Quando Jesus te toca mais uma vez

Reflexão

67de611df6b41206daa6603dd3586dcf

Não sou um jovem de idade, sou aquilo que eu mesmo costumo chamar “jovem a mais tempo”. Já vivi muitas experiências na igreja. Já fui catequista, coordenador de Grupo de Jovens, coordenador de comunidade, coordenador da Pastoral do Dízimo e Ministro da Palavra e Eucaristia. Lá se foram 20 anos da minha vida. Hoje sou até mais importante, sou um fiel católico que vai nas missas e grupos de oração  (confesso que até queria ir mais).

A um mês atrás fui convidado por uma das pessoas mais importantes na minha vida, a participar de um evento chamado Summer Beats DNJ 2018 (DNJ de Dia Nacional da Juventude) em São Paulo. Fomos com todas as dificuldades que tentam te tirar do seu intento.

Chegamos relativamente cedo e ao longo do dia (de um calor intenso e depois a noite de um frio maior ainda) o evento foi ficando lotado de jovens. Não sei, mas acredito que tinha umas cem mil pessoas, na sua maioria jovens.católicos. Bandas fizerem shows, o Cardeal Dom Odílio Scherer celebrou a missa, tinha o Santíssimo exposto e um espaço para confissão.

Eu fui pouco a pouco sendo tocado por Jesus novamente.

Porquê digo novamente ?

Porque por vezes as agruras da vida te fazem seguir no automático. Você ama a Deus mas já não fala isso, pois ele sabe. Mas como você pode falar: Eu te amo Jesus? – apenas na sua oração e no seu agir. Ir na igreja é apenas um ponto disso tudo. Num casamento muitas vezes o casal vai se esquecendo de afirmar o amor, perde aquele momento de dizer Eu Te Amo e com o tempo as dúvidas e o desgaste aparecem. É preciso e saudável sempre mostrar-se apaixonado.

Com Jesus é a mesma coisa. Não que Ele cobre, mas é para que não fiquemos no automático. Uma oração sempre repetida não tem emoção e acaba ficando apenas pragmática e sem sentido.

Pois bem, quando eu participei deste evento (dia 16 de setembro de 2018) eu senti novamente o fogo do Espírito Santo me queimando. Mais uma vez senti o toque de Jesus.

Devo confessar que tenho dedicado meu tempo a muitas coisas, sendo uma delas produzir e dividir o conteúdo neste blog, mas faltava alguma coisa. Sinceramente esse sentimento toma conta de mim desde aquele dia. Eu não dormi quando cheguei às 23h30min, e estou com algo ardendo no meu peito. Uma necessidade tremenda de fazer mais pela minha fé. Uma renovação de forças.

Talvez estar cercado de tanta energia jovem tenha me feito sentir o que tenho sentido. Queimar ao sol e depois congelar no frio de São Paulo me fez ver algo que a muito tempo eu não via: Como é lindo ser de Jesus.

Eu estou compartilhando esta emoção apenas por entender que muitas vezes o que precisamos é uma nova perspectiva do que fazemos ou cremos. Estamos sim sendo fiéis, acompanhando e vivendo a vida da igreja, na nossa comunidade, mas é muito importante também vivenciarmos novas experiências. De verdade fiquei muito emocionado com o que vivi. Muito emocionado acompanhando o show da banda Adoração e Vida e da Comunidade Colo de Deus, mas o principal é saber que fui novamente tocado por Jesus.

O que virá em seguida?

Com certeza algo bom vai acontecer nesta minha renovação de fé.

Mas fica a experiência e a dica:

Devemos sempre estar atentos para os sinais de Deus, as oportunidades de entender a nossa própria fé, nossos limites, emoções e todo o nosso amor. Porque assim são aqueles que acreditam em Jesus, que vivem da graça. Viver uma rotina, esquecendo de que o que nos move sempre é o fogo do Espírito Santo e este não para.

Paz e bem da parte do Senhor Jesus

Milton Cesar

Te chamam de Deus e de Senhor
Te chamam de Rei, de SalvadorE eu me atrevo a Te chamar de meu AmorTe chamam de Deus e de Senhor
Te chamam de Rei, de Salvador
E eu me atrevo a Te chamar de meu Amor

Yeshua, Yeshua
Tu és tão lindo
Que eu nem sei me expressar
Yeshua, Tu és tão lindo

39 º Encontro (Catequese) – Uma conversa franca sobre a Igreja

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 39/40)

Muita gente acha que ser da igreja é sempre estar em penitência, no sofrimento. Ou ter comportamentos ditos adequados (mas só para outros verem), esquecem que o ser igreja é antes de tudo ser feliz: Alegrai-vos sempre no Senhor, alegrai-vos! A igreja é também a casa de Deus, merece respeito, reverência, mas nunca sofrimento, tristeza e engana-se quem acha que a nossa igreja católica não possui regras e dogmas, e que é tudo de qualquer jeito. Nós temos mais de 2000 anos de tradição e foi esta firmeza na fé que fez a igreja chegar até aqui. Mas para todos que estão fazendo esta vivência na fé, este é o momento para termos uma conversa franca sobre a igreja. Falaremos sobre curiosidades, dogmas de fé, tradição e a alegria de ser igreja.

folhadeencontromod.3-26

Sugestão para folha de encontro

Neste encontro sugiro começar com um grande abraço da paz e o canto Vem Espírito

Depois pode-se pedir que cada um fale o que mudou na sua vida neste tempo de caminhada (deixar livre para quem quiser falar ou não)

Depois entremos no tema e falaremos sobre a igreja católica, a nossa igreja. Como é importante entendermos que o ser igreja é também um jeito de viver e esse jeito demanda aceitar algumas coisas. (veja aprofundamento para o catequista)

No terceiro momento é hora de acertar os últimos detalhes antes da celebração do Crisma, e acertar leitores e vários outros pontos da missa deste dia (já venho falando destes pontos em várias postagens anteriores)

Momento de oração:

Ambientação: velas, cruz e Bíblia

Material: papel e canetas

Desenvolvimento: todos devem escrever seu nome em uma folha de papel e uma intenção pelo que vai rezar durante a semana. Depois coloca-se os papeis próximo a Bíblia. E fazem uma oração no silêncio, depois de um tempo todos refletem sobre a música A Paz que eu sempre quis – Vida Reluz (deixar a música tocar e esperar que todos escutem, orientando para que enquanto isso fiquem em oração). Após esse momento todos pegam um dos papéis escritos anteriormente, mas não pode ser o seu próprio. A orientação é que cada um reze pela sua intenção e pela do outro que escreveu no papel durante a semana. Um irmão, deve sempre orar pelo outro.

Depois faz-se a oração final e canta-se  a música Jesus pra sempre – Comunidade Doce Mãe de Deus 

Lembrando que no próximo encontro será o ultimo desta preparação pode ser sugerido um café compartilhado onde cada um (daqueles que se disporem levem alguma coisa para ser compartilhada) ou a comunidade banque, pois será um encontro mais descontraído.

Aprofundamento para o catequista:

A igreja é o local mais indicado para o encontro dos fiéis. Não acredito quando uma pessoa se diz católica, mas não vai na igreja. Isso não é ser católico é só se dizer católico, sem ser. Isso não exclui a casa de cada um como local importante para se manter fiel. Mais ainda os locais onde frequentamos como: escola, curso, trabalho, bairro… podem e devem ser também espaços para mostrarmos a nossa fé. E quando digo mostrarmos a nossa fé, não estou dizendo ficar condenando ninguém que não seja da nossa igreja, ou ficar apontando os erros. Muito menos ser omissos quando percebemos algo que vai contra Deus.

O católico é católico 24 horas por dia, e não só nas missas ou na igreja, mas sim em todos os lugares. A Igreja Católica Apostólica Romana não é uma bagunça como alguns acham, e muito menos um espaço onde tudo pode. A igreja tem suas regras e estas regras não são um impedimento, mas sim um bom guia e comportamento para que a fé não se perca em meio as coisas do mundo.

O católico deve no minimo:

  1. Receber os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma)
  2. Receber o Sacramento da Confissão (é recomendável que ao menos uma vez ao ano cada fiel faça a sua confissão)
  3. Participar das missas e celebrações
  4. Participar da igreja (existem grupos de oração, terço, jovens, perseverança (adolescentes), dízimo, catequeses, ministérios, limpeza, Batismo, ECC (Encontro de Casais com Cristo), liturgia, círculos bíblicos, novenas e várias outras pastorais)

O padre é autoridade dentro de uma comunidade, mas para o bom funcionamento é necessária a colaboração de todos e também a formação de uma equipe de administração, na verdade chamado Conselho Pastoral, onde o coordenador (ou animador como tem sido o costume chamar ultimamente) de cada Pastoral faz parte.

A igreja segue o Código de Direito Canônico que é a constituição da igreja e vale para o mundo todo. Nele estão as regras para tudo que se faz dentro da igreja (do recebimento dos sacramentos a ordenação dos padres e até da escolha do Papa). É de lá que sabemos que quem pode ser padrinho de Batismo (ou Crisma também) deve ter recebido os Sacramentos da Iniciação Cristã, deve ser solteiro ou ter recebido o Sacramento do Matrimônio (não pode viver junto apenas) e ter 18 anos ou mais. Lá diz que o crismando só está apto a receber o sacramento da Confirmação (Crisma) com 15 anos ou mais. Fala-se da indissolubilidade do Sacramento do Matrimônio,  ou seja : O que Deus uniu o homem não separa. Mas também é explicado que em alguns casos bem específicos o matrimônio pode ser anulado. Para tudo tem os procedimentos para se conceder o sacramento mas também os impedimentos.Fica claro a função dos padres, bispos e até do Papa e vários outros pontos da igreja. Por isso mesmo eu discordo da flexibilidade algumas vezes praticadas por alguns padres e/ou comunidades afim de não perder o fiel,mas estes muitas vezes só procura a igreja na hora de receber algum sacramento como Batismo ou Matrimônio, são o que chamo de católico turista.

O Católico Turista:

O Católico Turista é aquele que só vai na igreja quando precisa batizar um filho ou ser padrinho, ou vai se casar. Também tem aqueles turistas que só vão em missas de 7º dia ou na semana santa. Ou que só aparecem em festas juninas. Estes não são católicos na sua totalidade, mas precisam ser resgatados e voltarem a igreja. Até entendo que hoje em dia as exigências do trabalho atrapalham, mas é impossível não sobrar um tempo para Deus, já que a maioria das igrejas tem missas em horários e dias diversos para atender a todos. Não sou daqueles que não concordam quando alguém proclama que a fé dele é só ele e Deus e não precisa da igreja. A igreja é o lugar onde o próprio Jesus disse que estaria e esta igreja seria construída em Pedro, além dele próprio dizer que estaria onde dois ou mais estivessem reunidos. O mundo fora da igreja não leva a lugar nenhum pois as tentações são maiores, já dentro da igreja o viver o amor de Deus é intenso.

Igreja Humana e Santa

A igreja é Santa e humana.

Santa porque é a casa de Jesus, da Santíssima Trindade e onde reina o amor de Deus.

Humana porque acima de tudo é feita por nós seres humanos. E é justamente esta parte humana que precisa a cada dia mais se integrar e nascer para uma vida nova em Jesus Cristo. Ninguém vai negar todos os problemas que um grupo de pessoas juntas acabam tendo. Algumas vezes acontecem discussões, fofocas e mágoas, porque falta sempre o diálogo, mas não um diálogo comum e sim uma conversa baseada na oração e no consenso do que é melhor para a igreja. Um padre muito centralizador não colabora com o crescimento da comunidade, assim como um padre omisso também não. Pessoas que estão a frente de alguma pastoral devem também saber lidar com as divergências e ponderar sobre os melhores caminhos a se tomar, sempre orientados pela oração e com a ajuda do padre. nenhuma comunidade vai ter todas as pessoas concordando com tudo, mas é importante não ter um dos maiores pecados do mundo atual (acho que deveria entrar na lista dos pecados mortais): a fofoca. Grupos diferentes tem que saber respeitar os outros e todos devem entender que a igreja é de todos e não só de um grupo ou de uma pessoa. Somos irmãos em Cristo e devemos também cuidar da sua igreja.

Milton Cesar (Fides Omnium)

Curiosidades:

Jesus-cordeiro

O crucifixo é muito usado pelos católicos como simbolo. Nas igrejas existem crucifixos, muitos usam como adereço, principalmente no pescoço. Isso causa certa polêmica com nossos irmãos protestantes que dizem que adoram um Deus vivo. Nós católicos também amamos a Jesus vivo, mas a cruz nos lembra do sacrifício feito por Deus ao entregar seu filho único como cordeiro em expiação dos nossos pecados. Algumas pessoas também consideram utilizar a cruz como cordão com crucifixo para simbolizar que sabem do sacrifício de Jesus e sabem que devem sempre carregar a própria cruz.

Porque as igrejas tem nomes de santos?

É uma tradição da igreja dedicar muitos de seus templos a Santos e Santas, mas não são todos, e isso acontece por diversos motivos. Mas a principal é que na maioria das vezes uma igreja é construída por existe uma veneração de algum santo naquele lugar, então se mantém o nome do santo. Eu particularmente explicava nas catequeses que o nome da igreja ser o nome de um Santo(a) não quer dizer que a igreja não seja de Jesus. Só quer mostrar como Jesus era em vida, sempre se reunindo na casa de outras pessoas. Não me lembro de nenhuma narrativa bíblica dando conta de que Cristo levou seus seguidores para sua casa, mas sim de que foi acolhidos em alguma casa. Existe sempre o respeito a devoção das pessoas.

O princípio protestante de que “só a Bíblia” (Sola Scriptura)
Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria quase um milênio e meio para revelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (cf. Mateus 28, 19-20).
Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. A Bíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda: “Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!”(João 5, 39-40).
Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são ÚTEIS para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somente as Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (2 Tessalonicenses 2, 15; 3,6) Extraído do blog Ecclesia Militans

Algumas siglas da igreja que você já viu, e talvez não saiba o que significa

Alfa e Ômega

AlphaOmega1

Alfa e Ômega, significa o principio e fim. Deus é o principio e fim de tudo

 JHS (IHS)

 

Se você pensou: “Jesus Hóstia Sagrada”, errou (apesar de muitas hóstia trazerem esta inscrição) na realidade, JHS (ou IHS) é a sigla da expressão: “Iesus Hominun Salvator”, que significa: “Jesus Salvador dos homens”. “JHS: Monograma de Cristo que significa “Iesus* Hominun Salvator” (Jesus Salvador dos Homens), e não Jesus Homem Salvador como alguns erroneamente traduzem. O monograma IHS é a transcrição do nome abreviado de Jesus em grego, Ιησούς (em maiúsculas, ΙΗΣΟΥΣ). O “J” corresponde à pronúncia do “I” na antiguidade, assim como o “V” era empregado como “U”.

Como surgiu este monograma JHS usado pela Igreja católica?

Ele vem do grego “IHSUS”, aparece nos evangelhos dos apóstolos Marcos e Lucas. Transliterado para a forma latina passa a ser, “Iesus Hominun Salvator” (IHS)”. A criação deste monograma é de São Bernardino de Sena, no século XV, e mais tarde o fundador dos padres jesuítas, Santo Inácio de Loyola, no século XVI, adotou como emblema da Companhia de Jesus. O símbolo foi usado como carimbo em todas as publicações dos livros e documentos da Companhia de Jesus. Com o passar dos anos a sigla passa a ser um monograma usada como um dos símbolos Católicos.

XP

854px-Labarum.svg

Essa sigla aparece muito no dia a dia do católico, em paramentos, em casulas e até na Sagrada Eucaristia. Ela significa “Cristo” pois as letras gregas XP (Chi-Rho) são as primeiras duas letras de Χριστός, Cristo.

O monograma citado acima foi criado pelo imperador romano Constantino para simbolizar o Cristianismo

 

ICTYS

mat_05062010_02

Essa nós não convivemos muito, mas é bem importante. O símbolo era utilizado pelos primeiros cristãos (ainda chamados de nazarenos) para que eles pudessem se identificar de uma forma discreta, pois sofriam inúmeras perseguições na época. Então a palavra grega ICTYS (peixe) passa a ser a sigla de “Iesus Christus Theou Yicus Soter”, ou Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. E escrita em alguns lugares acabavam por identificar o lugar de culto ou casa de outro nazareno.

INRI

filmes_2179_a-paixao-de-cristo05

Lucas23,38: “E havia uma inscrição acima dele: Este é o Rei dos Judeus” 

Escrita normalmente em crucifixos, a sigla INRI significa “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum” ou “Jesus de Nazaré Rei dos Judeus”. Segundo o Evangelho de São João, Pilatos teria feito redigir o texto em latim, grego (Ἰησοῦς ὁ Ναζωραῖος ὁ Bασιλεὺς τῶν Ἰουδαίων) e hebraico (ישוע הנצרת מלך היהודים). Mesmo sobre o protesto do Sinédrio a placa foi fixada na parte superior da cruz.

Escute as músicas sugeridas:

22º Encontro (Catequese) – Eucaristia

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 22/40)

folhadeencontromod.3-9

Sugestão de folha de encontro

Neste encontro sobre Sacramentos vamos falar sobre a Santa Eucaristia, o sacramento dos sacramentos. É muito importante que seja um encontro Alegre e bem temático para esclarecer qualquer dúvida sobre o assunto já que alguns vão receber também este sacramento.

Ambiente:

A sugestão é que se tenha imagens da Eucaristia, uma mesa com um belo pão caseiro, uvas e suco de uva (mais aconselhável do vinho neste caso). Velas e uma Bíblia, tudo muito bem arrumado para proporcionar um ambiente agradável e reflexivo

Iniciamos com um abraço da paz, depois rezemos um Pai-Nosso e as Bem aventuranças (ou Sermão da Montanha como também é conhecido):

“Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”
São Mateus, 5,3-12a

Depois Cantemos o canto  O pão da vida.

Para iniciar sugiro que seja perguntado sobre o que eles entendem como Comunhão?

Após isso refletir com os catequizandos o sentindo de se comungar, viver em comunhão ou em comum-união parafraseando o sentido da palavra.

Entrar então no tema do encontro buscando sempre explicar o valor e a importância da Eucaristia na vida do fiel católico (observe o aprofundamento para o catequista)

Ter um momento para sanar dúvidas é muito importante.

Dividir o pão e o suco entre todos no sentido de repetir o gesto de Cristo.

Depois é hora do canto final, e a sugestão é a linda música Sacramento da Comunhão

A oração final pode ser espontânea onde cada um reza por suas intenções

Aprofundamento para o Catequista

pedro_a_redencao_torrent_dublado_2017

Sacramentos: Eucaristia

Na noite em que ia ser entregue e abraçando livremente a paixão,  ele tomou o pão deu graças e o partiu e o deu aos seus discípulos dizendo: Tomais todos e comei este é o meu corpo que será entregue por vós.” (1Cor 11,23-25) – É assim que dita a liturgia eucarística em todas as missas, baseando-se sempre no gesto que Jesus deixou quando estava com seus discípulos na chamada última ceia onde ele anunciou sua morte e deixou o pão e o vinho como símbolos do seu corpo e sangue sacrificados. Tudo isso foi a primeira comunhão de todos que o seguiam e dali por diante seria a de todos os fiéis.

Após a ressurreição de Cristo um dos gestos que o identificou junto aos discípulos foi justamente o partir do pão.

Vale salientar que antes de Cristo instituir a eucaristia ele já tinha feito várias refeições com seus seguidores, mas só após um bom tempo (praticamente 3 anos de caminhada) foi que ele fez todo o gesto. Por isso que a igreja pede que o catequizando tenha um tempo de vivência na catequese para receber este sacramento tão importante.

Como já foi dito sacramentos são sinais visíveis de Deus para o fiel. O sacramento da Eucaristia é um sacramento que pode ser renovado a cada missa e que vai estar presente na vida do católico sempre.

Transubstanciação

3827593106_3921c437a4

É a conversão de toda a substância do pão e do vinho na substância do corpo e sangue de Cristo.  

Eucaristia não é apenas pão e vinho é sim o corpo e sangue de Cristo que ao ser abençoado pelo padre na missa passa pela transubstanciação e torna-se verdadeira carne e verdadeiro sangue de Jesus. Lembrando que o padre na missa é “in persona Christi”(na pessoa de Cristo), ou seja ele está em Cristo e Cristo está nele.

A expressão “in persona Christi” quer dizer, literalmente, na pessoa de Cristo e só pode ser atribuída aos sacerdotes e ministros ordenados. Ela significa que quando o sacerdote age, ele o faz na pessoa de Cristo, ou seja, não é ele quem está agindo, mas Cristo.

Essa conversão ocorre na oração eucarística mediante a eficácia da Palavra de Jesus e da ação do Espírito Santo. Mas as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja as “espécies eucarísticas”,  permanecem inalteradas.

Então porque não se usa pão e vinho apenas e se utiliza a hóstia?

C__Data_Users_DefApps_AppData_INTERNETEXPLORER_Temp_Saved Images_missa

Esta pergunta já me foi feita um dia e a resposta é simples: a hóstia é um pão também. Aliás na época de Jesus tinha o pão ázimo cozido sem fermento apenas com a farinha, a hóstia é feita assim, mas como existem muitos fiéis e não se pode jogar fora as sobras pois seria o mesmo que jogar o corpo de Jesus no lixo, optou-se por usar este formato de pão, no caso a hóstia, que pode ser reservado no sacrário para poder ser levado para os enfermos acamados e não estraga facilmente como um pão comum.

Porém pode ser utilizado pão comum na missa também porém ao final tudo deve ser consumido.

Para se receber a Eucaristia é necessário uma preparação no caso fazer a vivência de fé na catequese para que se possa compreender o real sentido do Sacramento, afinal trata-se de um maiores pilares da igreja. Também é preciso que se esteja com o coração puro e livre de qualquer mágoa ou pecado. Para isso antes de se receber a primeira comunhão e todos os anos o fiel deve receber também o sacramento da Penitência  (Confissão).

Um exemplo de que quem não está preparado ou tem o coração com algum tipo de pecado é que Judas Iscariotes não comungou com os demais saindo no meio do gesto de Jesus para entrega-lo.

Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.

“Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.” 1Cor 11, 26-31

São Paulo esclarece bem quando fala da importância da comunhão e de como deve ser respeitada, a ponto de discorrer no versículo 29 sobre o fato de que só se deve comungar quem realmente pode distinguir o corpo e sangue de Cristo. Não podemos ir na missa e comungar só porque estamos lá, devemos sim sentir-se em comunhão e paz para isso.

Eis o mistério da fé

pacc83o-e-vinho-pascoa

A eucaristia é também um dos mistérios da fé, condicionada a vivência pessoal de cada pessoa na Igreja e no acreditar em Jesus Cristo. Quem não acredita não comunga da verdadeira eucaristia e sim apenas de um pedaço de pão. Já quem acredita recebe o próprio Cristo em seu corpo e com isso toda a graça do Pai. É mistério pois não conseguimos compreender como isso ocorre, e porque Jesus deixou este sacramento, porém este mesmo mistério tem feito milagres a mais de 2000 anos.

Recentemente algumas igrejas ditas pentecostais ou neo-pentecostais tem feito um dia ou dois (alguns casos mensais) onde distribuem o que chamam de Santa Ceia, nada mais é que uma imitação do que se é feito na Igreja católica. O ponto estranho é que a nossa Eucaristia sempre foi criticada pelos ditos evangélicos e agora instituíram a mesma coisa com outra roupagem, mas fazer o quê?

Na missa podemos dizer que são feitas duas partes, sendo a primeira de ensinamento e oração onde são lidas as leituras e feitos  os pedidos de perdão, orações e o louvor a Deus, e no segundo momento é onde fazemos memória do gesto de Cristo na última ceia. A missão de Jesus teve também os momentos de ensinar e depois os momentos de entrega da missão. Na última ceia Jesus anunciou sua morte, deixou a Eucaristia como meio de estar ainda mais conosco e entregou os discípulos a missão de continuar sua obra: “Fazei isso em minha memória.” Nós continuamos a cumprir o pedido de Jesus repetindo seu gesto a cada missa e seguindo evangelizando a todos os povos.

A Santa Ceia na Bíblia:

A Última Ceia foi relatada pelos quatro evangelhos sinóticos em Mt 26,17-30, Mc 14,12-26, Lc 22,7-39 e Jo 13,1; 17,26. Além disso, ela aparece também em 1 Cor 11,23-26.

O Milagre de Lanciano

Há aproximadamente treze séculos, um padre que duvidava que a hóstia consagrada é verdadeiramente o Corpo de Cristo, enquanto recitava a fórmula de consagração da eucaristia durante a missa, a hóstia milagrosamente converteu-se em carne e o vinho converteu-se em sangue. O padre que havia perdido a fé, teve um grande susto e naquele momento se deu conta do que realmente celebrava.

Uma comissão de estudos de 1971 presidida pelo professor Dr. Odoardo Linoli da Universidade de Sena constatou que a carne e o sangue contém glóbulos vermelhos e brancos ainda vivos; a carne e o sangue são do mesmo grupo sanguíneo, isto AB, muito comum entre os judeus, e constatou que é o mesmo sangue do Santo Sudário. Após este estudo não restou mais dúvida, a carne e o sangue conservados ainda hoje na cidade de Lanciano, são verdadeiramente Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para quem não conhece a fundo a Igreja Católica, não sabe que para um milagre ser aceito é feito muitos estudos e investigações quase incessantes até que todas as dúvidas sejam sanadas. As fotos abaixo são reais.

 

 

 

Leia também:

 

Atos dos Apóstolos: Que novidade é essa?

Animo, uma nova Catequese (Encontro 15/40 – Jesus Cristo – Complemento 10)

Espírito-Santo-de-Deus-7

Folheando os evangelhos em sua superfície, temos a impressão de estarmos lendo a história de Jesus. Do mesmo jeito, o livro Atos dos Apóstolos parece, à primeira vista, uma história dos primeiros seguidores de Jesus. De fato esses escritos são documentos importantes para conhecermos a época e a situação em que Jesus é os apóstolos viveram. São a expressão original da proclamação de fé das primeiras gerações de seguidores de Jesus. (Introdução – Que novidade é essa – Ser Igreja no Novo Milênio).

A história descrita nos Atos além de contar os passos dos primeiros cristãos se confunde com a própria história de Paulo. Mas logo em AT 1,8 já aparece qual é o tema e o programa do livro, Atos é por excelência o livro do Espírito Santo, o mesmo que estava em Jesus e que estará agora com os apóstolos e logo depois com todo e qualquer cristão batizado em nome do Pai, Filho e Espirito Santo. Em outras palavras, o Evangelho ou testemunho de Jesus penetrará todos os tempos e lugares.

quadro at - fidesomnium

No livro dos Atos escrito provavelmente por Lucas, antes mesmo do seu evangelho, o que se vê é a tentativa de mostrar o destino de cada discípulo, mas depois de um tempo a conversão de Saulo, que sai de perseguidor e se transforma (de certo modo) no maior divulgador da fé cristã nos anos seguintes, acaba tomando conta de boa parte do relato, principalmente porque aparentemente o autor passa a ser seguidor de Paulo (nome adotado por Saulo, ou melhor apenas assumido já que se tratava do seu nome romano apenas).  Mesmo assim não há um prejuízo para a narrativa já que naquela época seria praticamente impossível “dar notícias “de todos os apóstolos pois alguns acabaram seguindo para outras partes do mundo.

Um dos pontos que abrem o texto é logo a narração da ascensão de Jesus e também o recebimento do Espírito Santo (Pentecostes) por todos os seguidores do Mestre.

A história de Pedro e suas pregações também é bastante explorada, sendo assim fica um livro interessante que relata bem as dificuldades da caminhada de muitas comunidades (até hoje é assim) e por isso mesmo é um ótimo livro para ser lido em mutirão usando-o como base para um grande círculo bíblico.

No espaço que temos para falar na catequese não é possível aprofundarmos o tanto que deveríamos dentro do livro, mas não podemos deixar de estudá-lo a luz da nossa vivência na fé.

Conteúdo do Livro

  • At 1
    • Palavras iniciais a Teófilo (1-5)
    • Testemunhas até os confins da terra (6-8)
    • Jesus sobe ao céu (9-11)
    • Discípulos se reúnem de comum acordo (12-14)
    • Matias é escolhido para substituir Judas (15-26)
  • At 2
    • Espírito santo é derramado durante Pentecostes (1-13)
    • Discurso de Pedro (14-36)
    • Multidões aceitam as palavras de Pedro (37-41)
      • Batizados 3.000 (41)
    • Companheirismo cristão (42-47)
  • At 3
    • Pedro cura um mendigo manco (1-10)
    • Discurso de Pedro no Pórtico de Salomão (11-26)
      • “Restabelecimento de todas as coisas” (21)
      • Profeta semelhante a Moisés (22)
  • At 4
    • Pedro e João são presos (1-4)
      • Os que acreditaram chegam a 5.000 homens (4)
    • Julgamento perante o Sinédrio (522)
      • “Não podemos parar de falar” (20)
    • Oração pedindo coragem (23-31)
    • Discípulos compartilham o que têm (32-37)
  • At 5
    • Ananias e Safira (1-11)
    • Apóstolos realizam muitos sinais (12-16)
    • Presos e libertados (17-21a)
    • Levados novamente perante o Sinédrio (21b-32)
      • ‘Obedecer a Deus em vez de a homens’ (29)
    • Conselho de Gamaliel (33-40)
    • Pregação de casa em casa (41, 42)
  • At 6
    • Sete homens escolhidos para servir (1-7)
    • Estêvão é acusado de blasfêmia (8-15)
  • At 7
    • Discurso de Estêvão perante o Sinédrio (1-53)
      • Época dos patriarcas (2-16)
      • Liderança de Moisés; idolatria de Israel (17-43)
      • Deus não mora em templos feitos por humanos (44-50)
    • Apedrejamento de Estêvão (54-60)
  • At 8
    • Saulo persegue a congregação (1-3)
    • Ministério produtivo de Filipe em Samaria (4-13)
    • Pedro e João enviados a Samaria (14-17)
    • Simão tenta comprar espírito santo (18-25)
    • Eunuco etíope (26-40)
  • At 9
    • Saulo a caminho de Damasco (1-9)
    • Ananias enviado para ajudar Saulo (10-19a)
    • Saulo prega sobre Jesus em Damasco (19b-25)
    • Saulo vai a Jerusalém (26-31)
    • Pedro cura Eneias (32-35)
    • A generosa Dorcas é ressuscitada (36-43)
  •  At 10
    • Cornélio tem uma visão (1-8)
    • Pedro tem uma visão de animais purificados (9-16)
    • Pedro visita Cornélio (17-33)
    • Pedro declara as boas novas aos gentios (34-43)
      • “Deus não é parcial” (34, 35)
    • Gentios recebem espírito santo e são batizados (44-48)
  • At 11
    • Relato de Pedro aos apóstolos (1-18)
    • Barnabé e Saulo em Antioquia da Síria (19-26)
      • Discípulos chamados de cristãos pela primeira vez (26)
    • Ágabo prediz fome (27-30)
  • At 12
    • Tiago é morto; Pedro é preso (1-5)
    • Pedro libertado milagrosamente (6-19)
    • Herodes ferido por um anjo (20-25)
  • At 13
    • Barnabé e Saulo enviados como missionários (1-3)
    • Ministério em Chipre (4-12)
    • Discurso de Paulo em Antioquia da Pisídia (13-41)
    • Ordem profética de se voltarem para as nações (42-52)
  • At 14
    • Crescimento e oposição em Icônio (1-7)
    • Considerados deuses em Listra (8-18)
    • Paulo sobrevive a apedrejamento (19, 20)
    • Fortalecendo as congregações (21-23)
    • Volta a Antioquia da Síria (24-28)
  • At 15
    • Discussão em Antioquia sobre a circuncisão (1, 2)
    • O assunto é levado a Jerusalém (3-5)
    • Anciãos e apóstolos se reúnem (6-21)
    • Carta do corpo governante (22-29)
    • Abster-se de sangue (28, 29)
    • Congregações encorajadas pela carta (30-35)
    • Paulo e Barnabé se separam (36-41)
  •  At 16
    • Paulo escolhe Timóteo (1-5)
    • Visão sobre o homem macedônio (6-10)
    • Conversão de Lídia em Filipos (11-15)
    • Paulo e Silas presos (16-24)
    • O carcereiro e os da sua casa são batizados (25-34)
    • Paulo exige uma retratação oficial (35-40)
  • At 17
    • Paulo e Silas em Tessalônica (1-9)
    • Paulo e Silas em Bereia (10-15)
    • Paulo em Atenas (16-22a)
    • Discurso de Paulo no Areópago (22b-34)
  • At 18
    • Ministério de Paulo em Corinto (1-17)
    • Volta a Antioquia da Síria (18-22)
    • Paulo parte para a Galácia e a Frígia (23)
    • O eloquente Apolo recebe ajuda (24-28)
  • At 19
    • Paulo em Éfeso; alguns são batizados novamente (1-7)
    • Atividades de ensino de Paulo (8-10)
    • Bons resultados apesar do demonismo (11-20)
    • Tumulto em Éfeso (21-41)
  • At 20
    • Paulo na Macedônia e na Grécia (1-6)
    • Ressurreição de Êutico em Trôade (7-12)
    • De Trôade a Mileto (13-16)
    • Paulo se reúne com anciãos de Éfeso (17-38)
      • Ensino de casa em casa (20)
      • “Mais felicidade em dar” (35)
  • At 21
    • A caminho de Jerusalém (1-14)
    • Chegada a Jerusalém (15-19)
    • Paulo segue o conselho dos anciãos (20-26)
    • Tumulto no templo; Paulo é preso (27-36)
    • Paulo recebe permissão de falar à multidão (37-40)
  • At 22
    • Defesa de Paulo perante a multidão (1-21)
    • Paulo usa sua cidadania romana (22-29)
    • O Sinédrio é reunido (30)
  • At 23
    • Paulo fala perante o Sinédrio (1-10)
    • Paulo encorajado pelo Senhor (11)
    • Conspiração para matar Paulo (12-22)
    • Paulo transferido para Cesareia (23-35)
  • At 24
    • Acusações contra Paulo (1-9)
    • Defesa de Paulo perante Félix (10-21)
    • O caso de Paulo é adiado por dois anos (22-27)
  • At 25
    • Julgamento de Paulo perante Festo (1-12)
      • “Apelo para César!” (11)
    • Festo apresenta o caso ao rei Agripa (13-22)
    • Paulo perante Agripa (23-27)
  •  At 26
    • Defesa de Paulo perante Agripa (1-11)
    • Paulo descreve sua conversão (12-23)
    • Reações de Festo e de Agripa (24-32)
  • At 27
    • Paulo navega para Roma (1-12)
    • Tempestade atinge o navio (13-38)
    • Naufrágio (39-44)
  • At 28
    • Na ilha de Malta (1-6)
    • Curado o pai de Públio (7-10)
    • Continua a viagem para Roma (11-16)
    • Paulo fala com os judeus em Roma (17-29)
    • Paulo prega com coragem por dois anos (30, 31)

Pontos interessantes:

  • Após At 1,13 nenhum outro discípulo, exceto Pedro e João tem seu nome citado no texto
  • Existem 32 citações do Antigo Testamento no livro
  • Atos dos Apóstolos em grego: Πράξεις των Αποστόλων; transliteração.: ton praxeis apostolon; em latim: Acta Apostolorum
  • É o quinto livro do Novo testamento dentro do cânon oficial

15º Encontro (Catequese) – Atos dos Apóstolos

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 15/40)

folhadeencontromod.3-4

Sugestão para Folha de Encontro

Décimo quinto encontro e chegamos num ponto muito interessante, pois trataremos de parte da base do Crisma, que é o sacramento do Espírito Santo, nada melhor que o próprio livro do Espírito Santo para começar a ilustrar isso.

Para abrir o encontro além dos cumprimentos tradicionais, a sugestão é iniciarmos cantando a bela música Vinde Espírito Santo – Vida Reluz, uma boa canção para também refletirmos sobre a importância do espírito santo na comunidade. Logo em seguida oremos a Invocação ao Espírito Santo (Vinde Espírito Santo)

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua consolação.Por Cristo Senhor Nosso. Amém

Depois poderemos entrar diretamente no tema, contando a história dos Atos dos Apóstolos apontando sempre os principais pontos. depois poderemos dedicar uma à parte para contar a história de São Paulo. (Veja o Aprofundamento ao Catequista)

Uma sugestão neste momento é fazer uma grande oração reflexiva. Com a música O Céu se Abre – Adoração e Vida, bom para que todos fechem os olhos e com a música tocando de fundo, os catequistas (ou um apenas) reflete sobre todos os pedidos que poderiam ser feitos para Deus,pedindo sempre que o Espírito Santo possa repousar sobre cada um. Reserve no minimo 10 minutos para este momento e depois com todos já de olhos abertos cantem a música e no final todos de mãos dadas podem estar rezando o Pai Nosso e uma Ave Maria.

 

evangelho_segundo_sao_marcos

Aprofundamento para o catequista

Os Atos dos Apóstolos [At](Actos dos Apóstolos) (em grego: Πράξεις των Αποστόλων; transl.: ton praxeis apostolon; em latim: Acta Apostolorum) é o quinto livro do Novo Testamento. Geralmente conhecida apenas como Atos, ele descreve a história da Era Apostólica. O autor é tradicionalmente identificado como Lucas, o Evangelista. O Evangelho de Lucas e o livro de Atos formavam apenas dois volumes de uma mesma obra. O objetivo desse livro é mostrar a ação do Espírito Santo na primeira comunidade cristã e, por ela, no mundo em redor. O conteúdo do livro não corresponde ao seu título, porque não se fala de todos os apóstolos, mas somente de Pedro e de Paulo. João e Filipe aparecem apenas como figurantes. Entretanto, não são os atos desses apóstolos que achamos no livro, mas antes a história da difusão do Evangelho, de Jerusalém até Roma, pela ação do Espírito Santo. Um dos pontos importantes é o Pentecostes onde todos os seguidores foram banhados pelo fogo do Espírito Santo após a ascensão de Jesus. Outro ponto é a conversão de Saulo, um dos maiores perseguidores dos cristãos, que se tornaria Paulo e este por sua vez levaria a palavra de Deus para todos do mundo. Os detalhes do inicio da comunidade de fé, com suas dificuldades e tudo o mais também são muito interessantes e provam o quanto a fé deve ser perseverante.

Lucas e o seu conhecimento sobre Jesus é tirado sobretudo do contato com Paulo, de quem foi discípulo. O apóstolo Paulo o cita em várias passagens de suas cartas:

  • Fm 1, 24 – É um dos companheiros de trabalho
  • Cl 4, 14 – O chama de “caro médico”
  • 2Tm 4, 11 – Paulo escreve a Timóteo dizendo que todos o abandonaram, exceto um: “somente Lucas está comigo”, era um momento em que o apóstolo estava preso.

Lucas, El_Greco_035

A obra de Lucas

No complexo, as obras de Lucas se complementam e ao mesmo tempo se distinguem. O Evangelho coloca o seu foco em Jerusalém, que é o ponto de chegada de Cristo, onde ele viverá a paixão, a sua morte e ressurreição. Por outro lado os Atos dos Apóstolos mostram como a mensagem de Cristo, chegada a Jerusalém, se difunde, a partir de Jerusalém, da Pentecostes, a toda  a terra, entre os gentios, chegando no centro do mundo de então, isto é, Roma.

 

 

Objetivo dos Atos dos Apóstolos

No primeiro capítulo da obra, contando a ascensão de Cristo aos céus, Lucas (Atos 1,8) coloca na boca de Jesus as seguintes palavras, dirigidas aos seus discípulos:

“Recebereis uma foraça,  a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e a Samaria, e até os confins da terra”.

O plano dos Atos dos Apóstolos é mostrar como essa missão dada por Jesus aos apóstolos se realiza:

  • A fé se implanta em Jerusalém (capítulos 15)
  • Depois do martírio de Estêvão começa a expansão do cristianismo, graças aos gentios, pagãos convertidos (6,18,3)
  • O Evangelho chega a Samaria (8,4-25)
  • Também em Cesareia, onde os pagãos (gentios) entram pela primeira vez na Igreja (8,2611,18)
  • A mensagem de Cristo chega à Antioquia (11,19 seguintes)
  • Primeira viagem de Paulo leva o Evangelho a Chipre e Ásia Menor (13 14)
  • Na segunda e terceira viagens de Paulo, a Palavra de Jesus chega à Macedônia e Grécia (15,3618,22) e a Éfeso (18,2321,17)
  • Finalmente a mensagem cristã chega em Roma (27 28), que, vista desde Jerusalém, significa “os confins da terra” e Lucas pode encerrar assim o seu livro.

14998435_yiJQm

De Saulo a Paulo?

“Então Saulo, chamado também Paulo, cheio do Espírito Santo, cravou nele os olhos e disse-lhe…” (At 13 ) 

Saulo nunca mudou de nome

Lucas usa pela primeira vez o nome romano Paulo, e a partir deste ponto do texto em todos os seus escritos usa sempre Paulo. Lucas neste momento faz a transferência de Paulo para o primeiro plano na evangelização dos gentios; quer dizer ele não é mais um simples auxiliar de Barnabé, mas é o verdadeiro chefe da missão. É verdadeiramente Paulo seguidor de Cristo. Um judeu convertido ao cristianismo que se chamava Saulo, Batizados por Ananias em Damasco, e que deste momento em diante é o chefe da missão. (a Bíblia.org)

paulo

Significado do nome Saulo:

 A origem do nome Saulo é hebraico, vem de Saul que passa a ser Saulo na literatura grega. O significado do nome Saulo é: “Aquele que foi conseguido por meio de orações”.

Saulo era de Tarso.

Ele não mudou de nome na verdade.

Muitos supõem equivocadamente que Deus mudou o nome de Saulo para Paulo após Saulo se converter do judaísmo para o Cristianismo, o que aconteceu durante seu encontro com Cristo no caminho para Damasco (At 9, 1-9).  Ao contrario da mudança que Jesus fez do nome de “Simão” para “Pedro”, significando o papel especial que ele teria na Igreja (Mt 16,18), no caso de Paulo não houve nenhuma mudança.

Paulo de Tarso nasceu judeu, “circuncidado no oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, um hebreu parente dos hebreus, em observância da lei dos fariseus” (Fl 3,5)

O nome hebreu dado de seus pais a ele era Saulo, mas, como seu pai era um cidadão romano (e, no entanto, Saulo herdou a cidadania romana), Saulo também tinha o nome latino “Paulo” (At 16,37), o costume de dois nomes começou a se tornar comum nessa época.

Como ele nasceu em um ambiente fariseu rigoroso, o nome Saulo era o nome mais adequado para usar. Mas depois de sua conversão, Saulo decidiu mudar seu nome para anunciar o Evangelho aos gentios, então ele “limpou” o seu nome romano e se tornou conhecido como Paulo, nome que era conhecido entre os gentios.

Usando o nome romano Paulo ele tinha acesso a alguns lugares em que os judeus sem a cidadania romana não tinham e poderia assim fazer as viagens que fez. Vale salientar que a cidadania romana só era dada a quem não houvesse nascido romano a quem fizesse parte do seu exército, se casasse com um concidadão romano, tivesse alguma influência politica forte ou simplesmente comprasse. No último caso comprar a cidadania romana era muito caro o que mostra que Paulo vinha de uma família de posses.

Não podemos deixar de acreditar de que no meio dos nazarenos (como eram chamados então) Paulo era chamado de Saulo, mas a posterioridade acabou ficando com o primeiro nome, afinal qual foi uma das nações mais poderosas do mundo? Roma. Mas Paulo fez um trabalho muito importante, ele estendeu a pregação das palavras de Jesus para além da Palestina e entendeu que o amor de Cristo deveria e poderia ser compartilhado com todo o mundo.

Leia Mais:

9788534928335

 

14º Encontro (Catequese) – Evangelho de João

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 14/40)

SÃO JOÃO EVANGELISTA5

João retratado na Santa Ceia

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus.” (Jo 1)

Dentro dos evangelhos, João foi o único a não se basear no livro de Marcos e escreve o seu de maneira independente, apesar de contar a história do mesmo personagem. Por isso mesmo o Evangelho de Jesus Cristo segundo São João não faz parte dos chamados Evangelhos Sinóticos (ou semelhantes) como os de Mateus, Marcos e Lucas, e é um livro mais teológico, preocupado em mostrar a divindade do seu mestre. Junto com seu irmão Tiago (que ficaria conhecido como Tiago Maior) fez parte dos 4 primeiros discípulos a serem convidados por Jesus para segui-lo. Só a abertura do seu evangelho já mostra como João iria tratar a história de Jesus (veja na abertura da postagem). lembrando que ele também escreveu 3 cartas apostólicas e mais o Apocalipse.

Bem vindos ao nosso 14º encontro.

Espero que as sugestões destes encontros possa ajudar você ou o grupo no desenvolvimento desta proposta de vivência na fé que é a catequese. É bem difícil suavizar e modernizar a maneira de falar (escrever no meu caso) mas como eu tenho certeza de que cada catequista tem o seu jeito de falar fico até tranquilo quanto a isso.

Minha proposta é que no primeiro momento seja pedido que todos se cumprimentem com o abraço da paz, incluindo catequistas. Depois seria interessante que a oração inicial seja espontânea onde cada um possa estar falando pelo que está rezando neste momento (claro que sem forçar a barra e nem deixando este momento constrangedor).

Dependendo das condições de cada comunidade sugiro que seja deixado colado embaixo de cada cadeira um bombom (pode ser bala) ou que se ofereça bombons para eles diretamente na caixa (vale um toque: se for comprado bombons em pacotes ao invés de caixa, sai mais em conta e pode se ter a opção de todos os bombons serem iguais). Logo de cara proponho uma dinâmica, antes mesmo de entrarmos no tema.

Dinâmica Quem é Deus?

Consiste em se dar para cada catequizando uma tira de cartolina e um canetão (ou canetinha) onde cada um vai escrever a resposta em uma palavra da pergunta: Quem é Deus? Todos escrevem e colocam próximo a cruz ou a vela, ou o que tiver como ambientação no chão. Apenas próximo ao final do encontro será feito a plenária, onde cada um pega de volta a sua resposta e responde o porque escreveu esta definição.

No momento seguinte entramos no tema falando sobre João. Como se deu o seu chamado, porque ele se autodenominava “o discípulo que Jesus mais amava”, e também porque o evangelho dele é diferente dos demais.

Pedir que os catequisandos se dividam em grupos (dar o limite de pessoas para cada grupo) e dar leituras para eles lerem e dividirem entre eles como um jogral. Sugiro 5 grupos (mas dependendo do número de pessoas podem ser mais ou até menos grupos). Sugiro as leituras:

  1. Bodas de Cana: Jo 2,1-11;
  2. Cura do filho do funcionário real: Jo 4,46-54;
  3. Multiplicação dos pães: Jo 6,5-14;
  4. Cura do cego de nascença: Jo 9,1-16;
  5.  Ressurreição de Lázaro: Jo 11,1-44

Após este momento é hora de acertar as pendências como documentos para os sacramentos e sugiro que seja fechada uma data para um almoço ou jantar com os pais dos catequisandos, catequistas e o padre. A família é um eixo importante na vivência na fé. Também penso ser um bom momento para propor que eles façam a preparação de uma missa (ou celebração) onde eles serão leitores, comentaristas e farão parte das procissões que tiverem na missa (respeitando os costumes de cada comunidade e conversando com a equipe de liturgia) deste tipo de ação sempre aparecem cantores novos ou tocadores de algum instrumento, bons leitores também, além de pessoas que vão se integrar mais facilmente aos trabalhos da comunidade. Para quem é de fora parece que a Liturgia é algo muito distante da realidade e isso deve ser quebrado. Também é muito importante que os catequizandos se integrem cada vez mais com a missa, outro eixo fundamental da catequese.

Depois é o momento de fazermos a plenária da dinâmica, já como parte da oração. Cada um fala o porque definiu Deus com aquela palavra e fica em silêncio após isso. Sugiro que façamos a oração de São João Evangelista, junto com um Pai Nosso e cantemos o nosso canto final : Recado de Deus e depois podemos partir com a missão de transmitir a paz para que encontrarmos.

folhadeencontromod.3-3

Sugestão para folha de encontro

411a629fa8134816e7686ddd8e4b0cac

João Batista aponta para João e André quem é o verdadeiro enviado de Deus

 

Aprofundamento para o catequista

O quarto evangelho, a princípio tem a mesma estrutura dos evangelhos sinóticos: inicialmente mostra o testemunho de João Batista sobre Jesus, depois apresenta várias passagens e acontecimentos da vida de Cristo, e termina com os relatos de sua paixão, morte e ressurreição. No entanto destaca milagres ou aspectos da pregação de Jesus que não são relatados pelos sinóticos: o início da vida pública de Jesus nas bodas de Cana; a ressurreição de Lázaro; o lava pés; a questão do paráclito; o longo discurso sobre o pão da vida que vem após a multiplicação dos pães; é o único a apresentar as três grandes festas judaicas; Jesus toma posse da fórmula “Eu sou”, que é própria de Deus. O evangelho segundo João é o evangelho mais puro, o mais radical, o mais teológico, com uma cristologia mais desenvolvida que se preocupa em apresentar a divindade de Cristo.

Para o povo judeu do AT a fé está na lei de Moisés, no culto centrado em Deus efetuado no templo, João vai colocar o eixo em Jesus. Jesus é a Lei, Jesus substitui o templo e a fé está na pessoa de Cristo.

O Autor

A tradição antiga da Igreja identificou a autoria deste evangelho como sendo de João o discípulo amado de Cristo. “Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e foi quem as escreveu: e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro” (21,24).

Santo Ireneu de Lyon (+/- 125/140 d.C) é o autor mais antigo que afirma a autoria do quarto evangelho à João: “Em seguida, o discípulo do Senhor, o mesmo que repousou sobre o seu peito, publicou também o evangelho durante sua estada em Éfeso”. Provavelmente o livro foi escrito no final do primeiro século, entre os anos 90 e 100 d.C. na localidade de Éfeso. (Para nós abrasileiramos o nome do santo para Irineu de Lião)

Destinatário

Diferente dos evangelhos sinóticos que tem um destinatário concreto, Marcos escreve para Romanos, Mateus para Judeus e Lucas para Gregos, João tem um destino universal, pois escreve não para uma comunidade específica, mas para todas as comunidades cristãs.

Objetivo de João

O propósito de João é inspirar nos leitores a fé em Jesus e está claro nas conclusões finais do capítulo 20,30-31: Crer que Jesus é o Filho de Deus para se ter vida

“Eu Sou”

A fórmula “Eu Sou” como a vemos no livro do Êxodo quando Deus se apresenta à Moisés dizendo “Eu sou aquele é”, é própria do Criador, no entanto Jesus toma posse desta expressão para auto-definir-se:

  • 6,35 “Eu sou o pão da vida”
  • 9,5 “Eu sou a luz do mundo”
  • 10,7-9 “Eu sou a porta”
  • 10,11-14 “Eu sou o bom pastor”
  • 11,25 “Eu sou a ressurreição”
  • 14,6 “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”
  • 15,1 “Eu sou a videira”

O Paráclito

João não usa a palavra Espírito Santo mas a expressão Paráclito várias vezes nos discursos de despedidas dos discípulos, no entanto diferente do evangelho de Lucas que apresente Jesus como cheio do Espírito Santo para João é pelo Espírito Santo que se perpetua a presença de Jesus entre seus seguidores, é o Espírito que nos ilumina e nos dá a conhecer profundamente a pessoa de Jesus.(Espírito = Paráclito, Espírito da Verdade, Espírito Santo).

1- Espírito enviado pelo Pai: 14,15-17: “e rogai ao Pai e ele vos dará outro Paráclito, para que convosco permaneça para sempre”;

2- Espírito enviado por Cristo: 16,7: “se eu não for o Paráclito não virá a vós, mas se for envia-lo-ei à vós”;

3- Para recordar todas as coisas: 14,26: “mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse”;

4- Para revelar as coisas futuras e glorificar a Jesus: 16,13: “quando vier o Espírito da Verdade, ele vos guiará na verdade plena…e vos anunciará as coisas futuras”;

5- Para testemunhar a Cristo: 15,26: “quando vier o Paráclito…dará testemunho de mim”.

Conforme a tradução da Bíblia Ave Maria paráclito é uma palavra grega que significa advogado, intercessor.

jesus_ministerio_g22

Os milagres de Jesus

João não utiliza a palavra milagres para falar das grandes realizações de Jesus mas utiliza-se da expressão grega “semeion” que significa sinais.

Sinais significam o indício revelador de alguma coisa, pode ser um milagre ou não. João apresenta seis sinais como forma de provar que Jesus é o enviado do Pai e que o que interessa realmente não é o sinal em si mas o autor deste:

Bodas de Cana: 2,1-11;

Cura do filho do funcionário real: 4,46-54;

Cura do enfermo na piscina de Betsaida: 5,2ss

Multiplicação dos pães: 6,5-14;

Cura do cego de nascença: 9,1-16;

Ressurreição de Lázaro: 11,1-44;

Sendo que o grande sinal, o de número sete, é sua própria Ressurreição (Jo 20), como forma de apresentar a perfeição dos tempos no Cristo ressuscitado.

Para o povo da Bíblia os números são muito significativos, o número 7 significa: perfeição. Por isso quando Pedro pergunta à Jesus: quantas vezes devemos perdoar, 7? Jesus responde não 7 mas, deveis perdoar 70 x 7.

Eucaristia

Para os sinóticos Jesus instituiu a Eucaristia na quinta-feira santa. João coloca na quarta-feira o relato do lava-pés, para dizer que a Eucaristia deve levar à um gesto concreto, mostra Jesus como aquele que serve, como escravo. (diakonia em grego = serviço).

Para João a Eucaristia se dá no capítulo 6,11 (multiplicação dos pães) onde o que importa e dar graças e distribuir.

Jesus é o templo

Os evangelhos sinóticos narram a expulsão dos vendilhões do Templo como acontecida na última Páscoa, no final do mistério de Jesus. Para João este fato está na primeira Páscoa (2,13ss), quando Jesus começa a pregar, pois para encontrar Deus o lugar não é mais o Templo, mas a própria figura de Jesus. A partir de agora se adora em Espírito e Verdade.

As três páscoas em João

O Evangelista João mostra que conhece profundamente a cultura judaica, apresentando no ministério de Jesus três Páscoas (três anos de vida pública), além das outras principais festas Judaicas, como o Pentecostes, Tendas e a Festa da Dedicação.

1ª Páscoa: Jo 2,13-22; acontece após o início de seu ministério com as bodas de Cana.

Festa de Pentecostes: Jo 5,1, embora o texto não revele que era pentecostes, subentende-se por que se dá logo após a descrição da primeira Páscoa. (Pentecostes em grego significa quinquagésimo, é a festa da colheita ou das primícias realizada pelos judeus cinqüenta dias após a Páscoa).

2ª Páscoa: Jo 6,4; é a Páscoa precedida da multiplicação dos pães.

Festa das Tendas ou Tabernáculos: Jo 7,2, recordava os quarenta anos de permanência do povo no deserto quando saíram do Egito.

Festa da Dedicação: Jo 10,22, dedicação ou purificação do Templo que havia sido profanado no ano 200 a.C.

3ª Páscoa: Jo 11,55; 12,1 e 13, 1, é a Páscoa da morte e Ressurreição de Jesus, esta é apresentada pelos quatro evangelistas.

Com este estilo teológico de escrever João quer mostrar que com a vinda de Jesus termina o culto antigo representado pelas festas e pelo Templo. O novo Templo agora é Jesus e a Ele se deve o culto, este é o sentido da vida de Cristo.

Jesus é o Logos

Para os sinóticos a divindade de Jesus vai se revelando aos poucos.

João apresenta Jesus desde o princípio como o messias o filho de Deus (1,1-2,14).

João ainda usa a palavra verbo para dar dinâmica a Jesus.

Títulos de Jesus

Mateus: Emanuel (1,2328,20);

Marcos: Filho de Deus (1,115,39);

Lucas: não há título específico mas Jesus é o possuído pelo Espírito Santo;

João apresenta Jesus como o cordeiro de Deus 1,2919,36.

O discípulo que Jesus amava

A expressão “o discípulo que Jesus amava” aparece em João cinco vezes, isto é um fato enigmático:

  1. No anúncio da traição (13,22): “Estava à mesa, ao lado de Jesus, um de seus discípulos, aquele que Jesus amava”;
  2. Aos pés da cruz (19,25-26): “Perto da cruz de Jesus permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria mulher de Cleofas, e Maria Madalena. Jesus, então, vendo sua mãe, e perto dela, o discípulo a quem amava”;
  3. No sepulcro (20,2): “Maria Madalena…corre, então e vai a Simão Pedro e ao outro discípulo, que Jesus amava”;
  4. Reconhece Jesus a beira do lago de Tiberíades (21,7): “Aquele discípulo que Jesus amava disse então a Pedro: É o Senhor”;
  5. Pedro vê o discípulo (21,20): “Pedro, voltando-se, viu que o seguia o discípulo que Jesus amava”.

Os que falavam com Jesus

Ao invés das parábolas João usa de vários diálogos com Jesus. Conta diversos encontros do mestre com outros personagens. Seus principais interlocutores são: Nicodemos, a Samaritana, a multidão, as irmãs de Lázaro….

Oração

Mateus e Lucas apresentam o Pai nosso.

Lucas mostra Jesus orante em muitos momentos decisivos.

João apresenta a Oração sacerdotal no capítulo 17: oração pelos 12

“Pai, é chegada a hora. Glorifica teu Filho, para que teu Filho glorifique a ti; 2.e para que, pelo poder que lhe conferiste sobre toda criatura, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe entregaste. 3.Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste. 4.Eu te glorifiquei na terra. Terminei a obra que me deste para fazer. 5.Agora, pois, Pai, glorifica-me junto de ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti, antes que o mundo fosse criado. 6.Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e deste-mos e guardaram a tua palavra. 7.Agora eles reconheceram que todas as coisas que me deste procedem de ti. 8.Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram verdadeiramente que saí de ti, e creram que tu me enviaste. 9.Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10.Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado. 11.Já não estou no mundo, mas eles estão ainda no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós. 12.Enquanto eu estava com eles, eu os guardava em teu nome, que me incumbiste de fazer conhecido. Conservei os que me deste, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. 13.Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude da minha alegria. 14.Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. 15.Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. 16.Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. 17.Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. 18.Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19.Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. 20.Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. 21.Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. 22.Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: 23.eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim. 24.Pai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo. 25.Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste. 26.Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles.” São João, 17 

christ-calling-fishermen-1212783-wallpaper

Leia mais em:

 

Evangelho Segundo São Marcos

Animo, uma nova Catequese (Encontro 12/40 – Jesus Cristo – Complemento 7)

8b643429ed7074e04608bc26beed773b

 

O Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos é o mais antigo dos 4 evangelhos aceitos pela igreja como oficiais. Foi escrito provavelmente em Roma por volta de 65 d.C. época em que Pedro foi preso e depois martirizado. Esta data de composição é confirmada pelas alusões a Guerra Judaica e à destruição de Jerusalém (66-73 d.C) que podem se reconhecer no capitulo 13 de seu evangelho (onde Jesus faz a profecia da destruição do templo e Marcos usou de uma forma de parábola para comparar o que acontecia com as pregações do mestre). Se levarmos em conta a probabilidade de Marcos ser um jovem adolescente quando Jesus foi elevado aos céus e a época em que escreve seu evangelho, ele poderia ter cerca de 35 a 40 anos de idade.

Marcos decidiu registrar a história e os ensinamentos do mestre porque nestes anos, as testemunhas e os discípulos diretos de Jesus, pregadores do evangelho oral, estavam desaparecendo (muitos presos, outros já mortos). Marcos então registra os ensinamentos deles por escrito, criando o gênero literário do evangelho escrito. Respondeu assim às dúvidas que rodeavam a comunidade e forneceu ao mesmo tempo um “manual” para o novo impulso missionário e a expansão da comunidade. As explicações de usos judaicos (Mc 7) mostram que entre seus leitores havia pessoas que não eram de origem judaica também.

“A melhor maneira de sustentar a fé da comunidade é esclarecê-la. Para tanto é preciso voltar sempre àquilo que Jesus disse e fez. Repetindo o primeiro anúncio. Marcos “reevangeliza” a comunidade em crise. Mostra que Jesus não é um messias de sucesso fácil (o “Messias esperado”), mas um messias diferente (o “Messias inesperado”). Nem mesmo seus discípulos o compreenderam, até que ele levasse a termo sua obra. Jesus é o Filho do Homem, o Filho de Deus fiel até a morte por amor e exaltado por Deus na ressurreição, para conduzir novamente o seu rebanho, na “Galiléia” do mundo. [Cf. Mc 16,7].” (introdução ao Evangelho Segundo Marcos – Bíblia da CNBB). Apenas este texto já daria uma grande reflexão, e vou postar futuramente algo sobre isso.

Conteúdo Geral

quadrocronológico do evangelho de marcos

Quadro Cronológico do Evangelho de Marcos

Índice do Evangelho (assunto de cada capitulo)

Capitulo 1: Jesus e João Batista

Capitulo 2: A cura de um paralítico e as respostas de Jesus aos discípulos de João e aos fariseus.

Capitulo 3: Jesus cura multidões, chama seus discípulos e ensina sobre o pecado imperdoável

Capitulo 4: As parábolas de Jesus

Capitulo 5: Vários milagres

Capitulo 6: A missão dos doze discípulos, João Batista é morto. Outros milagres de Jesus

Capitulo 7: Jesus, os escribas e fariseus

Capitulo 8: Outros milagres e a confissão de Pedro

Capitulo 9: A transfiguração e diversos ensinos

Capitulo 10: O divórcio, as crianças, as riquezas, o poder e outros ensinos

Capitulo 11: Jesus em Jerusalém

Capitulo 12: Os impostos, a ressurreição, o maior mandamento e outros ensinos

Capitulo 13: O ensino de Jesus sobre o fim dos tempos

Capitulo 14: A ceia do Senhor, Jesus é preso e Pedro nega a Jesus

Capitulo 15: Jesus, Pilatos, Barrabás, a coroa de espinhos, a crucificação, morte e sepultamento de Jesus.

Capitulo 16: A ressurreição de Jesus e sua subida ao céu.

 

Parábolas 

O Sermão da Montanha

O Ministério na Galileia

Primeiro período

Discurso das Parábolas

(As parábolas a seguir são conhecidas como Discurso das Parábolas)

No Caminho de Jerusalém

O Ministério na Judeia

O Ministério final em Jerusalém

Milagres no Evangelho de marcos quadro

Vida e morte de Marcos

san marcusNos livros do Novo Testamento , Marcos é lembrado dez vezes, com o nome hebraico de João, com o nome romano de Marcos ou com o duplo nome de João Marcos (At 12, 12; 13,5; 15, 36-39Cl 4,10; Fm 1, 24; 2Tm 4, 11; 1Pd 5,13). Ele era filho daquela Maria em cuja casa reuniam-se os primeiros cristãos de Jerusalém e onde foi se refugiar o próprio Pedro após a libertação prodigiosa do cárcere (At 12, 1-25).

Marcos era hebreu de origem, nasceu provavelmente fora da Palestina, em uma família abastada. Pedro que o chama de “meu filho”, o teve certamente consigo em suas viagens a Roma, onde Marcos teria escrito seu evangelho. A antiguidade cristã, a começar por Pápias (130 d.C.), chama-o de “intérprete de Pedro”, pois ele escreve exatamente tudo aquilo de que se lembrava. Escreveu porém, o que o Senhor disse ou fez, não segundo uma ordem. Marcos não escutou diretamente o Senhor, nem o acompanhou, mas ele ouviu de Pedro tudo que dispunha de seus ensinamentos conforme as necessidades. Porém existe uma forte corrente de estudiosos que teorizam a probabilidade de a última ceia, e alguns encontros anteriores de Jesus e seus discípulos terem sido realizados na casa de Marcos, então uma criança. Se levarmos em consideração que apenas pessoas de altas posses teriam casas grandes o suficiente para abrigar 13 homens, mais algumas mulheres e alguns seguidores e ainda servir refeição a todos e em alguns casos até abrigo, também considerarmos que a família era amiga de Pedro e tudo indica ser uma família que logo seguiu os ensinamentos de Jesus e era rica, as evidências destas possibilidades se tornam muito mais palpáveis. Então na verdade Marcos teria sim tido uma convivência, mesmo que não tão intensa, com Jesus. Não podemos desconsiderar que Jesus gostava de ensinar também as crianças.saint-mark-1621

Além da familiaridade com São Pedro, o evangelista Marcos poderia orgulhar-se de uma longa convivência com o apóstolo Paulo, com quem se encontrou pela primeira vez em
44, quando Paulo e Barnabé levaram para Jerusalém a generosa coleta da comunidade de Antioquia. De volta Barnabé levou consigo seu sobrinho, o jovem Marcos. Após a evangelização em Chipre, quando Paulo planejou uma viagem mais trabalhosa e arriscada ao coração da Ásia Menor, entre as populações pagãs de Tauro, Marcos – conforme lemos no At –  se separou de Paulo e Barnabé e voltou a Jerusalém. Depois Marcos voltou ao lado de Paulo quando este estava prisioneiro em Roma.

images (1) Em 66 São Paulo nos dá a última informação sobre marcos, escrevendo da prisão romana a Timóteo: “”Só Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é bem útil para o ministério” (2Tm 4, 11). Os dados cronológicos da vida de São Marcos permanecem duvidosos. Ele morreu provavelmente em 68 de morte natural, segunda uma tradição, mas conforme outra tradição, foi mártir em Alexandria do Egito , onde teria sido arrastado pelas ruas até a morte.

marcos3

 

 

Os Atos de Marcos (alguns chamam de Evangelho Secreto de Marcos), um escrito do século IV, referem que Marcos, no dia 24 de abril, foi arrastado pelos pagãos pelas ruas de Alexandria, amarrado com cordas ao pescoço. Jogado ao cárcere, no dia seguinte, sofreu o mesmo tormento atroz e sucumbiu. A venda de seu corpo por parte de dois comerciantes e mercadores de Veneza não passa de uma lenda surgida em 828 d.C. Porém é justamente graças a esta lenda que, de 976 a 1071 foi construída a estupenda basílica veneziana dedicada a São Marcos.

 

Cada evangelista tem um simbolo

images (2)

Marcos: Símbolo : Leão . Seu evangelho começa falando do deserto. Geralmente as savanas possuem leões, além do símbolo de Roma ser um leão do Império ter adotado o cristianismo como religião. Mc 1,2-3

Na Liturgia

Na liturgia da Igreja Católica cada ano é dedicado a um dos evangelhos, mais o evangelho de João em épocas especificas. Marcos é o evangelho do ano B, seguindo o cânon da Bíblia, sendo Mateus ano A e Lucas ano C

O dia de São Marcos é 25 de Abril

são marcos na catedral

São Marcos(detalhe da Catedral Metropolitana de Campinas)

FB_20170103_08_09_12_Saved_Picture[1]

Imagem de São Marcos na Paróquia São Marcos, O Evangelista

A Paróquia São Marcos, O Evangelista fica em Campinas, SP, e é a única paróquia dedicada a São Marcos em toda a Arquidiocese de Campinas e uma das poucas no Brasil

É também a Paróquia em que cresci na fé, primeiro com uma breve passagem pela Comunidade São Francisco de Assis (Jardim Campineiro), depois exercendo ministério e várias funções na Comunidade Nossa Senhora Aparecida (Jardim São Marcos) e por último sendo coordenador e depois catequista da Comunidade Santo Antonio de Santana Galvão (CDHU San Martins) todas essas comunidades além das Comunidades São José da Esperança (Vila Esperança), Divino Espírito Santo – Matriz (Jardim São Marcos) e Santa Clara de Assis (Vila Olímpia) e Capela da Mãe da Misericórdia (Recanto Fortuna) fazem parte da Paróquia São Marcos e estão situadas na região norte de Campinas. Faço parte desta paróquia.

 

 

paróquia smarcos

Paróquia São Marcos, O Evangelista (Campinas) ainda em fase de obras

iamgem_destaque11-940x375

41-Par-S-Marcos-Evangelista-Campinas

Paróquia São Marcos, O Evangelista

Rua Adelino de Abreu, 166
Jardim São Marcos – CampinasSP
CEP: 13082-230

Fontes:

  • Bíblia Sagrada  – Edição da CNBB
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Livro: Um Santo Para Cada Dia – Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini – Edições Paulinas
  • Links da Bíblia Católica Online
  • Imagens da Internet e fotos pessoais