fé do Círculo Bíblico?

Fiquem em paz

Milton Cesar

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São Pedro e São Paulo

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.

Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

São Pedro e São Paulo, pequenos e grandes

Seus apóstolos e discípulos percorreram a mesma estrada. Simão Pedro, aquele que foi posto como referência para os demais, diante da pesca milagrosa, caiu de joelhos diante de Jesus, dizendo: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador!” (cf. Lc 5,8-11). Pequeno e frágil tornou-se testemunha qualificada da Ressurreição do Senhor, mesmo depois de tê-lo negado três vezes. E, nós o vemos representado em sua festa, celebrada nestes dias, com as chaves nas mãos. Até hoje Seus sucessores trazem em sua missão o poder das chaves!

Ao seu lado, a Igreja comemora São Paulo, o Apóstolo das Gentes. Seu nome quer dizer “pequeno” e, reconhece-se assim, em narrativas de sua vocação: “Do evangelho eu fui feito ministro, pelo dom da graça que Deus me concedeu segundo a força de seu poder. A mim, o menor de todos os santos, foi concedida a graça de anunciar a todos a riqueza insondável de Cristo” (Ef 3,7-9). Nas coisas de Deus existe uma inversão total quando o pequeno e insignificante é feito grande pela graça!

A Igreja vai pelo caminho da pequenez

E, a Igreja, no seu conjunto anunciadora e servidora do Reino, vai pelo caminho da pequenez, enfrentando as vicissitudes da história, apanhando de todo lado, mas segura de que as portas do inferno não vão prevalecer. A todos os cristãos se dirige a Palavra do Senhor: “Buscai o Reino de Deus e a Sua justiça e, essas coisas vos serão dadas por acréscimo. Não tenhas medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino” (cf. Lc 12,31-32). O mundo em que vivemos não é mais aquele da cristandade, com de maioria católica, respiramos a diversidade, com tudo o que pode ter de positivo e de negativo. E a Igreja se torna servidora de todos, testemunha da verdade do Reino de Deus, a Igreja do lava-pés, atenta de modo especial aos mais pobres, sofredores e pecadores.

Quando celebramos os Santos Pedro e Paulo, a Igreja pode oferecer, também, ao mundo a figura do sucessor de Pedro, no qual também o zelo missionário de Paulo se expressa de modo exemplar em nosso tempo. A grandeza daquele que se faz servo dos servos de Deus, sucessor de Pedro, o Papa Francisco, nos permite ouvir e praticar o que se segue: “Saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças” (cf. Evangelii Gaudium, 49).

Trecho do texto de Dom Alberto Taveira Corrêa para Formação Canção Nova

O CAMINHO DA MISSÃO

 

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Introdução

O livro dos Atos dos Apóstolos foi escrito provavelmente entre 80 e 90 d.C. Seu autor é o mesmo do terceiro Evangelho; desde o séc. II, a tradição o identifica com Lucas, o médico que acompanhou Paulo (cf. Cl 4,14; Fm 24).

De fato, é continuação do Evangelho de Lucas. Ambos formam, segundo o autor, o caminho da salvação: o Evangelho apresenta o caminho de Jesus; o livro dos Atos apresenta o caminho da Igreja, que prolonga o caminho de Jesus «até os extremos da terra». O relato que une as duas obras é a ascensão, que coroa a vida de Jesus (Lc 24,51) e funda a missão universal da Igreja (At 1,8). A atividade missionária da Igreja é apresentada como a grande viagem de Jerusalém até Roma, centro do mundo na época. Por isso, a evangelização é vista como caminhada e a vida cristã recebe o nome de Caminho (9,2; 19,9.23; 24,22).

Podemos dizer que o livro dos Atos é o Evangelho do Espírito. Aí se conta que o Espírito Santo prometido faz nascer a comunidade cristã e a impulsiona para o testemunho aberto e corajoso do nome de Jesus, isto é, para anunciar a palavra e ação libertadora de Jesus.

Esse testemunho provoca o surgimento da grande novidade que tende a transformar pessoas, relações e estruturas da sociedade, provocando alternativas que se chocam frontalmente com os interesses sociais vigentes. A novidade desperta conflitos dentro da Igreja e no relacionamento desta com a sociedade. Dentro surge o conflito de tendências (6,1-6) entre convertidos de origens diversas (15,1-35) e entre o centro e a periferia (15,1-2). Na relação da Igreja com a sociedade surge o conflito frente ao poder político romano, conflito que perpassa o livro todo, de modo velado e como que prolongando o conflito de Jesus com as estruturas políticas do seu tempo; finalmente, um dos conflitos básicos é o econômico (5,1-11; 13,4-12.50-51; 16,16-24; 19,23-40). Pode-se dizer que Atos é o livro da novidade e, portanto, também dos conflitos. Numa sociedade corroída pelo interesse e egoísmo, qualquer proposta de alternativa mais fraterna e igualitária provoca oposições e confrontos.

Em Atos, a Igreja aparece como dinamismo polarizado no testemunho e na missão. Livre do jurisdicismo, sua estruturação é ainda bastante carismática e suas instituições só vão sendo criadas à medida que se tornam meios eficazes para atender às necessidades internas e exigências da missão (cf. 6,1-6). Tanto pela vida comunitária, como pelo empenho apostólico, a Igreja apresentada nos Atos é o modelo utópico; frente a ele as comunidades de todos os tempos e lugares podem fazer uma revisão, a fim de redescobrir sua própria identidade. (Introdução ao livro dos Atos dos Apóstolos Bíblia Sagrada Edição Pastoral – Paulus editora)

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Como base de estudo foi usado:

9788534908412

Este livro foi muito utilizado para pesquisas neste círculo Está a venda nas livrarias Paulus 

 

32º Encontro (Catequese) – Pentecostes e o fogo do Espírito Santo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 32/40)

A nossa vivência na fé vai chegando a sua reta final,a nossa contagem vai ficando cada dia mais curta e é o momento de se estreitar ainda mais os laços com cada catequizando, sanar dúvidas e cuidar para que todos possam receber o sacramento da Confirmação (Crisma).

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Sugestão de folha para o encontro

 

Neste encontro sugiro que seja entregue a oração da Invocação ao Espírito Santo (ou mais comumente conhecida como Vinde Espírito Santo, mas não um papel comum e sim um marca texto. Você pode comprar estes marcas textos prontos ou fazer um marca texto e depois plastificar para ficar mais bonito (depende da sua criatividade)

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Dobrar e plastificar, uma ideia é fazer um futuro e passar (depois de plastificado) um fitilho vermelho

Como ambientação seria legal imagens da pomba representando o Espírito Santo e fitas de cartolina com os 7 dons do Espírito Santo e os 12 frutos, distribuídos entre os catequizandos que vão depositando aos pés da pomba.Também é interessante algumas velas já que o Espírito Santo é fogo.

Como oração inicial sugiro o Vinde Espírito Santo e logo depois a canção Vem Espírito

Durante a canção os catequizandos vão depositando as placas com os Dons e frutos do Espírito Santo.

Falar sobre o tema, começando com uma reflexão sobre os dons e frutos do Espírito Santo. Mas afinal o que seria o Espírito Santo e este Pentecostes de que tanto se fala na igreja? (ver aprofundamento para o catequista)

Depois pode-se dar os recados da semana, falar um pouco sobre o grande dia da celebração do Sacramento do Crisma.

Convidar a todos para durante a semana rezarem o Vinde Espírito Santo na intenção de terem uma semana de paz e união.

Canto final Deus Existe e como oração final pode ser feito o Vinde Espírito Santo acompanhado do Pai Nosso  e Ave Maria

Aprofundamento para o catequista

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“Quod est spiritus noster, id est anima nostra, ad membra nostra, hoc est Spiritus Sanctus ad membra Christi, ad corpus Christi, quod est EcclesiaO que é o nosso espírito, isto é, a nossa alma em relação a nossos membros, assim é o Espírito Santo em relação aos membros de Cristo, ao corpo de Cristo que é a Igreja.” “A este Espírito de Cristo, em princípio invisível, deve-se atribuir também a união de todas as partes do Corpo tanto entre si como com sua Cabeça, pois ele está todo na Cabeça, todo no Corpo e todo em cada um de seus membros.” O Espírito Santo faz da Igreja “o Templo do Deus Vivo” (2 Cor 6, 16CIC 797

Depois que Jesus Cristo ressuscitou passaram cerca de 40 dias, entre aparições e confirmações de que se tratava realmente do Messias ressuscitado, chegou a hora da sua ascensão onde a vista de todos os seus seguidores Jesus retornou de corpo e alma a sua morada, o céu,  elevando-se diante de todos. (At 1, 3-14)

Pouco tempo depois (mais ou menos uns 10 dias) estando os discípulos, a virgem Maria, várias seguidoras e seguidores de Cristo em uma grande reunião um calor abrasador entrou na sala e pousaram como que línguas de fogo sobre cada um deles. Era o Pentecostes onde o fogo do Espírito Santo foi entregue a cada um e todos falaram a mesma língua. Este mesmo espírito já havia pousado em forma de pomba sobre Jesus no seu batismo. (At 2, 1-47)

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Por isso cada um tem o Espírito Santo como fogo que impulsiona na missão.

Para a igreja este dom é dado no Batismo e confirmado no Crisma.

É preciso assim um longo processo de amadurecimento na fé antes de receber o Espírito Santo, seria fácil para Jesus conceder o Espírito mas antes todos passaram por uma longa vivência na fé, seguindo e aprendendo direto da fonte por mais de 3 anos até chegar aquele dia de Pentecostes.

Para a igreja católica não é diferente, é preciso receber os sacramentos da iniciação cristã nesta ordem:

  1. Batismo: o que Jesus fez antes de começar sua missão de verdade? Foi batizado por João Batista
  2. Eucaristia: Jesus deixa a comunhão como sinal da sua vontade
  3. Crisma: após a sua ascensão a primeira coisa que acontece é o Pentecostes, onde o Espírito Santo é concedido a todos que ali estavam pela fé.

O sacramento da Confirmação  (Crisma) é justamente o sacramento do Espírito Santo. Repare como existe uma lógica por trás do que a igreja faz, nada é por mero acaso, tudo tem o seu porque e para que.

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A Igreja nasceu no Espírito. Ela é movida, sustentada, guiada por Ele. Enfim, sem o Espírito Santo fica difícil pensar em Igreja, assim também nos membros dela. Nós não podemos e não conseguiremos viver sem o sopro do Espírito.

O Espírito Santo é invocado nos sacramentos. Como é maravilhoso perceber que, nas fases da vida cristã, recebemos essa força do Senhor! No batismo, somos batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Quando somos perdoados no sacramento da penitência, somos perdoados pelo Espírito enviado do Pai e do Filho, e assim todos os sacramentos são realizados pela ação do Espírito.

Quando falamos da vida segundo o Espírito, não devemos imaginar uma vida fora da realidade, desvinculada de si mesma; aliás, a vida humana é composta pela realidade física, biológica, psíquica e espiritual. Nenhuma deve ser descartada, pois o ser humano é um todo. Devemos ter bem claro isso: somos um conjunto, mas precisamos reconhecer que, quando a vida espiritual vai mal, as outras realidades acabam indo mal; e quando se vive uma espiritualidade sadia, consegue-se superar o males físicos, biológicos e psíquicos. Quando há saúde espiritual, os males em outras áreas podem não ser sanados, mas superados pela força do Espírito. O mal físico e a violência podem nos impedir de caminhar alguns metros e nos limitar, enquanto o Espírito nos leva a distâncias longínquas, porque n’Ele somos livres. (Formação Canção Nova)

Vimos no encontro anterior a Santíssima Trindade,  no mistério de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Isso deixa claro que o Espírito Santo é parte de Deus, mas não uma parte separada ou uma terceira parte, ele é justamente a onipresença de Deus. Está em todos os lugares, a todo tempo e age conforme a necessidade de cada um, enchendo de coragem e força ou apenas acalentado corações que sofrem. Um não age sem o outro. “Crer no Espírito Santo é, pois, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, “e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”. É por isso que se tratou do mistério divino do Espírito Santo na “teologia” trinitária. Aqui, portanto, só se tratará do Espírito Santo na “Economia” divina. O Espírito Santo está em ação com o Pai e o Filho do início até a consumação do Projeto de nossa salvação. Mas é nos “últimos tempos”, inaugurados pela Encarnação redentora do Filho que ele é revelado e dado, reconhecido e acolhido como Pessoa. Então este Projeto Divino, realizado em Cristo, “Primogênito” e Cabeça da nova criação, poderá tomar corpo na humanidade pelo Espírito difundido: a Igreja, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne, a Vida Eterna.” (CIC 685-686)

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Por isso que falar no fogo do Espírito só existe se a pessoa realmente tiver recebido o sacramento da forma correta.

Com a unção do Espírito Santo, nossa humanidade é marcada pela santidade de Jesus Cristo e nos tornamos capazes de amar os irmãos com o mesmo amor com que Deus nos ama. E o Espírito Santo envia. Se Jesus é o “Enviado”, cheio do Espírito do Pai, nós, ungidos pelo mesmo Espírito, também somos enviados como mensageiros e testemunhas de paz, missionários, Igreja “em saída”. Quanta necessidade tem o mundo de nós como mensageiros de paz, como testemunhas de paz! Também o mundo nos pede para lhe fazermos isso: levar a paz, testemunhar a paz! E esta não se pode comprar, não está à venda. A paz é um dom que se deve buscar pacientemente e construir “artesanalmente” nos pequenos e grandes gestos que formam a nossa vida diária (Cf. Homilia do Papa Francisco em Amã – Jordânia, sábado, 24 de maio de 2014)

É muito subjetivo tentar explicar a ação do Espírito Santo pois depende muito da sua fé, do compromisso com a igreja e principalmente do se estar ou não na presença de Deus. Ninguém aciona apenas o Espírito,  aciona três que na verdade são apenas um, e isso é o fato mais complicado de se entender. Pense da seguinte forma: Você pensa, seus órgãos funcionam, seus membros executam, porém toda esta ação só virá a tona se tudo funcionar em conjunto, assim é a ação do Espírito Santo que só vai a contento na figura das outras partes da Trindade.

Um dos grandes dons do Espírito Santo é a inspiração. Muitos já foram inspirados e escreveram teses maravilhosas ou tiveram falas de uma riqueza ímpar teologicamente. É dom de sabedoria, de coragem e ânimo diante da vida.

É o fogo do Espírito Santo que faz do sacramento do Crisma parte essencial na vida do fiel, e é concebido apenas uma vez a todos que se preparam na catequese e ao final sintam- se prontos para este dom da fase adulta na fé.

Ao receber o óleo do Santo Crisma no Sacramento da Confirmação (lembrando que também durante o Sacramento do Batismo este óleo é ungido na fronte) o ungido recebe também os 7 Dons do Espírito Santo (CIC 736 e 1831) e também colhem os frutos do Espírito Santo (CIC 1832)

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Os dons e frutos do Espírito Santo

1830. A vida moral dos cristãos é sustentada pelos dons do Espírito Santo. Estes são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do mesmo Espírito.

1831.Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Em plenitude, pertencem a Cristo, Filho de Davi. Completam e levam ã perfeição as virtudes daqueles que os recebem. Tornam os fiéis dóceis para obedecer prontamente às inspirações divinas.

Que o teu bom espírito me conduza por uma terra aplanada (Sl 143,10)

Todos os que são conduzidos pelo Espírito Santo são filhos de Deus são filhos de Deus… Filhos e, portanto, herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Rm 8,14.17).

1832.Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja enumera doze: “caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade” (Gl 5,22-23). CIC 1830-1832

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Símbolos

AS DESIGNAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO (CIC 692-693)

692. Jesus, ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, chama-Lhe o «Paráclito», que, à letra, quer dizer: «aquele que é chamado para junto», ad vocatus (Jo 14, 16. 26; 15, 26; 16, 7). «Paráclito» traduz-se habitualmente por «Consolador», sendo Jesus o primeiro consolador . O próprio Senhor chama ao Espírito Santo «o Espírito da verdade» .

693. Além do seu nome próprio, que é o mais empregado nos Actos dos Apóstolos e nas epístolas, encontramos em S. Paulo as designações: Espírito da promessa (Gl 3, 14Ef 1, 13), Espírito de adoção (Rm 8, 15Gl 4, 6)Espírito de Cristo (Rm 8, 9), Espírito do Senhor (Cor 317). Espírito de Deus (Rm 8, 9. 14; 15, 191 Cor 6, 11; 7, 40), e em S. Pedro, Espírito de glória (Pe 4, 14).

Cristão significa Ungido e é uma variação do próprio nome de Cristo (CIC 1289)

Ler:

 

 

29º Encontro (Catequese) – Liturgia

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 29/40)

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Sugestão de folha para encontro

Neste encontro vamos falar de um grupo fundamental dentro da vivência da igreja, que é o grupo de Liturgia. A Pastoral Litúrgica tem como finalidade principal a evangelização e esta finalidade é expressada na sua totalidade principalmente na missa.

Para iniciar podemos iniciar com um Pai Nosso e uma Ave Maria

Depois sugiro o canto Te amarei, Senhor

No terceiro momento podemos começar falando sobre  que é e para que é a liturgia (veja Aprofundamento para o catequista)

Uma boa dinâmica seria a das flores (ou estrelas) que se abrem na água

Dinâmica das Flores (ou estrelas)

Material:

  1. Folhas de papel de seda brancas ou coloridas
  2. Tesoura
  3. Caneta
  4. Copos plásticos com água

Preparando:

  1. Corta-se vários círculos de 6 cm. Depois dê pequenos cortes. Escreva algumas palavras nos círculos Dobre as pontas cortadas
  2. Prepare os copos com água, 1 para cada pessoa do encontro (incluindo catequistas)
  3. Coloca-se a flor delicadamente na água e ela vai se abrir lentamente (deixe tocando Renova-me Senhor Jesus)
  4. Cada um lê a palavra e fala o que pensa da mesma

como fazer as flores ou estrelas

 

Como canto final pode se fazer Eu Celebrarei, que é um canto alegre e dinâmico

Reza-se um Vinde Espírito Santo e encerra-se

Aprofundamento para o Catequista

liturgiaA Liturgia é acima de tudo uma Pastoral de união, onde junta-se o talento de quem canta, toca, decora, lê, prepara e cuida com a evangelização de cada fiel presente nas missas e celebrações. A liturgia cuida não só da celebração,mas da preparação e do espaço litúrgico, algo deveras importante para que todos celebrem bem. Por isso é tão recomendado que tudo seja preparado de antemão para que no momento da missa os membros mais ativos do grupo de liturgia possam também celebrar e não ficar correndo de um lado para o outro tirando a atenção da comunidade e não participando de verdade do mistério pascal celebrado.

A palavra liturgia (do grego λειτουργία, “serviço público” ou “serviço do culto”) compreende uma celebração religiosa pré-definida, de acordo com as tradições de uma religião em particular; pode incluir ou referir-se a um ritual formal e elaborado (como a Missa Católica) ou uma atividade diária como as salats muçulmanas. liturgia é considerada por várias denominações cristãs, nomeadamente o Catolicismo Romano, a Igreja Ortodoxa, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Batista, a Igreja Metodista e alguns ramos (Igrejas Altas) do Anglicanismo e do Luteranismo, como um ofício ou serviço indispensável e obrigatório. Isto porque estas Igrejas cristãs prestam essencialmente o seu culto de adoração a Deus (a teolatria) através da liturgia. Para elas, a liturgia tornou-se, em suma, no seu culto oficial e público.

O Dicionário define assim:

liturgia

substantivo feminino

LITUR
  1. 1.
    o conjunto dos elementos e práticas do culto religioso (missa, orações, cerimônias, sacramentos, objetos de culto etc.) instituídos por uma Igreja ou seita religiosa.
    “a l. presbiteriana”
  2. 2.
    conjunto das formas (palavras, gestos) utilizadas na realização de cada um dos ofícios e sacramentos; rito.
    “a l. da missa”

Para a Igreja Católica, a Liturgia apresenta-se como o fio condutor de toda e qualquer ação religiosa, segundo definição do Concílio Vaticano II.

“Toda celebração litúrgica, enquanto obra de Cristo e do seu corpo, que é a Igreja, é ação sacra por excelência” (Sacrosanctum Concilium, n.7).

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Capela do Santíssimo da Paróquia Santa Mônica – Campinas, SP

A liturgia é ação de Cristo, eterno sacerdote. Quando se diz que a “assembléia celebra”, é a comunidade dos batizados que “festeja” os dons recebidos. Trata-se de um encontro com o Cristo Ressuscitado que mediante as celebrações litúrgicas vem ao encontro de cada ser humano pessoalmente.Jesus se faz presente no sacrifício da missa seja na pessoa do ministro, seja sobretudo nas espécies eucarísticas. Está presente nos Sacramentos, de modo que quando um batiza é o próprio Cristo quem batiza, por exemplo.

“O Senhor Jesus, se entretém conosco como amigos, falando-nos através das Sagradas escrituras, nos doa o Seu Filho na Eucaristia para que tenhamos a força de sermos luz e sal da terra, mas sobretudo para que possamos reconhecê-lo sempre mais intimamente, explica a professora.

É também uma pastoral de entrada para muitas pessoas na comunidade de fé pois da oportunidade para se sentir parte de algo importante que é também a preparação da celebração do amor de Deus através do mistério de Jesus ressuscitado.

Existe todo uma organização para se celebrar a Missa e boa parte desta organização se encontra na divisão do Tempo Litúrgico (Ano Litúrgico), que funciona diferente do ano civil. Veja quadro abaixo:

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Objetos litúrgicos católicos

  • Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
  • Aliança: Anel utilizado pelos noivos para significar seu compromisso de amor selado no matrimônio.
  • Altar: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.
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Círio Pascal, Velas, Altar, Crucifixo e Ambão (além do presbitério)

  • Ambula: Recipiente onde se coloca a hóstia consagrada (como um prato)

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  • Ambão: Estante onde é proclamada a Palavra de Deus. Simboliza o sepulcro vazio de Cristo, de onde parte a Boa-nova da Ressurreição.
  • Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar as imagens dos santos nas procissões.
  • Livros litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.  livros-liturgicos
  • Aspersório: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou asperges.

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    Caldeirinha e Aspersório

  • Bacia: Usada com o jarro para as purificações litúrgicas.
  • Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele representa os apóstolos pastores.

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  • Batistério: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batismos.

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  • Bursa ou bolsa: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.

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  • Caldeirinha: Vasilha de água-benta.
  • Cálice: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.

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  • Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batismos. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
  • Colherzinha: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.
  • Conopeu: Cortina colocada na frente do sacrário.
  • Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e o cibório para a consagração.
  • Credência: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.

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  • Crucifixo: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.
  • Cruz Peitoral: Crucifixo dos bispos.
  • Cruz Processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
  • Esculturas ou imagens: Existem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.

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  • Galhetas: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.

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  • Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.

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  • Hóstia Magna: É utilizada pelo celebrante. A palavra significa “vítima que será sacrificada”. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.

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  • Incenso: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
  • Jarro: Usado durante a purificação.
  • Lamparina: É a lâmpada do Santíssimo.
  • Lavatório: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.

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  • Lecionário: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário Dominical (leituras dos Domingos e solenidades)Lecionário Semanal(leituras da semana); lecionário Santoral (leitura dos dias de santos e festas).

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  • Luneta: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
  • Manustérgio: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.
  • Matraca: Instrumento do madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
  • Missal: Livro que contém o ritual da missa, oração eucarística menos as leituras.

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  • Naveta: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.

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  • Ostensório ou Custódia: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão.

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  • Pala: Cobertura quadrangular para o cálice.
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Pala, Sanguíneo e Corporal

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  • Pátena: Prato onde é colocada a Hóstia Grande que será consagrada e apresentada aos fiéis. Acompanha o estilo do cálice, pois é complemento.
  • Píxide: O mesmo que cibório.
  • Pratinho: Recipiente que sustenta as galhetas.
  • Relicário: Onde são guardados as relíquias dos santos.
  • Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
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Capela do Santíssimo e Sacrário da Capela da Rede Vida (obra de Claudio Pastro)

  • Sanguíneo: pano retangular que serve para a purificação dos vasos sagrados (cálice, pátena e âmbulas).
  • Santa Reserva: Eucaristia guardada no Sacrário.
  • Sede: Cadeira no centro do presbitério, usada pelo celebrante, que manifesta a função de presidir o culto. Também denominada de cátedra
  • Tabernáculo: O mesmo que Sacrário.
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Tabernáculo dentro da Capela do Santíssimo

 

  • Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir a missa.

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  • Turíbulo: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.

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Cores litúrgicas católicas

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O altar, o tabernáculo, o ambão, a estola e a casula usadas pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor, que varia ao longo do ano litúrgico. Na verdade, a cor usada num certo dia é válida para a Igreja em todo o mundo, que obedece a um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia, indicada pelo calendário litúrgico, fica estabelecida uma determinada cor (a excepção vai para as igrejas que celebram naquele determinado dia o seu santopadroeiro).

Desta forma, concluiu-se que as diferentes cores possuem algum significado para a Igreja: elas visam manifestar externamente o caráter dos Mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do Ano Litúrgico. Manifesta também a unidade da Igreja. No início havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas cores litúrgicas. Estas só foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo, devido ao seu alto valor teológico e explicativo, os cristãos do mundo inteiro aderiram a esse costume, que tomou assim, caráter universal. As cores litúrgicas são seis:

Branco

– Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas da Virgem Maria e dos Santos, excepto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória e pureza. Sempre é usado em missas festivas.

Vermelho

– Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão e do Domingo de Ramos. Usado nas missas de Crisma, celebradas normalmente no dia dos Pentecostes, e de mártires.

Verde

– Usa-se nos domingos normais e dias da semana do Tempo Comum. Está ligado ao crescimento, à esperança.

Roxo

– Usado no Advento. Na Quaresma também se usa, a par de uma variante, o violeta. É símbolo da penitência, da serenidade e de preparação, por lembrar a noite. Também pode ser usado nas missas dos Fiéis Defuntos e na celebração da penitência.

Rosa 

– O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). Simboliza uma breve pausa, um certo alívio no rigor da penitência da Quaresma e na preparação do Advento.

Preto (Pouco utilizado ultimamente, quase sempre substituído pelo roxo)

– Representa o luto da Igreja. Usa-se na celebração do Dia dos Fiéis Defuntos e nas missas dos Fiéis Defuntos.

 

Leia:

Ouça as músicas sugeridas:

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27º Encontro (Catequese) – Unção aos Enfermos

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 27/40)

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Neste encontro terminaremos de falar sobre os sacramentos. E o tema é o Sacramento da Unção dos Enfermos, um dos sacramentos de cura. Uma das sugestões é fazer parte do encontro na igreja e a outra parte ir visitar, junto com os ministros dos enfermos alguns doentes da comunidade que recebem a Eucaristia em casa. Importante se programar e conversar antes com os ministros para uma boa integração

A oração inicial pode ser feita de uma forma bem mais forte, com todos de mãos dadas, respeitando alguns minutos de silêncio e que seja pedido que cada um lembre de alguém que conhece que precise muito de oração por estar doente. Interessante se cada um pudesse falar por quem vai estar rezando, porém deve-se sempre respeitar aqueles que não querem dizer em voz alta. Depois pode ser rezado o Pai Nosso, Ave Maria e o Vinde Espírito Santo.Na sequência pode ser cantada uma música e sugiro Cura Senhor – Padre Antônio Maria

Apresentar os Ministros dos Enfermos

Após esta parte podemos falar do tema do encontro que é o sacramento da Unção dos Enfermos. Lembrar que antes esse sacramento era chamado de Extrema unção, porém existe uma diferença pois a intenção da Unção dos Enfermos é antes de tudo trazer a cura física e espiritual para a pessoa e a extrema unção é quando a pessoa está as portas da morte. Para a igreja só existe um sacramento da Unção dos Enfermos (a extrema unção é parte deste e não algo em separado)Importante também falar dos Ministro dos Enfermos que levam a comunhão aqueles que estão doentes e não podem acessar a comunidade e as missas e também a alguns idosos que tem dificuldade de locomoção. Também falar da importância de se cuidar dos doentes e idosos e que isso faz parte do sacramento. Lembrar que o padre também visita estes fiéis e a missão de cada católico é sempre visitar e acalentar os irmãos enfermos.

Importante que os ministros expliquem o que será feito na visita e se tenha a prudência de escolher enfermos que possam dividir a experiência com os catequizandos.

Fazer a música final Sacramento Que Cura – Padre Marcelo Rossi e depois a oração de envio, já que sairemos da comunidade e iremos visitar alguns enfermos. Caso não seja possível o encontro deve respeitar o horário.

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Sugestão de folha para o encontro

Aprofundamento para o catequista

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O padre e a ministra dos enfermos (Imagem da internet)

“Por esta santa unção e pela Sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na Sua misericórdia, alivie os teus sofrimentos”. – Esta é a petição a Deus proferida na Unção dos Enfermos, essa oração contém o objeto central desse sacramento, ou seja, confere a ele uma graça especial, que une mais intimamente o doente a Cristo.

Jesus veio para revelar o amor de Deus. Frequentemente, faz  isso nas áreas e situações em que nos sentimos especialmente ameaçados em função da fragilidade de nossa vida, devido a doenças, morte etc. Deus Pai quer que nos tornemos saudáveis no corpo e na alma, e reconheçamos nisso a instauração do Seu Reino. Por vezes, só com a experiência da enfermidade percebemos que precisamos do Senhor mais do que tudo. Não temos vida, a não ser em Cristo. Por isso, os doentes e os pecadores têm um especial instinto para perceber o que é essencial.

A Igreja, tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pôr isso em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui, sobretudo, um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: «Quem está doente, chame a si os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome do Senhor» (Tg 5,14-15).

21.05

Dessa forma, o sacramento da unção dos enfermos pode ser recebido pelo fiel que começa a se sentir em perigo de morte por doença ou velhice. O mesmo fiel pode recebê-lo também outras vezes se a doença se agravar ou, então, no caso doutra enfermidade grave. O Catecismo da Igreja relembra que: “É dever dos pastores instruir os fiéis sobre os benefícios deste Sacramento. Que os fiéis incentivem os doentes a chamar o sacerdote para receberem este Sacramento. Que os doentes se preparem para recebê-lo com boas disposições, com a ajuda de seu pastor e de toda a comunidade eclesial, que é convidada a cercar de modo especial os doentes com suas orações e atenções fraternas” (CIC 1516).

Não se deve deixar que um doente grave venha a falecer sem receber a Unção dos Enfermos; muitas vezes isto acontece porque a família se descuida de cuidar espiritualmente do enfermo ou porque fica com medo de assustá-lo; o sacerdote saberá preparar o doente psicologicamente para receber o Sacramento em paz.

Artigo 5: A Unção dos Enfermos (Catecismo da Igreja Católica)

Transcrição CIC 1514-1516; 1526-1532

1514. A Unção dos Enfermos «não é sacramento só dos que estão prestes a morrer. Por isso, o tempo oportuno para a receber é certamente quando o fiel começa, por doença ou por velhice, a estar em perigo de morte».

1515. Se um doente que recebeu a Unção recupera a saúde, pode, em caso de nova enfermidade grave, receber outra vez este sacramento. No decurso da mesma doença, este sacramento pode ser repetido se o mal se agrava. É conveniente receber a Unção dos Enfermos antes duma operação cirúrgica importante. E o mesmo se diga a respeito das pessoas de idade, cuja fragilidade se acentua.

«… CHAME OS PRESBÍTEROS DA IGREJA»

1516. Só os sacerdotes (bispos e presbíteros) são ministros da Unção dos Enfermos. É dever dos pastores instruir os fiéis acerca dos benefícios deste sacramento. Que os fiéis animem os enfermos chamarem o sacerdote para receberem este sacramento. E que os doentes se preparem para o receber com boas disposições, com a ajuda do seu pastor e de toda a comunidade eclesial, convidada a rodear, de um modo muito especial, os doentes, com as suas orações e atenções fraternas.

1526. «Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará. E, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tg 5, 14-15).

1527. 0 sacramento da Unção dos Enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que enfrenta as dificuldades inerentes ao estado de doença grave ou de velhice.

1528. 0 tempo oportuno para receber a Santa Unção chegou certamente quando o fiel começa a encontrar-se em perigo de morte, devido a doença ou a velhice.

1529. Todas as vezes que um cristão cai gravemente enfermo, pode receber a Santa Unção; e também quando, mesmo depois de a ter recebido, a doença se agrava.

1530Só os sacerdotes (presbíteros e bispos) podem ministrar o sacramento da Unção dos Enfermos; para isso, empregarão óleo benzido pelo bispo ou, em caso de necessidade, pelo próprio presbítero celebrante.

1531. 0 essencial da celebração deste sacramento consiste na unção na fronte e nas mãos do doente (no rito romano) ou sobre outras partes do corpo (no Oriente), unção acompanhada da oração litúrgica do sacerdote celebrante que pede a graça especial deste sacramento.

1532. A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos:

– a união do doente à paixão de Cristo, para o seu bem e para o de toda a Igreja;
–  o conforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice;
–  o perdão dos pecados, se o doente não pôde obtê-lo pelo sacramento da Penitência;
–  o restabelecimento da saúde, se tal for conveniente para a salvação espiritual;
–  a preparação para a passagem para vida eterna.

No Código de Direito Canônico

Capítulo III DAQUELES A QUEM SE DEVE ADMINISTRAR A UNÇÃO DOS ENFERMOS

Cân. 1004

§ 1. A unção dos enfermos pode ser administrada ao fiel que, tendo atingido o uso da razão, começa a estar em perigo por motivo de doença ou velhice.

§ 2. Pode-se repetir este sacramento se o doente, depois de ter convalescido, recair em doença grave, ou durante a mesma enfermidade, se o perigo se agravar.

Cân. 1005

Na dúvida se o doente já atingiu o uso da razão, se está perigosamente doente, ou se já es tá morto, administre-se este sacramento.

Cân. 1006

Administre-se este sacramento aos doentes que ao menos implicitamente o pediram quando estavam no uso de suas faculdades.

Cân. 1007

Não se administre a unção dos enfermos aos que perseverarem obstinadamente em pecado grave manifesto.

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Como deve ser administrada a Extrema Unção

O Sacerdote unge o doente com o óleo dos enfermos que é a matéria do Sacramento da Extrema-Unção. Esta unção deve ser feita seis vezes: nos olhos, nas narinas, nos ouvidos, na boca, nas mãos e nos pés. Para cada unção o Padre repete a forma do Sacramento da Extrema-Unção. Temos então:

matéria: o óleo dos enfermos – é um dos óleos consagrados pelo Bispo na Quinta-feira Santa, na Missa Crismal (assim chamada por causa da benção dos óleos). Deve ser obrigatoriamente de oliveira, ou seja, azeite doce.

forma: Por esta santa unção e por sua grande misericórdia, Deus te perdoe tudo que fizeste de mal pela … vista (ouvido, olfato, gosto e palavras, tato, passos)

A Graça Sacramental da Extrema Unção

A parte visível do Sacramento, a matéria e a forma, significam a parte invisível, que é a graça sacramental. Antigamente, usava-se muito o azeite para curar as doenças. Por isso a Igreja usa o óleo dos enfermos para fazer um gesto que se faz para passar o azeite nas feridas. O Padre unge, ou seja, passa o óleo no corpo do doente, e esse gesto, junto com as palavras da forma sacramental, realizam aquilo que eles significam: não a cura do corpo, mas a cura da alma. A alma que recebeu a Extrema-Unção tem seus pecados perdoados e está fortalecida para enfrentar a morte. Além disso, se Deus achar que ela não deve morrer, o Sacramento ajudará também na cura da doença e a pessoa ficará boa.

Efeitos da Extrema Unção

– aumenta a graça santificante restabelecida pela Confissão;

– perdoa os pecados que não puderam ser confessados (se houver contrição);

– destrói as penas temporais devidas aos pecados já perdoados (se houver disposição para isso);

– traz saúde para o corpo, se isso for bom para a alma.

Leia Mais:

 

Escute as músicas sugeridas:

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Cura Senhor – Padre Antônio Maria

Sacramento Que Cura – Padre Marcelo Rossi

As Cartas Católicas (Estudo)

Animo, uma nova Catequese (Encontro 17/40 – Jesus Cristo – Complemento 11)

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Epístolas: ler e entender

As epístolas são cartas, mas não como eram conhecidas até pouco tempo atrás, hoje seriam emails ou quem sabe até uma mensagem longa. Estas cartas não eram dirigidas a uma comunidade em particular mas sim a um conjunto de igrejas (na verdade seriam regiões onde na época em que foram escritas, praticavam o cristianismo). Ao todo são sete escritos os chamados Epístolas Católicas :

  1. Epístola de Tiago : Comprovadamente foi escrita por Tiago, chamado “irmão do Senhor “(Gl 2,6-12) e que presidia, como Bispo de Jerusalém, a importante reunião dos apóstolos em 49 d.C. na cidade de Jerusalém. Ele escreve sua carta toda penetrava no espírito do Sermão da Montanha, contendo conselhos para a vida moral: Piedade, justiça e caridade. Serve como guia para o cristão fervoroso. Possui 5 capítulos. TIAGO
  2. Primeira Epístola de Pedro: Esta carta fala sobre a alegria do cristão batizado e a união dos cristãos em Jesus (1 e 2), a carta é dirigida principalmente aos cristãos que sofrem por sua fé e dá ânimo através do exemplo da Paixão de Cristo (3). Apesar de ser atribuída a São Pedro existem dúvidas sobre a verdadeira autoria já que o suposto autor não gostava muito de deixar escritos e preferia a pregação oral. O provável autor seria Silvano, ex seguidor de Paulo e que depois seguirá Pedro e é (auto) citado no capitulo 5,12. Possui 5 capítulos.    PRIMEIRA DE PEDRO
  3. Segunda Epístola de Pedro: Tem como principal objetivo combater os falsos profetas que começam a tentar semear ideias de vida dissoluta no meio dos cristãos. Mais uma vez seu autor parece não ser o próprio São Pedro e sim ser o mesmo autor da Epístola de Judas. Possui 3 capítulos.   SEGUNDA DE PEDRO
  4. Primeira, Segunda e Terceira Epístolas de João: Estas cartas datam do final do primeiro século, e são escritas por João o discípulo que Jesus mais amava,  autor do Evangelho e do Apocalipse. A ideia central da primeira carta é: Deus é amor e Luz. Em consequência o cristão deve conduzir-se como filho da luz: fugir da concupiscência, guardar os mandamentos,  sobretudo o da caridade, e arrepender-se sinceramente, se lhe acontecer cair em pecado. A segunda carta, na verdade um bilhete, foi dirigida a uma comunidade da Ásia  (velada sobre o nome de Kyria -a eleita) e a terceira, também um bilhete, a uma comunidade chamada Gaio e tratam de questões particulares. A primeira tem 5 capítulos, a segunda apenas 13 versículos, a terceira tem 15 versículos.  CARTAS DE JOÃO
  5. Epístola de Judas : Segue a mesma orientação da Segunda Epístola de Pedro com o objetivo de refutar as falsas doutrinas que alguns profetas falsos de vida dissoluta começavam a semear. São um encorajamento premente à fidelidade e ao amor de Deus. Estudos mostram que também neste caso o autor seria o discípulo Judas Tadeu e sim um seguidor de Pedro. Esta carta tem apenas 25 versículos.

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Os discípulos

  • São Tiago: foi um dos discípulos de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galileia. No Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, André e seu irmão mais novo João. Filho de Zebedeu e de Salomé, pescador, estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou. Testemunhou a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração e a agonia de Jesus no horto do Getsêmani. Chamado junto com seu irmão João de Filhos do Trovão (ou Irmãos Boanerges) por falarem alto e serem mais impacientes.Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho: “Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2). Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe “a Paz de Cristo”. Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo. Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. De acordo com o Bispo Isidoro de Sevilha, após a ascensão de Jesus, Tiago teria sido o primeiro a evangelizar a Espanha, tornando-se depois seu patrono. Para revigorar esta tradição, no século IX o bispo Teodomiro, da cidade de Iria, afirmou ter reencontrado as relíquias do apóstolo e desde aquela época, a cidade que depois mudaria o nome para Santiago de Compostela, tornou-se importante rota de peregrinação. Conta-se também que após a morte de Jesus, Tiago permaneceu em Jerusalém, junto a Pedro. Foi executado por ordem do rei Herodes Agripa, provavelmente em 44 d.C. muito tempo depois da ascensão de Jesus. Tiago foi o primeiro mártir entre os apóstolos de Cristo.   Seu dia é comemorado em 25 de julho.
S. Tiago Maior - Apóstolo e Mártir

São Tiago (Maior)

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  • São Pedro: nasceu em Betsaida, um pequeno vilarejo às margens do lago de Genesaré, ou Mar da Galiléia, no norte de Israel. Seu nome de nascimento era Simão. Quando conheceu Jesus, Simão era casado (os Evangelhos falam da cura da sogra de Pedro) e morava em Cafarnaum, importante cidade às margens do lago de Genesaré. Era filho de Jonas e tinha um irmão, André. Este foi quem o apresentou a Jesus. Os dois se tornaram discípulos de Jesus e mais tarde apóstolos. São Pedro era pescador e possuía um barco, em sociedade com seu irmão. Ambos trabalhavam no Mar da Galiléia, um lago de água doce formado pelo Rio Jordão, na região da Galiléia em Israel. Quando Jesus conheceu Simão, disse a ele uma frase que mudaria sua vida: Você será pescador de homens. A partir daí, Simão começou seguir Jesus. Num determinado momento, Simão confessou a Jesus: Tu és o Messias, o Filho de Deus. Por isso, Jesus disse que, daquele momento em diante, seu nome seria Pedro, Cefas, Kefas em aramaico, palavra que significa Pedra.  Mais tarde o significado disso ficou claro: Pedro foi o primeiro Papa da Igreja, tornou-se a Pedra onde a Igreja encontra sua unidade. Pedro foi escolhido como o chefe da cristandade aqui na terra: “E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus”. Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus.

 

Depois de Pentecostes, São Pedro reunia multidões em suas pregações. Ele tinha o dom da cura de tal forma que as pessoas queriam tocar em seu manto, ou passar sob sua sombra para que fossem curados e libertados, como nos atesta o livro dos Atos dos Apóstolos. Ele escreveu duas cartas que estão no novo testamento, animando e exortando a Igreja nascente.

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São Pedro, o primeiro papa

Depois de Pentecostes, Pedro passou a ser um evangelizador por todos os lugares onde passava. Sua autoridade como o líder da Igreja nascente sempre foi respeitada e atestada por vários documentos da Igreja. Nunca foi questionada. De fato, São Pedro assumiu as chaves da Igreja e seus sucessores, os Papas, são continuadores de sua autoridade e de sua missão dada pelo próprio Jesus cristo.

Devoção e morte de São Pedro

Por pregar o Evangelho destemidamente, São Pedro foi preso várias vezes. Uma vez, em Jerusalém, um anjo de Deus o libertou da prisão passando por vários guardas. Depois de evangelizar e animar a Igreja em vários lugares, Pedro foi para Roma. Lá, liderou a Igreja que sempre crescia, apesar das perseguições.

Assim, os romanos descobriram seu paradeiro, prenderam-no e condenaram-no à morte de cruz por ser o líder da Igreja de Jesus Cristo. No derradeiro momento,São  Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por não se julgar digno de morrer como seu Mestre.

Seu pedido foi atendido e ele foi morto na região onde hoje é o Vaticano. Seus restos mortais estão no altar da Igreja de São Pedro em Roma. A festa de São Pedro é celebrada no dia 29 de junho.

 

  • São João: Viveu entre 6-103 d.C. e foi um dos doze apóstolos de Cristo. O mais jovem deles. Junto com seu irmão Thiago, foi convidado a seguir Jesus em suas peregrinações. É o autor do quarto e último Evangelho Canônico, pertencente ao Novo Testamento, o “Evangelho segundo João”. Escreveu a primeira, a segunda e a terceira Epístola de João. Foi o “discípulo amado” de Jesus. Foi o único apóstolo que acompanhou Cristo até a sua morte. O Evangelho de João menciona que antes de Jesus morrer, confiou Maria aos seus cuidados. Arqueólogos encontraram no Egito, fragmentos de um papiro, em grego, que pertence ao Evangelho de João. A maior parte do Evangelho relata a vida de Jesus até a sua morte.São João Evangelista (6-103) nasceu em Betsaida na Galileia. Filho do pescador Zebedeu e de Maria Salomé, uma das mulheres que auxiliaram os discípulos de Jesus . João e seu irmão mais velho Tiago, foram convidados a seguir Jesus, logo depois dos apóstolos Pedro e André.

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Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa “filho do trovão”, por terem um temperamento mais exaltado e falar mais alto.

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 d.C). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.

O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos. São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.

Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.

Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata, mas provavelmente foi no ano de 103 d.C. , na cidade de Éfeso, onde foi sepultado. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 d.C). Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome. O seu dia é comemorado em 27 de dezembro.

  • São Judas Tadeu: um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22). Era primo irmão de Jesus. Sua mãe Maria era prima de Maria Santíssima e o pai Alfeu era irmão de São José. A pregação e o testemunho de Judas Tadeu impressionava os pagãos que se convertiam. Nasceu em Caná de Galileia, na Palestina. Era filho de Alfeu e Maria Cleófas. Era irmão de Thiago, José, Simão e Maria Salomé. Thiago foi um dos doze apóstolos, que se tornou o primeiro bispo de Jerusalém. José era conhecido como o justo. Simão foi o segundo Bispo de Jerusalém.Nas Escrituras, João Evangelista relata que na última ceia, São Judas perguntou ao seu mestre: “Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?” Jesus lhe responde afirmando que teriam manifestações dele todos os que guardassem suas palavras e permanecessem fies a seu amor. Um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús no dia da ressurreição.judas tadeu

    É um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos, em seus Evangelhos, e um dos mais fervorosos do grupo. Depois da ascensão de Jesus e que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciou a pregação de sua fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, pela Galileia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas divulgando o Evangelho. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém e em seguida passou evangelizando pela Mesopotâmia, atual Pérsia, Edessa, Arábia e Síria. Destacou-se principalmente na Armênia, Síria e Norte da Pérsia, sendo o primeiro a manifestar apoio ao rei estrangeiro, Algar de Edessa.

    Na Mesopotâmia ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão o Zelota, aparentemente viajando em companhia de quinto Apóstolo a ir ao Oriente. Segundo relata São Jerônimo, ambos foram martirizados cruelmente quando estavam na Pérsia, mortos a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusarem a prestar culto à deusa Diana. Assim, na igreja ocidental, os dois santos são celebrados juntos em 28 de outubro. A Igreja Ortodoxa Grega, contudo, distingue Judas de Tadeu, celebrando Judas, “irmão” de Jesus, em 19 de junho, e o apóstolo Tadeu em 21 de agosto.

     

     

     

    SaoJudasTadeu2É invocado como advogado das causas desesperadas e dos supremos momentos de angústia. Essa devoção surgiu na França e na Alemanha no fim do século XVIII. No Brasil, a devoção a esse santo é muito popular e surgiu no início do século XX. Devido à forma como foi martirizado, sempre é representado em suas imagens segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma.

    Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro.

    Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.

Apoio de Leitura:

 

15º Encontro (Catequese) – Atos dos Apóstolos

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 15/40)

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Sugestão para Folha de Encontro

Décimo quinto encontro e chegamos num ponto muito interessante, pois trataremos de parte da base do Crisma, que é o sacramento do Espírito Santo, nada melhor que o próprio livro do Espírito Santo para começar a ilustrar isso.

Para abrir o encontro além dos cumprimentos tradicionais, a sugestão é iniciarmos cantando a bela música Vinde Espírito Santo – Vida Reluz, uma boa canção para também refletirmos sobre a importância do espírito santo na comunidade. Logo em seguida oremos a Invocação ao Espírito Santo (Vinde Espírito Santo)

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém

Depois poderemos entrar diretamente no tema, contando a história dos Atos dos Apóstolos apontando sempre os principais pontos. depois poderemos dedicar uma à parte para contar a história de São Paulo. (Veja o Aprofundamento ao Catequista)

Uma sugestão neste momento é fazer uma grande oração reflexiva. Com a música O Céu se Abre – Adoração e Vida, bom para que todos fechem os olhos e com a música tocando de fundo, os catequistas (ou um apenas) reflete sobre todos os pedidos que poderiam ser feitos para Deus,pedindo sempre que o Espírito Santo possa repousar sobre cada um. Reserve no minimo 10 minutos para este momento e depois com todos já de olhos abertos cantem a música e no final todos de mãos dadas podem estar rezando o Pai Nosso e uma Ave Maria.

 

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Aprofundamento para o catequista

Os Atos dos Apóstolos [At](Actos dos Apóstolos) (em grego: Πράξεις των Αποστόλων; transl.: ton praxeis apostolon; em latim: Acta Apostolorum) é o quinto livro do Novo Testamento. Geralmente conhecida apenas como Atos, ele descreve a história da Era Apostólica. O autor é tradicionalmente identificado como Lucas, o Evangelista. O Evangelho de Lucas e o livro de Atos formavam apenas dois volumes de uma mesma obra. O objetivo desse livro é mostrar a ação do Espírito Santo na primeira comunidade cristã e, por ela, no mundo em redor. O conteúdo do livro não corresponde ao seu título, porque não se fala de todos os apóstolos, mas somente de Pedro e de Paulo. João e Filipe aparecem apenas como figurantes. Entretanto, não são os atos desses apóstolos que achamos no livro, mas antes a história da difusão do Evangelho, de Jerusalém até Roma, pela ação do Espírito Santo. Um dos pontos importantes é o Pentecostes onde todos os seguidores foram banhados pelo fogo do Espírito Santo após a ascensão de Jesus. Outro ponto é a conversão de Saulo, um dos maiores perseguidores dos cristãos, que se tornaria Paulo e este por sua vez levaria a palavra de Deus para todos do mundo. Os detalhes do inicio da comunidade de fé, com suas dificuldades e tudo o mais também são muito interessantes e provam o quanto a fé deve ser perseverante.

Lucas e o seu conhecimento sobre Jesus é tirado sobretudo do contato com Paulo, de quem foi discípulo. O apóstolo Paulo o cita em várias passagens de suas cartas:

  • Fm 1, 24 – É um dos companheiros de trabalho
  • Cl 4, 14 – O chama de “caro médico”
  • 2Tm 4, 11 – Paulo escreve a Timóteo dizendo que todos o abandonaram, exceto um: “somente Lucas está comigo”, era um momento em que o apóstolo estava preso.

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A obra de Lucas

No complexo, as obras de Lucas se complementam e ao mesmo tempo se distinguem. O Evangelho coloca o seu foco em Jerusalém, que é o ponto de chegada de Cristo, onde ele viverá a paixão, a sua morte e ressurreição. Por outro lado os Atos dos Apóstolos mostram como a mensagem de Cristo, chegada a Jerusalém, se difunde, a partir de Jerusalém, da Pentecostes, a toda  a terra, entre os gentios, chegando no centro do mundo de então, isto é, Roma.

 

 

Objetivo dos Atos dos Apóstolos

No primeiro capítulo da obra, contando a ascensão de Cristo aos céus, Lucas (Atos 1,8) coloca na boca de Jesus as seguintes palavras, dirigidas aos seus discípulos:

“Recebereis uma foraça,  a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e a Samaria, e até os confins da terra”.

O plano dos Atos dos Apóstolos é mostrar como essa missão dada por Jesus aos apóstolos se realiza:

  • A fé se implanta em Jerusalém (capítulos 15)
  • Depois do martírio de Estêvão começa a expansão do cristianismo, graças aos gentios, pagãos convertidos (6,18,3)
  • O Evangelho chega a Samaria (8,4-25)
  • Também em Cesareia, onde os pagãos (gentios) entram pela primeira vez na Igreja (8,2611,18)
  • A mensagem de Cristo chega à Antioquia (11,19 seguintes)
  • Primeira viagem de Paulo leva o Evangelho a Chipre e Ásia Menor (13 14)
  • Na segunda e terceira viagens de Paulo, a Palavra de Jesus chega à Macedônia e Grécia (15,3618,22) e a Éfeso (18,2321,17)
  • Finalmente a mensagem cristã chega em Roma (27 28), que, vista desde Jerusalém, significa “os confins da terra” e Lucas pode encerrar assim o seu livro.

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De Saulo a Paulo?

“Então Saulo, chamado também Paulo, cheio do Espírito Santo, cravou nele os olhos e disse-lhe…” (At 13 ) 

Saulo nunca mudou de nome

Lucas usa pela primeira vez o nome romano Paulo, e a partir deste ponto do texto em todos os seus escritos usa sempre Paulo. Lucas neste momento faz a transferência de Paulo para o primeiro plano na evangelização dos gentios; quer dizer ele não é mais um simples auxiliar de Barnabé, mas é o verdadeiro chefe da missão. É verdadeiramente Paulo seguidor de Cristo. Um judeu convertido ao cristianismo que se chamava Saulo, Batizados por Ananias em Damasco, e que deste momento em diante é o chefe da missão. (a Bíblia.org)

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Significado do nome Saulo:

 A origem do nome Saulo é hebraico, vem de Saul que passa a ser Saulo na literatura grega. O significado do nome Saulo é: “Aquele que foi conseguido por meio de orações”.

Saulo era de Tarso.

Ele não mudou de nome na verdade.

Muitos supõem equivocadamente que Deus mudou o nome de Saulo para Paulo após Saulo se converter do judaísmo para o Cristianismo, o que aconteceu durante seu encontro com Cristo no caminho para Damasco (At 9, 1-9).  Ao contrario da mudança que Jesus fez do nome de “Simão” para “Pedro”, significando o papel especial que ele teria na Igreja (Mt 16,18), no caso de Paulo não houve nenhuma mudança.

Paulo de Tarso nasceu judeu, “circuncidado no oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, um hebreu parente dos hebreus, em observância da lei dos fariseus” (Fl 3,5)

O nome hebreu dado de seus pais a ele era Saulo, mas, como seu pai era um cidadão romano (e, no entanto, Saulo herdou a cidadania romana), Saulo também tinha o nome latino “Paulo” (At 16,37), o costume de dois nomes começou a se tornar comum nessa época.

Como ele nasceu em um ambiente fariseu rigoroso, o nome Saulo era o nome mais adequado para usar. Mas depois de sua conversão, Saulo decidiu mudar seu nome para anunciar o Evangelho aos gentios, então ele “limpou” o seu nome romano e se tornou conhecido como Paulo, nome que era conhecido entre os gentios.

Usando o nome romano Paulo ele tinha acesso a alguns lugares em que os judeus sem a cidadania romana não tinham e poderia assim fazer as viagens que fez. Vale salientar que a cidadania romana só era dada a quem não houvesse nascido romano a quem fizesse parte do seu exército, se casasse com um concidadão romano, tivesse alguma influência politica forte ou simplesmente comprasse. No último caso comprar a cidadania romana era muito caro o que mostra que Paulo vinha de uma família de posses.

Não podemos deixar de acreditar de que no meio dos nazarenos (como eram chamados então) Paulo era chamado de Saulo, mas a posterioridade acabou ficando com o primeiro nome, afinal qual foi uma das nações mais poderosas do mundo? Roma. Mas Paulo fez um trabalho muito importante, ele estendeu a pregação das palavras de Jesus para além da Palestina e entendeu que o amor de Cristo deveria e poderia ser compartilhado com todo o mundo.

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