A morte não o segurou

Páscoa

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“Ressuscitou como disse… Aleluia! A vida venceu a morte!”

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano
“Quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Páscoa a todos!”

O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.

Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimatéia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seus grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.

Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente. Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.

Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepucro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Como Maria Madalena, também nós só veremos os sinais da ressurreição, quando levantarmos nossos olhos dos sinais de morte, e dirigirmos nosso coração para a VIDA. Enquanto estivermos afeiçoados àquilo que é egoísmo, ambição, ira, não perceberemos que a Vida está à nossa frente, e sofreremos as consequências da opção pelos atrativos mortais. Ao contrário, quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus.

Feliz Páscoa a todos!

Fonte: Vatican News

Quaresma e a hipocrisia das pessoas

Reflexão

Por Milton Cesar

Devo antes de começar, deixar bem claro que: A REFLEXÃO QUE VOU FAZER NÃO SE APLICA A TODOS MAS A UMA BOA PARTE!

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Pois bem, dito isso, vamos lá.

Depois dos “excessos” (dependendo do ponto de vista) do Carnaval, chega a quarta-feira de cinzas e os fiéis voltam ao seu “normal”. Digo isso porque muitos vão para as festas de carnaval e se esquecem de que são cristãos e não aplicam a máxima deixada por São Paulo na 1ª Carta a comunidade de Corinto: ““Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.”
I Coríntios, 6,12 – Bíblia Católica Online

As pessoas parecem entorpecidas (e muitos estão) pelo clima da festa e não se importam com mais nada. Não quero dizer que seja proibido “se divertir”, porém qual o significado disso tudo?

Ai chega a quarta-feira de cinzas e os antes foliões lembram-se que são “fiéis” e acorrem as igrejas. E olha que isso não é só com os católicos, mas também com nossos irmãos evangélicos e protestantes.

Depois vem a quaresma. Quarenta dias de reflexão e penitência, para fazer memória do sofrimento de Cristo. Ai vem a hipocrisia.

Muitos se abstém de carne ao menos uma vez na semana, geralmente às sexta-feiras ou as quartas, mas ao invés de se absterem de carne apenas, e muitas vezes promoverem churrascos no sábado para compensar, porque não vão alimentar uma família faminta? Porque não fazem da quaresma uma época para arrecadarem alimentos, agasalhos, cobertas, medicamentos para quem tem necessidade?

Seria mais significativo do que ficar no gesto (muitas vezes hipócrita) de se abster de carne ou jejuar.

Isso eu chamo de hipocrisia. O tentar enganar a Deus quando ninguém o engana.

Essas mesmas pessoas que não comem carne em determinados dias da semana durante a quaresma, ou fazem jejum (pasmem) de Coca-Cola ou chocolate, são as primeiras a anunciarem isso em alto em bom tom quando tem oportunidade, de novo falta lembrar do que está escrito no Evangelho de Mateus (aliás todo o capitulo 6 poderia traduzir e bem o que estou dizendo, por isso vou transcrevê-lo ao final da postagem, mas por hora o trecho a seguir vem bem a contento): “Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.””
São Mateus, 6,16-18 – Bíblia Católica Online

O que quero dizer é que a Quaresma é tempo de reflexão, mas não de se acomodar. É tempo de visitar o irmão enfermo, de fazer oração nas casas, de ajudar os necessitados. Jesus fez isso com apenas 5 pães e 2 peixes (Jo 6, 5-14). Nada desta hipocrisia de se ir na igreja nesta época, celebrar com cantos mais reflexivos e fazer isso apenas pela tradição sem dar um significado verdadeiro.

Quaresma deveria, ou melhor, deve ser sempre uma ação. Assim como Jesus fazia.

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Tudo me é permitido, porque sou filho de Deus

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Monsenhor Jonas Abib

Eu tenho a liberdade dos filhos de Deus, mas nem tudo me convém; nem tudo convém a um filho de Deus! Tudo me é permitido porque eu sou filho, mas não me deixarei dominar por coisa alguma! (cf. I Cor 6,12)

Graças a Deus, você está vendo, com essa palavra, o que Deus faz por você. Confirme mais uma vez: ”Mas o corpo não é para a devassidão, ele é para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também pelo seu poder” (I Cor 6, 13b-14).

Quando a palavra diz que nossos corpos são membros de Cristo não é uma figura ou uma imagem. Os seus membros não são os membros de sua cabeça? Claro que são, porque quem comanda os seus membros é a sua cabeça!

Se a minha cabeça não me comandasse, se não saísse da minha cabeça um feixe nervoso e do meu cérebro não saíssem os comandos, eu não poderia fazer nada, como ler, falar, etc., os meus lábios sequer se moveriam. Porque tudo isso se faz pelos comandos que vem dos nossos cérebros. Você não estaria respirando, porque os comandos vêm do seu cérebro.

Todos os nossos membros são comandados pela nossa cabeça e nós somos membros dessa cabeça. Jesus é a nossa cabeça e nós somos os seus membros. ”Não sabeis porventura que os vossos corpos são os membros de Cristo?” (cf. I Cor 6,15a) Os nossos corpos, masculino e feminino, são membros de Cristo.

Observe o que o Senhor fez com você! Assuma isso e viva a beleza do que Ele fez por você. Você foi resgatado! Você foi resgatada! Não perca mais o que o Senhor resgatou.

Não se esqueçam: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (cf. I Cor 6,12).

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Publicado Originalmente em 30/11/2018 -no site da  Canção Nova

São Mateus, 6

1.“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2.Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 3.Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direi­ta.* 4.Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, irá recompensar-te. 5.Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 6.Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará. 7.Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. 8.Não os imi­teis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. 9.Eis como deveis rezar: PAI NOS­SO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; 10.venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. 11.O pão nosso de cada dia nos dai hoje;* 12.perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;* 13.e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. 14.Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. 15.Mas, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará. 16.Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que je­juam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17.Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18.Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.” 19.“Não ajunteis para vós tesou­ros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. 20.Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. 21.Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. 22.O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. 23.Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” 24.“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.* 25.Portanto, eis que vos digo: não vos preo­cupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? 26.Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? 27.Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?* 28.E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. 29.Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. 30.Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31.Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? 32.São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. 33.Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. 34.Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”

Notas bíblicas

6,3. Não saiba: de tal modo deves guardar discrição em fazê-la.

6,11. De cada dia: poderia-se traduzir também – necessário à nossa subsistência.

6,12. Tradução literal: perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.

6,24. Riqueza: literalmente – Mamon (A palavra Mamom vem do aramaico e significa “dinheiro” ou “riqueza”. Não era uma pessoa nem um espírito. Algumas traduções antigas ainda mantêm a palavra Mamom em Mateus 6:24, mas traduções mais modernas preferem traduzir para português, como dinheiro ou riqueza.) ; luxo, dinheiro.

6,27. Pode-se traduzir também: quem pode acrescentar um côvado à sua estatura? Como a mesma palavra grega designa estatura e duração de vida, é muito mais conforme ao sentido do contexto a tradução dessa segunda maneira.” 

Bíblia Católica Online

Quando Jesus te toca mais uma vez

Reflexão

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Não sou um jovem de idade, sou aquilo que eu mesmo costumo chamar “jovem a mais tempo”. Já vivi muitas experiências na igreja. Já fui catequista, coordenador de Grupo de Jovens, coordenador de comunidade, coordenador da Pastoral do Dízimo e Ministro da Palavra e Eucaristia. Lá se foram 20 anos da minha vida. Hoje sou até mais importante, sou um fiel católico que vai nas missas e grupos de oração  (confesso que até queria ir mais).

A um mês atrás fui convidado por uma das pessoas mais importantes na minha vida, a participar de um evento chamado Summer Beats DNJ 2018 (DNJ de Dia Nacional da Juventude) em São Paulo. Fomos com todas as dificuldades que tentam te tirar do seu intento.

Chegamos relativamente cedo e ao longo do dia (de um calor intenso e depois a noite de um frio maior ainda) o evento foi ficando lotado de jovens. Não sei, mas acredito que tinha umas cem mil pessoas, na sua maioria jovens.católicos. Bandas fizerem shows, o Cardeal Dom Odílio Scherer celebrou a missa, tinha o Santíssimo exposto e um espaço para confissão.

Eu fui pouco a pouco sendo tocado por Jesus novamente.

Porquê digo novamente ?

Porque por vezes as agruras da vida te fazem seguir no automático. Você ama a Deus mas já não fala isso, pois ele sabe. Mas como você pode falar: Eu te amo Jesus? – apenas na sua oração e no seu agir. Ir na igreja é apenas um ponto disso tudo. Num casamento muitas vezes o casal vai se esquecendo de afirmar o amor, perde aquele momento de dizer Eu Te Amo e com o tempo as dúvidas e o desgaste aparecem. É preciso e saudável sempre mostrar-se apaixonado.

Com Jesus é a mesma coisa. Não que Ele cobre, mas é para que não fiquemos no automático. Uma oração sempre repetida não tem emoção e acaba ficando apenas pragmática e sem sentido.

Pois bem, quando eu participei deste evento (dia 16 de setembro de 2018) eu senti novamente o fogo do Espírito Santo me queimando. Mais uma vez senti o toque de Jesus.

Devo confessar que tenho dedicado meu tempo a muitas coisas, sendo uma delas produzir e dividir o conteúdo neste blog, mas faltava alguma coisa. Sinceramente esse sentimento toma conta de mim desde aquele dia. Eu não dormi quando cheguei às 23h30min, e estou com algo ardendo no meu peito. Uma necessidade tremenda de fazer mais pela minha fé. Uma renovação de forças.

Talvez estar cercado de tanta energia jovem tenha me feito sentir o que tenho sentido. Queimar ao sol e depois congelar no frio de São Paulo me fez ver algo que a muito tempo eu não via: Como é lindo ser de Jesus.

Eu estou compartilhando esta emoção apenas por entender que muitas vezes o que precisamos é uma nova perspectiva do que fazemos ou cremos. Estamos sim sendo fiéis, acompanhando e vivendo a vida da igreja, na nossa comunidade, mas é muito importante também vivenciarmos novas experiências. De verdade fiquei muito emocionado com o que vivi. Muito emocionado acompanhando o show da banda Adoração e Vida e da Comunidade Colo de Deus, mas o principal é saber que fui novamente tocado por Jesus.

O que virá em seguida?

Com certeza algo bom vai acontecer nesta minha renovação de fé.

Mas fica a experiência e a dica:

Devemos sempre estar atentos para os sinais de Deus, as oportunidades de entender a nossa própria fé, nossos limites, emoções e todo o nosso amor. Porque assim são aqueles que acreditam em Jesus, que vivem da graça. Viver uma rotina, esquecendo de que o que nos move sempre é o fogo do Espírito Santo e este não para.

Paz e bem da parte do Senhor Jesus

Milton Cesar

Te chamam de Deus e de Senhor
Te chamam de Rei, de SalvadorE eu me atrevo a Te chamar de meu AmorTe chamam de Deus e de Senhor
Te chamam de Rei, de Salvador
E eu me atrevo a Te chamar de meu Amor

Yeshua, Yeshua
Tu és tão lindo
Que eu nem sei me expressar
Yeshua, Tu és tão lindo

O sangue de Maria correu na cruz

Teologia Leiga por Milton Cesar (com colaboração de Fabiana Aparecida)

 

Geralmente existe sempre um ataque a Igreja Católica, que parece incomodar por ter resistido estes mais de 2000 anos de pé, frente a exércitos e pessoas que tentam minar a fé de bilhões. Quando não acham mais o que falar, pois são desacreditados, resolvem recorrer a uma velha tática:

Atacar a Virgem Maria

Mas vejam bem, um pouco de discernimento já resolveria muita coisa e uma bela reflexão é esta proposta:

De quem foi o sangue que correu na cruz?

De quem era o sangue de Jesus?

Pare um pouco e pense…

Se Jesus era humano e divino, de quem era a carne e por consequência o sangue dele?

Da sua parte humana, ou seja da própria Virgem Maria.

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Deus é o criador onipotente, mas ele nunca foi um ser humano comum, quando criou Adão o fez do barro: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado.” e logo depois criou Eva da costela de Adão: “Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem. “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.” (Gn 2, 7-8. 21-23) .
Fica claro que ele não se “transformou” no homem ou na mulher e sim soprou a vida. Então Deus não teve um corpo com pele, ossos, sangue. Quando quis ser um homem através da concepção de Jesus, também o fez através de um ato divino: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.” (Lc 1, 26-38)
Existe uma clara diferença entre o milagre da gravidez de Isabel e de Maria. A primeira era casada com Zacarias e ambos já tinham certa idade, mas ainda assim continuavam a ser um casal. Já Maria era virgem e aguardava para se casar oficialmente com José, então nunca tinha mantido sequer uma relação sexual. Porém o que vale aqui é ver que Deus fez Maria ficar grávida através do Espírito Santo que é uma parte dele.

Nossa Senhora grávida

Mas toda a gravidez transcorreu de forma normal, com Maria engordando, provavelmente sentindo dores nas costas, pés inchados e até um certo cansaço, enquanto o feto desenvolvia-se, ia se formando com carne, pele, ossos e sangue. E este sangue era o sangue de Maria e não o de Deus.

Claro que é impossível de não lembrar de toda a divindade de Jesus, pois ele era parte da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e como tal possuía a sabedoria do Pai e toda a autoridade dele, para curar, ressuscitar os mortos e acima de tudo ensinar os caminhos que levam ao céu. Mas a sua parte humana tinha também o seu valor inestimável e como tal veio para ser o Cordeiro Imolado em nome dos nossos pecados.

 

Foi preso, torturado, chicoteado, coroado com espinhos e pregado numa cruz. Todo este sangue era também o sangue de sua mãe Maria.

 

Então como discutir a importância de Maria e tentar relevá-la a um papel insignificante diante disso? Até a frase muito dita por nossos irmãos protestantes: O Sangue de Jesus tem poder. – ganha um novo significado, levando-se em conta que este sangue poderoso advinha de Maria.

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Afinal se Deus quisesse apenas se parecer com um ser humano ele não teria escolhido esta jovem tão especial em plena a Galiléia e teria soprado a vida em um ser e mandado o Espírito Santo comandá-lo. Pelo contrário ele escolheu Maria e deixou que ela concebesse seu filho de carne e osso fruto do corpo dela.

O sangue de Jesus que correu na cruz era também o sangue de Maria.

“Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.” (Jo 19, 33-34) 

Para a igreja a simbologia deste ato descrito por São João está no fato de a água significar o Batismo e o sangue a Eucaristia (este é o meu sangue que será derramado por vós) e estes dois Sacramentos da Iniciação Cristã serem a espinha dorsal dos Sacramentos da Igreja Católica.

Milton Cesar e com colaboração de Fabiana Aparecida

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Catecismo da Igreja Católica

“ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA”
721 Maria, a Mãe de Deus toda santa, sempre Virgem, é a obra prima da missão do Filho e do Espírito na plenitude do tempo pela primeira vez no plano da salvação e porque o seu Espírito a preparou, o Pai encontra a Morada em, que seu Filho e seu Espírito podem habitar entre os homens. E neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre a Sabedoria: Maria é decantada e representada na Liturgia como o “trono da Sabedoria”. Nela começam a manifestar-se as
“maravilhas de Deus” que o Espírito vai realizar em Cristo e na Igreja. (Parágrafo relacionado 484)
722 O Espírito Santo preparou Maria com sua graça. Convinha que fosse “cheia de graça” a mãe daquele em quem “habita corporalmente a Plenitude da Divindade” (Cl 2,9). Por pura graça, ela foi concebida sem pecado como a mais humilde das criaturas; a mais capaz de acolher o Dom inefável do Todo-Poderoso. É com razão que o anjo Gabriel a saúda como a “filha de Sião”: “Alegra-te”. É a ação de graças de todo o Povo de Deus, e portanto da Igreja, que ela faz subir ao Pai no Espírito Santo em seu cântico, enquanto traz em si o Filho Eterno. (Parágrafos relacionados 489,2676)
723 Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. Sua virgindade transforma-se em fecundidade única pelo poder do Espírito e da fé. (Parágrafos relacionados 485,506)
724 Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai tornado Filho da Virgem. Ela é a Sarça ardente da Teofania definitiva: repleta do Espírito Santo, ela mostra o Verbo na humildade de sua carne, e é aos Pobres e às primícias das nações que ela o dá a conhecer. (Parágrafos relacionados 208,2619)
725 Finalmente, por Maria o Espírito Santo começa a pôr em Comunhão com Cristo os homens, “objetos do amor benevolente de Deus”, e os humildes são sempre os primeiros a recebê-lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos. (Parágrafo relacionado 963)
726 Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a “Mulher”, nova Eva, “mãe dos viventes”, Mãe do “Cristo total”. É nesta qualidade que ela está presente com os Doze, “com um só coração, assíduos à oração” (At 1,14), na aurora dos “últimos tempos” que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja. (Parágrafos relacionados 494,2618)

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28º Encontro (Catequese) – Devoção Mariana e o Santo Rosário

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 28/40)

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Chegamos ao nosso 28º, a nossa vivência na fé pela catequese se aproxima da jornada final. Com certeza é sempre um bom momento para intensificar a preparação.
Para este encontro é importante providenciar algumas coisas:
  1. Terços (para serem dados aos catequizandos) existem pacotes com 12 unidades
  2. Folhetos Como rezar o Terço (Paulus) (existem a venda nas livrarias católicas em pacotes com 50 unidades)

Estes acessórios são importantes para que os catequizandos possam ter uma familiaridade com o rosário e possa fazer uma oração ainda melhor.

Como primeiro momento deve-se deixar um ambiente limpo, decorado com flores , Bíblia e vela. Além dos terços que serão dados de presente. Seria interessante se todos pudessem se acomodar no chão em círculo.

Na oração inicial podemos sugerir que se faça um Pai Nosso e uma Ave Maria

Depois canta-se Perfeito é quem te criou – Vida Reluz

No terceiro momento podemos entrar no assunto sobre a devoção a Maria. Como é e porque existe. Falar sobre a importância da mãe de Jesus para a igreja, (ver aprofundamento para o catequista).

Como uma dinâmica rápida pode-se pedir que os catequizandos citem nomes dados a Virgem Maria e tudo ser anotado em uma cartolina.

Explicar também sobre como rezar o Santo Rosário é um ótimo exercício de fé e poderoso amparo nas horas difíceis da vida. Então pode-se entregar o terço, explicar como se reza e fazer o terço onde todos fazem a oração. (veja Como Rezar o Santo Rosário (Terço))

Como canto final podemos fazer também a oração final ao cantar Mãe Fiel (Mostra-me o caminho)- Padre Zeca

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Sugestão de folha para o encontro

Aprofundamento para o catequista

Devoção Mariana

Nascido da Virgem Maria (cf. CIC 484-511 Parágrafo 2)

O que a fé católica crê, a respeito de Maria, funda-se no que crê a respeito de Cristo. Mas o que a mesma fé ensina sobre Maria esclarece, por sua vez, a sua fé em Cristo. (CIC 487)

A RELIGIOSIDADE POPULAR (CIC 1674-1676 )

1674. Fora da liturgia dos sacramentos e dos sacramentais, a catequese deve ter em consideração as formas de piedade dos fiéis e a religiosidade popular. O sentimento religioso do povo cristão desde sempre encontrou a sua expressão em variadas formas de piedade, que rodeiam a vida sacramental da Igreja, tais como a veneração das relíquias, as visitas aos santuários, as peregrinações, as procissões, a via-sacra, as danças religiosas, o rosário, as medalhas, etc…

1675. Estas manifestações são um prolongamento da vida litúrgica da Igreja, mas não a substituem. «Devem ser organizadas, tendo em conta os tempos litúrgicos e de modo a harmonizarem-se com a liturgia, a dimanarem dela de algum modo e a nela introduzirem o povo; porque, por sua natureza, a liturgia lhes é, de longe, superior».

1676. Para manter e apoiar a religiosidade popular, é necessário um discernimento pastoral. O mesmo se diga, se for caso disso, para purificar e corrigir o sentimento religioso subjacente a essas devoções e para fazer progredir no conhecimento do mistério de Cristo. A sua prática está submetida ao cuidado e às decisões dos bispos e às normas gerais da igreja

A igreja católica tem em Maria um forte sinal devocional, é como uma marca de quem comunga da fé católica,  seria quase impossível ser da igreja e não acreditar em Nossa Senhora.

Os padres da tradição oriental chamam a Virgem Maria de Pan-hagia (pronuncia-se “pan-haguía” ) e a celebram como imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espírito Santo é firmada como nova criatura. (CIC 493)

Jesus, o único Mediador, é o Caminho de nossa oração e Maria, sua mãe, é pura transparência dele, Maria “mostra o Caminho”(“Hodoghitria”) é seu sinal, conforme a iconografia tradicional no Oriente e no Ocidente. (Ver ícone Hodoghitria )

Em aramaico o nome é Maryam  que significa soberana. Já em hebraico é Míriam que significa  “amada por Javé”

Maria foi escolhida por Deus para ser a mãe do seu filho, e podemos imaginar como só este fato é extremamente relevante para que ela tenha toda esta importância. Deus não escolheria qualquer uma, ele escolheria alguém especial, e foi o que ele fez. De uma vila desprezada em toda a Palestina chamada Nazaré, Deus viu uma jovem, ainda adolescente que era perfeita para gerar o seu primogênito. Escolheu também um homem chamado José para assumir o papel de pai terreno de Jesus.

Mas o fato mais relevante é que está jovem temente a Deus aceitou a missão de ser mãe do filho de Deus, e passou por tantos perigos que sequer esperava passar e criou este filho, viu ele fazer milagres, morrer, ressuscitar, subir aos céus e depois levá-la. Mais importante ainda, está jovem permaneceu virgem mesmo após a concepção.

Maria sempre intercedeu pelos mais necessitados, começando nas Bodas de Caná e para todos os fiéis está intercessão continua até hoje.

A igreja tem como conta de que Nossa Senhora sempre dá seus sinais aparecendo em várias partes do mundo para interceder sobre algumas situações. Vide alguns exemplos:

  • Nossa Senhora Aparecida: apareceu no Vale do Paraíba justamente quando um importante Conde iria fazer um estadia na região e quando um dos pescadores pescou a cabeça da imagem e depois o corpo logo as redes se encheram de peixes. Mas o mais interessante foi o fato da imagem vir negra e justamente os escravos viviam dias cada vez mais difíceis, ela deu esperança pois mostrou que Maria também tinha o rosto dos oprimidos. Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registrada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757, cujos documentos se encontram no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá. Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelosconde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila RicaO povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente,em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço.Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la.A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações. Esta foi a primeira intercessão atribuída à santa. 
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    A imagem de Nossa Senhora encontrada na gruta onde ela apareceu

     

  • Nossa Senhora de LourdesAs aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma “dama” na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e uma amiga.[1] A “dama” também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da “Senhora”, relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Irmã Lúcia, uma das três crianças que avistaram Nossa Senhora.

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Nossa Senhora de Međugorje, Rainha da Paz

  • Nossa Senhora de MedjugorjeNo dia 24 de Junho de 1981, Mirjana Dragicevic e Ivanka Ivankovic relataram ter recebido uma aparição da Virgem Maria na vila de Međugorje. No dia seguinte, outras quatro crianças (Marija Pavlovic, Jakov Colo, Vicka Ivankovic e Ivan Dragicevic) também relataram ter observado a presença da Santíssima Virgem. Nos anos seguintes, os seis videntes continuaram sempre a relatar aparições da Virgem Maria diariamente, e isto à medida que Međugorje se tornava num famoso local de peregrinação cristã. De acordo com relatos, desde então Nossa Senhora de Međugorje (Medjugorje) vem aparecendo diariamente para três das seis crianças. Nossa Senhora de Medjugorje é também conhecida como Rainha da Paz, pois segundo as crianças é vestida assim que ela aparece. Como é um lugar onde geralmente as crianças estavam sofrendo com a guerra, foi este o titulo escolhido. É a única aparição que ainda está em curso.
  • Nossa Senhora de GuadalupePelos relatos, a “Senhora do Céu” apareceu a Juan Diego, identificou-se como a mãe do verdadeiro Deus, fez crescer flores numa colina semidesértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo, que exigira alguma prova de que efetivamente a Virgem havia aparecido. Juan foi instruído por ela a dizer ao bispo que construísse um templo no lugar, e deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu tilma (ela também teria aparecido ao seu tio Juan Bernardino), um tecido de pouca qualidade feito a partir do cacto, que deveria se deteriorar em 20 anos mas que não mostra sinais de deterioração até ao presente. Um estudo realizado no Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do México, em 1946, comprovou que as fibras do tecido correspondem às fibras de agave, tais fibras não duram mais do que vinte anos. Em ampliações da face de Nossa Senhora, os seus olhos, na imagem gravada, parecem refletir o que estava à sua frente em 1531 – Juan Diego, e o bispo. Porém, alguns acreditam que isto pode ser explicado pelo fenômeno da pareidolia. O assunto tem sido objeto de inúmeras investigações científicas. É venerada na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de dezembro.
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Imagem original milagrosa de Nossa Senhora de Guadalupe na tilma de Juan Diego Cuauhtlatoatzin

O Rosário

Origem. A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros e conventos, como “Saltério” dos leigos. … Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave-Marias, 150 louvores em honra a Jesus Cristo e 150 louvores em honra à Virgem Maria. Hoje são 200 Ave-Marias.

O rosário era utilizado durante as missas quando estas eram feitas em latim e nem todas as pessoas sabiam falar a língua, então os fiéis ficavam rezando o rosário e paravam no momento da consagração  (por isso existia o sininho que se tocava neste momento) e após a comunhão continuavam. O terço é a terça parte de um rosário ou seja 50 Ave-Marias e 5 Pai-nosso.

Maria no Catecismo da Igreja Católica

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437.  O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor»(Lc 2, 11). Desde a origem, Ele é «Aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo» (Jo 10, 36), concebido como «santo» no seio virginal de Maria. José foi convidado por Deus a «levar para sua casa Maria, sua esposa», grávida d’«Aquele que nela foi gerado pelo poder do Espírito Santo» (Mt 1, 20), para que Jesus, «chamado Cristo», nascesse da esposa de José, na descendência messiânica de David (Mt 1, 16)

456. Com o Credo Niceno-Constantinopolitano, respondemos confessando: «Por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus; e encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem»

484-486. A Anunciação a Maria inaugura a «plenitude dos tempos» (Gl 4, 4), isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos. Maria é convidada a conceber Aquele em quem habitará «corporalmente toda a plenitude da Divindade» (Cl 2, 9). A resposta divina ao seu «como será isto, se Eu não conheço homem?» (Lc 1, 34) é dada pelo poder do Espírito: «O Espírito Santo virá sobre ti» (Lc 1, 35).

485. A missão do Espírito Santo está sempre unida e ordenada à do Filho. O Espírito Santo, que é «o Senhor que dá a Vida», é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e para a fecundar pelo poder divino, fazendo-a conceber o Filho eterno do Pai, numa humanidade originada da sua.

486. Tendo sido concebido como homem no seio da Virgem Maria, o Filho único do Pai é «Cristo», isto é, ungido pelo Espírito Santo, desde o princípio da sua existência humana, embora a sua manifestação só se venha a fazer progressivamente: aos pastores, aos magos, a João Batista , aos discípulos. Toda a vida de Jesus Cristo manifestará, portanto, «como Deus O ungiu com o Espírito Santo e o poder» (At 10, 38).

723-726. Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. A sua virgindade torna-se fecundidade única, pelo poder do Espírito e da fé.

724. Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai feito Filho da Virgem. Ela é a sarça ardente da teofania definitiva: cheia do Espírito Santo, mostra o Verbo na humildade da sua carne; e é aos pobres e às primícias das nações que Ela O dá a conhecer.

725. Finalmente, por Maria, o Espírito começa a pôr em comunhão com Cristo os homens que são «objecto do amor benevolente de Deus»; e os humildes são sempre os primeiros a recebe-Lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos.

726. No termo desta missão do Espírito, Maria torna-se a «Mulher», a nova Eva «mãe dos vivos», Mãe do «Cristo total» . É como tal que Ela está presente com os Doze, «num só coração, assíduos na oração» (At 1, 14), no alvorecer dos «últimos tempos», que o Espírito vai inaugurar na manhã do Pentecostes, com a manifestação da Igreja.

Oração a Maria CIC 2675-2679

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2675. Foi a partir desta singular cooperação de Maria com a ação do Espírito Santo que as Igrejas cultivaram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na pessoa de Cristo manifestada nos seus mistérios. Nos inúmeros hinos e antífonas em que esta oração se exprime, alternam habitualmente dois movimentos: um «magnifica» o Senhor pelas «maravilhas» que fez pela sua humilde serva e, através d’Ela, por todos os seres humanos; o outro confia à Mãe de Jesus as súplicas e louvores dos filhos de Deus, pois Ela agora conhece a humanidade que n’Ela foi desposada pelo Filho de Deus.

2676. Este duplo movimento de oração a Maria encontrou uma expressão privilegiada na oração da «Ave-Maria»:

«Ave, Maria (alegrai-vos, Maria)». A saudação do anjo Gabriel abre esta oração. É o próprio Deus que, por intermédio do seu anjo, saúda Maria. A nossa oração ousa retomar a saudação a Maria com o olhar que Deus pôs na sua humilde serva, alegrando-nos com a alegria que Ele n’Ela encontra.

«Cheia de graça, o Senhor é convosco»As duas palavras da saudação do anjo esclarecem-se mutuamente. Maria é cheia de graça, porque o Senhor está com Ela. A graça de que Ela é cumulada é a presença d’Aquele que é a fonte de toda a graça. «Solta brados de alegria […] filha de Jerusalém […]; o Senhor teu Deus está no meio de ti» (Sf 3, 14. 17a). Maria, em quem o próprio Senhor vem habitar, é em pessoa a filha de Sião, a arca da aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: é «a morada de Deus com os homens» (Ap 21, 3). «Cheia de graça», Ela dá-se toda Aquele que n’Ela vem habitar e que Ela vai dar ao mundo.

«Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus»Depois da saudação do anjo, fazemos nossa a de Isabel. «Cheia […] do Espírito Santo» (Lc 1, 41), Isabel é a primeira, na longa sequência das gerações, a declarar Maria bem-aventurada: «Feliz d’Aquela que acreditou…» (Lc 1, 45); Maria é «bendita entre as mulheres», porque acreditou no cumprimento da Palavra do Senhor. Abraão, pela sua fé, tornou-se uma bênção «para todas as nações da terra» (Gn 12, 3). Pela sua fé, Maria tornou-se a mãe dos crentes, graças a quem todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria bênção de Deus: Jesus, «fruto bendito do vosso ventre».

2677. «Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…»Com Isabel, também nós ficamos maravilhados: «E de onde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43). Porque nos dá Jesus, seu Filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos confiar-lhe todas as nossas preocupações e pedidos: Ela ora por nós como orou por si própria: «Faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com Ela à vontade de Deus: «Seja feita a vossa vontade».

«Rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte»Pedindo a Maria que rogue por nós, reconhecemo-nos pobres pecadores e recorremos à «Mãe de misericórdia», à «Santíssima». Confiamo-nos a Ela «agora», no hoje das nossas vidas. E a nossa confiança alarga-se para lhe confiar, desde agora, «a hora da nossa morte». Que Ela esteja então presente como na morte do seu Filho na cruz e que, na hora do nosso passamento, Ela nos acolha como nossa Mãe, para nos levar ao seu Filho Jesus, no Paraíso.

2678. A piedade medieval do Ocidente propagou a oração do rosário como substituto popular da Liturgia das Horas. No Oriente, a forma litânica do akáthistos e da paráclêsis ficou mais próxima do ofício coral nas Igrejas bizantinas, ao passo que as tradições arménia, copta e siríaca preferiram os hinos e cânticos populares à Mãe de Deus. Mas, na Ave-Maria, nas theotokía, nos hinos de Santo Efrém ou de São Gregório de Narek, a tradição da oração é fundamentalmente a mesma.

2679. Maria é a orante perfeita, figura da Igreja. Quando Lhe oramos, aderimos com Ela ao desígnio do Pai, que envia o seu Filho para salvar todos os homens. Como o discípulo amado, nós acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus que se tornou Mãe de todos os viventes. Podemos orar com Ela e orar-Lhe a Ela. A oração da Igreja é como que sustentada pela oração de Maria. Está-lhe unida na esperança.

Demais artigos do Catecismo que tratam de Maria:

CIC 1172, 1370 , 2043, 2177 , 2146, 971, 829, 773, 963-972, 501, 64, 144, 148-149, 494, 2617,2619, 2030, 964, 165, 273, 484,490, 493-495, 966, 437, 456, 484-486, 495, 723, 411, 969, 721-726 , 488-489,508, 496-498,502-507, 717, 2674, 493, 966, 722, 2676, 510, 491-492, 963-970, , 466, 495, 509, 494,511, 721, 499-501, 967,972

Quando começou a devoção mariana? A pergunta é legítima. E a resposta é imediata e segura: a devoção à Maria começou com o próprio cristianismo. Observemos os fatos. Entremos na pequena Casa de Nazaré, a casa das nossas origens e das nossas primeiras memórias. Eis o que encontramos: o Anjo Gabriel, mandado por Deus, aparece à Maria e lhe diz: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28).

Com estas palavras que vêm do Céu começa a devoção mariana. Quem pode negar a evidência deste fato? E quando Maria, única guardiã do anúncio do Anjo, se apresenta à Isabel, depois da longa viagem da Galileia até a Judeia, acontece outro fato singular. Isabel ouve a saudação de Maria e percebe que o menino ‘salta’ de alegria no seio, enquanto o Espírito Santo a atravessa e lhe sugere palavras de rara beleza e de surpreendente compromisso: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E que venha a mim a mãe do meu Senhor? Pois logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que foi dito da parte do Senhor” (Lc 1, 42-45). É a segunda expressão de devoção mariana registrada no Evangelho.

Vamos até a narração do Natal. O Evangelho de Lucas refere: “Quando os anjos se afastaram deles em direção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém ver o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer”. Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 15-16). Imaginemos que os pastores, após terem ajoelhado diante do Menino, tenham lançado a seguir um olhar à Mãe e tenham sussurrado alguma palavra. Não é legítimo pensar que os pastores tenham exclamado: “Feliz és tu, Mãe deste Menino?!” Era uma expressão de devoção mariana.

Passemos ao evangelista Mateus, que narra a chegada dos Magos em Belém e usa estas palavras textuais: “E a estrela que tinham visto no Oriente ia diante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No” (Mt 2, 9-11).

Podemos, sem muito esforço, imaginar a grande emoção dos Magos, os quais, após uma longa e aventurosa viagem, tiveram a alegria de ver o Menino tão esperado e desejado! Porém, não nos afastamos da verdade dos fatos, se imaginarmos também que os Magos, depois da adoração do Menino, tenham olhado para Maria e lhe dirigido palavras de admiração: também esta é devoção mariana, percebida nas entrelinhas do Evangelho!

Nas bodas de Caná. Conhecemos toda a encantadora história da festa das bodas, na qual Maria intervém, ao mesmo tempo com delicadeza e decisão, para salvar a alegria dos noivos. Os servos, que conheciam o exato suceder-se dos fatos certamente aproximaram-se de Maria e disseram: “Jesus escutou-te! Fala-lhe de nós e pede uma bênção para as nossas famílias!”. Também estas eram autênticas flores de devoção mariana. E os noivos não retomariam com Maria o discurso das bodas e da água transformada em vinho? Certamente teriam dito a Maria: “Obrigado! A tua intervenção salvou a nossa festa. Continua a orar por nós!”

Assim começa a devoção mariana. E continua nos séculos sem interrupção. A verdade histórica é: Maria, a partir das palavras empenhadas pronunciadas pelo Anjo Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração. E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Cristo: o vínculo da maternidade! Portanto, quando recorrermos à Maria para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora do Evangelho, mas totalmente dentro dele.

ARTIGO – DOM NELSON – Qual a origem da devoção mariana? Entenda melhor

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LISTA COM ALGUNS NOMES DA VIRGEM MARIA

Nome Origem
Nossa Senhora da Abadia Imagem encontrada perto da Abadia de Bouro, na Arquidiocese de BragaPortugal
Nossa Senhora da Ajuda Relembra Maria junto à cruz, também implorando a Deus pelo gênero humano.
Nossa Senhora do Amor Divino Relembra o amor especial que Deus dedicou a Maria, escolhendo-a por sua Mãe;
Nossa Senhora do Amparo Relembra Jesus crucificado, entregando Maria como Mãe de todos os homens;
Nossa Senhora das Angústias Relembra as angústias de Maria ao presenciar a paixão e morte de Jesus;
Nossa Senhora dos Anjos Relembra Maria, como rainha das cortes celestes e também faz alusão à cidade de AssisItália, local para onde havia sido levado um pedaço do túmulo da Virgem e se ouvia sempre o canto dos anjos;
Nossa Senhora da Anunciação Visita do arcanjo Gabriel a Maria
Nossa Senhora Aparecida, ou da Conceição Aparecida. Imagem encontrada no Vale do Paraíba (São Paulo)
Nossa Senhora da Apresentação Apresentação de Maria, no Templo de Jerusalém;
Nossa Senhora Aquiropita Imagem que não foi pintada por mão humana, de devoção em Rossano, na Calábria
Nossa Senhora da Assunção Relembra a elevação de Maria, de corpo e alma, aos céus;
Nossa Senhora Auxiliadora Relembra o auxílio de Maria ao Papa Pio VII, durante o domínio napoleônico;
Nossa Senhora do Belém Relembra a maternidade de Maria, na cidade de Belém;
Nossa Senhora da Boa Hora Relembra a proteção de Maria na hora dos partos e na hora da morte;
Nossa Senhora da Boa Morte Proteção aos agonizantes;
Nossa Senhora da Boa Nova Maria é que traz aos homens a Boa Nova (Evangelho) do nascimento de Jesus;
Nossa Senhora da Boa Viagem Relembra Maria como protetora dos portugueses que partiam nas viagens de descobrimento do Novo Mundo;
Npssa Senhora do Bom Conselho Relembra Maria como grande conselheira dos Apóstolos, cultuada desde o século V, na cidade italiana de Genazzano;
Nossa Senhora do Bom Despacho Celebra o prestígio de Maria perante Deus, pelo despacho da encarnação do Verbo;
Nossa Senhora do Bom Parto / do Parto Nascimento de Jesus, tendo Maria permanecida virgem antes, durante e depois do parto.
Nossa Senhora do Bom Socorro Relembra o socorro de Maria aos cristãos, celebrado, desde o século X, em Blosville, na Normandia;
Nossa Senhora do Bom Sucesso Relembra o auxílio da Mãe de Deus para os que almejam sucesso em seus tratamentos de saúde e nos seus empreendimentos materiais;
Nossa Senhora do Brasil Relembra as inúmeras graças concedidas, por seu intermédio, aos brasileiros;
Nossa Senhora das Brotas Relembra o fato de folhas brotarem numa altar de Nossa Senhora, no início do povoamento de Cuiabá, no estado de Mato Grosso, no século XVIII;
Nossa Senhora da Cabeça Imagem encontrada no Pico da Cabeça, Serra Morena, na Andaluzia, no século XIII ;
Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança Relembra a proteção de Maria, no século XV, quando protegeu os portugueses, na sua esperança de chegar às Índias, dobrando o Cabo das Tormentas;
Nossa Senhora das Candeias Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nossa Senhora da Candelária Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nossa Senhora de Caravaggio Aparição da Virgem, no século XV, em Caravaggio, cidade italiana próxima a Milão.;
Nossa Senhora do Carmo, do Monte Carmelo. Relembra o convento construído em honra à Virgem, nos primeiros séculos do cristianismo, no Monte Carmelo, na Samaria;
Nossa Senhora da Carpição Originária de cerimonial de carpição ou capina de um terreno onde foi ereta uma capela dedicada à Virgem Maria, em São José dos CamposSão Paulo, no século XIX;
Nossa Senhora de Ceuta ou do Bastão Relembra o auxílio da Virgem Ana conquista de Ceuta, por Dom João I; sua imagem traz um rico bordão na mão, donde vem o termo “do Bastão”;
Nossa Senhora da Conceição / da Imaculada Conceição Relembra que Santana concebeu Maria, pura sem pecado.
Nossa Senhora da Consolação Relembra a Virgem como “Consoladora dos aflitos”, devoção iniciada por Santa Mônica;
Nossa Senhora de Copacabana Imagem esculpida por um índio, Francisco Tito Iupanqui, no século XVI, na aldeia de Copacabana, às margens do Lago Titicaca;
Nossa Senhora da Correia Relembra a correia da cintura da Virgem Maria, símbolo de pureza, com que as mulheres judias eram cingidas desde a infância;
Nossa Senhora dos Desamparados Relembra a proteção de Maria a uma confraria criada , no século XV, em ValênciaEspanha, para acolher crianças desamparadas;
Nossa Senhora Desatadora de Nós Relembra que a Virgem Maria liberta os homens das aflições da vida, desata os nós que os escravizam;
Nossa Senhora do Desterro A fuga para o Egito
Nossa Senhora Divina Pastora Devoção a Virgem Maria como pastora de almas, surgida no século XVIII, em SevilhaEspanha;
Nossa Senhora da Divina Providência Relembra que a Virgem confiou plenamente na Divina Providência, entregando-se totalmente a Deus;
Nossa Senhora das Dores Refere-se às sete dores da Virgem Maria: a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, a perda do menino Jesus, o encontro no caminho do Calvário, a morte de Jesus, o golpe da lança e a descida da cruz, e o sepultamento de Cristo.
Nossa Senhora da Encarnação Relembra a encarnação do Verbo no seio puríssimo da Virgem;
Nossa Senhora da Escada A Virgem é comparada à “Escada de Jacó”, que liga o céu e a terra. Também faz alusão aos trinta e um degraus que davam aceso a um santuário de Lisboa.;
Nossa Senhora da Esperança Relembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino;
Nossa Senhora da Estrela Imagem oculta por Dom Rodrigo, último rei dos visigodos, em 711, quando da invasão árabe; sendo descoberta, quando a Vila de Marvão, em Portugal, foi liberada do domínio muçulmano; Maria é chamada “Aurora da Salvação”
Nossa Senhora da Expectação Relembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino;
Nossa Senhora de Fátima, do Rosário de Fátima. Aparição em Fátima (Portugal)
Nossa Senhora da Fé Relembra que a vida da Virgem foi um contínuo “Ato de Fé, sendo esta devoção medieval originária da França e Bélgica;
Nossa Senhora da Glória Relembra coroação da Virgem como rainha;
Nossa Senhora da Graça Imagem encontrada por pescadores na praia de cascaisPortugal, em 1362 e que apareceu a Catarina Álvares, Paraguaçu, no século XVI;
Nossa Senhora das Graças ou da Medalha Milagrosa Relembra uma aparição feita a Catarina Labouré, em Paris;
Nossa Senhora de Guadalupe Aparição ao índio Juan Diego, em GuadalupeMéxico, em 1531
Nossa Senhora da Guia Relembra que a Virgem Maria guiou Jesus, na sua infância e juventude; é chamada pelos ortodoxos de Odegitria.
Nossa Senhora da Lampadosa Relembra a padroeira da ilha de Lampadosa, no Mar Mediterrâneo, entre a ilha de Malta e a Tunísia;
Nossa Senhora da Lapa Imagem escondida dos muçulmanos numa lapa, no século X, pelas monjas beneditinas de Aguiar da Beira, sendo encontrada em 1498, por uma menina, que muda de nascença, começou a falar;
Nossa Senhora do Leite ou da Lactação Relembra a Virgem nutrindo o Menino-Deus com seu leite materno;
Nossa Senhora do Líbano Relembra a milenar devoção dos libaneses á Virgem Maria, e também o santuário construído, entre 1904 e 1908, no cume Haruça, no Monte Líbano, para honrar a Imaculada Conceição de Maria;
Nossa Senhora do Livramento Relembra o livramento do fidalgo português Rodrigo Homem de Azevedo, preso pelo Duque de Alba, no século XVI.;
Nossa Senhora do Loreto Refere-se à “Casa de Nazaré”, onde viveu a Virgem Maria, transladada para um bosque de loureiros, próximo a Recanati, na Itália;
Nossa Senhora de Lourdes Aparição, no século XIX, na Gruta de Massabielle, em Lourdes(França)
Nossa Senhora de Lujan Refere-se a uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, mandada esculpir no Brasil, em 1630, por um português, residente na Argentina; que ao ser transportada, encalhou as margens do Rio Lujan;
Nossa Senhora da Luz Imagem encontrada por Pedro Martins, entre uma estranha luz, que lhe apareceu em CarnidePortugal; Maria é lembrada como aquela que apresenta seu Filho Jesus como “Luz das Nações”;
Nossa Senhora Madre de Deus Relembra a maternidade divina de Maria, cultuada desde os primeiros séculos e confirmada pelo Concílio de Éfeso ;
Nossa Senhora Mãe da Igreja Relembra a proclamação de Maria como “Mãe de todo o povo de Deus”, pelo Papa Paulo VI, em 1964, durante o Concílio Vaticano II;
Nossa Senhora Mãe dos Homens Devoção surgida no convento de São Francisco das Chagas, no bairro de Xabregas, em Lisboa, relembrando que Maria além de Mãe de Deus é Mãe de todos os homens;
Nossa Senhora das Maravilhas Relembra que a vida de Maria foi uma sucessão de maravilhas, das quais a maior foi a encarnação do Verbo. Isto atesta a própria Virgem, no canto do “Magnificat”;
Nossa Senhora dos Mares Desde os primeiros séculos do cristianismo, Maria é invocada como protetora das viagens marítimas;
Nossa Senhora dos Mártires Invocada em homenagem dos cristãos que tombaram no Cerco de Lisboa (1147)
Nossa Senhora Medianeira Relembra o papel de intermediária entre o fiel e Jesus, devoção que teve origem em Veneza, durante a grande epidemia de 1630;
Nossa Senhora de Medjugorje Aparição em Medjugorje na Bósnia-Herzegovina.
Nossa Senhora Menina Relembra a infância da Virgem, do nascimento aos três anos junto a seus pais, São Joaquim e Sant’Ana; e dos três aos doze anos, no Templo de Jerusalém;
Nossa Senhora das Mercês Relembra a aparição a São Pedro Nolasco, no início do século XII, solicitando a criação de uma Ordem destinada ao resgate de cristãos feito cativos pelos muçulmanos;
Nossa Senhora dos Milagres Relembra os grandes prodígios operados pela Mãe de Deus, Onipotência suplicante e canal de todas as graças, a quem nada Deus recusa;
Nossa Senhora da Misericórdia Por conseguir inúmeros benefícios de Deus para os homens, Maria é chamada “Mãe de Misericórdia”; o título também lembra a proteção da Virgem ás Santas Casas de Misericórdia, cuja primeira do gênero foi fundada em Lisboa, em 1498;
Nossa Senhora do Monte Relembra que a Virgem é um monte altíssimo, que vence a altura de todos os outros montes, em santidade e virtude;
Nossa Senhora de Monserrate Relembra a imagem da Virgem levada a BarcelonaEspanha, nos primeiros séculos do cristianismo, sendo que durante a invasão árabe, os cristãos esconderam a imagem na escarpada montanha de Monserrate. Mais tarde, esta imagem foi milagrosamente encontrada e no local foi construída uma grande abadia beneditina;
Nossa Senhora de Muquém Relembra o auxílio da Virgem Maria a um garimpeiro português, na vila de São Tomé de Muquém, no início da mineração em Goiás;
Nossa Senhora da Natividade Relembra o nascimento da virgem Maria, que, segundo a tradição, foi num sábado, 8 de setembro, do ano 20 a.C., na cidade de Jerusalém;
Nossa Senhora dos Navegantes Maria é invocada como protetora dos navegantes, devoção que teve seu auge durante as cruzadas e, depois, durante o período das grandes navegações;
Nossa Senhora de Nazaré Relembra a vida da Virgem Maria, em Nazaré, junto à sua sagrada família;
Nossa Senhora das Neves Refere-se a um milagre, anunciado pela Virgem Maria, de que em pleno verão, na noite de 4 para 5 de agosto, nevaria em Roma, o que realmente aconteceu no local onde hoje se ergue a basílica de Santa Maria Maior;
Nossa Senhora do Ó Alusão a Nossa Senhora nas proximidades de seu parto. Houve um sermão proferido pelo Padre Vieira, onde compara as virtudes de Maria à “perfeição da letra o“, símbolo da imortalidade e de Deus, de quem Maria é mãe. Referências as sete antífonas do Ó, nas proximidades do Natal.
Nossa Senhora da Oliveira Refere-se a uma imagem levada para GuimarãesPortugal, por São Tiago, que a colocou num templo, ao lado qual havia uma oliveira. Também, a Virgem Maria é comparada na passagem bíblica: “sua glória é igual ao fruto da Oliveira” (Os 14,6);
Nossa Senhora do Parto, do Bom Parto Recorda a proteção Virgem Maria às mães que estão para dar à luz;
Nossa Senhora do Patrocínio Relembra a intercessão da Virgem Maria junto a seu Filho, em favor dos homens, como nas Bodas de Caná;
Nossa Senhora da Paz ou Rainha da Paz Relembra a intervenção da Virgem Maria na devolução da catedral de ToledoEspanha, aos cristãos;
Nossa Senhora da Pena Relembra a Virgem como inspiradora e padroeira das letras e das artes;
Nossa Senhora da Penha Relembra o milagre realizado, no início do século XVII, por intercessão da Virgem Maria invocada por Baltazar de Abreu Cardoso, fazendeiro brasileiro, que encontrou uma serpente ao subir um penhasco (penha) que levava à sua fazenda no Rio de Janeiro;
Nossa Senhora da Penha de França Relembra a aparição da Virgem Maria a Simão Vela, monge francês, na serra chamada Penha de França, no norte da Espanha;
Nossa Senhora da Purificação Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nossa Senhora Peregrina Alusão à imagem de Nossa Senhora de Fátima
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Relembra a Virgem Maria como socorro dos cristãos, em suas horas de necessidade. Refere-se a um quadro milagroso da ilha de Creta, que após ser roubado, foi recuperado em Roma e posto, no século XIX, sob a guarda dos padres redentoristas;
Nossa Senhora da Piedade Relembra que Jesus, após o descimento da Cruz, foi entregue aos braços de sua Mãe Santíssima.
Nossa Senhora do Pilar Refere-se a uma aparição da Virgem Maria a São Tiago, que estava evangelizando em Zaragoza. A virgem lhe apareceu sentada num pilar, donde lhe vem o nome;
Nossa Senhora de Pompéia Relembra a aparição da Virgem a Bartolo Longo, em Pompéia, no sul da Itália;
Nossa Senhora da Ponte Refere-se à comparação de Maria à ponte donde passamos da terra para o céu;
Nossa Senhora Porta do Céu Refere-se à máxima que diz: “Ninguém chega ao Pai, a não ser por Jesus; e ninguém chega ao Filho, a não ser por Maria”. Esta é uma das invocações das “Ladainhas Loretanas”, considerando, pois que o culto da Mãe de Deus é a porta que leva os fiéis ao paraíso;
Nossa Senhora do Porto Refere-se a uma imagem bizantina colocada no célebre santuário, cuja construção foi iniciada no século VI, no bairro do Porto (Le Port), em Clermont-Ferrand, na França. Uma cópia deste ícone foi levada na batalha aos mulçumanos, para a retomada da cidade do Porto, em Portugal;
Nossa Senhora do Povo Relembra a construção, pelo povo de Roma, de uma igreja dedicada à Virgem Maria, no local onde se erguera o mausoléu dos Domícios, família a qual pertencia o imperador Nero;
Nossa Senhora dos Prazeres Relembra os sete principais prazeres da vida da Virgem Maria: a anunciação, a saudação de Santa Isabel, o nascimento de seu Filho, a visita dos Reis Magos, o encontro de Jesus no Templo, a primeira aparição de Jesus ressuscitado, a sua coroação no céu;
Nossa Senhora do Presépio Relembra a maternidade de Maria, na cena do presépio, conforme a tradição franciscana;
Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos Relembra que a Virgem Maria foi mãe, mestra e rainha dos apóstolos, que lhe devotavam especial veneração;
Nossa Senhora Rainha do Céu Relembra a coroação de Maria, após sua assunção aos céus;
Nossa Senhora Rainha dos Homens Relembra que Maria é rainha de todos os homens, portanto digna de todos os louvores, por parte de todos;
Nossa Senhora Rainha, Vencedora e Três vezes Admirável de Schoenstatt Imagem da Virgem Maria, padroeira do Movimento Apostólico de Schoenstatt, e relembra a aliança de amor que o padre Joseph Kentenich(1885 – 1968), selou pela primeira, 18 de Outubro de 1914, em SchoenstattAlemanha, com a Virgem Maria.;
Nossa Senhora dos Remédios Relembra a Virgem Maria como único remédio para todos os nossos trabalhos, angústias, necessidades e doenças;
Nossa Senhora do Rocio Imagem encontrada no mar, no final do século XVII, por um pescador que vivia em Rocio, próximo a Paranaguá;
Nossa Senhora do Rosário Relembra a aparição da Virgem Maria a São Domingos de Gusmão, no século XIII, pedindo-lhe a divulgação do seu rosário de orações. A consagração definitiva do Rosário de Nossa senhora deu-se a 7 de outubro de 1571, com a vitória dos cristãos na batalha de Lepanto;
Nossa Senhora do Sagrado Coração Relembra que de Maria foi formado o coração divinal de Jesus;
Nossa Senhora da Salete (em francês: de la Sallete) Relembra a aparição da Virgem Maria, a 19 de setembro de 1846, a dois pastorinhos, na montanha de SaleteIsére, nos Alpes franceses;
Nossa Senhora da Saudade Relembra a imensa saudade que a Virgem Maria teve de seu Filho, nos três dias incompletos que seu corpo esteve no sepulcro;
Nossa Senhora da Saúde Relembra que a Virgem Maria é fonte de vigor físico e moral para os homens;
Nossa Senhora Salvação do Povo Romano Relembra que a Virgem Maria sempre socorreu o povo de Roma, em todas as suas situações de necessidade.
Nossa Senhora do Sion, do Sião. Relembra a aparição da Virgem Maria, em 1842, em Roma, a Alfredo Ratisbona, ateu de origem judaica, que se converteu ao catolicismo;
Nossa Senhora da Soledade Relembra a solidão, a tristeza e saudade da Virgem Maria, por ocasião da paixão de seu Filho;
Nossa Senhora do Terço Similar à invocação de Nossa Senhora do Rosário, mas refere-se apenas a cinco mistérios da vida de Jesus;
Nossa Senhora da Visitação Relembra a visita da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel;
Nossa Senhora da Vitória Relembra que a Virgem Maria, vitoriosa, pode levar os cristãos à vitória em suas vidas. Em Portugal, foi introduzida a devoção por Dom João I, para comemorar a vitória na Batalha de Aljubarrota;

 

Leia também:

 

Escute as músicas sugeridas:

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Perfeito é quem te criou – Vida Reluz

Mãe Fiel (Mostra-me o caminho)- Padre Zeca

 

16º Encontro (Catequese) – As Cartas de São Paulo

Série: Animo, uma nova Catequese (Encontro 16/40)

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Sugestão para folha de encontro

Dezesseis encontros se passaram, como está a nossa vivência na fé? Já notou mudanças nos catequizandos, na comunidade ou em você mesmo? Para os catequistas muito trabalho já foi feito, para os catequizandos muita coisa nova deve ter sido absorvida. Avalie você:

  1. Estou conseguindo passar tudo o que quero? De uma forma descontraída?
  2. Os catequizandos estão gostando?
  3. Estou cumprindo os horários?
  4. A Bíblia já se tornou familiar para todos?
  5. Como estão os preparativos para os eventos extra-catequese (Batismo, Primeira Comunhão, almoço/janta com os familiares,conversas com o padre)?
  6. Já conseguiu convidados para alguns encontros?* (essa é novidade)

*A sugestão do item 6 é trazer convidados para falar sobre encontros específicos, tais como:

  • Sacramento do Matrimônio –  Um ou dois casais, casados na igreja para dar testemunho sobre esta experiência. Seria legal se fosse um casal de mais idade e um mais jovem,mas o requisito básico é que eles participem ativamente da igreja e possam trazer uma bela mensagem. Grupos de ECC (Encontros de Casais com Cristo) costumam ter casais interessantes para isso.
  • Sacramento da Ordem – O próprio padre da Paróquia ou um indicado por ele, ou até um seminarista (de repente os dois) para falar sobre esta vocação
  • Música Litúrgica – Ou a banda da comunidade ou um(a) cantor(a) do coral para falar sobre a música católica e as diferenças entre música de missa e música de louvor e adoração. Se você escolher bem este pode ser um encontro muito descontraído.

Estes são apenas exemplos de como a participação de convidados pode enriquecer os encontros, respeitando é claro o tempo. Para dar certo,é claro, precisa-se de preparação, então o convite não pode ser em cima da hora. Mesmo porque nestes encontros é recomendado que se faça uma pequena recepção, de repente com um café da manhã.

Décimo sexto encontro

Neste dia iremos falar de São Paulo apóstolo e suas cartas (epístolas). Seria ótimo começar com a nossa oração inicial: Pai Nosso, Ave Maria e o Vinde Espírito Santo. No segundo momento cantar a linda e tradicional canção Pelos Prados e Campinas (Salmo 23) – Padre Zezinho

Já no terceiro momento a história de Saulo deve ser contada (ou repetida já que no último encontro foi falada). Depois falaremos das cartas enviadas por Paulo. Uma pequena divisão de grupos pode ser feita e trechos de cartas devem ser estudados.

  1. Rm 13, 7 – 14
  2. 2Tm 1, 6-18
  3. 1Cor 13, 1-13
  4. 1Ts 4, 1-18
  5. Gl 3, 1-29
  6. Ef 4, 1-18

Depois dos grupos, da leitura e da plenária para explicar e ler para os demais cada leitura, vamos a um momento mais descontraído onde perguntaremos sobre o que cada um tem sentido nesta altura da vivência da fé. Também proponho uma dinâmica para responder a uma cruzadinha bíblica com as cartas de São Paulo

CARTAS DE PAULO

Depois das respostas podemos cantar novamente Pelos Prados e Campinas (Salmo 23) – Padre Zezinho , rezarmos de novo o Pai Nosso, Ave Maria e Vinde Espírito Santo e nos despedirmos com um forte braço da paz.

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Aprofundamento para o catequista

São Paulo foi um dos maiores divulgadores dos ensinamentos cristãos de todos os tempos, podemos com certeza aceitar que foi por causa dele que hoje podemos nos declarar católicos, já que pela sua disposição e disponibilidade em viajar e levar os ensinamentos do amor de Jesus, que tudo isso foi levado aos quatro cantos do mundo.

de perseguidor implacável dos cristãos até o dia em que galopava com seu cavalo no encalço de cristãos e ouviu um forte voz que parecia vir do próprio céu: – Saulo porque me persegues. – ele caiu imediatamente do cavalo e viu uma luz tão fulgurante que o cegou, ficou sendo tratado por um cristão e pouco a pouco recobrava a visão conforme começava a creditar em Jesus. Um erro que muitos irmãos protestantes pregam é que Paulo recebeu a graça ao acreditar em Deus, na verdade ele já acreditava em Deus mas perseguia os seguidores do próprio filho de Deus, Jesus Cristo.

Paulo além de viajar deixava sempre cartas (epístolas) para as comunidades que visitava, com orientações e exortações de fé. Repare que até hoje este exemplo é seguido quando o Papa deixa suas cartas como documentos de reflexão e orientação a igreja.

Cartas Paulinas autênticas:

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1 – Romanos

2 – Primeira Coríntios

3 – Segunda Coríntios

4 – Gálatas

5 – Filipenses

6 – Filemon

7 – Primeira Tessalonicenses

Cartas deuteropaulinas paulinas :

1 – Segunda Tessalonicenses

2 – Efésios

3 – Colossenses

Cartas Pastorais (também consideradas deuteropaulinas):

1 – Tito

2 – Primeira de Timóteo

3 – Segunda de Timóteo

4 – Hebreus*

Total de cartas paulinas: 14 no cânon oficial.

*No passado existia o costume de atribuir também a Paulo a carta aos Hebreus. Mas hoje os exegetas são unânimes em afirmar que essa carta não foi escrita por ele, mas por um autor anônimo e seria uma espécie de sermão.

Há alguma discussão também sobre a autoria de algumas das cartas atribuídas a Paulo. Talvez não saíram do seu próprio punho, mas de seus discípulos ou, de qualquer forma, pessoas muito próximas dele. Discute-se sobre a autoria de Colossenses, Segunda aos Tessalonicenses, Efésios, Primeira e Segunda a Timóteo e Tito. Muitas cartas também são um conjunto de varias cartas, reunidas em uma só. Por isso são longas e possui assuntos diversos. Dificilmente naquela época se escrevia longas cartas. Sabemos que o pergaminho feito de couro de carneiro, que eram escritas as cartas era muito caro. Uma típica carta do tempo de Paulo esta na carta a Filemon. Destaca-se apenas um assunto em uma página servindo para modelo de compreensão como seriam as cartas neste tempo.

Um outro exemplo é a carta aos Filipenses que demonstra ser uma junção de 3 cartas.

1 – uma cartinha de agradecimento

2- Carta principal falando da situação.

3 – Uma carta alertando dos intrusos na comunidade.

Outro exemplo a destacar é a primeira carta aos Coríntios que aborda vários assuntos, que foram contidos em varias cartas e no final juntados em uma só carta.

 

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Quem foi São Paulo afinal?

Este tema já foi iniciado no último encontro quando falamos de atos dos Apóstolos, mas calha melhor ainda aqui. Para isso vou me servir de um texto do professor Filipe Aquino no Blog Canção Nova:

“A festa litúrgica de 25 de janeiro foi instituída pela Igreja para dar graças a Deus pelos imensos benefícios que ela recebeu de Deus através de São Paulo. O seu martírio é celebrado junto com São Pedro no dia 29 de junho. Em primeiro lugar a Igreja quer agradecer a Deus a sua conversão, depois, a sua vocação e a missão de pregar o Evangelho aos Gentios.

São Paulo (ou Saulo) nasceu em Tarso (Município de Roma) na Cilícia (Ásia menor) no início da era cristã, de família israelita, da tribo de Benjamim; muito fiel à doutrina e à tradição judaica; seu pai comprara a cidadania romana, o que era possível naquele tempo, então Saulo nasceu como cidadão romano, legalmente.

Aos 15 anos de idade foi enviado para Jerusalém onde recebeu a formação do rabino Gamaliel (At 22,3; 26,4; 5,34), e foi formado na arte rabínica de interpretar as Escrituras, e deve ter aprendido a profissão de curtidor de couro, seleiro.
Por volta do ano 36 era severo perseguidor dos cristãos, mas se converteu espetacularmente quando o próprio Senhor lhe apareceu na estrada de Jerusalém para Damasco, onde foi batizado por Ananias. Em seguida permaneceu num lugar perto de Damasco chamado Arábia.

São Paulo esteve no apedrejamento de Santo Estevão, e sem dúvida as orações desse Santo na hora da morte foram fundamentais para a graça da conversão de São Paulo.

No ano 39 se encontrou com Pedro e Tiago em Jerusalém (Gl 1,18) e depois voltou para Tarso (At 9,26-30) acabrunhado pelo fracasso do seu trabalho em Jerusalém. Ali ficou por cerca de 5 anos, até o ano 43. Nesta época, Barnabé, seu primo, que era discípulo em Antioquia, importante comunidade cristã fundada por S.Pedro, o levou para lá.

Em 44 Paulo e Barnabé foram encarregados pela comunidade de Antioquia para levar a ajuda financeira aos irmãos pobres de Jerusalém. No ano 45, por inspiração do Espírito Santo, Paulo e Marcos (o evangelista) foram enviados a pregar aos gentios (At 13,1-3).

A primeira viagem durou cerca de 3 anos (45-48) percorrendo a ilha de Chipre e parte da Ásia Menor. No ano de 49 Paulo e Barnabé vão a Jerusalém para o primeiro Concílio da Igreja, para resolver a questão da circuncisão, surgida em Antioquia. Esta presença de São Paulo em Jerusalém foi fundamental para que o Cristianismo não ficasse dependente do antigo judaísmo, como uma “seita” a mais. Graças a ele os pagãos ficaram livres da circuncisão e o Cristianismo surgiu com nova força.

A segunda viagem apostólica de São Paulo foi de 50 a 53, durante a qual Paulo escreveu, em Corinto, as duas Cartas aos Tessalonicenses (At 15,36-18,22). São as primeiras Cartas de Paulo.

A terceira viagem foi de 53 a 58. Neste período ele escreveu “as grandes epístolas”, Gálatas e I Coríntios, em Éfeso; II Coríntios, em Filipos; e aos Romanos, em Corinto. No final desta viagem Paulo foi preso por ação dos judeus e entregue ao tribuno romano Cláudio Lísias, que o entregou ao procurador romano Felix, em Cesaréia. Aí Paulo ficou preso dois anos (58-60), onde apelou para ser julgado em Roma; tinha direito a isso por ser cidadão romano. Partiu de Cesaréia no ano 60 e chegou em Roma em 61, após sério naufrágio perto da ilha de Malta.

Em Roma ficou preso domiciliar até 63. Neste período ele escreveu as chamadas “cartas do cativeiro” (Filemon, Colossenses, Filipenses e Efésios). Depois deste período Paulo deve ter sido libertado e ido até  a Espanha, “os confins do mundo” (Rm 15,24), como era seu desejo. Em seguida deve ter voltado da Espanha para o oriente, quando escreveu as Cartas pastorais a Tito e a Timóteo, por volta de 64-66.

Foi novamente preso no ano 66, no  oriente, e enviado a Roma, sendo morto em 67 face à perseguição de Nero contra os cristãos desde o ano 64. S. Paulo foi um dos homens mais importantes do cristianismo. Deixou-nos 14 Cartas.

A festa litúrgica da conversão de São Paulo apareceu no século VI e é própria da Igreja latina. O martírio do Apóstolo dos gentios é comemorado no dia 29 de junho. A celebração do dia 25 de janeiro tem por finalidade considerar as várias facetas do Apóstolo por excelência. Ele diz de si mesmo: “Eu trabalhei mais que todos os apóstolos…”, mas também: “Eu sou o menor dos apóstolos… não sou digno de ser chamado apóstolo”.

Apresenta, ele mesmo, as credenciais: viu o Senhor, Cristo ressuscitado lhe apareceu, ele é testemunho da Ressurreição de Cristo, foi enviado diretamente por Cristo. É como um dos Doze. Pertence a Jesus desde aquela hora em que, no caminho de Damasco, vencido por Cristo e prostrado em terra perguntou-lhe: “Senhor, que queres que eu faça?” Paulo então passou a pregar e propagar a fé que desejava exterminar. Em poucos segundos de contato direto Jesus o transformou de um ferrenho perseguidor no maior Apóstolo do seu Evangelho em todos os tempos.

São Paulo tirou da sua experiência esta consoladora conclusão: “Jesus veio a esta mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. Precisamente por isso encontrei misericórdia. Em mim especialmente Jesus Cristo quis mostrar toda a sua longanimidade, para que eu sirva de exemplo a todos aqueles que pela fé nele alcançarão a vida eterna.” “Conheço um homem em Cristo que foi arrebatado até ao terceiro céu. Se no corpo ou fora do corpo, não sei. Deus o  sabe. Só sei que esse homem ouviu palavras inefáveis…” (2Cor 12,2).

São Paulo foi um Apóstolos de “fogo”; apaixonado por Jesus Cristo até a última fibra do seu corpo. Cristo era tudo para ele: “Para mim no viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fl 1, 21). “Tudo posso Naquele que me dá forças” (Fl 4,13). “Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou que vivo, é Cristo que vive em mim”. (Gl 2, 19-20).

Terminou a vida dizendo: “Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé” (1Tm 4,7) São Pedro e São Paulo foram as grandes colunas da Igreja em Roma; martirizados pelo mesmo Nero derramaram o seu sangue em Roma. Desde então a Sede da Igreja está em Roma.

Prof. Felipe Aquino”

 

Evangelho Segundo São Mateus

Animo, uma nova Catequese (Encontro 11/40 – Jesus Cristo – Complemento 6)

sao-mateus O Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus é o primeiro a aparecer no Novo Testamento, não porque foi o primeiro a ser escrito, mas sim por ser considerado o mais completo (tem 28 capítulos). “Composto conforme um plano bem claro, presta-se muito bem para a catequese. Imbuído de uma preocupação constante com a comunidade de fé, é o evangelho eclesial por excelência. A forma do evangelho que atualmente conhecemos, parece ter sido concebida para fortalecer na fé os cristãos de origem judaica, os quais estavam sendo pressionados para integrar o judaísmo que estava reorganizando-se depois da destruição do templo (70 d.C.). Mateus conscientiza os cristãos de que eles é que constituem o verdadeiro Israel, pois em Jesus a herança de Israel se tornou universal.” (Introdução ao Evangelho Segundo Mateus – Bíblia Sagrada – tradução da CNBB)

É importante frisar que Mateus foi um dos 12 apóstolos e juntamente com João foram os únicos dos evangelistas a realmente beberem da fonte da sabedoria de Jesus e a conviver com ele naqueles anos, praticamente desde o início da sua missão.

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Quadro cronológico do Evangelho de Mt

Uma das principais características deste evangelho são os 5 sermões que logo depois da narração da infância (ou parte dela) de Jesus (capítulos 1 e 2) permeiam a narração da vida, morte e ressurreição (capítulos 3 a 28). Uma curiosidade é que já existem estudos que falam sobre uma alusão destes sermões com os cinco rolos da Lei de Moisés já que praticamente todo o evangelho tenta mostrar que ser discípulo de Jesus  é a verdadeira maneira de realizar o objetivo da Lei: viver segundo a vontade de Deus. Jesus ensina a compreensão plena da Lei. (Mt 5, 17-20)

“Mateus usou como fonte o Evangelho de Marcos, composto por volta do ano 70. O autor relê e reescreve Marcos, abreviando ou acrescentando outros escritos (cf. Mc 6,30-44; Mt 14,13-21).

Em Mt 21,41 e 22,7, o autor alude a pormenores concretos da destruição de Jerusalém, a cidade santa, pelo exército romano em torno do ano 70.

No decorrer dos anos, com base na experiência e na vivência da comunidade, o Evangelho de Mateus considera, desenvolve e interpreta o desastre nacional como castigo de Deus, causado pelo pecado das elites religiosas ao rejeitar Jesus como Filho de Deus (Mt 24,1-31).

O capítulo 23 do Evangelho de Mateus evidencia o forte conflito dessas comunidades com os judeus fariseus (Mt 5,11-12; 10,17-23; 24,9-14). Mas o evangelho não chega a mencionar a expulsão dos judeu-cristãos da sinagoga, o que pode ter ocorrido por volta do ano 90 (cf. Lc 6,22; Jo 9,22; 16,2).

No fim do século I, as autoridades judaicas começaram a intensificar sua perseguição contra os grupos de judeus de tendências e tradições diferentes, especialmente contra os grupos cristãos da diáspora. As comunidades destinatárias do Evangelho de Mateus provavelmente viviam na Síria, em Antioquia. Eis alguns elementos que confirmam essa posição:

a) Em Mt 4,24, o autor relê Mc 1,28.39 e corrige “por toda a Síria”, ao invés de “por toda a Galileia”.

b) Inácio, bispo de Antioquia, martirizado por volta do ano 107 d.C., cita os textos de Mateus em suas cartas (cf. a Carta a Policarpo 2,2 e Mt 10,16b).

c) Até o momento atual, não há provas da existência de sinagogas na Galileia no primeiro século, nem antes desse período. As sinagogas surgiram fora da Palestina, na diáspora.

d) O Evangelho de Mateus atribui um papel importante a Pedro (Mt 14,28-31; 15,15; 16,22-23; 17,24-27; 18,21; 19,27), que atuou na igreja de Antioquia (cf. Gl 2,11-14).

2. Quem escreveu e para quem?

O Evangelho de Mateus é o primeiro livro do Novo Testamento, mas não foi o primeiro a ser escrito. Ele anuncia que Jesus é a realização das promessas do Antigo Testamento. Esse texto, provavelmente, constituiu a base de um conjunto de comunidades cristãs que chegaram até o fim do século II. E, por ter sido posto em primeiro lugar no cânon do Novo Testamento, deve ter sido um evangelho importante para aquele setor do cristianismo que se tornou religião oficial do império romano.

No grupo de Jesus, havia um discípulo que se chamava Mateus, nome que, em hebraico, significa “presente de Deus” e, em grego, é semelhante a mathetés, cujo sentido literal é “aprendiz”. Segundo a tradição da Igreja, o autor do evangelho seria esse Mateus. Pápias, bispo de Hierápolis, cidade da Ásia Menor, por volta do ano 130, atribui ao apóstolo Mateus a composição das palavras de Jesus. A discussão, porém, ainda continua em aberto.

A questão do nome do autor não é tão importante, pois, antes de sua redação final, os evangelhos foram ensinamentos catequéticos, orais ou escritos, sobre as palavras e os atos de Jesus. A forma como o evangelho chegou até nós é obra de um redator que organizou os documentos já existentes e elaborados comunitariamente. No caso de Mateus, o grupo de redatores seriam alguns escribas que no texto recebem destaque e são apresentados como discípulos de Jesus (Mt 8,19; 23,34).

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Estrutura do evangelho

A estruturação mais comum do Evangelho de Mateus é em cinco livros, com uma introdução sobre as origens de Jesus, os capítulos 1 e 2, e uma conclusão, com a narrativa da sua morte e ressurreição, nos capítulos 26 a 28. Cada um dos cinco livros contém uma parte narrativa e um discurso. Ao todo são dez partes. É uma forma de Mateus relembrar às suas comunidades o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) e as dez palavras do Sinai ou os dez mandamentos, apresentando Jesus como o novo Moisés.

Visualizando a estrutura:

– Introdução (1-2)

– Jesus dentro da história do povo de Deus (1,1-17).

– Jesus: um novo começo dentro de um novo Êxodo (1,18-2,23).

Primeira parte: A justiça do Reino de Deus (37)

Narração: Jesus traz o Reino de Deus (3-4).

Discurso: O sermão da montanha (5-7) – condições para entrar no Reino.

Segunda parte: Uma justiça que liberta os pobres (810)

Narração: os milagres, sinais do Reino (8-9).

Discurso: A missão (10) – como anunciar o Reino.

Terceira parte: Uma justiça que provoca conflitos (11,1-13,52)

Narração: as reações diante da prática de Jesus (1112).

Discurso: As parábolas do Reino (13,1-52) – o mistério do Reino.

Quarta parte: O novo povo de Deus (13,53-18,35)

Narração: o seguimento de Jesus (13,53-17,27).

Discurso: A comunidade dos seguidores (18,1-35) – sinal do Reino.

Quinta parte: A vinda definitiva do Reino (19-25)

Narração: o Reino é para todos os que se converterem (19-23).

Discurso: a vigilância (24-25) – o futuro do Reino.

Conclusão: A páscoa da libertação (2628).

6. Principais mensagens do Evangelho de Mateus

No Evangelho de Mateus, Jesus é o Emanuel (Mt 1,23) e se faz presente na comunidade reunida em oração: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt 18,20). Ele garante a sua presença constante na vida das pessoas: “E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). Jesus é o Mestre que nos convida a viver a justiça e a misericórdia! Com base em alguns textos exclusivos do Evangelho de Mateus, é possível entender o projeto das comunidades que receberam esse evangelho e alguns dos principais ensinamentos de Jesus transmitidos por elas e dirigidos também às nossas comunidades hoje.” (Extraído do site Vida Pastoral)

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É neste evangelho que encontramos a lista mais bem elaborada do chamado dos discípulos.

  • Sermão da Montanha (Mt 5-7)
  • Sermão da Missão (Mt 10)
  • Sermão das Parábolas (Mt 13)
  • Sermão da Comunidade (Mt 18)
  • Sermão Escatológico (Mt 24-25)

Na liturgia o Evangelho de Mateus é o lido no ano A do tempo comum.

Parábolas:

Mateus traz várias parábolas, sendo apenas 11 exclusivas (sem registro nos evangelhos sinóticos de Lucas e Marcos)

  1. As bodas (Mt 22,1-14);
  2. A lâmpada embaixo da mesa (Mt 4, 21-23)
  3. A casa vazia (Mt 12,43-45);
  4. Coisas novas e velhas (Mt 13, 51-52);
  5. O credor incompassivo (Mt 18,23-35);
  6. As dez virgens (Mt 25,1-13);
  7. Os dois alicerces (Mt 7.24- 27)
  8. Os dois filhos (Mt 21,28-32);
  9. O fermento (Mt 13,33);
  10. A figueira (Mt 24,32-33);
  11. O joio (Mt 13,24-30,36-43);
  12. Os lavradores maus (Mt 21,33-46);
  13. Os meninos na praça (Mt 11,16-19);
  14. O pai vigilante (Mt 24,42-44);
  15. A pedra rejeitada (Mt 21,42-44);
  16. A pérola de grande valor (Mt 13,45-46);
  17. A rede (Mt 13,47-50);
  18. O semeador (Mt 13,3-9,18-23);
  19. A semente de mostarda (Mt 13,31-32)
  20. A ovelha perdida (Mt 18, 12-14)
  21. O servo fiel (Mt 24,45-51);
  22. Os talentos (Mt 25,14-30);
  23. O tesouro escondido (Mt 13,44);
  24. Os trabalhadores da vinha (Mt 20,1-16);
  25. As ovelhas e as cabras (Mt 25,31-36)
  26. Um cego que guia outro cego (Mt 15,14)
  27. Remendo novo, vinho novo (Mt 9, 16-17)

A palavra portuguesa parábola deriva-se do termo grego parabolh, ; parabolé, ou seja, “pôr ao lado de”, “comparar”. A palavra hebraica é lv’m’ ; mashal, tem sua raiz etimológica derivada de um verbo hebraico que quer dizer “ser como”, denotando uma símile ou analogia; tudo indica que no Antigo Testamento a palavra poderia ser também aplicada para “historias curtas”, mas também possui outros significados.

Vários ícones medievais sobre Mateus

Curas e Milagres

Encontramos também no Evangelho de Mateus uma grande exposição de ensinos sobre curas e milagres. Alguns dos grandes milagres operados por Jesus e relatados nesse Evangelho são:

Cura do leproso 8,1-4
Cura do servo do centurião 8,5-13
Cura da sogra de Pedro 8,14-17
Exorcismo ao anoitecer 8,16-17
Acalmando a tempestade 8,23-27
Endemoniado gadareno 8,28-34
Paralítico em Cafarnaum 9,1-8
Filha de Jairo 9,18-26
Mulher com sangramento 9,20-22
Dois cegos da Galileia 9,27-31
Exorcismo do mudo 9,32-34
Homem com a mão mirrada 12,9-13
Exorcismo de homem cego e mudo 12,22-28
Alimentando 5000 pessoas 14,13-21
Caminhando sobre as águas 14,22-33
Cura em Genesaré 14,34-36
Filha da mulher canaanita 15,21-28
Alimentando os 4000 seguidores 15,32-39

Transfiguração de Jesus 17,1-13
Menino possuído pelo Demônio 17,14-21
Moeda na boca do peixe 17,24-27
Cego próximo a Jericó 20,29-34
Amaldiçoando a figueira 21,18-22

Cada um dos evangelistas é identificado por um simbolo. Estes quatro símbolos se encontram na visão que o profeta Ezequiel teve  (Ez 1, 5 – 12). O profeta vislumbra a Glória de Deus sobre um carro (em hebraico: merkabah). E o carro tinha quatro rodas imensas que iam da terra ao céu. E em cada roda havia uma figura: a de um anjo, a de um leão, a de um boi, e a de uma águia.

 

O texto esta Assim descrito:

Distinguia-se no centro a imagem de quatro seres que aparentavam possuir forma humana. Cada um tinha quatro faces e quatro asas. Suas pernas eram direitas e as plantas de seus pés se assemelhavam às do touro, e cintilavam como bronze polido. De seus quatro lados mãos humanas saíam por debaixo de suas asas. Todos os quatro possuíam rostos, e asas. Suas asas tocavam uma na outra. Quando se locomoviam, não se voltavam: cada um andava para a frente. Quanto ao aspecto de seus rostos tinham todos eles figura humana, todos os quatro uma face de leão pela direita, todos os quatro uma face de touro pela esquerda, e todos os quatro uma face de águia. Eis o que havia no tocante as suas faces. Suas asas estendiam-se para o alto; cada qual tinha duas asas que tocavam às dos outros, e duas que lhe cobriam o corpo. Cada qual caminhava para a frente: iam para o lado aonde os impelia o espírito; não se voltavam quando iam andando.

Com o passar do tempo a tradição cristã conferiu aos evangelistas o simbolismo desses quatro animais. São Jerônimo, tradutor da Bíblia do Hebraico para o Latim viu neste simbolismo com clareza, o indicativo dos quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João).

Interessante que na Catedral Metropolitana de Campinas, uma das igrejas mais antigas do estado de São Paulo e uma das poucas que restam feitas sobre taipa de pilão os quatro evangelistas estão representados no alto da igreja, junto com seus respectivos símbolos. (Veja a foto da fachada e o detalhe de Mateus).

Quem foi Mateus

O Evangelho segundo Marcos conta assim a chamada de Mateus: E tornou a sair para a beira-mar, e toda a multidão ia até ele; e ele os ensinava. Ao passar, viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: “segue-me”. Ele se levantou e o seguiu (Marcos 2,13-14). O seu nome aparece nas 3 listas dos apóstolos que temos (Mateus 10,3; Marcos 3,18 e Lucas 6,15). Além disso, ele também é mencionado em Atos 1,13 como membro da comunidade que continuou perseverante após a morte de Cristo.
Mateus era um cobrador de impostos. O império romano tinha pessoas espalhadas pelo reino encarregadas de recolher as taxas que o povo devia ao imperador. Essas pessoas, obviamente, não eram bem-vistas pelos próprios conterrâneos. Muitas vezes eram exploradores e cometiam injustiças. Além disso, os sacerdotes, por respeito ao primeiro mandamento, proibiam aos judeus de tocarem as moedas do império, pois traziam a imagem do imperador. Por conseqüência, os cobradores de impostos, que as tocavam com freqüência, eram considerados pecadores.

Da atividade de Mateus após o Pentecostes, logo depois da ascensão de Jesus ao céu, conhecemos muito pouco. Existe algumas correntes que dizem que o discipulo ficou na região da Judéia por mais 15 anos pregando e depois foi para a Etiópia. Recorrendo a uma tradição antiga que relata Mateus como chefe missionário. Ele não teria comparecido diante dos juízes para dar testemunho. Outras fontes, ao invés, menos verídicas, difundem-se na narração dos sofrimentos e do martírio de Mateus, dando conta de que ele foi apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde as relíquias teriam sido transportadas, primeiro para Paetum, no Golfo de Salerno e no século X para Salerno, onde até hoje são honradas

O dia oficial de São Mateus é 21 de Setembro

São Mateus, Mateus Evangelista ou Mateus Apóstolo (מתי/מתתיהו, “Dom de Javé ou “Presente de Deus”, hebraico padrão e vocalização de Tibérias: Mattay ou Mattiyahu; grego da Septuaginta Ματθαιος, Matthaios; grego moderno: Ματθαίος, Matthaíos) é, pelo relato dos Padres da Igreja, o autor do Evangelho de Mateus e um dos Doze Apóstolo

Fontes pesquisadas:

  • Vida Pastoral
  • Bíblia Sagrada – CNBB
  • Wikipedia
  • Livro: Como Ler os evangelhos – Félix Moracho – Paulus Editora
  • Livro: Como Ler o Evangelho de Mateus – Ivo Storniolo – Paulus Editora
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Bíblia.org
  • Livro: Um Santo Para Cada Dia – Mario Sgarbosa e Luigi Giovannini – Edições Paulinas