O Espírito Santo (Complemento para Estudo)

Série : Animo, uma nova catequese (Encontro 32/40 – Complemento 16)

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O assunto é o Espírito Santo e ele é inesgotável em si mesmo, sendo preciso mais do que palavras, teses ou análises para poder entrarmos neste mistério e termos uma resposta a contento. A nossa igreja católica Apostólica Romana, nasceu naquele dia de Pentecostes, onde todos receberam os Dons e Frutos do Espírito Santo ungidos pelo fogo na graça concedida pelo próprio Jesus Cristo.

De fato, sem o Espírito Santo Deus está distante, Cristo é o passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a autoridade é dominação, a missão é propaganda, o culto é evocação, o agir cristão é uma moral de escravos. Mas, com o Espírito Santo e no Espírito Santo o Universo, é elevado e clama pelo Reino de Deus, a presença do Cristo Ressuscitado é reconhecida, o Evangelho é vida e poder, Igreja significa comunhão trinitária, a autoridade é um serviço libertador, a missão um Pentecostes, a Liturgia é memorial e antecipação do mistério, o agir humano é divinizado (Cf. Ignazio Hazim, La resurrezione e l’uomo d’oggi – Ed. Ave, Roma, 1970, pp. 25 26). O Espírito de Deus deve ser acolhido. Ele é o dom sempiterno de Deus, derramado sobre a Igreja e sobre todos os fiéis. O Espírito Santo age no mundo, suscitando o bem e a busca da verdade. Sua ação conduz as consciências para suscitar a convergência de todos os rios da existência humana para o amor de Deus e Sua presença. N’Ele, podemos acreditar no bem existente no coração das pessoas e receber as forças necessárias para buscá-Lo e valorizá-Lo. Diante de Sua ação, caem todas as resistências interiores. A atitude mais sincera, diante da ação do Espírito Santo, é a docilidade, pois uma pretensa autonomia conduz as pessoas ao orgulho. Deixar-se conduzir por amor é honestidade interior, é saber viver, até porque, de uma forma ou de outra, sempre somos influenciados por alguém, por correntes de pensamento ou doutrinas. Saibamos escolher a melhor companhia, e esta é dada de presente, enviada pelo Pai e pelo Filho segundo a promessa que nos foi feita. (extraído do site Formação Canção Nova)

Quando falamos da vida segundo o Espírito, não devemos imaginar uma vida fora da realidade, desvinculada de si mesma; aliás, a vida humana é composta pela realidade física, biológica, psíquica e espiritual. Nenhuma deve ser descartada, pois o ser humano é um todo. Devemos ter bem claro isso: somos um conjunto, mas precisamos reconhecer que, quando a vida espiritual vai mal, as outras realidades acabam indo mal; e quando se vive uma espiritualidade sadia, consegue-se superar o males físicos, biológicos e psíquicos. Quando há saúde espiritual, os males em outras áreas podem não ser sanados, mas superados pela força do Espírito. O mal físico e a violência podem nos impedir de caminhar alguns metros e nos limitar, enquanto o Espírito nos leva a distâncias longínquas, porque n’Ele somos livres.

A vida no Espírito

Hoje, sem dúvida, temos de valorizar a vida espiritual, uma vida segundo o Espírito de Deus. Em nosso tempo, uma das grandes dificuldades que as pessoas vivem é uma vida sem sabor, sem sentido, uma vida de erros, à qual chamamos de pecado. Uma vida sem o auxílio do Alto é fadada ao fracasso, susceptível às doenças psíquicas e físicas. Quantas pessoas doentes no espírito, quantas pessoas perdidas! Quantas pessoas vão à igreja, mas, desanimadas, não conseguem se levantar ou possuem dificuldades para fazer isso? (Formação Canção Nova).

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Abaixo transcreverei na integra alguns itens do Catecismo da Igreja Católica que visam colaborar no nosso estudo mais aprofundado sobre o Espírito Santo. Vale ressaltar que os números antes de cada parágrafo tratam-se dos cânons, dentro de cada texto também serão citadas passagens bíblicas e parágrafos relacionados, ao clicar em cima destes pontos vão aparecer os links para uma melhor pesquisa.

O NOME PRÓPRIO DO ESPÍRITO SANTO
691 “Espírito Santo”, este é o nome próprio daquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho. A Igreja o recebeu do Senhor e o professa no Batismo de seus novos filhos O termo “Espírito” traduz o termo hebraico “Ruah”, o qual em seu sentido primeiro, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza justamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a nossa novidade transcendente daquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às três Pessoas Divinas. Mas ao juntar os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos “espírito” e “santo”. (Parágrafo Relacionado 1433)
AS DENOMINAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO
692 Ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, Jesus o denomina o “Paráclito”, literalmente: aquele que é chamado para perto de, “advocatus” (Jo 14,16.26; 15,26; 16,7). “Paráclito” é habitualmente traduzido por “Consolador”, sendo Jesus o primeiro consolador. O próprio Senhor chama o Espírito Santo”. Espírito de Verdade. “.
693 Além de seu nome próprio, que é o mais empregado nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas, encontram-se em São Paulo as denominações: o Espírito da promessa (Gl 3,14; Ef 1,13), o Espírito de adoção (Rm 8,15; Gl 4,6), o Espírito de Cristo (Rm 8,11), o Espírito do Senhor (2Cor 3,17), o Espírito de Deus (Rm 8,9.14;15,19; 1Cor 6,11;7,40) e, em São Pedro, o Espírito de glória (1Pd 4,14).

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OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO
694 A água. O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, pois após a invocação do Espírito Santo ela se torna a sinal sacramental eficaz do novo nascimento: assim como a gestação de nosso primeiro nascimento se operou na água, da mesma forma também a água batismal significa realmente que nosso nascimento para, a vida divina nos é dado no Espírito Santo Mas “batizados em um só Espírito” também “bebemos de um só Espírito” (1Cor 12,13): o Espírito é, pois também pessoalmente a água viva que jorra de Cristo crucificado como de sua fonte e que em nós jorra em Vida
Eterna. (Parágrafos Relacionados 1218,2652)

695 A unção. O simbolismo da unção com óleo também é significativo do Espírito Santo, a ponto de tomar-se sinônimo dele. Na iniciação cristã, ela é o sinal sacramental da confirmação, chamada com acerto nas Igrejas do Oriente de “crismação”. Mas, para perceber toda a força deste simbolismo, há que retomar à unção primeira realizada pelo Espírito Santo: a de Jesus. Cristo (“Messias” a partir do hebraico) significa “Ungido” do Espírito de Deus. Houve “ungidos” do Senhor na Antiga Aliança de modo eminente o rei Davi. Mas Jesus é o Ungido de Deus de uma forma única: a humanidade que o Filho assume é totalmente “ungida do Espírito Santo”. Jesus é constituído “Cristo” pelo Espírito Santo A Virgem Maria concebe Cristo do Espírito Santo, que pelo anjo o anuncia como Cristo por ocasião do nascimento dele e leva Simeão a vir ao Templo para ver o Cristo do Senhor; é Ele que plenifica o Cristo é o poder dele que sai de Cristo em seus atos de
cura e de salvação. É finalmente Ele que ressuscita Jesus dentre os mortos. Então, constituído plenamente “Cristo” em sua Humanidade vitoriosa da morte, Jesus difunde em profusão o Espírito Santo até “os santos” constituírem, em sua união com a Humanidade do Filho de Deus, “esse Homem perfeito… que realiza a plenitude de Cristo” (Ef 4, 13): “o Cristo total”, segundo a expressão de Santo Agostinho. (Parágrafos
Relacionados 1293436, 1504,794)

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Virá aquele que batizará com fogo…

696 O fogo. Enquanto a água significa o nascimento e a fecundidade da Vida dada no Espírito Santo o fogo simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo O profeta Elias, que “surgiu como um fogo cuja palavra queimava como uma tocha” (Eclo 48,1), por sua oração atrai o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo, figura do fogo do Espírito Santo que transforma o que toca. João Batista, que caminha diante do Senhor com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), anuncia o Cristo como aquele que “batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Lc 3,16), esse Espírito do qual Jesus dirá “Vim trazer fogo à terra, e quanto desejaria que já estivesse acesso (Lc 12,49). É sob a forma de línguas “que se diriam de fogo” o Espírito Santo pousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si. A tradição espiritual manterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos da ação do Espírito Santo Não extingais o Espírito” (1Ts 5,19). (Parágrafos Relacionados 1127,2586,718)
697 A nuvem e a luz. Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo Desde as teofanias do Antigo Testamento, a Nuvem, ora escura, ora luminosa, revela o Deus vivo e salvador, escondendo a transcendência de sua Glória: com Moisés sobre a montanha do Sinai, na Tenda de Reunião e durante a caminhada no deserto; com Salomão por ocasião da dedicação do Templo[. Ora, estas figuras são cumpridas por Cristo no Santo Espírito Santo. É este que paira sobre a Virgem Maria e a cobre “com sua
sombra”, para que ela conceba e dê à luz Jesus. No monte da Transfiguração, é ele que “sobrevêm na nuvem que toma” Jesus, Moisés e Elias, Pedro, Tiago e João “debaixo de sua sombra”; da Nuvem sai uma voz que diz: “Este é meu Filho, o Eleito, ouvi-o sempre” (Lc 9,34-35). É finalmente essa Nuvem que “subtrai Jesus aos olhos” dos discípulos no dia da Ascensão e que o revelará Filho do Homem em sua glória no Dia de sua Vinda. (Parágrafos Relacionados 484,554,659)
698 O selo é um símbolo próximo ao da unção. Com efeito, é Cristo que “Deus marcou com seu selo” (Jo 6,27) e é nele que também o Pai nos marca com seu selo. Por indicar o efeito indelével da unção do Espírito Santo nos sacramentos do batismo, da confirmação e da ordem, a imagem do selo (“sphragis”) tem sido utilizada em certas tradições teológicas para exprimir o “caráter” indelével impresso por estes três sacramentos que não podem ser reiterados. (Parágrafos Relacionados 1295,1296,1121)
699 A mão. E impondo as mãos que Jesus cura os doentes e abençoa as criancinhas. Em nome dele, os apóstolos farão o mesmo. Melhor ainda: é pela imposição das mãos dos apóstolos que o Espírito Santo é dado. A Epístola aos Hebreus inclui a imposição das mãos entre os “artigos fundamentais” de seu ensinamento. A Igreja conservou este sinal da efusão onipotente do Espírito Santo em suas epicleses sacramentais. (Parágrafos Relacionados 292,1288,1300,1573,1668)
700 O dedo. “E pelo dedo de Deus que (Jesus) expulsa os demônios.” Se a Lei de Deus foi escrita em tábuas de pedra “pelo dedo de Deus” (Ex 31,18), a “letra de Cristo”, entregue aos cuidados dos apóstolos” é escrita com o Espírito de Deus vivo não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, nos corações” (2Cor 3,3). O hino Veni, Creator Spiritus” (Vem, Espírito criador) invoca o Espírito Santo como “dedo da direita paterna” (digitus paternae dexterae). (Parágrafo Relacionado 2056)
701 A pomba. No fim do dilúvio (cujo simbolismo está ligado ao batismo), a pomba solta por Noé volta com um ramo novo de oliveira no bico, sinal de que a terra é de novo habitável. Quando Cristo volta a subir da água de seu batismo, o Espírito Santo, em forma de uma pomba, desce sobre Ele e sobre Ele permanece. O Espírito desce e repousa no coração purificado dos batizados. Em certas igrejas, a santa Reserva eucarística é conservada em um recipiente metálico em forma de pomba (o columbarium) suspenso
acima do altar. O símbolo da pomba para sugerir o Espírito Santo é tradicional na iconografia cristã.

714 É por isso que Cristo inaugura o anúncio da Boa Nova, fazendo sua esta passagem de Isaías (Lc 4,18-19):

O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me ungiu
para evangelizar os pobres;
curar aos de coração ferido;
enviou-me para proclamar a remissão aos presos,
e aos cegos a recuperação da vista,
para restituir a liberdade aos oprimidos
e para proclamar um ano de graça do Senhor.

715 Os textos proféticos diretamente referentes ao envio do Espírito Santo são oráculos em que Deus fala ao coração de seu Povo na linguagem da promessa, com as tônicas do “amor e da fidelidade”‘, cujo cumprimento São Pedro proclamará na manhã de Pentecostes. Segundo essas promessas, nos “últimos tempos” o Espírito do Senhor renovará o coração dos homens, gravando neles uma Lei Nova; reunirá e
reconciliará os povos dispersos e divididos; transformará a criação primeira; e Deus habitará nela com os homens na paz. (Parágrafos relacionados 214,1965)

716 O Povo dos “pobres” os humildes e os mansos, totalmente entregues aos desígnios misteriosos de seu Deus, os que esperam a justiça não dos homens, mas do Messias – é finalmente a grande obra da missão escondida do Espírito Santo durante o tempo das promessas para preparar a vinda de Cristo. É a sua qualidade de coração, purificado e iluminado pelo Espírito, que se exprime nos Salmos. Nesses pobres, o Espírito prepara para o Senhor “um povo bem-disposto”. (Parágrafo relacionado 368)

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“ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA”
721 Maria, a Mãe de Deus toda santa, sempre Virgem, é a obra prima da missão do Filho e do Espírito na plenitude do tempo pela primeira vez no plano da salvação e porque o seu Espírito a preparou, o Pai encontra a Morada em, que seu Filho e seu Espírito podem habitar entre os homens. E neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre a Sabedoria: Maria é decantada e representada na Liturgia como o “trono da Sabedoria”. Nela começam a manifestar-se as
“maravilhas de Deus” que o Espírito vai realizar em Cristo e na Igreja. (Parágrafo relacionado 484)
722 O Espírito Santo preparou Maria com sua graça. Convinha que fosse “cheia de graça” a mãe daquele em quem “habita corporalmente a Plenitude da Divindade” (Cl 2,9). Por pura graça, ela foi concebida sem pecado como a mais humilde das criaturas; a mais capaz de acolher o Dom inefável do Todo-Poderoso. É com razão que o anjo Gabriel a saúda como a “filha de Sião”: “Alegra-te”. É a ação de graças de todo o Povo de Deus, e portanto da Igreja, que ela faz subir ao Pai no Espírito Santo em seu cântico, enquanto traz em si o Filho Eterno. (Parágrafos relacionados 489,2676)
723 Em Maria, o Espírito Santo realiza o desígnio benevolente do Pai. É pelo Espírito Santo que a Virgem concebe e dá à luz o Filho de Deus. Sua virgindade transforma-se em fecundidade única pelo poder do Espírito e da fé. (Parágrafos relacionados 485,506)
724 Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai tornado Filho da Virgem. Ela é a Sarça ardente da Teofania definitiva: repleta do Espírito Santo, ela mostra o Verbo na humildade de sua carne, e é aos Pobres e às primícias das nações que ela o dá a conhecer. (Parágrafos relacionados 208,2619)
725 Finalmente, por Maria o Espírito Santo começa a pôr em Comunhão com Cristo os homens, “objetos do amor benevolente de Deus”, e os humildes são sempre os primeiros a recebê-lo: os pastores, os magos, Simeão e Ana, os esposos de Caná e os primeiros discípulos. (Parágrafo relacionado 963)
726 Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a “Mulher”, nova Eva, “mãe dos viventes”, Mãe do “Cristo total”. É nesta qualidade que ela está presente com os Doze, “com um só coração, assíduos à oração” (At 1,14), na aurora dos “últimos tempos” que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja. (Parágrafos relacionados 494,2618)

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O CRISTO JESUS
727 Toda a missão do Filho e do Espírito Santo na plenitude do tempo está contida no fato de o Filho ser o Ungido do Espírito do Pai desde a sua Encarnação: Jesus é o Cristo, o Messias. Todo o segundo capitulo do Símbolo da fé deve ser lido sob esta luz. Toda a obra de Cristo é missão conjunta do Filho e do Espírito Santo Aqui mencionaremos somente o que diz respeito à promessa do Espírito Santo feita por Jesus e o dom do Espírito pelo Senhor glorificado. (Parágrafos relacionados 438,695,536)
728 Jesus não revela plenamente o Espírito Santo enquanto Ele mesmo não é glorificado por sua Morte e Ressurreição. Contudo, sugere-o pouco a pouco, mesmo em seus ensinamentos às multidões, quando revela que sua Carne será alimento para a vida do mundo sugere-o também a Nicodemos, à Samaritana e aos que participam da festa dos Tabernáculos. A seus discípulos, fala dele abertamente a propósito da oração do testemunho que deverão dar. (Parágrafo relacionado 2615)
729 É somente quando chega a Hora em que vai ser glorificado que Jesus promete a vinda do Espírito Santo, pois sua Morte e Ressurreição serão o cumprimento da Promessa feita aos Apóstolos: o Espírito de Verdade, o Paráclito, será dado pelo Pai a pedido de Jesus; Ele será enviado pelo Pai em nome de Jesus; Jesus o enviará de junto do Pai, pois ele procede do Pai. O Espírito Santo virá, nós o conheceremos, Ele estará conosco para sempre, Ele permanecerá conosco; Ele nos ensinará tudo e nos lembrará de tudo o que Cristo nos disse, e dele dará testemunho; conduzir-nos-á à verdade inteira e glorificará a Cristo. Quanto ao mundo, confundi-lo-á em matéria de pecado, de justiça e de julgamento. (Parágrafos relacionados 388,1433)
730 Finalmente chega a Hora de Jesus. Jesus entrega seu espírito nas mãos do Pai momento em que, por sua Morte, e, vencedor da morte, de maneira que, “ressuscitado dos mortos pela Glória do Pai” (Rm 6,4), dá imediatamente o Espírito Santo, “soprando” sobre seus discípulos. A partir dessa Hora, a missão de Cristo e do Espírito passa a ser a missão da Igreja: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21). (Parágrafo relacionado 850)

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V. O ESPÍRITO E A IGREJA NOS ÚLTIMOS TEMPOS
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731 No dia de Pentecostes (no fim das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo, que é manifestado, dado e comunicado como Pessoa Divina: de sua plenitude, Cristo, Senhor, derrama em profusão o Espírito. (Parágrafos relacionados 2623,767,1302)
732 Nesse dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade. A partir desse dia, o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que creem nele; na humildade da carne e na fé, eles participam já da comunhão da Santíssima Trindade. Por sua vinda e ela não cessa, o Espírito Santo faz o mundo entrar nos “últimos tempos”, o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mas ainda não consumado: (Parágrafos relacionados 244,672). Vimos a verdadeira Luz, recebemos o Espírito celeste, encontramos a verdadeira fé:
adoramos a Trindade indivisível, pois foi ela quem nos salvou.

Artigo 8 – Creio no Espírito Santo – CIC

 

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Jesus só revela toda a plenitude do poder do Espírito Santo quando ele faz a passagem da sua morte em expiação aos nossos pecados, sua ressurreição (todo aquele que morre em Cristo novamente viverá) e sua ascensão de corpo e alma ao céu. Não seria necessário que Jesus desse o Espírito Santo enquanto ainda estava entre nós (na sua encarnação como homem) já que ele próprio é o Pai, Filho e Espírito, então toda a graça de Deus foi dada no momento em que seu filho (ele próprio encarnado na carne) foi elevado aos céus. A única pessoa que tinha parte do Espírito Santo enquanto Jesus andava entre nós era sua mãe Maria e por isso mesmo após mais alguns anos depois da ascensão de seu filho, foi elevada aos céus numa assunção, ou seja seu corpo foi levado a presença do Pai. Tudo isso é chamado de mistério, mas pode e deve ser estudado a fundo, sempre com o respeito e os olhos da fé.

Leia mais em:

Pentecostes - Nascimento da Igreja - Copy - Copy

 

 

Bíblia – Sagrada Escritura (CIC 101 – 141)

Série : Animo, uma nova catequese (Bíblia– Complemento 2) Transcrição do Catecismo da Igreja Católica 

Os números contidos no inicio de cada citação são os números do próprio Catecismo e servem para se localizar as citações e fazer referências.

“Omnis Scriptura divina unus liber est, et hic unus liber est Christus, “quia omnis Scriptura divina de Christo loquitur, et omn is Scriptura divina in Christo impletur”     ( Toda a Escritura divina é um único livro, e este
livro único é Cristo, já que toda Escritura divina fala de Cristo, e toda Escritura divina se cumpre em Cristo.)img_solar_2005_claudiopastro_catalogo_004_g

ARTIGO 3 – A SAGRADA ESCRITURA
I. CRISTO – PALAVRA ÚNICA DA SAGRADA ESCRITURA
101 Na condescendência de sua bondade, Deus, para revelar-se aos homens, fala-lhes em palavras
humanas: Com efeito, as palavras de Deus, expressas por línguas humanas, fizeram-se semelhantes à
linguagem humana, tal como outrora o Verbo do Pai Eterno, havendo assumido a carne da fraqueza
humana, se fez semelhante aos homens”.
102 Por meio de todas as palavras da Sagrada Escritura, Deus pronuncia uma só Palavra, seu
Verbo único, no qual se expressa por inteiro:
“Lembrai-vos que é uma mesma a Palavra de Deus que está presente em todas as Escrituras, que é
um mesmo Verbo que ressoa na boca de todos os escritores sagrados; ele que, sendo no início Deus junto de
Deus, não tem necessidade de sílabas, por não estar submetido ao tempo.”
103 Por este motivo, a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, como venera também o Corpo do
Senhor. Ela não cessa de apresentar aos fiéis o Pão da vida tomado da Mesa da Palavra de Deus e do
Corpo de Cristo.
104 Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra incessantemente seu alimento e sua força[fca8] , pois
nela não acolhe somente uma palavra humana, mas o que ela é realmente: a Palavra de Deus “Com efeito,
nos Livros Sagrados o Pai que está nos céus vem carinhosamente ao encontro de seus filhos e com eles fala”.

II. INSPIRAÇÃO E VERDADE DA SAGRADA ESCRITURA
105 Deus é o autor da Sagrada Escritura. “As coisas divinamente reveladas, que se encerram por
escrito e se manifestam na Sagrada Escritura, foram consignadas sob inspiração do Espírito Santo”
“A santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, tem como sagrados e canônicos os livros completos
tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração do
Espírito Santo, eles têm Deus como autor e nesta sua qualidade foram confiados à própria Igreja.”
106 Deus inspirou os autores humanos dos livros sagrados.. “Na redação dos livros sagrados, Deus
escolheu homens, dos quais se serviu fazendo-os usar suas próprias faculdades e capacidades, a fim de que,
agindo ele próprio neles e por meio deles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo que ele
próprio queria.”
107 Os livros inspirados ensinam a verdade. “Portanto, já que tudo o que os autores inspirados (ou
hagiógrafos) afirmam deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, deve-se professar que os livros da
Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus em vista de nossa salvação quis
fosse consignada nas Sagradas Escrituras.”
108 Todavia, a fé cristã não é uma “religião do Livro”. O Cristianismo é a religião da “Palavra” de
Deus, “não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo”. Para que as Escrituras não
permaneçam letra morta, é preciso que Cristo, Palavra eterna de Deus vivo, pelo Espírito Santo nos “abra o
espírito à compreensão das Escrituras”.

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III. O ESPÍRITO SANTO, INTÉRPRETE DA ESCRITURA
109 Na Sagrada Escritura, Deus fala ao homem à maneira dos homens. Para bem interpretar a
Escritura é preciso, portanto, estar atento àquilo que os autores humanos quiseram realmente afirmar e
àquilo que Deus quis manifestar-nos pelas palavras deles.
110 Para descobrir a intenção dos autores sagrados, há que levar em conta as condições da época
e da cultura deles, os “gêneros literários” em uso naquele tempo, os modos, então correntes, de sentir, falar e
narrar. “Pois a verdade é apresentada e expressa de maneiras diferentes nos textos que são de vários
modos históricos ou proféticos ou poéticos, ou nos demais gêneros de expressão.”
111 Mas, já que a Sagrada Escritura é inspirada, há outro princípio da interpretação correta, não
menos importante que o anterior, e sem o qual a Escritura permaneceria letra morta: “A Sagrada Escritura
deve também ser lida e interpretada com a ajuda daquele mesmo Espírito em que foi escrita”. O Concílio
Vaticano II indica três critérios para uma interpretação da Escritura conforme o Espírito que a inspirou
112 1. Prestar muita atenção “ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira”. Pois, por mais diferentes
que sejam os livros que a compõem, a Escritura é una em razão da unidade do projeto de Deus, do qual
Cristo Jesus é o centro e o coração, aberto depois de sua Páscoa.
O coração de Cristo designa a Sagrada Escritura, que dá a conhecer o coração de Cristo. O coração
estava fechado antes da Paixão, pois a Escritura era obscura. Mas a Escritura foi aberta após a Paixão,
pois os que a partir daí têm a compreensão dela consideram e discernem de que maneira as profecias
devem ser interpretadas.
113 2. Ler a Escritura dentro “da Tradição viva da Igreja inteira”. Consoante um adágio dos Padres,
“Sacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiae quam in materialibus instrumentis scripta a sagrada
Escritura está escrita mais no coração da Igreja do que nos instrumentos materiais. Com efeito, a Igreja leva
em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus, e é o Espírito Santo que lhe dá a interpretação
espiritual da Escritura (“…segundo o sentido espiritual que o Espírito dá à Igreja.
114 3. Estar atento “a anagogia da fé ” Por “anagogia da fé” entendemos a coesão das verdades
da fé entre si e no projeto total da Revelação.

Os SENTIDOS DA ESCRITURA
115 Segundo uma antiga tradição, podemos distinguir dois sentidos da Escritura: o sentido literal e o
sentido espiritual, sendo este último subdividido em sentido alegórico, moral e analógico. A concordância
profunda entre os quatro sentidos garante toda a sua riqueza à leitura viva da Escritura na Igreja.
116 O sentido literal. É o sentido significado pelas palavras da Escritura e descoberto pela exegese
que segue as regras da correta interpretação. “Omnes sensus fundantur super litteralem – Todos os sentidos
(da Sagrada Escritura) devem estar fundados no literal”.
117 O sentido espiritual. Graças à unidade do projeto de Deus, não somente o texto da Escritura,
mas também as realidades e os acontecimentos de que ele fala, podem ser sinais.
1. O sentido alegórico. Podemos adquirir uma compreensão mais profunda dos acontecimentos
reconhecendo a significação deles em Cristo; assim, a travessia do Mar Vermelho é um sinal da vitória de
Cristo, e também do Batismo.
2. O sentido moral. Os acontecimentos relatados na Escritura devem conduzir-nos a um justo agir. Eles
foram escritos “para nossa instrução” (1Cor 10,11)
3. O sentido anagógico. Podemos ver realidades e acontecimentos em sua significação eterna,
conduzindo-nos (em grego: “anagogé”; pronuncie “anagogué”) à nossa Pátria. Assim, a Igreja na terra é sinal
da Jerusalém celeste.
118 Um dístico medieval resume a significação dos quatro sentidos:
Littera gesta docei, quid credas allegoria, moralis quid agas, quo tendas anagogia.
A letra ensina o que aconteceu; a alegoria, o que deves crer; a moral, o que deves fazer; a
anagogia, para onde deves caminhar.
119 “É dever dos exegetas esforçar-se, dentro dessas diretrizes, por entender e expor com maior
aprofundamento o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho como que preparatório,
amadureça o julgamento da Igreja. Pois todas estas coisas que concernem à maneira de interpretar a
Escritura estão sujeitas, em última instância, ao juízo da Igreja, que exerce o divino ministério e mandato do
guardar e interpretar a Palavra de Deus”
Ego vero Evangelio non crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas.
Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja católica”

IV O CÂNON DAS ESCRITURAS
120 Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados lista
dos Livros Sagrados”. Esta lista completa é denominada “Cânon” das Escrituras. Ela comporta 46 (45, se
contarmos Jr e Lm juntos) escritos para o Antigo Testamento e 27 para o Novo Testamento.
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juizes, Rute, os dois livros de Samuel, os dois
livros dos Reis, os dois livros das Crônicas, Esdras e Neemias, Tobias, Judite, Ester, os dois livros dos
Macabeus, Jó, os Salmos, os Provérbios, o Eclesiastes (ou Coélet), o Cântico dos Cânticos, a Sabedoria, o
Eclesiástico (ou Sirácida), Isaías, Jeremias, as Lamentações, Baruc, Ezequie l, Daniel, Oséias, Joel, Amós,
Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, para o Antigo Testamento; os
Evangelhos de Mateus, de Marcos, de Lucas e de João, os Atos dos Apóstolos, as Epístolas de São Paulo aos
Romanos, a primeira e a segunda aos Corintios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, a
primeira e a segunda aos Tessalonicenses, a primeira e a segunda a Timóteo, a Tito, a Filêmon, a Epístola
aos Hebreus, a Epístola de Tiago, a primeira e a segunda de Pedro, as três Epístolas de João, a Epístola de
Judas e o Apocalipse, para o Novo Testamento.

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O ANTIGO TESTAMENTO
121 Antigo Testamento é uma parte indispensável da Sagrada Escritura. Seus livros são divinamente
inspirados e conservam um valor permanente, pois a Antiga Aliança nunca foi revogada.
122 Com efeito, “a Economia do Antigo Testamento estava ordenada principalmente para preparar
a vinda de Cristo, redentor de todos”. “Embora contenham também coisas imperfeitas e transitórias”, os livros
do Antigo Testamento dão testemunho de toda a divina pedagogia do amor salvífico de Deus: “Neles
encontram-se sublimes ensinamentos acerca de Deus e uma salutar sabedoria concernente à vida do homem,
bem como admiráveis tesouros de preces; nestes livros, enfim está latente o mistério de nossa salvação”
123 Os cristãos veneram o Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus. A Igreja sempre
rechaçou vigorosamente a idéia de rejeitar o Antigo Testamento sob o pretexto de que o Novo o teria feito
caducar (marcionismo).

O NOVO TESTAMENTO
124 “A Palavra de Deus, que é força de Deus para a salvação de todo crente, é apresentada e
manifesta seu vigor de modo eminente nos escritos do Novo Testamento.” Estes escritos fornecem-nos a
verdade definitiva da Revelação divina. Seu objeto central é Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, seus
atos, ensinamentos, paixão e glorificação, assim como os inícios de sua Igreja sob a ação do Espírito Santo.
125 Os Evangelhos são o coração de todas as Escrituras, “uma vez que constituem o principal
testemunho da vida e da doutrina do Verbo encarnado, nosso Salvador”.
126 Na formação dos Evangelhos podemos distinguir três etapas:
1. A vida e o ensinamento de Jesus. A Igreja defende firmemente que os quatro Evangelhos, “cuja
historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os
homens, realmente fez e ensinou para a eterna salvação deles, até o dia em que foi elevado”.
2. A tradição oral. “O que o Senhor dissera e fizera, os apóstolos, após a ascensão do Senhor,
transmitiram aos ouvintes, com aquela compreensão mais plena de que gozavam, instruídos que foram pelos
gloriosos acontecimentos de Cristo e esclarecidos pela luz do Espírito de verdade.”
3. Os Evangelhos escritos. “Os autores sagrados escreveram os quatro Evangelhos, escolhendo certas
coisas das muitas transmitidas ou oralmente ou já por escrito, fazendo síntese de outras ou explanando-as
com vistas à situação das igrejas, conservando, enfim, a forma de pregação, sempre de maneira a transmitirnos,
a respeito de Jesus, coisas verdadeiras e sincera. ”
127 O Evangelho quadriforme ocupa a Igreja um lugar único, como atestam a veneração que lhe
tributa a liturgia e o atrativo incomparável que desde sempre tem exercido sobre os santos: Não existe
nenhuma doutrina que seja melhor, mais preciosa e mais esplêndida que o texto do Evangelho. Vede e
retende o que nosso Senhor e Mestre, Cristo, ensinou com suas palavras e realizou com seus atos. É acima de
tudo o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações; nele encontro tudo o que é necessário para
minha pobre alma. Descubro nele sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos.

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A UNIDADE ENTRE O ANTIGO E O NOVO TESTAMENTO
128 A Igreja, já nos tempos apostólicos, e depois constantemente em sua Tradição, iluminou a
unidade do plano divino nos dois Testamentos graças à tipologia. Esta discerne, nas obras de Deus contidas
na Antiga Aliança, prefigurações daquilo que Deus realizou na plenitude dos tempos, na pessoa de seu Filho
encarnado.
129 Por isso os cristãos lêem o Antigo Testamento à luz de Cristo morto e ressuscitado. Esta leitura
tipológica manifesta o conteúdo inesgotável do Antigo Testamento. Ela não deve levar a esquecer que este
conserva seu valor próprio de Revelação, que o próprio Nosso Senhor reafirmou. De resto também o Novo
Testamento exige ser lido à luz do Antigo. A catequese cristã primitiva recorre constantemente a ele.
Segundo um adágio antigo, o Novo Testamento está escondido no Antigo, ao passo que o Antigo é
desvendado no Novo “Novum in Vetere latet et in Novo Vetus patet”.
130 A tipologia exprime o dinamismo em direção ao cumprimento do plano divino, quando “Deus
será tudo em todos” (1 Cor 15,28), Também a vocação dos patriarcas e o Êxodo do Egito, por exemplo, não
perdem seu valor próprio no plano de Deus, pelo fato de serem ao mesmo tempo etapas intermediárias
deste plano.

V. A SAGRADA ESCRITURA NA VIDA DA IGREJA
131 “É tão grande o poder e a eficácia encerrados na Palavra de Deus, que ela constitui sustentáculo
e vigor para a Igreja, e, para seus filhos, firmeza da fé, alimento da alma, pura e perene fonte da vida
espiritual.” “É preciso que o acesso à Sagrada Escritura seja amplamente aberto aos fiéis.”
132 “Que o estudo das Sagradas Páginas seja, portanto, como que a alma da Sagrada Teologia.
Da mesma palavra da Sagrada Escritura também se nutre salutarmente e santamente floresce o ministério
da palavra, a saber, a pregação pastoral, a catequese e toda a instrução cristã, na qual deve ocupar lugar
de destaque a homilia litúrgica.”
133 A Igreja “exorta com veemência e de modo peculiar todos os fiéis cristãos… a que, pela
freqüente leitura das divinas Escrituras, aprendam ‘a eminente ciência de Jesus Cristo”(Fl 3,8). “Com efeito,
ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”.

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RESUMINDO
134 Omnis Scriptura divina unus liber est, et hic unus liber est Christus, “quia omnis Scriptura divina de
Christo loquitur, et omn is Scriptura divina in Christo impletur” – Toda a Escritura divina é um único livro, e este
livro único é Cristo, já que toda Escritura divina fala de Cristo, e toda Escritura divina se cumpre em Cristo.
135 “As Sagradas Escrituras contêm a Palavra de Deus e, por serem inspiradas, são
verdadeiramente Palavra de Deus. “
136 Deus e o autor da Sagrada Escritura inspirar seus autores humanos; age neles e por meio dele.
Fornece assim a garantia de que seus escritos ensinem sem erro a verdade salvífica.
137 A interpretação das Escrituras inspiradas deve antes de tudo estar atenta àquilo que Deus quer
revelar por intermédio dos autores sagrados para nossa salvação. O que vem do Espírito só é plenamente
entendido pela ação do Espírito.
138 A Igreja recebe e venera como inspirados os 46 livros do Antigo e os 27 livros do Novo
Testamento.
139 Os quatro Evangelhos ocupam um lugar central, já que Cristo Jesus é o centro deles.
140 A unidade dos dois Testamentos decorre da unidade do projeto de Deus e de sua Revelação. O
Antigo Testamento prepara o Novo, ao passo que este último cumpre o Antigo; os dois se iluminam
reciprocamente; os dois são verdadeira Palavra de Deus.
141 “A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras da mesma forma como o próprio Corpo do
Senhor”: ambos alimentam e dirigem toda a vida cristã. “Tua Palavra é a lâmpada para meus pés, e luz
para meu caminho” (Sl 119,105)(120).

 

9788515021529

Texto copilado na integra do Catecismo da Igreja Católica

 

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